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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Fundação Instituída nos termos da Lei 5.152 de 21/10/1966 – São Luís – Maranhão CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CURSO DE PEDAGOGIA DISCIPLINA : CURRÍCULO PROFESSOR : JOSÉ BOLÍVAR BURBANO PAREDES ALUNO : DANNYLO COSME RODRIGUES ALBINO SEMESTRE : SEGUNDO – 2021 (Noturno) ATIVIDADE AVALITIVA No. 2 (Componente da Primeira Nota Parcial) A presente atividade tem por finalidade avaliar o nível de compreensão dos teóricos e teorias do currículo que vem sendo desenvolvidas durante as nossas últimas aulas. Para isso elaboramos três questões que deverão ser respondidas e enviadas para o e-mail institucional jose.bolivar@ufma.br até as 20:00 horas da segunda-feira 3 de janeiro de 2022. Antes de enviar, por favor revise se suas respostas estão relacionados com aquilo que está sendo solicitado. 1. Elabore, pelo menos, duas diferenças entre uma teoria curricular crítica e uma teoria curricular não crítica (dois pontos). R: Podemos citar como pontos a qual se diferem uma teoria curricular crítica de uma não crítica o fato de que a primeira parte do pressuposto que o currículo estaria atrelado aos interesses e conceitos das classes dominantes, não estando diretamente fundamentado ao contexto dos grupos sociais subordinados. Assim sendo, a função do currículo, mais do que um conjunto coordenado e ordenado de matérias, seria também a de conter uma estrutura crítica que permitisse uma perspectiva libertadora e conceitualmente crítica em favorecimento das massas populares. As práticas curriculares, nesse sentido, eram vistas como um espaço de defesa das lutas no campo cultural e social, já a teoria curricular não crítica, o currículo era visto como uma instrução mecânica em que se elaborava a listagem de assuntos impostos que deveriam ser ensinados pelo professor e memorizados (repetidos) pelos estudantes. Nesse sentido, a elaboração do currículo limitava-se a ser uma atividade burocrática, desprovida de sentido e fundamentada na concepção de que o ensino estava centrado na figura do professor, que transmitia conhecimentos específicos aos alunos, estes vistos apenas como meros repetidores dos assuntos apresentados. A segunda diferença entre as teorias, são que a perspectiva a qual a teoria não crítica era promovida, tratando do sistema educacional, estaria conceitualmente atrelado ao sistema industrial, que, na época, vivia os paradigmas da administração científica, também conhecida como Taylorismo, já as teoria curriculares críticas basearam o seu plano teórico nas concepções marxistas e também nos ideários da chamada Teoria Crítica, vinculada a autores da Escola de Frankfurt, notadamente Max Horkheimer e Theodor Adorno. Outra influência importante foi composta pelos autores da chamada Nova Sociologia da Educação, tais como Pierre Bourdieu e Louis Althusser. .2. A partir dos conhecimentos e fundamentos teóricos propostos tanto por Paulo Freire como por Demerval Saviane, indique dois aspectos que deveriam ser contemplados, de cada um desses autores, na construção de uma proposta curricular crítica para o Estado do Maranhão. Justifique a importância de cada um desses aspectos para a realidade educacional maranhense (quatro pontos). R: A obra de Freire inscreve-se na moldura da educação libertadora. Nessa concepção estão implicados os conceitos de politicidade da educação, democracia, justiça social, poder, liberdade, utopia e ética. Embora, por vezes, o pensamento de Freire seja compreendido como uma postulação educacional distante da realidade concreta da escola, a análise acurada de sua obra e das produções presentes na literatura educacional, acrescidas das experiências inspiradas na matriz de pensamento do autor, permitem afirmar que a pedagogia freireana tem contribuições relevantes para as políticas e práticas curriculares. Já a teoria desenvolvida por Saviani, tem como ponto de partida a transformação social através da apropriação e apreensão dos conhecimentos elaborados, que em um contexto de demarcação social de classes, está a serviço da classe dominante e é por ela apropriada, constituindo-se em um privilégio: A cultura erudita. Utilizando o conceito de clássico como sinônimo do que resistiu ao tempo e é modelo de cultura universal e de saber, e que deve ser tomado como apropriação das formas de produção, Saviani defende a organização dos conteúdos escolares em torno das disciplinas. O Documento Curricular do Território Maranhense serve de base para