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Prévia do material em texto

A VENDA E A REPRODUÇÃO DO MATERIAL SEM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR SÃO PROIBIDAS 
 
 
 
 
O ENGENHEIRO APROVADO 
FAB 
 CONCURSO PARA OFICIAL 
ENGENHEIRO DA AERONÁUTICA 
(EAOEAR) 
 
BANCO DE QUESTÕES 
PROVAS DE LÍNGUA PORTUGUESA 
2015 A 2020 
 
PROFESSOR CARLITOS 
 A VENDA E A REPRODUÇÃO DO MATERIAL SEM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR SÃO PROIBIDAS 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 Olá, engenheiro(a). Que bom ter você por aqui! 
 O nosso objetivo neste Módulo I é proporcionar a você, futuro engenheiro(a) 
aprovado(a), maior facilidade em relação à prática de desenvolvimento de questões das 
provas de Língua Portuguesa para o Concurso para Oficial Engenheiro da Aeronáutica 
(EAOEAR). O Módulo I foi elaborado da forma mais didática possível, contemplando todas 
as questões da prova de Gramática e Interpretação de Textos dos anos de 2015, 2016, 2017, 
2018, 2019 e 2020. 
 Para atingir com sucesso nossa meta, dividimos o módulo em PARTES para que você 
possa desenvolver as questões que abordam cada área que formam as gramáticas 
normativas da nossa língua. A saber: Leitura e Interpretação de Textos, Fonologia, 
Morfologia, Sintaxe e Semântica. Dessa maneira, cremos que as suas dificuldades podem 
ser trabalhadas e analisadas de forma mais objetiva e pontual. 
 Sabemos que a preparação para um concurso desse nível requer de você várias 
qualidades - como paciência, obstinação, foco, planejamento diário, estratégia e 
objetividade - e mínimos defeitos. É uma batalha diária, temos plena convicção! Mas, 
juntos, vamos subir cada degrau até chegarmos ao objetivo final: (i) o nosso, propor um 
material facilitador para o desenvolvimento prático e objetivo das questões de Português 
para o concurso EAOEAR e (ii) o seu, ser aprovado(a) nesse concurso. 
 Esperamos que nosso material contribua imensamente para a sua meta. Ele foi feito 
com muito esforço, dedicação e organização didática, visando à melhor forma de estudo. 
 Um grande abraço, FUTURO(A) ENGENHEIRO(A) APROVADO(A)! Estamos juntos nessa! 
 
 
Professor Carlitos1 
 professor.carlitos@gmail.com 
 
 
 
 
1 
Professor das áreas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Produção Textual. Formado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), leciona 
atualmente em São Paulo. Trabalhou na área acadêmica da Psicolinguística e da História da Língua Portuguesa. Tem mais de dez anos de experiência no 
magistério, atuando no ensino básico (ensino médio e cursos preparatórios para vestibulares e concursos de todo o Brasil) e no ensino superior. 
 A VENDA E A REPRODUÇÃO DO MATERIAL SEM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR SÃO PROIBIDAS 
 
SUMÁRIO 
PARTE I – INTERPRETAÇÃO p.04 
1. INTERPRETAÇÃO TEXTUAL ................................................................................................................... p. 04 
2. TIPOLOGIA TEXTUAL ................................................................................................................... p. 21 
3. COESÃO E COERÊNCIA ................................................................................................................................. p. 24 
4. RECURSOS TEXTUAIS E ................................................................................................................................. p. 27 
OPERADORES ARGUMENTATIVOS 
5. TIPO DE LINGUAGEM .................................................................................................................................. p. 31 
6. FUNÇÕES DA LINGUAGEM .................................................................................................................... p. 32 
7. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO .................................................................................................................... p. 33 
 
PARTE II – FONOLOGIA p. 35 
 1. DIVISÃO SILÁBICA ............................................................................................................................................... p. 35 
 2. ACENTUAÇÃO GRÁFICA ................................................................................................................................ p. 36 
 E PROSÓDICA 
 3. ORTOGRAFIA ............................................................................................................................................... p. 38 
 
PARTE III – MORFOLOGIA p.40 
 
 1. CLASSES DE PALAVRAS ................................................................................................................... p. 40 
E SUAS FLEXÕES 
 
PARTE IV – SINTAXE p.46 
 
 1. TERMOS DA ORAÇÃO ................................................................................................................... p. 46 
 2. PERÍODO COMPOSTO ................................................................................................................................. p. 52 
(ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS) 
 3. CONCORDÂNCIA VERBO-NOMINAL ..................................................................................................... p. 53 
 4. REGÊNCIA VERBO-NOMINAL ................................................................................................................... p. 54 
 5. COLOCAÇÃO PRONOMINAL ................................................................................................................... p. 57 
 
PARTE V – SEMÂNTICA p.58 
 
 1. SINONÍMIA ............................................................................................................................................................. p. 58 
 2. INTERTEXTUALIDADE ................................................................................................................................. p. 61 
 3. CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO ................................................................................................................... p. 62 
 4. FIGURAS DE LINGUAGEM ................................................................................................................................. p. 67 
 
PARTE VI – PONTUAÇÃO p. 68 
 
PARTE VII - REVISÃO GRAMATICAL p. 71
A VENDA E A REPRODUÇÃO DO MATERIAL SEM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR SÃO PROIBIDAS 
4 
PARTE I - INTERPRETAÇÃO 
 
 INTERPRETAÇÃO TEXTUAL 
 
Texto para as questões 01 a 05. 
A zaga aérea do Brasil na Copa 
Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo 
do mundo. 
Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos 
Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos 
de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos 
nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativajá foi posta em prática nos Jogos de 
Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o 
trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede 
espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. 
Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado 
será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre 
Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das 
Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses 
eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
(André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 
 
01) (EAOEAR-2015) Tendo em vista que as palavras são, por natureza, polissêmicas, é correto afirmar que a 
determinação do sentido do vocábulo “zaga”, no título do texto, ocorre em função da 
 
a) anteposição do artigo definido “a”. 
b) caracterização atribuída através de “aérea”. 
c) extensão da informação acerca da ideia de origem. 
d) extensão da informação acerca do evento a que se refere. 
 
02) (EAOEAR-2015) Considerando as informações apresentadas no texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o 
que se afirma abaixo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
( ) As ações tratadas no texto têm por principal objetivo interromper procedimentos que possam prejudicar 
grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. 
( ) As ações de segurança aérea por ocasião dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, são 
de menor importância se comparadas às demais citadas no texto. 
( ) As ações preventivas se devem a fatores que vão além dos limites territoriais nacionais e suas 
consequências. 
 
a) V – V – V 
b) V – F – V 
c) V – F – F 
d) F – F – V 
 
03) (EAOEAR-2015) Dentre os termos destacados a seguir, assinale o que indica uma relação anafórica 
estabelecida, contribuindo para a coesão textual. 
a) “É uma medida de segurança [...]” 
b) “[...] que começará em junho próximo, [...]” 
c) “Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática [...]” 
d) “[...] nas quais os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos.” 
 
04) (EAOEAR-2015) “Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas 
consequências, todo o cuidado será pouco.” O período destacado anteriormente possui elementos linguísticos que 
expressam, sequencialmente, 
 
a) negação e ressalva. 
A VENDA E A REPRODUÇÃO DO MATERIAL SEM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR SÃO PROIBIDAS 
5 
b) condição e oposição. 
c) afirmação e condição. 
d) explicação e afirmação. 
 
 
05) (EAOEAR-2015) Considerando as informações expressas, é correto afirmar que o 1º período do texto apresenta 
a) a ideia defendida. 
b) o assunto que será tratado. 
c) uma explicação acerca do assunto. 
d) uma abordagem cética acerca do assunto. 
 
 
Texto para as questões 06 a 10. 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, 
a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências 
e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e prosa. Rio de 
Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
06) (EAOEAR-2015) Em sua crônica, Drummond usa de lirismo para fazer um relato de determinada situação. O final 
do texto, através da informação apresentada, produz um efeito que causa 
a) surpresa. 
b) indignação. 
c) perplexidade. 
d) estranhamento. 
 
07) (EAOEAR-2015) Referente ao texto “No aeroporto” e à fotografia abaixo, é possível estabelecer uma relação de 
aspecto em comum de 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível:http://drang.com.br/blog/2013/04/24/fique-longe-de-mim/) 
 
a) uso da linguagem formal, de forma direta e objetiva. 
http://drang.com.br/blog/2013/04/24/fique-longe-de-mim/)
A VENDA E A REPRODUÇÃO DO MATERIAL SEM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR SÃO PROIBIDAS 
6 
b) construção de imagens que representam seres, objetos ou cenas. 
c) crítica feita aos relacionamentos afetivos em que há distanciamento etário. 
d) processo argumentativo, fornecendo dados para o desenvolvimento da argumentação. 
 
08) (EAOEAR-2015) O texto “No aeroporto” faz uma abordagem da realidade; não sendo, contudo, apenas uma 
reprodução da mesma. O autor apresenta 
a) os fatos demonstrando um aspecto poético. 
b) seu ponto de vista acerca da realidade tematizada. 
c) aspectos relevantes, de forma crítica, dos fatos narrados. 
d) suas observações acerca da realidade de forma humorística. 
 
09) (EAOEAR-2015) Acerca dos fatores que contribuem para que o texto tenha estreita proximidade com a realidade, 
analise. 
I. Situação final inesperada. 
II. Uso frequente da primeira pessoa. 
III. Grandiloquência e prolixidade nos fatos narrados. 
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s) 
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) II e III. 
 
10) (EAOEAR-2015) Dentre as características que o narrador atribui a Pedro está a de ser “parco de palavras” e 
dentre as que atribui a si mesmo está a de ser “puído”. Tais atribuições demonstram 
a) pessimismo do narrador diante da realidade. 
b) processamento do ponto de vista do narrador. 
c) imparcialidade do narrador diante da captação da realidade. 
d) uso de expressões que denotam exagero, intensificando as características destacadas. 
 
Texto para as questões 11, 12 e 13. 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a 
democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas 
muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos 
prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim 
nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta 
que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da 
inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não sepensa no que ela é e se age por impulso 
ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins 
privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a 
construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e 
pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de 
ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos 
direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não 
contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que 
o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir 
seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
 
A VENDA E A REPRODUÇÃO DO MATERIAL SEM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR SÃO PROIBIDAS 
7 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.) 
 
11) (EAOEAR-2016) O título do texto é composto de elementos que 
a) processam informações afins. 
b) se restringem ao campo semântico filosófico. 
c) complementam-se, sendo o 2º complemento do 1º. 
d) estabelecem determinada oposição de um em relação ao outro. 
 
12) (EAOEAR-2016) De acordo com o posicionamento assumido pela autora no texto, informe se as afirmativas abaixo 
são verdadeiras (V) ou falsas (F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
( ) Sua posição é contrária a todo e qualquer tipo de manifestação popular. 
( ) Diante do desconhecimento acerca da democracia, o autoritarismo instala-se. 
( ) A ignorância social em relação ao assunto abordado pode ser suprida através de conquistas de caráter 
apenas pessoal. 
a) F – V – F 
b) V – F – F 
c) V – F – V 
d) F – V – V 
 
13) (EAOEAR-2016) “Há de tomar o pregador uma só matéria, há de defini-la para que se conheça, há de dividi-la 
para que se distinga, há de prová-la com a Escritura, há de declará-la com a razão, há de confirmá-la com o exemplo, 
há de amplificá-la com as causas, com os efeitos, com as circunstâncias, com as conveniências que se hão de seguir, 
com os inconvenientes que se devem evitar; há de responder às dúvidas, há de satisfazer as dificuldades, há de 
impugnar e refutar com toda a força da eloquência os argumentos contrários, e depois disso há de colher, há de 
apertar, há de concluir, há de persuadir, há de acabar.” 
(VIEIRA, A. Pe. Sermões e lugares seletos. Seleção, introdução e notas de Mário Gonçalves Viana. Porto: 
Educação Nacional, 1941.) 
O trecho anterior faz parte do Sermão da Sexagésima de autoria do padre Antônio Vieira, em 1655. Tendo 
em vista o texto “Democracia e Autoritarismo”, afirma-se que a estrutura proposta por Vieira 
a) é plenamente seguida e exemplificada, já que se trata de um texto argumentativo. 
b) é parcialmente exemplificada; mantendo, contudo, as características argumentativas. 
c) não pode ser aplicada em um texto atual, já que se trata de uma proposta ultrapassada. 
d) compactua com as características do texto dissertativo, diferentes das do texto em análise. 
 
Texto para as questões 14 a 18. 
O que diria e o que faria Mandela? 
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que 
tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações 
com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-de-
semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, outro 
drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente na 
nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos. [...] 
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise 
econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela 
percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No entanto, 
o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de negócios 
saqueados eram sul-africanos. 
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal construir 
uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte. 
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.) 
14) (EAOEAR-2016) A expressão “traficantes do desespero e da esperança” (1º§) empregada para se referir aos 
agentes relacionados aos desastres nas embarcações, citados no texto, demonstra 
 
a) a manipulação dos fatos através das informações midiáticas. 
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/
A VENDA E A REPRODUÇÃO DO MATERIAL SEM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR SÃO PROIBIDAS 
8 
b) uma controvérsia entre o fato e o ponto de vista apresentado. 
c) de modo subjetivo, aspectos opostos que constituem a situação apresentada. 
d) a existência de dúvida em relação às características atribuídas aos referidos agentes 
. 
15) (EAOEAR-2016) A partir das ideias e informações trazidas ao texto, julgue as afirmativas a seguir. 
I. No primeiro parágrafo, o autor faz referência a dramas humanitários de natureza diferentes, demonstrando 
a exploração de várias ideias no mesmo parágrafo. 
II. A expressão “mera criminalidade” (2º§) propõe uma redução da importância da criminalidade praticada no 
evento descrito no texto. 
III. Para que haja compreensão textual acerca da referência a Nelson Mandela, é necessário que o contexto 
sociocognitivo seja ativado. 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
a) I, II e III. 
b) I, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I e III, apenas. 
 
16) (EAOEAR-2016) De acordo com o trecho destacado “No entanto, o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu 
em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de negócios saqueados eram sul-africanos.” (2º§), pode-se inferir 
que 
a) a informação apresentada respalda e confere continuidade ao que foi dito anteriormente. 
b) em tempos de crise quanto à identidade de um povo, medidas preventivas são necessárias. 
c) em meio à violência dos atos cometidos, é possível verificar manifestações contrárias a estes. 
d) a possível causa para os eventos referenciados perde o sentido diante da constatação indicada. 
 
17) (EAOEAR-2016) “O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte.” Acerca do 
último período do texto, é correto afirmar que, em relação às ideias anteriores, o autor 
a) demonstra-se pessimista apesar dos fatos apresentados. 
b) utilizando apenas o sentido denotativo, apresenta de forma clara e precisa seu posicionamento. 
c) apresenta uma conclusão utilizando uma composição em que há o emprego do sentido conotativo. 
d) retoma o posicionamento apresentado no primeiro parágrafo confirmando a ideia proposta inicialmente. 
 
18) EAOEAR-2016) O título do texto é estruturado a partir de um questionamento; a partir do conteúdo textual, é correto 
afirmar que 
a) tal questionamento é plenamente respondido a partir dos recursos argumentativos utilizados. 
b) apenas parcialmente, tal questionamento é respondido, de modo que há uma lacuna contextual. 
c) a partir das informações apresentadas, é possível ao leitor determinar, objetivamente, o complemento de tal 
questionamento. 
d) tal estratégia integra de modo adequado a organização estrutural apresentada, objetivando uma característica 
interativaentre leitor e articulador. 
 
Texto para as questões 19 a 22. 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar 
passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder 
sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” 
acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um 
ato de bondade extrema. 
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9 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões 
construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter 
este às margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. 
Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da 
igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, 
postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a 
concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades 
estruturais. 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/201 
6/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em:30/03/2016. Trecho.) 
 
19) EAOEAR – 2017) “No artigo de opinião, veiculado em revistas ou jornais, o conteúdo, geralmente, consta de 
acontecimentos de ordem política, econômica, social, histórica ou cultural, e raramente sobre acontecimentos ou 
vivências pessoais”. 
(KOCH, Ingedore Vilaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006). 
Assinale a alternativa que apresenta o trecho contraditório ao exposto no postulado acima. 
a) “Não, não é preciso tolerar.” 
b) “„É preciso tolerar a diversidade‟”. 
c) “Sempre que me defronto com esse tipo de colocação...” 
d) “Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político...” 
 
20) EAOEAR – 2017) Considerando apenas o título, pode se levantar a hipótese de que o texto 
a) defenderá a tolerância das “diferenças” e essa dedução se efetiva com os dados apresentados. 
b) fará a defesa das “diferenças” em oposição a sua “tolerância”, o que é confirmado na leitura. 
c) falará simplesmente das “diferenças”, mas essa antecipação não se confirma na leitura. 
d) se debruçará sobre o vocábulo “tolerar”, o que fica evidente quando o termo é definido. 
 
21) (EAOEAR – 2017) Classifique as ideias do texto expostas abaixo com os pressupostos de interpretação a seguir. 
A seguir, assinale a alternativa que apresenta a classificação correta. (Alguns números podem ser utilizados mais de 
uma vez ou não serem utilizados). 
(1) Fato 
(2) Inferência do autor 
(3) Opinião do autor 
 
( ) “„Tolerar‟ o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que 
tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir”. 
( ) “„Tolerar‟, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar 
com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta”. 
( ) “Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura”. 
( ) “Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual”. 
 
 
 a) 3 – 2 – 2 – 3 b) 1 – 1 – 3 – 2 c) 2 – 1 – 3 – 3 d) 2 – 1 – 2 – 3 
 
22) EAOEAR – 2017) Considerando o conteúdo temático, propósito comunicativo, estilo e composição na esfera dos 
gêneros textuais, aponte a semelhança do conteúdo verbal da tirinha abaixo com o segundo parágrafo do texto. 
 
 
 
 
 
 
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(QUINO. Toda Mafalda. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2012.) 
a) Nos dois exemplos há a etimologia da palavra que é discutida. 
b) Os dois possuem construção textual semelhante a um verbete. 
c) Tanto no parágrafo quanto na tira, faz-se o uso de aspas para delimitar o discurso. 
d) Os dois excertos apresentam a opinião de seus autores após a definição da palavra. 
 
Texto para as questões 23 a 26. 
 
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me 
de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de 
uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não 
tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia. 
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se 
integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao 
conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as 
palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados 
das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem 
perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por 
letras onde o sol morto doira goma húmida. 
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, 
por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio 
como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na 
peliça [...]. 
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não 
como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca 
mais regressa ao mar. 
 
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard 
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.) 
23) (EAOEAR – 2017) A partir da leitura do texto, julgue os itens abaixo. 
I. O sujeito que se apresenta pelo texto afirma que, em virtude de seu espírito de perfeição, ele jamais inicia ou 
termina alguma coisa. 
II. Durante o ato de escrita, o sujeito tem a necessidade de falar com outra pessoa que não consigo mesmo. 
III. O ato de escrita, para esse sujeito, é um processo penoso e triste, onde ele se perde e se sente isolado do 
mundo. 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
a) I, II e III. 
b) II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
 
24) (EAOEAR – 2017) Considerando o contexto em que foi aplicada, a palavra “cedência” (1º§) tem o sentido de 
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a) “cadência”, já que o sujeito que fala no texto diz que o que produz é inacabado, fruto de um ritmo 
descompassado. 
b) “cessão”, uma vez que o sujeito enunciador afirma não ter vontade de começar qualquer coisa, mas cede à 
vontade. 
c) “necessidade”, pois o protagonista coloca que suas vontades são inatas à sua perfeição e, por isso, se fazem 
necessárias. 
d) “renúncia”, pois o narradorpostula escolher suas obrigações em detrimento de seus desejos, o que o obriga a 
renunciá-los. 
 
