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TEMAS 1 A 7 FISIOPATOLOGIA E DIETOTERAPIA I

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https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 1/80
DEFINIÇÃO
Avaliação do estado nutricional do paciente hospitalizado e ambulatorial. Necessidades
energéticas e prescrição dietética.
PROPÓSITO
Aprender a avaliar o estado nutricional do paciente hospitalizado e em atendimento ambulatorial.
PREPARAÇÃO PRÉVIA
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos uma calculadora científica ou use a
calculadora de seu smartphone/computador.
OBJETIVOS
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 2/80
MÓDULO 1
Elaborar a triagem e avaliação nutricional do paciente
MÓDULO 2
Calcular as necessidades nutricionais do paciente
MÓDULO 3
Identificar as modificações na dieta para atender as necessidades do paciente
INTRODUÇÃO
A avaliação nutricional é um processo sistemático, sendo o ponto de partida da assistência
nutricional. O objetivo desse processo é obter informações, a fim de identificar alterações ligadas
à nutrição, e é constituído de coleta, verificação e interpretação de dados para traçar a
intervenção nutricional mais adequada de forma individual.
Trata-se de um processo complexo e dinâmico, realizado por meio de comparações entre os
dados obtidos e os padrões de referência. Além da abordagem inicial, as reavaliações periódicas
devem ser consideradas para que o estado nutricional do paciente seja monitorado e o
diagnóstico nutricional possa ser emitido, refletindo prontamente a realidade (SBNPE;
ASBRAN, (Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral ; Associação Brasileira de
Nutrição) 2011).
O estado nutricional está diretamente ligado ao tipo de desfecho clínico que o paciente terá, seja
em ambiente hospitalar, seja no extra-hospitalar (SBNPE, 2011). Portanto, quanto mais precoce
forem detectados os riscos nutricionais ou a desnutrição, mais chances de um resultado
favorável.
A grande variedade de medidas nutricionais que a literatura científica disponibiliza ainda não foi
capaz de apontar um método padrão-ouro para a determinação do estado nutricional. Todas as
medidas utilizadas na avaliação do paciente possuem ao menos uma limitação importante; além
disso, ainda podem ser afetadas pela patologia de base ou até mesmo por algum trauma
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 3/80
(SBNPE; ASBRAN, 2011). Por isso, a orientação é que seja coletado o maior número possível de
dados, baseando-se na história dietética e clínica, no exame físico, nas medições
antropométricas e laboratoriais (DIAS – PD, 2011).
MÓDULO 1
 Elaborar a triagem e avaliação nutricional do paciente
TRIAGEM NUTRICIONAL
A triagem nutricional é o ponto de partida para a identificação precoce de pacientes
hospitalizados com risco nutricional. O tipo de intervenção que deve ser implementada depende
desse primeiro passo, que é a análise do risco nutricional.
O paciente que foi classificado em risco nutricional, após ser submetido à triagem, deve ser
encaminhado para a avaliação do estado nutricional e planejamento. Se a terapia nutricional for
instituída precocemente, a evolução clínica do indivíduo será favorecida e terá,
consequentemente, um prognóstico mais favorável (TEIXEIRA, 2016).
A ASBRAN (2011) recomenda que a triagem nutricional seja realizada nas primeiras 24 horas
após a internação do paciente em nível hospitalar e na primeira consulta quando a abordagem
for ambulatorial e domiciliar. Essa etapa deve ser rápida, e a equipe multidisciplinar de saúde
deve ser capaz de aplicá-la durante a admissão hospitalar, desde que seja previamente treinada.
Esse processo pode ser feito pelo próprio paciente (autoaplicado) ou por algum membro da
família.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 4/80
 
Fonte: Shutterstock
Após a triagem, o paciente pode ser classificado em:
SEM RISCO NUTRICIONAL
Sem risco nutricional, mas deve ser reavaliado em intervalos regulares;
COM RISCO NUTRICIONAL
Com risco nutricional e necessita de avaliação do nutricionista.
Diferentes instrumentos têm sido propostos para avaliar o risco nutricional. No Brasil, não há
consenso sobre o melhor método a ser utilizado.
Conheça, clicando abaixo, os principais instrumentos de triagem:
1- MINIAVALIAÇÃO NUTRICIONAL (MAN®)
A Miniavaliação Nutricional (MAN) é um método simples e rápido e tem como objetivo avaliar o
risco de desnutrição e a desnutrição em idosos. Ela é considerada como uma das principais
ferramentas para avaliação nutricional de idosos por ser capaz de identificar aqueles que
poderiam se beneficiar de uma intervenção nutricional precoce (BAUER, 2008; MERHI, 2011). A
MAN é dividida em triagem e, posteriormente, quatro partes:
Avaliação antropométrica (índice de massa corporal – IMC);

javascript:void(0)
javascript:void(0)
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 5/80
Circunferência do braço, circunferência da panturrilha e perda de peso;

Avaliação global (perguntas relacionadas ao modo de vida, à medicação, mobilidade e aos
problemas psicológicos);

Avaliação dietética (perguntas relativas ao número de refeições, à ingestão de alimentos e aos
líquidos e à autonomia na alimentação); e autoavaliação (autopercepção da saúde e da condição
nutricional).
A pontuação de cada parte da MAN será somada, e o resultado permitirá identificar os pacientes
idosos com estado nutricional adequado, com risco de desnutrição ou com desnutrição.
 
Fonte:Shutterstock
2- AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL (SGA)
A SGA é mais uma ferramenta para diagnosticar e classificar a desnutrição. Considerado um
método simples e de baixo custo, após treinamento adequado, a SGA pode ser aplicada por
qualquer profissional de saúde da equipe multiprofissional. Os itens do questionário focam em
questões relacionadas à desnutrição crônica, como: percentual de perda de peso nos últimos
seis meses; modificação na consistência dos alimentos ingeridos; sintomatologia gastrintestinal
persistente por mais de duas semanas; presença de perda de gordura subcutânea e de edema.
A SGA também leva em consideração as alterações funcionais que possam estar acometendo o
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 6/80
paciente. Após a aplicação da SGA, o paciente pode ser classificado em: bem nutrido;
moderadamente desnutrido; gravemente desnutrido (DETSKY, 1987).
Outras condições clínicas, como cirurgia do trato gastrintestinal, câncer, hepatopatias e pacientes
renais crônicos em hemodiálise, também têm indicação de utilização da SGA.
 
3- NUTRITIONAL RISK SCREENING (NRS 2002)
O NRS 2002 é recomendado pela European Society of Parenteral and Enteral Nutrition (ESPEN).
Esse instrumento é capaz de detectar a desnutrição ou o risco do paciente de desenvolvê-la no
período da internação hospitalar. Classifica os pacientes levando em consideração o estado
nutricional e a gravidade da doença. Os idosos recebem atenção especial no NRS2002, já que
recebem um ponto a mais caso tenham mais de 70 anos.
O NRS 2002 inclui quatro perguntas na pré-triagem, o que é recomendada para uso em locais
com pacientes de baixo risco. O instrumento utiliza pontuação variável entre 0 e 6. Quando o
resultado da somatória é maior ou igual a três pontos, o paciente é classificado como “em risco
de desnutrição”. Ao final, sugere a indicação de intervenção de nutrição para os pacientes
desnutridos (SBNPE; ASBRAN, 2011).
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir7/80
 
Fonte:Shutterstock
 ATENÇÃO
A MAN e a SGA podem ser utilizadas tanto para triagem de risco nutricional como para avaliação
do estado nutricional; por isso, também serão citadas no item Avaliação do Estado Nutricional e
Metabólico deste Manual.
A determinação do estado nutricional do indivíduo, ou diagnóstico nutricional, é feita após a
análise de quatro pontos básicos: dimensões corporais aferidas pela antropometria; sinais e
sintomas avaliados pelo exame físico; perfil bioquímico e consumo alimentar. Todos estes tópicos
são apresentados a seguir individualmente.
ANTROPOMETRIA
Antropometria é a medida do tamanho corporal e de suas proporções. É um dos indicadores
diretos do estado nutricional e inclui medidas de peso, altura, pregas cutâneas e circunferências
de membros (LOHMAN; ROCHE; MARTOREL, 1988). A seguir, são descritas as técnicas de
aferição das medidas e, em seguida, estratégias para obtenção das medidas para quando não é
possível aferi-las.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 8/80
 
Fonte:Shutterstock
 
FONTE: SHUTTERSTOCK PESO
PESO ATUAL (PA)
É o peso aferido na balança no dia ou em até 24 horas do atendimento.
PESO USUAL (PU)
javascript:void(0)
javascript:void(0)
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 9/80
Referido pelo paciente como sendo o seu peso “normal”. Deve ser utilizado quando não houver,
por parte do paciente, relato de perda de peso.
PESO IDEAL (PI)
O peso ideal é definido segundo o IMC médio.
Deve ser calculado conforme mostrado a seguir:
 
Fonte: Shutterstock
PESO AJUSTADO (PAJUST)
Estimado a partir do peso atual (PA) e do ideal (PI)
Peso ajustado para obesidade:
 
Fonte: Shutterstock
Peso ajustado para desnutrição:
 
Fonte: Shutterstock
PESO CORRIGIDO (PCOR)
Utilizado para pacientes amputados.
PCOR =[PESO ANTES DA AMPUTAÇÃO/(100% - %AMPUTAÇÃO)] ×100)
Percentuais de peso das partes do corpo para cálculo após amputação
Membro amputado Proporção de peso (%)
Tronco sem membros 50,0
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 10/80
Mão 0,7
Antebraço com mão 2,3
Antebraço sem mão 1,6
Parte superior do braço 2,7
Braço inteiro 5,0
Pé 1,5
Perna abaixo do joelho com pé 5,9
Coxa 10,1
Perna inteira 16,0
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Osterkamp, 1995.
PESO ESTIMADO (PEST)
Utilizado para os casos que são impossíveis de realizar a medida do peso e não há outras formas
de determiná-lo.
Equações para estimativa de peso corporal.
HOMENS= (0,98 X CP) + (1,16 X AJ) + (1,73 X CB) + (0,37 X PCSE) - 81,9
 
