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1 Universidade Federal do Amazonas Faculdade de Medicina Departamento de Clínica Cirúrgica Serviço de Traumato Ortopedia RESUMOS E TRANSCRIÇÕES DE AULAS Feito por: Amanda Ribeiro França Caio Ferreira Souza 2018 2 Sumário Semiologia Ortopédica ..................................................................3 Articulações.................................................................................16 Epifisiliose proximal do Fêmur .....................................................18 Escoliose......................................................................................20 Estrutura óssea/ Desenvolvimento..............................................21 Fratura de Platô Tibial (VIANA)....................................................21 Fratura Diáfise Tíbia.....................................................................23 Fratura diáfise de fêmur..............................................................25 Fraturas Transtroncantéricas ......................................................59 Fratura supracondiliana do fêmur................................................49 Fratura do platô tibial e luxação do joelho (BRUNO)....................51 Fratura de platô tibial (NELSON)..................................................61 Fratura de úmero ........................................................................67 Fratura exposta ...........................................................................75 Fratura e Luxação de Tornozelo ..................................................78 Fraturas de metacarpo e falange .................................................90 Fraturas-luxação dos ossos do carpo ...........................................95 Lesões musculo-tendinosas da mão.............................................97 Fraturas-luxações do quadril .......................................................99 Fratura Antebraço Adulto e Criança ...........................................105 Lesão de nervos periféricos ........................................................112 Lesões traumáticas da cintura escapular ...................................112 Fratura do anel pélvico ..............................................................114 Lesões Meniscais e Ligamentos do Joelho..................................117 Paralisia Cerebral.......................................................................123 Politrauma ................................................................................124 Tumores Ósseos ........................................................................129 Resumo Joelho (ligamentos e meniscos) Amanda.......................132 Resumo amanda p/ p2 2018.1 ....................................................138 Resumo Tornozelo Aula Vanderson – Amanda ...........................145 3 Semiologia Ortopédica O que leva um pct procurar um medico ? Dor. A Primeira coisa que faz o pct procurar o médico é a dor. A Segunda é a deformidade, pois, leva a um preconceito e a discriminação nesse pais. A Terceira é a impotência funcional que leva o paciente procurar o medico, você não consegue movimentar sozinho, causa uma interferência familiar, leva uma alteração na sociedade, pq eu tenho que criar meios para que essa pessoa com impotência funcional possa deambular, tenho que criar acessos, eu altero o lazer dessas pessoas. E essa interferência ela percute de forma individual, comunitária e nacional, isso leva um custo econômico, Ex: Lombalgia, uma simples dor nas costas é maior causa de afastamento do trabalho, e é a que leva a mais aposentadoria por invalidez. É importante quando eu vou avaliar uma pessoa, é fazer a inspeção geral, e quando o paciente entra no consultório façam uma inspeção geram. A inspeção é feita de frente, Lado e de Costas. Eu vou observar nessa inspeção geral a Postura, Assimetria corporal, Atitude, e a capacidade de movimento, até msm quando o paciente for tirar a roupa. (pct com problema no ombro) verificar se ele esta usando ou não aquela articulação ou defendendo, ou se esta usando a amplitude normal de movimento, como aqui , se olhar este individuo ele tem a coluna torta ele tem uma escoliose, mas pq ele tem essa escoliose? Se olhar p bacia as espinhas ilíacas, uma esta mais baixa e a outra esta mais alta, pq? Ele tem uma perna mais curta que a outra. A escoliose dele e secundaria não é primaria, ela e causada pela diferença dos membros inferiores, isso leva uma bascula de bacia isso leva a uma escoliose. Este outro paciente vc pede pra ele encostar o braço na parede, vc vai ver a diferença da escapula uma mais alta e a outra mais baixa. Então essa uma doença uma escapula congênita chamada doença de Sprengel, então vc ver a diferença dessas escapulas. Quando vc olha este paciente de frente vc ver agenesia desse peitoral maior, isso leva uma sinergia de tórax, quando vc olha este paciente a esquerda, vc tem um peito de pombo e um pstusacrinato, e na face anterior de tórax. E este paciente olhando de frente ele tem uma patologia chamada torcicolo congênita a esquerda pq ele tem uma retração do músculo estenocleidomastordio ele já nasceu com essa retração ele já puxa pra lado esquerdo. Alteração de postura vista de perfil vc ver se esse paciente tem uma cifose torácica isso é postural apesar de ter algumas patologias pode levar a essa alteração. Uma outra coisa importante e difícil de avaliar que ate hj já tem laboratório para isso é a marcha. A marcha é complexa ela tem uma fase de apoio e balanço, essa fase de apoio é dividido em 4 parte e a de balanço em 2, e quando toca o calcanhar no solo, e faço meu apoio com o pé e faço impulso e o desprendimento, eu tenho que saber todos os músculos responsável por este movimento, ortopedista precisa saber todos os músculos que vão agir nos movimentos. O balanço é a fase de aceleração e desaceleração. Também tem músculos que participam nisso, e se vc não tiver determinado músculos vc vai cair na fase de aceleração. Então os tipos de marchas: Marchas Normais, Marchas Antálgicas, Marchas de Insuficiência do glúteo médio, Marcha Espástica, tenho Marcha de Insuficiência do Quadril. Então vc tem pct com mielomeningocele ele tem deficiência de determinado musculo do quadríceps da coxa, da perna, você precisa de apoio, e tenho Marcha de paciente com Paralisia Cerebral. 4 Então temos a Marcha típica do Parkinson e a Marcha Escarvante , ele tem insuficiência do tibial anterios ele naõ consegue elevar o pé ( escarvante). Eu tenho testes especiais. Teste de GALEAZZI ; PCT DEITADO 90° quadril e faço uma flexão de joelho normalmente de 100 a 110° vc vê a diferença pois ele tem o encurtamento de um dos membros, esse encurtamento pode ser por este fêmur ser mais curto, ou ele pode ser encurtamento pq o fêmur pode esta luxado a cabeça do fêmur pode esta fora do acetábulo, nós fazemos isso quando ac criança nasce. Na coluna nos vamos ver a coluna Cervical, Torácica, Lombar e a Sacra, e eu vou me preocupar com os movimentos dessa coluna, Flexão e Extensão, Extensão e Rotação, a Lateralização, Inclinação, rotação para direita, e rotação para esquerda. Como aqui por exemplo: eu posso ter a patologia da coluna cervical a doença de Klippel-Feil (síndrome de Klippel-Feil) que é ausência ou fusão de vertebras cervicais, que fez com que ele ficasse com o pescoço nessa posição o tempo todo, ou vc tem ausência ou a fusão de vertebra. A coluna Torácica eu tenha esse cifose e a curva normal e existente, pessoas que podem ter o aumento dessa cifose (hipercifose) no idoso ele começa a ter osteoporose e abaixar p dentro dessa vertebra, e quando baixar p dentro dessa vertebra ele vai ter hipercifose. Existe a hipercifose na adolecencia, que podeser fisiológica ou patológica, ou uma doença de (Scheuermann.......) pq a uma alteração da fusão do núcleo anterior dessa vertebra, a uma doença neste núcleo e essa vertebra não se faz corretamente e o pct vai ter essa cifose (hipercifose). E eu posso ter uma cifose causada por uma doença comum na nossa região que é o Mal de POTT, que é a tuberculose na coluna vertebral. Vc tem tuberculose que leva a destruição no corpo 5 dessa vertebra isso faz com que tenha uma deformidade que é mais comum nas ultimas vertebras torácicas ou nas primeiras vertebras lombares, é uma cifose lombar, e a coluna lombar ela tem um lordose(HIPELORDOSE) . Existe um teste, que é o Teste de Adams ou Teste de Um Minuto. Eu mando o paciente erguer os braços ele vai tentar tocar o solo com as pontas dos dedos Ela eleva os braços e vai dobrar a coluna. E ela fica um minuto. Se aumentar a gibosidade, aquela corcunda, aumentar só para um lado e o outro permanecer normal. Provavelmente, esse paciente tem escoliose. Porque quando a minha vertebra inclina pra lateral, ela não só faz isso, ela inclina e gira. E o corpo vertebral que tá grudado nela, gira também. Então, ele fica mais proeminente de um lado do que do outro. E aí, fica mais alto um lado do que do outro. Existem outros testes especiais; então você tem aqui o Lasegue. Esse teste é pra verificar neurite do ciático. Então você tem um processo inflamatório no nervo ciático, muito comum no paciente que tem lombociatalgia e chega no consultório dizendo que dói a coluna lombar e que essa dor se irradia pro MMII ou D ou E. Você bota ele deitado, segura no calcâneo e eleva a perna dele e ele vai ser considerado até 70 graus como sendo patológico. Isso é comum em pacientes com hérnia de disco. 6 Teste de Patrick-Fabere (flexão, abdução e rotação externa). Isso é um macete de cursinho pra se decorar alguma coisa. E seguro na asa do ilíaco contra-lateral. Eu estou testando a articulação sacro-ilíaca contra-lateral. Então, se eu tô fletindo o direito, eu tô testando a articulação sacro- ilíaca contra-lateral. Se o paciente tiver artrose nessa região, alguma patologia acometendo a sacro-ilíaca, ele vai sentir dor. E ao mesmo tempo, nesse teste, eu tô testando se ele não tem encurtamento dos adutores. 7 Existe uma forma de vc medir este membro real e a aparente, vc vem da espinha ilia ate o malelo medias, essa é a real. A aparente vc vai do umbigo ate o meleolo. Método (........22/;30 não entendi)ai vc vai pelo quadril, ai vc vai ver a crista ilíacas, espinhas ilíacas, trocante maior e as tuberosidades, e vai chegar se preocupar com flexão e extensão, abdução, adução, rotação externa e interna. Articulação coxofemoral e a Glenoumeral, são as únicas articulação que são enartrose que fazem todos os movimentos possíveis de uma articulação, são as únicas da enartrose que conseguem fazer circunvolução. Só o ombro e a coxafemoral. Teste de Thomas Eu estou testando contralateral a flexão do quadril, geralmente é a flexão do lado contrario a que eu estou examinando. Então eu faço uma flexão do lado contra vai sumir a lordose, pq quando eu deito a minha coluna lombar não toca na maca, por causa da lordose que eu tenho, então eu faço a flexão essa lordose desaparece, se eu tiver uma retração no musculo contralateral essa perna vai sair da mesa, então estou examinando contra lateral. Muito comum em paralisia cerebral, ai vc tem que fazer alongamento do Iliopsoas. Iliopsoas se insere na tuberosidade menor, e é responsável pela flexão do quadril. Teste é a manobra de trendelenburg: que eu estou testando sempre o lado contralateral, eu tô me apoiando quando eu faço isso. O glúteo sustenta a minha inclinação pélvica, se eu tiver uma insuficiência do glúteo eu vou cair pro lado que tem insuficiência, cair pro lado que esta sem apoio. 8 Manobra de Ortolani, Barlow do quadril: toda criança que nasci é obrigado o Neonatologista aquele que pega a criança ao nascer, fazer esta manobra, manobra de Ortolani é quando eu pego um quadril que esta displasico e eu vou reduzir a cabeça do fêmur no acetábulo. A de Barlow eu provoco a luxação tiro a cabeça do fêmur do acetábulo. Joelho é a articulação mais estudada nesse pais,é a que mais sofre lesão é a articulação do joelho, eu tenho 3 articulações; eu tenho uma articulação entre o fêmur e a tíbia, e entre a patela e fêmur, e esse joelho parece mais não e uma dobradiça, ele não faz so movimento de ai vem, vai e vem. Pq o joelho nos últimos graus de extensão, o que ele faz? ele desliza para trás, e nos últimos graus de flexão ele desliza para frente, então ele tem esse movimento de deslizamento posterior e deslizamento anterior. 9 Uma coisa que vocês vão ouvir muito na ortopedia pra ver o alinhamento dos MMII é o varo e o vago, então no valgo eu faço um L, e varo é a perna aberta. Quando eu sofro um trauma no joelho, é o derrame articular, eu venho, vou segurar a patela, vou palpar a patela ele tem pouca mobilidade, quando ela flutua dentro da articulação tem liquido lá me baixo, pode ser sangue ou liquido sinovial, ou pode ser pus, mas pus vai causar muita dor e vc não vai poder fazer isso. Existem outros testes especiais que vocês vão ouvir muito quando estiverem andando pelos ambulatórios, é o teste de Lachman. Teste de Lachman – Saber lesão do Ligamento Cruzado Anterior. Teste da Gaveta – quando eu puxo pra frente para saber lesão do Ligamento Cruzado Anterior, e quando eu empurro para saber lesão do Ligamento Cruzado Posterior. 10 Teste de Lachman é o único que vc consegue fazer na emergência pra quem levou um trauma no joelho pq vc nao conseguir fazer isso aqui que dói muito ( fala em relação ao teste da gaveta que dói muito). No Pé vamos ter ante-pé, medio-pé e retro-pé. Entre o ante-pé e o medio-pé você tem uma articulação muito importante, que é a articulação de Lisfranc, que é a lesão mais preocupante que mais ocorre em trauma, principalmente em acidente de carro, muito comum, senhoras sapato alto descendo escada. O que acontece? A ponta do pé bate no próximo degrau quando ela esta com sapato muito alto. Quando ela bate a ponta do pé ela cai e luxa essa articulação. Essa articulação é conhecida como Lisfranc pq esse autor descreveu o ligamento mais importante tem existe no pé. Que segura o segundo raio, vc vê que o segundo raio é encaixado, ele é dentro, vc vê que articulação é toda reta, quando chega aqui ela entra, então aqui existe um ligamento muito forte que é o ligamento de Lisfranc. Quando este ligamento rompe e este pé Luxa, vc tem fratura e luxação de Lisfranc, vc tem uma Síndrome Compartimental. Outra Luxação mais grave e mais rara é a Luxação de Chopart, esta daqui leva 100% de Sindrome Compartimental se não agir de imediato. O Pé é interessante pode fazer coisas fantásticas como o Falcão. Então vc pode ter o Pé Curva que é o Pé norma. O Pé com muita curva que é o pé cavo, ou o sem curva que é o pé plano. É muito comum criança com dois anos de idade a mãe levar pq tem o pé chato o pé plano, o pé chato é normal, o pé com curva não é o bom e nem o pé chato. Pé Cavo vc tem que ver a parte neurológica, geralmente fundo neurológico central, criança nasceu e naõ chorou, problema na gestação, tem que pesquisar. Então, muito comum levar a criança com dois anos de idade pq alguns de vocês ate usaram a bota ortopédica não serve para merda nenhum (professor que falou). Então, vc pode ter um pé plano e ser fisiológico, negro geralmente tem o pé plano, isso é genética. Se eu tenho o pé plano e minha esposa tem o pé plana e meu filho nasce com o pé com curva, opa! Tem coisa errada ai (vizinho). Mas vc pode ter um Pé plano que doa e a criança tenha dificuldade de deambular, ele pode ter a insuficiência de algum musculo, geralmente o tibial posterior ai leva ao pé plano,AI É PATOLOGICO. Eu posso ter um Calcâneo normal como eu posso ter um Calcâneo em Varo. Eu posso ter criança que nascem com o Pé em Equino, por insuficiência e encurtamento dos músculos da panturrilha, tendão do calcâneo. Aos 2 anos de idade 75% das crianças andam de ponta de pé, outra coisa comum que vemos no pé o joanete o HALUZ em varo, ou quando vc tem a a deformidade no primeiro raio, esse dedo esse matatarso vem para fora, o Tendão vai para o outro lado e ele gira, a o que que acontece, a carga que é geralmente feita no primeiro raio e calcâneo o resto pega pouca carga. O calo a calosidade é uma defesa do organismo, por isso não pode ser tirada. Quando se tem calo vc tem que tratar o que leva o calo e não retira-lo. Aqui o Pé Valgo, e pé varo. Tem sapato pra tudo. Um lado meu é valgo e um é varo. Tem crianças que tem um pé igual a um ''S'', bota não vai corrigir isso aqui.. é cirurgia! Parece um ''s''. 11 Outro teste especial é o Teste de Thompson, então vc esta jogando bola esta correndo e sente uma pedrada na panturrilha parece que o cara que este te marcando te deu um chute na panturrilha, ou alguém que tivesse te dado uma pedrada. Parece que levou uma pancada forte. Na realidade foi o Tendão que rompeu (tendão calcâneo), e vc coloca o pct deitado e aperta a panturrilha, automaticamente o pé se movimenta, por contratura da musculatura da panturrilha. Se eu faço isso e não acontece, significa que ele tem uma lesão no Tendão de Aquilis. Membro superior vc tem o Ombro. O Ombro tem varias articulações, Esterno-clavicular, Glenoumeral a escapulototacica etc. e vc tem os músculos que são responsáveis por este movimentos. Sãos os Músculos do manguito Rotador ( supra, infra, redondo menos e o infra escapular). Estes músculos que dão movimento a este Ombro. Teste da Apreensão , a articulação que mais luxa no corpo humano é Gleno-umeral , esse é um teste fácil, seguro no Ombro. Teste de Jobe, para testar o musculo supra-espinhal, é o musculo que mais sofre lesão do Manguito Rotador . 12 Paralisia Obstétrica, eu seguro os dois braços e solto, normalmente a criança continua mexendo, se um dos braços ficar parado eu tive uma paralisia obstétrica, lesão do plexo braquial ao nascimento, parto normal sofrido. Cotovelo são três articulações: articulação entre o Umero, rádio e ulna. E eu tenho essa articulação que se articula fazendo a prono e a supinação. Teste de Cozen: isso é pra ver Epicondilite, pessoas que trabalham digitando muito e tem dor no cotovelo, eu vou testar pra Epicondilite. E o outro é o de Mill. 13 A Mão é região de Anatomia difícil, ela pode ter tofos gotosos, artrite reumatoide que causa deformidades. Pode ter um trauma na ponta do dedo, ele pode ficar caído, pois eve lesão no 14 extensor, dedo em martelo, rompeu o tendão. E eu tenho que testar os flexores, superficial e o profundo e o lumbrical. Existe um teste que é pra ver compressão do nervo mediano, Teste de Fallen, fica assim ó, se começar a dar dormencia na mão, significa que tem compressão no nervo mediano. O Tinel que é a digito-pressão, vai ter choque. O outro teste pra ver compressão do tendão extensor do primeiro túnel. Teste de Filkenstein, isso é muito comum em quem trabalha digitando, no distrito, eu já operei os dois lados dessa patologia. 15 Teste de Allen, testa artéria ulnar e radial, comprimindo, aí a mão fica branquinha, aí solta uma e depois solta a outra. 16 Então, na Medicina você só encontra o que procura e só procura o que sabe. Quem não sabe o que procura, não encontra o que acha. Articulações Classificação das articulações Fibrosas (sinartroses) Serrátil ou denteada: parietal-parietal Escamosa: temporo-parietal Plana: naso-nasal. Sindesmose o Membrana fibrosa entre 2 ossos Gonfose: o Dento-alveolar Cartilagíneas (anfiartrose) o Sincondrose Articulação cartilagínea primária Cartilagem hialina Uniões temporárias Crescimento ósseo o Sínfise Articulação cartilagínea secundária Pouco móveis Fortes, resistentes e absorção de choque. 17 Fibrocartilagem Sínfise púbica, discos intervertebrais. o Sinostose Articulação cartilagínea ossificada Ex: sacro Sinoviais (diartroses) + comum Movimento livre Reforço ligamentar o Intrínsecos = espessamento da cápsula o Extrínsecos = ligamentos acessórios 3 características: o Cavidade articular o Cápsula articular (membra fibrosa+membrana sinovial -> produção de líquido sinovial e proteção). o Cartilagem articular nas extremidades ósseas Classificação o Plana Permite pequenos deslizamentos Movimentos: 1 eixo 2 movimentos Ex: acrômio-clavicular, escapulo-toracica, médio-pé (art tarsal ou de Chopart), facetas articulares intervertebrais o Dobradiça Movimentos: 1 eixo (uniaxial) 2 movimentos: flexão e extensão Exemplos: úmero-ulnar, tíbio-talar o Selar Movimentos 2 eixos (biaxial) 4 movimentos: flexão-extensão, adução-abdução Ex: trapézio-1º metacarpo (carpo-metacarpal do polegar). o Esferoides Movimentos: 3 eixos 6 movimentos: flexão-extensão, adução-abdução, rotação interna-externa. Ex: gleno-umeral (ombro); coxo-femoral (quadril). o Elipsóidea ou condilar Movimentos: 2 eixos 5 movimentos: flexão-extensão. Adução-abdução, circundução Ex: metacarpo-falangica, semilunar-radio, escafoide-semilunar. o Trocoideas Pivô – osso gira no próprio eixo Movimentos: 1 eixo 2 movimentos: rotação interna e externa Ex: radio-ulnar proximal, atlanto-axial. Sinóvia 18 Tec conectivo vascular Proteção a nível celular (filtro contra invasão de MO´s), nutrição, prod líq sinovial, vascularização. Líquido sinovial Ultrafiltrado de plasma através da memb sinovial + ác hialurônico + pequena qntd de proteínas alto peso molecular (responsáveis pela viscosidade). Cavidade articular Amarelo-claro Transparente e viscoso Poucas céls (0-200 leucocitos) Lubrificação, nutrição, absorção de impacto. Vascularização Através das artérias articulares o Anastomoses o Redes articulares arteriais Vv articulares: acompanhantes Inervação Rico suprimento -> Lei de Hilton: nervos q suprem uma articulação tbm suprem os mm q a movimentam ou a pele q cobre suas inserções. Propriocepção = consciência do movimento e posição corporal Fibras da dor = ficam + na cápsula Problema: identificar qual estrutura da articulação q está lesionada. Osteoartrose: lesão na cartilagem, inflamação da sinovial, lesão de menisco. Osso: osteonecrose (necrose do osso subcondral – adjacente a cartilagem hialina, por consequência pode planar), fratura q pode levar a degeneração precoce da articulação. Membrana sinovial: sinovite nodular (memb se prolifera), tumores da memb sinovial -> sinoviomas, sarcomas. Inervação: ex: DM: perda de inerv. -> lesão -> degeneração (articulação de Charcot: art q não é inervada); pode levar a deformidade. Epifisiliose proximal do Fêmur Epifisiólise proximal do fêmur, deslizamento, condropatia epifisária, coxa vara do adolescente. + comum em adolescente o meninas: 12-13 anos o meninos: 13-16 anos EPF é uma afecção na qual existe um enfraquecimento da camada hipertrófica da cartilagem epifisal proximal do fêmur, havendo deslocamento do colo femoral em relação à epífise. Epidemiologia Adolescentes com IMC acima do normal Imaturidade esquelética Afrodescendentes M > F (3:1) Estirão de crescimento: 11 a 13F, 13 a 15 M Quadril E Bilateral (30-80%) 19 Sazonal (outono em m) Etiologia Multifatorial o Mecânicos Adolescentes acima do peso Retroversão femoral Maior cobertura da cabeça femoral pelo acetábulo Traumatismos (agudos) o Hormonais Disfunção endócrina Síndrome de Frohlich Desequilíbrio entre hormônios sexuais e hormônios do crescimento (GH) Tratamento com GH p/ crescer GH nas fises com proliferação das céls do crescimento + obesidade = deslizamento Hipotireoidismo Pan-hipituitarismo Osteodistrofia renal Testosterona e GH baixos EPF fora da faixa etária, investigar endocrinopatia o Genéticos o Imunológicos Classificações Desvio entre a cabeça femoral e o colo femoral – Wilson o Ângulo formado entre a epífise femoral e o colofemoral. o Em torno de 90º o Grau I: pré-escorregamento: quadro clínico + pequenas alterações radiofráficas. o Grau 2: escorregamento leve: epífise se desloca até no máximo 1/3 da largura do colo femoral. o Grau 3: escorregamento moderado: > 1/3, no máximo até a largura do colo femoral. o Grau: grave: > ½ da largura do colo femoral. SouthWich o 0-30º: leve o 30-60º: moderados o > 60º Tempo de evolução da doença o Aguda o Crônica o Crônica agudizada Estabilidade Biótipo do paciente Patologia Deslizamento ocorre na zona hipertrófica fisária. Epífise desliza posterior e inferiormente e o fêmur roda externamente, anterior e superior. Resulta em uma coxa vara progressiva a um encurtamento do membro inferior. Aumento do ângulo: coxa valga 20 Diminuição do Ângulo: coxa vara Quadro clínico Dor no quadril o Anterior: envolve o nervo femoral, obturador. Claudicação Rotação interna do membro inferior Crônico Dor irradiada e persistente Claudicação antálgica Rotação externa Encurtamento 1,2 a 2 cm Drehman + o Flexão do quadril -> qnd chega nos últimos níveis de flexão, o pct faz rotação externa de coxa. Atrofia de coxa Exames complementares Rx US Cintilografia TC RM Sinal de Trethowan Linha de Klein: linha não corta a epífise Escoliose Muito a ver com a mulher Quando a criança começa a ficar com o pescoço duro= primeira curva (cervical) Quando senta= cifose torácica Quando fica em pé= lordose lombar e cifose sacrococcígea ESCOLIOSE Desvio da coluna vertebral Pode ser doença ou não Curvatura do plano frontal e sagital ou rotacional Deformidade da c torácica é infinitamente maior que a lombar NÃO ESTRUTURAL: desvio lateral da coluna não relacionado a estruturação das vértebras ou dos discos ESTRUTURAL: a curva mostra estruturação, doença, rotação do corpo vertebral Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor p criança teste de adams ou teste de 1 minuto: Flexão da coluna vertebral (se for assimétrico, tem rotação), pode-se testar a flexibilidade 21 Estrutura óssea/ Desenvolvimento Estrutura óssea Desenvolvimento da cartilagem: Ossificação inicia-se pela condensação do mesenquima Diferenciação em condroblastos Ossificação Membranosa Endocondral o Modelo cartilaginoso o Cartilagem hialina o Osso longos o Centro de ossifcação primário -> diáfise o Nascimento: Diáfise -> ossificada Epífise -> cartilagem Síndrome de Klippel-Feil: pescoço curto, linha do couro cabeludo baixa, fusão de C3-C5... Espinha bífida Costelas acessórias Hemivértebra -> formação de metade da vértebra -> escoliose Barra óssea Acondroplasia: centro de ossificação dos ossos proximais (úmero e fêmur) não se desenvolvem direito. Displasia do desenvolvimento do quadril: fêmur não encaixado no acetábulo (está luxado), por mal-formações. Pé torto congênito Lei de Wolf Periósteo Crescimento do osso em diâmetro Qnd se desloca da camada cortical do osso -> ossifica-se em 10 a 15 dias (reação periosteal). Osso subcondral: Fina camada de osso cortical presente no local de