25) (EAOEAR – 2017) No processamento desse texto, deve-se recorrer, para compreender os meios coesivos utilizados, 
ao sistema de conhecimento 
 
a) enciclopédico. b) interacional. c) linguístico. d) ilocucional. 
 
 
26) (EAOEAR – 2017) No último parágrafo do texto, o autor afirma que escrever é perder-se e, depois, apresenta uma 
a) comparação entre esse ato e a água, para exemplificar como ele se “perde”. 
b) conclusão de que o “perde-se” é como a água do rio, dela não há regresso. 
c) inferência acerca da relação entre “perde-se” e o lago feito pela maré alta. 
d) hipótese de que a “perda” é como um rio que segue seu curso até a foz. 
 
 
Texto para as questões 27 a 30. 
Cumulonimbus-informáticos 
Há, pairando sobre nossas cabeças, gigantescas nuvens informacionais, ameaçando-nos com seus raios, 
trovões e ventanias. As tormentas já iniciam suas precipitações e começam a cair sobre nós. Nós somos o seu 
elemento. A faísca que produz o ribombar do trovão e a própria tempestade. 
1. Que estamos fazendo com nossos sistemas cibernético-informacionais? Acaso paramos de pensar 
autonomamente com nossas próprias cabeças? Quiçá cessamos de procurar e manter o conhecimento por nós 
mesmos, intuitivamente, sensivelmente, abdutivamente, humanamente – como sempre fizemos, indagamos –, 
de buscar o sentido, o significado, a importância e a razão seminal de tudo que há à nossa volta? Daquilo que 
foi concebido, refletido e significado axiologicamente através dos tempos imemoriais, entregando tudo isso “de 
bandeja” – o melhor de nós e de nossa civilização – às máquinas e aos sistemas informacionais que nós mesmos 
construímos e usamos? Seria isso – resumidamente – o que está a ocorrer conosco nesses dias velozes e 
acríticos que vivemos na atualidade? 
2. Você que me lê, por exemplo, nesse exato momento, não tem mais sequer que pensar, raciocinar, 
localizar-se por si, com livre arbítrio e autonomia, pois há – certamente – um aplicativo muito prático e conveniente 
fazendo isso por você, e muito mais, o tempo todo. Substituindo-nos acintosamente, explicitamente, trivialmente, 
das tarefas mais banais até às mais complexas, delicadas e especializadas. E nós ainda nos tranquilizamos em 
saber que, se ocorrer algo de fato importante no nosso planeta, e até fora dele, seremos informados de imediato. 
3. O sistema faz isso quase que automaticamente. Do mesmo modo que não é mais necessário também 
guardar, anotar ou memorizar nomes e sobrenomes do dia a dia das relações societais, ou ainda direções e 
caminhos a serem trilhados nas urbes ou fora delas. O mesmo acontece com os dados e as imagens, pois 
certamente seu celular ou seu tablet pretensamente inteligentes, grandes feras no assunto, fazem isso e muito 
mais por você. 
4. Uma delícia – convenhamos – e uma tragédia também. Sim, pois na cibercultura, a verdade, a notícia, 
o valor, a relevância – e, no extremo, o significado, não têm caráter único, sofrem alterações e são ditados pelo 
sistema e seus incontáveis aparatos. Todavia, o fato refutável que não pode ser ignorado é que estamos 
completamente deslumbrados com o que criamos, e que acolhemos essas novas tecnologias sem o menor 
sacrifício. 
5. Não sabemos praticamente quase nada acerca desse novo modo de viver que começamos a cristalizar. 
Mas é em rede que nos reconhecemos, mensuramos nossas necessidades. E quem não souber decifrar os seus 
sinais e signos será, simplesmente, tragado por suas imposições, contingências e ressignificações cada vez 
mais presentes. O que não pode deixar de ser percebido é que uma ubiquidade onipresente está transformando 
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significativamente as relações sociais. E o faz rapidamente. Não é algo simplesmente bom ou ruim, é simplesmente 
diferente e está marcando a nossa época, os nossos hábitos, a nossa cultura e os nossos tempos. 
6. Bem depois, quando tudo se autodeterminar e se acalmar, em conformidade diametral com as 
sensibilidades sociais, é que nós poderemos – talvez – verificar o que sobrou do nosso antigo e milenarizado mundo 
não informatizado, analógico e enciclopédico, aquele ao qual estávamos tão confortavelmente acostumados, e, 
também, sermos capazes de mensurar que outro mundo novo é esse – cibertecnologizado – que edificamos em 
seu lugar, mesmo que sejamos críticos em relação a ele ou que nos cause desconforto. O resto são arbitrariedades 
ou especulações. 
(QUARESMA, Alexandre. Cumulonimbus-Informáticos. Revista Sociologia, ano VII, edição 67, p. 65 – Adaptado) 
27) (EAOEAR – 2018) Relacionando o título, a epígrafe e o texto em si, pode-se afirmar que o autor 
a) veicula uma forte contradição entre as abordagens apresentadas no terceiro e quarto parágrafos. 
b) recorre à analogia e ao contraponto para tratar de forma reflexiva um acontecimento contemporâneo. 
c) mostra-se imparcial ao comentar fatos, pois não revela marcas subjetivas para expressar suas ideias. 
d) escreve movido pela nostalgia dos tempos antigos, que ele considera muito melhores do que os atuais. 
 
28) (EAOEAR – 2018) O assunto de que trata o autor no seu texto pode ser considerado, segundo ele 
a) um elemento sinalizador de evolução. 
b) uma grave ameaça para a sociedade. 
c) um divisor de opiniões entre especialistas. 
d) um fenômeno patológico inerente ao homem. 
 
29) (EAOEAR – 2018) No primeiro parágrafo, os vários questionamentos conferem ao texto um tom 
a) viperino. 
b) perquiridor. 
c) enigmático. 
d) pessimista. 
 
30) EAOEAR – 2018) Com a frase “E quem não souber decifrar os sinais e signos [do novo mundo] será, simplesmente, 
tragado por suas imposições, contingências e ressignificações cada vez mais presentes” (5º §), é possível inferir que o 
ciberespaço e a cibercultura são realidades 
a) difusas e nefastas. 
b) intangíveis e obsoletas. 
c) impositivas e irretrocedíveis. 
d) estigmatizadas e inexpressivas. 
 
 
31) (EAOEAR – 2018) Considere os dois textos a seguir. 
 
 
 
TEXTO I 
 
 
“O que não pode deixar de ser percebido é que uma ubiquidade onipresente está transformando significativamente 
as relações sociais. E o faz rapidamente.” (5º §) 
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TEXTO II 
 
 
 
(Disponível em: <https://br.financas.yahoo.com/fotos/charges-do-alpino>. Acesso em: 20 mar. 2017 - Adaptado). 
 
Relacionando o texto não verbal com o texto verbal, pode-se perceber, criticamente, no Texto II, a tematização 
a) do elogio à praticidade gerada pela tecnologia e pela diversidade de produtos industrializados. 
b) do consumismo desenfreado, capitaneado pelo uso das novas tecnologias e das mídias sociais. 
c) das mudanças atitudinais entre as pessoas, por considerarem mais importantes as relações virtuais. 
d) da existência de comportamentos observados e analisados com indiferença no mundo informatizado. 
 
32) (EAOEAR – 2018) A textualidade é uma característica fundamental dos textos. Esse componente da competência 
textual dos falantes lhes permite, entre outros aspectos, interpretar como textos as produções linguísticas que ouvem ou 
leem. A esse respeito, examine o enunciado a seguir. 
 
 
Na construção da textualidade, assinale a função do conector “E” que inicia a última frase do texto acima transcrito. 
 
a) Introduzir a justificativa para o nome do bioma. 
b) Incorporar um argumento para concluir as ideias. 
c) Exercer função semelhante à de uma interjeição. 
d) Assumir papel de unidade própria do chamamento. 
 
“O Cerrado ocupa uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua 
incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, 
Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraimae Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da 
América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial 
aquífero e favorece a sua biodiversidade. E que maravilha de bioma!” 
(Disponível em: <http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado>. Acesso em: 20 mar. 2017 - Adaptado). 
http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado
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33. (EAOEAR – 2018) Leia o fragmento de um texto publicado em agosto de 1957 pelo escritor mineiro João 
Guimarães Rosa. 
 
 
Avalie as afirmativas sobre esse fragmento de texto. 
I – O texto é destituído de elementos coesivos, porém é coerente, se considerarmos que tem como fio condutor 
algumas características de Minas Gerais. 
II – O receptor do texto busca interpretá-lo, mas ainda que assuma uma atitude de cooperação, não consegue 
estabelecer elos coesivos, pela ausência de informações. 
III – O leitor consegue produzir sentidos e estabelecer a coerência necessária para a compreensão do texto, a partir 
dos elementos existentes. 
IV – O leitor, em seu trabalho para produzir sentido, deve levar em conta o vocabulário, os recursos sintáticos 
e a associação a fatos históricos, entre outros aspectos. 
Está correto apenas o que se afirma em 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I, III e IV. 
d) II, III e IV 
 
34) (EAOEAR – 2018) Analise o texto publicitário a seguir, considerando o gênero textual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível em: <http://www.logonewmarketingdigital.com.br/wordpress/2016/07/13/hortifruti-faz-alusao-a-grandes-filmes-em-propagandas- 
e-ganha-a-internet/>. Acesso em: 20 mar. 2017). 
Qual interpretação é possível? 
a) Usa dois códigos – o verbal e o visual – para ilustrar uma representação fiel de mundo. 
b) Permite que se elimine um dos códigos porque as informações são fornecidas pelo outro. 
c) Mostra-se incoerente, pois não há a necessária integração das informações para interpretá-lo. 
d) Tenta persuadir o interlocutor com sua linguagem de sedução e atraí-lo para vender o produto. 
 
 
“Inconfidente, brasileira, paulista, emboaba, lírica e sábia, lendária, épica, mágica, diamantina, aurífera, 
ferrífera, ferrosa, férrica, balneária, hidromineral, jê, puri, acroá, goitacá, goianá, cafeeira, agrária, barroca, luzia, 
árcade, alpestre, rupestre, campestre, de el-rei, das minas, do ouro das minas, das pretas minas, negreira, 
mandingueira, moçambiqueira, conga, dos templos, santeira, quaresmeira, processional, granítica, de ouro em 
ferro, siderúrgica, calcárea, das perambeiras, serrana bela, idílica, ilógica, translógica, supralógica, intemporal, 
interna, leiteira [...] Minas.” 
(Disponível em: <http://acervo.revistabula.com/posts/web-stuff/ai-esta-minas-a-mineiridade>. Acesso em: 20 mar. 2017 - Adaptado). 
http://www.logonewmarketingdigital.com.br/wordpress/2016/07/13/hortifruti-faz-alusao-a-grandes-filmes-em-propagandas-
http://acervo.revistabula.com/posts/web-stuff/ai-esta-minas-a-mineiridade
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Texto para as questões 35 e 36. 
 
“E o piloto olhava a cidade, o Rio de Janeiro, por exemplo, e toda a grandiosidade do Rio transformava-se numa 
pequena miniatura. O azul do mar ia até bem longe confundir-se com o azul mais claro do céu. As serras, os rios, 
as represas, tudo era visto na dimensão daquela altura. E muitas vezes, disse Paulo César, quando estava com 
algum problema e lembrava-se dele lá em cima, o problema perdia a grande importância de antes. E era um voo 
que servia também para isto. 
Servia para mostrar a real importância das coisas. E isso sempre os levava a colocar as coisas em suas devidas 
proporções. E Paulo César falou que regressava desses voos com uma certa humildade. E que havia também 
uma estranha sensação. Por um motivo que ele não sabia explicar, no silêncio lá de cima a mente da pessoa 
iniciava um processo de expansão”. 
(FRANÇA JÚNIOR, Oswaldo. O passo-bandeira: uma história de aviadores. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p.40. Adaptado). 
 
35) (EAOEAR – 2019) A narrativa está na terceira pessoa, contudo é possível perceber que o ponto de vista centra-
se no ex-piloto Paulo César que, nessa passagem, busca realçar o/a 
a) redimensionamento de um problema a partir da experiência de um voo. 
b) importância da psicologia para o controle da saúde mental de um piloto. 
c) ato de voar como expediente para alienação e eliminação dos problemas. 
d) vista aérea a possibilitar melhor apreciação da beleza natural do Rio de Janeiro. 
36) (EAOEAR – 2019) A palavra que não possui correspondência com o termo “expansão”, empregado no último parágrafo 
do texto, é 
a) difusão. 
b) diluição. 
c) dilatação. 
d) ampliação. 
 
 
37) (EAOEAR – 2019) Leia os excertos abaixo. 
Excerto I 
“A arte, bem como a literatura, nasce da liberdade de fantasiar e não suporta prisões. Tentar engaiolar 
o fruto da liberdade é lhe cortar as asas, impedir seus voos, que alcançam maiores distâncias quando 
impulsionados por muitos sopros”. 
(QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. Contos e poemas para ler na escola. Rio de Janeiro: 
Objetiva, 2014, p.69). 
Excerto II 
“Suzana perguntou se era perigoso realizar voos muito baixos. Ele respondeu que era necessário 
apenas estar mais atento. Atento aos cabos de alta tensão e aos pássaros. 
– Aos urubus, principalmente – ele disse. 
Ela estranhou que um pássaro pudesse levar perigo a um avião. 
– Bater em qualquer um é sempre perigoso – Paulo César 
comentou. O impacto podia causar um estrago muito grande ao 
avião. 
– É quase como uma bala – ele disse”. 
 
(FRANÇA JÚNIOR, Oswaldo. O passo-bandeira: uma história de aviadores. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p.36). 
 
Levando-se em consideração o sentido do voo, o excerto I difere do excerto II. 
PORQUE 
O excerto I trata do termo de forma figurada, enquanto, no excerto II, o termo é tratado de forma literal. 
 
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Com base nos excertos, é correto afirmar que 
 
a) as duas são verdadeiras e a justificativa está correta. 
b) a primeira é uma afirmativa falsa e a segunda verdadeira. 
c) a primeira é uma afirmativa verdadeira; e a segunda é falsa. 
d) as duas são verdadeiras, mas a segunda é uma justificativa incorreta da primeira. 
 
Textos para a questão 38. 
 
Texto I 
 
Sete anos de pastor Jacob servia 
Labão, pai de Raquel, serrana bela; 
Mas não servia ao pai, servia a ela, 
E a ela só por prêmio pretendia. 
Os dias, na esperança de um só dia, 
Passava, contentando-se com vê-la; 
Porém o pai, usando de cautela, 
Em lugar de Raquel lhe dava Lia. 
Vendo o triste pastor que com enganos 
Lhe fora assim negada a sua pastora, 
Como se a não tivera merecida, 
Começa de servir outros sete anos, 
Dizendo: – Mais servira, se não fora 
Para tão longo amor tão curta a vida! 
(CAMÕES, Luís de. Lírica. Belo Horizonte: Crisálida, 2005, p.51). 
Texto II 
 
Ora, Jacó sete ano já fazia 
Que pastorava o gado de Labão. 
Pai da linda Raqué; por ele, não: 
Mais, por ela que em paga lhe cabia. 
Passando os dia, doido por um dia, 
Se alegrava de vê seu coração. 
E aconteceu que o pai, espertaião, 
Ruendo a corda, lhe entregô a Lia. 
 
Quando o pobre Jacó caiu no engano 
E deu, de boa-fé a boca doce, 
Pela troca da prenda prometida, 
Tratô de se ajustá por mais sete ano 
Falando: Isto era nada, se num fosse 
Pra tanto bemquerê tão poca a vida. 
(LACERDA, Abel Tavares de. Apud Fernando Sabino. Livro Aberto. 
Rio de Janeiro: Record, 2001, p.86). 
38) (EAOEAR – 2019) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. 
Fernando Sabino comenta que seu tio, Dr. Abel Tavares, médico do Serviço de Febre Amarela, gostava de 
traduzir poemas clássicos em linguagem de matuto. Nessa paródia do soneto de Camões, entre as várias 
 , ao escrever“Raqué”, “espertaião” e “tratô”, houve uma mudança da , 
ao passo que ao escrever “sete ano” e “os dia”, tal situação ocorreu na . 
 
A sequência correta é 
a) transgressões, sintaxe, flexão. 
b) adaptações, flexão, morfologia. 
c) transgressões, ortografia, flexão. 
d) adaptações, morfologia, ortografia. 
 
39) (EAOEAR – 2019) Leia o texto a seguir. 
“O telefone do cartório tocou, o escrevente atendeu: 
– O elefante está? 
– Não estou entendendo bem: elefante, a senhora disse? 
– Ele não foi aí hoje? 
– Ele quem? 
– O elefante. 
– Que brincadeira é essa? 
– Sabe onde posso encontrá-lo? 
– Que eu saiba, no circo ou no Jardim Zoológico... 
O escrevente se voltou, rindo, para as pessoas presentes: 
– Tem uma mulher no telefone querendo falar com o 
elefante. Um advogado se adiantou, muito digno: 
– É para mim. Com 
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licença. E tomou o fone: 
– Alô? É o Hélio Fontes. Pode falar”. 
 
SABINO, Fernando. Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.127). 
Na composição do texto, é incorreto afirmar que 
a) a narração dos fatos é feita na primeira pessoa. 
b) o discurso direto é um recurso recorrente no texto. 
c) o mal-entendido proporciona a situação de humor identificada. 
d) a relação entre o nome do advogado e o do animal configura um trocadilho. 
 
40) (EAOEAR – 2019) Leia os textos a seguir. 
Texto I 
“Os gêneros, como práticas sociocomunicativas, são dinâmicos e sofrem variações na sua constituição, 
que, em muitas ocasiões, resultam em outros gêneros, novos gêneros.” 
(KOCH, Ingedore V. & ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2012, p. 101). 
Texto II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível em: <http://www.macumbavirtual.com.br/2009/01/01/simpatia-para-arrumar-namorado/>. Acesso em 10 fev. 2018). 
Considere o que se expõe no Texto I, estabelecendo uma relação com o Texto II e preencha as lacunas. 
O Texto II, embora tenha as características de um(a) , de fato não o é. Sua função é aquela que se atribui 
aos(às) . Tem-se, portanto, a de (entre) 
dois gêneros, em que se revela um posicionamento crítico sob a perspectiva do humor. 
 