MULHERES = (1,27 X CP) + (0,87 X AJ) + (0,98 X CB) + (0,4 X PCSE) - 62,35
CP - Circunferência da panturrilha (cm);
CB - Circunferência do braço (cm);
PCSE - prega cutânea subescapular (mm).
Fonte: Chumlea, 1985
PESO SECO (PSEC)
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Peso corporal seco é o peso descontado de edemas. O valor a ser descontado dependerá do
local e grau de edema apresentado pelo indivíduo. Os quadros a seguir mostram a classificação
de edema e estimativa de correção de peso de edema/ascite.
Classificação de edema.
Edema
+
Depressão leve (2 mm); contorno normal; associado com volume de líquido
intersticial >30%
Edema
++
Depressão mais profunda (4 mm); contorno quase normal; prolonga mais que
edema +1
Edema
+++
Depressão profunda (6 mm); Permanece vários segundos após a pressão
Edema de pele óbvio pela inspeção geral
Edema
++++
Depressão profunda (8 mm); permanece por tempo prolongado após a
pressão; Inchaço evidente. Presença de sinal de cacifo.
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: DNS, 2000 (Adaptado)
Estimativa de peso relativo a edema em pacientes edemaciados.
Edema Localização Excesso de peso hídrico (kg)
+ Tornozelo 1
++ Joelho 3 – 4
+++ Base da coxa 5 – 6
++++ Anasarca 10 – 12
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: James, 1989.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 12/80
Estimativa de peso relativo à ascite em pacientes ascíticos.
Edema Peso da ascite (kg) Edema periférico (kg)
Leve 2,2 1,0
Moderado 6,0 5,0
Grave 14,0 10,0
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: James, 1989.
% DE PERDA PONDERAL (PP%)
Perda ponderal refere-se à porcentagem de perda de peso, tendo como base o peso usual (PU).
Nesse percentual de perda de peso, deve ser considerado o tempo em que o peso foi perdido.
PP% = (PU-PA) X 100 PU
Classificação do grau de perda ponderal segundo tempo de perda.
Tempo Perda significativa (%) Perda severa (%)
1 semana 1 – 2 >2
1 mês 5 >5
3 meses 7,5 >7,5
6 meses 10 >10
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 13/80
 
FONTE: SHUTTERSTOCK ALTURA
ALTURA AFERIDA (ALT)
É a altura aferida no dia ou em até 24 horas do atendimento.
ALTURA ESTIMADA
Pode ser estimada principalmente de acordo com os três modos apresentados a seguir.
ALTURA ESTIMADA POR EQUAÇÕES
Utiliza idade em anos e altura do joelho em centímetros
Equações de estimativa da altura pela altura do joelho e idade.
População Masculino Feminino
Crianças
64,19 – (0,04 x idd) + (2,02 x
AJ)
84,88 – (0,24 x Idd) + (1,83 x
AJ)
Brancos (18 a 60
anos)
71,85 + (1,88 x AJ) 70,25 + (1,87 x AJ) – (0,06 x
idd)
javascript:void(0)
javascript:void(0)
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 14/80
Negros (18 a 60
anos)
73,42 + (1,79 X AJ)
68,10 + (1,86 X AJ) – (0,06 x
Idd)
Idosos
64,19 – (0,04 x idd) + (2,04 x
AJ)
84,88 – (0,24 x idd) + (1,83 x
AJ)
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Chumlea et al ., 1985.
 
Fonte:Shutterstock
ESTATURA RECUMBENTE
Para a tomada da estatura recumbente, coloque o paciente em posição supina
(deitado de costas), com o leito em posição horizontal completa. Em seguida,
faça marcas no lençol na altura do topo da cabeça e da base do pé (lado direito);
finalize medindo as marcas com uma fita métrica. Esse é um dos métodos
preferidos nas Unidades de Terapias Intensivas (UTI). Embora o resultado possa
ser em torno de 2% maior do que a medida em pé, essa parece ser uma boa
opção (MARTINS, 2010).
EXTENSÃO DOS BRAÇOS
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 15/80
Ou envergadura do braço. Essa medida pode ser tomada com o indivíduo na
horizontal, aferindo a distância entre os dáctilos maiores. No caso de utilizar a
semienvergadura do braço (medir da incisura jugular do esterno ao dáctilo maior
de qualquer um dos braços), multiplicar o valor por dois.
 
FONTE: SHUTTERSTOCK ÍNDICE DE MASSA
CORPORAL (IMC)
O IMC é determinado pela relação entre peso e altura quadrática do indivíduo.
IMC = PESO (KG)/ALTURA²
Clique nas abas abaixo e conheça a classificação do IMC para:
IDOSOS
Classificação do índice de massa corporal para idosos.
IMC Estado nutricional
< 22 Baixo peso
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 16/80
22 a 27 Eutrófico
> 27 Sobrepeso
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte:Lipschitz, 1994.
ADULTOS
Classificação do índice de massa corporal para adultos.
IMC Estado nutricional
≥40 Obesidade grau III
35,00 a 39,99 Obesidade grau II
30,0 a 34,99 Obesidade grau I
25,00 a 29,99 Sobrepeso
18,50 a 24,99 Eutrófico (normal)
17,00 a 18,49 Magreza grau I
16,00 a 16,99 Magreza grau II
<16,00 Magreza grau III
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Lipschitz, 1994.
CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA (CC)
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 17/80
A circunferência da cintura é um bom indicador de risco cardiovascular. Porém, deve-se dar
atenção ao seu uso devido às interferências em sua medida, ocasionadas por visceromegalias ou
ascite/edema.
Classificação e risco de complicações metabólicas associadas à circunferência
abdominal.
 Sem risco Risco moderado Alto risco
Homem <94 cm 94 a 102 cm >102 cm
Mulher <80 cm 80 a 88 cm >88 cm
CIRCUNFERÊNCIA DO BRAÇO (CB)
A circunferência do braço é um bom indicador de reserva muscular. A classificação da CB é
apresentada no quadro a seguir:
CLASSIFICAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA BRAQUIAL
(CM)
Classificação da circunferência braquial (cm) por percentis e por idade de indivíduos dos sexos
masculino e feminino.
Masculino
Idade 5 10 25 50 75 90 95
18 - 18,9 245 260 273 297 321 321 379
19 - 24,9 262 272 288 308 331 331 372
25 - 34,9 271 282 300 319 342 342 375
35 - 44,9 278 287 305 326 345 345 374
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 18/80
45 - 54,9 267 281 301 322 342 342 376
55 - 64,9 258 273 296 317 336 336 369
65 - 74,9 248 263 285 307 325 325 355
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
Feminino
Idade 5 10 25 50 75 90 95
18 - 18,9 222 227 251 268 281 312 325
19 - 24,9 221 230 247 265 290 319 345
25 - 34,9 233 240 256 277 304 348 368
35 - 44,9 241 251 267 291 317 356 378
45 - 54,9 242 256 274 299 328 362 384
55 - 64,9 243 257 208 303 335 367 385
65 - 74,9 240 252 274 299 326 356 373
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Frisancho, 1981.
ADEQUAÇÃO DA CB (CB%)
Esta medida compara a CB atual à recomendada (percentil 50) para a idade.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 19/80
CB% = (CB ATUAL (CM)/ CB PERCENTIL 50) X 100
Classificação da adequação da circunferência do braço
Classificação Adequação da CB (%)
Desnutrição Energético Proteica
Grave < 70
Moderada 70 – 80
Leve 80 – 90
Eutrófico 90 – 110
Sobrepeso 110 – 120
Obesidade > 120
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Blackburn, 1979.
CIRCUNFERÊNCIA MUSCULAR DO BRAÇO (CMB)
Avalia a reserva de tecido muscular sem correção da massa óssea. É obtida a partir dos valores
da CB e da prega cutânea tricipital (PCT).
CMB (CM) = CB (CM) -Π X [PCT (MM) ¸ 10]
Onde: π = 3,14
CLASSIFICAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA MUSCULAR DO
BRAÇO (CM)
Classificação da circunferência muscular do braço (cm) por percentis e por idade de indivíduos
dos sexos masculino e feminino.
Masculino
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 20/80
Idade 5 10 25 50 75 90 95
18 - 18,9 22,6 23,7 25,2 26,4 28,3 29,8 32,4
19 - 24,9 23,8 24,5 25,7 27,3 28,9 30,9 32,1
25 - 34,9 24,3 25,0 26,4 27,9 29,8 31,4 32,6
35 - 44,9 24,7 25,5 26,9 28,6 30,2 31,8 32,7
45 - 54,9 23,9 24,9 26,5 28,1 30,0 31,5 32,6
55 - 64,9 23,6 24,5 26,0 27,8 29,8 31,0 32,0
65 - 74,9 22,3 23,5 25,1 26,8 28,4 29,8 30,6
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
Feminino
Idade 5 10 25 50 75 90 95
18 - 18,9 17,4 17,9 19,5 20,2 21,5 23,7 24,5
19 - 24,9 17,9 18,5 19,5 20,7 22,1 23,6 24,9
25 - 34,9 18,3 18,8 19,9 21,2 22,8 24,6 26,4
35 - 44,9 18,6 19,2 20,5 21,8 23,6 25,7 27,2
45 - 54,9 18,7 19,3 20,6 22,0 23,8 26,0 28,0
55 - 64,9 18,7 19,6 20,9 22,5 24,4 26,6 28,0
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 21/80
65 - 74,9 18,5 19,5 20,8 22,5 24,4 26,4 27,9
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Frisancho, 1981.
ADEQUAÇÃO DA CMB (CMB%)
Esta medida compara a CMB atual à recomendada (percentil 50) para a idade.
CMB% = (CMB ATUAL (CM)/ CMB PERCENTIL 50) X 100
Classificação do estado nutricional segundo adequação da CMB.
 
