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Meninges - RESUMO

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Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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Meningit�
INTRODUÇÃO
O sistema nervoso central é envolvido por membranas conjuntivas que revestem o
encéfalo e são denominadas meninges. São elas: Dura-máter. Aracnóide. Pia-máter.
Desempenham papel de proteção contra impactos, sustentar estrutura e frequentemente
são acometidas por processos patológicos, como infecções (meningites) ou tumores
(meningioma).
*Nesses bolsões de líquidos -> cisternas entre pia máter e aracnóide -> pulsão lombar
DURA-MÁTER - paquimeninge
Mais superficial, espessa e resistente. Formada por tecido conjuntivo rico em fibras
colágenas, contendo vasos e nervos.
Ricamente inervada. Toda a sensibilidade intracraniana se localiza na dura-máter, uma
vez que o encéfalo não possui terminações nervosas sensitivas. Logo, é responsável
pela maioria das dores de cabeça.
ARACNÓIDE
Membrana muito delicada, justaposta à dura-máter, separando-se dela por um espaço
virtual chamado espaço subdural, contendo pequena quantidade de líquido necessário
à lubrificação das superfícies de contato das duas membranas.
Separa-se da pia-máter pelo espaço subaracnóideo, que contém líquor, o líquido
cérebro-espinal. Existe ampla comunicação entre o espaço subaracnóideo do encéfalo e da
medula.
PIA-MÁTER
É a mais interna das meninges, aderindo-se intimamente à superfície do encéfalo e
assim seguindo cada movimento dele (dobras, sulcos etc) e da medula.
Ela dá resistência aos órgãos nervosos, pois o tecido nervoso é de consistência muito
mole. Portanto, incisões na pia-máter levam a herniações do tecido nervoso.
Aracnóide + Pia máter -> Leptomeninge
LÍQUOR
É um fluido aquoso, incolor, que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades
ventriculares. É uma solução salina. Tem como função principal a proteção mecânica do
SNC, formando um coxim líquido entre este e o estojo ósseo, com o mecanismo de
amortecedor de choques -> devido ao coxim -> princípio de Pascal.
O líquido cerebrospinal normalmente contém pouca proteína e não há células
sanguíneas. A presença de proteínas ou células sanguíneas no LCS sugere uma
infecção.
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Meningit�
Expressa a ocorrência de um processo inflamatório das meninges, membranas que
envolvem o cérebro. Ocorre inflamação dá dura-máter, aracnóide, da pia-máter (mais
contato com o encéfalo) e do LCR.
A função cerebral permanece normal - não compromete o encéfalo. Pressão
intracraniana e irritação meníngea.
Causas: Viral (asséptica). Bacteriana/microbacteriana (pior). Fúngica
Não infecciosa (químicas, neoplasias, hipersensibilidade, autoimune, trauma)
Vias de infecção:
disseminação hematogênica (bacteremia/nasofaringe colonizada)
contiguidade (foco infeccioso contíguo com sinusite, otite e mastoidite)
continuidade ou invasão direta (TCE, fístula liquórica)
ENCEFALITE - quando compromete o encéfalo (meningo + inflamação do
tecido/parênquima cerebral) -> disfunção neurológica. Principalmente se causa Viral
Etiologia: Vírus - herpes vírus 1 e 2, enterovírus não pólio e arbovirus. Outras etiologias
relevantes são a gripe (influenza) sazonal, citomegalovírus, vírus Epstein-Barr e herpes
vírus 6, retrovírus. Bacterina - m.tuberculosis. Autoimunidade
Características clínicas/evolução: afeta a função cerebral, empiema subdural (coleção
purulenta entre a aracnóide e a dura máter, só com causa bacteriana) e
meningoencefalite (sinais e sintomas mistos)
Sinais de disfunção cerebral difusa:
- Alteração do sensório: da consciência - letargia, confusão e obnubilação, coma
- Incoordenação: marcha atáxica (de bêbado)
- Convulsões
- Febre
- Cefaléia, vômitos (meningoencefalite)
- Rigidez de nuca (meningoencefalite)
- Déficits focais
- Papiledema (aumento da pressão no fundo do olho)
- Alterações comportamentais
Manifestações sistêmicas: febre, linfadenopatia, erupção cutânea, artralgia, mialgia,
sintomas respiratórios, sintomas gastrointestinais ou com história de exposição a
fatores de risco conhecidos.