A sequência correta é 
 
a) receita / tirinhas / mescla 
b) conto / fábulas / analogia 
c) anedota / relatos / semelhança 
d) história em quadrinhos / cartas / fusão 
 
Texto para as questões 41 a 47. 
Alfabeto de emojis 
Antônio Prata* 
1. “Paradoxalmente” – escreverá um historiador em 2218 – “foi a disseminação da escrita como principal forma de 
comunicação o que criou as condições para a sua própria morte”. O alfabeto latino, este fantástico conjunto de 26 
letras que, combinadas infinitamente, podem nomear realidades tão distintas quanto “sol”, “schadenfreud” e 
“Argamassa Cimentcola Quartzolite”, começou sua lenta caminhada em direção ao brejo em setembro de 1982. 
2. Foi ali, não muito depois da derrota do Brasil para a Itália de Paolo Rossi, que o cientista da computação Scott 
Fahlman sugeriu a colegas de Carnegie Mellon University, com os quais se comunicava online, usarem 
:) para distinguirem as piadas dos assuntos sérios. Mal sabia o tal Scott, criando essa possibilidade, que aquela 
http://www.macumbavirtual.com.br/2009/01/01/simpatia-para-arrumar-namorado/
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inocente boca de parêntese era o protótipo da goela que viria a engolir quase 3.000 anos de alfabeto como se fosse 
uma sopa de letrinhas. 
3. Os emoticons se espalharam pelo mundo de tal maneira que inundaram o ICQ, os chats e, principalmente, os 
celulares, mas nem todos os seres humanos aderiram imediatamente à moda. Alguns se recusaram por 
conservadorismo, alguns por uma burrice gráfica atávica que os impedia de compreender as imagens. [...] 
4. Emoticons foram o início do fim, mas só o início. O coaxar dos sapos no brejo começou a incomodar mesmo com 
a chegada dos emojis. Confesso que, de novo, demorei pra entrar na onda. Desta vez não por desconhecimento, 
nem por burrice, mas por senso do ridículo. Quando que um adulto como eu iria mandar pra outro adulto um “smile” 
bicudo soltando um coração pelo canto da boca, como se fosse uma bola de chiclete? Nunca! “Nunca”, no caso, 
revelou-se estar a apenas uns cinco anos de distância da minha indignação. 
5. Hoje eu mando coração pulsante pra contadora que me lembrou dos documentos do IR, mando John Travolta de 
roxo pro amigo que me pergunta se está confirmado o jantar na quinta e, se eu pagasse imposto sobre cada joia que 
envio daquele mãozão amarelo, não ia ter coração pulsante capaz de fazer minha contadora resolver a situação. 
6. “Em meados do século 21” – escreverá o historiador de 2218 – “a humanidade abandonou o alfabeto e passou a 
se comunicar só por emojis”. A frase, claro, será toda escrita com emojis. Haverá tantos, iguaizinhos e tão variados, 
que será possível citar Shakespeare usando apenas desenhinhos. (Shakespeare, aliás, dá pra escrever. Imagem de 
milk-shake + duas chaves (keys) + pera (pear). Shake + keys + pear). 
7. Teremos voltado ao tempo dos hieróglifos e não me assombra se as condições de vida regredirem às do antigo 
Egito, mas ninguém se importará, cada um de nós, hipnotizado pela tela que tantos apregoaram ser uma nova pedra 
de Roseta capaz de traduzir o mundo em nossas mãos, mas que no fim se revelou só um infernal e escravizante 
pergaminho. :-( 
* Escritor e roteirista. 
 
(Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2018/04/alfabeto-de-emojis.shtml>. Acesso em: 01 fev. 2019. 
Adaptado.) 
41) (EAOEAR - 2020) “Alfabeto de emojis” é uma crônica jornalística, gênero textual caracterizado pela leveza da 
narrativa e que geralmente extrai do cotidiano a sua inspiração. 
A esse respeito, avalie algumas características que podem ser identificadas especificamente nesse texto. 
 
I. O engajamento público. 
II. O onírico como tema central. 
III. A presença de discurso crítico. 
IV. A comunicação em transformação. 
V. A fundamentação apenas em fatos fictícios. 
 
Está correto apenas o que se afirma em 
 
a) I, II e III. 
b) I, III e IV. 
c) II, IV e V. 
d) III, IV e V. 
 
42) (EAOEAR - 2020) É correto afirmar que uma entre muitas deduções proporcionadas pela leitura da crônica está 
relacionada, fundamentalmente, à 
 
a) indiferença das pessoas por modelos atuais de comunicação e algumas de suas peculiaridades. 
b) não aceitação geral da parte de leitores e usuários por inovadoras manifestações de linguagem não 
verbal. 
c) reflexão, em forma de prenúncio, sobre a relação do homem com o idioma e com outros 
sistemas de comunicação. 
d) total resistência ao uso de ícones incorporados ao texto que fornecem suporte e formação de sentido 
na escrita virtual. 
 
43) (EAOEAR - 2020) Sobre a frase “‘Em meados do século 21’ – escreverá o historiador de 2218 – a humanidade 
abandonou o alfabeto e passou a se comunicar só por emojis” (§ 6), no contexto em que foi usada, é correto afirmar 
que ela expõe uma circunstância temporal, em que o cronista, no diálogo com um historiador hipotético, 
 
a) aponta a supremacia do alfabeto e das palavras sobre os emojis. 
b) ignora a aquisição de outras formas de linguagens pelo ser humano. 
c) mostra certa indiferença quanto ao posicionamento de seu interlocutor. 
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19 
d) vaticina sobre o papel das representações gráficas na comunicação humana. 
 
44) (EAOEAR - 2020) O texto a seguir foi transcrito de um aplicativo de mensagens WhatsApp e apresenta um diálogo 
entre dois usuários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível em: <http://www.filologia.org.br/rph/ANO22/66supl/0083.pdf>. Acesso em 03 fev. 2019.) 
 
Considerando o seu contexto de uso, é correto afirmar que a principal relação entre o ícone [ :/ ], citado no texto, 
e o [ :-( ], presente na última frase da crônica de Antônio Prata, dizrespeito ao emprego desses emoticons para 
 
a) supervalorizarem a linguagem verbal. 
b) expressarem sentimentos heterogêneos. 
c) demonstrarem a opacidade da linguagem. 
d) alertarem sobre o empobrecimento linguístico. 
 
45) (EAOEAR - 2020) Leia a passagem transcrita do segundo parágrafo do texto e preencha corretamente as lacunas 
da frase. 
 
“... o cientista da computação Scott Fahlman sugeriu a colegas de Carnegie Mellon University, com os quais se 
comunicava online, usarem :-) para distinguirem as piadas dos assuntos sérios.” 
A sugestão apresentada pelo estudioso permite ao leitor depreender que o uso de emoticons como o 
representado por [ :-) ] é uma tentativa de transmitir ao que se deseja comunicar, de 
maneira mais , em determinados de interação. 
 
A sequência que preenche corretamente as lacunas da frase é 
 
a) reflexão / simplista / suportes 
b) enfoque / analítica / ambientes 
c) concisão / descodificada / links 
d) sentido / econômica / contextos 
 
46) (EAOEAR - 2020) Uma palavra possui, por definição, muitos significados os quais mudam dependendo do 
contexto onde ela é inserida. Por outro lado, há elementos que dão todo o sentido para um texto. Assim, estuda-se 
como as palavras devem ser articuladas para dar sentido ao texto (coesão), da mesma forma que se trabalha para que 
o texto tenha sentido (coerência). 
A esse respeito, avalie as informações propostas sobre a crônica lida. 
 
I. Na expressão "mãozão amarelo" (§ 5), embora pareça soar estranho, o termo em destaque é o 
aumentativo de "mão". 
http://www.filologia.org.br/rph/ANO22/66supl/0083.pdf
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20 
II. Em "... não me assombra se as condições de vida regredirem às do antigo Egito..." (§ 7), o vocábulo 
"às" remete a um elemento que não foi explicitado no texto. 
III. Na frase "Paradoxalmente – escreverá um historiador de 2218" (§ 1), a palavra sublinhada pode ser 
substituída por "congruentemente", sem que se altere o sentido original do trecho. 
IV. Em "Haverá tantos, iguaizinhos ou tão variados, que será impossível citar Shakespeare usando 
apenas desenhinhos." (§ 6), o vocábulo "iguaizinhos" é elemento que tem a função coesiva de retomar 
um termo mencionado anteriormente. 
 
Está correto apenas o que se afirma em 
 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) I, II e III. 
d) II, III e IV. 
 
47) (EAOEAR - 2020) Leia o último parágrafo transcrito do texto. 
 
“Teremos voltado ao tempo dos hieróglifos e não me assombra se as condições de vida regredirem às do 
antigo Egito, mas ninguém se importará, cada um de nós, hipnotizado pela tela que tantos apregoaram ser uma nova 
pedra de Roseta capaz de traduzir o mundo em nossas mãos, mas que no fim se revelou só um infernal e escravizante 
pergaminho. :-( “ 
 
Nesse trecho, o autor usa a expressão destacada com a intenção de, predominantemente, 
 
a) fazer breve referência a um documento histórico, apenas. 
b) desconstruir a tese defendida ao longo de sua argumentação. 
c) introduzir uma informação que supõe ser compartilhada com o leitor. 
d) usar a ironia como recurso argumentativo para o que deseja comunicar. 
 
 
Texto para as questões 48 a 50. 
 
TEMPOS DE SOFRÊNCIA 
MINERAR, SINDEMIA, FLOPAR, KIT-NET, MEIA CULPA – CONHECE? 
 Ruy Castro* 
 
1. Há tempos venho me sentindo como Rip van Winkle, um personagem de ficção que, um dia, resolveu dar 
 um passeio fora de sua aldeia. 
2. Caminhou horas, subiu uma montanha e recostou-se sob uma árvore para dar um cochilo. Fechou os 
olhos e dormiu por 20 anos. Acordou sem saber de nada, voltou para sua terra e, lá, estranhou não reconhecer 
seus conterrâneos nem entender certas coisas. Ao dar um viva ao rei inglês, fizeram-lhe cara feia – ele deveria 
ter vivado o presidente americano, George Washington. Rip não sabia que, enquanto dormia, seu país ficara 
independente. 
3. O autor dessa história, lançada em 1819, é Washington Irving, escritor americano, autor da obra 
homônima. Assim como Rip van Winkle, abri o jornal outro dia e li: “Ataque derruba defesa de PCs para minerar 
moeda virtual”. Boiei. Sei muito bem que minerar significa escavar, extrair – extrair de uma mina, por exemplo –, 
mas a frase continuou um mistério. Em outro jornal, deparei com o título: “Sindemia é maior ameaça à saúde 
humana e do planeta”. Alarmado, corri ao dicionário – o que seria uma “sindemia”? Mas o Houaiss e o Aurélio 
também devem ter dormido por 20 anos, porque não a registram. Reli o artigo e continuei sem entender. Parece 
ter a ver com a desnutrição ou com a obesidade ou talvez com as duas. 
4. Tenho tentado me atualizar com certas expressões ultimamente comuns no noticiário. Duas pessoas 
“dão um match”, ou seja, combinam. Fulana “é o crush” – a paquera – do Beltrano. Há semanas, li que alguém 
“flopou” – fracassou. Só falta alguém escrever que Sicrano “baixou um app para levar seu pet na bike”. E aprendi 
no Online uma nova e deliciosa maneira de grafar kitchenette: kit-net. 
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21 
5. Na TV, um locutor disse que não sei quem iria fazer “meia culpa” – o latim mea-culpa, imagino. Outra 
pronunciou o francês “Belle Époque” como “béli-époki”. 
6. Tempos de “sofrência” para quem lê ou ouve. 
 
* Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues. 
 
(Folha de São Paulo, Caderno Opinião, 11 fev. 2019, p. A2. Adaptado.) 
48) (EAOEAR - 2020) A palavra “sofrência”, que integra o título do texto, é um neologismo da língua portuguesa, 
formado a partir da junção das palavras “sofrimento” e “carência”, e possui um significado similar ao da expressão 
popular “dor de cotovelo”. 
 
Na crônica de Ruy Castro, é correto afirmar que a expressão “tempos de sofrência” à qual o autor alude, 
caracteriza um 
 
a) estado de espírito. 
b) sofrimento psicológico. 
c) argumento laudatório. 
d) sentimento de indiferença. 
 
49) (EAOEAR - 2020) Todo texto tem uma finalidade, pois busca promover uma interação com o receptor. Assim, é correto 
afirmar que “Tempos de sofrência” apresenta como objetivo fundamental 
 
a) descrever fatos por meio de uma narrativa ficcional insólita criada pelo cronista. 
b) expor somente uma vivência do autor com a leitura de uma obra clássica universal. 
c) instruir acerca da descoberta de novas palavras na língua portuguesa, segundo o escritor. 
d) relatar uma experiência do jornalista com o léxico, ocorrida no seu cotidiano de leitor/ouvinte. 
 
50) (EAOEAR - 2020) Avalie as informações apresentadas sobre o texto. 
 
I. Em “‘Ataque derruba defesa de PCs para minerar moeda virtual’. Boiei. Sei muito bem que minerar 
significa escavar, extrair – extrair de uma mina, por exemplo –, mas a frase continuou um mistério", 
identifica-se a presença da função metalinguística da linguagem. 
II. Na frase "Na TV, um locutor disse que não sei quem iria fazer ‘meia culpa’ – o latim mea-culpa, imagino. 
Outra pronunciou o francês ‘Belle Époque’ como ‘béli-époki’”, identifica-se uma crítica ao emprego 
inadequado de uma expressão e à pronúncia equivocada de outra. 
III. Nos períodos "Fulana 'é o crush' – a paquera – do Beltrano. Há semanas, li que alguém 'flopou' 
– fracassou", a expressão e a palavra em destaque podem ser consideradas manifestações da oralidade 
e, por conta disso, empobrecem o texto e ferem o estatuto da norma culta. 
 
Está correto apenas o que se afirma em 
 
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) II e III. 
 
 
TIPOLOGIA TEXTUAL 
 
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22 
Texto para a questão 01. 
A zaga aérea do Brasil na Copa 
Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo 
do mundo. 
Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos 
Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonasde exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos 
de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos 
nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de 
Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o 
trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede 
espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. 
Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado 
será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre 
Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das 
Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses 
eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
(André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 
01) (EAOEAR-2015) Considerando a estrutura textual apresentada, é correto afirmar que o texto tem como principal 
objetivo 
 
a) expor um assunto. 
b) divulgar conceitos e opiniões. 
c) reproduzir as estratégias e os procedimentos de segurança aérea. 
d) expor resultados de pesquisa, visando mudança de ponto de vista. 
 
Texto para a questão 02. 
 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a 
democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas 
muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos 
prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim 
nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta 
que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da 
inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por impulso 
ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins 
privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a 
construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e 
pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de 
ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos 
direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não 
contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que 
o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir 
seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.) 
02) (EAOEAR-2016) Em relação à estrutura organizacional textual apresentada, é correto afirmar que o título do texto 
tem seu conteúdo plenamente justificado a partir da 
a) proposição apresentada no primeiro parágrafo. 
b) argumentação desenvolvida no terceiro parágrafo. 
c) análise da preposição feita no segundo parágrafo. 
d) conclusão expressa, no primeiro parágrafo, através do termo “pois”. 
 
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
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23 
 
Texto para as questões 03 e 04. 
 
 
O que diria e o que faria Mandela? 
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que 
tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações 
com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-de-
semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, outro 
drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente na 
nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos. [...] 
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise 
econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela 
percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No entanto, 
o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de negócios 
saqueados eram sul-africanos. 
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal construir 
uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte. 
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.) 
 
03) (EAOEAR-2016) Na composição do texto apresentado, é possível identificar a comunicação de conteúdos de 
consciência que, sendo impessoais, neles prevalece o conteúdo a ser comunicado. É um exemplo de tal uso da língua: 
a) “No último fim-de-semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos.” 
(1º§) 
b) “[...] com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente na nação arco-íris que Nelson Mandela se 
propôs a construir [...]” (1º§) 
c) “Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal construir 
uma nação arco-íris.” (3º§) 
d) “São desastres constantes nas embarcações com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes 
do desespero e da esperança.” (1º§) 
 
04) (EAOEAR-2016) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. 
A partir da textual, é correto afirmar que o autor do texto mostra-se em relação 
aos fatos geradores da discussão proposta. 
 
a) descrição / imparcial b) exposição / conivente c) declaração / incoerente d) argumentação / contrário 
 
Texto para a questão 05. 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar 
passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder 
sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” 
acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um 
ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões 
construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar odiferente e manter 
este às margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. 
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/
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24 
Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da 
igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, 
postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a 
concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades 
estruturais. 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/201 
6/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em:30/03/2016. Trecho.) 
 
05) (EAOEAR – 2017) “Esse tipo de discurso ( ), no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é 
diferente ( ) dos padrões construídos socialmente. ( )”. 
A partir do ponto de vista da referenciação e do progresso referencial, classifique os referentes do trecho acima 
e, em seguida, marque a opção correta. (Alguns números podem ser utilizados mais de uma vez ou não serem 
utilizados). 
(1) Introdução 
(2) Retomada 
(3) Desfocalização 
a) 1 – 3 – 2 
b) 2 – 1 – 3 
c) 2 – 3 – 2 
d) 1 – 3 – 3 
 
Texto para a questão 06. 
 
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-
me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não 
de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque 
não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia. 
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se 
integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao 
conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as 
palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados 
das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem 
perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por 
letras onde o sol morto doira goma húmida. 
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, 
por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio 
como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na 
peliça [...]. 
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não 
como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca 
mais regressa ao mar. 
 
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard 
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.) 
 
06) (EAOEAR – 2017) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. 
O aspecto tipológico ao qual está filiado esse texto é o . Assim, através do , 
ele representa, pelo discurso, experiências vividas. 
a) narrar / conto 
b) relatar / ensaio 
c) argumentar / artigo assinado 
d) expor / relato oral de experiência 
 
 
COESÃO / COERÊNCIA 
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25 
 
 
Texto para a questão 01. 
 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, 
a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências 
e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
01) (EAOEAR-2015) A unidade e coerência textuais têm características próprias, mas ambas estão estreitamente 
ligadas para que o texto seja claro e coerente. Acerca da repetição do adjetivo “especiais”, no 3º§, é correto afirmar 
que 
a) é resultado da escolha de um léxico restrito e objetivo. 
b) é um dos recursos da língua para realçar determinada ideia. 
c) indica atribuição de sentidos diversos para cada uma de suas ocorrências. 
d) produz um efeito de suspensão do pensamento à medida que prioriza uma característica apenas. 
 
 
Texto para a questão 02. 
 
O que diria e o que faria Mandela? 
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que 
tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações 
com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-de-
semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, outro 
drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente na 
nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos. [...] 
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise 
econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela 
percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No entanto, 
o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de negócios 
saqueados eram sul-africanos. 
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal construir 
uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte. 
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.) 
 
02) (EAOEAR-2016) Quanto à construção dos referentes textuais e suas estratégias de referenciação, indique a 
alternativa que apresenta expressão que foi utilizada com tal intencionalidade, ou seja, a retomada de um elemento 
ou expressão como estratégia de referenciação. 
a) “São desastres constantes nas embarcações...” (1º§) 
b) “Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura...” (3º§) 
c) “... no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos.” (1º§) 
d) “... deque estrangeiros estão roubando os empregos.” (2º§ 
 
 
Texto para a questão 03. 
 
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/
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Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar 
passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder 
sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” 
acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um 
ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões 
construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter 
este às margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. 
Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da 
igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, 
postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a 
concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades 
estruturais. 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/201 
6/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em:30/03/2016. Trecho.) 
 
 
03) (EAOEAR – 2017) Julgue as assertivas abaixo, a partir das ideias apresentadas pelo texto. 
I. No terceiro parágrafo, o autor faz a defesa de que haja a hierarquização entre os que “toleram” em 
detrimento dos que são “tolerados”. 
II. Nos dois últimos parágrafos, há a explicação, onde é elucidada a relação entre o fato e a ideia defendidas 
pelo autor do texto. 
III. A última oração do texto é melhor compreendida quando o leitor assume uma atitude responsiva ativa diante 
dela. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
 
 
Texto para a questão 04. 
 
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-
me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não 
de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque 
não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia. 
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se 
integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao 
conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as 
palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados 
das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem 
perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por 
letras onde o sol morto doira goma húmida. 
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, 
por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio 
como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na 
peliça [...]. 
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não 
como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca 
mais regressa ao mar. 
 
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27 
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard 
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.) 
 
