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DESCRIÇÃO O entendimento do planejamento do layout de uma cozinha industrial e a importância da função do nutricionista nesse processo. PROPÓSITO Compreender a construção e a montagem de uma cozinha industrial, tendo como norte um planejamento físico-funcional adequado, é imprescindível para o sucesso de qualquer Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN), uma vez que o planejamento permite atender às exigências da clientela, assim como proporcionar uma dinâmica de trabalho mais eficaz e eficiente para os colaboradores. PREPARAÇÃO Antes de iniciar o conteúdo desta temática, tenha à mão prancheta, papel, lápis ou lapiseira, borracha, régua (T e paralelas), esquadros, compasso, transferidor, escalímetro, normógrafos e gabaritos para que seja possível fazer o desenho arquitetônico. OBJETIVOS MÓDULO 1 Reconhecer tecnicamente a estrutura física de uma Unidade de Alimentação e Nutrição MÓDULO 2 Identificar as áreas, instalações e ambiência MÓDULO 3 Compreender as características das instalações e ambiência em Unidades de Alimentação e Nutrição MÓDULO 4 Identificar os mobiliários, utensílios e equipamentos INTRODUÇÃO Neste tema, vamos identificar as principais legislações vigentes para a elaboração de um layout adequado para uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN), assim como dimensionar as áreas e identificar os equipamentos e utensílios mais comuns em uma UAN. É relevante ressaltarmos que, ao abordarmos a relevância do nutricionista no desenvolvimento do layout de uma UAN, é esperado que, para desenvolver essa atividade, o profissional de Nutrição trabalhe com uma equipe multidisciplinar composta por engenheiro civil, arquiteto, engenheiro eletricista, chefe de cozinha, dentre outros. A equipe multidisciplinar deverá participar de todas as etapas do planejamento do layout da UAN, ou seja, elaboração, supervisão e realização do projeto arquitetônico. Trata-se de uma atividade complexa e ampla, pois engloba, além do projeto arquitetônico, o dimensionamento de diversos setores; planejamento da ambiência, das instalações hidráulicas e de energia; dimensionamento, seleção e aquisição de equipamentos, móveis e utensílios; atrelado a outras características particulares da UAN (SANT'ANA, 2012). Nesta unidade, iremos entender como podemos auxiliar na elaboração de uma cozinha industrial, assim como identificar o papel do nutricionista nessa área de atuação. Fonte: cherezoff / Shutterstock.com MÓDULO 1 Reconhecer tecnicamente a estrutura física de uma Unidade de Alimentação e Nutrição CONCEITOS De acordo com Sant'Ana (2012), um adequado planejamento físico é essencial para a construção e montagem das UAN de forma a garantir a qualidade na produção das refeições e no atendimento ao cliente. Ao considerar as legislações brasileiras vigentes, observa-se uma atenção especial com o controle higiênico-sanitário e, apesar de existirem alguns documentos legais e procedimentos éticos acerca do serviço de implantação e funcionamento de uma cozinha industrial, muitos aspectos referentes à elaboração de um layout ainda não são previstos pela legislação, porém precisam ser analisados na etapa de elaboração do layout . LEGISLAÇÃO, PORTARIAS E DOCUMENTOS VIGENTES PARA MONTAGEM DE COZINHA INDUSTRIAL Para facilitar o aprofundamento do seu conhecimento sobre a área de alimentação coletiva, mencionaremos as principais legislações nesse setor, visando planejamento e a construção de uma cozinha industrial. Entretanto, é imprescindível você sempre se atualizar, pois alterações podem acontecer ao longo dos anos. PORTARIA SVS/MS 1.428, DE 26/11/93 "Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos", as "Diretrizes para o Estabelecimento de Boas Práticas de Produção e de Prestação de Serviços na Área