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JESSICA MOSELLO - QUINTO SEMESTRE   
FARMACOLOGIA APLICADA  
 
TRATO GASTROINTESTINAL  
 
As principais condições fisiopatológicas que necessitam a utilização de fármacos são a úlcera péptica                            
(abertura na mucosa do trato digestivo, que se estende através da muscular da mucosa a submucosa                                
ou mais profundamente), o vômito, os distúrbios de eliminação (diarreia, constipação), os cálculos                          
biliares e a doença inflamatória crônica do intestino (colite ulcerativa, doença de Crohn).   
 
Patogênese da úlcera péptica  
Na ulceração péptica, o equilíbrio entre os processos que danificam a mucosa (secreção de ácido e                                
pepsina) e mecanismos protetores de mucosa (secreção de bicarbonato e muco) está alterado. O                            
bacilo Helicobacter pylori é provavelmente a principal causa da transformação em direção às lesões                            
da mucosa, por aumentar a secreção de gastrina. Os fármacos anti-inflamatórios não-esteroidais                        
(AINES) são uma causa adicional importante da ulceração gástrica.  
 
Células da Mucosa Gástrica  
 
 
Secreção Gástrica  
As células parietais são responsáveis pela secreção gástrica, essas são estimuladas pela                        
acetilcolina, gastrina e histamina.  
 
 
 
M3: receptor para ACh  
H2: receptor para histamina  
CCK2: receptor para gastrina   
 
+ Os melhores medicamentos são os que bloqueiam H2 (receptor para histamina).  
 
Formação de HCl no Estômago  
- Produzido pelas células      
parietais  
- Cl é transportado para a          
célula parietal a partir do          
sangue pela troca com o          
HCO3. O Cl - é secretado por            
difusão facilitada  
- H se origina da dissociação          
do H2CO3 e é transportado          
para o lúmen via uma          
bomba H + /K +   
 
Quando os receptores M3 (ACh),          
H2 (histamina) e CCK2 (gastrina)          
ativam-se, as bombas de prótons          
que estavam em vesículas são          
liberadas, essas se fundem com a            
membrana, entram em contato        
com o lúmen e os íons. Assim              
conseguem transportar H e        
forma-se o HCl.   
 
Ações protetoras: Prostaglandinas I2 e E2 atuam nas células epiteliais em receptores PGI2 e PGE2;                              
ao se ligar aumenta a produção de muco e de bicarbonato dentro do TGI, logo tem ação protetora.                                    
Existem receptores também nas células parietais acoplados à proteína G inibitória, o que acaba                            
inibindo a via da ACh e da gastrina.   
Patogenia   
- Aumento da secreção ácida.  
- Diminuição da produção de tampão bicarbonato.  
- Diminuição do fluxo sanguíneo.  
- Ruptura da camada mucosa aderente e dano direto ao epitélio.  
 
Fatores que influenciam em doenças gastroesofágicas   
- Agressores, Ácido gástrico, Pepsina, Estresse, Álcool, AINEs, H. pylori.  
- Muco, bicarbonato, Fluxo sg, renovação celular, prostaglandinas, fatores de crescimento.  
 
Fármacos para tratar doenças gastroesofágicas   
- Fármacos que atuam na secreção gástrica.   
- Fármacos que atuam na motilidade gástrica.   
 
FÁRMACOS QUE ATUAM NA SECREÇÃO GÁSTRICA   
 
1 - FÁRMACOS QUE INIBEM A SECREÇÃO ÁCIDA  
- Anticolinérgicos  
- Bloqueadores dos receptores H2  
- Bloqueadores da bomba de prótons   
 
2 - FÁRMACOS QUE NEUTRALIZAM O ÁCIDO   
- Antiácidos   
 
3 - FÁRMACOS CITOPROTECTORES   
- Bismuto   
- Sucralfato  
- Prostaglandinas - Misoprostol  
 
Principais condições patológicas nas quais é útil reduzir a seção ácida  
- Úlcera péptica (duodenal e gástrica) infecção da mucosa gástrica por H.pylori causa                          
gastrite crônica, importante causa de úlcera duodenal  
- Esofagite de Refluxo   
- Síndrome de Zollinger-Ellison (tumor raro produtor de gastrina)  
 
 
IMPORTANTE: Tratamento da infecção por H.pylori  
A infecção pelo H. pylori é tratada com uma combinação de inibidor de bomba de prótons, ou                                  
antagonista de H 2 , com dois antibióticos.   
- Terapia combinada: omeprazol (inibidor de bomba de próton), amoxicilina + metronidazol                      
(antibióticos).   
- Outras combinações: omeprazol + claritromicina e amoxacilina ou tetraciclina +metronidazol                    
e quelatos de bismuto.   
 
1 - FÁRMACOS QUE INIBEM A SECREÇÃO ÁCIDA  
 
Antagonistas dos Receptores H2   
- Introdução – Black e cols 1970   
- Mecanismo de ação: Inibe secreção ácida induzida pela histamina. Inibem a produção de                            
ácido pela competição reversível com histamina pelos sítios receptores H2 na membrana                        
basolateral das células parietais.   
- Principais fármacos: cimetidina, ranitidina, nizatidina, famotidina   
- Vantagem: posologia e poucos efeitos colaterais   
- Desvantagens: cimetidina - interação com outros fármacos ginecomastia  
 
Antagonistas dos Receptores H2 de 1ª geração - CIMETIDINA  
- Metabolismo de 1º passo  
- Biodisponibilidade oral de 50%  
- Anel imidazólico - inibe citocromo P450 e altera metabolismo e concentração de fármacos  
Cimetidina - diminui metabolismo de certas drogas.  
- Anticoagulantes orais  
- Fenitoína (antiepiléptico)  
- Carbamazepina  
- Quinidina  
- Nifedipina  
- Teofilina  
- Antidepressivos tricíclicos  
 
Antagonistas dos Receptores H2 de 2ª geração  
- FAMOTIDINA   
- RANITIDINA  
+ mais potente, mais usado  
+ metabolismo de 1º passo  
+ biodisponibilidade oral de 50%  
- NIZATIDINA  
+ biodisponibilidade oral de 90%  
+ T ½ = 1,5 - 4 horas (ação curta)   
 
Inibidores da Bomba de Prótons (H + , K + , ATPase)  
- São os mais eficazes supressores da secreção ácida gástrica e os mais empregados.  
- Principais fármacos:  
- PANTOPRAZOL  
- OMEPRAZOL  
- LANSOPRAZOL  
- RABEPRAZOL  
- Mecanismo de Ação: Inibem a produção de ácido clorídrico por inibirem bombas de prótons,  
portanto, aumentam o pH do estômago que atinge valores de 5.0.   
+ A verdadeira acloridria 7.0 nunca é atingida.  
- Vantagens: inibição mais potente da secreção, posologia 1≈ dia, poucos efeitos colaterais.   
- Desvantagem: interação com absorção de outros fármacos (Cetoconazol, Diazepam, Varfarina  
e Fenitoína). Omeprazol Aumenta risco de fratura (diminui absorção de cálcio).  
+ A presença de alimentos diminui a biodisponibilidade da maioria dos inibidores de                        
bomba de prótons. Recomenda-se jejum de no mínimo 30min e depois o café para                            
ativar.   
 
Os inibidores da bomba de prótons como o omeprazol e rabeprazol, funcionam como pró-fármacos ,                            
ou seja eles precisam ser ativados para gerar efeito . Cada fármaco possui um pKa1 e pKa2                                
específico.   
- pKa1: está envolvidocom acúmulo nos canalículos. (Ex: omeprazol - 4)  
- pKa2: está envolvido com a ativação do pró-fármaco. (Ex: omeprazol - 1 e rabeprazol - 5)  
A forma neutra do fármaco é uma base fraca, quimicamente estável e lipossolúvel. Esta alcança as                                
células parietais através do sangue e se difunde até os canalículos, onde se torna protonada (tomado                                
oralmente absorvido para sangue alcança células parietais). Dentro dos canalículos, devido ao                            
alto conteúdo ácido, o fármaco é estruturalmente modificado, sendo o pró-fármaco convertido a sua                            
forma ativa sulfenamida, seguida pela ligação irreversível à bomba de prótons, inibindo a secreção                            
gástrica.   
 
Forma ionizada: não passa pela membrana, acúmula-se nos canalículos secretores das células                        
parietais onde pH é menor que dois.   
Os inibidores da bomba de prótons são instáveis em pH ácido do estômago, por isso devem-se tomar                                  
algumas medida.  
● Preparações orais:  
- grânulos encapsulados   
- comprimidos para liberação entérica (sal magnésio)  
- liberação em meio alcalino para não degradar (com bicarbonato de sódio como tampão)   
+ Omeprazol + bicarbonato de sódio liberação prolongada.   
● Preparações Intravenosas: pantoprazol que é mais estável á ácido - 80mg tem efeito por 21h.  
 
Biodisponibilidade do IBPs  
- Omeprazol: 30 a 60 % (oral e IV)   
- Lansoprazol: 80% ou mais (oral e IV)   
- Rabeprazol: 52 % ( só oral)   
- Pantoprazol: 77% (oral e IV)  
 
2 - FÁRMACOS QUE NEUTRALIZAM O ÁCIDO   
- Antiácidos  
- Ação: Neutralizar o ácido gástrico Elevar o pH (> 5,0) Inibir a atividade péptica.   
- Bases fracas que reagem com o ácido gástrico formando sal e água.   
- Utilização clínica:  
+ no tratamento da dispepsia  
+ alívio sintomático da úlcera péptica  
+ diferem quanto a capacidade de neutralização  
- Principais fármacos:   
- HIDRÓXIDO DE MAGNÉSIO   
- HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO  
- BICARBONATO DE SÓDIO  
- Vantagem: alívio mais rápido dos sintomas (associação)  
- Desvantagens: alterações intestinais (diarreia - Mg/ constipação - Al), alcalose (aumenta pH                        
do sangue).   
 
Características de cada antiácido  
- Sais de magnésio: atuam rápido e neutralizam os ácidos eficazmente.   
- Hidróxido de alumínio: dissolvem-se lentamente no estômago e começa a atuar gradualmente,                        
proporcionando um alívio prolongado.   
- Sais de magnésio + Hidróxido de alumínio: oferece o melhor de ambos, alívio rápido e                              
prolongado, com menor risco de diarréia e constipação.   
 
Obs.: Foi questionada a segurança, a longo prazo, dos antiácidos que contêm alumínio. O uso                              
prolongado pode debilitar os ossos ao esgotar o fósforo e o cálcio do organismo.  
 
3 - FÁRMACOS CITOPROTETORES  
- Ação: potencializam os mecanismos de proteção da mucosa. Proporcionam uma barreira                      
física sobre a superfície da úlcera.   
- Principais fármacos:  
- BISMUTO   
- SUCRALFATO   
- PROSTAGLANDINAS  
BISMUTO  
- Formam película protetora na base da úlcera devido às ligações com glicoproteínas  
- Adsorve pepsina inibindo sua atividade   
- Estimula a produção local de prostaglandinas e bicarbonato  
- Bactericida que age sobre a membrana do Helicobacter pylori  
 
SUCRALFATO  
- Em meio ácido pH < 4 o fármaco polimeriza formando gel viscoso  
- Gel adere firmemente ao epitiélio das células, mais fortemente nas crateras de úlceras  
- Reduz a degradação do muco pela pepsina  
- Limita a difusão do Hidrogênio  
- Inibe a ação da pepsina  
- Estimula a secreção de bicarbonato e prostaglandinas  
- Uso de antiácidos concomitante ou antes da sua adm reduz sua eficácia  
- Reduz a absorção de outros medicamentos – teofilina, digoxina, antibiótico da fluroquinolona  
 
MISOPROSTOL - Análogo estável de Prostaglandinas  
- Inibe a secreção gástrica basal e estimulada   
- Aumenta o fluxo sanguíneo  
- Aumenta a secreção de muco e bicarbonate  
- Desvantagem: efeitos colaterais (diarréia e contrações uterinas)  
 
 
FÁRMACOS QUE ATUAM NA MOTILIDADE GÁSTRICA  
 
Regulação neuronal do vômito é realizada em duas unidades separadas pelo bulbo:  
- Centro do vômito (dentro da barreira hematoencefálica)  
- Zona de Gatilho Quimiorreceptora - ZGQ (fora da barreira hematoencefálica)  
+ Região sensível à estímulos químicos  
+ Local de ação de drogas  
 
ZGQ   Centro do vômito  
Quimiorreceptores   
Receptor D 2  
Receptor NK  
(Receptor 5-HT 3 )  
Receptor H 1  
Receptor M 1  
Receptor NK  
(Receptor 5-HT 3 )  
 
Agentes Antieméticos  
São importantes como coadjuvantes na quimioterapia do câncer para combater as náuseas e os                            
vómitos provocados pelos agentes citotóxicos.   
 
Principais classes fármacos  
- Antagonistas dos receptores H1  
- Antagonistas dopaminérgicos (D2)  
- Antagonista muscarínicos   
- Antagonistas serotoninérgicos (5-HT3)  
- Canabinóides  
 
Antagonistas dos receptores H1  
- Exerce pouca atividade contra os vômitos produzidos por substâncias que atuam diretamente                        
sobre ZGQ.  
- São eficazes na cinetose e contra os vômitos causados por substâncias que atuam localmente                            
no estômago.  
- Efeito antiemético máximo é observado em cerca de 4 horas após a ingestão, podendo durar                              
24h.   
- CICLIZINA - cinetose  
- CINARIZINA – cinetose, distúrbios vestibulares.  
- DIMENIDRINATO (Dramin ®) - náuseas, vômitos, cinetose  
- PROMETAZINA – náuseas matinais intensa na gravidez  
 
Antagonistas dopaminérgicos (D2)  
METOCLOPRAMIDA / BENZAMIDA  
- Bloqueador dopaminérgico  
- Possui também ações periféricas aumentando a motilidade do estômago e do intestino,                        
contribuindo para o efeito antiemético  
- Via oral ou parenteral  
DOMPERIDONA (Motilium®)  
- Antagonista dos receptores da dopamina  
- Fármaco antiemético  
- Síndromes dispépticas frequentemente associadas a um retardo de esvaziamento gástrico,                    
refluxo gastroesofágico e esofagite  
- Via oral  
 
Efeitos colaterais do antagonistas D2: manifestações extrapiramidais sobre movimento e a liberação  
de prolactina aumentada, resultando em galactorreia.  
 
Antagonistas dos receptores 5- HT3  
- Receptores 5-HT3 estão presentes em muitos locais críticos envolvidos na emese, incluindo  
vago aferente, núcleo do trato solitário (NTS), área postrema.  
- Diferenças quanto à estrutura, farmacocinética e afinidade com receptor.  
- Usado para náuseas e vômitos pós-operatórios, por radioterapia ou por agentes citotóxicos  
(prevençãoe tratamento).  
- ONDASETRONA - Vonau Flash®  
- DOLASETRONA  
- GRANISETRONA   
- TROPISETRONA   
 
 
EXERCÍCIOS DE AULA   
 
A redução da secreção de ácido no sistema digestório é eficiente para combater a dor e a azia,  
e pode ser feita com medicamentos de dois grupos:  
A. Antagonistas de receptores H1: cimetidina, ranitidina, e inibidores da bomba de prótons:                        
omeprazol, lansoprazol,  
B. Agonistas de receptores H2:, omeprazol, lansoprazol, e inibidores da bomba de prótons:                        
cimetidina, ranitidina.  
C. Agonistas de receptores H2: cimetidina, ranitidina, e inibidores da bomba de prótons:                        
omeprazol, lansoprazol.  
D. Antagonistas de receptores H2: cimetidina, ranitidina, e inibidores da bomba de prótons:                        
omeprazol, lansoprazol.  
E. Agonistas de receptores H1: cimetidina, ranitidina, e estimuladores da bomba de prótons:                        
omeprazol, lansoprazol.  
 
L.D., 01 ano, feminino, branca, chegou ao pronto-socorro, inconsciente, com desvio conjugado a D,                            
cianótica, hipertônica, febril 39,5º C. Segundo a mãe, a criança convulsiona sempre que tem febre e                                
faz uso de carbamazepina em casa. Ela também informa que a criança apresentou tosse não                              
produtiva por 3 dias. Os sintomas são menos graves durante o dia, embora a criança apresente-se                                
menos ativa do que o usual e algumas crises de tosse aparece com o início de exercício físico. Ao                                      
exame, apresenta rinorréia, e um ligeiro rubor na garganta e nos tímpanos. A respiração não é                                
difícil e a criança tem um aspecto geral normal. Os únicos outros sintomas são chiados e roncos                                  
audíveis na auscultação que não são resolvidos com a tosse. A hipótese diagnóstica médica é de                                
infecção de vias aéreas superiores com presença de inflamação. Além de ceftriaxona e profenide                            
(AINEs), foram administrados paracetamol para diminuir a temperatura corpórea, juntamente com                      
ranitidina. Com base no caso clínico acima responda, mencionando o mecanismo de ação e explique                              
a necessidade da utilização da ranitidina no paciente.   
 
A ranitidina, um antagonista H2, receptor da histamina, sendo um protetor gástrico, foi administrado                            
devido a efeitos adversos da ceftriaxona e dexametasona, o qual é a irritação gástrica.   
FÁRMACOS QUE ATUAM NA SECREÇÃO GÁSTRICA   
1 - FÁRMACOS QUE INIBEM A SECREÇÃO ÁCIDA  
  Ação   Vantagens   Desvantagens   Fármacos   
Antagonistas  
dos  
Receptores H2  
Inibe secreção  
ácida induzida  
pela histamina  
(competição  
reversível com  
receptores H2).  
Posologia e  
poucos efeitos  
colaterais   
Cimetidina: diminui  
metabolismo de certas  
drogas, inibe citocromo  
P450. Ginecomastia)  
- Ranitidina (1 a g.) Mais  
potente/usado.   
- Nizatidina (1 a g.)  
- Famotidina (1 a g.)  
- Cimetidina (2 a g.)   
Inibidores da  
Bomba de  
Prótons   
Inibem a  
produção de  
ácido clorídrico  
por inibirem  
bombas de  
próton. Precisam  
ser ativados.   
Inibição mais  
potente da  
secreção,  
posologia 1≈  
dia, poucos  
efeitos  
colaterais  
Interação com absorção  
de outros fármacos  
(Cetoconazol, Diazepam,  
Varfarina e Fenitoína) e  
diminuição de  
biodisponibilidade se  
ingerido com alimentos.   
- Pantoprazol (oral e IV)  
- Omeprazol (oral e IV)  
- Lansoprazol (oral e IV)  
- Rabeprazol (oral)  
 
2 - FÁRMACOS QUE NEUTRALIZAM O ÁCIDO   
Ação   Vantagens   Desvantagens   Fármacos   
Neutralizam o ácido por  
serem bases fracas que  
reagem com o ácido  
gástrico formando sal e  
água.  
Alívio mais rápido dos  
sintomas (associação)  
Alterações intestinais   
- Diarreia - Mg  
- Constipação - Al  
- Alcalose (aumenta pH do  
sangue).   
- Hidróxido de Magnésio  
- Hidróxido de Alumínio  
- Bicarbonato de Sódio   
3 - FÁRMACOS CITOPROTETORES  
Ação   Fármacos   
Potencializam os mecanismos de  
proteção da mucosa.  
Proporcionam uma barreira física  
sobre a superfície da úlcera.   
- Bismuto ( produção de prostaglandinas e tem ação bactericida para  
H. pylori)   
- Sucralfato (reduz a absorção de outros medicamentos – teofilina,  
digoxina, antibiótico da fluroquinolona)  
- Prostaglandinas (pode causar diarréia e contrações uterinas)   
 
FÁRMACOS QUE ATUAM NA MOTILIDADE GÁSTRICA   
Antagonistas dos  
receptores H1  
Ciclizina - cinetose  
Cinarizina – cinetose, distúrbios vestibulares.  
Dimenidrinato (dramin ®) - náuseas, vômitos, cinetose  
Prometazina – náuseas na gravidez  
Antagonistas  
dopaminérgicos (D2)  
Metoclopramida / Benzamida - bloqueador dopaminérgico  
Domperidona (Motilium®)   
 manifestações extrapiramidais e galactorreia.   
Antagonistas dos  
receptores 5- HT3  
Ondasetrona - Vonau Flash®  
Dolasetrona  
Granisetrona   
Tropisetrona   
 náuseas e vômitos pós-operatórios, por radioterapia ou agentes citotóxicos  
 
ANTIBIÓTICOS  
 
Antes de conhecer o funcionamento dos antibiótico é necessário revisar alguns conceitos de                          
bacteriologia.   
 
Bactérias Gram negativas  
- Múltiplas camadas   
- Membrana interna   
- 1 ou 2 camadas de peptidoglicano - 5-10% da parede celular   
- Membrana externa   
- Cápsula mais externa   
- Espaço periplasmático   
- Poros (porinas)  
- LPS   
 
Bactérias Gram positivas   
- Consiste de 2-3 camadas   
- Membrana citoplasmática   
- Espessa camada de peptidoglicano (40 camadas) - 50% da parede celular   
- Cápsula   
 
Principais bactérias Gram positivas: Staphylococcus, Streptococcus, Enterococcus.   
+ Staphylococcus:   
- Microbiota: 20-30%  
- Patogênico - Celulite, sepse, pneumonia, endocardite, pielonefrite, etc  
- MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina)   
- Microbiota normal da pele, vias respiratórias e trato gastrintestinal  
 
 
 
MRSA ou ORSA (Staphylococcus aureus meticilina ou oxacilina resistentes)  
- Em alguns hospitais ultrapassam de 50% dos isolamentos estafilocócicos;  
- Resistência: gene mecA (ou SCCmec) que codifica o desenvolvimento de uma nova PBP, a                            
PBP2a. Esse novo receptor não tem afinidade pelos antibióticos beta lactâmicos.  
- Frequentemente, os MRSA adquiridos em hospital (HA MRSA) se mostram resistentes a vários                          
outros antimicrobianos  
- Os glicopeptídeos (vancomicina e teicoplanina), a linezolida e a tigeciclina são a opção                          
terapêutica nesses casos  
 
VRSA ou GRSA (Staphylococcus aureus vancomicina ou glicopeptídeo resistentes)  
- 2002 (EUA): S. aureus com elevada resistência à vancomicina e à teicoplanina conhecidas                          
como VRSA ou GRSA.- Mecanismo de resistência relacionado ao espessamento da parede celular ou ao                      
aprisionamento das drogas pela hiperprodução de componentes da parede  
 
 
 
- C.difficile , infecção frequente em ambiente hospitalar causada por medicamento.   
 
 
 
 
 
Antibióticos: contrários a vida   
- Médicos chineses (500 A.C.): curativos de terra e lama; bolores para tratar tumores                          
inflamatórios e feridas infectadas;  
- Pasteur: teoria germinal das enfermidades infecciosas;  
- 1929- Alexander Fleming e a penicilina: Ação inibitória do Penicillium notatum sobre o                          
crescimento de estafilococos;  
- Final da década de 1930: síntese do Prontosil (sulfonamidas);  
- 1941: primeiro uso da penicilina em humanos;  
- 1945-1960: Era do antibiótico.  
- Antibióticos funcionam por toxicidade seletiva pois atuam em estruturas que não tem em uma                            
célula humana.  
 
Quimioterapia - Uso de substâncias químicas naturais, semi-sintéticas e sintéticas que inibem                        
seletivamente microorganismos específicos causadores de doenças infecciosas ou possuem eficácia                    
no tratamento do câncer;  
 
Antibióticos: Tipos de Efeito   
- Bactericidas: agem matando os microorganismos.   
- Bacteriostáticos: agem inibindo o crescimento dos microrganismos (nesse caso o  
microrganismo é eliminado pelo próprio sistema imune).   
 
 
 
BACTERICIDAS   BACTERIOSTÁTICOS  
Reduzem o número de microrganismos viáveis:  
erradicação da infecção depende menos do  
hospedeiro  
Impedem o crescimento dos microrganismos:  
depende mais do hospedeiro sua erradicação  
Tratamento mais rápido   Tratamento mais lento  
Efeito pós-antibiótico", exemplo: penicilina  
liga-se irreversivelmente à enzima  
Necessária manutenção de concentrações  
inibitórias durante todo o tratamento  
De escolha nas infecções graves   Não ideal para infecções graves  
 
O antibiótico ideal deve possuir:  
- Estabilidade: Penicilina G vs Penicilina V  
- Solubilidade  
- Difusibilidade pelas barreiras: BHE, por exemplo  
- Baixa excreção  
- Índice terapêutico  
- Toxicidade seletiva contra os micro-organismos  
 
Fatores envolvidos na eficácia terapêutica   
- Incisão e drenagem de abscessos  
- Idade e extensão da infecção  
- Bactericidas e bacteriostáticos  
- Espectro antibacteriano: prefere-se os de espectro estreito (mais eficazes e menor efeito no                          
microbiota)  
- Via e horário de administração  
- Esquema posológico  
- Distribuição, metabolismo e excreção  
- Fatores relacionados ao paciente:  
- genéticos (acetiladores rápidos menores níveis de isoniazida (tuberculostático)  
- idade (aminoglicosídeos ototoxicidade idosos)  
- gravidez (tetraciclina alteração óssea no feto )  
- lactantes (sulfonamidas hemólise lactente)  
- presença de alergias (penicilinas)  
 
● Tratamento empírico: largo espectro ou associações  
- Escalonamento de Antibióticos  
- Diminuir dose assim que possível   
- Passar para oral assim que possível  
- Alta hospitalar precoce  
- Fazer medicação ambulatorial ou domiciliar assim que melhorar.  
- Com antibiograma na mão, se possível passar para antibióticos de menor espectro  
 
● Tratamento específico: espectro estreito ou associações  
 
Uso racional de medicamentos - De acordo com a Organização Mundial de Saúde (Nairóbi, Quênia,                              
1985), entende-se que há uso racional de medicamentos quando pacientes recebem medicamentos                        
apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais,                        
por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade  
 
E porque os antimicrobianos? No ambiente hospitalar, a prescrição de antimicrobianos é ampla e                            
estes fármacos são responsáveis por mais de 30% dos gastos da farmácia  
- 25 a 40% dos pacientes hospitalizados utilizam, em algum momento de sua internação, pelo                            
menos um antimicrobiano.  
- Mais de 50% destas prescrições são inadequadas quanto à via de administração, à dose e até                                
mesmo quanto à indicação do antimicrobiano.   
- Antibióticos são usados, de modo geral, por tempo demais. São suficientes 5 dias depois da                              
queda da temperatura na maioria das vezes. (evitar trocar antibióticos antes de 2/3 dias)  
 
Classificação dos antibióticos  
- Classificação química  
- Classificação de acordo com o espectro de ação  
- Classificação de acordo com o mecanismo de ação  
 
Antibióticos: Classificação Química   
- Derivados de Aminoácidos   
- Derivados de Açúcares  
- Derivados de Acetato e propionatos   
- Outros    
 
Derivados de AMINOÁCIDOS   
● Monopeptídeos: ciclosserina  
● Polipeptídeos: Clássicos polimixinas, tirotricina, bacitracina, capreomicina.    
● Anfenicóis (derivados de aminopropanediol): cloranfenicol, tianfenicol.  
● Beta-lactâmicos (beta-lactâmicos)  
- Penamas (derivados do ácido-6 aminopenicilânico) - penicilinas.  
- Carbapenemas - tienamicina, impeném, meropeném, ertapeném.  
- Cefemas (derivados do ácido 7-aminocefalosporânico) - cefalosporinas, cefamicinas.  
- Inibidores de beta-lactamases - ácido clavulânico, sulbactam, tazobactam.  
- Monobactâmicos - aztreonam.  
● Glicopeptídeos: vancomicina, teicoplanina, oritavancina, dalbavancina.   
● Lipopeptídeos (peptolídeos): daptomicina e equinocandinas (caspofungina)   
 
Derivados de AÇÚCARES  
● Macrolídeos: eritromicina, espiramicina, roxitromicina, diritromicina, claritromicina  
- Azalidas - azitromicina  
- Cetolídeos - telitromicina  
● Lincosamidas: lincomicina, clindamicina  
● Aminociclitóis (aminoglicosídeos) - estreptomicina, gentamicina, tobramicina, amicacina,  
netilmicina, neomicina, paromicina, soframicina, aminosidina, espectinomicina.  
● Estreptograminas: quinupristina/dalfopristina  
 
Derivados de ACETATO E PROPIONATOS  
● Poliênicos: nistatina, anfotericina B, metil-partricina.  
● Aromáticos: Tetraciclinas, gliciclinas (tigeciclina), rifamicinas.  
● Esteróides: ácido fusídico  
● Derivados do Grisano: griseofulvina   
 
OUTROS  
● Fosfomicina  
● Variotina   
● Mureidomicinas  
 
Antibióticos: Espectro de Ação  
- Ativos sobre protozoários: paramomicina, tetraciclinas, anfotericina B  
- Ativos sobre fungos: nistatina, anfotericina B, griseofulvina  
- Ativos sobre algas: anfotericina B  
- Ativos sobre bactérias gram-negativas: polimixinas, aminoglicosídeos  
- Ativos sobre bactérias gram-positivas: penicilina G, macrolídeos, bacitracina.  
- Ativos sobre bactérias gram positivas e negativas ("amplo espectro"): cloranfenicol,                    
tetraciclinas, ampicilina, cefalosporinas.  
- Ativos sobre micobactérias: rifampicina, estreptomicina, ciclosserina, claritromicina.  
- Ativos sobre riquétsias, micoplasmase clamídias: tetraciclinas, cloranfenicol, macrolídeos  
- Ativos sobre espiroquetas: penicilinas, eritromicina, tetraciclinas.   
Antibióticos: Mecanismo de ação   
- Interferência na síntese da parede celular.  
- Alterações na permeabilidade da membrana citoplasmática.  
- Alterações na síntese proteica.  
- Inibição da síntese de ácidos nucleicos.  
- Interferência em processos metabólicos  
 
 
Antibióticos: tipo de ação  
Inibidores de parede celular  
β-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas,      
monobactâmicos e carbapenêmicos)  
Glicopeptídeos (vancomicina, teicoplanina)  
Bacitracina, fosfomicina.  
Inibidores de síntese protéica  
Anfenicois (cloranfenicol)  
Lincosaminas (lincomicina, clindamicina)  
Macrolídeos (azitromicina, claritromicina e        
eritromicina)  
Aminoglicosídeos (amicacina e gentamicina)  
tetraciclina  
Inibidores metabólicos   Sulfas e trimetoprima  
Inibidores da síntese de DNA   (fluor) quinolonas, griseofulvina  
Atuam na membrana plasmática   Polimixinas, Anfotericina B, Nistatina  
 
- Polimixinas: atua na membrana citoplasmática; não atua sobre gram +, pois fica retido na                            
parede.  
 