04. (EAOEAR – 2017) Avalie as afirmativas abaixo acerca de itens coesivos presentes no texto. 
I. Em “Este livro...” (1º§) o termo em destaque se refere ao próprio livro em que o texto foi colocado, uma vez 
que ele está “próximo”. 
II. No trecho “A razão por que tantas...” (2º§) a parte destacada, em verdade, cumpre o sentido da conjunção 
“porque”. 
III. Em “Porém eu perco-me...” e “mas como...” (4º§) os termos em destaque poderiam ser permutados sem 
ocasionar perda de sentido para o texto. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. 
 
 
05) (EAOEAR – 2019) Um jornal de notícias populares trouxe a seguinte manchete, seguida de um breve texto. 
Espirro quase mata no trânsito 
“Mulher teve crise ao volante e perdeu controle da direção em avenida de Patos de Minas. Instalador que se 
preparava para ir à formatura da mulher foi surpreendido pelo veículo desgovernado e deu um pulo que o 
salvou da tragédia.” 
(Super Notícia. Belo Horizonte, 1 de fevereiro de 2018. Ano 15. Número 5744, p.1). 
 
Sabe-se que a coesão é explicitamente revelada no texto, por meio de marcas linguísticas, sendo também a 
relação semântica entre um elemento do texto e um outro elemento crucial para sua interpretação. 
Com relação à coesão do texto lido, é correto afirmar que 
a) a expressão “da mulher” retoma o termo “Mulher”. 
b) o pronome “o” no trecho “que o salvou” refere-se a “veículo”. 
c) o termo “espirro” está articulado com a expressão “deu um pulo”. 
d) há coesão lexical entre os vocábulos “volante”, “direção” e “veículo”. 
 
 
 
RECURSOS TEXTUAIS E 
OPERADORES ARGUMENTATIVOS 
 
Texto para as questões 01 a 03. 
 
A zaga aérea do Brasil na Copa 
Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo 
do mundo. 
Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos 
Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos 
de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos 
nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de 
Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o 
trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede 
espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. 
Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado 
será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre 
Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das 
Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses 
eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
(André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 
01) (EAOEAR-2015) Através de marcas textuais é possível identificar pontosde vista acerca do assunto apresentado. 
Tal identificação apresenta-se em 
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28 
 
a) “Entre os preparativos mais complexos [...]” 
b) [...] os sobrevoos de aeronaves estarão proibidos.” 
c) “[...] oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o trabalho dos britânicos.” 
d) diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado será pouco.” 
 
02) (EAOEAR-2015) Em referência às informações apresentadas no texto, o Major-Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos 
Egito do Amaral, Chefe do Estado-Maior do Comando Geral de Operações Aéreas (EMGAR) explica “Melhoramos 
nossos índices de acerto, aprimoramos a performance dos pilotos e reduzimos o tempo de reação da defesa aérea.” 
(Aero Magazine, nº 237 – 2014.) 
Tal depoimento inserido no texto apresentado constitui um recurso que 
a) mostra o assunto de forma direta e objetiva. 
b) confere credibilidade e amplia a informação. 
c) revela as estratégias adotadas para obtenção das conquistas alcançadas. 
d) possibilita ao leitor conhecer, de forma detalhada, os procedimentos apresentados. 
 
03) (EAOEAR-2015) A seleção das palavras que aparecem no subtítulo do texto “cerrada” e “maior” é um recurso que 
a) generaliza uma ideia. 
b) intensifica uma ideia. 
c) confirma a informação. 
d) particulariza o referente. 
 
Texto para a questão 04 e 05. 
 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a 
democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas 
muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos 
prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim 
nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta 
que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da 
inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por impulso 
ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins 
privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a 
construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e 
pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de 
ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos 
direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não 
contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que 
o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir 
seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.) 
 
04) (EAOEAR-2016) No último parágrafo do texto, a autora utiliza como estratégia argumentativa o uso da 1ª pessoa 
do singular com o propósito de 
a) persuadir o leitor através da confissão de atitudes executadas por ela mesma. 
b) beneficiar-se da posição de autoria e realizar um desabafo diante do seu leitor. 
c) assumir toda a responsabilidade das ações práticas em detrimento da democracia. 
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
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29 
d) através de seu posicionamento, convencer o leitor acerca do efeito autoritário de certas ações. 
 
05) EAOEAR-2016) Acerca dos operadores argumentativos e organizacionais no processo de coesão conectiva, 
estabeleça a relação correta entre o valor indicado na 1ª coluna e o destacado na 2ª. 
 
(1) Causa ( ) “Mas muitas vezes [...]” (1º§) 
(2) Exclusão ( ) “[...] pois somos vítimas [...]” (1º§) 
(3) Oposição ( ) “[...] se age por impulso ou por leviandade.” (3º§) 
(4) Disjunção ( ) “e neste, caso, sobre o que seja a democracia” (1º§) 
(5) espaço textual 
(6) metalinguístico 
 
A sequência está correta em 
a) 1 – 4 – 5 – 6 
b) 1 – 3 – 2 – 5 
c) 2 – 3 – 4 – 6 
d) 3 – 1 – 4 – 5 
 
Texto para a questão 06. 
 
Cumulonimbus-informáticos 
1. Há, pairando sobre nossas cabeças, gigantescas nuvens informacionais, ameaçando-nos com seus raios, trovões 
e ventanias. As tormentas já iniciam suas precipitações e começam a cair sobre nós. Nós somos o seu elemento. A 
faísca que produz o ribombar do trovão e a própria tempestade. 
2. Que estamos fazendo com nossos sistemas cibernético-informacionais? Acaso paramos de pensar 
autonomamente com nossas próprias cabeças? Quiçá cessamos de procurar e manter o conhecimento por nós 
mesmos, intuitivamente, sensivelmente, abdutivamente, humanamente – como sempre fizemos, indagamos –, de 
buscar o sentido, o significado, a importância e a razão seminal de tudo que há à nossa volta? Daquilo que foi 
concebido, refletido e significado axiologicamente através dos tempos imemoriais, entregando tudo isso “de bandeja” 
– o melhor de nós e de nossa civilização – às máquinas e aos sistemas informacionais que nós mesmos construímos e 
usamos? Seria isso – resumidamente – o que está a ocorrer conosco nesses dias velozes e acríticos que vivemos na 
atualidade? 
3. Você que me lê, por exemplo, nesse exato momento, não tem mais sequer que pensar, raciocinar, localizar-se por 
si, com livre arbítrio e autonomia, pois há – certamente – um aplicativo muito prático e conveniente fazendo isso por você, 
e muito mais, o tempo todo. Substituindo-nos acintosamente, explicitamente, trivialmente, das tarefas mais banais até 
às mais complexas, delicadas e especializadas. E nós ainda nos tranquilizamos em saber que, se ocorrer algo de fato 
importante no nosso planeta, e até fora dele, seremos informados de imediato. 
4. O sistema faz isso quase que automaticamente. Do mesmo modo que não é mais necessário também guardar, 
anotar ou memorizar nomes e sobrenomes do dia a dia das relações societais, ou ainda direções e caminhos a serem 
trilhados nas urbes ou fora delas. O mesmo acontece com os dados e as imagens, pois certamente seu celular ou seu 
tablet pretensamente inteligentes, grandes feras no assunto, fazem isso e muito mais por você. 
5. Uma delícia – convenhamos – e uma tragédia também. Sim, pois na cibercultura, a verdade, a notícia, o valor, a 
relevância – e, no extremo, o significado, não têm caráter único, sofrem alterações e são ditados pelo sistema e seus 
incontáveis aparatos. Todavia, o fato refutável que não pode ser ignorado é que estamos completamente deslumbrados 
com o que criamos, e que acolhemos essas novas tecnologias sem o menor sacrifício. 
6. Não sabemos praticamente quase nada acerca desse novo modo de viver que começamos a cristalizar. Mas é em 
rede que nos reconhecemos, mensuramos nossas necessidades. E quem não souber decifrar os seus sinais e signos 
será, simplesmente, tragado por suas imposições, contingências e ressignificações cada vez mais presentes. O que 
não pode deixar de ser percebido é que uma ubiquidade onipresente está transformando significativamente as relaçõessociais. E o faz rapidamente. Não é algo simplesmente bom ou ruim, é simplesmente diferente e está marcando a nossa 
época, os nossos hábitos, a nossa cultura e os nossos tempos. 
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30 
7. Bem depois, quando tudo se autodeterminar e se acalmar, em conformidade diametral com as sensibilidades 
sociais, é que nós poderemos – talvez – verificar o que sobrou do nosso antigo e milenarizado mundo não informatizado, 
analógico e enciclopédico, aquele ao qual estávamos tão confortavelmente acostumados, e, também, sermos capazes 
de mensurar que outro mundo novo é esse – cibertecnologizado – que edificamos em seu lugar, mesmo que sejamos 
críticos em relação a ele ou que nos cause desconforto. O resto são arbitrariedades ou especulações. 
(QUARESMA, Alexandre. Cumulonimbus-Informáticos. Revista Sociologia, ano VII, edição 67, p. 65 – Adaptado) 
 
06) (EAOEAR – 2018) Quais estratégias de construção textual, Alexandre Quaresma utiliza em seu artigo? 
I – Argumentos que intertextualizam/dialogam com acontecimentos ligados a determinadas áreas do saber. II – 
Palavras, expressões ou frases no sentido conotativo e no sentido denotativo de forma proporcional e 
harmoniosa. 
III – Emprego predominante da função fática da linguagem, haja vista a carga informacional privilegiada no texto. 
IV – Justaposição de contrastes por meio do uso de advérbios de modo, como no primeiro e no segundo parágrafos. 
V – Ponto de vista em 1ª pessoa do plural e do singular, com a finalidade de convencer e de buscar a adesão 
do leitor. 
 
Está correto apenas o que se afirma em 
a) I e V. 
b) II e IV. 
c) I, II e III. 
d) III, IV e V. 
 
Texto para a questão 07. 
 
TEMPOS DE SOFRÊNCIA 
MINERAR, SINDEMIA, FLOPAR, KIT-NET, MEIA CULPA – CONHECE? 
 Ruy Castro* 
 
1. Há tempos venho me sentindo como Rip van Winkle, um personagem de ficção que, um dia, resolveu dar 
 um passeio fora de sua aldeia. 
2. Caminhou horas, subiu uma montanha e recostou-se sob uma árvore para dar um cochilo. Fechou os olhos e 
dormiu por 20 anos. Acordou sem saber de nada, voltou para sua terra e, lá, estranhou não reconhecer seus 
conterrâneos nem entender certas coisas. Ao dar um viva ao rei inglês, fizeram-lhe cara feia – ele deveria ter vivado 
o presidente americano, George Washington. Rip não sabia que, enquanto dormia, seu país ficara independente. 
3. O autor dessa história, lançada em 1819, é Washington Irving, escritor americano, autor da obra homônima. Assim 
como Rip van Winkle, abri o jornal outro dia e li: “Ataque derruba defesa de PCs para minerar moeda virtual”. Boiei. 
Sei muito bem que minerar significa escavar, extrair – extrair de uma mina, por exemplo –, mas a frase continuou um 
mistério. Em outro jornal, deparei com o título: “Sindemia é maior ameaça à saúde humana e do planeta”. Alarmado, 
corri ao dicionário – o que seria uma “sindemia”? Mas o Houaiss e o Aurélio também devem ter dormido por 20 anos, 
porque não a registram. Reli o artigo e continuei sem entender. Parece ter a ver com a desnutrição ou com a obesidade 
ou talvez com as duas. 
4. Tenho tentado me atualizar com certas expressões ultimamente comuns no noticiário. Duas pessoas “dão um 
match”, ou seja, combinam. Fulana “é o crush” – a paquera – do Beltrano. Há semanas, li que alguém “flopou” – 
fracassou. Só falta alguém escrever que Sicrano “baixou um app para levar seu pet na bike”. E aprendi no Online uma 
nova e deliciosa maneira de grafar kitchenette: kit-net. 
5. Na TV, um locutor disse que não sei quem iria fazer “meia culpa” – o latim mea-culpa, imagino. Outra pronunciou 
o francês “Belle Époque” como “béli-époki”. 
6. Tempos de “sofrência” para quem lê ou ouve. 
 
* Jornalista e escritor, autor das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues. 
 
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31 
(Folha de São Paulo, Caderno Opinião, 11 fev. 2019, p. A2. Adaptado.) 
 
07) (EAOEAR - 2020) É correto afirmar que uma das estratégias utilizadas pelo autor para construir o seu texto 
está focada,fundamentalmente, no uso da/de 
 
a) alusão a um fato histórico. 
b) dados estatísticos quantitativos. 
c) mescla de gêneros e de tipos textuais. 
d) linguagem numa perspectiva pictórica. 
 
 
TIPO DE LINGUAGEM 
 
Texto para a questão 01 e 02. 
 
A zaga aérea do Brasil na Copa 
Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento esportivo 
do mundo. 
Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos 
Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os sobrevoos 
de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e incidentes aéreos 
nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de 
Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanharam o 
trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 12 cidades-sede 
espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos Olímpicos. 
Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas consequências, todo o cuidado 
será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre 
Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 nações, em 2012. Depois vieram a Copa das 
Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses 
eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
(André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 
01) (EAOEAR-2015) A situação comunicacional do texto exige que a linguagem utilizada seja a formal, considerada 
adequada ao contexto. Tendo em vista tal aspecto, indique A para o(s) trecho(s) em que tal adequação pode ser 
observada e I para o(s) trecho(s) em que a construção pode ser considerada inadequada de acordo com a norma 
padrão. 
 
(A) Construção adequada de acordo com a norma padrão. 
(I) Construção inadequada de acordo com a norma padrão. 
 
( ) “[...] que visa evitar atentados terroristas [...]” 
( ) “[...] está a criação de zonas de exclusão aéreas,[...]” 
( ) “Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013,[...]” 
a) I – A – I 
b) A – I – I 
c) I – A – A 
d) A – A – I 
 
02) (EAOEAR-2015) De acordo com aspectos da linguagem utilizada, preencha as lacunas abaixo e, em seguida, 
assinale a alternativa correta. 
O texto apresenta uma linguagem que é, predominantemente, _ ; utilizando como recurso 
linguístico _. 
a) objetiva / verbo na 3ª pessoa 
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32 
b) técnica / orações na voz ativa 
c) científica / repetição intencional de conjunções 
d) jornalística / discurso dirigido diretamente ao leitor 
 
Texto para a questão 03. 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a 
democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas 
muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos 
prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o quepensamos e assim 
nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta 
que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da 
inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por impulso 
ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins 
privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a 
construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e 
pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de 
ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos 
direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não 
contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que 
o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir 
seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.) 
 
03) (EAOEAR-2016) De acordo com a situação comunicativa do texto, a linguagem utilizada é 
a) linguagem técnica, conferindo credibilidade ao texto. 
b) linguagem formal, conferindo adequação linguística ao texto. 
c) linguagem informal, tendo em vista o meio de veiculação do texto em questão. 
d) linguagem científica, sendo os dados apresentados resultados de pesquisa científica. 
 
 
 
 
FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
01) (EAOEAR – 2019) Funções da linguagem configuram as formas como cada indivíduo organiza sua fala, 
dependendo da mensagem que deseja transmitir. 
A esse respeito, leia o texto seguinte. 
 
 
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
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(Disponível em: < http://noticiaurbana.com.br/old/coluna-pet-protetor-nao-compra-ele-estimula-a-adocao/> Acesso em 08 fev. 2018). 
 
I . Segundo o texto publicitário, conclui-se que, nele, pode ser identificada a função conativa ou apelativa 
da linguagem. 
PORQUE 
II . Apresenta uma reflexão acerca do conteúdo e do valor das palavras, isto é, sobre o uso da língua e sua 
função social. 
 
Em relação a essas duas assertivas, é correto afirmar que 
a) a primeira é uma afirmativa falsa; e a segunda, verdadeira. 
b) a primeira é uma afirmativa verdadeira; e a segunda, falsa. 
c) as duas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si. 
d) as duas são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. 
 
 
02) (EAOEAR - 2020) Leia o enunciado que visa sensibilizar a comunidade internauta para assumir uma atitude preventiva 
diante de situações de risco ao utilizar ferramentas informáticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível em: <https://clds3gpenela.wordpress.com/nao-perca-tempo-vigie-se/>. Acesso em: 04 fev. 2019.) 
 
É correto afirmar que o modo verbal predominante no texto indica a presença da função da linguagem 
denominada 
 
a) emotiva, porque apresenta uma narração em primeira pessoa. 
b) referencial, por conter informações bem objetivas sobre prevenção. 
c) fática, pois o emissor busca, apenas, manter a atenção do receptor. 
d) conativa, pelo fato de indicar um comando direcionado ao interlocutor. 
 
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO 
 
 
http://noticiaurbana.com.br/old/coluna-pet-protetor-nao-compra-ele-estimula-a-adocao/
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34 
 
01) (EAOEAR – 2018) Um texto é um conjunto coerente de enunciados, uma composição de signos codificada sob a 
forma de um sistema e que constitui uma unidade de sentido, com uma intenção comunicativa. A esse respeito, leia, 
atenciosamente, o enunciado seguinte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kGw436wY1Es>. Acesso em: 27 mar. 2017). 
Para a interpretação do conjunto de informações do texto acima, é imprescindível considerar que 
 
a) o texto revela em sua constituição o gênero “testamento”, por vezes presente nos classificados de jornal. 
b) os enunciados, no texto, são curtos, constituídos em balões, para representar e dar ênfase à fala do 
enunciador. 
c) o propósito predominante no texto é o de informar a fim de reforçar um posicionamento bem-humorado do 
emissor. 
d) o gênero textual exemplificado, considerando o seu modo e a sua composição, é composto por diferentes tipos 
textuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.youtube.com/watch?v=kGw436wY1Es
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PARTE II - FONOLOGIA 
 
DIVISÃO SILÁBICA 
 
Texto para a questão 01. 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, 
a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências 
e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e 
prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
01. (EAOEAR-2016) Cada palavra é constituída por unidades fônicas, as sílabas. A partir das sequências a seguir, 
indique quais contêm divisão silábica incorreta. 
I. cre-i-o / de-mo-cra-ci-a / pou-cos 
II. con-vi-vên-cia / a-ções / de-mo-cra-ci-a 
III. cog-ni-ti-va / im-po-nho / vio-len-ta-men-te 
IV. ques-tio-nan-do / dog-má-ti-co / re-fle-xi-vo 
Apresentam alguma incorreção apenas as 
sequências 
a) I e II. 
b) II e IV. 
c) I, II e III. 
d) I, III e IV. 
 
02. (EAOEAR – 2017) Assinale a alternativa que apresenta todas as separações silábicas corretas. 
a) di-ver-si-da-de / a-tri-buir / sig-ni-fi-ca 
b) de-fron-to / a-pa-ren-te-men-te / cons-truí-dos 
c) des-i-gual-da-des / be-ne-vo-len-te / con-sis-te 
d) pro-gres-sis-ta / con-sen-ti-men-to / dis-cur-sos 
 
Texto para a questão 03. 
 
“Em todo cabeleireiro talvez haja a vocação frustrada de um dentista; conheci mesmo um que deixou a tesoura, em 
Belo Horizonte, e foi ganhar a vida com um boticão em Montes Claros. 
É verdade que no dentista, pelo fato muito explicável de estarmos de boca aberta, não precisamos responder a 
nenhuma daquelas perguntas que no barbeiro geram sempre a mais cacete das conversas sem futuro. Mas é verdade 
também que o simples aparato de brocas e ferramentas já nos sugere a humilhação de uma dor transcendente a 
toda anestesia e nos faz desejar as dentaduras duplas que Carlos Drummond de Andrade cantou.” 
 
(SABINO, Fernando.“Dor de dente”. In: Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.39-40). 
 