de Alimentos" e o "Regulamento Técnico para o Estabelecimento de Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ´s) para Serviços e Produtos na Área de Alimentos". Determina que os estabelecimentos relacionados à área de alimentos adotem, sob responsabilidade técnica, as suas próprias Boas Práticas de Produção e/ou Prestação de Serviços, seus Programas de Qualidade, e atendam aos PIQ's para Produtos e Serviços na Área de Alimentos. PORTARIA SVS/MS 326, DE 30/07/97 "Regulamento técnico sobre as condições higiênico-sanitárias e de boas práticas de fabricação para estabelecimentos produtores/ industrializadores de alimentos". RESOLUÇÃO - RDC 50, DE 21/02/2002 "Dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde". RESOLUÇÃO RDC 307, DE 14/09/2002 "Altera a Resolução - RDC nº 50 de 21 de fevereiro de 2002 que dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde". RESOLUÇÃO RDC 275, DE 21/10/2002 "Dispõe sobre o regulamento técnico de procedimentos operacionais padronizados aplicados aos estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos e a lista de verificação das boas práticas de fabricação em estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos". RESOLUÇÃO RDC 216, DE 15/09/2004 "Dispõe sobre regulamento técnico de boas práticas para serviços de alimentação". PORTARIA CVS 5, DE 09/04/2013 "Aprova o regulamento técnico sobre boas práticas para estabelecimentos comerciais de alimentos e para serviços de alimentação, e o roteiro de inspeção, anexo". PORTARIA Nº 3523, DE 28/08/1998 Aprova o "regulamento técnico contendo medidas básicas referentes aos procedimentos de verificação visual do estado de limpeza, remoção de sujidades por métodos físicos e manutenção do estado de integridade e eficiência de todos os componentes dos sistemas de climatização, para garantir a qualidade do ar de Interiores e prevenção de riscos à saúde dos ocupantes de ambientes climatizados". Além dos documentos mencionados, as Normas Regulamentadoras (NRs) e Normas Técnicas (NBR) específicas devem ser levadas em consideração. Para essas orientações, os engenheiros e arquitetos auxiliarão o nutricionista, pois é interessante ao profissional conhecer, mesmo que superficialmente, essas diretrizes e normas. Outro item importante, quando abordamos a temática de layout em uma UAN, são as modificações sugeridas em 2020, por meio de cartilhas e protocolos, como consequência da pandemia provocada pela COVID-19. Ao longo do nosso material, iremos mencionar algumas das cartilhas e protocolos quando for pertinente. Apesar do objetivo no nosso estudo ser o layout do estabelecimento, o nutricionista precisará ficar atento às áreas externas, uma vez que é possível encontrar na Portaria CVS 5, de 09/04/2013, no artigo 77, a orientação de que as áreas externas devem estar livres de focos de insalubridades, com acesso independente e não comum a outros usos. FLUXO DE PRODUÇÃO E LAYOUT DA UAN Para que possamos planejar uma Unidade de Alimentação e Nutrição, devemos ter a ideia de que é imprescindível um fluxo de produção ordenado e sem cruzamentos durante todas as etapas do processamento do alimento (Resolução RDC 216, de 15/09/2004). Também é preciso proporcionar uma maior racionalização do trabalho, tornando o processo produtivo mais eficácia e eficiência. Ao indicar aos demais profissionais da equipe como deverá ser o fluxo de produção, fluxo de funcionários e fluxo de clientes para que a UAN seja construída da melhor maneira possível, é recomendável que o nutricionista faça o esboço de uma planta baixa para que as informações sejam de fácil assimilação para todos da equipe. Vamos ver esse conceito de fluxo de produção na prática? A imagem a seguir foi obtida a partir da prova do ENADE 2016 para o curso de Nutrição. Olhando a imagem, você acredita que o fluxo de