 
Biossíntese de parede celular  
Mureína = peptidoglicana  
1. síntese de monômeros de mureína  
2. polimerização  
3. ligação cruzadas dos polímeros de peptidoglicana  
 
Inibidores da parede celular   
- Betalactâmicos  
Penicilinas   
Cefalosporinas  
Monobactâmicos  
Carbapenêmicos  
- Glicopeptídeos (vancomicina e teicoplanina)  
- Bacitracina  
- Fosfomicina  
 
 Podem ser clivados por beta-lactamases, como a penicilinase do S. aureus.  
 
Inibidores das beta-lactamases   
- Ácido clavulânico (clavulanato)  
- Sulbactam  
- Tazobactam  
 
BETALACTÂMICOS   
 
- Inibem a síntese da parede celular via inibição da ligação cruzada dos polímeros de                            
peptideoglicanas  
- RESULTADO: Bactéria com parede defeituosa, sendo hiperosmótica em relação ao exterior,                      
acaba por sofrer edema e lise (efeito bactericida);  
- Possuem toxicidade seletiva máxima (mamíferos não possuem parede celular)  
+ Penicilinas   
+ Cefalosporinas  
+ Monobactâmicos   
+ Carbapenêmicos   
 
Obs.: Necessário que a bactéria esteja se multiplicando! Contraindicado o uso concomitante de                          
inibidores de parede celular e fármacos que bloqueiam o metabolismo bacteriano: INIBIÇÃO DE                          
EFEITO. Interação importante entre bacteriostáticos e bactericidas.  
 
Betalactâmicos: espectro de ação  
Determinado por 2 fatores:  
- grau de dificuldade em penetrar a membrana externa e parede celular  
- capacidade de ligação às transpeptidases específicas  
 
● Aminopenicilinas (ampicilina e amoxicilina): maior espectro, atravessam facilmente os poros  
das gram negativas.  
 
PENICILINA  
 
 
 
Penicilina G (benzilpenicilina): o protótipo  
- Instável em meio ácido; uso parenteral  
- Estreito espectro antibacteriano  
- Rápida excreção renal;  
- Susceptível à penicilinases 1953: Penicilina-V: penicilinase resistente (v.o.)  
 
 
 
Penicilina e Derivados   
Nome Genérico   Propriedades  
Penicilina G   Melhor uso parenteral  
Penicilina V   Penicilinase-resistente  
Ampicilina   Absorção oral espectro ampliado  
Amoxicilina  
Absorção oral excelente  
Menor ligação a prot. plasm. (20%)  
Espectro ampliado  
Amoxicilina + clavulanato  
Clavulanato inibe beta-lactamases: torna  
amoxicilina mais eficaz  
 
OBS: Na presença de bacteriostáticos a amoxicilina não tem efeito pois não tem como impedir a                                
síntese de parede se a bactéria não está se multiplicando.   
 
Usos Clínicos das Penicilinas   
- Infecções ósseas e articulares (p. ex., por Staphylococcus aureus )  
- Infecções da pele e dos tecidos moles (p. ex., por Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus                            
aureus )  
- Faringite (por Streptococcus pyogenes )  
- Otite média (os microrganismos normalmente incluem Streptococcus pyogenes , Haemophilus                    
influenzae ): amoxicilina;  
- Bronquite (infecções variadas comuns)/pneumonia: amoxicilina;  
- Gonorreia: amoxicillina (combinada com probenecida);  
- Endocardite (p. ex., por Streptococcus viridans ou Enterococcus faecalis ): benzilpenicilina                    
combinada, por vezes, com um aminoglicosídeo;  
- Infecções por Pseudomonas aeruginosa : ticarcilina, piperacilina.  
- Betalactâmicos e aminoglicosídeos em infecções por Pseudomonas aeruginosa.  
- Blenorragia e sífilis   
 
 
- Para gestantes com alergia à penicilina: dessensibilização e tratamento com penicilina                      
benzatina. Na impossibilidade de realizar a dessensibilização: ceftriaxona.  
- No entanto, para fins de definição de caso e abordagem terapêutica da sífilis congênita,                            
considera-se tratamento inadequado da mãe.  
 
 
 
 
Penicilina e Derivados - Efeitos adversos   
- As penicilinas situam-se entre os fármacos menos tóxicos conhecidos.  
- Efeitos adversos principais: distúrbios gastrintestinais (distúrbio da microbiota)  
- Causa mais comum de alergia a drogas (1 a 10% dos pacientes); principalmente Penicilina G                              
procaína.  
 
As alergias a penicilina podem ser:  
- Agudas (choque anafilático; 30 segundos);  
- De início imediato (as mais graves: angioedema, broncoconstrição, distúrbios TGI e choque);  
- Reações alérgicas tardias (2 ou mais dias depois; 80-90% dos casos). Erupções bolhosas,                          
língua marrom, estomatite grave com perda da mucosa oral.  
 
 
CEFALOSPORINAS  
- Amplo uso em medicina  
- São bactericidas  
- Alta toxicidade seletiva: uso em gravidez, lactação e pediatria   
- 1-3%: reação alérgica   
- Mecanismo: semelhante às penicilinas, inibem a formação da parede bacteriana  
- Espectro: varia de acordo com a classificação em cefalosporinas de primeira, segunda,                        
terceira, quarta ou quinta geração   
 
Classificação - Cinco gerações:  
- 1º geração: cefalotina (cefalexina), cefazolina, cefadroxila  
+ Não oferece cobertura contra pseudomonas. Nunca utilizar para meningite: não cruza                      
barreira hematoencefálica.   
- 2º geração: cefuroxima, cefoxitina, cefaclor  
+ Também não possuem ação contra pseudomonas.   
- 3º geração: ceftriaxona, cefotaxima, ceftazidima  
- 4º geração: cefepime  
- 5º geração: ceftaroline, ceftobiprole  
 
 
Geração   Fármaco   Via  
Primeira Geração   Cefazolina e Cefalexina   Via Oral   
Segunda Geração   Cefuroxima e Cefoxitina   Via Oral  
Terceira Geração   Cefixima e Ceftriaxona   Intramuscular e Intravenosa  
Quarta Geração   Cefepima    Intramuscular e Intravenosa  
 
 A sensibilidade às bactérias Gram negativas e a resistência à inativação pelas beta-lactamases                            
aumenta da primeira para a quarta geração.   
 
Usos Clínicos das Cefalosporinas: as cefalosporinas são empregadasno tratamento de infecções                        
causadas por microorganismos sensíveis a elas. Tal como ocorre com outros antibióticos, os padrões                            
de sensibilidade variam geograficamente, e o tratamento é, muitas vezes, indicado de forma empírica.                            
Podem ser tratados muitos tipos de infecções, incluindo;  
- septicemia (cefuroxima, cefotaxima)  
- pneumonia causada por microrganismos suscetíveis  
- meningite (ceftriaxona, cefotaxima)  
- infecções do trato biliar  
- infecções do trato urinário (especialmente na gravidez ou nos pacientes que não respondem a                            
outros fármacos)  
- sinusite (cefadroxila)  
 
 
MONOBACTÂMICOS  
- Aztreonam   
- Resistente à maioria das Beta-lactamases.  
- Uso I.V  
- Não apresenta necessariamente reação imunológica cruzada com a penicilina e seus                      
subprodutos.   
- Usos: efetivo apenas contra bacilos Gram-negativos aeróbios, como as espécies de                      
Pseudomonas, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae. Não tem ação contra                    
organismos Gram-positivos ou anaeróbios.  
- Efeitos adversos: semelhantes aos demais betalactâmicos.   
 
 
CARBAPENÊMICOS  
- Imipenem (+cilastatina), meropenem, ertapenem  
- Espectro muito amplo de atividade antimicrobiana (gram +, Gram- aeróbios e anaeróbios).  
- Reservado para infecções hospitalares graves causadas por bactérias altamente resistentes  
- Os efeitos adversos são normalmente semelhantes aos de outros β-lactâmicos, e os mais                          
frequentes são náuseas e vômitos. Pode ocorrer neurotoxicidade com concentrações                    
plasmáticas elevadas.  
 
Obs.: Cilastatina bloqueia a degradação de Imipenem no rim.   
GLICOPEPTÍDEOS   
 
VANCOMICINA, TEICOPLANINA , ramoplanina, daptomicina, ristocetina, ristomicina, actinoidina.  
- Inibe síntese de polímeros de mureína (parede celular); não é um beta lactâmico.  
- Usos: tratamento de MRSA (com frequência, nesse caso, é o fármaco de último recurso) e em                                
outras infecções graves. Também é indicada no tratamento de infecções graves por                        
Estafilococos em pacientes alérgicos, tanto às penicilinas quanto às cefalosporinas..  
- Espectro bacteriano estreito: Estreptococos, Pneumococos, Estafilococos e alguns anaeróbios                  
(principalmente gram +)  
 
VANCOMICINA  
- Efeitos Adversos: febre, erupções cutâneas e flebite no local da injeção.  
- Ototoxicidade e nefrotoxicidade e, por vezes, reações de hipersensibilidade.  
- Reações anafilactoides, incluindo hipotensão, chiado, dispnéia, urticária ou prurido, choque e                      
parada cardíaca.  
- Infusão rápida: síndrome do “pescoço vermelho”  
- Monitorar seus níveis séricos (vancocinemia) para não evoluir para oto - nefrotoxicidade   
- DEVE-SE RESTRINGIR SEU USO PARA EVITAR RESISTÊNCIA  
- Penetração limitada no SNC. Há aumento de penetração quando ocorre quebra de barreira em                            
meninges inflamadas.  
- Sem absorção VO (usada apenas em casos de efeito local como na colite pseudomembranosa).  
 
FOSFOMICINA  
- Bloqueio da síntese de parede e reduz a aderência bacteriana às células uroepiteliais  
- Não gera resistência cruzada com outros antibióticos, nem sofre a ação das ß-lactamases.  
- Amplo espectro: maioria dos micro-organismos Gram negativos e Gram positivos                    
responsáveis pelas infecções do trato urinário  
 
A NITROFURANTOÍNA , agente antibacteriano específico do trato urinário, é reduzida por                      
flavoproteínas bacterianas a intermediários reativos, que inativam proteínas ribossomais e outras                      
macromoléculas, o que inibe os processos bioquímicos vitais de síntese protéica, metabolismo                        
aeróbio, síntese de DNA e RNA e síntese da parede celular. Esse amplo mecanismo de ação explica a                                    
ausência de resistência bacteriana adquirida à nitrofurantoína. A CADA SEIS HORAS.   
R�UMO ANTIBIÓTICOS INIBIDOR� DA PAREDE CELULAR   
BETALACTÂMICOS   
PENICILINA  
Meningite bacteriana,  
infecções em ossos,  
articulações, pele, tecidos  
moles, garganta, brônquios,  
trato urinário e sífilis *.   
- Penicilina G  
- Penicilina V  
- Ampicilina  
- Amoxicilina  
- Amoxicilina + clavulanato*  
CEFALOSPORINA  
Bactericidas. Penetram nos  
líquidos corporais  
(articulações, cavidade pleural  
e pericárdica, bile, BHE quando  
inflamada, etc). Usada para  
septicemia, pneumonia,  
infecção trato biliar, ITU,  
sinusite, meningite  
(ceftriaxona, cefotaxima).  
 
Alta toxicidade seletiva, uso em  
gravidez, lactação e pediatria.    
- 1º g: cefalotina (cefalexina),  
cefazolina, cefadroxila - Não  
cruza BHE. (VO)  
- 2º g: cefuroxima, cefoxitina,  
cefaclor. (VO)  
- 3º g: ceftriaxona, cefotaxima,  
ceftazidima. (IM e IV)  
- 4º g: cefepima. (IM e IV)  
- 5º g: ceftaroline, ceftobiprole.  
(IM e IV)  
MONOBACTÂMICOS  
Efetivo apenas contra bacilos  
Gram-negativos aeróbios.   
Neisseria meningitidis e  
Haemophilus influenzae.  
- Aztreonam (IV)  
Resistente à maioria das  
beta-lactamase.   
CARBAPENÊMICOS   
Espectro muito amplo,  
reservado para infecções  
hospitalares graves por  
bactérias resistentes.   
- Imipenem (+cilastatina)  
- Meropenem  
- Ertapenem   
 
GLICOPEPTÍDEOS   
● Fármacos de segunda escolha utilizados para MRSA ou pacientes alérgicos a penicilina e  
cefalosporinas. Espectro estreito, age contra bactérias Gram +.   
● Vancomicina Ototoxicidade e Nefrotoxicidade! (síndrome do "pescoço vermelho"). Via IV.   
● Teicoplanina   
 
FOSFOMICINA  
● Droga de primeira escolha para tratamento empírico. Amplamente usada para ITU.   
● Não gera resistência cruzada com outros antibióticos, nem sofre a ação das ß-lactamases.  
 
BACITRACINA   
 
 
TESTES AULA   
 
São antibióticos de uso exclusivo por via parenteral:   
- cefalosporinas de 2a geração, como a cefuroxima  
- aminopenicilinas, como a oxacilina  
- cefalosporinas de 3a geração, como a ceftriaxona  
- aminopenicilinas, como a amoxicilina  
 
Analise as frases a seguir a respeito das opções terapêuticas para o tratamento farmacológico da                              
infecção do trato urinário (ITU): I-A fosfomicina é um betalactâmico, inibidor de síntese de parede;                              
II- As cefalosporinas de 1a e 2a geração são os fármacos de escolha no caso de ITU em grávidas;                                      
III-A nitrofurantoína possui múltiplos mecanismo de ação e deve ser administrada a cada 6h. É                              
correto o que ser afirma em:   
- Apenas I.  
- Apenas II.  
- Apenas III.  
- Apenas I e II.  
- Apenas II e III.  
 
Avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas: I-Em casos de infecção por MRSA,uma opção é associar um inibidor de lactamase à penicilina prescrita. PORQUE II-MRSAs são cepas                              
de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, que é um antibiótico da classe dos                          
betalactâmicos. À respeito destas asserções, assinale a alternativa correta:   
- As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.  
- As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.  
- A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.  
- A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.  
- As asserções I e II são proposições falsas.  
 
Em relação à vancomicina, escolha a alternativa correta:   
- Não deve ser usado em tratamento de MRSA  
- Antibiótico de escolha para pacientes idosos  
- Glicopeptídeo com espectro estreito para gram negativos  
- Oferece risco de ototoxicidade e nefrotoxicidade  
 
Escolha a alternativa correta sobre os betalactâmicos:   
- Cefalexina tem maior sensibilidade a gram - que ceftriaxona  
- Avaliar a vancocinemia confere segurança ao paciente  
- Cefalosporinas possuem toxicidade seletiva: uso em gravidez  
- Meropenem e ertapenem são seletivos para gram negativos  
 
É um inibidor de lactamase:   
- sulbactam  
- teicoplanina  
- vancomicina  
- ceftriaxona  
 
São bactérias gram positivas   
- Pseudomonas aeruginosa e Helicobacter pylori  
- Staphylococcus aureus e Escherichia coli  
- Clostridium difficile e Salmonella sp  
- Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes  
 
ANTIBIÓTICOS ANTIMETABOLITOS  
- Podem ser definidos como falsos-substratos.  
- Sulfonamidas: primeiro quimioterápico eficaz.   
- Década de 1930: Prontosil ® .  
- Protótipo dos antimetabólitos, inibem a síntese de ácido fólico no interior da bactéria.  
- Divididos em sulfas e trimetoprima.  
- Principais fármacos: Sulfametoxazol, Sulfadiazina, Trimetoprima .  
 
SULFONAMIDAS  
- São ácidos fracos, com hidrossolubilidade limitada; problema para excreção em urina ácida.  
- São em geral bacteriostáticas.  
- Antibióticos de amplo espectro, contra gram-positivas e negativas; protozoários e fungos.  
- As sulfonamidas têm sido utilizadas em associação com a trimetoprima: sulfametoxazol +                        
trimetoprima (Cotrimoxazol) Bloqueio sequencial da mesma via biossintética. Ampliar o                        
espectro de ação. Ação bactericida.   
- Sulfadiazina e sulfametoxazol (cotrimoxazol) , sulfassalazina (para colite ulcerosa e doença                    
de Crohn).  
- Prasugrel e acetazolamida (outros usos).  
 
Via de Síntese de Folatos   
Bactérias conseguem produzir diidrofolato a partir de PABA. As sulfonamidas são falsos substratos                          
por serem análogos de PABA, assim reduzem a síntese de folato tendo um efeito bacteriostático.   
+ Como a ligação é reversível, o aumento do precursor PABA, como ocorre em locais com pus,                                
podem antagonizar o efeito antibacteriano.   
+ Alguns anestésicos locais (ex: procaína - biotransformados em PABA) também podem ter efeito                          
antagônico.  
COTRIMOXAZOL: V.O ou I.V.  
- Infecções do trato urinário, altas e baixas  
- Uretrites e prostatites agudas ou crônicas.  
- Otite média, sinusite e exacerbação aguda de bronquite crônica como alternativa para                        
pacientes alérgicos aos ß-lactâmicos.  
- Primeira escolha para o tratamento e profilaxia da pneumonia por Pneumocystis jirovecii nos                          
pacientes portadores de alguma imunodepressão.  
 
SULFADIAZINA: V.O. ou tópica  
- Atingem níveis terapêuticos nos líquidos cefalorraquidiano, sinovial, pleural e peritoneal, com                      
concentração de cerca de 80% da plasmática.  
- Atravessam a barreira placentária.  
- São metabolizadas pelo fígado e a excreção é renal.  
- No tratamento da toxoplasmose, associado a pirimetamina, e como alternativa na malária por                          
P. falciparum sensível ou resistente à cloroquina.  
- A forma tópica da droga é a sulfadiazina prata , indicada comumente na prevenção de                            
infecções em pacientes queimados .  
 
Sulfonamidas: Efeitos Adversos  
- Anormalidades hematológicas (leucopenia, trombocitopenia, agranulocitose, anemia            
hemolítica e supressão da medula óssea).  
- Reações cutâneas graves , como a dermatite esfoliativa, síndrome de Steven-Johnson e a                        
necrólise epidérmica tóxica.  
- Cristalúria com consequente insuficiência renal pode ocorrer em pacientes hipo                    
albuminêmicos.  
- Hipercalemia reversível tem sido descrita durante o uso parenteral.  
- Mais comuns: sintomas digestivos e farmacodermias como erupção morbiliforme e prurido                      
cutâneo.    
- Outras: Febre, cefaleia, tremores, nefrotoxicidade, flebite, vasculite, hipercalemia, doença do                    
soro e anafilaxia.  
 
Desenvolvimento de Resistência Bacteriana   
- Mutação: aumento da síntese de PABA .  
- Desenvolvimento de rotas alternativas para o ácido fólico .  
- Plasmídeos podem codificar resistência proporcionada por enzimas com pouca afinidade ou                      
determinar diminuição de permeabilidade da bactéria.  
 
 
INIBIDOR� DA SÍNT�E DE DNA   
- Década de 1960: ácido nalidíxico (subproduto da cloroquina)  
- Década de 1980: fluorquinolonas-maior potência, espectro e meia-vida   
 
FLUORQUINOLONAS   
- 1ª geração: ácido nalidíxico   
- 2ª geração: norfloxacino, ciprofloxacino e ofloxacino  
- 3ª geração: levofloxacino, gatifloxacino (hiperglicemia), moxifloxacino  
- 4ª geração: gemifloxacino: cerca de 8 a 16 vezes mais potente que gatifloxacina e cerca de 32                                  
vezes mais potente que levofloxacina contra pneumococo.  
Mecanismo de Ação:  
- Inibem a DNA-girase bacteriana (semelhante à topoisomerase II dos mamíferos / envolvidas                        
no desenvolvimento do DNA para replicação). Inibição da síntese de ácidos nucléicos.  
- As enzimas semelhantes dos mamíferos são várias centenas de vezes menos sensíveis a essas                            
drogas.  
- São agentes bactericidas.   
 
USOS CLÍNICOS  
- Trato genito-urinário  
- Trato gastrintestinal  
- Trato respiratório  
- Osteomielites  
- Partes moles  
- Ação contra micobactérias  
- Ciprofloxacino: a mais potente contra Pseudomonas aeruginosa  
 
 As quinolonas de terceira geração são conhecidas como quinolonas respiratórias por serem                          
consideradas boas opções de tratamento para infecções respiratórias altas e pneumonias                      
adquiridas na comunidade.   
 Ativos contra Haemophilus influenzae e contra os três principais organismos responsáveis por                          
pneumonia atípica: C. pneumoniae,Mycoplasma pneumoniae e Legionella pneumophila.  
 
 
 
 
Efeitos Colaterais   
- Gastrintestinais: anorexia, náuseas, vômitos e desconforto abdominal.   
- SNC: cefaleia. tontura, insônia e alterações do humor. Alucinações, delírios e convulsões são                          
raras (idosos). Convulsões: associação de quinolonas e teofilina ou AINEs.  
- Alergias e reações cutâneas. Reações fototóxicas (evitar exposição excessiva ao sol)  
- Artropatias e erosões de cartilagem ocorrem em animais jovens. Prolongamento de QT                        
(moxifloxacino)  
 Contra-Indicações: em gravidez, lactação, insuficiência renal e hepática e em pacientes menores                          
de 17 anos (artropatia em animais jovens).   
 
Alerta - Fluorquinolonas FDA-2016: quinolonas podem estar associadas a eventos adversos sérios                          
(injúrias em tendões, músculos, articulações, nervos e no sistema nervoso central) e que este risco                              
suplanta o benefício de seu uso em pacientes com sinusite aguda, exacerbação aguda de bronquite                              
crônica e infecções urinárias não complicadas, onde outras opções terapêuticas, como os                        
antibióticos betalactâmicos, estão disponíveis.   
 
Mecanismos de Resistência  
- Alteração na enzima DNA girase  
- Mutação cromossômica nos genes que são responsáveis pelas enzimas alvo (DNA girase e                          
topoisomerase IV)   
- Alteração da permeabilidade à droga pela membrana celular bacteriana (porinas).   
- Bomba de Efluxo (diminuição da permeabilidade da célula ao antimicrobiano).  
 
Antibióticos X Nutrição enteral - sonda: a administração de levofloxacino e dieta enteral pode                            
acarretar a diminuição da absorção do fármaco. Recomenda-se pausar a dieta enteral 1 hora antes e                                
1 hora depois da administração. O uso concomitante com corticosteróides pode aumentar o risco de                              
ruptura de tendão . O levofloxacino pode aumentar os efeitos e a toxicidade da Varfarina.   
 
INIBIDOR� DA SÍNT�E PROTEICA   
 
O ribossoma bacteriano é formado por duas              
subunidades a 50S e a 30S. Nessas existe o                  
Sítio P e o Sítio A.   
- Sítio P (peptidil): contém a cadeia            
peptídica em crescimento.   
- Sítio A (Aminoacil ou Aceptor): local            
que se ligam as moléculas de RNAt              
que chegam transportando os        
aminoácidos.   
 
Obs.: Humanos 60S e 40S.   
 
 
Tradução Procariótica   
Os agentes farmacológicos que inibem a tradução interferem nas atividades do ribossomo                        
procariótico:  
- Aminoglicosídeos: ligam-se ao rRNA na subunidade 30S e permitem a ligação de tRNA                          
incorretos ao mRNA.   
- Tetraciclinas: bloqueiam a ligação do aminoacil-tRNA ao sítio A.   
- Cloranfenicol e Lincosamidas: inibem a atividade de peptil transferase da subunidade 50S.   
- Espectinomicina, macrolídeos e estreptograminas: inibem a translocação dos peptídeos.   
Principais classes dos inibidores de síntese protéica   
- Oxazolidinonas  
- Macrolídeos (azitromicina, claritromicina e eritromicina)  
- Aminoglicosídeos (estreptomicina, gentamicina, amicacina, tobramicina, neomicina)  
- Anfenicóis (cloranfenicol)  
- Lincosaminas (lincomicina, clindamicina)  
- Tetraciclinas  
- Rifamicinas  
 
● OXAZOLIDINONAS   
Linezolida   
- Mecanismo: inibem a síntese proteica das bactérias por meio de um mecanismo inovador: a                            
inibição da ligação de N-formil-metionina-RNAt ao ribossomo 70S (sem resistência cruzada)  
- Espectro: grande variedade de bactérias Gram-positivas, como MRSA, Streptococcus                  
pneumoniae resistente à penicilina e enterococos resistentes à vancomicina. Alguns                    
anaeróbios como o Clostridium difficile. Os microrganismos Gram-negativos mais comuns não                      
são susceptíveis a esse fármaco.   
- Uso clínico: deve ser utilizada em infecções graves por patógenos gram-positivos                      
multirresistentes - bacteriostático. Diversos estudos têm mostrado bons resultados no                    
tratamento de pneumonia hospitalar. O tratamento tem custo alto.  
- Efeitos adversos incluem trombocitopenia, diarreia, náuseas e, raramente, erupções                  
cutâneas e tonturas.   
- ATENÇÃO: A linezolida é um inibidor não seletivo da monoamino-oxidase e é preciso tomar as                              
devidas precauções.  
 
● MACROLÍDEOS   
Os fármacos mais usados são a Claritromicina e Azitromicina, também tem a eritromicina porém                            
menos usada. São bacteriostáticos ou bactericidas dependendo da dose.   
- Mecanismo de ação: inibem a síntese das proteínas bacterianas através do efeito na                          
translocação ribossômica.   
- Mecanismo de resistência: Macrolídeos têm muita resistência!  
1. diminuição da permeabilidade da célula ao antimicrobiano.   
2. alteração no sítio receptor da porção 50S do ribossoma   
3. inativação enzimática.   
 
Eritromicina: 4x/dia  
- 1952: isolada de Streptomyces erythraeus  
- Amplo espectro de ação ( Gram + , treponemas, mycoplasma , clamídias)  
- Inativa contra enterobacteriaceae e Pseudomonas spp..  
 
Claritromicina: 2x/dia  
- Altamente ativa contra Gram + (maioria de estreptos e estafilococos); na erradicação de                          
H.pylori  
- Atividade contra gram-negativas semelhante à eritromicina  
 
Azitromicina: 1x/dia Mais usada por causa da posologia (1x/dia) e espectro ampliado!   
- Diferença química: Azalídeo  
- Espectro ampliado : maior atividade contra gram negativas  
- Meia-vida tecidual ampliada – menor dose  
Usos Clínicos - alternativa terapêutica em pacientes alérgicos à penicilina, nas seguintes condições:  
- infecções do trato respiratório por estreptococos do grupo A ,  
- pneumonia por S. pneumoniae ,  
- prevenção de endocardite após procedimento odontológico,  
- infecções superficiais de pele ( Streptococcus pyogenes ),  
- profilaxia de febre reumática (faringite estreptocócica ), e raramente,  
 
São considerados primeira escolha no tratamento de pneumonias por bactérias atípicas                      
(Mycoplasma pneumoniae, Legionella pneumophila, Chlamydia spp.)  
 
OBS: A claritromicina deve ser usada como bactericida (e não bacteriostática) quando associada com                            
azitromicina, pelo fato do bacteriostático impedir a replicação, e a azitromicina só vai agir na                              
replicação.  
 
Diretrizes para Pneumonia Adquirida na Comunidade em Adultos Imunocompetentes - 2009  
Ambulatoriais   
- Previamente hígidos Macrolídeos ou Beta-lactâmicos (beta-lactâmicos isolados podem                  
ter uma falha a cada 14 pacientes tratados)   
- Doenças associadas Quinolona ou Beta-lactâmicos + Macrolídeos   
Internados Não-graves Quinolonaou Beta-lactâmicos + Macrolídeos   
Admitidos em UTI   
- Sem risco de Pseudomonas sp. Beta-lactâmicos + Quinolona ou Macrolídeos   
- Com risco de Pseudomonas sp. Quinolona + Beta-lactâmicos  
 
Efeitos Colaterais  
- Mais comuns: cólicas abdominais, náuseas, vômitos e diarreia (em até 1/3 dos pacientes).  
- Hepatite colestática acompanhada por febre, dor abdominal, eosinofilia, hiperbilirrubinemia e                    
elevação de transaminases com o uso de estolato de eritromicina (mais comum em adultos,                            
principalmente gestante).  
- Com azitromicina e claritromicina as alterações são bem mais discretas e em menor                          
frequência.  
- Prolongamento do intervalo QT  
- Raramente ocorrem reações alérgicas graves.  
 
● AMINOGLICOSÍDEOS   
- A estreptomicina foi o primeiro aminoglicosídeo obtido a partir do fungo Streptomyces griseus                          
em 1944.  
- Cátions polares, baixa absorção por v.o., não atravessa BHE.  
- É necessário oxigênio para ocorrer transporte ativo transmembrana (anaerobiose impede                    
ação).  
- Aminoglicosídeo: concentração dependente, uma vez ao dia; efeito pós-antibiótico.  
- Bactericidas.  
- Principais fármacos: Estreptomicina, Canamicina, Gentamicina, Amicacina, Tobramicina ,                
Neomicina , Netilmicina, Paromomicina , Espectinomicina.  
 
Mecanismo de Ação  
- Ligam-se à fração 30S dos ribossomos inibindo a síntese protéica ou produzindo proteínas                          
defeituosas.   
- Para atuar, o aminoglicosídeo deve primeiramente ligar-se à superfície da célula bacteriana e                          
posteriormente deve ser transportado através da parede por um processo dependente de                        
energia oxidativa.  
 
Mecanismos de resistência (raros)   
- Alteração dos sítios de ligação no ribossomo  
- Alteração na permeabilidade  
- Modificação enzimática da droga  
 
Usos Clínicos   
- Amicacina: maior espectro de ação  
- Efeito limitado em anaeróbios e gram positivos.   
- Comumente associados a betalactâmicos ou glicopeptídeos (efeito sinérgico)  
- Grande atividade contra bacilos e cocos gram-negativos aeróbios: Klebsiella spp., Serratia                      
spp., Enterobacter spp., Citrobacter spp., Haemophilus spp., Acinetobacter spp. e cepas de                        
Pseudomonas aeruginosa  
- Bactérias gram-positivas , entre elas: Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Listeria                  
monocytogenes, Enterococcus faecalis e Nocardia asteroides, além de serem ativas contra                      
micobactérias .  
 
Obs.: Many different types of infections can be treated successfully with these aminoglycosides;                          
however, owing to their toxicities, prolonged use should be restricted to the therapy of                            
life-threatening infections and those for which a less-toxic agent is contraindicated or less effective.  
 