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03. (EAOEAR – 2019) Houve desvio na separação de sílabas em 
a) es-tar-mos / ne-nhu-ma / da-que-las / bro-cas /a-nes-te-si-a. 
b) dei-xou / den-tis-ta / ex-pli-cá-vel / bar-bei-ro / hu-mi-lha-ção. 
c) ca-be-lei-rei-ro / frus-tra-da / te-sou-ra / fe-rra-men-tas / mu-i-to. 
d) a-ber-ta / den-ta-du-ras / can-tou / trans-cen-den-te /con-ver-sas. 
 
04. (EAOEAR - 2020) Observe as palavras que compõem o texto contendo informações sobre o corte transversal 
de uma planta baixa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível em: <https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/corte-de-planta-baixa/>. Acesso em: 04 fev. 2019.) 
 
A divisão silábica das palavras está corretamente indicada em 
 
a) secci-o-na-das / ma-is / obti-das / in-for-ma-çõ-es. 
b) sec-ci-o-na-das / mais / ob-ti-das / in-for-ma-ções. 
c) sec-cio-na-das / ma-is / ob-ti-das / in-for-ma-ções. 
d) sec-ci-o-na-das / mais / ob-ti-das / in-for-ma-çõ-es. 
 
 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA E 
PROSÓDICA 
 
Texto para a questão 01. 
 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, 
a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências 
http://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/corte-de-planta-baixa/
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e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e 
prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
01) (EAOEAR-2015) Considerando a justificativa para a acentuação gráfica das palavras, relacione as colunas a seguir 
e depois marque a sequência correta. (Alguns números poderão ser utilizados mais de uma vez.) 
 
(1) Acentuam-se todas as proparoxítonas. 
(2) Acentuam-se todas as paroxítonas terminadas em 
ditongo (seguido ou não de s). 
(3) Acentuam-se as monossílabas tônicas terminadas 
em -a, -e, -o (seguidos ou não de s). 
(4) Acentuam-se todas as paroxítonas que trazem 
qualquer outra terminação, menos -a(s), -e(s), -o(s), -
em(-ens). 
 ( ) três 
 ( ) matéria 
 ( ) hóspede 
 ( ) horários 
 ( ) plausível 
 ( ) falássemos 
 
a) 3 – 2 – 1 – 2 – 4 – 1 
b) 2 – 1 – 3 – 1 – 4 – 3 
c) 1 – 4 – 1 – 2 – 2 – 3 
d) 4 – 3 – 2 – 4 – 2 – 1 
 
02) (EAOEAR-2016) Dentre os vocábulos a seguir, indique o grupo que apresenta mesma regra que justifique a 
acentuação de todos os vocábulos. 
a) níveis, próprios, também 
b) inteligência, política, está 
c) provável, nível, dogmático 
d) democrático, vítimas, prática 
 
Texto para a questão 03. 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar 
com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que 
tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como 
generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos 
socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da 
cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda 
que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica 
entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que 
se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, 
isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais. 
 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 
30/03/2016. Trecho.)
http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/
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03) (EAOEAR – 2017) Em “hegêmonica” (4º§) há um erro de acentuação. Considerando o necessário para que haja 
nela correção gramatical, aponte a alternativa que apresenta outro léxico com a mesma regra de acentuação, mas que 
esteja acentuado de maneira correta dentro de seu contexto discursivo. 
a) A indústria têxtil é rentável. 
b) A lâmpada da sala quebrou. 
c) O cristal âmbar é muito raro. 
d) Eu trânsito muito pelo Centro. 
 
04). (EAOEAR – 2019) Leia o trecho a seguir. Observe que dele foram retirados os acentos gráficos. 
“No principio, eu guardava meu verbo amar debaixo de muita gramatica. Se por prudencia, tambem por medo de 
desbota-lo ao deixa-lo vir à luz. Sempre vi a palavra penumbra como a claridade suficiente para proteger o amor.” 
(QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. Vermelho amargo. São Paulo: Cosac Naify, 2011, p.41 - Adaptado). 
 
Qual é a sequência correta de palavras acentuadas nesse fragmento? 
 
a) gramática / também / mêdo / desbotá-lo / deixá-lo / ví. 
b) princípio / gramática / prudência / mêdo / deixá-lo / ví. 
c) princípio / gramática / prudência / desbotá-lo / deixá-lo / amôr. 
d) princípio / gramática / prudência / também / desbotá-lo / deixá-lo. 
 
 
 
ORTOGRAFIA 
 
 
Texto para a questão 01. 
 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar 
com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que 
tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como 
generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos 
socialmente. Mais: funcionacomo um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da 
cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda 
que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica 
entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que 
se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, 
isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais. 
 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 
30/03/2016. Trecho.) 
 
01) (EAOEAR – 2017) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. 
 
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A palavra segue a mesma regra ortográfica de “estigmatizar” (4º§), pois possui um sufixo 
formador de . 
 
a) humanizar / verbo 
b) animalizar / adjetivo 
c) exalar / substantivo abstrato 
d) problematização / substantivo 
 
 
02) (EAOEAR - 2020) Leia a tirinha de Caco Galhardo e observe a grafia da palavra “por que”. 
 
 
 
Estado de Minas, Ilustrada, 08 fev. 2019, p. 6. 
 
No segundo quadrinho, é correto afirmar que há um erro na grafia do termo “por que”? 
 
a) Sim; ele deve ser escrito separado e com acento circunflexo, por estar empregado de forma isolada. 
b) Não; ele deve ser escrito separado e sem acento circunflexo, por se tratar de uma expressão 
substantivada. 
c) Sim; ele deve ser escrito junto e sem acento circunflexo, por se equivaler a uma conjunção 
sobordinativa final. 
d) Não; ele deve ser escrito separado e é facultativo o uso do acento circunflexo, por corresponder 
a um pronome relativo. 
 
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PARTE III - MORFOLOGIA 
 
 
CLASSES DE PALAVRAS E 
SUAS FLEXÕES 
 
 
Texto para as questões 01, 02, 03 e 04. 
 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, 
e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam 
providências e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e prosa. Rio 
de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
01) (EAOEAR-2015) Logo no início do texto, o narrador diz que houve uma espera de três horas em “[...] esperamos 
três horas o seu quadrimotor.” A respeito do termo destacado, analise as afirmativas. 
I. Como pronome possessivo, indica ideia de posse. 
II. Expressa um vínculo eventual entre o objeto e a pessoa do discurso. 
III. Expressa um vínculo constante entre o assunto de que se fala e a pessoa do 
discurso. 
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s) 
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) II e III. 
 
02) (EAOEAR-2015) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. O “se” dos trechos: 
“não se digne de pronunciar nenhuma.” e “pelos quais se faz entender admiravelmente.” indica _ _ na(s) 
 _ . 
 
a) a mesma classificação / duas ocorrências 
b) condição para um evento / duas ocorrências 
c) palavra de realce / segunda ocorrência apenas 
d) condição para um evento / primeira ocorrência apenas 
 
03) (EAOEAR-2015) Considerando que o texto relata fatos vividos pelo narrador, torna-se frequente o uso do tempo 
verbal pretérito. Contudo, no trecho “A vista da pessoa humana lhe dá prazer.” (2º§), verifica-se o uso do tempo 
presente com o propósito de 
a) declarar uma verdade indiscutível. 
b) indicar fato que ocorre com frequência. 
c) fazer referência a um futuro esperado, certo. 
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d) fazer referência a um passado próximo, indicando uma ação concluída. 
 
04) (EAOEAR-2015) “Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor.” (1º§). O papel 
pronominal exercido pelo termo em destaque pode ser visto, de acordo com a norma padrão, também em: 
 
a) Este é o problema onde é preciso uma atitude. 
b) O cargo onde permaneci por 15 anos está vago. 
c) Por onde eu for, suas lembranças estarão presentes. 
d) Sua opinião é favorável, onde posso confiar na vitória. 
 
Texto para a questão 05. 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a 
democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas 
muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos 
prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e 
assim nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia 
pronta que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o 
segredo da inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por 
impulso ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus 
fins privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem 
para a construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus 
desejos e pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que 
meu modo de ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e 
da proteção aos direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas 
ações não contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando 
esqueço que o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único 
capaz de garantir seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/.18/03/2015. Adaptado.) 
05) (EAOEAR-2016) Dentre as circunstâncias destacadas a seguir, uma delas apresenta um valor diferente das 
demais, assinale-a. 
 
a) “[...] sobre o que ela realmente seja.” (2º§) 
b) “[...] flerta facilmente com o autoritarismo [...]” (3º§) 
c) “[...] imponho violentamente os meus desejos [...]” (3º§) 
d) “[...] não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, [...]” (1º§) 
 
Texto para a questão 06. 
 
O que diria e o que faria Mandela? 
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que 
tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações 
com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-
de-semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, 
outro drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente 
na nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos. 
[...] 
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise 
econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela 
percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No 
entanto, o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de 
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
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42 
negócios saqueados eram sul-africanos. 
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal 
construir uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte. 
 
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.) 
06) (EAOEAR-2016) Em “A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país 
em crescente crise econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob 
Zuma e marcado pela percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando 
os empregos”. A proposta de substituição do segmento do texto em que há adequação quanto ao tempo verbal 
empregado na(s) forma(s) em destaque é 
a) misturara / estão roubando 
b) misturaria / estariam roubando 
c) mistura / estivessem roubando 
d) misturava / estiveram roubando 
 
Texto para a questão 07. 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar 
com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o 
que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, 
como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões 
construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às 
margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda 
que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral 
básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule 
que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais 
gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais. 
 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 
30/03/2016. Trecho.) 
 
07) (EAOEAR – 2018) Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo sobre as classes de palavras 
no contexto do texto. A seguir, marque a opção com a sequência correta. 
( ) A palavra “este”, utilizada nos 3º e 4º parágrafos, cumpre, nos dois casos, o mesmo papel de pronome 
demonstrativo. 
( ) “Favor” e “bondade”, que ocorrem no 3º parágrafo, são igualmente substantivos. O primeiro masculino 
e o segundo feminino. 
( ) O termo “o”, em suas duas ocorrências, assim como “uma”, ambos no 5º parágrafo, são artigo 
indefinido e definido, respectivamente. 
( ) “Ainda”, nas duas locuções do 5º e do 6º parágrafo, assume o papel de advérbio de tempo. 
 
e) V – V – F – F b) F – F – V – V c) V – V – F – V d) F – V – V – F 
 
Texto para a questão 08, 09 e 10. 
 
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-
me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, 
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/
http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/
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não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo 
porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia. 
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo 
se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao 
conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as 
palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados 
das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que 
parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com 
janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida. 
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, 
por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio 
como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na 
peliça [...]. 
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não 
como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca 
mais regressa ao mar. 
 
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard 
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.) 
 
08) (EAOEAR – 2017) O pronome “-la”, em “tê-la” (2º§), se refere a 
a) luz. b) falar. c) pessoa. d) telhados. 
 
09) (EAOEAR – 2017) “Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de 
perfeição deveria inibir-me de acabar.” 
Como ficariam as palavras destacadas no trecho acima, mantendo a coerência estilística do autor e o mesmo 
tempo verbal, caso seu sujeito fosse a primeira pessoa do plural? 
b) Pasmamos / acabamos / desolamo-nos / nosso / inibirmo-nos / acabar.c) Pasmemos / acabemos / desolemo-nos / nosso / inibamo-nos / acabemos. 
d) Pasmávamos / acabávamos / desolávamo-nos / meu / inibir-nos / acabar. 
e) Pasmaremos / acabaremos / desolar-nos-emos / meu / inibir-nos-emos / acabaremos. 
 
10) (EAOEAR – 2017) Considere alguns usos da partícula “que”, na coluna da direita, e os classifique 
morfologicamente conforme a coluna da esquerda. A seguir, marque a alternativa que apresenta a classificação 
correta. 
 
(1) Pronome ( ) “O que consigo” (1º§). 
(2) Conjunção ( ) “comigo que formam” (2º§). 
 ( ) “Mas que seria” (3º§). 
 ( ) “mais que o esforço” (3º§). 
 
a) 2 – 1 – 1 – 2 
b) 1 – 2 – 2 – 1 
c) 2 – 1 – 2 – 1 
d) 1 – 2 – 1 – 2 
 
11) (EAOEAR – 2019) Leia o trecho do conto “Rio de dentro”, de Wander Piroli. 
“Sabe, como sempre soube, que não é a época adequada para fisgar o surubim tantas vezes apetecido. 
Conhece o rio e seus habitantes, e foi ali que aprendeu muitas outras coisas. Aprendeu, por exemplo, 
que o importante é fazer tudo da melhor maneira possível, uma de cada vez e calmamente, como se o 
grande peixe lá estivesse à espera”. 
(PIROLI, Wander. A mãe e o filho da mãe. Belo Horizonte: Interlivros, s/d, p.27). 
 
Com relação às classes de palavras usadas no texto, assinale a afirmativa incorreta. 
a) O adjetivo “apetecido” caracteriza o substantivo “surubim”. 
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b) Os advérbios “ali” e “lá” estão relacionados com o substantivo “rio”. 
c) A conjunção “como”, no último período, estabelece uma comparação. 
d) A reiteração do verbo “aprender” realça a experiência do personagem. 
 
12) (EAOEAR – 2019) “O poeta Alphonsus de Guimaraens Filho me conta como o filhinho de um amigo seu 
esperava conseguir entrar no céu ao morrer, segundo um processo digno de meditação. 
– Papai, alma tem mão? – perguntou um dia o garoto. 
– Deve ter sim. Por quê? – respondeu o pai, distraído. 
– Porque quando eu morrer quero levar um queijo para Deus. 
 
(SABINO, Fernando. Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.93). 
 
Nesse texto, o termo “um” aparece quatro vezes. Ele só não pode ser interpretado apenas como artigo em 
a) “um dia”. 
b) “um queijo”. 
c) “um amigo”. 
d) “um processo”. 
 
13) (EAOEAR – 2019) Leia o trecho a seguir. 
“Entro no ônibus. À minha frente um senhor de seus cinquenta anos dependura-se no gancho, ajeita os jornais 
debaixo do braço e prepara-se para a longa viagem em pé. Todos nós, paraquedistas, nos ajeitamos e lá se vai 
o ônibus, levando-nos dependurados como carne no açougue.” 
(SABINO, Fernando. “Sobre essas coisas”. In: Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.106). 
 
Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. 
 
O pronome oblíquo tem natureza substantiva, enquanto que o pronome oblíquo é reflexivo. O pronome 
possessivo tem natureza adjetiva enquanto que o pronome acompanha verbo 
pronominal. 
a) se / se / seus / nos 
b) nos / se / seus / nós 
c) se / nós / minha / se 
d) nós / nos / minha / se 
 
14) (EAOEAR - 2020) Leia o texto a seguir. 
 
“Dois anos de férias, um clássico da 
literatura infantojuvenil, é um livro 
cultuado por mais de um século pelos 
fãs de Júlio Verne e um ícone da 
impressionante literatura de aventura do 
século XIX.” 
 
(Disponível em: 
<https://www.edipro.com.br/produto/dois- anos-
de-ferias/>. Acesso em: 03 fev. 2019. Adaptado.) 
 
 
 
 
No título do livro, observa-se a unidade lexical “férias” que, na Língua Portuguesa, não possui marca de número, ou 
http://www.edipro.com.br/produto/dois-
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45 
seja, trata-se de uma palavra que só se emprega no plural. A esse respeito, é correto afirmar que o único 
substantivo citado a seguir que não se enquadra nessa regra é 
 
a) óculo. 
b) olheira. 
c) abdômen. 
d) condolência. 
 
15) (EAOEAR - 2020) Leia o texto a seguir. 
 
Ao estudar a forma e a função das palavras, não se pode desvincular o estudo de uma do estudo 
da outra, pois forma e função coexistem e seus papéis só se definem solidariamente. De acordo com a 
forma que apresentam, as palavras classificam-se em substantivos, adjetivos, numerais, artigos, 
pronomes, verbos, advérbios, preposições, conjunções e interjeições. 
 
(CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. 
Gramática Reflexiva: Texto, semântica e interação. São Paulo: Saraiva,2009, p. 114.) 
 
A esse respeito, leia o texto a seguir. 
 
Economia de água 
 
“Os dados estatísticos nos ajudam a compreender melhor o quanto a sociedade está ciente de 
seu consumo de água, do meio em que vive e das necessidades do mundo contemporâneo com relação 
aos recursos naturais. Em novembro de 2011, o Ibope conduziu 2002 entrevistas pessoais em todo o 
território nacional, investigando a consciência dos brasileiros ao lidar com os recursos hídricos.” 
 
(Disponível em: ˂http://www.alago.org.br/imagens/image/dicasuteis/economiadeagua.pdf˃ Acesso em: 11 fev. 2019. 
Adaptado.) 
 
A propósito dos termos destacados no texto, avalie as seguintes afirmações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Está correto apenas o que se afirma em 
 
a) I e IV. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) II e IV. 
 
 
 
 
 
 
http://www.alago.org.br/imagens/image/dicasuteis/economiadeagua.pdf
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46 
PARTE IV - SINTAXE 
 
 
TERMOS DA ORAÇÃO 
 
Texto para a questão 01. 
A zaga aérea do Brasil na Copa 
Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior 
evento esportivo do mundo. 
Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos 
Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os 
sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e 
incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em 
prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) 
acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 
12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio 
nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas 
consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a 
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 
nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa 
Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
(André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. 
Fragmento.) 
 
01) (EAOEAR-2015) A escolha da voz verbal possibilita ao enunciador destacar aspectos distintos de determinado 
fato. Em “Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso.” 
destaca(m)-se 
a) o autor do enunciado. 
b) o agente da ação verbal. 
c) o resultado da ação verbal. 
d) tanto o agente quanto o resultado da ação verbal. 
 
Texto para a questão 02. 
 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, 
e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam 
providências e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa 
e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
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47 
02) (EAOEAR-2015) Associe as duas colunas relacionando os termos em destaque com suas respectivas funções 
sintáticas. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
 
1. Sujeito 
2. Predicativo 
3. Objeto direto 
4. Objeto indireto 
 
a) 1 – 3 – 2 – 4 
b) 2 – 3 – 4 – 1 
c) 3 – 4 – 1 – 2 
d) 4 – 2 – 1 – 3 
 
 
 
( )“Viajou meu amigo Pedro.” (1º§) 
( ) “Fui levá-lo ao Galeão, [...]” (1º§) 
( ) “De repente o aeroporto ficou vazio.” (4º§) 
( ) “A vista da pessoa humana lhe dá prazer.” (2º§) 
 
 
 
 
 
Texto para a questão 03. 
 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma questão 
por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a democracia – se 
dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas muitas vezes não 
entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim 
nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta que 
recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da 
inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por impulso 
ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins 
privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a 
construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e 
pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de 
ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos 
direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não 
contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que 
o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir 
seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.) 
 
03) (EAOEAR-2016) Dentre os termos destacados a seguir, indique o que se diferencia dos demais em relação à 
classificação sintática. 
a) “O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave.” (1º§) 
b) “O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a democracia – se dá em 
diversos níveis e interfere em nossas ações.” (1º§) 
c) “É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim nos permite sair de um nível 
dogmático para um nível reflexivo de pensamento.” (2º§) 
d) “Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja.” (2º§
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
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Texto para as questões 04 e 05. 
O que diria e o que faria Mandela? 
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que 
tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações 
com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-de-
semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, outro drama 
humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente na nação arco-
íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos. [...] 
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise 
econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela 
percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No entanto, 
o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de negócios 
saqueados eram sul-africanos. 
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal construir 
uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte. 
 
