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1 
 
Universidade Federal do Amazonas 
Faculdade de Medicina 
Departamento de Clínica Cirúrgica 
Serviço de Traumato Ortopedia 
 
 
 
 
RESUMOS E TRANSCRIÇÕES 
DE AULAS 
 
 
 
 
 
 
Feito por: 
Amanda Ribeiro França 
Caio Ferreira Souza 
 
 
 
 
 
 
 
2018 
2 
 
Sumário 
 Semiologia Ortopédica ..................................................................3 
 Articulações.................................................................................16 
 Epifisiliose proximal do Fêmur .....................................................18 
 Escoliose......................................................................................20 
 Estrutura óssea/ Desenvolvimento..............................................21 
 Fratura de Platô Tibial (VIANA)....................................................21 
 Fratura Diáfise Tíbia.....................................................................23 
 Fratura diáfise de fêmur..............................................................25 
 Fraturas Transtroncantéricas ......................................................59 
 Fratura supracondiliana do fêmur................................................49 
 Fratura do platô tibial e luxação do joelho (BRUNO)....................51 
 Fratura de platô tibial (NELSON)..................................................61 
 Fratura de úmero ........................................................................67 
 Fratura exposta ...........................................................................75 
 Fratura e Luxação de Tornozelo ..................................................78 
 Fraturas de metacarpo e falange .................................................90 
 Fraturas-luxação dos ossos do carpo ...........................................95 
 Lesões musculo-tendinosas da mão.............................................97 
 Fraturas-luxações do quadril .......................................................99 
 Fratura Antebraço Adulto e Criança ...........................................105 
 Lesão de nervos periféricos ........................................................112 
 Lesões traumáticas da cintura escapular ...................................112 
 Fratura do anel pélvico ..............................................................114 
 Lesões Meniscais e Ligamentos do Joelho..................................117 
 Paralisia Cerebral.......................................................................123 
 Politrauma ................................................................................124 
 Tumores Ósseos ........................................................................129 
 Resumo Joelho (ligamentos e meniscos) Amanda.......................132 
 Resumo amanda p/ p2 2018.1 ....................................................138 
 Resumo Tornozelo Aula Vanderson – Amanda ...........................145 
 
 
 
 
3 
 
Semiologia Ortopédica 
O que leva um pct procurar um medico ? Dor. A Primeira coisa que faz o pct procurar o médico 
é a dor. A Segunda é a deformidade, pois, leva a um preconceito e a discriminação nesse pais. 
A Terceira é a impotência funcional que leva o paciente procurar o medico, você não consegue 
movimentar sozinho, causa uma interferência familiar, leva uma alteração na sociedade, pq eu 
tenho que criar meios para que essa pessoa com impotência funcional possa deambular, tenho 
que criar acessos, eu altero o lazer dessas pessoas. 
E essa interferência ela percute de forma individual, comunitária e nacional, isso leva um custo 
econômico, Ex: Lombalgia, uma simples dor nas costas é maior causa de afastamento do 
trabalho, e é a que leva a mais aposentadoria por invalidez. 
É importante quando eu vou avaliar uma pessoa, é fazer a inspeção geral, e quando o paciente 
entra no consultório façam uma inspeção geram. A inspeção é feita de frente, Lado e de Costas. 
Eu vou observar nessa inspeção geral a Postura, Assimetria corporal, Atitude, e a capacidade de 
movimento, até msm quando o paciente for tirar a roupa. (pct com problema no ombro) verificar 
se ele esta usando ou não aquela articulação ou defendendo, ou se esta usando a amplitude 
normal de movimento, como aqui , se olhar este individuo ele tem a coluna torta ele tem uma 
escoliose, mas pq ele tem essa escoliose? Se olhar p bacia as espinhas ilíacas, uma esta mais 
baixa e a outra esta mais alta, pq? Ele tem uma perna mais curta que a outra. A escoliose dele e 
secundaria não é primaria, ela e causada pela diferença dos membros inferiores, isso leva uma 
bascula de bacia isso leva a uma escoliose. 
Este outro paciente vc pede pra ele encostar o braço na parede, vc vai ver a diferença da 
escapula uma mais alta e a outra mais baixa. Então essa uma doença uma escapula congênita 
chamada doença de Sprengel, então vc ver a diferença dessas escapulas. Quando vc olha este 
paciente de frente vc ver agenesia desse peitoral maior, isso leva uma sinergia de tórax, quando 
vc olha este paciente a esquerda, vc tem um peito de pombo e um pstusacrinato, e na face 
anterior de tórax. E este paciente olhando de frente ele tem uma patologia chamada torcicolo 
congênita a esquerda pq ele tem uma retração do músculo estenocleidomastordio ele já nasceu 
com essa retração ele já puxa pra lado esquerdo. 
Alteração de postura vista de perfil vc ver se esse paciente tem uma cifose torácica isso é 
postural apesar de ter algumas patologias pode levar a essa alteração. 
Uma outra coisa importante e difícil de avaliar que ate hj já tem laboratório para isso é a marcha. 
A marcha é complexa ela tem uma fase de apoio e balanço, essa fase de apoio é dividido em 4 
parte e a de balanço em 2, e quando toca o calcanhar no solo, e faço meu apoio com o pé e faço 
impulso e o desprendimento, eu tenho que saber todos os músculos responsável por este 
movimento, ortopedista precisa saber todos os músculos que vão agir nos movimentos. 
O balanço é a fase de aceleração e desaceleração. Também tem músculos que participam nisso, 
e se vc não tiver determinado músculos vc vai cair na fase de aceleração. 
Então os tipos de marchas: Marchas Normais, Marchas Antálgicas, Marchas de Insuficiência do 
glúteo médio, Marcha Espástica, tenho Marcha de Insuficiência do Quadril. Então vc tem pct com 
mielomeningocele ele tem deficiência de determinado musculo do quadríceps da coxa, da perna, 
você precisa de apoio, e tenho Marcha de paciente com Paralisia Cerebral. 
4 
 
Então temos a Marcha típica do Parkinson e a Marcha Escarvante , ele tem insuficiência do tibial 
anterios ele naõ consegue elevar o pé ( escarvante). 
Eu tenho testes especiais. 
Teste de GALEAZZI ; PCT DEITADO 90° quadril e faço uma flexão de joelho normalmente de 100 
a 110° vc vê a diferença pois ele tem o encurtamento de um dos membros, esse encurtamento 
pode ser por este fêmur ser mais curto, ou ele pode ser encurtamento pq o fêmur pode esta 
luxado a cabeça do fêmur pode esta fora do acetábulo, nós fazemos isso quando ac criança 
nasce. 
 
 Na coluna nos vamos ver a coluna Cervical, Torácica, Lombar e a Sacra, e eu vou me preocupar 
com os movimentos dessa coluna, Flexão e Extensão, Extensão e Rotação, a Lateralização, 
Inclinação, rotação para direita, e rotação para esquerda. 
Como aqui por exemplo: eu posso ter a patologia da coluna cervical a doença de Klippel-Feil 
(síndrome de Klippel-Feil) que é ausência ou fusão de vertebras cervicais, que fez com que ele 
ficasse com o pescoço nessa posição o tempo todo, ou vc tem ausência ou a fusão de vertebra. 
A coluna Torácica eu tenha esse cifose e a curva normal e existente, pessoas que podem ter o 
aumento dessa cifose (hipercifose) no idoso ele começa a ter osteoporose e abaixar p dentro 
dessa vertebra, e quando baixar p dentro dessa vertebra ele vai ter hipercifose. 
Existe a hipercifose na adolecencia, que podeser fisiológica ou patológica, ou uma doença de 
(Scheuermann.......) pq a uma alteração da fusão do núcleo anterior dessa vertebra, a uma 
doença neste núcleo e essa vertebra não se faz corretamente e o pct vai ter essa cifose 
(hipercifose). 
E eu posso ter uma cifose causada por uma doença comum na nossa região que é o Mal de 
POTT, que é a tuberculose na coluna vertebral. Vc tem tuberculose que leva a destruição no corpo 
5 
 
dessa vertebra isso faz com que tenha uma deformidade que é mais comum nas ultimas 
vertebras torácicas ou nas primeiras vertebras lombares, é uma cifose lombar, e a coluna lombar 
ela tem um lordose(HIPELORDOSE) . 
Existe um teste, que é o Teste de Adams ou Teste de Um Minuto. Eu mando o paciente erguer 
os braços ele vai tentar tocar o solo com as pontas dos dedos Ela eleva os braços e vai dobrar 
a coluna. E ela fica um minuto. Se aumentar a gibosidade, aquela corcunda, aumentar só para 
um lado e o outro permanecer normal. Provavelmente, esse paciente tem escoliose. Porque 
quando a minha vertebra inclina pra lateral, ela não só faz isso, ela inclina e gira. E o corpo 
vertebral que tá grudado nela, gira também. Então, ele fica mais proeminente de um lado do 
que do outro. E aí, fica mais alto um lado do que do outro. 
 
Existem outros testes especiais; então você tem aqui o Lasegue. Esse teste é pra verificar neurite 
do ciático. Então você tem um processo inflamatório no nervo ciático, muito comum no paciente 
que tem lombociatalgia e chega no consultório dizendo que dói a coluna lombar e que essa dor 
se irradia pro MMII ou D ou E. Você bota ele deitado, segura no calcâneo e eleva a perna dele e 
ele vai ser considerado até 70 graus como sendo patológico. Isso é comum em pacientes com 
hérnia de disco. 
6 
 
 
Teste de Patrick-Fabere (flexão, abdução e rotação externa). Isso é um macete de cursinho pra 
se decorar alguma coisa. E seguro na asa do ilíaco contra-lateral. Eu estou testando a articulação 
sacro-ilíaca contra-lateral. Então, se eu tô fletindo o direito, eu tô testando a articulação sacro-
ilíaca contra-lateral. Se o paciente tiver artrose nessa região, alguma patologia acometendo a 
sacro-ilíaca, ele vai sentir dor. E ao mesmo tempo, nesse teste, eu tô testando se ele não tem 
encurtamento dos adutores. 
 
7 
 
Existe uma forma de vc medir este membro real e a aparente, vc vem da espinha ilia ate o 
malelo medias, essa é a real. A aparente vc vai do umbigo ate o meleolo. 
Método (........22/;30 não entendi)ai vc vai pelo quadril, ai vc vai ver a crista ilíacas, espinhas 
ilíacas, trocante maior e as tuberosidades, e vai chegar se preocupar com flexão e extensão, 
abdução, adução, rotação externa e interna. Articulação coxofemoral e a Glenoumeral, são as 
únicas articulação que são enartrose que fazem todos os movimentos possíveis de uma 
articulação, são as únicas da enartrose que conseguem fazer circunvolução. Só o ombro e a 
coxafemoral. 
Teste de Thomas 
Eu estou testando contralateral a flexão do quadril, geralmente é a flexão do lado contrario a 
que eu estou examinando. Então eu faço uma flexão do lado contra vai sumir a lordose, pq 
quando eu deito a minha coluna lombar não toca na maca, por causa da lordose que eu tenho, 
então eu faço a flexão essa lordose desaparece, se eu tiver uma retração no musculo 
contralateral essa perna vai sair da mesa, então estou examinando contra lateral. Muito comum 
em paralisia cerebral, ai vc tem que fazer alongamento do Iliopsoas. Iliopsoas se insere na 
tuberosidade menor, e é responsável pela flexão do quadril. 
 
Teste é a manobra de trendelenburg: que eu estou testando sempre o lado contralateral, eu tô 
me apoiando quando eu faço isso. O glúteo sustenta a minha inclinação pélvica, se eu tiver 
uma insuficiência do glúteo eu vou cair pro lado que tem insuficiência, cair pro lado que esta 
sem apoio. 
8 
 
 
Manobra de Ortolani, Barlow do quadril: toda criança que nasci é obrigado o Neonatologista 
aquele que pega a criança ao nascer, fazer esta manobra, manobra de Ortolani é quando eu 
pego um quadril que esta displasico e eu vou reduzir a cabeça do fêmur no acetábulo. 
A de Barlow eu provoco a luxação tiro a cabeça do fêmur do acetábulo. 
 
Joelho é a articulação mais estudada nesse pais,é a que mais sofre lesão é a articulação do 
joelho, eu tenho 3 articulações; eu tenho uma articulação entre o fêmur e a tíbia, e entre a 
patela e fêmur, e esse joelho parece mais não e uma dobradiça, ele não faz so movimento de 
ai vem, vai e vem. Pq o joelho nos últimos graus de extensão, o que ele faz? ele desliza para 
trás, e nos últimos graus de flexão ele desliza para frente, então ele tem esse movimento de 
deslizamento posterior e deslizamento anterior. 
9 
 
Uma coisa que vocês vão ouvir muito na ortopedia pra ver o alinhamento dos MMII é o varo e o 
vago, então no valgo eu faço um L, e varo é a perna aberta. 
Quando eu sofro um trauma no joelho, é o derrame articular, eu venho, vou segurar a patela, 
vou palpar a patela ele tem pouca mobilidade, quando ela flutua dentro da articulação tem 
liquido lá me baixo, pode ser sangue ou liquido sinovial, ou pode ser pus, mas pus vai causar 
muita dor e vc não vai poder fazer isso. 
Existem outros testes especiais que vocês vão ouvir muito quando estiverem andando pelos 
ambulatórios, é o teste de Lachman. 
Teste de Lachman – Saber lesão do Ligamento Cruzado Anterior. 
 
Teste da Gaveta – quando eu puxo pra frente para saber lesão do Ligamento Cruzado Anterior, 
e quando eu empurro para saber lesão do Ligamento Cruzado Posterior. 
 
10 
 
Teste de Lachman é o único que vc consegue fazer na emergência pra quem levou um trauma 
no joelho pq vc nao conseguir fazer isso aqui que dói muito ( fala em relação ao teste da gaveta 
que dói muito). 
No Pé vamos ter ante-pé, medio-pé e retro-pé. Entre o ante-pé e o medio-pé você tem uma 
articulação muito importante, que é a articulação de Lisfranc, que é a lesão mais preocupante 
que mais ocorre em trauma, principalmente em acidente de carro, muito comum, senhoras 
sapato alto descendo escada. O que acontece? A ponta do pé bate no próximo degrau quando 
ela esta com sapato muito alto. Quando ela bate a ponta do pé ela cai e luxa essa articulação. 
Essa articulação é conhecida como Lisfranc pq esse autor descreveu o ligamento mais 
importante tem existe no pé. Que segura o segundo raio, vc vê que o segundo raio é encaixado, 
ele é dentro, vc vê que articulação é toda reta, quando chega aqui ela entra, então aqui existe 
um ligamento muito forte que é o ligamento de Lisfranc. Quando este ligamento rompe e este 
pé Luxa, vc tem fratura e luxação de Lisfranc, vc tem uma Síndrome Compartimental. 
Outra Luxação mais grave e mais rara é a Luxação de Chopart, esta daqui leva 100% de Sindrome 
Compartimental se não agir de imediato. 
 O Pé é interessante pode fazer coisas fantásticas como o Falcão. 
Então vc pode ter o Pé Curva que é o Pé norma. O Pé com muita curva que é o pé cavo, ou o 
sem curva que é o pé plano. É muito comum criança com dois anos de idade a mãe levar pq 
tem o pé chato o pé plano, o pé chato é normal, o pé com curva não é o bom e nem o pé 
chato. 
Pé Cavo vc tem que ver a parte neurológica, geralmente fundo neurológico central, criança 
nasceu e naõ chorou, problema na gestação, tem que pesquisar. 
Então, muito comum levar a criança com dois anos de idade pq alguns de vocês ate usaram a 
bota ortopédica não serve para merda nenhum (professor que falou). 
Então, vc pode ter um pé plano e ser fisiológico, negro geralmente tem o pé plano, isso é 
genética. Se eu tenho o pé plano e minha esposa tem o pé plana e meu filho nasce com o pé 
com curva, opa! Tem coisa errada ai (vizinho). 
Mas vc pode ter um Pé plano que doa e a criança tenha dificuldade de deambular, ele pode ter 
a insuficiência de algum musculo, geralmente o tibial posterior ai leva ao pé plano,AI É 
PATOLOGICO. 
Eu posso ter um Calcâneo normal como eu posso ter um Calcâneo em Varo. Eu posso ter criança 
que nascem com o Pé em Equino, por insuficiência e encurtamento dos músculos da panturrilha, 
tendão do calcâneo. 
Aos 2 anos de idade 75% das crianças andam de ponta de pé, outra coisa comum que vemos no 
pé o joanete o HALUZ em varo, ou quando vc tem a a deformidade no primeiro raio, esse dedo 
esse matatarso vem para fora, o Tendão vai para o outro lado e ele gira, a o que que acontece, 
a carga que é geralmente feita no primeiro raio e calcâneo o resto pega pouca carga. O calo a 
calosidade é uma defesa do organismo, por isso não pode ser tirada. Quando se tem calo vc tem 
que tratar o que leva o calo e não retira-lo. 
Aqui o Pé Valgo, e pé varo. Tem sapato pra tudo. Um lado meu é valgo e um é varo. 
Tem crianças que tem um pé igual a um ''S'', bota não vai corrigir isso aqui.. é cirurgia! Parece 
um ''s''. 
11 
 
Outro teste especial é o Teste de Thompson, então vc esta jogando bola esta correndo e sente 
uma pedrada na panturrilha parece que o cara que este te marcando te deu um chute na 
panturrilha, ou alguém que tivesse te dado uma pedrada. Parece que levou uma pancada forte. 
Na realidade foi o Tendão que rompeu (tendão calcâneo), e vc coloca o pct deitado e aperta a 
panturrilha, automaticamente o pé se movimenta, por contratura da musculatura da 
panturrilha. Se eu faço isso e não acontece, significa que ele tem uma lesão no Tendão de Aquilis. 
 
Membro superior vc tem o Ombro. O Ombro tem varias articulações, Esterno-clavicular, 
Glenoumeral a escapulototacica etc. e vc tem os músculos que são responsáveis por este 
movimentos. Sãos os Músculos do manguito Rotador ( supra, infra, redondo menos e o infra 
escapular). Estes músculos que dão movimento a este Ombro. 
Teste da Apreensão , a articulação que mais luxa no corpo humano é Gleno-umeral , esse é um 
teste fácil, seguro no Ombro. 
 
Teste de Jobe, para testar o musculo supra-espinhal, é o musculo que mais sofre lesão do 
Manguito Rotador . 
12 
 
 
Paralisia Obstétrica, eu seguro os dois braços e solto, normalmente a criança continua 
mexendo, se um dos braços ficar parado eu tive uma paralisia obstétrica, lesão do plexo 
braquial ao nascimento, parto normal sofrido. 
 
 
Cotovelo são três articulações: articulação entre o Umero, rádio e ulna. E eu tenho essa 
articulação que se articula fazendo a prono e a supinação. 
Teste de Cozen: isso é pra ver Epicondilite, pessoas que trabalham digitando muito e tem dor 
no cotovelo, eu vou testar pra Epicondilite. 
E o outro é o de Mill. 
13 
 
 
 
 
A Mão é região de Anatomia difícil, ela pode ter tofos gotosos, artrite reumatoide que causa 
deformidades. Pode ter um trauma na ponta do dedo, ele pode ficar caído, pois eve lesão no 
14 
 
extensor, dedo em martelo, rompeu o tendão. E eu tenho que testar os flexores, superficial e o 
profundo e o lumbrical. 
Existe um teste que é pra ver compressão do nervo mediano, Teste de Fallen, fica assim ó, se 
começar a dar dormencia na mão, significa que tem compressão no nervo mediano. 
 
O Tinel que é a digito-pressão, vai ter choque. O outro teste pra ver compressão do tendão 
extensor do primeiro túnel. 
 
Teste de Filkenstein, isso é muito comum em quem trabalha digitando, no distrito, eu já operei 
os dois lados dessa patologia. 
 
15 
 
 
Teste de Allen, testa artéria ulnar e radial, comprimindo, aí a mão fica branquinha, aí solta uma 
e depois solta a outra. 
 
16 
 
 
 
Então, na Medicina você só encontra o que procura e só procura o que sabe. Quem não sabe o 
que procura, não encontra o que acha. 
 
 
Articulações 
 
Classificação das articulações 
Fibrosas (sinartroses) 
 Serrátil ou denteada: parietal-parietal 
 Escamosa: temporo-parietal 
 Plana: naso-nasal. 
 
 Sindesmose 
o Membrana fibrosa entre 2 ossos 
 Gonfose: 
o Dento-alveolar 
Cartilagíneas (anfiartrose) 
o Sincondrose 
 Articulação cartilagínea primária 
 Cartilagem hialina 
 Uniões temporárias 
 Crescimento ósseo 
o Sínfise 
 Articulação cartilagínea secundária 
 Pouco móveis 
 Fortes, resistentes e absorção de choque. 
17 
 
 Fibrocartilagem 
 Sínfise púbica, discos intervertebrais. 
o Sinostose 
 Articulação cartilagínea ossificada 
 Ex: sacro 
Sinoviais (diartroses) 
 
 + comum 
 Movimento livre 
 Reforço ligamentar 
o Intrínsecos = espessamento da cápsula 
o Extrínsecos = ligamentos acessórios 
 3 características: 
o Cavidade articular 
o Cápsula articular (membra fibrosa+membrana sinovial -> produção de líquido 
sinovial e proteção). 
o Cartilagem articular nas extremidades ósseas 
 Classificação 
o Plana 
 Permite pequenos deslizamentos 
 Movimentos: 
 1 eixo 
 2 movimentos 
 Ex: acrômio-clavicular, escapulo-toracica, médio-pé (art tarsal ou de 
Chopart), facetas articulares intervertebrais 
o Dobradiça 
 Movimentos: 
 1 eixo (uniaxial) 
 2 movimentos: flexão e extensão 
 Exemplos: úmero-ulnar, tíbio-talar 
o Selar 
 Movimentos 
 2 eixos (biaxial) 
 4 movimentos: flexão-extensão, adução-abdução 
 Ex: trapézio-1º metacarpo (carpo-metacarpal do polegar). 
o Esferoides 
 Movimentos: 
 3 eixos 
 6 movimentos: flexão-extensão, adução-abdução, rotação 
interna-externa. 
 Ex: gleno-umeral (ombro); coxo-femoral (quadril). 
o Elipsóidea ou condilar 
 Movimentos: 
 2 eixos 
 5 movimentos: flexão-extensão. Adução-abdução, circundução 
 Ex: metacarpo-falangica, semilunar-radio, escafoide-semilunar. 
o Trocoideas 
 Pivô – osso gira no próprio eixo 
 Movimentos: 
 1 eixo 
 2 movimentos: rotação interna e externa 
 Ex: radio-ulnar proximal, atlanto-axial. 
 
Sinóvia 
18 
 
 Tec conectivo vascular 
 Proteção a nível celular (filtro contra invasão de MO´s), nutrição, prod líq sinovial, 
vascularização. 
Líquido sinovial 
 Ultrafiltrado de plasma através da memb sinovial + ác hialurônico + pequena qntd de 
proteínas alto peso molecular (responsáveis pela viscosidade). 
 Cavidade articular 
 Amarelo-claro 
 Transparente e viscoso 
 Poucas céls (0-200 leucocitos) 
 Lubrificação, nutrição, absorção de impacto. 
Vascularização 
 Através das artérias articulares 
o Anastomoses 
o Redes articulares arteriais 
 Vv articulares: acompanhantes 
Inervação 
 Rico suprimento -> 
 Lei de Hilton: nervos q suprem uma articulação tbm suprem os mm q a movimentam ou 
a pele q cobre suas inserções. 
 Propriocepção = consciência do movimento e posição corporal 
 Fibras da dor = ficam + na cápsula 
 
Problema: identificar qual estrutura da articulação q está lesionada. 
Osteoartrose: lesão na cartilagem, inflamação da sinovial, lesão de menisco. 
Osso: osteonecrose (necrose do osso subcondral – adjacente a cartilagem hialina, por 
consequência pode planar), fratura q pode levar a degeneração precoce da articulação. 
Membrana sinovial: sinovite nodular (memb se prolifera), tumores da memb sinovial -> 
sinoviomas, sarcomas. 
Inervação: ex: DM: perda de inerv. -> lesão -> degeneração (articulação de Charcot: art q não é 
inervada); pode levar a deformidade. 
 
 
 
Epifisiliose proximal do Fêmur 
Epifisiólise proximal do fêmur, deslizamento, condropatia epifisária, coxa vara do adolescente. 
 + comum em adolescente 
o meninas: 12-13 anos 
o meninos: 13-16 anos 
 EPF é uma afecção na qual existe um enfraquecimento da camada hipertrófica da 
cartilagem epifisal proximal do fêmur, havendo deslocamento do colo femoral em 
relação à epífise. 
Epidemiologia 
 Adolescentes com IMC acima do normal 
 Imaturidade esquelética 
 Afrodescendentes 
 M > F (3:1) 
 Estirão de crescimento: 11 a 13F, 13 a 15 M 
 Quadril E 
 Bilateral (30-80%) 
19 
 
 Sazonal (outono em m) 
 
Etiologia 
 Multifatorial 
o Mecânicos 
 Adolescentes acima do peso 
 Retroversão femoral 
 Maior cobertura da cabeça femoral pelo acetábulo 
 Traumatismos (agudos) 
o Hormonais 
 Disfunção endócrina Síndrome de Frohlich 
 Desequilíbrio entre hormônios sexuais e hormônios do crescimento 
(GH) 
 Tratamento com GH p/ crescer 
 GH nas fises com proliferação das céls do crescimento + obesidade = 
deslizamento 
 Hipotireoidismo 
 Pan-hipituitarismo 
 Osteodistrofia renal 
 Testosterona e GH baixos 
 EPF fora da faixa etária, investigar endocrinopatia 
o Genéticos 
o Imunológicos 
Classificações 
 Desvio entre a cabeça femoral e o colo femoral – Wilson 
o Ângulo formado entre a epífise femoral e o colofemoral. 
o Em torno de 90º 
o Grau I: pré-escorregamento: quadro clínico + pequenas alterações 
radiofráficas. 
o Grau 2: escorregamento leve: epífise se desloca até no máximo 1/3 da largura 
do colo femoral. 
o Grau 3: escorregamento moderado: > 1/3, no máximo até a largura do colo 
femoral. 
o Grau: grave: > ½ da largura do colo femoral. 
 SouthWich 
o 0-30º: leve 
o 30-60º: moderados 
o > 60º 
 Tempo de evolução da doença 
o Aguda 
o Crônica 
o Crônica agudizada 
 Estabilidade 
 Biótipo do paciente 
Patologia 
 Deslizamento ocorre na zona hipertrófica fisária. 
 Epífise desliza posterior e inferiormente e o fêmur roda externamente, anterior e 
superior. 
 Resulta em uma coxa vara progressiva a um encurtamento do membro inferior. 
Aumento do ângulo: coxa valga 
20 
 
Diminuição do Ângulo: coxa vara 
 
Quadro clínico 
 Dor no quadril 
o Anterior: envolve o nervo femoral, obturador. 
 Claudicação 
 Rotação interna do membro inferior 
Crônico 
 Dor irradiada e persistente 
 Claudicação antálgica 
 Rotação externa 
 Encurtamento 1,2 a 2 cm 
 Drehman + 
o Flexão do quadril -> qnd chega nos últimos níveis de flexão, o pct faz rotação 
externa de coxa. 
 Atrofia de coxa 
 
Exames complementares 
 Rx 
 US 
 Cintilografia 
 TC 
 RM 
 
Sinal de Trethowan 
Linha de Klein: linha não corta a epífise 
 
Escoliose 
 Muito a ver com a mulher 
 Quando a criança começa a ficar com o pescoço duro= primeira curva (cervical) 
 Quando senta= cifose torácica 
 Quando fica em pé= lordose lombar e cifose sacrococcígea 
ESCOLIOSE 
 Desvio da coluna vertebral 
 Pode ser doença ou não 
 Curvatura do plano frontal e sagital ou rotacional 
 Deformidade da c torácica é infinitamente maior que a lombar 
 NÃO ESTRUTURAL: desvio lateral da coluna não relacionado a estruturação das 
vértebras ou dos discos 
 ESTRUTURAL: a curva mostra estruturação, doença, rotação do corpo vertebral 
 Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor p criança 
 teste de adams ou teste de 1 minuto: Flexão da coluna vertebral (se for assimétrico, 
tem rotação), pode-se testar a flexibilidade 
 
 
21 
 
Estrutura óssea/ Desenvolvimento 
Estrutura óssea 
Desenvolvimento da cartilagem: 
 Ossificação inicia-se pela condensação do mesenquima 
 Diferenciação em condroblastos 
Ossificação 
 Membranosa 
 Endocondral 
o Modelo cartilaginoso 
o Cartilagem hialina 
o Osso longos 
o Centro de ossifcação primário -> diáfise 
o Nascimento: 
 Diáfise -> ossificada 
 Epífise -> cartilagem 
 
Síndrome de Klippel-Feil: pescoço curto, linha do couro cabeludo baixa, fusão de C3-C5... 
Espinha bífida 
Costelas acessórias 
Hemivértebra -> formação de metade da vértebra -> escoliose 
Barra óssea 
 
Acondroplasia: centro de ossificação dos ossos proximais (úmero e fêmur) não se desenvolvem 
direito. 
 
Displasia do desenvolvimento do quadril: fêmur não encaixado no acetábulo (está luxado), por 
mal-formações. 
 
Pé torto congênito 
 
Lei de Wolf 
 
Periósteo 
 Crescimento do osso em diâmetro 
 Qnd se desloca da camada cortical do osso -> ossifica-se em 10 a 15 dias (reação 
periosteal). 
 
Osso subcondral: Fina camada de osso cortical presente no local de articulação, em contato 
com a cartilagem articular. 
 
 
Fratura de Platô Tibial 
 
 Altura relativa: Lado lateral é um pouco mais alto do que o lado medial (inclinação de 
3º) -> raio x em AP 
o Osso da região medial é + resistente que o da região lateral. 
o Se a fratura é na região medial o trauma foi de maior energia. 
 Geralmente há cisalhamento 
o 
 Inclinação posterior (7-10º) 
22 
 
 Eixos 
o Anatômico: paralelo à diafise 
o mecânico: por onde passa o vetor de força: do centro do quadril até o centro 
do joelho. 
Incidência das fraturas 
 Lateral: 55-70% 
 Medial: 20-23% 
 Bicondilares: 10-30% 
Exames de imagens 
 Radiografia 
o AP 
o Perfil 
o Oblíquas 
o Tração 
 TC 
Classificação 
 Schatzker 
o 1: cisalhamento porém sem depressão 
o 2: cisalhamento + depressão 
o 3: só depressão 
o 4: planalto medial -> cisalhamento, afundamento 
o 5: 2 planaltos 
o 6: platô se desconectou da diáfise 
 AO 
o A: não pegar articulação 
o B: 
o C: 
Tipo 4 de Schatzker 
 Luxação do joelho 
 Lesão n fibular: 5-50% 
 Lesão a poplítea: 13-50% 
o Arteriografia 
Indicações cirúrgicas 
 Fraturas expostas 
 Síndrome compartimental -> imediata 
 Lesão vascular 
 Desvio maior que 3mm (lateral0: menisco intacto 
 Qualquer desvio medial (2mm) 
 Alargamento > 5mm 
 Instabilidade varo-valgo 
Fatores importantes 
 Complexidade da fratura 
 Lesões de partes moles 
 Qualidade óssea (idade) 
 Lesões associadas 
o Meniscais (50%) 
o Ligamentares (20-25%) 
Princípios do tto 
 Preservação das partes moles 
 Restauração anatômica da superfície articular 
 Alinhamento axial 
23 
 
 Enxertia das falhas ósseas 
 Reparo meniscal e ligamentar 
Objetivos da redução 
 Estabilidade absoluta -> platô 
 Estabilidade relativa -> diáfise 
Teste -> p/ averiguar se o eixo foi estabelecido; feito durante a cirurgia, fundoscópio???? 
 