matérias- primas é ordenado e sem cruzamentos no processo de produção? Layout ENADE - Nutrição, 2016. Fonte: INEP, 2016 Layout ENADE - Nutrição, 2016. Fonte: INEP, 2016 Se você identificou que a mercadoria, paraser armazenada, precisa passar por todo o setor de produção e, por isso, o fluxo de matérias-primas propicia cruzamentos indesejáveis, bom trabalho! Mas, caso não tenha percebido, é preciso indicar na figura onde estão os setores e o caminho que a matéria-prima realiza para ser armazenada. Layout ENADE - Nutrição, 2016. Fonte: INEP, 2016 Layout ENADE - Nutrição, 2016. Fonte: INEP, 2016 De acordo com Sant`Ana (2012), antes de iniciarmos efetivamente o projeto de uma Unidade e Alimentação e Nutrição, precisamos entender o porte do estabelecimento, tipo de estabelecimento, tipo de cliente, tipos de refeições, número de refeições diárias e capacidade de abastecimento, padrão e estilo geral dos cardápios, períodos previstos para distribuição das refeições, política de compras e frequência de abastecimento das matérias-primas, fontes de energia disponíveis, disponibilidade financeira e infraestrutura existente e o porte do estabelecimento. Quanto ao porte do estabelecimento, ele pode ser classificado em quatro categorias diferentes. São elas: PEQUENO PORTE Até 500 refeições por dia. MÉDIO PORTE 501 a 2000 refeições por dia. GRANDE PORTE 2001 a 10000 refeições por dia. EXTRAPORTE Acima de 10000 refeições por dia. O tipo de estabelecimento, ainda de acordo com Sant`Ana (2012), apresenta seis segmentos. São eles: ALIMENTAÇÃO COMERCIAL ALIMENTAÇÃO EM EMPRESAS: INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇO ALIMENTAÇÃO EM INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO OU ALIMENTAÇÃO ESCOLAR ALIMENTAÇÃO EM SERVIÇOS DE SAÚDE OU REFEIÇÕES DIETOTERÁPICAS ALIMENTAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS CATERING DE BORDO MÃO NA MASSA Agora é com você! Como vimos neste módulo, o nutricionista poderá desenhar um esboço inicial para exemplificar suas ideias sobre o formato que acredita ser o melhor para a UAN que está planejando. Para que você possa vivenciar esse aprendizado, recomendamos que elabore o layout do seu local de estágio e, em um primeiro momento, somente desenhe os espaços físicos, sem indicar os equipamentos. Indique todas as entradas e saídas do estabelecimento e os setores. Falaremos um pouco mais sobre os setores no próximo módulo. FLUXO DE PRODUÇÃO VERIFICANDO O APRENDIZADO MÓDULO 2 Identificar as áreas, instalações e ambiência CONCEITOS Ao pensarmos no formato geométrico da UAN, a configuração que tem sido mais indicada é a retangular; entretanto, existem outras apresentações, tais como em H, L, hexagonal, redonda, circular e quadrada. Outro item considerado é a sua localização que, referencialmente, deverá ser no andar térreo para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias. Nos aspectos que envolvem o ambiente físico, o profissional deverá prestar atenção no aproveitamento máximo do espaço, objetivando a flexibilidade da montagem e posicionamento dos equipamentos. Também é preciso vislumbrar uma futura expansão do serviço de alimentação. Exemplo de uma UAN. DIMENSIONAMENTO DAS ÁREAS EM UAN As áreas que irão compor uma Unidade de Alimentação e Nutrição dependerão de alguns fatores e, por isso, neste módulo, selecionamos os setores mais comuns em uma UAN. ATENÇÃO Em sua prática profissional, é imprescindível que você verifique a necessidade de ter outros setores, além do que iremos estudar. Para Mezomo (2015) e Sant'Ana (2012), ao planejarmos um Serviço de Alimentação, devemos estudar os seguintes setores: RECEBIMENTO DOS GÊNEROS ESTOCAGEM DOS GÊNEROS PRÉ-PREPARO PREPARO COCÇÃO DISTRIBUIÇÃO REFEIÇÃO HIGIENIZAÇÃO DEPÓSITO DE LIXO VESTIÁRIOS PARA COLABORADORES SANITÁRIOS PARA COLABORADORES SANITÁRIOS