articulação, em contato com a cartilagem articular. Fratura de Platô Tibial Altura relativa: Lado lateral é um pouco mais alto do que o lado medial (inclinação de 3º) -> raio x em AP o Osso da região medial é + resistente que o da região lateral. o Se a fratura é na região medial o trauma foi de maior energia. Geralmente há cisalhamento o Inclinação posterior (7-10º) 22 Eixos o Anatômico: paralelo à diafise o mecânico: por onde passa o vetor de força: do centro do quadril até o centro do joelho. Incidência das fraturas Lateral: 55-70% Medial: 20-23% Bicondilares: 10-30% Exames de imagens Radiografia o AP o Perfil o Oblíquas o Tração TC Classificação Schatzker o 1: cisalhamento porém sem depressão o 2: cisalhamento + depressão o 3: só depressão o 4: planalto medial -> cisalhamento, afundamento o 5: 2 planaltos o 6: platô se desconectou da diáfise AO o A: não pegar articulação o B: o C: Tipo 4 de Schatzker Luxação do joelho Lesão n fibular: 5-50% Lesão a poplítea: 13-50% o Arteriografia Indicações cirúrgicas Fraturas expostas Síndrome compartimental -> imediata Lesão vascular Desvio maior que 3mm (lateral0: menisco intacto Qualquer desvio medial (2mm) Alargamento > 5mm Instabilidade varo-valgo Fatores importantes Complexidade da fratura Lesões de partes moles Qualidade óssea (idade) Lesões associadas o Meniscais (50%) o Ligamentares (20-25%) Princípios do tto Preservação das partes moles Restauração anatômica da superfície articular Alinhamento axial 23 Enxertia das falhas ósseas Reparo meniscal e ligamentar Objetivos da redução Estabilidade absoluta -> platô Estabilidade relativa -> diáfise Teste -> p/ averiguar se o eixo foi estabelecido; feito durante a cirurgia, fundoscópio???? Fixação externa Tubular Circular Híbrida Fixação interna RAFI (convencional) Percutânea (MIPO, MIPPO, MIO) Pós-operatório -> MCP Mobilização Contínua Passiva Cefalosporina: 24hs Dreno FRATURA DIÁFISE TÍBIA Fratura da Diáfise da Tíbia Fratura + comum dos ossos longos Mecanismo da lesão Fratura de baixa energia o Força torcional o Trauma indireto o Fratura da fíbula em nível diferente da tíbia o Tschener grau 0/1 Fratura de alta energia o Força direta o Cominuição significativa o Fratura da fíbula no mesmo nível da tíbia o Fratura exposta Condições associadas Lesões de partes moles Críticas p/ os resultados Fratura do maléolo posterior Associada com fratura em espiral do 1/3 distal da tíbia Classificações AO o 42 o A -> simples 24 1: espiral 2: oblíqua (>30º) 3: transversa (<30º) o B -> em cunha 1: espiral 2: em flexão 3: fragmentada o C -> complexa 1: em espiral 2: segmentar 3: irregular Anderson e Gustillo -> fratura exposta o Muito comum apresentar exposição Tscherne e Gotzen -> fratura fechada o Grau 0: Mínima lesão de partes moles Lesão indireta do membro (torsão) Fratura simples o Grau 1: Contusão ou abrasão superficial Fratura moderada o Grau 2 Abrasão profunda Contusão muscular d pele Fratura grave o Grau 3 Contusão extensa de pele ou esmagamento Grave lesão muscular profunda Síndrome compartimental Avulsão subcutânea Apresentação Sintomas o Dor, inabilidade p/ sustentar o peso Exame físico o Avaliar status vascular o Avaliar status compartimental Palpação Movimento passivo dos dedos o Mensuração da pressão intracompartimental se indicada o Pulso o Sensibilidade o Inspeção dos tecidos moles, bolhas e fraturas expostas Imagem Radiografias o AP e perfil, panorâmica da tíbia afetada o AP e perfil do joelho e tornozelo ipsilateral TC o Fraturas intra-articulares ou suspeita de envolvimento articular o TC do tornozelo p/ fratura do 1/3 distal da tíbia em espiral o p/ excluir fratura do maléolo posterior. TTO da fratura fechada 25 Conservador o Redução fechada/imobilização gessada Gesso curo-podálico durante 4 semanas, acompanhar semanalmente. Gesso funcional de Sarmiento Gessosuro-podálico ou “brace” funcional até consolidação da fratura, acompanhar semanalmente. o Resultados Alta taxa de sucesso se p alinhamento aceitável for mantido Risco de encurtamento nas fraturas oblíquas Risco de consolidação viciosa em varo o No adulto: + restrito -> fraturas mínimas Traço alinhado, cortical s/ desvio o + direcionado a crianças Crianças tem alto poder de remodelação Cirúrgico o Fixador externo Tto imediato -> depois faz definitivo o Placa percutânea Fixa nas extremidades -> placa em ponte. s/ abrir o foco da fratura. o Haste intramedular Indicações Alinhamento instável com gesso Lesão de tecidos moles que não toleram gesso Fratura segmentar Lesão no membro ipsilateral Politrauma Fratura da tíbia bilateral Obesidade mórbida o Indicação Útil nas fraturas proximal ou metafisária distal Fratura diáfise de fêmur (NELSON E BRUNO) Epidemiologia Frequente Alta energia Jovem Multifragmentar Politrauma por acidente de transito Baixa energia Idoso Torção Traços simples Pode tem patologia anterior que auxilia na fratura 26 Classificação AO Não pergunta em prova Lesões associadas Politrauma o Abdominal o TCE o Fratura Bilateral Nervosa o PAF Vascular o 2% (mais comum no fêmur distal) Fretura exposta o 16% o Tipo II Ósseas o Frat do colo do fêmur o Fratura da bacia/acetábulo o Frat da tíbia Ligamentares o Joelho- 37% Partes moles Avaliação cuidadosa o Fratura fechada o Fratura exposta ATENÇÃO!!! o Síndrome compartimental Radiografia simples Radiografia simples o Fêmur o Quadril o Joelho Avaliação inicial Politrauma o ATLS- Sangramento o Instável Hemodinâmico POR QUE OPERAR? Resultados superiores o Consolidação o Restauração anatômica o Recuperação funcional QUANDO OPERAR? 27 Imediatamente o Fratura exposta o Lesão isolada o Politrauma- não pode fazer a fixação primaria imediata porque o paciente pode vir a óbito (so fixador externo) Evolução o Ideal o Aceitável Precocemente o Após ressuscitação adequada o Neuro/imagem- ok Vantagens o Permanencia da UTI o Tempo de internação o Complicações pulmonares/fraturas/múltiplos órgãos o Menor incidência complicações o Favorece consolidação óssea o Permite cicatrização de partes moles o Recuperação funcional adequada o Ressuscitação adequada o Politrauma o TCE- maor cuidado com ressuscitação o FIXAÇÃO PRECOCE É VANTAJOSO Controle de dano Fix ext COMO FIXAR? Estabilidade absoluta o Placas e parafusos 70/80 decada Resultados satisfatórios Recuperação funcional Complicações Pseudoartrose Infecção Falência implante Causa muita lesão no osso Indicações epeciais Fraturas periproteticas Associações (colo+diáfise) Novos conceitos Estabilidade relativa Placa ponte Mecanico-> biologia o Vascularização o Alinhamento anatômico 28 o Calo ósseo Novos sistemas Estabilidade relativa o Fix ext Estabilidade relativa Versátil Alto índices de complicações como terapêutica Infecção Psuedoartrose Consolidação viciosa Cirurgias secundárias o Haste intramedular Padraão ouro Haste intramedular bloqueada o HIM retrograda Joelho flutuante Diafise associada Colo Acetábulo/pelve Obesidade Gravidez Bilateral COMPLICAÇÕES o Lesão vascular o Infecção o Retardo de consolicação o Consolidação viciosa o Refratura CASO CLÍNICO: LMC +Debridamento + fix. Ext e avaliar depois de 48/72h- faz segundo debridamento e bota curativo a vácuo 7 dias após o aciente: se o paciete esta bem e ferida boa você faz a operação 3 meses fepois: boa cicatrização 1 ano depois: consolidação TODA ARTICULAÇÃO FAZ ESTABILIDADE ABSOLUTA OSSO LONGO SEMPRE FAZER ESTABILIDADE RELATIVA Fraturas Diafisárias de Fêmur Introdução Frequente Alta energia 29 o Jovem o Multifragmentar o Politrauma Baixa energia o Idoso Algumas das vezes o idoso -> artrose, prótese do joelho. o Torção o Traço simples Classificação (não cai) Lesões Associadas Politrauma o Abdominal o TCE o Bilateral Principalmente em pcts que sofreram acidente de moto Nervosa o PAF Vascular o 2%: mais comuns nas fraturas dos fêmur distal. Fratura exposta o 16% o A fratura no fêmur começa com grau 2. Ósseas o Fratura do colo do fêmur o Fratura da bacia/acetábulo o Fratura da tíbia Ligamentares o Joelho - 37% o Não tem como saber pela impossibilidade de realizar as manobras, só descobre depois. Partes Moles Avaliação cuidadosa o Fraturas fechadas o Fraturas expostas. Atenção o Síndrome compartimental o Lesão vascular Avaliação Radiográfica Radiografia simples o Fêmur o Quadril o Joelho Avaliação Inicial Politrauma o ATLS – sangramento Hemodinamicamente instável ou estável Pq operar? Antigamente era tratado com tração + gesso Resultados superiores 30 o Consolidação o Restauração anatômica o Recuperação funcional Qnd operar? Imediatamente o Fratura exposta o Lesão isolada o Politrauma -> não pode fazer a fixação primária imediatamente (deve-se fazer controle de danos antes). Evolução o Ideal o Aceitável Fratura exposta: Inicialmente fixa -> debridamento + fecha curativo + VAC -> opera e fixa (após 7 dias) -> cicatrização (3 meses) -> consolidação (1 ano). Precocemente o Após ressuscitação adequada o Neuro/abdome -> OK o Vantagens Permanência na UTI Tempo d einternação Complicações Pulmonares/fraturas Múltiplos órgãos Taxa de mortalidade Fixação precoce Menor incidência de complicações Favorece consolidação óssea Permite cicatrização de partes moles Recuperação funcional adequada Controle do Dano Instável Traumatismo torácico Hipotensão Melhor: fixador externo Como fixar? Estabilidade absoluta o Placas e parafusos: compressão intrafragmentar o Tem certa mobilidade, se deixar muito rígida ela quebra (ineficaz) o Resultados satisfatórios o Recuperação funcional. o Complicações Pseudoartrose Infecção Falência implante o Indicações especiais Fraturas periprotéticas Associações Colo + diáfise 31 o Evolução Estabilidade relativa (deixou de ser absoluta) Passou a se usar placa em ponte Mecânico -> absoluto Vascularização Alinhamento anatômico Calo ósseo Estabilidade relativa o Fixador externo Em tto definitivo: Versátil porém altos índices de complicações (infecção, pseudoartrose, consolidação viciosa, cirurgias secundárias). Fixação temporária Mais indicado. Principalmente fratura grau 2. Bom em pcts com lesão vascular o Haste intramedular Alto índice de consolidação O peso do corpo é distribuído entre o osso e a haste. Suporte intramedular central > load sharing o Se aplicar carga precoce promove a consolidação. Ps: na placa o peso é distribuído fica sobre a placa. o Banda de tensão excêntrica -> load bearing o Se aplicar carga precoce -> prejudica a consolidação. HIM retrógrada Joelho flutuante Diáfise associada Obesidade Gravidez Bilateral o Único osso longo que aceita estabilidade absoluta -> rádio e ulna (pois são considerados articulações). Complicações Lesões nervosas e vasculares Infecções Pseudoartrose Fraturas Supracondilianas do Femur Introdução 2 grupos o Jovens Trauma violento Alta energia 50% expostas 30% politrauma Traço cominutivo e eventualmente articulares. o Idosos Trauma de baixa energia Patologia prévia: osteoporose. Conceito 32 Compromete a região distal do fêmur, a uma distância de 9cm a partir da superfície articulardo joelho. Dúvida -> a regra do quadrado Lesões associadas Fratura de patela (15%) Lesão de menisco (12%) Lesão vascular (3%) Lesão nervo (1%) Características anatômicas Zona metafisária (cuidado no idoso) o Cortical fina o Canal medular largo o Pouca reserva óssea Osso de forma trapezoidal na parte distal Cápsula articular Inserções de tendões Inserções de ligamentos Músculo gastrocnêmio -> causa deformidade na fratura o Sempre vai estar em desvio posterior o A ponta -> pode lesar a artéria femural Qnd transportar o pct entre macas -> nunca em joelho extendido, e sim fletido. Se extensão -> gastrocnêmio traciona o fragmento -> causa + lesão. Encurtamento e rotação Diagnóstico Radiografias o AP o Perfil o Túnel o Radiografia em Tração (feita pelo médico) TC o Fragmentação articular o Fratura no plano coronal o Desvio e afundamento Estabelecer se o trauma foi de baixa ou alta energia o Osteoporose – pega do implante o Lesão de partes moles Exame físico (condição neurovascular é essencial) o Artéria poplítea o Nervo isquiático o Ligamentos -> antes da osteossíntese é bastante doloroso Não consegue avaliar imediatamente Qnd operar? Politraumatizado Fratura exposta Lesão arterial Síndrome compartimental Graves lesões de partes moles Controle de danos -> fixador externo 33 Objetivos do tto operatório Reconstrução anatômica d asuperfície articular Restauração do alinhamento rotacional e axial Fixação estável dos côndilos à diáfise do fêmur Estabilidade absoluta -> intra-articular. Estabilidade relativa -> extra-articular. Ponto de entrada: 10mm da parte articular e 15 mm da parte anterior. Complicações Pseudoartrose: 1-6% Consolidação viciosa Perda de redução Rigidez articular Infecção pós-cirúrgica FRATURAS DIAFISÁRIAS E DISTAIS DO FÊMUR Lesões muito frequentemente encontradas no PS Altamente incapacitantes Necessitam de procedimento cirúrgico Tempo de recuperação bastante longo Estatísticas -Estudo Americano -Atinge todas as faixas etárias, o que muda é o fator causal -Os outros 25% de baixa energia, mais relacionados a pessoas idosas dentro do próprio domicílio, principalmente mulheres -FAF = ferimento por arma de fogo -Miscelânea: mistura de vários fatores 34 Importante observar: Houve uma grande evolução no material disponível para tratar fraturas de fêmur. Há uma década a melhor opção era a haste de Kuntscher, associada ou não à placa (depende da situação). Atualmente, a disponibilidade de materiais é um pouco diferente: hastes fechadas – cirurgia minimamente invasiva hastes travadas – retro- ou antero-caudais placa ponte – tipo de tratamento em que se aceita a posição das estruturas ósseas, não se faz uma redução anatômica placa bloqueada – indicada em casos mais avançados, última opção em qualidade e resultado Também é importante observar: -Intensidade do trauma também é fator importante a ser avaliado -O tempo de lesão – se relaciona ao tratamento definitivo. Se for fratura aberta, a cirurgia é feita imediatamente. Se for fratura fechada, o tratamento pode ser melhor planejado. E a recuperação vai depender de qual tratamento é implantado. -Personalidade da fratura (identidade da fratura): Como essa fratura se apresenta no momento do tratamento definitivo. Todas as peculiaridades do caso irão influenciar no tratamento a ser utilizado -Traço oblíquo longo ou curto -Transverso: impacto direto sobre a coxa -Proposta inicial: Reestabelecer o paciente nas suas condições físicas, anatômicas, sociais e familiar -Estabilizaçao absoluta: não há a possibilidade de movimentação no foco de fratura -Estabilização biológica: permite uma certa movimentação -Dependendo da localização da fratura, discute-se qual desses métodos de fixação enumerados será utilizado -Lembrar que a causa mais comum de fratura de fêmur é por acidente de trânsito (78%) -O estado do paciente antes do acidente é fator de influência também, pois existem as chamadas fraturas patológicas, que ocorrem mesmo na ausência do trauma (ou seja, não foi o trauma o causador da fratura, e sim o acometimento ósseo anterior a esse evento) 35 -Lesões de partes moles associadas – Quando a fratura está exposta, houve grande perda da cobertura, o tratamento definitivo é automaticamente retardado, pois a estrutura óssea, apesar de rígida, é muito delicada e está sujeita a complicações que poderão acompanhar o paciente pro resto da vida -Presença de lesões associadas – complica e retarda a recuperação do paciente -Pacientes com comorbidades – o tratamento da fratura será influenciado por outras patologias previamente apresentadas pelo paciente (diabetes, hipertensão, cardiopatias, em tratamento de outras doenças crônicas) Lesões associadas Lesões vasculares agudas Índice tornozelo/braço Lesões neurológicas Existem lesões que se apresentam de forma muito frequente nas fraturas de fêmur. Uma delas, quando o trauma é diretamente na parte distal da coxa, é a lesão dos ligamentos. O mais comum é o ligamento cruzado anterior. Nem sempre, devido à instabilidade do membro afetado, é possível diagnosticar essas lesões (de ligamento cruzado posterior, de menisco medial, menisco lateral) de imediato. Normalmente é feito o tratamento da fratura do fêmur e só depois essa lesão é observada. Isso ocorre devido à impossibilidade de se fazer os testes para verificar o estado dessas estruturas logo que o paciente chega com fratura de femoral distal ou diafisária. Percentual muito baixo de pacientes apresentam essas lesões em fratura diafisária e distal do fêmur, mas precisa ser diagnosticada, pois uma lesão vascular grave numa fratura fechada pode levar à perda do membro. Em lesões abertas é mais fácil de diagnosticar e o tratamento deve ser imediato. Estabelecer um diagnóstico pelo Índice tornozelo/ braço: protocolo que já não se utiliza mais. O importante é que quando o atendimento é feito, qualquer alteração na circulação da extremidade (observada pela coloração escura na região do pé, uma cianose de extremidade) deve ser detectada e tratada – mais importante até do que tratar a própria fratura. Pode haver demora para reduzir a fratura, mas a lesão arterial deve ser corrigida imediatamente -Lesão de nervo femoral é mais frequente em traumas diretos sobre a pelve, mas dificilmente encontrada em lesões no fêmur -Lesão de nervo ciático também é muito raro, geralmente em traumas de ALTA energia, com fratura exposta e tal -SEMPRE fazer a pesquisa de lesões neurológicas E documentar que foi feita, mesmo que nenhuma tenha sido encontrada. É importante tanto pra evolução do paciente quanto pra defesa jurídica pessoal 36 Hemodinâmica -Hemorragias pré-operatórias são preocupantes, principalmente em fraturas fechadas, em que a detecção da hemorragia é mais difícil. -Às vezes pode haver acometimento da artéria nutrícia e perda de volume importante. Lesões ósseas associadas Radiologia -É muito difícil um paciente com fratura fechada de fêmur precisar de uma transfusão. Geralmente é feito uma radiografia e ele é levado pra sala de ortopedia, onde a tração é feita e depois vai pra enfermaria para se recuperar, sem cuidados acessórios iniciais importantes. Faz-se a analgesia e aí ele vai ser preparado para o tratamento definitivo. Entretanto, quando você atende um paciente e percebe um aumento de volume na região da fratura, deve observá-lo de perto. Não é raro haver a necessidade de reposição de volume sanguíneo para o paciente não entrar em choque Ocorre com muita frequência a detecção de outras fraturas (como fratura do colo do fêmur) no ato cirúrgico pararedução da fratura de diáfise femoral. Por isso, é rotina solicitar Rx de bacia, de fêmur e de joelho, para detectar todas as fraturas desde o atendimento inicial. Luxação de quadril – Também é comum. Paciente chega com grande deformidade da coxa, deve-se dar atenção especial a ele. O Rx precisa incluir a articulação do joelho e do quadril Faz parte da rotina do paciente com trauma na coxa, o Rx da coxa em AP e perfil, às vezes tem que se contentar apenas com o AP, quando a paciente é de difícil manuseio O Rx da bacia em AP é obrigatório Rx do joelho em AP e P também é obrigatório Atentar que tudo que está sendo dito é referente àquele paciente que chega na emergência e apresenta deformidades e queixas somente na região da coxa. Em politraumatizados a avaliação deve ser feita em todos os segmentos, tanto pelo cirurgião quanto pelo ortopedista (coluna, bacia, MMSS). Topográfica: Pode usar os termos médio-diafisária, metafisária, enfim, nomes gerais e conhecidos, não tem uma regra. Relacionados com o istmo femoral: ou seja, com a parte mais estreita do canal femoral. Se é proximal ou distal ao istmo. 37 Classificação das fraturas de fêmur Classificação de Winquist-Hansen Imagem com a classificação de Hansen Grau I – fratura simples, nesse caso da foto ela é oblíqua Grau II – esse (figura) é o fragmento em asa de borboleta Grau I – com apenas 2 fragmentos, um proximal e outro distal. Fratura simples, seja ela transversa ou oblíqua Os outros (grau II, III, IV e V) se classificam de acordo com a presença do 3º fragmento Grau II – apenas 1 fragmento destacado triangular que se chama fragmento em asa de borboleta em contato com a cortical e sendo menor que 50% Grau III – um grande fragmento de asa de borboleta e o contato no limite distal ou proximal Grau IV – fragmento completamente solto, classificada como uma fratura segmentar, que pode ser só um fragmento em asa de borboleta ou pode ser toda a região diafisária Grau V – grande quantidade de fragmentos Fiquei confusa com a classificação, porque ele fala que vai de I a V e na imagem vai de 0 a IV, inclusive quando ele explica a imagem vai chamando a 0 de “I”, a I de “II” e assim em diante. 38 Grau III – Um grande fragmento de asa de borboleta Grau IV – Fratura segmentar. Vejam que existe um fragmento proximal, um distal, e entre eles existe um fragmento com as corticais anterior e posterior completamente desconectadas Grau V – Grande quantidade de fragmentos Classificação AO A classificação AO é bastante simples, com várias subclassificações. O A, B e o C estão relacionado ao tipo de fratura e de fragmento A Fratura com apenas dois fragmentos, um proximal e um distal, e vai ter subclassificações de acordo com o “corte”da fratura, que pode ser A1 (oblíquo simples), A2 (oblíquo longo) e A3 (fratura transversa) B Fragmento em asa de borboleta C Multifragmentado 39 Essas classificações e subclassificações são importantes para determinar o tipo de tratamento que vai ser realizado, o procedimento e a técnica a serem usados. Cada tipo de fratura tem sua própria técnica para ser tratada. Desvio dos fragmentos O que causa o desvio nas fraturas dos segmentos? Qual é o grupo muscular que vai causar esse desvio? Observar na figura uma fratura diafisária proximal do fêmur, onde existe um predomínio de músculos adutores. O fragmento distal vai ser puxado pra região medial, e o fragmento proximal, pela força dos abdutores, vai ser puxado para trás e vai ocorrer esse desvio (a coxa pra dentro e o colo em abdução). Pela força do quadríceps o fragmento proximal é puxado para frente e pelos rotadores e flexores o fragmento proximal é rodado para fora. Isso tem uma conseqüência no momento da redução. Essas fraturas proximais são mais difíceis de serem reduzidas devido ao desvio do fragmento proximal. E aqui as fraturas na região médio-diafisária: 40 Existe um equilíbrio entre os adutores, assim como o quadríceps, e existe um predomínio no desvio anterior (pelo reto anterior). Nas fraturas de região distal, esta aqui é a mais importante, pelos desvios, nessa região supra condileana, pela ação do gastrocnêmio. O fragmento distal é puxado, ele entra em flexão e o fragmento proximal normalmente entra no desvio, mas normalmente ele fica encaixado. Um indivíduo que tem fratura de fêmur distal, o fragmento distal vai para trás e o proximal vai para frente e pelo encurtamento do trauma essa ponta de osso aqui (imagino que seja do fragmento proximal, né) pode entrar no joelho ou passar por cima da patela e fazer uma fratura exposta. Então não é raro nesse tipo de fratura, de alta intensidade, o paciente chegar com essa parte proximal do fêmur para fora da coxa. Tratamento Lá pela década de 80/90, essas fraturas eram menos comuns, pois os acidentes eram menos freqüentes, existiam menos carros. A precariedade da estrutura hospitalar naquela época fazia com que muitos pacientes jovens, principalmente aqueles até a 3ª década, fossem tratados de forma conservadora. O paciente permanecia muitas vezes no hospital até 2 meses internado com uma tração, vários tipos de trações existiam pra fazer esse tipo de tratamento. Posteriormente era colocado um aparelho gessado e o paciente ia pra casa até que ocorresse a consolidação definitiva da fratura. 41 Uma das opções é a tração, trans-esquelética (mais comum) ou percutânea. Outra é o aparelho gessado (ou espica gessada, ou gesso pelve podálico – já que se trata de uma fratura de fêmur), que geralmente precede a um tempo de tração pra que haja uma redução, uma formação de calo ósseo. E quando chega um bebezinho? Às vezes chega uma criança com 4, 5 meses com uma fratura de fêmur. Em crianças nessa faixa etária (até 1 ou 2 anos de idade) pode ser colocado um gesso (aparelho gessado pelve podálico) fazendo uma traçãozinha e mantendo esse paciente no gesso até a consolidação da fratura. Atualmente o tratamento conservador só tem uma indicação: quando não existem condições clínicas para o tratamento cirúrgico, ou quando o tratamento cirúrgico é contra-indicado, ou seja, nas crianças. O pré-adolescente já caminha pro tratamento cirúrgico. Contra-indicações cirúrgicas: por comorbidades ou pela idade (criança) 42 Tração transesquelética Tração balanceada Fixador externo Não está correto, mas esse era o único aparelho disponível no momento. A tração tende a acompanhar o eixo de força do fêmur, então ele está puxando o joelho, não o fêmur, mas é dessa forma que se faz a tração, apenas corrigindo a posição da direção da tração. Coisa rara, mas essa foi feita corretamente, a direção da tração tá na direção do fêmur. Essa base é pra perna não dobrar. Normalmente depois da tração (transesquelética ou balanceada) o paciente é colocado no aparelho gessado pelve podálico. Aparelho gessado. Esse paciente possuía também lesão de pelve. Gesso vai desde a raiz da coxa até o tornozelo. Esse gesso na perna direita ele disse que não sabe pra quê que foi colocado, mandaram assim do interior. 43 A precariedade nas condições para tratar um politraumatizado muitas vezes obriga a utilização do fixador externo (que é temporário) como tratamento definitivo. Aqui temos um paciente com fratura de fêmur, que como tratamento inicial foi colocado o fixador externo e posteriormente, como tratamento definitivo foi colocada uma haste travada bloqueada. Em caso de lesão vascular, duas coisas podem ser feitas: 1 - colocar o fixador externo, que é mais rápido e liberar logo o campo pro cirurgião vascularfazer o reparo da lesão vascular OU 2 – Quando tem as condições e o material disponível, colocar uma fixação rígida, definitiva (placa ou haste). Mais demorado, porém não precisa reoperar pra fazer o tratamento definitivo (e ainda arriscando destruir o trabalho do vascular) 44 Indicações da placa Raramente é visto, mas ainda existem algumas indicações. 3 – Também pode ser tratado da seguinte forma: Haste travada anterógrada em lesões proximais (entra pelo trocanter maior) e haste travada retrógrada em lesões distais (entra pelo joelho). Mas a placa e o parafuso ainda é mais indicado e mais barato. 