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Aula 3 – Sistema Locomotor em Ruminantes
Objetivos – Dinâmica da locomoção, impacto econômico e fatores predisponentes
· Locomotor
Ruminantes – 90% das lesões em cascos
· Afecções podais
Incidência das lesões – local
Membros pélvicos – 92% 68% unha lateral, 12% medial, 20% interdigito
Membros torácicos – Interdigito 
Escore de locomoção
- Costas reta o tempo todo normal
Introdução – aspecto econômico ocorre mais em bov leiteiros
Afeções podais – 54% óbito/ descarte precoce abate// 21% ↓desempenho reprodutivo// 19% ↓produção leiteira// 6% tratamento Decúbito/ Relutância em mov. ↓ produção
Bem Estar Animal 
Ambiente – excesso de matéria orgânica favorece o amolecimento do casco e o crescimento de bactérias (principalmente o Fusobacterium Necrophorum e o Dichelobacter Nodosus).
Alimentação
SARA X Laminite
Casqueamento – se corrigi alterações de aprumo para deixar animal confortável
*Ulcera de solo – osso comprime o corium atras casco pinçudo*
*Ulcera de pinça – osso comprime o corium frente casco encastelado*
Pode ocorrer principalmente de três formas
-Excesso de peso fura de dentro para fora, dor aguda com risco de complicações (bac exterior entra facilmente)
-Abrasão conforme animal anda desgasta a sola de forma irregular e acumula sujidades, crônica, só aparece quando já complicou
-Penetração casco amolecido, claudicação aguda, grave e grande chance de comprometer ossos e articulações 
· Anatomia do casco
Parede Corium Osso
Parede – avascular e não inervada
Corium – parte inervada e vascular, responsável pelo crescimento do casco
· Lesões
Objetivo – definir lesões, tratamentos (todos parecidos) e propor medidas preventivas
LAMINITE – pododermatite asséptica difusa, inflamação do córium e lâmina (distúrbio da microcirculação)
- Etiologia superalimentação (CHO, carboidrato), inflamações graves, ↑ peso (mais raro), térmico, corticoide (uso prolongado)
- Patogenia alteração do fluxo sanguínea – abertura de shunt arterio-venoso inflamação da derme edema estase sanguínea Hipoxemia, hemorragia (diapedese), Trombose, Edema.
- Aguda claudicação, pulso arterial aumentado e calor local
- Crônica crescimento excessivo dos cascos, achinelamento e anéis de crescimento horizontais.
- Subclínica má qualidade do casco, amolecimento do casco, descoloração, hemorragias de sola e crescimento exagerado. 
- Abordagem avaliar manejo, controle da dor (anti-inflamatório), melhorar fluxo sanguíneo e melhorar qualidade do casco
ULCERA DE SOLA – pododermatite circunscrita, ulcera de Rusterholz
- Excesso de peso e/ou Amolecimento do casco Pressão mecânica falange distal – sola isquemia
- Local entre sola e bulbo, membro posteriores em unhas laterais, acometimento de estruturas mais profundas
- Gravidade da lesão sola dupla (sola se forma acima de outra sola)
DOENÇA DA LINHA BRANCA – pododermatite séptica circunscrita (broca)
*Broca qualquer penetração de microrganismos no casco que atinge o córium*
EROSÃO DE TALÃO – má condição de higiene, fissuras lineares no talão.
DERMATITE DIGITAL – doença do morango (nome popular),
DERMATITE INTERDIGITAL – lesões profundas que podem atingir as articulações, em pequenos ruminantes conhecida como podridão do casco
FLEGMÃO INTERDIGITAL 
*todas até aqui só diferencia o nome pela localização mas são iguais, tem a mesma causa e tratamento*
HIPERPLASIA INTERDIGITAL – tiloma, fibroma interdigital, gabarro
- Unhas separadas (genético, peso, não casq.) + terreno pedregoso ou infecção interdigital irritação crônica inflamação paraquerat. Hiperqueratose Lesão proliferativa dolorosa facilita traumatismo
- Maior parte das vezes ocorre nos membros posteriores
- 4 membros genético
- Claudicação leve a moderada
- Tratamento casqueamento, ressecção- cauterização química- Sulfato de cobre- Nitrato de prata- iodo 10%, termocauterização, cirúrgica
DIAGNOSTICO – intensidade de dor, grau de claudicação, profundidade da lesão, debridagem (pode ser tanto parte do diagnostico ou do tratamento).
- Sempre começar pela sola
· Tratamentos
Todo tratamento começa pela debridagem
De uma maneira geral o tratamento é junto ao diagnostico, procurar lesões enegrecidas no casco e procurar ate onde vai e pq ocorreu.
Casqueamento 
Debridamento – estabelecer um ponto de drenagem de áreas enegrecidas (toda área enegrecida pode ser abscesso), 
Remoção de tecidos exuberantes – ressecção, cauterização química, termocauterização ou cirurgia, realizar anestesia local para a remoção de tecido
Evitar/ controlar Infecção – penso (curativo), bandagem, antb tópico (tetraciclina, sulfa), sulfato de cobre, talco, para manter medicamento mais tempo e não precisar conter animal varias vezes se utiliza gaze, algodão e atadura. Realiza impermeabilização com alcatrão (miostal) para permitir o casco de respirar e impedir de molhar pelo ambiente, vida útil do curativo aumenta para uma semana.
Tratamentos específicos – conforto para o animal (taquinho na unha sadia para evitar que a unha lesada encoste no chão, colar com resina, dura de 14-15 dias), pedilúvio (preventivo (animal somente passa) ou curativo (animal fica por 20min), utiliza Formol 5-10% ou Sulfato de cobre 5-7% ou Sulfato de zinco 10% (mais recomendado porem difícil de achar), 500 passagens)
Evoluções – Osteomielite, artrite séptica interfalangiana
Tratamento médico – Antibióticos IM, IV: 30 a 90 dias (penicilinas, tetraciclina, gentamicina, tilosina, ceftiofur), Anti-inflamatório, Antibiose/ Antibiótico Regional: antibiótico local (Gentamicina- 1,8mg/kg diluído (20ml- diluir 50%)// Amikacina- 5,5mg/kg// Tetraciclina 5mg/kg diluídos// Garrotes por até 30min, aplicação 24 a 48h. *Equinos- garrote 30min*
*Antb sistêmico ou Antb local*
Complicações – vasculites 
Amputação de falange – locais da amputação, incisão circular, divulcionar até achar lesão óssea e decidir até onde amputar (tomar cuidado com não ter tecido para fechar, economia de pele), curativo compressivo (manter até 48h após cirurgia, diminuir perda de sangue pela ferida).

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