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Mobilização
Precoce
• Gabriel Marques
• Giovanna Barreira Cavalcante
• João Victor de Moura
• Samantha Martins
• Nathalia Miranda
• Phelipe Lopes
• Renata Ribeiro
Em meados de 1970 o fisioterapeuta passa a compor as equipes da unidade terapia intensiva 
(UTI) assim assumindo um papel importante, criando-se a especialidade da Fisioterapia 
Respiratória, com conhecimentos desenvolvidos em Ventilação Mecânica (VM) e uma visão 
generalista. Comprovando sua efetividade na redução do tempo de internação e infecções 
hospitalares do doente internado.
A mobilização precoce é uma terapia com intuito de trazer vários benefícios para o paciente, 
incluindo bem estar físico, psicológico e também prevenindo a hospitalização prolongada, 
consequentemente diminuindo a incidência de complicações pulmonares e o tempo de 
Ventilação Mecânica .
Quando se fala em "precoce", refere-se ao conceito de que as atividades de mobilização 
começam imediatamente após a estabilização das alterações fisiológicas importantes, e não 
apenas após liberação da ventilação mecânica ou alta da Unidade de Terapia Intensiva.
Objetivos:
• Reduzir os impactos do imobilismo e hospitalização;
• O repouso por muitos anos foi definido pelos médicos como a melhor opção em pacientes 
em Unidade de Terapia Intensiva, no entanto ao decorrer do tempo, observou-se que 
pacientes que foram submetidos ao repouso absoluto passaram a desenvolver várias 
complicações.
Efeitos da imobilização nos sistemas
Efeitos da Imobilização no Sistema Cardiovascular
• Diminuição do volume total de sangue;
• Redução da concentração de hemoglobinas;
Efeitos da Imobilização no Sistema Respiratório
• A Capacidade Vital está reduzida;
• Diminuição da capacidade residual funcional;
Efeitos da Imobilização no Sistema Metabólico
• Aumento da excreção de cálcio;
• Aumento da excreção de nitrogênio;
Efeitos da Imobilização no Sistema musculoesquelético
• Diminuição da massa muscular;
• Diminuição da força muscular;
Critérios de segurança
O critério de segurança é se certificar que o 
paciente se encontra com estabilidade 
hemodinâmica, mesmo que inconsciente.
Fatores neurológicos:
• Pressão intracraniana; agitação e obedecer a 
comandos verbais adequados.
Fatores cardiovasculares:
• FC > 40bpm e <130bpm
• PAS >90mmhg e < 180mmhg
• PAM > 60mmhg e < 110mmhg
Fatores respiratórios:
• >5irpm e < 40irpm
• saturação > 88% VM
• fração inspirada de oxigênio e/ou PEEP < 
10cmh2O.
Indicações e contraindicações da mobilização precoce
Os candidatos à mobilização precoce são:
• Pacientes com estabilidade hemodinâmica e respiratória, bem como a reserva nutricional e 
cardiovascular adequada para o modelo de intervenção proposto.
• Preferencialmente adultos (idade ≥ 18 anos) internados em UTI clínica ou cirúrgica por pelo 
menos 72 horas;
• Pacientes preferencialmente cooperativos e sem hipertensão intracraniana.
Contraindicações: A mobilização precoce está contraindicada para pacientes, com:
• Doenças terminais, hipertensão arterial sistólica > 170mmHg; SpO2 < 90% 
independentemente da fração inspirada de oxigênio, hipertensão intracraniana, fraturas 
instáveis, infarto agudo do miocárdio recente, feridas abdominais abertas; queda de 20% ou 
mais da frequência cardíaca durante a realização das atividades de mobilização precoce. 
Défices cognitivo e neurológico profundo podem ser considerados como limitações.
Para definir possíveis critérios para realizar a progressão do protocolo, bem como para 
contraindicar a sua realização, um consenso de especialistas desenvolveu um guia prático 
para identificar esses critérios. Nesses guias prático, foram usado cores para auxiliar na 
tomada de decisão:
• VERDE: Indica baixo risco de eventos adversos.
• AMARELO: Identifica que a mobilização é possível, desde que seja discutida com a 
equipe multidisciplinar e a equipe aprove a realização da mobilização.
• VERMELHO: Indica alto risco de eventos adversos para mobilização precoce.
Efeitos Adversos 
• Imobilismo prolongado em pacientes 
internados em Unidade de Terapia Intensiva;
• Incidência de complicações advindas da 
imobilidade > efeitos adversos;
• Efeitos adversos não graves;
• Efeitos adversos graves;
• Incidência de mortalidade
Protocolo de mobilização e 
exercícios terapêuticos precoces
A intervenção deve ser baseada na eficácia clínica, na 
tolerância individual, idade e condições prévias do paciente.
