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Afecções benignas do ânus (EVSO) 1
🕳
Afecções benignas do ânus 
(EVSO)
PDFs - para estudo
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7-416b-85ae-2388d3578a26/infeces_benignas_do_anus.pdf
https://s3-us-west-2.amazonaws.com/secure.notion-static.com/327a14df-807
4-46a1-9c3f-2a8ce8e74f92/Afeces_benignas_do_nus_-_medcurso_2021.pd
f
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Afecções benignas do ânus (EVSO) 2
Questões dos PDFs
Hemorroidas (Página 12)
O que são hemorroidas?
As hemorroidas podem ser descritas como canais vasculares 
(venosos) dilatados.
Como podemos classificar as hemorroidas?
Dependendo do fato de se localizarem acima ou abaixo da linha 
pectínea respectivamente, Hemorroidas são divididas em internas ou 
externas
Diferencia Hemorroidas internas e externas?
Como podemos classificar as hemorroidas internas?
Afecções benignas do ânus (EVSO) 3
Qual a clínica da hemorroida interna?
A marca clínica de uma hemorroida interna é a presença de 
sangramento vivo, não doloroso, com protrusão intermitente do mamilo 
hemorroidário. 
Sangramento: O paciente narra este sangramento como a presença de 
sangue vermelho vivo junto às fezes, ou que suja o papel ou que pinga 
no vaso sanitário. Ocasionalmente, o sangramento pode ser abundante 
e pode ser exacerbado pelo esforço.
Outras queixas são incontinência fecal leve, secreção de muco, prurido 
e desconforto perianal. 
E, mesmo sendo mais frequente na hemorroida externa, a interna 
também pode evoluir com trombose, podendo se apresentar com dor 
intensa.
Qual a clínica da hemorroida externa?
Hemorroida externa: desconforto anorretal, dificuldade de higiene e dor 
(especialmente se houver trombose)
Como diagnosticar hemorroidas?
O diagnóstico da doença hemorroidária é clínico. Em geral, são 
realizados anamnese, ectoscopia, toque retal, anuscopia e 
retossigmoidoscopia.
Quando realizar colonoscopia diante de sintomas que sugerem uma 
hemorroida?
Se extensão da doença hemorroidária for incongruente com os 
sintomas do paciente,
Afecções benignas do ânus (EVSO) 4
Se o paciente apresentar fatores de risco para câncer de cólon, como 
histórico familiar, doença inflamatória intestinal,
Para aqueles pacientes que já tenham indicação de colonoscopia, 
como aqueles com mais de 50 anos* (45 anos no guideline mais 
recente)
Se apresentar alteração do padrão evacuatório
Como tratar hemorroidas?
Medidas conservadoras para TODOS pacientes com hemorroidas
Medidas dietéticas e estilo de vida: Aumento de ingestão de 
fibras e líquidos na dieta. Os pacientes devem ingerir 20 a 30 g de 
fibras por dia e beber bastante água
Medidas para alívio sintomático:
Analgésicos e esteroides tópicos: podem oferecer rápido 
alívio da dor.
Agentes venoativos
Banhos de assento: os banhos de assento são um tratamento 
tópico intuitivo para crises agudas de hemorróidas, para reduzir a 
inflamação e o edema e relaxar os músculos do esfíncter. Os 
banhos de assento podem aliviar a irritação e o prurido, bem como 
o espasmo dos músculos do esfíncter anal. Eles devem ser usados 
com água morna, e não fria, duas a três vezes por dia.
Quais os principais procedimentos ambulatoriais utilizados no 
tratamento de hemorroidas e quando eles são recomendados?
São indicados para pacientes sintomáticos, com hemorroidas 
internas graus I, II ou III*,refratários às medidas 
conservadoras.
Os métodos mais utilizados são: ligadura elástica (mais comum e 
mais efetivo), escleroterapia e coagulação por infravermelho. 
Dentre os principais procedimentos ambulatoriais utilizados no 
tratamento de hemorroidas qual é o mais efetivo e comum?
Afecções benignas do ânus (EVSO) 5
A ligadura elástica é o procedimento mais comum e o mais efetivo.
O que é a ligadura elástica utilizada no tratamento de hemorroidas 
internas?