Desnutrição 
Grave Moderada Leve Eutrofia
CMB < 70 % 70 – 80 % 80 – 90 % 90 %
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Blackburn; Thornton, 1979 (Adaptado).
DOBRA CUTÂNEA TRICIPITAL (DCT)
As dobras cutâneas avaliam a reserva de gordura corporal, sendo a prega cutânea tricipital
(DCT) a mais utilizada rotineiramente.
CLASSIFICAÇÃO DA DOBRA CUTÂNEA TRICIPITAL
(DCT)
Classificação da dobra cutânea tricipital (DCT) (mm) por percentis e por idade de indivíduos dos
sexos masculino e feminino.
Masculino
Idade 5 10 15 25 50 75 85 90 95
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 22/80
18,0 -
24,9
4,0 5,0 5,5 6,5 10,0 14,5 17,5 20,0 23,5
25,0 -
29,9
4,0 5,0 6,0 7,0 11,0 15,5 19,0 21,5 25,0
30,0 -
34,9
4,5 6,0 6,5 8,0 12,0 16,5 29,0 22,0 25,0
35,0 -
39,9
4,5 6,0 7,0 8,5 12,0 16,0 18,5 29,5 24,5
40,0 -
44,9
5,0 6,0 6,9 8,0 12,0 16,0 19,0 21,5 26,0
45,0 -
49,9
5,0 6,0 7,0 8,0 12,0 16,0 19,0 21,0 25,0
50,0 -
54,9
5,0 6,0 7,0 8,0 11,5 15,0 18,5 20,8 25,0
55,0 -
59,9
5,0 6,0 6,5 8,0 11,5 15,0 18,0 20,5 25,0
60,0 -
64,9
5,0 6,0 7,0 8,0 11,5 15,5 18,5 20,5 24,0
65,0 -
69,9
4,5 5,0 6,5 8,0 11,0 15,0 18,0 20,0 23,5
70,0 -
74,9
4,5 6,0 6,5 8,0 11,0 15,0 17,0 19,0 23,0
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 23/80
Feminino
Idade 5 10 15 25 50 75 85 90 95
18,0 -
24,9
9,0 11,0 12,0 14,0 18,5 24,5 28,5 31,0 36,0
25,0 -
29,9
10,0 12,0 13,0 15,0 20,0 26,5 31,0 34,0 38,0
30,0 -
34,9
10,5 13,0 15,0 17,0 22,5 29,5 33,0 35,5 41,5
35,0 -
39,9
11,0 13,0 15,5 18,0 23,5 30,0 35,0 37,0 41,0
40,0 -
44,9
12,0 14,0 16,0 19,0 24,5 30,5 35,0 37,0 41,0
45,0 -
49,9
12,0 14,5 16,5 19,5 25,5 32,0 35,5 38,0 42,5
50,0 -
54,9
12,0 15,0 17,5 20,5 25,5 32,0 36,0 38,5 42,0
55,0 -
59,9
12,0 15,0 17,0 20,5 26,0 32,0 36,0 39,0 42,5
60,0 -
64,9
12,5 16,0 17,5 20,5 26,0 32,0 35,5 38,0 42,5
65,0 -
69,9
12,0 14,5 16,5 19,0 25,0 30,0 33,5 36,0 40,0
70,0 - 11,0 13,5 15,5 18,0 24,0 29,5 32,0 35,0 38,5
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 24/80
74,9
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Frisancho, 1990.
ADEQUAÇÃO DA DCT (DCT%)
Esta medida compara a DCT atual à recomendada (percentil 50) para a idade.
DCT% = (DCT ATUAL (MM)/ DCT PERCENTIL 50) X 100
Classificação do estado nutricional segundo adequação da DCT
 
Desnutrição
Eutrofia Sobrepeso Obesidade
Grave Moderada Leve
PCT
< 70
%
70 – 80
80 –
90%
90 –
100 %
110 – 120
%
> 120 %
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Blackburn, 1979 (Adaptado)
CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA (CP)
Uma CP inferior ao ponto de corte indica perda de massa magra, possivelmente associada à
sarcopenia em idosos. Ponto de corte: 31 cm (GUIGOZ et al., 1999).
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir25/80
 
Fonte:Shutterstock
EXAME FÍSICO
O exame físico, combinado com outros componentes da avaliação nutricional, pode fornecer
evidências de deficiências nutricionais ou piora de capacidade funcional.
A semiologia nutricional é realizada de forma sistêmica e progressiva, da cabeça aos pés, com o
objetivo de determinar as condições nutricionais do paciente (SBNPE; ASBRAN, 2011).
Classificação do estado nutricional a partir da perda de gordura subcutânea.
NORMAL
Nenhuma perda de gordura subcutânea.
DESNUTRIÇÃO LEVE/MODERADA
Sinais de perda em algumas regiões.
DESNUTRIÇÃO GRAVE
Perda grande de gordura em todas ou em uma região.
javascript:void(0)
javascript:void(0)
javascript:void(0)
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 26/80
EXAME ABDOMINAL
É realizada a inspeção, ausculta e palpação.
A seguir, temos a anatomia do abdômen. Com o propósito de facilitar a avaliação, o abdômen
pode ser dividido em quadrantes. Clique na imagem abaixo e conheça as estruturas abdominais
por quadrante.
 
Fonte:Shutterstock
QUADRANTE SUPERIOR DIREITO
Fígado e vesícula biliar piloro; duodeno; cabeça de pâncreas; flexura cólica direita; parte do cólon
ascendente e transverso; parte do rim direito e glândula adrenal.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 27/80
 
Fonte:Shutterstock
QUADRANTE SUPERIOR ESQUERDO
Estômago; parte do cólon transverso e descendente; lobo esquerdo do fígado; baço; pâncreas;
flexura cólica esquerda; parte do rim esquerdo e glândula adrenal.
 
Fonte:Shutterstock
QUADRANTE INFERIOR DIREITO
Ceco e apêndice; parte do cólon ascendente; ovário ureter direito; bexiga e útero; se aumentado,
parte inferior do rim direito.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 28/80
 
Fonte:Shutterstock
QUADRANTE INFERIOR ESQUERDO
Cólon sigmoide; parte do cólon descendente; ovário; ureter esquerdo; bexiga e útero; se
aumentado, parte inferior do rim esquerdo.
INSPEÇÃO
PALPAÇÃO
AUSCULTA
Inspeção – realizada para identificar sinais específicos que auxiliem no diagnóstico médico ou
nutricional.
Pele – avaliar presença de icterícia, palidez, coloração, estrias, erupções cutâneas e/ou
escaras.
Contorno abdominal – abdômen côncavo (pouca reserva de gordura); abdômen redondo ou
protuberante (excesso de gordura ou tônus muscular debilitado, ascite, tumor, gestação,
distensão gasosa ou uma emergência abdominal).
Aparência geral – o abdômen deve estar simetricamente bilateral, sem massas e com o
umbigo no centro, sem descoloração ou drenagens.
Palpação – em geral, é feita após a inspeção e envolve exame táctil para avaliar as estruturas
corporais, incluindo: textura, tamanho, temperatura e mobilidade. Utilizada para detectar áreas
moles, áreas de rigidez muscular, tamanho de órgãos e presença de massas abdominais.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 29/80
Palpação leve – deve ser realizada com o paciente em posição supina. Utilizar a palma da
mão ou dedos (não utilizar as pontas dos dedos). Segurar dois dedos juntos, com a mão
levantada, sem deslizar sobre o abdômen quando apalpar nova área.
Palpação profunda – utilizar a parte plana da mão direita, coberta pela mão esquerda. A
ponta dos dedos exerce uma pressão suave e constante.
Se ocorrer aumento da dor, suspeita-se de peritonite generalizada, especialmente se, durante a
descompressão brusca, houver piora da dor.
Ausculta – envolve ouvir os diferentes sons corporais, com o auxílio de um estetoscópio.
Ruídos intestinais: o intestino delgado permanece ativo na maioria dos pacientes durante o
período pós-operatório imediato, enquanto o estômago e o intestino grosso são mais lentos
para retornar à função normal. A administração de nutrientes no intestino delgado pode
permitir a alimentação pós-operatória precoce. Entretanto, o estômago pode necessitar ser
esvaziado por sucção, para evitar a distensão gástrica e o risco de aspiração.
Ruído normal: de 5-30 vezes por minuto, sendo mais frequente após as refeições.
Ruído diminuído: suaves e espaçados. Podem ocorrer em casos de motilidade diminuída,
inflamação do intestino ou tecidos subjacentes, desequilíbrio eletrolítico e no pós-
operatório.
Ruídos ausentes: nenhum som intestinal após 2 minutos de ausculta. Pode ocorrer em caso
de íleo paralítico ou peritonite.
Ruídos aumentados ou hiperativos: indicam motilidade aumentada (ex.: uso de laxantes e
gastroenterite).

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Fonte:Shutterstock
CAVIDADE ORAL
Verificar dificuldades de mastigação, dentes (ausentes ou quebrados, presença e adaptação de
prótese), lábios e gengivas (sangramento, cor anormal, lesões, fissuras ou úlceras); língua (cor,
presença de tremores, papilas, edema ou superfície anormal), hipo e hipersalivação.
ESÔFAGO
Verificar disfagia, odinofagia, pirose, dor, regurgitação, eructação, soluço, sialorreia, engasgos,
êmese e/ou hematêmese, algias, paresias.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 31/80
 
Fonte:Shutterstock


 
Fonte:Shutterstock
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ESTÔMAGO
Verificar presença de dor aguda ou crônica, dor intermitente ou constante, dificuldade de
digestão, gastroparesia, sensação de plenitude pós-prandial, náuseas, êmese e/ou hematêmese
e/ou vômito biliar.
INTESTINOS DELGADO E GROSSO
Verificar presença de dor aguda ou crônica, dor intermitente ou constante, paresia, diarreia,
consistência e formato das fezes, esteatorreia, melena, obstipação e mudanças de ritmo
intestinal, presença de fecaloma, distensão abdominal, entre outros.
 
