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Lesões Traumáticas Articulares

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Fisioterapia em Disfunções Musculoesqueléticas 
Mariana Machado 
LESÕES TRAUMÁTICAS ARTICULARES 
➢ TUDO QUE ACOMETE UMA ARTICULAÇÃO 
PREVIAMENTE SAUDÁVEL DECORRENTE DE UM 
TRAUMA, OU SEJA, DE UMA FORÇA DE DETERMINADA 
INTENSIDADE, GERA A LESÃO TRAUMÁTICA ARTICULAR 
DEFINIÇÃO 
➢ TODA VEZ QUE HÁ UM DANO TECIDUAL A ALGUNS 
DOS COMPONENTES DA ARTICULAÇÃO CHAMAMOS 
DE LESÃO TRAUMÁTICA ARTICULAR 
➢ NÃO ENTRAM PATOLOGIAS INFLAMATÓRIAS 
(DOENÇAS REUMÁTICAS) QUE NÃO DEPENDEM DE 
NEHUM TRAUMA 
➢ TAMBÉM NÃO ENTRAM AS DOENÇAS 
DEGENERATIVAS (DESGASTES TECIDUAIS QUE 
OCORREM AO LONGO DA VIDA, AS CHAMADAS 
ARTROSES) 
➢ PARA SABER O QUE PODE ACONTECER COM O 
INDIVÍDUO QUE SOFRE UM TRAUMA ARTICULAR, É 
PRECISO SABER COMO FUNCIONA UMA ARTICULAÇÃO 
E SEUS COMPONENTES 
ARTICULAÇÃO 
“DO LATIM ARTICULARE = CONECTAR, SÃO 
ESTRUTURAS QUE LIGAM ENTRE SI, DOIS OU MAIS 
OSSOS NO SEU PONTO DE ENCONTRO E QUE 
PERMITEM A REALIZAÇÃO DE MOVIMENTOS” 
➢ CONEXÃO ENTRE SUPERFÍCIES ÓSSEAS 
➢ ALGUMAS TEM MOVIMENTOS MUITO AMPLOS 
(DIARTROSES, ARTICULAÇÕES SINOVIAIS) SENDO AS 
GRANDES ARTICULAÇÕES MOTORAS 
➢ OUTAS TEM PEQUENA/NENHUMA MOVIMENTAÇÃO 
(SINARTROSE – APRESENTAM ELEMENTOS 
LIGAMENTARES FIBROSOS MUITO RESISTENTES, 
LOCALIZADAS EM REGIÕES DO ESQUELETO QUE SE 
DISÕES DE PROTEGER ÓRGÃOS IMPORTANTE. Ex.: 
ARTICULAÇÕES DOS OSSOS DO CRÂNIO – EM QUE NA 
INFÂNCIA TEM UMA CERTA MOBILIDADE, MAS NA 
VIDA ADULTA SÃO IMÓVEIS, POIS ELA TEM COMO 
FUNÇÃO A PROTEÇÃO DO TECIDO CEREBRAL) 
Obs.: AMBAS SÃO DO INTERESSE DO FISIOTERAPEUTA, MAS 
AS QUE REALIZAM MOVIMENTO, AS ARTICULAÇÕES 
SINOVIAIS, SÃO AS MAIS SUSCETÍVEIS À OCORRÊNCIA DE 
LESÃO/TRAUMA, QUE SÃO ARTICULAÇÕES MAIS EXPOSTAS 
 
 
CLASSIFICAÇÕES 
SINARTROSE (FIBROSA) 
