A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
26 pág.
RESUMO GERAL DE ELETROCARDIOGRAMA E EMERGÊNCIAS (COMPLETO)

Pré-visualização | Página 1 de 11

-----------*------------❤ RITMOS BÁSICOS DO ELETROCARDIOGRAMA❤ -------------------
SISTEMA DE CONDUÇÃO ELÉTRICO
RITMO SINUSAL = ritmo normal do coração: significa que
nasce no átrio direito (nó sinusal), ela sozinha gera o estímulo
elétrico pela mudança dos canais de íons (sódio, cálcio,
potássio) (↑ capacidade de gerar o impulso elétrico / estímulo)
Assim que o estímulo é gerado pelos canais de íons → passa
pelo AE → desce pela região de nó AV. Assim que o estímulo
passa pelo coração / sistema de condução gera uma
contração.
Assim que o estímulo passar pelas regiões dos átrios vai
aparecer a 1ª onda do eletro (onda arredondada) = ONDA P
(1ª onda que aparece no eletro) - aparece quando o estímulo
passou pelo átrio
● Onda P: quando o átrio contraiu
● O átrio contrai para empurrar o sangue para os
ventrículos
● Função do átrio: contrair e empurrar o sangue para baixo
A esse processo recebe o nome de DESPOLARIZAÇÃO:
estímulo passou e gerou uma contração da região, como o
estímulo passa pelo átrio gera a onda P
NÓ ÁTRIO VENTRICULAR (AV): recebe esse nome porque
fica na divisa entre o átrio e ventrículo, o estímulo faz uma
pequena pausa e passa para o ventrículo → gerando um
complexo de onda = QRS
● Onda QRS: estímulo desceu do nó AV e foi para
ventrículos direito e esquerdo → fazendo com o
ventrículo contrai = contração ventricular
● ventrículo esquerdo empurra sangue para aorta e o
ventrículo direito empurra o sangue para artéria
pulmonar
● QRS: complexo de 3 ondas. Significa que o estímulo
passou pelo ventrículo → e que o ventrículo contraiu =
DESPOLARIZAÇÃO VENTRICULAR
RESUMO: estímulo nasce no nó sinusal → chega no nó AV →
faz uma pequena pausa e desce. Porque é importante fazer
uma pequena pausa: para dar tempo do ventrículo encher e
depois contrair e assim evitar turbilhonamento
despolarização: significa que o estímulo passou e houve a
contração daquela câmara, depois que houve contração tem
um período de relaxamento do ventrículo surge a última onda
= ONDA T
ONDA T: significa o período de relaxamento do ventrículo
OBS: NEM SEMPRE TEM A PRESENÇA DAS 3 ONDAS
ONDA P ONDA QRS ONDA T
despolarização
atrial
despolarização repolarização do
ventrículo
ativação atrial ativação
ventricular
relaxamento do
ventrículo
estímulo passou
pelo átrio e gerou
onda P
antes da onda R
é Q e depois é S
ECG: alteração de
repolarização =
alteração onda T
sempre positiva
estímulo desce e
chega no nó AV
onda R sempre +
(para cima)
nem sempre tem
as 3 ondas
estímulo desce
para ventrículo e
gera QRS
se for negativa, para
baixo ou cima, mais
apiculada ou
achatada = ventrículo
da pessoa não relaxa
direito
quando ventrículo
relaxa surge onda T
QUANDO O CORAÇÃO NÃO RELAXA DIREITO: pessoa
hipertensa de longa data (pressão sempre ↑), obesa por isso
que reclama de cansaço. A onda T vai estar alterado
**O átrio relaxa, só que no ECG comum não consegue
visualizar a repolarização atrial, mas existe!
QUADRADO
● Cada quadradinho menor equivale a 1mm
● Um quadradão inteiro tem 5mm
● Cada quadrado maior equivale a 0,20s e 5mm
● Cada quadrado menor equivale a 0,04s e 1mm
● Intervalo PR (normal até 0,20s ou 5 quadradinhos)
CONCEITOS BÁSICOS
● Ritmo regular= sempre a mesma distância entre QRS
● Ritmo irregular = a diferença entre os QRS não é
constante (por exemplo: arritmia)
● QRS estreito: quando a medida tiver menos que 3mm
● QRS: alargamento = quando o início do QRS até o final
tiver 3 ou mais quadradinhos
Estreito
Estreito
Alargado
DETERMINAR FREQUÊNCIA (2 MANEIRAS):
● Procurar um QRS que vai estar bem em cima da trave
(linha escurinha)
● Se o próximo QRS/batimento tiver em cima da próxima
trave indica a frequência do paciente (300 → 150 → 100
→ 75 → 60 → 50 → 43 → 37 → 33)
● Ex: frequência do paciente é de 75
● Se o QRS estiver fora das traves só consegue indicar a
frequência aproximada (ex: frequência aproxima 68)
● Ex: frequência do paciente é de 150
CÁLCULO PARA DETERMINAR FREQUÊNCIA:
