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Calorimetria direta Apenas cerca de 40% da energia liberada durante o metabolismo da glicose e das gorduras são utilizados na produção de ATP. Os 60% restantes são convertidos em calor e, portanto, um modo de avaliar a velocidade e a quantidade de produção de energia é medir a produção de calor corporal. Essa técnica é chamada de calorimetria direta (“medição de calor”), já que a unidade básica de calor é a caloria (cal). Calorimetria indireta O metabolismo oxidativo da glicose e das gorduras – os principais substratos para o exercício aeróbio – utiliza O2 e produz CO2 e água. Normalmente, as quantidades de O2 e CO2 trocados nos pulmões são equivalentes às quantidades utilizadas e liberadas pelos tecidos do organismo. Com base nesse princípio, é possível estimar o gasto calórico por meio da medição dos gases respiratórios. Esse método de estimativa do gasto energético de todo o corpo é denominado calorimetria indireta, porque a produção de calor não é medida diretamente. O gasto energético é calculado com base na troca respiratória de O2 e CO2 . Teste de consumo de O2 - O consumo de oxigênio pode ser utilizado, durante o exercicío, para avaliar a aptidão cardiorespiratória e o gasto energético tanto em repouso, quanto em exercício. Como isso pode ser feito? O consumo máximo de oxigênio (VO2 máx): - Direta - Indireta (testes de campo, testes de banco e testes com cicloergômetro) Exercício incremental Consumo de oxigênio durante o exercício 1.Alta capacidade da circulação central em fornecer oxigênio aos músculos estriados esqueléticos ativos. 2.Alta capacidade dos músculos estriados esqueléticos ativos em utilizar o oxigênio disponível. O Déficit de O2 é compensado pela maior produção de energia pelas vias anaeróbias Consumo máximo de oxigênio Fatores que determinam o consumo de oxigênio max (VO2max) Capacidade do sistema cardiorespiratório de levar oxigênio para os músculos em contração; Capacidade do músculo de captar oxigênio e produzir ATP; Genética; Treinamento físico VO2máx = D.C. X DifA-V GASTO ENERGÉTICO EM REPOUSO E DURANTE O EXERCÍCIO Índice de troca respiratória Para estimar a quantidade de energia utilizada pelo corpo, faz-se necessário conhecer o tipo de substrato (combinação de carboidrato, gordura e/ou proteína) que está sendo oxidado. O conteúdo de carbono e oxigênio na glicose, nos ácidos graxos livres (AGLs) e nos aminoácidos diferem drasticamente. Em decorrência disso, a quantidade de oxigênio utilizado durante o metabolismo depende do tipo de combustível que está sendo oxidado. A calorimetria indireta mede a quantidade de CO2 liberado (VCO2) e O2 consumido (VO2). A razão entre esses dois valores é conhecida como índice de troca respiratória (R). Determinação do substrato Quociente respiratório (QR) Carboidratos Gorduras 129ATP RQ= 6CO2 6O2 = 1,0 RQ= 16CO2 23O2 = 0,71 RQ= VCO2 VO2 . . Em repouso, uma pessoa comum consome cerca de 0,3 L de O2/min (18L O2/h ou 432L O2/ dia). Um valor do R igual a 0,80 é muito comum na maioria dos indivíduos em repouso alimentadas com uma dieta mista. A equivalência calórica de um valor de R igual a 0,80 é 4,80 kcal por litro de O2 consumido. Utilizando esses valores comuns, pode-se calcular o gasto calórico desse indivíduo por meio dos procedimentos a seguir: Uma medida padronizada do gasto energético em situação de repouso é a taxa metabólica basal (TMB). É a velocidade de gasto energético de um indivíduo em repouso na posição deitada, medida imediatamente após um sono de pelo menos 8 h e com um jejum de pelo menos 12 h. a TMB está diretamente relacionada à massa livre de gordura (MLG) presente no organismo. Muitos outros fatores afetam a TMB, entre eles: Idade: a TMB diminui gradualmente com o passar dos anos, em geral por causa do decréscimo na massa livre de gordura. Temperatura corporal: a TMB aumenta com o aumento da temperatura. Estresse psicológico: o estresse aumenta a atividade do sistema nervoso simpático, o que aumenta a TMB. Hormônios: como exemplo, tanto o aumento na liberação de tiroxina, da tireoide, como de adrenalina, da medula suprarrenal, aumentam a TMB. Em vez de TMB, a maioria dos pesquisadores utiliza a denominação taxa metabólica em repouso (TMR), a qual na prática é semelhante a TMB, mas não necessita de condições precisas de padronização Taxa metabólica durante o exercício submáximo e máximo Recuperação do exercício EPOC (Excess post-exercise oxygen consumption) Recuperação do exercício Recuperação do exercício Débito de O2 Possui 3 fases Fase I (ressíntese): - Ressíntese de ATP-CP - Reposição das reservas de O2 no músculo e no sangue Fase II (remoção): - Remoção de hormônios do estresse (catecolaminas) - Remoção metabólicos teciduais (H+, lactato, CO2…) Ajustes circulatório e respiratório Ajustes térmicos Reposição de glicogênio Fase III (mioplasticidade e neuroplasticidade): Recuperação do exercício Aumento das adaptações (específico) - Aumento de enzimas glicolíticas - Aumento de enzimas oxidativas - Aumento do número de mitocôndrias - Aumento do número de proteínas transportadoras (NAD, FAD) - Aumento do número de proteínas contráteis (actina, miosina) Limiar de lactato, limiar anaeróbio ou OBLA Início do teste metabolismo aeróbico; Com o aumento da intensidade passa a ser anaeróbico Utilização do limiar de lactato para prescrição do exercício Economia de Esforço não há uma explicação específica sobre as causas subjacentes dessas diferenças na economia, e elas provavelmente são explicadas por fatores fisiológicos e biomecânicos complexos. VO2máx elevado; Limiar de lactato elevado, quando expresso como porcentual de VO2máx Grande economia de movimento, ou baixo valor de VO2máx para determinada carga de trabalho Elevado porcentual de fibras musculares do tipo I. Características dos atletas bem-sucedidos em eventos de resistência aeróbia