PARA CLIENTES Veja como ocorre o planejamento de cada um deles a seguir. RECEBIMENTO DOS GÊNEROS Local externo ao serviço de nutrição, porém ainda pertencente à área física da UAN. É esperado que esse setor seja dotado de uma plataforma anatômica coberta para o descarregamento dos insumos, além de uma balança para a pesagem dos itens recebidos e um espaço para o responsável pelo setor desempenhar suas funções. A seguir, veja como calcular as áreas de recebimento de gêneros: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Onde: TR = Total de refeições. Dependendo do tamanho do veículo, a largura mínima deverá ser de 3m. Para uma UAN de pequeno porte, que necessite instalar uma plataforma de recebimento, a área mínima será de 9m². Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Caso esse setor não exista, a inspeção deverá acontecer na plataforma de recepção. Plataforma de recepção de matérias − primas = (0, 0045 a 0, 005 m²) X TR Setor de inspeção = (0, 01 a 0, 015 m²) X TR ESTOCAGEM DOS GÊNEROS É possível separar o setor de estocagem dos gêneros em três áreas. São elas: Despensa Área destinada aos gêneros não perecíveis em temperatura ambiente. Câmaras frigoríficas Área destinada ao armazenamento de alimentos perecíveis que necessitam de condições especiais de temperatura e umidade relativa. Antecâmaras javascript:void(0) javascript:void(0) javascript:void(0) Área destinada ao armazenamento de alimentos perecíveis que necessitam de condições especiais de temperatura e umidade relativa. Área de armazenamento provisório dos gêneros alimentícios que provavelmente serão utilizados em um prazo de 24 horas e que precisam ficar em um ambiente com temperatura controlada. Destaca-se que, dependendo do tamanho da UAN, ao invés de câmaras frigoríficas, poderemos utilizar refrigeradores comerciais e freezers . A seguir, veja como calcular a área de armazenagem seca (alimentos pouco perecíveis), nos casos de abastecimento mensal: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Agora, veja como calcular a quantidade de descartáveis e materiais de limpeza de acordo com o período de abastecimento: ABASTECIMENTO QUINZENAL 60% a 65% da área obtida pelo cálculo empregando a faixa de 0,04 a 0,06 m² X TR. ABASTECIMENTO SEMANAL 35% a 45% da área obtida pelo cálculo empregando a faixa de 0,04 a 0,06 m² X TR. TEORIA NA PRÁTICA Adaptamos uma situação proposta por Sant'Ana (2012). Se você fosse o nutricionista de uma UAN que oferece 2.500 refeições diariamente e recebe alimentos pouco perecíveis mensalmente, qual seria a estimativa da área destinada ao armazenamento desses gêneros? RESOLUÇÃO Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal PRÉ-PREPARO Está área destina-se aos seguintes procedimentos: seleção, higienização, descascamento, cortes e fatiamentos. Caso o estabelecimento seja de grande porte, podemos separar os setores para cada etapa para melhorar a organização do trabalho. A seguir, veja as fórmulas para os setores de pré-preparo: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Armazenagem seca = (0, 04 a 0, 06 m²) X TR Cálculo = 0, 04 a 0, 06 m² X 2. 500 = 100 a 150 m² Carnes = (0, 01 a 0, 015m2) X Ref > n° X CMA V egetais (frutas e hortaliças) = (0, 015 a 0, 02 m²) X CMA ou Ref > n° Grãos (arroz e feijão) = (0, 008 a 0, 010 m²) X CMA ou Ref > n° Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Em que: Ref > nº = refeição com maior demanda CMA = Capacidade Máxima de Atendimento PREPARO Corresponde ao setor de preparo de sobremesas/sucos e ao setor de pequenas refeições/lanches. A primeira área mencionada deve ser separada e ter uma comunicação direta com o salão de refeições; a segunda deve estar perto da área de estocagem seca, câmara de laticínios e vegetais e distribuição. A seguir, veja as fórmulas para os setores de