que as escolas das redes públicas e privadas (re)elaborem seus Projetos Político-Pedagógicos (PPP) e planos de aulas de seus docentes. É preciso, pois, que todos assumam o compromisso com a promoção de aprendizagens significativas, uma vez que o currículo deve ser conhecido, discutido e incorporado pelos profissionais de educação, que se constituem como sujeitos da ação educativa, inclusive os que pensam as políticas públicas educacionais. Dito isso, é possível perceber a discrepância a qual é determinada a proposta curricular apresentada pelo Documento Curricular do Território Maranhense, já que o mesmo visa a aplicação tanto nas escolas públicas como as privadas, e aí é preciso ter a sensibilidade e compreender a realidade a qual os alunos estão inseridos, um aluno da escola pública vive numa realidade totalmente diferente a de um aluno da escola privada, e aí entra a discussão sobre as teorias tanto de Saviani como a de Freire, já que ambos trabalharam em cima da transformação social, além de que é necessário sair em defesa da instituição escolar e na importância do papel do professor. 3. Henry Giroux e a “Política cultural”. Elabore um texto/síntese, de no mínimo 10 linhas, onde se destaque o significado de “capital cultural”, e o papel, importância e significado da escola, do currículo, do professor e dos alunos (cada um por separado) na garantia de uma prática educacional crítica, desde o ponto de vista de Giroux (quatro pontos). R: A partir das ideias de Henry Giroux um dos acadêmicos mais reconhecidos no Canadá e um dos impulsionadores da chamada pedagogia crítica, entende-se por capital cultural a importância por desvelar as desigualdades sociais e a imposição arbitrária do que é ou não valorizado na sociedade no processo de manutenção das desigualdades sociais. Ainda falando sobre as ideias de Giroux, percebe-se que para ele a escola é um local onde a cultura da sociedade dominante é aprendida e inculcada nos alunos, a respeito das distinções de status, desse modo, a escola prepara os alunos apenas para ingressarem no mercado de trabalho, além de fazer com quem se conformem quanto a sua classe social, tornando assim a escola como agente de controle social. Contudo, a escola para Giroux, pode romper com esse modelo, assinalando que a escola pode se tornar um veículo para ajudar cada estudante a desenvolver todo o seu potencial como pensador crítico e participante responsável no processo democrático simplesmente alterando-se a metodologia e o currículo oficial nos estudos sociais. Tal afirmativa favorece os estudos sociais, pois considera que os mesmos deverão entender a escola como um agente de socialização, propiciadora de atividades reflexivas e libertadoras. A perspectiva crítica do currículo coloca a necessidade de pensarmos nas intenções veladas, no porquê de determinados conhecimentos fazerem parte do processo de escolarização e outros conhecimentos não. Portanto admitimos que o conhecimento escolar está envolvido com ideologias, poderes e culturas que buscam favorecer um grupo social e uma determinada cultura. Superar a exclusão social e escolar implicaria pensar novos processos de escolarização: mais democráticos, dialogados e solidários. Para Giroux o professor passa a ser visto como intelectuais transformadores, Posto nesses termos, intelectuais, por desconsiderarem o trabalho docente como puramente técnico e instrumentalizado ao considerarem a liberdade dos profissionais na produção e responsabilidade ativa doquê, como e as metas sobre aquilo que ensinarão. Desse modo, estes podem estimular nos estudantes uma valorização da intelectualização e capacidade crítica quanto ao aprendizado e o que lhes é apresentado, seja na escola ou nos meios de comunicação, dessa forma encarando os professores como intelectuais, nós poderemos começar a repensar e reformar as tradições que têm impedido que os professores assumam todo o seu potencial como estudiosos e profissionais ativos e reflexivos. Também como transformadores que utilizem o pensamento crítico - capacidade de problematizar aquilo que nos é dado como verdade, e a linguagem da possibilidade de mudanças ao favor deles mesmos e dos alunos, estimulando nestes, o mesmo pensamento. Por fim temos o alunos, na qual entendemos como o enfoque principal visto que toda essa discussão é voltado para eles, onde segundo Giroux é preciso dar voz aos alunos, é necessário entender a realidade de cada um deles, tornando assim a escola uma ambiente socializados onde todos podem compartilhar suas vivências. Bom trabalho!