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Distúrbios ácido-base brait pdf

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devido a um distúrbio metabólico 
primário (acidose metabólica) ou compensatório (excreção 
renal de HCO3 para compensar a diminuição da PCO2 de uma 
alcalose respiratória crônica). O BE não se altera nos distúrbios 
respiratórios agudos, pois não há tempo hábil para a resposta 
compensatória renal. 
ACIDOSE RESPIRATÓRIA 
pH < 7,35 e PCO2 > 45 mmHg 
HCO3 normal 
CAUSAS DE ACIDOSE RESPIRATÓRIA 
Alterações do sistema nervoso que podem dificultar a 
respiração: 
• Traumatismos crânio-encefálicos 
• Intoxicações exógenas 
• Comas de qualquer natureza 
• Resíduo de drogas depressoras 
• Lesão medular: princ. Acima de C5 
• Lesão do nervo frênico 
• Bloqueadores neuromusculares 
Alterações tóraco-pulmonares 
• Obstrução das vias aéreas altas 
• Atelectasias 
• Pneumonias extensas 
• Derrame pleural 
• Afogamento 
• Traumatismo torácico 
• Hipercapnia permissiva 
• Pneumotórax extenso ou hipertensivo 
• DPOC e Asma 
Causas de acidose respiratória aguda ou agudizada 
Pneumopatias graves – fadiga 
respiratória 
Doença do SNC (AVE, tumores, 
TCE, TRM, hemorragias) 
Edema agudo de pulmão 
grave – fadiga respiratória 
Síndrome de Guilláin-Barré 
Obstrução de vias aéreas 
superiores 
Crise miastênica 
 
Causas de acidose respiratória crônica 
DPOC Cifoescoliose grave 
Pneumopatias crônicas 
com hipoventilação 
Síndrome de Pickwick (obesidade 
mórbida + apneia do sono) 
Esclerose lateral 
amiotrófica 
Outras neuropatias ou miopatias 
crônicas 
ALCALOSE RESPIRATÓRIA 
pH > 7,45 e PCO2 < 35 mmHg 
HCO3 Normal 
CAUSAS DE ALCALOSE RESPIRATÓRIA 
A alcalose respiratória é sempre consequência da 
hiperventilação pulmonar, tanto na sua forma aguda, 
quanto na crônica 
Causas de alcalose respiratória aguda 
Hiperventilação Psicogênica 
(ansiedade, angústia) 
Pneumopatias agudas: crise 
asmática, pneumonia, TEP 
Intoxicação por salicilatos Sepse por Gram-negativos 
Insuficiência hepática aguda Doença aguda do SNC 
Causas de alcalose respiratória crônica 
Pneumopatias crônicas com 
hiperventilação 
Sepse por Gram-negativos 
Insuficiência hepática Doença aguda do SNC 
Hipertireoidismo 
ACIDOSE METABÓLICA 
pH < 7,35 HCO3 < 22 mEq/L 
BE: -2 mEq/L PCO2 normal 
ACIDOSE METABÓLICA: CONCEITO DE ANION GAP 
As acidoses metabólicas podem ser divididas em dois 
grandes grupos, de acordo com a patogênese: (1) acidoses 
com ânion-gap alto e (2) acidoses hiperclorêmicas. 
Para entender o ânion-gap, observe este conceito: para 
que o equilíbrio eletroquímico do plasma seja mantido, o 
total de cátions tem que ser igual ao total de ânions. O 
principal cátion do plasma é o sódio (Na+), enquanto os 
principais ânions são o cloreto (Cl-) e o bicarbonato 
(HCO3-). Acontece que a concentração plasmática de 
sódio é maior do que o somatório das concentrações de 
cloreto e bicarbonato. O equilíbrio eletroquímico é 
mantido pela existência de outros ânions plasmáticos. O 
Ventilatórias 
Ventilatórias e 
respiratórias 
somatório de todos estes ânions corresponde ao ânion-
gap. Daí vem a fórmula do ânion-gap: 
 
Na verdade, o ânion-gap inclui todos os ânions “não 
medidos” subtraído de todos os cátions “não medidos”. 
Entre os ânions considerados “não medidos”, a albumina 
é o principal em termos de concentração plasmática, mas 
também temos o fosfato, o sulfato, o lactato e os 
cetoânions (derivados dos corpos cetônicos). Entre os 
cátions “não medidos”, temos o potássio, o cálcio e o 
magnésio. Aqui, o termo “não medidos” refere-se a todos 
os cátions que não o sódio e a todos os ânions que não o 
cloreto e o bicarbonato. 
 