preparo: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal COCÇÃO Espaço destinado à preparação final do alimento, ou seja, local em que ocorre o processamento térmico dos alimentos para obter sua preparação final. Quando planejamos uma UANhospitalar, esse setor será composto pela cozinha geral e pela cozinha dietética. Nos hospitais, também temos o setor de preparo de sondas. Para que possamos realizar o dimensionamento adequado do setor de cocção, precisamos saber os tipos de cocção e os equipamentos que serão utilizados para a preparação das refeições de cada estabelecimento. Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal A área de cocção geral de hospitais, nas unidades hospitalares que oferecem refeições para os colaboradores, visitantes, pacientes e acompanhantes, pode ser dividida em cocção geral e de dietas. Nesse caso, os índices usados para o dimensionamento das áreas são menores. A seguir, veja as fórmulas para os setores de cocção hospitalares: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Setor de preparo de sobremesas e lanches = (0, 008 a 0, 010 m²) X CMA ou Ref > n Setor de preparo de lanches (quando separados) = 0, 035 m² (UAN de pequeno ou mé Setor de cocção geral de coletividades sadias = (0, 06 a 0, 08 m²) X CMA ou (refeiçã Setor de cocção geral de hospitais = (0, 04 a 0, 06 m²) X CMA ou Ref > nº Setor de cocção de dietas (hospitais) = (0, 03 a 0, 04 m²) X CMA ou Ref > nº DISTRIBUIÇÃO Realizamos o posicionamento e a distribuição das refeições aos comensais (pacientes, funcionários, acompanhantes e visitantes). Nesse setor, é comum termos balcões ou tampos de aço inoxidável e carros térmicos que poderão ser utilizados nas distribuições centralizadas e nas descentralizadas. Veja: BALCÃO DISTRIBUIDOR EM LINHA Em torno de 32 a 48m² para cada conjunto completo de balcões. AUTOSSERVIÇO EM LINHA Em torno de 48 a 56m² para cada conjunto completo de balcões. DISTRIBUIÇÃO EM "ILHAS" Em torno de 60 a 80m² para cada ilha completa. ESTEIRA ROLANTE Em torno de 30 a 40m² por esteira (6 a 8m de comprimento e 5m de largura). SALÃO DE REFEIÇÃO Para dimensionarmos esse setor, é comum utilizarmos o índice de rotatividade (IR), pois esse índice está relacionado ao número de vezes que um mesmo assento no salão de refeições é utilizado por clientes diferentes no tempo de distribuição da refeição. Para calcular a área do salão, utilizamos a fórmula geral: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Na tabela a seguir, podemos ver as estimativas médias de área por assento, considerando o espaço para circulação: Categoria da UAN Área por assento Popular 1,5m² Médio 1,8m² Luxo 2,5m² Área do salão = número de assentos necessários X área ocupada por assento (inclui Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal Área ocupada por assento de acordo com a categoria da UAN. Fonte: Sant'Ana (2012) Vamos aplicar o que aprendemos até aqui? Para exemplificar, utilizaremos o exemplo proposto por Sant’Ana (2012). Considerando as informações a seguir, determine a área do salão. Refeições que geram maior número de clientes 4.000 refeições (almoço) Período de distribuição 150 minutos (11h às 13h30) Tempo médio gasto por cliente para consumir a refeição 30 minutos Índice de Rotatividade (IR) 150/30 = 5 Número de assentos 4.000/5 = 800 Área por assento 1,5m² Área do salão 800 x 1,5m² = 1.200m² Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal Para calcular a área ocupada pelas mesas e cadeiras, devemos utilizar a fórmula: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal O número de mesas é obtido pela divisão do número total de assentos necessários pelo número de assentos por mesa. Quanto à área ocupada, utilizamos os valores apresentados na tabela a seguir. Tipo de Mesa Ocupação Dimensão (m) Área com mesa (m²) Área com cadeiras (m²) Área