➢ PRATICAMENTE IMÓVEIS 
➢ SUTURAS (Ex.: CRÂNIO), SINDESMOSES (Ex.: PINÇA 
FORMADA ENTRE O MALÉOLO DA TÍBIA E O MALÉOLO 
DA FÍBULA, ONDE ESSA PINÇA TEM ALGUMA 
MOBILIDADE, MAS QUE É DIMININUÍDA/LIMITADA 
POR UMA ESTRUTURA LIGAMENTAR FIBRÓTICA – Ex.: 
ART. TALOCRURAL) E MEMBRANA INTERÓSSEA 
(PRESENTE ENTRE AS DIÁFISES DOS OSSOS, SENDO UM 
TECIDO APONEURÓTICO, TECIDO CONJUNTIVO MAIS 
RÍGIDO QUE O TECIDO LIGAMENTAR, QUE TAMBÉM 
LIMITAM A MOVIMENTAÇÃO, SEM A SUA PRESENÇA 
HAVERIA UMA ABERTURA ENTRE ESSES OSSOS) 
ANFIATROSE (CARTILAGINOSA) 
➢ MUITO POUCO IMÓVEIS 
➢ SINCONDROSE, SÍNFISE E CARTILAGEM EPIFISAL 
➢ TECIDO QUE SE INTERPÕE ENTRE AS SUPERFÍCIES 
ÓSSEAS – TECIDO CARTILAGINOSO 
Ex.: ARTICULAÇÕES ESTERNOCONDRAIS (ENTRE O 
ESTERNO E OS ARCOS CONDRAIS) E SÍNFISE PÚBICA (HÁ 
UM MOVIMENTO ROTACIONAL, MESMO QUE PEQUENO, 
QUE ACABA SOBRECARREGANDO ESSA ARTICULAÇÃO) 
➢ EM GERAL SOFREM POUCOS DANOS AGUDOS, MAS 
ACABAM QUE POR PEQUENOS MOVIMENTOS 
REPETIDOS AO LONGO DA VIDA, SOFREM UM DANO 
PROGRESSIVO – LESÕES INFLAMATÓRIAS 
DECORRENTES DE TRAUMAS 
 
Fisioterapia em Disfunções Musculoesqueléticas 
Mariana Machado 
DIATROSE (SINOVIAL) 
➢ GRANDES MOVIMENTOS DO CORPO 
➢ PLANA, UNIAXIAL (GÍNGLIMO/TROCÓIDE), BIAXIAL 
(CONDILAR/SELAR), TRIAXIAL (ESFERÓIDE) 
ELEMENTOS DA ARTICULAÇÃO SINOVIAL 
➢ SUPERFÍCIES ÓSSEAS 
➢ CÁPSULA ARTICULAR 
➢ MEMBRANA SINOVIAL 
➢ CARTILAGEM ARTICULAR 
• RECOBRE A SUPERFÍCIE ÓSSEA ARTICULAR 
• SUA GRANDE FUNÇÃO É O AMORTECIMENTO DE 
CHOQUE, DIMINUINDO O ATRITO ENTRE AS 
SUPERFÍCIES ÓSSEAS (O ATRITO ENTRE AS 
SUPERFÍCIES ÓSSEAS FAZ A ARTICULAÇÃO SE 
DESGASTAR) 
• É UM TIPO DE CARTILAGEM HIALINA 
SUAVE/LISA/FINA QUE PERMITE O DESLIZAMENTO E 
AMORTECIMENTO 
Obs.: O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DO APARELHO 
LOCOMOTOR COMEÇA JUSTAMENTE NESSA CARTILAGEM 
HAVENDO DETERIORAMENTO DA ARTICULAÇÃO. 