Fixação externa 
 Tubular 
 Circular 
 Híbrida 
Fixação interna 
 RAFI (convencional) 
 Percutânea (MIPO, MIPPO, MIO) 
Pós-operatório -> MCP 
 Mobilização 
 Contínua 
 Passiva 
 Cefalosporina: 24hs 
 Dreno 
 
 
 
 
FRATURA DIÁFISE TÍBIA 
 
Fratura da Diáfise da Tíbia 
 
 Fratura + comum dos ossos longos 
 
Mecanismo da lesão 
 Fratura de baixa energia 
o Força torcional 
o Trauma indireto 
o Fratura da fíbula em nível diferente da tíbia 
o Tschener grau 0/1 
 Fratura de alta energia 
o Força direta 
o Cominuição significativa 
o Fratura da fíbula no mesmo nível da tíbia 
o Fratura exposta 
Condições associadas 
 Lesões de partes moles 
 Críticas p/ os resultados 
 Fratura do maléolo posterior 
 Associada com fratura em espiral do 1/3 distal da tíbia 
Classificações 
 AO 
o 42 
o A -> simples 
24 
 
 1: espiral 
 2: oblíqua (>30º) 
 3: transversa (<30º) 
o B -> em cunha 
 1: espiral 
 2: em flexão 
 3: fragmentada 
o C -> complexa 
 1: em espiral 
 2: segmentar 
 3: irregular 
 Anderson e Gustillo -> fratura exposta 
o Muito comum apresentar exposição 
 Tscherne e Gotzen -> fratura fechada 
o Grau 0: 
 Mínima lesão de partes moles 
 Lesão indireta do membro (torsão) 
 Fratura simples 
o Grau 1: 
 Contusão ou abrasão superficial 
 Fratura moderada 
o Grau 2 
 Abrasão profunda 
 Contusão muscular d pele 
 Fratura grave 
o Grau 3 
 Contusão extensa de pele ou esmagamento 
 Grave lesão muscular profunda 
 Síndrome compartimental 
 Avulsão subcutânea 
Apresentação 
 Sintomas 
o Dor, inabilidade p/ sustentar o peso 
 Exame físico 
o Avaliar status vascular 
o Avaliar status compartimental 
 Palpação 
 Movimento passivo dos dedos 
o Mensuração da pressão intracompartimental se indicada 
o Pulso 
o Sensibilidade 
o Inspeção dos tecidos moles, bolhas e fraturas expostas 
Imagem 
 Radiografias 
o AP e perfil, panorâmica da tíbia afetada 
o AP e perfil do joelho e tornozelo ipsilateral 
 TC 
o Fraturas intra-articulares ou suspeita de envolvimento articular 
o TC do tornozelo p/ fratura do 1/3 distal da tíbia em espiral 
o p/ excluir fratura do maléolo posterior. 
TTO da fratura fechada 
25 
 
 Conservador 
o Redução fechada/imobilização gessada 
 Gesso curo-podálico durante 4 semanas, acompanhar semanalmente. 
 Gesso funcional de Sarmiento 
 Gessosuro-podálico ou “brace” funcional até consolidação da fratura, 
acompanhar semanalmente. 
o Resultados 
 Alta taxa de sucesso se p alinhamento aceitável for mantido 
 Risco de encurtamento nas fraturas oblíquas 
 Risco de consolidação viciosa em varo 
o No adulto: + restrito -> fraturas mínimas 
 Traço alinhado, cortical s/ desvio 
o + direcionado a crianças 
 Crianças tem alto poder de remodelação 
 Cirúrgico 
o Fixador externo 
 Tto imediato -> depois faz definitivo 
o Placa percutânea 
 Fixa nas extremidades -> placa em ponte. 
 s/ abrir o foco da fratura. 
o Haste intramedular 
 Indicações 
 Alinhamento instável com gesso 
 Lesão de tecidos moles que não toleram gesso 
 Fratura segmentar 
 Lesão no membro ipsilateral 
 Politrauma 
 Fratura da tíbia bilateral 
 Obesidade mórbida 
o Indicação 
 Útil nas fraturas proximal ou metafisária distal 
 
 
 
 
Fratura diáfise de fêmur (NELSON E BRUNO) 
Epidemiologia 
 Frequente 
 Alta energia 
 Jovem 
 Multifragmentar 
 Politrauma por acidente de transito 
Baixa energia 
 Idoso 
 Torção 
 Traços simples 
 Pode tem patologia anterior que auxilia na fratura 
26 
 
Classificação AO 
 Não pergunta em prova 
Lesões associadas 
 Politrauma 
o Abdominal 
o TCE 
o Fratura Bilateral 
 Nervosa 
o PAF 
 Vascular 
o 2% (mais comum no fêmur distal) 
 Fretura exposta 
o 16% 
o Tipo II 
 Ósseas 
o Frat do colo do fêmur 
o Fratura da bacia/acetábulo 
o Frat da tíbia 
 Ligamentares 
o Joelho- 37% 
Partes moles 
 Avaliação cuidadosa 
o Fratura fechada 
o Fratura exposta 
 ATENÇÃO!!! 
o Síndrome compartimental 
Radiografia simples 
 Radiografia simples 
o Fêmur 
o Quadril 
o Joelho 
Avaliação inicial 
 Politrauma 
o ATLS- Sangramento 
o Instável Hemodinâmico 
POR QUE OPERAR? 
 Resultados superiores 
o Consolidação 
o Restauração anatômica 
o Recuperação funcional 
QUANDO OPERAR? 
27 
 
 Imediatamente 
o Fratura exposta 
o Lesão isolada 
o Politrauma- não pode fazer a fixação primaria imediata porque o paciente pode 
vir a óbito (so fixador externo) 
 Evolução 
o Ideal 
o Aceitável 
 Precocemente 
o Após ressuscitação adequada 
o Neuro/imagem- ok 
 Vantagens 
o Permanencia da UTI 
o Tempo de internação 
o Complicações pulmonares/fraturas/múltiplos órgãos 
o Menor incidência complicações 
o Favorece consolidação óssea 
o Permite cicatrização de partes moles 
o Recuperação funcional adequada 
o Ressuscitação adequada 
o Politrauma 
o TCE- maor cuidado com ressuscitação 
o FIXAÇÃO PRECOCE É VANTAJOSO 
Controle de dano 
 Fix ext 
COMO FIXAR? 
 Estabilidade absoluta 
o Placas e parafusos 
 70/80 decada 
 Resultados satisfatórios 
 Recuperação funcional 
 Complicações 
 Pseudoartrose 
 Infecção 
 Falência implante 
 Causa muita lesão no osso 
 Indicações epeciais 
 Fraturas periproteticas 
 Associações (colo+diáfise) 
 Novos conceitos 
 Estabilidade relativa 
 Placa ponte 
 Mecanico-> biologia 
o Vascularização 
o Alinhamento anatômico 
28 
 
o Calo ósseo 
 
 Novos sistemas 
 Estabilidade relativa 
o Fix ext 
 Estabilidade relativa 
 Versátil 
 Alto índices de complicações como terapêutica 
 Infecção 
 Psuedoartrose 
 Consolidação viciosa 
 Cirurgias secundárias 
o Haste intramedular 
 Padraão ouro 
 Haste intramedular bloqueada 
o HIM retrograda 
 Joelho flutuante 
 Diafise associada 
 Colo 
 Acetábulo/pelve 
 Obesidade 
 Gravidez 
 Bilateral 
 COMPLICAÇÕES 
o Lesão vascular 
o Infecção 
o Retardo de consolicação 
o Consolidação viciosa 
o Refratura 
 
CASO CLÍNICO: LMC +Debridamento + fix. Ext e avaliar depois de 48/72h- faz segundo 
debridamento e bota curativo a vácuo 
7 dias após o aciente: se o paciete esta bem e ferida boa você faz a operação 
3 meses fepois: boa cicatrização 
1 ano depois: consolidação 
TODA ARTICULAÇÃO FAZ ESTABILIDADE ABSOLUTA 
OSSO LONGO SEMPRE FAZER ESTABILIDADE RELATIVA 
 
Fraturas Diafisárias de Fêmur 
 
Introdução 
 Frequente 
 Alta energia 
29 
 
o Jovem 
o Multifragmentar 
o Politrauma 
 Baixa energia 
o Idoso 
 Algumas das vezes o idoso -> artrose, prótese do joelho. 
o Torção 
o Traço simples 
 
Classificação (não cai) 
 
Lesões Associadas 
 Politrauma 
o Abdominal 
o TCE 
o Bilateral 
 Principalmente em pcts que sofreram acidente de moto 
 Nervosa 
o PAF 
 Vascular 
o 2%: mais comuns nas fraturas dos fêmur distal. 
 Fratura exposta 
o 16% 
o A fratura no fêmur começa com grau 2. 
 Ósseas 
o Fratura do colo do fêmur 
o Fratura da bacia/acetábulo 
o Fratura da tíbia 
 Ligamentares 
o Joelho - 37% 
o Não tem como saber pela impossibilidade de realizar as manobras, só 
descobre depois. 
Partes Moles 
 Avaliação cuidadosa 
o Fraturas fechadas 
o Fraturas expostas. 
 Atenção 
o Síndrome compartimental 
o Lesão vascular 
Avaliação Radiográfica 
 Radiografia simples 
o Fêmur 
o Quadril 
o Joelho 
Avaliação Inicial 
 Politrauma 
o ATLS – sangramento 
 Hemodinamicamente instável ou estável 
Pq operar? 
 Antigamente era tratado com tração + gesso 
 Resultados superiores 
30 
 
o Consolidação 
o Restauração anatômica 
o Recuperação funcional 
Qnd operar? 
 Imediatamente 
o Fratura exposta 
o Lesão isolada 
o Politrauma -> não pode fazer a fixação primária imediatamente (deve-se fazer 
controle de danos antes). 
 Evolução 
o Ideal 
o Aceitável 
Fratura exposta: Inicialmente fixa -> debridamento + fecha curativo + VAC -> opera e fixa (após 
7 dias) -> cicatrização (3 meses) -> consolidação (1 ano). 
 
 Precocemente 
o Após ressuscitação adequada 
o Neuro/abdome -> OK 
o Vantagens 
 Permanência na UTI 
 Tempo d einternação 
 Complicações 
 Pulmonares/fraturas 
 Múltiplos órgãos 
 Taxa de mortalidade 
 
Fixação precoce 
 Menor incidência de complicações 
 Favorece consolidação óssea 
 Permite cicatrização de partes moles 
 Recuperação funcional adequada 
 
Controle do Dano 
 Instável 
 Traumatismo torácico 
 Hipotensão 
 Melhor: fixador externo 
Como fixar? 
 Estabilidade absoluta 
o Placas e parafusos: compressão intrafragmentar 
o Tem certa mobilidade, se deixar muito rígida ela quebra (ineficaz) 
o Resultados satisfatórios 
o Recuperação funcional. 
o Complicações 
 Pseudoartrose 
 Infecção 
 Falência implante 
o Indicações especiais 
 Fraturas periprotéticas 
 Associações 
 Colo + diáfise 
31 
 
o Evolução 
 Estabilidade relativa (deixou de ser absoluta) 
 Passou a se usar placa em ponte 
 Mecânico -> absoluto 
 Vascularização 
 Alinhamento anatômico 
 Calo ósseo 
 Estabilidade relativa 
o Fixador externo 
 Em tto definitivo: Versátil porém altos índices de complicações 
(infecção, pseudoartrose, consolidação viciosa, cirurgias secundárias). 
 Fixação temporária 
 Mais indicado. 
 Principalmente fratura grau 2. 
 Bom em pcts com lesão vascular 
o Haste intramedular 
 Alto índice de consolidação 
 O peso do corpo é distribuído entre o osso e a haste. 
 Suporte intramedular central > load sharing 
o Se aplicar carga precoce promove a consolidação. 
 Ps: na placa o peso é distribuído fica sobre a placa. 
o Banda de tensão excêntrica -> load bearing 
o Se aplicar carga precoce -> prejudica a consolidação. 
 HIM retrógrada 
 Joelho flutuante 
 Diáfise associada 
 Obesidade 
 Gravidez 
 Bilateral 
o Único osso longo que aceita estabilidade absoluta -> rádio e ulna (pois são 
considerados articulações). 
 
Complicações 
 Lesões nervosas e vasculares 
 Infecções 
 Pseudoartrose 
 
Fraturas Supracondilianas do Femur 
Introdução 
 2 grupos 
o Jovens 
 Trauma violento 
 Alta energia 
 50% expostas 
 30% politrauma 
 Traço cominutivo e eventualmente articulares. 
o Idosos 
 Trauma de baixa energia 
 Patologia prévia: osteoporose. 
Conceito 
32 
 
 Compromete a região distal do fêmur, a uma distância de 9cm a partir da superfície 
articulardo joelho. 
 Dúvida -> a regra do quadrado 
Lesões associadas 
 Fratura de patela (15%) 
 Lesão de menisco (12%) 
 Lesão vascular (3%) 
 Lesão nervo (1%) 
Características anatômicas 
 Zona metafisária (cuidado no idoso) 
o Cortical fina 
o Canal medular largo 
o Pouca reserva óssea 
 Osso de forma trapezoidal na parte distal 
 Cápsula articular 
 Inserções de tendões 
 Inserções de ligamentos 
 Músculo gastrocnêmio -> causa deformidade na fratura 
o Sempre vai estar em desvio posterior 
o A ponta -> pode lesar a artéria femural 
 Qnd transportar o pct entre macas -> nunca em joelho extendido, e 
sim fletido. 
 Se extensão -> gastrocnêmio traciona o fragmento -> causa + 
lesão. 
 Encurtamento e rotação 
 
Diagnóstico 
 Radiografias 
o AP 
o Perfil 
o Túnel 
o Radiografia em Tração (feita pelo médico) 
 TC 
o Fragmentação articular 
o Fratura no plano coronal 
o Desvio e afundamento 
 Estabelecer se o trauma foi de baixa ou alta energia 
o Osteoporose – pega do implante 
o Lesão de partes moles 
 Exame físico (condição neurovascular é essencial) 
o Artéria poplítea 
o Nervo isquiático 
o Ligamentos -> antes da osteossíntese é bastante doloroso 
 Não consegue avaliar imediatamente 
Qnd operar? 
 Politraumatizado 
 Fratura exposta 
 Lesão arterial 
 Síndrome compartimental 
 Graves lesões de partes moles 
 Controle de danos -> fixador externo 
33 
 
 
Objetivos do tto operatório 
 Reconstrução anatômica d asuperfície articular 
 Restauração do alinhamento rotacional e axial 
 Fixação estável dos côndilos à diáfise do fêmur 
 
Estabilidade absoluta -> intra-articular. 
Estabilidade relativa -> extra-articular. 
Ponto de entrada: 10mm da parte articular e 15 mm da parte anterior. 
 
Complicações 
 Pseudoartrose: 1-6% 
 Consolidação viciosa 
 Perda de redução 
 Rigidez articular 
 Infecção pós-cirúrgica 
 
 
FRATURAS DIAFISÁRIAS E DISTAIS DO FÊMUR 
 Lesões muito frequentemente encontradas no PS 
 Altamente incapacitantes 
 Necessitam de procedimento cirúrgico 
 Tempo de recuperação bastante longo 
 
Estatísticas 
 
 
 
 
-Estudo Americano 
-Atinge todas as faixas etárias, o que muda é o 
fator causal 
-Os outros 25%  de baixa energia, mais 
relacionados a pessoas idosas dentro do próprio 
domicílio, principalmente mulheres 
-FAF = ferimento por arma de fogo 
-Miscelânea: mistura de vários 
fatores 
34 
 
 
 
Importante observar: 
 
 
 
 
Houve uma grande evolução no material disponível para tratar fraturas de fêmur. Há uma 
década a melhor opção era a haste de Kuntscher, associada ou não à placa (depende da 
situação). Atualmente, a disponibilidade de materiais é um pouco diferente: 
 hastes fechadas – cirurgia minimamente invasiva 
 hastes travadas – retro- ou antero-caudais 
 placa ponte – tipo de tratamento em que se aceita a posição das estruturas ósseas, não se faz 
uma redução anatômica 
 placa bloqueada – indicada em casos mais avançados, última opção em qualidade e resultado 
 
Também é importante observar: 
 
 
-Intensidade do trauma também é fator importante a ser avaliado 
-O tempo de lesão – se relaciona ao tratamento definitivo. Se for fratura aberta, a cirurgia é feita 
imediatamente. Se for fratura fechada, o tratamento pode ser melhor planejado. E a 
recuperação vai depender de qual tratamento é implantado. 
-Personalidade da fratura (identidade da fratura): Como essa fratura se apresenta no momento 
do tratamento definitivo. Todas as peculiaridades do caso irão influenciar no tratamento a ser 
utilizado 
-Traço oblíquo longo ou curto 
-Transverso: impacto direto sobre a coxa 
-Proposta inicial: Reestabelecer o paciente nas suas 
condições físicas, anatômicas, sociais e familiar 
-Estabilizaçao absoluta: não há a possibilidade de 
movimentação no foco de fratura 
-Estabilização biológica: permite uma certa 
movimentação 
-Dependendo da localização da fratura, discute-se 
qual desses métodos de fixação enumerados será 
utilizado 
-Lembrar que a causa mais comum de fratura 
de fêmur é por acidente de trânsito (78%) 
-O estado do paciente antes do acidente é fator 
de influência também, pois existem as 
chamadas fraturas patológicas, que ocorrem 
mesmo na ausência do trauma (ou seja, não foi 
o trauma o causador da fratura, e sim o 
acometimento ósseo anterior a esse evento) 
 
35 
 
-Lesões de partes moles associadas – Quando a fratura está exposta, houve grande perda da 
cobertura, o tratamento definitivo é automaticamente retardado, pois a estrutura óssea, apesar 
de rígida, é muito delicada e está sujeita a complicações que poderão acompanhar o paciente 
pro resto da vida 
-Presença de lesões associadas – complica e retarda a recuperação do paciente 
-Pacientes com comorbidades – o tratamento da fratura será influenciado por outras patologias 
previamente apresentadas pelo paciente (diabetes, hipertensão, cardiopatias, em tratamento 
de outras doenças crônicas) 
 
Lesões associadas 
 
 
Lesões vasculares agudas 
 
 
Índice tornozelo/braço 
 
 
Lesões neurológicas 
 
Existem lesões que se apresentam de forma muito frequente nas fraturas de 
fêmur. Uma delas, quando o trauma é diretamente na parte distal da coxa, é a 
lesão dos ligamentos. O mais comum é o ligamento cruzado anterior. Nem 
sempre, devido à instabilidade do membro afetado, é possível diagnosticar 
essas lesões (de ligamento cruzado posterior, de menisco medial, menisco 
lateral) de imediato. Normalmente é feito o tratamento da fratura do fêmur e 
só depois essa lesão é observada. Isso ocorre devido à impossibilidade de se 
fazer os testes para verificar o estado dessas estruturas logo que o paciente 
chega com fratura de femoral distal ou diafisária. 
Percentual muito baixo de pacientes apresentam 
essas lesões em fratura diafisária e distal do fêmur, 
mas precisa ser diagnosticada, pois uma lesão 
vascular grave numa fratura fechada pode levar à 
perda do membro. Em lesões abertas é mais fácil de 
diagnosticar e o tratamento deve ser imediato. 
Estabelecer um diagnóstico pelo Índice tornozelo/ braço: 
protocolo que já não se utiliza mais. O importante é que 
quando o atendimento é feito, qualquer alteração na 
circulação da extremidade (observada pela coloração escura 
na região do pé, uma cianose de extremidade) deve ser 
detectada e tratada – mais importante até do que tratar a 
própria fratura. Pode haver demora para reduzir a fratura, 
mas a lesão arterial deve ser corrigida imediatamente 
-Lesão de nervo femoral é mais frequente em traumas 
diretos sobre a pelve, mas dificilmente encontrada em 
lesões no fêmur 
-Lesão de nervo ciático também é muito raro, geralmente 
em traumas de ALTA energia, com fratura exposta e tal 
-SEMPRE fazer a pesquisa de lesões neurológicas E 
documentar que foi feita, mesmo que nenhuma tenha sido 
encontrada. É importante tanto pra evolução do paciente 
quanto pra defesa jurídica pessoal 
36 
 
 
Hemodinâmica 
 
 
-Hemorragias pré-operatórias são preocupantes, principalmente em fraturas fechadas, em que 
a detecção da hemorragia é mais difícil. 
-Às vezes pode haver acometimento da artéria nutrícia e perda de volume importante. 
Lesões ósseas associadas 
 
 
 
Radiologia 
 
 
 
 
-É muito difícil um paciente com fratura fechada de fêmur 
precisar de uma transfusão. Geralmente é feito uma 
radiografia e ele é levado pra sala de ortopedia, onde a 
tração é feita e depois vai pra enfermaria para se recuperar, 
sem cuidados acessórios iniciais importantes. Faz-se a 
analgesia e aí ele vai ser preparado para o tratamento 
definitivo. Entretanto, quando você atende um paciente e 
percebe um aumento de volume na região da fratura, deve 
observá-lo de perto. Não é raro haver a necessidade de 
reposição de volume sanguíneo para o paciente não entrar 
em choque 
Ocorre com muita frequência a detecção de outras fraturas 
(como fratura do colo do fêmur) no ato cirúrgico pararedução da fratura de diáfise femoral. Por isso, é rotina 
solicitar Rx de bacia, de fêmur e de joelho, para detectar 
todas as fraturas desde o atendimento inicial. 
Luxação de quadril – Também é comum. Paciente chega com 
grande deformidade da coxa, deve-se dar atenção especial a 
ele. O Rx precisa incluir a articulação do joelho e do quadril 
Faz parte da rotina do paciente com trauma na coxa, o Rx da 
coxa em AP e perfil, às vezes tem que se contentar apenas 
com o AP, quando a paciente é de difícil manuseio 
O Rx da bacia em AP é obrigatório 
Rx do joelho em AP e P também é obrigatório 
Atentar que tudo que está sendo dito é referente àquele 
paciente que chega na emergência e apresenta 
deformidades e queixas somente na região da coxa. Em 
politraumatizados a avaliação deve ser feita em todos os 
segmentos, tanto pelo cirurgião quanto pelo ortopedista 
(coluna, bacia, MMSS). 
Topográfica: Pode usar os termos médio-diafisária, 
metafisária, enfim, nomes gerais e conhecidos, não tem 
uma regra. 
Relacionados com o istmo femoral: ou seja, com a parte 
mais estreita do canal femoral. Se é proximal ou distal ao 
istmo. 
37 
 
Classificação das fraturas de fêmur 
 
 
 
Classificação de Winquist-Hansen 
 
 
 
 
Imagem com a classificação de Hansen 
 
 Grau I – fratura simples, nesse caso da foto ela é oblíqua 
 Grau II – esse (figura) é o fragmento em asa de borboleta 
Grau I – com apenas 2 fragmentos, um proximal e outro 
distal. Fratura simples, seja ela transversa ou oblíqua 
Os outros (grau II, III, IV e V) se classificam de acordo com a 
presença do 3º fragmento 
Grau II – apenas 1 fragmento destacado triangular que se 
chama fragmento em asa de borboleta em contato com a 
cortical e sendo menor que 50% 
Grau III – um grande fragmento de asa de borboleta e o 
contato no limite distal ou proximal 
Grau IV – fragmento completamente solto, classificada como 
uma fratura segmentar, que pode ser só um fragmento em 
asa de borboleta ou pode ser toda a região diafisária 
Grau V – grande quantidade de fragmentos 
Fiquei confusa com a classificação, 
porque ele fala que vai de I a V e na 
imagem vai de 0 a IV, inclusive quando 
ele explica a imagem vai chamando a 0 
de “I”, a I de “II” e assim em diante. 
38 
 
 Grau III – Um grande fragmento de asa de borboleta 
 Grau IV – Fratura segmentar. Vejam que existe um fragmento proximal, um distal, e entre 
eles existe um fragmento com as corticais anterior e posterior completamente 
desconectadas 
 Grau V – Grande quantidade de fragmentos 
 
 
 
 
Classificação AO 
 
 
A classificação AO é bastante simples, com várias subclassificações. O A, B e o C estão 
relacionado ao tipo de fratura e de fragmento 
 A  Fratura com apenas dois fragmentos, um proximal e um distal, e vai ter subclassificações 
de acordo com o “corte”da fratura, que pode ser A1 (oblíquo simples), A2 (oblíquo longo) e A3 
(fratura transversa) 
 B  Fragmento em asa de borboleta 
 C  Multifragmentado 
39 
 
Essas classificações e subclassificações são importantes para determinar o tipo de tratamento 
que vai ser realizado, o procedimento e a técnica a serem usados. Cada tipo de fratura tem sua 
própria técnica para ser tratada. 
Desvio dos fragmentos 
O que causa o desvio nas fraturas dos segmentos? Qual é o grupo muscular que vai causar esse 
desvio? Observar na figura uma fratura diafisária proximal do fêmur, onde existe um predomínio 
de músculos adutores. O fragmento distal vai ser puxado pra região medial, e o fragmento 
proximal, pela força dos abdutores, vai ser puxado para trás e vai ocorrer esse desvio (a coxa pra 
dentro e o colo em abdução). Pela força do quadríceps o fragmento proximal é puxado para 
frente e pelos rotadores e flexores o 
 
 
fragmento proximal é rodado para fora. Isso tem uma conseqüência no momento da redução. 
Essas fraturas proximais são mais difíceis de serem reduzidas devido ao desvio do fragmento 
proximal. E aqui as fraturas na região médio-diafisária: 
40 
 
 
 
Existe um equilíbrio entre os adutores, assim como o quadríceps, e existe um predomínio no 
desvio anterior (pelo reto anterior). Nas fraturas de região distal, esta aqui é a mais importante, 
pelos desvios, nessa região supra condileana, pela ação do gastrocnêmio. O fragmento distal é 
puxado, ele entra em flexão e o fragmento proximal normalmente entra no desvio, mas 
normalmente ele fica encaixado. Um indivíduo que tem fratura de fêmur distal, o fragmento 
distal vai para trás e o proximal vai para frente e pelo encurtamento do trauma essa ponta de 
osso aqui (imagino que seja do fragmento proximal, né) pode entrar no joelho ou passar por 
cima da patela e fazer uma fratura exposta. Então não é raro nesse tipo de fratura, de alta 
intensidade, o paciente chegar com essa parte proximal do fêmur para fora da coxa. 
Tratamento 
Lá pela década de 80/90, essas fraturas eram menos comuns, pois os acidentes eram menos 
freqüentes, existiam menos carros. A precariedade da estrutura hospitalar naquela época fazia 
com que muitos pacientes jovens, principalmente aqueles até a 3ª década, fossem tratados de 
forma conservadora. O paciente permanecia muitas vezes no hospital até 2 meses internado 
com uma tração, vários tipos de trações existiam pra fazer esse tipo de tratamento. 
Posteriormente era colocado um aparelho gessado e o paciente ia pra casa até que ocorresse a 
consolidação definitiva da fratura. 
41 
 
 
 
Uma das opções é a tração, trans-esquelética (mais comum) ou percutânea. Outra é o aparelho 
gessado (ou espica gessada, ou gesso pelve podálico – já que se trata de uma fratura de fêmur), 
que geralmente precede a um tempo de tração pra que haja uma redução, uma formação de 
calo ósseo. E quando chega um bebezinho? Às vezes chega uma criança com 4, 5 meses com 
uma fratura de fêmur. Em crianças nessa faixa etária (até 1 ou 2 anos de idade) pode ser 
colocado um gesso (aparelho gessado pelve podálico) fazendo uma traçãozinha e mantendo 
esse paciente no gesso até a consolidação da fratura. 
Atualmente o tratamento 
conservador só tem uma indicação: 
quando não existem condições 
clínicas para o tratamento cirúrgico, 
ou quando o tratamento cirúrgico é 
contra-indicado, ou seja, nas 
crianças. O pré-adolescente já 
caminha pro tratamento cirúrgico. 
Contra-indicações cirúrgicas: por 
comorbidades ou pela idade 
(criança) 
42 
 
 
 
 
Tração transesquelética Tração balanceada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fixador externo 
Não está correto, mas esse era o único 
aparelho disponível no momento. A 
tração tende a acompanhar o eixo de 
força do fêmur, então ele está puxando o 
joelho, não o fêmur, mas é dessa forma 
que se faz a tração, apenas corrigindo a 
posição da direção da tração. 
Coisa rara, mas essa foi feita 
corretamente, a direção da tração tá na 
direção do fêmur. Essa base é pra perna 
não dobrar. Normalmente depois da 
tração (transesquelética ou balanceada) o 
paciente é colocado no aparelho gessado 
pelve podálico. 
Aparelho gessado. Esse paciente possuía 
também lesão de pelve. Gesso vai desde a 
raiz da coxa até o tornozelo. Esse gesso na 
perna direita ele disse que não sabe pra 
quê que foi colocado, mandaram assim do 
interior. 
43 
 
 
 
A precariedade nas condições para tratar um politraumatizado muitas vezes obriga a utilização 
do fixador externo (que é temporário) como tratamento definitivo. 
 
