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Psicologia 9° Atividade avaliativa sobre Orientação Vocacional e profissional 8º e 9º períodos Valor 5 pontos Orientações: As referências dos capítulos estão mencionadas antes das questões. As questões são de revisão, a fim de abordar a parte teórica trabalhada. Livro: Orientação Vocacional Ocupacional. (LEVENTUS, R S e SOARES, D H P e colaboradores) 2 ed. Artmed: Porto Alegre, 2010. Referência: Capítulo 1 1. Defina orientação vocacional/profissional. A Orientação Profissional é considerada como “o processo pelo qual o indivíduo é ajudado a escolher e a se preparar para ingressar e progredir em uma ocupação” (Super e Bohn Jr., 1976, p. 199). Evidenciando um espaço institucional com possibilidades de escolhas, o processo visava a harmonizar a inclusão do indivíduo no mercado de trabalho e a favorecer um desenvolvimento profissional em etapas sequenciais previsíveis e lineares. Referência: Capítulo 9 2 . Como Bohoslavsky denominou Orientação Vocacional-estratégia clínica e suas principais fontes teóricas. Bohoslavsky (1982) denominou Orientação Vocacional - estratégia clínica, a uma modalidade que adota “um conjunto de operações, por meio do qual o psicólogo ascende à compreensão da conduta do orientando e facilita para este último o acesso à sua própria compreensão”. Entende que a entrevista clínica é o instrumento principal para ajudar o jovem a chegar a uma decisão autônoma. Para esse autor, os movimentos que“configuram uma estratégia correspondem a critérios racionais que surgem do quadro de referência daquele que a usa”. Na Argentina, as influencias teóricas foram basicamente psicanalíticas, refletindo ele esse contexto de trabalho. As principais fontes teóricas da estratégia clínica em OVO, como apontou Müller (1988), provêm da psicanálise e da psicologia social. Da psicanálise derivam, em especial, os conceitos de instâncias psíquicas: (ego, id e superego) e a ideia de um inconsciente atuante, dinâmico, que se ex- pressa não só em sonhos, atos falhos, sintomas, mas também em todo um sistema de percepção de mundo e de expressão pessoal, mediante a busca de objetivos que colocam em jogo motivações e desejos profundos muitas vezes consciente- mente desconhecidos. 3. O que é preciso se levar em consideração para se fazer um trabalho de orientação vocacional a um jovem. Baseamo-nos em Bohoslavsky (1982) e em nossa experiência para enunciar alguns pontos os quais, acreditamos, devam ser observados para fins de diagnóstico a. o motivo da procura por OVO. b. ) fantasias de resolução. c. ) momentos pelos quais o adolescente passa. d. ) ansiedades predominantes. e. situações que o adolescente vivência. f. carreiras como objeto. 4. Que conclusões a autora faz quanto a situações que envolvem a orientação vocacional profissional como demanda de psicoterapia, ou seja, quando o jovem busca auxílio para escolher uma profissão. Para todos os efeitos, a autora agrupou as situações mais típicas da seguinte forma: 1. O jovem busca auxílio para escolher uma profissão, nessa busca: a) resolve sua problemática vocacional e finaliza o processo; b) resolve sua problemática vocacional e faz outras problemáticas; c) não consegue resolver sua problemática vocacional, e a questão do redimensionada. 2. O jovem busca OVO muito motivado (consciente ou inconscientemente) a tratar especialmente de outros problemas de ordem emocional. 3. Os pais procuram o terapeuta para fazer OVO com seu filho, tendo a expectativa de que ele siga em psicoterapia. 1. O jovem busca uma psicoterapia para tratar de diversos aspectos, sendo a problemática vocacional um deles. Capítulo 20 5 . Faça um resumo definindo a orientação profissional e grupo e o uso de técnicas como instrumentos de trabalho e intervenção. Nos últimos anos, tem crescido substancialmente a procura por Orientação Profissional, seja por adolescentes ou por suas famílias, seja mesmo por escolas preocupadas em assistir seus alunos no processo de escolha profissional. Podemos considerar que a intensificação de demanda seja reflexo de uma grande ampliação das possibilidades de escolhas, característica do atual momento, bem como das profundas e rápidas transformações na realidade ocupacional, ainda que esses fatores não constituam explicações exaustivas do fenômeno. Em contrapartida, á verdade que o aumento de demanda tem conferido visibilidade e identidade aos trabalhos na área da Orientação Profissional, não mais restritos à questão específica da ajuda no processo de escolha profissional, mas desdobrados para atividades de Reorientação Profissional, Orientação de Carreira, Apoio e/ou Orientação ao Vestibulando, Atendimento a pais de Orientandos ou Vestibulandos, entre outras iniciativas. A modalidade grupal de atendimento em Orientação Profissional costuma ser adotada com mais frequência em escolas, cursos preparatórios para o vestibular e serviços de atendimento, haja vista a concentração de demanda. Nessa forma de trabalho, a demanda do grupo como um todo á que baliza o processo de trabalho, o que requer uma constante leitura das necessidades trazidas pelos componentes que se referenciam uns aos outros, em um trabalho horizontalizado das escolhas. 