Efeitos Colaterais   
- Ototoxicidade: coclear (gentamicina, amicacina) e vestibular (estreptomicina, gentamicina)  
- Nefrotoxicidade (túbulo proximal); não produz alteração no volume urinário; pode ser                      
revertida.   
- Bloqueio Neuromuscular/apneia: infusões rápidas ou doses i.p. Em paciente curarizados, com                      
miastenia, hypocalcemia, outros. Revertido com sais de cálcio.  
 Devido à rara resistência bacteriana, pouca alergia e baixo custo, uso mantido.   
 
● TETRACICLINAS   
Tetraciclina, doxiciclina, limeciclina, minociclina, oxitetraciclina, tigeciclina, demeclociclina.  
 
Mecanismo de Ação - bacteriostáticas: as tetraciclinas entram na célula por difusão, em um                            
processo dependente de gasto de energia. Ligam-se, de maneira reversível, à porção 30S do                            
ribossoma, bloqueando a ligação do RNA transportador, impedindo a síntese protéica.   
Mecanismo de resistência: principal mecanismo de resistência microbiana é por diminuição da                        
acumulação da droga no interior da célula. A resistência pode ser cromossômica ou, mais                            
frequentemente, mediada por plasmídeos ou transposons.  
 
Metabolização e excreção:  
- São queladas por cátions: menor absorção; depósito.  
- Atravessam a barreira transplacentária e são excretadas no leite materno.  
- Todas as tetraciclinas são eliminadas pela urina e fezes, sendo a via renal a mais importante.  
- Evitar o uso concomitante com antiácidos e cátions (leite e derivados, alumínio, potássio, ferro)                            
pois diminui a absorção.    
 
Usos Clínicos  
- Apresentam amplo espectro de ação, incluindo bactérias gram-positivas, gram-negativas                  
aeróbias e anaeróbias, espiroquetas, riquétsias, micoplasma, clamídias e alguns protozoários.  
- São alternativas no tratamento de infecções causadas por Mycoplasma pneumoniae                    
(infecções respiratórias), N. gonorrhoeae, Treponema pallidum e em pacientes com                    
traqueobronquites e sinusites.  
- Primeira linha no tratamento de infecções por Riquétsias, Micoplasmas e Clamídias  
- Doxiciclina: ISTs, infecções respiratórias e de tecidos moles causadas por MRSA  
 
Contraindicações: gestantes, lactantes e menores de 8 (12) anos.  
 
Efeitos Colaterais  
- Reações alérgicas como: urticárias, exantemas, edema periorbitário e reações anafiláticas;                    
fotossensibilidade  
- Alterações na cor dos dentes em crianças, hipoplasia do esmalte dentário, crescimento ósseo                          
anormal, principalmente se utilizadas durante a gestação Faz depósito onde tem cálcio.  
- Efeitos gastrintestinais mais comuns são: náuseas, vômitos e diarreia;  
- Cefaleia, incapacidade de concentração e, em raros casos, hipertensão intracraniana, também                      
são relatados.  
- Agravar azotemia em pacientes com IR  
 
● ANFENICÓIS   
Cloranfenicol  
- Bacteriostáticos de amplo espectro/bactericidas (altas doses)  
- Gram positivas e negativas  
- Indicação principal: infecções graves no SNC, epiglotite aguda em crianças e febre tifoide  
- Efeitos adversos: alterações hematológicas (anemia aplástica), síndrome do bebê cinzento                    
(distensão abdominal, emese ocasional, progressiva palidez cianótica, colapso vasomotor                  
frequentemente acompanhado de respiração irregular e morte)   
 
● LINCOSAMINAS  
A lincomicina foi isolada em 1962, a partir do Streptomyces lincolnensis. Posteriormente,                        
modificações químicas produziram a clindamicina com potência bacteriana aumentada e melhor                      
absorção oral.  
- Lincosaminas ( lincomicina, clindamicina )  
- Bacteriostáticos ou bactericidas  
- Boa absorção via oral;   
- Alta concentração em abscessos (atravessa barreiras);  
- Espectro: semelhante à penicilina; também atinge o S. aureus e outro produtores de                          
penicilinases;  
- Reação adversa: amais frequente é a diarreia  
- Clindamicina: útil para evitar a síndrome compartimental (causada por Streptococcus                    
pyogenes). Indicada em infecções causadas por anaeróbios gram-positivos e anaeróbios                    
gram-negativos.  
 
R�UMO ANTIBIÓTICOS INIBIDOR� DA SÍNT�E PROTEICA   
Oxazolidinonas   Linezolida: infecções graves por Gram + multirresistentes. Inibe MAO. custo.  
Macrolídeos   Azitromicina, Claritromicina e Eritromicina (menos usado). Primeira escolha  
para pneumonia por bactérias atípicas. Cólica, náusea, diarreia, intervalo QT.  
Aminoglicosídeos   Estreptomicina, Canamicina, Gentamicina, Amicacina, Neomicina, Netilmicina,  
Tobramicina, Paromomicina , Espectinomicina. efeito Gram - algumas + como  
micobactéria, e S. aureus. Causa oto e nefrotoxicidade e BNM/apneia. custo.  
Anfenicóis   Cloranfenicol: Bacteriostáticos/bactericida dose. SNC, epiglotite aguda, febre            
tifóide. Alterações hematológicas (anemia aplástica), síndrome do bebê                
cinzento   
Lincosaminas   Lincomicina, Clindamicina. [ ] em abscessos (atravessa barreiras). Diarréia.  
Tetraciclinas   Tetraciclina, doxiciclina, limeciclina, minociclina, oxitetraciclina, tigeciclina,            
demeclociclina. 1º escolha: infecções por Riquétsias, Micoplasmas e Clamídias.                  
Contraindicado p/ gestante, lactante, 8(12)anos. Alergia, efeito TGI, cor dente.  
Rifamicinas   Amplo espectro, agente antituberculoso.   
 
Emprego de Antibióticos Durante a Gravidez   
Antimicrobiano   Toxicidade Fetal    Recomendação e Observação  
Penicilina   Não observada    Provavelmente seguro  
Cefalosporina   Não observada   Provavelmente seguro  
Aztreonam   Não observada   Provavelmente seguro  
Imipenem/cilastatina e  
meropenem  
Alguns estudos mostram  
toxicidade com  
Imipenem/cilastatina   
Cautela  
Aminoglicosídeos    Potencial ototoxicidade    Cautela  
 
Antibióticos que podem causar alteração do estado mental:  
- Fluorquinolonas.  
- Cefalosporinas (cefepima, ceftazidima, cefazolina).  
- Penicilina.  
- Carbapenêmicos ( imipenem, ertapenem).  
+ Alguns fatores de risco podem ser idade, doenças neurológicas pré-existentes e doença renal,                          
muito relacionado à dose imprópria para clearence. Para as fluorquinolonas só a idade pode                            
ser fator de risco.   
 
ORIENTAÇÕES SOBRE A RDC N° 20/2011   
Para a prescrição de medicamentos antimicrobianos não há modelo de receita específico. A receita                            
deve ser prescrita de forma legível, sem rasuras, em duas vias e contendo os seguintes dados :  
I - identificação do paciente: nome completo, idade e sexo;  
II - nome do medicamento ou da substância prescrita sob a forma de denominação Comum Brasileira                                
(DCB), dose ou concentração, forma farmacêutica, posologia e quantidade (em algarismos arábicos );                          
(sem limitação no número de medicamentos)  
III - identificação do emitente: nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome                                
da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo); e   
IV - data da emissão .   
- A receita de antimicrobianos é válida em todo o território nacional, por 10 (dez) dias a contar                                  
da data de sua emissão.  
- A receita não poderá conter a prescrição de medicamentos sejam sujeitos a controle                          
especial. Demais medicamentos podem ser prescritos na mesma receita.   
- Para tratamento prolongado a receita poderá ser utilizada para aquisições posteriores dentro                        
de um período de 90 (noventa) dias a contar da data de sua emissão, porém deverá conter a                                    
indicação de uso contínuo , com a quantidade a ser utilizada para cada 30 (trinta) dias.   
 
R�UMO ANTIBIÓTICOS  
Inibidores de  
parede celular   
● Beta-lactâmicos :   
- Penicilinas: penicilina G, V, ampicilina, amoxicilina.   
- Cefalosporinas:   
+ 1ºg: cefalotina/cefalexina, cefazolina, cefadroxila.  
+ 2ºg: cefuroxima, cefoxitina, cefaclor.  
+ 3ºg: ceftriaxona, cefotaxima, ceftazidima.  
+ 4ºg: cefepima.  
+ 5ºg: ceftaroline, ceftobiprole.   
- Monobactâmicos: Aztreonam.   
- Carbapenêmicos: Imipenem (+cilastatina), meropenem,  
ertapenem.   
● Glicopeptídeos : vancomicina, teicoplanina.  
● Bacitracina.  
● Fosfomicina.  
Inibidores de  
síntese protéica   
● Oxazolidinones: Linezolida  
● Macrolídeos: Azitromicina, Claritromicina e Eritromicina.   
● Aminoglicosídeos: Amicacina e Gentamicina (principais).  
● Anfenicóis: Cloranfenicol.  
● Lincosaminas: Lincomicina, Clindamicina,  
● Tetraciclinas  
● Rifamicinas  
+ Glicilciclinas: Tigeciclina.  
Inibidores  
metabólicos   
● Sulfonamidas  
- Sulfadiazina  
- Sulfametoxazol (cotrimoxazol)    
● Trimetoprima  
Inibidores da  
síntese de DNA  
● Fluoroquinolonas  
- 1ª g: ácido nalidíxico   
- 2ª g: norfloxacino, ciprofloxacino e ofloxacino  
- 3ª g: levofloxacino, gatifloxacino (hiperglicemia), moxifloxacino  
- 4ª g: gemifloxacino  
● Nitroimidazólicos: metronidazol.  
Membrana  
plasmática  
Polimixinas, Anfotericina B, Nistatina.   
 
 
ANTI-INFLAMATÓRIOS   
 
 
Questões Norteadoras:  
- Como ocorre o processo inflamatório e quais são os principais mediadores envolvidos?  
- Como é o mecanismo de ação dos AINEs e dos AIEs?  
- Quais as principais indicações e contra-indicações dos AINEs e dos AIEs?  
- Quais os principais efeitos colaterais dos AINEs e dos AIEs?  
 
INFLAMAÇÃO  
Reação complexa/protetora do tecido conjuntivo vascularizado a qualquer estímulo/agressão, seja  
ele endógeno ou exógeno. Essa resposta é liberada pelos mediadores químicos e exsudatos.  
 
Inflamação Aguda: Resposta imediata e de curta duração (horas-dias) contra um agente prejudicial.  
Exsudação de fluidos e proteínas plasmáticas (edema). Migração de leucócitos e neutrófilos.  
 
 
Inflamação Crônica: resposta persistente (semanas - meses), com destruição tecidual, aumento do  
tecido conjuntivo juntamente com fibrose.   
 
 
Resposta imunológica inata: Formação de edema e exsudação local rica em mediadores químicos.  
Reconhecido pelos macrófagos.  
- PAMP: Padrões moleculares associados a patógenos. Agente biológico. São reconhecidos por                      
um receptor tipo Toll (TLR).  
- DAMP: Padrões Moleculares Associados a Danos. Do próprio organismo, e induz os tecidos                          
agredidos a liberar moléculas que indicam a presença do agente agressor. Ativam a produção                            
de histamina e prostaglandinas.  
 
Resposta imunológica adaptativa: Ativação de células competentes contra possíveis patógenos na                      
inflamação.  
 
 
Resposta Inflamatória   Mediador químico  
Edema, Rubor e Calor tissular  
Histamina, Prostaglandinas, Leucotrienos,  
Bradicinina, Fator de AtivaçãoPlaquetária  
Lesão Tissular   Neutrófilos, Mastócitos, Basófilos  
Quimiotaxia   Fragmentos do Complemento  
Dor   Prostaglandinas, Bradicinina  
Febre   IL-1 e IL-6   
Leucocitose    FNT- alfa (fator de necrose tumoral) IL-8  
 
Autacóides (auto – remédio) são substâncias naturais do organismo com estrutura química ativada                          
mediante à estímulos.  
 
Sinais da Inflamação: Dor, Calor, Rubor, Tumor, Perda de função e Processo reativo do tecido diante                                
de um agente agressor.   
 
Mecanismo de Hiperalgesia  
- CGRP: Gene receptor relacionado ao calcitonina  
- Prostaglandina: Dor, vasodilatação, febre.  
- Bradicinina: Vasodilatadora e permeabilizadora, facilita a migração dos leucócitos.  
- Substância P: Facilita os processos inflamatórios (Vômito, ansiedade, dor)  
 
 
 
1. Sangramento anóxia  
2. Extravasamento de conteúdo celular (K, bradicinina, etc)  
3. Migração de mastócitos (histamina e serotonina)  
4. Reação do ácido aracdônico prostaglandinas e prostaciclinas  
5. Os nociceptores ficam mais excitáveis, inclusive a estímulos inócuos  
6. Os nociceptores apresentam reação inflamatória neurogênica : liberam prostaglandinas e sub  
P acentuando o processo inflamatório.   
 
A lesão na membrana desencadeia uma resposta imunológica que libera mediadores químicos , que                          
ativam enzimas , essas degradam os fosfolipídios da membrana (fosfatidilcolina e fosfatidilinositol)                      
assim liberando Diacilglicerol e Ácidos Graxos que leva ao acúmulo de Ácido Aracdônico .   
 
Ácidos araquidônico ativa as enzimas ciclooxigenase, que são:    
- COX 1 expressa de maneira constitutiva na maioria das células (inflamação inicial/leve) –                          
importante na regulação da homeostase e citoproteção epitelial gástrica.   
- COX 2 precisa ser ativada (processo inflamatório tardio e intenso) – importante no processo                            
inflamatório e constitutivamente no endotélio, cérebro, intestinos, rins, testículos, ovários,                    
tireóide, pâncreas.  
- COX 3 (isoforma da COX-1) – encontrada no cérebro, na medula espinal e coração.  
 
Principais Funções:  
 
● PROSTAGLANDINAS  
- Controle da pressão arterial.  
- Estimulação da contração da  
musculatura lisa.  
- Indução da resposta inflamatória.  
- Inibição da agregação plaquetária.  
 
● TROMBOXANO  
- Mobiliza o cálcio intracelular.  
- Promove agregação plaquetária.  
- Vasoconstrição.  
- Contração do músculo liso.  
- Produzido primariamente pelas plaquetas.  
 
● LEUCOTRIENOS  
- Estimulação da contração da musculatura lisa.  
- Indução da resposta alérgica.  
- Indução da resposta inflamatória.  
+ Inibidores da síntese de leucotrienos (como a prednisona e a prednisolona) são usados no  
tratamento da asma.   
 
Funções Fisiológicas dos Prostanóides  
PGE 2 *  
- Aumenta muco e bicarbonato TGI  
- Vasodilatação   
PGD 2  
- Vasodilatação   
- Inibição da agregação plaquetária   
PGF 2   - Contração do útero   
PGI 2 *  
- Vasodilatação   
- Inibição da agregação plaquetária   
- Aumento do muco e bicarbonato no TGI  
TXA 2  
- Agregação plaquetária  
- Vasoconstrição  
- Broncoconstrição   
 
* Efeito Renal   
- PGE e PGI mantém a vasodilatação compensatória na arteríola aferente em resposta à                          
norepinefrina ou angiotensina II.  
- Especialmente em pacientes com comprometimento renal, pacientes idosos, cardiopatas ou                    
hepatopatas:  
 
 
Agregação plaquetária:  
 
● TXA2 (tromboxano)  
- Produzido pelas plaquetas   
- Pró-agregante  
 
● PGI2 (prostaciclina)  
- Produzida pelo endotélio   
- Antiagregante   
 
 
Anti-inflamatórios não esteroidais - AIN�   
Fármacos que apresentam propriedades analgésicas, antipiréticas e anti-inflamatórias usados no                    
tratamento dos sintomas da inflamação. Mecanismo de ação: Inibe COX.   
 
 
 
Efeito Analgésico   
Reduzem a dor causada por lesão tecidual ou por mediadores inflamatórios que atuam em                            
terminações nervosas (bradicinina, 5-hidroxitriptamina). Essa ação é indireta, no sentido que os                        
AINEs diminuem a produção de PGs, as quais sensibilizam as terminações nervosas para estes                            
mediadores indutores de dor . Quem envia o sinal de dor para as vias de nocicepção são os                                    
nociceptores, esses são sensibilizados pelas prostaglandinas, sem essas prostaglandinas os                    
nociceptores não vão enviar o sinal, assim não propagando o sentimento de dor.   
- Uso clínico: bursite, artrite, dor de dente, cefaleia, dores musculares.   
 
Efeito Antipirético   
Os AINEs reduzem a febre. A temperatura corporal é controlada por um “termostato” hipotalâmico, o                              
qual assegura que a produção e a perda de calor estejam equilibradas em torno de um determinado                                  
valor. A febre ocorre quando a IL-1, IL-6, TNF- , produzem no hipotálamo, prostaglandinas do tipo E,                                
como PGE 2 que aumentam a taxa de disparos dos neurônios, assim interferindo no “termostato”                            
hipotalâmico alterando aquele valor. Os AINEs atuam pela interrupção da síntese das PGs relevantes .  
 
Ação Anti-Inflamatória   
Os AINEs inibem a enzima COX , assim reduzem aqueles aspectos da inflamação em que os produtos                                
da COX-2 desempenham uma função, especificamente a vasodilatação, a qual, por sua vez, facilita o                              
aumento da permeabilidade vascular das vênulas pós-capilares. Alguns são potentes                    
anti-inflamatórios (p. ex., naproxeno, piroxicam, celecoxibe), outros têm atividade mais moderada (p.                        
ex., ibuprofeno). Alguns apresentam efeito anti-inflamatório apenas discreto (p. ex., paracetamol).  
 
 
Classificação de AINEs  
● AINEs Atipicos  
● AINEs Tipicos   
- Não seletivos   
- Seletivos   
 
AINEs ATÍPICOS   
- Ácido acetilsalicílico (AAS)  
- Dipirona   
- Paracetamol  
 
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS)   
- Aine mais prescrito  
- Bloqueio irreversível da COX-1 (modifica a enzima)  
- Usos clínicos:  
+ Dor leve a moderada, cefaléia, mialgia, artralgia.  
+ Antiagregante plaquetário (maior uso).  
- Efeito anti-inflamatório: interfere na biossíntese de PGs, age em Lipoxinas, inibe a liberação de                            
LTB4 por neutrófilos. Efeito em doses altas (1g, 4-6h).  
- Efeito analgésico: reduz dor de baixa e média intensidade (325 - 650 mg, 4-6 h)  
- Efeito antipirético: redução rápida e eficaz.   
AAS como Antiagregante Plaquetário  
- Utilizado em baixas doses 325 mg  
- Utilizado em pacientes que sofrem eventos trombolíticos ( IAM, AVE, TEP ) ou em pacientes com                            
risco de sofrer trombos ( fibrilação atrial, ataque isquêmico transitório ).- Uso crônico de AAS: para cirurgias, suspender o uso ~10 dias antes do procedimento.  
- Atua nas células endoteliais inibindo a síntese de PGI2 e nas plaquetas, inibindo a síntese de                                
tromboxano e consequentemente diminuindo a agregação plaquetária.   
 
Efeitos Adversos do AAS  
- Não recomendado para crianças Síndrome de Reye. A dose máxima para crianças é de                              
10mg/Kg 4-6h. A Síndrome de Reye corresponde a uma disfunção mitocondrial associada a                          
encefalopatia e esteatose hepática microvesicular, está associada com infecções virais. O uso                        
de AAS aumenta o risco de desenvolvimento dessa doença.   
- Úlceras e hemorragias gástricas, nefrotoxicidade e lesão hepática.  
- Exacerbação da asma (5-10%).  
- Alergias.  
- Intoxicação (em altas doses – barreira hematoencefálica) Não há antídotos. Somente                        
controle das convulsões e ressuscitação do paciente caso ocorra parada cardiorrespiratória.  
 
PARACETAMOL (Acetaminofeno)  
- Muito utilizado como antipirético (COX-3) e analgésico  
- Pouco efeito anti-inflamatório  
- Menos efeito em plaquetas e TGI  
- Extremamente hepatotóxico (cuidado com a dose Não exceder 4 g/dia)  
- Tratamento na intoxicação por paracetamol: Lavagem gástrica com carvão ativado e                      
N-acetilcisteina.  
 
HEPATOTOXICIDADE: o paracetamol desenvolve lesão hepática através de seu metabólito                    
intermediário, resultante da biotransformação hepática. Normalmente, este metabólito reage com o                      
grupamento sulfidril da glutationa e é excretado como mercapturato. Porém, após o uso de altas                              
doses de paracetamol, ocorre saturação nas reações de conjugação com ácido glicurônico e sulfato,                            
fazendo com que este metabólito, ao consumir cerca de 70% de glutationa hepática, possa reagir com                                
as proteínas hepáticas, através de ligação covalente, levando à necrose hepática.   
 
 
DIPIRONA  
- Semelhante ao paracetamol porém sem risco elevado de lesão hepática grave.   
- Não costuma ter muitos efeitos adversos, mas pode causar:  
+ Hipotermia   
+ Agranulocitose (redução de neutrófilos, basófilos, eosinófilos)  
+ Aplasia medular (deficiência medular)   
 
AINEs TÍPICOS - NÃO SELETIVOS   
 
- Ácido Acético  
+ Diclofenaco  
+ Indometacina  
+ Etodolaco  
- Ácido Propiônico  
+ Cetoprofeno  
+ Naproxeno  
+ Ibuprofeno  
+ Flurbiprofeno  
- Ácido Enólico  
+ Meloxicam  
+ Piroxicam  
- Não Acídicos  
+ Nimesulida  
 
ÁCIDO ACÉTICO  
  DICLOFENACO   INDOMETACINA  
Ação   COX-1 e COX-2   Mais seletivo para COX-1  
Cinética  
Cp pico 1-2h  
½ vida 2-3h  
Cp pico 1-2h  
½ vida 2:30h  
Doses   MAX 150 mg/dia   MAX 100 mg/dia  
Indicações  
Artrite reumatoide   
Osteoartrite   
Bursite  
Pós-operatório  
Dismenorreia   
DOR - cálculo renal   
Artrite reumatoide   
GOTA  
Doença de Hodgkin  
Tocolítico  
Efeitos Colaterais  
Sangramento e úlceras TGI  
Reações alérgicas  
Edema   
Depressão da função renal  
Eventos cardiovasculares  
Cefaleia  
Neutropenia (Inibe motilidade)  
Trombocitopenia   
Outros   
Mais potente que indometacina e  
naproxeno!   
Antagoniza  
Antagoniza efeitos dos diuréticos  
tiazídicos, dos beta-bloqueadores e  
inibidores de ECA  
 
 
ÁCIDO PROPIÔNICO   
  CETOPROFENO   NAPROXENO   IBUPROFENO  
Cinética  
Cp pico 1-2h  
½ vida 2h  
Cp Pico 1h  
½ vida 14h  
Cp pico 15-30 min  
½ vida 2-4h  
Doses  
25-75 mg 3-4x/dia    MAX 1g/dia (2-4x)  
Crianças: 5 mg/Kg,  
2x/dia  
200-800 mg/dose (3-4x/dia)  
Criança: (febre) 5-1mg/kg  
cada 6 horas.  
AA 20-40 mg/kg/dia (3-4)  
Indicações   
Artrite reumatoide   
Osteoartrite   
Bursite  
Artrite reumatoide   
Osteoartrite   
Bursite  
GOTA  
Dismenorreia  
Cefaleia   
Febre   
Dor Branda   
Efeitos Colaterais   
Dispepsia  
Desconforto Gástrico  
(Náuseas, Vômitos)   
Dispepsia  
Desconforto Gástrico  
(Náuseas, Vômitos)   
Sonolência   
Pirose  
Dor epigástrica   
Náuseas  
Pirose   
Grávidas : fechamento  
prematuro do ducto arterial  
eventos cardiovasculares  
Outros    Antagoniza   Antagoniza efeitos   Antagoniza  
 
ÁCIDO ENÓLICO  
  PIROXICAM   MELOXICAM  
Cinética  
Cp Pico 3-5h  
½ vida 45-50h  
Cp Pico 5-10 h  
½ vida 15-20h  
Doses   20 mg/dia   7,5-15mg/dia  
Indicações  
Artrite reumatóide  
Osteoartrite   
Espondilite  
Dismenorreia  
Pós-operatório  
GOTA  
Osteoartrite   
Efeitos Colaterais   Sangramento e úlceras TGI   Lesões gástricas  
Outros  
Não deve ser usado como  
primeira escolha   
10x mais seletivo para COX-2   
 
NÃO ÁCIDOS   
  NIMESULIDA  
Cinética  
Cp Pico 1-2h  
½ vida 2-5h  
Doses   100 mg/2x dia   
Indicações  
Tratamentos orais   
Dismenorréia  
Inflamações urológicas  
Inflamação trato respiratório superior  
Artrite reumatóide  
Osteoartrite   
Efeitos colaterais    Sangramento TGI  
Outros   
Mais seletivo para COX-2  
Inibidor fraco da PGE, inibe função de leucócitos  
bom para hipersensibilidade AAS e outros AINEs  
 
Efeitos Adversos dos AINEs não seletivos   
● Formação de úlcera péptica: Incidência 20-40%. Atenção redobrada aos pacientes que fazem                        
uso de AINEs por tempo prolongado.  
- Ibuprofeno < diclofenaco < naproxeno < indometacina < piroxicam.   
● Rins: Insuficiência Renal Aguda (hemodinamicamente induzida). Uso crônico ou abusivo pode                      
causar nefropatia analgésica.  
● Problemas na agregação plaquetária   
● Prolongamento da gravidez  
● Vômitos  
● Náuseas  
● DiarreiaouConstipação  
● Dispepsia (dificuldade de digestão)  
AINEs TÍPICOS SELETIVOS (COXIBES)  
 
  CELECOXIBE  
Cinética  
Cp Pico 2-4h  
½ vida 6-12h  
Doses   100 mg/1-2x dia   
Indicações  
Artrite reumatóide  
Osteoartrite   
Pós-cirúrgico  
Efeitos colaterais   
Formação de trombos  
Hipertensão  
Insuficiência Renal e Cardíaca  
(IAM e AVE)  
 
+ Vários fármacos coxibes como o Rofecoxib, Valdecoxib e Lumiracoxib foram retirados do                        
mercado devido ao alto risco de eventos adversos cardiovasculares, especialmente IAM e AVE.  
 
ATÍPICOS - UTILIZAR: dor leve a moderada com menor interferência na inflamação.  
 
TÍPICOS - NÃO UTILIZAR :  
- Trauma  
- Infecções  
- i.v. pós-cirurgia (opiódes)  
- Disfunção renal e hepática  
- Úlceras gástricas  
- Idosos e gestantes (preferência para AAS)   
- Asmáticos hiperreativos  
 
TÍPICOS SELETIVOS - NÃO UTILIZAR :   
- Insuficiência cardíaca grave   
- Cardiopatias isquêmicas  
- Propensão a trombos  
 
Anti-inflamatórios esteroidais - AI� → Glicocorticóides   
No corpo humano os hormônios esteróides podem ser produzidos pelas glândulas adrenais, ovários,                          
testículos ou placenta, esses são estimulados pela adenohipófise (ACTH Adrenais hormônios ).                          
Os dois principais tipos de hormônios adrenocorticais, são os mineralocorticoides e osglicocorticóides , ambos secretados pelo córtex adrenal. A medula da glândula adrenal produz as                          
catecolaminas adrenalina e noradrenalina.   
 
Mineralocorticóides: produzidos principalmente na zona glomerulosa, o principal hormônio é a                      
aldosterona.  
- ALDOSTERONA: aumenta a reabsorção de sódio e, simultaneamente, a secreção de potássio,                         
consequentemente promovendo a absorção de água.   
 
Glicocorticóides: produzidos principalmente na zona fasciculada. Os principais hormônios são o                      
cortisol e cortisona (interferem com a glicemia).  
- CORTISOL: tem função catabólica, no equilíbrio eletrolítico e no metabolismo de carboidratos,                        
proteínas e lipídeos, além de possuir um potente efeito antiinflamatório. Cortisol em excesso                          
pode ser um problema pois:   
+ Altera a função do sistema imunológico  
+ Diminui a síntese de proteína atrofia muscular pela perda de aminoácidos.   
+ Aumenta absorção de sódio e água aumenta frequência cardíaca  
+ Provoca mobilização de ácidos graxos má distribuição de gordura  
+ Reduz reserva de cálcio risco para osteoporose  
+ Estimula gliconeogênese hiperglicemia   
+ Deprime função tireoidiana  
+ Deprime função reprodutiva e síntese de hormônios sexuais   
+ Modula a permeabilidade da BHE a diversas substâncias  
 
Cortisol - Ciclo Circadiano: maiores níveis de ACTH e CORTISOL são encontrados nas primeiras horas                              
do dia, o que influencia na prescrição de corticoides, pois não se pode administrar corticóides no                                
momento do pico de cortisol pois isso vai aumentar o nível de cortisol no corpo e ativar o feed back                                        
negativo inibindo o eixo HPA (Hipotálamo Adenohipófisis Córtex adrenal = Cortisol).   
 
Glicocorticóides na Inflamação - REDUZ TUDO:  
- Diminui Ativação de neutrófilos e macrófagos Redução da transcrição de genes de fatores  
de adesão e citocinas.  
- Diminui Ativação de células T Transcrição de genes para IL-2.   
- Diminui Função dos fibroblastos Menor produção de colágeno, menor cicatrização.  
- Diminui Atividade dos osteoblastos osteoporose.  
 
Mecanismo de ação dos glicocorticóides: Inibem fosfolipase A2 e modifica fosfolipase C                          
membrana não degrada não tem perda tecidual não tem formação de ácido aracdônico.   
 
 
 
 
 
Efeitos antiinflamatórios da ANEXINA-1 (LIPOCORTINA)  
- Inibição direta da PLA2  
- Inibição da liberação de ACTH e CRH  
- Inibição da expressão de COX-2, IL-6 e iNOS  
- Estimulação da liberação de IL-10 – (fator inibidor da síntese de citoquinas)  
- Inibição da migração leucocitária  
- Indução da apoptose de células inflamatórias  
- Eliminação de células e restos apoptóticos  
 
Duração dos fármacos corticóides   
CURTA (8-12h)   INTERMEDIÁRIA (12-36h)   LONGA (36-72h)  
Hidrocortisona  
Cortisona  
Prednisona*  
Prednisolona*  
6 -Metilprednizolona  
Triancinolona  
Betametasona  
Dexametasona*  
Parametasona  
 
- Prednisona: inflamação aguda.  
- Prednisolona: inflamação crônica.  
- Dexametasona: uso tópico.  
 