 
Aqui temos um paciente com fratura de fêmur, que como tratamento inicial foi colocado o 
fixador externo e posteriormente, como tratamento definitivo foi colocada uma haste travada 
bloqueada. 
Em caso de lesão vascular, duas coisas 
podem ser feitas: 
1 - colocar o fixador externo, que é mais 
rápido e liberar logo o campo pro cirurgião 
vascularfazer o reparo da lesão vascular 
OU 
2 – Quando tem as condições e o material 
disponível, colocar uma fixação rígida, 
definitiva (placa ou haste). Mais demorado, 
porém não precisa reoperar pra fazer o 
tratamento definitivo (e ainda arriscando 
destruir o trabalho do vascular) 
44 
 
 
 
 
Indicações da placa 
 
Raramente é visto, mas ainda existem algumas indicações. 
3 – Também pode ser tratado da seguinte forma: Haste 
travada anterógrada em lesões proximais (entra pelo 
trocanter maior) e haste travada retrógrada em lesões 
distais (entra pelo joelho). Mas a placa e o parafuso ainda é 
mais indicado e mais barato. 
4 – como já foi dito anteriormente, o ideal é fazer logo o 
tratamento definitivo e deixar o vascular trabalhar na lesão 
vascular, sem mais intervenções cirúrgicas posteriormente. 
5 – já existe uma haste travada com a qual você pode fixar 
fratura de diáfise junto com a fratura de colo, chama-se 
ugamaleio (esse nome não existe, mas não consegui 
entender de jeito nenhum o que ele fala, mas é algo 
parecido com isso) 
45 
 
 
 
Haste intramedular 
Tem uma técnica para colocá-la. Atualmente não usa mais todo esse instrumental (ver figura 
abaixo), só usa o intensificador de margem, o paciente fica com o membro solto, sem tração 
nenhuma e você faz todo o procedimento sem tudo isso da foto. Pode ser feita também a tração, 
a haste é colocada anterógrada, entra pela parte proximal (região trocantérica), introduzida 
fechada (sem abrir o foco de fratura), são colocados dois parafusos distais de estabilização e um 
parafuso proximal. 
Fratura oblíqua longa, tipo A1 (classificação AO) 
(pra mim oblíqua longa era A2, mas ele falou A1 
nessa hora...). Fratura bastante instável, médio-
diafisária, bem próxima ao istmo (parte mais 
estreita da diáfise). Poderia ser usada uma haste, 
entretanto o canal femoral é muito estreito, e 
para não forçar o osso, a placa era mais indicada. 
Paciente com fratura de colo femoral associada a 
uma fratura de diáfise. Utilização de placa que 
trata ambas as fraturas. 
46 
 
 
 
E esta é a haste de Kuntscher, aposentada atualmente. Foi um grande instrumento na ultima 
década do século passado, mas não se usa mais. Esta é a haste retrógrada para fratura distal do 
fêmur distal, entra pelo joelho. 
47 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complicações da fratura 
48 
 
 
 
Complicações do implante 
 
Por uso errado da técnica 
Devem ser documentadas 
É normal acontecer nas fraturas 
Formação óssea onde não deve ocorrer (no músculo em volta 
da fratura, pode ocorrer independente da técnica e dos 
cuidados 
Principalmente quando usa placa e parafuso. O parafuso mais distal e o mais proximal são pontos de 
fraqueza. Por isso esse material deve ser retirado assim que a consolidação ocorrer. 
Ou de hastes 
Essas complicações estão 
geralmente associadas a 
pacientes de baixo QI, 
pelo não uso correto de 
muletas, por exemplo. A 
própria contração 
muscular inadequada é 
capaz de quebrar esse 
material 
49 
 
 
 
Esse soltou todos os parafusos, só ficou preso em cima, pois o paciente andou. Você libera, ele 
tá se sentindo bem, você pede pra ele usar a muleta e ele não usa, aí acontece isso. A haste 
entorta 
 
 
Paciente com fratura distal do fêmur, tratado com haste e placa. 
 
 
 
 
Fratura supracondiliana do fêmur 
50 
 
Temos dois grupos 
 Jovens 
o Trauma violento 
o Alta energia-50% exposta- 30% politrauma 
o Traço cominuitivo e eventualmente articulares 
 Idosos 
o Trauma de baixa energia 
o Osteoporose 
Conceitos 
 Compromete a região distal do fêmur, a uma distancia de 9cm a partir da superfície 
articular do joelho. Duvida, a regra do quadrado AO define se o traço de fratura está 
dentro da região 
Lesoes associadas 
 Fraura da patela 15% 
 Lesão meniscal 12% 
 Lesão vascular 3% 
 Lesão de nervo 1% 
Zona metafisaria (idosos) 
 Cortical fina 
 Canal medular largo 
 Pouca reserva óssea 
Caracteristicas antomicas 
 Forma traeoidal 
 Capsula articular 
 Inserções tendões 
 Inserções ligamentos 
 Musculo gastrocnemio 
Encurtamento 
Rotação 
Transportar o paciente com o joelho fledito pq o desvio posterior pode lesar a femoral 
Radiografia 
 Ap 
 Perfil 
 Túnel 
 Radiografia em tração 
o TC- detectar se é intra-articular, FRAT DO PLANO ORONAL, desvio e 
afundamento 
Diagnóstico 
 Estabelecer se o trauma foi de alta ou baixa energia 
51 
 
o Osteoporose- pega do implante 
o Lesão de partes moles 
 Exame físico (condição neurovascular é essencial) 
o Arteria poplítea 
o Nervo isquiático 
o Ligamentos- antes da osteossintese é bastante doloroso 
Avaliação do paciente 
 Dor 
 Cobertura de partes moles 
Quando operar 
 Politraumatizado 
 Fratura exosta 
 Lesão arterial 
 Síndrome compartimental 
 Fraves lesões de partes moles 
Obj tratamento operatório 
 Reconstrução anatômica da superfície articular 
 Restauração do alinhamento rotacional e axial 
 Ficação estável dos condilos à diáfise ] 
ESTABILIDADE ABSOLUTA- PLACA E PARAFUSO OU PARAFUSO 10MM E 15MM DA SUPERFICEI 
ARTICULAR 
COMPLICAÇÕES 
 Peudoartrose- 6% 
 Consolidação associada 
 Perda de redução 
 Rigidez articular 
 Infecção após cirurgia 
 
Fratura do platô tibial e luxação do joelho 
 
1. Anatomia 
 
 Maior articulação do corpo humano. 
 Diartrose do tipo gínglimo – em dobradiça em flexor-extensão, até existe um 
pouco de rotação mais o primordial é a flexor-extensão. 
 Ligamentos: 
 Lig. Cruzado anterior e lig. Cruzado posterior 
 Colateral medial, colateral lateral 
52 
 
 Menisco femoral, posterior. 
lig. Patelar 
 Lig. transverso 
 Lig. Poplíteo 
 Nas partes moles, temos os meniscos: 
 Medial em forma de C 
 Lateral em forma de O, mais fechado 
 Tíbia proximal: 
 2 côndilos – lateral convexo e medial côncavo, tendo esse formato para 
suportar os côndilos femorais. 
 Tem inclinação e de 10 graus inferiormente de anterior para posterior. 
 Tuberosidade da tíbia e as espinhas. 
 
 Musculatura anterior da coxa, parte superficial: 
 Quadríceps femoral – o maior da regias 
 Tensor da fáscia lata 
 Sartorio 
Patela 
Tendão do quadríceps, quando passar a patela forma o tendão patelar. 
Esse vão se inserir na tuberosidade da tíbia. 
53 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Musculatura posterior: 
54 
 
 Glúteo máximo 
 Músculos do jarret – 
Vasos do nervo ciático, 
sendo este o maior nervo do 
corpo humano. Na fossa 
ilíaca o nervo ciatico vai 
passar a se dividir em fíbula 
e tibial, um dos mais 
importantes são o nervo tibial 
que é muito sensível nesse 
tipo de trauma. 
A artéria poplítea também 
passar por trás do joelho, 
sendo que em uma situação 
de luxação ou desmonte 
dessa articular ocorre 
grande risco de ser lesada. 
 
 
 
A tíbia em perfil, na sua porção proximal, não é paralela ao chão, tem uma 
inclinação em torno de 10 graus. A importância disso é, quando analisando uma 
radiografia, se existir a paralelismo é sinal de algo errado. Sendo um caso de 
atenção durante as cirurgias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. FRATURA DE PLATO TIBIAL 
55 
 
 
2.1. Epidemiologia 
Corresponde a 1% de todas as fraturas. 
Local de fratura: platô lateral é o mais comum, seguido de fratura de ambos e o 
de menos frequência é a fratura do platô medial 
Mecanismo de trauma: força em valgo ou varo com carga axial, normalmente é 
atropelamento (capo do carro é da altura do joelho, fazendo forca em valgo 
queda de altura elevada), queda de grandes alturas, motocicleta e as lesões 
simples, lesões esportivas, por exemplo. Ordem de importância. 
2.2. Classificação de SCHATZKER 
Não precisa saber, saber apenas q existe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3. Clínica 
Dor 
Edema 
Deformidade do membro – dependendo do mecanismo pode ser em valgo ou 
em varo 
Impotência funcional 
 
2.4. Exame de imagemRadiografia – normalmente AP e Perfil, para caracterizar bem a superfície da 
tíbia usa o oblíquo 
Tomografia – dá pra ver todo essa área articular 
Ressonância magnética – no caso de suspeita de parte moles. 
 Em lesões ligamentares e meniscos é muito comum está junto. 
 
2.5. Tratamento 
56 
 
Fratura sem desvio (menor que 4mm entre os fragmentos): 
 Imobilização sem carga 
 6 a 8 semanas sem pisar no chão. 
 Gesso inguino-podálico 
Fratura com desvio: cirurgia para a redução anatômica da articulação. Pode-
se fazer por vídeo. Tem que remontar o joelho, usando, normalmente placas de 
parafusos. 
 
 
 
 
 
 
 
Radiografia em AP. 
Na radiografia a esquerda, a superfície do côndilo medial está ok, mas o lateral 
está comprometido com desvio superior a 4 cm, apesar de pequeno não pode 
deixar com desnível pois corre o risco de artrose, tem que reduzir. É um grau 1, 
o tratamento é cirúrgico, podendo-se colocar um parafuso na parte diafisária e a 
uma de apoio da região lateral com outros parafusos ligando a diáfise. 
Na radiografia a direita, tem uma lesão de grau 6. 
 
57 
 
 
 
Mostra como ficou a cirurgia da primeira foto a esquerda. 
Raramente as fraturas de platô tibial são desse tipo, pelo fato de a maioria ser 
por atropelamento. Esse mecanismo de lesão deve ter sido por uma queda de 
escada, por exemplo. 
 
2.6. Complicações 
Lesões de partes moles – ligamentos, meniscos, lesão do N. fíbula (qualquer 
estiramento pode causar neuropraxia, lesão da artéria poplítea. 
Artrose secundaria – fratura intra-articular, se ela não for refeita perfeitamente 
vai evoluir com essa artrose. 
Rigidez articular – a mesma situação da artrose, se a articulação não tiver 
perfeita, vai evoluir com bloqueio articular. 
Síndrome compartimental – principalmente grau 5 e 6. 
 
As principais lesões que tem que estar atento no 
politrauma são: 
 Nervo tibial 
 Artéria poplítea 
 Sindrome compartimental 
58 
 
3. LUXAÇÃO DE JOELHO 
 
3.1. Considerações 
Para que a o fêmur fica acima do platô tibial, os ligamentos colaterais, cruzado, 
menisco femoral, poplíteo e o quadríceps estão todos sofrendo estresse. Na 
parte posterior, a lesão afeta a artéria poplítea. Sendo assim considerada uma 
lesão grave, porém rara, sendo dependente de grande trauma de grande 
energia. 
A maioria do mecanismo é atropelamento ou acidente automobilístico. 
60% Existe comprometimento e risco de amputação por lesão da artéria poplítea. 
 
 
 
Na primeira imagem mostra uma deformidade, uma depressão, deformidade 
grosseira, edema grande e bloqueio articular severo. Esse é o quadro que 
normalmente se encontra. 
 
3.2. Classificação 
Vai depender para onde o fragmento se deslocar. Lembrando que o 
deslocamento é classificado de acordo com o fragmento distal, neste caso quem 
vai dizer para onde é o deslocamento é parte da tíbia. Ela pode se deslocar 
lateral, medial, anterior, posterior ou rotacional. 
Frequência: 
 Anterior (40%)  Posterior (33%)  Lateral (18%)  Rotatória (5%)  
Medial (4%) 
 
 
 
59 
 
3.3. Complicações 
Lesão nervosa = N. fíbula a mais comum 
Lesão vascular = A. poplítea 
 
3.4. Tratamento 
ATLS – no E resolve a situação dessa articulação 
Imobilização provisória após redução incruenta – coloca a tíbia de volta junto 
com a articulação, depois disso coloca a imobilização PROVISORIA, uma calha 
gessada inguino-podalica ou iguino-maleolar. É provisória porque tá tudo 
rompido, o que vai resolver é a cirurgia. 
 O gesso não vai estabilizar o joelho, s’o vai manter as estruturas no local 
para que posteriormente as partes moles possam ser reconstruídas. 
É um tratamento em dois tempos 
Cirurgia para reconstrução ligamentar – depois que o paciente ficou estável, tem 
condições de fazer uma cirurgia eletiva, faz a reconstrução. Aqui, se faz todo o 
estudo com ressonância, ver qual ligamento foi rompido, etc. 
Depois faz a fisioterapia motora. 
 
Fraturas Transtroncantéricas 
 
 Fraturas extra-capsulares 
 Sempre consolida 
 Mortalidade 
o 17%: tto cirúrgico 
o 35%: não operados 
 Cirurgia não deve tardar mais de 48h – dificilmente o estado clínico melhora de forma 
substancial. 
 São aquela que ocorro ao longo de uma linha entre os trocanters 
Incidência 
 4X mais comum q as do colo 
 Ocorre principalmente em idosos (66 a 76 anos) 
 São 3X + frequentes em mulheres 
 Mortalidade é 2X maior em relação as fraturas do colo. 
Diagnóstico clínico 
 Membro acentuadamente encurtado 
 Deformidade de R.E. de até 90º (> colo fêmur). 
 Aumento de volume 
 Equimose (tardias) 
Diagnóstico radiológico 
 Ântero-posterior verdadeiro em R.I. 
o Determina a obliquidade da fratura (se for feito e R.E., oculta detalhes da 
fratura) 
o Qualidade do osso 
 Axial 
o Determina a presença ou ausência de estabilidade da fratura. 
Classificação AO 
 31A 
 31B 
60 
 
 31C 
Classificação BOYD e GRIFFIN 
 Tipo 1: sem desvio 
 Tipo 2: desvio e cominução notrocanter menor 
 Tipo 3: cominução em toda 
 Tipo 4 
 
Tratamento 
 É cirúrgico, não é conservador 
 Fixação interna podem aumentar o conforto do pct 
 Facilitar a enfermagem 
 Diminuir a permanência em hospitalização 
 Complicações 
o Infecção de trato urinário.... 
 PFN 
 DHS 
 
Complicações 
 
Conclusão 
 Extracapsulares: + deformidades, RE e encurtamento 
 Idosos -> não apresentam melhora clínica 
 Diagnóstico radiológico: AP com RI e axial 
 Consolida sempre 
 Tto conservador -> mortalidade é maior 
 Tto cirúrgico facilita cuidado 
 
Na trans -> RE e encurtamento maiores se comparadas as do colo 
 
Fraturas do Colo do Fêmur 
 250k todo ano 
 30% de todos os pcts hospitalizados 
 Custo anual: 7,3 bilhoes 
 
Três grupos de vasos 
 
Triangulo de Ward 
 Muito osso esponjoso, pouco cortical. 
 
Incidência 
 Idade 
o Homens: 72 nos 
o Mulheres: 77 anos 
o 90 anos 
 1 em 3 mulheres 
 1 em 6 homens 
 Sexo 
o 80% ocorre em homens 
 
Fatores 
 Qualidade do sosso 
61 
 
o São consideradas fraturas -> osso patológico 
 Mecanismo de lesão 
o Carregamento cíclico 
o Trauma violento 
o Golpe direto sobre o grande trocanter em rotação lateral da extremidade 
Classificação 
 Ângulo de fratura (Pauwels) 
o Leva em consideração o desvio 
o Quanto maior o desvio mais prejuízo p/ vascularixzação -> necrose 
 Grau de desvio (Garden) 
 Anatômica 
o Qnt mais próxima a cabeça, pior o comprometimento vascular, pior o 
prognóstico. 
o Baso cervical 
o Médio cervical 
o Subcaptal 
Diagnósitco 
 Impactadas 
o Diáfise entra na cabeça -> dá uma “firmeza” 
o Dor: leve na virilha ou referida ao longo do lado medial do joelho 
o São capazes de andar 
o Não apresentam deformidade clínica óbvia 
o Percussão grande trocanter é doloroso. 
 Desviadas 
o Dor: toda região do quadril 
o Menos encurtamentos e menos RE. 
Radiologia 
 AP 
 Axial 
TTO 
 Smith: a união óssea das fraturas intracapsulares tem a maior probabilidade de ocorre 
qnd a fratura é impactada. 
 Conservador/cirúrgico 
o Na fratura impactada em valgo: pode ser conservador (pct deve ficar deitado 
por 3 meses -> complicações e talvez desvie) ou cirúrgico 
Impactadas 
 Rockwood 
 Operar é melhor 
Completa sem desvio 
Completa com desvio 
Prótese 
 Total: cabeça + acetábulo 
o Idosos mais ativos 
o Demora pra melhorar -> 3 meses 
 Parcial: só a cabeça -> atrito entre metal e cartilagem (vai desgastar a cartilagem) -> 
em idosos menos ativos 
 Não se usa prótese em crianças. 
Indicações hemiartroplastia 
 Estado geral ruim que impedem operação secundária 
 Parkinson 
 Hemiplegia 
62 
 
 Fratura patológica 
 Necessidade de mobilização rápida do pct 
 Fisiologicamente com 70 anos de idade (não cronológica) 
 Deterioração mental 
Indicações atroplasia total 
 Fraturas associadas do quadril 
 Doença do quadril contralateral 
 Pct ativo acima de 70 anos 
 Pcts idosos com expectativa de vida maior q 5 a 10anos 
 Associada doença metastática no acetábulo 
Complicações 
 Tromboembolismo: heparina subcutânea deve ser feita de rotina 
 Infecção: complicação desastrosa, pessoal treinado 
 Retardo de consolidação 
o Comprometimento da vascularização 
o Cominuição posterior e osteoporose. 
 Necrose avascular: interrupção durante o trauma ou o tto. 
 
 
 
 
Fratura de platô tibial (NELSON) 
Tem que ser colocado um fixador externo, até cicatrizar essas partes moles e poder ser operado. 
Porque dessa maneira essa fratura, não tem como consolidar bem dessa forma. Tem um 
fragmento grande aqui, afundou, daí tem que levantar, fazer enxerto. É importante verificar 
partes moles. Isso daqui tem 10 dias de evolução. 
Então 56% das lesoes de partes moles nas fraturas sem desvio, voce tem um grande 
comprometimento não só nesse tipo de fratura, voce tem naquelas fraturas que não tem desvio. 
90% conforme esse autor, que publicou na revista de trauma, nas fraturas sem desvio, lesoes 
ligamentares. 
80% dessas lesoes que voce teve em partes moles é meniscal. E muitas das vezes essas lesoes 
só vao ser detectadas na ressonancia magnetica, nao tem como fazer isso na clinica. Como é 
que vou fazer ... se ele tem fratura? ta mexendo com fratura ... Só RM vai detectar isso. 
Hoje, É importante fazer uma tomografia para avaliar a estrutura ossea, e um planejamento 
cirurgico, mas é importante tambem fazer uma RM 
Entao uma radiografia e um AP e um perfil, porque olha só, eu teno essa fratura no AP`, quando 
eu faco a radiragfia em perfil, é isso aqui. Entao imagina que eu va pegar e abrir medial, eu vou 
abrir e colocar uma placa aqui, o que adiantou? Nada! Porque o meu cisalhamento, que é onde 
ta a ponta da fratura, na parte distal. Onde ela esta escorregando é posterior, não adianta querer 
abrir aqui e colocar uma placa aqui. Eu tenho que ter a mesma radiografia e uma tomografia. 
Olha onde era o problema. Se eu abrir lateral, medial, não adianta. Eu tenho que abrir posterior, 
o cisalhamento ta aqui. Essa placa tem que estar aqui atras. Tenho que abrir posterior, ta 
forcando o plexo vasculo nervoso, entao a anatomia tem que estar boa. Entao a tomografia ela 
vai dar o desvio da frutura, onde ta a impaccao e se tem lesoes associadas e ela faz o meu 
63 
 
planjamento. Eu não tenho como operar platô tibial sem tomografia, é impossivel. Teve uma 
epoca que o adriano jorge estava sem tomografia e tinha que bater foto, ..., não tem como fazer 
uma cirurgia de plato sem tomografia. Classificacao , só pra tomar conhecimento. A mais 
conhecida é do ... que é o que mais estudou plato, ele ta vivo ainda. Faz 10km de kaiak todo dia. 
Ele é um fugitivo da guerra. A familia dele era rica na polonia, o hitler a primeira coisa foi matar 
as familias ricas pra ficar com as posses. Entao ele fugiu da polonia para o canadá e toda a familia, 
que era mais de 150 pessoas, só sobraram 10. Ele ficou pobre e trabalhava na industria, fez 
prova para medicina e passou, só que impedido pelo governo canadense porque era impossivel 
fazer mediicna e trabalhar a noite, ele entrou com recurso e conseguiu. Ele é o maior estudioso 
de joelho atualmente e idealizou essa classificacao. Quando ele idealizou, fez só com radiografia, 
não tinha tomografia e até hoje, mesmo com o advento com a TC essa é a classificacao mais 
completa que tem. Ele fez uma rx de AP e perfil. Grau I ao grau III são fraturas, do grau IV ao 
grau V são fraturas luxacoes, entao alem de estar quebrado, tá luxado esse joelho. (ele fala mais 
um pouco sobre o professor) 
A TC ela avalia as partes moles? Ajuda! Mas melhor a ressonancia. 
Pela classificacao dele, é só pra saber que existe. Mas isso não importa... pra ortopedista importa 
porque muda o tto. 
Entao o primeiro atendimento que é importante, entao, o pct sofreu um trauma de alta energia, 
eu tenho que ver o estado geral do paciente, o ATLS, tenho que ver o envelope de partes moles. 
Entao primeiro tenho que ver se vai viver 
Segundo, ver se é viavel 
Depois me preocupar com o tipo de fratura. 
Tenho que ver se é trauma só naquele joelho, se ele é idoso, porque muda, já que uma 
osteoporose muda. Se ele é jovem ou uma crianca. Se tem DM, é idoso com DM? Vascularizacao 
não é boa, cuidado! Pode complicar ou não pode. 
Entao é importante, ele é um politrauma? Idoso? Sedentario? Ou é um idoso de 70 anos que 
anda de bicicleta, compete? Tem que ver que tipo de idoso. 
Trauma fechado ou aberto? 
Sofrimento de pele? 
Cuidado, essas fraturas, principalmente sem desvio pode evouluir para sindrome 
compartimental. Tenho que me preocupar 
Algumas delas expostas fraturas graves, com sindrome compartimental, tenho que 
descomprimir o compartimento. Algumas podem ser expostas. 
Tem pus? 
Entao voce fecha essa ferida, imobiliza 
Chegou no hospital, palpa pulso distal, ATLS. Não deve ser lavado ferida na emergencia, isso dai 
já foi falado. Tem que puncionar essa articulação se tiver um edema muito grande, um derrame 
muito grande pra diminuir a pressão, com isso diminuir o risco de sindrome compartimental. Ela 
tira a tensao de partes moles, melhora o edema, diminui a pressao no compartimento. 
64 
 
Olha o derrame, o aumento de volume que tem nesse joelho, voce punciona e isso vai diminuir 
a pressao aí dentro. 
Se esse pct tiver lesao de partes moles, tem que colocar fixador externo, controle de danos. Eu 
vou alinhas e permitir recuperacao desses tecidos. Entao se voce tem fratura de partes moles, 
uma fratura de platô, com lesao de partes moles, não da pra se colocar uma calha engessada e 
mandar pra casa. 
Tem que colocar fixador externo, alinhar essa fratura e eu vou permitir a cicatrizacao dos tecidos 
moles. 
Fratura de plato e pilão (?) no tornozelo, são os que mais dão lesao em partes moles. 
Entao aqui voce tem uma fratura de plato, lesao de partes moles, bota o fixador, muito edema. 
Olha aqui, uma fratura exposta, ou mesmo uma fratura fechada com lesao de partes moles, 
colocar o fixador transarticular, dois pinos lá no femur, dois pinos na tíbia e conexão em barra. 
O Schatzker (professor que ele comentou antes) fez um trabalho em 1987, que ele fala o 
seguinte: fratura do plato tibial, que é uma fratura intra articular, se eu imobilizar, leva a rigidez. 
Esse trabalho, evoluiu para todas as articulações, não é só no joelho. Toda fratura intra articular 
que eu imobilizar, vai ficar duro na articulação. TODA FRATURA INTRA ARTICULAR QUE EU 
OPERAR, COLOCAR PLACA E PARAFUSO E EU IMOBILIZAR, VAI LEVAR A UMA RIGIDEZ MAIOR 
AINDA. Por quê? Teve um primeiro dano naquela articulação que foi um trauma, um acidente. 
O segundo dano, foi eu que causei. Entao aquilo que não se danificou na hora do trauma, eu 
modifiquei, entao a rigidez vai ser maior. 
Aquelas fraturas que eu não opero, leva a rigidez. Aquelas que eu opero, leva uma maior rigidez. 
Toda fratura que tem afundamento e eu faço redução aberta, eu tenho que colocar enxerto. 
 Afundou o osso, eu levantei, esse osso vai afundar de novo, entao eu tenho que colocar alguma 
coisa embaixo segurando, porque se não eu tenho o risco de perder essa redução. Entao se eu 
tenho um osso que afundou, eu levantei esse osso, eu tenho que colocar alguma que segura 
esse osso aqui embaixo. Isso ta mudando um pouco, eu tenho que colocar enxerto, 
propriamente dito. Não posso colocar parafuso. 
Entao a mobilizacao precoce de uma articulação que sofreu uma fratura, estimula a cicatrizacao 
da cartilagem e impede a rigidez e ela requer pra que ocorra isso, uma fixacao estavel conforme 
trabalho de Schatzker, em 1987 e publicada por salter 7 anos antes. 
Entao toda fratura intra articular eu preciso ter uma rigidez na sua fixacao, uma estabilidade, 
para estimular a cicatrização e pra impedir a rigidez articular. 
Esse trabalho foi feito pra joelho, mas serve pra qualquer articulação. Eu tneho que, como tudo 
na minha vida, eu tenho que ter um planejamento. Tudo queeu faco sem um planejamento, dá 
errado. Entao eu tenho que planejar. Toda vez que eu for tratar uma fratura, eu tenho que 
planejar mais ainda. Seja ela qual for. E as intra articulares, eu preciso mais ainda. E pra isso eu 
preciso de radiografias adequadas, tomografia, avaliar o paciente como um todo, avaliar as 
partes moles, desenhar essa fratura. Escolher por onde eu vou entrar, é lateral? É medial? É 
posterior? É dupla via? O que pode estar associado quando eu abrir? Será que tem lesao de 
menisco? Eu tenho condicoes de fazer sutura nesse menisco? Eu preciso tirar esse menisco? Se 
eu tirar esse menisco, é pessimo. Porque eu vou ter um local que tem uma fratura na cartilagem 
65 
 
e não tem nenhuma protecao. Entao eu tenho que planejar cuidadosamente. Eu vou avaliar o 
paciente, pedir rx, tc, escolher a abordagem, desenho detalhado dessa fratura. Eu pego o papel 
seda e coloco o papel em cima da radiografia. Desenho, corto, faco planejamento uma 
montagem fora, por isso eu tenho que planejar. Eu tenho que ver o template dos materiais, o 
tamanho da placa, vou lá coloco, desenho essa placa. Eu tenho que fazer planejamento, se eu 
não planejar, da errado. Porque olha, se eu tneho uma fratura como esta, que a ponta da fratura, 
que o cisalhamento ta pra trás, não adianta eu colocar uma placa por aqui, eu tenho que entrar 
posterior. Para entrar posterior eu tenho que saber toda a anatomia dessa região, eu entro atras 
e tenho que colocar uma placa atras. O que se fazia antes? Colocava uma placa aqui e não tinha 
nenhuma... e colocava o parafuso de frente pra trás. Isso é ridiculo. eu tenho que planejar. 
Voce tem uma fratura com comprometimento articular e ta fechado completamente. Entao aqui 
tem que entrar minha placa, entao quando eu vou operar na emergencia? Chega um paciente, 
eu só opero se ela for exposta, síndrome aguda de compartimento e lesoes vasculares 
associadas. Daí eu preciso abrir, fixar, ou colocar fixador externo. 
Essa daqui é uma fratura Schatzker tipo III, em baixa energia, só afundou. Esse plato, se olhar só 
a radiografia, nem parece tanto dano. Quando voce faz a tomo, olha aqui essa ponta deveria 
estar aqui em cima, eu vou ter que levantar isso daqui e colocar enxerto. 
Mas aqui eu tenho um schatzker de alta energia, tipo VI, quebra os condilos, os platos e ainda 
vem até a tibia, isso tem sindrome compatimental ai, é complexo, tem que colocar fixador 
externo, controle de dano, alinhar, e dar tempo para cicatrização. Duas barras, duas barras e 
conecta. 
Tavares fala alguma coisa... e o professor responde, lesão vascular. 
Tem como tratar conservador? Se tiver 4 mm, se o joelho for estável. Até 5 graus de 
instabilidade. E mexer logo, mexer, mexer. Mexer não tem problema. Não pode botar tubo 
engessado, nem tala, nada. Entao, fratura é cirurgico, fratura intra articular caiu na minha mão 
é faca. Eu não levo no gesso. Não levo na muleta. 4mm eu coloco três parafusos e (?). entao 
voce tem parafuso, placa, tem tudo aí. Entao voce reduz, fixa e manda brasa 
Neste caso, eu não vou imobilizar, não tem imobilizacação. Se eu imobilizar, vai levar a rigidez. 
Entao voce tem uma fratura dessa, parte articular tem menos de 4mm, fixa, percutaneo, não 
abre. Foco de fratura, essa aberta aqui, como diz o caboco, é só pra passar a cabecinha, o 
parafuso. Olha, percutâneo, fixou, acabou. Eu não vou pegar uma fratura de 4 mm e colcoar um 
par de muletas. Esse cara não mexe, dói, dai ele pisa, afunda pra 8mm, em 15 dias, acabou. Se 
tiver 4 mm eu boto na sala e faço isso daqui, percutâneo, fixo a fratura temporariamente e 3 
buraquinhos, 3 parafusos, dois superior em paralelo e um inferior. Eu tenho que colocar um na 
ponta do cisalhamento. Um maior na frente e outro mais atras. E é percutaneo, e ele mexe. Tem 
um desvio grande, mas não tem afundamento. 
Agora tem umas fraturas que não tem jeito, isso daqui ta esmagado. Tem que levantar, colocar 
enxerto, as vezes voce pode olhar pro artroscópio, ver quanto tem de afundamento. Aqui parece 
que tem menos de 4mm quando voce coloca, olha a desgraca que esta ai dentro. Não adianta 
deixar um fratura intra articular assim. Entao voce levanta via artroscopio e fixa. Essa fratura 
não, tem que abrir, alta energia, fixar, não tem jeito. As vezes são fraturas muito complexas, as 
vezes tem que colocar fixador. As vezes tem trauma de alta energia, se eu puder fechar isso, 
aqui, pode colocar um parafuso, pronto. Já ta resolvido. 
66 
 
Existem varias tecnicas, varias placas, mas o importante é a complicação. Quando vai operar é 
comigo. O que eu posso ter? lesão vascular, vasculo nervosa, consolidação viciosa, rigidez 
articular, bloqueio articular, deformidades e como toda fratura é articular, artrose. 
Atrofibrose. Infeccao na ferida. Deiscência na sutura. Não esquecer que aqui não tem muito 
busto, só pele e osso, a parte mole não tem boa vascularizacao. 
Fratura de pilao, se for fumante eu não opero, vai complicar. 
E joelho tambem, fumante, é uma desgraça. 
É muito mais comum voce ter uma lesao vascular no plato, do que na fratura do femur distal, 
porque no femur distal, a arteria não passa colada ao osso, ela tem uma protecao. o plato não, 
essa arteria é colada, é grudada no plato. Ela gruda no plato, na parte posterior. Entao se ela 
quebra aqui, eu posso fazer uma lesao da arteria. Entao cuidado na fratura de palto com lesao 
da arteria poplitea. É muito mais dificil ter lesao arteria na fratura de femur. 
Eu posso ter deiscencia de sutura com exposicao de material, ficar totalmente desviado isso ai. 
Essa é uma paciente minha, que eu operei, coloquei parafuso. Eu falei pra ela “ não pise” e o 
que ela fez? Pisou, daí desmontou tudo. Ai eu tive que fazer uma osteotomia pra levantar tudo 
novamente. 
Dúvidas? Dívidas? (Tavares falando algo e professor explicando, contou sobre a residencia e 
tal...), fala sobre micro cirurgias e como os ortopedistas tem que saber rotação de retalho. Sobre 
liberacao de cadaveres e propina, um curso que ele faz no HC da USP e paga 4 mil reais... nada 
demais. 
 
