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O líquido sinovial possui basicamente as funções de nutrir a cartilagem articular e lubrificar as superfícies articulares, minimizando o atrito natural entre cartilagens opostas. ETIOLOGIA E CONCEITO A palavra sinovial deriva do grego syn (com) e latim ovum (ovo): semelhante a clara de ovo. Líquido sinovial – fluido das articulações. Líquido claro, transparente e viscoso encontrado nas cavidades das articulações móveis (diartroses) ou articulações sinoviais. COMPOSIÇÃO Formado por um ultrafiltrado do plasma através da membrana sinovial, cujas células secretam um mucopolissacarídeo contendo ácido hialurônico e proteínas; Como essa filtração plasmática não é seletiva, exceto no que diz respeito as proteínas de alto peso molecular, o líquido sinovial normal tem a mesma composição bioquímica do plasma; Outros elementos: Mucina, albumina, gordura e sais minerais, linfócitos, monócitos, neutrófilos, células sinoviais; Podem apresentar cristais decorrentes de patologias como: Ácido Úrico (gota), pirosfosfato de cálcio (pseudogota), colesterol, dentre outros componentes. OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO LÍQUIDO SINOVIAL A quantidade de fluido varia com o tamanho da articulação e o grau de líquido acumulado nela; A quantidade de fluído sinovial nas articulações pode aumentar devido a patologias autoimunes, lesões mecânicas, químicas ou bacterianas. Joelho adulto é inferior a 3,5 mL Inflamação pode aumentar para mais de 25 mL O líquido sinovial não coagula, mas o fluido de uma doença pode conter fibrinogênio e coagular. FUNÇÕES Reduzir o atrito entre os ossos durante o movimento articular; Proporcionar lubrificação entre as articulações; Fornecer nutrientes para a cartilagem articular, permitindo assim sua funcionalidade e movimentação; Diminuir o choque de compressão que ocorre durante atividades ou caminhadas; Elimina os desperdícios que surgem devido ao uso da articulação ANATOMIA CÁPSULA ARTICULAR MEMBRANA SINOVIAL Cobre todo o interior da cápsula articular (exceto a superfície da cartilagem); Deficiente de vasos; Ausência de células epiteliais e membrana basal; Formada por uma camada de 1 a 3 células distribuídas livremente sobre uma matriz de mucopolissacarídeos; Células especializadas – Sinoviócitos. liquido sinovial AULA 7 – ANÁLISES DE LÍQUIDOS CORPORAIS liquido sinovial COLETA DA AMOSTRA Punção aspirativa - Artrocentese Coletar em seringa umedecida com heparina; Distribuir nos seguintes tubos, de acordo com os testes exigidos: 1 tubo estéril heparinizado para bacerioscopia e cultura 1 tubo estéril EDTA para contagem de células 1 tubo sem anticoagulante para outros testes 1 tubo com fluoreto de sódio (glicose) ANÁLISE DO LÍQUIDO SINOVIAL Macroscópica: Cor Aspecto Viscosidade. Citológica (microscópica): Células sinoviais Contagem: GBs (Total e diferencial) Bioquímica: Mucina Glicose Proteínas Outras: Bacterioscópico Cultura e exames de cristais. COR Normal: incolor ou amarelo pálido Sinoviócitos Ácido Hialurônico Alta viscosidade do LS Danos as membranas articulares Produzem dor e rigidez Coletivamente referidos como Artrite Mucopolissacarídeos Derrames não inflamatórios: amarelo intenso Artrites sépticas: esverdeado Artrite hemorrágica: avermelhado Deve ser diferenciada de punção traumática (mudança na coloração e presença de coágulos). ASPECTO Normal: Claro Transparente Levemente amarelo Turvo ▪ Presença de células (Leucócitos e hemácias) ▪ Presença de Cristais ou Fibrina (fator I) Presença de precipitado de mucina e fibrina Presença de precipitado de mucina e fibrina VISCOSIDADE Diretamente relacionado a quantidade de ácido hialurônico; Em processos inflamatórios o ácido hialurônico diminui. MUCINA Adição do Ácido Acético → Formação ou não de coágulo. GLICOSE Semelhante aos níveis do plasma (99mg/dL) Obs.: Resultados muito divergentes (<10mg/dL) em comparação ao do plasma, indica processos inflamatórios ou infecciosos. PROTEÍNAS Valor de referência =1,2-2,5g/dL; Sua elevação ocorre principalmente em processos inflamatórios (Ex: gota) e sépticos. ANÁLISE CITOLÓGICA Citometria → Análise quantitativa. Citologia → Contagem diferencial em lâmina corada. Preparações citrocentrifugadas ou em esfregaços; O fluido deve ser incubado com hialuronidase, antes da preparação da Lâmina. Avaliação da presença de cristais Ex: Urato monossódico (GOTA) TIPOS DE CRISTAIS Uratos monossódicos (UMS) “agulhas”. Ácido úrico Pirofosfato de cálcio ENSAIO MICROBIOLÓGICO Coloração de Gram; Cultura TESTES SOROLÓGICOS Artrite reumatoide; Lúpus; PCR e Fibrinogênio. Cristal Forma Luz polarizada Significado Urato monosódico Agulhas Birrefringência negativa Gota Pirofosfato de cálcio Quadrado rômbico, varetas Birrefringência positiva Pseudogota Colesterol Placas entalhadas, rômbico Birrefringência negativa Extracelulares Corticosteroide Placas planas de forma variável Birrefringência positiva e negativa Injeções Oxalato de cálcio Envelopes Birrefringência negativa Diálise renal Apatina (fosfato de cálcio) Partículas pequenas Requer microscopia eletrônica Sem Birrefringência Osteoartrose