OBS.: Terminou com sona/ona é um corticoide.   
 
Alguns usos dos glicocorticóides:  
 
 
Efeitos Adversos dos GC  
- Retarda o crescimento das crianças (interage com parte óssea)  
- Osteoporose (balanço de cálcio negativo)  
- Aumenta o apetite   
- Glaucoma   
- Aumento do risco de infecções (age com o sistema imunológico)  
- Distúrbios emocionais   
- Hipertensão  
- Edema periférico   
- Hipopotassemia   
- Aumento do risco de diabetes   
- Distribuição centrípeta da gordura corporal  
 
NÃO PODE USAR EM: pacientes diabéticos, pacientes com osteoporose, problemas imunes, pacientes  
com cardiopatias.   
 
A terapia prolongada e/ou com altas doses de corticóides, além dos importantes efeitos colaterais                            
associados (síndrome de Cushing), pode causar três complicações quando seu uso é interrompido ou                            
retirado de maneira inadequada: insuficiência adrenal secundária à supressão do eixo                      
hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), síndrome de retirada ou deprivação dos corticóides e reativação                      
da doença de base.  
 
 
FARMACOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO  
 
Alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico após a exposição a uma série de agentes,                                
em indivíduos predispostos geneticamente. É também chamada de reação de hipersensibilidade.  
 
Elementos que podem dar alergia são:   
- Pelo de animais.  
- Alimentos como camarão.  
- Alguns medicamentos.  
- Pólen.   
 
Reações alérgicas:   
- Lacrimejamento e coceira nos olhos.  
- Nariz vermelho e entupido.  
- Irritação na pele.   
- Asma  
 
Rinite Alérgica   
A rinite alérgica consiste em uma inflamação da mucosa nasal mediada por IgE.   
1. Contato com partícula alérgica   
2. Entrada dessas partículas em vasos linfáticos  
3. Reconhecimento das partículas alérgicas pela célula B (com ajuda de célula T)  
4. Sintetização de IgE  
5. IgE liga-se a mastócitos   
6. Novo contato com a partícula alérgica faz com que ocorra a desgranulação dos mastócitos e                              
liberação de mediadores alérgicos como histamina .  
7. Assim ocorre o processo alérgico causando sintomas em diversos sistemas.   
 
Sinais e sintomas da rinite alérgica: obstrução nasal, coriza, espirros, coceira no nariz ou olhos,                              
alterações do olfato, etc.   
 
Tratamento da Rinite Alérgica - Considerar sintomas nasais, do palato e dos olhos  
- Para alívio dos sintomas agudos: Anti-histamínicos, descongestionantes nasais.  
- Para tratamento: Anti-histamínicos, cromoglicato, glicocorticóides, antagonistas de              
cis-leucotrienos.  
 
HISTAMINA  
Produzida por    
- Mastócitos, basófilos - reservatório de renovação lenta.  
- Células enterocromafins-símiles da mucosa gástrica e neurônios – reservatório de renovação                      
rápida.  
 Receptores:   
- H1 – células endoteliais e musculares lisas (inflamação e alergias)  
- H2 - células parietais da mucosa gástrica (secreção de ácido), músculo cardíaco, mastócitos   
- H3 - neurônios histaminérgicos pré-sinápticos no SNC e células ECL no estômago  
- H4 - mastócitos, eosinófilos e basófilos (quimiotaxia de mastócitos e produção de leucotrienos)  
 
TECIDO   EFEITO DA HISTAMINA   MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS   RECEPTOR  
Pulmões   Broncoconstrição   Sintomas semelhantes à asma   H1  
Músculo liso  
vascular  
Dilatação das vênulas  
pós-capilares e arteríolas  
terminais. Vasoconstrição.  
Eritema   H1  
Endotélio  
vascular   
Contração e separação das  
células endoteliais   
Edema, reação de pápula   H1  
Nervo  
periférico  
Sensibilizaçãodas terminações  
nervosas aferentes  
Prurido, dor   H1  
 
 
 
Anti-histamínicos H1  
O termo anti-histamínicos H1 surge no âmbito de                
estudos que provaram que, pelo menos em teoria,                
estes podem actuar quer como agonistas inversos,              
quer como antagonistas neutros. Isto é, os              
receptores H1 coexistem em dois estados de              
conformação, conformação inativa e ativa , que            
estão em equilíbrio na ausência de histamina ou de                  
anti-histamínico.   
 
● A histamina atua como agonista para a conformação ativa do receptor H1 e desvia o equilíbrio                                
para o estado activo do receptor. O grau de deslocação desse equilíbrio dependerá de se                              
tratar de um agonista completo ou parcial.   
 
● Os anti-histamínicos podem atuar como agonistas inversos ligando-se preferencialmente à                    
conformação inativa do receptor H1 e assim desviar o equilíbrio para o estado inactivo este                              
caso o grau de deslocação do equilíbrio depende da natureza do agonista inverso.  
 
 
 
Anti-histamínicos H1 - ORAIS  
Primeira Geração    Segunda Geração  
Difenidramina   
Hidroxizina  
(Dex)Clorfeniramina   
Prometazina  
Loratadina  
Desloratadina  
Cetirizina  
Fexofenadina  
Atravessam a BHE   
(não ionizados)  
Não atravessam a BHE   
(ionizados e ligados a albumina)  
 
Usos   
- Diminuem permeabilidade – edema, espirros, rinorréia e prurido.  
- Cinetose, náusea e vômito – Dimenidrinato, difenidramina, prometazina.  
- Insônia, ansiolítico fraco ou hipnóticos – dimenidrinato, difenidramina, hidroxizina e                    
prometazina (primeira geração).   
- Ineficazes sozinhos para anafilaxia ou edema de glote e asma.  
 
 Efeitos colaterais  
- SNC – sedação; diminuição da neurotransmissão e do rendimento cognitivo.  
- Efeitos anticolinérgicos – midríase, ressecamento dos olhos, xerostomia e retenção urinária  
 
Anti-histamínicos H1 - INTRANASAL   
● Azelastina  
- Também inibe a liberação de histamina, leucotrienos, PAF, serotonina  
- Eficaz para rinorréia, congestão e prurido, mas sem efeito fora do sítio nasal  
- Age entre 15-30 min, com 12 h de duração  
- Podem causar sedação, tonturas  
 
● Cromoglicato  
- Estabiliza membrana de mastócitos – impede liberação de histamina e leucotrienos.  
- Suprime ativação e quimiotaxia de neutrófilos, eosinófilos e monócitos nas vias aéreas.  
- Inibe reflexo da tosse.  
- Usado profilaticamente também na asma pós-exercício  
- Administrado via spray nasal  
- Meia-via – 45 a 100 min  
- Efeitos adversos – sibilos, cefaléia, náuseas  
 
Anti Histamínicos Primeira Geração   
Acentuado potencial para produzir sedação    Utilizado no tratamento da doença do movimento  
Bronfeniramina  
Clorfeniramina  
Clemastina  
Ciproeptadina  
Doxilamina  
Difenidramina  
Hidroxizina  
Prometazina  
Ciclizina  
Difenidramina  
Hidroxizina  
Prometazina  
 
 
Anti Histamínicos Segunda Geração   
Baixo potencial para produzir sedação    Não sedativo   
Acrivastina  
Cetirizina  
Levocetirizine  
Desloratadina  
Fexofenadina  
Loratadina  
 
 
DESCONGESTIONANTES NASAIS   
 
Agonistas adrenérgicos alfa-1  
- Vasoconstrição   
- Redução do edema e da congestão nasal  
- Melhora ventilação  
Fármacos  
- Oximetazolina   
- Nafazolina   
- Fenilefrina   
- Pseudoefedrina  
- Cloreto de sódio  
Efeitos Adversos  
- Rinite medicamentosa – uso > 3 a 5 dias  
- Queimação, ardência, espirros e ressecamento da mucosa nasal  
- Taquicardia  
 
Glicocorticóides Nasais  
- Melhoram espirros, prurido, rinorreia e congestão nasal.  
Fármacos  
- Beclometasona  
- Budesonida  
- Fluticasona  
- Ciclesonida  
- Mometasona  
- Triancinolona.   
Efeitos Adversos   
- Podem causar irritação, sangramento nasal.  
- Dor de garganta.   
- Raramente candidíase.   
 
 
Efeitos dos Corticóides na Rinite   
- Reduz o recrutamento e influxo de células inflamatórias, principalmente mastócitos  
- Reduz secreção de leucotrienos, IL-4, IL-5, IL-6, IL-8  
- Reduz ativação de plasmócitos e produção de IgE  
- Reduz ativação de linfócitos T   
 
 
 
ASMA   
CASO CLÍNICO: Menina, 7 anos, com queixa de crises de tosse e chiado desde 3 anos de idade. As                                      
crises duram em torno de 5 dias. Geralmente procura o Pronto Socorro, onde recebe de 2 a 3                                    
inalações com brometo de ipratrópio (250 mcg/dose) e bromidrato de fenoterol (0,1 mg/kg/dose),                          
com melhora. Mãe relata de 2 a 3 crises semelhantes por ano, especialmente entre maio e agosto.   
Ficou internada há 6 meses, com quadro de pneumonia lobar na base do pulmão direito, durante uma                                  
semana. A partir de então, passou a levar regularmente ao pediatra para tratamento.   
Encontra-se em uso de fluticasona inalatória em dose baixa há 6 meses (400 mcg/dia). Há 2 meses,                                   
tem recebido salbutamol (100 mcg) 2 x por semana para crises de tosse. Há 1 mês, apresentou                                  
quadro de “ resfriado forte” tratado com corticóide oral (12/12 h; 2 mg/kg) e salbutamol por 5 dias.                                  
Mantém tosse noturna em torno de 3x/semana .   
Divide o quarto com irmão, com cortinas de tecido, piso laminado. Ambos têm vários bichos de                                
pelúcia. A família possui um gato de raça não definida.   
 
Asma Brônquica   
- Inflamação crônica das vias aéreas.  
- Hiperresponsividade e hiperreatividade brônquica.  
- Obstrução reversível das vias aéreas.  
- Sinais e sintomas: Sibilos, dispnéia, aperto no tórax e tosse (noturna).   
- Fatores de risco : histórico familiar, atopia, exposição a alérgenos, infecção do trato                        
respiratório superior.  
 
Tipos de Asma   
- Alérgica   
- Não-alérgica   
- Tardia   
- Relacionada à obesidade   
- Relacionada ao ácido acetil-salicílico   
 
Fisiopatologia da Asma   
Asma é uma inflamação crônica das vias aéreas (traquéia, brônquios e bronquíolos). Nos                          
bronquíolos temos o lúmen, a camada mucosa que é composta por células epiteliais e a lâmina                                
própria e a camada submucosa que é composta pelo músculo liso. As principais células responsáveis                              
na asma são as células Th2 , estas liberam citocinas e interleucinas, especialmente a IL-5 que recruta                                
eosinófilos , esses então liberam vários mediadores como leucotrienos, citocinas, prostaglandinas,                    
entre outros que vão criar uma resposta inflamatória no tecido, levando a broncoconstrição                          
(espasmo do músculo liso dos brônquios) e hipersecreção de muco , ambas mudanças que causam o                              
estreitamento das vias aéreas e consequentemente dispneia . A Th2 também ativamastócitos (por                          
fatores de liberação de histamina e neuropeptídeos), plasmócitos (pela IL-4) e neurônios (pelas                          
neurotrofinas) que também contribuem com este processo inflamatório. A princípio as mudanças                        
causadas pela asma, broncoconstrição e hipersecreção de muco, são reversíveis, porém ao longo                          
dos anos podem surgir lesões irreversíveis como edema, cicatrizes e fibrose, que reduzem o lúmen                              
da via aérea permanentemente. Para reação asmática aguda o IgE desempenha grande papel. Alguns                            
pacientes, em menor proporção, têm a asma provocada por neutrófilos e IL-8 ao invés de Th2 e IL-5.                                    
Independente da célula precursora a asma é causada por fatores genéticos, e fatores ambientais .                             
Alguns gatilhos para asma são poluição do ar, cigarro, poeira, pelo de animais, mofo, e alguns                                
medicamentos como aspirina e beta-bloqueadores.   
 
 
Tratamento da Asma: broncodilatadores e anti-inflamatórios   
 
1- Broncodilatadores   
- agonistas dos receptores β2 adrenérgicos;   
- antagonistas dos receptores muscarínicos; (crises agudas)  
- antagonistas dos receptores de cis-LTs; (crise aguda, porém menos eficazes que                      
glicocorticoides)  
- xantinas    
 
SABA: agonistas beta adrenérgicos de curta duração (crises agudas)   
LABA: agonistas beta adrenérgicos de longa duração (tratamento profilático)   
 
2- Anti-inflamatórios   
- glicocorticóides (primeira opção)  
- Imunoterapia - Anti-IgE e anti IL-5   
 
 
Classificação Clínica da Asma   
 
Leve intermitente   
(etapa I)  
Leve persistente   
(etapa II)  
Moderada  
persistente  
 (etapa III)  
Grave / Grave  
persistente   
(etapas IV e V)    
Sintomas   ≤ 2x/semana  
> 2x/semana  
< 1x/dia  
Sintomas diários  
mas não contínuos  
Sintomas contínuos  
Sintomas  
noturnos   
≤ 2x/mês   > 2x/mês   > 1x/semana   Frequentes   
Atividades   Em geral normal  
Limitações para  
grandes esforços  
Prejudiciais   Limitações diária  
Crises  
Ocasionais,breves  
com intensidade  
variável  
Infrequentes   
Frequentes.  
Exacerbações ≥  
2x/semana e que  
podem durar dias.   
Frequentes-graves   
 
Tratamento para Asma pela Classificação Clínica   
Leve intermitente   
(etapa I)  
 TRATAMENTO PREFERENCIAL: Dose baixa de CI + FORM por demanda.   
 
OUTRAS OPÇÕES: CI + SABA por demanda (CI sempre dose baixa com  
SABA).  
Leve persistente   
(etapa II)  
 TRATAMENTO PREFERENCIAL: Dose baixa de CI diária + SABA por  
demanda ou FORM de manutenção e resgate.   
 
OUTRAS OPÇÕES: Montelucaste + SABA por demanda ou dose baixa de CI  
sempre que usar SABA.  
Moderada persistente  
 (etapa III)  
 TRATAMENTO PREFERENCIAL: Dose baixa de CI + (LABA + SABA) por  
demanda ou FORM de manutenção e resgate.  
 
OUTRAS OPÇÕES: CI dose média + SABA por demanda ou CI dose baixa  
montelucaste + SABA por demanda.   
Grave   
(etapas IV)   
 TRATAMENTO PREFERENCIAL: Dose média de CI + LABA + SABA de  
resgate ou CI dose média + FORM de manutenção + CI dose baixa +  
FORM de resgate.  
 
OUTRAS OPÇÕES: CI dose alta, adicionar tiotrópio ou montelucaste.  
Grave persistente   
(etapas V)   
 TRATAMENTO PREFERENCIAL: CI dose alta + LABA, adicionar  
tiotrópio.  
 
OUTRAS OPÇÕES: adicionar CO em dose baixa.   
 
- CI: corticoide inalatório  
- FORM: fumarato de formoterol   
- SABA: agonistas beta adrenérgicos de curta duração (crises agudas)   
- LABA: agonistas beta adrenérgicos de longa duração (tratamento profilático)   
 
Glicocorticóides   
- Reduzem ativação de LTh2 e induzem sua apoptose.  
- Reduzem ativação de linfócitos B e a produção de IgE = reduzem sensibilização e  
desgranulação de mastóditos.  
- Reduzem a produção de ILs e a ativação de eosinófilos = diminuem lesão epitelial.  
- Supra-regulam receptores β2.  
 
Fármacos:   
1- Beclometasona (disponível no SUS)  
2- Budesonida (1 ou 2 inalações, 1 ou 2 x/dias)  
3- Fluticasona (1 ou 2 inalações, 1 ou 2 x/dias)  
4- Mometasona  
5- Ciclesonida  
 
Efeitos adversos:   
- Inalatórios – candidíase orofaríngea, disfonia.  
- Sistêmicos – distúrbios do humor, aumento do apetite, alterações glicêmicas em diabéticos e  
osteoporose.   
 
Agonistas β2-adrenérgicos  
- Efeitos em beta dois, inibe liberação de mediadores em mastócitos; aumentam remoção do  
muco, potencializam efeitos dos glicocorticóides.   
- Ação curta (SABA): salbutamol, fenoterol, terbutalina (3/5h).  
- Ação longa (LABA): formoterol e salmeterol (8/12h).  
- Efeitos adversos: tremor, taquicardia, vasodilatação periférica, arritmias.  
 
Administração  
 
Antagonistas dos receptores de cis-LTs  
- CisLT: mucosa respiratória e células  
inflamatórias infiltrativas.   
- Montelucaste   
- Zafirlucaste   
Mecanismos:   
- Reduzem as frequências das  
exacerbações.  
- Inibem a asma induzida pelo exercício.  
- Relaxam as vias aéreas.  
- Ação aditiva β2.  
- Reduzem a eosinofilia no escarro.  
- Alternativa ao uso de corticóides no  
tratamento de controle da asma leve.  
Efeitos Adversos  
- Cefaléia  
- Distúrbios gastrintestinais  
Farmacocinética  
- Administração oral  
- Montelucaste – meia-vida 3/6h  
(comprimido, granulado)    
- Zafirlucaste – meia-vida 10h  
(comprimido)  
 
Antagonista Muscarínicos   
- Ipratrópio : bloqueio M1 e M3; aumento da depuração mucociliar, mais usado para tosse em                            
asmáticos.   
+ via inalatória, 3/5h, poucos efeitos indesejáveis (distúrbios gastrintestinais e                  
vasodilatação acentuada)   
- Tiotrópio (LAMA): DPOC e asma (etapa V), ação longa.  
- Coadjuvantes dos agonistas β2 e corticosteróides e mais utilizado para tosse em asmáticos.   
 
Anti-IgE   
- Omalizumabe: eficácia depende de redução de mais de 90% da IgE livre.   
- Liga-se com IgE livre e diminui a ligação deste com as células, e a expressão dos receptores de                                    
alta afinidade. Assim diminui a liberação de mediadores e consequentemente reações                      
alérgicas/inflamatórias, portanto prevenindo exacerbação da asma e diminuindo os sintomas.   
 
Anti-IL-5   
- Benralizumabe (18 anos)  
- Mepolizumabe (6 anos)  
1. Se liga ao receptor de IL-5 (IL-5Rα) impedindo sua ligação e ativação de eosinófilos.  
2. Se liga ao receptor FcγRIIIα das células NK induzindo a apoptose dos eosinófilos pela ADCC.  
 
Anticorpos   
- Adultos e adolescentes com alergias e asma grave.  
- Eficaz em reduzir dependência de corticóides inalatórios e orais.  
- Omalizumabe - 1 injeção subcutânea a cada 2-4 semanas; meia-vida – 26 dias.  
- Benralizumabe – 1injeção subcutânea a cada 4 semanas nas 3 primeiras doses, depois a                              
cada 8 semanas; meia-vida – 16 dias  
- Mepolizumabe – 1 injeção subcutânea a cada 4 semanas por 32 semanas; meia-vida de 16 a                                
22 dias  
 
Xantinas  
- Teofilina, aminofilina – uso agudo  
Mecanismos de ação:  
- Inibição de isoenzimas da fosfodiesterase (PDE) com aumento do AMPc e/ou GMPc –                          
diminuição do tônus muscular brônquico.   
- Antagonismo dos receptores de adenosina = Adenosina + ML e mastócitos =                        
broncoconstrição e desgranulação de mastócitos.  
- Liberação de IL-10.  
- Indução de apoptose de mastócitos, eosinófilos, macrófagos e neutrófilos.  
Administração oral ou parenteral (aminofilina)  
- Associadas a β2 adrenérgicos ou anticolinérgicos = broncodilatação adicional; 2ª escolha à β2                          
adrenérgicos.   
Ações e efeitos colaterais:  
- Estimulam o SNC: alerta, tremor, nervosismo, interferência no sono, convulsões.   
- Estimulam o sistema cardiovascular: Ino e cronotropismo positivo + relaxamento músculo liso                        
cardiovascular = arritmias  
- Dose terapêutica muito próxima da dose tóxica  
 
Classe    Efeito   Fármacos   Ação  
Agonistas β2   Broncodilatador  
SABA: salbutamol,  
fenoterol, terbutalina  
 
LABA: formoterol e  
salmeterol  
Dilatação musculatura  
lisa brônquica   
Antagonista  
Muscarínico/Colinérgico  
Broncodilatador   
Ipratrópio  
Tiotrópio  
Dilatação musculatura  
lisa brônquica   
Xantinas   Broncodilatador  
Teofilina  
Aminofilina  
Diminui tônus vascular  
Antagonista de receptor  
cis-LT  
Broncodilatador/  
Anti-inflamatório  
Montelucaste  
Zafirlucaste  
Inibem os leucotrienos  
e suas ações  
Glicocorticóides   Anti-inflamatório  
Beclometasona  
Budesonida  
Fluticasona  
Mometasona  
Ciclesonida  
Efeitos  
anti-inflamatórios  
Anti-IgE   Anti-inflamatório   Omalizumabe   Anticorpo anti-IgE  
Anti-IL-5   Anti-inflamatório  
Benralizumabe  
Mepolizumabe  
Anticorpo anti-IL-5  
 
DPOC  
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica  
- Obstrução persistente das vias aéreas causada pelo enfisema ou pela bronquite crônica.  
- Afeta as pequenas vias aéreas e o parênquima pulmonar.  
- Fator de risco – tabagismo; poluição ambiental e ocupacional.  
- Limitação crônica do fluxo de ar, dispnéia, tosse e aumento da produção de muco.  
 
 
DPOC x ASMA  
 
 
Tratamento da DPOC  
1. Estabelecer o diagnóstico e avaliar os sintomas.   
2. Abandonar o tabagismo e realizar imunização contra influenza.   
3. Tratar a obstrução e a inflamação Broncodilatadores, glicocorticóides, roflumilaste.   
4. Avaliar a hipóxia Terapia com oxigênio a longo prazo.   
5. Programa de reabilitação pulmonar Lobectomia e transplante.   
 
Terapia Farmacológica da DPOC  
 
β2-agonistas:   
- Curta duração: salbutamol  
- Longa duração (LABA): formoterol, salmeterol, indacaterol  
 
Anticolinérgicos:  
- Curta duração: ipratrópio    
- Longa duração (LAMA): tiotrópio  
 
Corticóides inalatórios (CI)  
- Beclometasona, budesonida, fluticasona  
 
 Inibidor da fosfodiesterase-4 (PDE4) - Roflumilaste  
- Reduz a inflamação aumentando AMPc intracelular = reduz liberação de mediadores                      
inflamatórios, expressão de marcadores de superfícies em células e a apoptose.    
- Usado também para diminuir exacerbações na bronquite crônica grave.  
- Efeitos adversos – náuseas, êmese, diarréia, cefaléia, perda de peso, dor abdominal e                          
distúrbios do sono.  
Diretrizes GOLD (Global Initiative for COPD, 2018)  
Grupo do Paciente   Primeira escolha   Alternativas  
GRUPO A  
Baixo risco  
Poucos sintomas  
Anticolinérgico curta duração   
ou   
β2-agonista curta duração  
Quando necessário  
LAMA ou  
LABA ou  
β2-agonista curta duração +  
Anticolinérgico curta duração   
GRUPO B  
Baixo risco   
Mais sintomas  
LAMA  
ou  
LABA  
LAMA + LABA  
GRUPO C  
Alto risco   
Poucos sintomas  
LAMA  
ou  
LAMA + LABA  
CI + LABA  
GRUPO D  
Alto risco   
Mais sintomaS  
LAMA + LABA  
ou  
LAMA + LABA + CI  
LABA + CI ou  
LABA + CI + roflumilaste ou  
LAMA + LABA + CI +  
roflumilaste  
 
Outras Abordagens:  
- Parar de fumar  
- Adesivos de nicotina  
- Goma de mascar (nicotina)  
- Antidepressivos  
 
TOSSE  
Tosse é um reflexo protetor que retira material estranho e secreções dos brônquios e bronquíolos.  
- Aguda: < 3 semanas   
- Subaguda: entre 3 – 8 semanas  
- Crônica: > 8 semanas  
- Seca ou Produtiva  
 
 Água é o melhor antitussígeno: facilita movimentação do muco sobre a camada de cílios   
 Chás são bons e muitas vezes tem propriedades anti-inflamatórias  
 
● Sempre que possível tratar a causa subjacente e não a tosse!  
 
Doenças Relacionadas  
Pneumonia   Tuberculose   Refluxo   Rinite/sinusite   Asma  
tosse com  
catarro  
febre  
fraqueza  
pontadas no peito  
tosse  
perda de peso  
falta de apetite  
sudorese noturna  
febre  
tosse ao deitar ou  
depois de comer  
tosse  
coceira na  
garganta  
coriza  
nariz entupido  
tosse à noite ou  
após esforço  
físico  
chiado no peito  
falta de ar   
 
Fármacos para tosse:  
- Antitussígenos  
- Expectorantes   
+ Mucolíticos  
+ Fluidificantes  
Antitussígenos são indicados nas seguintes situações:   
- tosse não produtiva e de curta duração  
- doentes sem patologia crônica de base  
- que interfira com o sono  
- que provoque/agrave irritação brônquica  
- que represente risco para o doente  
- antes, durante ou após procedimentos diagnósticos ou intervenções terapêuticas no tórax,  
brônquios ou pleura  
- Após extubação   
 
Fármacos Antitussígenos   
- Clobutinol - ação seletiva no centro da tosse  
- Dropropizina, Levodropripizina  
- Difenidramina/prometazina (anti-histamínico - casos de alergia)  
- Dextrometorfano – eleva limiar da tosse  
- Codeína – supressor moderado  
 
Fármacos Expectorantes   
Facilitam a eliminação do muco das vias aéreas superiores.  
 
1. Mucolíticos - diminuem a viscosidade das secreções  
- Acebrofilina (Brondilat®) – broncodilatador, mucolítico e expectorante    
- Ambroxol (anabron®, mucosolvan®) Inibe liberação de citocinas (TNF-α, IL-2)  
- N-acetilcisteína (fluimicil®)  
- Carboximetil-cisteína (mucofan®, mucolit®) Rompem ligações S-S de glicoproteínas.  
Podem provocar estomatites e irritação do TGI  
 
2. Fluidificantes  
- Aumentando o fluxo das secreções  
- Guaifenesina (Xarope vick de guaifenesina®)  
- Iodeto de potássio (MM expectorante®, Expec®) . Quase não há provas de sua eficácia  
clínica  
+ Diabéticos xaropes com açúcar!  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIABETES   
 
 
 
Glicose em jejum  
(mg/dL)  
Glicose 2 horas após  
sobrecarga (mg/dL)  
HbA1c (%)  
Normoglicemia   < 100   <140   <5,7  
Pré-diabetes   ≥ 100 e <126≥140 e <200   ≥5,7 e <6,5  
Diabetes   ≥126   ≥200   ≥6,5  
 
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), no seu posicionamento oficial de 2009 "Atualização sobre  
hemoglobina glicada (A1c) para avaliação do controle glicêmico e para o diagnóstico do Diabetes:  
aspectos clínicos e laboratoriais", recomenda como meta de HbA1c:  
- 0 a 6 anos: HbA1c entre 7,5 e 8,5%  
- 6 a 12 anos: HbA1c < 8,0%  
- 13 a 19 anos: HbA1c < 7,5%  
 
A ISPAD (International Society for Pediatric and Adolescent Diabetes), no seu Clinical Practice  
Consensus Guidelines 2009 Compendium, considera HbA1c (hemoglobina glicada):  
- ideal (não-diabético) < 6,05  
- ótima para DM < 7,5%  
- sub-ótima para DM 7,5 a 9%  
- alto risco > 9,0%  
 
 
 
Síntese de Insulina  
A insulina é um peptídeo de 51 aminoácidos, ela é sintetizada no retículo endoplasmático das células                                
do pâncreas endócrino. Ao ser sintetizada encontra-se como um pré-pró-hormônio, que é clivado                          
ainda no retículo endoplasmático e passa a ser um pré-hormônio chamado de pré-insulina, esse                            
então passa para o complexo de golgi onde é clivado novamente e assume sua forma ativa de insulina.                                    
A pré-pró-insulina é uma molécula de pró-insulina com um peptídeo de sinal ligado ao seu                              
terminal-NA. Insulina é um agente hormonal que tem duas cadeias protéicas que são unidas por um                                
peptídeo conector chamado peptídeo C . A insulina ligada ao peptídeo C é que consiste na pró-insulina.                                
Quando ocorre a clivagem da pró-insulina, o peptídeo C e a insulina ativa são secretados. Claramente                                
a insulina ativa e o peptídeo C são secretados na mesma proporção, já que constituíam uma mesma                                  
molécula. Porém a insulina tem uma meia-vida muito mais curta (5 min) comparada com a do peptídeo                                  
C (30 min). Ou seja o peptídeo C resta na circulação por mais tempo, por isso é um marcador para                                        
secreção de insulina . O peptídeo C é importante para medir se a insulina foi secretada de maneira                                  
endógena (peptídeo C presente/alto) ou se foi aplicada (peptídeo C ausente/baixo).  
 
Secreção de Insulina   
1. Aumenta a concentração de ATP, promovendo o fechamento de canais de K.  
2. Com o fechamento de canais de K , há despolarização da membrana plasmática, resultando na  
abertura de canais de Ca dependentes de voltagem.  
3. Ocorre influxo de Ca resulta em exocitose de insulina pelas células β  
 
 
Incretinas: são uma classe de substâncias produzidas pelo pâncreas e pelos intestinos e que                            
regulam o metabolismo da glicose. São eles: insulina, glucagon, amilina, GLP-1 (glucagon-like                        
peptide-1) e GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide).  
 
Sinalização da Insulina - Processo de transporte de glicose para as células.   
A glicose utiliza inúmeros mecanismos para entrar nas células. Isso ocorre com o auxílio de                              
transportadores de membrana específicos GLUT. Entre os GLUTs o GLUT4, é o principal                          
transportador para o tecido adiposo, muscular e cardíaco. A inclusão de GLUT4 nas membranas                            
plasmáticas da maior parte das células é facilitada pela insulina, a qual eleva a taxa de difusão                                  
facilitada de glicose nas células. A insulina funciona nesse mecanismo como a molécula sinalizadora ,                            
após ser secretada se liga a receptores presentes na superfície celular para desempenhar seu                            
papel. O receptor de insulina consiste em 4 subunidades: 2 subunidades α fora da célula e 2                                  
subunidades β que se projetam através da membrana para dentro da célula. Passo a passo da                                
sinalização da insulina:  
1. A insulina se liga às subunidades α ;  
2. As subunidades β se tornam autofosforiladas ;  
3. Isso ativa uma tirosina quinase , levando à fosforilação de outras proteínas como o substrato                            
do receptor de insulina (IRS );  
4. O IRS fosforilado se liga ao fosfatidilinositol (PI) , resultando na ativação do PI 3-quinase ;  
5. O PI 3-quinase ativado, ativa outras moléculas, até a ativação de GLUT4 ;  
6. Moléculas GLUT4 se deslocam para a superfície celular e facilitam a captação da glicose .  
 