Ultima fratura, do maior osso sesamoide do corpo humano. Fratura de PATELA. 
O maior osso sesamoide do corpo humano, aparece em torno dos 3 anos de idade, voce faz rx 
do joelho de uma crianca, voce não ve nada. Formato triangular, ele é um branco de alavanca. 
Eu sem a patela vou perder a forca do quadriceps, em torno de 7 vezes o peso do corpo é a forca 
exercida em cima da patela. Entao como eu quebro? Caio. Joelho direto no solo. 
Trauma direto, joelho no solo. Trauma indireto, com a forca no quadriceps. Tenho varias 
classificacoes, ossocondrais, cominutas, tranversas, longitudinais. 
O dx é pela historia, ou flexao forcada. Se tem edema, limitacao de movimento, o paciente não 
consegue estender o joelho, incapacidade, ausencia ou diminuicao. 
Voce vai fazer um AP, perfil, esse axial é dificl fazer em pct se não estiver anestesiado. 
Objetivo do tto é restaurar a funcao do aparelho extensor e minimizar complciacoes, a principal 
caracteristica clinica de uma fratura de plato . pct ele vai estar sentado e ele vai tentar estender 
o joelho, se eu tiver uma fratura de plato com discreto desvio, ele ate vai conseguir estender 
porque não teve comprometimento do aparelho extensor e o quadriceps vai se inserir na patela 
e o restante dele vai fazer parte do tendão patelar. Mas se eu tiver uma fratura com desvio, teve 
comprometimento do aparelho extensor. Então quando eu vou ver o tratamento se eu tiver 
uma fratura de patela, sem desvio e sem comprometimento do aparelho extensor, da pra tratar 
conservador. Só que continua sendo uma fratura infra articular. Qual o problema? Rigidez. Eu 
cai na besteira há 7 meses atras, de pegar uma tecnica de enfermagem e ir nessa onda... me 
fudi. Porque em dois meses a fratura estava consolidada, mas tem 7 meses que ela não trabalha 
67 
 
porque o joelho ta duro. Se eu tivesse fixado, ela tava mexendoesse joelho. E agora? Fratura 
consolidada em dois meses, mais 5 meses e o joelho ta duro. Não consegue subir escada. Ela diz 
que não tem força. Perdeu o quadriceps. Rigidez. Quando uma pessoa fala mal de voce, 50 
pessoa ficam sabendo. Se uma pessoa fala bem de voce, 5 ficam sabendo. Eu deveria ter 
operado essa porra, se desse infeccao, pelo menos operou. Não operei e me lasquei. A colega 
que trabalha com a gente, coitadinha... coitadinha, olha aí. Então se voce tiver uma fratura sem 
desvio significativo até 4 mm, desde que não esteja comprometido o aparelho extensor, se tiver 
preservado, pode ir na imobilizacao. Porque essa não da pra dar movimentacao precoce, porque 
eu tenho uma forca em cima dessa patela de 7 vezes o peso do meu corpo, se eu der 
movimentacao precoce, desvia. Pra dar fixação precoce, eu tenho que fixar essa fratura. Então 
eu tenho osteossintese, patelectomia parcial, total, hemipatelectomia. 
Joelho 6 semanas imobilizado, é tchau. Já era, tá duro. Entao voce tem essa fratura, aí voce faz 
banda de tensao, parafuso, fio de cercagem em volta, mexe logo. Fio mais parafuso e banda de 
tensao e mexe. Quando mais ela mexer, mais compressao da aqui. Mas as vezes voce tem uma 
fratura cominuta, não adianta isso daqui vai dar uma artrose, ai voce tira um pedaco do meio, 
fecha e diminui essa patela. Essa é uma reducao... as vezes voce tem que fazer uma patelectomia 
total, isso não é bom. Voce tem que retirar toda, voce vai perder forca, no mecanismo extensor. 
Eu to com um paciente que perdeu a patela toda num acidente... não deu pra ouvir. Eram onze 
pessoas num corsa, na batida, ele esmagou duas pessoas e bla bla bla. Tavares falou alguma 
coisa que não tem importancia... 
A patela é como uma alavanca. Sem a patela, se voce não pisar, não tem forca, vai cair. 
O problema maior na patela é a cicatrização, porque a patela é pele, subcutanea e osso , pode 
ter infeccao. Voce pode fazer osteossintese e a patela ficar muito baixa, perda de reducao, 
limitacao de flexão. Ela evolui pra artrose em 50%, se eu operar 10, 5 tem artrose. 
 
 
 
Fratura de úmero 
Fraturas Diafisárias e Supracondileanas do úmero 
Diáfise umeral – bordo superior da inserção do m peitoral maior até crista supracondílea ou entre 
os quadrados de Heim proximal e distal. 
 
Fraturas diafisárias do úmero 
 3-5% de todas as fraturas 
 20% das fraturas umerais em adultos 
 1/3 médio: 60% 
 1/3 Proximal: 30% 
 1/3 distal: 10% 
 5% expostas 
 2 picos d incidência 
o Homens: 21-30 anos 
o Mulheres: 60-80 anos 
Mecanismo de trauma 
 Direto – traços transversos com ousem cominução 
 Indireto: traços espirais (melhor prognóstico pela maior áre p/ consolidação). 
68 
 
 
Diagnóstico 
 Clínico: história e exame físico (edema, deformidade, crepitação, impotência funcional). 
 Radiografia 
o AP 
o Tração 
 Exame de lesão neurológico e vascular 
o N musculocutâneo 
o A braquial 
 ENMG (eletroneuromiografia) 
o Feita após 3 semanas de lesão 
o Geralmente é só estiramento do nervo, ao invés de ruptura. 
 CT/RNM/Cintilografia 
o Se fraturas patológicas 
 Arteriografia 
o Caso suspeita de lesão vascular 
Padrões de desvio 
 Depende do local da fratura devido as inserções musculares 
 Abaixo da inserção do deltoide 
o Deltoide faz abdução e rotação interna do fragmento proximal 
Classificação AO 
 Tipo A – traço simples (sem cominução) 
o Em espiral: 1 
o Oblíquo: 2 
o Transversa: 3 
 Tipo B – cunha (característica: fragmentos proximal e distal se tocam) 
o Em espiral: 1 
o Parte segmentar se mantém íntegra: 2 
o Parte segmentar está fragmentada: 3 
 Tipo C – seguimentar (os fragmentos proximal e distal não se tocam) 
Tratamento conservador 
 Seguimento rigoroso 
 Rx semanal 
 Desvios aceitos no úmero: 
o 30º varo-valgo 
o 20º anterior-posterior 
o 2,5 cm encurtamento 
o 15º de rotação 
 3 tipos de tratamento: 
o Gesso- pendente 
 Pouco utilizado hoje 
 Usa a gravidade p/ tracionar a fratura 
 Indicado no traço espiral e com encurtamento 
 Não indicado no traço transverso, há risco de diastase 
o Pinça de confeiteiro 
 + utilizado: preferência na urgência 
 Sem encurtamento 
 Desvios podem ser corrigidos com manipulação 
 Imobilização funcional 
 Após 3 semanas já tem calo fibroso – pode então trocar pela imobilização 
funciona – embrace – utilizada como melhor forma de tratamento 
conservador após as primeiras semanas. 
Cronologia 
 Consolidação normal: 8-10 semanas 
69 
 
 Retardo de consolidação: 3-4 meses 
 Pseudo-artrose: 6-8 meses. 
Cirúrgico 
 Indicações absolutas: 
o Fraturas expostas 
o Lesão vascular 
o Paralisia pós-manipulação 
o Cotovelo flutuante 
o Doença maligna: tumor 
o Politrauma 
o Impossibilidade do tratamento conservador 
 Indicações relativas: 
o Bilateralidade 
o Obesidade 
o Fratura segmentar com desvio 
Princípios 
 Estabilidade 
o Relativa 
o Absoluta: pouca mobilidade no foco de fratura. 
 Redução anatômica 
 Desvantagem: via de acesso grande, necessidade de proteger as vias 
neurovaculares da região. 
 Não há formação de calo ósseo 
 MIPO (Acesso minimamente Invasivo) 
 Boa estabilidade sem causar grandes danos às partes moles 
 Há formação de calo. 
 Implante (tutor) 
o Placa 
o Haste 
o Fixador externo 
 
Estabilidade 
Relativa Absoluta 
 Redução não anatômica 
o Mas restaura o comprimento, 
eixo e rotação 
 Consolidação secundária (formação 
de calo ósseo) 
 Respeito à a biologia do osso 
 Fraturas diafisárias 
 Redução anatômica 
 Consolidação primária 
 Maior agressão a biologia do osso 
 Fraturas articulares 
 
 
Implantes 
 Placa + parafuso 
 Placa ´ponte 
 Haste intramedular 
 Fixador externo 
Fraturas expostas 
 Fixação externa se lesão grave de partes moles ou grande contaminação 
 Fixação interna indicada 
Fraturas patológicas 
 Sempre tratamento cirúrgico 
 Não há diferença entre tratamento 
 Recomenda-se usar cimento em pcts muito osteoporóticos na fixação com haste e placa 
70 
 
 16% sobrevivem após 1 ano de fratura 
Complicações 
 Lesão no n radial 
o Paralisia 
 -615% dos casos/ Motora em 60% 
 80% na lesão inicial/ 20% na evolução 
 12% dos nn lesionados foram seccionados 
 + comum no 1/3 médio e distal e fratura em espiral 
 Neuropraxia ou axonotmese (bom prognóstico) 
 Exploração de nervo e fixar complacas 
 Se paralisia mantida após 4 meses, explorar. 
 Pseudoartrose 
 Infecção 
 
Fratyra de Halsted-Lewis 
 Fratura em espiral do 1/3 distal do úmero 
 Lesão do N radial 
 Não consegue estender o polegar o punho. 
 Órtese funcional 
Exploração do N radial 
 Liberação 
 Enxerto N sural 
 Bom prognóstico 
Complicações – pseudo-artrose 
 6-8meses pós-trama 
 0-15% causada por: 
o Imobilização inadequada 
o Diástase no foco 
o Interposição de partes moles 
o Traço transverso 
 TTO: cirúrgico. 
 
Fraturas Supracondileanas do úmero 
 Farturas do 1/3 distal 
Aspectos gerais 
 Fraturas de alta energia 
 incidência até 3% das fraturas 
 incapacitante 
 Difícil solução 
o Geralmente são multifragmentárias 
diagnóstico 
 Clínico 
o História do trauma 
o Creptações 
 Radiografia 
o AP 
o Perfil 
o Oblíqua 
 Tração durante a radiografia: sedação 
 Imagens do lado contralateral 
 TC 
 RM?? -> não utilizada na urgência, faz qnd se pensa e lesão ligamentar 
 
71 
 
Classificação no Terço Distal – relacionada à articulação: 
Tipo A (não pegou a articulação) 
Tipo B (parcialmente na articulação) 
 Medial: 1 
 Lateral: 2 
 Plano coronal: 3 
Tipo C (artciualar total) 
 Traço simples 
 Traço simples + metáfise cominuída 
 Completamente cominuída 
 
Tratamento 
 Conservador 
o Exceção: qnd quase não tem desvio 
 < 2mm de desvio 
 Cirúrgico 
o É regra 
o Imediato -> - calo ósseo e fibrose 
o Facilidade de redução 
o Estabilidade absoluta 
o Redução direta (anatômica) 
o Consolidação primária 
o Normalmente usa placa e parafusos 
Via deAcesso ´Posterior 
 Osteotomia do olecrano 
 N. ulnar: localizado na região medial -> posterior ao epicôndilo medial 
Pós-operatório 
 Movimento ativos – 24 h 
 CPM (movimento passivo contínuo) 
 Tipoia (após exercícios ativos) 
 Exercício contra resistência: após 4 semanas 
 Mobilização precoce 
Complicações 
 Rigidez 
 Pesudoartrose 
 Ossificação heterotrópica 
o Metaplasia dos condroblastos -> formam osso -> causa bloqueio articular. 
 Neuropraxia do N ulnar 
 Infecção 
 
 
 
 
Dr. Nelson Henrique 
 
Úmero é 1. 
Antebraço é 2. 
Fêmur é 3. 
Perna é 4. 
 
72 
 
Terço próximal é 1. 
Terço médio é 2. 
Terço distal é 3. 
 
A – Fratura de traço simples. 
B – Fratura em espiral ou ?? 
C – Fraturas cominutivas. 
 
- Se o paciente tem uma fratura 32C, ele tem uma fratura de fêmur, terço médio, cominuta. 
- Se o paciente tem uma fratura em 1, é no úmero. 2 é no terço médio e A significa que ela tem 
um traço simples. 
- Se a fratura é 12C, ela é uma fratura de úmero, no terço médio, e complexa. 
 
Vamos falar do tipo de fratura 1 2: Fratura do terço médio do úmero, tanto faz ser A, B ou C. 
 
Saber no final da aula: Qual o mecanismo, que lesão, o que é uma de fratura de Holstein Lewis, 
e qual o melhor tratamento pra esse paciente. 
 
Úmero, na parte superior, é limitado pelo peitoral maior, e a parte inferior, limitada pela crista 
supra condiliana. Aquilo que acontecer abaixo no peitoral maior e acima da crista supra 
condiliana, é fratura número 12. Acima do peitoral é fratura do número 11. E abaixo da crista 
supra condiliana é fratura número 13. 
 
Há uma porção de músculos (peitoral, deltoide, supra espinhal, coraco braquial, toda a 
musculatura do manguito, o bíceps, o tríceps) que envolvem o úmero e faça com que tenha os 
desvios que vão acontecer, tanto na abdução, na adução, e os desvios rotacionais. 
E tem o nervo mediano, ulnar, e o nervo radial. As fraturas que acontecem no terço médio, a 
preocupação maior é com o nervo radial. Porque é o nervo que mais sofre lesão. Diferente da 
fratura do terço distal, que é o nervo mediano, ou o interósseo posterior (que é um ramo do 
radial). E diferente da parte proximal, onde o mais importante é o músculo cutâneo. 
 
Quando tem lesão do radial: mão caída, sem extensão do punho, nem sobre os dedos. 
 
Então os mm. Protegem o úmero e esse nervinho (radial), que sai, passa por trás, e vem aqui na 
região distal do úmero, vem pra frente, pra ir lá inervar os extensores. 
 
Os mecanismos da fratura do úmero: 
 - Impacto direto: acidente de transito, tiro, briga, acidente de trabalho 
 - Trauma indireto: queda com a mão espalmada (que ocorre geralmente com mecanismo 
rotacional) 
 
Há uma infinidade de classificações, mas a mais importante é a AO, mas podemos ter 
classificação conforme o traço (oblíqua, tranversa, em espiral, segmentar, cominuta), aquela 
dependendo da lesão do nervo (nervo mediano e ulnar são mais raras). 
 
Fratura de Holstein Lewis: fratura do terço médio pra distal, em espiral. Acreditava-se que, 
porque o nervo radial passa pelo sulco radial, todas as fraturas de Holstein Lewis comprometia 
esse nervo. 64% das fraturas NÃO comprometem. Apesar dessa maioria, deve-se sempre prestar 
73 
 
atenção em paciente com fratura do terço distal do úmero pra ver se não tem lesão do radial. A 
grande maioria das lesões nesse nervo é neuropraxia ( “o nervos só tá machucado e via 
recuperar espontaneamente”). Se depois que imobilizar, aparecer a lesão, vai ter que fazer 
cirurgia, pra tirar o nervo do foco de fratura, senão o calo ósseo vai englobar o nervo. O sinal vai 
ser a mão caída. 
- TTO: Imobilização. SE paciente, após imobilizar, mostrar o sinal da mão caída, o tto passa a ser 
cirúrgico. 
 
O nervo radial, na parte distal do úmero, forma o sulco do nervo radial. 
 
Diagnóstico: Pela história, deformidade, crepitação, edema, exame neurovascular e verificar se 
não tem ferida aberta. Radiografia de úmero AP e Perfil. Essa radiografia deve englobar a parte 
proximal e distal. Paciente com lesão no nervo radial é preciso fazer uma eletroneuromiografia, 
que só tem validade após 3 meses de trauma. 
 
Se pct teve neuropraxia, em 3 meses ele tá se recuperando. 
 
Tratamento da fraturas de úmero: 95% é a taxa de consolidação, e o úmero aceita grandes 
desvios, e consolida bem com imobilização, sem precisar operar. Ele aceita desvio angular 
anterior de 20º, desvio em varo de 30º, rotação de 40º e aceita ate 3cm de encurtamento sem 
problemas. Isso não vai alterar a função. 
 
- TTO conservador: na criança se usa o Velpeau. A grande maioria é pinça de confeiteiro (calha 
da região axilar, sobe, e vai até o ombro – MELHOR MÉTODO DE TTO). Gesso pendente (o peso 
do gesso alinha a fratura). Órtese funcional. Tipoia após a formação de calo (aprox. 40 dias) 
 
- TTO Cirúrgico (preferencial do professor): o úmero leva média 60 a 90 dias pra consolidar, e eu 
vou imobilizar o ombro e vou imobilizar o cotovelo, e isso pro pacientes jovem não te problema. 
Mas para um paciente na minha idade tem, porque vou ter rigidez do ombro (ombro congelado) 
e rigidez do cotovelo. Se eu opero, eu libero logo o movimento. 
 - Indicação absoluta de cirurgia: 1) fratura exposta, 2)fratura do úmero e cotovelo (cotovelo 
flutuante), 3) lesão vascular, 4) fraturas bilatérias (inviável ficar com os 2 braços imobilizados), 
5) lesão secundária do nervo radial (é aquela que eu provoquei quando imobilizei), 6) obeso 
 - Indicação relativa de cirurgia: 1) fratura segmentar, 2) capacidade de manter a redução, 3) 
fratura transversa. 
 
Fraturas de úmero patológicas: Pseudoartrose, lesão do plexo 
 
Tratamentos cirúrgicos: fratura segmentar que é difícil de controlar, você reduz essa 
fratura e perde essa, reduz a outra fratura e perde ela (slide), a solução é colocar uma placa. 
Então para colocar a placa vc tem que saber essa anatomia, onde está o nervo radial, o nervo 
mediano e o nervo ulnar, principalmente o radial, por perigo em seccionar esse nervo. 
 (slides) Para colocar placa: 1) isolar todo o nervo radial 2) fazer uma incisão na região 
anterior onde ele estará passando o nervo radial, mais distal ele está passando em cima do 
úmero, então você pode seccionar esse nervo aqui. 
 O fixador externo utilizado nas pseudoartroses infectadas, então você pode usar esse 
tipo de fixador naqueles pacientes que tem fratura de úmero com infecção. O fixador externo 
74 
 
linear nas fraturas expostas, abre e coloca esse tipo de fixador, é uma fratura cominutiva 
segmentar é 1AC é 12C, pode-se usar haste travada, pode usar a haste que entra pelo cotovelo, 
porém está sendo abandonada, a que entra pela cabeça do úmero, entrando pelo cotovelo está 
abandonada pq causa muita fratura supracondiliana 
 Hoje a placa mais utilizada é a placa ponte essa placa foi desenvolvida por um brasileiro, 
o professor William Benerreiros (?), daqui a duas semanas deve estar em Manaus, chefe de 
cirurgia de ombro e cotovelo da unicamp, idealizou a técnica utilizada no mundo todo hoje. Você 
vai fazer uma incisão proximal, uma distal e essa placa desliza por debaixo do músculo, por isso 
hoje com essa técnica trauma em ombro é cirúrgico. 
Cirurgia do ombro 1) Escolhe o tamanho da placa 2) local da incisão: na inserção mais 
lateral a inserção do peitoral e mais lateral a inserção das fibras do bíceps, se essa incisão é mais 
proximal não precisa isolar o nervo radial pq ele está passando por traz mas se ela é mais distal, 
eu tenho que isolar o nervo radial, então afasta o bíceps pra lateral pra medial, tem um nervo 
sensitivo aqui perto dele, tenho que tomar cuidado se não ele vai perder a sensibilidade do 
cotovelo, (slides) ai o bíceps, ali é o braquial, o ombro está logo aqui embaixo...ta ai o úmero, 
aqui não tem nenhuma estrutura nobre que possa ser lesada, aqui não tem esse instrumento. 
Na nossa caixa, a gente usa uma placa maior pra fazero mesmo sistema descolador e a placa 
desliza por debaixo da musculatura do bíceps, o nervo radial está passando debaixo dessa 
região, essa cirurgia termina entre 10 e 15min, não vai mais do que 20 min, dois parafusos em 
cima e dois embaixo é suficiente, então você tem o bíceps aqui do lado da placa, é minimamente 
invasivo, não lesa o periósteo, não leso partes moles e a fratura consolida facilmente, antes eu 
tinha que fazer isso aqui oh(?) dessa forma pra colocar essa placa, minha agressão era muito 
grande, olha o nervo aqui e aqui o nervo radial, ele vai ficar paralelo a placa e aqui embaixo ele 
vai ficar nessa região, então o risco de lesar, pq aqui ele vai por baixo pra ir pra cima lá pra cabeça 
do rádio, então vc está com uma incisão aqui, o nervo ta nessa região aqui, então tem risco de 
pegar, mas se minha placa estiver aqui embaixo, tenho que isolar ela. 
Cirurgia rápida que eu acho melhor do que ficar imobilizado por 2, 3 dias, então vc faz 
uma incisão proximal e uma distal, reduz a fratura, cola a placa, a gente não ta usando mais isso 
aqui, a gente só está colocando 2 parafusos a tese de doutorado do professor benedito é sobre 
2 parafusos, a gente ficava com medo mas hj só usamos 2, 2 distais e 2 proximais, a fratura aqui, 
essa é uma fratura de Holstein Lewis 
 As complicações, desvio, retardo de consolidação, rigidez do ombro, infecção, 
pseudoconsolidação, lesão do nervo radial e lesão da artéria braquial. Então, o mecanismo de 
fratura é de forma direta sempre, a lesão do nervo radial recupera na grande maioria das vezes 
pq na grande maioria é uma neuropraxia, nas fraturas tipo Holstein Lewis o nervo lesado é o 
mediano e a melhor forma de tratamento seguro é o de 4 parafusos....QUESTAO DA SALA: na 
maioria das fraturas de úmero as lesões do nervo radial gera neuropraxia e pra 
recuperar...(resposta) ESSA QUESTAO PODERÁ TA NA PROVA DENOVO NÉ, depende do meu 
humor quando for fazer a prova, pode ser a mesma e se não for nessa agora pode está na final, 
essa aula vocês podem ter acesso no projeto diretrizes da associação medica brasileira do 
conselho regional de medicina. 
 
 
 
75 
 
Fratura exposta 
 
Fraturas Expostas -> Rotina de Atendimento 
 Debridamento -> Pierre Desault durante a revolução francesa (XVIII). Antes -> 
amputação. 
 Decoberta do raio X (Roentgen, 1885) -> lesões ósseas e de partes moles. 
 Penicilina (Fleming, 1929) 
 Protocolos de tratamento, iniciado por Bohler (1925) e implementada pelo grupo AO 
(1958). 
 Hipócrates -> as q não eram amputadas eram curáveis pelo fogo (cautério). Preocupação: 
preservação da vida. 
 WWI: restabelece o desbridamento das feridas. Preocupação: preservação do membro. 
 Guerra Espanhola: combinação do desbridamento com curativo oclusivo (Trueta) 
 WWI: era das sulfas, aplicadas diretamente nos tecidos lesados. Preocupação: prevenção 
da infecção. 
 Guerra da Coreia: uso de ATB. 
 Atualmente -> preservação da função. 
Conceito 
 Comunicação direta do foco de fratura com o meio externo ou seu hematoma (lesão de 
partes moles complicado por um osso quebrado). 
 A gravidade da lesão de tecidos moles (essa é a principal preocupação) é o principal 
prognóstico. 
 Se há uma fratura simples mas uma lesão de partes moles grave -> osso não recupera, 
houve dano vascular. 
Etiologia 
 Resultado de uma força violenta aplicada contra o corpo. 3 grupos: 
o Corpo parado atingido por objeto em movimento 
o Corpo em movimento atinge um objeto parado 
o Corpo em movimento atinge objeto movimento 
 A variável velocidade, tem relevância maior do que a variável massa na dissipação de 
energia em um trauma 
o Energia cinética -> fórmula 
 
Lesão por ferimento de arma de fogo -> pode ser grave dependendo da munição utilizada, pode 
formar cavitação. 
 
IncidÊncia 
 Anual em países desenvolvidos: 11,5/100.000 hab 
 40% acometem os MMII, principalmente a tíbia. 
 
Diagnóstico 
Clínico 
 Verificar se o sangue saindo do ferimento apresenta gotículas de gordura (proveniente da 
MO). 
Avaliação Clínica 
 ATLS 
 Avaliação torácica, abdominal, neurológica não pode ser relegada a segundo tempo. 
 1º atendimento Socorrista ou Cirurgião, equivocadamente são encaminhados ao 
ortopedista diariamente. 
 Nunca: exploração digital e anestésicos locais na sala de emergência -> pode lerva à 
infecção. 
Classificação 
Gustillo e Anderson (Gruninger e Davis) 
76 
 
 
Tipo Ferida Contaminação Lesão de partes moles Lesão óssea 
(fragmentos) 
I < 1 cm Limpa Mínima Simples 
II > 1 cm Moderada Moderada Moderada 
IIIA > 10 cm Contaminada Grave 
Cobertura cutânea possível 
Multifragmentária 
IIIB > 10 cm Contaminada Grave, perda da cobertura 
Requer reconstrução das partes moles 
Multifragmentária 
IIIC > 10 cm Contaminada Lesão vascular que requer reparo 
Grave lesão de partes moles 
Multifragmentária 
 
 A classificação só é realizada após término do desbridamento. 
 Baixa reprodutibilidade: índices de concordância abaixo dos 60%. 
 Qnd se fala em cobertura -> não se deixa descoberto tendões, músculos, nervos, vasos. 
 IIIA: possível recobrir o osso, mas a ferida fica aberta. 
 IIIB: não recobre o osso -> Rodar retalho 
 IIIC: lesão na principal artéria q supre a região. 
o Equipo de soro -> unindo os 2 segmentos. 
 Nos tipos 3 não se fecha a ferida imediatamente, cobre-se somente as estruturas 
importantes. 
 Importante: 2ª olhada na ferida -> dentro de 48-72h. 
 
Classificação qnt ao tempo de exposição 
 
Classificação quanto a lesão de partes moles – 
 existência de bolhas 
 flictenas 
 escoriações 
 desenluvamentos 
 
 IC 1: sem lesão de pele 
 IC 2: sem laceração, mas contusão 
 IC 3: desenvluvamento local. 
 IC 4: densenluvamento extenso. 
 IC 5: necrose por contusão 
 
Tratamento – Atualmente 
 Melhora do sistema de resgate 
 Maior nº de automóveis com> velocidade 
 Maior potencial das armas 
 Esportes radicais 
 
Pré-hospitalar 
 ATLS 
 Envolver a ferida com curativo compressivo e estéril em material limpo. 
 Imobilização provisória. 
 
Sla de emergência 
 Avaliação global do pct (ATLS) 
 Fotografar, evitar a remoção do curativo (deve-se abrir qnd não há certeza) 
 Pesquisar pulso/perfusão distal fratura 
 ATB – profilático 
77 
 
 Tetanoprofilaxia 
 Radiografia. 
 
Coleta do material: exame de cultura, atendimento inicial deve ser evitadoo. Não identifica os 
germes q poderão causar infecção. 
 
Principios 
 urgência 
 antibioticoterapia + profilaxia do tétano 
 limpeza cirúrgica 
 desbridamento + estabilização óssea 
 cobertura cutânea 
 reabilitação. 
Objetivos 
 evitar infecção 
 cicatrizacão de tecidos moles e osso (consolidação) 
 restauração da anatomia 
 recuperação da função 
 
ATBterapia: Inicio -> + precoce possível 
 Tipo 1 e Tipo 2 -> cefalosporina 1ª (cefalotina) -> 48 h 
 Tipo 3: cefalosporina 1ª (cefalotina) + aminoglicosídeo -> 72h. Cefalosporina (3ª 
geração) 
 Em área rural, campo, fazenda: cefalosporina 1ª (cefalotina) + aminoglicosídeo + 
penicilina (clostrídios). Cefalosporina (3ª geração) 
 
Duração da ATB terapia 
 Início precoce é benéfico (Patzakis) 
 Dellinger Ep, 1988 
o 24h ou >24h = sem diferenças 
o Infecção correlacionada com gravidade 
 Ryan Sp, 2013 – Isaac, 2016 
o Grau I e II = 24 h 
o Grau III = manter até cobertura de partes moles ou máximo 72h. Mesmo se a 
ferida não for fechada, ATBterapia deve dura só até 72h. 
 Uso prolongado: seleção de germes resistentes. 
 
Cefalosporina + Gentamicina + ... 
 
Osterman: ATB local + VAC: diminui taxa de infecção 
Fases da cirurgia 
 Desbridamento 
 Irrigação 
 Estabilização óssea 
 Fechamento (ampliação cirúrgica) 
Operações Primárias 
 Desbridamento cirúrgico minucioso 
o Rigorosa assepsia 
o Primeiras 6 h (tempo livre de Friederich) 
 É o tempo de duração do ciclo do germe. 
o Remover tecido desvitalizados (meio de cultura) 
o Lavagem com soluçãosalina (quanto + diluída, menos poluída) 
o Sem isquemia (identificar tecido desvitaliado) 
78 
 
 Desbridamento ósseo 
 Não se pode retirar fragmento articular -> não tem como repor. 
 Estabilização da fratura 
Verificar a viabilidade muscular (4 C´s) 
 Consistência 
 Contratilidade 
 Coloração 
 Capacidade de sangrar 
 
Lembrar: pérolas de cimento, impregnadas com ATB, constituem um método útil p/ tratamento. 
 
Estabilização da fratura 
 Proteção das estruturas NV 
 Facilitar retorno venoso 
 Alinhamento funcional 
 Estabiliza partes moles 
 Diminui espaço morto (diminui a infecção) 
 Neoangiogênese 
 Utiliza-se Fixador Externo 
 
Complicações 
 Deformidades 
 Lesões neurovasculares 
 Infecções 
 Perda óssea 
 Amputação 
 
Algoritmo de resolução de problemas ortopédicos - AO 
 
 
 
FRATURA E LUXAÇÃO DE TORNOZELO 
 
Ligamentos do complexo lateral (na ordem em que geralmente torcem): Talo-fibular anterior, 
calcâneo-fibular, talo-fibular posterior. 
Ligamento deltoide (+ forte que o lateral -> se é luxado, é pq o impacto foi mais forte). 
 Tíbio-talar posterior 
 Tíbio-calcaneo 
 Tíbio-navicular 
 Tíbio-talar anterior. 
Ligamentos: tíbio-fibular anterior e posterior (sindesmose) -> dificilmente torcem. 
 