4 – como já foi dito anteriormente, o ideal é fazer logo o tratamento definitivo e deixar o vascular trabalhar na lesão vascular, sem mais intervenções cirúrgicas posteriormente. 5 – já existe uma haste travada com a qual você pode fixar fratura de diáfise junto com a fratura de colo, chama-se ugamaleio (esse nome não existe, mas não consegui entender de jeito nenhum o que ele fala, mas é algo parecido com isso) 45 Haste intramedular Tem uma técnica para colocá-la. Atualmente não usa mais todo esse instrumental (ver figura abaixo), só usa o intensificador de margem, o paciente fica com o membro solto, sem tração nenhuma e você faz todo o procedimento sem tudo isso da foto. Pode ser feita também a tração, a haste é colocada anterógrada, entra pela parte proximal (região trocantérica), introduzida fechada (sem abrir o foco de fratura), são colocados dois parafusos distais de estabilização e um parafuso proximal. Fratura oblíqua longa, tipo A1 (classificação AO) (pra mim oblíqua longa era A2, mas ele falou A1 nessa hora...). Fratura bastante instável, médio- diafisária, bem próxima ao istmo (parte mais estreita da diáfise). Poderia ser usada uma haste, entretanto o canal femoral é muito estreito, e para não forçar o osso, a placa era mais indicada. Paciente com fratura de colo femoral associada a uma fratura de diáfise. Utilização de placa que trata ambas as fraturas. 46 E esta é a haste de Kuntscher, aposentada atualmente. Foi um grande instrumento na ultima década do século passado, mas não se usa mais. Esta é a haste retrógrada para fratura distal do fêmur distal, entra pelo joelho. 47 Complicações da fratura 48 Complicações do implante Por uso errado da técnica Devem ser documentadas É normal acontecer nas fraturas Formação óssea onde não deve ocorrer (no músculo em volta da fratura, pode ocorrer independente da técnica e dos cuidados Principalmente quando usa placa e parafuso. O parafuso mais distal e o mais proximal são pontos de fraqueza. Por isso esse material deve ser retirado assim que a consolidação ocorrer. Ou de hastes Essas complicações estão geralmente associadas a pacientes de baixo QI, pelo não uso correto de muletas, por exemplo. A própria contração muscular inadequada é capaz de quebrar esse material 49 Esse soltou todos os parafusos, só ficou preso em cima, pois o paciente andou. Você libera, ele tá se sentindo bem, você pede pra ele usar a muleta e ele não usa, aí acontece isso. A haste entorta Paciente com fratura distal do fêmur, tratado com haste e placa. Fratura supracondiliana do fêmur 50 Temos dois grupos Jovens o Trauma violento o Alta energia-50% exposta- 30% politrauma o Traço cominuitivo e eventualmente articulares Idosos o Trauma de baixa energia o Osteoporose Conceitos Compromete a região distal do fêmur, a uma distancia de 9cm a partir da superfície articular do joelho. Duvida, a regra do quadrado AO define se o traço de fratura está dentro da região Lesoes associadas Fraura da patela 15% Lesão meniscal 12% Lesão vascular 3% Lesão de nervo 1% Zona metafisaria (idosos) Cortical fina Canal medular largo Pouca reserva óssea Caracteristicas antomicas Forma traeoidal Capsula articular Inserções tendões Inserções ligamentos Musculo gastrocnemio Encurtamento Rotação Transportar o paciente com o joelho fledito pq o desvio posterior pode lesar a femoral Radiografia Ap Perfil Túnel Radiografia em tração o TC- detectar se é intra-articular, FRAT DO PLANO ORONAL, desvio e afundamento Diagnóstico Estabelecer se o trauma foi de alta ou baixa energia 51 o Osteoporose- pega do implante o Lesão de partes moles Exame físico (condição neurovascular é essencial) o Arteria poplítea o Nervo isquiático o Ligamentos- antes da osteossintese é bastante doloroso Avaliação do paciente Dor Cobertura de partes moles Quando operar Politraumatizado Fratura exosta Lesão arterial Síndrome compartimental Fraves lesões de partes moles Obj tratamento operatório Reconstrução anatômica da superfície articular Restauração do alinhamento rotacional e axial Ficação estável dos condilos à diáfise ] ESTABILIDADE ABSOLUTA- PLACA E PARAFUSO OU PARAFUSO 10MM E 15MM DA SUPERFICEI ARTICULAR COMPLICAÇÕES Peudoartrose- 6% Consolidação associada Perda de redução Rigidez articular Infecção após cirurgia Fratura do platô tibial e luxação do joelho 1. Anatomia Maior articulação do corpo humano. Diartrose do tipo gínglimo – em dobradiça em flexor-extensão, até existe um pouco de rotação mais o primordial é a flexor-extensão. Ligamentos: Lig. Cruzado anterior e lig. Cruzado posterior Colateral medial, colateral lateral 52 Menisco femoral, posterior. lig. Patelar Lig. transverso Lig. Poplíteo Nas partes moles, temos os meniscos: Medial em forma de C Lateral em forma de O, mais fechado Tíbia proximal: 2 côndilos – lateral convexo e medial côncavo, tendo esse formato para suportar os côndilos femorais. Tem inclinação e de 10 graus inferiormente de anterior para posterior. Tuberosidade da tíbia e as espinhas. Musculatura anterior da coxa, parte superficial: Quadríceps femoral – o maior da regias Tensor da fáscia lata Sartorio Patela Tendão do quadríceps, quando passar a patela forma o tendão patelar. Esse vão se inserir na tuberosidade da tíbia. 53 Musculatura posterior: 54 Glúteo máximo Músculos do jarret – Vasos do nervo ciático, sendo este o maior nervo do corpo humano. Na fossa ilíaca o nervo ciatico vai passar a se dividir em fíbula e tibial, um dos mais importantes são o nervo tibial que é muito sensível nesse tipo de trauma. A artéria poplítea também passar por trás do joelho, sendo que em uma situação de luxação ou desmonte dessa articular ocorre grande risco de ser lesada. A tíbia em perfil, na sua porção proximal, não é paralela ao chão, tem uma inclinação em torno de 10 graus. A importância disso é, quando analisando uma radiografia, se existir a paralelismo é sinal de algo errado. Sendo um caso de atenção durante as cirurgias. 2. FRATURA DE PLATO TIBIAL 55 2.1. Epidemiologia Corresponde a 1% de todas as fraturas. Local de fratura: platô lateral é o mais comum, seguido de fratura de ambos e o de menos frequência é a fratura do platô medial Mecanismo de trauma: força em valgo ou varo com carga axial, normalmente é atropelamento (capo do carro é da altura do joelho, fazendo forca em valgo queda de altura elevada), queda de grandes alturas, motocicleta e as lesões simples, lesões esportivas, por exemplo. Ordem de importância. 2.2. Classificação de SCHATZKER Não precisa saber, saber apenas q existe. 2.3. Clínica Dor Edema Deformidade do membro – dependendo do mecanismo pode ser em valgo ou em varo Impotência funcional 2.4. Exame de imagemRadiografia – normalmente AP e Perfil, para caracterizar bem a superfície da tíbia usa o oblíquo Tomografia – dá pra ver todo essa área articular Ressonância magnética – no caso de suspeita de parte moles. Em lesões ligamentares e meniscos é muito comum está junto. 2.5. Tratamento 56 Fratura sem desvio (menor que 4mm entre os fragmentos): Imobilização sem carga 6 a 8 semanas sem pisar no chão. Gesso inguino-podálico Fratura com desvio: cirurgia para a redução anatômica da articulação. Pode- se fazer por vídeo. Tem que remontar o joelho, usando, normalmente placas de parafusos. Radiografia em AP. Na radiografia a esquerda, a superfície do côndilo medial está ok, mas o lateral está comprometido com desvio superior a 4 cm, apesar de pequeno não pode deixar com desnível pois corre o risco de artrose, tem que reduzir. É um grau 1, o tratamento é cirúrgico, podendo-se colocar um parafuso na parte diafisária e a uma de apoio da região lateral com outros parafusos ligando a diáfise. Na radiografia a direita, tem uma lesão de grau 6. 57 Mostra como ficou a cirurgia da primeira foto a esquerda. Raramente as fraturas de platô tibial são desse tipo, pelo fato de a maioria ser por atropelamento. Esse mecanismo de lesão deve ter sido por uma queda de escada, por exemplo. 2.6. Complicações Lesões de partes moles – ligamentos, meniscos, lesão do N. fíbula (qualquer estiramento pode causar neuropraxia, lesão da artéria poplítea. Artrose secundaria – fratura intra-articular, se ela não for refeita perfeitamente vai evoluir com essa artrose. Rigidez articular – a mesma situação da artrose, se a articulação não tiver perfeita, vai evoluir com bloqueio articular. Síndrome compartimental – principalmente grau 5 e 6. As principais lesões que tem que estar atento no politrauma são: Nervo tibial Artéria poplítea Sindrome compartimental 58 3. LUXAÇÃO DE JOELHO 3.1. Considerações Para que a o fêmur fica acima do platô tibial, os ligamentos colaterais, cruzado, menisco femoral, poplíteo e o quadríceps estão todos sofrendo estresse. Na parte posterior, a lesão afeta a artéria poplítea. Sendo assim considerada uma lesão grave, porém rara, sendo dependente de grande trauma de grande energia. A maioria do mecanismo é atropelamento ou acidente automobilístico. 60% Existe comprometimento e risco de amputação por lesão da artéria poplítea. Na primeira imagem mostra uma deformidade, uma depressão, deformidade grosseira, edema grande e bloqueio articular severo. Esse é o quadro que normalmente se encontra. 3.2. Classificação Vai depender para onde o fragmento se deslocar. Lembrando que o deslocamento é classificado de acordo com o fragmento distal, neste caso quem vai dizer para onde é o deslocamento é parte da tíbia. Ela pode se deslocar lateral, medial, anterior, posterior ou rotacional. Frequência: Anterior (40%) Posterior (33%) Lateral (18%) Rotatória (5%) Medial (4%) 59 3.3. Complicações Lesão nervosa = N. fíbula a mais comum Lesão vascular = A. poplítea 3.4. Tratamento ATLS – no E resolve a situação dessa articulação Imobilização provisória após redução incruenta – coloca a tíbia de volta junto com a articulação, depois disso coloca a imobilização PROVISORIA, uma calha gessada inguino-podalica ou iguino-maleolar. É provisória porque tá tudo rompido, o que vai resolver é a cirurgia. O gesso não vai estabilizar o joelho, s’o vai manter as estruturas no local para que posteriormente as partes moles possam ser reconstruídas. É um tratamento em dois tempos Cirurgia para reconstrução ligamentar – depois que o paciente ficou estável, tem condições de fazer uma cirurgia eletiva, faz a reconstrução. Aqui, se faz todo o estudo com ressonância, ver qual ligamento foi rompido, etc. Depois faz a fisioterapia motora. Fraturas Transtroncantéricas Fraturas extra-capsulares Sempre consolida Mortalidade o 17%: tto cirúrgico o 35%: não operados Cirurgia não deve tardar mais de 48h – dificilmente o estado clínico melhora de forma substancial. São aquela que ocorro ao longo de uma linha entre os trocanters Incidência 4X mais comum q as do colo Ocorre principalmente em idosos (66 a 76 anos) São 3X + frequentes em mulheres Mortalidade é 2X maior em relação as fraturas do colo. Diagnóstico clínico Membro acentuadamente encurtado Deformidade de R.E. de até 90º (> colo fêmur). Aumento de volume Equimose (tardias) Diagnóstico radiológico Ântero-posterior verdadeiro em R.I. o Determina a obliquidade da fratura (se for feito e R.E., oculta detalhes da fratura) o Qualidade do osso Axial o Determina a presença ou ausência de estabilidade da fratura. Classificação AO 31A 31B 60 31C Classificação BOYD e GRIFFIN Tipo 1: sem desvio Tipo 2: desvio e cominução notrocanter menor Tipo 3: cominução em toda Tipo 4 Tratamento É cirúrgico, não é conservador Fixação interna podem aumentar o conforto do pct Facilitar a enfermagem Diminuir a permanência em hospitalização Complicações o Infecção de trato urinário.... PFN DHS Complicações Conclusão Extracapsulares: + deformidades, RE e encurtamento Idosos -> não apresentam melhora clínica Diagnóstico radiológico: AP com RI e axial Consolida sempre Tto conservador -> mortalidade é maior Tto cirúrgico facilita cuidado Na trans -> RE e encurtamento maiores se comparadas as do colo Fraturas do Colo do Fêmur 250k todo ano 30% de todos os pcts hospitalizados Custo anual: 7,3 bilhoes Três grupos de vasos Triangulo de Ward Muito osso esponjoso, pouco cortical. Incidência Idade o Homens: 72 nos o Mulheres: 77 anos o 90 anos 1 em 3 mulheres 1 em 6 homens Sexo o 80% ocorre em homens Fatores Qualidade do sosso 61 o São consideradas fraturas -> osso patológico Mecanismo de lesão o Carregamento cíclico o Trauma violento o Golpe direto sobre o grande trocanter em rotação lateral da extremidade Classificação Ângulo de fratura (Pauwels) o Leva em consideração o desvio o Quanto maior o desvio mais prejuízo p/ vascularixzação -> necrose Grau de desvio (Garden) Anatômica o Qnt mais próxima a cabeça, pior o comprometimento vascular, pior o prognóstico. o Baso cervical o Médio cervical o Subcaptal Diagnósitco Impactadas o Diáfise entra na cabeça -> dá uma “firmeza” o Dor: leve na virilha ou referida ao longo do lado medial do joelho o São capazes de andar o Não apresentam deformidade clínica óbvia o Percussão grande trocanter é doloroso. Desviadas o Dor: toda região do quadril o Menos encurtamentos e menos RE. Radiologia AP Axial TTO Smith: a união óssea das fraturas intracapsulares tem a maior probabilidade de ocorre qnd a fratura é impactada. Conservador/cirúrgico o Na fratura impactada em valgo: pode ser conservador (pct deve ficar deitado por 3 meses -> complicações e talvez desvie) ou cirúrgico Impactadas Rockwood Operar é melhor Completa sem desvio Completa com desvio Prótese Total: cabeça + acetábulo o Idosos mais ativos o Demora pra melhorar -> 3 meses Parcial: só a cabeça -> atrito entre metal e cartilagem (vai desgastar a cartilagem) -> em idosos menos ativos Não se usa prótese em crianças. Indicações hemiartroplastia Estado geral ruim que impedem operação secundária Parkinson Hemiplegia 62 Fratura patológica Necessidade de mobilização rápida do pct Fisiologicamente com 70 anos de idade (não cronológica) Deterioração mental Indicações atroplasia total Fraturas associadas do quadril Doença do quadril contralateral Pct ativo acima de 70 anos Pcts idosos com expectativa de vida maior q 5 a 10anos Associada doença metastática no acetábulo Complicações Tromboembolismo: heparina subcutânea deve ser feita de rotina Infecção: complicação desastrosa, pessoal treinado Retardo de consolidação o Comprometimento da vascularização o Cominuição posterior e osteoporose. Necrose avascular: interrupção durante o trauma ou o tto. Fratura de platô tibial (NELSON) Tem que ser colocado um fixador externo, até cicatrizar essas partes moles e poder ser operado. Porque dessa maneira essa fratura, não tem como consolidar bem dessa forma. Tem um fragmento grande aqui, afundou, daí tem que levantar, fazer enxerto. É importante verificar partes moles. Isso daqui tem 10 dias de evolução. Então 56% das lesoes de partes moles nas fraturas sem desvio, voce tem um grande comprometimento não só nesse tipo de fratura, voce tem naquelas fraturas que não tem desvio. 90% conforme esse autor, que publicou na revista de trauma, nas fraturas sem desvio, lesoes ligamentares. 80% dessas lesoes que voce teve em partes moles é meniscal. E muitas das vezes essas lesoes só vao ser detectadas na ressonancia magnetica, nao tem como fazer isso na clinica. Como é que vou fazer ... se ele tem fratura? ta mexendo com fratura ... Só RM vai detectar isso. Hoje, É importante fazer uma tomografia para avaliar a estrutura ossea, e um planejamento cirurgico, mas é importante tambem fazer uma RM Entao uma radiografia e um AP e um perfil, porque olha só, eu teno essa fratura no AP`, quando eu faco a radiragfia em perfil, é isso aqui. Entao imagina que eu va pegar e abrir medial, eu vou abrir e colocar uma placa aqui, o que adiantou? Nada! Porque o meu cisalhamento, que é onde ta a ponta da fratura, na parte distal. Onde ela esta escorregando é posterior, não adianta querer abrir aqui e colocar uma placa aqui. Eu tenho que ter a mesma radiografia e uma tomografia. Olha onde era o problema. Se eu abrir lateral, medial, não adianta. Eu tenho que abrir posterior, o cisalhamento ta aqui. Essa placa tem que estar aqui atras. Tenho que abrir posterior, ta forcando o plexo vasculo nervoso, entao a anatomia tem que estar boa. Entao a tomografia ela vai dar o desvio da frutura, onde ta a impaccao e se tem lesoes associadas e ela faz o meu 63 planjamento. Eu não tenho como operar platô tibial sem tomografia, é impossivel. Teve uma epoca que o adriano jorge estava sem tomografia e tinha que bater foto, ..., não tem como fazer uma cirurgia de plato sem tomografia. Classificacao , só pra tomar conhecimento. A mais conhecida é do ... que é o que mais estudou plato, ele ta vivo ainda. Faz 10km de kaiak todo dia. Ele é um fugitivo da guerra. A familia dele era rica na polonia, o hitler a primeira coisa foi matar as familias ricas pra ficar com as posses. Entao ele fugiu da polonia para o canadá e toda a familia, que era mais de 150 pessoas, só sobraram 10. Ele ficou pobre e trabalhava na industria, fez prova para medicina e passou, só que impedido pelo governo canadense porque era impossivel fazer mediicna e trabalhar a noite, ele entrou com recurso e conseguiu. Ele é o maior estudioso de joelho atualmente e idealizou essa classificacao. Quando ele idealizou, fez só com radiografia, não tinha tomografia e até hoje, mesmo com o advento com a TC essa é a classificacao mais completa que tem. Ele fez uma rx de AP e perfil. Grau I ao grau III são fraturas, do grau IV ao grau V são fraturas luxacoes, entao alem de estar quebrado, tá luxado esse joelho. (ele fala mais um pouco sobre o professor) A TC ela avalia as partes moles? Ajuda! Mas melhor a ressonancia. Pela classificacao dele, é só pra saber que existe. Mas isso não importa... pra ortopedista importa porque muda o tto. Entao o primeiro atendimento que é importante, entao, o pct sofreu um trauma de alta energia, eu tenho que ver o estado geral do paciente, o ATLS, tenho que ver o envelope de partes moles. Entao primeiro tenho que ver se vai viver Segundo, ver se é viavel Depois me preocupar com o tipo de fratura. Tenho que ver se é trauma só naquele joelho, se ele é idoso, porque muda, já que uma osteoporose muda. Se ele é jovem ou uma crianca. Se tem DM, é idoso com DM? Vascularizacao não é boa, cuidado! Pode complicar ou não pode. Entao é importante, ele é um politrauma? Idoso? Sedentario? Ou é um idoso de 70 anos que anda de bicicleta, compete? Tem que ver que tipo de idoso. Trauma fechado ou aberto? Sofrimento de pele? Cuidado, essas fraturas, principalmente sem desvio pode evouluir para sindrome compartimental. Tenho que me preocupar Algumas delas expostas fraturas graves, com sindrome compartimental, tenho que descomprimir o compartimento. Algumas podem ser expostas. Tem pus? Entao voce fecha essa ferida, imobiliza Chegou no hospital, palpa pulso distal, ATLS. Não deve ser lavado ferida na emergencia, isso dai já foi falado. Tem que puncionar essa articulação se tiver um edema muito grande, um derrame muito grande pra diminuir a pressão, com isso diminuir o risco de sindrome compartimental. Ela tira a tensao de partes moles, melhora o edema, diminui a pressao no compartimento. 64 Olha o derrame, o aumento de volume que tem nesse joelho, voce punciona e isso vai diminuir a pressao aí dentro. Se esse pct tiver lesao de partes moles, tem que colocar fixador externo, controle de danos. Eu vou alinhas e permitir recuperacao desses tecidos. Entao se voce tem fratura de partes moles, uma fratura de platô, com lesao de partes moles, não da pra se colocar uma calha engessada e mandar pra casa. Tem que colocar fixador externo, alinhar essa fratura e eu vou permitir a cicatrizacao dos tecidos moles. Fratura de plato e pilão (?) no tornozelo, são os que mais dão lesao em partes moles. Entao aqui voce tem uma fratura de plato, lesao de partes moles, bota o fixador, muito edema. Olha aqui, uma fratura exposta, ou mesmo uma fratura fechada com lesao de partes moles, colocar o fixador transarticular, dois pinos lá no femur, dois pinos na tíbia e conexão em barra. O Schatzker (professor que ele comentou antes) fez um trabalho em 1987, que ele fala o seguinte: fratura do plato tibial, que é uma fratura intra articular, se eu imobilizar, leva a rigidez. Esse trabalho, evoluiu para todas as articulações, não é só no joelho. Toda fratura intra articular que eu imobilizar, vai ficar duro na articulação. TODA FRATURA INTRA ARTICULAR QUE EU OPERAR, COLOCAR PLACA E PARAFUSO E EU IMOBILIZAR, VAI LEVAR A UMA RIGIDEZ MAIOR AINDA. Por quê? Teve um primeiro dano naquela articulação que foi um trauma, um acidente. O segundo dano, foi eu que causei. Entao aquilo que não se danificou na hora do trauma, eu modifiquei, entao a rigidez vai ser maior. Aquelas fraturas que eu não opero, leva a rigidez. Aquelas que eu opero, leva uma maior rigidez. Toda fratura que tem afundamento e eu faço redução aberta, eu tenho que colocar enxerto. Afundou o osso, eu levantei, esse osso vai afundar de novo, entao eu tenho que colocar alguma coisa embaixo segurando, porque se não eu tenho o risco de perder essa redução. Entao se eu tenho um osso que afundou, eu levantei esse osso, eu tenho que colocar alguma que segura esse osso aqui embaixo. Isso ta mudando um pouco, eu tenho que colocar enxerto, propriamente dito. Não posso colocar parafuso. Entao a mobilizacao precoce de uma articulação que sofreu uma fratura, estimula a cicatrizacao da cartilagem e impede a rigidez e ela requer pra que ocorra isso, uma fixacao estavel conforme trabalho de Schatzker, em 1987 e publicada por salter 7 anos antes. Entao toda fratura intra articular eu preciso ter uma rigidez na sua fixacao, uma estabilidade, para estimular a cicatrização e pra impedir a rigidez articular. Esse trabalho foi feito pra joelho, mas serve pra qualquer articulação. Eu tneho que, como tudo na minha vida, eu tenho que ter um planejamento. Tudo queeu faco sem um planejamento, dá errado. Entao eu tenho que planejar. Toda vez que eu for tratar uma fratura, eu tenho que planejar mais ainda. Seja ela qual for. E as intra articulares, eu preciso mais ainda. E pra isso eu preciso de radiografias adequadas, tomografia, avaliar o paciente como um todo, avaliar as partes moles, desenhar essa fratura. Escolher por onde eu vou entrar, é lateral? É medial? É posterior? É dupla via? O que pode estar associado quando eu abrir? Será que tem lesao de menisco? Eu tenho condicoes de fazer sutura nesse menisco? Eu preciso tirar esse menisco? Se eu tirar esse menisco, é pessimo. Porque eu vou ter um local que tem uma fratura na cartilagem 65 e não tem nenhuma protecao. Entao eu tenho que planejar cuidadosamente. Eu vou avaliar o paciente, pedir rx, tc, escolher a abordagem, desenho detalhado dessa fratura. Eu pego o papel seda e coloco o papel em cima da radiografia. Desenho, corto, faco planejamento uma montagem fora, por isso eu tenho que planejar. Eu tenho que ver o template dos materiais, o tamanho da placa, vou lá coloco, desenho essa placa. Eu tenho que fazer planejamento, se eu não planejar, da errado. Porque olha, se eu tneho uma fratura como esta, que a ponta da fratura, que o cisalhamento ta pra trás, não adianta eu colocar uma placa por aqui, eu tenho que entrar posterior. Para entrar posterior eu tenho que saber toda a anatomia dessa região, eu entro atras e tenho que colocar uma placa atras. O que se fazia antes? Colocava uma placa aqui e não tinha nenhuma... e colocava o parafuso de frente pra trás. Isso é ridiculo. eu tenho que planejar. Voce tem uma fratura com comprometimento articular e ta fechado completamente. Entao aqui tem que entrar minha placa, entao quando eu vou operar na emergencia? Chega um paciente, eu só opero se ela for exposta, síndrome aguda de compartimento e lesoes vasculares associadas. Daí eu preciso abrir, fixar, ou colocar fixador externo. Essa daqui é uma fratura Schatzker tipo III, em baixa energia, só afundou. Esse plato, se olhar só a radiografia, nem parece tanto dano. Quando voce faz a tomo, olha aqui essa ponta deveria estar aqui em cima, eu vou ter que levantar isso daqui e colocar enxerto. Mas aqui eu tenho um schatzker de alta energia, tipo VI, quebra os condilos, os platos e ainda vem até a tibia, isso tem sindrome compatimental ai, é complexo, tem que colocar fixador externo, controle de dano, alinhar, e dar tempo para cicatrização. Duas barras, duas barras e conecta. Tavares fala alguma coisa... e o professor responde, lesão vascular. Tem como tratar conservador? Se tiver 4 mm, se o joelho for estável. Até 5 graus de instabilidade. E mexer logo, mexer, mexer. Mexer não tem problema. Não pode botar tubo engessado, nem tala, nada. Entao, fratura é cirurgico, fratura intra articular caiu na minha mão é faca. Eu não levo no gesso. Não levo na muleta. 4mm eu coloco três parafusos e (?). entao voce tem parafuso, placa, tem tudo aí. Entao voce reduz, fixa e manda brasa Neste caso, eu não vou imobilizar, não tem imobilizacação. Se eu imobilizar, vai levar a rigidez. Entao voce tem uma fratura dessa, parte articular tem menos de 4mm, fixa, percutaneo, não abre. Foco de fratura, essa aberta aqui, como diz o caboco, é só pra passar a cabecinha, o parafuso. Olha, percutâneo, fixou, acabou. Eu não vou pegar uma fratura de 4 mm e colcoar um par de muletas. Esse cara não mexe, dói, dai ele pisa, afunda pra 8mm, em 15 dias, acabou. Se tiver 4 mm eu boto na sala e faço isso daqui, percutâneo, fixo a fratura temporariamente e 3 buraquinhos, 3 parafusos, dois superior em paralelo e um inferior. Eu tenho que colocar um na ponta do cisalhamento. Um maior na frente e outro mais atras. E é percutaneo, e ele mexe. Tem um desvio grande, mas não tem afundamento. Agora tem umas fraturas que não tem jeito, isso daqui ta esmagado. Tem que levantar, colocar enxerto, as vezes voce pode olhar pro artroscópio, ver quanto tem de afundamento. Aqui parece que tem menos de 4mm quando voce coloca, olha a desgraca que esta ai dentro. Não adianta deixar um fratura intra articular assim. Entao voce levanta via artroscopio e fixa. Essa fratura não, tem que abrir, alta energia, fixar, não tem jeito. As vezes são fraturas muito complexas, as vezes tem que colocar fixador. As vezes tem trauma de alta energia, se eu puder fechar isso, aqui, pode colocar um parafuso, pronto. Já ta resolvido. 