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. 
Adaptado.) 
04) (EAOEAR-2016) Assinale o termo em destaque que exerce função sintática cuja característica é ser um 
complemento diretamente ligado ao verbo. 
a) “[...] se desenrola no sul da África [...]” (1º§) 
b) “[...] acompanha o drama humanitário [...]” (1º§) 
c) “[...] naufrágio de um barco pesqueiro [...]” (1º§) 
d) “[...] embarcações com seus passageiros [...]” (1º§) 
 
 
05) (EAOEAR-2016) Nos trechos selecionados a seguir, os termos sublinhados possuem o mesmo valor sintático, 
exceto: 
a) “[...] migrantes que tentam atravessar [...]” (1º§) 
b) “[...] nação arco-íris que Nelson Mandela [...]” (1º§) 
c) “[...] soube que seria uma tarefa descomunal [...]” (3º§) 
d) “[...] O mundo acompanha o drama humanitário [...]” (1º§) 
 
Texto para a questão 05. 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista 
e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com 
resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que 
tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, 
como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos 
socialmente. Mais: funciona como um expedientedo desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da 
cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que 
o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica 
entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se 
trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, 
isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais. 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 
30/03/2016. Trecho.) 
 
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/
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05) (EAOEAR – 2017) Assinale a alternativa que apresenta um trecho do texto em que o sujeito recebe a ação do 
verbo. 
a) “[...] Tolerar não deve ser celebrada e buscada [...]” (5º§). 
b) “[...] postule que se trate de um respeito mútuo [...]” (6º§). 
c) “[...] por dar uma „permissão‟ como se fosse um favor [...]” (3º§). 
d) “[...] sem consentir expressamente com aquela conduta [...]” (2º§). 
 
Texto para a questão 06. 
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de 
acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de 
uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque 
não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia. 
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra 
no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao 
conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as 
palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados 
das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que 
parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com 
janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida. 
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por 
inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como 
quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça 
[...]. 
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o 
rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais 
regressa ao mar. 
 
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. 
Richard Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.) 
 
06) (EAOEAR – 2017) “Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, 
de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me...” (2º§). 
Os sujeitos de “formam” e “dirijo”, no trecho acima, são, respectivamente: 
a) comigo e tenho. 
b) conversas e eu. 
c) meio e necessidade. 
d) conversas e comigo. 
 
07) (EAOEAR – 2019) Carlos Drummond de Andrade, no livro Fala, amendoeira, publicou o texto “Aeroprosa”, 
crônica em forma de carta às aeromoças. 
Leia quatro fragmentos desse texto. 
I. “Bom dia, aeromoça! Não sei se devia dizer-lhe, antes: Bom céu! O dia é de todos, e desejá-lo bom não passa 
de cumprimento. Já o céu é de vocês, de seus amigos aeronautas, e dos pássaros, em condomínio.” 
II. “Aeromoça na burocracia me dá ideia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário 
fechado; de uma formiga dentro da garrafa.” 
III. “Estou escrevendo essas bobagens meio líricas no pressuposto de que vocês, amigas, adoram viajar e detestam 
isso aqui embaixo. Bem sei, entretanto, que não se libertaram de todo da contingência, e querem amar ao nível da 
terra, e ter filhos que olhem de baixo para os aviões.” 
IV. “Mas, por outro lado, aeromoça, deixe que eu saúde em sua figurinha o mais belo mito moderno, aquele que as 
empresas de navegação aérea criaram num instante inspirado de poesia comercial, aquele que acompanha os 
homens em sua paúra e os impede de se rebaixarem à situação de macacos em pânico.” 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973). 
A presença do vocativo, termo da oração por meio do qual o emissor interpela seu interlocutor, ocorre 
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50 
apenas em 
a) I e III. 
b) II e IV. 
c) I, II e III. 
d) I, III e IV. 
 
 Texto para a questão 08. 
“Poucas pessoas não experimentaram a sensação incômoda, irritante, que muitas vezes evolui para persecutória, de 
estar na fila errada, a fila que não anda. Nas estradas, quando há retenções, percebem-se motoristas acometidos 
pela angústia da fila errada, e trocam para lá, voltam para cá, irritados porque nas outras pistas os carros andam, na 
deles, não. Com a repetição, muitos desenvolvem a neurose da fila que não anda.” 
(ÂNGELO, Ivan. “A fila que não anda”. In: Certos homens. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2011, p.43). 
08) (EAOEAR – 2019) Associe as colunas, relacionando os termos da oração destacados com suas respectivas 
funções sintáticas. 
 
TERMO DA 
ORAÇÃO 
FUNÇÃO 
SINTÁTICA 
(1) irritante ( ) sujeito 
(2) retenções ( ) objeto direto 
(3) motoristas ( ) predicativo 
(4) irritados ( ) adjunto adverbial 
(5) na deles ( ) adjunto adnominal 
 
A sequência correta dessa classificação é 
a) (2); (3); (1); (5); (4). 
b) (2); (3); (4); (5); (1). 
c) (3); (2); (1); (4); (5). 
d) (3); (2); (4); (5); (1). 
 
Texto para a questão 09. 
Alfabeto de emojis 
Antônio Prata* 
1. “Paradoxalmente” – escreverá um historiador em 2218 – “foi a disseminação da escrita como principal 
forma de comunicação o que criou as condições para a sua própria morte”. O alfabeto latino, este fantástico 
conjunto de 26 letras que, combinadas infinitamente, podem nomear realidades tão distintas quanto “sol”, 
“schadenfreud” e “Argamassa Cimentcola Quartzolite”, começou sua lenta caminhada em direção ao brejo 
em setembro de 1982. 
2. Foi ali, não muito depois da derrota do Brasil para a Itália de Paolo Rossi, que o cientista da computação 
Scott Fahlman sugeriu a colegas de Carnegie Mellon University, com os quais se comunicava online, usarem 
3. :) para distinguirem as piadas dos assuntos sérios. Mal sabia o tal Scott, criando essa possibilidade, 
que aquela inocente boca de parêntese era o protótipo da goela que viria a engolir quase 3.000 anos de 
alfabeto como se fosse uma sopa de letrinhas. 
4. Os emoticons se espalharam pelo mundo de tal maneira que inundaram o ICQ, os chats e, 
principalmente, os celulares, mas nem todos os seres humanos aderiram imediatamente à moda. Alguns 
se recusaram por conservadorismo, alguns por uma burrice gráfica atávica que os impedia de compreender 
as imagens. [...] 
5. Emoticons foram o início do fim, mas só o início. O coaxar dos sapos no brejo começou a incomodar 
mesmo com a chegada dos emojis. Confesso que, de novo, demorei pra entrar na onda. Desta vez não 
por desconhecimento, nem por burrice,mas por senso do ridículo. Quando que um adulto como eu iria 
mandar pra outro adulto um “smile” bicudo soltando um coração pelo canto da boca, como se fosse uma 
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6. bola de chiclete? Nunca! “Nunca”, no caso, revelou-se estar a apenas uns cinco anos de distância da 
minha indignação. 
7. Hoje eu mando coração pulsante pra contadora que me lembrou dos documentos do IR, mando John 
Travolta de roxo pro amigo que me pergunta se está confirmado o jantar na quinta e, se eu pagasse imposto 
sobre cada joia que envio daquele mãozão amarelo, não ia ter coração pulsante capaz de fazer minha 
contadora resolver a situação. 
8. “Em meados do século 21” – escreverá o historiador de 2218 – “a humanidade abandonou o alfabeto 
e passou a se comunicar só por emojis”. A frase, claro, será toda escrita com emojis. Haverá tantos, 
iguaizinhos e tão variados, que será possível citar Shakespeare usando apenas desenhinhos. 
(Shakespeare, aliás, dá pra escrever. Imagem de milk-shake + duas chaves (keys) + pera (pear). Shake + 
keys + pear). 
9. Teremos voltado ao tempo dos hieróglifos e não me assombra se as condições de vida regredirem às 
do antigo Egito, mas ninguém se importará, cada um de nós, hipnotizado pela tela que tantos apregoaram 
ser uma nova pedra de Roseta capaz de traduzir o mundo em nossas mãos, mas que no fim se revelou só 
um infernal e escravizante pergaminho. :-( 
* Escritor e roteirista. 
 
(Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2018/04/alfabeto-de-emojis.shtml>. Acesso em: 01 fev. 2019. 
Adaptado.) 
09) (EAOEAR - 2020) Observe a passagem transcrita do quarto parágrafo da crônica. 
 
“Quando que um adulto como eu iria mandar pra outro adulto um “smile” bicudo soltando um coração pelo 
canto da boca, como se fosse uma bola de chiclete? Nunca! “Nunca”, no caso, revelou-se estar a apenas 
uns cinco anos de distância da minha indignação.” 
 
Considere as unidades lexicais destacadas e preencha corretamente as lacunas do texto. 
 
Na primeira ocorrência, o termo “nunca” exerce a função sintática de . Já na segunda, 
deve ser analisado como da última oração. No primeiro emprego, no que se refere à 
sua organização morfológica, trata-se de uma classe gramatical invariável denominada . 
 
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é: 
 
a) predicativo / sujeito / advérbio. 
b) sujeito / adjunto adverbial / adjetivo. 
c) adjunto adverbial / sujeito / advérbio. 
d) adjunto adverbial / predicativo / adjetivo. 
 
10) (EAOEAR - 2020) Leia, a tirinha a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível em: ˂https://www.institutonetclaroembratel.org.br/educacao/para-ensinar/planos-de-aula/vozes-verbais/˃ Acesso em 11 fev.2019.) 
 
 
http://www.institutonetclaroembratel.org.br/educacao/para-ensinar/planos-de-aula/vozes-verbais/
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Considerando a relação que o sujeito mantém com o verbo, está correto afirmar que, no primeiro quadrinho a 
voz verbal é: 
 
a) ativa. 
b) reflexiva. 
c) passiva analítica. 
d) passiva sintética. 
 
 
PERÍODO COMPOSTO 
(ORAÇÕES COORDENADAS 
E SUBORDINADAS) 
 
Texto para a questão 01. 
 
“Poucas pessoas não experimentaram a sensação incômoda, irritante, que muitas vezes evolui para persecutória, de 
estar na fila errada, a fila que não anda. Nas estradas, quando há retenções, percebem-se motoristas acometidos pela 
angústia da fila errada, e trocam para lá, voltam para cá, irritados porque nas outras pistas os carros andam, na deles, 
não. Com a repetição, muitos desenvolvem a neurose da fila que não anda.” 
(ÂNGELO, Ivan. “A fila que não anda”. In: Certos homens. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2011, p.43). 
01) (EAOEAR – 2019) No trecho lido, há ausência de oração 
a) coordenada assindética. 
b) subordinada adjetiva restritiva. 
c) subordinada substantiva reduzida. 
d) subordinada adverbial consecutiva. 
 
02) (EAOEAR - 2020) Leia, o texto a seguir. 
 
Em um período composto por subordinação, a oração principal não exerce nenhuma função sintática em 
outra oração do período; a oração subordinada desempenha sempre uma função sintática em outra oração, 
pois dela é um termo ou parte de um termo. 
 
(CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 
 6. ed. Rio de Janeiro. Lexikon Editora Digital, 2013, p. 610.) 
A esse respeito, leia o texto. 
Licença para telefonar 
 
“O telefone chama uma, duas, três vezes, e nada. Ele é solenemente ignorado. O toque soa invasivo e 
obsoleto (ainda que a era dos smartphones tenha substituído o velho trimtrim por uma miríade de sons com 
estilo e graça). O fato é que o mundo girou, e o ato de conversar ao telefone foi se tornando um daqueles 
hábitos em desuso diante da praticidade das mensagens de texto.” 
 
(VEJA. São Paulo: Abril, edição 2611, ano 51. n. 49, 5 dez. 2018, p.88. Adaptado.) 
 
Considerando o que diz respeito ao período composto por subordinação, é correto afirmar que a oração 
destacada no texto se classifica como 
 
a) apositiva. 
b) subjetiva. 
c) explicativa. 
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d) Predicativa. 
 
03) (EAOEAR - 2020) No período “Ao dar um viva ao rei inglês, fizeram-lhe cara feia”, a oração sublinhada é uma 
reduzida de infinitivo. 
 
A forma verbal dessa oração está desenvolvida corretamente em 
 
a) “Porque daria um viva ao rei inglês”. 
b) “Logo que deu um viva ao rei inglês”. 
c) “Embora desse um viva ao rei inglês”. 
d) “Na medida em que dava um viva ao rei inglês”. 
 
 
CONCORDÂNCIA VERBO-NOMINAL 
 
01) (EAOEAR – 2019) Uma frase sintaticamente estruturada se organiza a partir de dois constituintes básicos: um sujeito 
(representado por um substantivo ou palavra equivalente) e um predicado (no qual identifica-se a presença de um 
verbo). À relação de concordância estabelecida entre o verbo e o sujeito dá-se o nome de concordância verbal. 
A frase que não apresenta desvios com relação à concordância verbal e está adequada ao padrão culto da linguagem é 
 
a) “Ao final da partida de futebol naquele domingo chuvoso, restou sete jogadores lesionados”. 
b) “No quarteirão fechado da Rua Pernambuco, haviam turistas de todos os estados brasileiros”. 
c) “Faz muito tempo que não se viam tantas manobras políticas para desconsiderar os cidadãos”. 
d) “Pesquisas indicaram que apenas 2% dos internautas aprovou a gestão do presidente do clube”. 
 
02) (EAOEAR - 2020) Leia, o texto a seguir. 
 
A concordância consiste em se adaptar a palavra determinante ao gênero, número e pessoa da palavra 
determinada. A concordância nominal se verifica em gênero e número entre o adjetivo e o pronome, o artigo, 
o numeral ou o particípio e o substantivo ou pronome a que se referem. 
 
(BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, p. 543. Adaptado.) 
 
Considere esse princípio e a tirinha abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Disponível em: ˂http://megatura.blogspot.com/2017/04/conotacao-e-denotacao-no-dia-dia.html˃. Acesso em: 11 fev. 2019.) 
http://megatura.blogspot.com/2017/04/conotacao-e-denotacao-no-dia-dia.html
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A esse respeito, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 
 
I. Na frase do balão, a palavra “meio”, empregada no sentido de “um pouco”, é 
invariável, 
 
PORQUE 
II. como adjetivo, não concorda em gênero e número com o termo determinado 
“perdida”. 
 
Sobre essas asserções, é correto afirmar que 
 
a) a primeira é falsa e a segunda, verdadeira. 
b) a primeira é verdadeira e a segunda, falsa. 
c) as duas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si. 
d) as duas são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. 
 
03) (EAOEAR - 2020) É correto afirmar que a única frase emque a forma verbal não está adequadamente empregada é 
 
a) os belo-horizontinos choramos com Brumadinho e chamamos a atenção para a existência de 
outras barragens com alto dano potencial no Estado. 
b) tanto o morador como o visitante não tinha noção dos enormes impactos ambientais negativos 
que a grande quantidade de lama liberada poderia causar. 
c) cerca de dois mil voluntários de diferentes profissões viajaram com recursos próprios e 
trouxeram solidariedade, ajuda profissional e apoio emocional aos habitantes da cidade. 
d) quem teriam sido os primeiros a chegarem e a socorrerem as vítimas da tragédia ocorrida 
com o rompimento da barragem em Brumadinho, situada na região metropolitana de Belo Horizonte? 
 
 
 
REGÊNCIA VERBO-NOMINAL 
 
Texto para a questão 01. 
 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com 
resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que 
tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como 
generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos 
socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da 
cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda 
que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica 
entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se 
trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, 
isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais. 
 
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(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 
30/03/2016. Trecho.) 
 
01) (EAOEAR – 2017) Segue o mesmo padrão de regência de “...o direito à existência” o exposto em 
a) nocivo a pessoas cardíacas. 
b) concordou em ir à rodoviária. 
c) concordará com os seus pais. 
d) estava ansioso para o concerto. 
 
Texto para as questões 02 e 03. 
 
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de 
acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma 
aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho 
alma para suspender. Este livro é a minha cobardia. 
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra 
no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento 
da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, 
de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem 
molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade 
de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira 
goma húmida. 
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por 
inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como 
quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...]. 
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como 
o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais 
regressa ao mar. 
 
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. 
Richard 
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.) 
 
02) (EAOEAR – 2017) Assinale a alternativa onde o verbo não segue a mesma regra de regência dos demais, 
considerando seus contextos 
a) falar (2º§). b) ouso (3º§). c) interrompo (2º§). d) escrevesse (3º§). 
 
03) (EAOEAR – 2017) Com relação ao uso da crase em “dirijo-me à luz” (2º§), assinale a alternativa correta. 
a) Seu uso é estilístico, uma vez que o autor optou por usá-la para marcar tonicamente o artigo “a” e atribuir 
sonoridade ao trecho. 
b) Em sua aplicação houve incorreção gramatical já que o termo “dirijo” não exige complemento, pois quem dirige, 
dirige alguma coisa. 
c) Esse acento grave é utilizado para denotar o sujeito determinado no pronome demonstrativo “a”, como em 
“àqueles”. 
d) Ela ocorre em virtude da junção da preposição solicitada pelo verbo “dirigir” com o artigo feminino admitido por 
“luz”. 
 
04) (EAOEAR – 2019) Leia o texto seguinte. 
A crase é um fenômeno fonético ( ` ) que representa a junção da preposição “a” com o artigo feminino “a”. 
Além disso, pode haver crase também na combinação da mesma preposição com pronomes demonstrativos que se 
iniciem com a letra “a”. 
(Disponível em <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/crase.htm>. Acesso em 10 fev. 2018). 
 
Considerando essa definição, a frase que exige o acento indicativo de crase é 
http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/crase.htm
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56 
a) A alusão se referia a pessoas inescrupulosas. 
b) Se me perguntarem, prefiro comida a francesa. 
c) O astronauta começou a treinar antes do previsto. 
d) Compre a prazo, sinalizavam as condições de venda. 
05) (EAOEAR – 2019) As frases em que é preciso acrescentar uma preposição ao verbo e/ou ao nome 
(acompanhado ou não de artigo) sinalizados por (*), para que se tornem adequadas ao padrão culto da língua 
portuguesa, são 
a) Os andarilhos aspiravam (*) o ar das montanhas em silêncio. 
 Mesmo diante de obstáculos, não desobedeço (*) meus princípios. 
b) Os paramédicos assistiram (*) o acidentado com presteza incomum. 
 Estava ansioso (*) que esse problema fosse resolvido em poucos dias. 
c) Apesar da situação, seus argumentos implicam (*) outras consequências. 
 Insensível aos meus apelos, construiu sala e copa contíguas (*) a cozinha. 
d) Por isso quero (*) essa gente simples, incorruptível e laboriosa da minha terra. 
 Naquela noite, durante muitas alucinações, chamou (*) Deus insistentemente. 
 
06) (EAOEAR - 2020) Considerando que a crase ocorre apenas antes de palavra feminina e é a fusão 
escrita e oral de duas vogais idênticas, preencha as lacunas do texto de Mário Quintana.] 
 
Perna de Pau 
“Uma perna de pau está muito mais próxima da natureza do que uma perna mecânica. E é mais romântica, 
afinal. Que querem? Pertenço ainda________________ Idade da Madeira. E escrevo isto com a minha caneta 
de plástico,________________ esta minha mesa de metal inoxidável e ante ________________ página aberta 
destas ‘Histórias Ilustradas’,de onde me espiam coloridamente, no tombadilho de uma fragata, a princesa 
prisioneira, o pirata da perna de pau e do olho tapado e o belo espécime de um licorne branco, mas que parece 
alheio tudo quanto se passa dentro do livro e no lado de fora do livro.” 
 
