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Aprender com a Nova Revolução Humana Resenha dos volumes da Nova Revolução humana feitas pelo Sr. Hiromasa Ikeda Dos volumes 1 a 27. Volume 1 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 1 Brilhante caminho do kosen-rufu Brasil Seikyo, Edição 2474, 06/07/2019, pág. 24-25 / Especial Hiromasa ikeda vice-presidente da SGI No Prefácio do volume 1 da obra Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda descreve duas razões principais para escrevê-la: Inspirei-me para escrever a Nova Revolução Humana — como continuação da Revolução Humana —, em razão de o kosen-rufu ter alcançado tamanho progresso mesmo depois do falecimento de meu mestre; e esse fato serve como prova genuína de sua grandiosidade. Além disso, para que a posteridade conheça a essência do Sr. Toda, concluí que seria preciso registrar o caminho que seus discípulos e sucessores seguiram.1 Para Ikeda sensei, redigir esse romance era parte do seu esforço como discípulo para atestar a grandiosidade do seu mestre, Josei Toda, e assegurar que o ideal dele perduraria pelo eterno futuro. Enquanto a Revolução Humana começa com o capítulo intitulado “Alvorada”, a Nova Revolução Humana inicia com o capítulo “Alvorecer”. Embora tanto “Alvorada” quanto “Alvorecer” sejam expressões relacionadas ao Sol, suas nuanças diferem ligeiramente. “Alvorada” significa a primeira aparição da luz do dia, enquanto o “alvorecer do sol” ocorre após a alvorada. Na Revolução Humana, Ikeda sensei descreve como a luz do dia havia surgido no coração do presidente Josei Toda. Ou seja, Toda sensei percebeu que ele próprio era um bodisatva da terra e entrou em ação com base nisso. O que vemos na Nova Revolução Humana é a maneira como esse fato é herdado por seu discípulo Shin’ichi Yamamoto (personagem que representa o presidente Ikeda, no romance), que avança pelo [caminho do] kosen-rufu mundial com a vivacidade e o ímpeto de um sol raiando. O volume 1 dessa obra foi publicado pela primeira vez, em japonês, em formato de livro em 2 de janeiro de 1998, no aniversário de 70 anos do presidente Ikeda. Dois dias depois, a primeira parte de sua série de ensaios “Reflexões sobre a Nova Revolução Humana” foi divulgada no jornal Seikyo Shimbun. Nesse primeiro ensaio, Ikeda sensei reflete sobre suas rea- lizações nas décadas anteriores e estabelece metas e objetivos para o próximo período de dez anos, além de delinear uma perspectiva: Se tivesse de estabelecer o que eu teria realizado desde os 70 anos até agora, junto com o que imagino para a próxima década, seria o seguinte: Até os 70 anos: o estabelecimento dos princípios de um novo humanismo. Até os 80 anos: a conclusão da base do kosen-rufu mundial. A partir de então, de acordo com a Lei Mística e a natureza imperecível da vida exposta no budismo, estou determinado a liderar o kosen-rufu por toda a eternidade.2 No epílogo do volume 1, Ikeda sensei escreve: “Pretendo realizar meu trabalho, falando e agindo, enquanto viver, e continuar escrevendo a Nova Revolução Humana como se fosse meu testamento final”.3 Não consigo deixar de sentir que, ao escrever esse romance, ele buscou registrar o espírito dos três presidentes para as futuras gerações, por toda a eternidade. Cada pessoa é um diamante bruto Agora, gostaria de sugerir que estudássemos o volume 1 da Nova Revolução Humana a partir de três perspectivas. A primeira refere-se ao contexto histórico dos eventos descritos na obra. Em 1960, ano em que Shin’ichi deu o primeiro passo em direção ao kosen-rufu mundial, o mundo estava turbulento, assim como o Japão. Com o auge da Guerra Fria, a ameaça das armas nucleares se intensificava em toda parte, enquanto internamente a opinião sobre a emenda do Tratado de Cooperação Mútua e Segurança entre os Estados Unidos e o Japão estava dividida. Nos Estados Unidos, a discriminação racial era flagrante, ao passo que os imigrantes japoneses que moravam no Brasil também enfrentavam inúmeras dificuldades. Então, notamos que a orientação que Shin’ichi oferece nesse volume é baseada no contexto do país ou do grupo social em questão. A segunda perspectiva é o modo como a Nova Revolução Humana narra a urgência de um movimento religioso global. Vemos no volume 1, como Shin’ichi se esforça para encontrar formas de expandir o kosen- rufu concretamente para o mundo inteiro, uma tarefa confiada a ele por seu mestre, mesmo que os demais não compreendessem. Em São Francisco, ele nomeia dois senhores, um dos quais nem sequer era membro, para atuar como conselheiros de comunidade. Também decide criar uma comunidade em Nevada [Estados Unidos] ao conhecer um casal que viajara de lá para vê-lo. Com relação a essas providências, o presidente Ikeda escreve: Ele [Shin’ichi] não tomava nenhuma decisão ou agia por mero impulso ou capricho. Até as decisões mais rápidas eram tomadas tendo como foco o kosen-rufu e estavam imbuídas da firme determinação de dedicar cada momento de sua vida a esse propósito.4 Shin’ichi continua suas viagens pela paz, orando em seu coração nos lugares que visitava, pela felicidade dos seus amigos e pe- la prosperidade da localidade deles. “Estava determinado a impregnar o solo da América com o seu daimoku, oferecendo orações por sua prosperidade”.5 Essa oração sincera e seu imenso esforço de viajar para nove cidades, em três países, durante um intervalo de 24 dias, resultaram na fundação de dois distritos e dezessete comunidades, abrindo o caminho para o desenvolvimento da Soka Gakkai como um movimento religioso global. A última perspectiva consiste em como a tarefa de realizar o kosen- rufu no mundo inteiro se inicia com o encorajamento da pessoa que está à nossa frente. Afinal, embora comunidades e distritos possam ser fundados, são as pessoas que estão no coração da organização. Em São Francisco, um líder japonês que acompanha Shin’ichi questiona a falta de pessoas de valor, recebe a seguinte resposta: Todos são indivíduos de grande capacidade que vão começar a brilhar a partir de agora. Se perseverarem com fé sincera, o nome de cada um deles ficará gravado na história do kosen-rufu como pioneiros.6 Para Shin’ichi, cada pessoa é um diamante bruto; ele sempre parte desse ponto para buscar as tão preciosas pessoas e se dedica a fomentar e desenvolver o potencial delas. Durante a sua visita a Chicago [Estados Unidos], ele dialoga com um grupo de mulheres que aguardavam pelo seu retorno no corredor do hotel onde estava hospedado. Apesar de estarem com um aspecto extenuado, Shin’ichi as incentiva sinceramente, vendo cada uma como um buda. Jamais devemos julgar uma pessoa por sua aparência ou posição social. Além disso, independentemente de alguém praticar ou não o Budismo Nichiren, devemos dedicar todo o nosso coração em cada encontro e sempre nos esforçarmos para cultivar amizades. Essa é a crença primordial que o comportamento de Shin’ichi incorpora, uma atitude que acredito que cada um de nós precisa adotar. O espírito de avançar Em “Alvorecer”, o presidente Josei Toda brada: “Shin’ichi, viva! Você precisa viver! Viva o máximo que puder e percorra o mundo!”7 Na frase “percorra o mundo” (sekai ni iku, em japonês), o ideo- grama chinês que Ikeda sensei usa para designar “percorra” tem o matiz extraordinariamente ativo de “avançar com ousadia” ou “seguir em frente” — não indica apenas a ação [de viajar ou percorrer] em si, mas também o espírito dela. O presidente Ikeda considerou o pedido para que “percorresse o mundo” como ponto de partida de uma incessante jornada pela paz com seu mestre. Quase no final do último capítulo do volume 1, ele escreve: “Sua viagem estava chegando ao fim. No entanto, era apenas o início de sua longa e interminável jornada para a paz”.8 Na letra da Canção daRevolução Humana é utilizado o mesmo ideograma empregado para designar a palavra “jornada”, citada na frase anterior: “Avance, e eu avançarei também, / Apressados em meio às tempestades de neve, avançamos corajosamente”.9 Vamos também avançar em uma interminável jornada para a paz, junto com nosso mestre, estudando a Nova Revolução Humana. Principais trechos Um grandioso palácio de felicidade existe dentro de seu coração. A fé é a chave para abrir a porta desse palácio.10 (Alvorecer) Saber aproveitar a oportunidade tomando a iniciativa na hora certa é o que define a vitória ou a derrota em uma batalha. Quando é necessário incentivar um amigo, existe um momento certo que não deve ser perdido.11 (Novo Mundo) Em qualquer lugar que seja, o avanço do kosen-rufu depende de uma única pessoa com a coragem de um leão para levantar-se. Não existirá avanço nem desenvolvimento se não houver alguém determinado a enfrentar intrepidamente os obstáculos e a assumir a responsabilidade pelo kosen-rufu.12 (Outono Dourado) Vejamos, por exemplo, um daqueles sinos de bronze gigantes de templos que são muito comuns no Japão. O som do sino dependerá do objeto que for usado para batê-lo. Se o sino for batido com toda a força usando uma grande tora de madeira, o som produzido será certamente muito forte. Agora, se for utilizado um palito de fósforo ou um hashi para batê-lo, seu som será muito fraco, praticamente inaudível. Da mesma forma, o Gohonzon para o qual oramos é dotado dos imensuráveis poderes do Buda e da Lei. Porém, se os nossos poderes da fé e da prática forem fracos como palitos de fósforo, não conseguiremos obter os grandiosos benefícios.13 (Raios Benevolentes) No Budismo de Nichiren Daishonin a oração é originalmente um juramento e sua essência é o kosen-rufu. Em outras palavras, essa oração significa recitar daimoku com a seguinte determinação: “Eu vou realizar o kosen-rufu do Brasil. Para isso, vou mostrar uma prova irrefutável em meu local de trabalho evidenciando as minhas melhores habilidades”. É assim que nossas orações devem ser. Com essa disposição, precisamos estabelecer objetivos claros do que desejamos realizar a cada dia, e orar e nos desafiar para concretizá-los. É dessa séria determinação que surgem a sabedoria e a criatividade que levam ao sucesso.14 (Desbravadores) Todas as pessoas são desbravadoras que atravessam as fronteiras desconhecidas da vida. Dessa forma, cabe apenas a cada um de nós cultivar e desenvolver a própria vida. É preciso empunhar a enxada da esperança, plantar as sementes da felicidade e perseverar com tenacidade na prática da fé. As gotas de suor derramadas em prol do kosen-rufu vão se tornar gemas de boa sorte que haverão de dignificar a sua vida para sempre.15 (Desbravadores) Resumo do conteúdo Alvorecer Em 2 de outubro de 1960, Shin’ichi Yamamoto parte para as Américas do Norte e do Sul. Sua visita ao Havaí marca o primeiro passo de sua jornada pelo kosen-rufu mundial. Novo Mundo Em São Francisco, Shin’ichi sugere três diretrizes, que se tornam um solene juramento para os membros japoneses que vivem nos Estados Unidos. Outono Dourado Em Chicago, Shin’ichi fica impressionado com a dura realidade da discriminação racial. Ele também visita o Canadá. Raios Benevolentes São fundadas comunidades em Nova York e Washington, DC. Desbravadores Apesar da saúde debilitada, Shin’ichi visita o Brasil e funda o primeiro distrito fora do Japão. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 31 de outubro de 2018. Notas: 1. DAISAKU, Ikeda. Nova Revolução Humana, v. 1, p. 6. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2019. 2. BS, ed. 2.190, 10 ago. 2013, p. C2. 3. Traduzido do japonês. IKEDA, Daisaku. Shin Ningen Kakumei [Nova Revolução Humana], v. 1. (Tóquio: Seikyo Shimbunsha, 1998), p. 353. 4. DAISAKU, Ikeda. Nova Revolução Humana, v. 1, p. 101. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2019. 5. Ibidem, p. 153. 6. Ibidem, p. 109. 7. Ibidem, p. 10. 8. Traduzido do japonês. IKEDA, Daisaku, Shin Ningen Kakumei [Nova Revolução Humana], v. 1, p. 346. 9. Seikyo Shimbun, 31 out. 2018 10. DAISAKU, Ikeda, Nova Revolução Humana, v. 1, p. 45. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2019. 11. Ibidem, p. 94. 12. Ibidem, p. 161. 13. Ibidem, p. 192. 14. Ibidem, p. 238. 15. Ibidem, p. 242. Shin’ichi Yamamoto [pseudônimo de Daisaku Ikeda, presidente da SGI], e comitiva rumo aos Estados Unidos, Canadá e Brasil Volume 2 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 2 Liderar pelo exemplo Brasil Seikyo, Edição 2480, 24/08/2019, pág. 14 / Especial Hiromasa Ikeda vice-presidente da sgi Gostaria de sugerir três perspectivas para estudarmos o volume 2 da Nova Revolução Humana. A primeira delas consiste em como a Soka Gakkai, enquanto organização, e seus líderes devem se comportar. O volume 2 abarca o período da posse de Shin’ichi Yamamoto como terceiro presidente, em 3 de maio de 1960, até dezembro daquele ano, e descreve como ele incentiva os membros em todo o Japão. Podem ser lidos detalhes de suas viagens pelo país, desde Hokkaido, ao norte, até Okinawa, ao sul, tomando pessoalmente a iniciativa de oferecer palavras de encorajamento a cada um dos membros. Como resultado de seus extenuantes esforços, a organização se desenvolve de forma incrível, com o número de distritos saltando de 61, antes de sua posse, para 124, em todo o país, em apenas oito meses. No primeiro capítulo, “Vanguarda”, Shin’ichi expressa sua grande expectativa em relação ao desenvolvimento dos integrantes das Divisões Masculina e Feminina de Jovens e da Divisão dos Estudantes. Em seguida, no capítulo “Aprimoramento”, no qual consta a realização da Segunda Convenção da Divisão Feminina, ele fala sobre a luta contra os impasses experimentados durante a vida. As importantes orientações que estabeleceu naquela época ainda hoje são importantes para nós. Em todo o volume 2, há uma ênfase em como a Soka Gakkai e seus líderes devem se comportar, como pode ser visto, por exemplo, na seguinte passagem do capítulo “Vanguarda”, na qual Shin’ichi enfatiza a razão da organização — fortalecer a fé dos membros. Para assentar uma sólida base para o kosen-rufu, no entanto, era imperativo que estabelecessem mais distritos pelo país. A presença de organizações locais aceleraria o progresso da fé, prática e estudo. Também seria vital que contribuíssem para estimular o desenvolvimento das pessoas, como o solo que nutre o crescimento de árvores majestosas. Ele também adverte sobre os perigos de os líderes perderem de vista o verdadeiro propósito do movimento [Soka]: Em cada momento se deve reconfirmar metas e objetivos, voltando sempre ao ponto primordial, à razão da própria existência. Do contrário, há o perigo de se atribuir suma importância à metodologia, obliterando o objetivo original. Quando isso ocorre, mesmo um movimento que outrora possa ter tido um crescimento espetacular verá suas rodas girando em vão e, no fim, acabará parando. O capítulo “Empenho Corajoso” esclarece que as funções da Soka Gakkai não são posições de prestígio, mas de responsabilidade. Shin’ichi também afirma: “Budismo é vitória ou derrota. É uma luta constante contra os obstáculos”. E explica ser a oração confiante e a determinação inabalável dos que ocupam funções de liderança a chave para derrotar as maldades. Em 1960, ano em que Shin’ichi tomou posse como terceiro presidente da Soka Gakkai, a organização observou um rápido crescimento, com a criação de diversos novos distritos. Muitos líderes de distrito aprenderam a desempenhar suas funções tendo como modelo o comportamento de Shin’ichi, sempre empenhado a proteger e a incentivar os membros. Jamais devemos nos esquecer desse ponto crucial. Umaorganização próspera é aquela cujos líderes se esforçam firme e continuamente para melhorar e se desenvolver. Por outro lado, se os líderes perderem sua paixão de atuar pelo kosen-rufu, a organização se tornará burocrática. [Como descrito no capítulo “Estandarte do Povo”], portanto, como líderes que atuam em prol do kosen-rufu, vamos gravar em nosso coração a determinação de sermos sempre “pessoas dedicadas, imbuídas de grande cordialidade e consideração, que se doam abnegadamente”. Pela pacificação da Terra A segunda perspectiva é sobre como reagir aos desastres naturais. No volume 2, há referência a dois desastres: o devastador terremoto chileno que resultou no tsunami que atingiu a costa do Japão em maio de 1960, e o tufão aterrador que atingiu a Baía de Ise, afetando principalmente as províncias de Aichi e Mie, em setembro de 1959. Após ouvir as notícias sobre o catastrófico terremoto no Chile, Shin’ichi se levanta várias vezes durante a noite para checar as atualizações pelo rádio, bastante preocupado com os danos que o terremoto infligiu ao povo chileno, bem como sobre o impacto que o tsunami teria quando atingisse o Japão. De manhã, ele se apressa em ir à sede central da Soka Gakkai e envia uma série de telegramas para as áreas atingidas, expressando suas condolências e oferecendo incentivos às vítimas. Ele também envia os líderes para as áreas mais afetadas e dá instruções para que um centro de ação seja montado para coordenar as atividades de socorro. Como as pessoas reagem em épocas de crise revela seu senso de responsabilidade. Ao contrário da rápida resposta da Soka Gakkai, o governo foi extremamente lento em agir. É essa experiência que poderosamente desperta Shin’ichi para a necessidade de concretizar o princípio de “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra” — um princípio central do Budismo Nichiren. O capítulo “Aprimoramento” também descreve as reações de Shin’ichi ao devastador tufão que atingira a Baía de Ise um ano antes. Ele tomou providências imediatas para os esforços de socorro e visitou as áreas afetadas para encorajar os membros Vocês sofreram um terrível desastre, mas seus companheiros de todo o Japão estão enviando daimoku e orações pelo mais rápido restabelecimento dos senhores. Este é um momento de provações. Triunfem sobre esse obstáculo por meio da fé. (...) Mesmo que a casa de vocês tenha sido destruída e seus bens, arrastados pela água, contanto que a sua fé permaneça sólida, conseguirão reconstruir a vida sem falta. Se perseverarem com firmeza na fé voltarão a se reerguer infalivelmente. O modo como Shin’ichi incentivou as vítimas e o socorro prestado pela Soka Gakkai após esses desastres naturais são um modelo no qual nossas atuais atividades de auxílio em desastres se baseiam. Como o rei leão A última perspectiva que gostaria de oferecer se refere à Soka Gakkai como uma organização religiosa que está sempre ao lado do povo. Este volume foi publicado no [jornal] Seikyo Shimbun entre junho e dezembro de 1994, designado pela Soka Gakkai como “Ano da Glória da Renascença Soka”. O tema começou a ser empregado em 1992, logo após a Soka Gakkai alcançar sua independência espiritual da Nichiren Shoshu, em novembro de 1991. Isso finalmente permitiu que a organização abrisse as asas como um movimento religioso verdadeiramente global. Dado que esse era o contexto no qual o volume foi escrito, há várias referências ao clero da Nichiren Shoshu. No capítulo “Aprimoramento”, Shin’ichi faz uma palestra sobre os Vinte e Seis Artigos de Advertências de Nikko Shonin,1 em um curso de aprimoramento de verão. Enquanto falava, ele “expressava em seu íntimo a esperança e a oração de que um dia o clero despertasse para os preceitos de Nikko Shonin” [para estimar fortemente os praticantes que prezam a Lei mais do que sua própria vida]. Além disso, no capítulo “Estandarte do Povo”, Shin’ichi afirma: “Caso um dia venham a aparecer clérigos de má índole que menosprezem esses membros [...] a Soka Gakkai seria forçada a combater resolutamente tais indivíduos”. Seu profundo desejo era que os clérigos da Nichiren Shoshu jamais se corrompessem e se tornassem degenerados. E, no entanto, o clero impunha repetidamente sua autoridade clerical com o objetivo de controlar e dominar os membros da Soka Gakkai. Temos de lutar resolutamente contra as forças malignas que menosprezam e exploram os nossos membros; se não o fizermos, elas destruirão nossa nobre organização dedicada ao kosen-rufu. Em “Estandarte do Povo”, encontramos a passagem A Soka Gakkai sempre se colocará ao lado do povo. Portanto, com certeza enfrentará perseguições novamente no futuro. Conspirações estarão nos aguardando para tentar nos enredar. O destino da Soka Gakkai, porém, é lutar como o rei leão e triunfar em benefício da eterna prosperidade do povo. Em um discurso proferido em dezembro de 2000, Ikeda sensei apresentou um novo ciclo de Sete Sinos, compartilhando sua perspectiva da eterna vitória da Soka Gakkai nos séculos vindouros.2 Com a consciência de que nosso mestre está contando conosco para realizar sua grandiosa visão do futuro do kosen-rufu, vamos avançar com o orgulho de que a Soka Gakkai permanecerá para sempre ao lado do povo. Principais trechos Existe uma diferença entre seguidor e sucessor. Seguidores se posicionam na retaguarda, em segurança, longe do combate real e permanecem alienados no tocante às atribulações vinculadas ao ato de desbravar um movimento. É provável que aqueles que meramente seguem a liderança de outra pessoa não consigam cumprir a responsabilidade exigida dos sucessores. Um verdadeiro sucessor deve se colocar na vanguarda e hastear a bandeira da vitória. (Vanguarda) A família é um “jardim” na formação de seres humanos de grande valor construído mediante esforços conjuntos de seus componentes. É um oásis de tranquilidade e revitalização, que restaura a energia e o vigor para se enfrentar um novo dia. Também pode ser descrito como o solo no qual se cultiva o caráter humano. (Aprimoramento) As visitas familiares e as orientações individuais são atividades que consomem tempo e são quase invisíveis aos olhos dos outros, mas servem para nutrir as “raízes” da fé. A árvore só consegue crescer em direção ao céu e produzir galhos e folhas verdejantes quando suas raízes se expandem profundamente no solo. (...) Mais ou menos da mesma maneira, a fonte de todo progresso no âmbito do kosen-rufu consiste em compartilhar dos sofrimentos dos membros, responder as perguntas deles para livrá-los de quaisquer dúvidas, e possibilitar que eles se empenhem na fé com alegria e cheios de convicção e esperança. (Empenho Corajoso) Assim como a velocidade de aproximação determina a potência de salto do atleta, a vitória ou derrota nas atividades em prol do kosen-rufu são definidas pelo rigor dos preparativos. No momento que o atleta se lança no ar, o resultado já está praticamente definido. (Estandarte do Povo) Resumo do conteúdo Vanguarda Imediatamente após sua posse como terceiro presidente, Shin’ichi viaja por todo o Japão, incluindo Okinawa, local que ainda não havia retornado ao domínio do Japão, prometendo torná-la uma terra de paz e felicidade. Aprimoramento Shin’ichi dedica-se à promoção de indivíduos indispensáveis ao kosen- rufu. Ele profere orientações em aprimoramentos ao ar livre para as Divisões Masculina e Feminina de Jovens (Grupos Suiko e Kayo) e [promove] um curso de aprimoramento de verão. Empenho Corajoso Logo após retornar das Américas do Norte e do Sul, Shin’ichi participa de reuniões de fundação de diversos distritos no Japão, incluindo Chiba. Estandarte do Povo Shin’ichi faz viagens de orientações às regiões de Tohoku, Kyushu,Kansai e Chugoku e discute a importância do ambiente familiar para a educação. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 28 de novembro de 2018. Notas: 1. Nikko Shonin (1246–1333): Discípulo e sucessor direto de Nichiren Daishonin, e o único dos seis sacerdotes seniores a permanecer fiel ao espírito de Daishonin. Os Vinte e Seis Artigos de Advertências exortam os praticantes das futuras gerações a manter a pureza dos ensinamentos de Nichiren Daishonin e esboçam o espírito fundamental do princípio de fé, prática e estudo. 2. O vídeo desse discurso foi repetido na Reunião Nacional de Líderes da Nova Era de novembro de 2018. Volume 3 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 3 Estandarte da vitória humana Brasil Seikyo, Edição 2484, 21/09/2019, pág. 14-15 / Especial Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI A sincera determinação do segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, era promover o kosen-rufu da Ásia com base na predição de Nichiren Daishonin sobre a transmissão do budismo para o oeste.1 Toda sensei confiou [essa missão] a Shin’ichi Yamamoto e a seus jovens sucessores. Ao estudar o volume 3 da Nova Revolução Humana, primeiro gostaria de confirmar o significado desse prognóstico. Na reunião de fundação da Divisão Masculina de Jovens, em 11 de julho de 1951, Toda sensei declarou: O kosen-rufu é a missão que preciso realizar sem falta (...). Nós devemos propagar a grande Lei pura [do Nam-myoho-renge-kyo] não apenas para a Coreia, a China ou a distante Índia, mas para os confins da Terra. Esse é o decreto de Nichiren Daishonin. Ele também expressou sua decisão de concretizar o kosen-rufu da Ásia no poema: Aos povos da Ásia que oram por vislumbrar a Lua entre as frestas das nuvens, enviamos, em vez disso, a luz do Sol. A coragem do presidente Josei Toda se tornou o juramento de Shin’ichi Yamamoto. O volume 3 descreve cenas dos bastidores dos dez anos após a reunião de fundação da Divisão Masculina de Jovens quando, em janeiro de 1961, Shin’ichi parte em sua primeira viagem rumo aos países asiáticos vizinhos do Japão — começando por Hong Kong e incluindo Ceilão (atual Sri Lanka), Índia e Birmânia (atual Mianmar), Tailândia e Camboja. Ele enfatiza que seu objetivo “era assinalar o primeiro passo do retorno do budismo para o oeste conforme profetizado por Nichiren Daishonin, para então abrir o caminho da felicidade e da paz perene no Oriente”. Em 4 de fevereiro de 1961 ocorre uma cerimônia em Bodh Gaya,2 Índia, na qual uma placa com a inscrição “Kosen-rufu do Oriente” e outros itens são enterrados. Durante a cerimônia, o poema de Toda sensei ecoa no coração de Shin’ichi que, ao dar o primeiro passo em direção ao kosen-rufu na região, faz o seguinte juramento: Eu o farei! Eu o concretizarei sem falta! Se eu tombar no meio do caminho, delegarei essa missão aos jovens, que são parte de mim. Que surjam milhares e milhares de Shin’ichi Yamamoto! Em essência, o capítulo “Retorno do Budismo para o Oeste” descreve a sucessão de eventos: 1. Nichiren Daishonin prediz a transmissão do budismo para o oeste. 2. O presidente Josei Toda sela o juramento de concretizar o kosen- rufu da Ásia. 3. Shin’ichi herda o juramento do seu mestre. 4. Ele [Shin’ichi] confia a conclusão [desse empreendimento] a incontáveis jovens. Com base nisso, vamos gravar em nosso coração o fato de que o presidente Ikeda nos confiou a profunda missão de concretizar o kosen-rufu na nova era. Despertar para a nossa missão como bodisatvas da terra O volume 3 também explica como compreender o tempo — o momento oportuno — para o kosen-rufu. No capítulo “Índia”, Shin’ichi observa: Mesmo a profecia de Daishonin poderá cair num mero idealismo se não houver alguém para tentar concretizá-la. Penso ser um erro achar que o kosen-rufu irá se realizar por si só e que basta ficar esperando. A decisão e a grande convicção somadas a uma ação efetiva e séria de seus sucessores contemporâneos são fundamentais para a realização dessa profecia. O kosen-rufu não será alcançado se simplesmente esperarmos por ele. É por meio da força e da ação dos discípulos que despertaram para sua missão como bodisatvas da terra que criamos o tempo para o kosen- rufu. Além disso, o volume 3 explora a forma de se promover o kosen-rufu. No capítulo “Raios de Paz”, Shin’ichi descreve isso para dois membros japoneses que o receberam na Tailândia, explicando: Os esforços da Soka Gakkai em disseminar os ensinamentos de Nichiren Daishonin não eram sustentados pelo poder do governo e nem conduzidos pelo envio de missionários, mas na motivação interior das pessoas comuns que despertavam para a fé e se erguiam com senso de missão em sua comunidade ou país. Shin’ichi empenha todos os seus esforços para encorajar cada membro a se levantar e a abraçar sua missão. Uma dessas cenas está retratada em seu incentivo à Ikuyo Oka, mãe de três filhos que mora em Hong Kong. Seu marido (que havia sido transferido pela empresa para Hong Kong) não era membro. Shin’ichi diz a ela: Mais do que qualquer argumento, a conversão de familiares é decidida pela comprovação real, principalmente no aspecto do desenvolvimento humano. Tudo depende de a senhora se tornar uma boa mãe e esposa prestativa. Com os olhos mirando o futuro, Shin’ichi também encoraja uma das filhas da Sra. Oka a despertar para a sua missão: “[Você] não veio para cá [Hong Kong] por acaso, simplesmente por causa da transferência do serviço de seu pai. Veio para concretizar a missão do kosen-rufu”. Hong Kong, o primeiro destino das viagens de Shin’ichi pela paz na Ásia, em 1961, foi a última localidade visitada em sua jornada pelo mundo no século 20 (em dezembro de 2000). O capítulo “Juramento Seigan” do volume 30 da Nova Revolução Humana também aborda esta primeira visita a Hong Kong [em 1961] e descreve como se abriu um magnífico caminho para o kosen-rufu no século 21, na Ásia e no restante do mundo. No breve período de quarenta anos, o kosen-rufu avançou rapidamente em Hong Kong devido aos extenuantes esforços dos membros que fizeram do coração de Shin’ichi o seu próprio. O propósito fundamental da Soka Gakkai O capítulo “Índia” se refere a como o antigo rei indiano Ashoka (268– 232 a.E.C.) governou seu império. Shin’ichi contempla o motivo da decisão do rei de não fazer do budismo uma religião estatal: Acredito que, como governante, ele procurou realizar aquilo que hoje chamamos de preservar a liberdade de pensamento e de crença (...), presumo também que ele tenha tentado evitar com isso a eclosão de uma guerra religiosa. Ele ainda observa: “Esse direito [a liberdade religiosa] será sempre defendido pela Soka Gakkai”. Em outras palavras, a missão social da Soka Gakkai é lutar resolutamente contra qualquer opressão que viole a liberdade de crença ou outros direitos humanos básicos, empregando para isso o poder do diálogo. O capítulo “O Buda” fornece uma descrição detalhada das perseguições sofridas por Shakyamuni, que continuou pregando a Lei até o fim, sem jamais se submeter às perseguições perpetradas pelos “seis mestres não budistas”3 ou à traição de Devadatta.4 Nesse contexto, o capítulo esclarece que “os elos que unem através da fé não estão baseados em interesses pessoais, mas na confiança mútua”. Forjar escândalos têm sido uma tática frequente empregada por aqueles que buscam destruir tais elos de confiança. Algumas das “nove grandes perseguições” ou provações sofridas por Shakyamuni também foram causadas por escândalos inventados. Desde os tempos antigos, esse tem sido um método-padrão para atacar as pessoas justas, empregando plataformas e boatos falsos na tentativa de fazê-las cair em descrédito. A publicação em série do capítulo “O Buda” no jornal Seikyo Shimbun começou em abril de 1995. Antes disso, em março, a seitaAum Shinrikyo (também conhecida como Aum Verdade Suprema) havia cometido um ataque terrorista letal no metrô de Tóquio usando gás sarin. Depois disso, houve amplo clamor na sociedade japonesa por uma regulamentação mais rigorosa das instituições religiosas, o que mais tarde levou a uma revisão da Lei das Associações Religiosas. O capítulo “O Buda” tornou-se fonte de encorajamento para os membros da Soka Gakkai que estavam preocupados com falsos rumores e críticas que circulavam no rescaldo desse caso. Além disso, sinto que ele também se destinava a servir como registro, em prol da posteridade, dos traços típicos de uma perseguição religiosa. No capítulo “Raios de Paz”, Shin’ichi afirma: A missão religiosa dos budistas é essencialmente cumprir essa missão social como seres humanos. Somente quando uma religião capacita as pessoas a realizar esse propósito pode ser chamada de “religião viva”. O budismo não é mero idealismo. Uma verdadeira religião é aquela que permite que o estandarte da vitória humana seja hasteado bem alto em meio à realidade do nosso mundo. O propósito fundamental da Soka Gakkai consiste em concretizar o ideal de Nichiren Daishonin de “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra”, a realização da prosperidade social e da paz para toda a humanidade. Vamos, portanto, nos engajar alegremente em diálogos com um espírito amistoso, enquanto criamos uma rede de felicidade em nossas comunidades. Principais trechos Por trás do desenvolvimento de uma pessoa de valor existe sempre a figura dedicada de um veterano. Mesmo que não seja reconhecido, é o verdadeiro benemérito e estará acumulando ilimitada boa sorte por todas as existências. (Retorno do Budismo para o Oeste) Talvez isso pareça uma ação muito modesta, porém acredito que o diálogo sincero de pessoa a pessoa é o caminho direto para criar uma correta concepção sobre a organização. (Índia) O verdadeiro preceito não é aquele estabelecido fora de si, mas o que é criado e evoluído no interior das pessoas. O espírito budista não se encontra nos preceitos ou mandamentos criados por outros, mas nas regras e disciplinas que cada um adota. (O Buda) Quando o discípulo procura o seu mestre e decide atuar junto com ele, a vibração da vida do mestre que vive pelo kosen-rufu também é transmitida na vida do discípulo. (Raios de Paz) Resumo do conteúdo Retorno do Budismo para o Oeste Em janeiro de 1961, Shin’ichi parte em uma viagem pelos países asiáticos. Em Hong Kong, seu primeiro destino, estabelece o primeiro distrito na Ásia fora do Japão. Índia Em 4 de fevereiro, Shin’ichi visita Bodh Gaya, na Índia, onde Shakyamuni alcançou a iluminação, e enterra uma placa de granito dedicada ao kosen-rufu da Ásia. O Buda Em Bodh Gaya, Shin’ichi reflete sobre a nobre vida de Shakyamuni como uma pessoa comum. Raios de Paz Shin’ichi visita a Birmânia (atual Mianmar), onde seu irmão mais velho perdera a vida na guerra. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 26 de dezembro de 2018. 1. Nichiren Daishonin previu que o budismo, que originalmente se propagou do oeste para o leste (da Índia para a China, a Coreia e o Japão), retornaria à Índia e se difundiria pelo mundo, da mesma forma que o sol nasce no leste e se move para o oeste. 2. Historicamente, é conhecido como o local em que Shakyamuni alcançou a iluminação. 3. Pensadores influentes da Índia durante a época de Shakyamuni, que romperam abertamente com a tradição védica e desafiaram a autoridade brâmane na ordem social hindu. Com inveja pelo crescimento do número de discípulos de Shakyamuni, eles tramaram para derrubá-lo, marcando o início de uma vida inteira de perseguições. 4. Primo de Shakyamuni que, a princípio, foi discípulo do Buda, mas depois tornou-se inimigo deste. Ele é descrito como um homem extremamente maldoso que tenta matar Shakyamuni e destruir a Ordem budista. Volume 4 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 4 Dinâmico avanço em nossa vida Brasil Seikyo, Edição 2488, 19/10/2019, pág. 14-15 / Especial Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI O volume 4 do romance Nova Revolução Humana é ambientado em 1961, ano seguinte à posse de Shin’ichi Yamamoto como terceiro presidente da Soka Gakkai, uma época em que o movimento pelo kosen-rufu estava se desenvolvendo de forma dinâmica. Em junho, já havia sido alcançada a meta de 2 milhões de famílias praticantes do budismo. No entanto, é importante ter em mente que as circunstâncias em que esses eventos se desenrolaram eram extremamente desafiadoras. Naquele momento, o processo judicial resultante do Incidente de Osaka se aproximava de um estágio crítico. Em 3 de julho de 1957, Shin’ichi havia sido preso sob a acusação de violação da lei eleitoral, o que, ao final, provou-se que fora uma denúncia infundada. A ação judicial se iniciou em outubro daquele ano, e seu desfecho parecia trágico — um dos advogados de Shin’ichi disse que ele deveria se preparar para o veredicto de “culpado”. Apesar de tudo, Shin’ichi continuou na liderança do kosen-rufu. Além disso, um número cada vez maior de afiliados da Soka Gakkai era hostilizado e discriminado. O capítulo “Tempestade Primaveril” descreve a ocorrência de incidentes dessa natureza em várias comunidades em todo o Japão. Tudo supostamente baseado no fato de haver membros que se recusavam a participar de cerimônias em templos ou em santuários locais ou a fazer doações, mas a verdadeira razão era que pessoas ligadas aos templos e santuários temiam que as atividades de propagação da Soka Gakkai ameaçassem seus interesses pessoais. Ao ouvir sobre esses incidentes, Shin’ichi incentiva: Quando analisamos do ponto de vista da nossa longa vida, esses incidentes [de ser condenado ao ostracismo] não passam de um fato momentâneo. Serão, na verdade, como uma maravilhosa recordação de nossa luta baseada na prática da fé. Suas palavras se fundamentavam na convicção de que os membros precisavam, mais que a compaixão de Shin’ichi, cultivar uma fé inabalável para se manterem firmes diante de qualquer tempestade.Ele acreditava que esse era o único caminho para a vitória perene. E considerou esses sucessivos obstáculos como oportunidades para os praticantes se desenvolverem como pessoas de forte fé que pudessem enfrentar todo tipo de adversidade. Vamos, nós também, desenvolver esse tipo de fé indomável à medida que continuamos a avançar em nossa vida. O alegre espírito de doação No capítulo “Triunfo” encontramos uma explicação sobre o espírito que está por trás das doações oferecidas no budismo. A expressão “[alegre] espírito de doação” refere-se ao ato de fazer um sincero oferecimento pela causa da Lei, sem buscar nada em troca. O capítulo continua descrevendo um episódio dos sutras budistas sobre um rico mercador chamado Sudatta, que faz uma oferenda sincera e alegre. A história ilustra que tal oferecimento proveniente da fé pura é, de fato, a mais genuína das oferendas e consiste em fonte de abundante boa sorte. O espírito de devoção em realizar a doação eleva o estado de vida e proporciona imensuráveis benefícios, e isso, por sua vez, aprofunda a convicção na prática budista. Naquela época, muitos membros estavam com problemas financeiros e de saúde. Embora a Soka Gakkai estivesse num estágio em que era possível considerar grandes projetos, como a construção de centros culturais em todo o país, Shin’ichi hesitava em pedir doações para membros com dificuldades. Ele retorna ao Gosho para ressaltar o verdadeiro significado das doações e depois de muito ponderar decide dar a todos a oportunidade de contribuir financeiramente, selando o seguinte juramento em seu coração: Embora sejam pobres agora, não tenho dúvidas de que se tornarão afortunados no futuro. Fareicom que isso se realize. Devo louvar a sinceridade de meus companheiros e lhes oferecer todo o meu incentivo como se reverenciasse um buda. Essas palavras demonstram o sentimento mais profundo do presidente Ikeda em relação à questão das contribuições financeiras dos membros, e até hoje esse espírito permanece no eixo da atitude da Soka Gakkai no que diz respeito aos subsídios financeiros. Da mesma forma, a abordagem atual da Soka Gakkai em relação ao uso de tecnologia audiovisual é baseada numa passagem do capítulo “Folhas Novas”, que descreve como a organização começou a produzir filmes e documentários. Apreciando o potencial dos recursos audiovisuais, Shin’ichi propõe que se produzam filmes para documentar suas atividades. Ele também discorre sobre os planos com a equipe de produção, sugerindo que, além de películas coloridas pudessem, um dia, também dramatizar as experiências dos companheiros. Essa perspectiva é a origem do atual Soka Channel VOD [Canal Soka de vídeos on demand] no Japão. Sementes do crescimento Durante o seu segundo ano como presidente, Shin’ichi concentrou esforços no desenvolvimento da Divisão de Jovens, e o capítulo “Folhas Novas” delineia vários passos essenciais para que os jovens possam evidenciar seu potencial. Aqui, gostaria de comentar sobre três deles. O primeiro é despertar para a missão. Mesmo antes de assumir qualquer posição de liderança, Shin’ichi havia se empenhado em concretizar os ideais do presidente Josei Toda, assumindo total responsabilidade pela Soka Gakkai: Ele [Shin’ichi] sempre assumia as questões da Gakkai como se fossem de sua responsabilidade, procurando fazer do espírito de seu mestre o seu próprio para agir sempre como discípulo de Josei Toda. (...) A determinação de uma pessoa, embora invisível e sem forma, é na realidade a semente do desenvolvimento. O segundo passo consiste em decidir a quem ter como mestre. No mesmo capítulo, há referência a um líder da Divisão dos Jovens de Kyushu: Ele atuava tendo como referência a pessoa de Shin’ichi como seu mestre e como se estivesse na mesma posição que ele. Procurava viver juntamente com o mestre e olhar para a mesma direção, e não como uma pessoa que fazia parte de um todo olhando para o mestre. De fato, a força motriz do crescimento é ter a sincera decisão de sempre estar ao lado do mestre. O terceiro passo é encontrar uma maneira de ter equilíbrio entre todos os aspectos da vida, tanto no trabalho quanto nas atividades da Gakkai. Shin’ichi incentiva um jovem que está com dificuldades para participar das atividades por causa do seu atribulado horário de trabalho dizendo: Esforce-se na juventude de tal forma que tenha a convicção de ter feito o melhor em tudo, tanto no trabalho como nas atividades. Isso irá se constituir numa base muito importante para toda a vida. Sem falta, o caminho para a vitória se abrirá quando a pessoa decidir fazer o seu melhor em cada empreendimento, baseando suas ações numa sincera oração. Além de definir os pontos fundamentais para capacitar os jovens a realizar seu potencial, o volume 4 também faz alusão às atitudes daqueles que são responsáveis por cultivá-los. O capítulo “Pacificação da Terra” descreve o raciocínio de Shin’ichi enquanto ele se esforça para manter os jovens constantemente motivados. Ele descreve os três princípios observados por ele: Shin’ichi sabia que o único caminho para conseguir isso seria não perder de vista o seu mestre, que era a sua fonte de inspiração e o seu ponto primordial, pois sem uma fonte não pode haver um grande rio. Sabia também que ele próprio jamais deveria esquecer o espírito de procura e de desafio para desenvolver a si mesmo, cultivando e polindo sua capacidade. Certo de que o melhor caminho para os inspirar era por meio de seu próprio exemplo, jurou agir de modo altruísta e abnegado, devotando a vida pela felicidade de toda a humanidade. Espero que aqueles de nós envolvidos na criação de jovens herdem esse espírito de Shin’ichi. No capítulo “Folhas Novas”, há também menção sobre uma líder da Divisão Feminina de Kyushu, que falecera repentinamente em junho de 1961. Ela tinha o grande sonho de visitar a Europa para divulgar o Budismo Nichiren. O capítulo “Grande Brilho” descreve que durante a sua primeira viagem de orientações pelo continente europeu em outubro daquele ano, Shin’ichi fez questão de comprar alguns pratos decorativos para presentear os filhos dessa senhora. Ele observa aos seus companheiros: Muitos tendem a esquecer facilmente os falecidos. No entanto, eu jamais poderei esquecer os companheiros que lutaram ao meu lado e compartilharam comigo as dificuldades. Muito mais quando deixam uma família. Pretendo apoiar essas famílias tanto quanto possível e sempre estou orando pela sua felicidade. A Soka Gakkai é o genuíno mundo do incentivo. Vamos abraçar esse espírito do sensei e continuar a expandir nossa rede de esperança. Principais trechos O budismo é a suprema razão. Nós, como budistas, devemos nos dispor a agir a todo o momento com uma correta civilidade. (Tempestade Primaveril) O mais importante para um jovem é não depreciar a si mesmo por sua condição de vida, pois, haja o que houver, a prática da fé serve para desenvolver de forma prazerosa a ilimitada potencialidade que existe dentro de cada um. No momento em que pensarem que não servem para nada, estarão tolhendo seus próprios potenciais. A chave para abrir o futuro encontra-se no âmago da vida atual. (Triunfo) Se sentirem que a vida está sofrida e angustiante, procurem criar tempo para orar mesmo que seja por um curto momento. Assim, farão emergir a energia para o desafio e poderão abrir um novo caminho. Com o passar do tempo, atingirão uma condição de vida em que se empenharão nas atividades em prol do kosen-rufu livres de quaisquer impedimentos. (Folhas Novas) O que constrói uma brilhante organização é o calor humano e a consideração para com as pessoas. Com isso, elas se sentem estimuladas e dispostas a se esforçar. (Pacificação da Terra) A vida, apesar de parecer uma longa jornada, é relativamente curta. A juventude, principalmente, é tão rápida como o piscar dos olhos. A Gakkai está agora visando um grande desenvolvimento rumo ao futuro. O tempo do kosen-rufu está chegando, e esse tempo é agora. (Grande Brilho) Resumo do conteúdo Tempestade Primaveril Shin’ichi participa das reuniões de fundação de diversos distritos em todo o Japão. Triunfo Realiza-se a Convenção Geral da Soka Gakkai comemorativa do primeiro aniversário da posse presidencial de Shin’ichi com a participação de representantes dos Estados Unidos e do Brasil. Folhas Novas Convenções gerais da Divisão dos Jovens são realizadas em todo o Japão. Pacificação da Terra Shin’ichi explana o tratado Estabelecer o Ensinamento Correto para a Pacificação da Terra num curso de verão. Grande Brilho Shin’ichi parte para sua primeira jornada da paz pela Europa. Diante do Muro de Berlim, promete dedicar sua vida pela causa da paz mundial. Volume 5 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 5 Manter firmes suas convicções Brasil Seikyo, Edição 2492, 23/11/2019, pág. 14-15 / Especial Os capítulos “Abrindo Caminho” e “Alegria” do volume 5 da Nova Revolução Humana detalham a primeira visita de Shin’ichi Yamamoto [pseudônimo de Daisaku Ikeda no romance] à Europa, em outubro de 1961. Foi de fato uma jornada pioneira, abrindo o portal para a paz e plantando as sementes do humanismo. Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI O movimento da SGI pelo kosen-rufu continua a se desenvolver de forma dinâmica no mundo todo. Os membros da Europa, que realizaram seu encontro anual em prol do kosen-rufu em janeiro, estão fazendo grandes progressos sob o lema “UmaEuropa com Sensei”, tomando a liderança do nosso movimento mundial do kosen-rufu com um ardente senso de sua missão como pioneiros. Os capítulos “Abrindo Caminho” e “Alegria” do volume 5 da Nova Revolução Humana detalham a primeira visita de Shin’ichi Yamamoto [pseudônimo de Daisaku Ikeda no romance] à Europa, em outubro de 1961. Foi de fato uma jornada pioneira, abrindo o portal para a paz e plantando as sementes do humanismo. Diante do Portão de Brandemburgo, durante a sua visita à Alemanha Ocidental, Shin’ichi havia firmado com determinação: “o Muro de Berlim não mais existirá daqui a trinta anos”. No capítulo “Abrindo Caminho”, um dos líderes da Soka Gakkai que o acompanhava pergunta se ele tinha em mente algum plano específico para que isso ocorresse. Em resposta, Shin’ichi fala sobre a importância de promover o diálogo e o intercâmbio cultural e compartilha sua determinação de fazer isso acontecer: “Sei que será uma longa e árdua jornada, mas abrirei o caminho com perseverança visando os próximos vinte ou trinta anos. (...) Esta é a minha convicção”. Em conformidade com essas palavras, o presidente Ikeda buscou ativamente oportunidades de diálogo e intercâmbios culturais no esforço para abrir o caminho do kosen-rufu na Europa. Em Colônia, durante um jantar com alguns empresários alemães, Shin’ichi fala sobre o humanismo budista com base em Fausto, de Goethe. Todos os envolvidos desfrutam uma troca calorosa e amigável, conversando e cantando. Por meio dessa experiência, ele sentiu profundamente o anseio do povo alemão pelos ensinamentos budistas, confirmando sua convicção de que era realmente possível que as pessoas transcendessem as diferenças de nacionalidade ou de cultura, manifestando entendimento e empatia mútuos. Na Itália, enquanto observa os prédios e ruas antigas de Roma, Shin’ichi reflete: Ele [Shin’ichi] pensou então na realização do kosen-rufu, cujo objetivo é construir a “cidade eterna” no seio da humanidade. Esse grande empreendimento não pode ser realizado da noite para o dia. Serão precisos cem, duzentos, trezentos anos ou mais. Todavia, é uma tarefa que a Soka Gakkai deverá realizar a todo o custo. Durante essa viagem, ele também visita a Holanda, a França, o Reino Unido, a Espanha, a Suíça e a Áustria. As perspectivas que ele compartilha sobre o kosen-rufu em cada país, sempre se referindo à história e à cultura específicas, tornaram-se inspiração e diretrizes motivadoras para os membros da Europa. Em suas viagens, ele dedica sua energia para encorajar os líderes centrais. Eiji Kawasaki, que Shin’ichi acabara de nomear como um contato central da Europa, pergunta o que ele deve fazer e como deve cumprir com essa responsabilidade. Em resposta, Shin’ichi não sugere nenhuma ação específica, com o objetivo de cultivar a iniciativa própria e a independência de Kawasaki como líder: É muito difícil ser pioneiro. Você tem que pensar em tudo sozinho e depois fazer tudo sozinho. Você não tem mais ninguém para quem confiar ou recorrer. Mas é isso que a torna tão gratificante e os benefícios tão bons. O capítulo “Alegria” também traz as seguintes palavras: “O que forma a essência das atividades do kosen-rufu é a conscientização de cada indivíduo”. Naturalmente, o debate e o consenso são importantes na condução das atividades, mas vamos gravar em nosso coração que o kosen-rufu começa quando um único indivíduo decide fazer da paz e da felicidade, de si e dos outros, sua missão pessoal. Partido Komei O capítulo “Leão” descreve como foi formada a Aliança Política Komei, predecessora do atual Partido Komei no Japão. Shin’ichi esclarece que essa organização política deve ser um novo tipo de organismo político dedicado à felicidade de todo o povo japonês, que servirá às pessoas com um espírito de grande compaixão e que ele não deve existir em benefício da Soka Gakkai. Ele também compartilha com os representantes [políticos] suas profundas expectativas para o novo partido: Os senhores, como políticos, não precisam se preocupar em prestar algum favor para a Soka Gakkai. Pelo contrário, sejam grandes políticos que pensam seriamente na felicidade da população com planos para cem anos para o nosso país e de mil anos para o bem do mundo. Espero que prestem bons serviços para a população e sejam políticos exemplares e admirados pelas pessoas. Sejam leões que protegem o povo — esse é meu desejo e minha expectativa. Sobre este ponto, gostaria de abordar dois importantes imperativos nos quais se baseiam o apoio da Soka Gakkai ao Partido Komei no Japão. O primeiro é vigiar de perto a política. Isso é algo que o presidente Josei Toda enfatizou, de forma rigorosa, com base em sua forte convicção como praticante do Budismo Nichiren e na obstinação de que as pessoas comuns não podem sofrer devido a políticas corruptas. O segundo imperativo consiste em permitir que todos os cidadãos do Japão desenvolvam o bom senso em relação ao julgamento político e à consciência política. Somente os políticos não determinam a qualidade de um governo — os eleitores que os apoiam e os elegem são o fator decisivo para influenciar o curso da governança. No mesmo capítulo, Shin’ichi expande essa visão: “A verdadeira reforma política acontece paralelamente ao grau de conscientização do povo”. E ele continua: “A Soka Gakkai vem despertando e esclarecendo a cidadania no coração de seus associados para que visualizem o rumo da sociedade”. De fato, os membros da Soka Gakkai no Japão mantiveram constante diálogo para despertar cada indivíduo a se tornar um protagonista na melhoria da sociedade. Este ano, novamente, os membros japoneses se orgulham de tais esforços enquanto trabalham para promover ainda mais o diálogo e demonstrar provas positivas em sua vida. A fonte do humanismo A última parte do capítulo “Leão” descreve os eventos de 25 de janeiro de 1962, o dia em que Shin’ichi foi inocentado de todas as acusações relacionadas ao Incidente de Osaka. Em 3 de julho de 1957, ele foi preso sob a acusação de violação da lei eleitoral, o que, ao final, provou-se ser totalmente infundado. O julgamento se desdobrou num total de 84 sessões, arrastando-se mesmo após a sua posse como terceiro presidente da Soka Gakkai em 3 de maio de 1960. Durante esse período, apesar de ter de comparecer 23 vezes ao tribunal, Shin’ichi manteve-se destemido, trabalhando firmemente para abrir o caminho para o kosen-rufu mundial e para construir as bases da Soka Gakkai de hoje. Em uma mensagem para a conferência de representantes das divisões realizada em janeiro deste ano, o presidente Ikeda lembrou que, durante o julgamento, seus advogados lhe disseram para se preparar para um veredicto de culpado. No entanto, alguns membros que praticavam com ele desde a Divisão dos Jovens trabalhavam incessantemente para provar quão injusta havia sido a investigação. Isso também está registrado em detalhes no capítulo “O Julgamento”, no volume 11, da Revolução Humana. Ele descreve como o juramento de dedicar a vida à luta pelos direitos humanos começou a se enraizar no coração de Shin’ichi como resultado dos desafios enfrentados em Osaka. Esse juramento, afirma, “acabaria por se tornar a fonte de uma nova correnteza do humanismo que se espalharia amplamente por todo o mundo na forma do movimento da SGI”. Ele é a base do movimento da SGI para a paz, cultura e educação, e acredito que herdar esse juramento é a missão e a responsabilidade de todos os discípulos de Ikeda sensei. Principais trechos Se cada associado ajudasse a ampliar a rede de convivência e de benevolência em sua respectiva comunidade, o deserto humano da sociedade moderna poderia ser transformado num oásis de calor humano. (Abrindo Caminho) O maior feito de um homem é criar e deixar outro quedá seguimento ao seu empreendimento. (Alegria) A questão crucial é o que vamos fazer para edificar o que o presidente Josei Toda conquistou até então. Se a Soka Gakkai for destruída, não será mais possível difundir o Budismo Nichiren. (...) Seja como for, não há outra forma a não ser que os discípulos vençam em tudo comprovando a grandeza dos seres humanos, e a suprema alegria da crença religiosa é encontrada nesse triunfo. (Alegria) As cortinas de uma nova era devem ser abertas com a própria luta e esforço dos jovens. Em um palco preparado pelos outros, os jovens jamais poderão atuar como autênticos líderes. Se pretendem liderar a nova era, esse palco deve ser criado com as próprias mãos. (Vitória) Na verdade, o poder existe para proteger o povo e não para prejudicar e fazer sofrer cidadãos honestos. O povo é na realidade o protagonista da sociedade e do Estado. É preciso combater o poder maligno que age violando os direitos humanos. Eu declaro que essa é uma missão da Gakkai. (Leão) Resumo do conteúdo Abrindo Caminho Shin’ichi viaja da Alemanha para a França e para o Reino Unido. Alegria Em Viena, Shin’ichi presta uma homenagem à vida e às batalhas de Beethoven. Em Roma, refletindo sobre a história do cristianismo, prevê um futuro brilhante para a propagação da Lei Mística. Vitória Cem mil membros participam de uma convenção geral da Divisão Masculina de Jovens (DMJ), enquanto 85 mil moças [também] se reúnem para a convenção geral. Leão Em 17 de janeiro de 1962, a Aliança Política Komei é formada. Em 25 de janeiro, Shin’ichi é inocentado de todas as acusações feitas contra ele relacionadas ao Incidente de Osaka. Volume 6 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 6 Fonte de inspiração Brasil Seikyo, Edição 2496, 31/12/2019, pág. 22-23 / Especial Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI Os dois primeiros capítulos do volume 6, “Terra do Tesouro” e “Longa Jornada”, detalham as viagens de Shin’ichi Yamamoto para sete países — Irã, Iraque, Turquia, Grécia, Egito, Paquistão e Tailândia — entre janeiro e fevereiro de 1962. Um dos objetivos dessa visita era observar a conjuntura religiosa nessas nações. Acredito que, no processo para delinear sua perspectiva para o kosen-rufu mundial, tenha sido extremamente importante para Shin’ichi explorar, em primeira mão, a cultura e a história do Islã, que nasceu no Oriente Médio. Em 30 de janeiro, Shin’ichi chega a Teerã, marcando seus primeiros passos no Oriente Médio, com a determinação de abrir caminho para uma paz duradoura e uma convivência harmoniosa entre todos os povos por meio do poder do espírito humano. Embora ciente de que essa seria uma jornada longa e árdua, ele está convencido de que é a trilha que deve percorrer para cumprir sua missão. O capítulo “Longa Jornada” termina com a seguinte reflexão: O caminho do kosen-rufu é uma longa jornada. Por isso, é fundamental dar cada passo com toda a firmeza, mantendo sempre acesa a chama da coragem e da convicção. Vamos todos gravar essas palavras no coração enquanto nos esforçamos para fazer o kosen-rufu avançar em todo o mundo. No Oriente Médio, Shin’ichi discute a importância de se promover a compreensão intercultural e o diálogo entre as civilizações. Um dos líderes da Divisão dos Jovens (DJ) que acompanha Shin’ichi comenta que considera o Islã intransigente com relação à supremacia e à infalibilidade absolutas de seu Deus e sugere que pode ser difícil promover o diálogo inter-religioso com os muçulmanos. A esse respeito, Shin’ichi responde que a solução pode estar em começar focando a discussão nos problemas que todos compartilhamos como seres humanos. Ele lembra as palavras do presidente Josei Toda: Tudo se resolveria facilmente se os fundadores de religiões como Nichiren Daishonin, Shakyamuni, Jesus Cristo e Maomé pudessem se reunir e fazer uma conferência. Ele então comenta: A única forma é desenvolver o diálogo entre os contemporâneos de cada religião, cada qual se identificando com o espírito de seus fundadores. Em outras palavras, o diálogo com base no respeito mútuo pela nossa condição humana em comum é vital para aprofundar a compreensão intercultural. Durante o tempo em que esteve no Egito, Shin’ichi conhece um jovem acadêmico e eles trocam opiniões sobre a natureza da civilização. Quando perguntado se ele acha que existe uma causa comum para o eventual declínio das civilizações antigas altamente desenvolvidas, Shin’ichi afirma que, embora houvesse fatores particulares de cada caso, em última análise, as causas do declínio de um Estado poderiam ser sempre encontradas dentro do coração do seu povo. De fato, a vontade humana desempenha papel poderoso na formação e determinação das correntes da história. “Quando observamos a história desse ângulo, podemos perceber que ela não é apenas um registro de fatos do passado, mas um farol que ilumina o presente e o futuro em relação ao modo de vida dos homens”. O drama da revitalização O ano de 1962 foi um período de aceleração dos esforços de propagação pelos membros da Soka Gakkai. Numa área da cidade de Fukuoka, havia uma favela conhecida pelos moradores como Dokan, em referência aos tubos de esgoto abandonados no local. Aqueles que ficaram desabrigados ou desempregados após a guerra haviam se estabelecido ali, utilizando as manilhas como moradia. O capítulo “Aceleração” detalha como esses indivíduos que foram marginalizados e deixados de lado pela sociedade japonesa tradicional começaram a transformar sua vida por meio da prática do Budismo Nichiren. Embora muitos dos residentes de Dokan sofram com problemas de saúde, dificuldades financeiras e outras questões, abraçar a fé no budismo lhes proporciona a luz da esperança e a coragem para continuar vivendo. Eles experimentam diversos benefícios como resultado de seus tenazes esforços com base na sabedoria e na coragem que derivam da fé deles. Através do Seikyo Shimbun, a leitura dos discursos que Shin’ichi profere em várias reuniões, junto com o estudo das explanações [de Ikeda sensei] sobre os escritos de Nichiren Daishonin, serve como uma poderosa fonte de inspiração para esses membros, permitindo que aprendam o básico da fé. Shin’ichi está sempre pensando naqueles que mais sofrem ou que estão enfrentando a maior dificuldade. Ele incentiva uma líder da Divisão Feminina (DF) a dar o melhor de si para apoiar os tão dedicados e diligentes membros e a estar constantemente atenta ao bem-estar deles, oferecendo-lhes apoio e incentivo irrestritos. O presidente Yamamoto acrescenta que gostaria que ela se esforçasse para manter o mesmo ritmo que ele: “Essa sintonia equivale à forte determinação de assumir total responsabilidade pelo kosen-rufu”. Valorizar e apoiar cada membro — eis o espírito primordial da Soka Gakkai; nosso compromisso com o bem-estar dos nossos companheiros é o que inspira a todos. Um dinâmico espírito de procura O capítulo “Jovens Águias” detalha como Shin’ichi inicia uma série de explanações sobre o Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente atendendo a um pedido dos membros da Divisão dos Universitários (DUni). Seu desejo é que os jovens desenvolvam mentes questionadoras, pois ele tem certeza de que, quanto mais eles estudam os ensinamentos de Nichiren Daishonin e os comparam com outras religiões e filosofias, mais se tornam conscientes do seu verdadeiro valor. Ninguém estava mais consciente disso do que o próprio Shin’ichi. Pela maneira como a vida dos fundadores das principais tradições religiosas são descritas na Nova Revolução Humana (de Shakyamuni, no capítulo “O Buda”, no volume 3; de Jesus, no capítulo “Alegria”, no volume 5; e de Maomé, no capítulo “Terra do Tesouro”, no volume 6), podemos notar que Shin’ichi está constantemente pensandoem como proporcionar o avanço do kosen-rufu em todo o mundo durante suas viagens pela Índia, Europa e Oriente Médio. O capítulo “Jovens Águias” também descreve a postura com a qual se deve estudar os escritos de Nichiren Daishonin. A esse respeito, gostaria de destacar dois pontos. Primeiro, devemos nos esforçar para lê-los com fé. Shin’ichi fornece diretrizes rigorosas para os jovens sobre isso: Quando lemos o Gosho, devemos fazê-lo com a profunda convicção de que esta é a verdade, a verdade absoluta — exatamente como está escrito. Em outras palavras, devemos ler com fé, buscar com fé e entender com fé. Talvez a filosofia ocidental possa iniciar com a dúvida, porém, quando estudamos o budismo, devemos iniciar com a fé. Em segundo lugar, devemos praticar em estrito acordo com os ensinamentos de Nichiren Daishonin. Devemos ler o Gosho com base no princípio de “corpo, boca e mente”. Isso significa que devemos conduzir nossa vida de acordo com o Gosho, expondo sua filosofia para outras pessoas e praticando seus ensinamentos na vida real. Shin’ichi convida os estudantes a despertarem para sua missão como bodisatvas da terra e a serem proativos no estudo do budismo, em vez de fazê-lo apenas por obrigação: Mesmo quando estiverem participando das atividades ou orando ao Gohonzon, o mais importante é a profunda determinação no âmago da vida. Se a fé for apenas formal e superficial, arrastada pela rotina e pela obrigação, não existirá a verdadeira alegria nem a iluminação. Nosso dinâmico espírito de procura na fé é o que nos permite crescer e obter alegria a partir da nossa prática budista. A justiça da Soka Gakkai O volume 6 foi publicado em série no jornal Seikyo Shimbun entre setembro de 1996 e abril de 1997. Naquela época, a Soka Gakkai estava sofrendo ataques por uma investida de falsos boatos e críticas. No capítulo “Mares Tempestuosos”, Shin’ichi declara: A questão é se temos ou não a coragem de lutar contra o mal. Essa coragem é a expressão da seriedade e do brado da nossa própria vida. Somente quando todos os membros se tornarem leões com o espírito de levantar-se só, e bradarem pela justiça e pela verdade da Gakkai, poderemos estabelecer o nosso triunfo. O kosen-rufu é uma luta para demonstrar a justiça da Soka Gakkai por meio do poder do diálogo. Que cada um de nós “reúna a coragem do rei leão” (cf. CEND, v. II, p. 263) e brade, com o rugido de leão, pela verdade e pela justiça da Soka Gakkai. Principais trechos O brilho eterno do sol é mantido pela incessante combustão de sua energia. Viver pela missão é agir a todo instante com incessante devoção de nossa energia. O esplendor do humanismo que surge dessa ininterrupta chama da nossa ardente paixão desbravará o novo amanhã de paz duradoura. (Terra do Tesouro) Geralmente as pessoas tendem a se afastar das velhas amizades quando encontram novas, ou não conseguem criar novos amigos quando estão ligados às velhas amizades. Contudo, para criar um novo mundo, é preciso prezar as pessoas e ampliar o relacionamento humano. (Longa Jornada) Em todo caso, uma vez que assumiram a responsabilidade como líderes, devem abandonar qualquer vaidade ou ambição pessoal dentro da organização. Pelo contrário, devem se firmar na determinação de servir sinceramente ao bem-estar dos membros. Esse é o caminho a seguir como dignos budistas. (Aceleração) A verdadeira fé não é aquela que dependia da ajuda dos outros, e que a felicidade deve ser conquistada com os próprios esforços. (...) A condição básica para a felicidade, sejam quais forem as circunstâncias, é o espírito imbatível de levantar-se só. (Mares Tempestuosos) O kosen-rufu é semelhante à correnteza de um grande rio. Assim como a confluência de dezenas de afluentes formam um grande rio, o kosen- rufu necessita de valores humanos de talentos diversificados. Além disso, deverá ser uma correnteza de águas límpidas. Mesmo que amplie seu leito e se torne caudaloso, nunca deverá se transformar num curso de águas turvas [estagnadas]. (Jovens Águias) Resumo do conteúdo Terra do Tesouro Em janeiro de 1962, Shin’ichi parte para uma série de viagens pelo exterior que abrange sete países, incluindo Irã e Iraque. Longa Jornada Ao refletir sobre a vida de Sócrates e o legado de Alexandre, o Grande, Shin’ichi considera os desafios que o kosen-rufu enfrentará no futuro. Aceleração Uma região marginalizada de Fukuoka, conhecida como Dokan (grandes manilhas utilizadas na canalização de esgotos), é transformada pelos membros que revitalizam sua vida. O segundo aniversário da posse de Shin’ichi é comemorado com uma dinâmica campanha de propagação. Mares Tempestuosos Alguns sindicatos, sentindo-se ameaçados pelo sucesso da Aliança Política Komei nas eleições para a Câmara Alta, perseguem os membros da Gakkai. Jovens Águias Shin’ichi inicia uma série de explanações sobre o Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente para representantes da Divisão dos Universitários. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 27 de março de 2019. Volume 7 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 7 Promover a esperança Brasil Seikyo, Edição 2500, 25/01/2020, pág. 22-23 / Especial Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI O capítulo “Flor da Cultura”, do volume 7, do romance Nova Revolução Humana, detalha os eventos que se sucederam em novembro de 1962, quando a Soka Gakkai chegou ao marco de 3 milhões de famílias praticantes [do budismo] no Japão e, assim, atingiu a meta que lhe foi confiada pelo segundo presidente, Josei Toda. Essa conquista pode ser atribuída ao juramento de Shin’ichi Yamamoto de concretizar o desejo do seu mestre, bem como à obstinada determinação e ao máximo esforço com os quais ele se engajou nessa tarefa. De fato, logo que o objetivo é alcançado, Shin’ichi determina: “Sou seu discípulo e haverei de realizar essa grande meta [3 milhões de família em sete anos]. Por favor, fique tranquilo e me observe”. É possível dizer que essa nova meta surgiu de uma profunda consciência sobre a sua missão e de um senso de responsabilidade com relação ao kosen-rufu. No volume 30, o último da Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda declara: “O grande empreendimento do kosen-rufu não pode ser concretizado em uma única geração. Ele só pode ser alcançado quando houver a contínua transmissão do mestre para os discípulos e, então, para sucessivos discípulos das gerações futuras” (BS, ed. 2.449, 31 dez. 2018, p. D1-D8). Os pensamentos e os sentimentos de Shin’ichi por esses jovens sucessores também estão descritos no volume 7. Ele enfatiza que, para garantir o eterno fluxo do budismo, os jovens de cada sucessiva geração precisam evidenciar os próprios meios mais eficazes para a propagação dos ensinamentos e dos ideais [budistas] entre seus contemporâneos. Para isso, ele participa de encontros esportivos e de concursos de oratória organizados pela Divisão dos Jovens (DJ) e, em um desses concursos, ele se dirige aos participantes: O kosen-rufu é um empreendimento que deverá ser concretizado pelas mãos dos jovens. Para se capacitarem a tal propósito, espero que (...) conquistem com isso a grande convicção de que o Budismo de Nichiren Daishonin é absoluto. (p. 240-241) Trilhar o caminho de mestre e discípulo não significa simplesmente seguir nosso mestre. Ao contrário, significa que os discípulos assumem completamente o juramento do mestre, enquanto tomam as medidas para alcançar esse compromisso compartilhado. Ou seja, concretizar o juramento do mestre não depende de outra pessoa: cada um de nós, individualmente, deve assumir total responsabilidade por sua concretização. Vamos gravar em nosso coração que o caminho de mestre e discípulo só ganha vida quando os discípulos herdamo espírito de “levantar-se só”. A chegada da primavera na história do kosen-rufu Os capítulos “Broto” e “Primavera” detalham a segunda viagem de Shin’ichi pelo mundo, realizada em janeiro de 1963. Dois anos se passaram desde que ele visitara países e territórios na Europa e na Ásia e três anos desde a sua primeira viagem aos Estados Unidos. Nessa segunda excursão, ele está determinado a lançar as bases para o desenvolvimento mundial do kosen-rufu para dali a dez, trinta ou mesmo cem anos. Shin’ichi e três comitivas, cada uma composta por líderes do Japão designados para diferentes regiões, viajam ao mesmo tempo para apoiar e dar orientação aos membros estrangeiros. Shin’ichi baseia sua orientação nessa perspectiva principal, incentivando os membros sobre diversos assuntos, transmitindo-lhes os princípios básicos da fé: O kosen-rufu não pode ser desenvolvido de uma mesma maneira em todos os países. É preciso conhecer a situação social, a cultura e os costumes locais para que as atividades do kosen-rufu possam ser promovidas da forma mais adequada. (p. 85) Por exemplo, em relação à propagação, ele afirma: Quero dizer a todos que a nossa atividade de propagação é um sublime ato de benevolência que ensina às pessoas o mais correto modo de vida, embasado no supremo ensino do budismo. Nossas ações visam, acima de tudo, à felicidade de cada um. Por essa razão, quando atuamos nesse sentido podemos criar boas amizades e um círculo de confiança entre as pessoas. Além disso, a propagação do ensino é o mais nobre exercício budista pelo qual podemos realizar a nossa revolução humana. Isso é possível porque a propagação se inicia com o ato de vencer a si mesmo, de superar a fraqueza interior e as dificuldades imediatas da vida. (p. 89) Ele também enfatiza a importância da união em prol de um único propósito ao promovermos as atividades da Soka Gakkai e ressalta que a fé sempre deve estar embasada na Lei. O objetivo de estudar o Budismo Nichiren é outro dos tópicos que ele aborda: — Alguns dos senhores devem pensar o seguinte: “Por que tenho de estudar os complicados princípios do budismo? Não basta apenas recitar daimoku e obter benefícios?”. Da mesma forma como se obtêm grandes benefícios quando se pratica uma correta religião, surgem também os obstáculos e as maldades. Nesses momentos de dificuldades, se não tiverem um correto conhecimento do budismo, acabarão criando dúvidas na prática da fé. (p. 102) Quando Shin’ichi participou de reuniões de palestra no exterior durante a viagem realizada anteriormente, alguns membros estavam tão sobrecarregados de tristezas e dores da vida que nem sequer conseguiram formular suas perguntas sem cair em lágrimas. Porém, durante essa segunda visita, as perguntas se concentram, na sua maioria, em como promover o kosen-rufu e emanam de um senso de missão de propagar a Lei Mística. Ao observar isso, Shin’ichi começa a sentir a chegada da primavera na história do kosen-rufu. Nessa viagem, ele também dedica muita atenção à questão de como garantir que o movimento do kosen-rufu seja enraizado na comunidade [local] e na sociedade de cada país. Sentindo que é necessário que a organização se torne uma entidade com personalidade jurídica em cada país, ele começa a tomar medidas concretas nesse sentido. Além de apoiar e incentivar os membros, Shin’ichi também concentra sua energia para desenvolver líderes [da organização] nesses vários países. Na época, a maioria dos membros que residiam no exterior era de japoneses que haviam emigrado devido ao trabalho ou ao casamento. Mas, por exemplo, na Alemanha, havia um número crescente de jovens japoneses que decidiram se mudar para o exterior pela paixão de cumprir sua missão e de contribuir para o kosen-rufu em todo o mundo. Em Paris, Shin’ichi compartilha suas opiniões sobre cidadania global com os líderes que o acompanham: Creio que os associados da Gakkai são verdadeiramente cidadãos globais. O ponto mais importante nessa identidade é promover a felicidade das pessoas com base na correta filosofia, sendo respeitado pelas ações como ser humano e deixando de lado o individualismo. (p. 157) Ele pede aos membros da Soka Gakkai que vivam como cidadãos globais no sentido mais verdadeiro. Plantando as sementes da paz As viagens internacionais de Shin’ichi ocorrem em um momento de graves tensões da Guerra Fria, já que apenas alguns meses haviam se passado desde a crise dos mísseis de Cuba, em outubro de 1962. Para Shin’ichi, a crise reafirma a importância e a relevância de seus esforços para dialogar com líderes mundiais. Por volta desse período, ele recebe um convite para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Ao considerar quais tópicos deveriam discutir, Shin’ichi decide compartilhar o espírito da declaração do presidente Josei Toda, de 1957, clamando pela abolição das armas nucleares, e propor uma retomada das negociações entre os líderes americanos e soviéticos, bem como a realização de uma cúpula global, na qual líderes de todas as nações se sentassem e falassem francamente sobre a paz e sobre os problemas das armas nucleares. Embora no fim a reunião com o presidente Kennedy jamais tenha acontecido, vemos Shin’ichi travando amplo diálogo com diversos líderes mundiais no momento seguinte. Então, ele descreve os pontos básicos de como concretizar o ideal contido na declaração do seu mestre: — Em primeiro lugar, quero afirmar que a única ideologia capaz de banir as armas nucleares é o Budismo de Nichiren Daishonin, que defende o respeito absoluto à dignidade da vida. Tenho a plena convicção de que não há outro caminho para extinguir essas armas a não ser a ampla propagação da filosofia budista pelo mundo. Portanto, quero declarar que esse resultado será possível quando estabelecermos o respeito absoluto pela vida, erigindo uma fortaleza de paz dentro do coração de cada pessoa. Em segundo, quero falar sobre os movimentos que deveremos promover nesta jornada. A Oitava Conferência Mundial contra Bombas Atômicas e de Hidrogênio, realizada recntemente, terminou de forma desastrosa, em meio ao tumulto. Não podemos esperar que conferências, transformadas em palco de interesses políticos, consigam proibir as armas nucleares. De qualquer maneira, o mais importante é o movimento de conscientização de cada cidadão, deixando de lado os interesses políticos e ideológicos. Por mais que nosso movimento de propagação do budismo, que ensina o caminho do ser humano por meio do diálogo de pessoa a pessoa, pareça longo e demorado, é o mais eficaz e o que banirá definitivamente o uso das bombas atômicas. (p. 29-30) Shin’ichi continuou a expor seu pensamento de forma vigorosa. — Em terceiro lugar, espero que os jovens da Soka Gakkai, que abraçaram a grandiosa filosofia de vida exposta no budismo, desenvolvam-se brilhantemente como cidadãos e líderes em diversas áreas da sociedade de forma a contribuir de maneira nobre para a realização da paz do mundo e o bem-estar de toda a humanidade. Não devemos nos apegar ao pensamento limitado de ser apenas integrante de uma associação ou de um grupo religioso, isolando-nos dos demais. Antes de tudo, devemos acalentar a firme convicção de que somos dig- nos discípulos de Nichiren Daishonin e que, como tais, vamos lutar e salvar a humanidade”. (p. 30) Ao retornar para o Japão, Shin’ichi participa da reunião de líderes da Divisão dos Jovens [em fevereiro]. O kosen-rufu é a mais nobre iniciativa de enriquecimento da espiritualidade da humanidade e para se elevar ao máximo o estado de vida de todas as pessoas. Vamos herdar o espírito de Shin’ichi e expandir a rede de paz e felicidade no local em que estamos agora. Principaistrechos O Sol queima a si próprio para fazer a Lua brilhar e iluminar o universo. Da mesma forma, se existir uma única pessoa capaz de irradiar um forte espírito de luta, sua coragem se expandirá e alcançará o coração de inúmeras outras. Esta é a fórmula imutável para se promover a façanha do kosen-rufu, um empreendimento nunca antes realizado na história do budismo. (“Flor da Cultura”, p. 66) O mundo concentrará cada vez mais a atenção no desenvolvimento da Soka Gakkai. Por isso, é muito importante que todos recebam benefícios. Por meio da comprovação da prática do budismo, tornem-se felizes e contribuam para o bem-estar da sociedade. Os senhores são todos representantes da Gakkai que vão escrever a própria história. Uma vez que desafiarem a si mesmos, atuando com todo o empenho como protagonistas no palco da vida, serão capazes de abrir uma nova era em sua vida. Espero que cada um escreva a história do kosen-rufu. (“Broto”, p. 80 e 81) Quando resolvemos agir, o nosso coração se expande radiantemente. Eu penso que o mesmo acontece na prática da fé. Se ficarmos sem fazer nada, temendo as críticas, não poderemos transformar essa circunstância. Contudo, se tomamos uma firme decisão de lutar com toda a coragem, poderemos até transformar os inimigos em nossos aliados. (“Primavera”, p. 160) Josei Toda não confiava nas pessoas que decidiam da boca para fora. Ele chegava a dizer que esses indivíduos eram contadores de vantagem, vigaristas e hipócritas. Dizia que o verdadeiro leão era aquele que cumpria a decisão avançando sempre por mais dura que fosse a luta para comprová-la. Esta era a orientação do Sr. Toda e também a sua benevolência em ensinar o peso da responsabilidade do kosen-rufu para os discípulos. (“Leme”, p. 241) Resumo do conteúdo Flor da Cultura A Soka Gakkai alcança 3 milhões de famílias, uma poderosa rede de paz. Shin’ichi recebe um convite para se reunir com o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Broto Em janeiro de 1963, Shin’ichi embarca em uma viagem pelo mundo. A organização dos Estados Unidos se expande para três localidades [Honolulu, Los Angeles e Nova York]. Primavera Durante uma breve escala em Taiwan, no caminho de volta ao Japão, visitando países e territórios da Europa e da Ásia, Shin’ichi incentiva os membros de lá. Leme Os membros da organização local oferecem apoio aos companheiros presos em um trem fretado que ficou parado por causa de uma forte nevasca. Em Taiwan, os membros enfrentam corajosamente as perseguições. Volume 8 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 8 Ser vitorioso em todas as questões Brasil Seikyo, Edição 2504, 15/02/2020, pág. 14-15 / Caderno Especial Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI Em maio de 1963, no terceiro aniversário da posse de Shin’ichi Yamamoto como presidente da Soka Gakkai, foram criadas novas regionais nas regiões de Chubu e de Hyogo. Com o acréscimo dessas duas novas regionais, o número total subiu para 20, com 87 distritos gerais e 463 distritos. Em setembro do mesmo ano, ficou pronto o prédio da nova sede da Soka Gakkai em Shinanomachi, Tóquio. Foi um período de desenvolvimento dinâmico tanto da organização como de suas instalações. No primeiro capítulo, “Expansão”, do volume 8, Shin’ichi sente intensamente que deve construir uma base sólida para o kosen-rufu mundial durante a sua existência e não gostaria de perder aquela oportunidade de ouro de propagar o Budismo de Nichiren Daishonin. Alicerçado pela determinação de preservar por toda a eternidade o espírito dos seus predecessores — os presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda —, que mesmo em face das perseguições implacáveis dedicaram a vida à consolidação da paz e da felicidade para toda a humanidade, ele se empenha incansavelmente para desenvolver líderes com o coração