 
Efeitos Biológicos da Insulina  
- Aumenta captação de glicose   
- Aumenta síntese de glicogênio  
- Aumenta síntese proteica   
- Aumenta síntese de lipídeos   
- Diminui gliconeogênese   
- Diminui Glicogenólise   
- Diminui Lipólise   
- Altera a expressão gênica   
Glucagon  
- Sintetizado nas células alfa do pâncreas, é um peptídeo de 29 aminoácidos  
- Transporte e circulação: Dissolvido no plasma   
- Meia vida: de 4/6 minutos  
- Fatores que afetam a liberação: concentração de glicose baixa (<65-70 mg/dL) e  
concentração de aminoácidos alta.   
- Células/tecidos alvo: principalmente fígado.  
- Receptor-alvo/segundo mensageiro: Receptores acoplados a proteínas G ligados a AMPc  
- Ação: Aumenta glicose plasmática   
+ Gliconeogênese  
+ Glicogenólise  
+ Lipólise leva a cetogênese no fígado!   
- Regulação por retroalimentação: aumento da glicose plasmática inibe a secreção de glucagon  
 
 
 
+ Na ausência de insulina aumenta o metabolismo de lipídeos que aumenta os ácidos graxos e  
consequentemente os corpos cetônicos cetoacidose diabética.   
 
Fisiopatologia do DM tipo I   
Primeiramente ocorre um evento iniciador, como uma exposição a vírus ou toxina que pode disparar                              
o processo de destruição das células beta em indivíduos com predisposição genética. Durante alguns                            
anos as células beta são destruídas, resultando em uma diminuição na produção de insulina. Quando                              
a capacidade secretora de insulina cai abaixo de um limiar, os sintomas do diabetes tipo 1 aparecem                                  
subitamente.   
 
Diabetes mellitus tipo 2 (DM2)  
O DM2 corresponde a mais de 90% dos casos. Ele é influenciado por fatores genéticos, idade,                                
obesidade e resistência periférica à insulina, em vez de processos autoimunes; As alterações                          
metabólicas são em geral mais leves do que as observadas no DM1 (pacientes com DM2 geralmente                                
não são cetóticos), mas as consequências clínicas de longo prazo são similares.  
 
A genética, obesidade, estilo de vida sedentário e envelhecimento podem levar a resistência ainsulina que leva a hiperinsulinemia e diminui a tolerância à glicose, o que pode levar a um declínio da                                      
função das células beta e consequentemente instalação de um quadro de diabetes mellitus tipo dois.   
+ Níveis mais elevados de insulina são necessários para controlar a glicose sanguínea nos                          
indivíduos obesos resistentes à insulina.   
 
Diabetes mellitus gestacional (DMG)  
- Durante a gestação normal, a resistência à ação da insulina aumenta. Na maioria das                            
gestações, as células beta pancreáticas são capazes de compensar o aumento da demanda de                            
insulina, mantendo a normoglicemia;  
- Em contrapartida, mulheres que desenvolvem diabetes melito gestacional (DMG) têm déficits                      
na resposta das células beta, o que causa secreção insuficiente de insulina para compensar o                              
aumento na demanda do hormônio.  
- Fatores de risco podem ser, idade, obesidade, síndrome do ovário policístico, ascendência não                          
branca, histórico familiar de DM2, DMG prévio, etc.   
- Leva a risco de hipoglicemia neonatal.  
 
Dinâmica do tratamento do DM I:  
- Insulinoterapia plena + medidas não farmacológicas  
 
Dinâmica do tratamento do DM II:  
- Dieta e exercícios  
- Antidiabéticos em monoterapia  
- Antidiabéticos associados  
- Antidiabéticos + insulina  
 
INSULINOTERAPIA   
- Ação ultra-rápida: Lispro, Asparte e Glulisina  
- Ação curta/rápida : Regular  
- Ação intermediária : NPH e lenta  
- Ação longa / ultralenta: Glargina e Detemir  
 
 
 
 
Início e duração de ação da insulina humana e dos seus análogos  
 
 
 
Exemplos de três esquemas de tratamento que repõe insulina prandial e basal  
 
 
FÁRMACOS HIPOGLICEMIANTES   
Secretagogos de Insulina  
(hipoglicemiantes)  
Sulfoniluréias (glibenclamida)  
Metiglinidas (repaglinida)  
Inibidores da DPP IV (vildagliptina)  
Incretinomiméticos (liraglutida)  
Sensibilizadores de insulina  
(anti-hiperglicemiantes)  
Biguanidas (metformina)  
Tiazolidinedionas (pioglitazona)  
Moduladores da absorção  
de nutrientes no TGI  
Inibidores da alfa-glicosidase intestinal  
(acarbose)  
Inibidores da SGLT2  
(promovem glicosúria)  
Dapagliflozina  
Empagliflozina  
Canagliflozina  
 
 
Secretagogos de Insulina hipoglicemiantes  
 
SULFONILURÉIAS  
- Mecanismo de ação: estimula a secreção de insulina. Imitam o processo fisiológico de                          
secreção de insulina As sulfonilureias bloqueiam canais para K+ ATP resultando na                          
despolarização e influxo (entrada) de Ca2+que induz a exocitose da insulina (agem sobre as                            
células β pancreáticas)   
- Fármacos: Glibenclamida, Glimepirida, Glipizida, Gliburida.  
- Efeitos Adversos:   
- Aumento de massa corporal  
- Hipoglicemia  
- Arritmias   
- Parada Cardíaca  
- Glibenclamida: risco aumentado de hipoglicemia (disfunção renal), porém pouco                  
atravessa a placenta, sendo uma alternativa à insulina em gestantes (pouco usada                        
porém, usa mais insulina em gestante).  
- Glipizida ou glimepirida são mais seguro na disfunção renal  
- Usos clínicos: Controle da glicemia de jejum 24h. Alto potencial de redução da HbA1C (2%).  
+ Atenção quanto à duração, HbA1C e efeitos colaterais  
- Interações:  
- AINES, uricosúricos, álcool, IMAO aumentam hipoglicemia  
- Glicocorticóides diminuem a ação das sulfoniluréias.  
 
METIGLINIDAS  
- Mecanismo de ação: estimula a secreção de insulina. (mesmo mecanismo de ação das                          
Sulfoniluréia). Ação de início mais rápido e duração mais curta,eficazes reguladores da                        
glicemia pós-prandial  
- Fármacos: Repaglinida, Nateglinida .  
- Interações e Efeitos Adversos:  
- Hipoglicemia menor risco comparado com as sulfonilureias  
- Não devem ser utilizados associadas com as sulfoniluréias pois haverá sobreposição                      
dos mecanismos, aumentando o risco de hipoglicemia.  
 
OBS.: As metiglinidas tem curta ação com menos efeito hipoglicemiante comparando com as                          
sulfonilureias.   
 
 
Sintomas da Hipoglicemia   
 
Hipoglicemia ligeira   Hipoglicemia moderada   Hipoglicemia grave   
fome   
palidez  
fraqueza  
tremores   
taquicardia   
suor intenso  
ansiedade  
tonturas visão turva   
esquecimento, raciocínio lento  
cefaleias  
irritabilidade, coro  
marcha descoordenada   
sonolência   
discurso confuso   
agressividade   
inconsciência   
convulsões   
coma   
 INCRETINOMIMÉTICOS  
- Mecanismo de ação: agonistas do receptor GLP-1 e análogos do GLP-1 resistentes a                          
inativação enzimática (GLP: peptídeo 1 tipo glucagon)  
- Fármaco: Liraglutida  
 
INIBIDORES DA DPP IV (GLIPTINAS)  
- Mecanismo de ação: inibidores da DPP-IV prolongam a ação das incretinas  
- Fármacos: Vildagliptina , Saxagliptina Linagliptina, Saxagliptina, Alogliptina  
 
Efeitos Adversos dos Incretinomiméticos e Inibidores da DPP IV  
- Pode ocorrer a redução de massa corporal (indicado para pacientes obesos), pois aumenta o                            
metabolismo de lipídios e induz saciedade.  
- Náuseas, êmese, diarreia e constipação.  
- Foram associadas à pancreatite.  
- Em animais (roedores) induziu tumor na tireoide.  
 
Sensibilizadores de insulina anti-hiperglicemiantes  
 
BIGUANIDAS  
- Fármaco: metformina  
- Mecanismos de ação são complexos e não totalmente elucidados, porém sabe-se que:  
+ Reduz produção hepática de glicose  
+ Combate a resistência a insulina,  
+ Diminui absorção de glicose intestinal   
+ Aumenta captação e utilização de glicose pelo MEE  
- Uso clínico: DM tipo 2 (primeira escolha para obesos)  
- Efeitos adversos principalmente intolerância gastrintestinal, também pode causar anorexia,                  
perda de peso, diarréia, acidose láctica (rara, grave)  
- Contraindicada em disfunção renal (acidose lática), hepática, pulmonar, cardíaca, no pré e no                          
pós operatório e em pacientes submetidos a exames de imagem com contraste  
- Uso prolongado interfere na absorção da vitamina B12  
- Alto potencial de redução da HbA1C (2%)  
- Não causa hipoglicemia  
- Pode ocorrer a redução de massa corporal (indicado para pacientes obesos), pois estimula a                            
enzima AMPK, aumentando o metabolismo de lipídios.  
- Cinética: T1/2 vida ~ 3h; eliminação inalterada na urina; não se liga a proteínas plasmáticas  
 
TIAZOLIDINEDIONAS (Glitazonas)  
- Mecanismo de ação: As TZDs atuam como agonista do receptor PPARγ, este receptor                          
hormonal nuclear regula transcrição de genes responsivos a insulina. Promovem regulação                      
nuclear dos genes envolvidos no metabolismo de glicose, lipídeos e na diferenciação deadipócitos (ganho de peso). No tecido adiposo de diabéticos, promovem captura e utilização de                            
glicose e modulam a síntese de hormônios, lipídeos, citocinas. Pode demorar até 12 semanas                            
para regularizar glicemia. Eficazes em pacientes altamente resistentes à insulina.   
- Fármacos: rosiglitazona (Avandia®); pioglitazona (Actos®) desuso  
- Aumenta a sensibilização a insulina no tecido adiposo.  
- Potencial intermediário de redução da HBA1C (0,5-1,4%)  
- Fármacos de 2 a ou 3 a escolha  
- Efeitos adversos:  
- Aumento da massa pelo músculo  
- Aumento do risco de fraturas  
- Aumento do risco de câncer vesical  
- Dosagem única por dia para pioglitazona  
- Avaliar a função hepática antes de iniciar Evitar em doenças hepáticas ou insuficiência                            
cardíaca.   
 
Rosiglitazona (Avandia®)  
- O registro do medicamento Avandia, rosiglitazona, foi cancelado no Brasil pela Agência                        
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início do mês de novembro de 2009.  
- A Anvisa explicou que a decisão foi tomada depois que a Europa proibiu seu uso e os Estados                                    
Unidos restringem a venda do medicamento.  
- Ficou demonstrado que a rosiglitazona aumenta os riscos de infarto, insuficiência cardíaca e                          
AVC e que seus riscos superam os benefícios.  
 
Pioglitazona (Actos®)  
A EMA (European Medicines Agency) informou que a Agência Francesa de Medicamentos decidiu                          
suspender o uso da pioglitazona no país. A decisão foi tomada após publicação de um estudo que                                  
afirma que pessoas que utilizam esta medicação estão mais sujeitas a ter câncer de bexiga . A EMA                                  
deve revisar os dados disponíveis e recomendar as ações apropriadas na União Europeia.  
 
 
Moduladores da absorção de nutrientes no TGI  
 
INIBIDORES DA ALFA-GLICOSIDASE INTESTINAL  
- Mecanismo de ação: a α-glicosidase é uma enzima que hidrolisa carboidratos em açúcares                          
simples (glicose) que podem ser absorvidos, desta forma os fármacos inibidores da                        
α-glicosidase resultando em níveis mais baixos de glicose pós-prandial.  
- Fármaco: Acarbose  
- Usos clínicos: Recomendado no tratamento de idosos  
- Efeitos adversos: Flatulência, diarreia e cólicas intestinais  
- Não causam hipoglicemia como monoterapia  
- Não interfere na massa corporal  
 
 
Inibidores do co-transportador sódio-glicose SGLT2  
 
- Mecanismo de ação: cerca de 90% da glicose é reabsorvida no túbulo proximal pelo SGLT2 e                                
volta para corrente sanguínea. Quando o SGLT2 é inibido reduz a reabsorção de glicose                            
(promove glicosúria).  
- Fármacos: Dapagliflozina, Canagliflozina.  
- Pela inibição da reabsorção da glicose pela Dapagliflozina resulta na eliminação de                        
aproximadamente 70 gramas de excesso de glicose por dia.   
 
Nos cadernos de atenção básica do Ministério da Saúde para tratamento da hiperglicemia na                            
diabetes mellitus tipo 2 são recomendados os seguintes fármacos: Metformina, Glibenclamida,                      
Gliclazida e Insulina.  
R�UMO FÁRMACOS HIPOGLICEMIANT�   
 
SECRETORES DE INSULINA   
  Mecanismo de Ação   Fármacos   Efeitos Adversos  
Sulfonilureias   Bloqueiam canais de  
potássio levando a  
liberação da insulina.  
Glibenclamida  
Glimepirida  
Glipizida  
Gliburida  
Aumento de massa corporal  
Hipoglicemia  
Arritmias   
Parada Cardíaca  
Metiglinidas   Bloqueiam canais de  
potássio levando a  
liberação da insulina.  
Repaglinida  
Nateglinida  
Idem que Sulfonilureias (menos  
hipoglicemia)  
Não devem ser utilizados  
associadas com as sulfoniluréias  
pois haverá sobreposição dos  
mecanismos, aumentando o risco  
de hipoglicemia.   
Inibidores da DPP IV   Inibidores da DPP-IV  
prolongam a ação das  
incretinas  
Vildagliptina  
Saxagliptina  
Linagliptina  
Saxagliptina  
Alogliptina  
Redução da massa corporal,  
náuseas, êmese, diarreia e  
constipação.  
Incretinomiméticos   Agonistas do receptor  
GLP-1 e análogos do  
GLP-1 resistentes a  
inativação enzimática  
Liraglutida   idem de Inibidores da DPP IV  
SENSIBILIZADORES DE INSULINA   
  Mecanismo de Ação   Fármacos   Efeitos Adversos  
Biguanidas   Reduz produção hepática.  
Combate a resistência a  
insulina. Diminui absorção  
intestinal. Aumenta captação  
e utilização de glicose pelo  
MEE.  
Metformina   principalmente intolerância  
gastrintestinal, também pode  
causar anorexia, perda de peso,  
diarréia, acidose láctica (rara,  
grave) contraindicado em  
Disfunção Renal!   
Tiazolidinedionas   Agonista do receptor PPARγ   Rosiglitazona  
Pioglitazona  
Aumento da massa pelo músculo,  
risco de fraturas, risco de câncer  
vesical,também infarto IC, AVC  
(Rosiglitazona) e câncer de bexiga  
(Pioglitazona).  
MODULADORES DA ABSORÇÃO DE NUTRIENTES NO TGI  
  Mecanismo de Ação   Fármacos   Efeitos Adversos  
Inibidores da  
Alfa-glicosidase  
Intestinal  
inibe α-glicosidase que é uma  
enzima que hidrolisa  
carboidratos em glicose  
(níveis mais baixos de glicose  
pós-prandial)  
Acarbose   Flatulência, diarreia e cólicas  
intestinais  
INIBIDORES DA SGLT2  
Mecanismo de Ação   Fármacos  
Inibe SGLT2 reduzindo a reabsorção de glicose   Dapagliflozina   
Canagliflozina  
FARMACOLOGIA CARDÍACA   
 
Fatores que interferem no débito cardíaco e resistência periférica:   
 
Reflexo Barorreceptor  
- O parassimpático baixa a PA, com a acetilcolina que se liga a receptores muscarínicos e                              
diminui a resistência periférica.   
- A queda de PA ativa SN Simpático  
- O simpático aumenta a PA, pois libera adrenalina/noradrenalina que atua em alfa 1                          
aumentando a resistência periférica.  
 
 
Fármacos que atuam no sistema cardiovascular  
- Inibidores da ECA   
- Antagonistas de receptores AT1  
- Bloqueadores Adrenérgicos  
- Bloqueadores de Canais de cálcio  
- Diuréticos  
- Vasodilatadores Diretos  
- Cardiotônicos   
- Trombolíticos   
- Antiagregantes plaquetários   
- Anticoagulantes   
- Antilipêmicos  
HIPERTENSÃO ARTERIAL   
Elevação da pressão arterial sistólica e ou diastólica. (> 140/90 mmHg) . De acordo com a causa pode                                  
ser classificada em:   
- Essencial (idiopática ou primária): falha no mecanismo regulador de longo-prazo;                    
assintomática, podendo haver cefaléia e nictúria; sem evidências de outra patologia.  
- Adquirida ou Secundária: (5 a 10% dos casos). Obstrução arterial progressiva. Causada por                          
outra condição mórbida, podendo ser curada. Ocorre em pacientes abaixo dos 30 ou acima                            
dos 50 anos de idade. Pode ser causada por estenose da artéria renal, uso de cocaína,doença                                  
aterosclerótica dos vasos sanguíneos renais, distúrbios corticais adrenais, psicogênica,                  
estresse agudo, apnéia do sono p.ex.).  
- PA alta na gestação   
A hipertensão arterial é na maioria das vezes multifatorial (influências genéticas + fatores                          
ambientais). Fatores ambientais podem ser obesidade, estresse, resistência a insulina, sedentarismo                      
e ingestão de sal.   
 
Identificação de lesões em Órgãos-alvo e DCV  
- Hipertrofia do ventrículo esquerdo. (No hipertenso tem um aumento de pré-carga que                        
aumenta a pós-carga que aumenta o trabalho do VE levando a hipertrofia)  
- Angina do peito ou infarto agudo do miocárdio prévio.  
- Revascularização miocárdica prévia.  
- Insuficiência cardíaca.  
- Acidente vascular cerebral.  
- Isquemia cerebral transitória.  
- Alterações cognitivas ou demência vascular.  
- Nefropatia.  
- Doença vascular arterial de extremidades.  
- Retinopatia hipertensiva.  
 
TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA   
- Reduzir a morbidade e mortalidade associadas à PA elevada  
- Evitar complicações cardiovasculares  
 
Condutas Não Farmacológicas  
- Diminuir o SAL da dieta (<6g/dia)  
- Perder de peso   
- Exercício regularmente  
- Cessação do tabagismo, diminuição do consumo alcoólico  
- Diminuição do consumo de gorduras saturadas  
- Evitar o estresse  
Tratamentos Farmacológicos   
A  
Fármacos que bloqueiam o sistema renina- A ngiotensina:  
- Inibidores da renina.   
- Inibidores da EC A .   
- Antagonistas AT1.  
B  
Inibidores do sistema nervoso simpático:  
- Antagonistas B eta-adrenérgicos.   
- Antagonistas alfa-adrenérgicos periféricos.  
- Fármacos de ação central.   
C   Bloqueadores de canais para C a ++  
D  
D iuréticos  
Vasodilatadores diretos  
 
7 a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial   
● Estágio 1 + RCV baixo e moderado  
- TNM + Monoterapia (DIU, IECA, BCC, BRS, BB)  
- Se não atingir a meta: Aumentar a dose / Associar 2º / Trocar medicação  
- Se não atingir a meta novamente: acrescentar outros anti-hipertensivos   
● Estágio 1 + RCV Alto ou Estágio 2 e 3   
- TNM + Combinações (dois fármacos de classes diferentes em doses baixas)  
- Se não atingir meta: Aumentar a dose / Associar 3º / Trocar combinação  
- Se não atingir a meta novamente: acrescentar outros anti-hipertensivos   
 
BLOQUEADOR� DO SISTEMA RENINA-ANGIOTENSINA   
● Inibidores da ECA  
● Antagonistas AT1  
● Inibidores da Renina  
 
 
INIBIDOR DA ECA (IECA)  
- Fármacos: captopril, enalapril, lisinopril, benazepril, ramipril.  
- Mecanismo: inibe a enzima conversora de angiotensina (Ang I Ang II)  
- Afetam vasos de capacitância e de resistência e reduzem a carga cardíaca ( vasodilatação                          
indireta , artérias e veias)  
- Aumenta a eficácia dos diuréticos (deixa de reter sódio e água)   
- Aumenta o potássio plasmático (aldosterona secreta potássio)   
- Menor hipertrofia miocárdica  
 
 
 
SUS: Captopril (duração de 6/10h) e Enalapril (18/24h).   
 
- Excreção predominantemente renal (Todos praticamente tem excreção renal, ou seja, para  
paciente com disfunção renal, precisa ajustar a dose)  
- Enalapril e outros: pró-fármacos precisa ter um fígado saudável para que ative o fármaco  
no metabolismo hepático.  
- Captopril: 1h distante das refeições (alimento diminui a biodisponibilidade)  
 
Usos Clínicos   
- ANTI-HIPERTENSIVOS (caucasianos, jovens/meia-idade)  
- Pós-infarto agudo do miocárdio (especialmente com disfunção ventricular esquerda (reduz                    
pós carga) diminui trabalho do coração.    
- Na ICC  
- Reduzem risco de AVE  
- Reduzem progressão da nefropatia diabética  
- Na doença renal crônica  
- Disfunções sistólica ventricular esquerda  
 
Inibidores da ECA/antagonistas AT1: As diretrizes das sociedades Brasileira, Americana e Européia para                          
tratamento do IAM recomendam que os pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) que apresentam                              
comprometimento moderado a grave da função cardíaca (inferior a 40% pelo ecocardiograma) devem estar em                              
uso de tais medicamentos por ocasião da alta hospitalar , exceto se apresentarem contraindicações às duas                              
medicações. A partir dessas recomendações a Joint Commission International (JCI) adotou a 'Taxa de uso de                                
inibidor da ECA ou BRA na Alta Hospitalar' como um de seus indicadores de qualidade no tratamento do IAM.  
 
Efeitos Adversos   
- Tosse seca (até 40%): provável acúmulo de bradicinina (edema e broncoespasmo);   
- Edema angioneurótico: nariz, garganta, boca, glote, laringe, lábios, língua;  
+ A ECA impede a inativação da bradicinina, ou seja, acomula bradicinina, que tem função                            
de vasodilatação (edema) e broncoespasmo (tosse).   
- Alterações no paladar (disgeusia);  
- Hipotensão (primeira dose)  
- Hipercalemia (excesso de potássio)  
- Neutropenia, glicosúria, hepatotoxicidade (raros)  
 
Contraindicações   
- Gravidez (2º-3º. trimestres: efeitos no feto como hipotensão, insuf. Renal e má-formação)  
- AINES  
- Não associar com diuréticos poupadores de potássio  
- Estenose crítica da artéria renal (IECA diminui filtração)  
 
 
ANTAGONISTA AT1  
- Fármacos: Losartano, ibesartano, candesartano, telmisartano, valsartano.  
- Mecanismo de ação: antagonista do receptor AT1. BLOQUEIO INTRADISPONÍVEL.  
- Os efeitos conhecidos da Ang II são fundamentalmente mediados pelos receptores AT1.   
- A ECA não é única enzima capaz de formar ANG II. Essa seria uma possível vantagem dos                                  
antagonistas dos receptores AT1 de angiotensina II.   
 
 
 
 
AT1   AT2  
- Sistema Vascular: constrição  
- Miocárdio : aumento contratilidade  
- SNC : aumento do efluxo simpático  
- Rins: reabsorção sódio  
- Supra renal: liberação de aldosterona  
- Supra Renal  
- SNC  
- Tecidos Embrionários   
 
BLOQUEIO INTRADISPONÍVEL   
Ações principais: bloqueio das ações da Angiotensina II  
- Bloqueio da contração do músculo liso vascular;  
- Bloqueio das respostas pressoras;  
- Bloqueio da sede, da liberação de ADH;  
- Bloqueio da liberação de aldosterona e de catecolaminas adrenais;  
 
Usos Clínico - semelhantes aos IECAs.  
- Hipertensão, especialmente em:  
+ jovens (renina mais alta)  
+ pacientes diabéticos hipertensos  
+ hipertensão com hipertrofia de v.e.  
- ICC  
- Nefropatia diabética  
 
Efeitos adversos: menor propensão para causar tosse ou angioedema (não inibem a ECA, ou seja não                                
vão causar o acúmulo de bradicinina), hipercalemia presente.  
 
Contra-indicações : gravidez, estenose bilateral da artéria renal, AINES. Nãoassociar com diuréticos                        
poupadores de potássio.   
INIBIDORES DE RENINA   
- Fármaco: Enalquireno  
- Mecanismo: Reduzem a atividade plasmática da renina  
- Efeitos desapontadores em hipertensos.   
- Alisquireno (Rasilez®): revisão indica bons resultados.  
- Capacidade, em monoterapia, de redução da PA: semelhante aos demais anti-hipertensivos.  
- Não existem, contudo, evidências de seus benefícios sobre morbimortalidade.  
- Efeitos adversos: Boa tolerabilidade. “Rash” cutâneo, diarreia (especialmente com doses                    
elevadas), aumento de CPK e tosse são os eventos mais frequentes (<1%)  
- Contra-indicações : gravidez  
 
 
 
BLOQUEADOR� ADRENÉRGICOS  
Antagonistas alfa-adrenérgicos periféricos  
- Fármacos: prazosina, doxazosina, terazosina, tansulosina  
- Produz inibição da vasoconstrição induzida por catecolaminas.  
- Pode ocorrer vasodilatação arteriolar e venosa, com queda da P.A.  
- Não são considerados tratamento de primeira escolha.  
- Uso na hiperplasia benigna de próstata e disfunção vesical.  
- Podem induzir ao aparecimento de tolerância;  
- Hipotensão postural e taquicardia são mais evidentes após a primeira dose.  
- Incontinência urinária em mulheres  
 
Antagonistas beta-adrenérgicos  
- Betabloqueadores não-seletivos: propranolol, nadolol, pindolol, timolol, labetalol  
- Betabloqueadores seletivos (cardiosseletivos): atenolol, bisoprolol, metoprolol, esmolol e                
nebivolol  
+ Labetalol (hipertensão na gravidez) e carvedilol (hipertensão e ICC): anti-alfa e anti-beta  
+ Usos: angina, infarto, arritmias, ICC, hipertensão  
+ Outros: enxaqueca, ansiedade, glaucoma  
 
 
Betabloqueadores com ação vasodilatadora - Pode ocorrer por dois mecanismos:  
- Antagonismo de receptor alfa-1 periférico: carvedilol e labetalol;  
- Produção de óxido nítrico: nebivolol. (betabloqueadores de terceira geração)  
 
+ Efeitos metabólicos (particularmente intolerância à glicose e diabetes) ocorrem com                    
betabloqueadores sem ação vasodilatadora periférica, principalmente atenolol. Isto                
aconteceria devido à vasoconstrição que reduz o aporte de glicose no músculo esquelético.                          
Daí outra vantagem da vasodilatação  
+ A vasodilatação também contribui para menor disfunção sexual  
 
Lipossolubilidade de betabloqueadores:  
- Quanto maior a lipossolubilidade de um betabloqueador, maiores os efeitos no sistema                        
nervoso central, como confusão, pesadelo e letargia.  
- Assim, fármacos hidrossolúveis como o atenolol tem menos efeitos colaterais centrais que o                          
lipossolúvel propranolol.  
 
Efeito rebote  
A interrupção abrupta dos betabloqueadores pode causar:  
- Arritmias cardíacas  
- Agravar a Insuficiência Coronariana  
- Infarto do Miocárdio (ocasionalmente)  
- Morte súbita (ocasionalmente)  
Possíveis causas:  
- Cessação dos efeitos protetores dos b-bloqueadores  
- Aumento da sensibilidade dos receptores b-adrenérgicos  
- Aumento do número de receptores b-adrenérgicos (up-regulation)  
- Aumento das catecolaminas circulantes  
 Retirada dos β -antagonistas deve ser gradual !  
 
Efeitos Colaterais dos antagonistas β-adrenérgicos  
- Indução ICC em susceptíveis  
- Cansaço, fraqueza  
- Tonturas, hipotensão  
- Insônia (compostos lipossolúveis)  
- Bradicardia ou Bloqueio AV  
- Broncoespasmo  
- (-) taquicardia induzida pela hipoglicemia  
FÁRMACOS DE AÇÃO CENTRAL  
- Fármacos: Alfametildopa, clonidina , guanabenzo, moxonidina, rilmenidina, reserpina  
- Clonidina: agonista alfa-2 adrenérgico pré-sinápticos existentes em centros de controle                    
cardiovascular no sistema nervoso central. Isto reduz o tônus simpático e contribui para a                            
redução da pressão arterial.  
- Metildopa: falso substrato; produto gerado tem ação agonista alfa-2 adrenérgico. Útil na                        
gestação  
- Os medicamentos dessa classe, apresentam reações adversas decorrentes da ação central,                      
como sonolência, sedação, boca seca, fadiga, hipotensão postural e disfunção erétil.  
 
 
BLOQUEADOR� DE CANAIS DE CÁLCIO  
- Também chamados de antagonistas de canais de cálcio   
- Mecanismo de ação: Atuam sobre os canais de cálcio do tipo L, impedindo sua abertura e a                                  
entrada de cálcio.  
- Ca 2+ no M. Liso vasodilatação PA  
- Ca 2+ no Coração menor frequência cardíaca PA  
● Nódulo SA  
- FC  
- demanda de O2   
● Ventrículo  
- contratilidade  
- demanda de O2  
● Artérias coronárias  
- vasodilatação  
- fornecimento de O2  
● Arteríolas  
- pressão do sangue  
- demanda de O2  
 
Há três classes distintas de bloqueadores de canais de cálcio  
1. Fenilalquilaminas: verapamil (pref.cardiosseletivo)  
2. Diidropiridinas: nifedipina, anlodipina (preferencial M.liso)  
3. Benzotiazepina: diltiazem (cardio/m.liso)  
 
Propriedades uso-dependente/voltagem dependente: Bloqueiam com maior eficácia tecidos mais                  
despolarizados e onde os canais estão mais ativos (frequência-dependente).  
 