É a ligadura com o elástico feita acima da linha denteada. Após a 
ligadura, a hemorroida passa a sofrer com isquemia e evolui com 
necrose
Quais as contraindicações da a ligadura elástica utilizada no 
tratamento de hemorroidas internas?
Absolutas:
Hemorroida externa;
Pacientes com cirrose e hipertensão porta.
Relativas:
Imunocomprometidos (recebendo quimioterapia, HIV/aids) – 
risco de infecção/sepse;
Presença de coagulopatia* e pacientes em uso de 
anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários (excluindo 
aspirina).
*Alguns autores consideram o uso de anticoagulantes como 
contraindicação absoluta
Quais as complicações da a ligadura elástica utilizada no tratamento de 
hemorroidas internas?
As principais complicações são o sangramento e a dor. No 
entanto, a complicação mais temida é a sepse perianal pós-
procedimento.
O que é escleroterapia utilizada no tratamento de hemorroidas?
Injeção de agentes esclerosantes como o NaCl a 3%. O processo 
causa uma intensa reação inflamatória, destruindo o tecido 
submucoso redundante associado ao prolapso hemorroida
Para quem está indicada a escleroterapia para o tratamento de 
hemorroidas?
Afecções benignas do ânus (EVSO) 6
Indicado para as hemorroidas graus I e II. Utilizar em casos em 
que não podemos usar a ligadura elástica.
Pacientes com risco de sangramento elevado (por exemplo, em 
uso de drogas anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários e 
hipertensão portal) e naqueles imunocomprometidos devido ao 
menor risco de sepse anorretal.
O que é a Fotocoagulação com raios infravermelhos utilizada no 
tratamento de hemorroidas internas?
Envolve a aplicação direta de ondas de luz infravermelha sobre os 
tecidos hemorroidários, levando à coagulação e fibrose dos tecidos
Quando está indicada a Fotocoagulação com raios infravermelhos 
utilizada no tratamento de hemorroidas internas?
Indicada para as hemorroidas internas graus I e II
A hemorroidectomia é o método mais eficiente para curar a doença 
hemorroidária, mas, por ser bem mais invasiva, ela é indicada para 
alguns casos de hemorroida interna, quais são eles?
Falha das medidas mais conservadoras, hemorroidas grau IV ou 
gravemente prolapsadas, associação com hemorroida externa ou 
com outras doenças perianais. 
Quais as técnicas de hemorroidectomia mais usadas?
As técnicas mais utilizadas são as hemorroidectomias: fechada, 
aberta e o procedimento para prolapso retal e hemorroidas 
Técnicas hemorroidectomia
1. Hemorroidectomia Submucosa Fechada -(Procedimento de 
Ferguson) = tratamento de hemorroidas internas e externas. 
Incisão eliptica ao redor da hemorroida e sutura com pontos 
contínuos absorvíveis
2. Hemorroidectomia Aberta (Procedimento de Milligan e Morgan) = 
não é feita sutura após o procedimento, cicatrização por segunda 
intenção.
Afecções benignas do ânus (EVSO) 7
3. Procedimento Para Prolapso Retal e Hemorroidas/PPH 
(Procedimento de Longo)
Quais as complicações da hemorroidectomia e seus tratamentos?
Dor - analgésico e banhos de assento
Retenção urinária - alivio da dor e evitar reposição volêmica 
exageradaSangramento - imediatamente após a cirurgia (hemostasia 
inadequada) deve-se fazer uma revisão no centro cirúrgico. 
Sangramento após uma semana - conservadoramente.
Infecção - rara.
Complicações tardias: incontinência fecal, estenose anal e ectrópio 
da mucosa.
Como tratar hemorroidas externas?
As hemorroidas externas devem ser tratadas de acordo com suas 
complicações e o tempo de evolução das mesmas. A situação que 
mais comumente demanda intervenção é a trombose das hemorroidas 
externas.
Nas primeiras 24 a 72 horas do quadro, a dor local é intensa e o 
tratamento de escolha deverá ser a excisão da hemorroida 
trombosada.
A partir de 72 horas do evento primário o trombo começa a ser 
reabsorvido, aliviando a dor do paciente. Nesses casos, devem ser 
prescritos somente analgésicos e banhos de assento.
 
Fissura Anal
O que a Fissura Anal?