Mecanismo de trauma 
 Inversão do pé -> + comum. 
o Apresentação -> tornozelo inchado. 
Epidemiologia 
 Torção em inversão e flexão plantar 
 21% de todas as lesões esportivas (futebol 31%) 
 Lesões associadas 
o Fratura avulsão 
79 
 
 85% são laterais 
 7-10% dos atendimentos em PS de trauma 
 40% dos entorses apresentará sintomas residuais 
o Dor e instabilidade 
o Tto inadequado 
o Lesões associadas 
Exame físico 
 Palpação de pontos dolorosos 
 Palpação dos maléolos 
 Proximal da fíbula, base do 5ºMTT (onde se insere o tendão do m fibular longo -> pode 
ter fratura associada), tendão calcâneo. 
 Grau e localização de edema e equimose. 
 Avaliação da qualidade da marcha. 
 
Regra de Ottawa 
 Pct andando sem dificuldade -> provavelmente não tem fratura 
 Pct não anda bem -> pct tem que dar 4 passos de forma “natural” 
 Dor à palpação dos maléolos 
 
Radiografia 
 Avaliar o espaço tíbio-talar medial (> 4 mm)e abertura da sindesmose (> 6mm) -> 
grande suspeita de lesão. 
 Normalmente a tíbia se sobrepõe à fíbula -> se não se sobrepor -> tbm suspeitar 
 Rx com stress em inversão 
 Rx com stress gaveta anterior 
 
Classificação 
 Grau 1: lesão parcial do ligamento talo-fibular anterior (os outros 2 estão íntegros) 
o Pct consegue andar 
o Imobilização 1-3 semanas. 
o Se não tiver com muita dor, as vezes não precisa imobilizar 
 Grau 2: lesão completa do talo-fobular, e parcial do calcâneo fibular 
 Grau 3: os 3 estão lesados 
o Imobiliza por 12 semanas. 
Tratamento 
 Tornozeleira 
 Bota 
 Grau 1 e 2 
o Protocolo PRICE (proteção, repouso, gelo (ice), compressão e elevação) 
o Aparelho gessado ou órtese, muletas s/ apoio 
o Reavaliação após 5-7 dias da lesão 
o Investigação com RNM se não houve boa evolução 
o Após órtese funcional + 2 semanas c/ apoio gradativo (grau 2) 
o Fisioterapia. 
 Grau 3 
o Aparelho gessado ou órtese por 3 semanas s/ apoio (até 6 semanas no total) 
o Tto funcional com órtese (permite exercícios leves diários) 
o Apoio gradual após 3 semanas 
Imobilização gessada 
 Tala gessada suro-podálica. 
Cirurgia 
80 
 
 Indicações de reconstrução 
o Agudo – atleta de alta demanda 
o Instabilidade crônica 
 Lateral: instabilidade funcional após tto conservador. 
 Entorses constantes (ex: a cada 2 meses -> precisa de um 
reforço no ligamento) 
 Medial: sempre 
 Sindesmose: sempre 
 
Fratura de Tornozelo 
 Parte posterior da tíbia -> 3º maléolo 
 Fratura trimaleolar -> os 2 maléolos + parte posterior da tíbia 
o A fratura da parte posterior acontece associada 
Epidemiologia 
 entre as 5+ frequentes fraturas do esqueleto 
 + frequente em mulheres 
o Idosas 
 Aumento do IMC -> fator de risco 
 Maioria é isolada (apenas um maléolo) 
 
Diagnóstico e exame físico 
 História de queda com entorse do tornozelo 
 Impotência funcional -> não consegue pisar. 
 Pode ou não haver deformidade 
 Avaliar condição de pele, circulatórias e neurológicas 
 Palpação óssea detecta pontos de maior dor. 
 
Radiologia 
 AP 
 AP com rotação interna de 20º 
o Avaliar a sindesmose 
 Perfil 
o Ver a congruência da tíbia com o tálus 
Classificação (WEBER) 
 A: infra sindesmoidal 
 B: sindesmoidal 
 C: suprasindesmoidal 
o Rompeu toda a sindesmose 
Maisonneuve 
 Lesão da sindemsose 
 História de entorse do tornozelo 
 Grande edema local 
 Equimose na perna 
 Dor à palpação lateral da perna próximo ao joelho. 
 Entorse no tornozelo + ruptura da sindesmose 
 
Tratamento 
 Conservador 
o Fraturas isoladas do maléolo lateral (tipo A ou B) 
o Pequeno desvio e encurtamento , 2mm 
o Sem lesão medial ou da sindesmose 
81 
 
o Fraturas isoladas do maléolo medial 
o Tala gessada: 4-6 semans 
 Cirúrgico 
o Fraturas instáveis ou cq grande desvio 
o Fraturas do tipo C 
o Fraturas expostas 
o Fraturas bimaleolares ou equivalentes (ruptura de deltoide) 
o Fratura-luxação 
o Lesão da sindesmose (teste de Cotton) 
o Fraturas do maléolo posterior c/comprometimento articular > 30% 
Pós operatório 
 Síntese estável s/ lesão ligaemntar -> mobilidade precoce 
 Síntese não confiável ou lesão ligamentar associada-> gesso 
o 4 semanas s/ apoio 
o 2 semanas c/ apoio gradativo. 
Complicações 
 Pseudoartrose 
o Rara e usualmente envolve o maléolo medial qnd tto conservador, associado a 
desvio residual da fratura. 
 Consolidação viciosa 
o Geralmente por encurtamento do maléolo, por vezes demanda osteotomia. 
 Perda da redução 
o Em até 25% das fraturas instáveis tratas conservadoramente 
 Infecção 
 Atrose pós-traumática 
 
Fraturas do Calcâneo 
 Articula-se com o tálus (art talo-calcaneo ou subtalar). 
Mecanismo de fratura 
 Queda de altura -> cisalhamento + compressão axial. 
Classificação de Essex-Lopresti 
 s/ comprometimento da art subtalar 
 c/ comprometimento da art subtalar 
o Língua 
o Depressão articular 
Classificação de Sanders 
Exame clínico 
 Dor 
 Incapacidade de apoio 
 Aumento de volume 
 Flictemas 
 Deformidade 
Exame radiográfico 
 AP + P + axial calcâneo (avaliar qnt q alargou o calcâneo) 
 Incidência de Broden 
o É oblíqua -> avaliar art subtalar. 
 Avaliar (a depressão da articulação) 
o Ângulo de Bohler: 20-40º 
o Ângulo de Gissane: 120-140º 
 TC 
 
82 
 
TTO conservador 
 PRICE 
 Tomar cuidado com síndrome compartimental 
 Mobilização precoce 
 Apoio parcial a partir de 3 semanas ou conforme tolerância. 
TTO cirúrgico 
 Indicação 
o Fraturas articulares 
 Elevação da tuberosidade 
 Alargamento, achatamento e encurtamento 
 Fraturas associadas (talus) 
o Exceções 
 Comunuição externa 
 Fratura em consolidação avançada 
 Lesões de partes moles 
 Má perfusão do membro 
 Fumantes 
Complicações 
 Dor persistente 
o Coxim plantar, n sural, incogruencia aricular 
 Deformidade do retropé 
o Calcâneo varo ou valgo 
o Abaulamento lateral (compressões fibulares) 
 Rigidez subtalar (artrose) 
 Deiscência/necrose pele 
 Infecção 
 
Fratura do Tálus 
 5 facetas articulares: anterior, medial, lateral, inferior, superior (+ importante) 
 60% coberto por superfície articular 
 Irrigação sanguínea variada 
o Artéria do canal do tarso 
o Irrigação ruim -> evoluir pq necrose 
Mecanismo 
 Hiperdorsiflexão 
 Inversão 
 Eversão 
 Rotação 
 Traumas de alta energia 
Exame f´sicio 
Radiologia 
 AP 
 Ap oblíqua (canale) 
o Pé pronado em 15º, rx entrando em 75º. 
 P 
 TC 
 
Classificação anatômica 
 Colo + comum 
 Corpo 
 Processo lateral 
83 
 
 Processo posterior 
 Na cabeça é + raro 
 
TTO 
 Objetivos 
o Redução: urgência 
 Redução anatômica 
 Evitar complicações: necrose avascular, pseudoartrose e artose pós-
traumática. Conservador 
o Exceção 
o Fraturas sem desvio 
o Imobilização, sem carga no mínimo 12 semanas. 
 Cirúrgico 
o Regra 
o Restauração anatômica da superfície articular 
o Estimulo a revascularização 
o Diminuir taxa de necrose avascular 
 
Necrose Avascular 
 Principal complicação 
 No acompanhamento: Sinal de Hawkins (sinal que está havendo reabsorção óssea, 
significa que ele está vascularizado) -> é sinal de bom prognóstico. 
 
Fratura-luxação de Lisfranc 
 Fratura ente o 1º e 2º metatarso. 
 Entre medio-pé e antepé 
 30% delas são ignoradas, não são identificadas. 
 Radiografia: ambos os pés -> Comparar o pé acometido com o outro pé. 
 Normalmente precisa de cirurgia 
 0,2% das fraturas 
 Traumas de alta energia 
Mecanismo de lesão 
 Rotação do pé 
 Compressão axial sobre o pé fixo 
o bater o carro aceleando (ponta de pé). 
 Trauma direto 
Exame clíncio 
 Edema no pé. 
 Risco de sind comp. 
Radiologia 
 AP 
 Oblíquo 
Tratamento 
 Conservador 
o Lesões ligamentares isoladas, identificáveis apenas pela RNM e desvios 
menores de 2mm. Bota gessada 6-8 semanas c/ carga. 
 Cirúrgico 
o Regra 
o Fixa com fios e parafusos. 
Complicações 
84 
 
 Artrose sintomática: tto conservador/ cirúrgico 
o Artrodese lisfranc: casos com desvio > 3mm, 15º angulação 
o Tecnicamente difícil 
Fratura dos metatarsos 
 Trauma direto 
 Normal da diáfise ou do colo 
Tto 
 Conservador: diáfise e colo 
 Graturas múltiplas/expsotas -> cirúrgico -> fios de Kishner 
 Importante ver se houve desvio plantar da cabeça do metatarso -> evolui com dor, 
ulceras, calosidade 
 Raio x em perfil pq ver desvio plantar. 
 
Fraturas por stress 
 Comum no 2º e 3º MTT 
 Microtrauamtismos 
 Sinais na radiografia -> aparecem só após 3 semanas (presença de calo). 
Fraturas de base de 5º MTT 
 Área 1 (base) -> associada a entorse de tornozelo 
 Área 2 (Jones) -> fartura por stress 
o 
 Inversão do pé 
 Avulsão ou trauma direto 
 Tto conservador 
o Extra-articular 
o Intra sem desvio 
 
Imobilização tipo escama 
 
Transcrição de tornozelo e pé 
A fíbula com a tíbia formam um encaixe na anatomia do tornozelo e ligando esses dois ossos 
nós temos a sindesmose que é um conjunto de ligamentos que impedem a translação de um 
osso sobre o outro. No tornozelo, nós temos 2 ligamentos do lado de dentro que provocam 
uma resistência em valgo. Temos 3 ligamentos na face lateral do tornozelo que são os 
colaterais que promovem a estabilização do talus. E no tornozelo, nós temos passando por ali 
3 tendões, 2 artérias e nervos. 
Principais ligamentos ( colaterais): 
- na face medial: talo tibial anterior, tíbio navicular, talo tibial posterior e o calcâneo tibial. 
- na face lateral: talo fibular posterior, talo fibular anterior e o calcâneo fibular. 
Não precisa decorar, basta fazer a associação entre os dois ossos que ele se insere que vocês já 
sabem o nome do ligamento. 
Relação entre os tendões: na face lateral, a gente observa os fíibulares que promovem a 
inversão do pé. Próximo ao maléolo lateral, nós temos o fibular curto que vai se inserir na base 
do 5o metatarso, ele é importante porque nas entorses ele causa uma lesão da base do 5. O 
fibular longo vai se inserir na transição do anti pé com médio pé. 
85 
 
Em relação a musculatura: Na face anterior, nós temos os extensores e na face posterior, nós 
temos os flexores. 
Relação entre os tendões e o maléolo medial: Tibial posterior, flexor dos dedos, artéria tibial 
posterior, nervo tibial, flexor longo do hálux. 
Do lado lateral nós temos os fibulares, primeiramente o curto e o longo, o curto passa mais 
próximo do maléolo. 
Classificação 
Grupo AO: Classifica as fraturas de acordo com o nível da lesão. 
Abaixo da sindesmose: weber A 
No meio da sindesmose: weber B 
Acima da sindesmose: weber C 
Weber C raramente opera. Se opera as que causam instabilidade na pinça (encaixe da tíbia e 
fíbula) que são a weber A e B. 
Mecanismos de lesão: 5 tipos (ele cita lendo os slides, então é melhor vocês procurarem isso) 
Supinação adução 
Supinação rotação externa 
Pronocao abdução 
Rotação externa 
Carga vertical 
Geralmente quando o paciente tem uma entorse em inversão, ou seja, virando o pé pra 
dentro, ele vai ter lesão das estruturas laterais do tornozelo. Quando ele tem uma entorse em 
eversão, terá uma lesão das estruturas mediais. 
No exame físico: A gaveta anterior, a gente vai testar basicamente... esse é o ligamento mais 
fraco do tornozelo, o talo fibular anterior. O estresse em inversão vai testar o talo fibular 
anterior e também o calcâneo fibular. Em eversão, o ligamento deltoide que o une o maléolo 
medial ao tálus. E o estresse em rotação externa nós vamos testar os ligamentos 
sindesmóticos e a porção profunda do deltoide. 
Exames de imagem 
Rx: AP, P e Mortise (AP verdadeiro): Uma rotação de 10 graus externo, pra gente tirar a fíbula 
da frente da tíbia. 
Outros exames: tomo, RNM, e ai começa a ficar mais complicado: artografia, cintilografia... 
não tem muita indicação pro pronto socorro. Claro se tiver uma fatura patológica você pode 
partir pra esses exames também. Mas o RX mata sua hipótese diagnostica. 
Artografia pra ver as condições da articulação. 
Tratamento 
Objetivo do tratamento se divide em 3: 
86 
 
Reducao anatômica: você precisa devolver a articulação para o que era antes pra restaurar a 
função. 
Conservador: fraturas estáveis e sem desvio. Ou naqueles pacientes com alto risco cirúrgico: 
paciente diabético descompensado, paciente idoso, paciente osteoporótico acamado sem 
prognostico de Marcha. 
Lesões instáveis: gesso longo por 6 semanas. 
Lesões estáveis: pode se empregar um gesso para marcha, ou, no caso das orteses, aquela 
botinha. 
Cirúrgico: 
Pra qualquer fratura com desvio que envolve superfície e aquelas fraturas que houve uma 
falha do tratamento conservador. Geralmente, uma lesão desse tipo o paciente vai apresentar 
o pé completamente inchado e, por vezes, comprometimento vascular. O momento de você 
intervir: até 3 horas ou esperar todo esse edema diminuir. Mas claro que você não vai deixar 
desse jeito; reduz a fratura, mantém uma imobilização gessada ou até um fixador externo e 
quando houver uma melhora das condições da pele, empregar um tratamento cirúrgico. 
Tratamento cirúrgico tem várias montagens: placa e parafuso, parafuso e bandas de tensão, 
fios de aço... não importa. O que importa é que a fratura volte para sua anatomia inicial. 
Nós temos as receitas de bolo, por exemplo, fraturas de maléolo lateral: placa e parafuso. 
As lesões ligamentares são extremamente frequentes. E isso é uma coisa interessante porque 
uma vez que você torça o tornozelo, nunca mais ele vai ser como era antes. Por vezes quando 
você lesiona uma articulação, você tem que mantê-la em repouso. Mas o paciente continua 
pisando, jogando peso em cima, então aquele ligamento que se rompeu, que precisa ficar em 
repouso pra cicatrizar, vai ter uma dificuldade. Se caracterizando com uma frouxidão 
ligamentar e o paciente fica referindo entorses de repetição. 
Nós temos receptores na nossa pele, no nosso corpo todo que quando você está andando num 
terreno irregular você não precisa ficar olhando pra baixo pra saber onde pisar, o seu pé vai 
ajustando sua pisada de acordo com a irregularidade do terreno. Quando você tem entorse, 
você lesiona essa via então o cérebro deixa de receber essa informação adequadamente. Alem 
da capacidade de re-entorse pela cicatrização de forma errada do ligamento, nós temos um 
erro dessa via de controle automático, o seu cérebro para de ver que você tá num terreno 
irregular. Quando a pessoa tem entorses de repetição, ela tem que olhar pra saber onde tá 
andando. 
A reabilitação com fisioterapia é muito importante, é á que você vai recuperar essa 
propiocepção. Sessões em cima de plataformas instáveis. 
Classificação simples é dividir lesões em medial e lateral. E uma coisainteressante também é o 
grau de lesão: 
Grau 1: estiramento do ligamento. Paciente chega andando no consultório. São lesões leves 
com tratamento de 7 a 10 dias com gelo e antiinflamatório. 
Grau 2: há uma ruptura parcial do ligamento, e tem condições de ter uma recuperação normal. 
Paciente geralmente chega mancando no consultório. Com edema e dor a palpação. 
87 
 
Grau 3: ruptura completa. Extremamente edemaciado e não consegue apoiar o tornozelo no 
chão. E já requer uma imobilização de pelo menos 2 semanas, gelo, e pé pra cima porque 
senão piora o edema. 
Fibulo talar anterior é o ligamento mais lesionado. Então tá ai o porque de 85% a gente ter 
lesão na face lateral do tornozelo. Sinais: edema, dor, ecmoze. 
Porção medial: lesão do ligamento deltoide. Principalmente rotação lateral e eversao do pé. 
TTO: imobilização, orteses e fisioterapia. 
 
Luxações do tornozelo. 
Muito associado com fraturas e a grande maioria, quase metade, são expostas. 
Lesão do aviador: quando o piloto caia, o pedal ia de encontro ao pé e tinha essa luxação. É 
uma força aplicada contra o pé, uma flexão do pé ou dorso flexão, depende do tipo de lesão. 
A intensidade e a posição do pé definem qual é a direção final da luxação: 
- força aplicada com o pé em dorso flexão: lesão da margem anterior da tíbia 
- Pé em flexão plantar: o talus bate posteriormente, então vai ter lesão da margem posterior 
na tíbia. 
Achados físicos: proeminência do talus, alteração aparente do comprimento do pé. E tem que 
reduzir imediatamente essa luxação. Luxação = redução imediata. Se você não consegue 
reduzir, então tem que abrir, redução cruenta. E depois imobilização e a fisioterapia. 
Fraturas do pilão: porção distal da tíbia. 
Traumas com carga axial, e rotação e flexão simultâneas como queda de altura, acidente 
automobilísticos. Acidentes com grande energia. Diagnostico: observar a deformidade, 
geralmente em valgo. Exames subsidiários: Raio X. Se houver suspeita de fratura intra articular, 
pedir tomo. 
Tratamento 
Incruento: fraturas sem desvio. Imobilização com bota gessada. 
Tração esquelética ou fixador externo: fraturas extremamente cominutivas ou com desvio na 
articulação. 
Cirúrgico: tudo que nós vimos no tratamento do tornozelo também pode fazer na porção distal 
da tíbia. 
Complicações 
 pseudo artrose 
Falha de consolidação, consolidação viciosa 
Infecção 
Artrose 
Distrofia simpática reflexa 
88 
 
Sind. Compartimental 
Sindostose: tíbia e fíbula tendo consolidação uma com outra 
Lesões da cartilagem 
Pé 
26 ossos. Pé é divido em retro pé, médio pé e porção anterior. 
Retro pé: 
Talus que articula com a tíbia 
calcaneo 
Articulação entre o retro pé e o médio pé: articulação transversa do talus 
Médio pé: navicular, cuboide e as 3 cunhas. 
Entre o médio pé e a porção anterior, tem a aritulacao tarsometatarsal. 
Porção anterior: 
Primeiro a 5o metatarso e as falanges. 
Observe esta linha, um V,(ele falou nome da linha mas não entendi e não achei), quando você 
tem uma fratura do calcaneo, tem uma alteração dessa linha. Por vezes o V fica mais alargado 
ou mais diminuído, é um dos parâmetros que a gente tem. 
Outro ângulo; de cooler, na fratura do calcâneo essa angulação aumenta. 
Avaliação: historia, exame físico e raio x. 
Fratura do talus 
Tem o mesmo mecanismo da lesão do aviador. 
Classificação do talus: 
 1)fratura sem desvio 
2) fratura com luxacao subtalar 
3) luxacao tanto em cima quanto em baixo. Talus foi pra fora. 
Diagnóstico: Edema, comprometimento vasculo nervoso. O pé pode tá branco e pálido. Dor 
intensa. 
Rx: AP, P e obliquo pra observar esse talus. 
Tipo 1: tto concervasor. 2 a 3 meses 
Tipo 2 e 3: precisa reduzir. Tipo mais comum de montagem é o parafuso. 
Complicação importante é a necrose do talus. Quando você tem uma fratura, o talus deixa de 
receber aporte sanguíneo. 90% das luxações do talus infecta, devido essa diminuição 
circulação sanguínea. Essas luxações, então, tem prognostico péssimo. As vezes já se faz uma 
talectomia. 
89 
 
Artrose: tipo 2: subtalar tipo3: pode se dar na tíbio talus. 
Fraturas do calcâneo 
Extra articulas são a minoria. Maioria intra articular. 
Observe aquela angulação que vai aumentando. 
Diagnostico: calcanhar alargado com hematomas. 
RX: AP e lateral do pé e calcâneo: axial + perfil. Incidências oblíquas também podem ser 
empregadas. 
Intra articular: tto cirúrgico 
Luxacoes da tarso-metatarso: Articulacao de bistran (? Não entendi) 
Mecanismos de lesão: 
- trauma direto com forças de rotação. 
Dx: grande edema, movimentação de pronação e supinação dolorosas. 
Rx AP e perfil 
Articulação precisa ser montada anatomicamente. 
Metatarsos: 
- Trauma direto, também chamado de fratura da bailaria. Por vezes no corpo do 5o metatarso. 
- Fratura por estress: atletas 
- Fraturas por avulsão. Fibular se insere na base do 5o 
Fraturas no 2º, 3º e 4º tem menor movimentação, você pode estimular a deambulação com 
calcado colchoado. 
 Se houver desvio, fazer redução e se estiver instável, fazer fixação. 
1º metatarso: fixação com placas e parafusos 
Luxações dos dedos : se dão por conta de: 
- Trauma direto: as topadas 
Diagnóstico: Dor, edema e ecmoze. 
Rx AP e obliquo 
Reduz e imobilização com esquema de peixe por 3 semanas. 
Autorizar paciente deambular com calcado de assoalho rígido. 
 
 
 
90 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fraturas de metacarpo e falange 
 
Conceitos (aula) 
- classificação - fraturas metacarpais 
- cabeça, colo, diáfise, base 
91 
 
- fraturas da cabeça 
- trauma axial 
- pode acometer mais de 1 raio 
- tratamento 
- sem desvio - conservador (3 semanas) 
- punho discretamente dorsofletido 
- com desvio e irregularidade articular - cirúrgico 
- fraturas do colo 
- mais comum; há fragilidade óssea neste ponto 
- desvio volar por ação interóssea e dos flexores 
- trauma axial 
- 4º e 5º metacarpos - mais acometidos 
- deformidade em flexão 
- 50 graus (mínimo), 30 graus (anular), 10-15 graus (2º e 3º) 
- tratamento 
- conservador - gesso modelado (deve-se fazer manobra de Jahss) 
- cirúrgico - fios de Kirshnner (entrada no sentido distal para 
proximal) ou placa e parafusos 
- fraturas de diáfise 
- tipos 
- oblíqua - por torção; há encurtamento e rotação do metacarpo 
- transversa - poço comum; por trauma direto; são instáveis, em 
geral 
- tratamento - cirúrgico (se com desvio), com fio intramedular 
- quando anguladas, há ação dos interósseos 
- desvios rotacionais são inaceitáveis 
- tratamento 
- indicações - fraturas redutíveis instáveis, múltiplas, oblíquas com 
desvio rotacionais, trasversas irredutíveis, expostas, com perda de 
segmento ou múltiplas 
- fraturas da base 
- primeiro metacarpo 
- são comuns; normalmente transversas ou oblíquas, com angulação 
dorsal 
- classificação 
- tipo I - Benett 
- articulação carpometacárpica é estabilizada por 5 
ligamentos (anterior, oblíquo posterior, 
intermetacárpico anterior e posterior, radial dorsal) 
- fragmento de tamanho variável no aspecto 
volar/ulnar do MTC 
- metas do tratamento 
- estabilidade e congruência articular 
- tratamento 
92 
 
- controverso 
- conservador - redução + imobilização 
- cirúrgico - redução aberta ou fechada + 
fixação 
- fio de Kirschner no 2º MTC 
- 2 fios de Kirschner - 1 no 2º + 1 
na CMC 
- 2 fios na CMC 
- parafusos 
- complicações - consolidação viciosa com 
subluxação CMC, artrose precoce, rigidez 
- II - Rolando 
- fratura cominutiva da base do 1º MTC 
- tratamento é cirúrgico - redução aberta ou fechada 
+ fixação com fios, pinos, placa, tração esquelética 
- III - extra-articular 
- estável 
- redução incruenta, imobilização gessada por 3 
semanas 
- instável 
- redução percutânea, imobilização, fio de 
Kirschner 
- IV - com deslizamento epifisário 
- redução, imobilização, fixação percutânea 
- fraturas de falange 
- distal 
- estável 
- tala de alumínio (2 semanas) 
- fraturas cominutivas - esmagamento,hematoma subungueal 
- base 
- avulsão do tendão extensor (dedo em martelo) 
- faz-se redução e fixação com fio de Kirschner 
- média e proximal 
- deve-se proteger tendões flexores e aparelho extensor 
- intra-articulares 
- radiografia frente, perfil e oblíqua 
- geralmente sem desvio 
- imobilização (3 semanas) 
- trauma de alta energia 
- tração e imobilização precoce 
- extra-articulares 
- transversas (mais comuns na falange média) 
- oblíqua (mais comuns na falange proximal) 
- cominutivas 
93 
 
- angulações 
- desvios rotacionais são inaceitáveis 
- tratamento cirúrgico - fios ou parafusos 
Fisiopatologia 
- mecanismos - trauma direto, torção, contrações musculares 
 
94 
 
Conceitos 
- classificação 
- fraturas metacarpais 
- 2º ao 5º 
- da cabeça 
- do colo 
- da diáfise 
- da base 
- 1º 
- I - fratura-luxação de Bennett 
- II - fratura de Rolando 
- III - fratura extra-articular 
- IV - fratura com deslizamento epifisário 
- fraturas da falange 
- distal 
- média e proximal 
- tratamento 
- fraturas de metacarpo 
- 2º ao 5º metacarpos 
- da cabeça 
- indicações cirúrgicas - desvio, acometimento 
articular 
- do colo 
- indicações cirúrgicas - desvio e/ou deformidade 
maiores que o aceitável 
- da diáfise 
- indicações cirúrgicas - desvio maior que o aceitável, 
fratura aberta, perda de segmento ósseo, 
refratariedade ao tratamento conservador 
- da base 
- indicações cirúrgicas - fratura-luxação, instabilidade 
- 1º metacarpo 
- indicações cirúrgicas - I e II; III e IV, no caso de insucesso do 
tratamento conservador 
- fraturas da falange 
- distal 
- indicações cirúrgicas - lesão de partes moles, subluxação 
volar 
- média e proximal 
- indicações cirúrgicas - fratura intra-articular com desvio ou 
cominuição e extra-articular com desvio ou instável 
Fisiopatologia 
- mecanismo - trauma direto, torção, contrações musculares 
 
95 
 
Fraturas-luxação dos ossos do carpo 
 
Espaço de Porriet:não apresenta ligamento, maior probabilidade de apresentar luxação. 
 
Epidemiologia 
 16% das fraturas 
o Escafoide: 79% 
 Único que faz a transição entre as fileiras proximal e distal 
o Piramidal: 13,8% 
o Trapézio: 2,3% 
o Hamato: 1,5% 
o Semilunar: 1,4% 
Escafoide 
 Helicoidal 
 80% da cobertura dele é cartilagem 
 Articula-se com a fileira proximal e com a distal 
o Rádio, capitato, ... 
 Se é muito coberto por cartilagem por onde entram os vasos sanguíneos? 
o Apresenta pouca vascularização 
 Vascularização proveniente da artéria radial. 
 1/3 distal por ser mais vascularizado é com maior facilidade p/ consolidar 
 1/3 proximal dificilmente consolida, maior chance de necrose 
 Fratura no 1/3 distal: 10% 
 Fratura no 1/3 médio:80% 
 Fratura no 1/3 proximal: 10% 
 
Mecanismo do trauma 
 Hiperextensão do punho associada ao desvio radial. 
Avaliação clínica 
 Escafoide forma o assoalho da tabaqueira anatômica 
o Dor na tabaqueira anatômica 
 Edema 
 História do trauma 
Radiografia 
 AP 
o O tubérculo do escafoide fica escondido 
o Por isso faz AP com desvio ULNAR. 
 Escafoide alonga 
 Perfil 
o p/ verificar se há presença de luxação do semilunar 
 Ressonância Magnética 
o Mostra o edema ósseo 
o Diagnostico de fratura oculta. 
Qnd fratura oculta -> se não puder fazer RM 
 Imobiliza e repete o raiox em uma semana. 
 Se não permanecer a queixa -> era uma contusão. 
 
Tratamento conservador 
 Desvio menor que 1 mm. 
 Inclui o polegar 
96 
 
Tratamento cirúrgico 
 Mais utilizado devido a dificuldade de consolidação (evitar pseudoartrose). 
 