66 Existem varias tecnicas, varias placas, mas o importante é a complicação. Quando vai operar é comigo. O que eu posso ter? lesão vascular, vasculo nervosa, consolidação viciosa, rigidez articular, bloqueio articular, deformidades e como toda fratura é articular, artrose. Atrofibrose. Infeccao na ferida. Deiscência na sutura. Não esquecer que aqui não tem muito busto, só pele e osso, a parte mole não tem boa vascularizacao. Fratura de pilao, se for fumante eu não opero, vai complicar. E joelho tambem, fumante, é uma desgraça. É muito mais comum voce ter uma lesao vascular no plato, do que na fratura do femur distal, porque no femur distal, a arteria não passa colada ao osso, ela tem uma protecao. o plato não, essa arteria é colada, é grudada no plato. Ela gruda no plato, na parte posterior. Entao se ela quebra aqui, eu posso fazer uma lesao da arteria. Entao cuidado na fratura de palto com lesao da arteria poplitea. É muito mais dificil ter lesao arteria na fratura de femur. Eu posso ter deiscencia de sutura com exposicao de material, ficar totalmente desviado isso ai. Essa é uma paciente minha, que eu operei, coloquei parafuso. Eu falei pra ela “ não pise” e o que ela fez? Pisou, daí desmontou tudo. Ai eu tive que fazer uma osteotomia pra levantar tudo novamente. Dúvidas? Dívidas? (Tavares falando algo e professor explicando, contou sobre a residencia e tal...), fala sobre micro cirurgias e como os ortopedistas tem que saber rotação de retalho. Sobre liberacao de cadaveres e propina, um curso que ele faz no HC da USP e paga 4 mil reais... nada demais. Ultima fratura, do maior osso sesamoide do corpo humano. Fratura de PATELA. O maior osso sesamoide do corpo humano, aparece em torno dos 3 anos de idade, voce faz rx do joelho de uma crianca, voce não ve nada. Formato triangular, ele é um branco de alavanca. Eu sem a patela vou perder a forca do quadriceps, em torno de 7 vezes o peso do corpo é a forca exercida em cima da patela. Entao como eu quebro? Caio. Joelho direto no solo. Trauma direto, joelho no solo. Trauma indireto, com a forca no quadriceps. Tenho varias classificacoes, ossocondrais, cominutas, tranversas, longitudinais. O dx é pela historia, ou flexao forcada. Se tem edema, limitacao de movimento, o paciente não consegue estender o joelho, incapacidade, ausencia ou diminuicao. Voce vai fazer um AP, perfil, esse axial é dificl fazer em pct se não estiver anestesiado. Objetivo do tto é restaurar a funcao do aparelho extensor e minimizar complciacoes, a principal caracteristica clinica de uma fratura de plato . pct ele vai estar sentado e ele vai tentar estender o joelho, se eu tiver uma fratura de plato com discreto desvio, ele ate vai conseguir estender porque não teve comprometimento do aparelho extensor e o quadriceps vai se inserir na patela e o restante dele vai fazer parte do tendão patelar. Mas se eu tiver uma fratura com desvio, teve comprometimento do aparelho extensor. Então quando eu vou ver o tratamento se eu tiver uma fratura de patela, sem desvio e sem comprometimento do aparelho extensor, da pra tratar conservador. Só que continua sendo uma fratura infra articular. Qual o problema? Rigidez. Eu cai na besteira há 7 meses atras, de pegar uma tecnica de enfermagem e ir nessa onda... me fudi. Porque em dois meses a fratura estava consolidada, mas tem 7 meses que ela não trabalha 67 porque o joelho ta duro. Se eu tivesse fixado, ela tava mexendoesse joelho. E agora? Fratura consolidada em dois meses, mais 5 meses e o joelho ta duro. Não consegue subir escada. Ela diz que não tem força. Perdeu o quadriceps. Rigidez. Quando uma pessoa fala mal de voce, 50 pessoa ficam sabendo. Se uma pessoa fala bem de voce, 5 ficam sabendo. Eu deveria ter operado essa porra, se desse infeccao, pelo menos operou. Não operei e me lasquei. A colega que trabalha com a gente, coitadinha... coitadinha, olha aí. Então se voce tiver uma fratura sem desvio significativo até 4 mm, desde que não esteja comprometido o aparelho extensor, se tiver preservado, pode ir na imobilizacao. Porque essa não da pra dar movimentacao precoce, porque eu tenho uma forca em cima dessa patela de 7 vezes o peso do meu corpo, se eu der movimentacao precoce, desvia. Pra dar fixação precoce, eu tenho que fixar essa fratura. Então eu tenho osteossintese, patelectomia parcial, total, hemipatelectomia. Joelho 6 semanas imobilizado, é tchau. Já era, tá duro. Entao voce tem essa fratura, aí voce faz banda de tensao, parafuso, fio de cercagem em volta, mexe logo. Fio mais parafuso e banda de tensao e mexe. Quando mais ela mexer, mais compressao da aqui. Mas as vezes voce tem uma fratura cominuta, não adianta isso daqui vai dar uma artrose, ai voce tira um pedaco do meio, fecha e diminui essa patela. Essa é uma reducao... as vezes voce tem que fazer uma patelectomia total, isso não é bom. Voce tem que retirar toda, voce vai perder forca, no mecanismo extensor. Eu to com um paciente que perdeu a patela toda num acidente... não deu pra ouvir. Eram onze pessoas num corsa, na batida, ele esmagou duas pessoas e bla bla bla. Tavares falou alguma coisa que não tem importancia... A patela é como uma alavanca. Sem a patela, se voce não pisar, não tem forca, vai cair. O problema maior na patela é a cicatrização, porque a patela é pele, subcutanea e osso , pode ter infeccao. Voce pode fazer osteossintese e a patela ficar muito baixa, perda de reducao, limitacao de flexão. Ela evolui pra artrose em 50%, se eu operar 10, 5 tem artrose. Fratura de úmero Fraturas Diafisárias e Supracondileanas do úmero Diáfise umeral – bordo superior da inserção do m peitoral maior até crista supracondílea ou entre os quadrados de Heim proximal e distal. Fraturas diafisárias do úmero 3-5% de todas as fraturas 20% das fraturas umerais em adultos 1/3 médio: 60% 1/3 Proximal: 30% 1/3 distal: 10% 5% expostas 2 picos d incidência o Homens: 21-30 anos o Mulheres: 60-80 anos Mecanismo de trauma Direto – traços transversos com ousem cominução Indireto: traços espirais (melhor prognóstico pela maior áre p/ consolidação). 68 Diagnóstico Clínico: história e exame físico (edema, deformidade, crepitação, impotência funcional). Radiografia o AP o Tração Exame de lesão neurológico e vascular o N musculocutâneo o A braquial ENMG (eletroneuromiografia) o Feita após 3 semanas de lesão o Geralmente é só estiramento do nervo, ao invés de ruptura. CT/RNM/Cintilografia o Se fraturas patológicas Arteriografia o Caso suspeita de lesão vascular Padrões de desvio Depende do local da fratura devido as inserções musculares Abaixo da inserção do deltoide o Deltoide faz abdução e rotação interna do fragmento proximal Classificação AO Tipo A – traço simples (sem cominução) o Em espiral: 1 o Oblíquo: 2 o Transversa: 3 Tipo B – cunha (característica: fragmentos proximal e distal se tocam) o Em espiral: 1 o Parte segmentar se mantém íntegra: 2 o Parte segmentar está fragmentada: 3 Tipo C – seguimentar (os fragmentos proximal e distal não se tocam) Tratamento conservador Seguimento rigoroso Rx semanal Desvios aceitos no úmero: o 30º varo-valgo o 20º anterior-posterior o 2,5 cm encurtamento o 15º de rotação 3 tipos de tratamento: o Gesso- pendente Pouco utilizado hoje Usa a gravidade p/ tracionar a fratura Indicado no traço espiral e com encurtamento Não indicado no traço transverso, há risco de diastase o Pinça de confeiteiro + utilizado: preferência na urgência Sem encurtamento Desvios podem ser corrigidos com manipulação Imobilização funcional Após 3 semanas já tem calo fibroso – pode então trocar pela imobilização funciona – embrace – utilizada como melhor forma de tratamento conservador após as primeiras semanas. Cronologia Consolidação normal: 8-10 semanas 69 Retardo de consolidação: 3-4 meses Pseudo-artrose: 6-8 meses. Cirúrgico Indicações absolutas: o Fraturas expostas o Lesão vascular o Paralisia pós-manipulação o Cotovelo flutuante o Doença maligna: tumor o Politrauma o Impossibilidade do tratamento conservador Indicações relativas: o Bilateralidade o Obesidade o Fratura segmentar com desvio Princípios Estabilidade o Relativa o Absoluta: pouca mobilidade no foco de fratura. Redução anatômica Desvantagem: via de acesso grande, necessidade de proteger as vias neurovaculares da região. Não há formação de calo ósseo MIPO (Acesso minimamente Invasivo) Boa estabilidade sem causar grandes danos às partes moles Há formação de calo. Implante (tutor) o Placa o Haste o Fixador externo Estabilidade Relativa Absoluta Redução não anatômica o Mas restaura o comprimento, eixo e rotação Consolidação secundária (formação de calo ósseo) Respeito à a biologia do osso Fraturas diafisárias Redução anatômica Consolidação primária Maior agressão a biologia do osso Fraturas articulares Implantes Placa + parafuso Placa ´ponte Haste intramedular Fixador externo Fraturas expostas Fixação externa se lesão grave de partes moles ou grande contaminação Fixação interna indicada Fraturas patológicas Sempre tratamento cirúrgico Não há diferença entre tratamento Recomenda-se usar cimento em pcts muito osteoporóticos na fixação com haste e placa 70 16% sobrevivem após 1 ano de fratura Complicações Lesão no n radial o Paralisia -615% dos casos/ Motora em 60% 80% na lesão inicial/ 20% na evolução 12% dos nn lesionados foram seccionados + comum no 1/3 médio e distal e fratura em espiral Neuropraxia ou axonotmese (bom prognóstico) Exploração de nervo e fixar complacas Se paralisia mantida após 4 meses, explorar. Pseudoartrose Infecção Fratyra de Halsted-Lewis Fratura em espiral do 1/3 distal do úmero Lesão do N radial Não consegue estender o polegar o punho. Órtese funcional Exploração do N radial Liberação Enxerto N sural Bom prognóstico Complicações – pseudo-artrose 6-8meses pós-trama 0-15% causada por: o Imobilização inadequada o Diástase no foco o Interposição de partes moles o Traço transverso TTO: cirúrgico. Fraturas Supracondileanas do úmero Farturas do 1/3 distal Aspectos gerais Fraturas de alta energia incidência até 3% das fraturas incapacitante Difícil solução o Geralmente são multifragmentárias diagnóstico Clínico o História do trauma o Creptações Radiografia o AP o Perfil o Oblíqua Tração durante a radiografia: sedação Imagens do lado contralateral TC RM?? -> não utilizada na urgência, faz qnd se pensa e lesão ligamentar 71 Classificação no Terço Distal – relacionada à articulação: Tipo A (não pegou a articulação) Tipo B (parcialmente na articulação) Medial: 1 Lateral: 2 Plano coronal: 3 Tipo C (artciualar total) Traço simples Traço simples + metáfise cominuída Completamente cominuída Tratamento Conservador o Exceção: qnd quase não tem desvio < 2mm de desvio Cirúrgico o É regra o Imediato -> - calo ósseo e fibrose o Facilidade de redução o Estabilidade absoluta o Redução direta (anatômica) o Consolidação primária o Normalmente usa placa e parafusos Via deAcesso ´Posterior Osteotomia do olecrano N. ulnar: localizado na região medial -> posterior ao epicôndilo medial Pós-operatório Movimento ativos – 24 h CPM (movimento passivo contínuo) Tipoia (após exercícios ativos) Exercício contra resistência: após 4 semanas Mobilização precoce Complicações Rigidez Pesudoartrose Ossificação heterotrópica o Metaplasia dos condroblastos -> formam osso -> causa bloqueio articular. Neuropraxia do N ulnar Infecção Dr. Nelson Henrique Úmero é 1. Antebraço é 2. Fêmur é 3. Perna é 4. 72 Terço próximal é 1. Terço médio é 2. Terço distal é 3. A – Fratura de traço simples. B – Fratura em espiral ou ?? C – Fraturas cominutivas. - Se o paciente tem uma fratura 32C, ele tem uma fratura de fêmur, terço médio, cominuta. - Se o paciente tem uma fratura em 1, é no úmero. 2 é no terço médio e A significa que ela tem um traço simples. - Se a fratura é 12C, ela é uma fratura de úmero, no terço médio, e complexa. Vamos falar do tipo de fratura 1 2: Fratura do terço médio do úmero, tanto faz ser A, B ou C. Saber no final da aula: Qual o mecanismo, que lesão, o que é uma de fratura de Holstein Lewis, e qual o melhor tratamento pra esse paciente. Úmero, na parte superior, é limitado pelo peitoral maior, e a parte inferior, limitada pela crista supra condiliana. Aquilo que acontecer abaixo no peitoral maior e acima da crista supra condiliana, é fratura número 12. Acima do peitoral é fratura do número 11. E abaixo da crista supra condiliana é fratura número 13. Há uma porção de músculos (peitoral, deltoide, supra espinhal, coraco braquial, toda a musculatura do manguito, o bíceps, o tríceps) que envolvem o úmero e faça com que tenha os desvios que vão acontecer, tanto na abdução, na adução, e os desvios rotacionais. E tem o nervo mediano, ulnar, e o nervo radial. As fraturas que acontecem no terço médio, a preocupação maior é com o nervo radial. Porque é o nervo que mais sofre lesão. Diferente da fratura do terço distal, que é o nervo mediano, ou o interósseo posterior (que é um ramo do radial). E diferente da parte proximal, onde o mais importante é o músculo cutâneo. Quando tem lesão do radial: mão caída, sem extensão do punho, nem sobre os dedos. Então os mm. Protegem o úmero e esse nervinho (radial), que sai, passa por trás, e vem aqui na região distal do úmero, vem pra frente, pra ir lá inervar os extensores. Os mecanismos da fratura do úmero: - Impacto direto: acidente de transito, tiro, briga, acidente de trabalho - Trauma indireto: queda com a mão espalmada (que ocorre geralmente com mecanismo rotacional) Há uma infinidade de classificações, mas a mais importante é a AO, mas podemos ter classificação conforme o traço (oblíqua, tranversa, em espiral, segmentar, cominuta), aquela dependendo da lesão do nervo (nervo mediano e ulnar são mais raras). Fratura de Holstein Lewis: fratura do terço médio pra distal, em espiral. Acreditava-se que, porque o nervo radial passa pelo sulco radial, todas as fraturas de Holstein Lewis comprometia esse nervo. 64% das fraturas NÃO comprometem. Apesar dessa maioria, deve-se sempre prestar 73 atenção em paciente com fratura do terço distal do úmero pra ver se não tem lesão do radial. A grande maioria das lesões nesse nervo é neuropraxia ( “o nervos só tá machucado e via recuperar espontaneamente”). Se depois que imobilizar, aparecer a lesão, vai ter que fazer cirurgia, pra tirar o nervo do foco de fratura, senão o calo ósseo vai englobar o nervo. O sinal vai ser a mão caída. - TTO: Imobilização. SE paciente, após imobilizar, mostrar o sinal da mão caída, o tto passa a ser cirúrgico. O nervo radial, na parte distal do úmero, forma o sulco do nervo radial. Diagnóstico: Pela história, deformidade, crepitação, edema, exame neurovascular e verificar se não tem ferida aberta. Radiografia de úmero AP e Perfil. Essa radiografia deve englobar a parte proximal e distal. Paciente com lesão no nervo radial é preciso fazer uma eletroneuromiografia, que só tem validade após 3 meses de trauma. Se pct teve neuropraxia, em 3 meses ele tá se recuperando. Tratamento da fraturas de úmero: 95% é a taxa de consolidação, e o úmero aceita grandes desvios, e consolida bem com imobilização, sem precisar operar. Ele aceita desvio angular anterior de 20º, desvio em varo de 30º, rotação de 40º e aceita ate 3cm de encurtamento sem problemas. Isso não vai alterar a função. - TTO conservador: na criança se usa o Velpeau. A grande maioria é pinça de confeiteiro (calha da região axilar, sobe, e vai até o ombro – MELHOR MÉTODO DE TTO). Gesso pendente (o peso do gesso alinha a fratura). Órtese funcional. Tipoia após a formação de calo (aprox. 40 dias) - TTO Cirúrgico (preferencial do professor): o úmero leva média 60 a 90 dias pra consolidar, e eu vou imobilizar o ombro e vou imobilizar o cotovelo, e isso pro pacientes jovem não te problema. Mas para um paciente na minha idade tem, porque vou ter rigidez do ombro (ombro congelado) e rigidez do cotovelo. Se eu opero, eu libero logo o movimento. - Indicação absoluta de cirurgia: 1) fratura exposta, 2)fratura do úmero e cotovelo (cotovelo flutuante), 3) lesão vascular, 4) fraturas bilatérias (inviável ficar com os 2 braços imobilizados), 5) lesão secundária do nervo radial (é aquela que eu provoquei quando imobilizei), 6) obeso - Indicação relativa de cirurgia: 1) fratura segmentar, 2) capacidade de manter a redução, 3) fratura transversa. Fraturas de úmero patológicas: Pseudoartrose, lesão do plexo Tratamentos cirúrgicos: fratura segmentar que é difícil de controlar, você reduz essa fratura e perde essa, reduz a outra fratura e perde ela (slide), a solução é colocar uma placa. Então para colocar a placa vc tem que saber essa anatomia, onde está o nervo radial, o nervo mediano e o nervo ulnar, principalmente o radial, por perigo em seccionar esse nervo. (slides) Para colocar placa: 1) isolar todo o nervo radial 2) fazer uma incisão na região anterior onde ele estará passando o nervo radial, mais distal ele está passando em cima do úmero, então você pode seccionar esse nervo aqui. O fixador externo utilizado nas pseudoartroses infectadas, então você pode usar esse tipo de fixador naqueles pacientes que tem fratura de úmero com infecção. O fixador externo 74 linear nas fraturas expostas, abre e coloca esse tipo de fixador, é uma fratura cominutiva segmentar é 1AC é 12C, pode-se usar haste travada, pode usar a haste que entra pelo cotovelo, porém está sendo abandonada, a que entra pela cabeça do úmero, entrando pelo cotovelo está abandonada pq causa muita fratura supracondiliana Hoje a placa mais utilizada é a placa ponte essa placa foi desenvolvida por um brasileiro, o professor William Benerreiros (?), daqui a duas semanas deve estar em Manaus, chefe de cirurgia de ombro e cotovelo da unicamp, idealizou a técnica utilizada no mundo todo hoje. Você vai fazer uma incisão proximal, uma distal e essa placa desliza por debaixo do músculo, por isso hoje com essa técnica trauma em ombro é cirúrgico. Cirurgia do ombro 1) Escolhe o tamanho da placa 2) local da incisão: na inserção mais lateral a inserção do peitoral e mais lateral a inserção das fibras do bíceps, se essa incisão é mais proximal não precisa isolar o nervo radial pq ele está passando por traz mas se ela é mais distal, eu tenho que isolar o nervo radial, então afasta o bíceps pra lateral pra medial, tem um nervo sensitivo aqui perto dele, tenho que tomar cuidado se não ele vai perder a sensibilidade do cotovelo, (slides) ai o bíceps, ali é o braquial, o ombro está logo aqui embaixo...ta ai o úmero, aqui não tem nenhuma estrutura nobre que possa ser lesada, aqui não tem esse instrumento. Na nossa caixa, a gente usa uma placa maior pra fazero mesmo sistema descolador e a placa desliza por debaixo da musculatura do bíceps, o nervo radial está passando debaixo dessa região, essa cirurgia termina entre 10 e 15min, não vai mais do que 20 min, dois parafusos em cima e dois embaixo é suficiente, então você tem o bíceps aqui do lado da placa, é minimamente invasivo, não lesa o periósteo, não leso partes moles e a fratura consolida facilmente, antes eu tinha que fazer isso aqui oh(?) dessa forma pra colocar essa placa, minha agressão era muito grande, olha o nervo aqui e aqui o nervo radial, ele vai ficar paralelo a placa e aqui embaixo ele vai ficar nessa região, então o risco de lesar, pq aqui ele vai por baixo pra ir pra cima lá pra cabeça do rádio, então vc está com uma incisão aqui, o nervo ta nessa região aqui, então tem risco de pegar, mas se minha placa estiver aqui embaixo, tenho que isolar ela. Cirurgia rápida que eu acho melhor do que ficar imobilizado por 2, 3 dias, então vc faz uma incisão proximal e uma distal, reduz a fratura, cola a placa, a gente não ta usando mais isso aqui, a gente só está colocando 2 parafusos a tese de doutorado do professor benedito é sobre 2 parafusos, a gente ficava com medo mas hj só usamos 2, 2 distais e 2 proximais, a fratura aqui, essa é uma fratura de Holstein Lewis As complicações, desvio, retardo de consolidação, rigidez do ombro, infecção, pseudoconsolidação, lesão do nervo radial e lesão da artéria braquial. Então, o mecanismo de fratura é de forma direta sempre, a lesão do nervo radial recupera na grande maioria das vezes pq na grande maioria é uma neuropraxia, nas fraturas tipo Holstein Lewis o nervo lesado é o mediano e a melhor forma de tratamento seguro é o de 4 parafusos....QUESTAO DA SALA: na maioria das fraturas de úmero as lesões do nervo radial gera neuropraxia e pra recuperar...(resposta) ESSA QUESTAO PODERÁ TA NA PROVA DENOVO NÉ, depende do meu humor quando for fazer a prova, pode ser a mesma e se não for nessa agora pode está na final, essa aula vocês podem ter acesso no projeto diretrizes da associação medica brasileira do conselho regional de medicina. 75 Fratura exposta Fraturas Expostas -> Rotina de Atendimento Debridamento -> Pierre Desault durante a revolução francesa (XVIII). Antes -> amputação. Decoberta do raio X (Roentgen, 1885) -> lesões ósseas e de partes moles. Penicilina (Fleming, 1929) Protocolos de tratamento, iniciado por Bohler (1925) e implementada pelo grupo AO (1958). Hipócrates -> as q não eram amputadas eram curáveis pelo fogo (cautério). Preocupação: preservação da vida. WWI: restabelece o desbridamento das feridas. Preocupação: preservação do membro. Guerra Espanhola: combinação do desbridamento com curativo oclusivo (Trueta) WWI: era das sulfas, aplicadas diretamente nos tecidos lesados. Preocupação: prevenção da infecção. Guerra da Coreia: uso de ATB. Atualmente -> preservação da função. Conceito Comunicação direta do foco de fratura com o meio externo ou seu hematoma (lesão de partes moles complicado por um osso quebrado). A gravidade da lesão de tecidos moles (essa é a principal preocupação) é o principal prognóstico. Se há uma fratura simples mas uma lesão de partes moles grave -> osso não recupera, houve dano vascular. Etiologia Resultado de uma força violenta aplicada contra o corpo. 3 grupos: o Corpo parado atingido por objeto em movimento o Corpo em movimento atinge um objeto parado o Corpo em movimento atinge objeto movimento A variável velocidade, tem relevância maior do que a variável massa na dissipação de energia em um trauma o Energia cinética -> fórmula Lesão por ferimento de arma de fogo -> pode ser grave dependendo da munição utilizada, pode formar cavitação. IncidÊncia Anual em países desenvolvidos: 11,5/100.000 hab 40% acometem os MMII, principalmente a tíbia. Diagnóstico Clínico Verificar se o sangue saindo do ferimento apresenta gotículas de gordura (proveniente da MO). Avaliação Clínica ATLS Avaliação torácica, abdominal, neurológica não pode ser relegada a segundo tempo. 