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ImplantodontiaImplantodontia
Sumário
- História da Implantodontia 
- Princípios da osseointegração
- Anatomia aplicada a implantodontia
- Morfologia 
 - Tipos de implantes, princípios 
cirúrgicos básicos em implantodontia
@daianedonatto
História da implantodontia
 
Há milênios, nas civilizações antigas ocorreram 
os primeiros relatos do uso de implantes 
dentários, provenientes de diversos materiais 
como o ouro, a porcelana e a platina.
Desde então, na busca de substitutos dentais 
inúmeros materiais
foram testados como o alumínio, a prata, o 
latão, o cobre, magnésio, o ouro, aço e o níquel. 
A corrosão dos materiais em decorrência
da eletrólise produzida pelo organismo foi 
constatada. A forma de
implantes parafusados compostos de cromo 
cobalto não suportava a
aplicação de forças laterais de qualquer 
intensidade levando à quebra
inter-espirais. Foram utilizados, também, 
os implantes em formato de lâmina feitos de 
cromo, níquel ou vanádio, porém não foi 
conseguido sucesso clínico, pela não 
biocompatibilidade. Até que um autor 
sueco, o professor Per Ingvar Bränemark, 
em 1969 publicou diversos estudos, após 15 
anos de investigações clínicas e científicas 
até a comprovação da osseointegração. Em 
que os implantes confeccionados em titânio, 
apresentavam-se com melhores 
propriedades físicas e biológicas. Foi 
desenvolvido assim, o sistema Bränemark de 
implantes, composto por seis componentes, 
comprovadamente osseointegrados e 
funcionais por um longo períodode tempo 
(BRÄNEMARK et al., 1977).
Princípios da Implantodontia
A osseointegração defini-se como o processo de 
conexão direta estrutural e funcional entre o 
osso vivo e a superfície de umimplante 
submetido a uma carga oclusal (BRÄNEMARK 
et al., 1969). Foi ainda observado na 
osseointegração que o titânio era o material 
mais indicado na confecção de implantes pelas 
suas propriedades físicas e biológicas. Foi 
desenvolvido o sistema Bränemark de 
implantes, formado por componentes de 
titânio sendo o implante em forma de 
parafuso, de cobertura, transmucoso, cilindro 
e parafuso de ouro (BRÄNEMARK et al., 
1977).Deste modo, inúmeros fatores foram 
observados para o sucesso da manobra, como a 
minimização dos danos aos tecidos adjacentes 
por trauma térmico, cirúrgico e ainda 
contaminante (ADELL et al., 1981). Sendo 
assim, cumprindo os quesitos acima 
mencionados, para a instalação de implantes 
propriamente dita, em se tratando do 
protocolo cirúrgico em dois estágios para a 
instalação dos implantes osseointegráveis foi 
determinado. No primeiro estágio, os 
implantes são inseridos no osso, destacando 
que o controle do calor, abaixo dos 43ºC com 
rotação até 2000 rotações por minuto (rpm), 
durante a instalação dos implantes, é 
importante para não comprometer a 
osseointegração. Deste modo durante a 
fresagem irriga-se constantemente com 
solução salina fisiológica estéril (Figura 1). Isso 
porque o super–aquecimento leva a uma 
desnaturação das proteínas e posterior necrose 
óssea. 
@daianedonatto
Devem permanecer sepultados em osso, durante 
o processo de reparo, por um período de 4 a 6 
meses. No segundo estágio, os implantes são 
expostos e preparados para receber as cargas 
provenientes das próteses colocadas sobre eles. 
O período de sepultamento do implante, sem 
qualquer tipo de carga sobre os mesmos, 
permitiria que osseointegrassem de forma 
efetiva e sem intercorrências (BRÄNEMARK et 
al., 1969). Para que princípios biológicos sejam 
aperfeiçoados, novas técnicas foram 
introduzidas, especialmente na área do design 
dos implantes, biomateriais e cirurgias menos 
traumáticas. São reduzidas assim as 
complicações aumentando apraticabilidade, 
visto o grau de sucesso alcançado pelos 
implantes dentais nos dias dehoje, viabilizando 
inclusive a técnica da carga imediata. A falta de 
ajuste, o íntimo contato entre o osso e o 
implante, poderia propiciar a proliferação de 
tecido mole em locais de grandes espaços entre 
taisestruturas, prejudicando assim, o processo 
de cicatrização óssea. Os implantes em forma de 
rosca também são recomendados,observando- 
se que implantes em forma de parafuso 
aumentam a área de contatoosso-implante e, 
ainda melhoram a distribuição de forças ao 
tecido ósseo, levando auma melhor fixação, 
além da maior saúde estomatognática.
 Fator importante, responsável pela perda de 
muitos implantes, o
aquecimento ósseo, no processo de 
osseointegração foi também ressaltado. 
(BRÄNEMARK, 1983). A necessidade de 
estabilidade na
fixação dos implantes, que ocorre 
normalmente no protocolo de dois
estágios cirúrgicos pelo seu sepultamento, 
écitada (BRÄNEMARK,
1983). O sucesso em longo prazo dos implantes 
instalados na mandíbula foi destacado, tendo 
sido verificado que após 10 anos, 99% dos
implantes permanecer amestáveis. 
ANAtomia aplicada a 
implantodontia
Anatomia cirúrgica da maxila como um órgão
 
