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Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
Profº: Clemilson
Aluna: Gláucia Rosa
Aula 2
 
Eritrócitos são corpúsculos
celulares especializados no
transporte de O2 no organismo.
Sempre terá uma anemia quando existe uma massa
insuficiente de eritrócitos para suprir adequadamente a
demanda de O2 aos tecidos periféricos.
Para definir anemia e poder classificar inicialmente a
anemia é preciso media a Hb, contar os eritrócitos e medir
os hematócritos também. A partir dessas dosagens é
extraídos os índices hematimétricos, que são os HGM
(hemoglobina globular média), VGM (volume globular
médio) e o CHGM (concentração de Hb globular média).
Definição funcional de anemia:
Causas gerais da anemia:
As anemias podem ser causadas pelo sangramento
excessivo, ou seja, quando se perde as células para o meio
exterior. Pode ser pela diminuição da produção que é um
defeito associado à medula ou pode ser por aumento da
destruição dentro do processo de hemocaterese.
Anemias Hemolíticas
Esferose hereditária - é um protótipo das anemias
hemolíticas que temos classificadas, pois todas acontecem
por conta de um defeito genético na membrana e esse
defeito genético leva à características clínicas muito
semelhantes entre si. A mais comum é a esferose
hereditária.
As anemias hemolíticas podem ser associadas ao aumento
da destruição das hemácias, aos defeitos intracorpusculares
(herança) e defeitos extracorpusculares (adquiridos). A
hemólise pode ocorrer de forma intravascular, que é
quando o eritrócito se rompe dentro do vaso ou pode
ocorrer de forma extravascular, que ocorre fora do vaso. O
eritrócito só circula pelo vaso, então onde ocorreria a
hemólise extravascular? No baço. 
Ele vai servir como um "filtro" onde vai
conseguir selecionar os eritrócitos que
estão ainda em estado que possa circular
no sangue e selecionar os eritrócitos que
não podem mais. Se esses eritrócitos não
conseguirem passar no filtro o magrófago
residente do baço vai destruir esses
eritrócitos. Então, a hemólise
extravascular vai acontecer dentro do
baço. Quando se tem um aumento da
destruição do eritrócito dentro do baço
será chamado de hemólise extravascular.
Na hemólise extravascular se tem o
transporte por dentro dos sinusoides
esplênicos e esse processo de
deformabilidade quando é diminuído o
macrófago residente do baço vai englobar
esse eritrócito e destruí-lo. Obviamente,
ele dá origem a aminoácidos, ao ferro e a
bilirrubina. A bilirrubina e o ferro vem dá
degradação do heme da Hb e a globina vai
ser convertida em aminoácidos. Essa
bilirrubina vai ser excretada nas fezes e
urina.
A hemólise intravascular vai ser
muito perigosa, pois a
bilirrubina livre vai se
complexar não só ao monóxido
e dióxido de C e O2 como
também ao óxido nítrico.
Aula 2
 Ocorre uma diminuição da biodisponibilidade do óxido
nítrico no vaso, isso faz com que ocorra problemas
vasculares e esse vai ser um dos pontos principais da
fisiopatologia de algumas anemias hemolíticas. Já a hemólise
extravascular vai ser importante em outros tipos anemias
hemolíticas e o papel do baço é tão central que a partir do
momento que se retira o baço do paciente (esplenectomia)
esse paciente tem uma melhora visível. 
Defeito na membrana do eritrócito
A membrana corresponde a 1% do peso total da célula e
promove flexibilidade, durabilidade e força tensional e é
expressa como deformabilidade, ou seja, quando o eritrócito
precisa passar paraaqueles pequenos vasos, ele precisa de
contorcer todo, essa flexibilidade que o eritrócito tem é
chamado de deformabilidade. A fase externa tem que ser
não reativa para não possuir característica de aderência e
além disso a membrana promove troca de bicarbonato e
cloreto participando da menutenção do pH.