 
As duas ultimas colunas são exemplos de acidose. Porém elas 
são diferentes, na primeira o que aumentou foi o cloro e na 
segunda foi o AG. Isso significa que a primeira é a acidose 
metabólica hiperclorêmica e a segunda é a acidose metabólica 
normoclorêmica (ou acidose com AG aumentado). 
Qual a importância clínica disso? Sempre que foi acidose 
metabólica com AG aumentado significa que tenho excesso de 
ácidos, então o bicarbonato abaixou porque foi consumido e não 
porque está faltando. Desse modo, não adianta dar 
bicarbonato, pois o problema está no excesso. 
Já na acidose metabólica hiperclorêmica ou tem excesso de cloro 
ou falta de bicarbonato (de verdade). Um exemplo pode ser o 
paciente que tomou muito soro (já que o soro fisiológico tem 
muito cloro). Se eu perder bicarbonato (por doença tubular renal 
por exemplo) também posso ter uma acidose metabólica com 
AG normal. 
 
CAUSAS DE ACIDOSE METABÓLICA 
ANION GAP AUMENTADO 
• Cetoacidose diabética 
• Sepse 
• Intoxicação por AAS, paraldeído 
• Mieloma Múltiplo: produz vários anticorpos (que são 
proteínas) e portanto o pH do sangue fica alto 
• Acidose lática 
• Uremia 
• Intoxicação por metanol 
• Intoxicação por etilenoglicol 
ANION GAP NORMAL (HIPERCLORÊMICAS) 
• Insuficiência renal 
• Acidose tubular renal 
• Diarreia 
• Fístulas biliares, entéricas ou pancreáticas 
• Ureterossigmoidostomia 
• Nutrição parenteral total 
• Acetazolamida 
• Diuréticos poupadores de potássio 
ALCALOSE METABÓLICA 
pH > 7,45 HCO3 > 28 mEq/L 
PCO2 normal BE: +2 mEq/L 
CAUSAS DE ALCALOSE METABÓLICA 
• Desidratação 
• Uso de diuréticos 
• Perda de suco gástrico 
► Vômitos 
► SNG em drenagem 
• Iatrogenias 
Diuréticos diminuem a volemia. O único diurético que não dá 
alcalose metabólica é o inibidor da anidrase carbonica 
(acetazolamida) 
O vômito apesar de perder ácido clorídrico, tem a principal 
causa no fato de causar desidratação 
Iatrogênias: ex.: médico erra a conta e dá muito hco3 para o 
paciente 
O tratamento básico vai ser pela hidratação com soro 
fisiológico 
CASOS CLÍNICOS 
 
• Primeiro observamos o pH: no caso, ele está em 
acidemia. Só pode ser 3 coisas: acidose respiratória, 
acidose metabólica ou acidose mista. 
• O PC02 está > 45 (alto): logo é acidose respiratória → 
Agora eu irei olhar se tenho acidose metabólica 
também. 
• O bicarbonato está entre 22-28 (normal). Logo ele 
tem apenas acidose respiratória. 
• Para saber se está compensado ou não existem 
algumas formulas (no entanto, para a prova ele não 
vai cobrar a fórmula do PCO2 esperado). Para essa 
prova, iremos olhar o valor do pH: está ácido – então 
está fora do normal – acidose respiratória 
descompensada. 
• O tratamento: intubação com ventilação mecânica 
 
• pH está alto: só pode ser 3 coisas → alcalose 
respiratória, alcalose metabólica ou alcalose mista 
• O PC02 está menor que 35: então tenho alcalose 
respiratória. 
• O HCO3 está 25 (entre 22-28) – normal → não tenho 
alcalose metabólica 
• Paciente está em Alcalose respiratória 
descompensada porque o pH está básico 
• Tratamento: ajustar a frequencia respiratória do 
aparelho 
 
• pH: acidemia, então só posso ter 3 coisas → acidose 
respiratória, acidose metabólica ou acidose mista. 
• Tem PCO2 de 20 – não está > 45 → não tem acidose 
respiratória. 
• HCO3 está baixo (<22): então tenho acidose 
metabólica descompensada (pois o pH esta 
descompensavel) 
• Provavel causa: cetoacidose diabética 
• Tratamento da cetoacidose 
• Na acidose metabólica a formula do pco2 esperado é 
(1,5xHCO3)+8 +-2 
• Se aplicarmos a formula do PCO2 esperado, 
encontraremos 13-17, logo, é realmente uma acidose 
metabólica desocmpensada pois o PCO2 está em 20 e 
para estar compensado ele deveria estar entre 13-17 
 
• pH: acidemia 
• PCO2 está > 45: acidose respiratória 
• HCO3 < 22: acidose metabólica 
• Logo, paciente encontra-se em acidose mista 
descompensada 
• Tratamento: repetir a gasometria (se demora pra 
analisar a gasometria isso interfere na medida, pois 
libera ácido lático) 
 
• pH de 7,55 = alcalemia. 
• PCO2: não tem alcalose respiratoria (não está <35) 
• HCO3 > 26 = alcalose metabólica 
• Ph: está fora do normal = Alcalose metabólica 
descompensada 
• Provavél causa: Erraram