MENINGITE ASSÉPTICA/ESTÉRIL
é uma condição na qual existe uma inflamação das meninges, mas que não é causada por
bactérias piogênicas. Não produz pus.
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por não sabermos se é asséptica, consideramos meningite bacteriana para caso seja
não atrasar o ATB visto que a meningite bacteriana é mais grave que a asséptica
Quando suspender ATB empírico? LCR inicial não foi fortemente sugestivo de bactéria;
culturas todas negativas e melhora ou estabilidade clínica.
Causa bact improvável - ausência de melhora ou piora (apesar do uso correto de ATB)
- pensar em outras causas de asséptica com terapias específicas
A etiologia mais comum desta síndrome é viral - enterovírus responsável por mais de
80% dos casos. Outros agentes etiológicos virais envolvidos são: Arbovírus, vírus da
caxumba, herpes vírus e adenovírus.
Evidências clínicas e laboratoriais da meningite, com culturas negativas
- Vírus
- micobactérias, fungos, espiroquetas
- Medicamentos, doenças sistêmicas como LES, doenças neoplásica
A maioria dos vírus podem fazer quadro concomitante de encefalite. Como pode evoluir
para encefalite -> ficar internado até ficar sem sintomas. Tratamento de suporte -
analgesico, antitermico….
Geralmente ocorre melhora espontânea (autolimitada na grande maioria dos casos)
Aciclovir - herpes vírus -> em casos graves
Análise do LCR
bioquímica normal do LCR
- proteína: < 50mg/dL
- relação glicose LCR/soro: >0,6
- celularidade: <5 células brancas/microL
- lactato: <3,5 mEq/L
Viral -> glicose não diminui, proteína aumenta pouco, celularidade mais baixa - linfócito
- celularidade <500, >50% de linfócitos
- proteína <80-100
- Glc normal
- Gram negativo
- atenção: idosos, imunocomprometidos, uso recente de ATB
Reservatório
O principal é o homem.
Modo de transmissão
Nas infecções por enterovírus predomina
a via fecal-oral, podendo ocorrer
também por via respiratória.
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MENINGITE BACTERIANA - qualquer bactéria piogênica
meningococo (Neisseria meningitidis), streptococcus pneumoniae, haemophilus,
staphylococcus aureus
incidência em queda nos países desenvolvidos (vacina)
importante causa de morbimortalidade
1.2 milhões de casos/ano - 135.000 mortes
emergência médica - sem tratamento, mortalidade de aproximadamente 100%
qualquer bactéria: idade do paciente, foco séptico inicial, estado imunitário do
paciente, idade, epidemiologia local.
derivação ventrículo-peritoneal -> pacientes com hidrocefalia (produção de líquor
grande que vai ser absorvido no peritônio).
Agentes mais comuns no adulto e crianças maiores de 3m (temos 1 ATB que pega tudo)
- Neisseria meningitidis/meningococo (sorotipo C têm vacina)
- Streptococcus pneumoniae (vacina + doença invasiva como meningites, pneumonia)
- Haemophilus influenzae (vacina)
Pediatria/Geriatria (recém nascido - 0 a 28 dias)
- Streptococcus grupo B (1-3 meses)
- Listeria monocytogenes (nos idosos, ATB desse com às bactérias dos adultos)
Lactentes podem fazer meningite sem febre -> centro regular do hipotálamo não
totalmente desenvolvido. Às vezes até mesmo hipotermia. Pequeno ou Lactente até 18
meses -> pode não ter febre e tolera uma pressão intracraniana maior devido à fontanela
anterior ou bregmática ainda ser aberta, porém ela se encontra abaulada e pulsátil. Por
causa disso, pode não ter rigidez de nuca.
Infecciona e inflama às meninges pela bactéria
Geralmente não há acometimento direto do encéfalo pelo patógeno (congestão e
edema). Resistência no fluxo de líquido e do parênquima cerebral. Líquido não
absorvido -> Pressão Intracraniana -> sinais de irritação meníngea (1a coisa que
acontece e depois PIC).
IRRITAÇÃO MENÍNGEA pesquisamos por:
rigidez nucal (ver se têm possibilidade de encostar queixo no tórax, flexão passiva ou
ativa)
sinal de brudzinski (paciente deitado, flexão passiva da cabeça, flexão reflexa de
joelhos e quadril por dor - meníngea acompanhada de região medular)
sinal de kernig (paciente deitado com quadril a 90o, extensão da perna, resistência

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