Durante o processo de circulação desses
eritrócitos eles vão liberar microvesículas
e essas microvesículas que eles liberam
fazem com que esse eritrócito
percamembrana sem perder quantidades
significativas de citoplasma. Isso quer
dizer que é como se tivesse uma bola com
um pouquinho d'água e conseguisse tirar
pedaços desse bação sem perder a
quantidade de água no interior. Sendo
assim, ela fica em formato esférico, isso
acontece porque no interior dos
sinosoides esplênicos esses eritrócitos
acabam presos e existe a promoção da
hemólise com queda o pH e contato do
macrófago e por isso vão perder um
pequeno pedaço de membrana e vão
liberar microvesículas e vão promover
uma eritrostase que é como se fosse um
congestionamento de eritrócitos dentro
do baço. Cada vez que o eritrócito passar
por dentro do baço novamente
Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
Profº: Thyago
Aluna: Gláucia Rosa
As anemias podem ser intracorpusculares e
extracorpusculares. Dentre as anemias intracorpusculares
temos: 
Todos os defeitos na membrana citados acima são
hereditárias.
Doença prototípica para as doenças de defeito da
membrana -> Esferocitose hereditária
Esferocitose hereditária
Caracteriza um grupo de desordens onde a hemácia perde
sua forma descóide relativamente fina e ela se torna mais
grossa tendendo a uma forma esférica.
Essas células possuem um aumento da
fragilidade osmótica e ocorre em todos os
grupos raciais e étnicos não tendo
diferença de sexo.
Fisiopatologia:
Por conta do macrófago ele
perde um pedaço de membrana
sem perder uma quantidade
sig. de citoplasma.
Os sintomas relacionados a esferocitose hereditária são:
anemia - é observada por conta da palidez, cançaso,
extremidades frias e taquicardia - e cálculos biliares - Os
cálculos biliares são características marcantes da anemia
hemolítica, pois quando se tem uma destruição maciça dos
eritrócitos dentro do vaso esses eritrócitos vão liberar Hb
heme e todo essa Hb heme vai ser metabolizada mas vai ter
produção de muita bilirrubina e o efeito clínico imediato de
produzir muita bilirrubina é uma icterícia bem marcada
(olhos amarelados). Quando se tem muita bilirrubina no
fígado pode ocorrer a precipitação da bilirrubina só por
conta do aumento da concentração e quando ela se
precipita há formação do cálculo, ou seja, pedras. Então,
pode ocorrer obstrução do colédoco (coledocolitíase).
Causa epigastralgia (queimação que sobe da boca do
estômago), dor no quadrante superior direito
principalmente após as refeições, com ou sem náuses e
vômitos. Dor a palpação. USG de abdômen. Ocorre um
aumento do baço e do fígado chamado de
hepatoesplenomegalia.
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Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
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Aula 2
 Então, quando ocorre essa perda de membrana sem perder
uma quantidade significativa de citoplasma há uma
formação de um esferócito esferoidal.
Eritrócito
esferoidal sem
presença de halo
central.
O que mostra que o eritrócito tem um formato de disco
bicôncavo é a presença do halo central. Então, por na
imagem ele ser esférico, ou seja, não possui a parte central
do disco bicôncavo ele não tem apresenta o halo central na
lâmina. Na esferocitose hereditária tem como
característica a ausência do halo central dentro dos
esferócitos.
Também é possível observar na imagem
anterior que como o eritrócito perdeu
membrana sem perder conteúdo
intracelular a cor dele está mais forte e
isso é uma das formas de reconhecer essa
célula.
Esferócitos 
Processo de esferocitose hereditária
Quando o eritrócito é colocado em uma
solução isotônica que corresponde a 0,9
de NaCl não teremos hemólise, pois esses
eritrócitos não lidam com alta
concentração de sal, mas quando essa
concentração de sal é diminuída começa a
ter uma solução hipotônica. Essa solução
hipotônica por ter menos sal do que a
quantidade de sal dentro do eritrócito a
água que está na solução passa a invadir o
eritrócito então ocorre um influxo de água
para o eritrócito. 
Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
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Aula 2
 
Curva contando a lise
dessas células em
função da
concentração salina
Curva de suceptibilidade eritrócitária à concentração de
soluto.
Quando se tem um eritrócito saudável e se tem mais ou
menos 0,5% de concentração salina se iniciauma hemólise e
chega a 100% de hemólise mais ou menos entre 0,4 e 0,3%
de salina. Quando se tem uma esferocitose hereditária essa
célula já não suporta mais tanto entrada de água. Se começa
a colocar água dentro de esse eritrócito por estar em uma
solução isotônica ele vai começar a lisar até chegar no
máximo 100%, entre 0,5 e 0,4% de concentração salina. Esse
deslocamento da curva normal para a esquerda é
característico dessa esferocitose hereditária severa.
Terapia e prognóstico
Esplenectomia (retirada do baço) - reduz ou elimina
necessidade de transfusão, diminui a incidência de colelitíase
(cálculos biliares), reduz a cauda da curva de fragilidade,
aumenta a sobrevida das hemácias, queda na contagem de
reticulócitos, ou seja, a esplenectomia resolve todo o
problema pois esse paciente que possui esferocitose
hereditária precisa fazer seriadas transfusões para manter os
níveis de hematócritos por conta da lise dos eritrócitos
dentro do vaso, com essa lise tem-se a colelitíase, tem uma
diminuição da sobrevida do eritrócito... e quando se retira o
baço do paciente elimina-se todas essas complicações.
Complicações da esplenectomia: infecções, sangramento e
pancreatite. 
esqueléticas, úlcera em membros
inferiores). Considerar colecistectomia
laparoscópica, esfincterotomia
endoscópica para retirar esses cálculos.
Na pré-cirurgia é importante vacinar
contra pneumococus em dia, também
contra haemophilus influenzae tipo B e
meningococos. Além disso, o paciente
deverá fazer reposição de ácido fólico
1mg/dia via oral (VO). Na pós cirurgia os
pacientes devem tomar penicilina VO
125mg 2x/dia em pacientes < 7 anos e
250mg VO 2x/dia > 7 anos por mínimo 5
anos.
Indicações - pacientes com esferocitose severa, fortes
sintomas de anemia (falẽncia de crescimento, alterações 
Desordens associadas e menos
frequentes na esferocitose hereditária
Eliptocitose hereditária
Ovalocitose do sudeste asiático
Acantocitose
Síndrome de Bassen-Kornzweig ou
abetalipoproteinemia (acantocitose)
Síndrome de acantocitose coreana
Estomatocitose
Xerocitose hereditária
Hidrocitose hereditária
Deficiência de glicose-6-fosfato
desidrogenase (defeito em G6-PDH)
Constitui o defeito enzimático mais
comum no eritrócito. Essas deficiências
levam ao encurtamento do tempo de vida
do eritrócito. Em algumas formas
polimórficas, a hemólise só ocorre durante
o estresse causado por infecções ou por
adm de med. injetáveis ou ingestão de
feijões de fava.
Algumas dessas
desordens são
autossômicas recessivas,
enquanto outras são
ligadas ao cr. X.
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Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
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Aula 2
 Existe um declínio da atividade enzimática da proteína
mutante de forma idade dependente.
O eritrócito para produzir ATP se vale exclusivamente da
glicólise, o eritrócito não tem mitocôndria, então ele não
realiza fosforilação oxidativa, que é o mais importante. 
A hemácia precisa desse matabolismo para manter o
ferro da Hb na sua forma divalente, ou seja, para
converter da forma trivalente para forma divalente existe
gasto de energia. 
Manter o equilíbrio hidroeletrolítico (cálcio, sódio e
potássio), pois dentro da célula há mais potássio e menos
sódio e cálcio e fora da célula há mais cálcio e sódio e
menos potássio.