Complicações 
 Pseudoartrose escafoide 
o Perde a estabilidade dos ossos do carpo pois o escafoide se articula com vários 
ósseos. 
o Pode evoluir p/ uma artrodese 
 Cisto ósseo 
 Necrose do polo proximal 
 
Luxação Perisemilunar 
 Tto cirúrgico 
 Pode evoluir p/ artrose 
 
Fraturas Falanges e Metacarpos 
 
Epidemiologia 
 2x mais comuns do que dos metacarpos 
 + comum em homens 
Quadro clínico 
 Determinar o alinhamento dos dedos 
o Relação das inhas com flexão e extensão 
o Corvegencia p/ o tubérculo do escafoide 
Mão 
 AP 
 Oblíqua 
Dedo 
 AP 
 Perfil 
 
Classificação 
 Green e Obrein 
 
Fratura Boxer 
Fratura de Bennet 
 1º metacarpo 
 Tto cirúrgico 
Fratura de Rolando 
 
 
Tto 
 Critérios de alinhamento aceitável 
o Falanges 
 Angulação de 10º 
 Nenhuma rotação 
o Metacarpos 
 Encurtamento de 3 a 5 mm 
 Angulação 10, 20 e 30º 
 Nenhuma rotação 
 Tto conservador 
97 
 
o Gesso na posição funcional 
o Talas gessadas 
o Talas de alumínios 
o Órteses 
 Tto cirúrgico 
o Fios de Kirschinner 
 
LESÕES MUSCULO TENDINOSAS DA MÃO 
 Necessita de tratamento de urgência na primeira semana 
 Representam 1% das lesões da mão 
 Causas: 
o Lesoes cortantes 
o Doenças inflamatórias 
o Alvulssões ósseas 
o Ruptura por fraturas ou material de síntese 
 Acometem trabalhadores 
 Anatomia dos tendões flexores 
o Ventre muscular do epicôndilo medial, 4 tendões superficiais e 4 profundos, 
que compõem o túnel do carpo junto com o nervo mediano 
o Síndrome compressiva do carpo é a mais comum do mmss 
o Ao saírem do túnel do carpo já saiem em pares de superficiais e profundos. Os 
lumbricais são os únicos músculos que e originam de tendão e se inserem em 
tendão (princ. Do Flexor profundo) 
o Polias: 5 anulares e 3 fusiformes , prendem o tendão no osso(?)- impares nas 
articulações e pares no osso 
 Complicação: arco de corda (?) 
o 2 e 4 são as mais importantes- mais largas 
o Quiasma de Kampber (?)- quando o flexor profundo se superficializa 
o Flexão da interfalange media- flexor superficial 
o Flexão da interfalange distal- flexor profundo 
o Vinculas, entram na parte dorsal do tendão e ventralmente é nutrido pelo 
liquiso sinovial 
 Avaliação da lesão dos tendões flexores 
o Associada a lesões: nervos 50%), artérias, osso 
o Perda da fexão do dedo 
o Exame físico- ausência de contração do dedo 
 Classificação em zonas 
o 1- distal a IFP 
o 2- da inserção do FS até a polia A1 
o 3- da polia A1 até o túnel do carpo 
o 4- o túnel do carpo 
o 5- proximal ao túnel do carpo 
 Acesso direto, com boa exposição e visão das estruturas a serem operadas, é o 
começo de uma ba cirurgia- via de acesso em zigzag pra evitar a retração cicatricial 
 Tratamento- tenorrafia (sutura do tendão) 
o O paciente tem que começar a mexer logo, então tem que fazer uma sutura 
forte, se ele não mexer a sutura une-se ao osso e perde-se a função 
98 
 
o Nylon 4-0 no profundo e 5-0 no superficial 
o 0-15 dias dá pra tratar, depois de 15 dias já é crônico e piora o tratamento 
 Tenorrafia secundária 
o Reconstrução do tendão osteo-fibroso para reconstrução do tendão, 
geralmente usa-se o palmar longo 
 Pós-operatório 
o Movimentação passiva controlada (posição funcional) 
 Evitar a aderência, que é a complicação mais comum, para evitar a eprda funcional 
(previne-se com movimentos e tratamento na primeira semana) 
 Zona 2 é a mais importante- 2 tendões, 50% das lesões, preferência por sutura 
primária dos dois tendões ou do FP, historia- “terra de ninguém” por Bunnel (enxerto 
de tendão era preferível ou tiravam o profundo e deixavam só o superficial) 
 Zona 4- pode estar associada a lesão do nervo mediano 
Tendões extensões 
 Mais finos e fracos que os flexores 
 Mais superficiais e em contato íntimo com as articulações 
 São mais propensos a ruptura fechadas 
 6 túneis (aqueles negócios que tinham no rádio- revisar) 
 Extensores junto com os lumbricais formam o aparelho extensor e se inserem na base 
da falange média e na base da falange distal 
 Zonas de Doyle 
o 1- IFD 
 Lesão do tendão extensor terminal- dedo em martelo 
 Mais comum em jovens- usa-se tala metálica 24h por 6 semanas 
(dorsal ou ventral), depois de 6 semanas usar a tala para dormir 
 Quando tem luxação da 1 falange- tratamento cirúrgico 
 LESÕES TARDIAS: tira a pele junto com o tendão,sutura tudo e passa 
um fio de kirchiner (?) 
o 2- Falange media 
o 3- IFP 
 Perda da extensão ativa da IFP 
 Deformidade em botoeira (artrite reumatoide) 
 Se tiver fratura e luxação da articulação- cirúrgico 
 LESÃO CRONICA- tem que usar enxerto de tendão, mas todas vez que 
se usa enxerto de tendão ele perde a força 
o 4- falange proximal 
o 5- MCF 
o 6- metacarpos 
o 7- retináculo dos extensores 
o 8- antebraço distal 
LESÕES DE NERVOS PERIFÉRICOS 
 Unidade funcional do nervo- neurônio ---- placa motora 
 Lesão nervosa- para da transmissão do impulso, geralmente ao nível de axônio- 
desorganização das atividades funcionais 
 Degeneração Waleriana- ocorre no segmento distal da lesão 
99 
 
 Degeneração axial 
 Regneração de 1 a 2mm por dia- fascículos se unem de forma cruzada e ocorre perda 
de função 
 Tipos de lesão 
o Neuropraxia Grau I- parada fisisologica do impulso nervoso (ausência de lesão) 
o Axoniotmese grau II(axônio) 
o Axioniotmese grau III- axônio+endoneuro+perineuro(fascículo) 
o Neurotmese grau IV- axônio+endoneuro+perineuro+epineuro (nervo) 
 AAvaliação clínica- alterações motoras 
o Paralisia- logo após a lesão 
o Hipotrofia- progressiva, 6 semanas 
o Degeneração e fibrose muscular apóes 2 anos de lesão 
 Aleterações sensitivas 
o Tato, dor, temperatura, estereoagnosia 
 Alterações vasomotoras 
o Diminuição da circulação 
o Alterações tróficas da pele e unha 
 Quanto ao tempo 
o Recente <3 semanas 
 Neruólise 
o Segunra sidrome compressiva mais comum 
 Lesões antigas 
 Suturas+ enxertos (geralmente com o nervo sural da perna) 
 
 
 
 
Fraturas-luxações do quadril 
 
Conceitos 
- anatomia 
- articulação do quadril X articulação do ombro 
- acetábulo - é profundo e faz encaixe com a cabeça do fêmur 
- cavidade glenoide - é rasa 
- cápsula articular e ligamentos 
- cápsula articular 
- fratura transtrocantérica - há rotação externa porque a 
cápsula articular não contém a rotação 
- fratura de colo de fêmur - o contrário 
- ângulo cérvico-diafisário 
- de 125-135 graus, com média de 128 graus 
 
VALGO >135 
VARO <125 
 
- vascularização do fêmur 
- a. do ligamento redondo, a.a. circunflexas, a. nutridora 
- luxação do quadril (trauma de alta energia) X lesão vascular 
100 
 
- pode ocorrer necrose da cabeça de fêmur 
 
- classificação de Pipkin (para fraturas da cabeça do fêmur) 
- I - fratura caudal à fóvea da cabeça 
- II - fratura acima da fóvea da cabeça 
- III - I ou II + fratura do colo do fêmur 
- IV - I, II ou III + fratura do acetábulo 
 
 
- classificação de Thompson-Epstein (para luxações posteriores de 
quadril) 
 
- I - com/sem pequena fratura 
- II - com grande fratura isolada do rebordo acetabular posterior 
- III - com cominuição do rebordo acetabular, com ou sem um grande 
fragmento 
- IV - com fratura do assoalho acetabular 
- V - com fratura da cabeça femoral 
 
- classificação das fraturas-luxações do quadril 
- quanto à origem 
- congênitas 
- iatrogênicas - patológicas 
- traumáticas 
 
 
 
- quanto à posição 
- anterior ( + RARA) 
- posição pubiana (abaixo do acetábulo) ou obturatriz (ao 
nível do acetábulo) 
- posterior (+ FREQUENTE ) 
- posição isquiática (abaixo do acetábulo), retroacetabular 
(ao nível do acetábulo) ou ilíaca (acima do acetábulo, 
sendo a mais comum) 
- central 
* têm relação com posições pudica, não pudica e neutra 
* grau de flexão determina se luxação é superior ou inferior 
- fisiopatogenia 
- sentido da saída da cabeça do fêmur X lesão de estruturas 
associadas (em geral) 
- para frente - lesão vascular 
- para trás - lesão nervosa (N. ciático) 
- clínica 
- luxação congênita 
- linhas - de Hilgenheiner, vertical de Ombredanne (Perkis), de 
Menard Shenton 
- índice acetabular - 25-30 graus 
- discrepância de membros, assimetria de pregas cutâneas 
- Barlow 
101 
 
- Ortolane 
- luxação posterior 
* quanto maior o grau de flexão, maior a chance de luxação 
simples 
* se adução - luxação simples 
* se abdução - maior chance de fratura-luxação 
* na fratura da diáfise femoral concomitante, há perda dos sinais 
clínicos 
- complicações 
- agudas - lesão do n. ciático, irredutibilidade, lesões do 
joelho, recorrência 
- tardias - recorrência, miosite ossificante (ossificação 
heterotrópica), necrose avascular, artrose pós-traumática 
- luxação anterior 
- complicações - lesão do n. obturador, n., a. e v. femorais 
- tratamento 
* as reduções incruentas, aqui, devem ser feitas sob anestesia 
- luxação posterior 
- redução incruenta - em até 12 h 
- manobras - Allis (ver anexos), Stimson (ver anexos), 
Bigelow, Bigelow reversa 
- redução cruenta 
- indicações - insucesso da redução incruenta, redução 
instável e fragmentos intra-articulares 
 
 
- luxação anterior 
- redução incruenta - manobra de Allis 
- redução cruenta - no insucesso da incruenta 
 
Epidemiologia 
- luxação coxofemoral 
- a luxação posterior é 10 vezes mais comum (85-90%) 
- geralmente, não é isolada 
- 50% apresentam outras fraturas (no próprio quadril, fêmur ou 
joelho) 
* lesão de nervo ciático associada em até 20% dos casos 
* pode haver necrose avascular da cabeça femoral 
 
Fisiopatologia 
- trauma de alta energia (politraumatismo) 
* em crianças, não necessita ser de alta energia, mas a luxação é rara 
- luxação posterior - impacto indireto sobre o quadril fletido 
 
Diagnóstico 
- clínico 
- luxação posterior 
- posição clássica (pudica) - membro inferior encurtado, fletido, 
aduzido e rotado internamente (ver anexos) 
- luxação anterior 
102 
 
- posição não pudica - membro inferior aumentado, fletido, 
abduzido e rotado externamente 
- radiográfico 
- RX simples 
- incidências - AP de pelve, alar e obturatriz 
 
Tratamento 
- luxações traumáticas 
- luxação posterior 
- redução incruenta de urgência 
- luxação anterior 
- redução incruenta 
- luxação iatrogênica - patológica 
- artrite séptica 
- lavagem e tratamento de seqüelas 
- luxação congênita 
- suspensório de Pavlik 
- 4-18 meses de idade 
- tração prévia de 7-10 dias 
- redução sob anestesia 
- > 18 meses de idade 
- osteotomias 
 
Lembretes Anexos 
 
* vascularização da cabeça do fêmur 
- quando há luxação da cabeça do fêmur, há ruptura do 
ligamento redondo e, consequentemente, a a. obturatriz; 
pode, também, haver lesão dos vasos circunflexos 
de tempo em que o quadril permanece luxado) 
 
103 
 
 
* n. ciático passa imediatamente posterior à cabeça do fêmur - risco 
de lesão do nervo na luxação posterior do quadril 
 
 
* n. obturador passa próximo à cabeça do fêmur - risco de lesão do 
nervo na luxação anterior 
 
104 
 
 
* mecanismo da luxação posterior de quadril 
 
 
* posição clássica da luxação posterior de quadril (posição pudica) 
* manobra de Allis 
* manobra de Stimson 
 
105 
 
 
 
 
FRATURAS NO ANTEBRAÇO NA CRIANÇA E NO ADULTO 
Antebraço é considerado uma articulação 
‒ Extensores- epicôndilo lateral 
‒ Flexores- epicôndilo medial 
‒ Bíceps- origem dupla e distalmente se insere na tuberosidade occipital do rádio 
Flexor do antebraço sobre o braço, mas é por excelência um supinador 
106 
 
‒ Não dá pra reduzir as fraturas de forma fechada porque a membrana impede um 
pouco o movimento—tratamento cirúrgico 
‒ Na criança: fise ou placa de crescimento- lesão traumática nesta é o 
descolamento epifisário (e leva o fragmento metafisário) 
‒ Epifisiodese: 
 
 I fratura na fise Tipo II fratura na fise com saída no lado oposto na metáfise Tipo III 
fratura da superficie articular até a fise Tipo IV estende-se da articulação até a 
metáfise Tipo V compressão 
A ulna é proximalmente o osso mais grosso e o rádio é o mais grosso distalmente- 
fratura o mais forte e luxa o mais fraco 
FRATURA DE MONTEGGIA - proximal, então fratura a ulna e luxa o rádio 
o Fratura da ulna (1/3) proximal com luxação da cabeça do rádio 
o Pronação dolorosa- subluxação da cabeça do rádio 
o Palpa a cabeça do rádio, pressiona e faz asupinação (volta 
imediatamente 
o Mecanismo- trauma direto na face posterior da ulna ou queda em 
pronação 
o Classificação 
 Tipo I (60% dos casos) – Luxação anterior da cabeça do rádio com 
fratura da diáfise da ulna em qualquer nível com angulação 
anterior. 
 Tipo II (15% dos casos) – Luxação posterior ou pósterolateral da 
cabeça do rádio com fratura da diáfise da ulna com angulação 
posterior. 
 Tipo III (20% dos casos) – Luxação lateral ou ântero-late-ral da 
cabeça do rádio com fratura da metáfise ulnar. 
 Tipo IV (5% dos casos) – Luxação anterior da cabeça do rádio com 
fratura do terço proximal do rádio e ulna ao mesmo nível. 
107 
 
 
‒ Tratamento: redução incruenta precoce da cabeça do rádio 
‒ Complicações: erro diagnóstico, lesão nervosas, sinostose 
radio ulnar (funde o radio com a ulna), instabilidade da cabeça 
do rádio infecção, pseudoartrose, consolidação viciosa, 
calcificação em torno da cebça do rádio, rigidez do cotovelo, 
subluxações, perda de reduções, osteoartrite 
FRATURA DE GALEAZZI - distal, então fratura o rádio e luxa a ulna 
 Desvio anterior 
 Fratura do rádio (terço médio para distal) e luxação da rádioulnar 
 3x mais comum q monteggia 
 Diagnóstico em AP e perfil, teste manual de estabilidade 
o Tratameno- redução cruenta com placa de compreensão de 
pequenos fragmentos, testar articulação distal 
 A- estável 
o Complicações 
o Mecanismo do trauma- queda com cotovelo estendido 
‒ Fratura de Culles- desvio posterior, vê deformidade 
‒ Fratura de Smith- desvio anterior, 
‒ quem determina o desvio é o fragmento distal 
CLASSIFICAÇÃO AO 
‒ A1- frat simples da ulna, rádio normal 
‒ A2- frat simples do rádio, ulna normal 
‒ A3 
‒ B1 
‒ B2 
‒ B3 
‒ C1 
‒ C2 
108 
 
‒ C3 
o Rádio distal é mais importante porque ele dá o suporte do punho 
CLASSIFICAÇÕES MAIS COMUNS 
 Frykman 
o falha 
 Weber (AO/ASIF) 
 Melone 
 Colum theory 
 Fernandez (mechanism) 
o I. a curvatura do osso se dá na área de tensão (culles, Smith) 
o II. Fratura por cizahamento da superfície articular (Barton, e 
estiloide radial) 
o III. Compression- fratura intra cm impactação do osso subcondrak 
metafisario 
o IV. Avulsion- fraturas dos ligamentos anexos ulnar e estiloide 
radial 
o V. combinadas- lesões de alto impacto 
 Classificação universal 
o Extrarticulares 
 Sem desvio 
 Com desvio 
 Redutível estável 
 Redutível instável 
 irredutível 
o Intraricular 
 Redutível estável 
 Redutível instável 
 Irredutível 
Manobra de redução 
 Degermação, Xilocaína 10ml no foco de fratura (vem sangue) e depois 
reduz e boa gesso e faz controle radiológico 
 Não pode fazer muita flexão por causa do nervo mediano 
OPÇÕES DE TRATAMENTO 
 
AULA DE VERDADE 
‒ 
‒ Fixação tem que ser absoluta 
Criança: deformidade plástica, então tem que alinhar 
109 
 
Lesões de nervos periféricos 
Então, os nervos periféricos nada mais são do que uma extensão do sistema nervoso 
central que integra a parte motora e a sensitiva. E quando você sofre um trauma os 
impulsos vão ficar desorganizados e você perde uma atividade desse nervo. Então você 
tem o neurônio que é a unidade funcional do nervo e você tem no nervo periférico um 
feixe de fibras nervosas ai você tem fibras motoras, fibras sensitivas. nervo periférico 
consiste num feixe ou feixes de fibras nervosas. As fibras motoras O se originam da 
coluna anterior da medula espinhal, as sensitivas da coluna e gânglio posterior .Ai você 
tem um nervo, parte anterior dele tem função motora e a parte posterior dele tem a 
função sensitiva. Por exemplo, na paralisia infantil o problema é justante aqui, a criança 
tem um problema motor. O nervo tem o epineuro externo envolvendo todo o nervo, o 
epineuro interno, o perineuro e o endoneuro, então, essa é a composição do nervo. Os 
nervos podem ser oligofascicular, polifascicular e monofascicular. No nervo 
polifascicular voce vê que ele tem todas as estruturas do nervo, o oligofascicular não 
tem todas as estruturas do nervo e o monofascicular so tem o endoneuro e o perneuro. 
Nós vamos ter nervos plexiformes que é um emaranhado de fibras e nervos uniformes. 
Há uma diferença muito grande quando eu faço uma sutura nesses nervos. Nos nervos 
plexiformes o resultado da sutura não é bom, já no nervo radial que é um nervo 
uniforme a sutura da excelentes resultados. Então o que acontece quando eu leso, 
tenho um trauma nesse meu nervo, o segmento distal vai sofre uma degeneração 
walleriana, o que acontece é que você tem o tubo endoneural, há uma fagocitose e tudo 
que está dentro desse tubo é absorvido, mas o tubo endoneural não,ele continua lá. 
Então você teve um corte, há fagocitose e tudo que ta dentro desse tubo absorve, então 
você só fica com o tubo la dentro pra crescer alguma coisa se tiver estímulo. Já no 
fragmento proximal, você vai ter uma degeneração axônica e vai formar na ponta desse 
nervo um neurônio, então quando voce tem uma lesão do nervo e não foi feito sutura, 
voce faz uma percussão e voce vai ter choque, por que na parte proximal voce vai ter 
um novo na ponta desse nervo ( não consegui entender se era msm novo, se quiserem 
ouvir ta em 5:10 min). Isso é mais ou menos o que acontece com esse tubo, ele é 
absorvido mas permanece o tubo aqui dentro, aqui um neurônio normal e aqui um 
neurônio com uma lesão. O que vai influenciar o fator de regeneração? Voce tem um 
corte no nervo, o que influencia para ele regenerar? A primeira coisa que influencia é a 
idade, porque numa criança que tem lesão de nervo a recuperação dela é muito maior, 
muito mais fácil que uma pessoa de 60 anos. Então a idade influencia muito. Outra coisa 
é a distância da lesão até o órgão efetor, uma lesão do nervo radial no terço médio do 
antebraço, o órgão efetor que faz a extensão do punho ta no cotovelo, então daqui pra 
cá há um crescimento. Agora se voce corta o ( não entendi o nome do nervo 6:25) a nível 
da coxa e a nível do quadril até ele chegar la no joelho, é uma distancia muito grande. 
Então, há uma diferença na regeneração. Outra coisa que influencia é a qualidade da 
sutura, vamos ver la na frente os tipos de sutura que podemos ter. Outra coisa é a 
qualidade do nervo, se é um nervo uniforme ou plexiforme. A espessura do nervo, 
quanto mais fino mais difícil a sutura, mais difícil a sua recuperação. E o tempo de lesão, 
quanto mais tempo demorar pra fazer essa sutura, desse nervo, a recuperação vai 
110 
 
demorar mais. O que pode lesionar o nervo? Primeiro a faca, o corte, o vidro, podem 
cortar o nervo, ferimento por arma de fogo, compressão, em cirurgia as vezes utilizam 
o garrote e isso comprime e a compressão pode levar a lesão do nervo. Tumor crescendo 
pode comprimir esse nervo. O frio, a spessoas que vivem no alpinismo, locais muito frios, 
eles sofrem muita lesão de nervo. O calor também pode causar lesão. Substancias 
químicas, e tem pessoas que usam essas substancias para benefício próprio, pessoas 
com 60 anos usando botox na face, nada mais é do que uma substancia química que 
causa lesão de nervos. 
Existem duas classificações para lesões de nervos: A de SEDDON que é neuropraxia, 
axonotmese e neurotmese. E tem também a mais completa que é a de SUN, ERLAND 
que é uma disfunção de nervo, você não tem um corte, não tem um agente químico 
indo la lesar. Voce tem uma lesão axonal, uma lesão do axônio e do endoneuro que é da 
fibra. Perineuro, endoneuro e axônio que é fascículo e como todo ele ta lesado é lesão 
completa do nervo, todas as estruturas foram cortadas, foram lesionadas. Neuropraxia 
é grau 1, axonotmese é grau 2, axonotmese grau 3 em relação a fibra, axonotmese em 
relação ao fascículo grau 4, grau 5 é lesão completa do nervo. Na neuropraxia você tem 
uma lesão motora, a parte sensitiva está boa. O alcoolatra de vez em quando tem essa 
lesão, ele bebe muito e depois vai dormir e coloca a cabeça no meio do braço e ele passaa noite toda dormindo assim, ai quando acorda chega no pronto socorro com a mão 
caída, isso não é nada mais que a compressão do nervo radial que faz com que a parte 
motora dele pare. Há muitos anos atrás, existia a síndrome do recém casado, cara 
casado, aí colocava a mulher pra dormir nos braços dele ai tem compressão do nervo 
radial, faz lesão do nervo radial do tipo motora, então é uma desmielinização, não há 
degeneração walleriana, ou seja, o tubo endoneural tá perfeito, ta com todas as 
estruturas dentro, (a degeneração walleriana é quando há fagocitose e absorve tudo 
que ta dentro do tubo endoneuroal), o tratamento é conservador. Axonotmese é uma 
degeneração completa tanto sensitiva quanto motora, há uma lesão axonal, 
degeneração walleriana e o tratamento é cirúrgico.Neurotmese é uma lesão completa, 
é uma lesão do axônio e do estroma do nervo, também degeneração walleriana e o 
tratamento é cirúrgico. 
O diagnóstico como tudo na medicina é com a anamnese, você vai atrás da causa da 
lesão, tempo de lesão e o local porque esses três fatores vão influenciar na recuperação. 
O ferimento por arma de fogo, por exemplo, o nervo foi embora, vai ter que colocar 
enxerto de nervo. O ferimento por faca, o cara la pega a faca e vai cometer suicídio, ele 
pega a faca e vai la e corta, a primeira estrutura que ele corta é o nervo mediano, nervo 
mediano é responsável pela pinça, então pra eu segurar a faca não consigo, pode ver 
todas as pessoas que tenteam suicídio com faca no punho, elas do outro lado mal 
arranha né, porque ela não consegue segurar a faca, ela corta aqui e quando ela bota a 
faca pra ca ela não vai conseguir segurar, ela não tem força pra segurar a faca, pra fazer 
pressão pra cortar, então ela não consegue cortar do outro lado. Todos os ferimentos 
com corte é fácil você fazer a sutura, o tempo que você levou e a localização. Então 
quando há realmente uma lesão desse nervo, o que que aconteceu pra ele não estar 
mexendo? Eu tenho uma lesão de tendão nesse corte? Qual nervo que foi lesado? É um 
111 
 
nervo sensitivo? Nervo próximo de articulação é mais difícil para a sutura dar resultado. 
A paralisia é só motora ou é só sensitiva? Essa lesão é completa ou incompleta? Ai você 
vai pesquisar a sensibilidade, essa sensibilidade é objetiva, subjetiva, geral e especial. 
Há parestesia, hiperestesia, hipoestesia, isso tudo tem que ser pesquisado. Então se 
voce tem uma lesão motora, aparece logo depois do corte ou do trauma. Se você tem 
uma hipotrofia muscular significa que tem mais d e6 semanas de lesão. Se já tem 2 anos 
você tem degeneração dessa lesão, geralmente é uma degeneração fibrótica. Se você 
tem alteração da dor, da temperatura, estereognosia capacidade de segurar um objeto 
na mão e sentir se ele é redondo se é comprido, curto. Quando você tem ligação de 
ligamento cruzado anterior, na lesão do joelho, você perde propriocepção, então s e 
apessoa ta sentada ela não sabe mais se o joelho ta dobrado ou esticado, se perde isso 
é a coisa mais difícil de recuperar. Alterações vasomotoras, mais de dois anos você tem 
alterações irreversíveis. Então s epassa de dois anos essas alterações motoras vão ser 
irreversíveis. AI você tem o sinal de tinel, é complexo o sinal dede tinel. Quando o nervo 
vai se recuperar ele cresce 1 milímetro por dia, então se ele cresce 1 milímetro por dia 
em 10 dias 1 cm, se ele cresce 50 dias, 5 cm. Então se você faz a digito percussão aqui e 
deu choque, daqui a 50 dias esse choque não tem que ser mais aqui porque ta crescendo 
um nervo por dentro do tubo endoneural. Houve a degeneração walleriana e esse nervo 
começa a crescer. Ele cresce 1 milímetro por dia, então se deu tinel aqui, vai ter que 
estar mais distante, se continuar aqui, no mesmo lugar o que aconteceu foi que esse 
nervo não está crescendo. Esse choque que você sente quando faz a digito percussão é 
do neurônio que se formou no coto proximal. Lesou o nervo, faz digito percussão, deu 
choque, beleza, foi ali alesão, 50 dias depois do choque continua no mesmo lugar, 
significa que formou um neurônio no coto proximal, se o choque aumentou a distancia, 
significa que ta crescendo. Neuropraxia é tranquilo pra você avaliar isso vc faz la e da o 
choque, e daqui a 50 dias quando você for avaliar esse paciente o choque ta mais 
distante, então o nervo ta crescendo e o paciente começa a se recuperar. Quando eu 
faço a sutura, sutura do nervo, sutura foi nesse nível, daqui a 50 dias o choque tem que 
estar em outro lugar, se continuar no mesmo lugar a minha sutura complicou. O Tinel, 
quando ele descreveu esse sinal foi pra avaliar a recuperação, então se ele ta 
recuperando. Mas se adota esse mesmo sinal pra dizer que não ta desenvolvendo. Na 
síndrome do túnel do carpo, trabalhadores do distrito, você vai la aperta, aumenta a 
dormência da mão, você faz tinel dá choque. Não confundir tinel com o choque do 
neurônio, a recuperação não é formação de neurônio. Então você tem que fazer 
investigação vasomotora, se tem suor, se tem pelo, onde tem lesão de nervo, o pelo cai, 
não tem suor na região, tem que pesquisar temperatura, a cor da região também 
modifica e a temperatura da pele. Então se voce tem uma pele quente você tem até 
duas semanas de lesão. Se você tem uma pele fria e cianótica maior numero de semanas, 
se vc tem uma pele fina, seca brilhante, com alguma coisa que eu não entendi nas unhas 
( ta no min 23:26) tem mais de 6 meses. Além da parte clínica você tem o exame 
eletroneuromiografia e só tem função a partir de 6 meses. Ele é como se fosse um 
eletrocardio, até ai você vai estimular o nervo, ele vai emitir a função desse nervo com 
o choque, vai gravar e fotografar essas ondas de choque. 
112 
 
O tratamento, você tem o não cirúrgico que só está indicado para aqueles pacientes que 
só tem neuropraxia, ai você só observa e acompanha fazendo o teste de tinel e 
eletroneuromiografia, mas é importante manter esses pacientes na fisioterapia, terapia 
ocupacional e você tem que colocar algum aparelho ortopédico para evitar 
deformidades secundárias, depois disso ele falou sobre imobilizar no pé caído, não 
consegui entender muito bem (25:50). Ai você pode fazer uma neurólise, sutura e você 
pode fazer enxerto e faltou aqui colar o nervo, pode usar uma cola, principalmente 
quendo faz enxerto nesse nervo, a melhor forma de fazer sutura é com cola. Lesão 
fechada, que não ta bem diagnosticada você observa. O interessante é que, você não 
precisa fazer a sutura direto nesse nervo pra ele recuperar. Quando você tem tumor 
crescendo comprimindo o nervo você descomprime esse nervo ressecando o tumor isso 
é uma neurólise, com a liberação desse nervo. Na sutura , você tem epineuro externo, 
epineuro interno, ela só é boa para nervo polifascicular, perineuro lesões parciais, 
adesivo de fibrina, lesões complexas você faz enxerto. Então você sutura o perineuro, 
so aquela camada que reveste o nervo e já da bons resultados. Epineuro, você sutura 
primeiro epineuro interno depois epineuro externo. Sutura microscópica, no perineuro 
você sutura uma fibra de cada vez, isso só é bom em nervo plexiforme, ai você sutura 
uma fibra de cada vez no epineuro interno e epineuro externo. Uma lesão de nervos, 
que ta com uma boa vascularização, você coloca a cola. Geralmente, quem vai fazer essa 
suturas são os cirurgiões de mão e que fez especialidade para microcirurgia. Ai ele disse 
pra focar em fatores de regeneração, parte clínica, causas para lesão de nervos, como 
diagnosticar a lesão. Deu exemplo de um homem que levou uma facada no braço, se a 
lesão do nervo radial for baixa, vai ter mão caída mas ele consegue estender os dedos, 
se a lesão for alta cai a mão mas cai o dedo também. Então tem que saber se a lesão foi 
alta ou baixa, se for baixa o nervo ta mais fino então é mais difícil essa sutura. Fazer um 
bom exame físico, nível d alesão, s ehá realmente lesão, qual nervo. Fazera pesquisa, 
pegar gaze ou algodão, passar no paciente e ver se ele ta sentindo. Paciente se chegar 
pra você com a pele fria e cianótica e disser que tem 1 semana o corte ele ta mentindo. 
E o tratamento se é conservador ou não conservador. FIM 
 
Lesões traumáticas da cintura escapular 
5 articulações: 
 Escapulo-torácica 
 Esterno-clavicular 
 Gleno-umeral 
 Acromio-clavicular 
 Bursa: subacromio-subdeltoidea 
Rodete glenoideu 
Luxação: perda de contato permanente entre 2 superfícies que se articulam. 
A cabeça do úmero tem uma angulação posterior (retroversão) de 15 a 30 º em relação ao 
tórax e ao eixo dos epicôndilos. 
 
Rodete cartilaginoso – labrum 
 Lesão de bankar 
113 
 
 Luxação na rotação externa 
 Saber se a intabilidade é anterior ou posterior 
Lesão em machadinha 
 
Fraturas de úmero proximal 
Mecanismo de lesão 
 Queda sobre as mãos estendidas 
 Rotação excessiva do braço em abdução 
 Trauma direto 
Condições associadas 
 Osteoporose 
 Choque elétrico 
 
Classificação 
Kocher 
 Colo anatômico, epífise, colo cirúrgico. 
Codman 
 4 fragmentos: grande tuberosidade, pequena tuberosidade, diáfise, colo anatômico. 
Neer 
 Inclusão das luxações 
 
Problema de lesão com vários fragmentos: lesão das artérias circunflexas -> resulta em 
necrose. 
Fratura com 4 ou + fragmentos -> indicação p/ prótese de ombro. 
 
Fratura simples ou complexa. 
 
Classificação AO 
 A: não está presente isolamento vascular do segmento articular, 2 segmentos 
 B: isolamento parcial, envolve 3 segmentos 
 C: isolamento total, intraescapular, envolve 4 segmentos. 
Obs: se baseia no rsico de necrose da cabeça do músuclo. 
 