1º atendimento Socorrista ou Cirurgião, equivocadamente são encaminhados ao ortopedista diariamente. Nunca: exploração digital e anestésicos locais na sala de emergência -> pode lerva à infecção. Classificação Gustillo e Anderson (Gruninger e Davis) 76 Tipo Ferida Contaminação Lesão de partes moles Lesão óssea (fragmentos) I < 1 cm Limpa Mínima Simples II > 1 cm Moderada Moderada Moderada IIIA > 10 cm Contaminada Grave Cobertura cutânea possível Multifragmentária IIIB > 10 cm Contaminada Grave, perda da cobertura Requer reconstrução das partes moles Multifragmentária IIIC > 10 cm Contaminada Lesão vascular que requer reparo Grave lesão de partes moles Multifragmentária A classificação só é realizada após término do desbridamento. Baixa reprodutibilidade: índices de concordância abaixo dos 60%. Qnd se fala em cobertura -> não se deixa descoberto tendões, músculos, nervos, vasos. IIIA: possível recobrir o osso, mas a ferida fica aberta. IIIB: não recobre o osso -> Rodar retalho IIIC: lesão na principal artéria q supre a região. o Equipo de soro -> unindo os 2 segmentos. Nos tipos 3 não se fecha a ferida imediatamente, cobre-se somente as estruturas importantes. Importante: 2ª olhada na ferida -> dentro de 48-72h. Classificação qnt ao tempo de exposição Classificação quanto a lesão de partes moles – existência de bolhas flictenas escoriações desenluvamentos IC 1: sem lesão de pele IC 2: sem laceração, mas contusão IC 3: desenvluvamento local. IC 4: densenluvamento extenso. IC 5: necrose por contusão Tratamento – Atualmente Melhora do sistema de resgate Maior nº de automóveis com> velocidade Maior potencial das armas Esportes radicais Pré-hospitalar ATLS Envolver a ferida com curativo compressivo e estéril em material limpo. Imobilização provisória. Sla de emergência Avaliação global do pct (ATLS) Fotografar, evitar a remoção do curativo (deve-se abrir qnd não há certeza) Pesquisar pulso/perfusão distal fratura ATB – profilático 77 Tetanoprofilaxia Radiografia. Coleta do material: exame de cultura, atendimento inicial deve ser evitadoo. Não identifica os germes q poderão causar infecção. Principios urgência antibioticoterapia + profilaxia do tétano limpeza cirúrgica desbridamento + estabilização óssea cobertura cutânea reabilitação. Objetivos evitar infecção cicatrizacão de tecidos moles e osso (consolidação) restauração da anatomia recuperação da função ATBterapia: Inicio -> + precoce possível Tipo 1 e Tipo 2 -> cefalosporina 1ª (cefalotina) -> 48 h Tipo 3: cefalosporina 1ª (cefalotina) + aminoglicosídeo -> 72h. Cefalosporina (3ª geração) Em área rural, campo, fazenda: cefalosporina 1ª (cefalotina) + aminoglicosídeo + penicilina (clostrídios). Cefalosporina (3ª geração) Duração da ATB terapia Início precoce é benéfico (Patzakis) Dellinger Ep, 1988 o 24h ou >24h = sem diferenças o Infecção correlacionada com gravidade Ryan Sp, 2013 – Isaac, 2016 o Grau I e II = 24 h o Grau III = manter até cobertura de partes moles ou máximo 72h. Mesmo se a ferida não for fechada, ATBterapia deve dura só até 72h. Uso prolongado: seleção de germes resistentes. Cefalosporina + Gentamicina + ... Osterman: ATB local + VAC: diminui taxa de infecção Fases da cirurgia Desbridamento Irrigação Estabilização óssea Fechamento (ampliação cirúrgica) Operações Primárias Desbridamento cirúrgico minucioso o Rigorosa assepsia o Primeiras 6 h (tempo livre de Friederich) É o tempo de duração do ciclo do germe. o Remover tecido desvitalizados (meio de cultura) o Lavagem com soluçãosalina (quanto + diluída, menos poluída) o Sem isquemia (identificar tecido desvitaliado) 78 Desbridamento ósseo Não se pode retirar fragmento articular -> não tem como repor. Estabilização da fratura Verificar a viabilidade muscular (4 C´s) Consistência Contratilidade Coloração Capacidade de sangrar Lembrar: pérolas de cimento, impregnadas com ATB, constituem um método útil p/ tratamento. Estabilização da fratura Proteção das estruturas NV Facilitar retorno venoso Alinhamento funcional Estabiliza partes moles Diminui espaço morto (diminui a infecção) Neoangiogênese Utiliza-se Fixador Externo Complicações Deformidades Lesões neurovasculares Infecções Perda óssea Amputação Algoritmo de resolução de problemas ortopédicos - AO FRATURA E LUXAÇÃO DE TORNOZELO Ligamentos do complexo lateral (na ordem em que geralmente torcem): Talo-fibular anterior, calcâneo-fibular, talo-fibular posterior. Ligamento deltoide (+ forte que o lateral -> se é luxado, é pq o impacto foi mais forte). Tíbio-talar posterior Tíbio-calcaneo Tíbio-navicular Tíbio-talar anterior. Ligamentos: tíbio-fibular anterior e posterior (sindesmose) -> dificilmente torcem. Mecanismo de trauma Inversão do pé -> + comum. o Apresentação -> tornozelo inchado. Epidemiologia Torção em inversão e flexão plantar 21% de todas as lesões esportivas (futebol 31%) Lesões associadas o Fratura avulsão 79 85% são laterais 7-10% dos atendimentos em PS de trauma 40% dos entorses apresentará sintomas residuais o Dor e instabilidade o Tto inadequado o Lesões associadas Exame físico Palpação de pontos dolorosos Palpação dos maléolos Proximal da fíbula, base do 5ºMTT (onde se insere o tendão do m fibular longo -> pode ter fratura associada), tendão calcâneo. Grau e localização de edema e equimose. Avaliação da qualidade da marcha. Regra de Ottawa Pct andando sem dificuldade -> provavelmente não tem fratura Pct não anda bem -> pct tem que dar 4 passos de forma “natural” Dor à palpação dos maléolos Radiografia Avaliar o espaço tíbio-talar medial (> 4 mm)e abertura da sindesmose (> 6mm) -> grande suspeita de lesão. Normalmente a tíbia se sobrepõe à fíbula -> se não se sobrepor -> tbm suspeitar Rx com stress em inversão Rx com stress gaveta anterior Classificação Grau 1: lesão parcial do ligamento talo-fibular anterior (os outros 2 estão íntegros) o Pct consegue andar o Imobilização 1-3 semanas. o Se não tiver com muita dor, as vezes não precisa imobilizar Grau 2: lesão completa do talo-fobular, e parcial do calcâneo fibular Grau 3: os 3 estão lesados o Imobiliza por 12 semanas. Tratamento Tornozeleira Bota Grau 1 e 2 o Protocolo PRICE (proteção, repouso, gelo (ice), compressão e elevação) o Aparelho gessado ou órtese, muletas s/ apoio o Reavaliação após 5-7 dias da lesão o Investigação com RNM se não houve boa evolução o Após órtese funcional + 2 semanas c/ apoio gradativo (grau 2) o Fisioterapia. Grau 3 o Aparelho gessado ou órtese por 3 semanas s/ apoio (até 6 semanas no total) o Tto funcional com órtese (permite exercícios leves diários) o Apoio gradual após 3 semanas Imobilização gessada Tala gessada suro-podálica. Cirurgia 80 Indicações de reconstrução o Agudo – atleta de alta demanda o Instabilidade crônica Lateral: instabilidade funcional após tto conservador. Entorses constantes (ex: a cada 2 meses -> precisa de um reforço no ligamento) Medial: sempre Sindesmose: sempre Fratura de Tornozelo Parte posterior da tíbia -> 3º maléolo Fratura trimaleolar -> os 2 maléolos + parte posterior da tíbia o A fratura da parte posterior acontece associada Epidemiologia entre as 5+ frequentes fraturas do esqueleto + frequente em mulheres o Idosas Aumento do IMC -> fator de risco Maioria é isolada (apenas um maléolo) Diagnóstico e exame físico História de queda com entorse do tornozelo Impotência funcional -> não consegue pisar. Pode ou não haver deformidade Avaliar condição de pele, circulatórias e neurológicas Palpação óssea detecta pontos de maior dor. Radiologia AP AP com rotação interna de 20º o Avaliar a sindesmose Perfil o Ver a congruência da tíbia com o tálus Classificação (WEBER) A: infra sindesmoidal B: sindesmoidal C: suprasindesmoidal o Rompeu toda a sindesmose Maisonneuve Lesão da sindemsose História de entorse do tornozelo Grande edema local Equimose na perna Dor à palpação lateral da perna próximo ao joelho. Entorse no tornozelo + ruptura da sindesmose Tratamento Conservador o Fraturas isoladas do maléolo lateral (tipo A ou B) o Pequeno desvio e encurtamento , 2mm o Sem lesão medial ou da sindesmose 81 o Fraturas isoladas do maléolo medial o Tala gessada: 4-6 semans Cirúrgico o Fraturas instáveis ou cq grande desvio o Fraturas do tipo C o Fraturas expostas o Fraturas bimaleolares ou equivalentes (ruptura de deltoide) o Fratura-luxação o Lesão da sindesmose (teste de Cotton) o Fraturas do maléolo posterior c/comprometimento articular > 30% Pós operatório Síntese estável s/ lesão ligaemntar -> mobilidade precoce Síntese não confiável ou lesão ligamentar associada-> gesso o 4 semanas s/ apoio o 2 semanas c/ apoio gradativo. Complicações Pseudoartrose o Rara e usualmente envolve o maléolo medial qnd tto conservador, associado a desvio residual da fratura. Consolidação viciosa o Geralmente por encurtamento do maléolo, por vezes demanda osteotomia. Perda da redução o Em até 25% das fraturas instáveis tratas conservadoramente Infecção Atrose pós-traumática Fraturas do Calcâneo Articula-se com o tálus (art talo-calcaneo ou subtalar). Mecanismo de fratura Queda de altura -> cisalhamento + compressão axial. Classificação de Essex-Lopresti s/ comprometimento da art subtalar c/ comprometimento da art subtalar o Língua o Depressão articular Classificação de Sanders Exame clínico Dor Incapacidade de apoio Aumento de volume Flictemas Deformidade Exame radiográfico AP + P + axial calcâneo (avaliar qnt q alargou o calcâneo) Incidência de Broden o É oblíqua -> avaliar art subtalar. Avaliar (a depressão da articulação) o Ângulo de Bohler: 20-40º o Ângulo de Gissane: 120-140º TC 82 TTO conservador PRICE Tomar cuidado com síndrome compartimental Mobilização precoce Apoio parcial a partir de 3 semanas ou conforme tolerância. TTO cirúrgico Indicação o Fraturas articulares Elevação da tuberosidade Alargamento, achatamento e encurtamento Fraturas associadas (talus) o Exceções Comunuição externa Fratura em consolidação avançada Lesões de partes moles Má perfusão do membro Fumantes Complicações Dor persistente o Coxim plantar, n sural, incogruencia aricular Deformidade do retropé o Calcâneo varo ou valgo o Abaulamento lateral (compressões fibulares) Rigidez subtalar (artrose) Deiscência/necrose pele Infecção Fratura do Tálus 5 facetas articulares: anterior, medial, lateral, inferior, superior (+ importante) 60% coberto por superfície articular Irrigação sanguínea variada o Artéria do canal do tarso o Irrigação ruim -> evoluir pq necrose Mecanismo Hiperdorsiflexão Inversão Eversão Rotação Traumas de alta energia Exame f´sicio Radiologia AP Ap oblíqua (canale) o Pé pronado em 15º, rx entrando em 75º. P TC Classificação anatômica Colo + comum Corpo Processo lateral 83 Processo posterior Na cabeça é + raro TTO Objetivos o Redução: urgência Redução anatômica Evitar complicações: necrose avascular, pseudoartrose e artose pós- traumática. Conservador o Exceção o Fraturas sem desvio o Imobilização, sem carga no mínimo 12 semanas. Cirúrgico o Regra o Restauração anatômica da superfície articular o Estimulo a revascularização o Diminuir taxa de necrose avascular Necrose Avascular Principal complicação No acompanhamento: Sinal de Hawkins (sinal que está havendo reabsorção óssea, significa que ele está vascularizado) -> é sinal de bom prognóstico. Fratura-luxação de Lisfranc Fratura ente o 1º e 2º metatarso. Entre medio-pé e antepé 30% delas são ignoradas, não são identificadas. Radiografia: ambos os pés -> Comparar o pé acometido com o outro pé. Normalmente precisa de cirurgia 0,2% das fraturas Traumas de alta energia Mecanismo de lesão Rotação do pé Compressão axial sobre o pé fixo o bater o carro aceleando (ponta de pé). Trauma direto Exame clíncio Edema no pé. Risco de sind comp. Radiologia AP Oblíquo Tratamento Conservador o Lesões ligamentares isoladas, identificáveis apenas pela RNM e desvios menores de 2mm. Bota gessada 6-8 semanas c/ carga. Cirúrgico o Regra o Fixa com fios e parafusos. Complicações 84 Artrose sintomática: tto conservador/ cirúrgico o Artrodese lisfranc: casos com desvio > 3mm, 15º angulação o Tecnicamente difícil Fratura dos metatarsos Trauma direto Normal da diáfise ou do colo Tto Conservador: diáfise e colo Graturas múltiplas/expsotas -> cirúrgico -> fios de Kishner Importante ver se houve desvio plantar da cabeça do metatarso -> evolui com dor, ulceras, calosidade Raio x em perfil pq ver desvio plantar. Fraturas por stress Comum no 2º e 3º MTT Microtrauamtismos Sinais na radiografia -> aparecem só após 3 semanas (presença de calo). Fraturas de base de 5º MTT Área 1 (base) -> associada a entorse de tornozelo Área 2 (Jones) -> fartura por stress o Inversão do pé Avulsão ou trauma direto Tto conservador o Extra-articular o Intra sem desvio Imobilização tipo escama Transcrição de tornozelo e pé A fíbula com a tíbia formam um encaixe na anatomia do tornozelo e ligando esses dois ossos nós temos a sindesmose que é um conjunto de ligamentos que impedem a translação de um osso sobre o outro. No tornozelo, nós temos 2 ligamentos do lado de dentro que provocam uma resistência em valgo. Temos 3 ligamentos na face lateral do tornozelo que são os colaterais que promovem a estabilização do talus. E no tornozelo, nós temos passando por ali 3 tendões, 2 artérias e nervos. Principais ligamentos ( colaterais): - na face medial: talo tibial anterior, tíbio navicular, talo tibial posterior e o calcâneo tibial. - na face lateral: talo fibular posterior, talo fibular anterior e o calcâneo fibular. Não precisa decorar, basta fazer a associação entre os dois ossos que ele se insere que vocês já sabem o nome do ligamento. Relação entre os tendões: na face lateral, a gente observa os fíibulares que promovem a inversão do pé. Próximo ao maléolo lateral, nós temos o fibular curto que vai se inserir na base do 5o metatarso, ele é importante porque nas entorses ele causa uma lesão da base do 5. O fibular longo vai se inserir na transição do anti pé com médio pé. 85 Em relação a musculatura: Na face anterior, nós temos os extensores e na face posterior, nós temos os flexores. Relação entre os tendões e o maléolo medial: Tibial posterior, flexor dos dedos, artéria tibial posterior, nervo tibial, flexor longo do hálux. Do lado lateral nós temos os fibulares, primeiramente o curto e o longo, o curto passa mais próximo do maléolo. Classificação Grupo AO: Classifica as fraturas de acordo com o nível da lesão. Abaixo da sindesmose: weber A No meio da sindesmose: weber B Acima da sindesmose: weber C Weber C raramente opera. Se opera as que causam instabilidade na pinça (encaixe da tíbia e fíbula) que são a weber A e B. Mecanismos de lesão: 5 tipos (ele cita lendo os slides, então é melhor vocês procurarem isso) Supinação adução Supinação rotação externa Pronocao abdução Rotação externa Carga vertical Geralmente quando o paciente tem uma entorse em inversão, ou seja, virando o pé pra dentro, ele vai ter lesão das estruturas laterais do tornozelo. Quando ele tem uma entorse em eversão, terá uma lesão das estruturas mediais. No exame físico: A gaveta anterior, a gente vai testar basicamente... esse é o ligamento mais fraco do tornozelo, o talo fibular anterior. O estresse em inversão vai testar o talo fibular anterior e também o calcâneo fibular. Em eversão, o ligamento deltoide que o une o maléolo medial ao tálus. E o estresse em rotação externa nós vamos testar os ligamentos sindesmóticos e a porção profunda do deltoide. Exames de imagem Rx: AP, P e Mortise (AP verdadeiro): Uma rotação de 10 graus externo, pra gente tirar a fíbula da frente da tíbia. Outros exames: tomo, RNM, e ai começa a ficar mais complicado: artografia, cintilografia... não tem muita indicação pro pronto socorro. Claro se tiver uma fatura patológica você pode partir pra esses exames também. Mas o RX mata sua hipótese diagnostica. Artografia pra ver as condições da articulação. Tratamento Objetivo do tratamento se divide em 3: 86 Reducao anatômica: você precisa devolver a articulação para o que era antes pra restaurar a função. Conservador: fraturas estáveis e sem desvio. Ou naqueles pacientes com alto risco cirúrgico: paciente diabético descompensado, paciente idoso, paciente osteoporótico acamado sem prognostico de Marcha. Lesões instáveis: gesso longo por 6 semanas. Lesões estáveis: pode se empregar um gesso para marcha, ou, no caso das orteses, aquela botinha. Cirúrgico: Pra qualquer fratura com desvio que envolve superfície e aquelas fraturas que houve uma falha do tratamento conservador. Geralmente, uma lesão desse tipo o paciente vai apresentar o pé completamente inchado e, por vezes, comprometimento vascular. O momento de você intervir: até 3 horas ou esperar todo esse edema diminuir. Mas claro que você não vai deixar desse jeito; reduz a fratura, mantém uma imobilização gessada ou até um fixador externo e quando houver uma melhora das condições da pele, empregar um tratamento cirúrgico. Tratamento cirúrgico tem várias montagens: placa e parafuso, parafuso e bandas de tensão, fios de aço... não importa. O que importa é que a fratura volte para sua anatomia inicial. Nós temos as receitas de bolo, por exemplo, fraturas de maléolo lateral: placa e parafuso. As lesões ligamentares são extremamente frequentes. E isso é uma coisa interessante porque uma vez que você torça o tornozelo, nunca mais ele vai ser como era antes. Por vezes quando você lesiona uma articulação, você tem que mantê-la em repouso. Mas o paciente continua pisando, jogando peso em cima, então aquele ligamento que se rompeu, que precisa ficar em repouso pra cicatrizar, vai ter uma dificuldade. Se caracterizando com uma frouxidão ligamentar e o paciente fica referindo entorses de repetição. Nós temos receptores na nossa pele, no nosso corpo todo que quando você está andando num terreno irregular você não precisa ficar olhando pra baixo pra saber onde pisar, o seu pé vai ajustando sua pisada de acordo com a irregularidade do terreno. Quando você tem entorse, você lesiona essa via então o cérebro deixa de receber essa informação adequadamente. Alem da capacidade de re-entorse pela cicatrização de forma errada do ligamento, nós temos um erro dessa via de controle automático, o seu cérebro para de ver que você tá num terreno irregular. Quando a pessoa tem entorses de repetição, ela tem que olhar pra saber onde tá andando. A reabilitação com fisioterapia é muito importante, é á que você vai recuperar essa propiocepção. Sessões em cima de plataformas instáveis. Classificação simples é dividir lesões em medial e lateral. E uma coisainteressante também é o grau de lesão: Grau 1: estiramento do ligamento. Paciente chega andando no consultório. São lesões leves com tratamento de 7 a 10 dias com gelo e antiinflamatório. Grau 2: há uma ruptura parcial do ligamento, e tem condições de ter uma recuperação normal. Paciente geralmente chega mancando no consultório. Com edema e dor a palpação. 87 Grau 3: ruptura completa. Extremamente edemaciado e não consegue apoiar o tornozelo no chão. E já requer uma imobilização de pelo menos 2 semanas, gelo, e pé pra cima porque senão piora o edema. Fibulo talar anterior é o ligamento mais lesionado. Então tá ai o porque de 85% a gente ter lesão na face lateral do tornozelo. Sinais: edema, dor, ecmoze. Porção medial: lesão do ligamento deltoide. Principalmente rotação lateral e eversao do pé. TTO: imobilização, orteses e fisioterapia. Luxações do tornozelo. Muito associado com fraturas e a grande maioria, quase metade, são expostas. Lesão do aviador: quando o piloto caia, o pedal ia de encontro ao pé e tinha essa luxação. É uma força aplicada contra o pé, uma flexão do pé ou dorso flexão, depende do tipo de lesão. A intensidade e a posição do pé definem qual é a direção final da luxação: - força aplicada com o pé em dorso flexão: lesão da margem anterior da tíbia - Pé em flexão plantar: o talus bate posteriormente, então vai ter lesão da margem posterior na tíbia. Achados físicos: proeminência do talus, alteração aparente do comprimento do pé. E tem que reduzir imediatamente essa luxação. Luxação = redução imediata. Se você não consegue reduzir, então tem que abrir, redução cruenta. E depois imobilização e a fisioterapia. Fraturas do pilão: porção distal da tíbia. Traumas com carga axial, e rotação e flexão simultâneas como queda de altura, acidente automobilísticos. Acidentes com grande energia. Diagnostico: observar a deformidade, geralmente em valgo. Exames subsidiários: Raio X. Se houver suspeita de fratura intra articular, pedir tomo. Tratamento Incruento: fraturas sem desvio. Imobilização com bota gessada. Tração esquelética ou fixador externo: fraturas extremamente cominutivas ou com desvio na articulação. Cirúrgico: tudo que nós vimos no tratamento do tornozelo também pode fazer na porção distal da tíbia. Complicações pseudo artrose Falha de consolidação, consolidação viciosa Infecção Artrose Distrofia simpática reflexa 88 Sind. Compartimental Sindostose: tíbia e fíbula tendo consolidação uma com outra Lesões da cartilagem Pé 26 ossos. Pé é divido em retro pé, médio pé e porção anterior. Retro pé: Talus que articula com a tíbia calcaneo Articulação entre o retro pé e o médio pé: articulação transversa do talus Médio pé: navicular, cuboide e as 3 cunhas. Entre o médio pé e a porção anterior, tem a aritulacao tarsometatarsal. Porção anterior: Primeiro a 5o metatarso e as falanges. Observe esta linha, um V,(ele falou nome da linha mas não entendi e não achei), quando você tem uma fratura do calcaneo, tem uma alteração dessa linha. Por vezes o V fica mais alargado ou mais diminuído, é um dos parâmetros que a gente tem. Outro ângulo; de cooler, na fratura do calcâneo essa angulação aumenta. Avaliação: historia, exame físico e raio x. Fratura do talus Tem o mesmo mecanismo da lesão do aviador. Classificação do talus: 1)fratura sem desvio 2) fratura com luxacao subtalar 3) luxacao tanto em cima quanto em baixo. Talus foi pra fora. Diagnóstico: Edema, comprometimento vasculo nervoso. O pé pode tá branco e pálido. Dor intensa. Rx: AP, P e obliquo pra observar esse talus. Tipo 1: tto concervasor. 2 a 3 meses Tipo 2 e 3: precisa reduzir. Tipo mais comum de montagem é o parafuso. Complicação importante é a necrose do talus. Quando você tem uma fratura, o talus deixa de receber aporte sanguíneo. 90% das luxações do talus infecta, devido essa diminuição circulação sanguínea. Essas luxações, então, tem prognostico péssimo. As vezes já se faz uma talectomia. 89 Artrose: tipo 2: subtalar tipo3: pode se dar na tíbio talus. Fraturas do calcâneo Extra articulas são a minoria. Maioria intra articular. Observe aquela angulação que vai aumentando. Diagnostico: calcanhar alargado com hematomas. RX: AP e lateral do pé e calcâneo: axial + perfil. Incidências oblíquas também podem ser empregadas. Intra articular: tto cirúrgico Luxacoes da tarso-metatarso: Articulacao de bistran (? Não entendi) Mecanismos de lesão: - trauma direto com forças de rotação. Dx: grande edema, movimentação de pronação e supinação dolorosas. Rx AP e perfil Articulação precisa ser montada anatomicamente. Metatarsos: - Trauma direto, também chamado de fratura da bailaria. Por vezes no corpo do 5o metatarso. - Fratura por estress: atletas - Fraturas por avulsão. Fibular se insere na base do 5o Fraturas no 2º, 3º e 4º tem menor movimentação, você pode estimular a deambulação com calcado colchoado. Se houver desvio, fazer redução e se estiver instável, fazer fixação. 1º metatarso: fixação com placas e parafusos Luxações dos dedos : se dão por conta de: - Trauma direto: as topadas Diagnóstico: Dor, edema e ecmoze. Rx AP e obliquo Reduz e imobilização com esquema de peixe por 3 semanas. Autorizar paciente deambular com calcado de assoalho rígido. 90 Fraturas de metacarpo e falange Conceitos (aula) - classificação - fraturas metacarpais - cabeça, colo, diáfise, base 91 - fraturas da cabeça - trauma axial - pode acometer mais de 1 raio - tratamento - sem desvio - conservador (3 semanas) - punho discretamente dorsofletido - com desvio e irregularidade articular - cirúrgico - fraturas do colo - mais comum; há fragilidade óssea neste ponto - desvio volar por ação interóssea e dos flexores - trauma axial - 4º e 5º metacarpos - mais acometidos - deformidade em flexão - 50 graus (mínimo), 30 graus (anular), 10-15 graus (2º e 3º) - tratamento - conservador - gesso modelado (deve-se fazer manobra de Jahss) - cirúrgico - fios de Kirshnner (entrada no sentido distal para proximal) ou placa e parafusos - fraturas de diáfise - tipos - oblíqua - por torção; há encurtamento e rotação do metacarpo - transversa - poço comum; por trauma direto; são instáveis, em geral - tratamento - cirúrgico (se com desvio), com fio intramedular - quando anguladas, há ação dos interósseos - desvios rotacionais são inaceitáveis - tratamento - indicações - fraturas redutíveis instáveis, múltiplas, oblíquas com desvio rotacionais, trasversas irredutíveis, expostas, com perda de segmento ou múltiplas - fraturas da base - primeiro metacarpo - são comuns; normalmente transversas ou oblíquas, com angulação dorsal - classificação - tipo I - Benett - articulação carpometacárpica é estabilizada por 5 ligamentos (anterior, oblíquo posterior, intermetacárpico anterior e posterior, radial dorsal) - fragmento de tamanho variável no aspecto volar/ulnar do MTC - metas do tratamento - estabilidade e congruência articular - tratamento 92 - controverso - conservador - redução + imobilização - cirúrgico - redução aberta ou fechada + fixação - fio de Kirschner no 2º MTC - 2 fios de Kirschner - 1 no 2º + 1 na CMC - 2 fios na CMC - parafusos - complicações - consolidação viciosa com subluxação CMC, artrose precoce, rigidez - II - Rolando - fratura cominutiva da base do 1º MTC - tratamento é cirúrgico - redução aberta ou fechada + fixação com fios, pinos, placa, tração esquelética - III - extra-articular - estável - redução incruenta, imobilização gessada por 3 semanas - instável - redução percutânea, imobilização, fio de Kirschner - IV - com deslizamento epifisário - redução, imobilização, fixação percutânea - fraturas de falange - distal - estável - tala de alumínio (2 semanas) - fraturas cominutivas - esmagamento,hematoma subungueal - base - avulsão do tendão extensor (dedo em martelo) - faz-se redução e fixação com fio de Kirschner - média e proximal - deve-se proteger tendões flexores e aparelho extensor - intra-articulares - radiografia frente, perfil e oblíqua - geralmente sem desvio - imobilização (3 semanas) - trauma de alta energia - tração e imobilização precoce - extra-articulares - transversas (mais comuns na falange média) - oblíqua (mais comuns na falange proximal) - cominutivas 93 - angulações - desvios rotacionais são inaceitáveis - tratamento cirúrgico - fios ou parafusos Fisiopatologia - mecanismos - trauma direto, torção, contrações musculares 94 Conceitos - classificação - fraturas metacarpais - 2º ao 5º - da cabeça - do colo - da diáfise - da base - 1º - I - fratura-luxação de Bennett - II - fratura de Rolando - III - fratura extra-articular - IV - fratura com deslizamento epifisário - fraturas da falange - distal - média e proximal - tratamento - fraturas de metacarpo - 2º ao 5º metacarpos - da cabeça - indicações cirúrgicas - desvio, acometimento articular - do colo - indicações cirúrgicas - desvio e/ou deformidade maiores que o aceitável - da diáfise - indicações cirúrgicas - desvio maior que o aceitável, fratura aberta, perda de segmento ósseo, refratariedade ao tratamento conservador - da base - indicações cirúrgicas - fratura-luxação, instabilidade - 1º metacarpo - indicações cirúrgicas - I e II; III e IV, no caso de insucesso do tratamento conservador - fraturas da falange - distal - indicações cirúrgicas - lesão de partes moles, subluxação volar - média e proximal - indicações cirúrgicas - fratura intra-articular com desvio ou cominuição e extra-articular com desvio ou instável Fisiopatologia - mecanismo - trauma direto, torção, contrações musculares 95 Fraturas-luxação dos ossos do carpo Espaço de Porriet:não apresenta ligamento, maior probabilidade de apresentar luxação. Epidemiologia 16% das fraturas o Escafoide: 79% Único que faz a transição entre as fileiras proximal e distal o Piramidal: 13,8% o Trapézio: 2,3% o Hamato: 1,5% o Semilunar: 1,4% Escafoide Helicoidal 80% da cobertura dele é cartilagem Articula-se com a fileira proximal e com a distal o Rádio, capitato, ... Se é muito coberto por cartilagem por onde entram os vasos sanguíneos? o Apresenta pouca vascularização Vascularização proveniente da artéria radial. 1/3 distal por ser mais vascularizado é com maior facilidade p/ consolidar 1/3 proximal dificilmente consolida, maior chance de necrose Fratura no 1/3 distal: 10% Fratura no 1/3 médio:80% Fratura no 1/3 proximal: 10% Mecanismo do trauma Hiperextensão do punho associada ao desvio radial. Avaliação clínica Escafoide forma o assoalho da tabaqueira anatômica o Dor na tabaqueira anatômica Edema História do trauma Radiografia AP o O tubérculo do escafoide fica escondido o Por isso faz AP com desvio ULNAR. Escafoide alonga Perfil o p/ verificar se há presença de luxação do semilunar Ressonância Magnética o Mostra o edema ósseo o Diagnostico de fratura oculta. Qnd fratura oculta -> se não puder fazer RM Imobiliza e repete o raiox em uma semana. Se não permanecer a queixa -> era uma contusão. Tratamento conservador Desvio menor que 1 mm. Inclui o polegar 96 Tratamento cirúrgico Mais utilizado devido a dificuldade de consolidação (evitar pseudoartrose). Complicações Pseudoartrose escafoide o Perde a estabilidade dos ossos do carpo pois o escafoide se articula com vários ósseos. o Pode evoluir p/ uma artrodese Cisto ósseo Necrose do polo proximal Luxação Perisemilunar Tto cirúrgico Pode evoluir p/ artrose Fraturas Falanges e Metacarpos Epidemiologia 2x mais comuns do que dos metacarpos + comum em homens Quadro clínico Determinar o alinhamento dos dedos o Relação das inhas com flexão e extensão o Corvegencia p/ o tubérculo do escafoide Mão AP Oblíqua Dedo AP Perfil Classificação Green e Obrein Fratura Boxer Fratura de Bennet 1º metacarpo Tto cirúrgico Fratura de Rolando Tto Critérios de alinhamento aceitável o Falanges Angulação de 10º Nenhuma rotação o Metacarpos Encurtamento de 3 a 5 mm Angulação 10, 20 e 30º Nenhuma rotação Tto conservador 97 o Gesso na posição funcional o Talas gessadas o Talas de alumínios o Órteses Tto cirúrgico o Fios de Kirschinner LESÕES MUSCULO TENDINOSAS DA MÃO Necessita de tratamento de urgência na primeira semana Representam 1% das lesões da mão Causas: o Lesoes cortantes o Doenças inflamatórias o Alvulssões ósseas o Ruptura por fraturas ou material de síntese Acometem trabalhadores Anatomia dos tendões flexores o Ventre muscular do epicôndilo medial, 4 tendões superficiais e 4 profundos, que compõem o túnel do carpo junto com o nervo mediano o Síndrome compressiva do carpo é a mais comum do mmss o Ao saírem do túnel do carpo já saiem em pares de superficiais e profundos. Os lumbricais são os únicos músculos que e originam de tendão e se inserem em tendão (princ. Do Flexor profundo) o Polias: 5 anulares e 3 fusiformes , prendem o tendão no osso(?)