Manter os grupos sulfidrilas das proteínas na forma ativa
e reduzida.
Manter o formato bicôncavo da célula.
Funções do metabolismo na hemácia
Fisiopatologia do defeito em G6PDH:
Quando se a entrada de um agente oxidante no eritrócito ele
vai desencadear vias para diminuir o efeito nocivo dessa
molécula. Quando essa diminuição não é tão contundente
pode ocorrer a lesão da membrana do eritrócito e
obviamente estravasamento do conteúdo do eritrócito e
também pode ter um processo de metabolismo da Hb com
formação dos Cospúsculos de Heinz. Esse agente oxidante
pode ser metabolizado pela glutationa, então a glutaniona
pois ela vai conseguir com mecanismos de
oxirredução neutralizar essas substâncias
oxidantes e tem a formação da glutationa
oxidada. Para converter a glutationa
oxidada na glutationa reduzida novamente
que é a molécula efetiva para detoxificar
esses agentes oxidantes é preciso da
conversão de um NADPH em um NADP. Só
que para essa conversão é preciso de uma
glicose-6-fosfato para conversão de um
6PG através da G6PD.Para ter glutationa
para detoxificar esses agentes oxidantes é
preciso atividade da G6PD só que se não
há ou há pouca atividade dessa glicose
ocorrerá acumulação do NADP e irá
acumular glutationa oxidada. Isso faz com
que não se tenha capacidade total de
detoxificação de agentes oxidantes e isso
faz com que ocorra lesão na membrana e
consequentemente surgimento dos
Corpúsculos de Heinz.
Acetanilida
Dapsona
Feijões de fava
Glibenclamida
Azul de metileno
Ácido nalidixico, etc
As moléculas que podem desencadear esse
processo descrito acima, são os agentes
oxidantes:
Achados diagnósticos
 Anemia com grau variado, ou seja, esse
paciente pode ter uma perda pequena
de eritrócitos ou uma perda grande
também.
1.
Aula 2
 
5. Aumento de bilirrubina e LDH. Pois, como vimos na
esferocitose hereditária a bilirrubina é aumentada pois existe
um metabolismo aumentado dos eritrócitos e
consequentemente maior conversão do heme à bilirrubina. O
LDH é uma enzima ubíqua, que quer dizer que ela está
presente virtualmente em todas as células do nosso
organismo. Quando se tem uma destruição celular no corpo,
não importa qual tecido seja, normalmente há um aumento
do LDH. As aneminas hemolíticas principalmente as anemias
intravasculares elas têm como características o aumento do
LDH.
2. Reticulocitose. Assim como acontece na esferocitose
hereditária, quando a medula óssea não é atingida ela
começa a trabalhar para repor esses eritrócitos que estão
sendo perdidos e como consequência temos o aumento de
reticulócitos na circulação.
3. Formação dos Corpúsculos de Heinz.
4. Formação de células características que são chamadas de
células mordidas.
Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
Profº: Thyago
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Tratamento para o defeito em G6PDH
Corpúsculos de Heinz
Células mordidas
Transfusão em hemólise extensa
Fototerapia (neonato)
Exsanguineotransfusão (neonato)
Mesoporfirina de estanho (gmm/kG
IM) (neonato).
Esplenectomia é inefetiva pois o baço
não está envolvido com essa hemólise.
Essas doenças recebem o nome de
hemoglobunopatias pois o defeito que leva
a caracterização dessas doenças é um
defeito na Hb. A Hb é a proteína mais
abundante do eritrócito, corresponde a
uma porcentagem grande da massa do
eritrócito e função dela basicamente é de
ligar os gases que ela transporta, tanto O2,
quanto CO2, CO e também NO.