transbordante do espírito da Soka Gakkai. Portanto, conclama os líderes, em cada região do Japão, a despertar para a missão e para o senso de responsabilidade pelo kosen-rufu e instila uma nova determinação no coração de cada membro. Certa ocasião, numa reunião com alguns diretores da Soka Gakkai, Shin’ichi relembra uma orientação do seu mestre: O presidente Josei Toda comentou naquele dia que as orientações não estavam refletindo positivamente nos resultados das atividades. Disse que o problema não estava nos membros, mas na consciência dos líderes em relação à prática da fé e ao desenvolvimento como responsáveis das respectivas organizações. Ele chegou a dizer que a causa dessa situação estava nele próprio por ser o presidente e que deveria se autoaprimorar. (p. 24) Ao mesmo tempo em que descreve a própria luta de desafiar a si mesmo para obter o desenvolvimento pessoal, Shin’ichi também solicita aos diretores que compartilhem desse compromisso. Num diálogo com alguns líderes da província de Hyogo, ele frisa a importância de se criar a união: Os veteranos devem procurar criar jovens valorosos e prezar suas ideias e opiniões. Nossa organização consegue evidenciar sua verdadeira força quando os jovens e os veteranos se unem e lutam em harmonia visando um objetivo. (p. 33) Posteriormente, durante uma visita a Amami Oshima, uma ilha remota próxima à costa de Kyushu, ele discorre sobre os obstáculos que podem impedir a concretização do kosen-rufu, concluindo: O rigor das condições em que vivem atrapalham suas atividades. Mas, o fator principal é a indolência no coração dos líderes. “Eu já fiz de tudo em minha comunidade e é impossível um crescimento maior” ou “Não é possível alcançar o objetivo que foi lançado” — se existir esse tipo de pensamento nos líderes, não terão mais êxito em nenhuma atividade. (p. 61) Discute também a atitude correta para um líder, observando que “líder” é outra maneira de designar “aquele que é responsável pelo kosen- rufu”. No capítulo “Espada Preciosa”, Shin’ichi devota-se de corpo e alma para promover o desenvolvimento dos jovens, considerados por ele como a “espada preciosa” na luta pelo kosen-rufu. No curso de aprimoramento da Divisão Masculina de Jovens (DMJ), um rapaz lamenta o fato de haver apenas um pequeno número de membros da DMJ em sua localidade e a situa- ção ser muito dura. Shin’ichi responde: “Se você é jovem, levante-se só. Tudo mudará a partir dessa atitude” (p. 78). Depois de compartilhar com os jovens as experiências vivenciadas por ele na Campanha de Fevereiro de 1952,1 Shin’ichi dirige-se ao rapaz e diz: “Levante-se como um jovem orgulhoso por pertencer à Gakkai. Irei acompanhar sua atuação” (p. 79). Ele tenta incutir nesses jovens a compreensão de que a bravura do mestre diante de obstáculos e perseguições reside no espírito de levantar-se só. Fé destituída de dúvidas No dia 1º de julho de 1963, Shin’ichi comparece a uma reunião de líderes da Divisão Masculina de Jovens em Tóquio, onde anuncia que a sétima cerimônia (sexto aniversário de falecimento) em memória de Josei Toda, marcada para abril do ano seguinte, estabeleceria o início da “fase essencial” do desenvolvimento da Soka Gakkai. Isso se refere ao período em que o kosen-rufu se concretiza de forma efetiva, não em conceito ou teoria, um período em que todas as áreas das atividades humanas, entre elas, educação, arte, governo e finanças poderão prosperar à plenitude. Trata-se da época em que os discípulos abrem suas asas e alçam voo rumo à consolidação do kosen-rufu. Shin’ichi esclarece que o fator fundamental para alcançar a vitória na fase essencial é acreditar no Gohonzon com uma fé destituída de dúvidas que fluísse como um rio cristalino, independentemente do que pudesse acontecer, e assegurar que a Soka Gakkai sempre se mantivesse como uma organização de fé pura e límpida. O capítulo “Correnteza Pura” define a verdadeira natureza das funções da maldade por meioda análise da conduta de indivíduos que se aproveitaram da organização ou dos membros por vantagem pessoal e abandonaram a fé. Eles habitualmente rotulam a Soka Gakkai e o próprio Shin’ichi de “grandes vilões” e descrevem-se como vítimas que batalham pela verdade e justiça. Assim operam os “demônios perversos que se apossam dos outros”. Forças da maldade buscam semear discórdia entre os praticantes e causar problemas na organização devotada ao kosen-rufu. A reação aos boatos mentirosos espalhados por aqueles que abandonaram a fé é reflexo da condição de vida, do caráter e do conceito de humanismo de cada um. Portanto, é importantíssimo não se deixar enganar e reconhecer a verdadeira natureza das funções da maldade. Esse capítulo detalha as consequências deploráveis enfrentadas por aqueles que abandonaram a fé. Gravemos no coração a passagem apresentada a seguir. No capítulo “Grande Montanha”, do volume 30, da Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda cita as palavras de Toda sensei: Nesta era dos Últimos Dias da Lei, a Soka Gakkai propagou a Lei para toda essa multidão de pessoas e a salvou dos sofrimentos. Nos sutras do futuro estará solenemente registrado o nome “Buda Soka Gakkai”. Nesse mesmo capítulo, o presidente Ikeda aponta: “Nossa organização, por ser o ‘Buda Soka Gakkai’, deve criar a eterna correnteza de sucessores e continuar cumprindo sua grande missão pelo kosen-rufu” . O kosen-rufu consiste numa batalha incessante e contínua entre o buda e as funções da maldade. Portanto, mantenhamos uma fé pura por mais que as tempestades de obstáculos e as forças da maldade invistam contra nós. A radiante ponte da amizade O capítulo “Torrente” narra os acontecimentos de 1964, primeiro ano da fase essencial, em que os membros da Coreia do Sul começam a vivenciar sérios obstáculos no curso do kosen-rufu. No início de janeiro, os jornais sul-coreanos subitamente passam a publicar artigos contendo críticas à Soka Gakkai. A partir daí, circunstâncias sociais adversas assolam o movimento pelo kosen-rufu naquele país. No entanto, os membros sul-coreanos mantêm com firmeza a prática budista, acreditando resolutamente que chegaria o dia em que poderiam participar das atividades da Gakkai com total liberdade. Cada membro se empenha com afinco para se tornar um cidadão exemplar e expandir a rede de confiança por meio do esforço voluntário para a melhoria de sua comunidade. Shin’ichi recita daimoku todos os dias para que os membros da Coreia do Sul trabalhem incansavelmente para construir uma ponte da amizade e da confiança entre aquele país e o Japão pela promoção de intercâmbios culturais e educacionais. Mais de trinta anos depois, em maio de 1998, Shin’ichi recebe o título de doutor honoris causa em filosofia da Universidade Kyung Hee, da Coreia do Sul, e, no dia 18 de maio, realiza sua primeira visita à sede da SGI-Coreia do Sul. O capítulo “Torrente” se encerra com esse episódio, que assinala o triunfo dos membros sul-coreanos. A publicação em série do capítulo “Torrente” no Seikyo Shimbun, narrando a história do movimento pelo kosen-rufu na Coreia do Sul, iniciou-se em 17 de julho de 1998. Era o aniversário da Campanha de Osaka de 1957,2 na qual o presidente Ikeda bradou de forma inabalável e indômita: “Aqueles que se empenham na fé com tenacidade infalivelmente se sagrarão vitoriosos!” Em maio de 1999, o presidente Ikeda partiu de Fukuoka, no Japão, para a ilha de Jeju, na Coreia do Sul, e recebeu o título de doutor honoris causa em língua coreana e literatura da Universidade Nacional de Jeju. Na ocasião, manteve diálogo com Cho Moon Boo, presidente da universidade, ampliando ainda mais a rede da paz. Além disso, incentivou sinceramente os membros da ilha de Jeju nas sessões de fotos comemorativas. No início deste mês (maio de 2019), em parceria com a Universidade Soka, a Universidade Nacional de Jeju realizou um simpósio celebrando o 20º aniversário de outorga desse doutorado honorário. Hoje, a ponte da amizade entre a Coreia do Sul e o Japão construída pelo presidente Ikeda está se expandindo de maneira cada vez mais esplêndida. Principais trechos Se pretendem transformar as circunstâncias da vida, a única coisa a questionar é se possuem espírito de luta e paixão pelo kosen-rufu tão radiantes e ardentes como o Sol. (Expansão) Os preparativos de uma reunião são naturalmente importantes. Porém, a participação é quase sempre das mesmas pessoas, embora haja muitos outros membros. Existe geralmente o dobro de integrantes em cada localidade em relação às pessoas que comparecem nas reuniões. Por isso, é preciso estender a assistência aos que estão distantes das reuniões programando visitas para esses membros. Dessa forma, é possível solidificar a Gakkai, expandi-la ainda mais e ampliar a correnteza do kosen-rufu. Uma atividade não alcança o pleno sucesso sem a promoção da orientação individual. (Espada Preciosa) Mesmo assim, o debate pela justiça deve ser mantido a todo custo e é essa disposição inabalável que moverá o coração das pessoas na luta pela paz e felicidade. As pessoas que se empenham seriamente nesse debate dignificam sua inabalável convicção. (Correnteza Pura) Todos os tipos de atividades da Gakkai visam ao desenvolvimento de seus integrantes na prática budista e ao avanço do kosen-rufu. Perdendo-se de vista esses pontos fundamentais, perde-se também o propósito de promover as atividades. (Correnteza Pura) A organização é um mundo em que não existe nenhum tipo de discriminação. Todos possuem o direito à felicidade, especialmente as pessoas que mais sofrem. (Torrente) Resumo do conteúdo Expansão Shin’ichi combate a tendência a um comportamento burocrático dentro da organização. Ele visita Amami, uma das ilhas remotas do Japão, assentando os alicerces para o desenvolvimento do kosen-rufu. Espada Preciosa Shin’ichi declara que a Soka Gakkai ingressará em sua “fase essencial” em abril de 1964, por ocasião da sétima cerimônia em memória do presidente Josei Toda. Ele se concentra em treinar os jovens, dando início a uma série de explanações sobre as Cento e Seis Comparações. Correnteza Pura Um escândalo envolvendo alguns líderes da Soka Gakkai revela a verdadeira natureza das funções da maldade que atuam para obstruir a organização devotada a realizar o kosen-rufu. Torrente O mundo se abala com a notícia do assassinato do presidente John F. Kennedy. Os membros da Coreia do Sul enfrentam perseguição das autoridades, com a convicção resoluta de que o inverno sempre se torna primavera. Notas: 1. Campanha de Fevereiro: Em fevereiro de 1952, o presidente Ikeda, na época consultor do Distrito Kamata de Tóquio, deu início a uma dinâmica campanha de propagação. Junto com os membros de Kamata, ele quebrou os recordes mensais anteriores de cerca de cem novas famílias, convertendo 210 novas famílias ao Budismo Nichiren. 2. Campanha de Osaka: Manifestação realizada para protestar contra a injusta detenção do presidente Ikeda, na época coordenador da Secretaria da Divisão dos Jovens da Soka Gakkai, pela Procuradoria do Distrito de Osaka por causa do Incidente de Osaka, no qual ele foi acusado falsamente de violação da lei eleitoral. Eles se reuniram no Ginásio Municipal de Nakanoshima em Osaka no dia 17 de julho de 1957, dia da libertação do presidente Ikeda, após duas semanas de interrogatórios diante de autoridades. Volume 9 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 9 Inabalável juramento Brasil Seikyo, Edição 2508, 21/03/2020, pág. 14-15 / Especial Hiromasa Ikeda Vice-presidente da SGI No primeiro capítulo do volume 9, intitulado “Nova Era”, da Nova Revolução Humana, está registrada a decisão de Shin’ichi em iniciar a obra Revolução Humana, em abril de 1964,na sétima cerimônia em memória de Josei Toda. O último capítulo, “Expectativa do Povo”, descreve a cena de quando ele começa efetivamente a redação do romance em Okinawa, no dia 2 de dezembro de 1964. Em “Expectativa do Povo”, Shin’ichi relembra os quatro marcos determinantes que o levaram a documentar a vida do seu mestre. O primeiro ocorreu três meses após ingressar na Soka Gakkai, quando, profundamente inspirado por ter encontrado Josei Toda, a quem descreve como “um grande líder”, decide deixar para a posteridade um registro sobre a vida de seu estimado mestre. No decorrer dos anos, conforme foi se empenhando de corpo e alma a lutar ao lado de Toda sensei, essa ardente decisão se transformou num inabalável juramento. O segundo traz a lembrança de Toda sensei mostrando-lhe um manuscrito do seu romance, Revolução Humana, publicado em série no Seikyo Shimbun sob o pseudônimo Myo Goku. O terceiro fato marca a visita a Hokkaido, terra natal de Josei Toda, e, o último, uma viagem a Karuizawa, província de Nagano, com Toda sensei em agosto de 1957, apenas oito meses antes de ele falecer. Esses quatro acontecimentos se deram entre 1947 e 1957, abrangendo o período dos 19 aos 29 anos da vida de Daisaku Ikeda. No decorrer desse intervalo de tempo, ele estudou sob os auspícios de Josei Toda e avançou pelo verdadeiro caminho de mestre e discípulo. E acatou suas orientações e instruções profundas e abrangentes como diretrizes douradas e eternas não meramente para o momento presente, mas para a época após a morte do seu mestre. Desse modo, estava determinado a registrar as grandiosas realizações de Toda sensei, incluindo todas as orientações que recebera dele, por meio do romance Revolução Humana. Shin’ichi estava plenamente ciente dos árduos desafios na tarefa de publicar a série. No entanto, sentia-se repleto de alegria e senso de missão por ser responsável por registrar fielmente a verdade sobre a vida e o pensamento de Toda sensei. Exatamente por esse juramento inabalável, hoje, nós também podemos estudar e avançar pelo caminho Soka de mestre e discípulo. A forte oração origina a sabedoria Muitas cenas do capítulo “Jovens Herdeiros” se sobrepõem às minhas próprias recordações de quando eu tinha a idade dos integrantes da Divisão dos Estudantes (DE) Futuro. Na época, havia um número crescente de membros da segunda geração da Soka Gakkai, entre eles eu, e uma das principais questões consistia em como ensinar os fundamentos da fé e da prática à geração mais nova. Um relatório sobre os jovens [publicado pelo governo japonês em 1964] observou que a criminalidade juvenil estava se elevando anualmente e que esse aumento era ainda mais expressivo na faixa etária mais jovem. Nesse contexto social, Shin’ichi reconhece claramente a importância de promover o desenvolvimento dos jovens e considera ser missão da Soka Gakkai demonstrar um exemplo positivo na sociedade. Com esse intuito, estabelece a DE-Esperança e a DE-Herdeiro. Toma várias providências para treinar e incentivar os preciosos jovens que arcarão com a responsabilidade pelo futuro, declarando: Se não plantarmos as sementes agora, não teremos árvores no futuro. Plantar a semente no momento em que precisamos das árvores já será tarde demais. Por isso, é preciso tomar as providências na hora certa. Além disso, o momento mais importante em que devemos focar toda a nossa atenção é o período do plantio. Devemos verificar as condições do solo, colocar fertilizantes, regar as sementes e cuidar para que recebam os raios de sol adequadamente a fim de que germinem e estendam suas raízes. Nesse sentido, devemos concentrar nossos esforços até com certo exagero em relação aos herdeiros nos próximos três ou quatro anos. Caso contrário, teremos um fracasso no futuro do kosen-rufu. (p. 79) Um líder da Divisão dos Jovens comenta: “Estou impressionado com suas sugestões. Como o senhor consegue ter tantas ideias?” Shin’ichi responde: O segredo é muito simples. Tudo depende da seriedade. No meu caso, estou pensando firmemente no século 21. Quando chegar esse tempo, quem se encarregará do kosen-rufu e da paz do mundo? Quem transmitirá o verdadeiro espírito da Gakkai? A única forma é delegar essas tarefas para os atuais estudantes da DE-Herdeiro e DE- Esperança. Para isso, precisamos desenvolvê-los como pessoas de grande valor e líderes do futuro. Então, o que devemos fazer? Se ficarmos de braços cruzados, as pessoas não crescerão. O importante é estimulá-las com toda a nossa criatividade. E essa criatividade surge da forte oração com o desejo de crescimento de todos. Quando oramos dessa forma, pensamos com seriedade em como incentivá-los, em como oferecer esperança, em como transmitir coragem. A determinação com que oramos estimula nossa sabedoria e faz surgir várias ideias. Podemos dizer que o senso de responsabilidade é a intensidade dessa determinação. (p. 86) Esse trecho reflete a atitude fundamental necessária, não apenas para os líderes da Divisão dos Estudantes, mas para todos os líderes da Soka Gakkai. Numa reunião, Shin’ichi emite um apelo aos membros da DE- Esperança, expressando-se de maneira concreta e de fácil compreensão ao mesmo tempo: Para tanto, é necessário que agora se dediquem com firmeza na recitação do daimoku e nos estudos em primeiro lugar. Além disso, jamais causem preocupação ou desilusão a seus pais. Aperfeiçoem o caráter, esforcem-se para tirar melhores notas na escola e procurem manter uma boa saúde. Criem também uma sólida base para a revolução humana. (p. 96) Com o olhar firmemente voltado para o futuro, Shin’ichi dedica-se a estimular continuamente os jovens sucessores. Por mais que a época possa mudar, gravemos em nosso coração que somente por meio desse incentivo sincero e pleno conseguiremos transmitir a fé à geração mais jovem. Expansão vertical e horizontal O volume 9 narra vários eventos que ocorreram no início da “era essencial” do desenvolvimento da Soka Gakkai, como a criação dos grupos hoje conhecidos como a Divisão dos Estudantes Futuro, para gerar uma nova correnteza no movimento pelo kosen-rufu rumo ao século 21. No final do capítulo “Jovens Herdeiros”, presidente Ikeda escreve: Com a fundação das DE-Herdeiro, DE-Esperança e DE-Futuro como fontes de seres humanos de valor em prol do futuro, o presidente Yamamoto criou a correnteza de herdeiros dos ideais da Soka Gakkai em direção ao horizonte do século 21. Shin’ichi também diz o seguinte a um líder central sobre o seu compromisso de treinar a Divisão dos Estudantes Futuro: “Você entenderá o que estou fazendo agora daqui a trinta ou quarenta anos”. O volume 9 foi editado em japonês em 11 de fevereiro de 2001, marco do 101º aniversário de nascimento do presidente Josei Toda; e também o primeiro volume da Nova Revolução Humana foi publicado como livro no século 21. Naquela época, estávamos nos empenhando vigorosamente no avanço do kosen-rufu, ampliando a “rede de paz e de humanidade”. Estudar esse volume, em especial o capítulo “Expectativa do Povo”, permitiu-nos ratificar a compreensão sobre a missão, como praticantes budistas, de construir uma sociedade melhor. Além disso, no dia 3 de maio de 2001, a Soka Gakkai lançou a segunda série de “Sete Sinos”1 e iniciou o avanço rumo ao seu 100º aniversário em 2030. No capítulo “Esplendor”, Shin’ichi esclarece: A rede do kosen-rufu deve se expandir tanto no sentido horizontal como vertical. A expansão horizontal é a propagação da compreensão sobre o budismo de amigo para amigo. A vertical é a transmissão da fé de pai para filho, de uma geração para a outra. Quero que vocês entendam que kosen-rufu se propaga em dois sentidos: horizontal e vertical.O sentido horizontal é o laço de compreensão do budismo que ampliamos entre nossos amigos, e o vertical é a transmissão do budismo de pais para filhos, para netos e para as sucessivas gerações. Por mais que o kosen-rufu se amplie no sentido horizontal, essa correnteza não fluirá no futuro se a prática da fé for interrompida por uma única geração. A transmissão da prática da fé de geração a geração é o caminho para eternizar o movimento do kosen-rufu, assim como o ponto fundamental para a prosperidade familiar e a de seus descendentes. A base disso é a “prática da fé para criar a harmonia familiar”. (p. 147) Conforme avançarmos rumo ao centenário de fundação da Soka Gakkai, tanto a expansão vertical da disseminação da compreensão sobre a Soka Gakkai entre nossos amigos e em nossa comunidade como a expansão da transmissão da fé às gerações mais novas se tornarão cada vez mais importantes. Adiante, Shin’ichi ressalta: O século 20 está sendo chamado de século de guerras e de revoluções, mas, ao mesmo tempo, será certamente o século do descortinar da revolução humana. Por essa razão, tenho a convicção de que o século 20 ficará registrado na história como prelúdio do esplendor da vida. E vocês são os heróis do kosen- rufu. (p. 176) Cabe a cada um de nós, sem exceção, tornar o século 21 um resplandecente século da vida. Com a ardente alegria de possuirmos uma missão tão profunda, desafiemos a nós mesmos na realização da nossa revolução humana, ampliando nossa rede de paz e de humanismo. Principais trechos Não há outra forma a não ser a sincera disposição de nos aproximar das pessoas tomando a iniciativa de conversar com franqueza. Devemos ser bons amigos de todos. Nunca devemos ser arrogantes, prepotentes e autoritários. Outro ponto é ter sempre o sentimento de agir pelo bem-estar das pessoas. Esse sentimento surge de nossa oração. Quando agimos com esse sentimento, as pessoas abrem o coração e tornam-se simpáticas conosco. (Nova Era, p. 56) A crença numa correta religião cultiva nas crianças um rico coração e a base do modo de vida como seres humanos. Por essa razão é importante que elas pratiquem uma religião desde a infância. (Jovens Herdeiros, p. 76) Uma pessoa consciente da missão é forte. Quando toma essa consciência, sua capacidade se desenvolve rapidamente. (Jovens Herdeiros, p. 99) A transmissão da prática da fé de geração a geração é o caminho para eternizar o movimento pelo kosen-rufu, assim com o ponto fundamental para a prosperidade familiar e a de seus descendentes. A base disso é a “prática da fé para criar a harmonia familiar”. (Esplendor, p. 147) Toda a dificuldade enfrentada para o bem do budismo se transformará em grande boa sorte e benefícios para a nossa própria vida. Por isso, por mais penosa que seja, pensem da seguinte forma: “Estou criando agora as causas para os benefícios e a boa sorte em minha vida”. (Esplendor, p. 150) O verdadeiro político não busca manipular o povo para alcançar interesses próprios; é aquele que trabalha e devota a vida, prestando serviços para o bem da população. (Expectativa do Povo, p. 239) Resumo do conteúdo Nova Era Em maio de 1964, Shin’ichi visita a Austrália seguindo o itinerário de uma viagem ao exterior, assinalando o primeiro passo na “era essencial” da Soka Gakkai. Jovens Herdeiros Priorizando o desenvolvimento dos jovens da organização, a quem ele denomina de “jovens fênix”, Shin’ichi estabelece a DE-Herdeiro e a DE- Esperança e a DE-Futuro. Esplendor Shin’ichi faz sua primeira viagem ao Leste Europeu, observando com os próprios olhos as contradições impostas por sistemas totalitaristas que acarretam a opressão do povo. Expectativa do Povo Cria-se o Partido Komei. Shin’ichi começa a escrever o romance em série Revolução Humana em Okinawa. Nota: 1. “Sete Sinos”: A primeira série de “Sete Sinos” consistiu em sete períodos consecutivos de sete anos no desenvolvimento da Soka Gakkai, desde a fundação em 1930 até 1979. Em 3 de maio de 1958, pouco depois da morte do presidente Josei Toda (em 2 de abril), o presidente Ikeda, então coordenador da Secretaria da Divisão dos Jovens da Soka Gakkai, apresentou essa ideia e anunciou metas para os sete períodos subsequentes de sete anos. No dia 3 de maio de 1966, ele mencionou uma nova série de “Sete Sinos”, visualizada por ele para o século 21. Posteriormente, explicou-a de forma mais detalhada, afirmando que ela se iniciaria em 3 de maio de 2001 e prosseguiria até 2050. Fonte: Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 25 de junho de 2019. Volume 10 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 10 Valorizar cada momento Brasil Seikyo, Edição 2512, 18/04/2020, pág. 14-15 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI No dia 20 de julho de 2019, o jornal Seikyo Shimbun publicou uma fotografia do Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai, tirada pelo presidente Ikeda. A conclusão das obras do centro, prevista para novembro, assinalará o início de uma nova era para o Seikyo Shimbun. [Nota do editor: O prédio foi inaugurado em 18 de novembro de 2019. Para a cerimônia de inauguração, compareceram cerca de trezentos representantes da SGI de 65 países, incluindo comitiva do Brasil.] No capítulo “Castelo do Debate”, do volume 10, da Nova Revolução Humana consta a seguinte passagem: O kosen-rufu é uma batalha no campo do debate literário. Seu avanço só será possível com argumentos convincentes sobre a veracidade do budismo e da Soka Gakkai, que encorajam ao mesmo tempo os companheiros que impulsionam esse nobre empreendimento. A “arma” da cultura de paz é a força das palavras que estimulam e promovem a mudança da vida de um único indivíduo, chamada revolução humana. A palavra é vida, luz, esperança. Haverei de falar e escrever com intensidade até o momento em que se esgotar a fonte de energia da minha vida. (p. 36) Nossa “arma” nessa batalha sempre foi o Seikyo Shimbun. O capítulo “Castelo do Debate” também descreve em detalhes como o jornal se tornou uma publicação diária a partir de 15 de julho de 1965. Até então, era um periódico de apenas oito páginas, produzido três vezes por semana. Sua veiculação diária inicialmente estava programada para começar em outubro, mas Shin’ichi [pseudônimo do presidente Ikeda na obra] sugeriu antecipá-la, por constatar que a periodicidade de somente três edições semanais não estava mais acompanhando o ritmo de desenvolvimento veloz da organização. O capítulo “Brisas da Felicidade” narra a história de um japonês, membro da organização, que estava morando no México e tinha sido nomeado líder havia pouco tempo. Na ausência de um veterano na fé para lhe fornecer orientação, ele lia avidamente cada página do Seikyo Shimbun que lhe enviavam do Japão. O capítulo seguinte, “Nova Rota”, fala de um jovem japonês que, inspirado pelas atividades e pelos relatos de experiência dos membros do exterior publicados no jornal, decide devotar a vida à promoção do kosen-rufu mundial e se muda para a Alemanha Ocidental. Desse modo, o Seikyo Shimbun havia se tornado, de fato, fonte de inspiração impulsionando o desenvolvimento do kosen-rufu. Entretanto, desafios colossais se interpunham no caminho para a produção de um jornal diário. Um dos problemas era como conseguir assegurar um sistema de distribuição tranquilo e consistente. Contudo, sob a liderança de Shin’ichi, cada membro da equipe envolvida no projeto toma a firme decisão de fazê-lo dar certo e funcionar — mesmo que isso significasse ter de fazer tudo sozinho — propiciando o êxito na implementação da circulação do jornal diário. Shin’ichi aproveita cada oportunidade para oferecer sugestões sobre o rumo a ser seguido pelo SeikyoShimbun no futuro. Em seus diálogos com a diretoria, ele discorre sobre o significado, para o jornal, de manter sua incomparável missão. E apresenta três diretrizes: Em primeiro lugar, é um jornal dedicado ao kosen-rufu. (...) Em segundo lugar, deve ajudar as pessoas a compreender o ensinamento do budismo. (...) Em terceiro, deve ser uma “carta de incentivo” que ofereça esperança e coragem aos leitores. (p. 52) Por volta da mesma época em que o Seikyo Shimbun passou a ser um jornal diário no Japão, começavam a surgir seguidamente periódicos locais das organizações da Soka Gakkai espalhadas pelo mundo todo. Por meio dessas publicações, ideias equivocadas da sociedade a respeito da Soka Gakkai foram sendo sanadas gradativamente. No capítulo “Castelo do Debate”, Shin’ichi apontou: “O Seikyo Shimbun deve ser a fonte geradora do nosso movimento filosófico, como também o mais poderoso castelo do debate do mundo” (p. 42). Acatando com seriedade essa concepção, correspondamos a ela contribuindo ainda mais para o desenvolvimento e a promoção do Seikyo Shimbun e de todas as publicações da organização. Sabedoria para transmitir incentivos Em agosto de 1965, Shin’ichi participa de uma série de cursos de aprimoramento de verão, determinado a dar tudo de si para infundir firmemente o espírito da Soka Gakkai no coração de seus companheiros. Tendo ingressado na “fase essencial” do movimento pelo kosen-rufu, ele sente que esse é o momento para a Soka Gakkai desenvolver ainda mais suas atividades em diversos campos e trabalhar para estabelecer o humanismo budista na sociedade. O capítulo “Castelo do Debate” descreve de forma minuciosa os fatores que exprimem o espírito da Soka Gakkai, entre os quais “ter a coragem de descartar o superficial e buscar o profundo” e “devoção abnegada pela propagação da Lei”. Reconhecendo que o espírito da Soka Gakkai só pode ser transmitido por intermédio da conduta pessoal, Shin’ichi prossegue empreendendo ações em prol da kosen-rufu e se empenhando para encontrar maneiras de estimular ainda mais seus companheiros a se levantar com alegria e coragem. A sabedoria para oferecer incentivos, portanto, surge dessa determinação sincera e passa a se manifestar de diferentes formas. Por exemplo, por concluir que, para impulsionar um novo avanço na “fase essencial do kosen-rufu”, seria fundamental inspirar os líderes de distrito, Shin’ichi viaja pelo Japão para participar de reuniões para líderes de distrito, dando tudo de si para encontrar e cumprimentar o máximo de participantes possível. Entretanto, sua mão pouco a pouco foi ficando vermelha e inchada, em decorrência dos apertos de mão, a ponto de doer muito até para fazer uso de uma caneta para escrever. Por conseguinte, pensa rapidamente em algum outro modo de incentivar a todos e decide, em vez disso, tirar fotos comemorativas com eles. Por meio dessas sessões de foto, Shin’ichi se empenha para estreitar laços espirituais com dezenas de milhares de membros. O verdadeiro desejo de Shin’ichi sem dúvida era encorajar e trocar apertos de mão com cada membro, sem exceção. Por esse motivo, lançava-se de corpo e alma a incentivá-los mesmo no espaço de tempo limitado de que dispunha em cada sessão. Estava determinado a “acender as chamas eternas de dedicação, alegria e coragem no coração de seus companheiros”, a infundir um valor duradouro em cada momento. Hoje, no Japão [e no mundo], temos acesso às gravações dos discursos do presidente Ikeda do passado por meio de plataformas de vídeo on demand. Seus discursos são formas de incentivo para nós emanadas de sua decisão de proporcionar inspiração eterna a todo instante. Portanto, depende da nossa postura como discípulos empregar o incentivo do nosso mestre para impulsionar nossa própria revolução humana ou considerá-los meramente como orientações oferecidas no passado. Fundação da Divisão Sênior O capítulo “Coroa de Louros” narra com riqueza de detalhes a reunião de fundação da Divisão Sênior (DS) que se deu no dia 5 de março de 1966. O movimento pelo kosen-rufu entrava agora na “fase essencial”, na qual seria crucial cada um demonstrar a prova real com base no princípio de que “fé equivale à vida diária”. A Divisão Sênior foi criada fundamentada na ideia de que seria importante seus integrantes desempenharem papel mais ativo em todas as esferas e, desse modo, expandirem os círculos de confiança na sociedade. Na ocasião, Shin’ichi salienta que, em benefício do desenvolvimento contínuo do kosen-rufu, seria vital combinar a força da prudência com o vigoroso espírito inovador juvenil. Afirma também que tanto a força dos jovens, que turbina o desenvolvimento do kosen-rufu, como a experiência e a sabedoria madura e abrangente dos membros da Divisão Sênior são imprescindíveis. Shin’ichi acrescenta ainda: Quando a Divisão Sênior atuar dignamente, tanto os jovens como as integrantes da Divisão Feminina vão se desenvolver de forma brilhante. Seus sinceros incentivos refletirão na criação de excelentes seres humanos de valor nas demais. (p. 258) Embora 5 de março seja o dia do aniversário de fundação da DS, 24 de agosto, data em que o presidente Ikeda ingressou na Soka Gakkai em 1947, foi designado “Dia da Divisão Sênior”. O presidente Makiguchi converteu-se aos 57 anos, e o presidente Toda tinha 45 quando se levantou sozinho para realizar o kosen-rufu após ser libertado da prisão. Ambos estavam na faixa etária dos membros da DS. Creio que 24 de agosto tenha sido denominado “Dia da Divisão Sênior” para assinalar a missão de seus integrantes de se espelhar na luta dos três presidentes fundadores, empenhando-se para se tornar “pilares de ouro do castelo Soka”. Shin’ichi conclui seu discurso na reunião de fundação com as seguintes palavras: “O desenvolvimento da Divisão Sênior contribuirá para a solidez da Soka Gakkai e garantirá a eterna expansão do kosen-rufu” (p. 262). De fato, considerando-se sua responsabilidade de garantir o progresso perene da Soka Gakkai, a missão da DS é extremamente profunda e nobre. Principais trechos O espírito de procura é como a raiz de uma planta — que absorve os nutrientes da prática da fé e proporciona o desenvolvimento de cada pessoa. Quanto mais forte for sua raiz, mais exuberantes serão as flores da felicidade. (Castelo do Debate, p. 67) Uma pessoa que estabelece firme determinação de se dedicar pelo kosen-rufu é forte. A partir desta determinação, emergem a sabedoria, a força vital, o sucesso e a vitória na vida. (Brisas da Felicidade, p. 106) A determinação pode mover até o grande universo. Pelo princípio da “simultaneidade de causa e efeito”, todos os resultados estão contidos na determinação deste momento. Por essa razão, não existe determinação da boca para fora. Ela deve refletir a profunda oração e seriedade, como também se cristalizar em ações concretas e produzir sem falta vitórias efetivas. (Nova Rota, p. 172) Prezar uma única pessoa, protegê-la e compartilhar dos seus sofrimentos — eis o espírito da Soka Gakkai que se originou do espírito do buda Nichiren Daishonin. Nele está contido o ponto primordial do humanismo. (Coroa de Louros, p. 218) Resumo do conteúdo Castelo do Debate A primeira parte da Nova Revolução Humana é publicada na edição do Seikyo Shimbun de 1º de janeiro de 1965. O jornal torna-se diário a partir de julho do mesmo ano. Brisas da Felicidade Shin’ichi viaja para Los Angeles pouco depois da erupção de distúrbios desencadeados pela injustiça racial. Também vai pela primeira vez ao México, para onde seu mestre, Josei Toda, sonhara ter viajado pouco antes de morrer. Nova Rota Shin’ichi empenha-se para treinar pessoas valorosas na Europa. Na Alemanha Ocidental, incentiva jovens que haviam se mudado do Japãopara lá. Coroa de Louros No dia 5 de março de 1966, é fundada a Divisão Sênior. Volume 11 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 11 O brado pela verdade e justiça Brasil Seikyo, Edição 2516, 16/05/2020, pág. 14-15 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI No dia 8 de setembro de 2019,1 foi finalizada a construção do Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai, situado no complexo de edifícios da sede da organização em Shinanomachi, Tóquio. A data assinala o transcorrer de exatamente um ano desde a publicação da última parte do volume final da Nova Revolução Humana. Na entrada do prédio, há um monumento de pedra com uma placa na qual consta uma dedicatória do presidente Ikeda, intitulada “Seikyo Shimbun — Triunfo de Mestre e Discípulo”, com a data de 8 de setembro e que se inicia com as seguintes palavras: “O kosen-rufu é uma batalha de palavras. Sem a força das palavras imbuídas de todo o sentimento de bradar pela verdade e justiça do budismo não existe avanço Soka. Tenho certeza de que, deste local, o rugido do leão da luta conjunta de mestre e discípulo será emitido por toda a eternidade. Ser o rugido do leão da verdade e da justiça da luta conjunta de mestre e discípulo — eis a nobre missão do Seikyo, imutável desde a sua fundação”. O desenvolvimento da Soka Gakkai depende do poder das palavras para transmitir com coragem a real grandiosidade e legitimidade do Budismo Nichiren. O capítulo “Luz do Alvorecer”, do volume 11, da Nova Revolução Humana, retrata um episódio ocorrido em 1966, no qual Shin’ichi Yamamoto conversa com um líder brasileiro sobre o que é necessário para essa “batalha de palavras”: “Observando a situação atual da Soka Gakkai no Brasil, é muito importante desenvolver um trabalho de divulgação da verdade sobre nossa organização. Além de escrever em nossos impressos, é importante promover diálogos que toquem o coração das pessoas. É uma batalha para esclarecer com sinceridade tudo sobre o budismo e a Gakkai. E isso se torna possível quando ampliamos o círculo de amizade e confiança à nossa volta”. (p. 51) Portanto, em termos concretos, o kosen-rufu diz respeito a se empenhar no diálogo de coração a coração e ampliar a compreensão sobre a Soka Gakkai entre as pessoas por meio da aproximação e da conexão com os outros. Na dedicatória fixada no Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai, o presidente Ikeda observa também que a mensagem do jornal em prol do povo agora pode chegar, simultaneamente, aos leitores de todos os cantos do globo. Isso graças às publicações coligadas ao Seikyo Shimbun, que compartilham de sua missão de divulgar a luz da sabedoria para o mundo. No capítulo “Arando a Terra”, Shin’ichi sugere que o jornal da Soka Gakkai no Peru seja denominado Peru Seikyo (p. 103). Atualmente podemos encontrar mais de 80 publicações coligadas ao Seikyo Shimbun em 50 países e territórios. Nesta significativa época, concomitantemente à inauguração do Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai no dia 18 de novembro, lancemo-nos ao desafio pessoal de conversar individualmente sobre o budismo com nossos amigos, utilizando o Seikyo Shimbun para nos auxiliar. A força propulsora para mudar a época O capítulo “Luz do Alvorecer” detalha a luta travada pelos membros do Brasil que viviam sob a ditadura militar, num período em que circulavam preconceitos e noções equivocadas sobre a Soka Gakkai na sociedade. Para superar essa situação, Shin’ichi se dedica a encontrar e dialogar com jornalistas no Brasil. Incentiva também os companheiros a estabelecer uma base inabalável da fé em sua vida, dizendo: […] a luta contra as adversidades é o caminho direto para aprimorarmos nossa capacidade; é um trampolim para a realização da revolução humana. (p. 32) Os membros brasileiros deram início às ações para conquistar a confiança da sociedade. Com base no princípio de que tudo começa com a sincera oração, os membros da Divisão Feminina (DF) assumiram a liderança dessa empreitada. Neste capítulo, Shin’ichi dirige as seguintes palavras a uma responsável pela Divisão Feminina: A oração das mulheres e sua atuação arraigada na vida diária são a força motriz capaz de mudar as circunstâncias de uma época. A força das mulheres é como a força do solo. Quando o solo se move, tudo que existe sobre ele também se movimenta. (p. 51) Essa líder, oriunda do Japão, persevera na recitação do daimoku a cada dia com ardente determinação. Além disso, quase todo dia saía para visitar membros da organização, percorrendo de 30 a 50 quilômetros com uma lista de endereços na mão e, devido ao pouco conhecimento da língua portuguesa, pedia informações sobre como chegar ao seu destino. Mediante esforços corajosos e sinceros como esses, começaram a surgir sucessivamente no Brasil pessoas determinadas a se empenhar pelo kosen-rufu. O compromisso compartilhado de todas as mulheres está expresso no lema “Muito Mais Daimoku!”, que é a força motriz da BSGI. O espírito e a luta dos pioneiros permanecem vivos até hoje. O primeiro distrito da Soka Gakkai fora do Japão foi fundado no Brasil durante a primeira visita de Shin’ichi ao país, em outubro de 1960. Posteriormente, outros distritos foram fundados na América Latina em países como Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e República Dominicana. O capítulo “Arando a Terra” narra o desenvolvimento da Soka Gakkai nesses países que, historicamente, não tinham nenhum vínculo com o budismo. No início, os membros em cada um desses países enfrentam uma série de dificuldades e atribulações, descritas como “uma tarefa tão árdua quanto arar uma terra inexplorada, árida e cheia de pedras para cultivar nela um campo verdejante de felicidade” (p. 144). Contudo, eles gradualmente conquistam a confiança da sociedade por meio de suas contribuições