 
A maxila possui formato piramidal com a 
base do zigoma como seu ápice. Este 
último pode ser palpado no vestíbulo 
bucal da cavidade oral. Ele divide a 
superfície vestibular da maxila nas 
superfícies ântero-lateral e póstero- 
lateral da pirâmide. A terceira superfície 
da pirâmide é a face orbitária da maxila. 
A base da pirâmide é a parede lateral da 
cavidade nasal ou a parede medial do 
seio maxilar. O processo alveolar da 
maxila relacionado à superfície ântero- 
lateral contém os incisivos, os caninos e 
os pré-molares, enquanto a superfície 
póstero-lateral contém os molares e 
termina como a tuberosidade da maxila.
@daianedonatto
 A parte intraoral da maxila é limitada pela 
prega mucovestibular do músculo orbicular 
da boca anteriormente e pelo músculo 
bucinador posteriormente. A superfície 
póstero-lateral da maxila acima da prega 
mucovestibular forma a parede anterior da 
fossa infratemporal e é difícil de palpar. No 
entanto, a superfície ântero-lateral da maxila 
abaixo da prega mucovestibular pode ser 
palpada facilmente sobre a pele, assim como a 
espinha nasal anterior, a abertura piriforme e o 
processo frontal da maxila. Intraoralmente, é 
possível palpar a eminência canina, a fossa 
canina (distal à eminência canina e um local 
comum para o acesso facial ao seio maxilar) 
a tuberosidade da maxila, e a incisura 
hamular. A maxila estende-se como uma placa 
horizontal medialmente para formar os dois 
terços anteriores do palato duro. A lâmina 
horizontal do osso palatino forma o terço 
posterior do palato duro. O osso palatino 
também possui uma lâmina vertical que se 
articula com a base da maxila; ele também 
possui um processo piramidal que se interpõe 
entre a tuberosidade da maxila e o processo 
pterigoide do osso esfenoide. A incisão mucosa 
na tuberosidade da maxila que se estende 
dentro da incisura hamular pode expor o 
processo piramidal do osso palatino. Distal a 
este ponto, pode-se expor o músculo 
pterigoideo medial, o qual se origina na 
tuberosidade e na face medial da lâmina lateral 
do processo pterigoide do osso esfenoide. A 
parede medial da maxila começa na margem 
afi lada da abertura piriforme e estende-se 
posteriormente, com uma concavidade que 
margeia a fossa nasal e continua distalmente 
ao canino.
@daianedonatto
 Neste local, ela forma a parede medial do seio 
maxilar e continua em direção posterior à 
tuberosidade da maxila. A parede medial da 
maxila fornece inserção à concha nasal inferior 
e à lâmina vertical do osso palatino. A abertura 
do seio maxilar encontra-se na parede medial 
da maxila, próximo ao assoalho da órbita. A 
abertura é reduzida em diâmetro pelo processo 
uncinado do osso etmoide. Este último fornece 
as conchas superior e média da parede nasal 
lateral. A face orbitária da maxila forma o 
assoalho da órbita e também o teto do seio 
maxilar. O canal infraorbitário contém os nervo 
e vasos infraorbitários, e ele forma uma crista 
que pode ser vista na cavidade sinusal.
Músculos inseridos na maxila 
À medida que o osso alveolar maxilar 
reabsorve, a crista do rebordo residual migra 
na direçãodos músculos que se originam no 
osso basal da maxila. Os músculos de 
importância cirúrgica para o implantodontista 
serão descritos a seguir
Músculo orbicular da boca
 
O músculo orbicular da boca origina-se do 
modíolo em cada canto da boca. As fibras 
musculares estendem-se para dentro dos 
lábios superior e inferior, onde elas formam 
porções periféricas superiores e inferiores sob 
a pele e porções marginais sob a zona do 
vermelhão dos lábios. Algumas das fibras do 
orbicular do lábio aderem-se à asa do nariz e 
ao septo nasal. Na linha média do lábio 
superior, as porções periféricas de ambos os 
lados interdigitam-se para criar o filtro. As 
porções marginais interdigitam-se e criam o 
tubérculo labial. Embora não seja inserido no 
osso da maxila, o músculo limita a 
profundidade do vestíbulo bucal superior e 
inferior. O orbicular do lábio recebe inervação 
dos ramos bucais e mandibulares do nervo 
facial.
 Músculo Incisivo do Lábio Superior
 O músculo incisivo do lábio superior 
origina-se do assoalho da fossa incisiva da 
maxila sobre a eminência do incisivo lateral 
e profundamente ao orbicular da boca.
 
Para expor o osso da pré-maxila entre os 
caninos, a reflexão do retalho mucoperiosteal 
pode desinserir o músculo incisivo do lábio 
superior. Também pode desinserir as fibras 
septais e oblíquas do músculo nasal. As 
primeiras são inseridas na pele do septo nasal e 
as últimas, na asa do nariz. Estes pequenos 
músculos serão reinseridos após a reposição do 
retalho. Contudo, se os músculos forem danifi 
cados, então a queda do septo e a inclinação da 
asa do nariz podem ocorrer.
Músculo bucinador
 O músculo bucinador origina-se na base do 
processo alveolar, relacionada ao primeiro, 
segundo e terceiro molares superiores e 
inferiores.
@daianedonatto
 Este músculo também se origina no hámulo 
pterigoideo, na lâmina medial do processo 
pterigoide do osso esfenoide e, portanto, 
forma uma ponte sobre o vão entre a 
tuberosidade maxilar, no plano anterior, e o 
hâmulo, no posterior. A extensão do projeto 
de uma estrutura subperiosteal nas lâminas 
do processo pterigoide correrá o risco de 
interferir nas fibras destes músculos, sem 
adicionar muita vantagem na capacidade 
de retenção do implante. Quando incisamos 
e refletimos a mucosa que cobre as áreas da 
tuberosidade maxilar e do sulco hamular, 
antes de obtermos as moldagens para os 
implantes subperiosteais maxilares,devemos 
evitar a lesão do tendão do músculo tensor 
do palato mole, que passa ao redor do 
hâmulo pterigoideo. O tendão se movimenta 
sobre uma bolsa subjacente a ele, cada vez 
que o palato mole se move e, portanto, pode 
ser irritado pela estrutura subperiosteal e 
resultar em inflamação e dor. As fibras dos 
músculos bucinador e pterigoideo medial 
também são encontradas na área de reflexão. 
A maioria das fibras do músculo pterigoideo 
medial se origina na face medial da lâmina 
lateral do processo pterigoideo do osso
esfenoide, enquanto o resto das fibras forma 
a cabeça tuberal, que se localiza em uma 
proximidade estreita com a tuberosidade da 
maxila. Perto do hâmulo pterigoideo, uma 
rafe de tecido fibroso ou, em alguns casos, 
uma estrutura larga similar a uma fáscia é 
encontrada entre os músculos bucinador e 
constritor superior da faringe.
 Em alguns casos, a rafe ou a fáscia não são 
encontradas. A lesão do músculo posterior 
deve ser evitada durante a reflexão da 
mucosa, particularmente no lado palatino da 
área do hâmulo 
@daianedonatto
Músculo levantador do lábio superior
 O músculo elevador do lábio superior se 
origina na margem infraorbitária, acima do 
forame infraorbitário e, portanto, raramente 
está no âmbito de ação do cirurgião que está 
inserindo um implante. Ele é inervado pela 
ramificação zigomática do nervo facial.
Músculo levantador do ângulo da boca 
 