Usos clínicos  
- Verapamil e Diltiazem: angina, HAS, taquicardia supraventricular paroxística, fibrilação atrial  
- Diidropiridinas: HAS, DAC, angina,  
 
Efeitos adversos  
- Verapamil e diltiazem podem provocar depressão miocárdica e bloqueio atrioventricular, e                      
podem agravar a insuficiência cardíaca.  
- Obstipação intestinal é observada, particularmente, com verapamil.  
- Hipercromia do terço distal das pernas (dermatite ocre) e a hipertrofia gengival podem                          
ocorrer ocasionalmente. Tais efeitos podem ser dose-dependentes.  
 
DIIDROPIRIDINAS: amlodipino, nifedipino, felodipino, nitrendipino, manidipino, lercanidipino,              
levanlodipino, lacidipino, isradipino, nisoldipino, nimodipino.  
- O efeito vasodilatador, principalmente das diidropiridinas, se faz, principalmente, sobre os                      
vasos de resistência, reduzindo a pós-carga.  
- A dilatação das coronárias é importante na angina variante.  
- Nifedipina (curta), anlodipina (longa)  
- Efeitos adversos: edema de tornozelo, rubor facial e cefaleia (diidropiridinas de ação curta),                          
taquicardia reflexa e hipotensão  
 
DIURÉTICOS  
- Fármacos que aumentam a eliminação de sódio e água, por diminuírem a reabsorção de sódio.   
- O aumento da diurese é secundária ao aumento da natriurese ( excreção urinária de Na).  
- O efeito anti-hipertensivo não está diretamente relacionado às doses utilizadas, porém, os                        
efeitos colaterais estão.   
- Após quatro a seis semanas, o volume circulante praticamente se normaliza e ocorre redução                            
da resistência vascular periférica (RVP).  
- Os tipos de diuréticos são:  
● Diuréticos Tiazídicos  
● Diuréticosde Alça   
● Diuréticos Poupadores de Potássio  
 
DIURÉTICOS TIAZÍDICOS   
- Fármacos: clortalidona, hidroclorotiazida, indapamida.   
- São diuréticos de controle  
- Mecanismo: diminui co-transportador Na + /Cl - no túbulo distal. Aumenta débito urinário,                      
aumenta excreção de potássio, sódio e cloreto.   
- Obs.: efeito hipotensor bloqueado por inibidores da COX   
- Usos Clínicos: HIPERTENSÃO (primeira linha)  
 
Efeitos adversos:   
- Hipocalemia  
- Hiponatremia  
- Hipomagnesemia  
- Hipercalcemia   
- Hiperglicemia (Diminuem a tolerância à glicose: possível redução da secreção de insulina e                          
alteração no metabolismo de glicose. Hiperglicemia é reduzida quando se administra potássio.)  
- Disfunção sexual (mais significativa do que outros anti-hipertensivos)   
- Induz aumento de colesterol e triglicerídeos   
 
 
 
Secreção de Insulina   
- Aumenta a concentração de ATP, promovendo o fechamento de canais de K.  
- Com o fechamento de canais de K , ocorre um aumento na concentração de K intracelular e há                                    
despolarização da membrana plasmática, resultando na abertura de canais de Ca                      
dependentes de voltagem.  
- Ocorre influxo de Ca resulta em exocitose de insulina pelas células β  
 
 O potássio é essencial para a exocitose da insulina, se este estiver reduzido, a exocitose da                                  
insulina também vai estar reduzida, favorecendo um quadro de hiperglicemia.   
 
DIURÉTICOS DE ALÇA    
- Fármacos: furosemida, bumetanida.  
- Mecanismo: diminui co-transportador Na/K/Cl na alça ascendente de Henle.  
- Possuem alta eficácia , ou seja, com poucas doses já produzem muito efeito, principalmente                          
comparando com os diuréticos tiazídicos.   
- Obs.: o efeito hipotensor é bloqueado por inibidores da COX. Ele é contraindicado em pacientes                              
sensíveis à sulfa.   
- Usos clínicos: diminui edema pulmonar e em doenças cardíacas, hepáticas ou renais.  
+ A administração intravenosa de furosemida a pacientes com edema pulmonar causado                      
por ICC aguda provoca um efeito vasodilatador terapeuticamente útil antes do início do                          
efeito diurético.   
- Efeitos adversos: depleção de volume, alcalose metabólica, hipocalemia, hipocalcemia,                  
hiperuricemia.   
 
 
 
 
DIURÉTICOS POUPADORES DE POTÁSSIO  
 
 
Fármacos: espironolactona, eplerenona.   
- Mecanismo: bloqueio do receptor de aldosterona, promovendo redução da absorção de Na e                          
secreção de K.  
- São considerados diuréticos fracos   
- Usos clínicos: adjuvante de outros diuréticos, diminui edema e ascite na cirrose, no                          
hiperaldosteronismo, aumenta a sobrevida no ICC, efeitos antiandrogênicos (tratar hirsutismo                    
e síndrome do ovário policístico)   
- Efeitos adversos: acidose metabólica, azotemia, azotemia, hipercalemia, diminuição da libido                    
(efeitos antiandrogênicos inespecíficos) por isso contraindicado em homens.   
 
 
 
Fármacos: triantereno, amilorida.   
- Mecanismo: Inibem canais de sódio do epitélio renal.   
- Usos clínicos: adjuvante de outros diuréticos, diminuem edema e ascite na ICC.   
- Efeitos adversos: hipotensão, edema, tontura, fadiga, diarreia, náusea, hipercalemia, cefaleia.   
 
 
Usos Clínicos dos Diuréticos   
- Deve-se dar preferência aos DIU tiazídicos ou similares (clortalidona, hidroclorotiazida e                      
indapamida) em doses baixas, pois são mais suaves e com maior tempo de ação .  
- Reservar DIU de alça (furosemida e bumetanida) aos casos de insuficiência renal e situações                            
de edema (IC ou insuficiência renal).  
- Os poupadores de potássio (espironolactona e amilorida) são habitualmente utilizados em                      
associação com os tiazídicos ou DIU de alça.   
 
RESUMO DIURÉTICOS   
Tipo   Local/Obs   Mecanismo   Fármacos   Uso Clínico   Efeitos adversos  
Tiazídicos   
Túbulo  
Distal  
 
* de  
controle  
Diminui  
cotransportador  
Na/Cl  
Clortalidona  
Hidroclorotiazida  
Indapamida  
Hipertensão  
(primeira  
linha)  
hipocalemia  
hiponatremia  
hipomagnesemia  
hipercalcemia  
hiperglicemia  
disfunção sexual  
DIU de Alça  
Alça de  
Henle  
 
* alta  
eficácia  
Diminui  
cotransportador  
Na/Cl/K  
Furosemida  
Bumetanida  
Diminui  
edema   
(IC, IR, fígado,  
pulmão)  
depleção de  
volume  
alcalose met.  
hipocalemia  
hipocalcemia  
hiperuricemia  
Poupadores  
de K  
Fracos   Bloqueio do  
receptor de ADH,  
reduzindo  
absorção de Na  
e secreção de K  
Espironolactona  
Eplerenona  
Associação  
(diminui  
edema na  
cirrose e ICC)  
Efeitos anti-  
androgênicos  
acidose met.  
azotemia  
hipercalemia  
diminui libido  
contraindicada  
para homem  
Poupadores  
de K  
Fracos   Inibem canais de  
Na do epitélio  
renal  
Triantereno  
Amilorida  
Associação  
(diminui  
edema na  
ICC)  
hipotensão,  
edema. tontura,  
fadiga, diarreia,  
náuseas,cefaleia,  
hipercalemia  
 
VASODILATADOR� DIRETOS  
- Fármacos que ativam canais de potássio: minoxidil  
- Mecanismo desconhecido: hidralazina  
- Bloqueadores de canais de cálcio   
- Fármacos que atuam através de nucleotídeos cíclicos, por ativação da ciclase: NO,                        
nitroprussiato, isossorbida, nitroglicerina.  
 
Minoxidil e Diazóxido  
- Mecanismo: induzem abertura de canais de potássio, levando à hiperpolarização da célula,                        
que inativa (desliga) os canais de cálcio voltagem dependente.  
- Ação: relaxamento da musculatura lisa, predominantemente arteriolar e arterial.   
- Uso clínico: último recurso no tratamento de hipertensão grave não responsiva a outros                          
fármacos. Topicamente para tratar calvície.  
- Efeitos colaterais: hipertricose, retenção hídrica e taquicardia reflexa.   
 
Hidraliza  
- Mecanismo: desconhecido.  
- Ação: atua sobre artérias e arteríolas, causando queda da PA e taquicardia reflexa, com                            
aumento do débito cardíaco. Interfere na liberação do cálcio do retículo sarcoplasmático.   
- Usos clínicos: no tratamento de curto prazo da hipertensão na gravidez. Evidências para                          
tratar IC em pacientes de origem africana. Crise hipertensiva, hipertensão severa.   
- Efeito adverso: pode levar ao aparecimento de distúrbio semelhante ao lúpus. Hipotensão,                        
taquicardia, cefaleia, outros.   
 
NITRATOS ORGÂNICOS   
- Fármacos: Nitroglicerina, propatilnitrato, dinitrato de isossorbida, 5-mononitrato de                
isossorbida.   
- Mecanismo: atuam através de nucleotídeos cíclicos, por ativação da ciclase.   
- Ação: relaxamento venoso (predominantemente) e arteriolar (em doses maiores)  
- Usos clínicos: angina (prevenção e tratamento) e ICC.  
+ “O uso de nitratos na fase aguda do IAM está indicado para controle da doranginosa                                
persistente, e/ou hipertensão arterial sistêmica e/ou insuficiência cardíaca”  
- Efeitos Colaterais: hipotensão postural, cefaleia, taquicardia, rubor facial, tolerância                  
(exposição prolongada)  
 
Trinitrato de Glicerina   SL (sublingual) e outras vias   T ½ vida menor  
Mono e Dinitrato de Isossorbida   VO e SL   T ½ vida maior  
 
Nitroprussiato (Nitroferricianeto)  
- Potente vasodilatador com discreto efeito fora do sistema vascular.   
- Reage com grupos sulfidrila teciduais NO: relaxamento arterial e venoso.   
- Uso IV sofre hidrólise em solução (luz), com formação de cianeto: toxicidade.  
- O uso prolongado causa acúmulo de tiocianato e toxicidade (fraqueza, náuseas e inibição da                            
função tireoidiana): uso em curto prazo (máximo de 72h)  
- Uso: emergências hipertensivas  
 
 
CARDIOTÔNICOS  
- A-GLICOSÍDEOS CARDÍACOS  
- Derivados das folhas da dedaleira (Digitalis lanata), a digoxina é o glicosídeo cardíaco de uso                              
clínico mais disseminado.  
- Inibe canais de Na   
 
Efeitos:  
- Efeito inotrópico positivo  
- Efeito cronotrópico negativo  
- Efeito dromotrópico negativo  
- Reduz automaticidade  
 
Efeitos neurohumorais: aumenta tônus vagal, diminui atividade do SN Simpático, normaliza                      
barorreceptores arteriais, diminui noradrenalina plasmática.   
 
Usos: reduz a frequência ventricular em fibrilação atrial rápida persistente. Tratamento da IC                          
crônica.  
 
Efeitos colaterais:  
- Psiquiátricos: delírio, fadiga, confusão, sonhos anormais.  
- Visuais: visão embaçada, amarelada (xantopsia), halos.  
- Gastrintestinais: anorexia, diarreia, vômitos, náuseas, dor.  
- Respiratórios: aumento da ventilação à hipóxia.  
- Cardíacos: arritmias ectópicas, distúrbios de condução, bradicardia sinusal, prolongamento                  
da condução ou bloqueio AV.  
 
Risco de Toxicidade  
- Os efeitos dos glicosídeos cardíacos aumentam caso houver diminuição da [K+] plasmática  
- Fármaco se liga à enzima quando houver fosforilação;  
- Potássio promove desfosforilação da enzima  
- Hipercalemia: reversão dos efeitos tóxicos dos digitálicos  
 
 
Farmacocinética  
- V.O. ou I.V.  
- É uma molécula polar. 70% excreção renal (glicoproteína P)  
- Grande Vd  
- Índice terapêutico estreito (risco de intoxicação) 0,5-2ng/mL. Tóxico > 2,5 ng/mL  
- Cerca de 10% da população possui Eubacterium: tolerância  
- Ligação à proteínas plasmática: 20-25%  
- T ½ vida: 1-3 dias  
 
Intoxicação Digitálica   
● Manifestações cardíacas    
- Taquicardias supraventriculares paroxísticas e não paroxísticas  
- Bradicardia com bloqueio atrioventricular  
- Bloqueio sinoatrial  
- Taquicardia e fibrilação ventriculares  
- Extra-sístoles  
● Manifestações extra-cardíacas  
- TGI: náuseas, vômitos, e diarreia.   
- SNC: cefaleia, astenia muscular, nevralgias (simulando nevralgia do trigêmio),                  
desorientação, confusão mental e até mesmo delírios e alucinações.  
- Visuais: alteração nas percepções de cores (visão amarela), visão dupla, visão branca                        
(presença de halos brancos em objetos escuros e os objetos em geral são vistos como                              
congelados.  
● Idosos: 20% dos casos: suspeitar no caso de náuseas, hiporexia, vômitos, diarreia,                        
alucinações visuais (enxerga em faixas verde e amarelas ou vê um halo), confusão mental,                            
vertigens, insônia.  
 
Tratamento da Intoxicação Digitálica   
- Suspender a medicação   
- Administração de sais de potássio   
- Antiarrítmicos   
+ Fenitoína ou Lidocaína  
+ Betabloqueadores   
- Implante do marcapasso temporário  
- Anticorpos antidigoxina   
+ fragmentos FAB - Digibind  
 
B - Dobutamina   
- Mecanismo: agonista beta-1 seletivo   
- Força de contração (inotropismo positivo)  
- Uso: aumento da FC em pacientes com bradicardia, parada ou ICC aguda   
- Efeitos colaterais: taquiarritmias, hipertensão, angina, dispneia.   
 
DISTÚRBIOS DE COAGULAÇÃO  
 
As classes de fármacos empregadas em distúrbios de coagulação são:  
- Antiagregantes plaquetários: AAS, clopidogrel, ticagrelor.  
- Anticoagulantes: varfarina, heparina, rivaroxabana, dabigatrana.  
- Trombolíticos: estreptoquinase, alteplase, tenecteplase.  
 
 
ANTIAGREGANTE PLAQUETÁRIOS   
- Fármacos: AAS (baixas doses), clopidogrel, prasugrel, ticagrelor.  
 
AAS (baixas doses)   
- Mecanismo: atua nas células endoteliais inibindo a síntese de PGI2 e nas plaquetas, inibindo a                              
síntese de tromboxano e consequentemente diminuindo a agregação plaquetária.   
Usos clínicos:   
- Na tromboprofilaxia (50-300 mg)  
- Indicações agudas (AVC trombótico em evolução, IAM)  
- IAM: “No Brasil, recomenda-se o uso de 200 mg (2 comprimidos de 100 mg) de AAS, pois seu                                    
uso precoce reduz o risco de morte em 23% (quando utilizado de forma isolada) e em 42%                                  
(quando associado ao fibrinolítico)”.  
Contraindicações:  
- Hipersensibilidade  
- Crianças com varicela ou outras viroses (risco de Síndrome de Reye)  
- Distúrbios hemorrágicos  
Efeitos Adversos:  
- Sangramento do TGI  
- Insuficiência renal  
- trombocitopenia  
- hepatite  
- angioedema   
- asma  
- Síndrome de Reye  
- zumbido   
- exantema   
 
CLOPIDOGREL  
- Mecanismo: pró-fármaco. Modifica de forma covalente o receptor de ADP das plaquetas,                        
impedindo sua sinalização e inibindo irreversivelmente a via de ativação de plaquetas                        
dependente de ADP.   
- Usos clínicos: prevenção secundária de eventos ateroscleróticos em IAM, Acidente vascular                      
encefálico ou doença vascular periférica recentes. Prevenção da trombose do stent                      
(associado a AAS).  
- Efeitos colaterais: infecção do trato respiratório superior, dor no peito, cefaléia, artralgia,                        
diarréia, rash cutâneo, depressão e outros. Menos efeitos colaterais e mielotoxicidade que a                          
ticlopidina.  
- Contraindicações: distúrbio hemorrágico ativo.   
- Associação com omeprazol (inibidor de bomba de prótons) diminui o efeito do clopidogrel e                            
aumenta o risco de infarto.   
 
 
ANTICOAGULANTES  
- Fármacos: varfarina, heparina, rivaroxabana, dabigatrana.  
 
Usos clínicos  
- Prevenção de trombose venosa profunda  
- Extensão de trombose venosa profunda estabelecida  
- Embolia pulmonar  
- Trombose e embolização em pacientes com fibrilação atrial  
- Trombose em próteses valvares  
- Coagulação em circulação extracorpórea (p. ex., durante hemodiálise)  
- Progressão do dano do miocárdio em pacientes com angina instável e durante o tratamento do                              
infarto do miocárdio com elevação de ST.  
- Heparina atendimento imediato (injetável).- Varfarina ou um inibidor direto da trombina ou do Xa tratamento prolongado (v.o.)  
 
VARFARINA  
- Mecanismo: antagonista da vitamina K, inibindo redutases envolvidas na síntese de                      
hidroquinona a partir do epóxido, particularmente a epóxido redutase. A inibição da conversão                          
cíclica da vitamina K induz a produção e a secreção hepática de proteínas descarboxiladas ou                              
parcialmente carboxiladas, que apresentam 10 a 40% da atividade biológica normal. O                        
resultado é um prejuízo na produção de fatores de coagulação (II, VII, IX e X).  
- Metabolização hepática  
- Meia vida aproximada: 40h  
- Aproximadamente 99% é ligada às proteínas plasmáticas  
- Usos Clínicos: Trombose venosa, Profilaxia e tratamento da embolia pulmonar, Embolia                      
sistêmica pós-infarto ou associada à fibrilação atrial.  
- Efeitos colaterais principais: Síndrome da embolização de colesterol, Necrose de pele e outros                          
tecidos, Hemorragia, Hepatite, Dor abdominal, Reação de hipersensibilidade.  
- Contra-indicações: Gravidez, Tendência hemorrágica ou discrasias sanguíneas, Aneurismas,                
Hemorragias, Pericardite, endocardite, cirurgia ocular, cerebral ou espinal recente,                  
Hipertensão grave não controlada, Eclâmpsia, pré-eclâmpsia, Anestesia por bloqueio regional                    
ou lombar.  
 
Considerações sobre a Varfarina  
1. É necessário monitorar tempo de protrombina (INR)  
2. Várias interações medicamentosas no nível de albumina e de CYP  
3. O efeito anticoagulante da varfarina pode ser reduzido por fatores como ganho de peso,                            
diarreia, vômito, idade menor que 40 anos e consumo excessivo de vitamina K na dieta.  
4. A dose da varfarina a ser utilizada é influenciada por fatores genéticos (polimorfismos).  
 
As principais fontes de vitamina K  
- Vegetais e óleos, sendo esses os responsáveis pelo aumento da absorção da filoquinona.  
- Alimentos folhosos verde-escuros,  
- Preparados à base de óleo, oleaginosas e frutas como o kiwi, abacate, uva, ameixa contêm                              
teores significantes de vitamina K, enquanto que os cereais, grãos, pães e laticínios possuem                            
teores discretos.  
 O paciente que faz uso de varfarina não precisa evitar a ingestão destes alimentos, basta ter                                  
sempre a preocupação de não modificar drasticamente o consumo.  
 
RIVAROXABANA  
- Mecanismo: inibidor oral direto do fator Xa da cascata de coagulação, que resulta em efeito                              
anticoagulante. Tem efeito mais consistente e previsível que a varfarina.   
Usos clínicos:   
- Coadministrado com ácido acetilsalicílico (AAS) isoladamente ou com AAS mais clopidogrel ou                        
ticlopidina, é indicado para a prevenção de eventos aterotrombóticos em adultos.   
- Após uma síndrome coronária aguda (SCA) com biomarcadores cardíacos elevados.  
Contra-indicações  
- Hipersensibilidade à substância ativa ou excipientes.  
- Hemorragia ativa ou risco de hemorragia  
- O tratamento concomitante com quaisquer outros anticoagulantes,  
- Doença hepática associada a coagulopatia e risco de hemorragia clinicamente relevante,  
- Gravidez e amamentação.  
Efeitos colaterais:  
- Hematológicos e do sistema linfático (anemia, trombocitopenia)  
- Imunológicos (Reação alérgica, dermatite alérgica)  
- Do Sistema Nervoso (Tonturas, cefaleias, síncope) Hemorragia cerebral e intracraniana  
- Afecções oculares  
- Cardiopatias, taquicardia, vasculopatias, hipotensão, hematoma  
- Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino  
- Hemorragia do trato gastrointestinal  
- Afecções hepatobiliares, e outros.  
 
DABIGATRANA  
Mecanismo de ação: trata-se de um pró-fármaco sem atividade farmacológica, que após absorção é                            
rapidamente convertido em dabigatrana no plasma e no fígado. É um inibidor direto da trombina,                              
potente, competitivo, reversível.  
PROPRIEDADE   VARFARINA   RIVAROXABANA   DABIGATRANA  
Interação com dieta e  
álcool  
SIM, clinicamente  
significante.  
Potencial baixo   Potencial baixo  
Interação  
medicamentosa  
Várias interações  
medicamentosas  
significativas  
Potente citocromo P450  
3A4 e inibidores de  
glicoproteína P  
aumentam o efeito  
anticoagulante. (ex:  
ketoconazole,  
clarithromycin,  
ritonavir)  
Inibidores de bomba de  
prótons reduzem a  
absorção, reduzindo o  
efeito. Possível  
interação com  
inibidores de  
glicoproteína P   
Ajuste de dose   Dose personalizada  
para cada paciente,  
requer constante  
monitoramento do  
tempo de protrombina  
(INR) e ajuste  
De acordo com  
indicação clínica  
De acordo com  
indicação clínica  
Monitorização   INR a cada 1-2  
semanas  
Sem rotina de  
monitoramento  
Sem rotina de  
monitoramento  
Antídoto   Vitamina K    Não possui   Idarucizumab  
 
HEPARINA  
- Fisiologicamente, a heparina é um mucopolissacarídeo armazenado em grânulos secretores                    
de mastócitos. É considerada o ácido orgânico mais forte do organismo.  
- As heparinas comerciais, por sua vez, são divididas em:  
- HEPARINA NÃO-FRACIONADA (HNF): uma mistura heterogênea de moléculas compostas por                    
cadeias de polissacarídeos com peso molecular variando de 3.000 a 30.000 daltons (em média                            
de 15.000 daltons).  
- HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR (HBPM OU LMW-low molecular weight):                    
Fragmentada: enoxaparina, dalteparina; Pentapeptídeo sintéTIco: fondaparinux.  
 
 
Mecanismo de ação:   
- A antitrombina III é uma importante protease plasmática responsável por inativar a trombina,                          
além de outros fatores como IXa, Xa, XIa e XIIa.  
- A heparina atua como cofator, combinando-se com a antitrombina III ativando-a (acelerando                        
em até 1000 vezes a ação inibitória da antitrombina III).  
- Resultado: inibição de diversos fatores de coagulação (IIa e Xa e, em menor proporção, IXa,                              
XIa e XIIa) e, portanto, um efeito anticoagulante.  
 
Diferença entre as Heparinas: a diferença da heparina não fracionada das heparinas de baixo peso                              
molecular está na seletividade da inibição, a HBPM inativa seletivamente o fator XA, enquanto a não                                
fracionada acaba por inativar trombina, e outros fator.   
+ a incidência de trombocitopenia é maior com heparina não fracionada.   
 
HNF   HBPM  
Inibe trombina (IIa) e Xa   Inibe Xa  
Altera função plaquetária mediada por trombina  
e colágeno  
Altera menos  
Exige monitoramento de TTPA (tempo de  
tromboplastina parcial ativada). Individualização  
de dose via intrínseca   
Não exige monitoramento. Utilização mais fácil.Não necessita individualizar dose.   
Utilizado em insuficiência renal   Contraindicado em insuficiência renal  
 
Antídoto: sulfato de protamina forma complexa irreversível com heparina inativando-o.  
 
Efeitos colaterais:  
- Hemorragia, trombocitopenia, reações anafilactoides e de hipersensibilidade  
- Não fracionadas: prolongamento de tempo de coagulação, ulceração de mucosa e hematoma  
- Fracionadas: edema, diarreia, náusea, hematoma, anemia hipocrômica normocítica, confusão,                  
dor dispneia, febre, irritação local.  
 
Contraindicações: Sangramentos ativos, trombocitopenia induzida por heparina, tendências                
hemorrágicas, hipersensibilidades, hipertensão grave, etc.  
 
 
TROMBOLÍTICOS (fibrinolíticos)  
- Fármacos: estreptoquinase, alteplase, tenecteplase, reteplase.   
- São fármacos que ativam o plasminogênio em sua transformação para plasmina, a qual tem a                              
capacidade para degradar a fibrina, o maior componente do trombo. Assim, na verdade, estes                            
agentes devem ser chamados de agentes fibrinolíticos.  
 
ESTREPTOQUINASE  
- Mecanismo de ação : Forma complexo com plasminogênio endógeno, o qual ativado induz a                          
formação de plasmina. A plasmina formada é uma potente enzima fibrinolítica que dissolve a                            
matriz da fibrina contida no trombo, e consequentemente resultando em trombólise                      
(fibrinólise).  
Usos Clínicos  
- Principal: Infarto Agudo do Miocárdio com elevação ST (o quanto antes melhor)  
- Outros usos: Trombose arterial e venosa, embolia pulmonar, oclusão de cateter  
Efeitos Colaterais   
- Arritmias,  
- Síndrome de embolia por colesterol  
- Sangramentos  
- Hipotensão,  
- Febre,  
- Calafrios  
- Reação anafilactoide  
Contraindicações:  
- HAS grave não controlada  
- Sangramentos internos ativos  
- Cirurgias, traumatismos ou AVC há menos de 2 meses  
 
Considerações para ESTREPTOQUINASE  
- Por ser uma proteína extraída de culturas de estreptococos, pode desencadear resposta                        
antigênica após doses repetidas; risco de anafilaxia diante de administração prévia.  
- Como as ações trombolíticas são inespecíficas, pode haver fibrinólise sistêmica  
 
ALTEPLASE  
- Mecanismo de ação: é um ativador de plasminogênio tecidual recombinante . Sendo mais ativo                          
sobre o plasminogênio a fibrina do que sobre o plasmático , é considerado "seletivo para o                              
coágulo".   
- Sua ação resulta na conversão de plasminogênio em plasmina, que, por sua vez, promove a                              
dissolução da fibrina do coágulo.   
- Vantagens: pouco antigênico, produz fibrinólise local (liga-se a trombos recém formados)  
Usos clínicos  
- Após IAM com elevação ST: diminui taxa de mortalidade  
- Embolia pulmonar potencialmente fatal  
- AVC isquêmico agudo  
- Recanalização de artéria coronárias ocluídas;  
Contra-indicações:  
- AVC hemorrágico recente  
- Hipertensão grave não-controlada  
- Sangramentos internos ativos  
- Cirurgias, traumatismos há menos de 2 meses  
- Efeitos Colaterais: quando em doses farmacológicas pode produzir estado lítico sistêmico                      
(hemorragia), sepse, arritmias, síndrome de embolia por colesterol.   
 
Diretriz para dor Precordial de Isquemia  
- Tratamento imediato: oxigênio aspirina , nitroglicerina, morfina.  
- ECG com supra ou novo bloqueio de ramo esquerdo: iniciar heparina endovenosa,                        
betabloqueadores endovenosos, inibidores da glicoproteína IIb/IIa e/ou clopidogrel.   
 
 
 
 
Tratamento Farmacológicos das Dislipidemias  
 
 
Classificação genotípica:  
- Monogênicas: causadas por mutações em um só gene,  
- Poligênicas: causadas por associações de múltiplas mutações que isoladamente não seriam                      
de grande repercussão.  
 
Classificação fenotípica ou bioquímica  
- Hipercolesterolemia isolada: elevação isolada do LDL-C (≥ 160 mg/dl);  
- Hipertrigliceridemia isolada: elevação isolada dos TGs (≥ 150 mg/dl) que reflete o aumento do                            
número e/ou do volume de partículas ricas em TG, como VLDL, IDL (intermediary density                            
lipoprotein) e quilomícrons.  
- Hiperlipidemia mista: valores aumentados de LDL-C (≥ 160 mg/dl) e TG (≥ 150 mg/dl).  
- HDL-C baixo: redução do HDL-C (homens < 40 mg/ dl e mulheres < 50 mg/dl) isolada ou em                                    
associação a aumento de LDL-C ou de TG.  
 
 
Ciclo de Transporte de Lipídeos no Plasma   
As lipoproteínas participam de três ciclos básicos de transporte de lipídeos no plasma:  
1. Ciclo exógeno , no qual as gorduras são absorvidas no intestino e chegam no plasma sob                              
forma de quilomícrons e após degradação pela lipase lipoprotéica (LPL) ao fígado ou a tecidos                              
periféricos.  
2. Ciclo endógeno: em que as gorduras do fígado se direcionam aos tecidos periféricos: a                              
lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL) é secretada pelo fígado e por ação da LPL,                              
transforma-se em lipoproteína de densidade intermediária (IDL) e posteriormente em LDL, a                        
qual carrega os lipídios, principalmente o colesterol para tecidos periféricos.   
3. Transporte reverso do colesterol em que as gorduras principalmente colesterol dos tecidos,                        
retornam para o fígado. As HDL nascentes captam colesterol não esterificado dos tecidos                          
periféricos pela ação da lecitina-colesterol aciltransferase (LCAT) formando as HDL maduras,                      
por meio da CEPT, ocorre também a transferência de ésteres de colesterol da HDL para outras                                
lipoproteínas, como as VLDL. AGL: ácidos graxos livres, HPL: lipase hepática.   
Tratamentos não medicamentosos das dislipidemias: Fundamental para o controle da dislipidemia.                      
Deve ser contínuo e envolver terapia nutricional e mudança de estilo de vida (perda de peso, atividade                                  
física e cessação do tabagismo).   
 
Tratamentos farmacológicos das dislipidemias:   
- Estatinas   
- Fibratos   
- Ezetimiba   
- Outros: resinas de troca, niacina (ácido nicotínico), ácidos graxos ômega-3.   
 
ESTATINAS   
- 1976: isoladas a partir de uma colônia de Penicillium citrinum   
- 1987: Lovastatina: Aspergillus terreus   
- Fármacos: sinvastatina, lovastatina, pravastatina, fluvastatina, atorvastatina, rosuvastatina.  
 