Fonte:Shutterstock

ESCALA DE BRISTOL PARA A CLASSIFICAÇÃO DAS FEZES
SEGUNDO FORMA E CONSISTÊNCIA.
javascript:void(0)
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Fonte:Shutterstock
REGIÃO ANAL
Verificar dificuldades de evacuação, dores ao evacuar, sangramentos, melena, fístulas, lesões,
hemorroidas, prurido anal, formação de massas, fissuras, pólipos, entre outros.
CLASSIFICAÇÃO DA DIARREIA SEGUNDO CONTEÚDO
DAS FEZES
Osmótica
O conteúdo luminal está muito concentrado pela presença de substâncias
não absorvíveis. Há retardo na absorção de água e pode ser ocasionada
por doença da má-absorção.
Secretora
Há secreção ativa de água e eletrólitos pela mucosa intestinal. O
conteúdo luminal tem osmolaridade normal. Pode ser causada por
enterotoxinas.
Motora
Há aceleração na motilidade e no trânsito intestinal. O conteúdo luminal
tem osmolaridade normal. A mucosa tem secreção normal de água e
eletrólitos. Pode ser ocasionada por uso de medicamentos procinéticos ou
hipertireoidismo.
Exsudativa Há passagem anormal de líquidos do meio interno para a luz intestinal.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 34/80
Não há alterações secretórias nem da osmolaridade luminal. Pode ser
ocasionada por neoplasias, isquemias e doenças inflamatórias do
intestino (doença de Crohn).
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Dantas, 2004.
SEMIOLOGIA NUTRICIONAL
A semiologia nutricional é realizada de forma sistêmica e progressiva, da cabeça aos pés, com o
objetivo de determinar as condições nutricionaisdo paciente (SBNPE, 2011). É a parte da
medicina relacionada ao estudo dos sinais e sintomas das doenças humanas. A semiologia é
muito importante para o diagnóstico da maioria das enfermidades.
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES CLÍNICAS EM ALGUMAS
DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS.
Região Manifestação
Possível
Significado/Deficiência
Cabelo
Perda do brilho, seco, quebradiço,
fácil de arrancar, despigmentação,
sinal de bandeira
Proteína e zinco
Face Seborreia nasolabial, edema de face B2, Fe e Proteína
Têmporas Atrofia bitemporal
Ingestão insuficiente,
imunoincompetência
Olhos
Brilho reduzido Desidratação
Palidez conjuntival, xerose, blefarite
angular
Fe, vit. A, B2 e B6
Boca Baixa produção de saliva, baixa Desidratação
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 35/80
umidade na parte inferior da língua
Lábios Estomatite angular, queilite B2
Língua
Glossite, língua magenta, atrofia e
hipertrofia das papilas
B2, B3, B9, B12
Gengivas Esponjosas, sangramento Vitamina C
Bochechas
Bola gordurosa de Bichat depletada.
Associa-se com a atrofia temporal,
formando o sinal de “asa quebrada”.
Perda proteico-calórica
prolongada
Pele
Xerose, hiperceratose folicular,
petéquias, equimoses excessivas
Vitaminas A, C e K
Turgor e elasticidade reduzidos Desidratação
Pele e mucosas Amareladas Icterícia
Pele em
regiões
palmoplantares
e mucosas,
principalmente
conjuntival e
labial
Palidez Anemia
Pele e mucosas Amareladas Icterícia
Regiões supra
e
infraclaviculares
(pescoço)
Perdas musculares Depleção crônica
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Fúrcula esternal
(pescoço)
Perdas musculares Depleção crônica
Pescoço Bócio Hipertireoidismo
Abdome
Escavado
Perda da reserva
calórica
“Umbigo em chapéu”
Privação calórica, sem
perda ponderal
significativa
Musculatura
paravertebral
Atrofia. Redução da força de
sustentação corporal
Depleção crônica
Membros
superiores
Atrofia da musculatura bi e tricipital Depleção crônica
Atrofia das musculaturas de
pinçamento
Depleção crônica
Membros
inferiores
Atrofia da musculatura das coxas
(fossa de quadríceps)
Perda de força muscular
Atrofia da musculatura das
panturrilhas
Desnutrição proteico-
calórica
Sistema
músculo-
esquelético
Atrofia muscular, alargamento
epifisário, perna em “X”, flacidez das
panturrilhas, fraturas
Vitamina D, B1 e Cálcio
Unhas Coiloníquea, quebradiças Ferro
Fácies aguda
Paciente cansado, não consegue ficar
com olhos abertos por muito tempo
Desnutrição aguda
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Fácies crônica Aparência de tristeza, depressão Desnutrição crônica
Tecido
subcutâneo
Edema, pouca gordura Proteína e calorias
Sistema
geniturinário
Dermatose vulvar e escrotal Riboflavina
Ardência durante micção Infecção
Sistema
nervoso
Alterações psicomotoras e sensitivas,
depressão, fraqueza motora,
formigamento (mãos/ pés)
 
Sistema
nervoso
Alterações psicomotoras Confusão
mental, depressão, perda sensitiva,
fraqueza motora, perda de senso de
posição, perda da sensibilidade
vibratória, perda da contração de
punho e tornozelo, formigamento de
mãos e pés (parestesia)
Kwashiorkor, B1, B6,
B12, ácido nicotínico
Sistema
cardiovascular
Cardiomegalia B1
Sistema
Gastrointestinal
Hepato-esplenomegalia Kwashiorkor
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Duarte; Borges, 2007; Duarte; Castellani, 2002.
EXAME FÍSICO DO ESTADO NUTRICIONAL PARA A
AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL.
Estado Nutricional
Gordura Dicas Desnutrição Desnutrição Bem nutrido
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Sub-
cutânea
grave Leve/
Moderada
Abaixo dos
olhos
---
Círculos
escuros,
depressão,
pele solta e
flácida, “olhos
fundos”
---
Depósito de
gordura
visível
Região do
tríceps e
bíceps
Cuidado para
não prender o
músculo ao
pinçar o local.
Movimentar a
pele entre os
dedos
Pouco espaço
de gordura
entre os
dedos ou os
dedos
praticamente
se tocam
---
Tecido
adiposo
abundante
Massa
muscular
---
Desnutrição
grave
Desnutrição
leve/
Moderada
Bem nutrido
Têmporas
Observar de
frente, olhar
os dois lados
Depressão
Depressão
leve
Músculo bem
definido
Ombros
O paciente
deve
posicionar os
braços ao
lado do corpo:
procurar por
ossos
proeminentes
Ombro em
forma
quadrada
(formando
ângulo reto),
ossos
proeminentes.
Acrômio
levemente
protuberante
Formato
arredondado
na curva da
junção do
ombro com o
pescoço e do
ombro com o
braço.
Escápula Procurar por
ossos
Ossos
proeminentes,
Depressão
leve ou
Ossos não
proeminentes,
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 39/80
proeminentes;
o paciente
deve estar
com o braço
esticado para
a frente e a
mão
encostada
numa
superfície
sólida
visíveis;
depressão
entre a
escápula, as
costelas, o
ombro e a
coluna
vertebral.
ossos
levemente
proeminentes
sem
depressão
significativa
Músculo
interósseo
Observar o
dorso da
mão, o
músculo entre
o polegar e o
indicador,
quando esses
dedos estão
unidos
Área entre o
dedo
indicador e o
polegar
achatada ou
com
depressão
Depressão
leve
Músculo
proeminente
Quadríceps
Pinçar e
sentir o
volume do
músculo
Parte interna
da coxa com
depressão
Depressão
leve
Sem
depressão
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Cuppari, 2006.
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 40/80
 
Fonte:Shutterstock
AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA
A avaliação dos exames bioquímicos auxilia a detecção de alterações metabólicas, falências
orgânicas e carências nutricionais (SBNPE; ASBRAN, 2011). A avaliação bioquímica deve ser
feita à luz da história clínica do paciente e associada aos demais parâmetros de avaliação
nutricional para determinação do diagnóstico nutricional. A seguir, são apresentados alguns
exames bioquímicos e sua interpretação.
 
Fonte:Shutterstock
EXAMES BIOQUÍMICOS
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 41/80
EXAMES BIOQUÍMICOS, VALORES DE REFERÊNCIA E POSSÍVEIS CAUSAS
E SIGNIFICADOS DAS ALTERAÇÕES.
Quadro
Resumo
Valores de
Referência
Causas/ Significado de Valores Anormais
Albumina
Vida média: 19
- 20 dias 3,5 –
5,0 g/dL
Reflete o estado nutricional através das reservas
proteicas viscerais; 
Depleção proteica crônica; 
Manutenção da pressão oncótica 
Transportadora de Ca, Zn, Mg, ácidos graxos e
outros.
Amilase 25 - 125U/L
Na pancreatite aguda, caxumba, úlcera péptica
perfurada, intoxicação por álcool, insuficiência
renal, colecistite aguda, obstrução do ducto
pancreático ou biliar. Em hepatite, insuficiência
hepática, cirrose, insuficiência pancreática,
toxemia de gestação, queimaduras severas.
Amônia
(NH3)
40 - 80 mcg/dL
Avalia função hepática Na doença hepática ou no
coma (cirrose ou hepatite severa), insuficiência
cardíaca severa, azotemia, pericardite, enfisema
pulmonar, bronquite aguda, síndrome de Reye.
Com dieta hiperproteica, exercício extenuante,
terapia com valproato sódico.
Basófilos
0 - 2% 0 -
200/mm3
Basofilia: em colite ulcerativa, sinusite crônica,
nefrose, anemias hemolíticas crônicas, doença de
Hodgkin, pós-esplenectomia. 
Basopenia: em hipertireoidismo, gestação,
estresse, infecção aguda, síndrome de Cushing.
Bicarbonato
(HCO3)
21 - 29 mmol/L Equilíbrio ácido-básicoSituações normais: base:ácido 20:1 
• alcalose metabólica (ácidos e HCO3 no líquido
extracelular), acidose respiratória, enfisema,
https://stecine.azureedge.net/repositorio/avaliacao_nutricional_do_paciente_hospitalizado_e_em_atendimento_ambulatorial/index.html#imprimir 42/80
vômito, aldosteronismo. 
• acidose metabólica, insuficiência renal,
cetoacidose diabética, acidose lática, diarreia,
alcalose/estímulo respiratório (hiperventilação,
histeria, falta de O2, febre, salicilatos),
hiperparatireoidismo primário, privação alimentar
prolongada.
Bilirrubina
Total: 0,2 - 1,0
mg/ dL
Principal produto do catabolismo da hemoglobina. 
Dano hepatocelular, obstrução biliar, toxidade por
droga, hemólise, jejum prolongado, icterícia
fisiologia neonatal, hipotiroidismo. 
Bilirrubina direta: mede a bilirrubina conjugada
ou pós-hepática. 
• em obstrução biliar. 
Bilirrubina indireta: mede a bilirrubina não
conjugada. 
• no dano hepático e na anemia hemolítica."
Cálcio total
(Ca)
8,5 -
10,8mg/dL
Função muscular e nervosa. Metabólico
intracelular.
Colesterol
total
Desejável <
200mg/ dL
Limite 200 -
239mg/ dL
Elevado ≥
240mg/ dL
Avaliação do risco de doenças coronarianas.
Funções fisiológicas, incluindo na síntese de
ácidos biliares, hormônios esteroides e
membrana celular.
Creatinina
M: 0,8 - 1,2
mg/dL F: 0,6 -
1,0 mg/dL
Útil para a avaliação renal
Eosinófilos 0-5% 
0-500/mm3"
Eosinofilia - em asma brônquica, urticária,
infecção parasitária, leucemia mieloide crônica,
policitemia, anemia perniciosa, doença de
Hodgkin, neoplasia maligna, irradiação, artrite
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reumatoide, tuberculose. 
Eosinopenia - em eclampsia, grandes cirurgias,
choque.
Ferritina
M: 36 -
262ng/mL F:
10 - 155ng/dL
 
