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Os custos envolvidos na distribuição física são bastante significativos no custo total de um produto vendido ao consumidor final. A distribuição física é uma área que precisa ter forte controle de processos e acompanhamento dos custos, sempre buscando alternativas para reduzir gastos e ter eficiência no processo. Uma das maneiras de reduzir despesas é estabelecer uma parceria entre a empresa e o transportador por meio de alianças. Segundo Fleury, Avila e Wanke (1997, p. 221), “empresas que buscam construir alianças bem-sucedidas devem estruturar um relacionamento do tipo ganha-ganha com base na exploração conjunta das oportunidades de aumento de eficiência existentes na interface do canal. A divisão dos ganhos obtidos com a redução dos desperdícios nas atividades de transporte é função da responsabilidade que cada empresa envolvida possui sobre determinada etapa (carregamento, descarregamento ou transporte), e não mais de pressões econômicas”. Com base na leitura do texto acima, responda à pergunta: qual o impacto do custo de transporte nos custos da distribuição física? Escreva sobre o atual cenário brasileiro e o aumento dos preços dos itens que envolvem o custo de transporte. FLEURY, P. F.; AVILA, M. G.; WANKE, P. Em busca da eficiência no transporte terceirizado: estrutura de custos, parceria e eliminação de desperdícios. Gestão & Produção, v. 4, n. 2, p. 219-233, ago. 1997. ___________________________________________________________________________ A distribuição física é primordial para análises de rentabilidade. Um dos principais desafios da logística moderna é conseguir gerenciar a relação entre custo e nível de serviço. O preço está passando a ser um qualificador, e o nível de serviço um diferenciador perante o mercado. Para que as empresas adquiram sustentabilidade no mercado, no médio e longo prazo, é necessário trabalhar em um conjunto de dimensões competitivas: custos, qualidade, velocidade, flexibilidade e inovação. Sabe-se que o sistema de transportes brasileiro encontra-se em uma encruzilhada. De um lado, um forte movimento de modernização nas empresas, que demandam serviços logísticos cada vez mais eficientes, confiáveis e sofisticados, a fim de manterem-se competitivas num mundo que se globalizou, e onde a logística é, cada vez mais, determinante para o sucesso empresarial. De outro, um conjunto de problemas estruturais, que distorcem a matriz de transportes brasileira e contribuem para o comprometimento, não apenas da qualidade dos serviços e da saúde financeira dos operadores, mas também e principalmente do desenvolvimento econômico do país. Investimentos públicos e privados em infraestrutura de transporte são fundamentais para alavancar o crescimento econômico e se obter ganhos em eficiência logística. A falta de infraestrutura e os constantes aumentos de custos de manutenção e combustíveis prejudicam as transportadoras, fabricantes, consumidores e a economia como um todo.