Apresentação 
 Dor e tumefação 
 Limitação dos movimentos 
 Equimoses 
 Deve-se fazer avaliação neurovascular e exame de tórax (pode apresentar 
pneumotórax, fratura de escápula). 
Incidências radiológicas 
 Série do trauma 
o AP (verdadeiro): 40-45º de inclinação. 
 Não se faz diagnóstico com uma única incidência. 
o Perfil de escápula. 
o Axilar. 
Diagnóstico diferencial 
 Bursite hemorrágica aguda 
 Ruptura traumática do manguito rotador 
Tratamento 
 Mobilização inicial e movimentação precoce 
 Redução fechada. 
114 
 
 Tipoias e aparelhos 
 Fixação com pinos percutânea 
 Redução cruenta e fixação interna 
 Prótese 
Complicações 
 Lesão vascular e nervosa (n axilar, n musculocutâneo, plexo braquial) 
 Lesão torácica 
 Miosite ossificante 
 Ombro congelado 
 
Fraturas de clavícula 
Mecanismo de lesão 
 Trauma direto sobre a clavícula ou ponta do ombro 
 Trauma indireto: queda sobre a mão estendida 
 Traumas obstétricos 
o Peso ao nascimento, distócia de ombro, uso do fórceps 
Segundo Allmans: 
 Grupo 1: queda sobre a mão estendida 
 2: queda sbre o lado do ombro 
Segundo Craing 
 1: no 1/3 médio 
 2: desvio mínimo (interligamentar) 
o Tipo 1: desviada medial aos ligamentos coracoclaviculares 
o Tipo 2: 
 A: conoide e trapezoide íntegros inseridos 
 B: conoide roto, trapezoide 
o Tipo 3: fraturas de superfície articular 
o Tipo 4: ligamentos intactos 
 3: 1/3 proximal 
o Tipo 1: desvio mínimo 
o Tipo 2: desvio importante (ligamentos rotos) 
o Tipo 3: intra-articular 
o Tipo 4: separação epifisária 
o Tipo 5: cominutivas 
 
Apresentação clínica 
Fraturas de parto 
 Assimetria de contorno 
 
Complicações 
 Lesão vascular e nervosa 
 Fratura aberta 
 
LESÕES DO ANEL PÉLVICO 
Antigamente não existiam esse tipo de lesão pois não existiam meios de transporte tão velozes 
e potentes para gerar tal lesão. 
 Osso ilíaco: isquio, ílio e púbis. Tem a articulação sacro-iliaca e anteriormente a sínfise 
púbica 
115 
 
 Ligamentos anteriores: 
 Ligamentos posteriores: Dão sustentação ao anel pélvico e quando há a ruptura há uma 
instabilidade deste (vai pra cima e pra baixo pois o anel pélvico que dá sustentação aos 
mmii) 
 Em caso de politrauma: ATLS e caso de suspeita, chama o ortopedista. 
 Não tem como conter o sangramento porque é osso esponjoso, apenas se consegue tal 
feito se diminuir a fratura 
LIGAMENTOS 
 Ligamento Ileolombar 
 Lig sacroiliaco interosseo ant 
 Lig Sacrotuberoso 
 Lig Sacriliaco posterior 
 Lig Sacroespinhoso 
 Lig interespinhoso 
 Lesão na sínfise (só fica acima de 1 cm) 
 Se tiver lesão do ligamento de L5 tem que estabilizar esta pelve 
TIPOS DE TRAUMA 
Baixa energia 
 Quedas domesticas 
 Avulsões 
Alta energia 
 Acidentes automobilísticos 
 Quedas de grandes alturas 
Pennal (mecanismo) 
 Lateral 
 Antero-posterior 
 Vertical 
Tile (estabilidade) 
 A- Estável 
 B- Parcialmente estável 
 C- instável 
Tipos de força 
 Compressão lateral (CL)- tipos mais comuns, atropelamento, colisão lateral do veículo 
 Compressão antero posterior (CQP)- colisão frontal do veículo, estando 
 Cisalhamento vertical (CV) 
CLASSIFICAÇÃO DE YONG (Sacro) 
 Lateral ao forame, no forame ou medial ao forame 
 CL (I, II, III) 
o I- Compressão sacral por impacto lateral 
116 
 
 CAP (I, II, III) 
 CV 
 MC (?) 
Fratura exposta oculta (tem lesão com comunicação anal/vaginal/ intestinal)- se não 
identificada gera septicemia grande (tem que fazer toque retal e vaginal) 
Rx- panorâmico (depois de estabilizar se faz o resto, por ultimo TC) 
 Entrada (40° inclinação cefálica) 
 Saída (40° inclinação cecal) 
Diagnóstico 
 Historia 
 Exame físico 
o Compressõa antero- posterior ou compressão lateral- se referir dor suspeitar de 
lesão 
 Radiografias 
o AP 
o In let (40° cefálica, pelve verdadeira, integridade do anel pélvico) 
o Out let (40° caudal, desvio cefálico ou vertical da hemipelve, descontinuidade 
das bordas dos forames sacrais, fratura sacra sem desvio) 
 TC 
TRATAMENTO 
 Reconstruir anatomia óssea 
 Prevenir deformidade 
 Minimizar o desconforto 
 Facilitar o retorno mobilidade e a função 
TRATAMENTO CONSERVADOR 
 Tração 
 Pneumatc Antishock Garments 
TRATAMENTO 
 Lesões complexas não se apresentam sozinhas 
 Estabilizar o anel pélvico 
 
117 
 
 
 
 
Lesões Meniscais e Ligamentos do Joelho 
 
 Anatomia do Joelho 
 
 
118 
 
Estruturas relevantes para o assunto. 
- Ligamento Cruzado Anterior 
- Ligamento cruzado Posterior 
-Menisco lateral 
-Menisco Medial 
-Membrana Sinovial 
A cápsula ligamentar envolve a articulação. 
 Meniscos 
Os meniscos são duas cunhas fibrocartilaginosas em forma de C. 
O Menisco medial é mais fixo ao platô tibial. O lateral é mais móvel, pois tem pouca aderência 
à capsula e ao platô. 
 
 
 
Qual a função dos meniscos? 
 Os côndilos femorais são maiores que o platô. Dessa forma, os meniscos conferem 
uma superfície maior ao platô para receber o côndilo femoral. 
 Ajudam a estabilizar o joelho (limitando flexão e extensão extrema) 
 Congruencia articular 
 Lubrificam a articulação (“espalha” o liquido sinovial sobre a cartilagem articular) 
 Absorção de impacto 
 Procepção 
Retirando o menisco, TODAS estas funções são perdidas 
O menisco é formado por fibras colágenas (maioria do tipo 1). 
A perda conjunta de ligamentos e meniscos leva a grande instabilidade da articulação 
As lesões de ligamento não tratadas levam a lesão de menisco na maioria dos casos. Menisco 
e ligamentos se comunicam por procepção. 
O Ligamento cruzado anterior possui 2 feixes. Um mais interno e outro mais “deitado” 
 
 
O que ocorre na lesão de menisco? 
Estas estruturas conferem 
estabilidade para a 
articulação do joelho 
LEMBRAR 
Como o menisco medial é mais fixo, este 
sofre mais lesão traumática. O lateral, por 
ser mais móvel, sofre lesões mais 
relacionadas ao desgaste. 
119 
 
 
*Nas lesões concomitantes de menisco e ligamento, o processo é o mesmo, a diferença é que 
ele evolui mais rapidamente. 
Para acontecer lesão de menisco = movimento ROTACIONAL (interno ou externo) 
 
 
 
 
 Clínica 
 Dor 
 Derrame articular 
 
IMPORTANTE: Diferenças entre a lesão deligamento e da lesão meniscal 
 
Menisco Ligamento 
Derrame articular tardio 
com liquido sinovial 
Derrame articular imediato 
com presença de sangue * 
 Dor continua Dor imediata 
 Pode haver bloqueio 
articular 
Não há bloqueio articular 
 
 
*Se o sangue apresentar goticulas de gordura, trata-se de fratura subcondral (não 
aparece no RX, apenas RM). Se não houver gordura, confirma-se lesão do lig cruzado 
 
No exame: 
 Estático: Pesquisar atrofia, bloqueio 
 Deambulando: Pesquisar claudicação 
Anteriorização 
da tíbia e 
posteriorização 
do fêmur 
Alteração do 
ponto de 
contato 
Instabilidade Degeneração
120 
 
Pesquisar derrame articular palpando a articulação 
Palpar a superfície articular = dor. Se mais posterior, lesão do menisco na região posterior. O 
mesmo vale para anterior 
(não se testa menisco na emergência devido a dor) 
 Testes (MUITO IMPORTANTE! 
 
 Teste de Apley 
 Com a tíbia de encontro ao femur, faz-se rotação interna e rotação externa. O 
calcanhar aponta pro menisco que se quer testar. 
 
Teste de Apley 
 
 Prova de McMurray 
 
 Descrito para a identificação das lesões dos cornos posteriores dos meniscos. Com o 
paciente deitado na posição supina, os quadris a 90º e os joelhos em flexão máxima, o 
examinador ao lado do joelho a ser examinado palpa as interlinhas articulares com 
uma das mãos e, com a outra, segura o pé do paciente, provocando movimentos de 
rotação interna e externa da perna, alternadamente. A presença de dor, com ou sem 
estalidos, junto à interlinha articular medial após rotação externa, pode caracterizar 
lesão do menisco medial. Quando se realiza rotação interna com sintomatologia junto 
à interlinha articular lateral, pode-se estar diante de uma lesão do menisco lateral dor 
na lesão meniscal 
121 
 
 
 Bocejo em varo e valgo: Testam respectivos ligamentos colaterais 
 Teste de Lachman: 
 Realizado para avaliar lesões do ligamento cruzado anterior. Deve ser realizado 
comparativamente com o lado contralateral.Em decúbito dorsal e joelho flexionado 
em 30º, segura-se com uma das mãos o fêmur e com a outra desloca-se anteriormente 
a tíbia, provocando o deslizamento entre as superfícies articulares. Com o LCA íntegro 
o examinador percebe uma interrupção abrupta da anteriorização da tíbia. O sinal 
positivo é caracterizado pela interrupção suave do movimento, sugestiva de ruptura 
do ligamento. 
 
Teste de Lachman 
 
 
 Gaveta anterior: Testa o ligamento cruzado anterior = puxa 
 Gaveta posterior: Testa o ligamento cruzado posterior = empurra 
122 
 
 
Gaveta Anterior 
 
 Teste de Jerk = causa uma subluxação do joelho. Único teste fidedigno na lesão do 
cruzado anterior 100% 
 
Atendimento da luxação de joelho na emergência : reduzir a luxação e colocar um fixador 
transarticular 
 
 Exames complementares: 
Radiografia: Nas lesões crônicas de lig cruzado anterior, observam-se osteófitos, espinhas 
tibiais proeminentes, estreitamento do intercondilo e diminuição do espaço articular. 
Lesão do menisco sem tratar = observam-se osteofitos 
Ressonancia Magnetica: Padrão ouro para lesões de ligamentos e meniscos. 
A Clinica deve ser soberana! A ressonância não é primordial para indicar a cirurgia 
 
 Tratamento 
Sutura do menisco é o ideal, principalmente para jovens e praticantes de atividade física. 
Meniscectomia total é pior! Agrava a instabilidade. 
Na impossibilidade de recuperar o menisco: Meniscectomia parcial + reconstrução do 
ligamento cruzado anterior 
Forma de reconstruir o ligamento: Usa-se os mm. semitendineo e grácil. 
Para atletas de ponta: tendão patelar 
 Complicações 
Infecção 
TVP 
Lesão Vásculo Nervosa 
 
123 
 
Paralisia cerebral 
 
Conceitos 
- paralisia cerebral - grupo de disfunções motoras e posturais (podendo estar 
associadas alterações sensoriais, cognitivas, perceptivas e crises convulsivas) 
resultantes de anomalia ou lesão não-progressiva do cérebro imaturo 
- tende a ser considerada PC quando a lesão ocorre até os 2 anos de 
idade; as lesões que ocorrem posteriormente, entretanto, têm tratamento 
semelhante 
- TORCH - T = toxoplasmose; O = outros; R = rubéola; C = CMV; H = herpes 
simples 
- anatomia e fisiologia 
- mielinização do SNC vai até os 12 anos 
- até os 6 anos, a criança é mais exposta a esta afecção do SNC 
(ocasionada por hipóxia) 
* gastrocnêmio - músculo biarticulado; sóleo, não 
- marcha em tríplice flexão X marcha eqüina 
- funcionalmente, a marcha eqüina é melhor 
- classificação 
- clínica (Sociedade Americana de Paralisia Cerebral) - 7 tipos 
- dada pelo professor 
- espástico (mais freqüente – 75%) Lesão córtex cerebral 
* há lesão do sistema piramidal 
- misto (2º mais comum) 
- atetoide 
- trêmulo 
- atáxico (mais raro) 
- rígido 
- hipotônico (raro) 
- Sizínio 
- espástico (75%) - córtex cerebral 
- extrapiramidal/discinético – lesão mesencéfalo, núcleos 
da base , base do crânio 
* há lesão dos gânglios basais 
- atetose (mais comum entre os extrapiramidais) 
- coréia 
- distonia 
- hipotônico (raro) 
- atáxico (muito raro) cerebelo 
- misto envolvimento difuso cerebral 
- topográfica 
- de acordo com a localização da afecção 
- monoparesia 
- hemiparesia, paraparesia, hemiplegia dupla 
- triparesia 
- diparesia, tetraparesia 
*diparesia - acomete os 4 MM, mas os inferiores são 
mais acometidos 
- diagnóstico 
- clínico 
124 
 
* o diagnóstico é clínico 
* manifestações, história da gravidez, parto e 
desenvolvimento 
- com quanto tempo de vida a criança firmou o pescoço? 
normal = 3 meses 
- com quanto tempo de vida a criança sentou? normal = 6 
meses 
- com quanto tempo de vida a criança andou? normal = 12-
14 meses 
- testes e manobras especiais 
* para determinar grupos musculares acometidos 
- manobra de Thomas, de Silverkiöld, primitivos (do 
espadachim e outros) 
- complementar 
* TC e RM confirmam o diagnóstico 
- TC - importante para afastar outras afecções do SNC 
* leucomalácia pode indicar hipóxia, mas nem sempre está 
presente 
- prognóstico 
- de marcha - critérios de Black, de Campos La Paz(?) 
* se não sentou até os 3 anos ou não andou até os 8, dificilmente os fará 
 
Politrauma 
 Definição : 
Lesão simultânea de diferentes órgãos que Isoladamente ou conjuntamente põem em risco a 
vida do paciente. Síndrome de lesões múltiplas, excedendo uma gravidade de 17(? -> ele não 
explicou quanto a esse escore), que é responsável poruma reação sistêmica, causando 
disfunção ou lesão de órgãos que não foram afetados primeiramente/diretamente. 
 Estatísticas: 
 Conforme os dados estatísticos, o politrauma é tido como a primeira causa de óbito no 
mundo em pacientes de 18-40 anos. 
 80 % desses tem menos de 34 anos 
 Mais comum em homens (20-29 anos) no nosso Brasil 
 120 mil mortos por ano e 360 mil pessoas são tidas como “inválidas” depois desses 
traumas. 
 Gasto avaliado em 5,3 bilhoes de reais para os cofres públicos por ano. 
 
O paciente politraumatizado é normalmente atendido, primeiramente, segundo o padrão ATLS 
(A,B,C,D,E) – a aula que segue se aterá à hemorragia, à circulação e ao déficit neurológico 
causado pelo politrauma. 
TRATAMENTO DEFINITIVO E PROVISÓRIO 
COMO e QUANDO usar 
125 
 
NA Decada de 80 e 90, o tratamento definitivo, também chamado TCE (Controle Total 
Precoce), era bastante utilizado em pacientes INSTÁVEIS (à frente, a classificação dos pacientes 
em estáveis ou instaveis será melhor explicada)! Abaixo, um exemplo da conduta comum 
nessa época: 
“Paciente dá entrada no PS com trauma de alta energia ( ex: fratura de fêmur), sem nenhum 
outro comprometimento. É feito, já no primeiro atendimento, o tratamento definitivo (fixando 
a fratura com placa ou haste), tendo assim recuperação imediata e alta hospitalar.” 
Obs: veremos adiante que não há recuperação completa e o risco de complicações neste paciente é 
MUITO grande. 
O que acontecia, de fato, com os pacientes INSTÁVEIStratados com o tratamento definitivo 
na década de 80? 
 Eles tinham melhor resultado funcional, menor quantidade de complicações respiratórias, 
diminuição do risco de fenômenos tromboembólicos, menor quantidade de dias na UTI e 
menos custo para o serviço de saúde. 
 PORÉM uma grande quantidade desses pacientes, quando tratados assim, evoluíam 
pra SARA, falência múltipla de órgãos e morriam. As causas possíveis pra esse desfecho 
eram: perda sanguinea ou lesão de partes moles. 
 
NOS DIAS ATUAIS____________________________ 
De acordo com estudos desenvolvidos com base na mensuração de IL-6 sérico , potente 
mediador inflamatório, uma única fratura de fêmur pode ter impacto reacional maior do que 
uma cirurgia de prótese total do quadril. Quando tal fratura for acompanhada de alguma outra 
inflamação já instalada , o impacto é ainda maior. Sendo assim, não devemos subestimar uma 
“simples” fratura como sendo um evento isolado e não correlacionado com reações 
posteriores que podem vir a acontecer com o paciente. 
Quanto à mobilização imune envolvida na reação sistêmica inflamatória, tem-se : sistema de 
Calicreina, cascatas de coagulação, adesão de leucócitos, ativação do sistema 
complemento.Todos esses fatores culminam com  lesão endotelial, lesão do parênquima e 
falência múltipla de órgãos. 
PRIMEIRO IMPACTO 
Todos acontecimentos supracitados (no tópico “Nos dias atuais”) configuram-se como etapas 
da LESÃO DE PRIMEIRO IMPACTO. Revisando, são essas as fases já citadas: 
Fratura  Lesão de partes moles ou perda sanguinea  Reação inflamatória sistêmica 
126 
 
......................................................................................................................................................... 
SEGUNDO IMPACTO 
O segundo impacto configura-se como a POTENCIALIZAÇÃO ou EXACERBAÇÃO da reação 
inflamatória sistêmica já instalada após a o PRIMEIRO IMPACTO. Mas como é possível induzir 
uma nova reação reação inflamatória? Justamente com o que era praticado na década de 80! 
O tratamento definitivo, também chamado TCE, e que tem como exemplo clássico a FIXAÇÃO 
COM HASTE INTRAMEDULAR, em um paciente instável é o grande responsável por tal indução 
inflamatória exacerbada. 
A potencialização da reação inflamatória que se dá no SEGUNDO IMPACTO, comumente 
culmina com a morte do paciente. 
 
 Como evitar o segundo impacto e assim o seu desfecho trágico ? 
Diminuindo a agressão com um FIXADOR EXTERNO! Portanto, não operando o paciente 
instavel de forma definitiva (como era feito com a implantação da haste intramedular ou da 
placa fixadora). 
 Como saber se paciente PRECISA de uma abordagem mais agressiva e definitiva ( haste 
intramedular) e QUAIS PACIENTES NECESSITAM DE UM TRATAMENTO PROVISÓRIO E 
MENOR INDUTOR DA REAÇÃO INFLAMATÓRIA SISTEMICA? 
Para tal resposta, tomamos mão da CLASSIFICAÇÃO DOS PACIENTES COM TRAUMAS 
ORTOPÉDICOS. 
A CORRETA medida para a triagem dos pacientes que chegam ao Pronto – Atendimento 
deveria ser a DOSAGEM DE IL-6. Porém, no Brasil, não há tal tecnologia disponível. 
A segunda medida mais apropriada é então o estadiamento dos pacientes de acordo com a 
clinica desses – essa técnica acaba por “dispensar” a dosagem, antes imprescindível, do IL-6. 
Os pacientes são elencados em: ESTÁVEL, BORDERLINE, INSTÁVEL E EXTREMO.
 
PACIENTE ESTÁVEL  
Clinica: (gravem isso, plmdds. Nessa hora ele pediu pra todo mundo parar e ANOTAR no caderno 
porque ia pedir na prova) 
 FC : 60 – 80 bpm; 
 FR : 14 a 20 inc/min; 
 Temperatura = 36º/37, sem hipotermia ou febre; 
 Leucócitos 5.000 - 10.000/mm3 (sem leucopenia ou leucocitose) 
BORDERLINE 
127 
 
Conduta: FIXAÇÃO DEFINITIVA ou TCE – Controle Total Precoce ( ex: Tração Esqueletica). É 
aceitável colocar uma fixação provisória, porém NÃO É O MAIS INDICADO. 
INSTAVEL  
Clinica: 
 Paciente com taquicardia ( > 90 bpm) 
 Taquipneico (> 20 movimentos resp por min) 
 Febre ou Hipotermia 
 Leucócitos > 12.000/ mm3 
Conduta: Fixação PROVISÓRIA ou EXTERNA , também chamada CDO (Controle de Dano 
Ortopedico). Nesse paciente, NÃO se pode realizar uma fixação definitiva !! 
 
PACIENTE EXTREMO 
Paciente com sinais de mau prognostico ou com SARA estabelecida após o segundo impacto. 
Quais são os sinais de mau prognostico? 
 Difícil reanimação; 
 Coagulopatia (<90.000 plaquetas); 
 Hipotermia; 
 Choque (aquele que foi necessário > 25 bolsas); 
 Contusão pulmonar bilateral; 
 Fraturas múltiplas de ossos longos; 
 Lesão arterial; 
 IL-6 > 800 (esse não é dosado no Brasil). 
Conduta: Fixação externa ou CDO. 
PACIENTE BORDERLINE > Com características clinicas do paciente estável e do paciente 
instável. 
Conduta MAIS adequada: Fixação externa. 
......................................................................................................................................................... 
Caso Clínico 1 
[ ele disse que seria essa a questão da prova -_- não sei se foi brincadeira, mas..] 
“Paciente com fratura simples e exposta de fêmur.Apresenta FC de 100 bpm, com 
FR de 40 irpm, uma temperatura de 39ºC e 14 mil leucócitos.” 
Qual a melhor conduta para esse paciente? Limpeza da fratura exposta e tração 
transesquelética (melhor explicada no fim da aula) ? Limpeza da fratura no centro 
cirúrgico e colocação de placa ou uma haste ( tratamento definitivo) ? Ou limpeza e 
colocação um fixador externo(tratamento provisório) ? 
Resposta: Fixador externo ou provisório, DCO ( Controle de Danos Ortopédicos). 
Caso 2: 
128 
 
 “Fratura de anel pélvico com exposição pelos ânus (com fraturas ocultas), 
contando com difícil reanimação, contagem plaquetária de <90.000 plaquetas, 
hipotermia e choque. Recebeu mais de 25 bolsas de sangue” 
 Devem ser fixadas as fraturas definitivamente para evitar falha múltipla de 
órgãos? Deve-se realizar um controle de danos ( DCO – fixação externa ou 
provisória) ? Deve-se realizar o ETC? O segundo impacto, que é o trauma 
causado pelo cirurgião, vai interferir ou não altera o prognóstico? 
R= Nesse caso, deve-se realizar o DCO – controle de danos ortopédicos (fixação 
definitiva). 
..................................................................................................................... 
O controle de danos estabiliza lesões ortopédicas, com isso melhora as condições 
gerais. Fixar a fratura com um tratamento provisório e fazer controle de danos são 
importantes. Essas medidas são responsáveis por controlar a hemorragia, estabilizar 
fraturas e evitar a maior agressão ao paciente. 
 
Resumindo, a divisão do paciente politrauma é feita em estável, borderline, instável 
e extremo. Paciente estável eu faço uma fixação definitiva imediata. No restante, faz-se 
controle de danos. 
Cabe a esses pacientes politraumatizados a tração transesquelética? No paciente 
estável ela é aceitável, não é a melhor conduta, a operação deve ser feita o quanto 
antes. No restante, não é recomendado.A indicação sempre será de um fixador 
externo!Essa prática é comum nas UTIs de Manaus e é bastante errada. Pacientes 
borderlines, instáveis ou extremos são diariamente tratados com tração esquelética ou 
calha INDEVIDAMENTE!! O risco de indução de SEGUNDO IMPACTO é muito grande e a 
mortalidade destes também. 
 
Paciente estável com fratura exposta até 3B tem que ser fixado definitivamente. 
Fraturas em 3C, também fixar definitivamente,caso ele esteja estável. 
 
Quando usar a tração esquelética? 
O ideal hoje é não usar nenhuma vez. Usar somente no PS quando não houver nenhum 
material (haste,placa). 
 
OBS: Fraturas de tornozelo têm de ser fixadas nas 6 primeiras horas! Se essa opção for 
inviável por algum motivo, elas devem ser fixadas antes do 15º dia. Fraturas de platô 
devem ser operadas de imediato. 
 
Quanto tempo depois da cirurgia provisória pode ser realizada a cirurgia 
DEFINITIVA? 
 Situação ilustrativa 1: 
 
“Paciente politraumatizadodá entrada no PS com as complicações próprias 
desse quadro. É feito o fixador EXTERNO, também chamado de provisório. No 
129 
 
4º dia de UTI, o médico intensivista libera-o para a cirurgia para a colocação do 
fixador INTERNO e definitivo.” 
 Como esse paciente deve ser conduzido? 
NÃO deve ser realizado o tratamento definitivo ainda pois, agora, depois da 
síndrome inflamatória sistêmica, o organismo ,induzido pelo hipermetabolismo 
e a mobilização de cascatas próprias da inflamação, desenvolveu a Sindrome 
Anti- Inflamatoria Sistemica culminando com IMUNOSSUPRESSÃO. Se ainda 
assim, for realizado o procedimento definitivo, é impreterível haver ciência, por 
parte do medico e do paciente, do grande risco de infecção secundaria ( e uma 
consequente OSTEOMIELITE! ) e edema generalizado devido a uma forte reação 
imunológica. Paciente não morre – até porque já é um paciente estável – mas 
corre os riscos de anasarca e infecção secundaria. 
 
O ideal é fixar definitivamente esse paciente entre o 5º e 10º dia ( 15º dia é o 
ideal) . Retira-se o fixador externo e coloca-se o definitivo. Então, se houver a retirada 
entre o 5º e o 10º dia, não haverá infecção nos pinos do fixador externo, e isso vai fazer 
com que esse paciente não evolua com infecção ou sepse. 
Às vezes, porém, não é possível tirar o pino no 5º ou 10º dia por algum motivo, 
então nesse paciente não se pode proceder a fixação definitiva ( devido ao tempo que 
já se passou desde a colocação dos fixadores provisórios). 
 Caso ele tenha 50 dias de evolução desde a cirurgia provisória, o índice de infecção 
chega a 4% e se ele tiver 55 dias , o indice sobe para 15%. 
Conduta: Prescrever ATB e esperar MAIS 15 DIAS até que o paciente esteja apto a 
cirurgia definitiva. 
........................................................................................................ 
Situação 2: Paciente está na UTI, está com boas condições, porém já passou 
dos 10-15 dias indicados para a fixação definitiva  O que fazer? 
 Não se pode AINDA realizar a cirurgia definitiva porque agora a infecção é 
LOCAL! O pino pode estar infectado. 
Nesse caso TAMBÉM : Pode-se então proceder a troca do fixador de posição ( o 
que era lateral passa para anterior, por exemplo), prescreve-se ATB e espera-se mais 
15 dias para que o pino fique desinfetado e assim a cirurgia definitiva possa ser feita!! 
Antes de tomarmos uma decisão quanto à cirurgia, portanto, devemos analisar as 
condições sistêmicas E locais do trauma. 
Se ainda tem edema quando vai pra enfermaria, mesmo no 15º dia, devo tirar o fixador, tomar 
ATB e esperar MAIS 15 DIAS para poder fazer a cirurgia definitiva. 
 
TUMORES ÓSSEOS 
 
Introdução 
 Raridade (primário): < 3% das neoplasias. 
 Metastático é + frequente. 
 Diagnóstico precoce = maior sobrevida 
 Tumores primários: 15 a 25 anos ≥ 70% 
130 
 
 Joelho (tumor primário): 60% dos casos 
o 1/3 distal do fêmur 
o 1/3 proximal da tíbia 
 Malignos: oligossintomáticos no início 
 Sexo: sem valor 
Lesão ósseas metastática 
 Tumor ósseo + frequente: 95% 
 Filtros: pulmão/fígado/osso 
 Local: coluna vertebral – 60% 
 + frequente: Mieloma múltiplo (tumor primário) 
 Se uma mulher estiver c/ metástase na soluna: procurar tumor na mama. 
 Se for homem: na próstata. 
 Tbm procurar tireoide, rim. 
Fratura patológica s/ história de trauma -> tumor 
 
Tumores musculo-esqueléticos 
 Menos de 10% dos diagnósticos ortopédicos 
 3 a 6 meses p/ o diagnóstico 
 Raridade/poucos sintomas 
 Dor nem sempre presente/noturna/em repouso/referida 
 No início -> Bom estado geral 
 Discrepância entre trauma e sintomas 
o História do trauma que o pct sofreu não há relação com o tumor. 
 Lesões metastáticas 
Recordar 
 Neoplasias ósseas primarias malignas estão entre os + comuns na infância, sendo 
interessante associar a idade com a incidência mais frequente de determinado tumor 
ósseo. 
 Após os 40 anos de idade, a primeira suspeita de uma lesão óssea é que seja 
metastática e secundaria a um carcinoma de mama, próstata, pulmão, rim, ou 
tireoide, mesmo sem haver antecedentes que justifiquem. 
Diagnóstico diferencial 
 Osteomielite aguda/sub-aguda/crônica -> 95% 
o Febre, altera leuco e VHS 
o Características radiológicas e clínicas semelhantes a Sarcoma de Ewing 
o Vai drenar -> se não tiver pus -> colhe e manda p/ patologia. 
 Fratura de estresse/miosite ossificante 
 Infarto ósseo/enostose 
 Cisto subcondral 
 Mulher de 50-55 anos, degeneração de menisco, artroscopia -> evolui p/ necrose de 
platô medial -> infarto ósseo. 
 Osteoporose 
 Doença de Paget 
 Doenças metabólicas 
Bases p/ diagnóstico 
 Tríade Jaffé 
o Radiologista + cirurgião + patologista 
 Adolescente e adultos jovens – faixa etária preferencial (p/ tumores primários) 
 Localização: joelho – 60%, seguido pelo 1/3 proximal do úmero, ossos da pelve e 
fíbula. 
131 
 
o Fíbula -> tumor de Hill????? 
Apresentação clínica 
 História típica: adolescente c/ dor no joelho, associada ou não a trauma local, que 
muitas vezes é incompatível com o trauma, com a intensidade e a persistência da dor. 
Exame físico 
 Achados c/ rede venosa superficial visível, aumento exuberante de volume, pele com 
alopecia, brilhante e limitação da articulação adjacente são sinais clássicos de um 
tumor maligno -> doença mais avançada. 
 Não é frequente a apresentação inicial com fratura patológica -> 15% dos casos. 
Estar atentos 
 Radiografia 
 Cintilografia 
 TC e RNM 
o Papel secundário 
o Melhor avaliar o tamanho da lesão, do tipo de destruição óssea, envolvimento 
de partes moles adjacentes e formação de tecido ósseo reacional. 
 Arteriografia 
 Exames laboratoriais 
 Biópsia 
Radiografia -> primeiro a exame a ser feito 
 Pequenas áreas de lise ao nível de metástase 
 Erosão junto a cortical interna. 
 Reação periostal 
 Espessamento da cortical 
 Suspeita de tumor, osteomielite tbm tem estas características. 
 LOCAL DE ORIGEM DO TUMOR 
 TIPO DE DESTRUIÇÃO ÓSSEA 
o Geográfica: indicativo de lesão benigna 
o Ruído de traça: tipo intermediário entre lesão benigna e maligna 
o Permeativo: encontrado em tumores malignos, indicativo de crescimento 
rápido do tumor. 
 Sarcoma de Ewig 
 Imagens em raios de sol 
o Reação periostal -> forma um triangulo de Codman 
Cintilografia 
 Técnica + confiável p/ diagnóstico precoce e demonstração de das metástases ósseas 
 Estimular extensão intramedular do tumor 
 Demonstração de outras áreas esqueléticas envolvidas. 
 