Mecanismo: Inibe a enzima HMG-Coa redutase que é responsável pela conversão de HMG-CoA em                            
ácido mevalônico e consequentemente na produção de colesterol.   
 
Resultado:   
- Diminuição no conteúdo intracelular de colesterol.  
- Aumento do número de receptores de LDL nos hepatócitos, que passam a remover com maiorintensidade o VLDL, IDL e LDL da circulação para repor o colesterol intracelular  
 
 
Pitavastatina mais potente / Rosuvastatina mais eficaz   
 
 
+ Maioria lipossolúvel, com exceção de rosuvastatina e pitavastatina.   
Usos Clínicos   
- É considerada a terapia mais validada por estudos clínicos para reduzir a incidência de                            
eventos cardiovasculares  
- Promove redução significativa nos níveis circulantes de LDL-C e TG, além de elevação no                            
HDL-C, sendo útil particularmente nos casos onde houver hipercolesterolemia .  
 
Interações medicamentosas   
CYP-3A4 (membro da família de citocromos P450) é uma enzima do fígado responsável por oxidar                              
estatina permitindo que elas sejam excretadas. Muitas drogas inibem a CYP34, reduzindo a oxidação                            
de estatina, resultando em maior biodisponibilidade do fármaco e aumentando sua ação.  
 
 
Efeitos Colaterais   
- Miopatia (a mais comum): de mialgia, com ou sem elevação da creatinoquinase (CK) até a                              
rabdomiólise (aspecto histopatológico se caracteriza por perda do núcleo e das estrias                        
musculares do miócito sem a presença de infiltração de células inflamatórias).  
- Hepatotoxicidade: a dosagem de transaminases só é aconselhada 6 a 12 semanas após                          
introdução ou aumento de dose das estatinas. Caso haja alterações significativas superiores a                          
três vezes o valor de referência, a suspensão temporária das estatinas é aconselhada. A                            
suspensão definitiva é recomendada apenas em casos com infecção hepática ativa ou                        
disfunção hepática grave.  
- Outros: constipação, dor abdominal, dor cabeça.  
 
Formas Sindrômicas de Acometimento Muscular Causado Pelas Estatinas:  
- Miopatia , definida como qualquer desconforto muscular;  
- Mialgia , quando a dor muscular não se acompanha de elevação da enzima                        
creatinofosfoquinase (CPK);  
- Miosite , quando os sintomas musculares se associam com aumento da CPK  
- Rabdomiólise , quando há importante elevação da CPK (usualmente mais que 50 vezes o limite                            
superior da normalidade) associada com aumento da creatinina sérica, mioglobinemia,                    
mioglobinúria e insuficiência renal aguda.  
Possíveis mecanismos de miopatias por estatina   
- Redução no colesterol pode tornar as membranas musculares instáveis e suscetíveis a lise.  
- Redução na síntese de ubiquinona, elemento essencial do transporte elétrico da mitocôndria, o                          
que leva a uma redução de síntese de ATP  
- Pode mascarar desordens musculares como mitocondriopatias e fibromialgias   
- Redução de na proteína de ligação ao GTP que pode levar a apoptose   
- Aumento da degradação de actina e miosina  
- Ativação de fenômeno autoimune que promove lesão muscular   
 
 
 
 
Rabdomiólise: degradação do tecido muscular que libera uma proteína prejudicial no sangue. Essa                          
ruptura do tecido muscular resulta na liberação de uma proteína (mioglobina) no sangue. A                            
mioglobina pode danificar os rins.  
 
 Estatinas podem levar a miopatias, quando em interação com outros medicamentos ou em suas                              
doses máximas (40), uma das miopatias mais preocupantes que pode ocorrer é a rabdomiólise que                              
pode levar a insuficiência renal .  
Horário para tomar Sinvastatina: o colesterol é produzido pelo fígado principalmente no período                          
noturno. A sinvastatina, tem meia vida curta, ou seja, seu efeito no organismo é relativamente curto,                                
deve ser tomada à noite para que seu pico de ação coincida com o momento em que a produção de                                        
colesterol no organismo é maior. Outros medicamentos que devem ser tomados a noite pelo mesmo                              
motivo são a lovastatina e a fluvastatina.   
 
 
FIBRATOS  
- Fármacos: Etofibrato, genfibrozila, fenofibrato, ciprofibrato, bezafibrato.  
 
Mecanismo de Ação: o fármaco irá interagir com o receptor ativado pelo proliferador peroxissômico                            
(PPAR), isótopo alfa, que se localiza principalmente no fígado e tecido adiposo marrom. A ativação do                                
PPAR-alfa promove:  
- Aumento nos níveis circulantes de HDL.  
- Aumento da captação e oxidação de ácidos graxos pelas células musculares.  
- Aumento da oxidação de ácidos graxos e diminuição na síntese de triglicerídeos nos                          
hepatócitos.  
 
 
 
 
Usos dos fibratos: no tratamento da hipertrigliceridemia isolada são prioritariamente indicados os                        
fibratos; produzem redução nos níveis de triglicérides de 30 a 60%, e aumento no HDL- C. Sua ação                                    
sobre o LDL-C é variável.  
 
Efeitos Colaterais  
- Dentre os principais estão: distúrbios gastrintestinais, mialgia, astenia, litíase biliar (mais                      
comum comum com clofibrato), diminuição de libido, erupção cutânea, prurido, cefaléia,                      
perturbações do sono.   
- Casos de rabdomiólise têm sido descritos com o uso da associação de estatinas com                            
genfibrozila. Recomenda-se, por isso, evitar essa associação.  
 
EZETIMIBA  
 
Mecanismo de Ação: inibe a absorção de colesterol na borda em escova do intestino delgado ,                              
atuando seletivamente nos receptores Niemann-Pick C1-like protein 1 e inibindo o transporte de                          
colesterol. A inibição da absorção de colesterol, em grande parte do colesterol biliar, leva à                              
diminuição dos níveis de colesterol hepático e ao estímulo à síntese de LDL-R com consequente                              
redução do nível plasmático de LDL-C de 10% a 25%.  
 
 
 
Usos da ezetimiba: geralmente é usado em associação com as estatinas no controle de quadros                              
hipercolesterolêmicos.  
+ a ezetimiba deve ser usado em associação às estatinas pois em seu uso isolado pode levar a                                  
um aumento compensatório na produção endógena do colesterol.  
 
Efeitos Adversos:  
- Raros. Diarreia, sintomas relacionados ao trato respiratório superior, tosse, dor nas                      
extremidades, sinusite, artralgia, fadiga.  
- Pode haver reações alérgicas (raras).  
- Ainda não foi estabelecida segurança quanto ao seu uso na gravidez.  
 
INIBIDORES DA PCK9  
- Fármacos: evolocumabe e alirocumabe  
- Mecanismo: a PCSK9 é uma protease expressa predominantemente pelo fígado, intestino e                        
rins, capaz de inibir a reciclagem do LDLR de volta à superfície celular, resultando em menor                                
número de receptores e aumentodos níveis plasmáticos de LDL. A inibição da PCSK9 bloqueia                              
a degradação do LDLR, com maior capacidade de clearance da LDL circulante.  
 
 
Exemplo de Posologia Repatha: caneta aplicadora de doses de 140mg. Utilizada a cada duas                              
semanas. Alto custo!   
 
Usos clínicos: as diretrizes de 2017 recomendam a utilização somente em pacientes com risco                            
cardiovascular elevado, em tratamento otimizado com estatinas na maior dose tolerada, associado                        
ou não à ezetimiba, e que não tenham alcançado as metas de LDL-c ou não HDL-c recomendadas.  
 
Efeitos colaterais: o uso dos inibidores da PCSK9 em geral é seguro e bem tolerado. É descrita a                                    
ocorrência de nasofaringite, náuseas, fadiga e aumento da incidência de reações no local da injeção                              
(vermelhidão, prurido, edema ou sensibilidade/dor).  
 
RESINA DE TROCA   
- Fármacos: colestiramina (única disponível no Brasil), colestipol e colesevelam  
- Mecanismo: são sequestradores dos ácidos biliares, ou seja, se ligam aos ácidos biliares no                            
intestino delgado, reduzindo a absorção intestinal de colesterol. Pode haver aumento                      
compensatório de colesterol endógeno e de triglicérides plasmáticos.  
- Usos clínicos: podem ser usados em associação às estatinas quando a meta de LDL-C não                              
tiver sido atingida, apesar do uso de estatinas potentes em doses efetivas.  
- Efeitos Colaterais: constipação (até 25% dos indivíduos tratados) e aumento dos TGs em                          
indivíduos com hipertrigliceridemia acentuada (> 400 mg/dl).  
- Uso em crianças, gestantes e mulheres amamentando (sem absorção)  
 
NIACINA  
- Também conhecida como vitamina B3 ou ácido nicotínico  
- Mecanismo: atua em um receptor específico ligado à proteína G (GPR109A) promovendo:  
+ Inibição das lipases hormônio-sensíveis nos adipócitos, levando a uma diminuição da                      
liberação de ácidos graxos livres na circulação.  
+ Redução da síntese hepática de TG (por inibir a enzima diacilglicerol aciltransferase-2)  
+ Diminuição da secreção de VLDL e LDL.  
+ Aumento do HDL.  
- Usos: estudos demonstram associação entre o uso de niacina e redução de eventos                          
coronários e mortalidade total. Mais recentemente, foi demonstrado que niacina combinada                      
com outros fármacos hipolipemiantes pode atenuar a progressão da aterosclerose coronária.  
- Efeitos Colaterais: Menor tolerabilidade com a forma de liberação imediata (rubor e prurido;                          
náusea, dispepsia, dor abdominal e diarreia. Também pode haver hiperglicemia).                    
Hepatotoxicidade (liberação lenta). Preferir uso na forma de liberação intermediária, com                      
melhor perfil de tolerabilidade.  
- Usar com precaução em pacientes em uso de anticoagulantes ou inibidores da HMG- CoA                            
redutase (estatinas) ou se sintomas de miopatia acontecerem (monitorar CPK-creatina                    
fosfoquinase).  
 
ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA-3   
- São ácidos graxos poli-insaturados derivados do óleo de peixes e de certas plantas e nozes.                              
Possuem ação anti-inflamatória, além de capacidade de remodelar a estrutura de                      
lipoproteínas e alterar metabolismo lipídico.  
- Em altas doses (4 a 10g/dia) reduz os TGs e aumenta discretamente o HDL-C, podendo,                              
entretanto, aumentar o LDL-C.  
- Seus efeitos no perfil lipídico são dose-dependentes e resultam de uma variedade de                          
mecanismos, entre os quais a diminuição da produção de VLDL e o aumento de seu                              
catabolismo.  
- Recomendação: ácidos graxos ômega 3 em altas doses (4 a 10 g ao dia) podem ser usados                                  
associados a outros hipolipemiantes em portadores de hipertrigliceridemia grave que não                      
atingiram níveis desejáveis com o tratamento.  
 
 
R�UMO FÁRMACOS PARA DISLIPIDEMIA (principais)  
Classe   Fármacos   Mecanismo    Uso Clínico   Efeitos Adversos  
ESTATINAS  
Sinvastatina  
Lovastatina  
Pravastatina  
Fluvastatina  
Atorvastatina  
Rosuvastatina  
Inibe a enzima  
HMG-Coa redutase  
(diminui produção  
de colesterol)    
Hipercolesterolemia  
Reduz incidência de  
eventos  
cardiovasculares  
Miopatia/Rabdomiólise( 
IR): doses altas ou  
associação  
Hepatotoxicidade  
Constipação, cefaléia,  
dor abdominal  
FIBRATOS  
Etofibrato  
Genfibrozila  
Fenofibrato  
Ciprofibrato  
Bezafibrato  
Ativa PPAR-alfa  
(Aumenta HDL e  
diminui síntese de  
triacilgliceróis)  
Hipertrigliceridemia  
isolada  
Distúrbios TGI, mialgia,  
astenia, litíase biliar,  
diminui libido, erupção  
cutânea, prurido,  
cefaléia, perturbação  
do sono. Rabdomiólise  
em associação com  
estatina.  
EZETIMIBA  
Ezetimiba   Inibe a absorção  
de colesterol na  
borda em escova  
do intestino  
delgado.  
Associação com  
estatinas   
(obrigatoriamente  
para não causar  
efeito  
compensatório e  
aumentar  
colesterol)  
RAROS (Diarreia,  
sintomas relacionados  
ao trato respiratório  
superior, tosse, dor nas  
extremidades, sinusite,  
artralgia, fadiga.  
Alergias)  
 
 
 
Antineoplásicos  
 
 
Neoplasias   
- As células cancerosas reproduzem-se desenfreadamente e colonizam outros tecidos  
- Reproduzem-se desobedecendo aos limites normais da divisão celular  
- Invadem e colonizam regiões normalmente destinadas a outras células.  
- Uma célula anormal que cresce (aumenta de massa) e prolifera (divide-se) fora de controle                            
dará origem a um tumor, ou neoplasia literalmente, crescimento novo.  
- Células neoplásicas que não se tornam invasivas são consideradas tumores benignos.  
- Um tumor é considerado um câncer apenas se for maligno, ou seja, se suas células tiverem                                
adquirido a capacidade de invadir tecidos adjacentes.  
- A carcinogênese (a geração de um câncer) parece ter relação com a mutagênese (produção                            
de alterações na sequência de DNA), porém uma única mutação não é suficiente para causar                              
câncer.   
- Carcinógenos químicos (que tipicamente causam uma alteração simples localizada na                    
sequência de nucleotídeos).  
- Radiação, como os raios X (que caracteristicamente causam quebras cromossômicas e                      
translocações).  
- Luz ultravioleta (que causa alterações específicas nas bases do DNA).  
 
Tratamento para Neoplasias: Quimioterapia, Cirurgia e Radioterapia.   
 
Quimi�erapia   
 
Objetivo da Quimioterapia   
- Citotóxico letal ou uma apoptose nas células cancerosas, impedindo a progressão do tumor.  
- Ataque é direcionado contra o DNA ou contra um passo metabólico essencial à multiplicaçãocelular – purinas e pirimidinas, que são os componentes para a síntese de DNA e RNA.  
- Infelizmente, a maioria dos fármacos anticâncer disponíveis não reconhece as células                      
neoplásicas, afetando todos os tipos de células em proliferação – sejam normais ou anormais.  
- Assim, praticamente todos os fármacos antitumorais têm uma curva dose-resposta muito                      
íngreme para os efeitos tóxicos e terapêuticos.   
 
Quimioterapia Neoadjuvante  
antes da cirurgia. A quimioterapia é indicada quando a neoplasia é                      
disseminada e não houver cirurgia possível (paliativa).   
Quimioterapia Adjuvante   depois do tratamento cirúrgico e da radiação.   
Quimioterapia de Manutenção   dosagem baixas para auxiliar no prolongamento da remissão.   
 
 
CICLO CELULAR   
A divisão celular para o crescimento e renovação teciduais é alcançado pelo processo de mitose. O                                
ciclo celular é definido como o intervalo entre duas divisões mitóticas sucessivas que resulta na                              
produção de duas células filhas.  
● Fase M: fase mitótica, a célula se divide.  
- Fase G0: estado de repouso (a célula não está se dividindo). É o período imediato após a                                  
formação da célula, nesse período a célula não recebe estímulos para iniciar uma nova                            
divisão. Fase exclusiva para atividade celular, neurônios permanecem na fase G0.   
● Fase G1: síntese de enzimas necessárias para a síntese de DNA.  
● Fase S: replicação do DNA  
● Fase G2: síntese dos componentes celulares necessários para a mitose.   
 
 
Controle do Ciclo Celular   
- Complexo Cdk4 / Ciclina D:          
controlam a progressão e a          
conclusão do ciclo celular.   
- Genes supressores: reprimem a        
proliferação, controlam a      
proliferação normal das células.   
- Checkpoints são pontos de        
parada durante o ciclo celular          
onde ocorre análise da        
estrutura do material genético.        
Se houver algum erro e ele for              
detectado, a célula entra em          
apoptose (morte programada).   
 
Controle do Ciclo celular pelo gene p53  
- No caso de lesão no DNA o gene p53 é ativado, levando à transcrição da proteína p53. O                                    
acúmulo dessa proteína no núcleo da célula inibe o ciclo mitótico no início da fase G1 e ativa a                                      
transcrição de genes de reparo do DNA, impedindo desta forma a propagação do erro genético                              
para as células filhas. ativa o reparo ou ativa o processo apoptótico.   
- A proteína p53 tem sua função supressora de tumor regulada de forma negativa, ou seja,                              
inativada pelo gene MDM2. Mdm2 leva à repressão da expressão de p53 por três mecanismos.  
1. No primeiro, Mdm2 se liga a p53 no seu domínio de transativação e bloqueia sua                              
capacidade de ativar a transcrição.   
2. No segundo, promove a exportação nuclear de p53 para o citoplasma.   
3. E no terceiro, Mdm2 serve como uma ligase de ubiquitina que promove a degradação                            
de p53   
- A falha na supressão tumoral pode ser decorrente de um gene p53 mutante ou interrupção na                                
via de p53, causada por exemplo por uma atividade de MDM2 não regulada.   
 
 
Mecanismos de quimioterápicos que atuam sobre pontos específicos do ciclo celular:  
● Seletividade: células tumorais estão sempre em um dos pontos ativos do ciclo celular. Ou seja                              
células que não estão se replicando são menos sensíveis.  
● Sensibilidade: Células tumorais normalmente apresentam mutações nos pontos de checagem,                    
o que faz com que elas prossigam o ciclo mesmo apresentando danos/mutações.  
● Eficácia: Tumores com alta taxa de proliferação são mais suscetíveis a tratamento citotóxicos.                          
Pouco ativa em tumores de crescimento lento ou Indolentes.  
 
Classe de Fármacos   
- Agentes alquilantes   
- Análogos purínicos e pirimidínicos  
- Antimetabólicos   
- Agentes antimitóticos  
- Inibidores da enzima Topoisomerase  
 
Fármacos ciclo-celular-específico: Eficazes contra tumores com altas taxas de crescimento, como os                        
cânceres hematológicos.  
- Antimetabólicos   
- Antimicrobianos peptídicos de bleomicina   
- Alcalóides da Vinca   
- Etoposídeo   
 
Fármacos ciclo-celular-inespecíficos: Eficazes contra tumores com baixa taxa de crescimento, como                      
os tumores sólidos, bem como contra os tumores com altas taxas de crescimento.   
- Alquilantes   
- Antimicrobianos   
- Cisplatina   
- Nitrossoureias   
 
 
 
Fase G1   Complexos coordenados de platina  
Fase S  
Citosina arabinosídeo hidroxiuréia, complexos coordenados de platina, inibidores da  
topoisomerase.  
Fase G2   6-Mercaptopurina, metotrexato  
Fase M   Vincristina, vimblastina, paclitaxel  
Fase G0  
Fármacos inespecíficos - agentes alquilantes nitrossoureias cispatina, antibióticos,  
antitumorais, antimetabólicos.   
 
Fármacos Quimioterápicos que afetam RNA e DNA  
 
 
ALQUILANTES   
- Mecanismo de Ação: ligam-se covalentemente ao grupo nucleofílico de vários constituintes                      
celulares, causando um efeito citotóxico. A alquilação do DNA é provavelmente a reação                          
citotóxica crucial, que é letal às células tumorais.   
- Fármacos: Ciclofosfamida, Ifosfamida , são os principais, também tem o bussulfano,                    
carmustina, ciclofosfamida, clorambucila, dacarbazina, lomustina, melfalano, e temozolomida.   
- Efeitos Adversos: são extremamente citotóxicos. Os alquilantes não diferenciam células em                      
repouso e células que estão ciclando, mesmo sendo mais tóxico para as que estão em divisão                                
rápida. Eles são usados em associação com outros fármacos para combater uma ampla                          
variedade de cânceres linfáticos e sólidos. Além de serem tóxicos, todos são mutagênicos e                            
carcinogênicos e podem levar a um segundo câncer, como leucemia aguda.   
- Mecanismos de Resistência:   
+ Mutação na p53 e perda da capacidade de reconhecer danos no DNA.   
+ Aumento do mecanismo de reparo do DNA.  
+ Diminuição da permeabilidade celular.   
+ Detoxificação por aumento de glutationa ou aldeído desidrogenase.   
 
Ciclofosfamida e Ifosfamida  
- Mecanismo de ação: A ciclofosfamida é o alquilante mais                  
comumente usado. Ciclofosfamida e ifosfamida são            
biotransformados a intermediários hidroxilados, principalmente          
no fígado, pelo sistema CYP450. Esse intermediário é hidrolisado,                  
formando os compostos ativos, mostarda fosforamida e acroleína.                
A reação da mostarda fosforamidacom o DNA é considerada a                      
etapa citotóxica. O fármaco original e seus metabólitos são                  
excretados, primariamente, na urina.  
- Efeitos adversos: A toxicidade singular de ambos os fármacos é a                      
cistite hemorrágica, que pode levar à fibrose da bexiga. A                    
toxicidade vesical é atribuída à acroleína presente na urina, no                    
caso da ciclofosfamida, e a metabólitos tóxicos, no caso da                    
ifosfamida. Hidratação adequada, bem como injeção IV de mesna                  
(2-mercaptoetano sulfonato sódico, que neutraliza os metabólitos              
tóxicos, pode minimizar o problema).  
 
Fármaco   VIA   Efeitos Adversos   Interações    Monitoramento   Observações  
Ciclofosfamida  
IV  
VO  
Mielossupressão,  
cistite hemorrágica,  
N/V/D, alopecia,  
amenorreia,  
tumores  
secundários  
Fenobarbital,  
fenitoína  
(CYP450);  
digoxina.  
Anticoagulantes  
Análise de  
urina, HC,  
função renal e  
hepática  
Boa hidratação  
para prevenir  
toxicidade  
vesical (mesna  
com dosagens  
altas)  
Ifosfamida  
IV   Mielossupressão,  
cistite hemorrágica,  
N/V,  
neurotoxicidade,  
alopecia,  
amenorreia  
Fenobarbital,  
fenitoína  
(CYP450);  
cimetidina,  
alopurinol,  
varfarina  
Análise de  
urina;  
neurotoxicidad 
e  
Usar mesna e  
hidratação  
para prevenir  
toxicidade  
renal  
 
 
 
COMPLEXOS COORDENADOS DE PLATINA   
- Mecanismo de ação: se ligam à guanina no DNA, formando ligações cruzadas entre e intra                              
fitas. A lesão citotóxica resultante inibe as polimerases para replicação, transcrição, reparo                        
do DNA e síntese do RNA, levando a lise celular Pode ocorrer citotoxicidade em qualquer                              
estágio do ciclo celular, mas as células são mais vulneráveis à ação desses fármacos nas                              
fases G1 e S.  
- Fármacos: Cisplatina, Carboplatina e Oxaliplatina.  
 
Fármaco   VIA   Efeitos Adversos   Interações    Monitoramento   Observações  
Cisplatina  
IV  
IP  
IA  
Neurotoxicidade,  
mielossupressão,  
ototoxicidade,  
N, V, depleção de  
eletrólitos,  
reações de  
infusão,  
nefrotoxicidade  
Anticonvulsivantes   HC, PMC,  
eletrólitos,  
audição  
 
Necessário  
pré- e pós-  
-hidratação  
agressiva;  
alta incidência  
de náuseas e  
êmese  
 
Carboplatina  
IV  
IP  
IA  
Mielossupressão,  
N, V, reações de  
infusão  
Aminoglicosídeos   HC   Dose calculada  
usando  
a ASC  
Oxaliplatina  
IV   Neurotoxicidade,  
N, V, reações de  
infusão,  
hepatotoxicidade,  
mielossupressão  
Varfarina   HC, função  
neurológica,  
função hepática  
Neuropatia  
periférica  
acumulativa e  
relacionada  
com frio  
 
 
 
 
INIBIDORES DE TOPOISOMERASE  
- Mecanismo de ação: Esses fármacos são específicos da fase S e inibem a topoisomerase I                                
(topotecano, irinotecano, camptotecina) e topoisomerase II (etoposido) essenciais para a                    
replicação do DNA em células humanas.  
+ Topoisomerase I: alivia a tensão do DNA, cortando apenas uma das fitas.   
+ Topoisomerase II: Alivia a tensão do DNA, cortando as duas fitas de DNA. Com gasto de                                
ATP.  
- Fármacos: Etoposídeo, Topotecano, Irinotecano , e o camptotecina que não é usado por ser                          
muito tóxico.   
 
Topotecano  
- Inibe topoisomerase I   
- Empregado no câncer de ovário metastático  
 
Irinotecano  
- Inibe topoisomerase I   
- Usado com 5-Fluorouracil e ácido folínico contra o carcinoma                  
retal ou de colo.   
 
 
 
Etoposídeo  
- Inibe a topoisomerase II  
- O principal uso clínico do etoposídeo é no tratamento do câncer pulmonar e, em combinação                              
com a bleomicina e a cisplatina, contra o carcinoma testicular.   
 
Fármaco   VIA   Efeitos Adversos   Interações    Monitoramento   Observações  
Irinotecano  
IV  
 
Diarreia,  
mielossupressão,  
Náusea, êmese   
Substratos da  
CYP3A4  
Hemograma  
completo,  
eletrólitos  
 
Diarreia aguda  
e tardia  
(ameaça a  
sobrevida)  
Topotecano  
IV  
VO  
Mielossupressão,  
Náusea, êmese  
Inibidores da  
glicoproteína P  
(PO)  
Hemograma  
completo  
Diarreia  
comum com VO  
Etoposídeo  
IV  
VO  
Mielossupressão,  
hipotensão,  
alopecia, náusea,  
êmese  
  Hemograma  
completo  
Pode causar  
cânceres  
secundários  
(leucemia)  
 
 
ANTIMETABÓLICOS  
- Mecanismo de ação: interferem na disponibilidade de precursores normais de nucleotídeos                      
de purina ou pirimidina, seja por inibirem sua síntese, seja, por competirem com eles na                              
síntese de DNA e RNA.   
- O efeito citotóxico máximo é específico na fase S e é, portanto, ciclo-celular específico.  
- Principais fármacos: metotrexato (pemetrexede e pralatrexato), 6-mercaptopurina (6-MP), e                  
5-fluorouracilo (5-FU).   
 
Metotrexato, pemetrexede e pralatrexato  
- São fármacos antifolato.  
- O MTX é estruturalmente relacionado ao ácido fólico e atua                    
como um antagonista dessa vitamina, inibindo a              
di-hidrofolato redutase (DHFR), enzima que converte o              
ácido fólico na sua forma de coenzima.  
- A vitamina ácido fólico tem papel central em uma variedade                    
de reações metabólicas envolvendo a transferência de              
unidades de um carbono e é essencial para a multiplicação                    
celular.  
- O MTX é específico para a fase S do ciclo celular.  
- O MTX, em geral combinado com outros fármacos, é eficaz                    
contra a leucemia linfocítica aguda, o linfoma de Burkitt em                    
crianças, o câncer de mama, o câncer de bexiga e os                      
carcinomas de cabeça e pescoço.  
- A hidratação adequada é importante nas doses elevadas.  
- Baixa penetração no SNC.   
- Fármaco inalterado aparece na urina: em doses elevadas,                
também é excretado metabólito 7-OH.   
 
5-fluorouracilo (5-FU)  
A 5-FU não tem atividade antineoplásica. Ela entra na célula por um sistema de transporte mediado                                
por carregador e é convertida ao desoxinucleotídeo correspondente, que compete com o                        
monofosfato de desoxiuridina pela timidilato sintetase, inibindo, assim, a sua ação. A síntese de DNA                              
diminui devido à falta de timidina, levando ao crescimento celular desequilibrado à “morte por falta                              
de timidina” das células em divisão rápida.  
 
6-mercaptopurina (6-MP)  
- A 6-MP é usada principalmente na manutenção da                
remissão da leucemia linfoblástica aguda.  
- Mecanismos de ação:  
1. Formação de nucleotídeo: O 6-MP precisa entrar              
na célula-alvo e ser convertida ao análogo              
nucleotídeo, o 6-MP-ribose-fosfato (mais        
conhecido como ácido 6-tioinosínico ou TIMP).  
2. Inibição da síntese de purina: Inúmeros            
processos metabólicos envolvendo a biossíntese          
de purina e as interconversões são afetados pelo                
análogo do nucleotídeo,o TIMP.  
3. Incorporação em ácidos nucleicos: O TIMP é              
convertido em monofosfato de tioguanina, que,            
após fosforilação a di e trifosfatos, pode ser                
incorporado no RNA.  
● Os análogos desoxirribonucleotídeos, que também          
são formados, são incorporados ao DNA. Isso              
resulta em RNA e DNA não funcionais.  
 
 
 
Fármaco   VIA   Efeitos Adversos   Interações    Monitoramento   Observações  
Metotrexato  
IV  
VO  
IM  
IT  
 
N/V/D;  
estomatite,  
urticária,alopecia 
mielossupressão,  
dose alta: lesão  
renal. IT: toxic.  
neurológica  
 
Omeprazol, ácido  
fólico,  
varfarina, AINEs,  
penicilinas,  
cefalosporinas  
HC; funções  
renal e  
hepática; níveis  
de metotrexato  
(após infusão  
de doses altas  
 
 
Alguns EA  
podem ser  
evitados ou  
revertidos com  
administração  
de ácido fólico.  
Ajustar a dose  
na IR  
6-mercaptopuri 
na (6-MP)  
VO   N/V/D,  
mielossupressão,  
anorexia,  
hepatotoxicidade  
(icterícia)  
Varfarina,  
alopurinol,  
SMZ + TMP  
HC; funções  
renal  
e hepática;  
Diminuir a  
dosagem de  
6-MP em 50 a  
75% quando  
usado com  
alopurinol  
para evitar  
toxicidade  
5-fluorouracilo  
(5-FU)  
IV  
 
Diarreia,alopecia,  
mucosite grave,  
mielossupressão  
(bolus),“síndrome  
mãos-pés”(infusã 
o contínua),  
vasoespasmo  
coronário  
 
Metotrexato  
(análogo  
antifolato)  
 
Hemograma  
completo,  
funções renal e  
hepática;  
diarreia  
 
“Síndrome  
mãos-e-pés”/  
eritrodisestesia  
palmar-plantar  
(EPP) é uma  
descamação  
eritematosa  
das palmas e  
solas  
 
 
Mielossupressão: Medula óssea é diminuída, resultando            
em menor número de glóbulos vermelhos, glóbulos              
brancos e plaquetas.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANTIMITÓTICOS  
- Mecanismo de ação: O feixe mitótico é essencial para a partição por igual do DNA nas duas                                  
células-filhas que são formadas quando uma célula eucariótica se divide. Várias substâncias                        
derivadas de plantas usadas como fármacos antineoplásicos desorganizam esse processo,                    
afetando o equilíbrio entre as formas polimerizadas e despolimerizadas dos microtúbulos e                        
causando citotoxicidade.  
- Fármacos: Vincristina, Vimblastina, Vinorelbina, Paclitaxel, Docetaxel.   
 