• Cinesioterapia (mobilização passiva, exercícios ativos, 
resistidos, posicionamento);
• Eletroestimulação elétrica neuromuscular (EENM);
• Treino de sedestação e controle de tronco;
• Treino de mobilidade para transferências no leito;
• Ortostatismo;
• Marcha;
• Cicloergometria em MMSS e MMII
OBSERVAÇÃO: O volume (séries e repetições) devem ser 
avaliados de forma individualizada, respeitando os critérios 
de segurança.
Recomendação dose da mobilização
Diretrizes Brasileiras de Mobilização Precoce em Unidade de Terapia Intensiva, 2020
Escalas de Avaliação Funcional
• Escala MRC; É uma escala utilizado para a avaliação da força muscular em pacientes críticos. 
Neste escore, seis movimentos de membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII) 
são avaliados. O grau da força varia de 0 (plegia) a 5 pontos (força normal), totalizando um 
valor máximo de 60 pontos.
O que é avaliado:
• Abdução de ombro
• Flexão de cotovelo
• Extensão de punho
• Flexão do quadril
• Extensão de joelho
• Dorsiflexão de tornozelo
Quando montamos a tabela da escala MRC, 
conseguimos então, descobrir o que chamamos de 
"fraqueza adquirida na UTI" , onde ela 
normalmente será simétrica e bilateral.
• Escala FSS; Serve para avaliar a funcionalidade dos 
pacientes pós alta da UTI. A FSS (Functional Status 
Score) é uma escala que segue um padrão de ordem, 
possuindo oito pontos, variando de zero (totalmente 
incapaz de realizar) até sete pontos (totalmente 
independente).
• O escore total da FSS varia de zero a 35, e escores 
mais elevados indicam uma funcionalidade física mais 
independente. Esta escala envolve cinco tarefas 
funcionais (rolamento, transferir-se da posição supina 
para sentada, transferir-se da posição sentada para 
em pé, sentar-se à beira do leito e caminhar). Cada 
uma das tarefas é avaliada em uma escala de 
7 pontos que varia de zero (totalmente incapaz de 
realizar) até 7 (independência completa).
• A FSS é muito utilizada para avaliar a função física no 
ambiente da UTI. Podendo prever a recuperação da 
capacidade de caminhar em pessoas com fraqueza 
adquirida na UTI.
Considerações sobre a mobilização precoce
• A mobilização precoce é segura e associada a pequenos 
efeitos adversos;
• Princípios: minimizar os impactos da hospitalização e 
reinserção social;
• Preparo e conhecimento da equipe sobre as medidas de 
segurança para minimizar/solucionar os efeitos adversos 
à sucesso na implantação do protocolo;
• Associada a melhores resultados funcionais, 
principalmente pós alta;
• Mortalidade – não promove nem aumenta a taxa de 
mortalidade;
• Importância do acompanhamento multiprofissional após 
a alta.
Referencias Bibliográficas 
https://assobrafir.com.br/wp-content/uploads/2020/04/ASSOBRAFIR_COVID-
19_Mobiliza%C3%A7%C3%A3o_2020.04.01-1.pdf
Aquim, Esperidião Elias et al. Diretrizes Brasileiras de Mobilização Precoce em Unidade de Terapia Intensiva.
Revista Brasileira de Terapia Intensiva [online]. 2019, v. 31, n. 4 [Acessado 13 Novembro 2021] , pp. 434-443.
Disponível em: . Epub 20 Jan 2020. ISSN 1982-4335.
https://interfisio.com.br/eficacia-da-mobilizacao-precoce-em-pacientes-internados-na-unidade-de-terapia-intensiva/
MARTINEZ, Bruno Prata; DE ANDRADE, Flávio Maciel Dias. Estratégias de mobilização e exercícios terapêuticos
precoces para pacientes em ventilação mecânica por insuficiência respiratória aguda secundária à COVID-19.
ASSOBRAFIR Ciência, v. 11, n. Suplemento 1, p. 121-131, 2020. Acesso em 13/11/2021.
Roque, Medeiros Suelen. Utilização do Escore Medical Research council(MRC) e da Dinamometria de Preensão
palmar no diagnóstico de fraqueza muscular adquirida em unidade de terapia intensiva (UTI): revisão Bibliográfica.
faculdade biocursos. Manaus, c2017. Disponivel em:<https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/236/25-
UtilizaYYo_do_Escore_Medical_Research_council_MRC_e_da_dianamometria_de_preensYo_palmar_no_diagnos
tico_de_fraqueza_muscular_adquirida_em_unidade_de_terapia_intensivauti_revisYo_bibliografica.pdf>
Maldaner, Zacarias Vinicius. Versão brasileira da Escala de Estado Funcional em UTI: tradução e adaptação
transcultural. Universidade de Brasília Escola Superior de Ciências da Saúde. Brasilia 12 de dez, 2016.
https://assobrafir.com.br/wp-content/uploads/2020/04/ASSOBRAFIR_COVID-19_Mobiliza%C3%A7%C3%A3o_2020.04.01-1.pdf
https://interfisio.com.br/eficacia-da-mobilizacao-precoce-em-pacientes-internados-na-unidade-de-terapia-intensiva/

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