com afastamento (m²) Área com circulação (m²) Retangular 4 lugares 0,80 x 1,10 0,88 1,87 2,31 5,51 6 lugares 0,80 x 1,70 1,36 2,89 3,57 5,85 8 lugares 0,80 x 2,30 1,84 3,91 4,83 8,99 12 lugares 0,80 x 3,50 2,80 5,95 7,35 12,76 Redonda 4 lugares 1.38 Ø 1,50 4,08 5,65 9,48 6 lugares 1,68 Ø 2,23 5,22 7,06 11,39 8 lugares 2,00 Ø 3,14 6,60 8,54 13,19 Área do salão = número de mesas X área ocupada por mesas, cadeiras e espaços par 12 lugares 2,66 Ø 5,55 9,92 12,31 17,78 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal Dimensões e áreas ocupadas por mesas retangulares e redondas de 4 a 12 lugares. Fonte: Lima Filho (1986) Na tabela, o símbolo Ø corresponde ao diâmetro da mesa em metros. Para que o conceito possa ser fixado, retornaremos ao exemplo anterior, em que foram necessários 800 assentos para atender 4.000 pessoas no horário do almoço. Nessa situação, iremos fazer o cálculo considerando usar mesas retangulares com quatro cadeiras e, por isso, o cálculo será: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Para a área do salão, realizamos o seguinte cálculo: número de mesas necessário X área ocupada por cadeiras, mesas e espaços para circulação. Logo, temos: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Acrescentando entre 10% a 15% ao valor encontrado, obtemos que a área do salão será de 1.212 a 1.267m². HIGIENIZAÇÃO Corresponde ao espaço no qual ocorre a lavagem e guarda das louças, panelas e demais utensílios. Ao planejar esse setor, o profissional deverá prever uma área específica para a lavagem dos carros de transporte. A seguir, veja as fórmulas para os setores de higienização: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal DEPÓSITO DE LIXO Número de mesas necessário = = 200 mesas800 assentos 4 assentos (por mesa) 200 X 5. 51 m² = 1. 102 m² Setor de higienização de utensílios = (0, 007 m²) X CMA ou Ref > nº Setor de copa de lavagem = 0, 025 m² (bandeja estampada) a 0, 035 m² (bandeja lisa) Setor de higienização de recipientes de lixo = (0, 003 a 0, 05 m²) X CMA Espaço destinado ao armazenamento do material exclusivo da UAN que será descartado. Dependendo da origem do lixo, ele poderá ser guardado em temperatura ambiente ou em um local refrigerado. Veja a fórmula de cálculo a seguir: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal VESTIÁRIOS PARA COLABORADORES De acordo com a portaria 1.066, de 23/09/2019, se até 750 pessoas forem utilizar o vestiário, o cálculo será realizado da seguinte maneira: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Caso haja mais de 750 trabalhadores, os vestiários devem ser planejados com área de, no mínimo, 0,75m² por colaborador. SANITÁRIOS PARA COLABORADORES Segundo a Portaria 1.066, de 23/09/2019, todo estabelecimento precisa possuir instalação sanitária composta por bacia sanitária sifonada, dotada de assento com tampo, e lavatório. Além disso, deve existir uma proporção mínima de uma instalação sanitária para cada 20 trabalhadores, separadas por sexo. SANITÁRIOS PARA CLIENTES Para realizar o cálculo do número de sanitários para clientes, é preciso saber o número de assentos no salão e estimar o percentual de clientela feminina e masculina. VASOS SANITÁRIOS 1 para cada 70 a 100 assentos. PIAS 1 para cada 35 a 50 assentos. ATENÇÃO Em um hospital que atende até 200 leitos, Mezomo (2015) propõe os seguintes dimensionamentos físicos para o serviço de alimentação: Setor de lixo seco = (0, 005 m²) X TR Área mínima do vestiário por trabalhador = 1, 5 − ( )nº de trabalhadores1000 → 1,80m²/leito para a UAN que possui distribuição descentralizada, cabendo aproximadamente: 20% a recepção e estocagem 50% a preparo e cocção 30% a distribuição e demais dependências → 2,00m²/leito para a UAN que possui distribuição centralizada, cabendo aproximadamente:20% a recepção e estocagem 40% a