São úlceras lineares imediatamente no interior da borda anal que se 
desenvolvem principalmente pelo esforço para defecar.
Epidemiologia
Afecções benignas do ânus (EVSO) 8
As Fissuras anais são mais comuns entre a terceira e quinta décadas 
de vida. 
Em crianças no primeiro ano de vida, as fissuras constituem a principal 
causa de sangramento retal. 
O local mais comum para o surgimento das fissuras é na região 
posterior do canal anal, na linha média, entretanto a região anterior 
também pode ser acometida, principalmente nas mulheres
Causas de fissuras anais
Quando pensar em causas não benignas de fissuras anais?
Paciente com úlceras numerosas ou que se localizam na borda lateral 
do canal anal (local onde entra a vascularização)
Clínica e diagnóstico
Qual a clínica da fissura anal?
DOR (lâmina cortante ou queimação) À EVACUAÇÃO persistir por 
horas após o ato de defecar + SAÍDA DE SANGUE VIVO em 
pequena quantidade que cessa após a defecação. 
Exame físico: plicoma anal edemaciado e doloroso situado 
distalmente à fissura 
Como diagnosticar Fissura Anal?
Clínico - história prévia de constipação.
Em dor aguda é contraindicada a avaliação digital anorretal
Afecções benignas do ânus (EVSO) 9
Classificação das fissuras
Quais as causas da Fissura Anal?
trauma, fezes endurecidas ou diarreia prolongada
O que gera uma fissura anal crônica?
A fissura anal crônica é secundária à hipertonia do esfíncter anal 
causada pela dor, o que resulta em uma redução do fluxo vascular, 
perpetuando a fissura.
Tratamento
Como tratar fissura anal aguda?
Emolientes fecais (em caso de fissura por constipação);
Aumento de fibras na dieta;
Anestésicos tópicos;
Banhos de assento;
Corticoides;
Novos fármacos: arginina ("doador" de óxido nítrico) e betanecol 
tópico (agonista muscarínico).
Afecções benignas do ânus (EVSO) 10
Como tratar fissura anal crônica?
Medicas da fissura aguda + medidas para diminuir a pressão de 
repouso anal=
Pomada de nitroglicerina 0,2% em três aplicações diárias;
Dinitrato de isossorbida 2,5 mg três aplicações diárias;
Aplicação tópica de diltiazem a 2%;
Toxina botulínica: incontinência temporária para flatos (mais 
comum, cerca de 10% dos casos) e para fezes;
Nifedipina ou diltiazem orais
Quando devemos realizar cirurgia diante de fissura anal crônica?
casos refratários ao tratamento clínico necessitam de cirurgia.
Qual a técnica cirúrgica utilizada para tratamento de fissuras anais?
1. Dilatação anal (procedimento de Lord): Em abondono
2. Esfincterotomia interna lateral
Abscesso Anorretal
O que são abscessos anorretais?
Coleção purulenta nas glândulas secretoras de muco da região 
perianal.
Quais os fatores de risco do Abscesso Anorretal?
Sexo masculino. (terceira e quinta décadas)
Doença inflamatória intestinal.
Imunossupressão (DM, doenças hematológicas, HIV)
Clínica e diagnóstico
Qual a clínica do Abscesso Anorretal?
DOR PERIANAL + FEBRE + DESCARGA DE SECREÇÃO 
PURULENTA. Podem estar presentes: dificuldade de evacuação e, 
Afecções benignas do ânus (EVSO) 11
muito raramente, 
sangramento.
Como diagnosticar Abscesso Anorretal?
Clínico, mas em casos duvidosos podem ser usadas TC ou RM
Classicamente, os abscessos anorretais começam na região 
interesfincteriana e se disseminam para outras localidades
Tratamento
Como tratar Abscesso Anorretal?
Abscesso anorretal deve ser drenado tão logo diagnosticado. 
Na própria sala de de atendimento ou 
Se o paciente apresentar imunossupressão (aids, diabetes 
mellitus, quimioterapia), sintomas sistêmicos (febre) e naquelas 
lesões mais profundas, a drenagem deve ser feita em ambiente 
cirúrgico sob anestesia gera
Quando usar Antibiótico e cultura no tratamento de Abscesso 
Anorretal?