A estrutura da Hb é tetramética, onde
possui duas cadeias beta e duas cadeias
alfa da HbA do adulto. Um dos
intermediários do metabolismo da glicose
dentro do eritrócito que é formado é
2dsdifosfoglicerato e se liga na parte
central da Hb e faz com que a Hb diminua
a afinidade pelo O2. Então, quando há uma
grande produção de 2,3PPG a Hb tem
menor afinidade ao O2, isso faz com que
ela libere o O2 com maior facilidade. Isso
vai ser muito importante dentro do
processo da anemia falciforme.
Hemoglobinopatias
Aula 2
 
A OMS, em 2006, estipulou que cerca de 5% da
população mundial apresenta um gene para
hemoglobinopatia
Existe um excesso relativo da cadeia que não foi afetada,
ou seja, se tem uma talassemia alfa, há um excesso da
beta ou se tem uma talassemia beta há um excesso da
talassemia alfa.
São particularmente comuns em regiões da África, Ásia e
Mediterrâneo, onde a malária é endêmica.
Afetam igualmente homens e mulheres.
Acomete 4,4 pessoas a cada 10,000 nascimentos.
São distúrbios hereditários causados por mutações que
reduzem a síntese das cadeias alfa ou beta globina.
Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
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Talassemias
Fisiopatologia:
Em um paciente normal, onde tem 2
cadeias alfas e 2 cadeias beta. A partir de
um eritroblasto, ele vai dar origem a
eritrócitos normais. Quando existe a beta
talassemiaocorrerá uma redução da
síntese da beta globina e um excesso de
alfa globina, isso faz com que as cadeias
alfa, ao invés de ficarem esperando o
surgimento de duas beta elas vão se
assimilar em 4 cadeias alfa e essas 4
cadeias alfa vão formar agregados
insolúveis de alfa globina. Esse acúmulo de
eritroblastos anormal leva a uma
eritropoiese ineficaz, onde a maioria dos
eritroblastos vai morrer dentro da medula
óssea. Isso faz com que aconteça a
liberação de poucos eritrócitos, e esses
poucos eritrócitos são anormais contendo
os agragados de alfa globina e pouquinho
HbA normal, isso faz com que esse
eritrócito seja hipocrômico (pouco corado)
e pode sofrer uma hemólise extravascular
que é a descrição dos eritrócitos contendo
agregados de alfa globina dentro do baço.
Então o baço terá uma grande atividade
com a hemólise extravascular que vai levar
ao quadro de anemia. Esse quadro de
anemia é oriundo da liberação desses
poucos eritrócitos na corrente sanguínea
por conta da eritropoiese ineficaz. Essa
anemia então vai levar a uma hipóxia
tecidual e leva a um aumento da
eritropoietina e esse esse aumento vai
sinalizar constantemente para essa
medula continuar produzindo eritrócito, e
daí terá um processo de expensão
medular.
Aula 2
 Além disso, existem as deformidades esqueléticas por conta
da expansão medular. O que acontece, é que os ossos chatos,
ossos do crânio, ossos dos dedos, etc. Quando a criança
nasce eles deixam de ser ossos hematopoiéticos eles vão dar
lugar a uma medula gordurosa. Como esse paciente in utero
já tem uma eritropoiese ineficaz, no momento do
nascimento esse paciente já tem uma anemia marcada e tem
um aumento do estímulo da eritropoietina, isso faz com que
esses ossos chatos que eram naturalmente para perder a
medula hematopoiética eles só não vão manter a medula
hematopoiética como vão estimular o crescimento dessa
medula e faz com esses pacientes tenha várias deformidades
ósseas mais marcadamente nos ossos do crânio.
Essa anemia clinicamente vai levar a transfusões sanguíneas
aumentadas e essas transfusões sanguíneas tem por objetivo
reduzir a hipóxia e o aumento da eritropoietina, só que esses
pacientes também vão ter uma sobrecarga sistêmica de ferro
e com hematomacrose secundária porque quanto mais
transfusão você recebe mais ferro está absorvendo e essa
quantidade de ferro acaba se acumulando irregularmente em
alguns tecidos como o fígado e o coração que também
acumulam ferro por conta do aumento da absorção do ferro
dietético, já que essa hemólise e essa eritropoiese ineficaz
elas levam uma sinalização para o aumento da absorção do
ferro dietético. Então, o aumento da absorção do Fe
diretético com a sobrecarga de Fe das transfusões
sanguíneas leva a uma sobrecarga sistêmica de Fe e a um
processo chamado de hematomacrose secundária.