como cidadãos exemplares. O laço genuíno que haviam formado com Shin’ichi é a força motivadora principal por trás de seus esforços. Quando os líderes do Japão visitam a Argentina, Shin’ichi solicita-lhes que transmitam a seguinte mensagem aos membros: A Argentina e o Japão situam-se em faces opostas do globo terrestre, porém não há distância entre nossos corações. Vocês estão sempre em meu pensamento […]. (p. 118) Jamais devemos nos esquecer dos intensos esforços de nossos pioneiros e de sua ardente paixão, que emanava do laço de coração a coração que haviam estabelecido com seu mestre. O espírito de mestre e discípulo não se baseia em encontrar-se fisicamente com o mestre. Mais do que isso, ele ganha vida quando o discípulo se empenha com toda sinceridade para cumprir o juramento que compartilha com o mestre em seu coração. Assinalando o fim do século 20 O volume 11 foi veiculado em suplementos publicados diariamente no Seikyo Shimbun no fim do século 20, de maio a dezembro de 2000. No capítulo “Dinâmico Avanço”, Shin’ichi descreve o século como “uma era de guerras e conflitos incessantes”, e o capítulo “Contínuas Vitórias” apresenta uma narrativa sobre a Guerra do Vietnã. Por volta de 1966, a Guerra do Vietnã aparentemente havia se transformado num atoleiro sem fim. Em janeiro daquele ano, durante uma reunião da Divisão dos Estudantes Herdeiro da área metropolitana de Tóquio, Shin’ichi fala sobre a guerra e sobre a necessidade urgente de levá-la a termo. Ele retoma o assunto na reunião geral da Divisão dos Jovens no mês de novembro e na reunião da Divisão dos Estudantes em agosto de 1967. Mesmo prevendo que sofreria pressão por parte dos políticos japoneses, que dançavam conforme a música dos Estados Unidos, Shin’ichi prossegue apelando pela paz no Vietnã e apresenta propostas para a resolução do conflito movido pela sua sincera preocupação, pois “seu coração doía ao pensar que os jovens eram os primeiros a perder a vida nos campos debatalha, que a maior vítima era a população inocente” (p. 189). As propostas de Shin’ichi suscitam uma grande reação nos integrantes da Divisão dos Jovens dos Estados Unidos, uma vez que muitos deles viam-se diante da possibilidade de serem convocados para a guerra ou já eram militares de carreira. Convictos de que o budismo é um ensinamento capaz de eliminar as guerras do mundo, estudam avidamente os escritos de Nichiren Daishonin e as orientações de Shin’ichi. Ao aprofundarem-se nos estudos, concluem: […] A reforma da vida é fundamental para assegurar a paz perene. A revolução humana é realmente o caminho que constrói a paz no coração das pessoas. (p. 201) A resposta desses jovens demonstra claramente a postura essencial dos praticantes budistas. Em janeiro de 1973, Shin’ichi envia uma carta ao presidente dos Estados Unidos apelando por um cessar-fogo. “Mais do que um apelo, era uma carta de admoestação e também seu próprio desejo pela paz” (p. 209), originado de sua irreprimível convicção de que “precisamos transformar o século da guerra que testemunhamos no século 20 no século da paz no 21”. Esse espírito certamente evoca a intenção de Nichiren Daishonin ao enviar o escrito Estabelecer o Ensinamento para a Pacificação da Terra advertindo o governo. No final do capítulo “Dinâmico Avanço”, ao escrever sobre as perseguições sofridas por Nichiren Daishonin, acredito que o presidente Ikeda expresse sua determinação de transmitir e aplicar o espírito de Daishonin no século 21. Impassíveis diante de qualquer tipo de adversidade, continuemos avançando em exato acordo com o espírito de Nichiren Daishonin para expandir ainda mais nosso movimento pelo kosen-rufu. Principais trechos Entretanto, não é fácil seguir pelo caminho da prática da fé. Teremos de enfrentar noites de tempestades e superar muitas dificuldades. Contudo, espero que os senhores não sejam derrotados. Não ser derrotado também é prova de uma prática correta. (“Luz do Alvorecer”, p. 44) A consideração e a amizade com as pessoas iniciam-se com a oração, que é a força que as une. (“Arando a Terra”, p. 103) [Shin’ichi] sabia que o grandioso e sublime empreendimento do kosen- rufu iniciava-se com uma única pessoa. Era preciso incentivar e apoiar o jovem de todas as formas. (“Arando a Terra”, p. 113) O espírito da Soka Gakkai é o espírito da benevolência com que as pessoas se dedicam à paz mundial e à felicidade das demais. É também a firme disposição de se levantar sozinho, desafiando corajosamente todas as adversidades. É o espírito de justiça que não tolera nenhum ato de maldade. (“Contínuas Vitórias”, p. 178) Essa continuidade não significa fazer a mesma coisa que fizemos ontem. Significa um novo despertar, um novo desafio a cada dia. A prática da fé é uma luta contínua contra as maldades e buda é o nome que se dá às pessoas que mantêm essa luta. É com essa disposição que revelamos uma vida tão brilhante quanto o ouro. (“Dinâmico Avanço”, p. 241) Resumo do conteúdo Luz do Alvorecer Em março de 1966, Shin’ichi visita o Brasil. Sob rigorosa vigilância policial, ele encoraja os membros a consolidar a confiança em meio à sociedade, estabelecendo assim as bases para o kosen-rufu. Arando a Terra Shin’ichi viaja para o Peru e destaca o empenho dos membros em outros quatro países sul-americanos, incluindo a Argentina. Contínuas Vitórias O Festival Cultural de Kansai é realizado, apesar do temporal. Shin’ichi divulga uma proposta clamando pela paz no Vietnã. Dinâmico Avanço O Partido Komei obtém sucesso ao disputar pela primeira vez as eleições para a Câmara Baixa. Em Niigata, Shin’ichi louva a vida de Nichiren e sua perseverança diante das perseguições. Nota: 1. O Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai, novo prédio do jornal Seikyo Shimbun, foi inaugurado em 18 de novembro de 2019. Fonte: Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 25 de setembro de 2019. Volume 12 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 12 O alvorecer dos jovens Brasil Seikyo, Edição 2520, 20/06/2020, pág. 14-15 / Especial Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI O capítulo “Espírito Comunitário”, do volume 12, da Nova Revolução Humana, oferece uma descrição detalhada do ambiente de apoio mútuo existente entre os membros de Matsushiro, uma cidade da província de Nagano, durante o conturbado período de terremotos contínuos que começou em 1965 e perdurou por mais de cinco anos. Além do impacto na infraestrutura da área, os terremotos causaram grandes danos psicológicos aos habitantes. Apesar dessas condições, os membros de Matsushiro persistem em seus esforços para expandir sua rede de apoio e de encorajamento na comunidade. Há poucas semanas, o tufão Hagibis1 causou danos catastróficos pelo país. Permitam-me aproveitar este momento e expressar minha solidariedade àqueles que foram afetados pelo desastre. Estendamos sinceras orações para que sua vida retorne à normalidade quanto antes e pela mais breve reconstrução das áreas atingidas. O volume 12 foi publicado em colunas diárias no Seikyo Shimbun a partir da edição de 20 de abril de 2001, tornando-se o primeiro volume a ser concluído no novo século. Os episódios diários foram verdadeiramente essenciais na criação do ritmo de avanço do kosen- rufu no século 21. O capítulo “Esperança Renovada” narra pontos importantes da Reunião Nacional de Líderes do dia 3 de maio de 1967, que celebrou o sétimo aniversário da posse de Shin’ichi Yamamoto como terceiro presidente da Soka Gakkai. Ele se dirige aos participantes da seguinte forma: Os próximos sete anos representam a segunda fase de nossos esforços para concretizar o kosen-rufu. Será um período ainda mais significativo do que o iniciado com a fundação da Soka Gakkai e durou até agora. Será a época de solidificar os alicerces de nosso movimento, quando nossa vitória ou derrota definitiva será determinada. (p. 15) Ao longo dos sete anos subsequentes à posse de Shin’ichi, a quantidade de membros da Soka Gakkai passou de 1,4 milhão de famílias para 6,25 milhões, e o número de distritos também cresceu de 61 para impressionantes 3.393 somente no Japão. Nesse cenário de rápido desenvolvimento, Shin’ichi oferece lemas para membros de cada região. Para os membros em Shikoku, por exemplo, “Sejam Reformadores, Construindo uma Terra da Felicidade” (p. 164), e para a região de Tohoku, “Seja a Fortaleza de Pessoas Capazes” (Ibidem). Hoje, esses lemas se tornaram emblemáticos, espelhando o espírito dos membros de cada área e a honra e tradição do kosen-rufu nessas regiões. Em nosso movimento, os lemas servem para instilar nos membros um senso de orgulho por sua comunidade e a importância de cumprir a missão no local exato em que se encontram agora. Na conjuntura de 1967 — com a Gakkai almejando solidificar as bases do kosen-rufu por meio de um avanço contínuo —, Shin’ichi volta a se concentrar na promoção do kosen-rufu na localidade de cada um. Em outubro, Shin’ichi se encontra com o conde Richard Coudenhove Kalergi, um dos primeiros proponentes da União Europeia, e mantém uma interlocução que se converte num diálogo entre civilizações. Como narra o capítulo “A Dança da Vida”, “Shin’ichi estava contente por dialogar com o conde. Considerava esse homem — que buscava ansiosamente os meios para alcançar a paz mundial — um verdadeiro companheiro” (p. 218). Para ele, qualquer pessoa que tenha propósitos comuns e avance com o mesmo espírito é um “verdadeiro companheiro”, não importando as diferenças religiosas. Por serem fundamentados no genuíno respeito pela outra pessoa, seus diálogos fazem eco nas profundezas do espírito humano e resultam no estreitamento de sólidos laços de vida a vida com cada pessoa. O capítulo também retrataa convicção de Shin’ichi de que o entendimento mútuo e a amizade podem ser criados somente por meio de encontros face a face — tal é o poder do diálogo. A paz mundial se inicia quando nos esforçamos para desenvolver a amizade com uma única pessoa em nosso ambiente imediato. Nesse sentido, nosso movimento que visa a expansão dos círculos de diálogo em nossa comunidade local se reveste de um significado cada vez maior. Fazer nosso o espírito de Shin’ichi A tarefa de realizar o kosen-rufu é responsabilidade da Divisão dos Jovens (DJ). Essa é a forte expectativa de Shin’ichi com relação aos jovens. No capítulo “Esperança Renovada”, ele compartilha quatro princípios para se ter em mente no que tange ao desenvolvimento de jovens (p. 37): 1. Ter a firme determinação de apoiá-los para que se tornem ainda melhores que nós, capacitando-os a desenvolver todo o potencial deles. 2. Ajudá-los a conquistar plena compreensão de qual é o pensamento e o comportamento básico de um líder do kosen- rufu. 3. Confiar-lhes tarefas específicas, dando-lhes oportunidades de liderar. 4. Estimulá-los a empregar as dificuldades como trampolim para aprofundar a fé. Esses quatro pontos englobam a fórmula universal para desenvolver a Divisão dos Jovens da Soka Gakkai. O volume 12 também está recheado de relatos detalhados sobre os sinceros esforços de jovens que viviam no exterior, bem como as dificuldades enfrentadas por alguns figurantes do Festival Cultural de Tóquio realizado naquele ano. Não são apenas histórias do passado; servem como incentivo para os jovens de hoje que podem estar enfrentando circunstâncias semelhantes, seja por impasses no trabalho ou questões de doença. Shin’ichi clama aos jovens: Cada um de vocês deve se empenhar com o espírito de “levantar-se só”, sem ficar esperando pelo outro. […] Espero que despertem para o papel como protagonistas do kosen-rufu e que representem um corajoso drama de superação das dificuldades no grandioso palco da vida como defensores da fé. (p. 54 e 55) Essas palavras também se direcionam aos jovens de hoje. Os integrantes da Divisão dos Jovens da SGI de todo o mundo, liderada pelos jovens da Bharat Soka Gakkai (SGI-Índia), estão agora estudando a Nova Revolução Humana e se empenhando para fazer do espírito de Shin’ichi Yamamoto o deles. Em vez de contemplar os episódios do romance como algo distante de nossa vida, vamos considerá-los como mensagens e incentivos oferecidos a nós individualmente, e dar o máximo de nós para aplicá- los. Esse espírito de procura será a fonte do nosso próprio desenvolvimento. Promover o espírito da fundação O dia 18 de novembro deste ano [2019] marcará o 75º aniversário de falecimento de Tsunesaburo Makiguchi, pai da educação Soka, que hoje prossegue espalhando sua luz mundo afora. Por exemplo, em 2017, o ensino médio foi agregado ao Colégio Soka do Brasil, o que o qualifica como uma instituição K-12.2 O capítulo “Glorioso Futuro” narra o sentimento de Shin’ichi ao fundar as escolas Soka no Japão, um ideal confiado a ele pelo seu mestre, Josei Toda: Como terceiro presidente da Soka Gakkai, Shin’ichi Yamamoto considerava a fundação da Escola Soka — unidade de ensino fundamental 2 e ensino médio — como sua batalha pessoal para transmitir amplamente a retidão de seu predecessor, Tsunesaburo Makiguchi, e provar a veracidade da filosofia educacional deste grande homem. (p. 252) O dia 18 de novembro, aniversário de falecimento de Makiguchi, é designado o dia de fundação das escolas Soka no Japão, expressando o juramento de Shin’ichi de herdar e promover a filosofia pedagógica do presidente Makiguchi. Shin’ichi tinha 40 anos quando a primeira escola Soka foi inaugurada em Kodaira, Tóquio, em 1968. Os presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda tinham 29 anos de diferença; a diferença de idade entre o presidente Josei Toda e Shin’ichi Yamamoto era de 28 anos. Shin’ichi é tomado de profunda emoção ante à constatação da surpreendente coincidência de compartilhar praticamente a mesma diferença de idade com os estudantes da primeira turma. No Segundo Festival Glória realizado na escola, em 17 de julho de 1969, ele sugere um encontro futuro com os estudantes em 2001: Vocês iniciarão o século 21 com mais ou menos a mesma idade que tenho agora. Começarão o novo século no auge da vida. […] Não vamos permitir que ninguém seja derrotado no caminho até esse objetivo. Espero que nessa ocasião todos possamos nos reunir com boa saúde, realizando contribuições significativas para o mundo. Todos os filhos do leão também são leões. Assim, todas as pessoas que estudam na escola Soka têm uma magnífica missão. A verdadeira glória na vida está em cumprir nosso propósito de vida com nossa própria capacidade. (p. 295 e 296) Acatando com total seriedade as palavras de Shin’ichi, esses estudantes avançam dinamicamente, a passos largos, rumo ao novo século. O capítulo “Glorioso Futuro” termina com a descrição dessa reunião, o Encontro da Escola Soka do Século 21, realizada em setembro de 2001, e foi publicado no Seikyo Shimbun apenas três meses após o evento ter ocorrido. Hoje, os graduados das escolas Soka contribuem de modo relevante em vários campos da sociedade com uma atuação exemplar, como médicos, advogados e contadores públicos certificados. As sementes da educação Soka plantadas por Shin’ichi para concretizar os ideais dos presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda estão agora exibindo flores exuberantes no século 21. Principais trechos Todos possuem seu caminho na vida, que é único, e há tantas formas de viver. Mas, independentemente de qual seja o caminho a seguir, se nos dedicarmos à grandiosa missão do kosen-rufu, com certeza manifestaremos nosso mais elevado potencial e teremos uma vida vitoriosa. (“Esperança Renovada”, p. 36) Se falharam no dia de ontem, então vençam hoje. Se forem derrotados hoje, então vençam amanhã. E se venceram ontem e hoje, certifiquem-se de continuar assim. (“Espírito Comunitário”, p. 128) A cultura é a expressão máxima da natureza humana. Criar uma brilhante cultura requer que o espírito e a vida das pessoas sejam cultivados e também que seja fomentada uma rica humanidade. Esse é o propósito da religião. (“A Dança da Vida”, p. 161) A paz mundial não é algo que nós recebemos, mas sim que nós, seres humanos, devemos criar por meio de nosso esforço e de nossa sabedoria. É algo pelo qual devemos batalhar e conquistar. (“A Dança da Vida”, p. 210) O mais importante na juventude é desafiarem a si próprios e não se reprimirem nem serem derrotados pela própria fraqueza. Por favor, não se esqueçam de que autocontrole e não sucumbir a si próprio são as chaves para a vitória. (“Glorioso Futuro”, p. 263) Resumo do conteúdo Esperança Renovada Após celebrar vitoriosamente o sétimo aniversário de sua posse como terceiro presidente da Soka Gakkai, Shin’ichi parte para uma viagem de orientações pela Europa e pelos Estados Unidos. Espírito Comunitário Shin’ichi visita Matsushiro, província de Nagano, que vinha sofrendo uma série de terremotos. Em seguida, visita Takayama, em Gifu. A Dança da Vida O Festival Cultural de Tóquio é realizado em outubro de 1967, com a presença de Shin’ichi. Ele também mantém diálogo com o conde Richard Coudenhove-Kalergi. Glorioso Futuro Em 8 de abril de 1968 é realizada em Tóquio a primeira cerimônia de início de aulas das Escolas Soka de Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio. Notas: 1. Nota do Editor: O tufão Hagibis, ou supertufão Hagibis, foi um ciclone tropical de categoria 5 que passou pela região de Kanto no Japão em 2019 e foi considerado o segundo ciclone tropical mais intenso no mundo. As origens de Hagibis sederam a partir de uma perturbação tropical localizada ao norte das Ilhas Marshall em 2 de outubro. No dia seguinte, o Centro Conjunto de Avisos de Tufão (JTWC) emitiu um alerta de formação de ciclone tropical. Sua formação aconteceu em 4 de outubro de 2019, dissipando-se em 20 de outubro do mesmo ano. 2. K–12 (pronuncia-se “k twelve”, “k through twelve”, ou “k to twelve”), é uma expressão norte-americana para designar o intervalo, em anos, abrangido pelo ensino fundamental e ensino médio na educação dos Estados Unidos, que é similar aos graus escolares públicos que precedem o ensino superior em países como Afeganistão, Austrália, Canadá, Equador, China, Egito, Índia, Irã, Filipinas, Coreia do Sul, Turquia. [Nota do editor: Em 6 de junho de 2018, o Colégio Soka do Brasil foi certificado como uma escola internacional pelo International Baccalaureate (IB), organização sediada em Genebra, Suíça. Como escola associada, oferece um currículo de dois anos chamado de IBDP, ou programa de diploma IB, que complementa o currículo oficial do MEC e confere ao aluno uma certificação de ensino médio internacional que lhe possibilita oportunidades de admissão em universidades estrangeiras]. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 23 de outubro de 2019. Volume 13 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 13 Orgulho e dinamismo Brasil Seikyo, Edição 2524, 18/07/2020, pág. 14-15 / Especial Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI No dia 5 de dezembro de 1974, durante a sua segunda visita à China, o presidente Ikeda se reuniu com o primeiro-ministro chinês Zhou Enlai. Este ano [2019] marca o 45º aniversário desse encontro. O capítulo “Ponte Dourada”, do volume 13, da Nova Revolução Humana, descreve o contexto histórico no qual Shin’ichi [pseudônimo de Daisaku Ikeda na obra] anuncia sua proposta para a normalização das relações diplomáticas entre Japão e China, no decorrer da 11ª Convenção da Divisão dos Universitários da Soka Gakkai, em 8 de setembro de 1968. Consolidar laços de amizade entre os dois países também representava um meio para cumprir o juramento do seu mestre, Josei Toda, o qual nutria um sentimento “intensamente forte e profundo” em relação à Ásia e, em especial, à China. O presidente Josei Toda certa vez compôs o seguinte poema expressando essa determinação: Aos povos da Ásia que oram por vislumbrar a Lua entre as frestas das nuvens, enviemos, em vez disso, a luz do Sol. (p. 12) Antes da divulgação de sua proposta, Shin’ichi se encontrou com várias personalidades da sociedade japonesa que devotaram a vida à melhoria das relações sino-japonesas. Uma delas é o líder empresarial Tatsunosuke Takasaki. Shin’ichi e Takasaki se reúnem em setembro de 1963. Após emitir suas observações sobre a situação na China, Takasaki solicita-lhe que atue como uma força para a amizade entre os dois países. E em resposta a isso, determinado a construir uma ponte dourada de laços bilaterais duradouros, Shin’ichi declara: “Com certeza! Não se preocupe, eu realizarei isso sem falta!” (p. 23). Como o governo japonês da época havia adotado uma posição antagônica em relação à China, Shin’ichi tinha plena ciência de que seu apelo em defesa da amizade sino-japonesa seria alvo de duras críticas. No entanto, mantendo-se firmemente fiel ao desejo de seu mestre e ao anseio de todos aqueles que haviam se empenhado por essa causa, ele decide se pronunciar sobre o assunto. Inspirado pela proposta de Shin’ichi, Kenzo Matsumura, membro da Direita Nacional do Japão [e proponente da restauração dos laços bilaterais] lhe diz: “Ganhamos uma multidão de aliados (p. 58). (...) Gostaria muito de apresentá-lo ao primeiro-ministro Zhou Enlai” (p. 64). Desse modo, Takasaki e Matsumura, ambos com mais de 40 anos e mais velhos que Shin’ichi, confiaram a ele o futuro das relações sino- japonesas. Esse capítulo também retrata que Shin’ichi reconhece que “o trabalho tão significativo de construir uma ponte dourada de duradoura amizade entre o Japão e a China não poderia ser realizado em uma única geração” (p. 36). Por essa razão, ele opta especificamente por anunciar sua proposta na convenção da Divisão dos Universitários, realizada em 8 de setembro, firmemente convicto de que, dentre aquelas fileiras, surgiriam jovens que dedicariam a vida à concretização de seu ideal. Até a presente data, o presidente Ikeda visitou a China dez vezes e continua promovendo amplamente intercâmbios entre os jovens dos dois países, bem como intercâmbios de âmbito cultural e educacional. A inabalável ponte da paz e da amizade entre as duas nações hoje é um testemunho de tais esforços. O presidente Ikeda também recebeu distinções acadêmicas de várias universidades e instituições chinesas. Aproximadamente quarenta estabelecimentos de ensino superior daquele país criaram centros de pesquisa sobre a filosofia e o pensamento de Daisaku Ikeda. Além disso, a Universidade Soka do Japão mantém atualmente acordos de parceria acadêmica com mais de sessenta universidades e instituições da China. A partir de março do ano que vem (este artigo foi publicado originalmente em dezembro de 2019), a Associação de Concertos Min- On promoverá uma turnê do grupo Shanghai Dance Theatre, que exibirá o espetáculo Íbis de Crista em trinta cidades do Japão. E no próximo outono, o Museu de Arte Fuji de Tóquio lançará uma nova exposição apresentando a arte da antiga via comercial da Rota da Seda. [Nota do editor: O projeto foi adiado em razão da pandemia do coronavírus.] Os laços de amizade entre a Divisão dos Jovens da Soka Gakkai e a Federação dos Jovens da China remontam a 1985, e este ano [2019] celebra o 40º aniversário do início dos intercâmbios entre a Divisão Feminina e a Divisão Feminina de Jovens da Soka Gakkai e a Federação Feminina da China. Cabe aos membros da Divisão dos Jovens e da Divisão dos Estudantes da Soka Gakkai fazer jus à grande missão e responsabilidade de perpetuar essa ponte dourada que o presidente Ikeda se empenhou em construir entre Japão e China. Lembrança do Castelo Shuri, em Okinawa O capítulo “Terra da Felicidade” apresenta detalhes sobre a visita [de Shin’ichi Yamamoto] a Okinawa, em fevereiro de 1969. Questões referentes à devolução de Okinawa, dos Estados Unidos para o Japão, continuavam afligindo as ilhas na ocasião. “Em última análise, se um lugar vai atingir a paz e a prosperidade depende, exclusivamente, da determinação das pessoas que ali vivem. (...) O segredo para construir uma terra de felicidade reside inteiramente no desenvolvimento dos seres humanos” (p. 227). É com esse espírito que Shin’ichi viaja para Okinawa, firmemente decidido a “plantar fundo as raízes da fé forte e inabalável no coração de cada membro” (p. 227). Durante a sua estada, realizou-se um festival cultural com um elenco de mais de cem pessoas encenando uma peça histórica, com noventa minutos de duração. A montagem intitulada O Jovem Sho Hashi narra a saga do grande líder militar do século 15 que unificou as ilhas Ryukyu (Okinawa) e ampliou o Castelo de Shuri. Sentindo uma forte conexão entre o período tumultuado em que Sho Hashi viveu e o sofrimento que eles experimentaram durante a Segunda Guerra Mundial, os membros de Okinawa escolheram a história de vida desse personagem para expressar sua determinação de construir uma terra próspera e pacífica. O Castelo de Shuri ardeu em chamas durante a horrenda Batalha de Okinawa, na Segunda Guerra Mundial. As obras de reconstrução iniciaram em 1989, e o salão principal e outros recintos foram restaurados em 1992. O capítulo “Terra da Felicidade” foi publicado em episódios diários no jornal Seikyo Shimbun a partir de outubro de 2002, e imagino que, ao redigi-lo,o presidente Ikeda recordou-se vividamente de sua visita ao castelo no decorrer da viagem de orientações a Okinawa em fevereiro de 1994. O Castelo de Shuri não é apenas uma relíquia da história e cultura locais, mas representa um símbolo de paz em Okinawa. Recentemente, o salão principal foi destruído num incêndio. Quão doloroso isso deve ter sido para as pessoas de lá! Oro sinceramente para que o Castelo de Shuri recupere sua majestade e seja restaurado uma vez mais. Planejamento é o segredo O capítulo “Estrela Guia” destaca a importante tradição da reunião de palestra dentro do nosso movimento: “Desde a época do presidente Tsunesaburo Makiguchi, o coração da Soka Gakkai era encontrado nesse fórum. A própria reunião de palestra havia sido o ponto de partida para o movimento popular da organização” (p. 122). Descreve a ação de Shin’ichi de tomar a iniciativa para revolucionar a cultura das reuniões de palestra. Quando lhe perguntam qual o segredo para se realizar uma reunião de palestra frutífera, ele declara que o propósito dessa atividade é servir como um fórum para o diálogo e a propagação do budismo, e também para transmitir coragem e convicção aos membros por meio da orientação sincera na fé. Ele salienta ainda que o sucesso de uma reunião de palestra depende inteiramente da determinação e capacidade dos líderes responsáveis. Shin’ichi aponta vários elementos fundamentais para o sucesso dessas reuniões: 1. É fundamental que aqueles que tragam convidados recebam a mais alta consideração. Pode haver momentos em que os convidados não queiram praticar, mas seus amigos, desejando sinceramente a felicidade deles, fazem de tudo para trazê-los a uma reunião. Deixar de dar a esses membros a devida atenção seria destruir sua sinceridade e dedicação. E nas ocasiões em que não há convidados, quero que as figuras centrais convoquem toda a sua sabedoria e tornem o encontro verdadeiramente significativo, falando sinceramente aos membros presentes e esclarecendo suas dúvidas e aliviando suas preocupações. 2. Ao se prepararem para uma reunião, os líderes devem dividir a responsabilidade de informar e encorajar os membros a participarem da atividade, fazendo o possível para garantir cem por cento de participação. O sucesso de uma reunião de palestra não depende somente do que acontece durante o evento em si, mas dos preparativos que o antecedem, inclusive os esforços para incentivar a participação das pessoas. 3. É essencial que os responsáveis pela reunião de palestra orem sinceramente ao Gohonzon para o pleno sucesso e participem da reunião com inabalável decisão e confiança. Por mais interessantes que sejam suas palavras ou apresentações, se o líder não tiver uma fé convicta não conseguirá tocar o coração dos participantes. Ou seja, aquele que não tem convicção não está capacitado a ser líder. 4. Outro pré-requisito do líder é ter consideração pelos outros. Mesmo em um debate aberto pode haver pessoas com dificuldade de se expressar em público. O líder deve ter a sensibilidade de perceber o que cada pessoa está sentindo. Deve também ter sabedoria e benevolência para reagir adequadamente a qualquer situação durante a reunião. Pode haver ocasiões de algum participante estar alcoolizado e incomodar os presentes, cabendo ao líder, nesses casos, ser firme e pedir que se retire. Não podemos permitir que ninguém nem nada perturbem o domínio puro da fé. Os líderes devem ser resolutos e, ao mesmo tempo, agir com bom senso e pensar na coletividade. Sobretudo, devem escolher cuidadosamente as palavras. 5. É importante que os líderes tenham consideração e manifestem gratidão sincera aos membros que oferecem suas casas para reuniões, para que se sintam sempre felizes por esse oferecimento. Também é importante que os líderes agradeçam aos demais membros da família que vivem lá, inclusive as crianças. Além disso, devem se certificar que nenhum inconveniente seja causado aos vizinhos, por exemplo, com estacionamento irregular, barulhos ou aglomeração de bicicletas. Também é bom conversar com os vizinhos antes da reunião e gentilmente avisá-los de que a mesma será realizada. As reuniões de palestra devem ser eventos que todos considerem revigorantes e agradáveis. (p. 125 e 126) Em anos recentes, o Seikyo Shimbun publicou artigos sobre as diferentes maneiras de se realizar reuniões de palestra nas várias organizações da SGI ao redor do mundo. Zadankai, termo japonês que designa “reunião de palestra”, também está se tornando familiar entre os membros de todas as partes do globo. Shin’ichi afirma: “A Soka Gakkai não existe em um lugar distante, ela se encontra justamente nas reuniões de palestra. É por isso que o segredo para o desenvolvimento da organização é o sucesso dessas reuniões” (p. 127). Empenhando-nos para aprimorar a qualidade das reuniões de palestra de nossa localidade, sigamos em frente com orgulho e dinamismo, como membros da Soka Gakkai, uma organização que avança a passos largos como religião mundial. Principais trechos As verdadeiras relações diplomáticas começam com vínculos entre os seres humanos, com o intercâmbio humano. O segredo é criar laços de confiança e amizade que unam as pessoas. Afinal, são as pessoas que formam uma nação. (Ponte Dourada) O benefício de contribuir para o kosen-rufu oferecendo o lar para a realização das atividades é ilimitado e imensurável e se traduz em grande boa sorte que passa de uma geração a outra” (p. 90). (Estrela Guia) As mulheres têm sido sempre as maiores vítimas da guerra. Enquanto a felicidade das mulheres for sacrificada, a paz da humanidade nunca será alcançada. Quando as mulheres brilham, elas lançam luz sobre suas casas, suas comunidades e suas sociedades. É por isso que precisamos fazer do século 21 o século das mulheres, um tempo em que as mulheres assumirão o papel central” (p. 121). (Estrela Guia) O fato de nossos membros trabalharem juntos em amizade é prova de que eles estão conseguindo fazer sua revolução humana e transformar a vida num nível fundamental. Isso porque pessoas egoístas, egocêntricas, arrogantes, pretensiosas ou invejosas não conseguem se unir a outras pessoas (p. 205). (Canto da Fortaleza) Uma pessoa capaz deve ser forte. Talvez tenham um coração puro e gentil, mas se forem fracos, não conseguirão trabalhar para a paz ou felicidade dos outros. Portanto, espero que encontrem algo em que realmente se superem. O importante é procurar com todo o seu ser (p. 259). (Terra da Felicidade) Resumo do conteúdo Ponte Dourada No dia 8 de setembro de 1968, Shin’ichi emite um apelo em defesa da normalização das relações diplomáticas entre o Japão e a China durante a 11ª Convenção da Divisão dos Universitários. Estrela Guia Em setembro de 1968, Shin’ichi viaja de avião para Asahikawa, em Hokkaido, e, então, para Wakkanai, uma das cidades no extremo norte do Japão. Canto da Fortaleza Em novembro, Shin’ichi faz sua segunda visita a Amami Oshima. Festivais culturais são realizados em várias regiões do Japão. Terra da Felicidade Em 1969, Shin’ichi compõe um poema de ano-novo intitulado Ode à Construção, dedicado a todos os membros. Em 15 de fevereiro, ele viaja de avião para Okinawa. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 23 de outubro de 2019. Volume 14 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 14 Registrar a verdade Brasil Seikyo, Edição 2528, 22/08/2020, pág. 14-15 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI “Em meu coração arde a resoluta determinação de travar a batalha das palavras. Este é o momento de construir um caminho radiante para o kosen-rufu mundial (...). Registrarcorretamente a verdade servirá como um espelho cristalino para as pessoas do futuro”. Essa foi a motivação que levou o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, a escrever a Nova Revolução Humana, compartilhada por ele num ensaio de agosto de 2003, celebrando dez anos desde o início do trabalho de redação do romance. E quinze anos depois, em agosto de 2018, ele concluiu a série de trinta volumes, proporcionando-nos um registro do resplandecente avanço do kosen-rufu no mundo todo. O presidente Ikeda redigiu o ensaio citado enquanto elaborava o capítulo “Rio Caudaloso”, do volume 14, que estava sendo publicado diariamente no jornal Seikyo Shimbun na época. O capítulo começa com uma descrição da Reunião Nacional de Líderes da Soka Gakkai de 3 de maio de 1970, comemorando o 10º aniversário da posse de Shin’ichi Yamamoto [pseudônimo de Ikeda sensei na obra] como terceiro presidente da organização. Abril daquele ano marcou a passagem de doze anos desde a morte do seu mestre, Josei Toda, e na cerimônia em memória dele, Shin’ichi anunciou a expansão da Soka Gakkai, que alcançou 7,5 milhões de famílias afiliadas. “A correnteza Soka estava enfim se expandindo, deixando de ser um riacho para se tornar um rio caudaloso, seguindo para o oceano da paz e felicidade para toda a humanidade” (p. 221). Assim ele relata ao seu mestre, convicto de que haviam alcançado um divisor de águas na história, na qual “as ondas do kosen-rufu estavam se propagando amplamente e surgia um novo movimento encabeçado pelas pessoas que despertava para os ideais humanísticos que estavam surgindo” (p. 215). Coincidindo com esse momento decisivo, houve o Incidente da Liberdade de Expressão, controvérsia deflagrada naquele ano, quando a Soka Gakkai precisou se defender de acusações difamatórias. Um escritor japonês havia produzido um livro altamente crítico em relação à organização, e ao ser exigido que o autor fundamentasse seu texto na verdade, ele alegou que a Gakkai estava tentando obstruir a liberdade de expressão e de imprensa. Vários partidos políticos e religiosos usaram esse incidente como pretexto para criticar e atacar a Soka Gakkai com ferocidade. O capítulo “Vendaval” observa que, apesar de esse incidente constituir a primeira grande provação enfrentada por Shin’ichi após se tornar presidente, serviu para fortalecer ainda mais sua determinação de edificar a Soka Gakkai como uma organização modelo para a sociedade. Desse modo, ele converteu essa tempestuosa angústia num trampolim para o desenvolvimento futuro da organização. Quando reunimos coragem para enfrentar diretamente as dificuldades, conseguimos transformar até mesmo ventos contrários que obstruem o kosen-rufu a nosso favor. De fato, a verdadeira força da Gakkai tem sido seu avanço contínuo com base no espírito de se manter firme bravamente contra os ferozes ventos das adversidades. Kosen-rufu como a jornada em si Em meio ao redemoinho do Incidente da Liberdade de Expressão, Shin’ichi continuou tomando medidas para consolidar o desenvolvimento do kosen-rufu no século 21. Um desses passos foi a reforma estrutural da organização, para atender às necessidades variáveis da época. No decorrer do seu discurso na Reunião Nacional de Líderes realizada em maio daquele ano, Shin’ichi apresentou uma nova visão do kosen-rufu aos membros — que até então eles concebiam como um objetivo finito —, ao declarar: “Kosen-rufu flui eternamente sem jamais cessar, pois ele não é o destino final, mas sim a própria jornada, o processo de dar vida ao budismo em meio à sociedade” (p. 223). Ele conclamou os participantes a se empenhar com uma nova decisão, visando conquistar a confiança e a compreensão da sociedade por meio de suas atividades. Nesse sentido, anunciou a mudança da estrutura organizacional da Soka Gakkai para um sistema de blocos baseada na localização geográfica, permitindo que os membros formassem vínculos mais estreitos com suas comunidades e, desse modo, contribuíssem melhor para a sociedade como um todo. Sob esse novo sistema, o grande desafio para a organização seriam as relações humanas e como fortalecer os laços de amizade entre os membros. Até então, a estrutura organizacional fundamentava-se nas relações entre os novos membros e aqueles que os haviam introduzido na prática. A despeito de onde morassem, os novos membros pertenciam ao mesmo grupo da pessoa que os apresentou, possibilitando que realizassem atividades juntos e aprofundassem laços de solidariedade. No entanto, para solucionar a crescente sensação de alienação entre as pessoas na sociedade moderna, Shin’ichi acreditava ser “de vital importância realizar a transição na estrutura e consolidar uma forte rede de corações entre os membros da Soka Gakkai e as demais pessoas que moravam numa mesma comunidade” (p. 230). A mudança para a estrutura de blocos representou uma ação para estabelecer a Soka Gakkai como uma organização aberta e disposta a interagir com a coletividade e contribuir positivamente para o progresso futuro da sociedade. A principal preocupação de Shin’ichi no início dessa nova fase de desenvolvimento era se os membros conseguiriam ou não modificar fundamentalmente sua mentalidade em relação ao kosen-rufu, ou seja, se seriam capazes de se levantar com a decisão de que cada um deles está “sustentando o destino da Soka Gakkai e de que tem um importante papel na propagação do kosen-rufu” (p. 232). O capítulo revela ser essa consciência — de possuir o mesmo senso de responsabilidade que Shin’ichi — “o fator que determina nosso fracasso ou sucesso, nossa vitória ou derrota, em todas as atividades” (p. 233). Compartilhar nossa história com o futuro Outra medida decisiva adotada por Shin’ichi durante esse período tumultuado foi se dedicar à criação de pessoas capazes, com foco especial no incentivo à Divisão dos Estudantes. Ele estava convicto de que caso perdesse o compromisso genuíno com a verdade e a justiça, em vez de uma era de prosperidade do kosen-rufu, nós nos depararíamos com uma era degenerada. Por essa razão, fez o seu melhor para estimular os jovens a se tornar líderes centrais de sua geração. No curso de aprimoramento para representantes da Divisão dos Estudantes realizado no Centro de Treinamento de Hakone, na província de Kanagawa, Shin’ichi expôs o significado desse centro e sua importância na história da organização. Embora alguns dos participantes fossem estudantes do ensino fundamental, Shin’ichi os considerava “futuros líderes do movimento pelo kosen-rufu” (p. 241), e foi direto e franco com eles a respeito da verdadeira história da Soka Gakkai. Respondeu a todas as perguntas e também discorreu sobre como viver com plenitude. Certo de que, por mais jovens que fossem, o ouviriam e corresponderiam a ele se lhes falasse com seriedade, Shin’ichi se dedicou a plantar sementes no coração de cada um. Ele prosseguiu se esforçando de corpo e alma para encorajar a Divisão dos Estudantes, mesmo depois do encerramento do curso de aprimoramento. Em dado momento, externou sua profunda expectativa em relação a eles da seguinte forma: “Cada um de vocês é um Shin’ichi Yamamoto, cada um de vocês é um presidente. Vocês são meus representantes. Por favor, tornem-se pessoas que possam dizer ‘Enquanto eu estiver aqui, vocês não têm com o que se preocupar’” (p. 262). Para Shin’ichi, o triunfo de seus discípulos é a “prova de sua incontestável vitória” (p. 262). Hoje, esses jovens estão desempenhando papel fundamental em diversos campos da sociedade. Acredito que o presidente Ikeda tenha aberto o caminho para uma nova era do kosen-rufu mundial cultivando pessoalmente os membros da Divisão dos Estudantes como “valores humanos”. Agora, cabe a nósassentar o caminho para os nossos próximos cinquenta ou mesmo cem anos de desenvolvimento. O capítulo “Vendaval” descreve uma reunião de líderes ocorrida na província de Wakayama em dezembro de 1969, à qual Shin’ichi compareceu apesar do seu estado febril. Recentemente, os membros de Wakayama celebraram o 50º aniversário daquela reunião, nesse exato local. A Divisão dos Estudantes apresentou uma canção pela ocasião, e antes do evento, enquanto ensaiavam, ouviram de familiares e dos membros da Gakkai da comunidade local a história do kosen-rufu em Wakayama. Eles lhes ensinaram a importância da fé e como era sublime ter um mestre na vida. O Ano do Avanço e dos Valores Humanos, 2020, reveste-se de profunda relevância, pois celebramos o 60º aniversário da posse de Ikeda sensei como terceiro presidente, bem como o 90º aniversário de fundação da Soka Gakkai. O presidente Ikeda tem salientado que os próximos dez anos que antecedem o centenário da organização se revelam uma questão crucial para a humanidade. Compartilhemos o espírito e compromisso do nosso mestre, empenhando-nos para promover o desenvolvimento dos futuros líderes da Soka Gakkai e assentar o caminho do kosen-rufu que perdure por várias gerações. Principais trechos A propagação é a força vital da religião; e a que não propaga seus ensinamentos é uma religião morta (p. 10). (“Coragem e Sabedoria”) A paz não se trata simplesmente da ausência de guerra, mas sim de uma condição em que as pessoas se unem pela confiança mútua transbordantes de alegria, energia e esperança (p. 97). (“Missão”) O kosen-rufu é uma batalha para revitalizar todas as esferas da vida — incluindo a literatura, a educação e a governança — em prol da felicidade das pessoas (p. 135). (“Missão”) Ser uma pessoa descuidada ou distraída indica falta de comprometimento em assumir total responsabilidade. Se somos sérios e temos a determinação de não permitir falhas, seremos naturalmente meticulosos (p. 148). (“Vendaval”) Os passos dados para alcançar algo importante não são glamorosos. De fato, na maior parte dos casos, eles ocorrem em silêncio e longe dos holofotes. Mas esses esforços acumulados possuem a força para transformar o mundo (p. 254). (“Rio Caudaloso”) Resumo do conteúdo Coragem e Sabedoria Em meio à inquietação estudantil que tomava conta do Japão, Shin’ichi apresenta várias propostas referentes ao futuro do movimento dos estudantes e ao reconhecimento da educação como o quarto ramo do governo. Os membros da Divisão dos Universitários lançam a Nova Aliança Estudantil. Missão São fundados o Grupo Shirakaba (Enfermeiras) da Divisão Feminina de Jovens e o Departamento Literário. Vendaval Em dezembro de 1969, Shin’ichi incentiva os membros de Kansai, apesar de estar muito doente. O movimento do kosen-rufu continua se expandindo a despeito da controvérsia deflagrada pelo Incidente da Liberdade de Expressão. Rio Caudaloso O dia 3 de maio de 1970 assinala o 10º aniversário da presidência de Shin’ichi. Uma nova estrutura organizacional centralizada em blocos estabelece um novo palco do kosen-rufu. Em setembro, dá-se a conclusão do novo prédio do Seikyo Shimbun. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 25 de dezembro de 2019. Volume 15 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 15 “Não sejam derrotados” Brasil Seikyo, Edição 2532, 19/09/2020, pág. 14-15 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI No capítulo “Florescimento”, do volume 15, da Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda destaca: O traço que melhor distingue o Budismo Nichiren é o fato de ser a religião do kosen-rufu. Em outras palavras, estimula seus seguidores a trabalhar pelo bem-estar e pela paz de todos propagando a Lei Mística (...). O Budismo Nichiren também é uma religião que busca “estabelecer o ensinamento para a pacificação da terra”. (p. 226) “Estabelecer o ensinamento” refere-se ao ato de instilar a filosofia do budismo no coração de cada pessoa, por meio do qual nos esforçamos para concretizar a “pacificação da terra” — a paz e a prosperidade social. Se “estabelecer o ensinamento” consiste na missão religiosa daqueles que praticam este budismo, então a “pacificação da terra” indica nossa missão social; só podemos considerar nossa missão religiosa concluída quando a paz estiver consolidada na terra. O capítulo “Revitalização” relata fatos referentes à Reunião Nacional de Líderes de 3 de maio de 1970, na qual Shin’ichi Yamamoto declara que o kosen-rufu constitui “um grande movimento cultural, que se desenrola no vasto solo espiritual da Lei Mística”. Com Shin’ichi na liderança, a Soka Gakkai promoveu um movimento para influenciar positivamente a sociedade pelo poder humanístico da cultura, como um meio de cumprir sua missão de concretizar a paz na terra. O capítulo prossegue detalhando como Shin’ichi começa a escrever poemas e a oferecê-lo aos membros em diversas ocasiões como forma de incentivo. Para ele, poesia representa um modo de revelar o “grande caminho da paz e da felicidade para todos” e prover uma perspectiva budista do mundo e do ambiente natural. O capítulo “Florescimento” também descreve os esforços de Shin’ichi para tirar fotos durante a sua permanência em Hokkaido como mais uma forma de encorajar, louvar e inspirar os membros, considerados por ele como porta -estandartes — os protagonistas — da cultura humanística. O renomado fotógrafo japonês Yoshikazu Shirakawa certa vez observou que as imagens captadas pelo presidente Ikeda refletem profundamente o sentimento sincero e puro de inspirar o maior número de pessoas possível a se tornar felizes. De fato, um forte desejo de incentivar os outros emana das fotografias produzidas por ele. O jornal Seikyo Shimbun publica regularmente fotos tiradas pelo presidente Ikeda acompanhadas de trechos de poemas e de textos de sua autoria. Essa é a maneira encontrada por ele de exortar os companheiros: “Não sejam derrotados! Sejam fortes! Avancem comigo!” (p. 245). Propostas concretas No outono de 1970, a Soka Gakkai empenha-se com intensa seriedade às atividades voltadas para a promoção de uma cultura de genuíno humanismo na sociedade. Na época, o povo japonês estava absorto com as notícias sobre as doenças relacionadas com a poluição, itai-itai e Minamata,1 que afligiam partes do país. Shin’ichi passa a tratar da crescente gravidade da questão da poluição, contribuindo com um ensaio intitulado “Japão, um Laboratório da Poluição?” para uma importante revista mensal japonesa. Além disso, redige texto sobre o assunto para a edição de outono da Toyo Gakujutsu Kenkyu [Revista de Estudos Orientais] publicada pelo Instituto de Filosofia Oriental, afiliado da Soka Gakkai. Nesses artigos, ele discute a poluição da perspectiva de sua relação com a sociedade humana como um todo. São considerados singulares por identificarem as formas de raciocínio que acarretaram tal degradação e proporcionam um direcionamento claro para a solução da questão. No capítulo “Juramento Seigan”, do volume 30, Shin’ichi relembra que Toda sensei frisou a importância de apresentar propostas concretas para a paz da humanidade e, então, tomar a iniciativa de concretizá- las. Ele apontou as seguintes razões para isso: Mesmo que tais propostas não sejam aceitas e realizadas de imediato, elas se tornam faíscas pelas quais se espalham as chamas da paz. Teorias abstratas são sempre vazias e fúteis. Mas propostas concretas se tornam “pilares” para sua realização e “telhados” para proteger a humanidade. (Brasil Seikyo, ed. 2.418, 5 maio 2018, p. D2) Os artigos do presidente Ikeda sobre a poluição ambiental foram um meio de pôr em prática a orientação do seu mestre [Josei Toda]. Também écom esse espírito que ele vem oferecendo propostas de paz todos os anos em 26 de janeiro, Dia da SGI, desde 1983. No esforço de materializar e implementar os ideais e as concepções expressos pelo presidente Ikeda nessas propostas, a Divisão dos Jovens (DJ) da Soka Gakkai lançou recentemente uma iniciativa denominada Soka Global Action 2030 (Ação Global Soka 2030). O ano 2030 assinala o centenário da Soka Gakkai, além de representar o ponto de chegada dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Rumo a esse marco, o programa Ação Global Soka 2030 se devota a atividades para acelerar o ímpeto da abolição das armas nucleares e a supressão das guerras e para fomentar a boa vontade e a amizade na Ásia, ao lado da promoção dos ODS. Na proposta de paz deste ano, o presidente Ikeda comenta essa nova iniciativa em prol da paz, liderada pelos jovens, e manifesta a enorme expectativa que nutre em relação a eles: “Tenho profunda confiança de que, enquanto houver solidariedade entre os jovens, não haverá impasses que não possamos ultrapassar” (Terceira Civilização, ed. 621, maio 2020). Os jovens detêm a chave para um futuro mais radiante. Como expressa Ikeda sensei: “Quando o jovem age, a época toma um novo rumo. Os jovens sempre detêm a chave para vencer batalhas decisivas que mudam o curso da história” (p. 58). Oremos sinceramente para que a Divisão dos Jovens seja capaz de empreender ações à sua realização com total liberdade. Cristalização do espírito de mestre e discípulo O capítulo “Universidade Soka” narra o processo de desenvolvimento da universidade, desde a sua inauguração até a formatura da primeira turma. Hoje, o portão principal e a torre central da instituição exibem inscrições com ideogramas chineses que representam “Universidade Soka” na caligrafia do presidente fundador da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi. A criação de um sistema escolar englobando o nível universitário era o sonho de Makiguchi, uma concepção enunciada por ele no Soka Kyoikugaku Taikei [Sistema Pedagógico de Criação de Valor]. Herdando esse ideal, em novembro de 1950, em meio à terrível circunstância pessoal de ter sido forçado a suspender as operações de suas empresas, o presidente Josei Toda compartilha com Shin’ichi o anseio de fundar a Universidade Soka. Shin’ichi acolheu o desejo acalentado por seu mestre e o gravou no fundo do coração. A Universidade Soka finalmente é inaugurada em 2 de abril de 1971 — ano do 100º aniversário de nascimento do presidente Tsunesaburo Makiguchi e data do falecimento do presidente Josei Toda. A fundação da Universidade Soka representa, de fato, a “cristalização do espírito de mestre e discípulo abrangendo três gerações”. Num diálogo com alguns estudantes da primeira turma, Shin’ichi expressa que, assim como ele, aqueles jovens são “os fundadores da Universidade Soka” (p. 107). Acreditando firmemente nos estudantes, depositando confiança no fato de que eles encarariam o desafio de construir a universidade com a mesma consciência e senso de responsabilidade que o fundador, ele se abstém deliberadamente de realizar visitas oficiais. Na verdade, por respeito à autonomia da universidade, Shin’ichi evitou participar do evento de inauguração e da primeira cerimônia de ingresso, apesar da posição como fundador. Somente em novembro, no Festival Universitário Soka, que se converteu em sua primeira visita oficial ao campus, torna-se claro o ideal daquela universidade permeada pelo transbordante amor do fundador pelos estudantes como uma instituição centrada no aluno. Além disso, em seu discurso na cerimônia de formatura da primeira turma, Shin’ichi faz alusão ao princípio budista de que a “assembleia no Pico da Águia ainda não se dispersou” (p. 213) e explica que, “embora num certo plano nossos caminhos possam se separar, sempre estaremos juntos” (Ibidem). Em seguida, propôs que os formandos selassem o “juramento de viver com o espírito de sempre permanecer ligados uns aos outros em seus corações” (Ibidem). Com essas palavras gravadas na vida, os alunos graduados pela Universidade Soka hoje desempenham papel ativo em vários campos da sociedade no mundo inteiro. A Universidade Soka celebrará seu 50º aniversário no próximo ano. Ela foi selecionada para fazer parte do Top Global University Project, uma iniciativa do Ministério da Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia do Japão. Seus esforços ativos para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) também obtiveram reconhecimento e louvor de revistas acadêmicas, como a Times Higher Education, do Reino Unido. Desse e de vários outros modos, a missão da Universidade Soka continua se ampliando à medida que a instituição se empenha para abrir um caminho para a paz duradoura, cultivando excelentes cidadãos dedicados a prestar contribuições positivas para a sociedade. Principais trechos O verdadeiro humanismo deve estimular a harmonia entre a humanidade e a natureza ou, mais adequadamente, deve se alicerçar no princípio de que a humanidade e seu ambiente são unos e inseparáveis. (Revitalização, p. 23) É o povo que muda os rumos da sociedade e da época. A história muda quando o povo se torna sábio e se ergue como protagonista da mudança. (Revitalização, p. 25) Estudo e conquistas acadêmicas não devem ser meros instrumentos para o progresso individual. Devem ser utilizados na busca de felicidade para os outros, e o estudo universitário deve ser consagrado a servir e a contribuir para a vida daqueles que não puderam prosseguir nos estudos. (Universidade Soka, p. 96) A educação se inicia com os professores. O caráter deles é a fonte da criação de valores em que consiste a educação. Nesse sentido, os professores são os formadores do ambiente educacional. (Universidade Soka, p. 172) Um cumprimento amistoso é como bater à porta do coração de outra pessoa. O verdadeiro humanismo se encontra no calor de uma saudação. (Florescimento, p. 252) Resumo do conteúdo Revitalização Shin’ichi trata de problemas decorrentes da poluição ambiental como o surto de intoxicação por mercúrio na área de Minamata, e incentiva as pessoas afetadas. São realizados festivais culturais por todo o Japão. Shin’ichi publica uma série de poemas, entre eles Ode à Juventude. Universidade Soka A Universidade Soka é inaugurada em abril de 1971. Shin’ichi participa de vários festivais estudantis e revela um caminho para a educação humanística. Florescimento Shin’ichi passa a tirar fotos para incentivar os membros. Laços de amizade nascem em Kamakura e em Misaki, província de Kanagawa, por meio de eventos comunitários. Shin’ichi e os membros locais apoiam o trabalho de socorro aos participantes do Jamboree Mundial Escoteiro, que foram atingidos por um tufão muito forte. Nota: 1. Doenças itai-itai (dói-dói) e Minamata, relacionadas à contaminação ambiental. Itai-itai (literalmente, “ai-ai”) era causada pela ingestão de cádmio por meio de produtos agrícolas e água durante um longo período, o que acarretava alterações no metabolismo de cálcio no organismo e resultava em ossos fracos, malformados e fáceis de quebrar. Alguns ossos se tornavam tão quebradiços que podiam fraturar com um simples espirro. Itai-itai também ocasionava extrema dor nas costas, nos ombros e nos joelhos, fazendo as vítimas gritarem constantemente — daí o nome “ai- ai”. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 29 de janeiro de 2020. Volume 16 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 16 Sólido juramento Brasil Seikyo, Edição 2536, 17/10/2020, pág. 16-17 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI No dia 11 de fevereiro de2020, celebramos o 120º aniversário de nascimento do segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda. Num ensaio publicado na edição do Seikyo Shimbun de 7 de fevereiro deste ano, o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, escreveu que, ao se encontrar e realizar diálogos com importantes pensadores da mesma geração que Toda sensei nos últimos anos da vida deles, todos expressavam a grande expectativa de que a SGI edificasse um futuro repleto de esperança. Vários diálogos do presidente Ikeda com acadêmicos e intelectuais contemporâneos do seu mestre foram publicados em livro; entre os quais, Direitos Humanos no Século 21, com o presidente da Academia Brasileira de Letras, Austregésilo de Athayde; A Noite Clama pela Alvorada, com o historiador de arte francês, René Huyghe; e A Lifelong Quest for Peace [Busca Vitalícia pela Paz], com o Dr. Linus Pauling, laureado duas vezes com o Prêmio Nobel, um de Química e outro da Paz. Logo no início de sua vasta jornada de diálogos, deram-se suas interlocuções com um dos maiores historiadores do século 20, o professor Arnold J. Toynbee [que ocorreram ao longo de dez dias em Londres, em maio de 1972 e em maio de 1973]. Em março de 2020, assinalam-se 45 anos desde que esse diálogo, intitulado Choose Life (Escolha a Vida), foi publicado em japonês. O capítulo “Diálogo”, do volume 16, do romance Nova Revolução Humana, descreve de modo minucioso as conversas entre o Prof. Toynbee e Shin’ichi Yamamoto [pseudônimo de Daisaku Ikeda na obra]. A diferença etária entre Shin’ichi e Toynbee, que era quase dez anos mais velho que o presidente Josei Toda, significava que tinham idade para ser pai e filho. Shin’ichi aceita o convite para realizar um diálogo com ele por sentir que “talvez Toynbee o tivesse escolhido especificamente para transmitir-lhe seu legado espiritual para o século 21” (p. 102). Shin’ichi reconhece a necessidade urgente de “esforços combinados das mentes mais brilhantes do mundo” (Ibidem) para oferecer à humanidade um caminho claro para a paz no período das três últimas décadas do século 20. Os diálogos abrangem ampla gama de temas, incluindo debates sobre o papel da religião. Toynbee expressa sua opinião de que as ameaças à existência humana só podem ser superadas por meio de “uma revolução espiritual no âmbito do indivíduo” (p. 138), transmitindo a grande esperança que ele deposita no movimento de revolução humana promovido pela Soka Gakkai. Em sua obra An Historian’s Approach to Religion [A Perspectiva de um Historiador sobre a Religião], Toynbee discute as razões que propiciaram a crescente disseminação do cristianismo no mundo todo. Ele observa que a dedicação às necessidades das massas ajudou a estabelecer uma base sólida nos anos iniciais da religião, o que, por sua vez, acarretou sua rápida expansão. Da mesma maneira, a base para a propagação mundial da Soka Gakkai se assentava na infinidade de experiências dramáticas de pessoas comuns, membros dos primórdios da organização que transformaram radicalmente sua vida apesar de serem ridicularizados, tachados de “bando de doentes e pobres”. Eles consideravam isso motivo de máximo orgulho. A devoção à felicidade das pessoas simples do povo é o compromisso imutável da Soka Gakkai. Não importando quanto a época mude, jamais devemos nos esquecer desse ponto fundamental. Sempre pensando nos membros Convicto de que 1972 seria “um ano de extrema importância, determinante para definir o rumo do fluxo magnificente do kosen-rufu no futuro” (p. 10), Shin’ichi dedica todo o seu ser a encorajar os membros. O capítulo “Coração e Alma” narra seus esforços. No dia 2 de janeiro de 1972, ocorre a primeira convenção de vários grupos universitários [abarcando estudantes e ex-alunos de universidades específicas]. Constatando que a maioria dos participantes estaria na faixa dos 50 anos no início do século 21, Shin’ichi solicita- lhes que assumam a responsabilidade pelo desenvolvimento futuro do kosen-rufu: “Confio o século 21 a vocês. Essa época será decisiva” (p. 27). Em 15 de janeiro, ele participa de uma sessão de fotos comemorativa no bairro de Shinjuku, Tóquio, a qual foi dividida em treze tomadas. Entre cada uma delas, incentivava continuamente os membros da Divisão Sênior, da Divisão Feminina e da Divisão dos Jovens. Ao se dirigir aos jovens que festejavam o Dia da Maioridade,1 ele declara: “Não obstante o que aconteça, é importante que nunca abandonem sua fé no Gohonzon nem deixem a Soka Gakkai. Eles são o caminho da verdadeira felicidade” (p. 39). Shin’ichi pensa o tempo todo no que poderia fazer para inspirar os membros, ajudá-los a se tornar líderes capazes e dignos de confiança e assegurar que, haja o que houver, eles continuem a trilhar o caminho da felicidade absoluta sem jamais abandonar a fé. O espírito fundamental no âmago de suas ações é a unicidade de mestre e discípulo, pois a voz do presidente Josei Toda ecoa constantemente dentro do seu coração. Como Ikeda sensei escreve: “Contanto que consigamos manter o exemplo de nosso mestre vivo em nossos corações, poderemos triunfar sobre nossas fraquezas pessoais” (p. 13). Ao visitar Okinawa em janeiro de 1972, ele incentiva um dos líderes: “Aqueles que trilham o caminho de mestre e discípulo do kosen-rufu jamais se verão num impasse. Por experiência própria, concluí que, quando seu espírito se une completamente com o seu mestre, uma força ilimitada irrompe” (p. 45). Shin’ichi dá tudo de si para gravar o espírito de mestre e discípulo no coração de cada pessoa que encontra. Alinhando nosso coração com o do Mestre, avancemos ao mesmo tempo em que mantemos “um diálogo diário em nosso coração” (p. 44) com ele. Benefício ilimitado e eterno O capítulo “Esvoejar” registra a história do Grande Templo Primordial,2 cuja construção foi finalizada em outubro de 1972. Com a conclusão dessa obra, a Soka Gakkai ingressou na segunda etapa do movimento pelo kosen-rufu. Alguns anos antes, por ocasião da cerimônia de assentamento da pedra fundamental [realizada em 12 de outubro de 1967], Shin’ichi selou o juramento oficial, expressando sua profunda decisão em relação ao kosen-rufu: É vital que nós, os discípulos de Nichiren Daishonin nos Últimos Dias da Lei, firmemos o sólido juramento de dedicar o máximo de nosso empenho à propagação dos ensinamentos do budismo dia após dia, mês após mês, e ano após ano com nossos olhos sempre voltados para a concretização mais breve possível desse objetivo. (p. 207) No discurso que proferiu na cerimônia de conclusão [no dia 1º de outubro de 1972], Shin’ichi reitera que o Grande Templo Primordial [Sho-Hondo] não consistia num “símbolo de autoridade religiosa, mas um prédio cuja existência era dedicada ao bem de todas as pessoas” (p. 219). Ele acrescenta que constituiria “um palácio religioso do povo, onde seriam oferecidas orações fundamentadas no respeito à dignidade da vida” (p. 220). Em outras palavras, o Grande Templo Primordial fora construído para o povo, e seu propósito fundamental era apenas e tão somente a concretização do kosen-rufu. Meros vinte e seis anos após a sua conclusão, o Grande Templo Primordial foi demolido por Nikken Abe,3 pisoteando explicitamente a sinceridade de 8 milhões de praticantes que haviam contribuído para a sua construção. Embora o prédio não exista mais, o benefício e a boa sorte acumulados pelos membros da Soka Gakkai que ofereceram doações sinceramente serão “infinitos e perenes”. O desenvolvimento atual da Soka Gakkai como uma organização budista internacional representa uma prova desse fato. Em novembro de 2013, foi concluído o Auditório do Grande Juramento pelo Kosen- rufu, em Shinanomachi, Tóquio. A dedicatória do presidente Ikeda no monumento situadono saguão é a seguinte: Esta sublime fortaleza, dedicada ao juramento conjunto de mestre e discípulo, é um local para o oferecimento de profundas orações pela concretização de um mundo pacífico, por meio da propagação dos ensinamentos e ideais humanísticos do Budismo Nichiren. Trata-se de um lugar para renovar a decisão de sermos vitoriosos em conquistar nossa revolução humana pessoal, intrépidos diante de todos os obstáculos e desafios, e de ajudar os outros a fazerem o mesmo. O propósito do Auditório do Grande Juramento pelo Kosen-rufu é que os membros o visitem e orem pela paz mundial, pela sua própria felicidade e segurança e dos outros, e também ratifiquem seu juramento pelo kosen-rufu. Esse é o significado das cerimônias realizadas lá. Na mensagem enviada para a reunião comemorativa celebrando a conclusão do Auditório do Grande Juramento pelo Kosen-rufu [ocorrida em 8 de novembro de 2013], o presidente Ikeda declarou: “O ‘grande desejo do kosen-rufu’ e a ‘vida do estado de buda’ formam um único corpo. Quando se vive em prol deste juramento, a pessoa se torna ainda mais respeitável, ainda mais forte e ainda mais grandiosa”.4 Independentemente da época, não há alegria ou honra maior para nós do que ter uma existência alicerçada no juramento de lutar em união ao lado do nosso mestre, da Soka Gakkai e dos nossos companheiros. Principais trechos Quando uma pessoa finalmente se levanta na fé, aqueles que mais se alegram e recebem os maiores benefícios são os amigos delas, as pessoas que cuidaram dela, oraram por ela e não pouparam esforços para apoiá-la. (“Coração e Alma”, p. 20) É importante ser otimista e enxergar o lado bom das coisas, avançando constantemente. Há ocasiões em que, embora tenham orado por algo, a situação não se desenrola como desejam. Lembrem-se, entretanto, que sempre existe um motivo. No fim, sentirão realmente que tudo ocorreu da melhor forma. (“Coração e Alma”, p. 32) Qual o nosso maior tesouro, do qual podemos nos orgulhar no mundo todo? É a Divisão Feminina. Em nenhum outro lugar se pode encontrar um grupo de mulheres dedicadas à justiça e à felicidade das pessoas que seja tão puro e tão forte. (“Coração e Alma”, p. 53) Os ensinamentos que abraçamos se evidenciam por meio de nosso caráter e nosso comportamento. O fato de o Budismo Nichiren ter se tornado uma religião mundial e se propagado a nações de todo o globo deve-se inteiramente ao comportamento e às ações daqueles que o praticam. (“Diálogo”, p. 112) Qualquer feito grandioso é a soma total de inúmeros passos muito bem analisados, testados e comprovados, cada um deles executados à perfeição. (“Esvoejar”, p. 211) Resumo do conteúdo Coração e Alma A partir do início de 1972, Shin’ichi se dedica a oferecer orientações a universitários e membros de vários bairros de Tóquio, assim como para membros de Okinawa e de outras províncias. Diálogo Shin’ichi parte para uma viagem pela Europa e Estados Unidos. Em maio, encontra-se com o historiador britânico Arnold J. Toynbee na casa dele em Londres. O diálogo deles engloba diversos temas, como a natureza da civilização e da religião, abrangendo cerca de 40 horas num período de dois anos, sendo posteriormente publicado em inglês com o título Choose Life (Escolha a Vida). Esvoejar Em julho, Shin’ichi encoraja membros de áreas assoladas por chuvas torrenciais. Em 12 de outubro, concluem-se as obras do Grande Templo Primordial (Sho-Hondo). Vinte e seis anos mais tarde, o prédio é demolido por Nikken Abe, que reivindicava legitimidade como sumo prelado da Nichiren Shoshu. Notas: 1. Dia da Maioridade: Feriado anual japonês para comemorar a maioridade daqueles que completam 20 anos entre 2 de abril do ano anterior e 1º de abril do ano corrente. Tradicionalmente celebrado no dia 15 de janeiro, a partir do ano 2000, foi designado para a segunda segunda-feira de janeiro. 2. Grande Templo Primordial (Sho-Hondo): Em outubro de 1972, ficou pronto o Grande Templo Principal, conhecido como Grande Templo Primordial (Sho-Hondo), no templo principal (Taiseki-ji) da Nichiren Shoshu, na província de Shizuoka. O projeto de construir esse prédio para servir como o supremo santuário indicado por Nichiren Daishonin foi iniciado por Shin’ichi Yamamoto e custeado por doações de um número incalculável de praticantes. Destinava-se a ser um imenso edifício onde pessoas comuns poderiam se reunir para orar pela paz e pela prosperidade de toda a humanidade. No mesmo mês de sua conclusão, membros de todas as partes do mundo viajaram até o Sho- Hondo para participar da magnífica cerimônia de inauguração. 3. Nikken Abe: Reivindicava legitimidade como o 67º sumo prelado da Nichiren Shoshu. 4. Brasil Seikyo, ed. 2.203, 16 nov. 2013, p. A1. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 26 de fevereiro de 2020. Volume 17 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 17 Pessoas brilhantes Brasil Seikyo, Edição 2540, 21/11/2020, pág. 14-15 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI No dia 11 de março de 2020, exatos nove anos desde o terremoto de Tohoku, o presidente Ikeda publicou um ensaio intitulado O Inverno Sempre se Torna Primavera. No fim do texto, ele nos conclama a gravar, mais uma vez, em nosso coração o famoso trecho do tratado de Nichiren Daishonin, Abertura dos Olhos, que diz: Eu e meus discípulos, ainda que ocorram vários obstáculos, desde que não se crie a dúvida no coração, atingiremos naturalmente o estado de buda. Não duvidem, mesmo que não haja proteção dos céus. Não lamentem a ausência de segurança e tranquilidade na vida presente. (CEND, v. I, p. 296) Essa passagem também é citada no capítulo “Castelo do Povo”, do volume 17, da Nova Revolução Humana, no qual participantes da Reunião Nacional de Líderes da Soka Gakkai, realizada em abril de 1973, leem-na em voz alta, juntos. Na realidade, durante a reunião nacional de líderes do mês anterior, Shin’ichi Yamamoto havia apresentado o mesmo trecho ao declarar: “Esse é o verdadeiro significado de fé. Gravem essas palavras nas profundezas de seu ser, por toda a vida” (p. 192). Hoje, mais ainda, diante dos desafios e das dificuldades imensos que o mundo enfrenta, instilemos a convicção absoluta de Nichiren Daishonin profundamente em nossa vida, orando com seriedade pela paz na sociedade e pela felicidade da humanidade, e empreendamos ações por motivação própria com sabedoria e compaixão. O ano de 1973 assinalou o início pleno da segunda fase do kosen-rufu [período no qual a sociedade passa a se harmonizar com os princípios do budismo]. Designado “Ano do Estudo”, também foi considerado “Ano dos Jovens”. Os esforços para estudar os ensinamentos de Nichiren Daishonin e para aprofundar nossa compreensão sobre princípios budistas são atitudes essenciais para um desenvolvimento dinâmico e alegre. Isso, somado à ação entusiástica dos jovens assumindo seus postos na linha de frente do nosso movimento, constitui o requisito fundamental para promover o desenvolvimento do kosen-rufu em qualquer época. Certa ocasião, dirigindo-se aos representantes da Divisão Masculina de Jovens (DMJ), Shin’ichi manifesta sua grande esperança em relação aos jovens: “Sem essa determinação automotivada de agir, a pessoa não pode se qualificar como um paladino do segundo capítulo do nosso movimento ou da Soka Gakkai” (p. 76). As atividades em prol do kosen-rufu não são obrigações, nem algo de que participamos de modo passivo porque alguém nos recomendou a fazer. Em vez disso, o importante é nos levantarmos e desafiarmos a nós mesmos com base em nosso juramento. Exatamente por serem automotivadas, nossas ações em prol do kosen-rufu nos permitem experimentaralegria genuína e crescimento pessoal. Shin’ichi inicia o ano canalizando suas energias para encorajar os membros de Tóquio, o “baluarte central” onde se localiza a sede da Soka Gakkai. Como descreve o capítulo “Campos Verdejantes”, em seguida ele muda o foco, concentrando-se no fortalecimento da organização em outras regiões e províncias do país. Shin’ichi tem clara consciência da importância de cada região adotar uma abordagem mais autônoma, desenvolvendo as próprias ideias e atividades de acordo com as necessidades e condições locais. Com esse intuito, propõe a instituição da nova posição de líder de província dentro da Soka Gakkai, e em setembro de 1973, foram realizadas, em âmbito nacional, as nomeações para essa função. A partir daí, cada província começa a tomar medidas para promover o kosen-rufu de um modo capaz de extrair e agregar os pontos fortes e as qualidades singulares delas. Além disso, em maio de 1973, foi criada a Conferência Europeia da Soka Gakkai, prenunciando o início da segunda etapa do kosen-rufu mundial. A isso se seguiu a formação da Liga Pan-americana, em agosto, e o Conselho Cultural Budista do Sudeste Asiático, em dezembro. A Soka Gakkai Internacional foi, então, estabelecida dois anos depois, em 26 de janeiro de 1975. Por todas essas iniciativas no princípio da segunda fase do kosen-rufu, Shin’ichi toma medidas importantes para impulsionar o movimento tanto no contexto local como mundial. Com o tempo, as sementes plantadas com base na determinação resoluta de fazer daquele um ano decisivo germinaram de forma gloriosa. Seguir o caminho de mestre e discípulo Para assinalar o início da segunda etapa do kosen-rufu, a Divisão dos Jovens (DJ) do Japão lança várias atividades, entre as quais uma campanha nacional de coleta de assinaturas pela abolição das armas nucleares. Quando um líder da DJ indaga o que eles deveriam ter em mente naquele momento em que a Soka Gakkai estava começando a implementar atividades abrangendo o público em geral e a sociedade como um todo, Shin’ichi responde: “Seguir o caminho de mestre e discípulo” (p. 15). E ao dar continuidade, diz: Incrementar um movimento que propague amplamente os ideais do budismo na sociedade é como a força centrífuga. Quanto mais intensa se tornar a força centrífuga, mais importante será ter uma força centrípeta focada no budismo. E o ponto central dessa força centrípeta é a unicidade mestre- discípulo (p. 15). Shin’ichi passa a descrever o laço de mestre e discípulo compartilhado pelo presidente fundador da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, e o segundo presidente, Josei Toda, acrescentando: “Eu também me dediquei de todo coração ao Sr. Toda para protegê-lo, cumprindo minha missão como seu discípulo” (p. 22). O volume 10 da Revolução Humana contém outra passagem salientando a importância de se manter fiel ao caminho da unicidade de mestre e discípulo. Nela, isso é explicado como o ato de o discípulo compreender a intenção mais íntima do mestre e tomá-la para si, de tal modo que pulse na vida do discípulo e se torne uma parte intuitiva de suas ações, manifestando-a de forma espontânea. A passagem termina com a seguinte observação: “Trata-se de um processo difícil que só pode ser concluído por meio da forte fé”. A Soka Gakkai atualmente envolve-se em ampla gama de atividades para impulsionar a paz, a cultura e a educação, como a Soka Global Action 2030, instaurada pela Divisão dos Jovens no Japão. Exatamente por estarmos promovendo um movimento tão multifacetado, jamais devemos nos esquecer do caminho fundamental de mestre e discípulo. Além disso, o capítulo “Baluarte Central”, do volume 17, da Nova Revolução Humana, retrata o caminho de mestre e discípulo como “rigoroso e árduo” (p. 22), o que torna ainda imprescindível o compromisso total de se empenhar na prática para si e para os outros. Shin’ichi nunca interrompe o diálogo interno com o presidente Josei Toda: “Estou sempre com o Sr. Toda em meu coração e me perguntando o que ele faria em determinada situação, o que diria se visse o que estou fazendo. O mestre é um modelo de conduta para a vida toda” (p. 22). Nós também podemos avançar a passos largos em nossa revolução humana, conversando constantemente com o Mestre em nosso coração. O século das mulheres Dirigindo-se a uma líder da Divisão Feminina de Jovens (DFJ) durante uma reunião de líderes de divisões da Soka Gakkai no Dia de Ano-Novo de 1973, Shin’ichi declara entusiasticamente: “O século 21 será o século das mulheres” (p. 24). Sua perspectiva é de que as mulheres “desempenhassem o seu papel ao máximo, desenvolvessem suas habilidades e se engajassem ativamente em assuntos culturais, políticos e sociais. Em outras palavras, o ideal seria que se tornassem indivíduos completos com ampla gama de talentos” (p. 86). É essa convicção que o leva a estabelecer um sistema escolar em Kansai, capaz de fornecer às mulheres uma educação que as habilitasse a empreender ações com base em seu ardente anseio pela paz. E desempenhar papéis fundamentais na sociedade tanto em âmbito nacional como global. O capítulo “Esperança” segue narrando em detalhes o lançamento do Colégio Feminino Soka, abarcando os ensinos fundamental e médio (atual Colégio Soka de Kansai de ensino misto). A maioria das primeiras estudantes a ingressar na escola de ensino médio havia nascido em 1957, ano em que Shin’ichi fora detido e preso sob falsas acusações no episódio que passou a ser conhecido como Incidente de Osaka, ao passo que as primeiras calouras do ensino fundamental 2 eram de 1960, ano de sua posse como terceiro presidente da Soka Gakkai. Desse modo, Shin’ichi não podia deixar de sentir um profundo laço cármico com aquelas turmas. Na cerimônia de ingresso, ele profere um discurso como fundador da escola, observando que, por meio dos esforços diários para viver de acordo com seus ideais, as alunas infalivelmente construiriam tradições maravilhosas que prosperariam e seriam transmitidas às gerações futuras. Gravando essas palavras no coração, o firme empenho daquelas primeiras levas de estudantes ocasionou a criação de uma linda tradição escolar que, a partir de então, tem sido passada para as sucessivas turmas. Como é relatado posteriormente no capítulo “Juramento Seigan”, do volume 30, em dezembro de 2000, durante a Reunião Nacional de Líderes realizada em conjunto com a Convenção da Divisão Feminina de Kansai para anunciar o alvorecer do século 21, Shin’ichi declara: “Seja na sociedade, seja nas organizações, onde houver respeito e valorização da mulher, haverá prosperidade” (Brasil Seikyo, ed. 2.449, 31 dez. 2018). Não há dúvida alguma de que o manancial para tornar o século 21 o “século da vida” no verdadeiro sentido se encontra na força das mulheres e em sua imensa capacidade de amar a paz e prezar a vida acima de tudo. Principais trechos Por mais profunda que seja a escuridão, quando o sol nasce, tudo se banha de luz, pois ele está sempre resplandecendo. Haja o que houver, seja sempre como o sol. (Baluarte Central, p. 55) Empreender esforços é realizar nossa revolução humana. A alegria que sentimos após o êxito é a maior de todas. (Baluarte Central, p. 73) Nosso valor como ser humano é determinado pelo fato de vivermos unicamente por nós mesmos ou labutarmos para possibilitar tanto a nossa felicidade como a do próximo. (Esperança, p. 126) Na vida sempre há dificuldades. O importante é construir um eu invencível. O caminho direto para que isso ocorra é se dedicar ao kosen-rufu cujo objetivo consiste na concretização da paz mundial e da felicidade de toda a humanidade. Se despertarem para realizar o kosen- rufu e se devotarem a essefim, a grandiosa energia vital dos bodisatvas da terra começa a se ativar no coração. Ela é poderosa e invencível, eleva e amplia o estado de vida. (Castelo do Povo, p. 235) A dúvida é a fonte da ilusão fundamental da vida, que o budismo denomina escuridão fundamental. A hesitação gera ansiedade e nos arrasta para o desespero. A fé, por sua vez, é a luta contra a dúvida que reside em nosso coração. A força para vencer advém da recitação do Nam-myoho-renge-kyo. O verdadeiro vencedor coloca a oração em primeiro lugar. (Campos Verdejantes, p. 239) Resumo do conteúdo Baluarte Central A partir do início de 1973, Shin’ichi concentra esforços para promover o kosen-rufu em Tóquio, lar da sede da Soka Gakkai. Ele realiza sessões de fotos comemorativas em vários bairros, além de fundar grupos fraternos (Kyodai-kai). Esperança No dia 11 de abril, Shin’ichi participa da cerimônia de ingresso do Colégio Feminino Soka de Kansai (ensinos fundamental e médio). Castelo do Povo Shin’ichi visita novamente os bairros Arakawa, Sumida, Ota e Toshima, em Tó- quio — que eram locais de grande significado para ele na juventude. No dia 8 de maio, parte para uma viagem à Europa. Campos Verdejantes Shin’ichi visita membros das províncias de Fukui e Gifu, incentivando-os a desenvolver um estado de vida tão vasto como os campos verdejantes que tornam a região muito conhecida. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 25 de março de 2020. Volume 18 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 18 Bússola para vencer Brasil Seikyo, Edição 2544, 19/12/2020, pág. 22/23 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI O capítulo “Avanço”, do volume 18, da Nova Revolução Humana, retrata como a crise do petróleo de 1973 abalou o Japão e o mundo. Os preços dos combustíveis dispararam por causa da guerra entre uma coalizão de nações árabes e Israel em outubro daquele ano, fazendo o Japão — e, na realidade, o mundo inteiro — entrar em recessão. No Japão, as pessoas corriam às compras movidas pelo pânico, e houve severa escassez de produtos. Mencionando o escrito de Nichiren Daishonin, Admoestação a Hachiman, Shin’ichi Yamamoto faz uma reflexão sobre a causa fundamental do caos e da confusão na sociedade [numa reunião nacional de líderes da Soka Gakkai ocorrida em novembro daquele ano], declarando que as ações das pessoas são um resultado direto do estilo de vida materialista voltado unicamente para a obtenção de máxima conveniência e conforto. Citando o trecho “Se houver praticantes do Sutra do Lótus no Japão, ele [o grande bodisatva Hachiman] deve fixar sua morada onde eles estiverem” (WND, v. II, p. 936), Shin’ichi afirma que, por meio da nossa prática budista, podemos, de fato, ativar as funções protetoras do universo e prossegue dizendo: O essencial, porém, é que nos alicercemos solidamente na recitação do Nam-myoho-renge-kyo e jamais nos esqueçamos de nossa missão de concretizar o kosen- rufu, reunindo toda força e sabedoria e nos empenhando ao máximo para encontrar uma maneira de avançar. (p. 212) Na atualidade, o mundo enfrenta uma situação de emergência sem precedentes na forma de uma pandemia da Covid-19 causada pelo coronavírus. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, descreveu-a como a crise mais desafiadora que o mundo já enfrentou desde a Segunda Guerra Mundial. Muitos de nossos companheiros, membros da organização, especialmente aqueles que se dedicam à área da saúde, estão se empenhando com todas as suas forças para proteger suas comunidades na linha de frente de combate a essa crise. Para prestar apoio a esses esforços, a Divisão dos Jovens (DJ) do Japão está dando suporte ao movimento mundial #StayHome (Fique em Casa, em tradução livre), instando as pessoas a se absterem de sair sem que haja um motivo essencial ou urgente. A publicação de bate- papos on-line entre líderes da Divisão dos Jovens e integrantes do Departamento de Saúde da Soka Gakkai sobre a Covid-19 no Japão e acerca de como as pessoas poderão navegar pelas águas turbulentas deste período de incertezas também gerou uma resposta positiva.1 Eles também lançaram o projeto colaborativo on-line Utatsuku, com o objetivo de utilizar o poder da música para inspirar esperança em face das adversidades.2 Quase no fim do volume 18, o capítulo “Voo Dinâmico” relata que, em meio ao tumulto econômico em andamento no mundo todo, os membros do Japão participam dos gongyokais de Ano-Novo em sua localidade no início de 1974, firmando a resoluta decisão de que aquele “era o momento exato em que deveriam se levantar como budistas e injetar esperança, coragem e vitalidade na comunidade” (p. 224). De fato, nossa fé e prática budista nos propiciam a força para transformar qualquer adversidade num trampolim para um novo avanço. Seikyo Shimbun: uma bússola num mundo turbulento Neste momento em que as atividades da Soka Gakkai se encontram limitadas em virtude das restrições emergenciais implementadas para prevenir a disseminação do coronavírus no Japão, o Seikyo Shimbun está desempenhando um papel ainda maior em nos ligar e nos manter juntos. No ensaio Fortaleza do Jornalismo da Afirmação da Vida, publicado em 20 de abril, o presidente Ikeda salienta: “O Seikyo Shimbun tem a missão monumental de transmitir a sabedoria para transformar veneno em remédio e criar valor”. Afirma também que o jornal deve exercer um papel de liderança na produção de artigos que encorajem, empoderem e “unam o coração das pessoas para que possam superar os desafios que enfrentam”. No capítulo “O Rugido do Leão”, Shin’ichi estabelece diretrizes para o Seikyo e oferece orientação para as pessoas envolvidas em sua publicação. Numa reunião nacional de correspondentes Seikyo, realizada em 3 de maio de 1973, ele lembra aos repórteres que nunca devem tratar os leitores como anônimos desconhecidos, mas como queridos amigos, solicitando-lhes que “atendessem com flexibilidade às necessidades dos leitores” (p. 55), compartilhando das alegrias deles quando eles estivessem felizes, proporcionando incentivos quando estivessem tristes, auxiliando-os a voltar aos trilhos quando estivessem confusos e protegendo-os quando estivessem se sentindo fracos. Desse modo, o volume 18 revela que nosso mestre teve participação direta na fundação e no desenvolvimento do Seikyo Shimbun. Setembro passado [2019], o presidente Ikeda visitou o recém- concluído Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai em Shinanomachi, Tóquio, registrando uma nova página nos anais da história do periódico, que em 20 de abril celebrou seu 69º aniversário. Um monumento de pedra que fica na entrada do Centro Mundial Seikyo ostenta uma dedicatória oferecida pelo presidente Ikeda, com os seguintes dizeres: Da perspectiva do budismo, o Seikyo Shimbun possui uma missão profunda e solene. Estou convicto de que o rugido de leão da luta conjunta de mestre e discípulo unidos por um propósito comum emanará eternamente a partir desta “grande fortaleza da escrita. Nesta época de grande incerteza e ansiedade, espero que o Seikyo continue a atuar como uma “bússola para guiar as pessoas num mundo turbulento” (p. 160), e cumpra sua missão como um jornal verdadeiramente humanístico fazendo ecoar o rugido de leão de mestre poderoso, intrépido e repleto de esperança de mestre e discípulo. Reciprocidade A ética da reciprocidade — sentir gratidão pela bondade demonstrada a nós e demonstrá-la ao outro — constitui uma norma social amplamente aceita por todos. Daishonin escreve: “Então, o que podemos dizer das pessoas que estão se devotando ao budismo? Com certeza, elas não devem se esquecer das dívidas de gratidão que têm para com seus pais, seus mestres esua nação” (CEND, v. I. p. 722). Embora não possamos escolher nossos pais ou o país onde nascemos, temos a opção de buscar e decidir quem será nosso mestre. O capítulo “Gratidão ao Mestre” narra histórias e lutas dos membros da Soka Gakkai que escolheram Shin’ichi como mestre da vida. Entre eles, incluem-se os membros do grupo de treinamento da Divisão Masculina de Jovens (DMJ) — Shiraito-kai,3 criado em 1968, que mantinha sessões de orientação e de incentivos com ele periodicamente, com o coração repleto de ardente espírito de procura de aprender com o Mestre. Também há o relato de uma integrante da Divisão Feminina de Jovens (DFJ) da província de Tottori, que desafia a si mesma a fim de participar de um número de dança para um festival da Soka Gakkai realizado na região de San’in, em 1973. Ela ensaia os passos da dança Senhoritas Peras, a qual celebra as frutas que tornaram Tottori famosa, apesar da deficiência física provocada pela paralisia infantil, e se apresenta lindamente com “profunda gratidão ao presidente Yamamoto por tê-la ajudado a perceber sua missão pessoal” (p. 142). Esse capítulo também ilustra o empenho do próprio Shin’ichi em saldar a dívida de gratidão que ele possui com seu mestre, Josei Toda. Após a sua nomeação como terceiro presidente da Soka Gakkai em maio de 1960, ele visita a terra natal de Toda sensei, a Vila Atsuta, em Hokkaido. Os membros da organização daquela localidade testemunham em primeira mão a profundidade da dedicação de Shin’ichi e resolvem corresponder de forma condigna. Decidem proteger, como representantes dele, a terra natal de Josei Toda e começar a promover o kosen-rufu na vila com seriedade, alinhando o coração com o do mestre, indagando constantemente a si mesmos o que o presidente Yamamoto faria em cada situação. Os esforços diários consistentes dos membros de Atsuta resultam na construção de laços de confiança sólidos e amplos em relação à Soka Gakkai, a ponto de, em setembro de 1973, eles conseguirem convidar Shin’ichi para um evento comunitário promovido pelos moradores de lá. Antes do ensejo, Shin’ichi também doou livros a escolas e bibliotecas locais, dando continuidade à tradição que havia iniciado junto com seu mestre quando ele estava vivo. O desenvolvimento do kosen-rufu em Atsuta pode ser considerado um testemunho das ações empreendidas tanto por Shin’ichi como pelos membros locais para saldar a dívida de gratidão com seus mestres. O capítulo “Gratidão ao Mestre” esclarece: Aqueles que sempre têm o mestre no coração ao enfrentar as batalhas da vida são fortes. Quando assumimos para nós o resoluto compromisso do mestre em relação ao kosen-rufu, podemos evidenciar a mesma condição de vida que a dele e revelar um potencial infinito. (p. 111) O caminho da unicidade de mestre e discípulo é o espírito fundamental da Soka Gakkai; é o cabo de segurança do kosen-rufu. Ao longo da vida toda, o presidente Ikeda manteve-se firme em suas ações para saldar sua dívida de gratidão com o presidente Josei Toda. Em essência, saldar a dívida de gratidão com o mestre significa, assim como consta nesse capítulo, os discípulos se desenvolverem “a ponto de ultrapassarem seus mestres, devotando-se com seriedade em prol da Lei e trabalhando para a melhoria da sociedade”. Gravando solidamente no coração o espírito dos três presidentes fundadores, permaneçamos fiéis ao caminho de mestre e discípulo e vivamos com o orgulho de sermos discípulos do presidente Ikeda. Principais trechos Quando reconhecemos nossas limitações e imperfeições e começamos a realizar esforços compenetrados para suplantá-las, elas passam a brilhar como pontos positivos. (“O Rugido do Leão”, p. 14) Permanecer como um espectador passivo, que só fica do lado reclamando é uma atitude destrutiva. A menos que se levantem e tomem a iniciativa, não se poderá esperar que cresçam como pessoas e contribuam para o kosen-rufu. (“O Rugido do Leão”, p. 78) Problemas estão sempre presentes na vida. Entretanto, se recitarem com toda seriedade e sinceridade quando a situação parecer desafiadora ou dolorosa, essas dificuldades se converterão em nutrientes para o seu crescimento e servirão como um trampolim para o seu progresso. (“Gratidão ao Mestre”, p. 97) Não podemos pedir para os outros que o transformem [nosso carma] para nós. Somente por meio da fé́ sincera e fervorosa poderemos extinguir as nuvens da ignorância fundamental e fazer o sol do estado de buda se elevar radiantemente em nosso coração. (“Avanço”, p. 172) A fé genuína é, na realidade, a força propulsora para todos os nossos empreendimentos. Ela nos permite ativar nosso poder interior, que nenhuma dificuldade é capaz de derrotar, e nos fortalece como indivíduos. (“Avanço”, p. 178) O progresso do kosen-rufu não depende das circunstâncias. Contanto que haja membros repletos de alegria, convicção e senso de missão, o grande caminho do avanço sempre se abrirá. (“Voo Dinâmico”, p. 259) Resumo do conteúdo O Rugido do Leão No verão de 1973, o romance de Shin’ichi Revolução Humana é adaptado para o cinema. Ele oferece, pessoalmente, treinamento para os jornalistas do Seikyo Shimbun. Gratidão ao Mestre Shin’ichi participa de cursos de aprimoramento e, depois, visita Hokkaido, terra natal do seu mestre, para incentivar os membros da localidade. Na sequência, realiza uma viagem de orientações percorrendo as províncias de Saitama, Shimane e Tottori e, em novembro, Tochigi. Avanço Shin’ichi realiza uma viagem de orientações para Shikoku. Em Tóquio, incentiva membros que estavam travando uma árdua batalha em meio à recessão. Voo Dinâmico Em 1974, Shin’ichi incentiva membros da Divisão dos Jovens de Kyushu que estavam se empenhando para ser bem-sucedidos na vida diária. Ele visita a Universidade de Hong Kong e a Universidade Chinesa de Hong Kong. Notas: 1. Disponível em: http://www.sokayouth.jp/stayhomepj/en/. Acesso em 11 dez, 2020. 2. Disponível em: https://youtu.be/KqwrUbiVGjM. Acesso em 11 dez, 2020. 3. Grupo Shiraito: Grupo da Divisão Masculina de Jovens, cujo nome se deve às Cataratas de Shiraito (Fios Brancos), localizada perto do templo principal, na cidade de Fujinomiya, prefeitura de Shizuoka. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 22 de abril de 2020. http://www.sokayouth.jp/stayhomepj/en/.%C2%A0 https://youtu.be/KqwrUbiVGjM Volume 19 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 19 Arco-íris da esperança Brasil Seikyo, Edição 2548, 30/01/2021, pág. 24e25 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI O capítulo “Arco-íris da Esperança”, do volume 19, da Nova Revolução Humana, narra a primeira visita de Shin’ichi Yamamoto à província de Okinawa após a devolução da ilha ao Japão pelos Estados Unidos [em maio de 1972; a visita de Shin’ichi ocorreu em fevereiro de 1974]. Tendo superado os preconceitos profundamente arraigados e a falta de compreen- são em relação à Soka Gakkai, os membros de Okinawa vinham promovendo o movimento pelo kosen-rufu de forma vigorosa cada qual em sua comunidade. Além da ilha principal de Okinawa, Shin’ichi visitou as ilhas periféricas, com o intuito de acender a “chama da inspiração no coração de cada membro de Okinawa, que os impulsionaria ao crescimento dinâmico” (p. 10). Como se desejassem celebrar o sólido laço entre Shin’ichi e os membros de Okinawa, arco-íris adornaram o céu durante cada uma de suas visitas às ilhas de Ishigaki e de Miyako, bem como à cidade de Nago na ilha principal. Ele se vale desses momentos em que os arco-íris pontuam o céu como uma linda obra-prima para incentivar os membros: Por mais intensa que seja a escuridão, por mais fustigantes que sejam as rajadas de ventos, peço-lhes quemantenham no coração o arco-íris da esperança e avancem com disposição inabalável. O arco-íris é um símbolo de esperança, ideais e nobres intenções. E a fé é a fonte de todos esses fatores. (p. 81) Quando nos deparamos, principalmente, com tempos difíceis, devemos nos agarrar ao arco-íris dentro do nosso coração ao mesmo tempo em que criamos um “arco-íris da esperança” no coração dos outros — essa é a sinceridade de Okinawa e o espírito Soka. Em maio deste ano [2020], o “arco-íris do incentivo” Soka exibiu suas cores de forma ainda mais radiante, dissipando a escuridão que a sociedade ora enfrenta. Visando o 3 de Maio, Dia da Soka Gakkai, a Divisão dos Jovens (DJ) lançou um projeto colaborativo para a composição de canções denominado Utatsukuru. A partir do desejo da Divisão dos Jovens de encontrar um modo de inspirar a esperança em meio à pandemia da Covid-19, eles se conectaram virtualmente com participantes de diferentes países e gerações para criar uma nova canção com o nome de Step Forward.1 A letra expressa o desejo comum dos jovens de construir o arco-íris da esperança no coração das pessoas: We don’t need the rain For tomorrow to blossom The hope for the future is in you and me Não precisamos da chuva Para que o amanhã floresça A esperança do futuro está em você e em mim2 De 5 de maio a 30 de junho,3 a Divisão dos Estudantes do Japão foi estimulada a participar do projeto intitulado Rainbow Challenge Toward 2030 [Desafio Arco-íris Rumo a 2030]. Como as crianças atualmente estão passando a maior parte do tempo em casa, o projeto manifesta o ensejo de que se desenvolvam de forma mais ampla assumindo sete desafios. Um deles é descobrir mais sobre a história da família no que se refere à fé. Trata-se de uma grande oportunidade para os pais compartilharem com os filhos momentos pessoais decisivos para a compreensão da relação de mestre e discípulo e a crônica familiar das atividades em prol do kosen-rufu. No capítulo “Arco-íris da Esperança”, Shin’ichi discorre sobre o esforço necessário para estimular a vida das crianças: É nos envolvendo ativamente na vida dos nossos filhos, cultivando-os com muito carinho e atenção e dando o máximo de nós para lhes ensinar o que eles necessitam saber que eles crescem. Pais que negligenciarem esse aspecto crucial da criação dos filhos só colherão o que plantaram. (p. 40) O desenvolvimento futuro do kosen-rufu começa com a edificação de um arco-íris de sucessores Soka em nossa família. Século 21 — o século da vida O volume 19, da Nova Revolução Humana, também relata em detalhes visitas de Shin’ichi a várias instituições de ensino estrangeiras como a Universidade do Panamá, a Universidade Nacional de San Marcos no Peru e a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), movido pela convicção de que universidades são a base de uma nação e intercâmbios acadêmicos com universidades do mundo se “converteriam numa caudalosa e perene torrente de paz e cultura” (p. 97). No dia 1º de abril de 1974, na UCLA, Shin’ichi profere sua primeira palestra oficial numa universidade fora do Japão. Nesse discurso histórico, intitulado “Rumo ao Século 21”, Shin’ichi declara que o “o século 21 deveria ser o século da vida, o século em que a vida deveria ser valorizada o máximo” (p. 166). Fundamentadas na filosofia de vida budista, suas palavras destacam sua caracterização da natureza essencial da civilização contemporânea como se fosse governada pelos desejos e apegos, e proveem importantes diretrizes para toda a humanidade em seu enfrentamento dos imensos desafios do século 21. Como discípulos do presidente Ikeda, acatemos com profunda seriedade o fato de que a força propulsora de seu empenho no intercâmbio educacional sempre foi seu sentimento de orgulho de ter se graduado na “Universidade Toda”, onde recebeu uma educação ampla e extensa diretamente do presidente Josei Toda. No capítulo “Luz do Sol”, durante um diálogo com representantes da Divisão dos Jovens dos Estados Unidos, Shin’ichi declara: “Posso afirmar que a Universidade Toda era a melhor universidade do mundo. Acredito que, como aluno exemplar dessa instituição, tenho a responsabilidade de demonstrar amplamente esse fato” (p. 205). Antes de proferir sua palestra na UCLA, Shin’ichi diz ao presidente Josei Toda em seu coração: “Hoje, como seu representante, (...) promulgarei nossa filosofia Soka ao mundo. Por favor, observe seu discípulo em ação” (p. 162). Por meio de suas ações incessantes, Shin’ichi se empenha em demonstrar que a Universidade Toda — uma universidade sem um único prédio — era de fato “a melhor universidade do mundo” (p. 205). Esses esforços, que se baseiam no desejo sincero de enaltecer o seu mestre, frutificaram e resultaram em um total de 32 convites para proferir palestras e a outorga de 396 graus e títulos honorários por parte de universidades e instituições do mundo todo. Este ano assinala o 70º aniversário desde que as aulas na Universidade Toda se iniciaram e, neste mês, também se comemora o 45º aniversário da outorga do primeiro doutorado honorário ao presidente Ikeda pela Universidade Estatal de Moscou. “Ao mencionar o fato de ser discípulo de Josei Toda, um incomparável orgulho e alegria transpareciam em Shin’ichi” (p. 100). De fato, a maior fonte de coragem e alegria reside em nossas ações para promover as magníficas realizações do nosso mestre. A relevância do projeto da publicação antiguerra Em novembro de 1972, na Reunião Nacional de Líderes da Soka Gakkai, Shin’ichi clamou aos jovens: Os povos de todas as nações do mundo têm o direito de viver. Este é o momento para que surja um movimento de pessoas conscientes desse direito inerente. Conto com a Divisão dos Jovens para tomar a iniciativa de criar esse movimento. (p. 225) Esse discurso inspirou os jovens a lançar um projeto de publicação antiguerra. Os membros da Divisão dos Jovens de Okinawa foram os primeiros a desenvolver um plano para implementá-lo, e adotaram uma resolução na Convenção da DJ de Okinawa, em maio de 1973, que incluía um projeto de publicação de relatos de pessoas que vivenciaram experiências de guerra. Durante a sua visita a Okinawa em fevereiro de 1974, Shin’ichi ofereceu sugestões ao coordenador do comitê de publicações antiguerra da Divisão do Jovens de Okinawa, frisando que se a filosofia budista se tornar “parte efetiva da vida dos líderes mundiais e das pessoas de todos os recantos, as guerras deixarão de existir, e problemas como pobreza, fome, doenças e violações dos direitos humanos não permanecerão mais sem solução” (p. 249). Salienta também que o direito à vida deve ser sustentado por uma sólida filosofia e que o budismo ensina o princípio fundamental da inviolabilidade da vida. Em junho daquele ano, a DJ de Okinawa lançou Uchikudakareshi Urumajima [Urumajima Dilacerada pela Guerra]4 como o primeiro volume das publicações antiguerra da Divisão dos Jovens da Soka Gakkai. Posteriormente, o projeto estendeu-se para Hiroshima, Nagasaki e para outras províncias do Japão. Desde a declaração do presidente Josei Toda em defesa da abolição das armas nucleares em 1957, são os integrantes da Divisão dos Jovens que vêm gerando uma onda crescente de atividades fundamentadas no humanismo budista para concretizar o ideal do seu mestre. Exemplo disso pode ser observado numa declaração apresentada à Divisão do Jovens da SGI-Estados Unidos pelo Conselho do Condado de Allegheny na Pensilvânia [em 2008] em reconhecimento à contribuição social prestada pela organização, citando o fato de que, junto com o presidente Ikeda, os jovens da SGI possuem a missão e a responsabilidade de estabelecer uma filosofia humanística na sociedade. Cuidemoscom carinho da Divisão dos Jovens que detém tão grandiosa missão e ampliemos a rede de apoio e de incentivo liderada pelos jovens. Essa é a maneira concreta de pôr em prática a seguinte orientação do nosso mestre: “O grande empreendimento da concretização da paz só poderá ser efetuado se os jovens da geração mais nova se levantarem. Para construir a paz perene, os jovens e o potencial que eles abrigam devem ser cultivados (p. 252) Principais trechos Os reflexos da política e da economia são sempre muito evidentes na vida cotidiana do povo. A verdade não se encontra nos comentários dos intelectuais e dos críticos, mas no testemunho dos cidadãos comuns. (“Arco-íris da Esperança”, p. 12) Circunstâncias e condições mudam constantemente. A época muda, assim como as perspectivas e sentimentos das pessoas. Para assegurar que nosso movimento pelo kosen-rufu continue avançando, devemos iniciar, de forma consistente, novos desafios. (“Arco-íris da Esperança”, p. 13) Desperdiçar tempo é desperdiçar vida. A criação de valor se inicia com o uso eficaz do tempo. (“Canção do Triunfo”, p. 93) Prezar as pessoas e acender a luz da coragem e do senso de missão no coração delas, capacitá-las a evidenciar a felicidade genuína do interior de sua vida — esse é o grandioso caminho do kosen-rufu. (“Canção do Triunfo”, p. 126) Kosen-rufu é outro nome para a concretização da paz perene. Os esforços para a reconstrução da Soka Gakkai no rescaldo da Segunda Guerra Mundial derivavam-se da determinação resoluta de Josei Toda de erradicar as guerras. Desse modo, orar e lutar pela paz consistem no espírito essencial da Soka Gakkai. (“Luz do Sol”, p. 213) Aquilo que aprendemos em cada encontro e acontecimento é muito importante. Nossa capacidade de sentir empatia pelos outros começa com a aptidão para imaginar o sofrimento deles. A consideração pelos demais é a materialização da capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. (“Torre de Tesouro”, p. 282) Resumo do conteúdo Arco-íris da Esperança Em fevereiro de 1974, Shin’ichi viaja para Okinawa pela primeira vez após as ilhas terem sido devolvidas para a administração japonesa. Ele visita as ilhas de Ishigaki e de Miyako, bem como a cidade de Nago ao norte de Okinawa. Canção do Triunfo Shin’ichi viaja para três países das Américas do Norte, Central e do Sul. No Panamá, encontra-se com o presidente Demetrio Basilio Lakas. No Peru, promove intercâmbios culturais e educacionais. Luz do Sol Shin’ichi profere sua primeira palestra internacional na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Participa de várias reuniões, entre as quais a Convenção Geral da América, e concentra-se em treinar os jovens. Torre de Tesouro A Divisão dos Jovens de Okinawa, Hiroshima, Nagasaki e outras províncias publicam depoimentos de experiências vividas durante a Segunda Guerra Mundial, totalizando oitenta volumes e criando ondas de inspiração pelo país. Shin’ichi participa de uma reunião de palestra realizada para membros com deficiência visual Notas: 1. Disponível em: https://youtu.be/KqwrUbiVGjM. 2. Em tradução livre. 3. Esse artigo foi publicado no Seikyo Shimbun, edição de 27 de maio de 2020. 4. Urumajima: Antigo nome das ilhas de Okinawa. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 27 de maio de 2020 . https://youtu.be/KqwrUbiVGjM Volume 20 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 20 Força para o diálogo Brasil Seikyo, Edição 2552, 20/02/2021, pág. 14-15 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI O volume 20, da Nova Revolução Humana, retrata a primeira viagem de Shin’ichi Yamamoto à China e à União Soviética, seguida de sua segunda visita à China, todas elas ocorridas em 1974, no decorrer de um período de seis meses. Esse volume mostra como a Soka Gakkai, organização religiosa fundamentada no Budismo Nichiren, conseguiu manter diálogo com a China e com a União Soviética, países de ideologia marxista-leninista que nega o valor da religião. Na época, as relações internacionais estavam cada vez mais complexas: as tensões da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética permaneciam elevadas, ao passo que a China e a União Soviética atracavam-se por conflitos ideológicos. Diante desse cenário, em 1968, Shin’ichi havia apresentado uma proposta para a normalização das relações diplomáticas entre Japão e China. Essa iniciativa se baseava em sua convicção de que a amizade sino-japonesa ajudaria a amenizar as tensões entre Leste e Oeste que vinham se desenrolando na Ásia e, no futuro, levariam à solução das tensões em âmbito mundial. Shin’ichi enfrentou uma enxurrada de críticas em virtude dessa proposta, alguns chegando a questionar por que um líder religioso deveria “vestir a gravata vermelha” (p. 13). No entanto, ele se manteve inabalável em sua convicção de que não se pode lutar realmente pela paz a menos que esteja disposto a assumir todos os riscos envolvidos. De sua parte, o compromisso com a tarefa de melhorar as relações entre os dois países era incondicional. A Soka Gakkai e os ardentes esforços de Shin’ichi pela paz atraíram a atenção dos líderes chineses e dos soviéticos. Seu plano de visitar esses países ganhou forma em dezembro de 1973 e se concretizou no ano seguinte. O propósito da viagem não era promover o budismo em países soviéticos, tampouco se envolver em negociações políticas. Antes, buscava dar os primei ros passos para direcionar um mundo que estava dividido em blocos antagônicos rumo à harmonia e à paz. Como budista, seu maior objetivo era ajudar a unir um mundo despedaçado por interesses e ideologias nacionais. Shin’ichi acreditava realmente que, “independentemente do sistema social ou político do país em que vivemos, somos todos seres humanos que nutrem o desejo comum de paz e prosperidade para todos os concidadãos” (p. 52). Respondendo às perguntas sobre a razão de sua visita àqueles países socialistas, ele declarou: “Vou para me encontrar com pessoas (...) Estou realizando essa viagem para construir pontes de amizade unindo o coração das pessoas” (p. 130). Suas sólidas convicções é que o motivavam a manter diálogos em prol da paz com a China e a União Soviética. Estender a mão para o outro lado Em maio de 1974, Shin’ichi parte para sua primeira viagem à China, com a decisão no coração de se tornar “uma ponte da amizade” (p. 129) ligando a China e a União Soviética. Essa determinação se fortalece por meio dos vários encontros que ele tem com pessoas dos dois países. Por exemplo, quando esteve numa escola de ensino fundamental em Pequim, testemunhou alunos cavando uma trincheira profunda para a construção de classes subterrâneas e se preparando para um eventual ataque soviético. Lembrando-se imediatamente dos abrigos antiaéreos que foram escavados por toda a sua vizinhança durante a Segunda Guerra Mundial, decide, no fundo do coração, fazer tudo o que puder para prevenir hostilidades entre os países. Em outro episódio, durante a sua primeira viagem à União Soviética em setembro daquele ano, Shin’ichi conhece um museu na entrada para o memorial no cemitério em Leningrado (atual São Petersburgo) e expressa repúdio e indignação pela perversidade da guerra. Por manifestar empatia pelo sofrimento devastador suportado pelas pessoas comuns dos dois países, sente-se impelido a realizar diálogos, um após outro, com líderes chineses e soviéticos, entre eles o primeiro- ministro chinês Zhou Enlai, além de educadores, intelectuais e jovens. Pouco a pouco, a harmonia da compreensão mútua que transcende estruturas sociais e políticas começa a repercutir na vastidão daquelas terras. Durante a primeira visita de Shin’ichi à China, um representante da Associação da Amizade Sino-Japonesa lhe assegura: “Acredito quea China jamais invadirá outro país” (p. 48). Posteriormente, numa interlocução com o primeiro-ministro soviético Aleksey Kosygin, Shin’ichi emite sua honesta impressão sobre a visita à China, e a resposta de Kosygin é a seguinte: “Sinta-se à vontade para informar aos líderes da China que a União Soviética não atacará o país deles” (p. 213). Quando esteve na China pela segunda vez, em dezembro de 1974, Shin’ichi transmite a mensagem de Kosygin a várias autoridades chinesas, entre as quais o vice-primeiro-ministro Deng Xiaoping, que atuava como uma ponte entre os dois países. No capítulo “Construindo Pontes”, Shin’ ichi pondera: “Quando expressamos a verdade corajosamente, conseguimos abrir a porta do coração dos outros e permitimos que a luz do espírito resplandeça intensamente. É assim que se cultivam sementes de confiança” (p. 163). De fato, a postura de Shin’ichi de manter um diálogo franco e sincero ajudou a abrir os corações que estavam fechados, criando uma via para a confiança. O escritor e comentarista político Masaru Sato abordou recentemente a diplomacia alicerçada no diálogo adotada pelo presidente Ikeda numa série intitulada “Estudos sobre Daisaku Ikeda”, a qual está sendo veiculada na revista semanal japonesa AERA. Na edição de 22 de junho, ele expressa que, quando revolucionários políticos esbarram num muro, fazem o que podem para derrubá-lo. O presidente Ikeda, contudo, estende a mão para os que se encontram do outro lado do muro e os convida a dialogar. Por meio do diálogo, tenta criar aliados e cultivar a compreensão entre aqueles que mantêm posições e perspectivas diferentes. Realmente, a despeito das diferenças, Ikeda sensei persistiu em construir redes de paz e de humanismo com pessoas de diversos os estilos de vida. Quando buscamos o diálogo, removemos todas as barreiras e fronteiras entre nós. Um trabalho de paciência e persistência Ao contrário das expectativas de Shin’ichi, as relações sino-soviéticas continuaram a se deteriorar após a sua primeira visita a cada um dos países. Apesar de seus esforços não produzirem frutos de imediato, Shin’ichi recusa-se a abandoná-los. Afinal, como expõe o volume 16, ciente da crescente tensão entre Estados Unidos e União Soviética e entre China e União Soviética, o professor Arnold J. Toynbee, maior historiador britânico do século 20, confiara a Shin’ichi a tarefa de dialogar com todos os líderes desses países, com a esperança de que, assim, um dia isso possibilitaria o diálogo entre eles. Depois de retornar de sua primeira viagem à China e à União Soviética, Shin’ichi continua a edificar e a aprofundar o diálogo com líderes de ambos os países. Quando autoridades chinesas lhe solicitam que se abstenha o máximo de visitar a União Soviética para não pôr em risco seus esforços para fortalecer a amizade sino-japonesa, sua resposta é: “Amo a China. Ela é muito preciosa para mim. Ao mesmo tempo, amo todas as pessoas. Toda a humanidade é preciosa” (p. 270). Guiado por sua crença na natureza de buda que reside dentro das pessoas, e convicto de que, no âmbito mais fundamental, todas desejam a paz, Shin’ichi se mantém firme no caminho do diálogo. Dezesseis anos mais tarde, esses esforços para servir de ponte entre China e União Soviética finalmente começam a prosperar. Em maio de 1989, ocorre, de fato, uma reunião entre o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, e o presidente da Comissão Militar Central e governante da China, Deng Xiaoping, e eles anunciam a normalização das relações bilaterais. Shin’ichi fica muito feliz com a notícia. Nem toda flor que se planta desabrocha imediatamente. Mas, com convicção ferrenha e ação persistente, nossos ardentes esforços com certeza frutificarão. Como enuncia o capítulo “Laços de Confiança”, “Grandes conquistas são obtidas mediante o acúmulo constante de várias pequenas e inconspícuas ações” (p. 276). Esse capítulo também contém a seguinte decisão do nosso mestre: “O kosen-rufu representa a materialização da felicidade da humanidade e da paz mundial. Como budista, continuarei trabalhando de corpo e alma para atingir esse objetivo” (p. 273). Mantenhamos acesa no coração a poderosa chama desse mesmo ardente senso de missão ao nos empenhar para abrir amplamente o caminho da paz mundial Principais trechos O senhor está absolutamente certo. O trabalho abnegado em prol do povo e da sociedade é o espírito dos bodisatvas, o espírito do Buda; é a essência dos praticantes budistas. Sem ação, não há budismo. (“Caminho da Amizade”, p. 60) Prezar e preservar a vida são regras de ouro universais para a própria sobrevivência da humanidade. (“Caminho da Amizade”, p. 95) O relacionamento entre as nações no contexto político e econômico muitas vezes sofre interrupções e descarrilamentos em virtude de interesses nacionais. Por essa razão, Shin’ichi continuava frisando a importância de amplos intercâmbios culturais, educacionais e acadêmicos no âmbito privado, para se estabelecer a paz e a amizade bilaterais. (“Construindo Pontes”, p. 121) O budismo, que expõe que todas as pessoas possuem a natureza de buda dentro de si, também é um ensinamento sobre a soberania do povo. E o movimento da Soka Gakkai em prol do kosen-rufu designa-se a consolidar um mundo no qual os cidadãos do povo sejam os verdadeiros soberanos e possam viver uma vida feliz e realizada. (“Construindo Pontes”, p. 158) O mundo é um só, e a raça humana também. Um estender a mão para o outro e todos trabalharem juntos são uma inevitabilidade histórica. (“Construindo Pontes”, p. 183) A sinceridade tem o poder de tocar o coração das pessoas de uma maneira que transcende fronteiras nacionais. Sinceridade é o que une as pessoas. (“Laços de Confiança”, p. 245) Resumo do conteúdo Caminho da Amizade No dia 30 de maio de 1974, Shin’ichi visita a China pela primeira vez e, durante a sua estada, encontra-se com o vice-primeiro-ministro Li Xiannian. Construindo Pontes No dia 8 de setembro, Shin’ichi faz sua primeira viagem à União Soviética e, nesse ensejo, encontra-se com o gigante literário Mikhail A. Sholokhov e com o primeiro-ministro Aleksey Kosygin. Laços de Confiança No dia 2 de dezembro, Shin’ichi viaja novamente para a China e, no dia 5, encontra-se com o primeiro-ministro Zhou Enlai. Em seguida, parte para os Estados Unidos e entrega ao secretário- geral das Nações Unidas mais de 10 milhões de assinaturas clamando pela abolição das armas nucleares coletadas pela Divisão dos Jovens da Soka Gakkai. Além disso, mantém diálogo em prol da paz com o secretário de Estado Henry Kissinger. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 24 de junho de 2020. Volume 21 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 21 Broto da esperança Brasil Seikyo, Edição 2556, 20/03/2021, pág. 14-15 / Especial HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI O capítulo “SGI”, do volume 21, da Nova Revolução Humana, oferece uma descrição detalhada sobre a formação da Soka Gakkai Internacional (SGI) e o espírito que embasa sua fundação. A organização foi instituída em 26 de janeiro de 1975, durante a Primeira Conferência para a Paz Mundial, realizada em Guam. Inicialmente, a única afiliada da Soka Gakkai prevista para ser estabelecida naquele dia era a Liga Internacional de Budistas (LIB), uma organização mundial em prol da paz destinada a prover assistência e apoio mútuo a membros que residiam fora do Japão, auxiliando-os a se manter em estreita comunicação, e coordenar atividades em sintonia com o progresso contínuo do movimento da Soka Gakkai ao redor do mundo. Seu foco eram aspectos operacionais da expansão internacional. Durante os preparativos para a criação da LIB,porém, tornou-se evidente para líderes e representantes nacionais que seria necessária, também, outra organização — que mais tarde se transformou na SGI — capaz de oferecer aos membros uma orientação sólida na fé. Eles sentiam que os aspectos operacionais de suas respectivas organizações poderiam ser geridos por meio da troca de informação entre si, ao passo que para promover de fato o kosen-rufu mundial seria decididamente essencial haver um mestre com quem pudessem aprender sobre a fé e sobre o espírito da Soka Gakkai. E desejavam intensamente que Shin’ichi Yamamoto atuasse como líder central dessa entidade internacional. Após cuidadosa reflexão, Shin’ichi finalmente decide aceitar a solicitação deles. O compromisso conjunto de mestre e discípulo — cujo exemplo verificamos na ardorosa dedicação de Shin’ichi à criação de pessoas realmente conscientes e capacitadas a trabalhar em prol da paz e da felicidade da humanidade, combinada com o desejo ardente dos membros do mundo todo de buscar seu mestre no budismo — ocasionou o nascimento da Soka Gakkai Internacional. (p. 29) Hoje o mundo está sendo açoitado por tempestades de adversidades e, agora, mais que nunca, é hora de cada um de nós ratificar mais uma vez o espírito fundamental da SGI e empreender esforços ainda maiores para fortalecer o laço de mestre e discípulo dentro da nossa vida. O capítulo “SGI” retrata nossa organização como uma “rede que une pessoas de todo o mundo por meio dos laços comuns de ‘diferentes em corpo, unos em mente’. Ela resplandece como luminoso farol para a paz mundial” (p. 81). Mantendo-nos fiéis a essas palavras, empreendamos esforços ainda maiores para estreitar nossos laços de união com os companheiros do mundo inteiro e prossigamos com nosso avanço. Acontecimentos envolvendo a publicação do volume 21 A partir de 1º de fevereiro, poucos dias após a SGI ter sido fundada, um importante jornal japonês começou a publicar em série uma coletânea de ensaios autobiográficos do presidente Ikeda intitulada Watakushi no Rirekisho [Minhas Recordações], que foi lançada em forma de livro na primavera daquele ano. Esses artigos, que expressavam o ardente apelo do presidente Ikeda em defesa da paz com base em sua experiência de vida, foram bem recebidos pelos leitores. Revelavam como sua jornada de vida fora dedicada à edificação da paz duradoura no mundo, encorajando pessoas de todos os lugares a se empenhar por sua revolução humana. No capítulo “SGI”, Shin’ichi solicita aos participantes da Primeira Conferência para a Paz Mundial procedentes de 51 países e territórios que se unam a ele para selar o seguinte juramento: “O sol do Budismo Nichiren começou a despontar no horizonte. Em vez de buscarem aclamação ou glória pessoal, espero que dediquem sua nobre vida a plantar as sementes da paz da Lei Mística no mundo todo. Farei o mesmo” (p. 38). Desde essa reunião, que representou o ponto de partida da SGI, o presidente Ikeda continuou tomando a iniciativa de estreitar laços de amizade com pessoas de todos os estilos de vida e estratos sociais do mundo inteiro. Depois disso, o movimento global pelo kosen-rufu ampliou-se em ritmo acelerado. Em 2008, ano em que o volume 21 começou a ser publicado no Seikyo Shimbun, a organização abarcava 190 países e territórios, estabelecendo um importante marco em seu desenvolvimento. Esse também foi o ano em que o presidente Ikeda comemorou seu 80º aniversário. Num ensaio publicado em 1998, no qual ele define o que deseja alcançar nas décadas seguintes, o presidente Ikeda escreve: “Aos 80 anos: a conclusão das bases para o kosen-rufu mundial”. Isso converteu-se, de fato, em realidade. A partir de setembro de 2007, as reuniões nacionais de líderes da Divisão dos Jovens da Soka Gakkai ganharam um novo significado: passaram a ser realizadas com o espírito de ensejar o segundo ato do kosen-rufu. Esse fato estava intimamente ligado à fundação do Ikeda Kayo Kai, grupo de treinamento da Divisão Feminina de Jovens da SGI, no dia 16 de março de 2008. O volume 21, que estava sendo veiculado no Seikyo Shimbun na época, apresenta valiosas diretrizes para aqueles que promovem o kosen-rufu nesse segundo ato — ou seja, a importância de permanecer fiel ao caminho da unicidade de mestre e discípulo por toda a vida. Nesse volume, verificamos passagens como: “Nossa união baseia-se, de um lado, no laço inquebrantável de mestre e discípulo que se dedicam ao kosen-rufu” (p. 79), e “Devemos manter um espírito de procura ativo e extrair aprendizados por meio de um mestre” (p. 194). No volume 10, da Revolução Humana, há uma passagem que explica que, somente quando o discípulo compreende a intenção do mestre e a assimila como parte do seu próprio ser, de modo que pulse na vida do discípulo e se manifeste espontaneamente em suas ações, se pode afirmar que o laço de mestre e discípulo se apurou a ponto de eles se tornarem realmente um só. A relação entre mestre e discípulo é definida inteiramente pela atitude do discípulo; as realizações do mestre pelo kosen-rufu mundial só evidenciam seu brilho quando os discípulos são proativos e tomam a iniciativa pessoal de promover o avanço do movimento. Diálogo para construir a rede humana do bem “No exercício do diálogo, coragem e convicção são imprescindíveis. O primeiro passo consiste em decidir que manterá o diálogo, e, então, é necessário reservar tempo para isso” (p. 110). Apesar de sua agenda atribulada, esse espírito enunciado no capítulo “Diplomacia do Povo” capacitou Shin’ichi a se encontrar e a realizar diálogos expressivos com tantos líderes e pensadores de relevo mundial, como o vice-primeiro- ministro chinês Deng Xiaoping; o príncipe cambojano Norodom Sihanouk; o Dr. Aurelio Peccei, cofundador do Clube de Roma; Valentina Tereshkova, a primeira mulher a viajar para o espaço; o primeiro-ministro soviético Aleksey Kosygin; e o ex-primeiro-ministro japonês Eisaku Sato. A qualidade de um diálogo não depende de sua duração, mas da amplitude da intenção e determinação que inserimos nele. Por isso, a coragem e a convicção são tão essenciais. O que se destaca nesse capítulo são os sinceros esforços de Shin’ichi para fazer o que estiver ao seu alcance para incentivar a pessoa que se encontra diante dele. Num episódio emocionante, ele decide se tornar fiador dos cinco primeiros alunos chineses a estudar na Universidade Soka, prometendo realizar tudo o que puder para assegurar que nenhum deles tenha uma experiência decepcionante. Vendo Shin’ichi acolher os alunos chineses como preciosos membros de sua própria família, o corpo docente e os demais estudantes também se comprometem a tratá-los com o mesmo carinho e preocupação. Um trecho do capítulo “Ressonância” expressa: “A Soka Gakkai promove um movimento que almeja abrir esses corações que se fecharam e iluminá-los com a luz da esperança e da coragem por meio do fortalecimento do diálogo, consolidando, assim, uma rede humana do bem” (p. 200). Construir essa rede humana do bem constitui o propósito dos nossos esforços para dialogar. O mesmo capítulo também contém a seguinte passagem: “A Soka Gakkai dedica-se à concretização do kosen-rufu, um objetivo que, de certa perspectiva, poderia ser descrito como o processo de construção de uma sociedade alicerçada no encorajamento mútuo” (p. 200). Enquanto nos empenhamos para criar um novo normal em meio à pandemia da Covid-19 que continua persistindo — e, sobretudo, por não podermos nos encontrar com os outros pessoalmente — talvez consideremos extremamente difícil estender a mão para os demais e incentivá-los da maneira como fazíamos antes. No entanto, em vez de focar em um meio ou em uma estratégia específica para superar a barreira denão poder nos encontrar diretamente, dediquemo-nos a fortalecer nossa determinação pessoal de edificar uma sociedade alicerçada no encorajamento mútuo, independentemente das circunstâncias. Os membros da Divisão dos Jovens estão fazendo bom uso das plataformas on-line para realizar reuniões e prover incentivos mútuos. Muitos dos nossos companheiros da organização, entre eles integrantes da Divisão Sênior, também estão desafiando a si mesmos para criar novos hábitos, novas formas de incentivar, mediante cartas e telefonemas. Em um ensaio recente, o presidente Ikeda enalteceu tais esforços, dizendo: “Não há limite para o valor que podemos criar”. No capítulo “Ressonância”, encontramos estas palavras: Como podemos inspirar e incentivar os membros que estão sobrecarregados de sofrimentos e preocupações? Como podemos mudar a perspectiva deles da escuridão para a luz, do desespero para a esperança, da derrota para a vitória? Um autêntico líder do kosen-rufu é aquele que consegue fazer isso. (p. 229) Tenhamos de fato a convicção de que nossos esforços para oferecer incentivos podem realmente transformar a condição de vida das pessoas, tirando-as do sofrimento e proporcionando-lhes esperança! Principais trechos Por mais adversas que possam ser as circunstâncias no presente, se continuarmos semeando assiduamente o kosen-rufu, um dia essas sementes florescerão sem falta — ou melhor, nossa decisão deve ser a de garantir que isso aconteça. Devemos orar fervorosamente e aguardar com paciência o momento certo, além de nos esforçar para que esse dia chegue. (“SGI”, p. 46) Avançar juntos em união harmoniosa representa, em si, o triunfo de cada um sobre o egoísmo, pois não se pode construir união entre aqueles que são egocêntricos e pouco colaborativos. (“SGI”, p. 80) A árvore da amizade não crescerá tornando-se alta e robusta se a plantinha for negligenciada depois de um único encontro. Assim como os brotos precisam de água, fertilizante e cuidado paciente para crescer, a amizade é cultivada por meio de constante sinceridade e persistência. (“Diplomacia do Povo”, p. 125) Para nós, a base da oração é sempre o kosen-rufu. E o daimoku que se origina da determinação de contribuir para o kosen-rufu produz benefícios imensuráveis e ilimitados. (“Ressonância”, p. 226) Pessoas dotadas de autêntico humanismo expressam gratidão aos outros de maneira direta e pura. Não pode haver humanismo sem gratidão ou sem expressão de sentimento. (“Coroa de Joias”, p. 285) Resumo do conteúdo SGI No dia 26 de janeiro de 1975, representantes de 51 países e territórios reúnem-se em Guam para fundar a Soka Gakkai Internacional. Shin’ichi Yamamoto é aclamado presidente. Diplomacia do Povo No Japão, Shin’ichi se encontra com o ex-primeiro-ministro Eisaku Sato. Em sua terceira viagem à China, mantém diálogos com o vice- primeiro-ministro Deng Xiaoping e com o príncipe do Camboja, Norodom Sihanouk. Ressonância Depois de participar de uma reunião comemorativa do 15º aniversário de sua posse como presidente da Soka Gakkai, Shin’ichi visita a Europa, onde mantém diálogo com Aurelio Peccei, André Malraux e René Huyghe. Coroa de Joias Durante a sua segunda visita à União Soviética, Shin’ichi recebe o título de doutor honorário da Universidade Estatal de Moscou e profere uma palestra comemorativa. Ele se encontra novamente com o primeiro- ministro Aleksey N. Kosygin. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 22 de julho de 2020. Volume 22 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 22 Chave para a vitória Brasil Seikyo, Edição 2560, 17/04/2021, pág. 14-15 / Aprender com a Nova Revolução Humana HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI No dia 6 de agosto (de 2020), data que assinalou a passagem de 75 anos desde o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, o Seikyo Shimbun publicou uma entrevista com Keiko Ogura, diretora do Intérpretes de Hiroshima pela Paz. Nela, a Srta. Ogura, uma hibakusha, que na época do bombardeio tinha 8 anos, conta que houve mais duas ocasiões em sua vida nas quais ela experimentara sensações similares de medo e de apreensão: o acidente na usina nuclear de Fukushima em março de 2011 e a atual pandemia da Covid- 19. Ela salienta ainda que o espírito de Hiroshima — de jamais parar de lutar pela paz — se estende além da abolição das armas nucleares, abrangendo o amplo empenho contra tudo aquilo que imponha uma ameaça ao direito inviolável da humanidade à vida. Nesse sentido, ela solicita aos leitores que deem um novo passo adiante. Uma razão fundamental para estudarmos a Nova Revolução Humana é o fato de nos ajudar a herdar um forte compromisso com a paz, alicerçado numa perspectiva histórica por meio da qual jamais nos esquecemos do que ocorreu há 75 anos, de modo que possamos de fato abrir o caminho de uma nova era para a humanidade. O volume 22 narra eventos ocorridos em 1975, ano do 30º aniversário do lançamento das bombas atômicas sobre o Japão e o fim da guerra. Com a sólida determinação de mudar o rumo da história e converter o século 21 em um “século de paz, humanidade e glória; um século sem guerras, um século de vida”, Shin’ichi Yamamoto viaja extensivamente ao Havaí, a Hiroshima e a outros lugares para encorajar os membros Nos preparativos para a convenção nacional de líderes, realizada em Hiroshima em novembro daquele ano, ele promove vários progressos audaciosos em prol da paz. Durante um período de dezoito meses, a partir de maio de 1974, faz três visitas à China e duas à União Soviética, num esforço para construir pontes de amizade entre o Japão e esses países por meio de intercâmbios nos âmbitos da paz, cultura e educação. Em 26 de janeiro de 1975, também foi estabelecida a SGI (Soka Gakkai Internacional). Dirigindo-se aos membros da Divisão dos Jovens de Hiroshima, ele descreve o propósito por trás dessas ações: “Para mim, visitar Hiroshima é algo indissociável da luta pela paz. Faz parte do meu juramento como discípulo do meu mestre, Josei Toda” (p. 270). O que impelia Shin’ichi era o ardente desejo de corresponder ao seu mestre, segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, que travara uma luta de corpo e alma pela paz até o último momento de sua vida. O presidente Josei Toda, na verdade, havia tido um desmaio na manhã de uma viagem de orientações marcada para Hiroshima, em novembro de 1957, e não pôde realizá-la. Poucos meses antes, em 8 de setembro, ele proferira sua histórica Declaração pela Abolição das Armas Nucleares, e em novembro planejava discursar numa reunião no Memorial da Paz de Hiroshima (atualmente conhecido como Museu Memorial da Paz de Hiroshima) para suscitar uma nova onda em prol da paz. No entanto, o presidente Josei Toda, que se encontrava enfermo e cada dia mais debilitado, sofreu um desmaio na manhã de sua partida. Por essa razão, Shin’ichi, plenamente ciente do forte sentimento de seu mestre em relação a Hiroshima, sentia que não poderia pôr os pés na região sem ter alcançado um sólido histórico pessoal de ações pela paz. Conforme expõe o capítulo [“Correntezas”], os membros da localidade “sentiam que o espírito de Hiroshima era o espírito da paz, e que isso era sinônimo de espírito da Soka Gakkai. Portanto, consideravam missão sua criar uma correnteza rumo à paz mundial” (p. 115). O presidente Ikeda escolheu o dia 6 de agosto, data em que a bomba atômica foi lançada sobre Hiroshima, não apenas para iniciar, mas também para finalizar a redação da Nova Revolução Humana. Acredito que essa seja uma expressão do seu juramento como discípulo de herdar o ardente anseio do seu mestre pela paz e transmiti-la para as gerações mais novas, assegurando que o espírito de Toda sensei perdure longinquamente no futuro. Líderes mundiais reconhecem os esforços do presidente Ikeda por ele terse revelado consistentemente um pioneiro em empreender ações efetivas para a paz. Em última análise, nossas ações concretas são o que mais importa. O caminho para a paz não existe em algum lugar distante. Assim como Shin’ichi está convicto de que “o caminho para acender a chama da paz em nosso mundo turbulento reside em interagir com os outros de ser humano para ser humano” (p. 41), nós também podemos dar um primeiro passo criando laços de amizade com as pessoas bem diante de nós, em nossa respectiva comunidade e ambiente de trabalho. Espírito de procura Em agosto deste ano (2020), celebramos 73 anos desde que o presidente Ikeda se encontrou com o presidente Josei Toda pela primeira vez, acontecimento que mudaria o curso de sua vida. Desde essa ocasião, ele continuou difundindo amplamente o espírito e as realizações do seu mestre. No capítulo “Novo Século”, constatamos o seguinte trecho: “Ao tornarmos as conquistas do nosso mestre amplamente conhecidas pelo público, esclarecemos o ponto inicial de nosso movimento, pois os objetivos de que buscamos estão incorporados nos ensinamentos e na vida do nosso mestre (p. 25). Dessa maneira, contanto que os discípulos retornem aos ensinamentos do seu mestre e continuem aprendendo a partir do modo como ele viveu, nunca perderão de vista o caminho correto a seguir. No mesmo capítulo, Shin’ichi descreve seu sentimento em relação ao seu mestre ao escritor japonês Yasushi Inoue: “Josei Toda continua a viver no meu coração, onde, às vezes, ele observa em silêncio o que faço e, outras, me dá conselhos sem palavras. Nossa vida se fundira. Respiramos juntos1 (p. 49). Em resposta, o Sr. Inoue observa que a relação mestre e discípulo parece ser um tipo especial de laço humano que não depende do fato de os indivíduos terem se conhecido pessoalmente. Segundo o Sutra do Lótus, “As pessoas que ouviram a Lei habitaram aqui e ali, em várias terras do buda, renascendo constantemente em companhia de seus mestres”.2,3 No budismo, mestres e discípulos compartilham de vínculos eternos por todas as três existências — passado, presente e futuro. Eles são inseparáveis. O que importa, então, é o espírito de procura dos discípulos, a que extensão os discípulos mantêm o espírito do mestre ardendo intensamente no coração enquanto avançam juntos por uma causa comum. Quando os membros da Divisão dos Jovens solicitam a Shin’ichi que lhes fale sobre o presidente Josei Toda, com quem nunca haviam se encontrado, ele os encoraja: Quase todas as orientações de Toda sensei estão publicadas e também já falei sobre ele a vocês várias vezes. Creio que seria uma ideia melhor todos vocês pensarem nos ensinamentos dele por si sós e chegassem às próprias conclusões sobre ele e a “unicidade de mestre e discípulo” da Soka Gakkai. (p. 26) Não consigo deixar de sentir que este significativo ano, que assinala o 60º aniversário da posse de Ikeda sensei como terceiro presidente da Soka Gakkai, constitui o ensejo para aqueles que se consideram seus discípulos empreenderem esforços ainda maiores para aprender com o Mestre e transmitir o coração dele aos outros. Rumo à Convenção Mundial dos Jovens No capítulo “Tesouro da Vida”, Shin’ichi discorre sobre a missão essencial da religião, salientando que o papel da Soka Gakkai numa época de grande mudança e turbulência consiste em “prover a cada indivíduo uma fonte de vitalidade interior e instilar em cada pessoa a capacidade de ajudar a redirecionar a sociedade para um rumo estável, sólido e positivo” (p. 287). A função da Gakkai de ajudar a conduzir a sociedade para um rumo seguro nunca foi tão relevante quanto hoje, levando-se em conta a dimensão a que a ansiedade se tornou a condição predominante do mundo diante da presente pandemia e de uma série de eventos climáticos extremos Pode haver ocasiões em que tudo o que gostaríamos é de fugir da tarefa diante de nós. Nesses momentos, lembremo-nos de que “O espírito do Budismo Nichiren consiste em assumir para si a luta sincera para resolver os grandes temas que a sociedade enfrenta, baseando-se na perspectiva budista” (p. 133), a partir da nossa perspectiva inigualável como budistas; contanto que prossigamos encarando os desafios diante de nós, abriremos infalivelmente o caminho para um futuro promissor. Com o objetivo celebrar o 60º aniversário da magna data de 2 de outubro, Dia da Paz Mundial da Soka Gakkai, com a mais robusta união de jovens que o mundo já presenciou, a Divisão dos Jovens realizará uma Convenção Mundial on-line [atividade realizada em setembro de 2020. Leia na ed. 2.534, 3 out. 2020]. Visando esse dia, eles estão se esforçando sinceramente para estender apoio aos outros e expandir o círculo de amizades, mesmo em meio à crise da Covid-19 e às inúmeras adversidades que cada um enfrenta. No capítulo “Alto-Mar”, verificamos que o presidente Josei Toda costumava dizer sempre a Shin’ichi: Provavelmente, ainda levará duzentos anos para a sociedade apreciar o real valor da Soka Gakkai. Somos uma organização sem precedentes em toda a história da humanidade, e é por isso que ninguém entende quão maravilhosos somos nós. (p. 217) Estou convicto de que a vindoura Convenção Mundial dos Jovens — uma cerimônia histórica do juramento conjunto de mestre e discípulo — representará um passo poderoso na construção de uma nova história para o kosen-rufu mundial à medida que avançamos rumo ao centenário da Soka Gakkai em 2030, e além, rumo ao nosso 200º aniversário. Para tanto, prossigamos inspirando e encorajando os jovens sucessores do nosso movimento e, juntos, construamos uma magnífica rede de união solidária de jovens em nossa comunidade local. Principais trechos A unicidade de mestre e discípulo não é mera formalidade, algo da boca para fora — ela só existe quando os discípulos têm constantemente o mestre no coração. A autodisciplina e a autonomia originam-se do fato de termos o mestre no coração. (“Novo Século”, p. 14) Ao se deparar com um beco sem saída, o melhor a fazer é retornar ao ponto inicial. Para os praticantes do Budismo Nichiren, isso significa recitar Nam-myoho-renge-kyo. Como a Lei Mística é a Lei fundamental do universo, orações que invocam a Lei Mística têm o poder de fazer qualquer coisa acontecer. (“Correntezas”, p. 104) O espírito da SGI consiste em cada um se tornar um bom cidadão e a consciência de sua comunidade e país. Isso atua como uma força propulsora para edificar a paz e prosperidade da sociedade e a felicidade de todas as pessoas. (“Correntezas”, p. 142) Descobrir pessoas capazes exige que se aperfeiçoe a habilidade de identificar os pontos fortes dos outros. Para tanto, a pessoa precisa ter a humildade de vencer sua própria arrogância e estar disposta a aprender com os outros — que consiste nada mais nada menos que na luta para realizar a própria revolução humana. (“Alto-Mar”, p. 225) O papel da Soka Gakkai, bem como sua responsabilidade social, é devotar-se a uma luta espiritual, nas profundezas do nosso ser, contra forças externas como a violência e a opressão política e econômica, que depreciam a dignidade e o valor da vida humana. (“Tesouro da Vida”, p. 287) Resumo do conteúdo Novo Século O diálogo de Shin’ichi com o romancista Yasushi Inoue e o empresário e industrial Konosuke Matsushita é serializado e, então, publicado em forma de livro. Correntezas A Convenção Blue Hawaii é realizada no Havaí em conjunto com a Convenção Nacional dos Estados Unidos da América, com a presença de vários convidados ilustres, entre os quais o governador. Encontro dos valores budistas de tolerância e compaixão com o espírito aloha. Alto-Mar Shin’ichi incentiva os membros do Hato-kai (Grupo Alto-Mar), que trabalham no mar por longos períodos. Ele também se concentra em encorajar jovens entre elas membros da Divisão Feminina e estudantes universitárias e integrantes do Seishun-kai (Grupo Primavera da Juventude). Tesouro da VidaShin’ichi participa de uma convenção do Departamento de Médicos. Também comparece à Reunião Nacional de Líderes da Soka Gakkai em Hiroshima e visita Kure pela primeira vez. Notas: 1. Consulte: IKEDA, Daisaku; INOUE, Yasushi. Letters of Four Seasons, p. 34. 2. The Lotus Sutra and Its Opening and Closing Sutras, cap. 7, p. 178. 3. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. II, p. 405, 2017. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 26 de agosto de 2020. Volume 23 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 23 Despertar para a sua missão Brasil Seikyo, Edição 2564, 15/05/2021, pág. 14-15 / Aprender com a Nova Revolução Humana HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI No dia 26 de agosto deste ano [2020], após intervalo de quase seis meses, realizou-se a 46ª Reunião Nacional de Líderes da Soka Gakkai da Nova Era do Kosen-rufu Mundial, no Auditório do Grande Juramento pelo Kosen-rufu, em Tóquio. Em sua mensagem para a ocasião [leia no Brasil Seikyo, ed. 2.530,5 set. 2020], o presidente Ikeda recorda que o segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, e o presidente fundador, Tsunesaburo Makiguchi, foram presos pelo governo militarista da época da guerra por se recusarem a comprometer suas convicções religiosas. E, também, como isso levou Toda sensei a despertar para sua identidade de bodisatva da terra durante o período de encarceramento. O presidente Ikeda declara: “A Soka Gakkai nada mais é que a fileira de bodisatvas da terra convocados por essa forte determinação de mestre e discípulo”. Na mesma mensagem, ele também reitera que a década do 90º aniversário da Soka Gakkai ao seu centenário em 2030 será crucial e que devemos estar ainda mais determinados a “ocasionar uma forte mudança no destino de toda a humanidade”. Em seguida, salienta que a Convenção Mundial dos Jovens de 27 de setembro assinalará “o esperançoso início da extensa jornada de mestre e discípulo”. [leia no BS, ed. 2.534, 3 out. 2020] Essa Reunião Nacional de Líderes também testemunhou o lançamento de uma nova canção composta pelos jovens da Soka Gakkai, intitulada Eterna Jornada com Sensei [Eternal Journey with Sensei (The Song of Our Vow)]. Inspirada na Nova Revolução Humana, a letra expressa o juramento conjunto dos discípulos de levar adiante de forma incessante o espírito de revolução humana e a decisão do mestre condensada no romance. A tradição de entoar canções da Soka Gakkai sempre fez parte de nosso movimento para promover o avanço do kosen-rufu, e o capítulo “Coragem”, do volume 23, da Nova Revolução Humana apresenta uma descrição detalhada da composição da Canção da Revolução Humana (p. 188) em 1976. Aquele ano foi marcado pelo 20º aniversário da Manifestação de Osaka1 — ponto inicial da luta de Shin’ichi Yamamoto pela justiça e pelos direitos humanos — e ele decide compor uma nova canção que não apenas capte a essência do espírito e da filosofia da Soka Gakkai, mas também incite a coragem no coração dos membros, uma canção que desperte neles “o empoderamento para superarmos até obstáculos mais intimidadores” (p. 188-189). O capítulo mostra como Shin’ichi empenha-se ao máximo para encontrar a melhor forma de transmitir, com a letra da canção, o momento do despertar de seu mestre na prisão durante a guerra. Ele a escreve e reescreve várias e várias vezes, buscando exprimir esse momento de profundo despertar espiritual que constitui a pedra fundamental da convicção da Soka Gakkai, organização que avança em total consonância com o desejo do Buda. Tal empenho resultou nos seguintes versos da segunda estrofe: “Se somos realmente bodisatvas da terra, / então, temos uma missão a cumprir neste mundo” (p. 223). Assim como a Canção da Revolução Humana tornou-se uma poderosa força propulsora do movimento pela revolução humana, estou convicto de que a nova canção da Divisão dos Jovens também gerará um grande impulso para a concretização do kosen-rufu mundial e motivará os jovens em seu avanço. Um retrospecto dos dez anos desde o capítulo “Empenho Resoluto” O capítulo “Empenho Resoluto” foi serializado no Seikyo Shimbun de junho a agosto de 2010, ano do 50º aniversário da posse de Ikeda sensei como terceiro presidente e 80º aniversário de fundação da Soka Gakkai. A primeira parte foi publicada na edição de 3 de junho, mesma data em que foi realizada a reunião nacional de líderes mensal. Na véspera da atividade, o presidente Ikeda afirmou que era a hora de os membros assumirem a total responsabilidade pela Soka Gakkai, um momento crucial que determinaria o futuro da organização e que, a partir de então, não deveríamos mais esperar por suas instruções. Em seguida, na mensagem lida para os participantes na reunião, ele frisa: Agora é hora dar os toques finais em minha obra e deixar tudo para vocês. (...) Quando os discípulos se levantam com um compromisso ainda mais profundo em relação à sua missão, em resposta a orientação e instrução que receberam do mestre, isto gera um novo e dinâmico impulso para o progresso e vitória, abrindo o caminho para um futuro radiante. As palavras que abrem o capítulo “Empenho Resoluto” publicado no jornal daquela manhã expressam: “A sociedade e a época estão em constante mutação. A Soka Gakkai ingressou em uma nova era com novos centros culturais, e um fluxo ininterrupto de novos indivíduos capazes” (p. 225). Na sequência, descreve como, em agosto de 1976, Shin’ichi informa a um membro da Divisão dos Jovens de Osaka que infelizmente ele não poderia comparecer ao Festival Cultural de Kansai que eles realizariam: Chegou a hora de meus discípulos se levantarem. (...) Peço- lhes que trabalhem juntos vigorosamente para que o festival seja uma explosão de alegria, maior ainda do que se eu estivesse lá. Se puderem fazer isso, significará que são discípulos legítimos. Estarei zelando por vocês. (p. 266) Nos anos seguintes, vimos como o presidente Ikeda prosseguiu empreendendo intensos esforços para concluir todos os 30 volumes da Nova Revolução Humana. O volume 24 começou a ser serializado em 1º de outubro de 2010, com o capítulo “Ode às Mães”, e a última parte do volume final foi publicada no dia 8 de setembro de 2018. No posfácio,2 ele escreve: Meu profundo desejo é que os membros da Soka Gakkai façam da conclusão do romance Nova Revolução Humana um novo ponto de partida, levantando-se como “Shin’ichi Yamamoto”, e escrevam sua própria história brilhante da revolução humana, empenhando-se pela felicidade dos amigos por meio de ininterruptas ações indomáveis. Pode-se dizer que esses dez anos desde que “Empenho Resoluto” foi escrito consistiram num período no qual nos esforçamos para revelar nosso potencial como discípulos capazes de incentivar os outros com o mesmo coração do Mestre, em vez de simplesmente esperar os incentivos dele. Hoje, estamos enfrentando uma época repleta de grandes mudanças na sociedade. Exatamente por estarmos em meio a tempos turbulentos como estes, desafiemo-nos a seguir em frente como “Shin’ichi Yamamoto” e realizemos nossa revolução humana individual todos os dias. O início da educação Soka Embora 18 de novembro de 1930, data da publicação da obra Soka Kyoikugaku Taikei (Sistema Pedagógico de Criação de Valor) seja celebrado como o dia da fundação da Soka Gakkai, o capítulo “O Futuro” faz questão de destacar que também assinala o início da educação Soka. O ano de 1976 assistiu ao dinâmico desenvolvimento do mundo da educação Soka: com o estabelecimento da Escola de Educação Infantil Soka (p. 9) e da Divisão de Ensino por Correspondência da Universidade Soka (p. 116), seu alcance hoje se expandiu ao abranger programas de educação para a primeira infância e educação a distância. Nocapítulo “Luz do Saber”, lemos sobre o forte desejo dos presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda de oferecer oportunidades de ensino a distância. Os dois haviam implementado programas de curso por correspondência. No entanto, ambos foram forçados a encerrá-los; Makiguchi sensei, em virtude da recessão que se seguiu à Guerra Russo-Japonesa, e Toda sensei, por causa do período de inflação galopante após a Segunda Guerra Mundial. A formação da Divisão de Ensino por Correspondência constituiu, portanto, um esforço da parte de Shin’ichi para tornar o sonho deles realidade — tanto o ideal de Makiguchi sensei de uma educação a serviço da felicidade das pessoas como o anseio de Toda sensei de tornar a educação acessível a todos. Por ter cursado ciências políticas e economia à noite na Taisei Gakuin (atual Universidade Fuji de Tóquio), Shin’ichi conhecia muito bem os desafios envolvidos na educação a distância. Na esperança de que os estudantes dessa nova divisão viessem a iluminar a vida deles e a sociedade com a busca do saber, Shin’ichi oferece a eles o princípio norteador de se tornarem “a luz do saber” (p. 97). Além disso, referindo-se aos estudantes do período noturno como seus preciosos sucessores, declara: “Com o orgulho de seguirem meus passos e de trilharem o verdadeiro caminho de mestre e discípulo, os estudantes do período noturno devem se esforçar ao máximo e se aperfeiçoar” (p. 159). Este ano, por causa da pandemia da Covid-19, a Divisão de Educação por Correspondência da Universidade Soka ministrou todas as suas aulas de verão de forma on-line pela primeira vez. Participaram delas alunos do Japão e de dezoito países e territórios, registrando uma nova página na história da divisão. No momento em que assinalamos o 90º aniversário da publicação do Sistema Pedagógico de Criação de Valor, a esplêndida luz da educação Soka irradia intensamente seu brilho por todo o mundo. Principais trechos Sempre existem novos desafios. Hoje nunca é igual a ontem. Por isso é tão importante ter paixão, coragem e ação para encarar esses desafios. O esforço infatigável para solucionar um desafio mediante o processo de tentativa e erro, com o intuito de descobrir o melhor caminho para fazer algo, acaba se cristalizando como uma expe- riência muito valiosa. (“O Futuro”, p. 15) A vida é, em si, um processo de aprendizagem, e aprender enquanto vivermos é o caminho para uma vida plenamente humana. (“Luz do Saber”, p. 83) Quais são os atributos essenciais para ser uma pessoa capaz no século 21? Uma mente altamente culta, coragem e humanismo burilados por meio de adversidades. (“Coragem”, p. 162) Aqueles que mais se esforçam são os que mais crescem. Os que suportam o carma adverso também possuem a mais nobre missão. (“Coragem”, p. 167) Os integrantes da Divisão Sênior são fortes. São os pilares de ouro da família, da sociedade e da Soka Gakkai. E o esforço dos membros da Divisão Sênior é um fator decisivo na luta pela vitória do kosen-rufu. (“Empenho Resoluto”, p. 279) Resumo do conteúdo O Futuro A Escola de Educação Infantil Soka de Sapporo é inaugurada em 16 de abril de 1976 em Hokkaido, lugar com o qual os presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda possuíam forte ligação. Luz do Saber A Divisão de Ensino por Correspondência é estabelecida na Universidade Soka. Shin’ichi encontra-se com os alunos e os incentiva. Coragem O Hisho-kai (grupo de estudantes do período noturno) obtém progressos dinâmicos. A Canção da Revolução Humana é apresentada pela primeira vez. Empenho Resoluto Shin’ichi participa de seminários e cursos de aprimoramento de verão num esforço para incentivar os membros da Divisão dos Jovens. Notas: 1. Manifestação de Osaka: Uma manifestação da Soka Gakkai realizada para protestar contra a detenção injusta do presidente Ikeda, que na época exercia a função de chefe da Secretaria da Divisão dos Jovens, pela Promotoria Distrital de Osaka sob a acusação de violações à lei eleitoral em uma eleição suplementar da Câmara dos Conselheiros realizada em Osaka no início daquele ano. Foi marcada para o Ginásio Municipal de Nakanoshima, em Osaka, no dia 17 de julho de 1957, data da libertação do presidente Ikeda após passar duas semanas sendo interrogado pelas autoridades. No fim do processo judicial, que se arrastou por mais de quatro anos, ele foi totalmente inocentado de todas as acusações. 2. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 30-II, p. 359, 2020. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 23 de setembro de 2020. Volume 24 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 24 Ânimo e alegria Brasil Seikyo, Edição 2568, 19/06/2021, pág. 14-15 / Aprender com a Nova Revolução Humana HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI Com o sentimento de celebrar a passagem do 18 de Novembro, Dia da Fundação da Soka Gakkai, as integrantes do Grupo Byakuren [grupo Cerejeira, no Brasil] estão se empenhando atualmente na “Campanha de Celebração”, aqui no Japão, empreendendo redobrados esforços para manter contato com as amigas e expandir a rede de incentivos. Numa mensagem comemorativa enviada para as reuniões on-line do grupo, o presidente Ikeda expressa: A despeito do que aconteça, continuem avançando com ânimo e alegria e ampliem seus círculos de amizade, iluminando este século da Nova Revolução Humana com um coração tão puro como a flor de lótus branca e uma vida transbordante de máxima boa sorte. O capítulo “Proteção Plena”, do volume 24, da Nova Revolução Humana, contém orientações valiosas para os membros da Divisão dos Jovens (DJ) que fazem parte desses grupos de treinamento, os quais também incluem o Sokahan e o Gajokai, ajudando-os a compreender o espírito subjacente a essas atividades. Embora esses grupos tenham sido formados durante diferentes períodos da história da Soka Gakkai e sob circunstâncias variadas, eles buscam incutir nos jovens o espírito de se empenhar na prática budista com a firme convicção de que os budas e bodisatvas e, de fato, todas as funções protetoras do universo estão plenamente cientes de seus esforços. Em outras palavras, sejam ou não nossas ações reconhecidas pelos outros, os esforços que realizamos em prol do kosen-rufu, sem dúvida, se manifestarão em forma de boa sorte e benefícios na vida. Esse fato é descrito de maneira sucinta por Shin’ichi para o Grupo Byakuren: Enquanto limpam, seus atos irradiam o brilho do estado de buda. [p. 113] No dia 1º de outubro deste ano (2020), representantes do Byakuren do Japão e Cerejeira do Brasil [leia mais no Brasil Seikyo, ed. 2.535, 10 out. 2020, p. 11] promoveram uma reunião conjunta on-line, na qual ratificaram a importância da iniciativa pessoal em qualquer empreendimento, bem como o espírito de se dedicar com a convicção de que os budas e bodisatvas estão cientes das nossas ações, conforme expõe o capítulo “Proteção Plena”. É animador ver como esses valores budistas estão ganhando raízes na vida dos membros da Divisão dos Jovens do mundo todo. No capítulo “Farol”, encontramos relatos de esforços sinceros de membros pertencentes a grupos da Soka Gakkai que abarcavam executivos, moradores de conjuntos habitacionais e comunidades agrícolas e pesqueiras do Japão, estabelecidos em outubro de 1973. Na época, o mundo havia entrado numa recessão global desencadeada pelo conflito no Oriente Médio e a subsequente crise do petróleo. Muitos países também estavam sofrendo severa escassez de alimentos em decorrência de eventos climáticos extremos. Em meio a essas circunstâncias adversas, a Soka Gakkai anunciou seu tema anual para 1974 como “Ano da Sociedade” [p. 234], que foi acolhido com total receptividade pelos membros, orgulhosos e convictos de sua missão como praticantes budistas de enfrentaros desafios da sociedade de cabeça erguida, encontrar soluções e transmitir coragem aos outros. Eles viriam a expandir imensamente sua rede de confiança no ambiente de trabalho e comunidade. Independentemente da época, o trabalho de tornar o budismo relevante e aplicável à sociedade faz parte da nossa missão, e empenhar-nos em nossa revolução humana individual reside no âmago desse processo. Movimento e estudo budista Soka No tocante ao papel do estudo de budismo, o capítulo “Proteção Plena” salienta: O estudo deve ser alicerçado na vida diária e servir como um guia para a ação. O estudo torna-se uma força revitalizadora quando proporciona segurança e autoconfiança em relação à capacidade para superar as dificuldades e tribulações da vida. [p. 130] Shin’ichi tinha total consciência da necessidade de reposicionar os ensinamentos de Nichiren Daishonin de modo que cada princípio fosse compreendido sob o prisma de uma religião que existe em benefício das pessoas. Esse passo, reconhecia ele, seria crucial para tornar os ensinamentos mais acessíveis para as pessoas ao redor do mundo. Para fortalecer o movimento de estudo budista promovido pela Soka Gakkai, ele propõe que 1977 seja denominado “Ano do Estudo” [p. 105], e inicia o ano com uma preleção especial sobre a história do budismo na Convenção do Departamento de Estudo, no dia 15 de janeiro, em Osaka. Na explanação, ele discorre sobre as atribuições originais do clero e dos leigos e declara que, na época atual, é a Soka Gakkai que está desempenhando as funções de ambas as partes. Acrescenta também que, com base na doutrina budista e no propósito original imputado aos templos budistas, os prédios da Soka Gakkai podem ser considerados “templos da atua- lidade”, no sentido de exercerem as mesmas funções. No capítulo “Justiça”, do volume 27, da Nova Revolução Humana, tomamos conhecimento de que um grupo de reverendos da Nichiren Shoshu interpreta essa preleção como uma crítica de Shin’ichi em relação a eles, e a utiliza como munição contra a Soka Gakkai. Na edição da revista japonesa AERA, de 12 de outubro de 2020, em sua série de artigos intitulada “Estudos sobre Daisaku Ikeda”, publicada semanalmente, o escritor japonês Masaru Sato discute esse assunto, observando que um grupo de reverendos da Nichiren Shoshu começou a atacar a Soka Gakkai em 1977, suscitando mais controvérsias entre os dois lados. Ele pondera que os conflitos decorreram da diferença fundamental de perspectiva: o clero se considerando superior aos adeptos leigos, e a Soka Gakkai rejeitando tal hierarquia e defendendo a ideia de religião a serviço das pessoas comuns. Sato conclui que a separação da Gakkai do clero era, portanto, inevitável para que avançasse, de fato, como um movimento religioso global. Acredito que o fator determinante para o desenvolvimento da Soka Gakkai internacionalmente tenha sido nossa consistente ênfase na religião a serviço da humanidade e nossos esforços para tornar os ensinamentos budistas relevantes e aplicáveis à vida presente. Hoje, nosso movimento de estudo budista transformou-se numa força realmente robusta em todo o mundo. A série de explanações do presidente Ikeda sobre os escritos de Nichiren Daishonin “Budismo Sol — Iluminando o Mundo” é estudada pelos membros das organizações constituintes da SGI e atua como uma força propulsora de progresso. De fato, a filosofia do Budismo Nichiren pulsa vibrantemente na vida de membros comuns da Soka Gakkai como uma filosofia sólida e infalível. Nunca nos esqueçamos de que esse é um resultado dos esforços intensos de Ikeda sensei ao longo dos anos, com base em sua convicção de que “O budismo, como uma filosofia de esperança que atendia às necessidades da época, deveria ser restabelecido na sociedade moderna” [p. 168]. União entre líderes No dia 18 de outubro, participei de uma reunião de palestra on-line organizada pelos membros do Distrito Girassol, da Ilha de Shodoshima, província de Kagawa. Esse encontro virtual — a primeira tentativa deles desse tipo — foi repleto de alegria, pois muitos que não tinham conseguido estar presentes em reuniões antes puderam tomar parte nela. Por trás do sucesso da atividade estavam os esforços dos líderes de distrito e de outros que prestaram apoio. Mantendo estreita comunicação entre si e seguindo rigorosamente os protocolos de prevenção ao contágio [pelo coronavírus], eles foram ao encontro de cada membro, visitando a casa dele e oferecendo incentivos. No capítulo “Educação Humanística”, constatamos que uma das diretrizes de atividades para 1977 consistia em fortalecer os blocos da organização (equivalentes aos atuais distritos). Com esse intuito, Shin’ichi concentra-se nessa unidade da linha de frente da organização e encoraja os líderes desse nível. “O mais importante é a união entre esses líderes” [p. 171], expressa ele, salientando que os líderes devem se empenhar juntos e estimula cada membro. Acrescenta também: Quero que sejam os meus representantes, conversem com eles, ouçam seus problemas, unam as forças deles, inspire-os e incentive-os calorosamente. Pensem no que eu faria, como presidente da Soka Gakkai, como os encorajaria, e, então, esforcem-se para me superar nesse sentido [p. 172] Shin’ichi reitera várias vezes a importância do incentivo. Quando falamos em fortalecer cada distrito, o que realmente importa é encorajar cada membro sem exceção, pois “O coração humano é o que move tudo” [p. 173]. O presidente Ikeda conclui seu editorial para a edição do Daibyakurenge de outubro de 2020 com este breve poema: Incentivo, a luz preciosa iluminando um cantinho do mundo, assegurará que o espírito dos bodisatvas da terra perdure pelo eterno futuro. “É no distrito que cumpriremos nosso juramento pelo kosen-rufu” — com esse espírito, dediquemo-nos, cada um de nós, a incentivar os outros, fazendo nossos distritos resplandecerem como a luz da esperança de nossas comunidades. Principais trechos Não há distinção entre amigos e inimigos no coração de uma mãe compassiva que ama seus filhos. Esse é o ponto primordial do amor à humanidade e da paz. (“Ode às Mães”, p. 38) Compreender algo na teoria não significa necessariamente ser capaz de realizá-lo de modo efetivo. Durante um desastre ou acidente, muitas vezes as pessoas sabem o que deveriam fazer, mas não conseguem agir. Treinamento prático, repetido até que se obtenha o domínio pleno, prepara melhor a pessoa para agir em momentos críticos. Treinamento incute o aprendizado no corpo e na vida da pessoa. (“Proteção Plena”, p. 125) As reuniões de palestra são o “grande solo” da Soka Gakkai. Quando esse solo é bem cultivado e nutrido, árvores se desenvolvem, flores desabrocham e frutos amadurecem. (“Educação Humanística”, p. 165) A Soka Gakkai é o local para se promover a educação humanística, ensinando às pessoas como se aprimorar, viver de modo genuinamente humano e trabalhar pelo bem da sociedade. (“Educação Humanística”, p. 171) A luz da sabedoria e convicção rompe as trevas da apatia e resignação que paira sobre a época. Cada um precisa se tornar um farol que ilumine sua comunidade com a luz da revitaliza ção e mostrar o melhor rumo que a sociedade deve seguir. Essa é a missão dos membros da Soka Gakkai. (“Farol”, p. 302) Resumo do conteúdo Ode às Mães Em agosto de 1976, a canção “Mãe” é concluída. Shin’ichi compartilha lembranças preciosas de sua mãe. Proteção Plena Shin’ichi dedica-se a capacitar membros do Gajokai, Sokahan e Byakuren (grupos de bastidores). Ele dá início a uma série de preleções sobre os escritos de Nichiren, começando com O Verdadeiro Aspectos de Todos os Fenômenos. Educação Humanística Shin’ichi participa devárias reuniões de líderes da Soka Gakkai de localidade. O departamento educacional promove diversos encontros, entre os quais uma grande convenção na qual os professores compartilharam experiências em primeira mão. Farol Em vigorosos gongyokais, Shin’ichi oferece orientações para grupos de executivos, moradores de conjuntos habitacionais e comunidades agrícolas e pesqueiras. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 28 de outubro de 2020. Volume 25 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 25 Os próximos dez anos Brasil Seikyo, Edição 2572, 17/07/2021, pág. 14-15 / Aprender com a Nova Revolução Humana HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI No dia 18 de novembro deste ano [2020] em que festejamos o 90º aniversário de fundação, assinalamos o início da década para a construção de uma nova Soka Gakkai repleta de vigor juvenil, rumo ao nosso centenário em 2030. O tema designado pela Soka Gakkai para 2021, o primeiro desse importantíssimo período de dez anos, foi “Ano da Esperança e da Vitória”. Nesse significativo ano, não celebraremos apenas os 55 anos da instituição da Divisão Sênior (DS) em 5 de março e os setenta anos de fundação da Divisão Feminina (DF) em 10 de junho, mas também o 70º aniversário da Divisão Masculina de Jovens (DMJ) e da Divisão Feminina de Jovens (DFJ), em 11 e 19 de julho, respectivamente. E ainda vamos comemorar os 65 da Campanha de Osaka e da Campanha de Yamaguchi, marcos dourados da nossa história, por meio das das quais o presidente Ikeda abriu amplamente o caminho para a expansão do kosen-rufu. Discorrendo sobre a relevância dessas datas comemorativas no capítulo “Fortaleza de Pessoas Capazes”, do volume 25, da Nova Revolução Humana, Shin’ichi Yamamoto afirma: O propósito das datas comemorativas na Soka Gakkai é ratificar nosso compromisso em relação ao kosen-rufu e firmar um juramento conjunto de dar uma nova partida. (...) Nossa história e nossas datas comemorativas só têm significado se as convertermos em fontes de pujança no presente [p. 276]. Construímos nosso movimento pelo kosen-rufu no ritmo do empenho para progredir e alcançar nossos objetivos rumo a 3 de maio, Dia da Soka Gakkai, e a 18 de novembro, Dia da Fundação da Soka Gakkai, a cada ano. O intuito de celebrar datas comemorativas como essas não consiste simplesmente em refletir sobre a nossa história. Como assinalam uma nova partida rumo ao futuro, o importante é utilizá-las para gerar impulso — firmar um juramento e iniciar um novo desafio em nossa vida. O volume 25 descreve em detalhes as viagens de Shin’ichi para incentivar os membros nas províncias de Fukushima, Yamaguchi, Fukuoka, Saga e Kumamoto, em 1977, com a determinação de estabelecer “a base da fé firme e duradoura no coração de cada membro” [p. 91]. Na época, o movimento pelo kosen-rufu entrava numa nova fase com a inauguração de novos centros da Soka Gakkai em várias províncias e bairros do Japão, e as visitas de Shin’ichi a esses locais se tornaram um momento significativo na relação de mestre e discípulo para os membros que viviam nessas áreas. Aprender sobre o espírito de mestre e discípulo que se encontra incrustado nessas significativas datas e ocasiões e traduzi-lo em ação converte-se na força propulsora para criarmos um magnífico drama que perdurará pela posteridade. A Divisão dos Jovens (DJ) do Japão [e do Brasil também] lançou uma nova campanha: “Geração da Nova Revolução Humana” [alicerçada em aprender sobre o espírito do mestre por meio do estudo do romance]. Essa atividade se estenderá de 18 de novembro de 2020 a 18 de novembro de 2023. Visando o centenário da Soka Gakkai, incorporemos em nosso ser o coração do mestre que permeia a Nova Revolução Humana e criemos a “história mais maravilhosa”1 que, com certeza, inspirará gerações no futuro. A radiância da vida Em julho de 2011, anunciou-se na 50ª Reunião Nacional de Líderes da Soka Gakkai que a serialização de “Luz da Felicidade”, primeiro capítulo do volume 25 da Nova Revolução Humana, começaria em setembro daquele ano, seis meses após o terremoto seguido de tsunami que assolou Tohoku no dia 11 de março. Na mensagem enviada para a reunião, o presidente Ikeda manifestou a intenção de dedicar o capítulo aos membros de Tohoku, que se encontravam em meio à reconstrução de sua vida e comunidade: Junto de todos os meus vitoriosos companheiros de Tohoku, quero proclamar uma vez mais ao mundo, e em prol da posteridade, que nossa determinação de jamais sermos vencidos irradia a grandiosa luz da felicidade — uma luz que infalivelmente se propagará ampla e longinquamente com um brilho cada vez maior! O capítulo “Luz da Felicidade” inicia-se com os versos: Chegou a primavera! Chegou a primavera do renascimento! [p. 9] Prosseguindo, narra de forma minuciosa a visita de Shin’ichi à província de Fukushima, em Tohoku, no dia 11 de março de 1977. No dia seguinte, 12 de março, numa reunião de líderes representantes no recém-inaugurado Centro Cultural de Fukushima, ele afirma aos presentes: Como membros e defensores da Soka Gakkai, devemos ter abundante convicção em nossa fé, transbordante energia vital e possuir a ardente disposição de enfrentar quaisquer desafios da vida que possam surgir em nosso caminho. Em outras palavras, é essencial nos nutrirmos de energia e ter uma vida realmente resplandecente. Uma vida que emana brilho ilumina a escuridão. Essa é a luz da felicidade. [p. 75] Imagino a imensa esperança e força que essas palavras de encorajamento transmitiram aos leitores de Tohoku, cuja vida foi devastada pelo terremoto e pelo tsunami. O próximo ano marcará dez anos desde o desastre e a publicação do capítulo “Luz da Felicidade” no Seikyo Shimbun. Nele, Shin’ichi também frisa que tomar parte nas atividades da Soka Gakkai nos permite lapidar nossa vida: A prática budista nos dias de hoje está incorporada nas atividades da organização. As atividades da Soka Gakkai iluminam o caminho da felicidade absoluta, transformando a vida das pessoas, edificando uma sociedade próspera e estabelecendo a paz mundial. [p. 70] Com relação à nossa missão, ele também declara que nossa fé e prática budistas é que possibilitam “que nos levantemos resolutamente e continuemos perseverando por mais que o sofrimento nos assole” [p. 86], e é isso que significa viver como bodisatvas da terra e genuínos membros da Soka Gakkai. Agora, mais que nunca, no momento em que o mundo se engalfinha com os desafios impostos pela pandemia do coronavírus, acatemos com seriedade a orientação contida nesse capítulo. Com o orgulho de sermos membros da Soka Gakkai, sigamos em frente e incentivemos os outros, iluminando o mundo com a luz da felicidade. Diretrizes para promover o desenvolvimento dos jovens Como explana o volume 25, kosen-rufu não é um ponto especial a ser alcançado; é o próprio fluxo. Elucidando mais a fundo a questão, Shin’ichi aponta: A próxima onda do kosen-rufu só poderá ser gerada pelos jovens. E sucessivas gerações devem ampliar o tamanho dessas ondas e expandir o kosen-rufu. Esse esforço contínuo é o que concebemos como kosen-rufu. [p. 85] Esse volume é repleto de importantes diretrizes sobre o papel e a missão dos jovens no tocante ao kosen-rufu, bem como os fatores fundamentais para desenvolver os jovens. Os membros da Divisão dos Jovens são preciosos sucessores da Soka Gakkai. São, todos, “valores humanos” capazes incumbidos da missão de fazer nosso movimento crescer e prosperar como nunca. No capítulo “Luz da Felicidade”, durante um diálogo informal com alguns líderes, Shin’ichi confidencia que realmente gostaria que os jovens adquirissema força e capacidade de apresentar esta prática para os outros e propagar este budismo. A menos que os jovens sejam estimulados a se desenvolver e se tornar grandes campeões da propagação, observa ele, não haverá futuro para a Gakkai. Por meio dos relatos das atividades de propagação, como a campanha dos “10 por grupo”, do Distrito Bunkyo, ou a Campanha de Yamaguchi, verificamos que o segredo para romper nossas aparentes limitações para expandir a organização não é nada mais nada menos que a luta conjunta de mestre e discípulo. No capítulo “Brisa Suave” consta: “Oferecer encorajamentos e compartilhar o budismo dependem de se conectar com a outra pessoa no âmbito mais profundo” [p. 217]. Esse é o espírito fundamental de todas as nossas atividades budistas. A despeito da época, a existência da Soka Gakkai sempre dependerá da comunicação de coração a coração, do modo como uma vida inspira outra. “A única forma de fazer o kosen-rufu progredir é ter a disposição de ir a qualquer lugar pelo bem das pessoas, compartilhar o budismo com elas e incentivá-las de todo o coração” [p. 37]. O volume 25 também esclarece três pontos importantes para os membros da Divisão dos Jovens cumprirem sua missão como sucessores: 1. Acumular experiências para aprofundar a convicção na fé. 2. Empenhar-se no estudo do budismo para compreender como viver bem com base nos princípios budistas. 3. Fortalecer os laços de mestre e discípulo, estreitando a amizade e a solidariedade com os companheiros da organização. O capítulo “Luta Conjunta” contém o seguinte trecho: “As atividades em prol do kosen-rufu devem se basear na compreensão de que a época muda, e que os métodos práticos efetivos precisam ser projetados para atender à necessidade dos tempos” [p. 95]. Em consonância com essa orientação, e tomando todas as precauções necessárias, a Divisão Masculina de Jovens do Japão está realizando reuniões especiais para compartilhar experiências na fé e transmitir coragem às pessoas à sua volta. Ao mesmo tempo em que se dedicam a se encorajar mutuamente como irmãs Kayo, as integrantes da Divisão Feminina de Jovens do Japão também estão lançando uma nova campanha de diálogo individual (de dezembro de 2020 a janeiro de 2021) para conceder esperança a todos ao seu redor. Recorrendo a sua sabedoria e criatividade, essas iniciativas concebidas pela Divisão dos Jovens constituem, de fato, uma eficaz e prática resposta à época. Saudando o 90º aniversário de fundação da Soka Gakkai em 18 de novembro deste ano (2020), o presidente Ikeda compôs o seguinte poema: Jovens leões, transbordantes da alegria de bodisatvas da terra do tempo sem início, vencem e seguem adiante de forma pujante, transformando o grande mal em grande bem. Louvando e estimulando os sinceros esforços dos nossos preciosos “jovens leões”, “avancemos em sólida união como discípulos do presidente Ikeda e abramos triunfalmente o caminho para emocionantes histórias de esperança e de vitória. Principais trechos Aqueles que pensam unicamente em sua própria felicidade tornam-se ansiosos e fracos, ao passo que aqueles que decidem viver em prol do kosen-rufu e cultivam uma fé profundamente arraigada desenvolvem um espírito amplo e resiliente. (“Luz da Felicidade”, p. 73) Além disso, o rumo de nossa vida é influenciado por nossa boa sorte. Para acumular boa sorte, é importante ter gratidão. (“Luz da Felicidade”, p. 80) Quanto mais caminhamos, mais caminhos são criados. Quanto mais falamos, mais sementes de esperança plantamos. Não devemos nos deixar impedir pelas dificuldades. Todos os nossos incansáveis esforços se tornarão resplandecentes joias de boa sorte. (“Luta Conjunta”, p. 89) A magnitude das realizações de um veterano pode ser mensurada pelo reflexo delas nos mais novos. Quando os veteranos reclamam da imaturidade ou incompetência dos mais novos, na verdade só estão demonstrando sua própria falta de capacidade e responsabilidade. (“Luta Conjunta”, p. 131) O kosen-rufu inicia-se exatamente com esse esforço de despertar e promover o desenvolvimento das pessoas, encorajando-as uma após a outra. (“Brisa Suave”, p. 247) Superar os esforços do mestre é a marca de um verdadeiro discípulo. A chave para a perpetuação eterna da Lei é promover o avanço do kosen- rufu ainda mais amplamente do que o seu mestre o fez durante a sua liderança. (“Fortaleza de Pessoas Capazes”, p. 273) Resumo do conteúdo Luz da Felicidade No dia 11 de março de 1977, Shin’ichi participa de um encontro comemorativo da inauguração do Centro Cultural de Fukushima, em Tohoku. Luta Conjunta Com a determinação de lançar uma nova Campanha de Yamaguchi, Shin’ichi visita novamente a localidade e oferece orientações a membros pioneiros sobre como desfrutar plenamente os capítulos finais da vida. Brisa Suave Shin’ichi visita Kita-Kyushu e Saga para incentivar os jovens. Fortaleza de Pessoas Capazes Shin’ichi realiza diálogos com membros em Kumamoto, Kyushu. Nota: 1. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 522, 2014. Fonte: Publicado no Seikyo Shimbun de 25 de novembro de 2020. Volume 26 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 26 Vença com plenitude Brasil Seikyo, Edição 2576, 21/08/2021, pág. 14-15 / Aprender com a Nova Revolução Humana HIROMASA-IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI O volume 26, da Nova Revolução Humana, inicia-se com a visita de Shin’ichi Yamamoto, em setembro de 1977, à Vila Atsuta (atual bairro de Atsuta, na cidade de Ishikari), em Hokkaido, terra natal do seu mestre, segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda. Lá, a Soka Gakkai havia construído o Cemitério Parque Memorial Toda, cujo nome representava um tributo a ele, e Shin’ichi comparece à cerimônia de inauguração no dia 2 de outubro. A ideia de estabelecer um parque memorial originou-se de um comentário que o presidente Josei Toda fez certa ocasião: “Não seria maravilhoso se houvesse um lugar onde pudéssemos descansar tranquilamente com nossos companheiros quando chegasse o nosso fim?” [p. 23]. Shin’ichi observou que, à luz do princípio da unicidade da vida e da morte, essas palavras também expressavam a determinação de Toda sensei de novamente renascer e lutar pelo kosen-rufu ao lado de seus companheiros. Dessa perspectiva, o parque memorial poderia ser considerado um símbolo da jornada eterna do kosen-rufu e de mestre e discípulo. Numa reunião comemorativa, Shin’ichi, que havia gravado no coração as palavras do seu mestre e se empenhado para torná-las realidade, declara: “Não seria exagero afirmar que, com isso, a base da Soka Gakkai foi estabelecida solidamente” [p. 24]. Ao mesmo tempo em que a organização estava assentando firmemente os alicerces do kosen-rufu, um grupo de reverendos da Nichiren Shoshu tramava abrir uma fenda na relação de vida entre Shin’ichi e os membros. Em 1977, houve vários indícios que antecederam ao episódio que ficaria conhecido como a primeira problemática do clero. Quando a Soka Gakkai lançou a segunda fase do kosen-rufu no outono de 1972, começou a construir as próprias sedes regionais, ao passo que antes priorizava a construção e doação de templos em apoio ao clero da Nichiren Shoshu. Foi mais ou menos nessa época que a organização implementou também um novo e ambicioso movimento de estudo para promover ainda mais o Budismo Nichiren ao redor do mundo. Um grupo de reverendos da Nichiren Shoshu interpretou erroneamente esses sinceros empreendimentos. Encarando-os como uma tentativa de se tornar independente do clero, começaram a criticar de forma implacável a Soka Gakkai em vários eventos do templo por volta de 1977. Apesar disso, Shin’ichi deu o máximo de si para se reconciliar com eles com base em seu sincero desejo de manter arelação harmoniosa entre o clero e o laicado. É diante desse cenário que Shin’ichi se dirige aos participantes da cerimônia de inauguração do Cemitério Parque Memorial Toda, dizendo- lhes: “Meus amigos, aconteça o que acontecer, não fiquem surpresos nem amedrontados. Serei seu teto e seu quebra-mar nas tempestades mais ferozes” [p. 47]. Pulsava intensamente dentro dele a determinação inabalável de proteger os companheiros não importando que obstáculos pudessem surgir. Com Shin’ichi se aproximando do seu aniversário de 50 anos [em 2 de janeiro de 1978], os capítulos “Estandarte da Lei” e “Líderes Audazes”, do volume 26, também contêm descrições de suas reflexões sobre o significado desse marco na vida de uma pessoa. Nichiren Daishonin estava com 50 anos1 quando sofreu a Perseguição de Tatsunokuchi e foi exilado na Ilha de Sado. Ao trazer à lembrança a condição de vida audaz de Nichiren Daishonin, Shin’ichi firmou um profundo e solene juramento. Agora, aos 50 anos, com o início do novo sistema de distritos da Soka Gakkai naquela segunda fase do kosen-rufu, assumiria o desafio de “abandonar o transitório e revelar o verdadeiro” em sua própria vida, bem como na Soka Gakkai, num nível inédito e profundo. [p. 182-183] O capítulo “Líderes Audazes” esclarece que, para nós, o desafio de “abandonar o transitório e revelar a verdadeiro” refere-se a fazer do kosen-rufu — a concretização da felicidade para todas as pessoas — nosso supremo propósito e missão na vida e realizar essa prática corajosa na vida diária, conscientes da nossa identidade como bodisatvas da terra. Ações básicas imprescindíveis aos líderes Na Reunião Nacional de Líderes de Ano-Novo de 1978, anunciou-se a implementação do novo sistema de distrito para a segunda fase do kosen-rufu [p. 95]. Isso assinalou uma revigorada partida para a organização, com a conversão dos blocos ampliados em distritos e os líderes das quatro divisões da antiga estrutura assumindo como líderes de distrito. Levando em conta esse novo sistema e a natureza crescentemente multidimensional das atividades da Soka Gakkai, Shin’ichi salienta ser ainda mais importante para as pessoas em posição de liderança “permanecerem fiéis aos fundamentos básicos”. Ele oferece três diretrizes referentes às ações básicas imprescindíveis aos líderes. A primeira consiste em priorizar orientações individuais. Calculo que, agora, se ofereçam quatro vezes mais orientações nas reuniões do que orientações individuais. Entretanto, se estabelecerem o objetivo de inverter essa proporção, poderão desenvolver um número muito maior de pessoas capacitadas e construirão uma organização mais forte. E acima de tudo, vocês próprios poderão crescer como líderes. [p. 184] A segunda, em fazer o “espírito de shakubuku” — desejo de compartilhar o budismo com os outros —arder intensamente em toda a organização. Shin’ichi ansiava que os líderes de distrito das quatro divisões assumissem a liderança das atividades em completa consonância com o espírito dele. A terceira, em considerar o distrito a “sede da Gakkai” na comunidade e promover e estabelecer os ensinamentos do budismo em sua localidade com esse senso de consciência. Na opinião de Shin’ichi, o distrito detinha a mesma responsabilidade e missão que a sede. Em janeiro [2021], demos a partida do ano com a realização da Primeira Reunião Nacional de Líderes e do Primeiro Encontro de Líderes da Divisão dos Jovens da década que antecede nosso centenário em 2030. Devido à pandemia da Covid-19, as maneiras pelas quais nos reuníamos e incentivávamos nossos companheiros se diversificaram, contribuindo para a aceleração de uma nova onda do kosen-rufu mundial. Embora nosso movimento sempre necessite se adaptar às mudanças da época, o espírito fundamental das atividades não deve se alterar. Agora, neste período crítico, é mais vital ainda que busquemos estudar e abraçar o espírito da Soka Gakkai por meio da Nova Revolução Humana e participar diligentemente das atividades. Assim como o volume 26 reitera, “Para revitalizar a organização e promover o kosen-rufu em nossa comunidade, é essencial haver uma mudança de postura” [p. 105], a atitude subjacente ou a determinação resoluta que atuam como força propulsora do nosso avanço. Pôr em prática as diretrizes estabelecidas pelo Mestre, nosso empenho contínuo nesse processo é o que nos permite construir uma sólida base para abrir uma nova era do kosen-rufu. Fatores essenciais para os anos conclusivos Um dos principais temas desse volume é como coroar os anos conclusivos da vida com plenitude e realização. No capítulo “Atsuta”, Shin’ichi frisa que “Como a vida é eterna, a velhice não é simplesmente um período para ficar aguardando o fim. É uma etapa para darmos os retoques finais nesta vida e nos prepararmos para a próxima” [p. 66]. Ele expõe que as condições essenciais para isso, tanto no âmbito de nossa vida pessoal como que se refere a assegurar as bases do kosen- rufu, são: “Primeira: Façam da própria revolução humana a base de suas atividades”. Aprimorar a vida e fazer sua personalidade brilhar é a maior prova real deste budismo. “Segunda: Valorizem a comunidade, estabeleçam fortes vínculos de confiança com os vizinhos e empreendam esforços contínuos para estreitar laços de amizade”. Expandir nosso grupo de amigos e conquistar a confiança de muitos outros significa ampliar a rede de pessoas que possuem uma ligação com o Budismo Nichiren. “Terceira: Transmitam a fé aos familiares”. O fluxo eterno do kosen-rufu e a felicidade e prosperidade duradouras de sua família no futuro dependem da transmissão de sua fé aos filhos e netos, sobrinhos e sobrinhas etc. Gostaria de salientar que, se seguirem essas diretrizes, conseguirão estabelecer alicerces sólidos para o kosen-rufu em Hokkaido. [p. 82] No capítulo “Avanço Intrépido”, por meio do relato da campanha de orientações de verão de Shin’ichi em 1957, observamos também que ele se devotou de corpo e alma para apoiar o empreendimento conclusivo da vida do seu mestre: alcançar 750 mil famílias associadas à Soka Gakkai. Naquele ano, finalmente se tornou possível avistar no horizonte a conquista desse objetivo. Determinado a garantir a vitória do seu mestre, em agosto, Shin’ichi, que era responsável pelo bairro de Arakawa, em Tóquio, passou a incentivar os membros e abriu caminho para o aumento de 10% no número de membros — mais de duzentas novas famílias — numa única semana. Ele descreve sua motivação, na época, da seguinte maneira: A batalha conclusiva da vida do mestre consiste em assegurar que os discípulos estejam obtendo grandiosas vitórias. Como discípulos, portanto, é importante que evidenciemos provas reais para que possamos declarar com orgulho ao mestre: “Eu venci!”. Isso é unicidade de mestre e discípulo. Por ter tomado tal decisão, pude dar vazão à minha força total, e assim, consegui manifestar coragem e sabedoria. [p. 290-291] A genuína união entre mestre e discípulo não poderá se consolidar se o discípulo adotar uma postura passiva. “Em outras palavras, depende do fato de o discípulo estudar profundamente e assimilar as orientações do mestre, alcançando vitórias em prol da felicidade de outras pessoas e do desenvolvimento do kosen-rufu” [p. 304]. Gravando esse espírito em nosso coração, empenhemo-nos para alcançar a vitória na vida. Principais trechos Quando nosso espírito se esfacela, as sementes da esperança se estragam e não conseguem germinar. A esperança nasce no solo de um espírito forte e engenhoso; não se encontra fora de nós. (“Atsuta”, p. 10) Humanismo não consiste num modo de vida especial; é simples ato de ter empatia pelas pessoas — estender a mão e encorajar aqueles que estão seempenhando arduamente ou sofrendo e compartilhar da alegria daqueles que estão felizes. (“Estandarte da Lei”, p. 141) Como seguidores do Budismo Nichiren, nossa prática começa e termina com a recitação sincera ao Gohonzon. Sem recitar Nam-myoho-renge- kyo, não pode haver vitória real em nossos esforços. (“Líderes Audazes”, p. 186) A continuidade é importante na fé, mas não quer dizer se contentar simplesmente em fazer o mesmo que ontem. Isso é apenas força do hábito. O significado real de continuidade na fé consiste em instigar a si próprio a assumir desafios dia após dia, com renovada determinação, conforme o espírito do poema de Whitman. Gostaria que se lembrassem de que a chave da revolução humana e da vitória na vida reside em fazer de cada dia um novo início e uma nova vitória. (“Avanço Intrépido”, p. 310-311) Resumo do conteúdo Atsuta Em outubro de 1977, é inaugurado em Hokkaido o primeiro cemitério parque memorial da Soka Gakkai. Estandarte da Lei Em janeiro de 1978, anuncia-se uma nova estrutura de distrito para a segunda fase do movimento pelo kosen-rufu. Líderes Audazes No dia 19 de janeiro, Shin’ichi visita o Centro de Treinamento de Shikoku. No dia 25, participa de reunião comemorativa de líderes em Nara. Avanço Intrépido No dia 27 de janeiro, Shin’ichi participa da reunião inaugural do Distrito Honan, em Suginami, Tóquio. No dia 18, comparece à Reunião Nacional de Líderes da Soka Gakkai no Centro Cultural de Tachikawa, e, no dia seguinte, incentiva membros da Divisão Masculina de Jovens da região de Shin’etsu. Nota: 1. No método de contagem tradicional japonês, considera-se que a pessoa tenha 1 ano no dia de seu nascimento. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 24 de fevereiro de 2021. Volume 27 Aprender com a Nova Revolução Humana | volume 27 Novos passos, novas esperanças Brasil Seikyo, Edição 2580, 18/09/2021, pág. 14-15 / Aprender com a Nova Revolução Humana HIROMASA IKEDA VICE-PRESIDENTE DA SGI O capítulo “Justiça”, do volume 27, da Nova Revolução Humana, foi serializado no Seikyo Shimbun de janeiro a março de 2014, pouco após a conclusão do Auditório do Grande Juramento pelo Kosen-rufu, em novembro de 2013. O tema designado pela SGI para 2014 foi “Ano do Descortinar da Nova Era do Kosen-rufu Mundial” e esse capítulo esclarece que, no início dessa fase, seria crucial manter em mente o seguinte: Shin’ichi Yamamoto tinha consciência de que somente mantendo vivo no coração dos membros a devoção abnegada à propagação da Lei demonstrada por Makiguchi sensei e por Toda sensei o espírito fundamental da Soka Gakkai seria transmitido às gerações futuras e a pura correnteza do kosen- rufu se intensificaria, tornando-se um poderoso rio. Uma religião em que não há a transmissão de seu espírito fundamental invariavelmente se torna rígida, ritualista e autoritária; perde sua alma, entra em declínio e desaparece. [p. 99] Nesse capítulo, verificamos que esse nobre espírito foi abraçado pelos três presidentes fundadores da Soka Gakkai — Tsunesaburo Makiguchi, Josei Toda e Daisaku Ikeda. Creio que, para a Soka Gakkai dar mais um grande salto avante como movimento religioso mundial, o mais importante seja nós herdarmos esse espírito e o pusermos em prática no cotidiano. Quando o primeiro presidente Makiguchi se converteu ao Budismo Nichiren, em 1928, “buscou retornar às origens dos ensinamentos de Nichiren Daishonin e trilhar o grandioso caminho de um discípulo genuíno, exatamente de acordo com o espírito do Buda” [p. 102], em vez de meramente efetuar a prática da Nichiren Shoshu, que havia resvalado para a formalidade e se tornado ritualista como as demais escolas budistas de longa data no Japão. Em meio à Segunda Guerra Mundial, o clero da Nichiren Shoshu, temendo ser perseguido pelas autoridades militaristas [que se empenhava em unir o país em torno do xintoísmo estatal para apoiar os esforços de guerra], concordou em aceitar um talismã xintoísta. Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda foram terminantemente contrários, o que, subsequentemente, acarretou a detenção deles e a morte de Makiguchi na prisão, encerrando sua nobre vida de dedicação abnegada à propagação da Lei. Determinado a dar continuidade ao compromisso do seu mestre com o kosen-rufu, o presidente Josei Toda lançou-se à reconstrução da organização leiga após ser libertado da prisão [em 3 de julho de 1945]. Apesar de continuar apoiando e protegendo a Nichiren Shoshu, ele tinha consciência do fato de que uma tendência indesejável de menosprezar os leigos persistia no clero e posicionou-se resolutamente contra tais sacerdotes. Com o mesmo espírito que seu mestre, Shin’ichi Yamamoto também deu o máximo de si para amparar e assistir à Nichiren Shoshu, por vezes dizendo o que era necessário para manter as relações harmoniosas entre o laicado e o clero. Muitos integrantes do clero da Nichiren Shoshu, porém, ressentiam-se dos conselhos de Shin’ichi sobre o comportamento apropriado e aceitável dos reverendos, e persistia uma postura de superioridade predominante por parte deles. O antagonismo do clero em relação à Soka Gakkai torna-se exacerbado em virtude da manobra secreta de um advogado, envolvido tanto com a organização quanto com o clero, chamado Tomomasa Yamawaki, cuja intenção era controlar a Gakkai às escondidas. Por volta de 1976 em diante, ele começou a espalhar boatos incendiários entre alguns reverendos, que, manipulados por esses rumores, passaram a difamar e a atacar reiteradamente a Soka Gakkai. Em resposta a essas investidas, Shin’ichi considerou “ser imprescindível ajudar cada membro da Soka Gakkai a estabelecer uma fé profunda e inabalável e assimilar o espírito de mestre e discípulo Soka de se dedicar à missão de realizar o kosen-rufu” [p. 142]. Decidido a não deixar uma única pessoa para trás, canaliza sua energia para oferecer incentivos, viajando para oito regiões fora de Tóquio entre janeiro e maio de 1978, com o intuito de se reunir com os membros. Em junho, visita Hokkaido, a nona região de sua jornada de orientações naquele ano. Durante a sua permanência de dezesseis dias, percorre a ilha posando para fotos comemorativas com aproximadamente 5 mil membros e se encontrando com mais de 20 mil no total. Aprender com o espírito descrito no capítulo “Justiça” não é relevante apenas para nós que praticamos o budismo hoje, neste ensejo em que assinalamos o 30º aniversário da conquista da independência espiritual da Nichiren Shoshu [em novembro de 1991]; representa o ponto inicial e o espírito fundamental da Soka Gakkai para o qual as futuras gerações sempre devem retornar. Nossa família Soka de Tohoku Em maio de 1978, durante uma viagem para visitar a recém-construída Sede Regional da Paz da Soka Gakkai de Tohoku (posteriormente denominada Sede Regional da Paz de Aoba), em Tohoku, província de Miyagi, Shin’ichi externa às pessoas que o acompanhavam seu sentimento de respeito e de admiração pelos membros da região nordeste: A Soka Gakkai de Tohoku ficou realmente forte. Cada vez que enfrentavam duras provações, como tsunami do Chile ou danos causados pelo intenso frio, os companheiros da região de Tohoku sempre superavam as adversidades e aumentavam ainda mais seu vigor pelo movimento pelo kosen-rufu. Aí se encontra o porquê da força dos companheiros de Tohoku. (...) [p. 285] Shin’ichi observara que os membros de Tohoku lutaram corajosamente em prol do kosen-rufu desde os primórdios da Soka Gakkai. No capítulo “Espírito de Procura”, afirma que eles demonstraram a suprema prova real da fé na forma de “tesouro do coração”, comprovando a verdadeira força do Budismo Nichiren. Com certeza, isso também valepara os sólidos esforços diários empreendidos por eles na reconstrução da comunidade desde o terremoto seguido de tsunami, em março de 2011. No dia 7 de março deste ano [2021], nossa família Soka de Tohoku realizou a convenção “Laços de Esperança” celebrando setenta anos desde o início do kosen-rufu na região, bem como os dez anos de recuperação para restaurar a luz da felicidade em sua terra natal. O encontro se deu no Centro Cultural de Tohoku, com transmissão ao vivo para 147 locais de todas as seis províncias da região, e contou com a participação de cerca de 10 mil membros. Os laços dourados eternos que eles estabeleceram, tanto com o mestre quanto entre si, resplandecem como fonte de esperança para o mundo. No ensaio “Irradie o Brilho da Revolução Humana: A Luz da Felicidade do Triunfo Humano”, veiculado na edição do Seikyo Shimbun de 11 de março de 2021, assinalando exatos dez anos desde a terrível tragédia, o presidente Ikeda expressa sua enorme esperança e expectativa em relação aos membros de lá. Ele escreve: “A força subjacente do povo de Tohoku, tão poderosa diante da adversidade, é a energia propulsora para a criação de valor que propiciará uma nova era”. Acrescenta também que, no âmbito de nossos esforços para fazer deste o século da vida e o século da revolução humana, “A nossa amada família Soka de Tohoku desempenhará papel vital na consolidação dos alicerces do nosso movimento”. Com esse incentivo no coração, nossos companheiros de Tohoku deram uma nova e vigorosa partida [leia no Brasil Seikyo, ed. 2.559, 10 abr. 2021]. No capítulo “Espírito de Procura”, também há um episódio em que Shin’ichi encoraja os líderes das seis províncias conclamando-os a visualizar dali a dez anos e a escalar com ele as montanhas do kosen- rufu. “A partir de uma nova caminhada nasce uma nova esperança” [p. 307], observa. Estou certo de que os esforços monumentais realizados por nossos companheiros de Tohoku para devolver a luz da felicidade à região continuarão brilhando cada vez mais intensamente na década vindoura conforme avançamos rumo ao centenário da Soka Gakkai, em 2030. Uma nova era para a educação Soka A Escola Soka de Ensino Fundamental [de Tóquio] foi inaugurada em abril de 1978. No capítulo “Novos Brotos”, Shin’ichi declara que, com a fundação da escola, “Estamos agora penetrando na segunda etapa de desenvolvimento desse processo” [p. 25] da educação Soka. Em meio à sua atarefada agenda, reserva tempo para visitar a escola como fundador dela, para incentivar alunos e funcionários. Seu sentimento em relação aos alunos e graduados Soka traduz-se nessas palavras: Shin’ichi também se considerava ligado, como um só corpo, à Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Tóquio e às outras escolas que compunham o sistema escolar Soka. O aumento do número de alunos Soka matriculados atualmente e as atividades dos graduados na sociedade lhe proporcionavam verdadeira razão de viver. [p. 77] Na primeira cerimônia de formatura da Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Tóquio, ocorrida em março de 1982, ele encoraja os estudantes: “Enquanto viverem, nunca se esqueçam da palavra ‘paz’. Sempre ponderando sobre o que poderão fazer em benefício da paz, dediquem-se ao máximo para desenvolver suas aptidões. Este é o meu desejo” [p. 84-85]. Em 16 de março deste ano, a escola realizou a sua 40ª cerimônia de formatura. Na mensagem aos formandos, o presidente Ikeda declara ardentemente que, como fundador, considera a sua vida e a dos estudantes “unas e inseparáveis por toda a eternidade”. Sua constante atenção a todos os que estudaram nas instituições Soka permanece inalterada. Este ano celebramos o 50º aniversário da Universidade no dia 2 de abril e o 20º aniversário da Universidade Soka da América (SUA), em Aliso Viejo, no dia 3 de maio. Também houve recentemente o anúncio de que a Escola Soka Internacional da Malásia deverá ser inaugurada em 2023. Avista-se no horizonte o dia em que graduados dessa instituição prosseguirão seus estudos na Universidade Soka ou na Universidade Soka da América. Trata-se, de fato, do “início de uma era na qual a educação Soka demonstrará seu verdadeiro valor”. Principais trechos O objetivo da educação não é apenas transmitir conhecimento, mas ajudar os estudantes a obter meios de pensar por si mesmos e a pôr em prática, de maneira positiva, o conhecimento adquirido. (“Novos Brotos”, p. 30) Reconhecendo a dívida de gratidão que temos com os outros, aprendemos a ter humanidade. Saldar essa dívida de gratidão constitui o ponto inicial de uma vida realmente honrada. (“Novos Brotos”, p. 40) Aqueles que abraçam e compartilham a Lei Mística com os outros são pessoas de ação que se empenham de acordo com os ensinamentos de Nichiren Daishonin. Elas demonstram provas reais, erguendo alto a bandeira do kosen-rufu. (“Justiça”, p. 92) A verdadeira natureza dos que abandonam a fé é de covardia e passividade. (“Justiça”, p. 175) Afastar-se da Soka Gakkai ou abandonar a fé com medo de que ocorram esses tipos de situações é justamente a ação dessa maldade. Em conclusão, é a covardia. (“Batalha Feroz”, p. 234) De uma perspectiva de longo prazo, seria um erro pensar que a prosperidade atual permanecerá imutável no decorrer do século 21. Em minha opinião, estamos destinados a enfrentar um período de sérias mudanças, em que seremos forçados a reconsiderar a própria natureza da nossa sociedade e da civilização. A única maneira de garantir um futuro auspicioso é nos dedicar árdua e assiduamente à formação de pessoas com uma filosofia profunda e uma visão ampla, que possam contribuir para a humanidade e para a paz mundial. (“Novos Brotos”, p. 47-48) Resumo do conteúdo Novos Brotos No dia 9 de abril de 1978, a Escola Soka de Ensino Fundamental 1 realiza sua primeira cerimônia de ingresso. A Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Kansai é fundada em abril de 1982. Justiça Embora a Soka Gakkai se empenhe na prática correta do Budismo Nichiren, alguns reverendos da Nichiren Shoshu desferem ataques contra a organização. Num festival de corais realizado em várias partes do país, os membros dão voz à verdade e à justiça Soka. Batalha Feroz Em maio de 1978, Shin’ichi viaja extensivamente para incentivar os membros de Tóquio, Kagoshima, Fukuoka, Yamaguchi e Hiroshima. Espírito de Procura Shin’ichi visita Tohoku e Hokkaido para cultivar “valores humanos”. Traduzido do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai, edição de 24 de março de 2021. 51.805 palavras Aprender com a Nova Revolução Humana Volume 1 Brilhante caminho do kosen-rufu Cada pessoa é um diamante bruto O espírito de avançar Principais trechos Resumo do conteúdo Volume 2 Liderar pelo exemplo Pela pacificação da Terra Como o rei leão Principais trechos Resumo do conteúdo Vanguarda Aprimoramento Empenho Corajoso Estandarte do Povo Volume 3 Estandarte da vitória humana Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI Despertar para a nossa missão como bodisatvas da terra O propósito fundamental da Soka Gakkai Principais trechos Resumo do conteúdo Volume 4 Dinâmico avanço em nossa vida O alegre espírito de doação Sementes do crescimento Principais trechos Resumo do conteúdo Triunfo Folhas Novas Pacificação da Terra Grande Brilho Volume 5 Manter firmes suas convicções Hiromasa Ikeda vice-presidente da SGI Partido Komei A fonte do humanismo Principais trechos Resumo do conteúdo Volume 6 Fonte de inspiração O drama da revitalização Um dinâmico espírito de procura Principais trechos Resumo do conteúdo Volume 7 Promover a esperança A chegada da primavera na história do kosen-rufu Plantando as sementes da paz Principais trechos Resumo do conteúdo Volume 8 Ser vitorioso em todas as questões Fé destituída de dúvidas A radiante ponteda amizade Principais trechos Resumo do conteúdo Volume 9 Inabalável juramento Principais trechos Resumo do conteúdo Volume 10 Valorizar cada momento Volume 11 O brado pela verdade e justiça Volume 12 O alvorecer dos jovens Volume 13 Orgulho e dinamismo Volume 14 Registrar a verdade Volume 15 “Não sejam derrotados” Volume 16 Sólido juramento Volume 17 Pessoas brilhantes Volume 18 Bússola para vencer Volume 19 Arco-íris da esperança Força para o diálogo Broto da esperança Volume 22 Chave para a vitória Volume 23 Despertar para a sua missão Volume 24 Ânimo e alegria Volume 25 Os próximos dez anos Volume 26 Vença com plenitude Volume 27 Novos passos, novas esperanças