Vincristina e Vimblastina  
- Mecanismo de ação: ligam-se a proteína tubulina, assim bloqueando-a e impossibilitando a                        
polimerização desta, o que é necessário para a formação de microtúbulos. Assim formam-se                          
aglutinados paracristalinos consistindo de dímeros de tubulina e alcaloide  
- São ciclo-celular específicos e fase-específicos, pois bloqueiam a mitose na metáfase (fase M).  
 
Paclitaxel e Docetaxel  
- Mecanismo de ação: promovem a polimerização e a estabilização do polímero em vez de                            
desmontá-lo, levando ao acúmulo de microtúbulos. Os microtúbulos formados,                  
excessivamente estáveis, não são funcionais, e não ocorre desagregação dos cromossomos.                      
Isso resulta na morte da célula. célula fica congelada na metáfase.   
- Os dois fármacos são ativos na fase G2/M do ciclo celular  
 
Fármaco   VIA   Efeitos Adversos   Interações    Monitoramento   Observações  
Vincristina   
IV   Neurotoxicidade,  
constipação  
Fenitoína,  
fenobarbital,  
carbamazepina,  
antifúngico azóis  
HC, função  
hepática,  
neuropatia  
periférica  
Vesicantes,  
administração IT  
pode levar a óbito  
Vimblastina  
IV   Mielossupressão,  
neurotoxicidade  
nenhuma   HC, função  
hepática  
idem  
Vinorelbina   IV   Granulocitopenia   nenhuma   idem   idem  
Paclitaxel  
IV   Neutropenia,  
neurotoxicidade,  
alopecia, N/V  
Repaglinida,  
genfibrozila,  
rifampicina  
(CYP2C8)  
HC, função  
hepática,  
neuropatia  
periférica  
Reações de  
hipersensibilidade  
(dispneia,  
urticária,  
hipotensão),  
requer  
pré-medicação  
Docetaxel  
IV   Neutropenia,  
neurotoxicidade,  
edema, alopecia,  
N/V/D  
Cetoconazol,  
ritonavir  
(CYP3A4)  
idem   idem  
 
Critérios para administração da Quimioterapia  
- Perda do peso inferior a 10% do peso corporal anterior ao do início da doença;  
- Ausência de contra-indicação clínica para as drogas selecionadas;  
- Os pacientes com maior capacidade funcional e sintomas discretos respondem melhor ao                        
tratamento; e têm uma sobrevida maior do que aqueles com menores capacidades funcionais,                          
e com sintomas graves.  
- Ausência de infecção ou infecção presente, mas sob controle;  
- Contagem das células do sangue e dosagem da hemoglobina sérica (os valores exigidos para a                              
aplicação de quimioterapia em crianças são menores) dentro dos seguintes limites:  
Leucócitos > 3.000 a 4.000/mm3  
Neutrófilos > 1.500 a 2.000/mm3  
Plaquetas > 150.000/mm3  
Hemoglobina > 10g/dl  
- Dosagens séricas:  
Uréia < 50 mg/dl  
Creatinina < 1,5 mg/dl  
Bilirrubina total < 3 mg/dl  
Ácido úrico < 5 mg/dl  
Transferases (transaminases) < 50 UI/I  
 
Outros exames que devem ser solicitados:  
- Avaliação cardiológica (função cardíaca) de pacientes que receberão adriamicina.  
- Avaliação da depuração da creatinina, em casos de quimioterapia com metotrexato em doses                          
altas ou cisplatina.  
 
HORMÔNIOS ESTEROIDES E SEUS ANTAGONISTAS  
Os tumores sensíveis aos hormônios esteróides, podem ser:  
● Hormônio-responsivos (o tumor regride pelo tratamento com um hormônio específico);  
● Hormônio-dependentes (o tumor regride com a remoção do estímulo hormonal);   
● Ambos  
A remoção do estímulo hormonal de tumores hormônio-dependentes pode ser feita por cirurgia (p.                            
ex., no caso de orquiectomia – remoção cirúrgica de um ou ambos os testículos – para pacientes com                                    
câncer de próstata avançado) ou por fármacos (p. ex., no câncer de mama, para o qual é usado                                    
tratamento com o antiestrogênio tamoxifeno para evitar a estimulação estrogênica das células                        
cancerosas mamárias). Para que o hormônio esteroide influencie a célula, ela precisa ter receptores                            
intracelulares (citosólicos) específicos para esse hormônio.  
- Principais Fármacos: Prednisona, tamoxifeno.  
 
ANTIMICROBIANOS  
- Mecanismo de ação: Os antimicrobianos antineoplásicos devem sua ação citotóxica                    
principalmente às suas interações com DNA, levando à desorganização d sua função. Além de                            
se intercalar, a propriedade de inibir as topoisomerases (I e II) e produzir radicais livres                              
também tem participação significativa no efeito citotóxico.  
- Principal fármaco: Bleomicina, Doxorrubicina, Daunorrubicina, Doxorrubicina lipossomal,              
Epirrubicina, Idarrubicina.   
 
Bleomicina  
- Mecanismo de ação: O complexo DNA-bleomicina-Fe 2+ parece sofrer oxidação à                    
bleomicina-Fe 3+. Os elétrons liberadosreagem com o oxigênio para formar radicais superóxido                        
ou hidroxilas, que, por sua vez, atacam as ligações fosfodiéster do DNA, resultando em quebra                              
das fitas e aberrações cromossomais.   
- Causa cisão do DNA por um processo oxidativo.  
- A bleomicina é ciclo-celular específica e faz as células se acumularem na fase G2.  
- Ela é usada principalmente no tratamento de câncer nos testículos e de linfomas de Hodgkin.  
Antibióticos Antitumorais: Doxorrubicina, Daunorrubicina.  
- Formação de ligações com os grupos fosfolipídeos (carregados negativamente) da membrana                      
celular, alterando sua fluidez, assim como o transporte de íons.  
- Promoveriam a formação do radical livre do oxigênio, através de um processo redutor                          
enzimático.  
- Formação de ligações interfilamentares com o DNA, o que leva a bloqueio da síntese do DNA e                                  
RNA e diminuição da atividade da topoisomerase II, promovendo a ruptura dos filamentos da                            
macromolécula (DNA).  
 
ANTICORPOS MONOCLONAIS  
Os anticorpos monoclonais tornaram-se uma área ativa no desenvolvimento de fármacos anticâncer                        
e outras doenças não neoplásicas, pois são direcionados contra alvos específicos e, com frequência,                            
têm poucos efeitos adversos. Eles são criados a partir dos linfócitos B (de camundongos ou hamsters                                
imunizados) fundidos a células tumorais linfócitos B “imortais”. As células híbridas resultantes podem                          
ser clonadas individualmente, e cada clone produz anticorpos direcionados contra um único tipo                          
antigênico. A tecnologia recombinante levou à criação de anticorpos “humanizados”, que evitam os                          
problemas imunológicos anteriormente observados depois da administração de anticorpos de                    
camundongos (murinos). Quanto menos humanizados menor o risco de resposta do organismo.  
- Fármacos: trastuzumabe, rituximabe, bevacizumabe e cetuximabe.   
 
Trastuzumabe  
- Se liga no receptor HER2 (fator de crescimento das células mamárias), impedindo a                          
proliferação celular.  
- Reações adversas: Hipotensão, febre e calafrios e alterações cardiovasculares.  
 
Cetuximabe  
- Reconhece o anticorpo que te como antígeno o receptor do fator de crescimento epidérmico                            
EGRF.  
- Aplicável à terapia de câncer de intestino (cólon, reto), cabeça e pescoço.  
- Efeitos colaterais: Irritações cutânea e diarréia.  
 
Rituximabe  
- Anticorpo que reconhece o antígeno CD20. CD20 participa do processo de ativação para o                            
início e a diferenciação do ciclo celular.  
- Expresso na superfície de tumores de linfócitos B.  
- Utilizado para o tratamento de Linfomas de células B, Leucemia linfocítica crônica, Artrite                          
reumatoide.  
- Reações adversas: Broncoespasmo, Hipotensão e reação anafilática.  
 
 
Protocolo ABVD - Padrão Ouro para tratamento do Linfoma de Hodgkin  
1. Doxorrubicina: interação com a enzima Topoisomerase II, além de geração de radicais livres                          
dentro da célula.  
2. Bleomicina: DNA-bleomicina-Fe2+ parece sofrer oxidação à bleomicina-Fe3+.  
3. Vinblastina: bloqueia a possibilidade de a tubulina polimerizar para formar microtúbulos  
4. Dacarzabina: Inibição da síntese de DNA pela ação como um análogo de purina. Ação como um                                
agente alquilante.  
 
 
REAÇÕES ADVERSAS   
- Mucosite;  
- Alopécia;  
- Cistite;  
- Esterilidade;  
- Mialgia;  
- Neuropatia;  
- Fibrose pulmonar;  
- Cardiotoxidade;  
- Insuficiência renal.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Antineoplásicos: Apesar da ampla utilização clínica dos agentes quimioterápicos antineoplásicos,                    
especialmente os agentes alquilantes, que conseguem muitas vezes controlar o crescimento tumoral                        
e até prolongar a vida dos pacientes em vários anos, os oncologistas afirmam que a melhor ajuda                                  
para combater o câncer não é o tratamento antineoplásico, mas o diagnóstico precoce e,                            
principalmente, a sua prevenção. Quím. Nova vol.28 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2005  
 
 
Antiviral  
 
 
 
Replicação Viral   
1. Adsorção  
2. Penetração   
3. Desnudamento  
4. Replicação do material genético   
5. Montagem/maturação   
6. Liberação   
 
Características dos Antivirais   
- Devem penetrar nas células infectadas   
- Precisam interromper a replicação viral sem afetar significativamente o metabolismo celular                      
do hospedeiro  
- A chave é a seletividade para proteínas e enzimas exclusivas dos vírus  
- Também podem impedir a penetração dos vírus   
- Para reduzir o aparecimento de resistência algumas drogas podem ser combinadas   
 
Vacinas   
- Produção de anticorpos que tornam o organismo imune ou, ao menos, mais resistente ao                            
vírus.   
- Principal método de combate às viroses.   
- Vírus atenuados, inativados ou recombinantes (produz antígeno mas incapaz de replicar),                      
vacina de subunidade recombinante (ex: antígeno expresso em E. coli)  
- Embora valiosas, as vacinas não funcionam para infecções em curso, imunossuprimidos (HIV,                        
quimioterapia e transplantados) e vírus de rápida mutação gênica (ex: HIV e gripe).   
 
 
● Tríplice Viral: Rubéola e Sarampo, causam manchas vermelhas, conjuntivite e fotofobia.                      
Caxumba leva a inchaço e dores locais.   
● Catapora (varicela): manchas vermelhas e intensa coceira.  
● Poliomielite: febre, diarreia, dor de cabeça e flacidez muscular.   
● Hepatite A e B: náuseas no fígado, dor no estômago, vômitos, febre e morte por problemas                                
cardíacos e renais.   
● Raiva humana: dificuldade de ingerir líquidos e alimentos, espasmos.   
● Varíola: manchas que evoluem para vesículas (erradicada)   
● HPV: verrugas genitais que podem ou não evoluir para câncer   
● Faltam vacinas para Hepatite C, Herpes e HIV.  
● Gripe (parcial/sazonal)  
● Dengue (Dengvaxia Sanofi-Pasteur)   
 
HERP�VÍRUS   
- Herpes simples 1 e 2, Varicela zoster, Epstein Barr vírus, Citomegalovírus, HHV.  
- Vírus envelopado de DNA fita dupla   
- Umas das infecções virais mais comuns, podendo ser grave em neonatos e imunossuprimidos.  
- Pode se manter latente por tempo indeterminado.   
 
 
 
Antivirais para Herpes   
 
Inibidores da DNA polimerase  
- São estruturas parecidas com o nucleosídeo guanosina  
- Fármacos: Aciclovir, Penciclovir, Ganciclovir  
- Mecanismo de ação: A enzima timidina quinase viral não percebe que falta metade do anel da                                
ribose na estrutura do aciclovir e fosforila o falso nucleosídeo, posteriomentea célula                          
hospedeira continua a fosforilação. Este nucleotídeo defeituoso é então incorporado ao DNA                        
pela DNA polimerase viral gerando uma fita incompleta causando uma interrupção da cadeia.                          
A enzima timidina quinase humana percebe que o aciclovir não é um nucleosídeo completo e                              
não inicia a fosforilação, portanto o aciclovir é inativo para as células não infectadas.  
 
Aciclovir e Valaciclovir   
- Resistência: mutações nas enzimas virais timidina quinase ou na DNA polimerase  
- Toxicidade Náusea, diarréia, prurido, dor de cabeça (raro insuficiência renal ou                      
neurotoxicidade)  
- Farmacocinética: Administração VO, IV ou tópica. Biodisponibilidade VO do aciclovir é de                        
apenas 10-30% já do valaciclovir é de 40-70%. Pacientes com insuficiência renal devem sofrer                            
ajuste (redução) de dose  
- Indicação: HSV, varicela e herpes zoster. Não indicado para CMV. Não oferece cura, apenas                            
profilaxia e controle de infecção, principalmente em pacientes imunocomprometidos (HIV+).  
 
Penciclovir, Famciclovir (pró-fármaco)  
- Perfil semelhante ao do aciclovir.  
- Apenas para administração tópica de lesões  
 
Ganciclovir, Valganciclovir (pró-fármaco)  
- Perfil semelhante ao do aciclovir.  
- Pode causar mielossupressão, por isso é usado principalmente para CMV.  
 
Cidofovir  
- Análogo da citidina. Promove interrupção de cadeia de DNA  
- Usado para HSV resistente à aciclovir; contra CMV, poxvírus, papilomavirus, adenovírus e HIV  
- Efeito colateral: nefrotoxicidade (proteinúria, glicosúria, acidose).  
- Uso IV ou tópico.  
 
Foscarnet  
- Inibidor reversível da DNA polimerase viral pois bloqueia o sítio de ligação  
- Usado para CMV resistente à ganciclovir, ou HSV resistente à aciclovir  
- Efeito colateral: nefrotoxicidade (necrose tubular, glomerulopatia, nefrite)  
- Uso IV. Não sofre metabolismo e é excretado intacto via renal.  
 
INFLUENZA  
- Vários surtos de Influenza A: 1918 “gripe espanhola” ; anos 50 “gripe asiática”H2N2; anos 60                              
“gripe de Hong Kong H3N2; 2009 “gripe suína” H1N1  
- Endêmicos hoje: H1N1, H1N2, H3N2.  
- Antivirais: Inibidores do desnudamento e inibidores da liberação.   
 
Inibidores do desnudamento  
- Mecanismo de ação: Inibição do canal iônico viral M2. Este canal permite a passagem de íons                                
H+, acidificando o nucleocapsídeo e liberando as proteínas e o RNA viral no citoplasma.  
- Fármacos: Amantadina e Rimantadina   
- Administração VO, porém pouco usada atualmente  
- Amantadina: T1/2 12-18 h; Rimantadina: T1/2 24-36 h.  
- Toxicidade : Nervosismo, insônia, perda da concentração, náuseas. Doses altas podem causar                      
convulsões, delírios, alucinações  
- Indicação : Profilaxia e tratamento de Influenza A (não tem ação sobre Influenza B). Também                            
têm indicação para Parkinson.  
- Resistência: Todos os vírus da epidemia de 2009 eram resistentes.  
 
Inibidores da neuraminidase  
- Mecanismo de ação: o vírus é liberado da célula hospedeira por brotamento quando quebra a                              
ligação entre a neuraminidase viral e o ácido siálico da célula hospedeira. O oseltamivir e o                                
zanamivir inibem neuraminidase viral e impedem essa quebra.  
- Fármacos: Oseltamivir e Zanamivir.  
 
Oseltamivir  
- Pró-fármaco  
- Farmacocinética: Absorvido VO (biodisponibilidade 80%). T1/2 6-10 h. Eliminação renal do                      
metabolito ativo do oseltamivir  
- Toxicidade: Náusea, desconforto abdominal (leves)  
- Resistência: Mutação da neuramidase viral  
 
Zanamivir  
- Farmacocinética: Uso via nasal do pó; T1/2 2- 5 h  
- Toxicidade: Causa irritação das vias aéreas superiores. Não deve ser usado em asmáticos.  
 
HEPATITE C  
- Vírus envelopado de RNA  
- Possui 6 genótipos, sendo os do tipo 1, 2, 3 mais prevalentes no Brasil (64 %, 4 % e 30 %)  
- Estima-se que no Brasil 2 milhões de pessoas sejam portadores crônicos de Hepatite C  
- O tratamento era reservado a pacientes com doença avançada ou manifestações                      
extra-hepáticas, porém com os novos antivirais com taxas de cura acima de 90% e pouco                              
efeitos adversos foi ampliado para qualquer estágio da doença  
- Tratamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde  
 Sofosbuvir – analógo nucleosídeo  
 Daclatasvir, Ombitasvir – Inibidores da proteína 5A (NS5A)  
 Simeprevir, Paritaprevir, Ritonavir – inibidores de protease  
 Dasabuvir – Inibidor (não nucleotídeo) da RNA polimerase  
 IFN-alfa + Ribavirina – citocina e inibidor da RNA polimerase  
- Todos muito caros, entretanto mais baratos que um transplante de fígado.  
- Usados em combinação para evitar o aparecimento de resistência.  
 Terminados em “previr” = inibidor de protease; “buvir”= análogos ou não de nucleotídeos; “”asvir” =                                
inibidor da proteína 5A  
 
Sofosbuvir  
- Análogo do nucleotídeo uracila (inibe a polimerase viral por causar término da cadeia)  
- Usado em combinação com ribavirina, interferon peguilado, simeprevir,ledipasvir, daclatasvir,                  
ou velpatasvir.  
- Cura até 97% dos casos  
- Usado via oral, tem t1/2 de 27 h. Tratamento dura 12 semanas  
- Efeitos colaterais: fadiga, cefaléia, náusea, insônia  
- Tratamento pode chegar a custar US$84.000,00 nos EUA  
 
Dasabuvir  
- Inibidor não nucleotídeo da RNA polimerase  
- Usado em combinação com parataprevir, ombitasvir e ritonavir  
- Usado v.o. por 12 semanas junto às refeições para melhorar a absorção  
- Efeitos colaterais: fadiga, náusea  
 
Daclatasvir, Ombitasvir  
- Inibidor da proteína viral NS5A que promove a transcrição viral  
- Usado em combinação do sofosbuvir, ribavirina e interferon  
- O aparecimento de resistência é muito rápido quando usado como monoterapia Uso via oral,                            
por 12 semanas  
- Efeitos colaterais: fadiga, cefaléia, náusea  
- É metabolizado pela CYP3A4 e não deve ser usado com indutores desta enzima ou ajustes de                                
dose devem ser feitos.  
Simeprevir, Paritaprevir  
- Inibidores da protease viral NS3/4A, impedindo a maturação viral  
- Usado em combinação do sofosbuvir ou ribavirina e interferon peguilado  
- Cura até 90%  
- Usado também para HIV/AIDS  
- Usado v.o. por 12 semanas. A dose é dependente da condição hepática e renal do paciente (tem                                  
cirrose ou não).  
- É um substrato da CYP3A4, e a associação com inibidores ou indutores dessa enzima é                              
contra-indicada: fenobarbital,fenitoína, claritromicina, etc.  
- Efeitos colaterais: fadiga, cefaléia, prurido, rash cutâneo, fotossensibilidad  
 
Ribavirina  
- Inibidor (nucleosídeo) da RNA polimerase e da transcrição – análogo da guanosina  
- Em monoterapia tem efeito mínimo, porém combinado com IFN peguilado com outros tem                          
ótima resposta (40 a 90 %)  
- Administração v.o. 2x/dia  
- Efeito adverso: anemia hemolítica dose-dependente  
- Também usada para Influenza, VSR, rinovírus, caxumba, sarampo.  
 
Interferon-alfa  
- É uma citocinas produzida por macrófagos  
- Promove mudanças celulares que ativam um estado “antiviral” contribuindo para a resistência                        
aos vírus  
- Associado a Ribavirina  
- IM ou SC. T1/2 3-8 h, entretanto o efeito é duradouro. Quando associado à PEG                              
(Polietilenoglicol) a t1/2 aumenta para 50 h  
- Efeitos colaterais: (limitantes de tratamento)  
+ Influenza-like: febre, calafrios, cefaléia, mialgia, náusea, vômitos  
+ Depressão, pensamentos suicidas, confusão, sonolência  
+ Mielossupressão (trombocitopenia, granulocitopenia)  
+ Hipotensão, taquicardia  
+ Aumento de enzimas hepáticas, aumento de triglicérides, proteinúria  
+ Alopécia  
+ Hipertensão pulmonar  
- Efeitos “antivirais” do Interferon-alfa  
1. Inibição da síntese de proteínas virais  
2. Indução de RNAse que degradam o RNA viral  
3. Inibição da maturação e liberação viral  
- Outros efeitos do Interferon-alfa  
+ Imunomodulação  
Aumento da expressão de MHC I e II  
Estimulação de linfócitos  
+ Anti-proliferativo  
Mielossupressão  
 
 
 
 
HIV   
É um retrovírus que infecta células com receptores CD4 + CCR5/CXCR4  
 
Programa IST-AIDS  
- O MS fornece tratamento gratuito com qualquer medicação anti-HIV disponível no mercado                        
para portadores do vírus  
- Como o vírus promove integração do seu DNA ao da célula hospedeira e pode permanecer                              
inativo por anos (> 20 a) o tratamento é para a vida toda  
- O tratamento usa obrigatoriamente terapias combinadas de no mínimo três fármacos                      
diferentes: No Brasil, o início do tratamento de um adulto: lamivudina + tenofovir + dolutegravir  
- Evidências mostram que o uso de 4 ou mais fármacos não aumentam a eficácia do tratamento,                                
mas evitam (retardam) o aparecimento de resistência. A principal causa de resistência é a não                              
adesão do paciente ao tratamento.  
 
Terapia HIV  
- Devido a disponibilidade de um grande número de tratamentos eficientes, a ênfase hoje é                            
encontrar terapias toleráveis, convenientes e seguras no longo prazo.  
- Tentativas de promover o aumento dos linfócitos T do hospedeiro não surtiram efeito clínico  
- O início e escolha da terapia é determinado pela contagem de LT na circulação. CD4 ≤ 350                                  
células/mm3  
- A falha do tratamento = aumento da carga viral (previamente indetectável) mesmo em uso de                              
alguma terapia antiviral.  
+ Neste caso é indicada a troca de todos os fármacos do tratamento.  
+ Não deve ser feita a simples adição de outro fármaco ao tratamento  
 
Efeito colateral: importante do uso crônico da terapia combinada de antirretrovirais (TARV) é a                            
síndrome metabólica (10-40% dos pacientes)  
• Resistência à insulina  
• Hiperlipidemia  
• Lipodistrofia  
• A troca da medicação não altera esses efeitos  
 
 
 
Os objetivos da terapia são inibir a replicação do vírus e a transmissão da doença  
1. Receptor chamariz – CD4 solúvel  
2. Inibidores da adsorção - Maraviroque  
3. Inibidores da fusão (gp41) – Enfuvirtida  
4. Inibidores da transcriptase reversa nucleosídeos e não-nucleosídeos – Zidovudina;                  
Nevirapina  
5. Inibidores da integrase – Raltegravir  
6. Inibidores da protease – Lopinavir  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Receptores chamariz: Receptores solúveis que se ligam ao vírus impedindo a adsorção  
- CD4 solúvel que se liga ao gp120 do HIV, prevenindo a ligação deste ao receptor CD4 do                                  
linfócito auxiliar  
 
Inibidores da adsorção  
- Maraviroque: bloqueia o correceptor CCR5 importante para a ligação do gp120 do HIV ao                            
LTCD4  
- Administração v.o., 2x/dia  
- Não funciona se forem cepas que utilizam o CXCR4 como correceptor  
 
Inibidores da penetração ou fusão  
- Após ligação gp120+CD4+CCR5 vírus expõe a gp41 que medeia a fusão  
- Enfuvirtida: se liga às glicoproteinas gp41 do HIV e inibe a fusão virús-célula  
+ Administração subcutânea cada 12 h – reações dolorosas no local e até nódulos                          
subcutâneos  
+ Mutações na gp41 reduzem suscetibilidade do fármaco em até 100x  
 
Inibidores da transcriptase reversa (TR)  
 
● Inibidores nucleosídicos/nucleotídicos (INTR)  
- Zidovudina (AZT), Lamivudina (3TC), Abacavir (ABC), Tenofovir (TDF)  
- Análogos da purina – competem com os nucleotídeos endógenos pela síntese do DNA                          
pró-viral feita pela transcriptase reversa = término da cadeia  
- Precisam ser fosforilados, o que fixa o fármaco dentro da célula = [ ] intracelular > [ ]                                    
plasmática  
- Não inibe a DNA polimerase do hospedeiro, mas pode acontecer com a mitocondrial =                            
efeitos colaterais:  
+ Anemia, granulocitopenia, miopatia, neuropatia periférica, pancreatite, acidose              
láctica, lipodistrofia  
 
● Inibidores não nucleosídicos (INTR)  
- Efavirenz (EFZ), Nevirapina (NVP), Etravirina (ETZ) – v.o.  
- Se ligam de forma alostérica a TR, inativando-a  
- São muito eficientes na inibição da replicação viral (>100x)  
- Não agem nas polimerase do hospedeiro, por isso apresentam mínimos efeitos                      
colaterais.  
- São substratos da CYP3A4, e podem promover a indução ou inibição desta enzima,                          
portanto interações medicamentosas devem ser consideradas  
- Nunca devem ser usados como terapia única, pois o aparecimento de resistência já                          
acontece após uma única dose.  
- Podem causar exantemas, sonhos vívidos, alucinações  
 
Inibidores de integrase (INI)  
- Raltegravir (RAL), Elvitegravir (EVG), Dolutegravir (DTG)  
- Formam um complexo com a enzima e impedem a fusão entre o DNA viral e o DNA do                                    
hospedeiro  
- Interrompe o ciclo de vida do vírus = seu DNA não pode ser integrado ao DNA da célula                                    
hospedeira.  
- Não existe integrase na célula hospedeira  
- Portanto os efeitos colaterais são mínimo (Cefaléia, náuseas e fadiga).  
- São absorvidos via oral. Não são indutores ou inibidoresde CYPs, portanto interações                          
medicamentosas não são importantes.  
- Podem promover o aparecimento de resistência  
 
Inibidores de protease (IP)  
- Atazanavir, Darunavir, Fosamprenavir, Lopinavir, Ritonavir, Saquinavir, Tipranavir  
- São inibidores competitivos da protease viral que cliva os peptídeos precursores das                        
proteínas virais essenciais para maturação  
- São potentes inibidores da replicação viral (100-1000x)  
- As aspartil proteases do hospedeiro não são significativamente inibidas por estes inibidores.  
- Portanto os efeitos colaterais são mínimos: náusea, vômito e diarréia  
- Uso prolongado associado com síndrome metabólica = resistência à insulina e lipodistrofia  
- É comum a associação de uma dose subclínica de ritonavir com outros inibidores de protease                                
para aumentar a biodisponibilidade oral e a meia vida dos demais fármacos  
- São todos substratos e inibidores da CYP3A4 - interações medicamentosas podem gerar                        
toxicidades importantes  
- Aparecimento de resistência é rápido, porém não tão rápido quanto os INTR  
 
 
 
 
 
ANTIVIRAIS   
 
1. Anticorpos neutralizante: Se ligam a proteínas do capsídeo ou envelope impedindo a adsorção  
e neutralizando os vírus  
- IgEV (endovenosa) para Hepatites B e A, citomegalovírus, varicela- zoster, raiva e  
sincicial respiratório  
- IgHN (humana normal – sarampo, rubéola e hepatite   
- IgIM (intramuscular) – vírus sincicial respiratório  
 
2. Receptores chamariz: Receptores solúveis que se ligam ao vírus impedindo a adsorção  
- CD4 solúvel que se liga ao gp120 do HIV, prevenindo a ligação deste ao receptor CD4 do  
linfócito auxiliar  
 
3. Inibidores da adsorção  
- Maraviroque: bloqueia o co-receptor CCR5 importante para a ligação do gp120 do HI  
- Ibalizumabe: anticorpo monoclonal que se liga ao CD4 e impede a ligação do HIV  
 
4. Inibidores da penetração ou fusão  
- Enfuvirtida: se liga às glicoproteinas gp41 do HIV e inibe a fusão virús- célula  
 
5. Inibidores do desnudamento  
- Amantadina e Rimantadina bloqueiam o canal de íons M2 por onde passam H+                          
necessários para o desnudamento do vírus. Usado para tratar Influenza  
 
6. Inibidores da DNA polimerase: são análogos à guanosina. Eles são fosforilados pela timidina                          
cinase viral e pela célula hospedeira e depois incorporados aos ácidos nucléicos virais que                            
são reconhecidos como “estranhos” pela polimerase viral, que interrompe sua ação  
- Aciclovir, ganciclovir, penciclovir – Herpes vírus  
 
7. A. Inibidores da transcriptase reversa: análogos ou não de nucleotídeos e nucleosídeos que                            
quando fosforilados competem com os nucleotídeos naturais e interrompem a conversão do                        
RNA viral em DNA pró-viral.  
- Zidovudina (AZT), abacavir, tenofovir, lamivudina  
 
7. B. . Inibidores da integrase: liga-se a enzima integrase e evita que o DNA proviral integre no                                    
genoma do hospedeiro  
- Raltegravir  
 
8. e 9. Inibidores da RNA polimerase e da transcrição.  
- Ribavirina – Hepatite C, VSR, Influenza, rinovírus, caxumba, sarampo  
 
10. Inibidores da tradução.  
- IFN-a induz estado antiviral em células infectadas e vizinhas. Usado para HBV, HCV, HPV e                              
HHV-8  
 
11. Inibidores das proteases (maturação). Impedem que as poliproteínas recem traduzidas do                        
HIV sejam clivadas pelas proteaes em proteínas estruturais funcionais, impedindo os vírions de                          
se tornarem maduros e infecciosos  
- Ritonavir, atazanavir, saquinavir  
 
12. Inibidores da liberação: Inibem a neuraminidase do Influenza A e B, importante para a                              
liberação dos vírions recém-formados  
- Oseltamivir, zanamivir

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