O músculo elevador do ângulo da boca se 
origina na maxila, abaixo do forame 
infraorbitário. O nervo e os vasos 
infraorbitários surgem entre este músculo e o 
elevador do lábio superior. Na maxila 
severamente atrófica da Divisão D, o forame 
infraorbitário se localiza relativamente 
próximo à margem do rebordo. A reflexão 
dos tecidos, para enxertos autógenos e 
inserção de implantes nos enxertos sinusais, 
pode ficar próxima a esta região e causar 
parestesia.
 Nos casos de implantes subperiosteais que 
requerem uma armação extensa para retenção, 
o operador deve estar atento quanto à 
localização do feixe neurovascular infraorbitário 
em relação ao canino e aos músculos elevadores 
do lábio superior. O músculo canino é inervado 
pela ramificação zigomática do nervo facial.
Inervação sensitiva da maxila
 O nervo maxilar (V2) inerva a maxila (Fig. 22- 
6). O nervo deixa a fossa craniana média, 
passando através do forame redondo, e 
aparece na fossa pterigopalatina. Ele deixa a 
fossa e passa rapidamente dentro da fossa 
infratemporal; neste ponto, ele entra no 
assoalho da órbita ou no teto do seio maxilar, 
passando através da fissura infraorbitária. 
Então, ele deixa a órbita através do forame 
infraorbitário. 
Nervo alveolar posterior anterior
 Este nervo surge dentro da fossa pteriopalatina 
segue para baixo e para frente, atravessa a fi- 
ssura pterigomaxilar e entra na região 
posterior da maxila. Ele passa entre o osso e 
o revestimento do seio maxilar. Este nervo 
supre o seio, os molares, a gengiva vestibular e 
a porção da junção da bochecha; ele pode ser 
lesionado durante um levantamento de seio 
maxilar com abordagem lateral. Clinicamente, 
este problema não parece ter consequências 
significativas.
@daianedonatto
Nervo infraorbitário
 Este nervo é uma continuação do tronco 
principal da divisão maxilar do nervo trigêmeo. 
Ele sai da fossa pterigopalatina atravessando a 
fissura orbital inferior para penetrar no 
assoalho da órbita. Depois, ele percorre o sulco 
infraorbitário e, então, o canal infraorbitário. O 
nervo deixa a órbita, através do forame
infraorbitário, para formar as ramificações 
cutâneas da pálpebra inferior, da asa e da pele 
do nariz e da mucosa do lábio e da bochecha
Nervo alveolar superior médio
 Esta ramificação do nervo infraorbitário é 
originada à medida que o nervo infraorbitário 
atravessa o sulco infraorbitário. O nervo alveolar 
superior médio segue para baixo e para frente na 
parede lateral do seio, a fim de suprir os pré- 
molares superiores. Esta região é habitualmente 
violada para a abordagem lateral no enxerto 
sinusal, mas aparentemente não tem nenhuma 
consequência.
Nervo alveolar superior anterior
 
Esta ramificação do nervo infraorbitário surge 
do interior do canal infraorbitário. Ele percorre, 
inicialmente, a parede lateral interna do seio e 
faz uma curva no sentido medial, para, então, 
passar sob o forame infraorbitário. Depois, 
ele segue na direção inferior para suprir os 
dentes ântero-superiores. Uma ramificação 
nasal passa para dentro da cavidade nasal para 
suprir o revestimento mucoso que cobre uma 
porção da cavidade nasal. Antes da elevação da 
mucosa nasal e inserção dos enxertos, este nervo 
deve ser anestesiado.
Nervo palatino
 Os nervos palatinos maior (anterior) e menor 
(posterior) suprem o palato duro e o mole, 
respectivamente. Eles desembocam na fossa 
pterigopalatina, através da abertura superior 
do canal palatino descendente e depois seguem 
na direção inferior e terminam penetrando na 
cavidade bucal através dos forames palatinos 
maior e menor. O nervo palatino maior corre na 
direção anterior, por um sulco presente na 
superfície inferior do palato duro, a fim de 
suprir a mucosa palatina até os incisivos. Aqui, 
o nervo se comunica com o nervo nasopalatino.
Nervo nasopalatino
 Este nervo desemboca na fossa pterigopalatina 
através do forame esfenopalatino, localizado na 
parede medial da fossa. Ele penetra na cavidade 
nasal e supre algumas porções das paredes
laterais e superiores da cavidade nasal. 
A sua ramificação mais longa alcança o septo 
nasal, onde ele se vira na direção inferior e 
anterior,percorrendo a superfície do septo. 
Enquanto ele está no septo, forma um sulco no 
osso vômer. Ele supre a mucosa nasal e desce 
pelo assoalho nasal perto do septo, atravessa o 
canal nasopalatino e, então, desemboca no 
palato duro, através do forame incisivo. A sua 
última abertura está abaixo da papila incisiva. 
Depois, ele se comunica com o nervo palatino 
maior.
Suprimento arterial da maxila
A maior parte do suprimento arterial (Fig. 22-7) 
vem da artéria maxilar, que é um dos ramos 
terminais da artéria carótida externa
@daianedonatto
 1. Porção mandibular: artérias auricular profunda 
meníngea média e alveolar inferior.
2. Porção pterigoidea: artérias temporal 
profunda, pterigoidea lateral, pterigoidea medial 
e massetérica.
3. Porção pterigopalatina: artérias alveolar 
súpero-posterior, palatina descendente e 
esfenopalatina
4. Porção infraorbitária: artérias alveolares 
súpero-anterior e média, palpebral, nasal e labial
Drenagem venosa da maxila
 