Paciente imunodeprimidos, com manifestação sistêmica
Uso recente de antibióticos
Portadores de doença inflamatória intestinal
Diabéticos
Alguns serviços ainda advogam que uma antibioticoterapia venosa 
deve ser realizada antes da drenagem do abscesso devido ao risco 
de sepse por manipulação
Localização do Abscesso Anorretal
Afecções benignas do ânus (EVSO) 12
Fístula Anal
O que é uma fístula anal?
Era um abscesso que drenou espontaneamente ou por via cirúrgica e 
não cicatrizou
Regra de Goodsall-Salmon - Prediz a origem da fístula anal e seu trajeto de 
acordo com o orifício de saída.
Quais os sintomas de Fístula Anal?
Drenagem de secreção local;
Dificuldades de realizar higiene;
Prurido
a palpação de uma linha endurada correspondente ao trajeto da fístula 
e à localização de sua abertura interna
Qual o tratamento da Fístula Anal?
Cirúrgico
Banhos de assento e analgésicos são utilizados em todos tipos de 
fístulas 
Tratamentos da fístula anal
Fistulotomia: abertura de todo o trajeto da fístula e exposição do 
mesmo, permitindo sua cicatrização até a superfície. É o tratamento 
Afecções benignas do ânus (EVSO) 13
mais clássico, mas com maior risco de incontinência caso a fístula seja 
mais alta ou seu trajeto englobe uma grande parte do esfíncter.
Fistulectomia: excisão isolada da fístula (sem abrir todo o trajeto 
fistuloso). Também traz maior risco de incontinência.
Seton ou sedânio: um fio cirúrgico ou dreno Penrose é amarrado por 
sobre o trajeto fistuloso. Reduzido risco de incontinência. É removido 
após 2-3 meses. 
Retalho (flap) mucoso: após adequada curetagem da fístula para que 
seu trajeto fique limpo, faz-se um retalho de avanço mucoso anorretal 
para cobrir o orifício interno e uma fistulectomia parcial ao nível do 
orifício externo.
Cola de fibrina: faz-se a curetagem do trajeto fistuloso para que ele 
fique bem limpo e, depois, injeta-se a cola de fibrina, que deve 
preencher todo o trajeto. 
Cone biodegradável liofilizado de colágeno porcino: semelhante à 
cola de fibrina, mas sua fixação é com pontos de sutura e usa material 
orgânico 
Depois de definir o tipo de fístula, parte-se para determinação do tipo de 
tratamento.
● Fístulas baixas (interesfinctéricas e transesfinctéricas baixas): 
fistulotomia ou fistulectomia. 
● Fístulas altas (transesfincterianas altas, supraesfincterianas, 
extraesfinctéricas): tração com fio cirúrgico, retalho de avanço anorretal, 
cola de fibrina ou cone biodegradável.
Afecções benignas do ânus (EVSO) 14
Cisto pilodal
O que é um cisto piloidal?
Pequenos seios cheios de pelos localizados no sulco interglúteo 
(região sacrococcígea) que comumente infectam, gerando abscessos
Em quem é mais comum o Cisto pilodal?
Homens jovens
Como tratar cisto piloidal?
1. casos de inflamação - drenagem simples, depilação laser.
2. infecção esporádica -
Como tratar cisto piloidal recorrente?
Excisão simples com sutura primária - mais empregado.
Excisão do teto do cisto, seguido de curetagem e marsupialização da 
ferida -ferida é deixada aberta
Excisão completa com emprego de retalhos cutâneos: em caos de 
doença complexa e refratária aos procedimentos convencionais
Incontinência Fecal
Qual a principal causa de Incontinência Fecal?
Afecções benignas do ânus (EVSO) 15
lesões obstétricas
Outras causas são: lesões traumáticas e prolapso retal
Quais os graus de incontinência fecal?Graus de incontinência: 
● Leve: incapacidade de controlar flatos e fezes líquidas; 
● Grave: incapacidade de controlar fezes sólidas.
Como diagnosticar a incontinência fecal?
 Clínico, porém exames são lançados para identificar e localizar o 
problema
Quais os exames são lançados para identificar e localizar o problema da 
Incontinência Fecal?
