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Alterações radiográficas da coluna e do crânio anatomia - Cães e gatos: 7C, 13T, 7L, 3Sa, 20/24Ca; - Equinos: 7C, 18T, 6L, 5Sa, 15/20Ca; - Bovinos: 7C, 13T, 6L, 5Sa, 18/20Ca. - Disco intervertebral tem o núcleo pulposo; - Entre as meninges, tem o espaço subaracnoide. Disco intervertebral normal. Núcleo pulposo = cartilagem bem hidratada, quando tem processo degenerativo do disco, perde essa característica. Anel fibroso fino em cima e espesso em baixo. - Doença do disco intervertebral (DDIV) > calcificação do núcleo pulposo; - Medula em cães chega até em L6; - Medula em gatos chega até S1 ou S2; - Processo espinhoso muda de direção em T11 > vértebra anticlinal; - Espaço do disco é normalmente estreito. Espaço do disco na vértebra anticlinal é menor. - Não há disco intervertebral entre C1 e C2, apenas entre C2 e C3. - Vértebras torácicas em formato de quadrado, vértebras lombares em formato de retângulo. Posicionamento - Animal sedado para que não haja nenhum tipo de contração muscular/dor > causa desvio na coluna; - Utilização de espumas para deixar a coluna do animal o mais alinhada possível. Anatomia radiográfica - Posições DV, VD, LL, oblíqua; - Conhecer as estruturas anatômicas; - Área de pesquisa deve estar centralizada no filme radiográfico. Radiografia simples não avalia: - Cérebro; - Medula; - Raízes nervosas. Para coluna: - Raio x simples > menos informação; - Mielografia > um pouco mais de informação; - Tumografia > informações maiores; - Mielotomografia > mais informações; - Ressonância magnética > dá mais informações de todos. Neurofisiologia - Antes de mandar o animal para o exame radiográfico, deve-se fazer o exame neurológico > diz onde o animal deve ser radiografado. Crânio Displasia do occipital - Aumento da extensão dorsal do forame magno; - Resultado de um defeito de desenvolvimento no osso occipital; - Identificadas em raças miniatura e toy; - Pode ocorrer concomitante a hidrocefalia; - Pode ou não estar associada a sinais neurológicos (ataxia); - Braquiocefálicos: pode ser um achado normal. Diagnóstico radiográfico: - Rostrocaudal com o nariz inclinado de 25 a 40° para o esterno. Sinais radiográficos: - Animal normal: forame magno é oval. Alterado: - Perde a forma ovalar; - Tamanho maior; - Distendido dorsalmente; - Formado de “fechadura”. Normal x alterado. - Forame magno muito grande > pode ocorrer a herniação do cerebelo > animal pode ter ataxia cerebelar. Otite - Inflamação do ouvido externo, médio ou interno; - Melhor método de diagnóstico é a tomografia computadorizada por conta da fácil visualização da bula timpânica e do ouvido interno. Causado por: - Infecção bacteriana; - Pólipos; - Trauma; - Neoplasia. Sinais clínicos variável: - Etiologia; - Duração; - Severidade. - Inflamação da cartilagem auricular; - Espessamento de mucosa do conduto auditivo; - Formação de pus no conduto auditivo e dentro da bula timpânica. Dorsoventral ou rostocraudal de boca aberta (animal sedado) - Pode fazer a lateral, mas precisa ser inclinada > bula timpânica tem sobreposição com a do outro lado, fazendo a oblíqua, tem a separação das bulas timpânicas > diagnóstico de otite média. Lateral oblíqua. Sinais radiográficos: - Normal em casos agudos. Otite externa: - Diminuição do diâmetro do canal auricular externo; - Canal auricular externo com aumento de radiopacidade; - Calcificação da parede do canal auricular externo. Otite média: - Aumento de radiopacidade (densidade da água) em região de bula timpânica; - Parede da bula está espessada, irregular e esclerótica. Lateral x rostrocaudal de boca aberta. Espessamento da bula timpânica. Tomografia. Hidrocefalia - Excesso de LCR (líquido cefalorraquidiano) no crânio (sistema ventricular); - Resultado de obstrução ou não absorção ou por defeitos estruturais; - Comum em cães toy; - Há relatos em gatos; - Associada com a abertura das fontanelas: · Aberta ao nascimento; · Fechada entre 4-6 semanas. Diagnóstico: - Presuntivo: radiografia; - Definitivo: ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética. Sinais radiográficos: - Aumento da abóbada craniana; - Adelgaçamento (mais finas) da abóbada craniana; - Fontanelas persistentes. Coluna vertebral Deformidades angulares - São decorrentes de mal formações congênitas, dor, espasmos musculares, luxação, fraturas; - Escoliose > desvio lateral > projeção