As veias acompanham as artérias e carregam os 
mesmos nomes. A maxila drena para a veia 
maxilar. A última comunica-se livremente com 
o plexo venoso pterigoideo e, então, une-se à 
veia temporal superficial para formar a veia 
facial posterior dentro da glândula parótida. A 
infecção da maxila pode seguir a veia maxilar 
para o plexo venoso pterigoideo e, então, para o 
seio cavernoso através das veias emissárias, 
causando trombose do seio cavernoso. O 
suprimento arterial adequado e a drenagem 
venosa normal são essenciais para a 
regeneração óssea e remodelação dos enxertos 
ósseos.
Drenagem linfática
 A maxila, incluindo os seios maxilares, drena 
sua linfa 
para os linfonodos submandibulares. Além 
disso, a porção posterior da maxila e o palato 
mole drenam dentro dos linfonodos faciais 
profundos e parte para os linfonodos cervicais 
profundos. A palpação dos linfonodos é uma 
parte essencial no exame físico da cabeça e do 
pescoço.
Anatomia cirúrgica da mandíbula
 
O clínico deve estar familiarizado com as 
características anatômicas das mandíbulas 
dentadas e desdentadas, não somente através 
de radiografias, mas também por meio do 
exame físico (Figs. 22-1 a 22-4). A sínfise, a 
borda inferior, a incisura pré-massetérica, o 
ângulo goníaco, o pólo lateral do côndilo e o 
processo coronoide, são todos palpáveis 
sob a pele. As características intraorais 
palpáveis da mandíbula da superfície facial 
incluem a linha oblíqua externa e o triângulo 
retromolar, com o processo coronoide na sua 
ponta; a linha oblíqua externa margeando-a 
lateralmente, e a linha oblíqua interna 
margeando-se medialmente. Esta última é 
denominada crista temporal, pois ela é sítio da 
inserção do tendão medial do músculo 
temporal. O forame mentoniano pode ser 
localizado por uma linha que passa pelas pupilas 
e nos ápices dos pré-molares. Do aspecto 
lingual, a linha oblíqua interna e o tórus 
mandibular podem ser palpados na região pré- 
molar. 
@daianedonatto
@daianedonatto
 
A reflexão do retalho mucoperiosteal além da 
prega mucosa bucal, vestibularmente, expõe o 
músculo mental lateral à linha média, o forame 
mentoniano com o feixe vasculonervoso 
mentoniano, o depressor do lábio inferior e o 
triangular próximos à borda inferior na região 
pré-molar, a base do processo alveolar oposta 
aos molares, e os tendões temporais na borda 
anterior do ramo. Uma mandíbula desdentada 
atrófica perde o processo alveolar, e a crista do 
rebordo pode ser encontrada no mesmo nível 
da linha oblíqua externa e interna. É possível 
palpar os tubérculos genianos superiores com a 
inserção do músculo genioglosso. A reflexão do 
retalho mucoperiosteal, depois de incisar da 
linha média da crista, pode expor o feixe 
vasculonervoso mentoniano, o qual não é 
normalmente localizado na, porção lingual à 
crista do rebordo, mas ocasionalmente pode 
ocorrer. O músculo pode perder sua inserção 
na linha oblíqua externa, onde o milo-hioideo 
pode surgir acima do nível da crista. O nervo 
lingual, o qual possui uma estreita relação com 
o osso alveolar do terceiro molar na mandíbula 
dentada, pode correr próximo à crista do 
rebordo desdentado; em alguns casos, ele pode 
ser encontrado sobre o tecido adiposo 
retromolar.
Inserção muscular da mandíbula
 