6 . Quais os passos sugeridos pela autora no plano a ser traçado para uma intervenção em OVO e qual o papel do coordenador. Essa ampliação e essa diversificação de trabalhos reforça a necessidade de clarificar, para a clientela que os procura e para os profissionais que os desenvolvem, a modalidade de atendimento oferecido. Especificamente no que se refere à Orientação Profissional, duas modalidades de intervenção tem se destacado: a grupal e a individual, cada qual com suas características, possibilidades, limitações, com seus recursos técnicos e, principalmente, com sua adequação a determinadas necessidades e a dados que se apresentam. A seguir, serão discutidas mais detidamente cada uma delas, procurando focar também a questão da utilização das técnicas em cada uma das formas de trabalho. 7 .O que a autora quer dizer quando afirma que não existem técnicas específicas para atendimentos em grupo ou individual. Não existem técnicas específicas para atendimento em grupo ou individual. Muitas das técnicas descritas nos capítulos seguintes podem ser adaptadas à situação individual, ainda que perca a riqueza da troca entre os participantes do grupo que, muitas vezes, por estarem passando pelo mesmo momento, são verdadeiros “facilitadores” do processo de escolha dos colegas. Em contrapartida, em outras situações, somente a modalidade individual proporciona a profundidade necessária e,assim, auxilia o jovem a elaborar os conflitos impeditivos de uma “boa escolha”, permitindo-lhe escolher a “melhor profissão” para aquele momento específico de sua vida. 8. Quais as considerações finais que a autora faz sobre o processo de orientação vocacional profissional. Em primeiro lugar,é importante ressaltar a necessidade de o orientador fazer a escolha do referencial teórico que irá sustentar sua prática, mas tendo sempre presente as referências teóricas específicas da Orientação Profissional. Um segundo aspecto refere-se ao preparo do orientador profissional para coordenar grupos, que deve iniciar-se durante seu período de formação profissional e consistir na busca de uma compreensão teórica do fenômeno grupal e a aproximação à complexidade de sua dinâmica. Por outro lado, pesquisar um livro de técnicas simplesmente não o habilita a aplicá-las nos grupos ou mesmo no contexto individual, tendo em vista a importância da vivência da técnica antes de sua aplicação, que poderá ocorrer igualmente durante o período de formação dos futuros orientadores, nas disciplinas específicas de Orientação Vocacional e Profissional dos cursos de pedagogia e psicologia, nos encontros e supervisão durante a realização dos estágios e também nos cursos de formação oferecidos por entidades independentes. Nossa experiência tem mostrado o quanto é importante o conhecimento vivencial da técnica para o bom aproveitamento na coordenação do trabalhode orientação. Na abordagem grupal, é importante que não se perca de vista o grupo de jovens ou adultos, prestando atenção ao modo como eles reagem, a maneira como compreendem e respondem às questões propostas, endo fundamentais,conforme já ressaltado, o compartilhamento e o processamento da vivência ao final de sua realização. No trabalho individual, por sua vez, é essencial o manejo da modalidade clínica de escuta, devendo o orientador prestar atenção à verdadeira demanda do sujeito. Moreno, em sua primeira palestra proferida na Europa sobre o psicodrama, em 1954,ao referir-se ao desempenho profissional do terapeuta, ressaltava a existência de “trás tipos de desempenho profissional: habilidade sem amor, amor sem habilidade e habilidade com amor” (1983, p. 54). Estabelecendo uma analogia com o desempenho do orientador profissional, acreditamos na possibilidade de desenvolvimento da habilidade para intervir nessa função; porém, entendemos serem componentes essenciais complementares à habilidade o interesse, o envolvimento e o prazer; em suma, a identificação com tão nobre tarefa.