- impares nas articulações e pares no osso Complicação: arco de corda (?) o 2 e 4 são as mais importantes- mais largas o Quiasma de Kampber (?)- quando o flexor profundo se superficializa o Flexão da interfalange media- flexor superficial o Flexão da interfalange distal- flexor profundo o Vinculas, entram na parte dorsal do tendão e ventralmente é nutrido pelo liquiso sinovial Avaliação da lesão dos tendões flexores o Associada a lesões: nervos 50%), artérias, osso o Perda da fexão do dedo o Exame físico- ausência de contração do dedo Classificação em zonas o 1- distal a IFP o 2- da inserção do FS até a polia A1 o 3- da polia A1 até o túnel do carpo o 4- o túnel do carpo o 5- proximal ao túnel do carpo Acesso direto, com boa exposição e visão das estruturas a serem operadas, é o começo de uma ba cirurgia- via de acesso em zigzag pra evitar a retração cicatricial Tratamento- tenorrafia (sutura do tendão) o O paciente tem que começar a mexer logo, então tem que fazer uma sutura forte, se ele não mexer a sutura une-se ao osso e perde-se a função 98 o Nylon 4-0 no profundo e 5-0 no superficial o 0-15 dias dá pra tratar, depois de 15 dias já é crônico e piora o tratamento Tenorrafia secundária o Reconstrução do tendão osteo-fibroso para reconstrução do tendão, geralmente usa-se o palmar longo Pós-operatório o Movimentação passiva controlada (posição funcional) Evitar a aderência, que é a complicação mais comum, para evitar a eprda funcional (previne-se com movimentos e tratamento na primeira semana) Zona 2 é a mais importante- 2 tendões, 50% das lesões, preferência por sutura primária dos dois tendões ou do FP, historia- “terra de ninguém” por Bunnel (enxerto de tendão era preferível ou tiravam o profundo e deixavam só o superficial) Zona 4- pode estar associada a lesão do nervo mediano Tendões extensões Mais finos e fracos que os flexores Mais superficiais e em contato íntimo com as articulações São mais propensos a ruptura fechadas 6 túneis (aqueles negócios que tinham no rádio- revisar) Extensores junto com os lumbricais formam o aparelho extensor e se inserem na base da falange média e na base da falange distal Zonas de Doyle o 1- IFD Lesão do tendão extensor terminal- dedo em martelo Mais comum em jovens- usa-se tala metálica 24h por 6 semanas (dorsal ou ventral), depois de 6 semanas usar a tala para dormir Quando tem luxação da 1 falange- tratamento cirúrgico LESÕES TARDIAS: tira a pele junto com o tendão,sutura tudo e passa um fio de kirchiner (?) o 2- Falange media o 3- IFP Perda da extensão ativa da IFP Deformidade em botoeira (artrite reumatoide) Se tiver fratura e luxação da articulação- cirúrgico LESÃO CRONICA- tem que usar enxerto de tendão, mas todas vez que se usa enxerto de tendão ele perde a força o 4- falange proximal o 5- MCF o 6- metacarpos o 7- retináculo dos extensores o 8- antebraço distal LESÕES DE NERVOS PERIFÉRICOS Unidade funcional do nervo- neurônio ---- placa motora Lesão nervosa- para da transmissão do impulso, geralmente ao nível de axônio- desorganização das atividades funcionais Degeneração Waleriana- ocorre no segmento distal da lesão 99 Degeneração axial Regneração de 1 a 2mm por dia- fascículos se unem de forma cruzada e ocorre perda de função Tipos de lesão o Neuropraxia Grau I- parada fisisologica do impulso nervoso (ausência de lesão) o Axoniotmese grau II(axônio) o Axioniotmese grau III- axônio+endoneuro+perineuro(fascículo) o Neurotmese grau IV- axônio+endoneuro+perineuro+epineuro (nervo) AAvaliação clínica- alterações motoras o Paralisia- logo após a lesão o Hipotrofia- progressiva, 6 semanas o Degeneração e fibrose muscular apóes 2 anos de lesão Aleterações sensitivas o Tato, dor, temperatura, estereoagnosia Alterações vasomotoras o Diminuição da circulação o Alterações tróficas da pele e unha Quanto ao tempo o Recente <3 semanas Neruólise o Segunra sidrome compressiva mais comum Lesões antigas Suturas+ enxertos (geralmente com o nervo sural da perna) Fraturas-luxações do quadril Conceitos - anatomia - articulação do quadril X articulação do ombro - acetábulo - é profundo e faz encaixe com a cabeça do fêmur - cavidade glenoide - é rasa - cápsula articular e ligamentos - cápsula articular - fratura transtrocantérica - há rotação externa porque a cápsula articular não contém a rotação - fratura de colo de fêmur - o contrário - ângulo cérvico-diafisário - de 125-135 graus, com média de 128 graus VALGO >135 VARO <125 - vascularização do fêmur - a. do ligamento redondo, a.a. circunflexas, a. nutridora - luxação do quadril (trauma de alta energia) X lesão vascular 100 - pode ocorrer necrose da cabeça de fêmur - classificação de Pipkin (para fraturas da cabeça do fêmur) - I - fratura caudal à fóvea da cabeça - II - fratura acima da fóvea da cabeça - III - I ou II + fratura do colo do fêmur - IV - I, II ou III + fratura do acetábulo - classificação de Thompson-Epstein (para luxações posteriores de quadril) - I - com/sem pequena fratura - II - com grande fratura isolada do rebordo acetabular posterior - III - com cominuição do rebordo acetabular, com ou sem um grande fragmento - IV - com fratura do assoalho acetabular - V - com fratura da cabeça femoral - classificação das fraturas-luxações do quadril - quanto à origem - congênitas - iatrogênicas - patológicas - traumáticas - quanto à posição - anterior ( + RARA) - posição pubiana (abaixo do acetábulo) ou obturatriz (ao nível do acetábulo) - posterior (+ FREQUENTE ) - posição isquiática (abaixo do acetábulo), retroacetabular (ao nível do acetábulo) ou ilíaca (acima do acetábulo, sendo a mais comum) - central * têm relação com posições pudica, não pudica e neutra * grau de flexão determina se luxação é superior ou inferior - fisiopatogenia - sentido da saída da cabeça do fêmur X lesão de estruturas associadas (em geral) - para frente - lesão vascular - para trás - lesão nervosa (N. ciático) - clínica - luxação congênita - linhas - de Hilgenheiner, vertical de Ombredanne (Perkis), de Menard Shenton - índice acetabular - 25-30 graus - discrepância de membros, assimetria de pregas cutâneas - Barlow 101 - Ortolane - luxação posterior * quanto maior o grau de flexão, maior a chance de luxação simples * se adução - luxação simples * se abdução - maior chance de fratura-luxação * na fratura da diáfise femoral concomitante, há perda dos sinais clínicos - complicações - agudas - lesão do n. ciático, irredutibilidade, lesões do joelho, recorrência - tardias - recorrência, miosite ossificante (ossificação heterotrópica), necrose avascular, artrose pós-traumática - luxação anterior - complicações - lesão do n. obturador, n., a. e v. femorais - tratamento * as reduções incruentas, aqui, devem ser feitas sob anestesia - luxação posterior - redução incruenta - em até 12 h - manobras - Allis (ver anexos), Stimson (ver anexos), Bigelow, Bigelow reversa - redução cruenta - indicações - insucesso da redução incruenta, redução instável e fragmentos intra-articulares - luxação anterior - redução incruenta - manobra de Allis - redução cruenta - no insucesso da incruenta Epidemiologia - luxação coxofemoral - a luxação posterior é 10 vezes mais comum (85-90%) - geralmente, não é isolada - 50% apresentam outras fraturas (no próprio quadril, fêmur ou joelho) * lesão de nervo ciático associada em até 20% dos casos * pode haver necrose avascular da cabeça femoral Fisiopatologia - trauma de alta energia (politraumatismo) * em crianças, não necessita ser de alta energia, mas a luxação é rara - luxação posterior - impacto indireto sobre o quadril fletido Diagnóstico - clínico - luxação posterior - posição clássica (pudica) - membro inferior encurtado, fletido, aduzido e rotado internamente (ver anexos) - luxação anterior 102 - posição não pudica - membro inferior aumentado, fletido, abduzido e rotado externamente - radiográfico - RX simples - incidências - AP de pelve, alar e obturatriz Tratamento - luxações traumáticas - luxação posterior - redução incruenta de urgência - luxação anterior - redução incruenta - luxação iatrogênica - patológica - artrite séptica - lavagem e tratamento de seqüelas - luxação congênita - suspensório de Pavlik - 4-18 meses de idade - tração prévia de 7-10 dias - redução sob anestesia - > 18 meses de idade - osteotomias Lembretes Anexos * vascularização da cabeça do fêmur - quando há luxação da cabeça do fêmur, há ruptura do ligamento redondo e, consequentemente, a a. obturatriz; pode, também, haver lesão dos vasos circunflexos de tempo em que o quadril permanece luxado) 103 * n. ciático passa imediatamente posterior à cabeça do fêmur - risco de lesão do nervo na luxação posterior do quadril * n. obturador passa próximo à cabeça do fêmur - risco de lesão do nervo na luxação anterior 104 * mecanismo da luxação posterior de quadril * posição clássica da luxação posterior de quadril (posição pudica) * manobra de Allis * manobra de Stimson 105 FRATURAS NO ANTEBRAÇO NA CRIANÇA E NO ADULTO Antebraço é considerado uma articulação ‒ Extensores- epicôndilo lateral ‒ Flexores- epicôndilo medial ‒ Bíceps- origem dupla e distalmente se insere na tuberosidade occipital do rádio Flexor do antebraço sobre o braço, mas é por excelência um supinador 106 ‒ Não dá pra reduzir as fraturas de forma fechada porque a membrana impede um pouco o movimento—tratamento cirúrgico ‒ Na criança: fise ou placa de crescimento- lesão traumática nesta é o descolamento epifisário (e leva o fragmento metafisário) ‒ Epifisiodese: I fratura na fise Tipo II fratura na fise com saída no lado oposto na metáfise Tipo III fratura da superficie articular até a fise Tipo IV estende-se da articulação até a metáfise Tipo V compressão A ulna é proximalmente o osso mais grosso e o rádio é o mais grosso distalmente- fratura o mais forte e luxa o mais fraco FRATURA DE MONTEGGIA - proximal, então fratura a ulna e luxa o rádio o Fratura da ulna (1/3) proximal com luxação da cabeça do rádio o Pronação dolorosa- subluxação da cabeça do rádio o Palpa a cabeça do rádio, pressiona e faz asupinação (volta imediatamente o Mecanismo- trauma direto na face posterior da ulna ou queda em pronação o Classificação Tipo I (60% dos casos) – Luxação anterior da cabeça do rádio com fratura da diáfise da ulna em qualquer nível com angulação anterior. Tipo II (15% dos casos) – Luxação posterior ou pósterolateral da cabeça do rádio com fratura da diáfise da ulna com angulação posterior. Tipo III (20% dos casos) – Luxação lateral ou ântero-late-ral da cabeça do rádio com fratura da metáfise ulnar. Tipo IV (5% dos casos) – Luxação anterior da cabeça do rádio com fratura do terço proximal do rádio e ulna ao mesmo nível. 107 ‒ Tratamento: redução incruenta precoce da cabeça do rádio ‒ Complicações: erro diagnóstico, lesão nervosas, sinostose radio ulnar (funde o radio com a ulna), instabilidade da cabeça do rádio infecção, pseudoartrose, consolidação viciosa, calcificação em torno da cebça do rádio, rigidez do cotovelo, subluxações, perda de reduções, osteoartrite FRATURA DE GALEAZZI - distal, então fratura o rádio e luxa a ulna Desvio anterior Fratura do rádio (terço médio para distal) e luxação da rádioulnar 3x mais comum q monteggia Diagnóstico em AP e perfil, teste manual de estabilidade o Tratameno- redução cruenta com placa de compreensão de pequenos fragmentos, testar articulação distal A- estável o Complicações o Mecanismo do trauma- queda com cotovelo estendido ‒ Fratura de Culles- desvio posterior, vê deformidade ‒ Fratura de Smith- desvio anterior, ‒ quem determina o desvio é o fragmento distal CLASSIFICAÇÃO AO ‒ A1- frat simples da ulna, rádio normal ‒ A2- frat simples do rádio, ulna normal ‒ A3 ‒ B1 ‒ B2 ‒ B3 ‒ C1 ‒ C2 108 ‒ C3 o Rádio distal é mais importante porque ele dá o suporte do punho CLASSIFICAÇÕES MAIS COMUNS Frykman o falha Weber (AO/ASIF) Melone Colum theory Fernandez (mechanism) o I. a curvatura do osso se dá na área de tensão (culles, Smith) o II. Fratura por cizahamento da superfície articular (Barton, e estiloide radial) o III. Compression- fratura intra cm impactação do osso subcondrak metafisario o IV. Avulsion- fraturas dos ligamentos anexos ulnar e estiloide radial o V. combinadas- lesões de alto impacto Classificação universal o Extrarticulares Sem desvio Com desvio Redutível estável Redutível instável irredutível o Intraricular Redutível estável Redutível instável Irredutível Manobra de redução Degermação, Xilocaína 10ml no foco de fratura (vem sangue) e depois reduz e boa gesso e faz controle radiológico Não pode fazer muita flexão por causa do nervo mediano OPÇÕES DE TRATAMENTO AULA DE VERDADE ‒ ‒ Fixação tem que ser absoluta Criança: deformidade plástica, então tem que alinhar 109 Lesões de nervos periféricos Então, os nervos periféricos nada mais são do que uma extensão do sistema nervoso central que integra a parte motora e a sensitiva. E quando você sofre um trauma os impulsos vão ficar desorganizados e você perde uma atividade desse nervo. Então você tem o neurônio que é a unidade funcional do nervo e você tem no nervo periférico um feixe de fibras nervosas ai você tem fibras motoras, fibras sensitivas. nervo periférico consiste num feixe ou feixes de fibras nervosas. As fibras motoras O se originam da coluna anterior da medula espinhal, as sensitivas da coluna e gânglio posterior .Ai você tem um nervo, parte anterior dele tem função motora e a parte posterior dele tem a função sensitiva. Por exemplo, na paralisia infantil o problema é justante aqui, a criança tem um problema motor. O nervo tem o epineuro externo envolvendo todo o nervo, o epineuro interno, o perineuro e o endoneuro, então, essa é a composição do nervo. Os nervos podem ser oligofascicular, polifascicular e monofascicular. No nervo polifascicular voce vê que ele tem todas as estruturas do nervo, o oligofascicular não tem todas as estruturas do nervo e o monofascicular so tem o endoneuro e o perneuro. Nós vamos ter nervos plexiformes que é um emaranhado de fibras e nervos uniformes. Há uma diferença muito grande quando eu faço uma sutura nesses nervos. Nos nervos plexiformes o resultado da sutura não é bom, já no nervo radial que é um nervo uniforme a sutura da excelentes resultados. Então o que acontece quando eu leso, tenho um trauma nesse meu nervo, o segmento distal vai sofre uma degeneração walleriana, o que acontece é que você tem o tubo endoneural, há uma fagocitose e tudo que está dentro desse tubo é absorvido, mas o tubo endoneural não,ele continua lá. Então você teve um corte, há fagocitose e tudo que ta dentro desse tubo absorve, então você só fica com o tubo la dentro pra crescer alguma coisa se tiver estímulo. Já no fragmento proximal, você vai ter uma degeneração axônica e vai formar na ponta desse nervo um neurônio, então quando voce tem uma lesão do nervo e não foi feito sutura, voce faz uma percussão e voce vai ter choque, por que na parte proximal voce vai ter um novo na ponta desse nervo ( não consegui entender se era msm novo, se quiserem ouvir ta em 5:10 min). Isso é mais ou menos o que acontece com esse tubo, ele é absorvido mas permanece o tubo aqui dentro, aqui um neurônio normal e aqui um neurônio com uma lesão. O que vai influenciar o fator de regeneração? Voce tem um corte no nervo, o que influencia para ele regenerar? A primeira coisa que influencia é a idade, porque numa criança que tem lesão de nervo a recuperação dela é muito maior, muito mais fácil que uma pessoa de 60 anos. Então a idade influencia muito. Outra coisa é a distância da lesão até o órgão efetor, uma lesão do nervo radial no terço médio do antebraço, o órgão efetor que faz a extensão do punho ta no cotovelo, então daqui pra cá há um crescimento. Agora se voce corta o ( não entendi o nome do nervo 6:25) a nível da coxa e a nível do quadril até ele chegar la no joelho, é uma distancia muito grande. Então, há uma diferença na regeneração. Outra coisa que influencia é a qualidade da sutura, vamos ver la na frente os tipos de sutura que podemos ter. Outra coisa é a qualidade do nervo, se é um nervo uniforme ou plexiforme. A espessura do nervo, quanto mais fino mais difícil a sutura, mais difícil a sua recuperação. E o tempo de lesão, quanto mais tempo demorar pra fazer essa sutura, desse nervo, a recuperação vai 110 demorar mais. O que pode lesionar o nervo? Primeiro a faca, o corte, o vidro, podem cortar o nervo, ferimento por arma de fogo, compressão, em cirurgia as vezes utilizam o garrote e isso comprime e a compressão pode levar a lesão do nervo. Tumor crescendo pode comprimir esse nervo. O frio, a spessoas que vivem no alpinismo, locais muito frios, eles sofrem muita lesão de nervo. O calor também pode causar lesão. Substancias químicas, e tem pessoas que usam essas substancias para benefício próprio, pessoas com 60 anos usando botox na face, nada mais é do que uma substancia química que causa lesão de nervos. Existem duas classificações para lesões de nervos: A de SEDDON que é neuropraxia, axonotmese e neurotmese. E tem também a mais completa que é a de SUN, ERLAND que é uma disfunção de nervo, você não tem um corte, não tem um agente químico indo la lesar. Voce tem uma lesão axonal, uma lesão do axônio e do endoneuro que é da fibra. Perineuro, endoneuro e axônio que é fascículo e como todo ele ta lesado é lesão completa do nervo, todas as estruturas foram cortadas, foram lesionadas. Neuropraxia é grau 1, axonotmese é grau 2, axonotmese grau 3 em relação a fibra, axonotmese em relação ao fascículo grau 4, grau 5 é lesão completa do nervo. Na neuropraxia você tem uma lesão motora, a parte sensitiva está boa. O alcoolatra de vez em quando tem essa lesão, ele bebe muito e depois vai dormir e coloca a cabeça no meio do braço e ele passaa noite toda dormindo assim, ai quando acorda chega no pronto socorro com a mão caída, isso não é nada mais que a compressão do nervo radial que faz com que a parte motora dele pare. Há muitos anos atrás, existia a síndrome do recém casado, cara casado, aí colocava a mulher pra dormir nos braços dele ai tem compressão do nervo radial, faz lesão do nervo radial do tipo motora, então é uma desmielinização, não há degeneração walleriana, ou seja, o tubo endoneural tá perfeito, ta com todas as estruturas dentro, (a degeneração walleriana é quando há fagocitose e absorve tudo que ta dentro do tubo endoneuroal), o tratamento é conservador. Axonotmese é uma degeneração completa tanto sensitiva quanto motora, há uma lesão axonal, degeneração walleriana e o tratamento é cirúrgico.Neurotmese é uma lesão completa, é uma lesão do axônio e do estroma do nervo, também degeneração walleriana e o tratamento é cirúrgico. O diagnóstico como tudo na medicina é com a anamnese, você vai atrás da causa da lesão, tempo de lesão e o local porque esses três fatores vão influenciar na recuperação. O ferimento por arma de fogo, por exemplo, o nervo foi embora, vai ter que colocar enxerto de nervo. O ferimento por faca, o cara la pega a faca e vai cometer suicídio, ele pega a faca e vai la e corta, a primeira estrutura que ele corta é o nervo mediano, nervo mediano é responsável pela pinça, então pra eu segurar a faca não consigo, pode ver todas as pessoas que tenteam suicídio com faca no punho, elas do outro lado mal arranha né, porque ela não consegue segurar a faca, ela corta aqui e quando ela bota a faca pra ca ela não vai conseguir segurar, ela não tem força pra segurar a faca, pra fazer pressão pra cortar, então ela não consegue cortar do outro lado. Todos os ferimentos com corte é fácil você fazer a sutura, o tempo que você levou e a localização. Então quando há realmente uma lesão desse nervo, o que que aconteceu pra ele não estar mexendo? Eu tenho uma lesão de tendão nesse corte? Qual nervo que foi lesado? É um 111 nervo sensitivo? Nervo próximo de articulação é mais difícil para a sutura dar resultado. A paralisia é só motora ou é só sensitiva? Essa lesão é completa ou incompleta? Ai você vai pesquisar a sensibilidade, essa sensibilidade é objetiva, subjetiva, geral e especial. Há parestesia, hiperestesia, hipoestesia, isso tudo tem que ser pesquisado. Então se voce tem uma lesão motora, aparece logo depois do corte ou do trauma. Se você tem uma hipotrofia muscular significa que tem mais d e6 semanas de lesão. Se já tem 2 anos você tem degeneração dessa lesão, geralmente é uma degeneração fibrótica. Se você tem alteração da dor, da temperatura, estereognosia capacidade de segurar um objeto na mão e sentir se ele é redondo se é comprido, curto. Quando você tem ligação de ligamento cruzado anterior, na lesão do joelho, você perde propriocepção, então s e apessoa ta sentada ela não sabe mais se o joelho ta dobrado ou esticado, se perde isso é a coisa mais difícil de recuperar. Alterações vasomotoras, mais de dois anos você tem alterações irreversíveis. Então s epassa de dois anos essas alterações motoras vão ser irreversíveis. AI você tem o sinal de tinel, é complexo o sinal dede tinel. Quando o nervo vai se recuperar ele cresce 1 milímetro por dia, então se ele cresce 1 milímetro por dia em 10 dias 1 cm, se ele cresce 50 dias, 5 cm. Então se você faz a digito percussão aqui e deu choque, daqui a 50 dias esse choque não tem que ser mais aqui porque ta crescendo um nervo por dentro do tubo endoneural. Houve a degeneração walleriana e esse nervo começa a crescer. Ele cresce 1 milímetro por dia, então se deu tinel aqui, vai ter que estar mais distante, se continuar aqui, no mesmo lugar o que aconteceu foi que esse nervo não está crescendo. Esse choque que você sente quando faz a digito percussão é do neurônio que se formou no coto proximal. Lesou o nervo, faz digito percussão, deu choque, beleza, foi ali alesão, 50 dias depois do choque continua no mesmo lugar, significa que formou um neurônio no coto proximal, se o choque aumentou a distancia, significa que ta crescendo. Neuropraxia é tranquilo pra você avaliar isso vc faz la e da o choque, e daqui a 50 dias quando você for avaliar esse paciente o choque ta mais distante, então o nervo ta crescendo e o paciente começa a se recuperar. Quando eu faço a sutura, sutura do nervo, sutura foi nesse nível, daqui a 50 dias o choque tem que estar em outro lugar, se continuar no mesmo lugar a minha sutura complicou. O Tinel, quando ele descreveu esse sinal foi pra avaliar a recuperação, então se ele ta recuperando. Mas se adota esse mesmo sinal pra dizer que não ta desenvolvendo. Na síndrome do túnel do carpo, trabalhadores do distrito, você vai la aperta, aumenta a dormência da mão, você faz tinel dá choque. Não confundir tinel com o choque do neurônio, a recuperação não é formação de neurônio. Então você tem que fazer investigação vasomotora, se tem suor, se tem pelo, onde tem lesão de nervo, o pelo cai, não tem suor na região, tem que pesquisar temperatura, a cor da região também modifica e a temperatura da pele. Então se voce tem uma pele quente você tem até duas semanas de lesão. Se você tem uma pele fria e cianótica maior numero de semanas, se vc tem uma pele fina, seca brilhante, com alguma coisa que eu não entendi nas unhas ( ta no min 23:26) tem mais de 6 meses. Além da parte clínica você tem o exame eletroneuromiografia e só tem função a partir de 6 meses. Ele é como se fosse um eletrocardio, até ai você vai estimular o nervo, ele vai emitir a função desse nervo com o choque, vai gravar e fotografar essas ondas de choque. 112 O tratamento, você tem o não cirúrgico que só está indicado para aqueles pacientes que só tem neuropraxia, ai você só observa e acompanha fazendo o teste de tinel e eletroneuromiografia, mas é importante manter esses pacientes na fisioterapia, terapia ocupacional e você tem que colocar algum aparelho ortopédico para evitar deformidades secundárias, depois disso ele falou sobre imobilizar no pé caído, não consegui entender muito bem (25:50). Ai você pode fazer uma neurólise, sutura e você pode fazer enxerto e faltou aqui colar o nervo, pode usar uma cola, principalmente quendo faz enxerto nesse nervo, a melhor forma de fazer sutura é com cola. Lesão fechada, que não ta bem diagnosticada você observa. O interessante é que, você não precisa fazer a sutura direto nesse nervo pra ele recuperar. Quando você tem tumor crescendo comprimindo o nervo você descomprime esse nervo ressecando o tumor isso é uma neurólise, com a liberação desse nervo. Na sutura , você tem epineuro externo, epineuro interno, ela só é boa para nervo polifascicular, perineuro lesões parciais, adesivo de fibrina, lesões complexas você faz enxerto. Então você sutura o perineuro, so aquela camada que reveste o nervo e já da bons resultados. Epineuro, você sutura primeiro epineuro interno depois epineuro externo. Sutura microscópica, no perineuro você sutura uma fibra de cada vez, isso só é bom em nervo plexiforme, ai você sutura uma fibra de cada vez no epineuro interno e epineuro externo. Uma lesão de nervos, que ta com uma boa vascularização, você coloca a cola. Geralmente, quem vai fazer essa suturas são os cirurgiões de mão e que fez especialidade para microcirurgia. Ai ele disse pra focar em fatores de regeneração, parte clínica, causas para lesão de nervos, como diagnosticar a lesão. Deu exemplo de um homem que levou uma facada no braço, se a lesão do nervo radial for baixa, vai ter mão caída mas ele consegue estender os dedos, se a lesão for alta cai a mão mas cai o dedo também. Então tem que saber se a lesão foi alta ou baixa, se for baixa o nervo ta mais fino então é mais difícil essa sutura. Fazer um bom exame físico, nível d alesão, s ehá realmente lesão, qual nervo. Fazera pesquisa, pegar gaze ou algodão, passar no paciente e ver se ele ta sentindo. Paciente se chegar pra você com a pele fria e cianótica e disser que tem 1 semana o corte ele ta mentindo. E o tratamento se é conservador ou não conservador. FIM Lesões traumáticas da cintura escapular 5 articulações: Escapulo-torácica Esterno-clavicular Gleno-umeral Acromio-clavicular Bursa: subacromio-subdeltoidea Rodete glenoideu Luxação: perda de contato permanente entre 2 superfícies que se articulam. A cabeça do úmero tem uma angulação posterior (retroversão) de 15 a 30 º em relação ao tórax e ao eixo dos epicôndilos. Rodete cartilaginoso – labrum Lesão de bankar 113 Luxação na rotação externa Saber se a intabilidade é anterior ou posterior Lesão em machadinha Fraturas de úmero proximal Mecanismo de lesão Queda sobre as mãos estendidas Rotação excessiva do braço em abdução Trauma direto Condições associadas Osteoporose Choque elétrico Classificação Kocher Colo anatômico, epífise, colo cirúrgico. Codman 4 fragmentos: grande tuberosidade, pequena tuberosidade, diáfise, colo anatômico. Neer Inclusão das luxações Problema de lesão com vários fragmentos: lesão das artérias circunflexas -> resulta em necrose. Fratura com 4 ou + fragmentos -> indicação p/ prótese de ombro. Fratura simples ou complexa. Classificação AO A: não está presente isolamento vascular do segmento articular, 2 segmentos B: isolamento parcial, envolve 3 segmentos C: isolamento total, intraescapular, envolve 4 segmentos. Obs: se baseia no rsico de necrose da cabeça do músuclo. Apresentação Dor e tumefação Limitação dos movimentos Equimoses Deve-se fazer avaliação neurovascular e exame de tórax (pode apresentar pneumotórax, fratura de escápula). Incidências radiológicas Série do trauma o AP (verdadeiro): 40-45º de inclinação. Não se faz diagnóstico com uma única incidência. o Perfil de escápula. o Axilar. Diagnóstico diferencial Bursite hemorrágica aguda Ruptura traumática do manguito rotador Tratamento Mobilização inicial e movimentação precoce Redução fechada. 