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Estudo imaginológico da região cervical Discente: Bruno Lima 8ª etapa - Medicina Morfofuncional 04 Docente: Sara Macedo ROTEIRO CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS GERAIS CISTOS MEDIANOS CISTOS LATERAIS NÓDULOS LINFÁTICOS OUTROS ACHADOS SÓLIDOS GLÂNDULAS SALIVARES E PARATIREOIDE FÁSCIA CERVICAL PROFUNDA Espaços cervicais Parafaríngeo Carotídeo Mastigador Faringomucoso Parotídeo Perivertebral Retrofaríngeo CAMADAS DA FCP Superficial: Mastigador e parotídeo, Média: Faringomucoso e visceral, Profunda: Perivertebral. Entre as fáscias: Carotídeo e faringeo. ESPAÇO PARAFARÍNGEO CONTEÚDO: Gordura e estruturas neurovasculares Usualmente comprimido por lesões adjacentes TC axial sem contraste mostra obliteração do espaço faríngeo direito decorrente de lesão expansiva hipodensa no lobo profundo da parótida. Grande utilidade para identificação topográfica de lesões ESPAÇO MASTIGADOR CONTEÚDO: Mandíbula, músculos da mastigação, nervos lingual e alveolar inferior ESPAÇO FARINGOMUCOSO CONTEÚDO: Mucosa faríngea, glândulas salivares menores, tecido linfático, fáscias faringobasilar e bucofaríngea ESPAÇO CAROTÍDEO CONTEÚDO: Artéria carótida interna, veia jugular interna, pares cranianos inferiores (IX ao XII), cadeia simpática e linfonodos ESPAÇO RETROFARÍNGEO CONTEÚDO: Linfonodos, gordura e "danger space" Danger Space: espaço virtual através do qual processos patológicos podem se disseminar para o mediastino Paciente de 19 anos com diagnóstico de linfoma. TC em reconstrução sagital demonstra o espaço retrofaríngeo preenchido por linfonodomegalias. ESPAÇO PERIVERTEBRAL CONTEÚDO: M. perivertebral e paraespinhal, escaleno, plexo braquial, nervo frênico, artériae e veia vertebral, corpos vertebrais, e arcos posteriores Paciente de 45 com massa indolor a esclarecer. TC axial sem contraste mostra lesão hipodensa. Alteração ao contraste e estudo anatomopatológico confirmou Schwanoma. Cistos cervicais CAMADAS DA FCPMEDIANOS: Rânula e cisto tireoglosso LATERAIS: Branquial e malformações vasculares MUCOCELES OU RÂNULAS CISTOS DE RETENÇÃO DA GLÂNDULA SUBLINGUAL QUE, COM AUMENTO PROGRESSIVO, PODE ROMPER-SE E SE ESTENDER ÀS PARTES MOLES ADJACENTES COMO UM PSEUDOCISTO Etiologia: rompimento do ducto da glândula que conduz a saliva. Comumente trauma, infecção ou obstrutivo. Tratamento: Cirúrgico (excisão, marsupialização ou remoção). Processos Inflamatórios CISTO DO DUCTO TIREOGLOSSO PATOLOGIA CONGÊNITA QUE OCORRE POR FALHA NO FECHAMENTO DO DUCTO TIREOGLOSSO ASSOCIADA À PRODUÇÃO DE MUCO PELAS CÉLULAS DE SUA MUCOSA Patogenia: formação cística de um remanescente do ducto tireoglosso que se mantém após a involução do ducto até a 8ª semana fetal Tratamento: Cirúrgico (remoção cística e ductal) - Cirurgia de Sistrunk Lesão congênita Lesão arredondada, bem delimitada, hipoecogênica em ultrassonografia cervical CISTO BRANQUIAL PATOLOGIA CONGÊNITA QUE OCORRE POR FORMAÇÃO CÍSTICA DE RESTOS EPITELIAIS DURANTE O FECHAMENTO DO 1º E 2º ARCOS BRANQUIAIS Classificações: dermoide, epidermoide e teratoide Tratamento: Cirúrgico (remoção cística e ductal) Lesão congênita MALFORMAÇÕES VASCULARES ANOMALIAS CONGÊNITAS COM PROLIFERAÇÃO NORMAL DE CÉLULAS ENDOTELIAIS Tratamento: escleroterapia e cirurgia Lesões congênitas Lesões cervicais sólidas CAMADAS DA FCP NÓDULOS LINFÁTICOS: Reativos, linfadenites e linfomas OUTROS: Hemangioma, paraganglioma, neurofibroma LINFOMAS NEOPLASIA MALIGNA DOS GÂNGLIOS LINFÁTICOS OU LINFONODOS Tratamento: cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia Neoplasias malignas LINFONODO REATIVO REAÇÃO A QUALQUER PROCESSO INFECCIOSO OU INFLAMATÓRIO QUE OCORRA EM REGIÃO DE DRENAGEM LINFÁTICA Tratamento: resolução da patologia originária Linfonodomegalia HEMANGIOMAS SÃO LESÕES NEOPLÁSICAS COM AUMENTO DA PROLIFERAÇÃO DE CÉLULAS ENDOTELIAIS Tratamento: propranolol em casos especiais Lesões congênitas PARAGANGLIOMAS GRUPO DE LESÕES SÓLIDAS QUE SURGEM DERIVADOS DA CRISTA NEURAL Tratamento: cirúrgico Figura 1 Um caso de PTJ à esquerda com aparência típica de "sal e pimenta", significa áreas de alta e baixa intensidade na ressonância magnética. A, plano axial de sequências ponderadas em T1; B, plano coronal de sequências ponderadas em T1 com supressão de gordura. NEUROFIBROMAS DOENÇA HEREDITÁRIA QUE PROVOCA CRESCIMENTO ANORMAL DE TECIDO NERVOSO PELO CORPO, FORMANDO PEQUENOS NÓDULOS E TUMORES EXTERNOS Tratamento: cirúrgico Fig. (A) RM coronal em ponderação T2 mostrando plexos braquiais bilateralmente irregulares, maiores e hiperintensos, sinal "saco de minhocas". (B) Sequência T2 sgital mostrando extensão dos neurofibromas no canal espinhoso com identificação a nível de C3-C6. (C) T2 axial mostrando numerosos nódulos hiperintensos no espaço paravertebral. Glândulas salivares CAMADAS DA FCP ADENOMA PLEOMÓRFICO TUMOR DE WARTHIN AVALIAÇÃO FUNCIONAL ADENOMA PLEOMÓRFICO TUMOR DAS GLÂNDULAS SALIVARES MAIS PREVALENTE Tratamento: cirúrgico (enucleação conservadora) Fig. Adenoma pleomórfico. (A) Lesão na glândula submandibular, hipoecoide, de contornos regulares e reforço acústico posterior. (B) Lesão na glândula parótida de contornos lobulados. Achado frequente. Fig. Adenoma pleomórfico. (C) Lesão na glândula parótida em área cística. (D) O mapeamento com Doppler colorido demonstra escassa vascularização periférica e central no nódulo da glândula submandibular. TUMOR DE WARTHIN CISTOADENOMA LINFOMATOSO (Segundo mais comum) Tratamento: cirúrgico (parotidectomia total ou enucleação conservadora) Fig. Tumor de Warthin. (A) Corte ultrassonográfico transverso da glândula parótida com nódulo misto de morfologia ovalada e contornos regulares (seta branca). (B) O mapeamento com Doppler colorido demonstra escassa vascularização periférica e central no nódulo. AVALIAÇÃO FUNCIONAL CINTILOGRAFIA DE GLÂNDULAS SALIVARES Tratamento: cirúrgico (parotidectomia total ou enucleação conservadora) NÃO ESQUEÇAM! AVALIAÇÃO DAS GLÂNDULAS PARATIREOIDES REFERÊNCIAS Radiologia e diagnóstico por imagem. Cabeça e Pescoço. 2010. Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Cabeça e Pescoço. 2017.