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Desafio A partir da leitura dos conceitos apresentados acima, faça uma análise crítica sobre esses níveis de desenvolvimento estético em sua aplicação real na educação fundamental da rede pública de ensino nacional. Escreva, no máximo, dez linhas. Nível 1: Narrativo Visitantes de museus são contadores de histórias usando suas observações concretas, seus sentidos e suas associações pessoais para criar uma narrativa. As suas avaliações sobre a obra de arte se baseiam no que eles gostam e no que eles podem saber sobre arte. À medida que os visitantes parecem mergulhar na obra de arte, seus comentários são entremeados por termos emocionais, tornando-se parte do desenrolar de um drama. Através da análise do nível 01 (narrativo) pode-se se dizer que a interpretação e associação pessoal de cada aluno na arte é através da realidade, associada e refletida na sua narrativa pessoal através de suas vivencias. Nível 2: Construtivo Os indivíduos criam uma estrutura para observar as obras de arte, usando as suas próprias percepções, o conhecimento do mundo natural, os valores morais, sociais e as visões convencionais do mundo. Se a obra não parece ser do jeito como deveria (por exemplo, uma árvore alaranjada em vez de marrom), o indivíduo julga a obra como estranha ou sem valor. A habilidade, a técnica, o trabalho árduo, a utilidade e a função não são evidentes. As respostas emocionais desaparecem à medida que os indivíduos se distanciam da obra de arte e focam apenas nas intenções do artista. Nível 3: Classificatório Os indivíduos descrevem a obra usando uma terminologia analítica e crítica similar à dos historiadores. Classificam a obra de acordo com o lugar, a escola, o estilo, o tempo e a proveniência, decodificam a superfície da tela em busca de indícios, usando o seu cabedal de fatos e figuras. Uma vez separado em categorias, o indivíduo explica e racionaliza o significado e a mensagem da obra. Nível 4: Interpretativo Os indivíduos buscam criar algum tipo de relação pessoal com a obra de arte. Eles exploram a tela, permitindo que interpretações da obra lentamente se revelem e apontam sutilezas de linha, forma e cor. Sentimentos e intuições precedem a percepção crítica à medida que os indivíduos permitem que símbolos e significados da obra se manifestem. Cada novo encontro com uma obra de arte evoca novas comparações, percepções e experiências. Eles aceitam a ideia de que o valor e a identidade da obra estão sujeitos à reinterpretação e veem uma possível interpretação passível de mudança. Nível 5: Recreativo Os indivíduos, depois de terem estabelecido uma longa história de observação e reflexão sobre obras de arte, estão, agora, prontos para suspender a incredulidade. Uma pintura familiar é como um velho amigo, imediatamente conhecida, mas ainda cheia de surpresas, que necessita de atenção diária e plena. Em todas as amizades significativas, o tempo é um elemento-chave. Conhecer a ecologia da obra, em particular, e com a observação, em geral, possibilita combinar uma contemplação pessoal com uma que abarca preocupações universais. Aqui, a memória mistura a paisagem da pintura, combinando visões pessoais e universais. (Fonte: IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: ArtMed, 2003. p. 89-95). A partir da leitura dos conceitos apresentados acima, faça uma análise crítica sobre esses níveis de desenvolvimento estético em sua aplicação real na educação fundamental da rede pública de ensino nacional. Escreva, no máximo, dez linhas. Em sua aplicação real na educação os níveis seriam ferramentas para conhecer a obra e, por tanto, desenvolver os aspectos importantes de uma arte. Essa possibilidade cresce quando existe a leitura da obra de arte tendo em vistas aspectos como contexto e criação por meio de uma releitura. Ou seja, de uma segunda leitura da obra sob determinadas possibilidades. Os cinco níveis de desenvolvimento estético seguem uma ordem lógica e coerente para o desenvolvimento de quem observa o objeto. Fica evidente, especialmente no recreativo, é que o processo de releitura da mesma obra deve ser repetido diversas vezes. Levando isso em consideração e diante de nossa realidade municipal, é um problema bem especifico. Além da distância geográfica de qualquer centro onde ofereça esse tipo de suporte e a plena falta de recursos para visitações a museus, parques e exposições tem sido um desafio quase que intransponível. Também a barreiras de formação de professores, onde sua formação não se passa por estes ambientes de aprendizagem, consequentemente seus alunos também. Apesar disso, ainda que utópico, campanhas e parcerias deveriam fazer parte do cotidiano da popularização da arte, devendo ser estimuladas em todos os âmbitos. Devem sempre estar em constante formação. Com isso pode-se acabar com a fragmentação do ensino e consequentemente despertar o gosto pela arte.