DEPENDENDO DO GRAU DE ENVELHECIMENTO AS 
SUPERFÍCIES ÓSSEAS COMEÇAM A TER UM ATRITO ENTRE 
ELAS DE MANEIRA INTENSA E COM ISSO HÁ UMA 
DETERIORAÇÃO 
➢ LÍQUIDO SINOVIAL 
• LUBRIFICANTE ARTICULAR CIRCULANTE DENTRO DA 
ART. SINOVIAL 
➢ LIGAMENTOS 
• LIGAM AS SUPERFÍCIES ÓSSEAS 
• ESTABILIZAÇÃO 
• TEM COMO FUNÇÃO A MANUNTENÇÃO DA 
POSIÇÃO ANATÔMICA DAS ARTICULAÇÕES 
• FORMADOS POR UM TECIDO CONJUNTIVO FIBROSO, 
TENDO UMA CERTA ELASTICIDADE 
➢ DISCOS/MENISCOS 
• ESTRUTURAS FORMADAS DE TECIDO CONJUNTIVO 
• ESTRUTURAS CARTILAGINOSAS 
• SE INTERPÕEM ENTRE AS SUPERFÍCIES ÓSSEAS 
ARTICULARES TENTANDO MINIMIZAR O ATRITO 
ENTRE SUPERFÍCIES ÓSSEAS 
➢ BURSAS 
• GERALMENTE SE INTERPÕEM ENTRE O ELEMENTO 
ÓSSEO/SUPEFÍCIE ÓSSEA E O TENDÃO 
• ELEMENTO DE DEFESA DA REGIÃO PARA DIMINUIR 
TENSÃO 
Obs.: BURSITE – PROCESSO INFLAMATÓRIO POR 
DEGRADAÇÃO. POR CONTA DE ATRITOS O TECIDO DA 
BURSA SE DEGRADA E SOFRE UM PROCESSO 
INFLAMATÓRIO 
 
➢ UMA ARTICULAÇÃO SÓ FUNCIONA DE MANEIRA 
ADEQUADA QUANDO ELA ESTÁ ESTÁVEL, OU SEJA, 
QUANDO HÁ MANUNTENÇÃO DA POSIÇÃO 
ANATÔMICA DAS SUAS SUPERFÍCIES ÓSSEAS 
➢ QUANDO HÁ UM TRAUMA ARTICULAR, ALGUMA 
DESSAS ESTRUTURAS OU MAIS DE UMA OU TODAS 
ELAS PODEM TER SOFRIDO UMA LESÃO 
➢ ENTÃO, QUANDO ESSE TRAUMA OCORRE É DE SE 
IMAGINAR QUE ANATOMICAMENTE OCORRERÁ LESÃO 
À UMA OU ALGUMAS DESSAS ESTRUTURAS, CABENDO 
AO FISIOTERAPEUTA IDENTIFICAR DE ACORDO COM A 
INTENSIDADE E TIPO DE TRAUMA E QUAIS TECIDOS 
ESTÃO LESIONADOS PARA FAZER A MELHOR OPÇÃO 
TERAPÊUTICA 
➢ A PIOR CONSEQUÊNCIA PARA UM TRAUMA/PÓS-
TRAUMA É A PERDA DE ESTABILIDADE ARTICULAR, 
POIS UMA ARTICULAÇÃO INSTÁVEL DEGENERA, 
GASTA PRECOCIMENTE, ENTRANDO EM UM 
PROCESSO DE ARTROSE, ALÉM DE PODER FUNCIONAR 
INADEQUADAMENTE LEVANDO A UMA 
INCAPACACIDADE FUNCIONAL DO INDIVÍDUO 
Ex.: PACIENTES QUE TORCEM MUITO O TORNOZELO – 
ALGO ESTÁ ERRADO, JÁ QUE ESTÁ FÁCIL A 
OCORRÊNCIA DE NOVAS LESÕES, O QUE CERTAMENTE 
Fisioterapia em Disfunções Musculoesqueléticas 
Mariana Machado 
INDICA QUE HOUVE UMA PERDA DA ESTABILIDADE 
ARTICULAR, ONDE ESSA ARTICULAÇÃO NÃO TEM MAIS 
UM FUNCIONAMENTO ADEQUADO 
➢ É FUNDAMENTAL INDENTIFICAR QUAIS ELEMENTOS 
ESTÃO LESIONADOS A PARTIR DAÍ, TRAÇAR UMA IDEIA 