Com essa sobrecarga sistêmica de Fe existem outros
sintomas que são relacionados a isso.
Superestímulo da medula óssea, eritropoiese inefetiva
(porque nunca vai corrigir a falta e eritrócito) e
sobrecarga de Fe, principalmente nas beta-talassemias
Se há um aumento da sobrecarga de ferro e hemociderose e
se há aumento da hemólise extravascular e intravascular vai
ocorrer um processo de hepatoesplenomegalia e esses
pacientes têm uma eminência malar proeminente (rosto de
roedor).
As complicações mais comuns são:
A causa da neutropenia e trombocitopenia
é causada porque a medula óssea também
trabalha de forma compartimentalizada
com os nichos respectivos de cada uma
dessas linhagens, então quando se tem um
infiltração eritroblástica, quando se tem
muito blasto se multiplicando para dar
conta de produzir a quantidade de
eritrócitos necessários suprime a
produção das outras linhagens por
contato, então a produção da série
granulócita é diminuída e acaba
diminuindo a produção de plaquetas.
Então, quanto pior for essa anemia maior é
a neutropenia (redução da contagem de
neutrófilos no sangue) e trombocitopenia
(produção insuficiente de plaquetas). 
Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
Profº: Thyago
Aluna: Gláucia Rosa
Crianças não tratadas têm uma taxa de
crescimento pobre, anormalidades
esqueléticas e icterícia.
Esplenomegalia é um achado
frequente nos pacientes sintomáticos,
que pode piorar a anemia e causar
também neutropenia e
trombocitopenia. 
maior e intermediária.
Eritroblasto
Codócito
Dacriócito (formato de lágrima).
Estomatócito (stop)
Esquizócito
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Aula 2
 
Acantócito
Hipocromia,
quando a coloração é
menor e difere o
tamanho do halo
central.
Anisocitose, diferença no
tamanho dos eritrócitos.
Eritroblasto
Equinócito
Anisocitose
Ovalócito
Células com formato diferente = poiquilocitose ou pecilocitose
Então no laudo desse hemograna da lâmina acima deverá
ter escrito: Anisocitose, pecilocitose com presença de
eritroblasto, equinócito, ovalócitos...
Complicações comuns 
O traço talassêmico não requer nenhum tratamento
ou acompanhamento à longo prazo.
Pacientes com beta talassemia necessitam de
transfusões periódicas por toda a vida para manter os
níveis de Hb acima de 9,6 g/dL.
Sobrecarga de Fe: terapia quelante normalmente a
partir dos 5 a 8 anos de idade.
Terapia curativa: transplante de medula óssea (TMO).
Esplenectomia pode ser necessária para diminuir as
transfusões.
Monitorar os níveis de ferritina como
marcador de sobrecarga de Fe (<2,500
ng/mL).
Medicamentos utilizados
Atua como quelante formando
complexo insolúveis com o Fe ou com
Al.
É capaz de quelar o Fe livre no soro, na
ferritina e na hemosiderina.
Não quela o Fe da transferina, da Hb
ou dos citocromos.
Via intramuscular - 90mg/kg a cada 4
a 12 horas. Não exceder 6g/dia
Via intravenosa - 15mg/kg/hora. Não
exceder 6g/dia.
Atua como quelante, formando
complexo com o Fe.
Aprovado recentemente pela FDA.
Adultos e crianças - VO 20mg/kg/dia.
Não esceder 30 mg/kg/dia.
