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Curso de Eletrocardiograma Prof.ª Tatiana Assad Aula 06.1 – 14.04.2021 Marina Cavalcante Chini INTERVALO PR – BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES INTRODUÇÃO O Intervalo PR ocorre ANTES do Complexo QRS – aonde identifica os bloqueios atrioventriculares que fazem parte das bradiarritmias o Vai do início da Onda P até o início do Complexo QRS RELEMBRANDO O PROCESSO DE DESPOLARIZAÇÃO Nó Sinoatrial Feixes Internodais (despolariza AD e faz a conexão com o Nó A-V) Feixe de Bachmann (leva a despolarização para o AE) Nó Atrioventricular Feixe de His (porção membranosa do septo interventricular) Ramo Direito (termina nas Fibras de Purkinje para o lado direito) e Ramo Esquerdo (termina nas Fibras de Purkinje para o lado esquerdo) na porção muscular Divisões dos Fascículos (divisão anterior é a mais importante) Tempo em que a despolarização está saindo do Nó Sinoatrial e chegando no Nó A-V = Onda P o Tudo o que envolve a despolarização do AD e do AE é visto na Onda P – por isso as sobrecargas são vistas nessa onda O que acontece entre o Nó A-V e o Feixe de His (região membranosa) e ainda NÃO atingiu a musculatura ventricular = Segmento PR o Final da Onda P ao início do Complexo QRS o Porém, esse segmento NÃO tem padronização típica no ECG Início da Onda P ao Início do Complexo QRS = Intervalo PR o Possui padronização típica no ECG o Vai somente até o INÍCIO do Complexo QRS porque quando atinge a musculatura ventricular já faz parte desse complexo o Nesse tempo, ocorre a despolarização do átrio (Onda P), entra com o potencial elétrico dentro do Nó A-V, passa pelo Feixe de His e para ANTES de atingir os ramos, porque se não já está no Complexo QRS o Local onde avalia-se os BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES Intervalo PR = de 120 a 200 ms (3 a 5 quadradinhos) BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES (BAV) São os bloqueios de CONDUÇÃO entre o que acontece no átrio e o que acontece no ventrículo – é o tempo de condução que vai envolver o que acontece na Onda P e, principalmente, o que acontece no Nó A-V e no Feixe de His Curso de Eletrocardiograma Prof.ª Tatiana Assad Aula 06.1 – 14.04.2021 Marina Cavalcante Chini Dividido em – o Bloqueio Atrioventricular de 1º Grau (BAV 1º Grau) o Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau (BAV 2º Grau) BAV 2º Grau Mobitz Tipo 1 BAV 2º Grau Mobitz Tipo 2 o Bloqueio Atrioventricular Total (BAVT) BLOQUEIO ATRIOVENTRICULAR DE 1º GRAU É quando tem uma Onda P extremamente LONGE do Complexo QRS – o Está em ritmo SINUSAL – pois depois de cada Onda P tem um Complexo QRS, porém, esse ritmo sinusal está sendo conduzido para o ventrículo com um BAV de 1º grau o Isso quer dizer que tem uma condução mais lenta para o ventrículo porque ou dentro do Nó A-V ou na região do Feixe de His tem um retardo nessa condução (uma doença) Com isso, o intervalo entre o início da Onda P e o início do Complexo QRS passa a ser um intervalo MUITO GRANDE, muito maior do que o limite superior, ou seja, > 200 ms (> 5 quadradinhos) No BAV de 1º GRAU, TODA Onda P conduz o Complexo QRS no ritmo sinusal Onda P antes de cada Complexo QRS – ritmo sinusal = Onda P que CONDUZ Intervalo PR > 200 ms (> 5 quadradinhos) BLOQUEIO ATRIOVENTRICULAR DE 2º GRAU O grau de bloqueio do Nó A-V ou do Feixe de His PIORA o O Intervalo PR pode estar normal e ir alargando aos poucos ou pode ser um bloqueio súbito No BAV de 2º grau, existem Ondas P que conduzem e outras que NÃO conduzem o Complexo QRS A ‘Onda P bloqueada’, ou seja, que NÃO conduz o Complexo QRS é originada porque o grau de bloqueio é TÃO grande, que NÃO PASSA o estímulo