114 Tipoias e aparelhos Fixação com pinos percutânea Redução cruenta e fixação interna Prótese Complicações Lesão vascular e nervosa (n axilar, n musculocutâneo, plexo braquial) Lesão torácica Miosite ossificante Ombro congelado Fraturas de clavícula Mecanismo de lesão Trauma direto sobre a clavícula ou ponta do ombro Trauma indireto: queda sobre a mão estendida Traumas obstétricos o Peso ao nascimento, distócia de ombro, uso do fórceps Segundo Allmans: Grupo 1: queda sobre a mão estendida 2: queda sbre o lado do ombro Segundo Craing 1: no 1/3 médio 2: desvio mínimo (interligamentar) o Tipo 1: desviada medial aos ligamentos coracoclaviculares o Tipo 2: A: conoide e trapezoide íntegros inseridos B: conoide roto, trapezoide o Tipo 3: fraturas de superfície articular o Tipo 4: ligamentos intactos 3: 1/3 proximal o Tipo 1: desvio mínimo o Tipo 2: desvio importante (ligamentos rotos) o Tipo 3: intra-articular o Tipo 4: separação epifisária o Tipo 5: cominutivas Apresentação clínica Fraturas de parto Assimetria de contorno Complicações Lesão vascular e nervosa Fratura aberta LESÕES DO ANEL PÉLVICO Antigamente não existiam esse tipo de lesão pois não existiam meios de transporte tão velozes e potentes para gerar tal lesão. Osso ilíaco: isquio, ílio e púbis. Tem a articulação sacro-iliaca e anteriormente a sínfise púbica 115 Ligamentos anteriores: Ligamentos posteriores: Dão sustentação ao anel pélvico e quando há a ruptura há uma instabilidade deste (vai pra cima e pra baixo pois o anel pélvico que dá sustentação aos mmii) Em caso de politrauma: ATLS e caso de suspeita, chama o ortopedista. Não tem como conter o sangramento porque é osso esponjoso, apenas se consegue tal feito se diminuir a fratura LIGAMENTOS Ligamento Ileolombar Lig sacroiliaco interosseo ant Lig Sacrotuberoso Lig Sacriliaco posterior Lig Sacroespinhoso Lig interespinhoso Lesão na sínfise (só fica acima de 1 cm) Se tiver lesão do ligamento de L5 tem que estabilizar esta pelve TIPOS DE TRAUMA Baixa energia Quedas domesticas Avulsões Alta energia Acidentes automobilísticos Quedas de grandes alturas Pennal (mecanismo) Lateral Antero-posterior Vertical Tile (estabilidade) A- Estável B- Parcialmente estável C- instável Tipos de força Compressão lateral (CL)- tipos mais comuns, atropelamento, colisão lateral do veículo Compressão antero posterior (CQP)- colisão frontal do veículo, estando Cisalhamento vertical (CV) CLASSIFICAÇÃO DE YONG (Sacro) Lateral ao forame, no forame ou medial ao forame CL (I, II, III) o I- Compressão sacral por impacto lateral 116 CAP (I, II, III) CV MC (?) Fratura exposta oculta (tem lesão com comunicação anal/vaginal/ intestinal)- se não identificada gera septicemia grande (tem que fazer toque retal e vaginal) Rx- panorâmico (depois de estabilizar se faz o resto, por ultimo TC) Entrada (40° inclinação cefálica) Saída (40° inclinação cecal) Diagnóstico Historia Exame físico o Compressõa antero- posterior ou compressão lateral- se referir dor suspeitar de lesão Radiografias o AP o In let (40° cefálica, pelve verdadeira, integridade do anel pélvico) o Out let (40° caudal, desvio cefálico ou vertical da hemipelve, descontinuidade das bordas dos forames sacrais, fratura sacra sem desvio) TC TRATAMENTO Reconstruir anatomia óssea Prevenir deformidade Minimizar o desconforto Facilitar o retorno mobilidade e a função TRATAMENTO CONSERVADOR Tração Pneumatc Antishock Garments TRATAMENTO Lesões complexas não se apresentam sozinhas Estabilizar o anel pélvico 117 Lesões Meniscais e Ligamentos do Joelho Anatomia do Joelho 118 Estruturas relevantes para o assunto. - Ligamento Cruzado Anterior - Ligamento cruzado Posterior -Menisco lateral -Menisco Medial -Membrana Sinovial A cápsula ligamentar envolve a articulação. Meniscos Os meniscos são duas cunhas fibrocartilaginosas em forma de C. O Menisco medial é mais fixo ao platô tibial. O lateral é mais móvel, pois tem pouca aderência à capsula e ao platô. Qual a função dos meniscos? Os côndilos femorais são maiores que o platô. Dessa forma, os meniscos conferem uma superfície maior ao platô para receber o côndilo femoral. Ajudam a estabilizar o joelho (limitando flexão e extensão extrema) Congruencia articular Lubrificam a articulação (“espalha” o liquido sinovial sobre a cartilagem articular) Absorção de impacto Procepção Retirando o menisco, TODAS estas funções são perdidas O menisco é formado por fibras colágenas (maioria do tipo 1). A perda conjunta de ligamentos e meniscos leva a grande instabilidade da articulação As lesões de ligamento não tratadas levam a lesão de menisco na maioria dos casos. Menisco e ligamentos se comunicam por procepção. O Ligamento cruzado anterior possui 2 feixes. Um mais interno e outro mais “deitado” O que ocorre na lesão de menisco? Estas estruturas conferem estabilidade para a articulação do joelho LEMBRAR Como o menisco medial é mais fixo, este sofre mais lesão traumática. O lateral, por ser mais móvel, sofre lesões mais relacionadas ao desgaste. 119 *Nas lesões concomitantes de menisco e ligamento, o processo é o mesmo, a diferença é que ele evolui mais rapidamente. Para acontecer lesão de menisco = movimento ROTACIONAL (interno ou externo) Clínica Dor Derrame articular IMPORTANTE: Diferenças entre a lesão deligamento e da lesão meniscal Menisco Ligamento Derrame articular tardio com liquido sinovial Derrame articular imediato com presença de sangue * Dor continua Dor imediata Pode haver bloqueio articular Não há bloqueio articular *Se o sangue apresentar goticulas de gordura, trata-se de fratura subcondral (não aparece no RX, apenas RM). Se não houver gordura, confirma-se lesão do lig cruzado No exame: Estático: Pesquisar atrofia, bloqueio Deambulando: Pesquisar claudicação Anteriorização da tíbia e posteriorização do fêmur Alteração do ponto de contato Instabilidade Degeneração 120 Pesquisar derrame articular palpando a articulação Palpar a superfície articular = dor. Se mais posterior, lesão do menisco na região posterior. O mesmo vale para anterior (não se testa menisco na emergência devido a dor) Testes (MUITO IMPORTANTE! Teste de Apley Com a tíbia de encontro ao femur, faz-se rotação interna e rotação externa. O calcanhar aponta pro menisco que se quer testar. Teste de Apley Prova de McMurray Descrito para a identificação das lesões dos cornos posteriores dos meniscos. Com o paciente deitado na posição supina, os quadris a 90º e os joelhos em flexão máxima, o examinador ao lado do joelho a ser examinado palpa as interlinhas articulares com uma das mãos e, com a outra, segura o pé do paciente, provocando movimentos de rotação interna e externa da perna, alternadamente. A presença de dor, com ou sem estalidos, junto à interlinha articular medial após rotação externa, pode caracterizar lesão do menisco medial. Quando se realiza rotação interna com sintomatologia junto à interlinha articular lateral, pode-se estar diante de uma lesão do menisco lateral dor na lesão meniscal 121 Bocejo em varo e valgo: Testam respectivos ligamentos colaterais Teste de Lachman: Realizado para avaliar lesões do ligamento cruzado anterior. Deve ser realizado comparativamente com o lado contralateral.Em decúbito dorsal e joelho flexionado em 30º, segura-se com uma das mãos o fêmur e com a outra desloca-se anteriormente a tíbia, provocando o deslizamento entre as superfícies articulares. Com o LCA íntegro o examinador percebe uma interrupção abrupta da anteriorização da tíbia. O sinal positivo é caracterizado pela interrupção suave do movimento, sugestiva de ruptura do ligamento. Teste de Lachman Gaveta anterior: Testa o ligamento cruzado anterior = puxa Gaveta posterior: Testa o ligamento cruzado posterior = empurra 122 Gaveta Anterior Teste de Jerk = causa uma subluxação do joelho. Único teste fidedigno na lesão do cruzado anterior 100% Atendimento da luxação de joelho na emergência : reduzir a luxação e colocar um fixador transarticular Exames complementares: Radiografia: Nas lesões crônicas de lig cruzado anterior, observam-se osteófitos, espinhas tibiais proeminentes, estreitamento do intercondilo e diminuição do espaço articular. Lesão do menisco sem tratar = observam-se osteofitos Ressonancia Magnetica: Padrão ouro para lesões de ligamentos e meniscos. A Clinica deve ser soberana! A ressonância não é primordial para indicar a cirurgia Tratamento Sutura do menisco é o ideal, principalmente para jovens e praticantes de atividade física. Meniscectomia total é pior! Agrava a instabilidade. Na impossibilidade de recuperar o menisco: Meniscectomia parcial + reconstrução do ligamento cruzado anterior Forma de reconstruir o ligamento: Usa-se os mm. semitendineo e grácil. Para atletas de ponta: tendão patelar Complicações Infecção TVP Lesão Vásculo Nervosa 123 Paralisia cerebral Conceitos - paralisia cerebral - grupo de disfunções motoras e posturais (podendo estar associadas alterações sensoriais, cognitivas, perceptivas e crises convulsivas) resultantes de anomalia ou lesão não-progressiva do cérebro imaturo - tende a ser considerada PC quando a lesão ocorre até os 2 anos de idade; as lesões que ocorrem posteriormente, entretanto, têm tratamento semelhante - TORCH - T = toxoplasmose; O = outros; R = rubéola; C = CMV; H = herpes simples - anatomia e fisiologia - mielinização do SNC vai até os 12 anos - até os 6 anos, a criança é mais exposta a esta afecção do SNC (ocasionada por hipóxia) * gastrocnêmio - músculo biarticulado; sóleo, não - marcha em tríplice flexão X marcha eqüina - funcionalmente, a marcha eqüina é melhor - classificação - clínica (Sociedade Americana de Paralisia Cerebral) - 7 tipos - dada pelo professor - espástico (mais freqüente – 75%) Lesão córtex cerebral * há lesão do sistema piramidal - misto (2º mais comum) - atetoide - trêmulo - atáxico (mais raro) - rígido - hipotônico (raro) - Sizínio - espástico (75%) - córtex cerebral - extrapiramidal/discinético – lesão mesencéfalo, núcleos da base , base do crânio * há lesão dos gânglios basais - atetose (mais comum entre os extrapiramidais) - coréia - distonia - hipotônico (raro) - atáxico (muito raro) cerebelo - misto envolvimento difuso cerebral - topográfica - de acordo com a localização da afecção - monoparesia - hemiparesia, paraparesia, hemiplegia dupla - triparesia - diparesia, tetraparesia *diparesia - acomete os 4 MM, mas os inferiores são mais acometidos - diagnóstico - clínico 124 * o diagnóstico é clínico * manifestações, história da gravidez, parto e desenvolvimento - com quanto tempo de vida a criança firmou o pescoço? normal = 3 meses - com quanto tempo de vida a criança sentou? normal = 6 meses - com quanto tempo de vida a criança andou? normal = 12- 14 meses - testes e manobras especiais * para determinar grupos musculares acometidos - manobra de Thomas, de Silverkiöld, primitivos (do espadachim e outros) - complementar * TC e RM confirmam o diagnóstico - TC - importante para afastar outras afecções do SNC * leucomalácia pode indicar hipóxia, mas nem sempre está presente - prognóstico - de marcha - critérios de Black, de Campos La Paz(?) * se não sentou até os 3 anos ou não andou até os 8, dificilmente os fará Politrauma Definição : Lesão simultânea de diferentes órgãos que Isoladamente ou conjuntamente põem em risco a vida do paciente. Síndrome de lesões múltiplas, excedendo uma gravidade de 17(? -> ele não explicou quanto a esse escore), que é responsável poruma reação sistêmica, causando disfunção ou lesão de órgãos que não foram afetados primeiramente/diretamente. Estatísticas: Conforme os dados estatísticos, o politrauma é tido como a primeira causa de óbito no mundo em pacientes de 18-40 anos. 80 % desses tem menos de 34 anos Mais comum em homens (20-29 anos) no nosso Brasil 120 mil mortos por ano e 360 mil pessoas são tidas como “inválidas” depois desses traumas. Gasto avaliado em 5,3 bilhoes de reais para os cofres públicos por ano. O paciente politraumatizado é normalmente atendido, primeiramente, segundo o padrão ATLS (A,B,C,D,E) – a aula que segue se aterá à hemorragia, à circulação e ao déficit neurológico causado pelo politrauma. TRATAMENTO DEFINITIVO E PROVISÓRIO COMO e QUANDO usar 125 NA Decada de 80 e 90, o tratamento definitivo, também chamado TCE (Controle Total Precoce), era bastante utilizado em pacientes INSTÁVEIS (à frente, a classificação dos pacientes em estáveis ou instaveis será melhor explicada)! Abaixo, um exemplo da conduta comum nessa época: “Paciente dá entrada no PS com trauma de alta energia ( ex: fratura de fêmur), sem nenhum outro comprometimento. É feito, já no primeiro atendimento, o tratamento definitivo (fixando a fratura com placa ou haste), tendo assim recuperação imediata e alta hospitalar.” Obs: veremos adiante que não há recuperação completa e o risco de complicações neste paciente é MUITO grande. O que acontecia, de fato, com os pacientes INSTÁVEIStratados com o tratamento definitivo na década de 80? Eles tinham melhor resultado funcional, menor quantidade de complicações respiratórias, diminuição do risco de fenômenos tromboembólicos, menor quantidade de dias na UTI e menos custo para o serviço de saúde. PORÉM uma grande quantidade desses pacientes, quando tratados assim, evoluíam pra SARA, falência múltipla de órgãos e morriam. As causas possíveis pra esse desfecho eram: perda sanguinea ou lesão de partes moles. NOS DIAS ATUAIS____________________________ De acordo com estudos desenvolvidos com base na mensuração de IL-6 sérico , potente mediador inflamatório, uma única fratura de fêmur pode ter impacto reacional maior do que uma cirurgia de prótese total do quadril. Quando tal fratura for acompanhada de alguma outra inflamação já instalada , o impacto é ainda maior. Sendo assim, não devemos subestimar uma “simples” fratura como sendo um evento isolado e não correlacionado com reações posteriores que podem vir a acontecer com o paciente. Quanto à mobilização imune envolvida na reação sistêmica inflamatória, tem-se : sistema de Calicreina, cascatas de coagulação, adesão de leucócitos, ativação do sistema complemento.Todos esses fatores culminam com lesão endotelial, lesão do parênquima e falência múltipla de órgãos. PRIMEIRO IMPACTO Todos acontecimentos supracitados (no tópico “Nos dias atuais”) configuram-se como etapas da LESÃO DE PRIMEIRO IMPACTO. Revisando, são essas as fases já citadas: Fratura Lesão de partes moles ou perda sanguinea Reação inflamatória sistêmica 126 ......................................................................................................................................................... SEGUNDO IMPACTO O segundo impacto configura-se como a POTENCIALIZAÇÃO ou EXACERBAÇÃO da reação inflamatória sistêmica já instalada após a o PRIMEIRO IMPACTO. Mas como é possível induzir uma nova reação reação inflamatória? Justamente com o que era praticado na década de 80! O tratamento definitivo, também chamado TCE, e que tem como exemplo clássico a FIXAÇÃO COM HASTE INTRAMEDULAR, em um paciente instável é o grande responsável por tal indução inflamatória exacerbada. A potencialização da reação inflamatória que se dá no SEGUNDO IMPACTO, comumente culmina com a morte do paciente. Como evitar o segundo impacto e assim o seu desfecho trágico ? Diminuindo a agressão com um FIXADOR EXTERNO! Portanto, não operando o paciente instavel de forma definitiva (como era feito com a implantação da haste intramedular ou da placa fixadora). Como saber se paciente PRECISA de uma abordagem mais agressiva e definitiva ( haste intramedular) e QUAIS PACIENTES NECESSITAM DE UM TRATAMENTO PROVISÓRIO E MENOR INDUTOR DA REAÇÃO INFLAMATÓRIA SISTEMICA? Para tal resposta, tomamos mão da CLASSIFICAÇÃO DOS PACIENTES COM TRAUMAS ORTOPÉDICOS. A CORRETA medida para a triagem dos pacientes que chegam ao Pronto – Atendimento deveria ser a DOSAGEM DE IL-6. Porém, no Brasil, não há tal tecnologia disponível. A segunda medida mais apropriada é então o estadiamento dos pacientes de acordo com a clinica desses – essa técnica acaba por “dispensar” a dosagem, antes imprescindível, do IL-6. Os pacientes são elencados em: ESTÁVEL, BORDERLINE, INSTÁVEL E EXTREMO. PACIENTE ESTÁVEL Clinica: (gravem isso, plmdds. Nessa hora ele pediu pra todo mundo parar e ANOTAR no caderno porque ia pedir na prova) FC : 60 – 80 bpm; FR : 14 a 20 inc/min; Temperatura = 36º/37, sem hipotermia ou febre; Leucócitos 5.000 - 10.000/mm3 (sem leucopenia ou leucocitose) BORDERLINE 127 Conduta: FIXAÇÃO DEFINITIVA ou TCE – Controle Total Precoce ( ex: Tração Esqueletica). É aceitável colocar uma fixação provisória, porém NÃO É O MAIS INDICADO. INSTAVEL Clinica: Paciente com taquicardia ( > 90 bpm) Taquipneico (> 20 movimentos resp por min) Febre ou Hipotermia Leucócitos > 12.000/ mm3 Conduta: Fixação PROVISÓRIA ou EXTERNA , também chamada CDO (Controle de Dano Ortopedico). Nesse paciente, NÃO se pode realizar uma fixação definitiva !! PACIENTE EXTREMO Paciente com sinais de mau prognostico ou com SARA estabelecida após o segundo impacto. Quais são os sinais de mau prognostico? Difícil reanimação; Coagulopatia (<90.000 plaquetas); Hipotermia; Choque (aquele que foi necessário > 25 bolsas); Contusão pulmonar bilateral; Fraturas múltiplas de ossos longos; Lesão arterial; IL-6 > 800 (esse não é dosado no Brasil). Conduta: Fixação externa ou CDO. PACIENTE BORDERLINE > Com características clinicas do paciente estável e do paciente instável. Conduta MAIS adequada: Fixação externa. ......................................................................................................................................................... Caso Clínico 1 [ ele disse que seria essa a questão da prova -_- não sei se foi brincadeira, mas..] “Paciente com fratura simples e exposta de fêmur.Apresenta FC de 100 bpm, com FR de 40 irpm, uma temperatura de 39ºC e 14 mil leucócitos.” Qual a melhor conduta para esse paciente? Limpeza da fratura exposta e tração transesquelética (melhor explicada no fim da aula) ? Limpeza da fratura no centro cirúrgico e colocação de placa ou uma haste ( tratamento definitivo) ? Ou limpeza e colocação um fixador externo(tratamento provisório) ? Resposta: Fixador externo ou provisório, DCO ( Controle de Danos Ortopédicos). Caso 2: 128 “Fratura de anel pélvico com exposição pelos ânus (com fraturas ocultas), contando com difícil reanimação, contagem plaquetária de <90.000 plaquetas, hipotermia e choque. Recebeu mais de 25 bolsas de sangue” Devem ser fixadas as fraturas definitivamente para evitar falha múltipla de órgãos? Deve-se realizar um controle de danos ( DCO – fixação externa ou provisória) ? Deve-se realizar o ETC? O segundo impacto, que é o trauma causado pelo cirurgião, vai interferir ou não altera o prognóstico? R= Nesse caso, deve-se realizar o DCO – controle de danos ortopédicos (fixação definitiva). ..................................................................................................................... O controle de danos estabiliza lesões ortopédicas, com isso melhora as condições gerais. Fixar a fratura com um tratamento provisório e fazer controle de danos são importantes. Essas medidas são responsáveis por controlar a hemorragia, estabilizar fraturas e evitar a maior agressão ao paciente. Resumindo, a divisão do paciente politrauma é feita em estável, borderline, instável e extremo. Paciente estável eu faço uma fixação definitiva imediata. No restante, faz-se controle de danos. Cabe a esses pacientes politraumatizados a tração transesquelética? No paciente estável ela é aceitável, não é a melhor conduta, a operação deve ser feita o quanto antes. No restante, não é recomendado.A indicação sempre será de um fixador externo!Essa prática é comum nas UTIs de Manaus e é bastante errada. Pacientes borderlines, instáveis ou extremos são diariamente tratados com tração esquelética ou calha INDEVIDAMENTE!! O risco de indução de SEGUNDO IMPACTO é muito grande e a mortalidade destes também. Paciente estável com fratura exposta até 3B tem que ser fixado definitivamente. Fraturas em 3C, também fixar definitivamente,caso ele esteja estável. Quando usar a tração esquelética? O ideal hoje é não usar nenhuma vez. Usar somente no PS quando não houver nenhum material (haste,placa). OBS: Fraturas de tornozelo têm de ser fixadas nas 6 primeiras horas! Se essa opção for inviável por algum motivo, elas devem ser fixadas antes do 15º dia. Fraturas de platô devem ser operadas de imediato. Quanto tempo depois da cirurgia provisória pode ser realizada a cirurgia DEFINITIVA? Situação ilustrativa 1: “Paciente politraumatizadodá entrada no PS com as complicações próprias desse quadro. É feito o fixador EXTERNO, também chamado de provisório. No 129 4º dia de UTI, o médico intensivista libera-o para a cirurgia para a colocação do fixador INTERNO e definitivo.” Como esse paciente deve ser conduzido? NÃO deve ser realizado o tratamento definitivo ainda pois, agora, depois da síndrome inflamatória sistêmica, o organismo ,induzido pelo hipermetabolismo e a mobilização de cascatas próprias da inflamação, desenvolveu a Sindrome Anti- Inflamatoria Sistemica culminando com IMUNOSSUPRESSÃO. Se ainda assim, for realizado o procedimento definitivo, é impreterível haver ciência, por parte do medico e do paciente, do grande risco de infecção secundaria ( e uma consequente OSTEOMIELITE! ) e edema generalizado devido a uma forte reação imunológica. Paciente não morre – até porque já é um paciente estável – mas corre os riscos de anasarca e infecção secundaria. O ideal é fixar definitivamente esse paciente entre o 5º e 10º dia ( 15º dia é o ideal) . Retira-se o fixador externo e coloca-se o definitivo. Então, se houver a retirada entre o 5º e o 10º dia, não haverá infecção nos pinos do fixador externo, e isso vai fazer com que esse paciente não evolua com infecção ou sepse. Às vezes, porém, não é possível tirar o pino no 5º ou 10º dia por algum motivo, então nesse paciente não se pode proceder a fixação definitiva ( devido ao tempo que já se passou desde a colocação dos fixadores provisórios). Caso ele tenha 50 dias de evolução desde a cirurgia provisória, o índice de infecção chega a 4% e se ele tiver 55 dias , o indice sobe para 15%. Conduta: Prescrever ATB e esperar MAIS 15 DIAS até que o paciente esteja apto a cirurgia definitiva. ........................................................................................................ Situação 2: Paciente está na UTI, está com boas condições, porém já passou dos 10-15 dias indicados para a fixação definitiva O que fazer? Não se pode AINDA realizar a cirurgia definitiva porque agora a infecção é LOCAL! O pino pode estar infectado. Nesse caso TAMBÉM : Pode-se então proceder a troca do fixador de posição ( o que era lateral passa para anterior, por exemplo), prescreve-se ATB e espera-se mais 15 dias para que o pino fique desinfetado e assim a cirurgia definitiva possa ser feita!! Antes de tomarmos uma decisão quanto à cirurgia, portanto, devemos analisar as condições sistêmicas E locais do trauma. Se ainda tem edema quando vai pra enfermaria, mesmo no 15º dia, devo tirar o fixador, tomar ATB e esperar MAIS 15 DIAS para poder fazer a cirurgia definitiva. TUMORES ÓSSEOS Introdução Raridade (primário): < 3% das neoplasias. Metastático é + frequente. Diagnóstico precoce = maior sobrevida Tumores primários: 15 a 25 anos ≥ 70% 130 Joelho (tumor primário): 60% dos casos o 1/3 distal do fêmur o 1/3 proximal da tíbia Malignos: oligossintomáticos no início Sexo: sem valor Lesão ósseas metastática Tumor ósseo + frequente: 95% Filtros: pulmão/fígado/osso Local: coluna vertebral – 60% + frequente: Mieloma múltiplo (tumor primário) Se uma mulher estiver c/ metástase na soluna: procurar tumor na mama. Se for homem: na próstata. Tbm procurar tireoide, rim. Fratura patológica s/ história de trauma -> tumor Tumores musculo-esqueléticos Menos de 10% dos diagnósticos ortopédicos 3 a 6 meses p/ o diagnóstico Raridade/poucos sintomas Dor nem sempre presente/noturna/em repouso/referida No início -> Bom estado geral Discrepância entre trauma e sintomas o História do trauma que o pct sofreu não há relação com o tumor. Lesões metastáticas Recordar Neoplasias ósseas primarias malignas estão entre os + comuns na infância, sendo interessante associar a idade com a incidência mais frequente de determinado tumor ósseo. Após os 40 anos de idade, a primeira suspeita de uma lesão óssea é que seja metastática e secundaria a um carcinoma de mama, próstata, pulmão, rim, ou tireoide, mesmo sem haver antecedentes que justifiquem. Diagnóstico diferencial Osteomielite aguda/sub-aguda/crônica -> 95% o Febre, altera leuco e VHS o Características radiológicas e clínicas semelhantes a Sarcoma de Ewing o Vai drenar -> se não tiver pus -> colhe e manda p/ patologia. Fratura de estresse/miosite ossificante Infarto ósseo/enostose Cisto subcondral Mulher de 50-55 anos, degeneração de menisco, artroscopia -> evolui p/ necrose de platô medial -> infarto ósseo. Osteoporose Doença de Paget Doenças metabólicas Bases p/ diagnóstico Tríade Jaffé o Radiologista + cirurgião + patologista Adolescente e adultos jovens – faixa etária preferencial (p/ tumores primários) Localização: joelho – 60%, seguido pelo 1/3 proximal do úmero, ossos da pelve e fíbula. 