A perda dos dentes desencadeia uma série de 
eventos, que leva à perda do osso alveolar na 
espessura e na altura. À medida que o osso 
alveolar mandibular reabsorve, o rebordo 
residual migra na direção de muitos dos 
músculos que se originam ou se inserem na 
mandíbula. A origem, inserção, inervação e 
função dos músculos de importância 
cirúrgica para o implantodontista são 
discutidas.
Inervações da mandíbula e estruturas associadas
Nervo alveolar inferior
 Este nervo surge como uma ramifi cação do 
nervo mandibular (V3) na fossa infratemporal. 
Ele aparece na borda inferior do feixe inferior 
do músculo pterigoideo lateral, percorre na 
direção inferior e entra no forame mandibular, 
na face interna do ramo. Antes de o nervo 
penetrar no forame mandibular, ele se divide 
em numerosas ramificações sensitivas que 
inervam o osso mandibular. 
Nervo lingual
 O nervo lingual é uma ramificação do nervo 
mandibular, que se origina na fossa 
infratemporal. Ele surge na borda inferior do 
feixe inferior do músculo pterigóideo lateral, 
no plano anterior do nervo alveolar inferior. 
Depois, ele segue para baixo e para frente, 
entre o ramo da mandíbula e o pterigoideo 
medial. Este nervo penetra na cavidade 
bucal acima da extremidade posterior do 
músculo milohioideo, perto da sua origem, na 
região do terceiro molar. Já que o nervo fica 
em relação medial à papila retromolar, as 
incisões nesta região devem permanecer 
laterais à papila, e a reflexão da mucosa deve 
ser executada com o destaca-periósteo em 
constante contato com o osso, a fim de evitar 
as lesões no nervo. O nervo prossegue na 
superfície do músculo hipoglosso e depois 
atravessa o ducto da glândula submandibular 
na direção medial para penetrar no assoalho 
da boca e na língua.
Nervo milo-hioideo
 A ramificação motora milo-hioidea do nervo 
alveolar inferior é originada logo antes do nervo 
penetrar no forame mandibular. Esta ramifi- 
cação desce em um sulco formado na superfície 
mediana do ramo mandibular e depois surge 
no triângulo submandibular, na borda posterior 
do músculo milo-hioideo. O nervo supre o 
músculo milo-hioideo e depois percorre a sua 
superfície, com a artéria submentoniana (uma 
ramificação da artéria facial), até alcançar o 
ventre anterior do músculo digástrico, também 
suprido por este nervo. Já que este nervo é tão 
estreitamente relacionado ao ramo mandibular, 
a intervenção cirúrgica nesta área pode levar à 
lesão deste importante nervo motor.
Nervo bucal longo
 Este nervo é uma ramificação sensitiva da 
divisão mandibular do nervo trigêmeo e é 
distribuído pela pele e mucosa da bochecha, e 
pela gengiva vestibular oposta à região molar 
mandibular. O nervo percorre entre os dois 
feixes do músculo pterigoideo lateral, depois 
continua na direção mediana até a superfície 
ou, às vezes, no interior do tendão temporal 
medial, ganhando acesso à superfície do 
músculo bucinador. O nervo inerva a pele da 
bochecha e corre em direção inferior ao nível 
da linha oblíqua externa, penetra no bucinador 
e espalha seus ramos sob a mucosa jugal, 
mucosa alveolar e gengiva inserida oposta aos 
molares. 
 O implantodontista que planeja acessar o 
ramo com o intuito de remover um enxerto 
ósseo deve estar atento ao nervo bucal e evitar 
lesioná-lo. Além disso, a manipulação 
cirúrgica nesta área (p. ex., durante inserção 
de um implante subperiosteal) pode lesionar 
este nervo.
Suprimento sanguíneo da maxila e da mandíbula
 A cabeça e a região do pescoço têm um 
abundante suprimento sanguíneo, com muitas 
anastomoses . A maxila e a mandíbula não são 
exceções. O suprimento sanguíneo para a 
mandíbula e a maxila é derivado de uma fonte 
em comum, a artéria carótida externa. A artéria 
carótida externa é uma ramificaçãoda artéria 
carótida comum, que é uma ramificação direta 
do arco da aorta, no lado esquerdo, e uma 
ramificação da artéria braquio-cefálica no lado 
direito do corpo. A principal artéria que supre a 
mandíbula é a artéria alveolar (dentária)inferior, 
que serve como a artéria nutriente para o osso e 
outros tecidos dentro da mandíbula. O tecido 
ósseo da maxila é suprido por ramificações de 
dois vasos principais, a artéria alveolar(dentária) 
súpero-posterior e a artéria infraorbitária. A 
principal ramificação da artéria infraorbitária 
que supre a maxila é a artéria alveolar (dentária) 
súpero-anterior. As artérias alveolares súpero- 
posterior e infraorbitária são ramificações da 
artéria maxilar, que é uma das duas 
ramificações terminais da artéria carótida 
externa.
@daianedonatto
Conceitos gerais
 A circulação sanguínea dentro dos ossos longos 
é centrífuga, ou seja, o sangue circula desde a 
região da medula para a superfície, através do 
osso cortical, terminando nos vasos localizados 
no periósteo e nos tecidos moles associados 
ao osso.O suprimento sanguíneo da região da 
medula ocorre através das artérias nutrientes, 
que são vasos relativamente grandes que 
atravessam o osso através de canais nutrientes 
para penetrar no espaço da medula. Dentro dos 
espaços da medula, a artéria nutriente forma 
uma cadeia de vasos chamada plexo endósseo 
ou medular. Os vasos deste plexo penetram no 
osso cortical pelos canais de Volkmann e, 
eventualmente, alcançam a superfície do osso. 
Enquanto o sangue está atravessando o osso 
cortical, numerosos vasos são originados em 
ângulos retos para estes vasos intraósseos, 
dentro dos canais de Volkmann. Estas ramifi- 
cações são os vasos encontrados dentro dos 
canais harvesianos dos ósteons.O osso de 
origem osteonal (osso lamelar) é o principal tipo 
de tecido ósseo encontrado no osso cortical 
dos maxilares. Uma vez que os vasos 
intraósseos alcançam a superfície externa do 
osso, eles fazem uma anastomose com vasos 
dentro da camada fibrosa do periósteo ou com 
as artérias que suprem os tecidos moles. A 
cadeia de vasos associada ao periósteo é 
chamada de plexo periosteal. O plexo periosteal, 
por sua vez, se comunica com os vasos que 
estão suprindo o sangue arterial para os 
músculos e outros tecidos moles da área.
 