Ferro
50 -
150mcg/dL
 
Fosfatase
alcalina
75 - 970 U/L 
Gama-
glutamil
5 - 40 U/L
Útil na diferenciação entre desordens hepáticas e
ósseas. Na doença hepática, tumores hepáticos,
hepatotoxicidade, obstrução biliar, pancreatite,
alcoolismo.
Glicose
(jejum)
70 - 110mg/dL 
Glicose
(urina)
Aceitável: 1+
durante a
terapia
nutricional
enteral ou
parenteral
No estresse severo (trauma, infecção)
Glicose-6-
fosfato
12 ± 2,09 Ul/g
Anemia perniciosa, perda sanguínea crônica,
outras anemias megaloblásticas. Deficiência
hereditária da glicose-6-fosfato desidrogenase =
susceptibilidade para anemia
hemolítica/hemólise.
Globulina 2,3 - 3,5 g/dL Urina concentrada: no DM, nefrose, febre,
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desidratação, vômito, diarreia, ingestão hídrica
baixa. 
Urina diluída: DM insípidos, pielonefrite ou
glomerulonefrite crônica, dano renal severo,
intoxicação hídrica.
Hematócrito
M: 40 - 50% F:
35 - 45%
Desidratação, policitemia, choque, na anemia
(<30), perda sanguínea, hemólise, leucemia,
hipertireoidismo, cirrose, hiper-hidratação.
Hemoglobina M: 13,5 - 18g/L
Em queimaduras severas, policitemia,
insuficiência cardíaca, talassemia, DPOC,
desidratação, na anemia, hipertireoidismo,
cirrose, várias doenças sistêmicas (leucemia,
lúpus, doença de Hodgkin).
Hemoglobina
corpuscular
média (HCM)
26 - 34
pg/eritrócitos
Anemia macrocítica, falso em hiperlipidemia. 
Anemia microcítica.
Hemograma 
Consiste em: leucócitos, eritrócitos, hemoglobina,
hematócrito, volume globular médio, hemoglobina
corpuscular média, concentração de hemoglobina
globular média, plaquetas.
Hormônio
tireotrófico
(TSH)
0,5 - 5
mcU/mL
Aumenta hipotireoidismo primário. 
Reduz no hipertireoidismo, hipotireoidismo
secundário, terapia com hormônio da tireoide.
Lactato
Plasma
arterial: 4,5 -
14,4 mg/dL 
Plasma
venoso: 5 - 12"
Acidose lática, exercício extenuante, sepse,
estresse, toxinas.
Leucócitos 4,5 -11 x
103cél mm3
Leucocitose: leucemia, infecção bacteriana,
hemorragia, trauma ou injúria tissular, câncer. 
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Leucopenia: infecções virais, quimioterapia,
radiação, depressão da medula óssea.
Leucograma
(contagem
diferencial de
leucócitos)
 
Consiste em: monócitos, linfócitos, basófilos,
eosinófilos e neutrófilos.
Linfócitos
20 - 50% 
1500 -
5000/mm3
Linfocitose: hepatite viral, infecção por
citomegalovírus, toxoplasmose, rubéola, infecção
aguda por HIV, leucemia linfocítica crônica e
aguda. 
Linfocitopenia: em infecções e enfermidades
agudas, doenças de Hodgkin, lúpus, anemia
aplástica, insuficiência renal, AIDS, carcinoma
terminal.
Lipase <1,5 Ul/mL
Aumenta em pancreatite aguda, infecção do trato
biliar, insuficiência renal.
Magnésio
1,3 - 2,1
mEq/L
Reduz na insuficiência renal, acidose diabética,
hipotireoidismo, doença de Addison, hidratação,
excesso de uso de suplemento de magnésio ou
antiácido. Reduz na diarreia crônica, perdas
gastrointestinais, queimaduras, alcoolismo,
pancreatite, doença renal, cirrose hepática,
toxemia da gestação, hipertireoidismo, má-
absorção, colite ulcerativa, diuréticos, depletores
de potássio, desnutrição, uso de cisplatina e
cicloporina.
Monócitos
0 - 12% 
90 - 900/mm3
Monocitose: em tuberculose, colite ulcerativa,
leucemia monocítica aguda, mieloma múltiplo,
doença de Hodgkin, lúpus, artrite reumatoide,
febre. Monocitopenia: em anemia aplástica.
Neutrófilos 40 - 80% Neutrofilia: em infecções, desordens
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1800-
8000/mm3
inflamatórias (ex.: artrite reumatoide, dano
tissular, infarto do miocárdio, gota, pancreatite,
colite, peritonite, nefrite), diabetes, uremia,
eclampsia, necrose hepática, desordem
mieloproliferativa (incluindo leucemia mieloide
crônica, policitemia), pós-esplenectomia, anemias
hemolíticas, hemorragias, queimaduras,
gestação, choque elétrico. 
Neuropenia: em infecções, anemia aplástica,
leucemia agudas, anemia megaloblástica, anemia
ferropriva, hipotireoidismo, cirrose."
PCO2 35 - 45 mmHg
Acidose: em hipoventilação secundária à
anestesia geral, DPOC, obstrução das vias
aéreas. 
Alcalose: em desordens do SNC, hipoxemia."
pH
Arterial: 7,35 -
7,45 
Venoso: 7,31 -
7,41
Alcalose respiratória ou metabólica: em
vômitos, de potássio ou cloro, febre alta,
hiperventilação, anoxia, hemorragia cerebral. 
Acidose respiratória ou metabólica: na
cetoacidose diabética, insuficiência renal,
diarreia, insuficiência respiratória, obstrução das
vias aéreas, choque, insuficiência cardíaca
congestiva."
Potássio
3,5 - 5,0
mEq/L
Hipercalemia: insuficiência renal, trauma, dano
tissular, acidose, doença de Addison, diabetes
não controlada, hemorragia interna, infecção,
febre, queimaduras, excesso de suplemento de
potássio, hemólise. Hipocalemia: na perda
gastrointestinal, líquido endovenoso sem
suplementação de potássio, abuso de álcool, má-
absorção, desnutrição, alcalose, estresse crônico
ou febre, diurético depletor de potássio, uso de
esteroide e estrogênio, doença hepática com
ascite, insuficiência renal."
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Proteína
carreadora de
retinol
Meia-vida: 12
horas 
< 0,4 mg/L
Transportadora de vitamina A no plasma; 
Reduzida na deficiência da vitamina A, estados
catabólicos agudos e hipertireoidismo.
Proteína total 6,0 - 8,0 g/dL
Desidratação, deficiência proteica, doença
hepática severa, desnutrição, diarreia,
queimaduras severas ou infecção, edema,
síndrome nefrótica.
Reticulócitos
% de
eritrócitos
totais: 
M: 0,5-1,5% 
F: 0,5-2,5%
Anemias hemolíticas, anemia falciforme, anemia
ferropriva, aplástica e perniciosanão tratada,
infecção crônica, radioterapia, tumor de medula
óssea, síndromes mielodisplásticas
Sódio 136-143mEq/L
Hipernatremia: desidratação e ingestão hídrica
baixa, uso de diuréticos, insuficiência renal,
diabetes insípido (diurese osmótica), síndrome de
Cushing, coma, hiperaldosteronismo primário.
Hiponatremia: edema, queimadura severa,
vômito/diarreia, diuréticos, hipotireoidismo,
intoxicação hídrica, doença de Addison, ICC,
insuficiência hepática.
Tempo de
protrombina
10 - 14s
Deficiência de protrombina, deficiência de
vitamina K, doença hepática, fibrinogênio
diminuído, obstrução biliar.
Tiroxina total
(T4)
5,5-12,5
mcg/dL
Hipertireoidismo, hepatite, gestação, uso de
estrogênio. hipotireoidismo, nefrose, cirrose,
desnutrição, hipoproteinemia.
Transferrina Vida média de
8 - 10 dias 
180-400mg/dL
Proteína carreadora de ferro; 
em reservas de ferro inadequadas, desidratação,
anemia por deficiência de ferro, hepatite aguda,
policitemia, gestação, hipóxia, perda sanguínea
crônica; em anemia perniciosa e falciforme,
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infecção, retenção hídrica, câncer, doenças
hepáticas, desnutrição, síndrome nefrótica,
talassemia, sobrecarga de ferro, enteropatias,
queimaduras; 
Transferrina = 0,8x TIBC – 43 
TIBC = capacidade total de fixação de ferro.
Transaminase
glutâmico-
pirúvica
(TGP) ou
alanina
amino-
transferase
(ALT)
4-36U/L
Hepatite, icterícia, cirrose, câncer hepático, infarto
do miocárdio, queimadura severa, trauma,
choque, mononucleose, pancreatite, obesidade.
Transaminase
glutâmico-
oxaloacética
(TGO) ou
aspartato
amino-
transferase
(AST)
8-33U/L
Injúria/ morte celular, infarto miocárdio, cirrose
aguda, hepatite, pancreatite, doença renal,
câncer, alcoolismo, hipotireoidismo, queimadura,
trauma, distrofia muscular. diabetes não
controlada (acidose), beribéri
Triglicerídeos
Desejável: 10-
190mg/dL 
Limítrofe
>190mg/ dL 
Alto >
250mg/dL
Hiperlipidemias, doença hepática, pancreatite,
diabetes mal controlada, hipotireoidismo, ingestão
alta de açúcar e ou gordura. Desnutrição,
síndrome de má-absorção, hipertireoidismo,
DPOC.
Triiodotironina
total (T3)
80 - 200 ng/dL
Hipertireoidismo, gestação. 
Hipotireoidismo.
Ureia 13 - 45 mg/dL Insuficiência renal, choque, desidratação, febre,
infecção, diabetes, gota crônica, catabolismo
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proteico excessivo, infarto do miocárdio.
Insuficiência hepática, desnutrição, ingestão
proteica baixa, má absorção, hiperhidratação,
gestação, emese, diarreia, anabolismo proteico.
Vitamina B12
160 -
950pg/mL
>110 pg/mL: doença hepática, algumas
leucemias, câncer, gestação. 
<100 pg/mL: anemia perniciosa, síndrome de
má-absorção, hipotireoidismo primário, mucosa
gástrica, dieta vegetariana, acloridria.
Volume
corpuscular
médio (VCM)
87 - 103
mcm/eritrócitos
Abuso de álcool, anemia perniciosa
macrocítica/megaloblástica, deficiência de
vitamina B12 e ou folato. 
Anemia hipocrômica e microcítica, anemia por
desordens crônicas, talassemia.
Zinco
50 - 150
mcg/dL
Insuficiência cardíaca congestiva, aterosclerose,
osteosarcoma, desnutrição, diálise, enteropatia
perdedora de proteína, doença inflamatória
intestinal, síndrome nefrótica, queimadura ou
trauma, nutrição parenteral prolongada,
alcoolismo, cirrose alcoólica ou pancreatite,
anorexia, anemia perniciosa ou falciforme, câncer
com metástase hepática, tuberculose, talassemia,
hipoalbuminemia.
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: DNS, 2000 (Adaptado).
ALBUMINA SÉRICA
A síntese de albumina pode se encontrar diminuída por cirurgia, trauma, infecção, radiação,
hepatopatia e desnutrição.
Classificação do estado nutricional a partir da albumina sérica
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ALBUMINA (g/dL) ESTADO NUTRICIONAL
> 3,5 Normal
3,0 a 3,5 Depleção leve
2,4 a 2,9 Depleção moderada
< 2,4 Depleção grave
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Calixto-Lima e Nelzir, 2012; Duarte e Castellani, 2002.
ÍNDICE PROGNÓSTICO NUTRICIONAL (IPN)
É um índice que relaciona o risco de complicações pós-operatória ao estado nutricional inicial e
identifica os pacientes que podem ser beneficiados pela terapia nutricional.
IPN (%) = 158 – (16,6 X ALB) – (0,78 X PCT) – (0,2 X TRS) – (5,8 X DCH)
ALB = albumina sérica (g/dl); PCT = prega cutânea do tríceps (mm); TRS = transferrina sérica
(mg/ dL); DCH = hipersensibilidade cutânea retardada (0 = reatividade nula; 1 = diâmetro do
ponto < 5mm; 2=diâmetro do ponto 5mm³).
Classificação do prognóstico nutricional frente a níveis bioquímicos e dimensões corporais
CLASSIFICAÇÃO PROGNÓSTICO NUTRICIONAL
Baixo risco IPN< 40%;
Risco intermediário IPN entre 40% e 50%
Alto risco IPN> 50%
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Buzby et al ., 1980.
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ÍNDICE DE RISCO NUTRICIONAL (IRN)
É um índice que prediz o risco de complicações pós-operatórias em pacientes com estado
nutricional desfavorável.
IRN = (1,489 X ALB) + 41,7 X (P ATUAL/PU)
ALB = albumina sérica (g/dL); PA – Peso atual (kg); PU – Peso usual (kg).
Classificação do risco nutricional frente a níveis bioquímicos e dimensões corporais
CLASSIFICAÇÃO Risco Nutricional
Não desnutrido IRN > 100
Desnutrição leve IRN de 97,5 a 100
Desnutrição moderada IRN de 83,5 a 97,4
Desnutrição grave IRN < 83,5
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Buzby et al ., 1980.
COMPETÊNCIA IMUNOLÓGICA (CTL)
Classificação do estado nutricional a partir da CTL
Contagem de linfócitos (mm³) Estado nutricional
> 1.500 Normal
1.201 – 1.500 Depleção leve
800 – 1.200 Depleção moderada
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< 800 Depleção grave
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Riella; Martins, 2013.
CONSUMO ALIMENTAR
Vários métodos são utilizados na avaliação do consumo alimentar dos indivíduos. A validade e
reprodutibilidade de cada método dependem da habilidade do avaliador e da cooperação do
investigado. Os inquéritos dietéticos fornecem informações qualitativas e quantitativas a respeito
da ingestão alimentar. Estas informações são úteis na avaliação de aspectos socioculturais e
valores nutricionais da alimentação de indivíduos e populações em determinado período. A
investigação dietética consiste no cálculo de, pelo menos, calorias e proteínas ingeridas ou
infundidas no paciente. Quando o paciente internado está recebendo dieta via oral, este cálculo
deve ser elaborado através da ficha de recordatório alimentar 24 horas que deve ser preenchida
pelo acompanhante, pela nutricionista ou pelo próprio paciente (SBNPE; ASBRAN, 2011).
 
