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Eletrocardiografia SEMANA DE RESGATE Luciana Cardoso Silva Lima Graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC Residência Médica em Cardiologia (Santa Casa de Misericórdia da Bahia – Hospital Santa Izabel ) Julho de 2022 Faculdade Santo Agostinho O Eletrocardiograma • Despolarização dos átrios: Onda P • Despolarização Ventricular: Complexo QRS 1º Onda Q: 1ª deflexão negativa; ( Vetor para baixo e para Direita) Septo Interventricular 2º Onda R: Deflexão positiva; Parede livre dos ventrículos 3º Onda S: Deflexão negativa que se segue à onda R; Porções basais dos ventrículos O Eletrocardiograma • Repolarização Atrial: “Encoberta” • Repolarização Ventricular: Onda T - Mesma polaridade do QRS • Final da Repolarização Ventricular: Onda U - Proporcional a onda T com amplitude de 5% a 25% desta O Eletrocardiograma • Segmento: Linha isoelétrica entre duas ondas 1- Segmento PR: Atraso da condução elétrica pelo nó AV 2- Segmento ST: Fim do complexo QRS e início da onda T • Intervalo: Mais amplo 1- Intervalo PR: Início da despolarização atrial ao início da despolarização ventricular 2- Intervalo QT: Início do QRS ao final da onda T; O Eletrocardiograma • Derivação Eletrocardiográfica: Medida de diferencial de potencial entre dois eletrodos • Derivações Bipolares: DI, DII,DIII • Derivações Unipolares Aumentadas: aVR, aVL e aVF • Derivações Periféricas: V1, V2,V3, V4, V5, V6 • Triângulo de Einthoven O Eletrocardiograma O Eletrocardiograma O Eletrocardiograma • Derivações Complementares: - V4R: Eletrodo no 5º espaço intercostal direito, na linha hemiclavicular; - V3R: Eletrodo entre V4R e V1; - V7: Eletrodo ao mesmo nível de V6, na linha axilar posterior; - V8: Eletrodo ao mesmo nível de V7, na linha hemiclavicular posterior, abaixo da escápula; - V9: Eletrodo ao mesmo nível de V7, à esquerda do corpo vertebral Suspeita de Infarto de VD: Usar V3R e V4R Suspeita de Infarto Dorsal: Usar V7, V8 e V9 ECG: Eixo • Eixo do Complexo QRS ou eixo elétrico do coração: -> Vetor resultante da despolarização dos ventrículos ; ECG: Eixo • 1º Passo: Identificar o quadrante; • 2º Passo: Encontrar derivação com QRS isoelétrico; - O vetor resultante é perpendicular a ela Vamos Praticar ! Exemplo: Se DI é positivo QRS Isodifásico: aVF negativo e DII isoelétrico DI ? DII? DIII? Qual o eixo? aVF? aVL? aVR? DERIVAÇÕES PERPENDICULARES DI e aVF DII e aVL DIII e aVR ECG: Eixo • E quando não há derivação isoelétrica? - Definir em qual derivação o QRS resultante tem a maior amplitude , se em D1 ou aVF; - Para o cálculo exato do eixo, o ideal é utilizar derivações semelhantes ECG: Eixo ECG: Interpretação • Identificação do paciente; • Padronização do ECG: - Velocidade: 25mm/s - Voltagem: 1,0 mV (N) ECG: Interpretação • Ritmo: é sinusal? - 1º Passo: Avaliar se o ritmo é gerado no nó sinusal: . Onda P com eixo entre 0º e +90º: Positiva em DI , DII e aVF/ Negativa em aVR; - 2º Passo: Avaliar a morfologia da onda P: . Ondas P com a mesma morfologia; -3º Passo: Avaliar se o estímulo gerado no átrio é conduzido para os ventrículos: . A cada onda P, se segue um complexo QRS; ECG: Interpretação Ritmo sinusal . Onda P com eixo entre 0º e +90º: Positiva em DI , DII e aVF/ Negativa em aVR; . Ondas P com a mesma morfologia; . A cada onda P, se segue um complexo QRS; ECG: Interpretação • Frequência Cardíaca - 1500 dividido pelo número de milímetros ( contar os quadrados pequenos) entre 2 complexos QRS ( intervalo R-R); - Dividir 300 pelo número de quadrados grandes ( de 5mm) entre os R- R; ECG: Interpretação • Frequência Cardíaca: Quando o ritmo é irregular? - Olhar DII longo, o registro equivale a um período de 10 segundos, devemos contar o número de QRS e multiplicar por 6; ECG: Interpretação • Identificação; • Ritmo • Frequência; • Eixo ( do QRS); • Onda P; • Intervalo e segmento PR; • Complexo QRS; • Segmento ST; • Onda T; • Intervalo QT; ECG: A onda P - Sobrecargas atriais • A despolarização do átrio D ocorre antes da do átrio E: - Primeira parte da onda P é a despolarização do átrio D e a segunda, do átrio E; - A onda P deve ser medida na derivação em que for maior, geralmente DII; Onda P normal 1- Eixo: Próximo a +60° ( pode variar de 0° a +90°); 2- Amplitude: até 2,5mm ou 2 quadradinhos e meio (0,25mV); 3- Duração: Menor que 120ms ( menor que 3 quadradinhos); ECG: A onda P - Sobrecargas atriais Onda P normal 1- Eixo: Próximo a +60° ( pode variar de 0° a +90°); 2- Amplitude: até 2,5mm ou 2 quadradinhos e meio (0,25mV); 3- Duração: Menor que 120ms ( menor que 3 quadradinhos); ECG: Sobrecarga atrial direita • Aumento da parte da onda P que representa o átrio D: Aumento da amplitude da onda , além de 2,5mm; • Face positiva da onda P em V1 com amplitude > ou igual a 1,5mm; • Índice de Macruz < 1: duração da onda P/ duração do segmento PR; • Sinal de Peñaloza e Tranchesi: QRS com baixa voltagem em V1, contrastando com a amplitude normal ou aumentada em V2 -> Importante critério em fibrilação atrial ECG: Sobrecarga atrial direita Critérios Diretos - Amplitude da onda P > 2,5mm (0,25mV); - Aspecto apiculado da onda P; - Padrão “plus minus” nas precordiais direitas , com fase positiva com amplitude > ou igual a 1,5mm; - Desvio de eixo para direita; - Índice de Macruz < 1 Critérios Indiretos - Sinal de Peñaloza Tranchesi ECG: Sobrecarga atrial esquerda • Onda P de duração aumentada: aumento da segunda metade da onde P. Duração > ou igual a 120ms ( 3 quadradinhos); • Índice de Morris: É a fase negativa da onda P em V1 com área maior que 1mm² ( 1 quadradinho de duração x 1 quadradinho de amplitude): Especificidade 90%; • Onda P bífida e entalhada: Voltagem ( amplitude) do segundo componente da onda P maior que o do primeiro; • Índice de Macruz >1,6: duração da onda P/ duração do segmento PR; • Desvio de eixo para esquerda; * FA no ECG = sinal indireto de SAE; ECG: Sobrecarga atrial esquerda ECG: Sobrecarga biatrial • Aumento combinado de amplitude (>2,5mm) e duração ( > ou igual 120ms) da onda P em DII; • Componente inicial positivo da onda P em V1 com amplitude > ou igual a 1,5mm e componente final negativo com duração > ou igual 40ms e profundidade de 1mm ( índice de Morris); ECG: O Complexo QRS • Duração: < 120 ms ( até 3 quadradinhos); • Amplitude variável • Causas de aumento de amplitude: 1- Sobrecarga Ventricular Esquerda; 2- Sobrecarga Ventricular Direita; 3- Sobrecarga Biventricular; ECG: Sobrecarga Ventricular Esquerda ( SVE) • Critério de Sokolow- Lyon: • S V1 + R de V5 ou V6 > 35mm - ( Critério original) • R de aVL> 11mm ECG: Sobrecarga Ventricular Esquerda ( SVE) • Critério de Cornell ( voltagem) R de aVL + S de V3 > 28mm se sexo masculino R de aVL + S de V3 > 20mm se sexo feminino ECG: Sobrecarga Ventricular Esquerda ( SVE) • Critério de pontos de Romhilt – Estes ECG: Sobrecarga Ventricular Direita ( SVD) • Desvio de eixo para direita: eixo QRS > +110° no adulto; • Ondas R com alta voltagem em V1 ( R> 6mm) com morfologia Rs, qR, qRs ou R puro; • Relação R/S> 1 em V1; • Onda S em V5 > 10mm; • Onda S em V6 > 3mm; • Soma de R de V1 + S V5-V6 > 10,5mm; • Padrão Strain em V1, V2, V3; ECG: Sobrecarga Biventricular • Associação dos critérios de SVE e SVD com predomínio de um ou de outro - Achado mais comum: Eixo elétrico do QRS desviado para a direita, associado a critérios de SVE: 1- Eixo QRS > + 90°; 2- Complexo QRS isodifásicos amplos, de tipo R/S, nas precordiais intermediárias de V2 a V4; 3- S profundas em V5e V6 4- Critérios de sobrecarga de átrio D; Obrigada