Tomografia 
 Demonstra relações entre o tumor e partes moles adjacentes 
TNM 
 Mais preciso p/ avaliação da extensão intra e extra medular 
 Lesões de alto grau de malignidade 
 Resposta À quimioterapia 
 Envolvimento de partes moles 
 Margem cirúrgica 
Arteriografia 
 Indicado nas regiões de localização anatômica difícil 
o Cintura escapular e região pélvica 
132 
 
 Avaliação pré-operatória 
Biópsia 
 Último a ser feito 
 Pode alterar o resultado de TC ou arteriografia, dificultando a classificação e 
estadiamento 
 Incisão pequena: 1 a 2cm 
 Trefinas: 2 a 3 mm de diâmetro 
 No trajeto da incisão definitiva 
 Hemostasia rigorosa 
 Usar intensificador de imagem 
 Deve ser realizado pelo cirurgião que vai conduzir o caso até o final. 
 
 
 
 
 Amanda Ribeiro França 
Anatomia do joelho 
 Articulação elipsoide 
 É formado por três articulações 
1. Duas femorotibiais 
2. Uma femoropatelar 
 A fíbula não participa da articulação do joelho 
 Estabilidade do joelho se dá pelos músculos e ligamentos. O mais importante é o 
quadríceps femoral. 
 A capsula articular é fortalecida por 5 ligamentos capsulares: 
1. Ligamento da patela 
2. Ligamento colateral fibular: encontram-se tensos em extensão, contribuindo 
para a estabilidade em pé, durante a flexão se tornamfrouxos (serve para o 
tibial). Epicondilo lateral até a face lateral da cabeça da tíbia. 
3. Ligamento colateral tibial: vai de epicôndilo a epicôndilo, sua fibras profundas 
prendem-se ao menisco medial. É mais fraco que o LCF. Assim, ele e o menisco 
medial rompem-se com mais facilidade. 
4. Ligamento poplíteo obliquo: é uma expansão do tendão do semimembranáceo. 
Origina-se posterior ao condilo medial da tíbia e vai para superolateral. 
5. Ligamento poplíteo arqueado : mais lateral 
 Ligamentos intra-articulares: cruzados e meniscos 
1. Ligamentos cruzados: cruzam-se dentro da cápsula articular, mas fora da 
cavidade sinovial. Grau de rotação medial é 10 graus e 60 graus de rotação 
lateral. Agem na flexão. 
- LCA: mais fraco. Origina-se na área intercondilar anterior da tíbia. Tem sentido 
superior, lateral, e posterior. Fixa-se no condilo lateral do fêmur. Limita a 
rolagem posterior 
-LCP: mais forte, origina-se na área intercondilar posterior da tíbia e segue em 
sentido anterior e superior e medial para o condilo medial. Limita a rolagem 
anterior, convertendo em rotação. 
 
 
133 
 
 
 
Lesões menicais do joelho 
Constituido: fibrocartilagem, 75% de água, ¾ de colágeno tipo I. 
Vascularização: na infância até 2 anos é todo vascularizado, no adulto só o 1/3 periférico. 
Diferença entre os meninscos: 
 Menisco medial: 
1. Mais estreito anteriormente 
2. Cobre 64% do plateau 
3. Mais fixo 
4. Estabilizador secundário 
 Menisco lateral: 
1. Mais uniforme 
2. Cobre 84% plateau 
3. Mais móvel 
4. Mais circular 
Função: 
1. Transmissão de carga 
2. Absorção de choque 
3. Lubrificação 
4. Nutrição 
5. Estabilização 
Diagnóstico: 
 Clínica: dor, estalido, 
derrame 
 Exame físico: Appley, 
McMurray, Steimann 
 Palpação 
 Imagem: 
1. RX: diagnóstico diferencial 
2. Artrografia: acurácia de 60 a 97%, é invasivo 
3. RM: acurácia de 90 a 98%, não invasivo 
 
 Classificação: 
- total/parcial 
-estável/instável 
 
 Tipos: 
134 
 
 A- longitudinal (alça de balde) melhor prognostico 
 B- obliqua (bico de papagaio) 
 C- radial ou transversa 
 D- margem horizontal 
 E- complexa 
 
Tratamento: 
 Lesões estáveis + < 1cm + assintomático : observação 
 Lesões instáveis + sintomáticas + 2/3 central : meniscectomia parcial 
 Lesões instáveis + sintomáticas + 1/3 periférico: reparo – so lesões na periférica 
cicatrizam. 
 Levar em conta: tempo de lesão, localização, tipo, idade do pcte, lesões associados (se 
lesão do LCA ou maus alinhamento= mau resultado, reparo do LCA + reparo do MM: 
90% bons resultados). 
 Tipos de reparo: 
1. Aberto 
2. Artroscópico : 
 Inside-out 
 Outside-in 
 All-inside 
 Complicações neurovascular 2% 
 
Menismo discoide: variante anatômica que afeta o M. Lateral. Completo e incompleto. 
Sindrome de Snapping knee Wrisberg, tipo C. 
Cisto meniscal: mais frequente no menisco lateral, traumática, degenerativa. Sinal de Pissani: 
diminui o tamanho na flexão e aumenta na extensão. Com lesão (meniscectomia parcial + 
descompressão do cisto artroscópica) e sem lesão (descompressão aberta + reparo meniscal 
periférico). 
 
Ligamento Cruzado Anterior (LCA) 
 
 2 bandas: anteromedial (AM) e posterolateral (PL). 
 Irrigação: a. genicular media 
 Inervação: ramo do n. tibial 
 Maior importância estabilização anterior tíbia em relação ao fêmur a 30graus do que a 
90. 
 Mecanismo lesão: 
-Direto 
- Indireto 
- Rotação externa e valgismo do joelho, ou hiperextensão- chute no ar. 
 Função: restritor do descolamento anterior e rotação tibial e varo-valgo 
 Fatores de risco: estenose intercondilar e mulher na fase ovulatória 
135 
 
 Principal causa de hemartrose. 
 Exame físico: lachman- gaveta anterior- pivot e jerk (o mais especifico) 
 Lesoes associadas: condilo femoral lateral. Menisco lateral em agudas e o medial em 
crônicas. 
 Segond no platô lat: avulsão: patognomonico de lesão LCA. Mais comum na origem 
femoral. 
 TTO cirúrgico: 
-lesoes agudas em pcetes jovens 
-lesoes crônicas em pcte sintomáticos 
- Enxertos: flexores (grácil, semitendineo), patelar, quadríceps. 
- Técnica: artroscopicas 
-Complicações: túnel tibial anterior: déficit extensão e túnel tibial posterior : flexão. 
Artrofibrose, incompetência do enxerto. 
 TTO conservador: 
-Fase aguda: 
Gelo 
Muletas para controlar a dor 
Imobilização provisória 
Exercícios 
- Fase crônica: 
Avaliar as lesões associadas 
Avaliar os objetivos do pcte 
Reabilitação muscular com exercícios de cadeia fechada 
Evitar esportes de risco 
 
Ligamento Cruzado Posterior (LCP) 
 2 porções: antero-lateral (maior espessura), tensiona em extensão e a outra póstero-
medial tensiona em flexão 
 Restritor primário à posteriorização da tíbia em relação ao fêmur maior imporancia a 
90 de flexão. 
 Classificação das lesões: 
Gaveta posterior 
Grau I: 0 a 5 mm 
Grau II: 6 a 10 mm 
Grau III: > 10 mm 
 Evolução radiológica: RX perfil de stress 
 Indicações cirúrgicas: Avulsões: Grau III, atletas jovens ou sintomáticos crônicos. Só é 
tto cirúrgico imediato, as avulsões osseas. 
 Avulsão: pequenos frag ou cominuitivas: fixação com suturas transósseas. Fragmento 
único e grande: parafuso e arruela. 
 TTO: lesões agudas: repouso + gelo + imobilização em extensão 
 TTO conservador: > 10 mm (Grau I e II). 
 TTo cirurigco: combinadas. Tecnicas: Banda única ou dupla, transtibial, Inlay (acesso 
posterior ou póstero-medial) 
 Complicações: aumenta a pressão, osteroartrose medial e femoro-patelar. 
 
Complexo ligamentar medial 
136 
 
 Formado pelo LCM 
 Dois folhetos: superficial e profundo 
 Estruturas mediais são restritores primários do valgo e rotação externa 
 Fibras mais importantes são as anteriores 
 Primeiro a romper: folheto profundo. 
 Classificações: 
Grau I: não abre em valgo, mas o pcte tem dor a palpação no trajeto do ligamento 
 -repouso + gelo = retorna ao esporte em 2 semanas 
Grau II: abertura em valgo, mas com stop 
 -repouso + gelo + imobilizar em extensão por 1 mês 
Grau III: abertura em valgo sem stop 
 - brace em extensão 2 sem (3 a 4 semanas), pisar conforme o tolerado, pode fazer 
exercícios 
 Cirurgia: lesão aguda e instabilidade grosseira, lesão crônica, instabilidade sintomática 
 
Complexo ligamentar lateral 
 Complexo arqueado: LCL, tendão do musculo poplíteo + ligamento arqueado + 
ligamento popliteo-fibular. = mais rígido que o medial. 
 LCL: restritor primário do varo e secundário da rotação externa e posteriozação da tíbia 
 LPF e TP: restritores primários da rotação externa 
 Trauma em varo com joelho em extensão: rompe sequencialmente: LCL, LPF, TP 
 Se associado a lesão do LCA e do LCP é considerada uma lesão do joelho reduzida 
espontaneamente 
 Exame físico: 
-bocejo medial com 30 graus = ruptura LCL 
-bocejo medial em extensão = LCL + LCA ou LCP. 
- aumento da rotação externa (>15) com 30 graus de flexão = lesão TP e LPF. 
-aumento da rot externa em 90 graus = LCL, TP, LPF 
 TTO: o tto conservador não tem muito espaço, somendo quando lesão isolada LCL grau 
I ou II. Cirurgia na fase aguda tras mais resultados que nos casos crônicos : LaPrade, 
Stanard, Larson 
 
Exames: Ortopédico, radiológico, tomagrafia, RM, USGA, artrografia contratada 
 Lachman 
 Stress valgo 
 Stress varo 
 Gaveta anterior e pos 
 Jerk Test: flexão para extensão, força em valgo, o joelho subluxa em 30graus – 
patognomonico de lesão LCA. 
 Pivot- shift: extensão para flexão – fenômeno inverso do que acorre no jerk test. 
 
Exame ligamentar do joelho na fase aguda, é muitas vezes, dificultado devido ao edema e 
processo inflamatório local 
137 
 
Testes feitos imediamente ao trauma ou depois de 24/48 horas, restrição de carga, 
imobilizaçãoe gelo 
 
 
 
 
 
 
Fraturas do Planalto Tibial 
 Inclinação posterior 7 graus 
 Altura relativa: 3 graus (lateral é mais alto que o medial) 
 Mais peso no platô medial, que é, por tanto, mais forte. Assim a lesão mais comum é no 
platô lateral. 
 Lateral 55-70% 
 Medial 20% 
 Bicondilar 10 a 30% 
 Cisalhamento: pctes jovens 
 Afundamento: pctes osteopenicos 
 Mecanismo de trauma: compressão axial + varo/valgo = depressão 
articular/cisalhamento + mal alinhamento eixo axial 
 RX em múltiplas incidências: AP, perfil, obliqua, tração 
SCHATZKER: 
 Tipo 1: cisalhamento sem depressão 
 Tipo 2: cisalhemento mais depressão 
 Tipo 3: só depressão 
 Tipo 4: planalto medial: cisalhamento e depressão 
 Tipo 5: dois planaltos 
 Tipo 6: platô se desconectou da diáfise 
Tipo 4: luxação do joelho, lesão do n. fibular lesão da artéria poplítea 
GRUPO AO: 
INDICAÇÕES CIRURGICAS: 
 IMEDIATAS: fratura exposta, síndrome compartimental, lesão vascular. 
 Desvio maior que 3 mm lateral : menisco intacto 
 Qualquer desvio medial 2mm 
 Alargamento > 5 mm 
 Instabilidade varo-valgo > 10graus 
LESÕES ASSOCIADAS: 
 Lesões meniscais (50%) 
138 
 
 Ligamentar (20%) – LCM e LCA 
 Neurovascular + 4 
 Politrauma 
PRINCIPIOS 
 Preservação das partes moles 
 Restauração anatômica 
 Alinhamento axial 
 Enxertia das falhas osseas 
 Reparo meniscal e ligamentar 
POS- OPERATORIO: 
MOBILIZAÇÃO 
CONTINUA 
PASSIVA 
CAFALOSPORINA 24HRS 
RESULTADOS: 
 Satisfatorios 75-90 casos de baixa energia 
 Pior prognostico: fraturas expostas, acima de 40 anos 
Complicações: infecções, TVP, consolidação viciossa, osteoartrose secundária 
 
Fraturas diafisárias e supracondiliana no fêmur 
 Jovem = alta energia = multifragmentar 
 Idoso= baixa energia = torção = traço simples. 
 Lesão vascular é mais comum em fêmur distal. 
 Fratura exposta= tipo II gustillo 
 Joelho= 37% 
 Radiografia= fêmur, quadril e joelho 
 Quando operar? Fratura exposta, lesão isolada, politrauma (só fixador externo) 
 Não é mais aceitável fazer tração transesqueletica. 
 Placa ponte é ideal (Fratura 32C) 
 Fixador externo quando politrauma 
 Haste intramedular ( fratura 32A ) PADRÃO OURO 
 HIM retrógrada: joelho flutuante e diáfise associada com colo e acetábulo / pelve. 
 Haste é bom para obeso, gravidas e bilateral. 
SUPRACONDILIANAS 
 Compromete região distal do fêmur, 9 cm acima a partir da superfície articular do 
joelho – Regra do Quadrado AO. 
 Lesões associadas: fratura da patela 15%, meniscal 12%, vascular 3% e nervo 1%. 
 Transportar o pcte com o joelho fletido, pois o desvio posterior pode lesar a a. femoral. 
139 
 
 Rx em tração se for fratura intraarticular. 
 TC: detectar se é infraarticualar. 
 Diagnostico: estabelecer se foi de alta ou baixa energia. 
 Condição neurovascular: a. poplítea, n isquiático e ligamentos. 
 Quando operar? Politraumatizado, fratura expostas, lesão arterial, síndrome 
compartimental, grave lesão de partes moles. Lesões nervosas podem esperar. 
 A= EXTRA 
 B= INTRA 
 C= comunitiva 
 Reconstrução anatômica 
 
Doença de Legg Calve Perthes 
 Necrose isquêmica ou avascular do núcleo secundário de ossificação da epífise 
proximal do fêmur 
 Apenas o centro secundário de ossificação composto por tecido ósseo é que está parcial 
ou totalmente acometido. 
 
ETIOLOGIA 
 Ramos da a. circunflexa femoral medial : vasos epifisários laterais e anteriores e vasos 
cervicais ascendentes laterais. 
 Episódio isquêmico idiopático: anormalidades de coagulação, alteração do fluxo 
sanguíneo, obestrução da drenagem venosa, trauma, desenvolvimento: crianças c baixa 
estatura, hiper-reatividade da criança, influencia genética, fatores nutricionais. 
 Teoria unificada: criança suscetível sofre um trauma leve provocando a formação de 
pequenos trombos na área metafisária, os distúrbios impedem absorção do trombo. 
 Acomete o canto anterior e lateral da epífise, estendendo-se para regição posterior e 
medial da cabeça. 
 Autolimitada: a cura sempre ocorre, podendo, no entanto, apresentar deformidade 
articular. 
PATOGENIA 
 4 fases: 
 Necrose 
 Fragmentação (fase inflamatória, dor e derrame articular, amolecimento tecidual) 
 Reossificação (simultânea a fragmentação) 
 Residual ou sequela 
EPIDEMIOLOGIA 
 4-8 (2 anos até adolescência) 
 Sexo masculino (4:1) 
 Bilateralidade em 10-12% - fases diferentes. 
QUADRO CLINICO 
 Dor inguinal ou face anterior da coxa 
 Dor referida na face antero-medial do joelho 
140 
 
 Espasmo e contratura da loja adutora 
 Claudicação 
 Limitação da abdução e rotação interna do quadril 
 Tredelemburg frequentemente positivo. 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 RX: (AP +Laustein) 
- sinais precoces – altura do núcleo epifisário, espaço articular e fratura subcondral. 
-permite classificação, acompanhamento das fases evolutivas 
 RNM: útil para diagnostico precoce, antes do RX. 
 Cintilografia: detecção precoce de reossificação do pilar lateral 
 Artrografia: informações sobre a relação cabeça/acetábulo 
 
HISTÓRIA NATURAL 
 Doença autolimitada. 
 Sequelas dependem de fatores de mau prognóstico: 
-idade > 6 anos 
-extensão do comprometimento do núcleo epifisário 
-tempo entre o aparecimento da necrose e sua resolução completa. 
CLASSIFICAÇÃO 
 CATERRAL – acometimento da cabeça 
 I: até ¼ 
 II: até ½ 
 III: até 2/3 
 IV: acometimento total 
 SALTER-THOPMSON 
 GRUPO A : caterral I e II (>50% 
 GRUPO B: caterral III e IV. 
 Herring – altura do pilar lateral 
 A: acometimento minino 
 B: até 50% 
 C: mais que 50% 
 
FATORES PROGNOSTICOS 
 Idade inicio da doença 
 Extensão do envolvimento epifisário 
 Curso prolongado da doença 
 Deformidade da cabeça femoral 
 Reação metafisária difusa 
 Placa epifisária horizontalizada 
 Calcificação lateral da epífise 
141 
 
CABEÇA EM RISCO (ALERTA) 
 Subluxação da epífise femoral (mais importante) 
 Quadril em dobradiça 
 Extensão da epífise descoberta 
 Calcificação lateral da epífise 
 Alargamento da cabeça femoral antes da fragmentação 
 Alargamento precoce do colo femoral 
 Horizontalidade da placa fisária 
 Sinal de Gage: lise epifisio metafisária lateral 
 Cistos metafisários. 
TRATAMENTO: 
 Tto é conservador 
 Cirurgia proposta para tratar sequelas com deformidades 
 Objetivos: manter a epífise femoral centrada no acetábulo 
 Preservar a mobilidade do quadril 
 60% não há alteração do curso natural e evoluirão favoravelmente com ou sem 
tratamento 
 15% evoluirão de forma desfavorável apesar do tto. 
 Catterral tipo I ou pctes na fase de reossificação não necessitam de qualquer tipo de 
tto. 
TTO conservador: 
 Restrição da marcha 
 Repouso no leito sob tração cutânea (abdução progressiva – sem tenotomia adutores) 
 Imobilização após resolucação do quadro álgico : 
 Gesso inguino-maleolar bilateral com flexão do joelho 15, abdução de 30 a45 e rotação 
interna de 10, 
 2 semanas mobilidade ativa quadris e joelhos. 
 Rx controle 
TTO CIRURGICO: 
 Osteotomia valgizante do fêmur (quadril em dobradiça) 
 Osteotomia Salter 
 Osteotomia de Shelf / Chiari 
PROGNOSTICO 
 Deformidade residual: colo encurtado, cabeça ovoide, achatada, não esférica) 
 
 
 
TUMORES OSSEOS 
 Criança= fíbula coisa ruim 
142 
 
 Pcte jovem refere dor no joelho pode ter ou n trauma mas é um trauma incompatível 
com a dor. 2 3 dias ta bem, se continua cuidado. 
 Tumor benigno= evolução lenta 
 T malingo= rápido, péssimo prognostico. 
 Imagem = rede venosa surpeficial, visível, aumento de volume, alopecia, bloqueio do 
mov articular, clássico de tumor avaçando. Pele brilhante = TUMOR MALIGNO, PESSIMO 
PROGNOSTICo 
 15% de uma fratura patológica 1= RADIOGRAFIA 
 2= CINTOLO 
 3= TC RNM , ARTERIOGRAFIA 
 Exames laborarotirais não ajudam em nada, ou quase nada. 
 Não partir da radiografia para biopsia. 
 Pensar que ele é metastático, fazer cintolografia. 
 RX: ver pequenas áreas de lise junto a metástase 
 Espessamento ou erosão da cortical 
 Reação do periósteo 
 Origem desse tumor? Intramedular, cortical ou algumacoisa cortical. 
 Geográfica: benigno 
 Ruído de traça: intermediário 
 Permeativo: maligno 
 Sarcoma de ewing = maligno, 1 década de vida. Parece osteossarcoma. 
 Osteossarcoma 15 anos de idade = permeativo, cabeça de medusa, bloqueio 
 Ta de plantão: criança 13 anos, bateu o joelho = bolsa de gelo, 3 x ao dia continua dor, 
RX. 
 Febre, leucócitos para infecção, aumento de partes moles, 
 Diagnostico diferencial: osteomielite. Se tem historia de trauma: contusão. 
 TC de tórax para metástase de pulmão. 
 Cintolografia: extensão do tumor, metástase. 
 Tc: lesões de parte óssea e adjacentes, detalhes do osso 
 RNM: avaliação de partes moles, intra, extra articular. 
 Tumor muito grande: quimio 
 Arteografia: importante quando vou tirar o tumor sem tirar o membro. 
 Laboratoriais: dig diferencial 
 Por ultimo biopsia tem que ser pequena, incisão 1 a 2 cm. 
 Tirar de transição e osso bom 
 Tumor da medula = maligno 
 Miosite ossificante não é tumor, mas parece tumor. 
 
 
 
FRATURA TORACOLOMBAR 
 Avaliação neurológica motora: 
 L2: flexão quadril 
143 
 
 L3: flexão de joelho 
 L4: dorsiflexores do tornozelo e reflexo patelar 
 L5: extensor longo dos dedos 
 S1: flexor plantar do tornozelo e reflexo aquileu 
 Reflexos patológicos: Babinski e clonus, Oppnheim 
 Medula termina em L1 e L2 
 Lesões torácias: medulares completas ou incompletas 
 Lesões lombares: lesões de raízes. 
 Imagem: RX (AP, perfil) 
 TAC para avaliação de fraturas é a preferência. 
 Lesões medulares sem alterações radiográficas (SCIWORA) : ocorre em crianças abaixo 
dos 18 anos. 
CLASSIFICAÇÃO DE DENIS 
 A: coluna anterior 
 B: coluna média 
 C: coluna posterior 
CLASSIFICAÇÃO AO 
 A: comprometimento do disco vertebral (compressão) 
 B: lesões da banda de tensão, lesões osteoligamentares 
 C: translação, andou para um lado 
TTO CONSERVADOR 
 Para fraturas estáveis, acompanhamento radiográfico seriado 2, 6, 12 semanas. 
TTO CIRURGICO 
 Déficit neurológico 
 Diminuição da altura do corpo >50% 
 Comprometimento do canal >50% 
 Angulação maior que 20 a 30 graus 
 Escoliose > 10 graus 
 Fratura B e C. 
TTO: momento da cirurgia: 
 Se lesão neurológica: descompressão e fixação precoce em 24hrs. 
 Pctes neurologicamente normais e com fraturas instáveis e aqueles com sintomas 
neurológicos não progressivos: cirurgia assim que possível (controle de danos) 
P CASA: 
 Fraturas em geral de alta energia em pctes jovens 
 Localização: transição toracolombar 
 Medula termina em L1 L2 
 Se lesão neurológica: descompressão e fixação precoce. 
 
144 
 
EPIFISIOLISE PROXIMAL DO FEMUR 
 Deslizamento 
 Condropatia epifisária 
 Coxa vara do adolescente 
 Meninas 12-13 anos 
 Meninos 13 – 16 anos 
 Enfraquecimento da camada hipertrófica da cartilagem epifisal proximal do fêmur, 
havendo deslocamento do colo femoral em relação a epífise 
EPIDEMIOLOGIA 
 IMC elevado 
 Imaturidade esquelética 
 Negros 
 M>F 3:1 
 Estirão de crescimento 11 a 13M, 13 a 15H. 
 Quadril E 
ETIOLOGIA 
 Multifatorial: 
 Mecânicos: IMC elevado, retroversão femoral 
 Maior cobertura da cabeça femoral pelo acetábulo 
 Traumatismos agudos 
HORMONAIS 
 Disfunção endócrina 
 Síndrome de Frolich 
 Desequelibrio entre hormônios sexuais e crescimento 
 Tto com GH 
 GH nas fises com proliferação das células de crescimento + obesidade = deslizamento 
 Hipotireoidismo 
 Pan-hipituitarismo 
 Osteodristrofia renal 
 Testosterona e GH baixoa 
 EPF fora da faixa etária investigar endocrinopatia 
CLASSIFICAÇÕES 
 Desvio entre cabeça e colo femoral – WILSON 
 Ângulo: 90graus 
 GRAU 1: pré escorregamento 
 GRAU 2: escorregamento leve : epífise se desloca até no máximo 1/3 da largura do colo 
femoral 
 GRAU 3: escorregamento moderado > 1/3 
 GRAU 4: grave ½ do colo 
SouthWich 
145 
 
 0-30 graus: leve 
 30 a 60 : moderados 
 >60 grave 
Patologia: 
 Deslizamento ocorre na zona hipertrófica fisária 
 Epífise desliza posterior e inferiormente e o fêmur roda externamente, anterior e 
superior 
 Resulta em coxa vara progressiva a um encurtamento do membro inferior 
QUADRO CLINICO: 
 Dor no quadril, anterior envolve o nervo femoral, obturador 
 Claudicação 
 Rotação interna do membro 
Crônico: 
 Dor irradiada e persistente 
 Claudicação antálgica 
 Rotação externa 
 Encurtamento 1, 2 a 2 cm 
 Drehman + (flexão do quadril, quando chega nos últimos níveis, o pcte faz rotação 
externa da coxa) 
 Atrofia 
 
Sinal de trethwan 
Linha de Klein: linha n corta epífise 
Tornozelo 
 Articulação do tornozelo ou talocrural é uma tróclea ou gínglimo = corpo do talus na 
pinça maleolar. 
 Sindesmose tibiofibular distal = ligamento tibiofibular anterior e tibiofibular posterior, 
ligamento interosseo. 
 Complexo ligamentar lateral: fibulotalar anterior, fibulotalar posterior, fibulocalcaneo. 
 Maléolo fibular é o mais importante para a estabilidade e para a mobilidade da 
articulação talocrural. 
 Complexo ligamentar medial: o maléolo medial é menor, faz inserção do ligamento 
deltoide (mais forte que o lateral, se é luxado é porque o impacto foi mais forte). 
-superficial: tibionavicular, tibiocalcaneo tibiotalar posterior 
-profunda: anterior e posterior, opõem a movimentos laterais. (tibiotalar 
anterior) 
 Mecanismo de trauma: INVERSÃO DO PÉ + FLEXÃO PLANTAR 
 85% são laterais. 
 Muito frequentes 
 Avaliar lesão de tecidos moles. 
 Articulação de carga: risco de artrose 
146 
 
 Fratura-luxação: maior dano à cartilagem 
 HPP: diabetes, DVP, artrite TABAGISMO 
 Exame físico : dor edema e impotência funcional (avaliar o estado da pele e demais 
tecidos moles, condições circulatórias e neurológicas) 
 Palpação da fíbula até 1/3 proximal da perna 
 Manobras de gaveta, inversão e eversão, e rotação externa do pé 
 
DIAGNOSTICO 
 Radiografia simples: revela diagnostico na maioria das vezes 
-AP : incluir toda a perna 
-Perfil 
-Mortalha – frontal para sindesmose: 20 a 25 graus de rotação INTERNA da 
perna- evita a sobreposição entre tíbia e fíbula 
 TC – casos crônicos – subluxações tibiofibulares 
 RNM 
-diag. Lesões ligamentares ou tendinosas 
-fraturas por fadiga (estresse) 
-lesões osteocondrais 
RX: 
 Espaço livre medial: é a distancia interna do maléolo medial para o talus, até 4 mm. 
 Ângulo talo-crural: linha no talus e uma linha ligando as extremidades distais dos 
maléolos 
 Ângulo de inclinação do talus: máximo até 5 
 AB: 4 mm, BC: 6mm BC/BD: 42% 
 
CLASSIFICAÇÃO 
1. Lauge Hansen – mecanismo do trauma 
-a posição do pé no momento do trauma (pronação ou supinação) 
-a força aplicada no tornozelo (adução, rotação externa ou abdução) 
2. Dennis- Weber – traço de fratura do maléolo lateral 
3. Ao = Weber + comprometimento medial 
CLASSIFICAÇÃO DENNIS-WEBER: 
- TIPO A: infrasindesmal (supinação e adução) -- Método de fixação convencional: parafuso 
A1: isolada da do maléolo lateral 
A2: com maléolo medial 
A3: com fratura melolo posterior e medial 
- TIPO B: trans-sindesmal 
B1: isosada (pronação-abdução e supinação-rotação lateral) – Método de fixação convencional 
B2: com lesão medial 
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B3: com lesão medial + fratura tibial póstero lateral 
- TIPO C : suprasindesmal (pronação- rotação lateral) – método de fixação convencional 
(parafuso transsindesmal deveser paralelo a linha articular. 
C1: diafisária simples 
C2: diafisária complexa 
C3: fratura fibular proximal (FRATURA DE MAISONNEUVE) 
 
TRATAMENTO: 
Tratamento cirúrgico vs não cirúrgico 
 Redução anatômica, pouco espaço para tto conservador. 
 CONSERVADOR: fraturas sem desvio ou quando a cirurgia já não trará benefícios 
maiores que o tto conservador 
INCRUENTO: NÃO CIRURGICO: 
 Indicado para lesões estáveis e não desviadas ou quando o pcte n apresenta condições 
clinicas p tto cirúrgico 
 Pode ser obtida com manobra inversa ao mecanismo de produção (Lauge-Hansen), é 
alto o índice de redeslocamentos resultando em incongruência articular 
MOMENTO DA CIRURGIA 
 Anterior a qualquer ocorrência de edema ou bolha de fratura 
 Até 15 dias após a fratura consegue redução adequada. 
TECNICAS CIRURGICAS: posicionamento do pcte: lateral, medial, posterior 
Fixação do maléolo lateral com placa mola 
 
COMPLICAÇÕES: 
1. Precoces: 
 Fratura exposta 
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 Edema volumoso 
 Flictemas 
 Síndrome compartimental 
 Infecção superficial e profunda 
 Irredutibilidade: interposição ligamento deltoide, tibial posterior e flexor do 
halux 
2. Tardias: 
 Dor persistente 
 Disfunção muscular 
 Retardo de consolidação 
 Pseudo-artrose 
 Artrose pos traumática

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