Fonte:Shutterstock
Os recordatórios não são onerosos, pois são de administração rápida (20 minutos ou menos) e
podem fornecer dados detalhados sobre alimentos específicos, particularmente quando nomes
comerciais são recordados. O método requer somente a memória curta e é bem aceito pelos
entrevistados. Os recordatórios são mais objetivos do que os questionários de história dietética
geral e de frequência alimentar. A aplicação de recordatórios não influencia a dieta habitual. Os
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recordatórios podem fornecer dados razoavelmente precisos sobre a ingestão do dia precedente
(recordatório de 24h), porém relatos de semanas ou meses anteriores não são precisos (SBNPE;
ASBRAN, 2011).
 SAIBA MAIS
Além do recordatório, também tem a opção dos questionários de frequência alimentar (QFA). Os
QFA fornecem análise qualitativa, ou mesmo semiquantitativa, da ingestão (padrão) alimentar de
determinado indivíduo ou grupo. Os QFA podem ser desenvolvidos para uma população-alvo
específica (crianças, gestantes, idosos e adultos). Em geral, os QFA exigem pouco tempo e
trabalho dos entrevistados. Eles podem ser aplicados com rapidez pelo entrevistador (10 a 30
minutos) ou serem autoadministrados. É possível que os questionários curtos sejam incompletos.
Por outro lado, os longos podem sobrecarregar os entrevistados. Essas características do
instrumento, às vezes, limitam seu uso. A validade e a confiabilidade são mais altas quando o
QFA não avalia o tamanho da porção, mede períodos mais curtos de tempo (dia ou semana
anterior) e é de extensão média (contém de 20 a 60 itens). Trata-se do método mais indicado
para correlacionar o hábito alimentar com o desenvolvimento de doenças crônicas não
transmissíveis (SBNPE; ASBRAN, 2011).
Os três QFA conhecidos são:
Questionário da Escola de Saúde Pública de Harvard;
Questionário de Hábitos Saudáveis e História (HHHQ, de Health Habits and History
Questionnaire);
Questionário de História Alimentar (DHQ, de Diet History Questionnaire).
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VÍDEO COM AVALIAÇÃO
Apresentação dos instrumentos que auxiliam na triagem nutricional. Com uso de Avaliação
Subjetiva Global.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. PACIENTE IDOSO, PORTADOR DE DM2 E HAS. FOI INTERNADO EM
VIRTUDE DE DESCOMPENSAÇÃO GLICÊMICA SEVERA. FOI APLICADA
UMA FERRAMENTA DE TRIAGEM NUTRICIONAL E O PACIENTE FOI
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CLASSIFICADO COMO SEM RISCO NUTRICIONAL. DE ACORDO COM OS
DADOS ACIMA, ASSINALE A ALTERNATIVA ADEQUADA:
A) A ferramenta de triagem nutricional mais adequada para esse paciente é a MAN.
B) A ferramenta de triagem nutricional mais adequada para esse paciente é a NRS 2002.
C) A ferramenta de triagem nutricional mais adequada para esse paciente é a SGA.
D) A ferramenta de triagem nutricional mais adequada para esse paciente é a altura do joelho.
2. UM NUTRICIONISTA, APÓS AFERIR O PESO (90KG), A ESTATURA
(1,70M) E A CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA (99CM) DE UM PACIENTE DO
SEXO MASCULINO, DE 50 ANOS, CONCLUIU, BASEANDO-SE NA
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (2000), QUE ELE APRESENTA:
A) Obesidade grau I.
B) Obesidade grau II.
C) Sobrepeso.
D) Obesidade grau III.
GABARITO
1. Paciente idoso, portador de DM2 e HAS. Foi internado em virtude de descompensação
glicêmica severa. Foi aplicada uma ferramenta de triagem nutricional e o paciente foi
classificado como sem risco nutricional. De acordo com os dados acima, assinale a
alternativa adequada:
A alternativa "A " está correta.
 
A MAN é um método de escolha para avaliar o risco de desnutrição e a desnutrição em idosos.
Trata-se de um método simples e rápido. Ela é capaz de identificar aqueles que poderiam se
beneficiar de uma intervenção nutricional precoce.
2. Um nutricionista, após aferir o peso (90Kg), a estatura (1,70m) e a circunferência da
cintura (99cm) de um paciente do sexo masculino, de 50 anos, concluiu, baseando-se na
Organização Mundial da Saúde (2000), que ele apresenta:
A alternativa "A " está correta.
 