preparo e cocção 35% a distribuição e demais dependências MÃO NA MASSA Vamos lá! Que tal verificarmos na prática o que aprendemos nesse módulo? Dimensione, com base nos conhecimentos adquiridos neste módulo, todas os setores existentes no seu local de estágio. Você pode se basear no desenho de layout que fez no módulo I. DIMENSIONAMENTO DO QUADRO DE FUNCIONÁRIOS No vídeo a seguir, abordaremos, do ponto de vista prático, o dimensionamento de uma UAN. VERIFICANDO O APRENDIZADO MÓDULO 3 Compreender as características das instalações e ambiência em Unidades de Alimentação e Nutrição CONCEITOS O nutricionista, que auxilia no desenvolvimento de layout para cozinhas industriais, precisa entender de estrutura física e ambiência direcionadas a esse setor de atividade. Sendo assim, neste módulo, iremos abordar esses dois assuntos. Ao estudarmos a estrutura física de um Serviço de Alimentação, de uma maneira mais geral, podemos nos basear na RDC 216, de 15/09/2004, que aborda o regulamento técnico de boas práticas para serviços de alimentação. ATENÇÃO No planejamento de uma UAN, devemos lembrar que as edificações e instalações devem ser compatíveis à quantidade de refeições que será produzida, além de ter como objetivo um fluxo ordenado e sem cruzamento ao longo das etapas de preparação. Dessa forma, as operações de manutenção, limpeza e desinfeção - se for o caso - são facilitadas. Por causa do clima de nosso país e pelas temperaturas elevadas na área de produção de uma UAN, em decorrência do uso de equipamentos que exalam calor, sugere-se um pé direito de, no mínimo, 3,5m (SANT'ANA, 2012). INSTALAÇÕES EM UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO Para facilitar a compreensão, iremos mencionar algumas características esperadas das instalações em uma UAN com base na RDC 216, de 15/09/2004. TETOS, PISOS E PAREDES Devem possuir revestimento liso, impermeável e lavável, mantido íntegro, conservado, livre de rachaduras, trincas, goteiras, vazamentos, infiltrações, bolores e descascamentos, além de não contaminar o alimento. Existem diversos tipos de revestimentos no mercado. Apresentamos os mais comuns na tabela a seguir: Características gerais Korodur com polimento médio Cerâmica meio brilho de alta resistência Cerâmica polida de alta resistência Cerâmica comum Azulejo comum Inox Granito Mármore Facilidade de limpeza Razoavelmente fácil Razoavelmente fácil Muito fácil Razoável Razoável Muito fácil Razoável Fácil Impermeabilidade Boa Muito boa Muito boa Boa Boa Muito boa Boa Boa Antiderrapância Boa Possível Ruim Ruim - - Ruim Ruim Durabilidade Boa Muito boa Muito boa Razoável Razoável Muito boa Boa / Razoável Razoável Resistência à abrasão Muito boa Muito boa Muito boa Ruim Ruim Boa Boa Ruim Resistência a baixas temperaturas Muito boa Muito boa Muito boa Ruim Razoável Muito boa Boa Boa Resistência a produtos de limpeza Muito boa Muito boa Muito boa Razoável Razoável Muito boa Razoável Ruim Resistência à pressão Muito boa Muito boa Muito boa Ruim Ruim Boa / Muito boa Boa Ruim Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal Características gerais de materiais de revestimento disponíveis no mercado. Fonte: Sant'Ana (2012) PORTAS E JANELAS Devem ser mantidas ajustadas aos batentes. As portas da área de preparação e armazenamento de alimentos devem ter fechamento automático. ATENÇÃO As aberturas externas das áreas de armazenamento e preparação de alimentos devem possuir telas milimetradas, que devem ser removíveis para a limpeza periódica. A seguir, são indicadas as dimensões para portas de alguns setores de uma UAN (SANT'ANA, 2012): Setor Largura (m) Altura (m) Setor de pesagem e inspeção 2 a 3 2,5 a 3 Higienização e armazenamento de recipientes e estrados 1,2 a 1,5 2,1 Pré-higienização de vegetais 1,2 a 1,5 2,1 Lixo seco 1,2 a 1,5 2,1 Copa de