● Manometria anal: determina as pressões endoanais de repouso e 
esforço; 
● Latência Motora Terminal do Nervo Pudendo (LMTNP): indicam a função 
deste nervo (o aumento do tempo de latência é patológico); 
● US endoanal: avalia lesão muscular
Qual o tratamento padrão para a Incontinência Fecal?
esfincteroplastia de superposição.
Outras abordagens:
Uso de radiofrequência no canal anal;
Estimulação do nervo sacro;
Colocação de esfíncter artificial 
Afecções benignas do ânus (EVSO) 16
Prolapso retal
O que é o O prolapso retal ?
É caracterizado pela exteriorização de toda a espessura da parede do reto 
através do ânus.
O prolapso retal é seis vezes mais comum em mulheres do que em 
homens principalmente após a sétima década
Nas crianças, o prolapso retal se associa à fibrose cística, tricuríase 
(parasitose do Brasil)
Qual a clínica do Prolapso retal?
● Sensação de massa anal; 
● Sangramento e alteração dos hábitos intestinais (constipação ou 
incontinência fecal).
Neoplasia anal
Quais os fatores de risco para Neoplasia anal?
● Sexo feminino; 
●Infecção pelo HPV; 
● Aumento do número de parceiros sexuais; 
● Sexo receptivo anal; 
● Tabagismo; 
● Verrugas genitais; 
● HIV.
Afecções benignas do ânus (EVSO) 17
As neoplasias podem se desenvolver na mucosa ou após a junção 
mucocutânea. Os primeiros são chamados de neoplasias do canal anal 
e os mais distais são conhecidos como tumores da margem anal.
Aula Thiago
Prurido anal
oxiúrus, fissura, hemorroida etc.
Fissura anal;
O que é fissura anal?
Ulceração no anoderma distal;
Qual a posição mais comum da fissura anal?
Úlcera localizada na anoderma distal, na topografia de 6 horas, 
posterior.
13% região anterior em mulheres
Por que as fissuras anais são mais comuns na região posterior do 
anus?
Pois a musculatura ali é mais forte, logo a contração do canal anal 
nessa região é mais vigorosa levando a uma maior isquemia
Qual o quadro clínico da Fissura anal?
Dor aguda ao defecar (caco de vidro),
Afecções benignas do ânus (EVSO) 18
Sangue “vivo” nas fezes,
Ardência após a defecação, horas ardendo
Qual a tríade clássica de fissura anal crônica?
1. Fissura anal
2. Papila anal hipertrófica
3. Plicoma anal
Quais as principais etiologia quando paciente apresenta múltiplas 
fissuras anais?
Doença inflamatória intestinal; Principalmente doença de Crohn;
Trauma;
HIV;
Sífilis;
Tuberculose.
Qual a principal causa de fissura anal?
Hipertonia do esfíncter anal interno
25% está relacionada a constipação
Qual a fisiopatologia da fissura anal?
Afecções benignas do ânus (EVSO) 19
1. O esfincter anal interno apresenta musculatura lisa.
2. Uma redução da enzima óxido nítrico sintetase leva ao aumento de 
pressão do Esfíncter anal interno
3. Anus fica hipertônico levando a redução de fluxo sanguíneo na região.
4. Pequenos machucados cronificarão
Tratamento
Cirúrgico
Fissura anal aguda 
Fissura anal aguda apresenta cura espontânea: melhorar 
ingesta de água, fibras alimentares, retirar o papel higiênico
Fissura anal crônica
Dilatação anal;
No que consiste a dilatação anal como tratamento da Fissura 
anal?
Inserção de 4 dedos no canal anal com tração do esfíncer 
por 2 a 4 mim; Promove uma ruptura não controlada do 
esfíncter anal interno.
Qual a técnica de tratamento para fissura anal que mais gera 
incontinência?
Dilatação anal
Qual o tratamento mais utilizado na fissura anal?
Esfincterotomia
Tipos
esfincterotomia lateral interna aberta ou fechada
Mais comum (incisão na posição de 3 horas, com a 
pinça Kelly eu trago o EAI e o seciono .
Melhor taxa de cicatrização ( 95%)
Afecções benignas do ânus (EVSO) 20
esfincterotomia mediana posterior;
O que é a Esfincterotomia fissura anal?
Seccionar 50% da musculatura do esfíncter anal 
interno, melhora o espasmo do EAI e o fluxo 
sanguíneo.