Deferoxamina:
Posologia:
Deferasirox:
Posologia:
Aula 2
 
Primeiro caso relatado em 1910 com um paciente que deu
entrada no serviço de tratamento por possuir histórico de
intolerância a exercício, febre, tosse, icterícia e úlcera nas
pernas. Foi descritos que os eritrócitos desse paciente tinha
o formato de foice.
A incidência de anemia falciforme espelha a distribuição
mundial da malária. É prevalente na África subsaariana e
equatorial, Índia e Mediterrâneo.
A anemia falciforme é diferente da talassemia porque na
talassemia eu deixo de produzir uma cadeia inteira de
aminoácidos e na falciforme há mutação de apenas um
aminoácido. Então, na composição da base o GAG vira GTG e
ao invés de codificar o ácido glutâmico é codificado a valina.
Isso faz com que tenha uma grande diferença das
características físico químicas dessa proteína porque a valina
é um aminoácido apolar, enquanto o ácido glutâmico é um
aminoácido polar. Isso faz com que quando a Hb que contém
a valina fica desoxigenada e tende a polimerizar formando
fibras gigantescas dentro da célula e esse processo de
polimerização é que leva a formação da célula em formato de
foice. 
Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
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Anemia Falciforme
Eritrócitos em
formato de
foice.
Paciente com
anemia
falciforme
HbA tem mais afinidade pelo O2, ou seja, 
a HbS por ter menos afinidade pelo O2 ela
perde rapidamente esse O2, polimeriza
rapidamente e essa célula fica em formato
de foice.
Célula normal
passando com
facilidade pelos
capilares.
Célula em formato de
foice com baixa
tensão de O2 entope
as arteríolas e os laços
pré-capilares.
Essa interrupção do fluxo de sangue a
partir da polimerização da HbS leva a
infartos. Esses infartos levam a dor aguda,
à síndrome toráxica aguda, ao
hipoesplenismo, a osteonecrose e a
necropatias.
Esse quadro pode levar
a uma inflamação, a um
aumento da expressão
de proteínas de
adesão. 
Aula 2
 
Pois essas proteínas de adesão vão levar à maior adesão
dessas células falciformes no endotélio e também de células
brancas no endotélio. Daí há o estado de hipercoabilidade,a
partir do momento em que essas células ficam presas no
vaso causando infarto pode acontecer também uma hemólise
intravascular. Essa hemólise intravascular vai liberar Hb livre
no plasma e essa Hb vai de complexar com o NO. Esse
sequestro do NO, essa diminuição da biodisponibilidade do
NO leva à hipertensão pulmonar que é uma complicação
muito comum da doença falciforme, ao priapismo (ereção
dolorosa e prolongada no homem), úlceras nos membros
inferiores e doenças cerebrovasculares. Os pacientes com
anemia falciforme morrem facilmente de AVCs por exemplo.
A partir do momento em que existe o entupimento pode
acontecer o retorno do fluxo sanguíneo. Esse retorno do
fluxo sanguíneo leva a um processo de injúria de isquemia
reperfusão, onde depois de um tempo, em que esse tecido
subjacente que foi isquemiado pode recuperar esse aporte
de O2 só que ele não está preparado para essa sobrecarga
de O2, que faz com que esses radicais livres causem o dano
tecidual e isso é lesão de isquemia e reperfusão. Tanto o
sequestro do NO pela Hb quanto a lesão por isquemia
reperfusão levam a uma injúria e a uma vasculopatia e
disfunsão do endotélio.
Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
Profº: Thyago
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Fisiopatologia da anemia
falciforme
A troca de um ácido glutâmico por uma
valina leva a uma doença muito sistêmica e
extremamente complexa.
Achados laboratoriais
 Anemia hemolítica, normocítica e
normocrômica.
 Aumento de LDH.
 Hiperbilirrubinemia indireta.
 Reticulocitose (pois a medula está
tentando recompensar essa hemólise
produzindo mais eritrócito e eles
acabam caindo na circulação como
eritrócito um pouco maduro ainda que
é o reticulócito).