para o ventrículo Onda P bloqueada – NÃO conduz Complexo QRS BAV 2º GRAU – MOBITZ TIPO 1 (WENCKEBACH) Em sequência, vai ALARGANDO o Intervalo PR = o Intervalo PR aumenta até ser bloqueado o Vai PIORANDO o grau de bloqueio – o intervalo vai se alargando aos poucos BAV 2º GRAU – MOBITZ TIPO 2 O alargamento do Intervalo PR com bloqueio da Onda P de forma SÚBITA = bloqueio súbito Mobitz Tipo 1 = Intervalo PR aumenta até ser bloqueado Mobitz Tipo 2 = Intervalo PR normal anteriormente e de repente tem um Intervalo PR alargado com Onda P bloqueada: SÚBITO Porém, para CONFIRMAR ambos os tipos de BAV de 2º grau é preciso ter pelo menos 2 Complexos QRS conduzidos, quando tem uma sequência de 1 conduzido e um bloqueado recebe o nome de BLOQUEIO 2:1 Curso de Eletrocardiograma Prof.ª Tatiana Assad Aula 06.1 – 14.04.2021 Marina Cavalcante Chini BLOQUEIO 2:1 Ocorre quando tem uma sequência que CONDUZ seguida de outra que NÃO CONDUZ – formando 2 Ondas P’s para 1 Complexo QRS (2:1) OBS – Nesse caso, NÃO dá para saber se era uma variante do tipo 1 que bloqueou ou se já era um tipo 2 Porém, deve-se prestar bastante atenção nesse tipo pois a chance de o paciente evoluir para BAV Total é muito grande, então, na prática conduz como BAVT BLOQUEIO ATRIOVENTRICULAR TOTAL (BAVT) – 3º GRAU Ocorre quando TODOS os estímulos atriais são BLOQUEADOS e o coração e mantém à partir de um marca-passo ventricular o Tem um BLOQUEIO TOTAL da condução, ou na região do Nó A-V ou no Feixe de His – ou seja, o átrio e o ventrículo trabalham de forma completamente desconectada Porém, todas as células do sistema de condução cardíaco tem potencial de automatismo – então, uma vez que que o Nó Sinusal não conseguir comandar o ventrículo, no Feixe de His, nos Ramos, nas Fibras de Purkinje ou no próprio musculo cardíaco irá disparar um estímulo elétrico e esse potencial de ação acontece do Nó A-V para baixo o Quando mais para baixo estiver no sistema, mais baixa é a frequência cardíaca – ex: FC de 40 bpm disparada no Feixe de His ou FC de 20 bpm disparada nos Ramos Logo, a FC depende do quão mais baixo o bloqueio está nesse sistema – ou seja, quanto mais baixo tiver o bloqueio do sistema, MENOR é a FC No BAVT, para identificar o bloqueio tem que pegar um papel e colocar o eletro em cima e riscar onde encontrar as Ondas P e os Complexos QRS – o Nesse caso, percebe-se que a Onda P obedece uma FREQUÊNCIA SINUSAL – 80, 90, 100 bpm o E o Complexo QRS obedece outra frequência, que é uma FREQUÊNCIA VENTRICULAR Com isso, observa-se que há uma desconexão entre o átrio e o ventrículo – então, a Onda P NÃO comanda o Complexo QRS e normalmente a frequência do Complexo QRS é MENOR Presença de várias Ondas P Não tem NENHUMA Onda P comandando o Complexo QRS ou pode estar escondida DENTRO dele – é uma sequência desconexa FC muito baixa < 40 ms Isso demonstra que é um bloqueio BAIXO porque a FC está muito baixa, indicando que provavelmente quem está comandando o ritmo são os Ramos Curso de Eletrocardiograma Prof.ª Tatiana Assad Aula 06.1 – 14.04.2021 Marina Cavalcante Chini OBS – O BAVT pode levar à síncope e a PCR porque como a FC é muito baixa, o débito cardíaco também é baixo ANÁLISE DE ECG Onda P Complexo QRS ‘Entalhe da Onda T’ – NÃO existe Onda T assim, ela deve ser ascendente lenta e descendente rápida o Logo, esse entalhe é na verdade uma Onda P Onda P Onda P dentro do Complexo QRS Onda P Ou seja, isso indica uma DISCORDÂNCIA de frequência sinusal e frequência ventricular = BAVT ‘Entalhe da Onda T’ = Onda P Onda P Onda P e por ai vai ............ Nesse caso, o paciente tem uma alteração isquêmica (Supra de ST com inversão da Onda T) e provavelmente o BAVT está relacionado RESUMO