Fissurectomia;
Desbrida a fissura com bisturi elétrico, cauteriza e isso estimula 
a cicatrização local
avanço de retalho.
Pele perianal é deslocada para o local da fissura, mantendo o 
suprimento sanguíneo
Não cirúrgico
Preserva o EAI e ausência de incontinência
Nitrato - isosorbida 0,3% (pomada) para relaxar a musculatura do 
anus para aumentar a vascularização. Efeito colateral = cefaleia
Bloqueadores do canal de Ca - nefedipino 0,5% pomada
Botox no ânus: pode gerar incontinência fecal e flatus (4-6 meses)
Abscessos anorretais;
Qual a principal causa de Abscessos anorretais?
Teoria Criptoglandular (infecção das glândulas anais sem causa 
aparente) 
Outras - 10% dos abscessos anais não são devidos à infecção das 
glândulas: Doença de Crohn; Retocolite ulcerativa; Introdução de corpo 
estranho; Trauma; Neoplasia; Radiação; TB; Imunossupressão; 
Leucemia; Linfoma.
Como podemos classificar os Abscessos anorretais?
1. Abscesso perianal (mais comum)
2. Abscesso isquiorretal (segundo mais comum)
Afecções benignas do ânus (EVSO) 21
3. Abscesso interesfincteriano (terceiro mais comum) - dor apenas ao 
toque, inspeção estática e dinâmica sem nada
4. Abscesso supraelevador - exame de imagem para diagnóstico
Qual a clínica do Abscessos anorretais?
Febre, dor anal aguda, eritema, inchaço, flutuação
Qual o tratamento dos Abscessos anorretais?
Incisão e drenagem (alívio imediato da dor);
Banhos de assento, laxantes, analgésicos - alternativas para facilitar a 
drenagem
Recorrência de 10-50%
Antibiótico podem ser desnecessário
Quando usar antibiótico no tratamento do abscesso anal?
Afecções benignas do ânus (EVSO) 22
DM, celulite extensa, cardíacos, imunossuprimidos .
Fístulas anais;
O que é a fístula anal?
Fase crônica do curso de uma sepse perirretal; Permanência do 
conduto fistuloso de drenagem do abscesso anal. drenado 
espontâneamente ou 
cirurgicamente;
Qual a clínica da Fístulas anais?
dor
inchaço
drenagem espontânea
Palpação do conduto fistuloso.
Qual a principal complicação de Fístulas anais?;
Incontinência fecal, devido a secção do esfíncter anal externo.
Quais os principais Fístulas anais?
1. Interesfincitariana mais comum ( compromente apenas o EAI)
2. Transesfinctariana ( compromete o EAI e EAE)
3. Supraesfinctariana - mulheres pós histerectomias
4. Extraesfinctarianas
Afecções benignas do ânus (EVSO) 23
Qual o tratamento das Fístulas anais?
Eliminar os focos sépticos juntamente com quaisquer trajetos 
epitelizado; o objetivo é interrompera comunicação do canal anal e 
pele
Quais exames complementares utilizados antes do tratamento das Fístulas 
anais;?
Ultrassom endorretal (se disponível) consegue mostrar o grau de 
comprometimento da musculatura
Ressonância magnética de imagens (se disponível, não consegue 
mostrar o grau de comprometimento da musculatura)
Regra de Goodsall - Salmon (PROVA)
Todo orifício fistuloso anterior até 2 cm da borda anal o orifício interno é 
perpendicular a cripta adjacente
Afecções benignas do ânus (EVSO) 24
Todo orifício fistuloso posterior até 2 cm da borda anal, o orifício interno 
irá drenar na cripta mediana
Quando que a fistula anal é complexa?
Quando >30% do esfincter externo está comprometido;
Localização anterior no trato feminino;
Múltiplos orifícios;
Fistulas em pacientes com incontinência fecal;
Fistulas recorrentes;
Diarreia crônica;
Doença de crohn.
Qual a principal complicação cirúrgica do tratamento de fístula anal?
incontinência anal
Quais as técnicas para tratamento das Fístulas anais;? (não vai cair na 
prova)
Fistulotomia.
Sedenho - depois de 6-8 semanas volta com fístula menor.