A mandíbula e maxila são ossos membranosos e, 
como tais, não se desenvolvem da mesma forma 
que os ossos longos. Muitos pesquisadores 
concordam que a circulação sanguínea dentro do 
corpo da mandíbula10 e na maxila é centrífuga, 
sob condições normais. Como nos ossos longos, 
há plexos endósseos e periosteais, conectados 
uns aos outros. Além destas cadeias vasculares, 
um plexo periodontal é associado aos dentes. 
Quando os dentes estão presentes, os vasos 
intraósseos enviam suas ramificações para os 
processos alveolares (artérias intra-alveolares) 
aos dentes (artérias apicais) e às ramificações do 
plexo periodontal. As artérias intra-alveolares e 
o plexo periodontal, por sua vez, conectam-se
com os vasos do plexo periosteal, assim como 
com algumas áreas dentro dos tecidos moles 
circunjacentes ao osso. Uma vez que um dente é 
removido, seu plexo periodontal é perdido. 
Quando existem condições circulatórias 
anormais dentro da mandíbula ou da maxila, 
como a obstrução da artéria nutriente, o 
suprimento sanguíneo para o osso é invertido, 
de forma que a direção de fluxo ocorre de fora
para dentro do osso. Esta situação é chamada de 
circulação centrípeta.
Maxila 
Os vasos que suprem a maxila são ramificações
da terceira parte da artéria maxilar. A artéria
alveolar súpero-posterior sai da artéria maxilar e
percorre a fossa infratemporal da maxila, onde
se divide em várias ramificações.
@daianedonatto
Mandíbula
A principal artéria que supre o sangue para a 
mandíbula é a artéria alveolar inferior. Esta 
artéria entra no lado medial do ramo da 
mandíbula e percorre uma direção para baixo e 
para frente, dentro do canal mandibular, 
penetrando depois no corpo da mandíbula. A 
artéria se divide na região pré-molar para dar 
lugar a duas ramificações terminais: as 
artérias mentoniana e incisiva. A artéria 
incisiva continua na direção medial dentro do 
corpo até fazer anastomose com a artéria do 
lado oposto. Esta artéria geralmente é le- 
sionada durante a coleta de um bloco de osso 
monocortical da sínfise, no procedimento de 
enxerto para a reconstrução de rebordos 
reabsorvidos. O sangramento é facilmente 
controlado quando se comprime por 
esmagamento o osso ao redor do vaso ou com a 
cera óssea. A artéria mentonia- na desemboca 
do corpo da mandíbula através do forame 
mentoniano e supre a região do mento e faz 
anastomoses com as artérias labial inferior e 
submentoniana. Perto da sua origem, a artéria 
alveolar inferior se origina em uma 
ramificação lingual, que vasculariza a mucosa 
oral.
Alterações do suprimento sanguíneo para a 
mandíbula devido ao envelhecimento
Apesar de a circulação normal dentro do 
corpo de mandíbula ser centrífuga nos 
indivíduos jovens, a direção do fluxo 
sanguíneo pode se inverter com o en- 
velhecimento. Foi demonstrado que a 
artéria alveolar inferior é suscetível a 
alterações arterioescleróticas e tende a 
ficar tortuosa e a se estreitar com a 
idade.A obstrução da artéria alveolar 
inferior ocorre anos antes de qualquer 
evidência clínica de obstrução ser 
detectada nos vasos da carótida. Estudos 
angiográficos de humanos vivos de todas 
as idades demonstraram a obstrução da 
artéria alveolar inferior em 79% de todos 
os indivíduos estudados, e em 33% dos
pacientes, o fluxo arterial estava 
ausente.A incidência da ausência de fluxo 
na artéria alveolar inferior aumentou com 
a idade.
Morfologia
 
 
 Os implantes tratados com ácidos, jateados, 
jateados e ataque ácido, anodizados e com 
revestimento de hidroxiapatita ou óxido de 
titânio, são mais utilizados. Apontaram 
também que a superfície do implante após 
tratamento com ácido, apresenta morfologia 
superficial que oscila com as condições de 
tratamento.
@daianedonatto
 
Regular e estimular o crescimento, 
proliferação, diferenciação em especial das 
células epiteliais. Para considerarmos o 
sucesso do tratamento com os implantes 
osseointegrados, um dos prérequisitos de 
sucesso é a perda óssea marginal em torno da 
porção cervical do implante se manter 
inferior a 1mm no primeiro ano e 0,2mm nos 
anos subsequentes. 
 
 
Saucerização óssea
Remodelamento ósseo periimplantar cervical 
causado pelo fator de crescimento epitelial, 
fator de crescimento epidérmico ou EGF
Tipos de implantes
Implante unitário
 No tratamento com implantes, o especialista 
cria um tipo de raiz artificial para um dente 
também artificial. O implante é a parte que 
fica dentro do osso e que vai sustentar a 
prótese, porção que substitui o dente natural 
na arcada. Com essa explicação, fica mais fácil 
entender o que é o implante unitário. Isso, 
porque, nessa técnica, o implantodontista 
posiciona no osso do paciente um implante, 
ou seja, um pino para cada dente que será 
substituído, sobre o qual será posicionada 
uma prótese. Essa técnica é indicada para 
quem perdeu somente um elemento dentário. 
Também é uma alternativa se você perdeu 
mais de um dente, porém, em áreas diferentes 
da boca, de modo que não é possível 
aproveitar o mesmo implante para mais de 
uma prótese.
@daianedonatto
@daianedonatto
Implante com carga imediata
 O implante com carga imediata também é um 
tipo de implante unitário. O que o diferencia é 
a técnica aplicada. No caso do implante 
convencional, primeiro, é feita a cirurgia para 
fixação do pino; então após a osseointegração, 
que acontece em alguns meses, é instalada a 
prótese. Na carga imediata, o 
implantodontista não aguarda esses meses. 
Você recebe a prótese no mesmo dia em que 
faz a cirurgia para fixação do pino. Nesse caso, 
costuma ser feita a cirurgia chamada de “sem 
corte”, aquela em que é aberto um pequeno 
orifício na gengiva para ter acesso ao osso sem 
fazer grandescortes nesse tecido.Esse tipo de 
implante, portanto, vai substituir apenas um 
dente. Ainda, a técnica pode ser aplicada em 
pessoas que planejaram uma extração. Assim, 
todo o procedimento é feito no mesmo dia, 
desde a retirada do dente natural até a 
instalação da prótese.Apesar de ser uma 
técnica muito atrativa, não é qualquer pessoa 
que pode ser submetida a ela. É necessário que 
todas as condições estejam favoráveis, porque 
você já sai da clínica com o sorriso completo
Implante 2x3
 Esse é um tipo de implante sequencial, que é 
indicado para pacientes que perderam três 
dentes em sequência. Recebe o nome de “dois 
por três” porque, em vez de fazermos três 
implantes unitários, colocamos dois pinos e 
sobre eles instalamos três próteses. O dente que 
ficará posicionado no meio não terá uma 
fixação no osso. Assim, os dois implantes serão 
instalados nas extremidades, e é confeccionada 
uma prótese com três dentes. O que ficar no 
meio permitirá a sustentação daqueles que 
estão presos nos implantes. É uma boa 
alternativa para minimizar o caráter invasivo 
do tratamento, uma vez que cada implante 
requer uma intervenção própria para ser fixado 
no osso. Também ajuda a reduzir o custo do 
procedimento.
@daianedonatto
Implante com prótese protocolo
 Prótese protocolo é o nome dado a um tipo de 
implante dentário múltiplo. Ele é indicado 
para os pacientes edêntulos e pode ser 
instalado tanto na arcada superior quanto na 
inferior, substituindo todos os dentes. No 
entanto, como acontece no implante 2×3, não 
é necessário instalar um pino para cada dente. 
Galiano conta que os tratamentos feitos com 
prótese protocolo requerem apenas de 4 a 6 
implantes, que serão posicionados em lugares 
estratégicos da arcada. É confeccionada uma 
prótese similar a uma dentadura, mas que 
ficará encaixada sobre esses implantes. Por 
isso, ela tem muito mais estabilidade e garante 
uma segurança maior na hora de mastigar, 
sorrir e falar. Essa prótese é fixa; logo, não 
pode ser retirada da boca pelo paciente, como 
acontece com as dentaduras. Isso é feito 
somente pelo dentista, quando há necessidade 
de fazer alguma intervenção, manutenção ou 
tratamento.
Implante com prótese overdenture
 O implante com prótese overdenture é similar 
ao modelo anterior, porém, o especialista 
explica que, nele, é utilizada uma quantidade 
menor de implantes para fixar a prótese. Ela 
também é total, substituindo todos os dentes da 
arcada superior ou inferior. A principal 
diferença é que a prótese overdenture não é fixa. 
Embora fique presa aos implantes, contém um 
sistema de encaixes que possibilita que você 
mesmo faça a retirada. Isso ajuda a limpar a 
prótese, sendo uma boa alternativa para quem 
tem dificuldades motoras.
Implantes zigomático
 Sabia que o recomendado é que o tratamento 
com implantes dentários seja feito assim que 
um dente é perdido? Isso, porque existe uma 
tendência natural de o osso que sustentava 
esse dente ser reabsorvido pelo organismo, o 
que leva à necessidade de fazer um enxerto 
ósseo antes de colocar o implante.
@daianedonatto
 “Às vezes, o paciente já chega à clínica com a 
ausência do dente. De forma geral, em 3 a 5 anos 
após a perda, é possível fazer um implante sem a 
necessidade de um enxerto ósseo. Mas, em 80 a 
90% dos casos, após esses cinco anos, a 
diminuição óssea é considerável”, explica 
Galiano. No entanto, entre os tipos de implante 
dentário, existe uma alternativa para que não 
seja necessário fazer esse procedimento prévio 
de enxerto. Consiste no implante zigomático, 
que é fixado em um local diferente. Os implantes 
convencionais são presos no osso alveolar, que 
abriga naturalmente a raiz dos dentes. No caso 
do implante zigomático, a fixação do pino é feita 
no osso zigomático, também conhecido como 
osso malar ou osso da bochecha, que faz parte da 
órbita ocular e forma as maçãs do rosto. Como 
esse osso está próximo da arcada superior, esse 
tipo de implante dentário é recomendado para 
quem precisa fazer a substituição de todos os 
dentes da arcada. Na inferior, ainda é preciso 
utilizar o osso alveolar como base.
 