DE COMO A ESTABILIDADE ARTICULAR PODE TER SIDO 
AFETADA 
➢ CADA ARTICULAÇÃO TEM SUA PARTICULARIDADE 
BIOMECÂNICA 
➢ NO PRIMEIRO MOMENTO, TODOS OS ELEMETNOS 
SERÃO TRATADOS IGUALMENTE NAS ARTICULAÇÕES E 
AS ESPECIFICIDADES SERÃO DIFERENCIADAS MAIS À 
FRENTE 
POTENCIAL REGENERATIVO 
➢ NÃO EXISTE BASE CIENTÍFICA QUE DIGA QUE A 
CARTILAGEM ARTICULAR SE REGENERE, E QUANDO 
CICATRIZA É SUBSTITUÍDA POR OUTRO TIPO DE TECIDO 
➢ EXISTEM LIGAMENTOS QUE TÊM POTENCIAL 
REGENERATIVO (MELHOR PARA OS QUE TÊM 
MEMBRANA – Ex.: LIGAMENTOS COLATERAIS, 
ENQUANTO O CRUZADO TEM POTENCIAL QUASE 0) 
➢ ISSO FAZ COM QUE CADA CASO DEVA SER ANALISADO 
INDIVIDUALMENTE 
➢ EXISTEM REGIÕES DO MENISCO VASCULARIZADAS QUE 
TEM POTENCIAL DE REPARAÇÃO E OUTRAS QUE NÃO 
TEM 
➢ DEVERÁ SER ESTABELECIDA QUAL A REGIÃO FOI 
LESIONADA PARA OBTER UM PROGNÓSTICO 
POTENCIAL BIOMECÂNICO 
➢ SERÁ LEVADA EM CONSIDERAÇÃO A CAPACIDADE 
FUNCIONAL BIOMECÂNCIA DA ARTICULAÇÃO 
ESTUDADA 
Ex.: A ARTICULAÇÃO DO OMBRO DEPENDE MUITO DOS 
SEUS LIGAMENTOS, ISSO TEM RELAÇÃO COM A 
ESTABILIDADE ÓSSEA (FORMATO ANATÔMICO DAS 
DUAS SUPERFÍCIES DOS OSSOS). NO OMBRO, UMA 
SUPERFÍCIE É RETA E A OUTRA CÔNCAVA. A 
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL DO PONTO DE VISTA 
ÓSSEO É MUITO ESTÁVEL POR SER UMA SUPERFÍCIE 
CÔNCAVA COM UMA SUPERFÍCIE CONVEXA, 
DEPENDENDO MENOS DOS LIGAMENTOS. NO JOELHO, 
OS CÔNDILOS FEMORAIS SÃO MAIS CONVEXOS E SE 
ENCONTRAM COM O PLATÔ TIBIAL RASO, HAVENDO 
ESTABILIDADE ÓSSEA, NECESSITANDO DE CÁPSULA, 
LIGAMENTOS, ETC. 
LESÕES 
➢ TRAUMÁTICAS 
➢ INFLAMATÓRIAS 
• ARTRITE REUMATÓIDE – TEM ORIGEM NO SISTEMA 
IMUNOLÓGICO 
➢ DEGENERATIVAS 
• OSTEOARTROSE (IMAGEM DO MEIO) – DESTRUIÇÃO 
AO LONGO DA VIDA; COMEÇA NA CARTILAGEM 
ARTICULAR E DEPOIS CHEGA NO OSSO, ATÉ CHEGAR 
A UMA CARTILAGEM EM BLOCO 
 
➢ O EXERCÍCIO É O GRANDE MEDICAMENTO PARA O 
APARELHO LOCOMOTOR 
➢ OS MÚSCULOS SÃO GRANDES MOTORES 
ARTICULARES, E QUANTO MAIS BEM DESENVOLVIDOS 
E TRABALHADOS NA SUA PLENITUDE, MAIS ELES 
PROTEGEM AS ARTICULAÇÕES DE DESGASTE 
➢ O CONTROLE DO PESO TAMBÉM INFLUENCIA NOS 
DESGASTES 
LESÕES TRAUMÁTICAS

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