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O IMC é um índice que considera o peso dividido pela altura ao quadrado. IMC= Peso
(KG)/Altura2 (m2) = 90/(1,70 x1,70)=31,14Kg/m2
MÓDULO 2
 Calcular as necessidades nutricionais do paciente
O aporte energético e de nutrientes deve ser individualizado e baseado na avaliação atual, mas
também são necessárias informações retrospectivas do paciente. A composição corporal,
funcional e a condição clínica do paciente são outras questões que devem ser consideradas
(SBNPE; ASBRAN, 2011).
Representam as menores quantidades de determinado nutriente que deve ser consumido através
dos alimentos. Essa quantidade é suficiente para promover a saúde e prevenir patologias
provenientes da carência desse nutriente.
A DRI é o conjunto de valores de referência correspondentes às estimativas quantitativas da
ingestão de nutrientes, estabelecidas para serem utilizadas no planejamento e na avaliação das
dietas de indivíduos saudáveis em um grupo, segundo sua faixa etária e seu gênero.
CÁLCULO DAS NECESSIDADES
ENERGÉTICAS
EQUAÇÃO DE HARRIS BENEDICT
Fórmula utilizada para pacientes adultos e não obesos (FRANKENFIELD et al., 2003).
MULHERES
HOMENS
MULHERES:
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GEB = 655,1 + (9,5 X PESO (KG)) + (1,7 X ALTURA (CM)) – (4,7 X IDADE
(ANOS))
HOMENS:
GEB = 66,4 + (13,7 X PESO (KG)) + (5 X ALTURA (CM)) – (6,8 X IDADE
(ANOS))
 ATENÇÃO
Em obesos, é necessário realizar ajustes no peso corporal para o cálculo do GEB (Gasto
Energético Basal). (FRANKENFIELD et al., 2003). Para isso, pode ser utilizado o peso ajustado,
peso ideal ou desejável.
Para o gasto energético total (GET), deve-se multiplicar os fatores atividade (FA), injúria (FI) e
térmico (FT).
GET = GEB X FA X FTXFI
Fator injúria, fator atividade e fator térmico para cálculo de necessidades energéticas.
Fator injúria (FI)
Cirurgia eletiva / Pacientes clínicos 1,10 - 1,2
Pós-trauma 1,35 - 1,5
Sepse 1,50 - 1,7
Fator atividade (FA)
Acamado no ventilador 1,1
Acamado 1,2
Acamado + móvel 1,25
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Deambulando 1,3
Fator Térmico (FT)
38°C 1,1
39°C 1,2
40°C 1,3
41°C 1,4
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: SBNPE; ASBRAN, 2011.
Fator injúria para cálculo de necessidades energéticas.
Fator injúria (FI)
Paciente não complicado/Pós-operatório sem complicação 1,0
Pós-operatório câncer 1,1
Fraturas 1,33
Trauma + infecção 1,79
Peritonite 1,4
Multitrauma reabilitação 1,5
Multitrauma + sepse 1,6
Queimadura 30-50% 1,7
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Queimadura 50-70% 1,8
Queimadura 70-90% 2,0
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: Cuppari, 2002.
CÁLCULO DIRETO OU FÓRMULA DE BOLSO
Fórmula de bolso para cálculo de necessidade calórica.
Pacientes Calorias/Kg de Peso/Dia
Adulto (sem enfermidade grave ou
risco de síndrome de realimentação)
25-35 kcal/kg/dia
Nutridos ou quando o objetivo da TN
for manter a condição atual
Iniciar o aporte calórico com 25 kcal/kg/dia,
com ajustes conforme a evolução clínica
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: SBNPE; ASBRAN, 2011.
Recomendações diárias de macronutrientes.
Recomendações gerais de macronutrientes
Carboidrato (CHO) 50 a 60% do VET Máximo de 7g/kg/dia
Proteína (PTN) 
Sem estresse 10 a 15% do VET 0,8 a 1,0g/kg/dia
Com estresse metabólico - 1,0 a 2,0g/kg/dia
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Lipídeo (LIP) 
Paciente estável (VO - EV) 20 - 35% VET 0,5 a 2,5g/kg/dia
Paciente grave (EV) - 1,0g/kg/dia
Ácido linoleico n-6 2 - 4% VET 10 a 17g/dia
Ácido linolênico n-3 0,25-0,5%VET 0,9 a 1,6g/dia Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 Fonte: SBNPE; ASBRAN, 2011. VET – valor energético total; VO- via oral; EV- nutrição via
venosa.
 EXEMPLO
Paciente do sexo feminino, 47 anos, foi diagnosticada com SIDA (Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida), quando foi internada com queixa de diarreia aquosa. Relata não conseguir deambular
devido à fraqueza e apresenta febre de 38º C no momento da anamnese. Qual o gasto
energético total dessa paciente?
Exame antropométrico:
Peso atual- 54,5Kg 
Estatura- 1,65m 
FA- 1,2 (acamado) 
FT- 1,1 (febre de 38º C) 
FI- 1,2 (paciente clínico)
Mulheres: GEB = 655,1 + (9,5 x peso (kg)) + (1,7 x altura (cm)) – (4,7 x idade (anos))
GEB= 655,1 + (9,5 x 54,5) + (1,7 x 165) – (4,7 x 47) → 655,1 + 517,75 + 280,5 – 220,9 
GEB = 1223,45 Kcal
GET = GEB X FA X FTXFI
GET= 1223,45 x 1,2 x 1,1 x 1,2 
GET= 1952,20 Kcal 
Logo, o gasto energético total da paciente é de 1952,20Kcal.
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MICRONUTRIENTES
São nutrientes essenciais à manutenção de algum organismo, requeridos em quantidades
pequenas, de miligramas a microgramas. Fazem parte deste grupo as vitaminas e os minerais,
os quais são essenciais e devem estar diariamente presentes na alimentação. O défice de
micronutrientes pode provocar doenças ou disfunções, ao passo que o excesso pode acarretar
intoxicações.
 
Fonte:Shutterstock
Recomendações diárias de micronutrientes
Nutriente Adulto Gestante Lactante
Proteína (1) / g 50 71 71
Vitamina A (2) (a)/g RE 600 800 850
Vitamina D (2) (b) /ug 5 5 5
Vitamina C (2) / mg 45 55 70
Vitamina E (2) (c) / mg 10 10 10
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Tiamina E (2) / mg 1,2 1,4 1,5
Riboflavina (2) / mg 1,3 1,4 1,6
Niacina (2) / mg 16 18 17
Vitamina B6 (2) / mg 1,3 1,9 2,0
Ácido fólico (2) / mg 240 355 295
Vitamina B12 (2) / ug 2,4 2,6 2,8
Biotina (2) / ug 30 30 35
Ác. pantotênico (2)/mg 5 6 7
Vitamina K (2) / mg 65 55 55
Colina (1) / mg 550 450 550
Cálcio (2) / mg 1000 1200 1000
Ferro (2) (d) / mg 14 27 15
Magnésio (2) / mg 260 220 270
Zinco (2) (e) / mg 7 11 9,5
Iodo (2) / ug 130 200 200
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Fósforo (1) / mg 700 1250 1250
Flúor (1) 4 3 3
Cobre (1) 900 1000 1300
Selênio (2) 34 30 35
Molibdênio (1) 45 50 50
Cromo (1) 35 30 45
Manganês (1) 2,3 2,0 2,6
Nutriente
Lactente Crianças
0-6m 7-11m 1-3a 4-6a 7-10a
Proteína (1) / g 9,1 11 13 19 34
Vitamina A (2) (a)/g RE 375 400 400 450 450
Vitamina D (2) (b) /ug 5 5 5 5 5
Vitamina C (2) / mg 25 30 30 30 35
Vitamina E (2) (c) / mg 2,7 2,7 5 5 7
Tiamina E (2) / mg 0,2 0,3 0,5 0,6 0,9
Riboflavina (2) / mg 0,3 0,4 0,5 0,6 0,9
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Niacina (2) / mg 2 4 6 8 12
Vitamina B6 (2) / mg 0,1 0,1 0,5 0,5 1,0
Ácido fólico (2) / mg 48 48 95 118 177
Vitamina B12 (2) / ug 0,4 0,5 0,9 1,2 1,8
Biotina (2) / ug 5 6 8 12 20
Ác. pantotênico (2)/mg 1,7 1,8 2 3 4
Vitamina K (2) / mg 5 10 15 20 25
Colina (1) / mg 125 150 200 250 250
Cálcio (2) / mg 300 400 500 600 700
Ferro (2) (d) / mg 0,27 9 6 6 9
Magnésio (2) / mg 36 53 60 73 100
Zinco (2) (e) / mg 2,8 4,1 4,1 5,1 5,6
Iodo (2) / ug 90 135 75 110 100
Fósforo (1) / mg 100 275 460 500 1250
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
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VÍDEO COM AVALIAÇÃO
O vídeo traz o manejo nutricional e as diferenças entre as aplicações ambulatoriais e
hospitalares.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. DE ACORDO COM HARRIS-BENEDICT, QUAL O VALOR DO GASTO
ENERGÉTICO BASAL DE UM PACIENTE DE 35 ANOS, CUJA ALTURA É
176CM E SEU PESO É 98KG?
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A) 2.051,0.
B) 2.160,9.
C) 2.260,9.
D) 2.360,9.
2. NO QUE SE REFEREM ÀS RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS DE
MACRONUTRIENTES, AS GORDURAS TOTAIS, O ÁCIDO LINOLEICO E O
ÁCIDO ALFA LINOLÊNICO DEVEM TER OS SEGUINTES PERCENTUAIS DO
VALOR ENERGÉTICO TOTAL:
A) 25 a 35% / 5 a 10% / 0,6 a 1,2%.
B) 20 a 35% / 5 a 10% / 0,6 a 1,2%.
C) 20 a 35% / 2 a 4% / 5 a 10%.
D) 25 a 35% / 0,6 a 1,2% / 0,25 a 0,5%.
GABARITO
1. De acordo com Harris-Benedict, qual o valor do gasto energético basal de um paciente
de 35 anos, cuja altura é 176cm e seu peso é 98kg?
A alternativa "A " está correta.
 
A fórmula é adaptada de acordo com o sexo do paciente, e, para homens: GEB = 66,4 + (13,7 x
peso (kg)) + (5 x altura (cm)) – (6,8 x idade) -> GEB= 66,4 + (13,7 x 98) + (5 x 176) – (6,8 x 35) ->
GEB= 66,4+1342,6+ 880-238= 2051 kcal.
2. No que se referem às recomendações nutricionais de macronutrientes, as gorduras
totais, o ácido linoleico e o ácido alfa linolênico devem ter os seguintes percentuais do
valor energético total:
A alternativa "D " está correta.
 