● Cada quadradinho no papel de ECG representa 0,04s
assim: como em 1 minuto (60 segundos) -> 60/0,04 seg
= 1500.
● Para calcular a FC (por minuto) – 1500/número
quadradinhos entre 2 QRS consecutivos
● Assim pega 1500 e divide pelo nº de quadradinhos entre
2 QRS
● ex: 1500/43 = 35 bpm
OBS: PARA CALCULAR FREQUÊNCIA SOMENTE SE O RITMO FOR
REGULAR
Nesse exemplo o ritmo é irregular, logo não consegue calcular
a frequência.
QUANDO TEM RITMO IRREGULAR: como calcular a
frequência
● sempre usar a derivação D2 LONGO: derivação que fica
lá embaixo / final do eletro
● contar o n° de QRS e multiplicar por 6
● Traçado D2 longo : é feito em 10s → FC = n° de QRS no
D2 longo x 6
● SOMENTE D2 LONGO que é o traçado completo
RESUMO
A região onde nasce o estímulo
= nó sinusal, assim que
atravessa o atrio → atrio contrai
→ faz uma pausa no nó AV →
desce para o ventrículo →
ventrículo contrai
Quando átrio contrai gera a
onda P
Quando o ventrículo contrai
gera o QRS
Quando o ventrículo relaxa gera
a onda T
Quando QRS está estreito
(menor 1 quadradinho)
Quando QRS está alargado
(3 ou mais quadradinhos)
Cálculo da frequência (taquicardia ou bradicardia)
RITO NORMAL (SINUSAL)
1- ONDA P + em D1, D2 e AVF
2- FC entre 60-100
3- APÓS CADA ONDA P SEGUE O COMPLEXO QRS
4- ONDAS P COM A MESMA MORFOLOGIA
Para pegar um ECG e dizer que é um ritmo sinusal precisa
olhar 3 derivações (D1, D2 e AVF) para provar que o ritmo
está nascendo no nó sinusal, logo no eletro deve ver uma
onda P positiva (para cima) em D1 , D2 e AVD.
Se olhar uma onda P negativa em D1 ou D2 ou AVF esse
ritmo NÃO é sinusal, logo a pessoa tem alteração no qual o
ritmo não está nascendo no nó sinusal. Ex: “dona jandira na
adolescência está em MG teve contato com bicho barbeiro →
adquirindo doença de Chagas → o bicho barbeiro tem
predileção pela região de nó sinusal → ocorre problema no nó
sinusal → assim o estímulo não nasce mais do nó sinusal e
sim de outro região (regiões que funcionam como reserva já
que o nó sinusal não funciona). Nesse caso não pode dizer que
o ritmo é SINUSAL porque não preenche os critérios e o
estímulo não nasce do nó sinusal
● contar a frequência: nesse caso aproximadamente 70
● para afirmar que é sinusal tem que olhar 3 derivações,
logo somente a imagem acima, não afirma ser sinusal
pois só tem 1 derivação.
BRADIARRITMIAS E BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES
BRADICARDIA SINUSAL
ONDA P + EM D1, D2 e AVF
QRS ESTREITO E REGULAR
FC < 60 bpm
NÃO fica tratando porque é uma reação fisiológica do
organismo
● bradicardia = frequência menor que 60
● sinusal = normal porque é uma resposta fisiológica do
organismo, logo poucas vezes vai precisar atuar /
raramente precisa medicar
ex: onda P + em D1, D2 e AVF e FC 50 = bradicardia sinusal
O QUE DÁ BRADICARDIA SINUSAL:
● Atletas (acondicionam o coração): conduta hidratação,
remédio para dor no máximo
● Medicamentoso (qualquer um desses remédios
provocam ↓ FC atenolol,carvedilol, amiodarona,
digoxina) - retirar a medicação se relatar moleza, pele
fria, síncope, tontura
● Hipotiroidismo: puran T4 pode estar desregulado
● Hipercalemia
● Sono: ao dormir o FC ↓
● Passagem de sonda nasogástrica (SNG): devido ao
reflexos
● Vagotonia: pessoa mais lenta, logo coração é mais lento
● Hipertensão Intracraniana: AVC hemorrágico, tumor,
sangue → FC ↓ → ligar para neuro para possível
hipertensão intracraniana → drenar → retirar a causa
base (caso raro)
NÃO PRECISA DAR REMÉDIOS PARA ESSAS SITUAÇÕES
BLOQUEIO AV 1º GRAU = BAV 1º GRAU
quando o intervalo PR > 0,20 s (5 quadradinhos) é
constante
Na verdade não há bloqueio
Depois de toda onda P segue-se seu respectivo QRS
Apenas alentecimento da condução do estímulo elétrico
BLOQUEIO: o batimento por algum motivo chega somente
até nó e não desce, não gerando QRS (porque QRS só
aparece quando estimulo atravessa o ventrículo)
BLOQUEIO DE 1º GRAU: na verdade não há bloqueio,
porque toda onda P tem QRS, logo o estímulo passou, apenas
houve um alentecimento na condução do estímulo elétrico.
● O nome está errado porque não tem bloqueio

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.