Enxerto ósseo
Conforme mencionado no tópico anterior, o 
osso é uma estrutura fundamental para a 
fixação dos implantes na boca do paciente. Por 
isso, é preciso que eles estejam íntegros e aptos 
a sustentar os novos dentes que estão sendo 
colocados. Caso os ossos não estejam em boas 
condições algo normal quando a perda dentária 
aconteceu há muito tempo, entre outras razões , 
é normal que o paciente seja orientado a não 
fazer os implantes. O que poucas pessoas sabem 
é que, em alguns casos, é possível reverter esse 
cenário! O enxerto ósseo é uma tecnologia 
utilizada para repor a massa óssea na boca dos 
pacientes que desejam fazer um implante 
dentário. Isso mostra que é possível passar pelo 
procedimento, mesmo que em um primeiro 
momento ele não seja indicado para você.
 
Modelos de implantes
Convencional titânio
 O implante confeccionado em titânio é o mais 
utilizado em todos os tratamentos. Consiste em 
uma liga metálica com base nesse elemento e 
que apresenta uma grande resistência e total 
compatibilidade com nosso organismo.
Segundo Galiano, esse metal é aquele utilizado 
para confeccionar os pinos que são usados em 
tratamentos de fraturas. O organismo não o vê 
como um corpo estranho; por isso, o tecido 
ósseo consegue se regenerar ao redor.
https://blog.odontoclinic.com.br/saude-bucal/enxerto-osseo-duvidas/
Nanotecnológico
 Os implantes nanotecnológicos são uma 
combinação de microtopografia e partículas 
nanométricas de estrôncio, hidroxiapatita, 
flúor ou outros. Essas partículas são 
acrescentadas à estrutura do pino, a fim de 
desempenharem funções específicas quando 
em contato com o tecido do corpo do paciente.
Elas têm o potencial de estimular processos 
químicos; com isso, conseguem estimular o 
organismo para o processo de cicatrização, 
favorecendo a recuperação no pós-operatório 
e a osseointegração. É uma boa alternativa, 
por exemplo, quando o organismo apresenta 
alguma condição específica que dificulta esses 
processos. É o caso de pacientes diabéticos,
portadores de distúrbios metabólicos ou 
tabagistas.
Implante de cerâmica
 