(QUINTANA, Mário. Caderno H. São Paulo: Globo, 2003, p.130.) 
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é 
 
a) a / à / à / a 
b) à / a / a / a 
c) a / à / à / à 
d) à / a / a / à 
 
07) (EAOEAR - 2020) Leia o continho a seguir. 
 
Rubro-negras 
“Devem fazer alguns meses que elas adeusaram. Vidas inteiras pela frente. Juntas, jogaram bastante 
vezes. Cúmplices por tudo. Aquelas camisas rubro-negras agora assistem um jogo no camarote da arena 
celestial.” 
 
(Fonte: Autoria própria.) 
Há, no miniconto, inadequações em relação à 
 
a) regência verbal, apenas. 
b) regência nominal, somente. 
c) regência nominal e à verbal. 
d) concordância nominal e à verbal. 
 
 
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
 
01) (EAOEAR – 2019) Leia o trecho abaixo. 
“Reencontro num jantar um velho amigo e ficamos relembrando nossos tempos de colégio e faculdade, os professores 
malucos de então. Ele me fala num que lecionava português e que era categórico em matéria de colocação de pronomes: 
– Pode-se dizer “eu lhe dou uma laranja”. Pode-se dizer “eu dou-lhe uma laranja”. O que não se pode dizer jamais é “eu 
dou uma laranja-lhe”. 
(SABINO, Fernando. “Colocação de pronomes”. In: Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.497 - Adaptado). 
 
A explicação para a última frase não ser dita jamais é que o pronome oblíquo 
a) deve estar depois de um pronome pessoal. 
b) deve estar antes de um verbo no indicativo. 
c) não pode ser colocado no fim de uma frase. 
d) não pode ser colocado enclítico ao substantivo. 
 
02) (EAOEAR – 2019) Dentre as sentenças abaixo, aquela em que ambas as formas de colocação do pronome oblíquo 
estão de acordo com o registro culto e formal da língua é 
a) Me enfeitei de folhas e flores que as crianças colheram para comemorar a chegada da primavera na aldeia. 
(Enfeitei-me) 
b) Aqueles que ocupam cargos nos Três Poderes precisam ser capazes de ler a Constituição e interpretá-la bem. (e a 
interpretar) 
c) Jamais falaram-lhe sobre sua infância, a história de sua família e a antiga herança deixada por seu finado avô. (Jamais 
lhe falaram) 
d) Em tratando-se de brigas familiares, o melhor é deixar que as coisas se resolvam entre as partes, para não haver 
mal-entendidos. (Em se tratando) 
 
03) (EAOEAR - 2020) Em relação ao verbo, o pronome átono pode estar antes dele (proclítico), depois dele 
(enclítico) e no meio dele (mesoclítico). Associe as colunas, relacionando corretamente a posição do 
pronome átono à sua norma geral de colocação. 
 
 
 
A sequência correta dessa associação é 
 
a) (1); (3); (1); (2). 
b) (2); (1); (2); (3). 
c) (3); (1); (2); (3). 
d) (3); (2); (1); (1). 
 
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PARTE V - SEMÂNTICA 
 
 
SINONÍMIA 
 
Texto para a questão 01. 
 
A zaga aérea do Brasil na Copa 
Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior 
evento esportivo do mundo. 
Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos 
Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os 
sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e 
incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em 
prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) 
acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 
12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio 
nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas 
consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a 
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 
nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa 
Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
(André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. 
Fragmento.) 
 
01) (EAOEAR-2015) A sinonímia é a equivalência de significado entre dois termos. Considerando que a escolha dos 
vocábulos tem relação direta com as interferências que o redator busca produzir em seu interlocutor, verifique qual(is) 
expressão(ões) sugerida(s) poderia(m) substituir o vocábulo destacado referente, tendo preservado o sentido 
atribuído originalmente de acordo com o contexto. Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo, 
para o(s) caso(s) em que não ocorre o mesmo. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
 
( ) “gênero” / relativo ao mesmo tipo, aos que se acham ligados pela similitude de particularidades. 
( ) “incidentes” / acontecimentos previsíveis que modificam uma ação. 
( ) “concentração” / agrupamento de várias pessoas num ponto determinado. 
 
a) V – V – V. 
b) V – F – V. 
c) V – F – F. 
d) F – V – V. 
 
Texto para a questão 02. 
 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, 
e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam 
providências e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
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59 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa 
e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
02) (EAOEAR-2015) Algumas palavras são responsáveis por manter e/ou estabelecer entre as orações de um período 
certas relações de sentido essenciais para o entendimento do texto. Considerando tal aspecto, a correção semântica 
é mantida substituindo o termo grifado em “[...] embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual.” por 
I. visto que; 
II. ainda que; 
III. conquanto; 
IV. assim como. 
 
 
Está(ão) correta(s) somente a(s) alternativa(s) 
 
a) III. 
b) I e II. 
c) III e IV. 
d) I, II e III. 
 
Texto para a questão 03. 
 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedroseja extremamente parco de palavras, 
e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam 
providências e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa 
e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
 
03) (EAOEAR-2015) Releia o trecho: “Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva.” (2º§). Tendo em vida a 
relação estabelecida pelo termo em destaque, é possível sua substituição por 
 
a) logo. 
b) porém. 
c) visto que. 
d) mesmo que 
 
Texto para a questão 04. 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma questão 
por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a democracia – se 
dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas muitas vezes não 
entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
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conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e assim 
nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia pronta que 
recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o segredo da 
inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por impulso 
ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus fins 
privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem para a 
construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e 
pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que meu modo de 
ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e da proteção aos 
direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas ações não 
contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando esqueço que 
o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único capaz de garantir 
seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.) 
04) (EAOEAR-2016) Em “jogo ao qual ele aderiu” (3º§), a expressão em destaque poderia ser substituída, sem 
prejuízo gramatical ou semântico, por 
a) a que 
b) à qual 
c) a quem 
d) do qual 
 
Texto para a questão 05. 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar 
com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o 
que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, 
como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões 
construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às 
margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda 
que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral 
básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule 
que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais 
gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais. 
 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em: 
30/03/2016. Trecho.) 
 
05) (EAOEAR – 2017) Marque a alternativa que apresenta o mesmo valor semântico do contexto em que foi 
aplicada a expressão "Com efeito" (6º§). 
a) de fato. 
b) às vezes. 
c) em síntese. 
d) ao contrário. 
 
Texto para a questão 06. 
 
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/
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61 
me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, 
não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo 
porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia. 
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo 
se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao 
conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as 
palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados 
das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que 
parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com 
janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida. 
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, 
por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio 
como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na 
peliça [...]. 
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não 
como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cujaágua sumida nunca 
mais regressa ao mar. 
 
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. 
RichardZenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.) 
06) (EAOEAR – 2017) Em “...é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha 
impotência criadora”, a palavra destacada tem como sinônimo: 
 
a) esconderijo. b) passagem. c) recurso. d) morada. 
 
 
 
INTERTEXTUALIDADE 
(E TIPOS) 
 
 
Texto para a questão 01. 
 
A zaga aérea do Brasil na Copa 
Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior 
evento esportivo do mundo. 
Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos 
Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os 
sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e 
incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em 
prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) 
acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 
12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio 
nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas 
consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência real desse gênero para a FAB foi a Rio+20, a 
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 
nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa 
Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
 
(André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 
01) (EAOEAR-2015) O trecho “Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão.” foi 
parafraseado sem alteração semântica e inadequação quanto à norma padrão em: 
a) Naqueles eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
b) Caças e helicópteros, dentre todos eventos, estiveram de prontidão. 
c) Caças e helicópteros permaneceram de prontidão em todos esses eventos. 
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d) Que, em todos esses eventos, caças e helicópteros estivessem de prontidão. 
 
02) (EAOEAR – 2019) Atente para o cartum. 
 
 
(Disponível em: <http://chargedodiemer.blogspot.com/>. Acesso em 10 fev. 2018). 
O provérbio ou dito popular mais adequado para esse cartum é 
a) “Ajoelhou, tem de rezar.” 
b) “Pela boca morre o peixe.” 
c) “A cavalo dado não se olham os dentes.” 
d) “Nunca diga que desta água não beberei.” 
 
 
 
CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO 
 
 
Texto para a questão 01. 
 
No aeroporto 
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse 
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre 
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, 
e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e 
expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema. 
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo 
plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso 
foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em 
particular o nosso trecho de rua. [...] 
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas 
especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam 
providências e privilégios maiores. [...] 
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já 
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio. 
 
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa 
e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.) 
 
01) (EAOEAR-2015) O conjunto dos fatos apresentados, que se encadeiam, constituem o enredo do texto que leva 
a um desfecho. Em “No aeroporto”, a última frase “De repente o aeroporto ficou vazio.” possui um sentido 
 
a) denotativo, graças à sua breve extensão e objetividade. 
b) denotativo, considerando o uso de uma linguagem formal. 
c) conotativo, pois a forma verbal empregada refere-se a um evento passado. 
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d) conotativo, em virtude da ampliação semântica de “vazio”, de acordo com o contexto. 
 
Texto para a questão 02. 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a 
democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas 
muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos 
prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e 
assim nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia 
pronta que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o 
segredo da inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por 
impulso ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus 
fins privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem 
para a construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus 
desejos e pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que 
meu modo de ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e 
da proteção aos direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas 
ações não contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando 
esqueço que o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único 
capaz de garantir seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. 
Adaptado.) 
 
02) (EAOEAR-2016) Os vocábulos e expressões apresentam significados específicos e diferentes de acordo 
com o cotexto e o contexto em que se inserem. Em “a democracia flerta facilmente com o autoritarismo” (3º§) 
foi utilizado o sentido 
a) conotativo da palavra através da forma verbal “flerta”. 
b) denotativo a partir da ação de flertar atribuída a “democracia”. 
c) denotativo de “flerta” através da intensificação atribuída por “facilmente”. 
d) conotativo a partir do emprego dos vocábulos “democracia” e “autoritarismo”. 
 
Texto para as questões 03 e04. 
 
Contra a mera “tolerância” das diferenças 
 
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente 
progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar. 
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar 
com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta. 
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o 
que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, 
como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema. 
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões 
construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às 
margens da cultura hegêmonica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal. 
Tolerar não deve ser celebrada e buscada nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda 
que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral 
básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política. 
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule 
que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais 
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
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gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais. 
 
(QUINALHA, Renan. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/ 
2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/. Acesso em 30/03/2016. Trecho.) 
 
03) (EAOEAR – 2017) Seria possível articular o segundo parágrafo ao terceiro, considerando possíveis adaptações 
sintáticas, mas mantendo-se o valor semântico da articulação, com o operador organizacional 
a) “Em segundo lugar”, que denota adição. 
b) “Mais do que”, com valor de comparação. 
c) “Em outras palavras”, que é metalinguístico. 
d) “Com o propósito de”, com sentido de finalidade. 
 
04) (EAOEAR – 2017) Por certo, esse texto utiliza, como é comum, palavras e expressões que se modificam e têm 
seus sentidos mais aclarados conforme o contexto. Não foi aplicado com sentido conotativo, o verbete 
a) benevolente (3º§). 
b) margens (4º§). 
c) marcado (6§). 
d) linha (4º§). 
 
05) (EAOEAR – 2019) O estudo das significações das palavras é um assunto na língua portuguesa exclusivo da 
Semântica. Para estudar a Semântica, é necessário interpretar o texto e dominar a sua significação ampla e 
específica, ou seja, saber o que o texto quer dizer com aquela construção. 
A esse respeito, observe os textos a seguir. 
 
Texto I 
 
 
(Disponível em: <http://entaojf.blogspot.com.br/2013/06/ 
diproma.html>. Acesso em 10 fev. 2018). 
Texto II 
 
(Disponível em: <https://tretageek.wordpress.com/category/nerd/>. 
Acesso em 10 fev. 2018). 
Avalie as informações sobre os efeitos de sentido presentes nos dois textos. 
 
I. No Texto I, o efeito de sentido não está diretamente relacionado à fala caipira, mas, sim, na suposta 
sinonímia entre “diproma” e “menino”. 
II. O Texto I exemplifica um caso de polissemia, pois a palavra “Diproma” adquiriu uma multiplicidade de 
sentidos no seu contexto de uso. 
III. No Texto II, ao se interpretar a composição sintagmática “bloco de notas” descarta-se a presença da 
ambiguidade na produção dos sentidos. 
IV. No Texto II, ‘bloco’ na sua especificidade semântica (=de carnaval) diz respeito à composição 
sintagmática ‘bloco de notas’, normalmente utilizada para linguagens de programação, alusiva ao que 
seria o passatempo do ‘nerd’ trabalhando no computador durante o carnaval. 
http://entaojf.blogspot.com.br/2013/06/
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V. Nos dois textos, o processo discursivo, sua intencionalidade específica, as condições de produção, o 
momento enunciativo, a interface semântico-cognitivo-lexical para a produção e a compreensão 
desse discurso, tudo isso interfere no sentido e no efeito ocasionado por ele. 
Está correto apenas o que se afirma em 
a) I, II e III. 
b) I, IV e V. 
c) II, III e IV. 
d) III, IV e V. 
 
06) (EAOEAR – 2019) Os sentidos das palavras não são imutáveis, ou seja, dependendo do contexto, as palavras 
ganham sentidos que muitas vezes surpreendem o leitor. Tais sentidos podem ser classificados como denotação e 
conotação. Com base nessa reflexão, leia o texto em seguida e relacione a coluna da direita com a da esquerda. 
Caríssima Ana 
No princípio você deu palavras de presente a Mateus. Ele acordou outras e multiplicou as cartas. Agora 
muitas palavras moram acordadas em nosso sonho. 
É tempo de escolher quem saiba somar nossas palavras em uma grande carta. Carta Maior, feita de 
pequenas cartas. 
Que esses nossos representantes sejam Justos, Próximos e Verdadeiros. E que sejamos atentos, para não 
ficar uma só palavra esquecida. 
Assim, as palavras vão sair do nosso sonho para viver entre nós – sempre. 
Com muito amor, 
João 
(QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. Correspondência. Belo Horizonte: RHJ, 2004). 
 
SENTIDO CONTEXTO 
(1) Conotação ( ) “E que sejamos atentos...” 
(2) Denotação ( ) “...as palavras vão sair do nosso sonho...” 
 ( ) “Ele acordou outras e multiplicou as cartas.” 
 ( ) “...palavras moram acordadas...” 
 ( ) “Com muito amor, João” 
A sequência correta dessa classificação é 
a) (1); (2); (1); (1); (1). 
b) (1); (2); (2); (2); (1). 
c) (2); (1); (1); (1); (2). 
d) (2); (1); (2); (1); (2). 
 
Texto para as questões 07 e 08. 
 
Alfabeto de emojis 
Antônio Prata* 
1. “Paradoxalmente” – escreverá um historiador em 2218 – “foi a disseminação da escrita como 
principal forma de comunicação o que criou as condições para a sua própria morte”. O alfabeto latino, 
este fantástico conjunto de 26 letras que, combinadas infinitamente, podem nomear realidades tão 
distintas quanto “sol”, “schadenfreud” e “Argamassa Cimentcola Quartzolite”, começou sua lenta 
caminhada em direção ao brejo em setembro de 1982. 
2. Foi ali, não muito depois da derrota do Brasil para a Itália de Paolo Rossi, que o cientista da 
computação Scott Fahlman sugeriu a colegas de Carnegie Mellon University, com os quais se comunicava 
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66 
online, usarem 
3. :) para distinguirem as piadas dos assuntos sérios. Mal sabia o tal Scott, criando essa possibilidade, 
que aquela inocente boca de parêntese era o protótipo da goela que viria a engolir quase 3.000 anos de 
alfabeto como se fosse uma sopa de letrinhas. 
4. Os emoticons se espalharam pelo mundo de tal maneira que inundaram o ICQ, os chats e, 
principalmente, os celulares, mas nem todos os seres humanos aderiram imediatamente à moda. Alguns 
se recusaram por conservadorismo, alguns por uma burrice gráfica atávica que os impedia de 
compreender as imagens. [...] 
5. Emoticons foram o início do fim, mas só o início. O coaxar dos sapos no brejo começou a incomodar 
mesmo com a chegada dos emojis. Confesso que, de novo, demorei pra entrar na onda. Desta vez não 
por desconhecimento, nem por burrice, mas por senso do ridículo. Quando que um adulto como eu iria 
mandar pra outro adulto um “smile” bicudo soltando um coração pelo canto da boca, como se fosse uma 
bola de chiclete? Nunca! “Nunca”, no caso, revelou-se estar a apenas uns cinco anos de distância da 
minha indignação. 
6. Hoje eu mando coração pulsante pra contadora que me lembrou dos documentos do IR, mando John 
Travolta de roxo pro amigo que me pergunta se está confirmado ojantar na quinta e, se eu pagasse 
imposto sobre cada joia que envio daquele mãozão amarelo, não ia ter coração pulsante capaz de fazer 
minha contadora resolver a situação. 
7. “Em meados do século 21” – escreverá o historiador de 2218 – “a humanidade abandonou o alfabeto 
e passou a se comunicar só por emojis”. A frase, claro, será toda escrita com emojis. Haverá tantos, 
iguaizinhos e tão variados, que será possível citar Shakespeare usando apenas desenhinhos. 
(Shakespeare, aliás, dá pra escrever. Imagem de milk-shake + duas chaves (keys) + pera (pear). Shake 
+ keys + pear). 
8. Teremos voltado ao tempo dos hieróglifos e não me assombra se as condições de vida regredirem 
às do antigo Egito, mas ninguém se importará, cada um de nós, hipnotizado pela tela que tantos 
apregoaram ser uma nova pedra de Roseta capaz de traduzir o mundo em nossas mãos, mas que no fim 
se revelou só um infernal e escravizante pergaminho. :-( 
• Escritor e roteirista. 
 
(Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2018/ 
04/alfabeto-de-emojis.shtml>. Acesso em: 01 fev. 2019. Adaptado.) 
 
07) (EAOEAR - 2020) Nem sempre, num dado texto, as palavras apresentam um único sentido, aquele encontrado 
no dicionário. Empregadas em determinados contextos, elas ganham novos sentidos, figurados, carregados de 
valores afetivos ou sociais. A comunicação é feita através das várias significações dos signos linguísticos. Quando 
transmitimos ou recebemos uma mensagem, seja por linguagem oral, escrita ou não verbal, estabelecemos 
comunicação. Sintonizados com esses conceitos, concluímos que, em uma língua, a conotação e a denotação são as 
variações de significados que ocorrem no signo linguístico. 
 
A esse respeito, releia os dois primeiros parágrafos do texto. Sobre eles, é correto afirmar que as 
palavras ou expressões estão empregadas denotativamente em 
 
a) “... foi a disseminação da escrita como principal forma de comunicação...”. 
b) “... começou sua lenta caminhada em direção ao brejo em setembro de 1982 ...”. 
c) “... sugeriu [...] a colegas usarem :-) para distinguirem as piadas dos assuntos sérios”. 
d) “... aquela inocente boca de parênteses era o protótipo da goela que viria a engolir quase 
3.000 anos de alfabeto”. 
 
08) (EAOEAR - 2020) Na estrutura frasal “Desta vez não por desconhecimento, nem por burrice, mas por senso 
do ridículo.” (§ 4), a relação sintático-semântica do elemento articulador “NEM” estabelecida é a de 
 
a) adição. 
b) contraste. 
c) explicação. 
d) alternância. 
 
 
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67 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 
Texto para a questão 01. 
 