VD; - Cifose > desvio dorsal > projeção LL; - Lordose > desvio ventral > projeção LL. Escoliose. Cifose. Lodose. Anomalias congênitas Hemivértebra: - Ocorre devido a uma falha no desenvolvimento do corpo vertebral; - Pode ser unilateral, dorsal ou ventral; - Desvio do eixo da coluna (cifose, escoliose ou lordose); - Mais comum nas vértebras torácicas; - Achado incidental; - Raças mais comuns: Bulldogs, Boston Terrier e Pug. Sinais radiográficos: - Desvio da coluna (cifose, escoliose ou lordose); - Córtex com aparência lisa e normal; - Espaço intervertebral bem formado; - Corpo da vértebra malformado: · Borboleta: visualização na projeção VD; · Em cunha: visualização na projeção LL. - Diferenciar de fraturas por compressão. Hemivértebra em formato de borboleta. Ventrodorsal. Hemivértebra em formato de cunha. Lateral. Vértebra em bloco: - Fusão completa ou parcial de duas ou mais vértebras adjacentes; - Ocorre desenvolvimento incompleto do disco intervertebral; - Pode ocorrer em qualquer local da coluna; - Achado incidental; - Pode levar a herniação discal. Sinais radiográficos: - Fusão de corpos vertebrais; - Ausência do espaço intervertebral; - Tamanho e densidade normal. - Diferenciar de fraturas, luxações e discoespondilite. L5 e L6 fusionadas. C5 e C6 fusionadas. Vértebra transicional: - Alteração mais comum de ser observada; - Ocorre nas junções entre duas regiões da coluna vertebral; - Assume características de ambas as regiões; - Junções: tóraco-lomba, lombo-sacra e sacro-caudal; - Achados geralmente incidentais: · Importante na identificação de um sítio cirúrgico; · Pode ser associado com instabilidade lombossacral (dor). Sinais radiográficos: - Lombarização de T13 > vértebra torácica com característica de vértebra lombar. - Toraconização de L1 > L com característica de T; - Sacralização de L7; - Lombarização de S1. Vertebra transicional – Lombarização de T13. Vértebra transicional – Toracolização de L1. Vértebra transicional – Sacralização de L7 x normal. Vértebra transicional – Lombarização de S1. Espinha bífida: - Mal formação devido a uma falha no desenvolvimento da coluna vertebral; - Ocorre uma falha de fusão dos arcos vertebrais. Espinha bífida oculta: - Medula espinhal e meninges normais; - Ausência de sinais clínicos. Espinha bífida manifesta: - Protusão das meninges (meningocele), meninges e medula (meningomielocele); - Sinais clínicos associados. Sinais radiográficos: - Ausência de processo espinhoso; - Linha radiolucente entre as extremidades do processo espinhoso. Instabilidade atlantoaxial: - Congênita ou adquirida; - Animais jovens de raças pequenas; - Decorrente: · Mobilidade excessiva da articulação; · Agenesia do processo odontóide; · Hipoplasia do processo odontóide; · Não união do processo odontóide; · Ausência do ligamento transverso; · Trauma. - Consequência: compressão da medula espinhal. Sinais clínicos: - Dor cervical; - Incoordenação motora; - Paraplegia. Sinais radiográficos: - Projeção lateral flexionada; - Maior espaço entre o arco dorsal de C1 e processo espinhoso de C2; - Angulação dorsal do canal vertebral entre C1-C2; - Agenesia, hipoplasia, não união ou fratura do processo odontóide. Hipoplasia do processo odontóide. Fratura do processo odontóide. Agenesia do processo odontóide. Espondilomielopatia cervical: - Acomete cães de grande porte e equinos; - Síndrome Wobbler; - Decorrente: · Malformação das vértebras cervicais; · Má articulação; · Instabilidade; · Estenose do canal vertebral. Sinais clínicos: - Ataxia progressiva; - Tetraparesia; - Consequência de uma compressão da medula espinhal.- Espondilopatia cervical; - Instabilidade cervical vertebral. Sinais radiográficos: - Calcificação pré-matura do disco; - D.A.D do processo articular; - Espondilose deformante; - Deformidade do corpo vertebral; - Desalinhamento vertebral; - Estreitamento do canal vertebral; - C5-C6 e C6-C7 mais afetados. Meio de contraste na medula. Deslocamento dorsal da coluna de contraste devido a compressão do disco. Estenose lombossacral degenerativa: - Causa Síndrome da Cauda Equina; - Raças grandes > mais comum em Pastor Alemão; - Decorrente: · Instabilidade lombossacral; · Espondilose lombossacral; · Estenose do canal medular; · Doença do disco intervertebral. Sinais clínicos: - Dor; - Fraqueza do membro posterior; - Consequência: compressão da raiz nervosa. Sinais radiográficos: - Espondilose deformante entre L7-S1; - Esclerose de epífise entre L7-S1; - Diminuição do espaço intervertebral e do canal medular em L7-S1; - Deslocamento ventral do sacro em relação à L7; - Protusão de disco; - Discoespondilite. Radiografia x ressonância magnética. Espondilose: - Condição degenerativa dos anexos vertebrais; - Caracterizada pela formação de osteófitos; - Anquilose da articulação vertebral; - Acomete mais cães de grande porte e de meia idade; - Raramente possui algum significado clínico; - Regiões: · Torácica caudal; · Lombar; · Lombo-sacra > mais difícil de acontecer (muita mobilidade). Sinais radiográficos: - Osteófito em corpos vertebrais: ventral, lateral e dorsal; - Varia de pequenas espículas a formação de pontes; - Espaço intervertebral: normal x alterado. - Espondilose dorsal pode levar a compressão de medula. Espondilose anquilosante (se uniu). Espondilite: - Reação periosteal ventral no corpo vertebral; - Decorrente: · Trauma; · Ferimento externo; · Migração de corpo estranho; · Infecções secundárias (rim, ovário, útero). Sinais radiográficos: - Proliferação óssea na superfície ventral da vértebra; - Edema de partes moles; - Osteólise; - Ocasionalmente > colapso do disco. Discoespondilite: - Infecção de corpos, discos e placas terminais vertebrais; - Infecção via hematógena (endocardite, sistema urogenital); - Radiografia é limitada revido ao atraso do aparecimento dos sinais; - Tomografia e ressonância magnética podem ser usadas para confirmar diagnóstico preliminar; - Staphylococcus aureus > mais frequente; - Exame para Brucella canis > zoonose. Sinais radiográficos: - Osteólise das placas terminais; - Diminuição do espaço intervertebral; - Esclerose das placas terminais; - Neoformação óssea; - Irregularidade cortical; - Completa fusão vertebral = crônicos. Discoespondilite aguda. Discoespondilite crônica. Neoplasia: - Relativamente rara; - Osteossarcoma, osteocondroma, metastático; - Mieloma múltiplo defeito osteolítico circular; - Na maioria dos casos, as neoplasias malignas associadas às vértebras são de natureza destrutiva em vez de proliferativa; - As placas terminais vertebrais e os espaços dos discos geralmente não são envolvidos no processo destrutivo. Mieloma múltiplo. Doença do disco intervertebral: - Comum em cães e rara em gatos; - DDI é o processo normal de envelhecimento; - TC e RM são métodos melhores. Sinais clínicos: - Extrusão > início repentino, com dor, paralisia; - Protusão > menos dramáticas, ataxia progressiva. Raças condrodistroficas: - Degeneração progressiva do disco > Alterações do núcleo pulposo (idade precoce) > Anel fibroso também degenera > Possível ruptura do anel; - Extrusão distal; - Hansen tipo I. Outras raças: - Degeneração progressiva do disco > fibrose (idade avançada) > Anel fibroso fica flácido > Não ruptura do anel; - Protusão discal; - Hansen tipo II. Sinais radiográficos: - Mineralização do núcleo pulposo in “situ”; - Diminuição do espaço intervertebral; - Aumento de opacidade do forâmen intervertebral; - Esclerose das margens articulares; - Alteração de tamanho ou forma do forâmen intervertebral; - Aumento da radiopacidade do canal vertebral. - Pode afetar medula e raiz nervosa. Mielografia - Serve para evidenciar lesões não aparentes no exame radiográfico simples; - Localizar e determinar o grau de compressão medular; - Diagnosticar lesões medulares; - Classificação das lesões de acordo com sua localização; - Classifica conforme a localização da lesão; - Faz 3 projeções Lesão extradural Sinais radiográficos: - Deslocamento da coluna de contraste; - Diminuição da coluna de contraste; - Em casos severos: não progressão. Diagnósticos diferenciais: - Extrusão/protusão discal; - Hipertrofia dos ligamentos; - Neoplasia vertebral; - Hemorragia/hematoma; - Luxação/fratura; - Tumor extradural. Lesão intradural-extramedular Sinais radiográficos: - Alargamento do espaço subaracnóide no local da lesão; - Falha de preenchimento correspondente. Diagnósticos diferenciais: - Tumores primários; - Metástases; - Hemorragia/hematoma; - Cisto subaracnóide. Lesão intramedular Sinais radiográficos: - Alargamento uniforme e simétrico da medula em todas as projeções; - Ausência de coluna de contraste em casos de compressão severa. Diagnósticos diferenciais: - Edema; - Neoplasia; - Hemorragia; - Meningoencefalite granulomatosa; - Embolismo fibrocartilaginoso.