Os implantes de cerâmica são uma novidade 
que, aos poucos, está sendo estudada e testada 
como uma alternativa aos implantes 
fabricados em titânio. Os pinos são feitos em 
zircônia, que apresenta dureza, resistência e 
compatibilidade orgânica tão boas quanto o 
metal. São uma alternativa para fazer um 
tratamento totalmente livre de metais, em 
especial para os casos raros de pacientes que 
desenvolvem alergias ou sensibilidade ao 
titânio. Além disso, a zircônia tem a 
característica de acumular menos biofilme, 
dificultando a formação da placa bacteriana.
Implante curto
 Explicamos que existem casos em que ocorre 
perda óssea por causa do tratamento tardio. 
Quando isso acontece, a base para fixação do 
implante pode ser insuficiente para utilizar 
pinos convencionais. Então, o implantodontista 
dá preferência para os modelos mais curtos e 
estreitos. Eles também são uma alternativa se 
você, naturalmente, tiver um osso menor ou 
menos espaço entre as raízes. Entretanto, 
costumam ser mais indicados para substituição 
dos dentes incisivos inferiores ou do incisivo 
lateral superior.
Princípios cirúrgicos básicos em 
implantodontia
A Implantodontia é uma especialidade 
multidisciplinar em que existe uma 
interdependência entre a cirurgia e a prótese. 
Embora a função primordial do implante 
dentário seja a substituição de um elemento 
dentário perdido e sustentação de uma prótese, 
a instalação cirúrgica do implante deve ser 
realizada dentro um protocolo cirúrgico 
adequado. Em função disso torna-se 
fundamental a revisão de conceitos de cirurgia 
para o exercício adequado desta especialidade. 
Por isso vamos realizar uma revisão dos 
conceitos e princípios básicos da cirurgia oral 
reparadora e biossegurança com o objetivo de
estabelecermos parâmetrosque devem ser 
aplicados a nossa prática diária. 
@daianedonatto
@daianedonatto
Definições e conceitos
Uma intervenção cirúrgica consiste em um 
conjunto de diferentes atos elementares, 
estudados, combinados e executados dentro de 
uma técnica adequada. Os princípios 
fundamentais da cirurgia são os seguintes:
 - Controle do trauma;
 - Controle da hemorragia;
 - Cuidado e delicadeza no manejo dos tecidos; 
- Respeito à assepsia. 
Necessidades básicas cirúrgicas
 Visibilidade
- Acesso apropriado (abert. de boca, retração 
adequada e retalhos apropriados);
- Iluminação suficiente (constante s/bloqueios da 
luz pelo auxiliar) ;
- Campo cirúrgico s/excesso de sangue e fluidos 
(sucção adequada e oportuna).
Auxilio adequado
Treinamento e conhecimento do procedimento 
que será realizado pelo auxiliar
Atos cirúrgicos básicos
 Consiste nos procedimentos básicos utilizados 
durante qualquer cirurgia, que são:
- Diérese;
- Hemostasia;
- Síntese.
Tipos de diérese
 - Incisão => corte dos tecidos;
- Divulsão => separação dos tecidos;
- Exérese => remoção dos tecidos;
- Punção => introdução de agulhas p/ 
aspiração.
Princípios da incisão
 
- Lâmina afiada e de tamanho apropriado (10, 
11, 12 e 15/ cabo nº 3);
- Corte firme e contínuo;
- Evitar cortar estruturas nobres;
- Bisturi na posição perpendicular;
- Incisão adequadamente planejada.
Desenho de retalho
- Amplo o suficiente para proporcionar um 
bom campo operatório; 
- Manter uma boa vascularização ao retalho 
para favorecer a rápida cicatrização;
 - Bordas bem definidas possibilitando uma 
aproximação prevenindo a necrose, deiscência 
e dilacerações;
 - Nutrição adequada.
Tipos de incisão
 - Intra-orais
- Extra-orais
@daianedonatto
Classificação de incisão
a.Quanto ao desenho: 
- Linear - Semilunar 
- Triangular
 - Trapezoidal 
b. Quanto à região: 
- Supracristal (processo alveolar) 
- Intrasulcular (presença de dentes) 
- Mucosa
c. Quanto ao tipo de retalho: 
- Total 
- Parcial ou dividido
Manipulação dos tecidos
 - Evitar força e compressão excessiva
- Extremo de temperatura
- Substâncias químicas
- Irrigação adequada p/evitar a necrose (osso)
Hemostasia
 a. Mecanismos hemostáticos naturais (pressão 
gaze ou pinça hemostáticas)
- Vasos peqs => 20 a 30 seg
- Vasos gdes => 5 a 10 min
b. Calor (termocoagulação)
- fio terra c/paciente
- ponta deve alcançar o local desejado
- remoção de fluidos ao redor
c. Ligaduras
d. Curativo compressivo
 
e. Coagulantes locais
- Substâncias vasoconstrictoras (adrenalina, 
nor-adrenalina, felipressina)
- Materiais reabsorviveis (fibrina, membrana de 
colágeno, celulose oxidada)
- Cêra óssea
Técnicas de sutura
 - Simples
- Em colchoeiro
- Festonada
- Contínuas (simples, borda grega e festonada)
Tipos de fios de sutura
a. Reabsorvíveis
 - Categute (cromado)
 - Vicryl (poligalactina 910)
 - Monocryl (ácido polilactico)
 b. Não-Reabsorvíveis 
- Seda (3-0 e 4-0)
 - Mononylon (5-0 e 6-0)
Biossegurança
 - Sepsis => colapso dos tecidos vivos por ação dos 
microrganismos.
- Assepsia => evitar a sepsis (colapso dos 
tecidos).
- Assepsia médica => tentativa de manter 
pacientes. Equipe e objetos o mais livre possível
 de agentes que causem a infecção.
- Assepsia cirúrgica => tentativa de evitar que os
microrganismos ganhem acesso às feridas
 cirúrgicas e causem a infecção. 
@daianedonatto
 
- Antissepsia e Desinfecção => utilização de 
substâncias que previnem a multiplicação de
 (seres vivos) (objetos) microrganismos.
- Esterilização => conjunto de métodos para 
eliminação de microorganismos patogênicos.
- Descontaminação => redução do número de 
microrganismos a níveis seguros.
Normas de biossegurança
 
- Esterilização do instrumental
- Esterilização do material cirúrgico
- Preparo do operador
- Preparo do campo cirúrgico
Técnicas de esterilização
 - calor seco (estufa)
- calor úmido (autoclave)
- gás (oxido de etileno)
 - radiação (raios gama) 
Desinfecção
 - desinfetantes químicos
Manutenção da esterilização
 - Materiais descartáveis
- Manutenção do campo cirúrgico
- Desinfecção operatória
- Preparo da equipe cirúrgica 
Instrumental e material cirúrgico
 Cirúrgico Básico => Diérese, hemostasia e 
síntese.
Cirúrgico específico => necessário para o 
procedimento.
Material básico => material cirúrgico 
fundamental para realização de qualquer 
procedimento.
Material específico => material específico para 
o procedimento planejado.