131 o Fíbula -> tumor de Hill????? Apresentação clínica História típica: adolescente c/ dor no joelho, associada ou não a trauma local, que muitas vezes é incompatível com o trauma, com a intensidade e a persistência da dor. Exame físico Achados c/ rede venosa superficial visível, aumento exuberante de volume, pele com alopecia, brilhante e limitação da articulação adjacente são sinais clássicos de um tumor maligno -> doença mais avançada. Não é frequente a apresentação inicial com fratura patológica -> 15% dos casos. Estar atentos Radiografia Cintilografia TC e RNM o Papel secundário o Melhor avaliar o tamanho da lesão, do tipo de destruição óssea, envolvimento de partes moles adjacentes e formação de tecido ósseo reacional. Arteriografia Exames laboratoriais Biópsia Radiografia -> primeiro a exame a ser feito Pequenas áreas de lise ao nível de metástase Erosão junto a cortical interna. Reação periostal Espessamento da cortical Suspeita de tumor, osteomielite tbm tem estas características. LOCAL DE ORIGEM DO TUMOR TIPO DE DESTRUIÇÃO ÓSSEA o Geográfica: indicativo de lesão benigna o Ruído de traça: tipo intermediário entre lesão benigna e maligna o Permeativo: encontrado em tumores malignos, indicativo de crescimento rápido do tumor. Sarcoma de Ewig Imagens em raios de sol o Reação periostal -> forma um triangulo de Codman Cintilografia Técnica + confiável p/ diagnóstico precoce e demonstração de das metástases ósseas Estimular extensão intramedular do tumor Demonstração de outras áreas esqueléticas envolvidas. Tomografia Demonstra relações entre o tumor e partes moles adjacentes TNM Mais preciso p/ avaliação da extensão intra e extra medular Lesões de alto grau de malignidade Resposta À quimioterapia Envolvimento de partes moles Margem cirúrgica Arteriografia Indicado nas regiões de localização anatômica difícil o Cintura escapular e região pélvica 132 Avaliação pré-operatória Biópsia Último a ser feito Pode alterar o resultado de TC ou arteriografia, dificultando a classificação e estadiamento Incisão pequena: 1 a 2cm Trefinas: 2 a 3 mm de diâmetro No trajeto da incisão definitiva Hemostasia rigorosa Usar intensificador de imagem Deve ser realizado pelo cirurgião que vai conduzir o caso até o final. Amanda Ribeiro França Anatomia do joelho Articulação elipsoide É formado por três articulações 1. Duas femorotibiais 2. Uma femoropatelar A fíbula não participa da articulação do joelho Estabilidade do joelho se dá pelos músculos e ligamentos. O mais importante é o quadríceps femoral. A capsula articular é fortalecida por 5 ligamentos capsulares: 1. Ligamento da patela 2. Ligamento colateral fibular: encontram-se tensos em extensão, contribuindo para a estabilidade em pé, durante a flexão se tornamfrouxos (serve para o tibial). Epicondilo lateral até a face lateral da cabeça da tíbia. 3. Ligamento colateral tibial: vai de epicôndilo a epicôndilo, sua fibras profundas prendem-se ao menisco medial. É mais fraco que o LCF. Assim, ele e o menisco medial rompem-se com mais facilidade. 4. Ligamento poplíteo obliquo: é uma expansão do tendão do semimembranáceo. Origina-se posterior ao condilo medial da tíbia e vai para superolateral. 5. Ligamento poplíteo arqueado : mais lateral Ligamentos intra-articulares: cruzados e meniscos 1. Ligamentos cruzados: cruzam-se dentro da cápsula articular, mas fora da cavidade sinovial. Grau de rotação medial é 10 graus e 60 graus de rotação lateral. Agem na flexão. - LCA: mais fraco. Origina-se na área intercondilar anterior da tíbia. Tem sentido superior, lateral, e posterior. Fixa-se no condilo lateral do fêmur. Limita a rolagem posterior -LCP: mais forte, origina-se na área intercondilar posterior da tíbia e segue em sentido anterior e superior e medial para o condilo medial. Limita a rolagem anterior, convertendo em rotação. 133 Lesões menicais do joelho Constituido: fibrocartilagem, 75% de água, ¾ de colágeno tipo I. Vascularização: na infância até 2 anos é todo vascularizado, no adulto só o 1/3 periférico. Diferença entre os meninscos: Menisco medial: 1. Mais estreito anteriormente 2. Cobre 64% do plateau 3. Mais fixo 4. Estabilizador secundário Menisco lateral: 1. Mais uniforme 2. Cobre 84% plateau 3. Mais móvel 4. Mais circular Função: 1. Transmissão de carga 2. Absorção de choque 3. Lubrificação 4. Nutrição 5. Estabilização Diagnóstico: Clínica: dor, estalido, derrame Exame físico: Appley, McMurray, Steimann Palpação Imagem: 1. RX: diagnóstico diferencial 2. Artrografia: acurácia de 60 a 97%, é invasivo 3. RM: acurácia de 90 a 98%, não invasivo Classificação: - total/parcial -estável/instável Tipos: 134 A- longitudinal (alça de balde) melhor prognostico B- obliqua (bico de papagaio) C- radial ou transversa D- margem horizontal E- complexa Tratamento: Lesões estáveis + < 1cm + assintomático : observação Lesões instáveis + sintomáticas + 2/3 central : meniscectomia parcial Lesões instáveis + sintomáticas + 1/3 periférico: reparo – so lesões na periférica cicatrizam. Levar em conta: tempo de lesão, localização, tipo, idade do pcte, lesões associados (se lesão do LCA ou maus alinhamento= mau resultado, reparo do LCA + reparo do MM: 90% bons resultados). Tipos de reparo: 1. Aberto 2. Artroscópico : Inside-out Outside-in All-inside Complicações neurovascular 2% Menismo discoide: variante anatômica que afeta o M. Lateral. Completo e incompleto. Sindrome de Snapping knee Wrisberg, tipo C. Cisto meniscal: mais frequente no menisco lateral, traumática, degenerativa. Sinal de Pissani: diminui o tamanho na flexão e aumenta na extensão. Com lesão (meniscectomia parcial + descompressão do cisto artroscópica) e sem lesão (descompressão aberta + reparo meniscal periférico). Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 2 bandas: anteromedial (AM) e posterolateral (PL). Irrigação: a. genicular media Inervação: ramo do n. tibial Maior importância estabilização anterior tíbia em relação ao fêmur a 30graus do que a 90. Mecanismo lesão: -Direto - Indireto - Rotação externa e valgismo do joelho, ou hiperextensão- chute no ar. Função: restritor do descolamento anterior e rotação tibial e varo-valgo Fatores de risco: estenose intercondilar e mulher na fase ovulatória 135 Principal causa de hemartrose. Exame físico: lachman- gaveta anterior- pivot e jerk (o mais especifico) Lesoes associadas: condilo femoral lateral. Menisco lateral em agudas e o medial em crônicas. Segond no platô lat: avulsão: patognomonico de lesão LCA. Mais comum na origem femoral. TTO cirúrgico: -lesoes agudas em pcetes jovens -lesoes crônicas em pcte sintomáticos - Enxertos: flexores (grácil, semitendineo), patelar, quadríceps. - Técnica: artroscopicas -Complicações: túnel tibial anterior: déficit extensão e túnel tibial posterior : flexão. Artrofibrose, incompetência do enxerto. TTO conservador: -Fase aguda: Gelo Muletas para controlar a dor Imobilização provisória Exercícios - Fase crônica: Avaliar as lesões associadas Avaliar os objetivos do pcte Reabilitação muscular com exercícios de cadeia fechada Evitar esportes de risco Ligamento Cruzado Posterior (LCP) 2 porções: antero-lateral (maior espessura), tensiona em extensão e a outra póstero- medial tensiona em flexão Restritor primário à posteriorização da tíbia em relação ao fêmur maior imporancia a 90 de flexão. Classificação das lesões: Gaveta posterior Grau I: 0 a 5 mm Grau II: 6 a 10 mm Grau III: > 10 mm Evolução radiológica: RX perfil de stress Indicações cirúrgicas: Avulsões: Grau III, atletas jovens ou sintomáticos crônicos. Só é tto cirúrgico imediato, as avulsões osseas. Avulsão: pequenos frag ou cominuitivas: fixação com suturas transósseas. Fragmento único e grande: parafuso e arruela. TTO: lesões agudas: repouso + gelo + imobilização em extensão TTO conservador: > 10 mm (Grau I e II). TTo cirurigco: combinadas. Tecnicas: Banda única ou dupla, transtibial, Inlay (acesso posterior ou póstero-medial) Complicações: aumenta a pressão, osteroartrose medial e femoro-patelar. Complexo ligamentar medial 136 Formado pelo LCM Dois folhetos: superficial e profundo Estruturas mediais são restritores primários do valgo e rotação externa Fibras mais importantes são as anteriores Primeiro a romper: folheto profundo. Classificações: Grau I: não abre em valgo, mas o pcte tem dor a palpação no trajeto do ligamento -repouso + gelo = retorna ao esporte em 2 semanas Grau II: abertura em valgo, mas com stop -repouso + gelo + imobilizar em extensão por 1 mês Grau III: abertura em valgo sem stop - brace em extensão 2 sem (3 a 4 semanas), pisar conforme o tolerado, pode fazer exercícios Cirurgia: lesão aguda e instabilidade grosseira, lesão crônica, instabilidade sintomática Complexo ligamentar lateral Complexo arqueado: LCL, tendão do musculo poplíteo + ligamento arqueado + ligamento popliteo-fibular. = mais rígido que o medial. LCL: restritor primário do varo e secundário da rotação externa e posteriozação da tíbia LPF e TP: restritores primários da rotação externa Trauma em varo com joelho em extensão: rompe sequencialmente: LCL, LPF, TP Se associado a lesão do LCA e do LCP é considerada uma lesão do joelho reduzida espontaneamente Exame físico: -bocejo medial com 30 graus = ruptura LCL -bocejo medial em extensão = LCL + LCA ou LCP. - aumento da rotação externa (>15) com 30 graus de flexão = lesão TP e LPF. -aumento da rot externa em 90 graus = LCL, TP, LPF TTO: o tto conservador não tem muito espaço, somendo quando lesão isolada LCL grau I ou II. Cirurgia na fase aguda tras mais resultados que nos casos crônicos : LaPrade, Stanard, Larson Exames: Ortopédico, radiológico, tomagrafia, RM, USGA, artrografia contratada Lachman Stress valgo Stress varo Gaveta anterior e pos Jerk Test: flexão para extensão, força em valgo, o joelho subluxa em 30graus – patognomonico de lesão LCA. Pivot- shift: extensão para flexão – fenômeno inverso do que acorre no jerk test. Exame ligamentar do joelho na fase aguda, é muitas vezes, dificultado devido ao edema e processo inflamatório local 137 Testes feitos imediamente ao trauma ou depois de 24/48 horas, restrição de carga, imobilizaçãoe gelo Fraturas do Planalto Tibial Inclinação posterior 7 graus Altura relativa: 3 graus (lateral é mais alto que o medial) Mais peso no platô medial, que é, por tanto, mais forte. Assim a lesão mais comum é no platô lateral. Lateral 55-70% Medial 20% Bicondilar 10 a 30% Cisalhamento: pctes jovens Afundamento: pctes osteopenicos Mecanismo de trauma: compressão axial + varo/valgo = depressão articular/cisalhamento + mal alinhamento eixo axial RX em múltiplas incidências: AP, perfil, obliqua, tração SCHATZKER: Tipo 1: cisalhamento sem depressão Tipo 2: cisalhemento mais depressão Tipo 3: só depressão Tipo 4: planalto medial: cisalhamento e depressão Tipo 5: dois planaltos Tipo 6: platô se desconectou da diáfise Tipo 4: luxação do joelho, lesão do n. fibular lesão da artéria poplítea GRUPO AO: INDICAÇÕES CIRURGICAS: IMEDIATAS: fratura exposta, síndrome compartimental, lesão vascular. Desvio maior que 3 mm lateral : menisco intacto Qualquer desvio medial 2mm Alargamento > 5 mm Instabilidade varo-valgo > 10graus LESÕES ASSOCIADAS: Lesões meniscais (50%) 138 Ligamentar (20%) – LCM e LCA Neurovascular + 4 Politrauma PRINCIPIOS Preservação das partes moles Restauração anatômica Alinhamento axial Enxertia das falhas osseas Reparo meniscal e ligamentar POS- OPERATORIO: MOBILIZAÇÃO CONTINUA PASSIVA CAFALOSPORINA 24HRS RESULTADOS: Satisfatorios 75-90 casos de baixa energia Pior prognostico: fraturas expostas, acima de 40 anos Complicações: infecções, TVP, consolidação viciossa, osteoartrose secundária Fraturas diafisárias e supracondiliana no fêmur Jovem = alta energia = multifragmentar Idoso= baixa energia = torção = traço simples. Lesão vascular é mais comum em fêmur distal. Fratura exposta= tipo II gustillo Joelho= 37% Radiografia= fêmur, quadril e joelho Quando operar? Fratura exposta, lesão isolada, politrauma (só fixador externo) Não é mais aceitável fazer tração transesqueletica. Placa ponte é ideal (Fratura 32C) Fixador externo quando politrauma Haste intramedular ( fratura 32A ) PADRÃO OURO HIM retrógrada: joelho flutuante e diáfise associada com colo e acetábulo / pelve. Haste é bom para obeso, gravidas e bilateral. SUPRACONDILIANAS Compromete região distal do fêmur, 9 cm acima a partir da superfície articular do joelho – Regra do Quadrado AO. Lesões associadas: fratura da patela 15%, meniscal 12%, vascular 3% e nervo 1%. Transportar o pcte com o joelho fletido, pois o desvio posterior pode lesar a a. femoral. 139 Rx em tração se for fratura intraarticular. TC: detectar se é infraarticualar. Diagnostico: estabelecer se foi de alta ou baixa energia. Condição neurovascular: a. poplítea, n isquiático e ligamentos. Quando operar? Politraumatizado, fratura expostas, lesão arterial, síndrome compartimental, grave lesão de partes moles. Lesões nervosas podem esperar. A= EXTRA B= INTRA C= comunitiva Reconstrução anatômica Doença de Legg Calve Perthes Necrose isquêmica ou avascular do núcleo secundário de ossificação da epífise proximal do fêmur Apenas o centro secundário de ossificação composto por tecido ósseo é que está parcial ou totalmente acometido. ETIOLOGIA Ramos da a. circunflexa femoral medial : vasos epifisários laterais e anteriores e vasos cervicais ascendentes laterais. Episódio isquêmico idiopático: anormalidades de coagulação, alteração do fluxo sanguíneo, obestrução da drenagem venosa, trauma, desenvolvimento: crianças c baixa estatura, hiper-reatividade da criança, influencia genética, fatores nutricionais. Teoria unificada: criança suscetível sofre um trauma leve provocando a formação de pequenos trombos na área metafisária, os distúrbios impedem absorção do trombo. Acomete o canto anterior e lateral da epífise, estendendo-se para regição posterior e medial da cabeça. Autolimitada: a cura sempre ocorre, podendo, no entanto, apresentar deformidade articular. PATOGENIA 4 fases: Necrose Fragmentação (fase inflamatória, dor e derrame articular, amolecimento tecidual) Reossificação (simultânea a fragmentação) Residual ou sequela EPIDEMIOLOGIA 4-8 (2 anos até adolescência) Sexo masculino (4:1) Bilateralidade em 10-12% - fases diferentes. QUADRO CLINICO Dor inguinal ou face anterior da coxa Dor referida na face antero-medial do joelho 140 Espasmo e contratura da loja adutora Claudicação Limitação da abdução e rotação interna do quadril Tredelemburg frequentemente positivo. EXAMES COMPLEMENTARES RX: (AP +Laustein) - sinais precoces – altura do núcleo epifisário, espaço articular e fratura subcondral. -permite classificação, acompanhamento das fases evolutivas RNM: útil para diagnostico precoce, antes do RX. Cintilografia: detecção precoce de reossificação do pilar lateral Artrografia: informações sobre a relação cabeça/acetábulo HISTÓRIA NATURAL Doença autolimitada. Sequelas dependem de fatores de mau prognóstico: -idade > 6 anos -extensão do comprometimento do núcleo epifisário -tempo entre o aparecimento da necrose e sua resolução completa. CLASSIFICAÇÃO CATERRAL – acometimento da cabeça I: até ¼ II: até ½ III: até 2/3 IV: acometimento total SALTER-THOPMSON GRUPO A : caterral I e II (>50% GRUPO B: caterral III e IV. Herring – altura do pilar lateral A: acometimento minino B: até 50% C: mais que 50% FATORES PROGNOSTICOS Idade inicio da doença Extensão do envolvimento epifisário Curso prolongado da doença Deformidade da cabeça femoral Reação metafisária difusa Placa epifisária horizontalizada Calcificação lateral da epífise 141 CABEÇA EM RISCO (ALERTA) Subluxação da epífise femoral (mais importante) Quadril em dobradiça Extensão da epífise descoberta Calcificação lateral da epífise Alargamento da cabeça femoral antes da fragmentação Alargamento precoce do colo femoral Horizontalidade da placa fisária Sinal de Gage: lise epifisio metafisária lateral Cistos metafisários. TRATAMENTO: Tto é conservador Cirurgia proposta para tratar sequelas com deformidades Objetivos: manter a epífise femoral centrada no acetábulo Preservar a mobilidade do quadril 60% não há alteração do curso natural e evoluirão favoravelmente com ou sem tratamento 15% evoluirão de forma desfavorável apesar do tto. Catterral tipo I ou pctes na fase de reossificação não necessitam de qualquer tipo de tto. TTO conservador: Restrição da marcha Repouso no leito sob tração cutânea (abdução progressiva – sem tenotomia adutores) Imobilização após resolucação do quadro álgico : Gesso inguino-maleolar bilateral com flexão do joelho 15, abdução de 30 a45 e rotação interna de 10, 2 semanas mobilidade ativa quadris e joelhos. Rx controle TTO CIRURGICO: Osteotomia valgizante do fêmur (quadril em dobradiça) Osteotomia Salter Osteotomia de Shelf / Chiari PROGNOSTICO Deformidade residual: colo encurtado, cabeça ovoide, achatada, não esférica) TUMORES OSSEOS Criança= fíbula coisa ruim 142 Pcte jovem refere dor no joelho pode ter ou n trauma mas é um trauma incompatível com a dor. 2 3 dias ta bem, se continua cuidado. Tumor benigno= evolução lenta T malingo= rápido, péssimo prognostico. Imagem = rede venosa surpeficial, visível, aumento de volume, alopecia, bloqueio do mov articular, clássico de tumor avaçando. Pele brilhante = TUMOR MALIGNO, PESSIMO PROGNOSTICo 15% de uma fratura patológica 1= RADIOGRAFIA 2= CINTOLO 3= TC RNM , ARTERIOGRAFIA Exames laborarotirais não ajudam em nada, ou quase nada. Não partir da radiografia para biopsia. Pensar que ele é metastático, fazer cintolografia. RX: ver pequenas áreas de lise junto a metástase Espessamento ou erosão da cortical Reação do periósteo Origem desse tumor? Intramedular, cortical ou algumacoisa cortical. Geográfica: benigno Ruído de traça: intermediário Permeativo: maligno Sarcoma de ewing = maligno, 1 década de vida. Parece osteossarcoma. Osteossarcoma 15 anos de idade = permeativo, cabeça de medusa, bloqueio Ta de plantão: criança 13 anos, bateu o joelho = bolsa de gelo, 3 x ao dia continua dor, RX. Febre, leucócitos para infecção, aumento de partes moles, Diagnostico diferencial: osteomielite. Se tem historia de trauma: contusão. TC de tórax para metástase de pulmão. Cintolografia: extensão do tumor, metástase. Tc: lesões de parte óssea e adjacentes, detalhes do osso RNM: avaliação de partes moles, intra, extra articular. Tumor muito grande: quimio Arteografia: importante quando vou tirar o tumor sem tirar o membro. Laboratoriais: dig diferencial Por ultimo biopsia tem que ser pequena, incisão 1 a 2 cm. Tirar de transição e osso bom Tumor da medula = maligno Miosite ossificante não é tumor, mas parece tumor. FRATURA TORACOLOMBAR Avaliação neurológica motora: L2: flexão quadril 143 L3: flexão de joelho L4: dorsiflexores do tornozelo e reflexo patelar L5: extensor longo dos dedos S1: flexor plantar do tornozelo e reflexo aquileu Reflexos patológicos: Babinski e clonus, Oppnheim Medula termina em L1 e L2 Lesões torácias: medulares completas ou incompletas Lesões lombares: lesões de raízes. Imagem: RX (AP, perfil) TAC para avaliação de fraturas é a preferência. Lesões medulares sem alterações radiográficas (SCIWORA) : ocorre em crianças abaixo dos 18 anos. CLASSIFICAÇÃO DE DENIS A: coluna anterior B: coluna média C: coluna posterior CLASSIFICAÇÃO AO A: comprometimento do disco vertebral (compressão) B: lesões da banda de tensão, lesões osteoligamentares C: translação, andou para um lado TTO CONSERVADOR Para fraturas estáveis, acompanhamento radiográfico seriado 2, 6, 12 semanas. TTO CIRURGICO Déficit neurológico Diminuição da altura do corpo >50% Comprometimento do canal >50% Angulação maior que 20 a 30 graus Escoliose > 10 graus Fratura B e C. TTO: momento da cirurgia: Se lesão neurológica: descompressão e fixação precoce em 24hrs. Pctes neurologicamente normais e com fraturas instáveis e aqueles com sintomas neurológicos não progressivos: cirurgia assim que possível (controle de danos) P CASA: Fraturas em geral de alta energia em pctes jovens Localização: transição toracolombar Medula termina em L1 L2 Se lesão neurológica: descompressão e fixação precoce. 144 EPIFISIOLISE PROXIMAL DO FEMUR Deslizamento Condropatia epifisária Coxa vara do adolescente Meninas 12-13 anos Meninos 13 – 16 anos Enfraquecimento da camada hipertrófica da cartilagem epifisal proximal do fêmur, havendo deslocamento do colo femoral em relação a epífise EPIDEMIOLOGIA IMC elevado Imaturidade esquelética Negros M>F 3:1 Estirão de crescimento 11 a 13M, 13 a 15H. Quadril E ETIOLOGIA Multifatorial: Mecânicos: IMC elevado, retroversão femoral Maior cobertura da cabeça femoral pelo acetábulo Traumatismos agudos HORMONAIS Disfunção endócrina Síndrome de Frolich Desequelibrio entre hormônios sexuais e crescimento Tto com GH GH nas fises com proliferação das células de crescimento + obesidade = deslizamento Hipotireoidismo Pan-hipituitarismo Osteodristrofia renal Testosterona e GH baixoa EPF fora da faixa etária investigar endocrinopatia CLASSIFICAÇÕES Desvio entre cabeça e colo femoral – WILSON Ângulo: 90graus GRAU 1: pré escorregamento GRAU 2: escorregamento leve : epífise se desloca até no máximo 1/3 da largura do colo femoral GRAU 3: escorregamento moderado > 1/3 GRAU 4: grave ½ do colo SouthWich 145 0-30 graus: leve 30 a 60 : moderados >60 grave Patologia: Deslizamento ocorre na zona hipertrófica fisária Epífise desliza posterior e inferiormente e o fêmur roda externamente, anterior e superior Resulta em coxa vara progressiva a um encurtamento do membro inferior QUADRO CLINICO: Dor no quadril, anterior envolve o nervo femoral, obturador Claudicação Rotação interna do membro Crônico: Dor irradiada e persistente Claudicação antálgica Rotação externa Encurtamento 1, 2 a 2 cm Drehman + (flexão do quadril, quando chega nos últimos níveis, o pcte faz rotação externa da coxa) Atrofia Sinal de trethwan Linha de Klein: linha n corta epífise Tornozelo Articulação do tornozelo ou talocrural é uma tróclea ou gínglimo = corpo do talus na pinça maleolar. Sindesmose tibiofibular distal = ligamento tibiofibular anterior e tibiofibular posterior, ligamento interosseo. Complexo ligamentar lateral: fibulotalar anterior, fibulotalar posterior, fibulocalcaneo. Maléolo fibular é o mais importante para a estabilidade e para a mobilidade da articulação talocrural. Complexo ligamentar medial: o maléolo medial é menor, faz inserção do ligamento deltoide (mais forte que o lateral, se é luxado é porque o impacto foi mais forte). -superficial: tibionavicular, tibiocalcaneo tibiotalar posterior -profunda: anterior e posterior, opõem a movimentos laterais. (tibiotalar anterior) Mecanismo de trauma: INVERSÃO DO PÉ + FLEXÃO PLANTAR 85% são laterais. Muito frequentes Avaliar lesão de tecidos moles. Articulação de carga: risco de artrose 146 Fratura-luxação: maior dano à cartilagem HPP: diabetes, DVP, artrite TABAGISMO Exame físico : dor edema e impotência funcional (avaliar o estado da pele e demais tecidos moles, condições circulatórias e neurológicas) Palpação da fíbula até 1/3 proximal da perna Manobras de gaveta, inversão e eversão, e rotação externa do pé DIAGNOSTICO Radiografia simples: revela diagnostico na maioria das vezes -AP : incluir toda a perna -Perfil -Mortalha – frontal para sindesmose: 20 a 25 graus de rotação INTERNA da perna- evita a sobreposição entre tíbia e fíbula TC – casos crônicos – subluxações tibiofibulares RNM -diag. Lesões ligamentares ou tendinosas -fraturas por fadiga (estresse) -lesões osteocondrais RX: Espaço livre medial: é a distancia interna do maléolo medial para o talus, até 4 mm. Ângulo talo-crural: linha no talus e uma linha ligando as extremidades distais dos maléolos Ângulo de inclinação do talus: máximo até 5 AB: 4 mm, BC: 6mm BC/BD: 42% CLASSIFICAÇÃO 1. Lauge Hansen – mecanismo do trauma -a posição do pé no momento do trauma (pronação ou supinação) -a força aplicada no tornozelo (adução, rotação externa ou abdução) 2. Dennis- Weber – traço de fratura do maléolo lateral 3. Ao = Weber + comprometimento medial CLASSIFICAÇÃO DENNIS-WEBER: - TIPO A: infrasindesmal (supinação e adução) -- Método de fixação convencional: parafuso A1: isolada da do maléolo lateral A2: com maléolo medial A3: com fratura melolo posterior e medial - TIPO B: trans-sindesmal B1: isosada (pronação-abdução e supinação-rotação lateral) – Método de fixação convencional B2: com lesão medial 147 B3: com lesão medial + fratura tibial póstero lateral - TIPO C : suprasindesmal (pronação- rotação lateral) – método de fixação convencional (parafuso transsindesmal deveser paralelo a linha articular. C1: diafisária simples C2: diafisária complexa C3: fratura fibular proximal (FRATURA DE MAISONNEUVE) TRATAMENTO: Tratamento cirúrgico vs não cirúrgico Redução anatômica, pouco espaço para tto conservador. CONSERVADOR: fraturas sem desvio ou quando a cirurgia já não trará benefícios maiores que o tto conservador INCRUENTO: NÃO CIRURGICO: Indicado para lesões estáveis e não desviadas ou quando o pcte n apresenta condições clinicas p tto cirúrgico Pode ser obtida com manobra inversa ao mecanismo de produção (Lauge-Hansen), é alto o índice de redeslocamentos resultando em incongruência articular MOMENTO DA CIRURGIA Anterior a qualquer ocorrência de edema ou bolha de fratura Até 15 dias após a fratura consegue redução adequada. TECNICAS CIRURGICAS: posicionamento do pcte: lateral, medial, posterior Fixação do maléolo lateral com placa mola COMPLICAÇÕES: 1. Precoces: Fratura exposta 148 Edema volumoso Flictemas Síndrome compartimental Infecção superficial e profunda Irredutibilidade: interposição ligamento deltoide, tibial posterior e flexor do halux 2. Tardias: Dor persistente Disfunção muscular Retardo de consolidação Pseudo-artrose Artrose pos traumática