A recomendação de lipídios vai de 25 a 35%, sendo 0,6 a 1,2% de ômega 6 e 0,25 a 0,5% de
ômega 3.
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MÓDULO 3
 Identificar as modificações na dieta para atender as necessidades do paciente
DIETAS
As dietas são elaboradas considerando-se o estado nutricional e fisiológico das pessoas, e, em
situações hospitalares, devem estar adequadas ao estado clínico do paciente, além de
proporcionar melhoria na sua qualidade de vida. Portanto, a dieta hospitalar garante o aporte de
nutrientes ao paciente internado e preserva seu estado nutricional, por ter um papel
coterapêutico em doenças crônicas e agudas. As dietas hospitalares podem ser padronizadas
segundo as modificações qualitativas e quantitativas da alimentação normal, assim como da
consistência, temperatura, do volume, valor calórico total, das alterações de macronutrientes e
restrições de nutrientes. Com isso, podem ser classificadas a partir de suas principais
características, indicações e seus alimentos ou preparações que serão servidos (ISOSAKI et al.,
2009)
 
Fonte:Shutterstock
A ALIMENTAÇÃO INTRA-HOSPITALAR PODE SER DIVIDIDA EM:
DESJEJUM
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
COLAÇÃO

ALMOÇO

MERENDA

JANTAR

CEIA
O sabor das dietas pode ser doce, salgado, misto, suave ou moderado, intenso ou excitante.
Deve-se evitar altas concentrações de açúcar, sal ou ácidos. A dieta pode ser oferecida a
temperatura ambiente, quente, fria ou até mesmo gelada.
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A dieta pode ter consistência em ordem progressiva da mais consistente e mais completa à
menos consistente e mais restrita.
DIETA NORMAL OU GERAL
 
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Dieta harmônica, completa e nutricionalmente adequada, que fornece os nutrientes e a energia
de que o corpo necessita para os processos vitais, a manutenção, reparação, o crescimento e
desenvolvimento normais para pacientes cuja condição clínica não exija modificações em
nutrientes e consistência da dieta. Não há restrições de consistência e preparações dos
alimentos.
Não interferirá no sistema digestório e na tolerância normal do paciente aos alimentos nem
causarão alterações metabólicas que exijam mudanças da dieta.
Metas
Suprir as necessidades nutricionais do indivíduo. Conservar ourestaurar o estado nutricional do paciente.
Contraindicações
Pacientes cuja condição clínica exija modificações em nutrientes
e/ou consistência da dieta.
DIETA BRANDA
 
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Trata-se de uma dieta de fácil digestão e mastigação. É utilizada na transição da dieta pastosa
para a geral. Prescrita em pós-operatório (anestesia reduz a motilidade gástrica), problemas no
TGI com alterações na motilidade gástrica e dificuldade de mastigação.
Alimentos permitidos Todos, desde que abrandados pela cocção
Alimentos a serem evitados Alimentos crus e frituras
Frequência 5 a 6 refeições/dia
Adequação Atende em calorias e nutrientes
DIETA PASTOSA
 
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Indicadas para pacientes com dificuldade de mastigação e/ou deglutição com comprometimento
das fases mecânicas do processo digestivo, ausência total ou parcial dos dentes, doenças do
TGI, ou doenças que levam a uma frequência respiratória ou cardíaca aumentada.
Alimentos
permitidos
Todos, desde que abrandados pela cocção e mecanicamente (pedaços
pequenos) 
Leite e derivados (queijos cremosos, naturais ou coagulados); carnes
(magra bovina, ave e peixe), moídas, desfiadas, suflês; ovo (quente,
pochê, cozido); Frutas (cozidas, em purê, em suco); sopas (massas,
legumes liquidificados, farinha e canja); arroz papa; óleos vegetais,
margarinas, creme de leite; pão e similares (torradas, biscoitos,
bolachas); sobremesas (sorvete simples, geleia, doce em pasta, pudins,
cremes, arroz doce, fruta cozida, bolo simples)
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Alimentos
a serem
evitados
Frituras, cereais integrais e alimentos flatulentos
Frequência 5 a 6 refeições/dia
Adequação Atende em calorias e nutrientes
DIETA SEMILÍQUIDA
 
Fonte:Shutterstock
Tem como objetivo proporcionar moderado repouso no TGI. Indicado também para pacientes
com dificuldade de mastigação e deglutição, com frequência respiratória e/ou cardíaca
aumentada.
Devido ao baixo valor de celulose desta dieta, seu uso por período prolongado poderá resultar
em obstipação. Para aumentar o valor calórico desta dieta, faz-se o uso de produtos
industrializados ricos em calorias, proteínas, vitaminas e minerais.
Alimentos
permitidos
Incluem alimentos semilíquidos, sopas, líquidos, semissólidos em
suspensão, adicionado à base líquida. Ex.: água, infusos (café, chá), suco
de frutas, leite, iogurte, coalhada, queijos frescos, mingau, sopas
compostas de cereais, carnes e legumes, bolachas, torradas, frutas
macias e de fácil digestão, vitamina, biscoito, torradas, gelatina,
sobremesa em creme (pudim, manjar, flan), sorvete, iogurte
Alimentos
a serem
evitados
Saladas cruas, frituras, alimentos flatulentos (pimentão, brócolis, couve-
flor, repolho, cebola, melancia), leguminosas, embutidos, doces
concentrados, condimentos e especiarias, pães e cereais integrais,
oleaginosas (nozes, castanhas, avelãs)
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Frequência 6 ou mais refeições/dia
Adequação Teor calórico e nutricional reduzido
DIETA LÍQUIDA
 
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Recomendada em casos em que seja necessário o mínimo de trabalho digestivo e se busca
relativo repouso do TGI. Por apresentar baixo teor nutritivo, a evolução para a dieta leve deve ser
feita o mais breve possível. Em casos que isto não seja possível, faz-se suplementação
vitamínica e/ou mineral ou até mesmo proteico-calórica, quando são utilizados produtos
industrializados fornecedores desses nutrientes.
Alimentos
permitidos
Preparações líquidas: leite, iogurte, mingau, sorvete, gelatina, chá, suco
de frutas, vitamina de frutas, sopa liquidificada coada ou não, ovo quente,
papa de cereais, leite com frutas
Alimentos
a serem
evitados
Todos os demais
Frequência 6 ou mais refeições/dia
Adequação Teor calórico e nutricional reduzido
LÍQUIDA RESTRITA
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Consiste, basicamente, em água, líquidos límpidos e carboidratos. O seu valor nutritivo e calórico
é muito baixo. Geralmente, é empregada no pós-operatório (24 horas a 36 horas), a fim de
hidratar e proporcionar o máximo de repouso gastrintestinal (por conta de sua quantidade mínima
de resíduos).
Alimentos
permitidos
Água e infusos adocicados (chá, café, mate) com açúcar e dextrosol
(glicose de milho) e bebidas carbonatadas; sucos de frutas coados; caldo
de carne e de legumes coados; sobremesas: geleia de mocotó, gelatina,
sorvetes ou picolés à base de suco de frutas coado, sem leite.
Alimentos
a serem
evitados
Não pode conter leite e outras preparações que contenha esse
ingrediente.
Frequência
6 a 8x/dia, com pequeno volume e administrada de duas em duas horas
(ou menos), para hidratar os tecidos. Deve haver monitorização do
volume para evitar a distensão abdominal.
Adequação
Possui em torno de 500 kcal e, por isso, deve evoluir rapidamente para a
dieta líquida completa.
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MODIFICAÇÕES QUÍMICAS
A dieta pode ser modificada quanto à oferta de nutrientes, fornecendo quantidades abaixo ou
acima das recomendações. Clique nas dietas apresentadas abaixo e conheça suas
características.
HIPOLIPÍDICA
Indicação: pós-operatório de colecistectomia, desconforto abdominal, doença pancreática
(redução da concentração da lípase), doença hepática (reduz conversão da gordura), cardiopatia
associada à dislipidemia (colesterol e triglicérides elevados). 
Características: normocalórica, hipolipídica, normoproteica e hiperglicídica.
HIPOSSÓDICA
Indicação: doença hipertensiva, paciente com edema, cardiopatias, doença renal, doença
hepática. 
Características: Todas as preparações não devem ter adição de sal. Evitar alimentos ricos em
sódio. Normocalórica, normoproteica, normolipídica, normoglicídica São oferecidos 2g de sal/dia
(1g no almoço e 1g no jantar), ou de acordo com a prescrição dietética. 
Alimentos a serem utilizados: pão sem sal, bolacha doce, sachê de sal (1g), margarina sem
sal. 
Alimentos a serem evitados: pão francês, bolacha salgada, biscoito de polvilho, embutidos,
enlatados, alimentos conservados em sal (carne seca, sardinha seca, bacalhau), bebidas ricas
em sódio (refrigerantes diet), queijos salgados.
HIPOPROTEICA
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Indicação: insuficiência renal 
Características: normocalórica, hipoproteica, normolipídica, normoglicídica 
Consiste em: diminuir ou retirar a porção de carnes e derivados, leguminosas, leite e derivados. 
Nota: seguir orientações médicas segundo a restrição hídrica.
HIPERPROTÉICAS
Indicação: períodos de recuperação, doenças infecciosas, doenças neoplásicas, queimaduras,
gestação, pós-cirúrgicos. Todas as situações que requerem um balanço nitrogenado negativo. 
Características: alimentação deve ser rica em proteína (15 a 20% do VCT). normocalórica,
hiperproteica, normolipídica, normoglicídica. A suplementação é feita com proteína de origem
animal (alto valor biológico) e, em alguns casos, necessita-se de proteínas industrializadas
(caseína, albumina). 
Consiste em: Enriquecer sucos e sopas (ovo, caseína, albumina) – tomar cuidado com cálcio x
ferro. Aumentar a porção de carne no preparo das refeições. Acrescentar leite ou bebidas
enriquecidas à base de leite na

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