 Diminuição da haptoglobina. Nosso
organismo sabe o quão é prejudicial é a
Hb ficar livre no plasma, então por
processo evolutivo foi criado uma
proteína que é capaz de se ligar à Hb
para que a Hb não cause esses efeitos
nocivos quando livre e essa proteína é
a haptoglobina. A haptoglobina então
se liga à Hb livre. Temos níveis normais
de haptogloblina só que quando temos
uma hemólise intravascular a
quantidade de haptoglobina livre no
plasma ela diminui, então esses
pacientes que têm hemólise
intrasvascular tem níveis diminuídos
de haptoglobina.
 Células em formato de foice (sickle)
 Hiperplasia eritróide de medula, que é
o aumento dos componentes de
produção de eritrócito dentro da
medula.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
Aula 2
 
Inicia-se um quadro de anemia hemolítica crônica com
icterícia e esplenomegalia.
Ocorrem recorrentes infartos esplênicos (mesma coisa
que o infarto do miocárdio só que acontece no baço), que
levam a asplenia funcional ou autoesplenectomia e
consequente redução da capacidade de opsonização. O
que acontece é que por conta desses infartos, quando um
tecido infarta normalmente ele é substituído por tecido
fibrótico, só que esse tecido fibrótico não é funcional, por
isso que os pacientes que se recuperam de um infarto
eles têm algumas dificuldades hemodinâmicas. No infarto
esplênico o paciente perde gradativamente a função do
baço, isso é chamado de asplenia funcional ou
autoesplenectomia.
Infecções oportunistas recorrentes, principalmente de
encapsulados, pneumococos, heamophilus e salmonella.
Excesso de hemólise: aumento da bilirrubina.
Edema, rubor e calor nos dedos das mãos e dos pés até
os 2 anos, com infarto ósseos e dor intensa (dactilite ou
síndrome mão pé da doença falciforme).
Crise álgica repetidas vezes com episódios de internação
(< 3/ano) estão relacionados a um pior diagnóstico. Esse
paciente sente tanta por por estar com o corpo o tempo
inteiro fazendo microtrombos e microinfartos e isso é
extremamente doloroso.
Os sintomas normalmente se inciam no primeiro ano de vida.
Crises dolorosas (> 60%) principalmente em ossos e
articulações.
Acidente vascular e dano em SNC.
Síndrome torácica aguda (segunda maior causa de
hospitalização).
Priapismo (> 90%)
Sequestro esplênico
Epsódio de dor abdominal
 Úlceras (principalmente em membros inferiores).
Anemia, trombose e colelitíase
Infecções.
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Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
Profº: Thyago
Aluna: Gláucia Rosa
Sintomas
Achados clínicos
Úlcera em
membro inferior Dactilite
Ostiomielite
causado por
salmonella
Necrose
asséptica, onde
não tem infecção
por
microrganismo.
O tratamento é feito principalmente com hidróxiureia, único fármaco aprovado pela ANVISA para
tratamento de doença falciforme. Ele promove mioelosupressão, pois esses pacientes, por conta das
infecções recorrentes, eles têm aumento da leucometria global. A hidroxiureia age como
antiinflamatório diminuindo a inflamação e a dor. É um doador de NO, aquele que está sendo
sequestrado na corrente sanguínea pela Hb livre. Ele aumenta GMP cíclico que ajuda a relaxar as
artérias.
Há outros fármacos que são usados mas não são aprovados para o uso específico na doença falciforme,
como a desitabina, derivados do butirato, dentre outros.
Como terapia curatia temos a TMO - transplante de medula óssea. Para auxiliar na vida desse paciente
tem as tranfusões recorrentes.
Aula 2
 
Hematologia
Anemias Hemolíticas e Hemorrágicas
Profº: Thyago
Aluna: Gláucia Rosa
Tratamento
Paciente antes de
fazer tratamento
com hidroxiureia
Paciente durante
tratamento com
hidroxiureia

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