Afecções benignas do ânus (EVSO) 25
Técnica Plugue. Vantagem preserva a musculatura
Cola de Fibrina.
Ligadura Interesfincteriana do trato fistuloso (LIFT). Interrompea 
comunicação das fistulas, fazendo uma interrupção do trajeto fistuloso. 
Vantagem: que vai reduzir o tamanho.
Tratamento videoassistido da Fistula anal (VAAFT).
Filac - tratamento a laser.
Hemorroidas
O que são Hemorroidas?
Dilatação dos coxins vasculares localizado na submucosa do canal 
anal.
Quais as causas de hemorroidas?
Dilatação dos coxins vasculares localizado na submucosa do canal 
anal.
Algumas pessoas apresentam uma frouxidão no tecido conectivo que 
sustenta o plexo hemorroidário de maneira adequada no canal anal, 
com o tempo eles acabam exteriorizando, gerando as hemorroidas, 
hereditário.
Quais as teorias que explicam o surgimento das hemorroidas?
dilatação anormal das veias do plexo hemorroidário interno;
dilatação anormal das anastomoses arteriovenosa
deslocamento para baixo ou prolapso dos coxins vasculares
destruição do tecido conjuntivo de sustentação.
Como podemos classificar as hemorroidas? PROVA
1. Externas - coxins vasculares ficam permanentemente externos
2. Internas - ficam internas mas podem se exteriorizar.
3. Mistas - características de ambas
Afecções benignas do ânus (EVSO) 26
Como podemos classificar as hemorroidas internas? PROVA (questão 
escrita?)
Grau I - hemorroida interna sem dor que apenas sangra
Grau II - quando evacua, a hemorroida se exterioriza e após a 
evacuação retorna espontaneamente.
Grau III - se exterioriza a evacuação, retorna manualmente;
Grau IV - fica permanentemente exteriorizada.
Qual a clínica das hemorroidas?
Sangramento (queixa mais comum- anemia em idosos);
Prurido;
Prolapso
Dor (quando ela exterioriza - trombose, ulceração e necrose)
Como diagnosticar as hemorroidas?
anoscopia
retossigmoidoscopia
Como tratar hemorroidas?
Ambulatorial: 
escleroterapia (fenol a 5%); 
ligadura elástica (internas c/ sg; prolapso por excesso de mucosa, grau 
II e III)
Quais os principais mamilos hemorroidários?
A veia retal se divide nos 3 grandes complexos venos que originam os 
mamilos: A.Direito, L.Esquerdo, P.Direito
Afecções benignas do ânus (EVSO) 27
Técnicas para o tratamento de hemorroidas? (PROVA, ele vai cobrar)?
Milligan- Morgan - Secciona-se o mamilo hemorroidário, não 
suturando-o. Baixo índice de complicação, baixo índice de recidiva.
Fergunson - Secciona-se o mamilo hemorroidário, suturando-o. Baixo 
índice de complicação, baixo índice de recidiva.
Tratamento - PPH - pouca dor, corte na parte interna (grampeador)
Tratamento - THD ( doppler no canal anal do paciente, identifica as 
anastomoses arteriovenosas e fecha-as, ligando as artérias)
Graus x técnica de tratamento (tabela)
Afecções benignas do ânus (EVSO) 28
Qual a diferença de trombose hemorroida externa e hemorroidas internas?
Trombose (hemorroida externa)- coágulo de sangue que se formou 
sob o tecido cutâneo após trauma; não necessita de cirurgia
Hemorroida interna - exposição da mucosa do canal anal
Resto da aula: não vai cair
Orientações ao paciente. 
Ingesta de líquidos + fibras + atividade física
Flatos.
Enxofre - cheiro forte
Metano - pouco odor, barulhento
Depende: da microbiota (origem materna) e dieta.
Escala de Bristol.
3-4 = OK
1-2 = Constipação
5-6-7 = diarreia 
Afecções benignas do ânus (EVSO) 29
Cor.
Amarronzadas - bile
Enegrecidas - melena
Fezes flutuantes (gordurosas).
Fezes não flutuantes (rica em proteínas).
Nunca utilizar papel higiênico.
Assistir filme O demolidor.
Não utilizar celular durante a evacuação, aumenta a pressão do canal anal.
Posição de cócoras para retificar o reto.

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