O que diria e o que faria Mandela? 
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que 
tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações 
com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-
de-semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, 
outro drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente 
na nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos. 
[...] 
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise 
econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela 
percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No 
entanto, o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de 
negócios saqueados eram sul-africanos. 
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal 
construir uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte. 
 
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.) 
 
01) (EAOEAR-2016) “A orientação argumentativa pode-se realizar pelo uso de termos ou expressões metafóricas 
ou não. Trata-se de uma manobra bastante comum, particularmente em gêneros opinativos.” 
(KOCH, Ingedore Villaça, ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.) 
A partir de tal pressuposto, indique o segmento que apresenta expressões constituintes de tal orientação 
argumentativa textual em que há o uso de expressão de sentido metafórico. 
a) “... outro drama humanitário se desenrola no sul da África...” (1º§) 
b) “O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus...” (1º§) 
c) “... nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança.” (1º§) 
d) “... xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise econômica,...” (2º§) 
 
 
02) (EAOEAR – 2019) A gradação se configura como uma das figuras semânticas que lida com aspectos 
interpretativos da fala ou do texto, alterando a percepção do leitor ou do interlocutor em questão. Desta forma, sua 
ocorrência está mais ligada a questões semânticas do que sintáticas ou sonoras. A sua principal função é propor 
uma sequência de palavras e/ou expressões que intensifiquem uma mesma ideia ou elemento, a fim de destacar 
este componente dos demais, demonstrando uma espécie de crescimento ou evolução pelo qual ele passou no 
enunciado. 
A esse respeito, leia o conto “A mania”, de Carlos Herculano Lopes. 
 
“Há muitos anos, em Santa Marta, viveu um rapaz que voava. Meu tio Otacílio lembra-se de tê-lo visto. Muito alto e 
magro, ele possuía a estranha mania de ficar em cima de uma ponte olhando para a cachoeira e os redemoinhos 
que nela se formavam. Ali o moço passava horas, tardes inteiras, semanas seguidas, e ninguém se preocupava, 
pois aquele era um costume antigo, adquirido desde a sua mais tenra infância. A última vez que foi visto aconteceu 
em um mês de dezembro. Dizem que chovia muito e ele pairava entre as árvores, com os olhos fixos na água”. 
(LOPES, Carlos Herculano. Coração aos pulos. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.45). 
Assinale a passagem em que há exemplo de gradação. 
a) “Ali o moço passava horas, tardes inteiras, semanas seguidas” 
b) “Há muitos anos, em Santa Marta, viveu um rapaz que voava.” 
c) “A última vez que foi visto aconteceu em um mês de dezembro.” 
d) “Muito alto e magro, ele possuía a estranha mania de ficar em cima de uma ponte olhando para a cachoeira e os 
redemoinhos que nela se formavam.” 
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/
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PARTE IV - PONTUAÇÃO 
 
Texto para a questão 01. 
A zaga aérea do Brasil na Copa 
Delineamos as estratégias da FAB para garantir marcação cerrada nos céus do país durante o maior evento 
esportivo do mundo. 
Entre os preparativos mais complexos para a Copa do Mundo, que começará em junho próximo, e os Jogos 
Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto de 2016, está a criação de zonas de exclusão aéreas, nas quais os 
sobrevoos de aeronaves estarão proibidos. É uma medida de segurança que visa evitar atentados terroristas e 
incidentes aéreos nos locais de grande concentração de turistas e atletas. Esse tipo de iniciativa já foi posta em 
prática nos Jogos de Londres, em 2012, com grande sucesso. Na ocasião, oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) 
acompanharam o trabalho dos britânicos. No Brasil, será uma experiência de proporções ainda maiores, envolvendo 
12 cidades-sede espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio 
nos Jogos Olímpicos. Não que o país seja alvo de atentados, mas, diante dos atuais riscos globais e de suas 
consequências, todo o cuidado será pouco. A primeira experiência realdesse gênero para a FAB foi a Rio+20, a 
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que reuniu 43.000 participantes de 193 
nações, em 2012. Depois vieram a Copa das Confederações, em junho de 2013, seguida da visita do Papa 
Francisco, em agosto do mesmo ano. Em todos esses eventos, caças e helicópteros estiveram de prontidão. 
(André Vargas, Aero Magazine, nº 237 – 2014. Fragmento.) 
01) (EAOEAR-2015) De acordo com a finalidade dos sinais de pontuação, em “[...] envolvendo 12 cidades-sede 
espalhadas por todo o território nacional – bem menos complexa será a proteção dos céus do Rio nos Jogos 
Olímpicos.” o uso do “travessão” introduz 
 
a) elipse de um verbo. 
b) citação que se quer enfatizar. 
c) oração justaposta assindética. 
d) acréscimo de uma informação explicativa. 
 
Texto para a questão 02. 
 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a 
democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas 
muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos 
prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e 
assim nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia 
pronta que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o 
segredo da inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por 
impulso ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus 
fins privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem 
para a construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus 
desejos e pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que 
meu modo de ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e 
da proteção aos direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas 
ações não contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando 
esqueço que o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único 
capaz de garantir seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.) 
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02) (EAOEAR-2016) Em “Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus desejos e 
pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando...” (3º§) as vírgulas que 
separam a expressão “sem pensar” apresentam a mesma justificativa vista em 
a) Aquele homem, antes de ser pai, era intragável. 
b) A proposta não é, meu caro, aquilo que você disse. 
c) Não esperava que ele, inteligente e culto, agisse de tal forma. 
d) Tal imóvel possui apenas um dormitório, um banheiro e uma cozinha. 
 
Texto para as questões 03 e 04. 
 
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-
me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, 
não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo 
porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia. 
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo 
se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao 
conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as 
palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados 
das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que 
parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com 
janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida. 
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, 
por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio 
como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na 
peliça [...]. 
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não 
como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca 
mais regressa ao mar. 
 
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard 
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.) 
 
03) (EAOEAR – 2017) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. 
No trecho “... aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira 
goma húmida” (2º§), as palavras sublinhadas podem ser entendidas por suas estruturas e contexto em que se inserem, 
significando, respectivamente e . 
a) gramadas / úmida 
b) geminadas / úmida 
c) sem gramado / umedecida 
d) íngremes / um pouco molhada 
 
04) (EAOEAR – 2017) “A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que 
de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões...” (2º§) as vírgulas que separam 
“real ou suposto” encontram a mesma correspondência de utilização em: 
a) Larissa, me procure, após sua aula. 
b) Cuidado, Matheus, para não se machucar. 
c) Em minha cidade, Florianópolis, o sol brilha. 
d) César, antes de ir à aula, passa na casa da avó. 
 
Texto para a questão 05. 
 
“Em todo cabeleireiro talvez haja a vocação frustrada de um dentista; conheci mesmo um que deixou a tesoura, em 
Belo Horizonte, e foi ganhar a vida com um boticão em Montes Claros. 
É verdade que no dentista, pelo fato muito explicável de estarmos de boca aberta, não precisamos responder a 
nenhuma daquelas perguntas que no barbeiro geram sempre a mais cacete das conversas sem futuro. Mas é verdade 
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também que o simples aparato de brocas e ferramentas já nos sugere a humilhação de uma dor transcendente a 
toda anestesia e nos faz desejar as dentaduras duplas que Carlos Drummond de Andrade cantou.” 
(SABINO, Fernando. “Dor de dente”. In: Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.39-40). 
05) (EAOEAR – 2019) Com relação à pontuação do trecho acima, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se 
afirma abaixo e depois assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
 
( ) Está incorreto o emprego do ponto e vírgula no texto. 
( ) É correto colocar-se vírgula apenas depois do vocábulo “também”. 
( ) A vírgula depois da palavra “Belo Horizonte” foi empregada incorretamente. 
( ) A vírgula depois da expressão adverbial “no dentista” está adequada.( ) É correto colocar-se vírgula depois da expressão “Em todo cabeleireiro”. 
 
a) (F); (F); (F); (V); (V). c) (V); (F); (V); (V); (F). 
b) (F); (V); (V); (F); (F). d) (V); (V); (F); (F); (V). 
 
06) (EAOEAR - 2020) Leia, o texto a seguir. 
 
“Toma: é a tua carta de liberdade, ela será a tua punição de hoje em diante, porque as tuas faltas recairão 
unicamente sobre ti; porque a moral e a lei te pedirão uma conta severa de tuas ações. Livre, sentirás a necessidade 
do trabalho honesto e apreciarás os nobres sentimentos que hoje não compreendes.” 
 
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 2017. p.161.) 
 
Em relação aos sinais de pontuação, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir sobre 
o texto exemplificado. 
 
De acordo com as afirmações, a sequência correta é 
 
a) (V); (F); (V); (F); (F). 
b) (V); (V); (F); (V); (V). 
c) (F); (F); (V); (V); (V). 
d) (F); (V); (F); (F); (F). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ( ) O ponto e vírgula serve para separar itens de enunciados enumerativos. 
( ) Após a palavra “liberdade”, a vírgula indica a supressão da palavra “carta”. 
( ) A vírgula antes do primeiro "porque" separa uma oração coordenada sindética. 
( ) A vírgula, após a palavra “Livre”, separa elemento de valor meramente explicativo. 
( ) Os dois-pontos foram empregados para indicar um esclarecimento do que foi enunciado. 
 
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71 
QUESTÕES DE REVISÃO GRAMATICAL 
Texto para a questão 01. 
Democracia e autoritarismo 
O fato de que as pessoas que vivem em um regime democrático não saibam o que é democracia é uma 
questão por si só muito grave. O saber sobre o que seja qualquer coisa – e neste, caso, sobre o que seja a 
democracia – se dá em diversos níveis e interfere em nossas ações. Agimos em nome do que pensamos. Mas 
muitas vezes não entendemos muito bem nossos próprios pensamentos, pois somos vítimas de pensamentos 
prontos. 
Creio que, neste momento brasileiro, poucas pessoas que agem em nome da democracia estejam se 
questionando sobre o que ela realmente seja. É provável que poucos pratiquem o ato de humildade do 
conhecimento que é o questionamento honesto. O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do 
conhecimento. É a virtude do conhecimento. É essa virtude que nos faz perguntar sobre o que pensamos e 
assim nos permite sair de um nível dogmático para um nível reflexivo de pensamento. Essa passagem da ideia 
pronta que recebemos da religião, do senso comum, dos meios de comunicação para o questionamento é o 
segredo da inteligência humana seja ela cognitiva, moral ou política. 
[...] a democracia flerta facilmente com o autoritarismo quando não se pensa no que ela é e se age por 
impulso ou por leviandade. Eu não sou uma pessoa democrática quando vou à rua protestar em nome dos meus 
fins privados, dos meus interesses pessoais, quando protesto em nome de interesses que em nada contribuem 
para a construção da esfera pública. Eu sou autoritária quando, sem pensar, imponho violentamente os meus 
desejos e pensamentos sem me preocupar com o que os outros estão vivendo e pensando, quando penso que 
meu modo de ver o mundo está pronto e acabado, quando esqueço que a vida social é a vida da convivência e 
da proteção aos direitos de todos os que vivem no mesmo mundo que eu. Não sou democrática quando minhas 
ações não contribuem para a manutenção da democracia como forma de governo do povo para o povo, quando 
esqueço que o povo precisa ser capaz de respeitar as regras do próprio jogo ao qual ele aderiu e que é o único 
capaz de garantir seus direitos fundamentais: o jogo da democracia. 
(Marcia Tiburi. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/. 18/03/2015. Adaptado.) 
 
01) (EAOEAR-2016) No trecho “O questionamento é uma prática, mas é também qualidade do conhecimento. É a 
virtude do conhecimento.” (2º§) é correto afirmar que 
 
a) o vocábulo “também” exerce função conclusiva em relação à informação apresentada. 
b) subentende-se que o sujeito da segunda frase é o mesmo que o expresso na primeira. 
c) o vocábulo “mas” exerce função de termo adversativo em relação à asserção da oração que o antecede. 
d) o termo “prática” na oração é o termo responsável por complementar a ação verbal, tendo, por intermediário, 
um verbo de ligação. 
 
Texto para a questão 02. 
O que diria e o que faria Mandela? 
O mundo acompanha o drama humanitário e os dilemas europeus sobre acolher e/ou conter migrantes que 
tentam atravessar o Mediterrâneo da África do Norte para a Europa. São desastres constantes nas embarcações 
com seus passageiros, nas transações encetadas por traficantes do desespero e da esperança. No último fim-
de-semana foi o naufrágio de um barco pesqueiro na costa líbia que deixou centenas de mortos. No entanto, 
outro drama humanitário se desenrola no sul da África, com a violência e a xenofobia dos últimos dias justamente 
na nação arco-íris que Nelson Mandela se propôs a construir no lugar do apartheid há pouco mais de 20 anos. 
[...] 
A mais recente onda de violência mistura xenofobia e mera criminalidade em um país em crescente crise 
econômica, taxa de desemprego de 24%, chefiado pelo desacreditado presidente Jacob Zuma e marcado pela 
percepção, especialmente em comunidades pobres, de que estrangeiros estão roubando os empregos. No 
entanto, o catalisador da violência (xenofobia) se diluiu em meio à escalada, pois muitos dos mortos e donos de 
negócios saqueados eram sul-africanos. 
Nelson Mandela nunca teve sucessores à altura e sempre se soube que seria uma tarefa descomunal 
construir uma nação arco-íris. O desafio se tornou mais ingrato e o arco-íris está ainda mais distante no horizonte. 
 
(Caio Blinder, 21/04/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/africa-do-sul/o-que-diria-mandela/. Adaptado.) 
02) (EAOEAR-2016) Acerca dos elementos evidenciados, informe se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) 
ou falsas (F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
 
( ) Em “para a Europa”, o “para” contém uma ideia de finalidade. 
( ) As duas ocorrências da expressão “no entanto” apresentam o mesmo valor. 
http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/democracia-e-autoritarismo/
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( ) No último parágrafo do texto, “sempre” traz uma ideia de tempo, assim como “ainda”. 
( ) O segmento “o drama humanitário e os dilemas europeus” é sujeito composto pois possui dois núcleos. 
 
a) V – V – F – F 
b) V – F – F – F 
c) F – F – V – V 
d) F – V – V – F 
 
03) (EAOEAR – 2019) Leia o texto a seguir. 
Naquele momento da reunião, ponderei: 
“Sou eu mesma. E você eu conheço do Centro de Instruções, 
certo?” Ela me olhou interrogativa (forcejando para ser alegre). 
Fonte: Arquivo da Banca Elaboradora. 
 
Além da estrutura sintática, a pontuação indica vários outros aspectos presentes no texto e que podem ser 
assim explicados e exemplificados: 
 
I. Os parênteses exemplificam uma indicação cênica. 
II. As aspas ressaltam o valor significativo das frases. 
III. A vírgula, na primeira frase, está isolando um adjunto adverbial. 
IV. A vírgula antes de “certo?” isola uma expressão de caráter fático. 
V. Os dois pontos indicam que o sentido vai além do que foi expresso. 
 
Está correto apenas o que se afirma em 
a) I, II e III. 
b) I, III e IV. 
c) II, IV e V. 
d) III, IV e V. 
 
Texto para a questão 04. 
 
Alfabeto de emojis 
Antônio Prata* 
1. “Paradoxalmente” – escreverá um historiador em 2218 – “foi a disseminação da escrita como 
principal forma de comunicação o que criou as condições para a sua própria morte”. O alfabeto latino, 
este fantástico conjunto de 26 letras que, combinadas infinitamente, podem nomear realidadestão 
distintas quanto “sol”, “schadenfreud” e “Argamassa Cimentcola Quartzolite”, começou sua lenta 
caminhada em direção ao brejo em setembro de 1982. 
2. Foi ali, não muito depois da derrota do Brasil para a Itália de Paolo Rossi, que o cientista da 
computação Scott Fahlman sugeriu a colegas de Carnegie Mellon University, com os quais se comunicava 
online, usarem 
3. :) para distinguirem as piadas dos assuntos sérios. Mal sabia o tal Scott, criando essa possibilidade, 
que aquela inocente boca de parêntese era o protótipo da goela que viria a engolir quase 3.000 anos de 
alfabeto como se fosse uma sopa de letrinhas. 
4. Os emoticons se espalharam pelo mundo de tal maneira que inundaram o ICQ, os chats e, 
principalmente, os celulares, mas nem todos os seres humanos aderiram imediatamente à moda. Alguns 
se recusaram por conservadorismo, alguns por uma burrice gráfica atávica que os impedia de 
compreender as imagens. [...] 
5. Emoticons foram o início do fim, mas só o início. O coaxar dos sapos no brejo começou a incomodar 
mesmo com a chegada dos emojis. Confesso que, de novo, demorei pra entrar na onda. Desta vez não 
por desconhecimento, nem por burrice, mas por senso do ridículo. Quando que um adulto como eu iria 
mandar pra outro adulto um “smile” bicudo soltando um coração pelo canto da boca, como se fosse uma 
bola de chiclete? Nunca! “Nunca”, no caso, revelou-se estar a apenas uns cinco anos de distância da 
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minha indignação. 
6. Hoje eu mando coração pulsante pra contadora que me lembrou dos documentos do IR, mando John 
Travolta de roxo pro amigo que me pergunta se está confirmado o jantar na quinta e, se eu pagasse 
imposto sobre cada joia que envio daquele mãozão amarelo, não ia ter coração pulsante capaz de fazer 
minha contadora resolver a situação. 
7. “Em meados do século 21” – escreverá o historiador de 2218 – “a humanidade abandonou o alfabeto 
e passou a se comunicar só por emojis”. A frase, claro, será toda escrita com emojis. Haverá tantos, 
iguaizinhos e tão variados, que será possível citar Shakespeare usando apenas desenhinhos. 
(Shakespeare, aliás, dá pra escrever. Imagem de milk-shake + duas chaves (keys) + pera (pear). Shake 
+ keys + pear). 
8. Teremos voltado ao tempo dos hieróglifos e não me assombra se as condições de vida regredirem 
às do antigo Egito, mas ninguém se importará, cada um de nós, hipnotizado pela tela que tantos 
apregoaram ser uma nova pedra de Roseta capaz de traduzir o mundo em nossas mãos, mas que no fim 
se revelou só um infernal e escravizante pergaminho. :-( 
* Escritor e roteirista. 
 
(Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2018/04/alfabeto-de-emojis.shtml>. Acesso em: 01 fev. 2019. 
Adaptado.) 
04) (EAOEAR - 2020) Uma palavra possui, por definição, muitos significados os quais mudam 
dependendo do contexto onde ela é inserida. Por outro lado, há elementos que dão todo o sentido para 
um texto. Assim, estuda-se como as palavras devem ser articuladas para dar sentido ao texto (coesão), 
da mesma forma que se trabalha para que o texto tenha sentido (coerência). 
A esse respeito, avalie as informações propostas sobre a crônica lida. 
 
I. Na expressão "mãozão amarelo" (§ 5), embora pareça soar estranho, o termo em destaque 
é o aumentativo de "mão". 
II. Em "... não me assombra se as condições de vida regredirem às do antigo Egito..." (§ 7), o 
vocábulo "às" remete a um elemento que não foi explicitado no texto. 
III. Na frase "Paradoxalmente – escreverá um historiador de 2218" (§ 1), a palavra sublinhada 
pode ser substituída por "congruentemente", sem que se altere o sentido original do trecho. 
IV. Em "Haverá tantos, iguaizinhos ou tão variados, que será impossível citar Shakespeare 
usando apenas desenhinhos." (§ 6), o vocábulo "iguaizinhos" é elemento que tem a função 
coesiva de retomar um termo mencionado anteriormente. 
 
Está correto apenas o que se afirma em 
 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) I, II e III. 
d) II, III e IV.

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