lavagem 1,1 a 1,2 2,1 Cocção geral - - Salão de refeições (entradas e saídas) 1,5 a 2 2,1 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal Dimensões indicadas para portas de diferentes setores da UAN. Fonte: Adaptado de Sant'Ana (2012) INSTALAÇÕES SANITÁRIAS E VESTIÁRIOS Devem possuir lavatórios e estar supridas de papel higiênico, sabonete líquido inodoro antisséptico ou sabonete líquido inodoro e produto antisséptico e toalhas de papel não reciclado ou outro sistema higiênico e seguro para secagem das mãos. As lixeiras devem possuir tampa e serem acionados sem contato manual. ATENÇÃO Não devem se comunicar diretamente com a área de preparação e armazenamento de alimentos ou refeitórios. CAIXAS DE GORDURA E ESGOTO Devem possuir dimensões compatíveis ao volume de resíduos. Elas devem estar localizadas longe das áreas de armazenamento e produção. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Devem estar embutidas ou protegidas em tubulações externas e íntegras de maneira a possibilitar que os ambientes possam ser higienizados. ÁREA DE MANIPULAÇÃO Devem existir lavatórios exclusivos para a higiene das mãos na área de manipulação, que devem possuir sabonete líquido inodoro antisséptico ou sabonete líquido inodoro e produto antisséptico, toalhas de papel não reciclado ou outro sistema higiênico e seguro de secagem das mãos e lixeira acionada sem contato manual. AMBIÊNCIA EM UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO O profissional que atua na área do planejamento em UAN compreende que a ambiência no ambiente de trabalho engloba diversos alimentos que estão atrelados às atividades administrativas e operacionais que, não raro, determinam a quantidade e qualidade do produto ou serviço oferecido (SANT'ANA, 2012). Podemos dividir os fatores que influenciam a ambiência em duas categorias. São elas: Principal Está relacionada a iluminação, cores, ventilação, temperatura, umidade relativa, acústica, ruídos e odores correlacionados à estrutura física e instalações do Serviço de Alimentação (SANT'ANA, 2012). Secundária Está relacionada às relações humanas, remuneração, estabilidade e apoio social (SANT'ANA,2012). No nosso material, iremos abordar somente a primeira categoria. Vamos a elas? Lâmpada protegida. ILUMINAÇÃO De acordo com a Resolução RDC 216, de 15/09/2004, a iluminação deve favorecer a visualização de maneira que as tarefas sejam desenvolvidas sem comprometer as características do alimento que está sendo preparado. Todas as luminárias, na área de produção, precisam estar protegidas contra explosão e quedas. A iluminação poderá ser natural, sendo a mais recomendada, ou artificial. CORES As cores são importantes, pois podem promover, nos seres humanos, diferentes sensações, desde ânimo e excitação até relaxamento. Em Unidades de Alimentação e Nutrição, os índices de reflexão da luz sugeridos para materiais de revestimento são (SANT'ANA,2012): TETOS 85% a 100% PAREDES 50% a 60% PISOS 30% a 45% Na tabela a seguir, podemos ver os níveis de iluminação sugeridos para os setores de um Serviço de Alimentação. Setores Lux/m² Inspeção de matérias-primas 540 Setores de estocagem 200 Setores de pré-preparo e preparo 400 Setor de cocção 400 Setores de higienização 400 Setores de distribuição 400 Setor de refeições 200 Setores administrativos 400 Sanitários e vestiários 100 Circulação 100 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal Iluminação sugerida em um Serviço de Alimentação. Fonte: Adaptado de Silva Filho (1996) VENTILAÇÃO Na Resolução RDC 216, de 15/09/2004, é recomendado que a ventilação garanta a renovação do ar e a manutenção do ambiente livre de fungos, gases, fumaça, pós, partículas em suspensão, condensação de vapores e outros fatores que possam comprometer a qualidade do alimento. Sistema de ventilação. TEMPERATURA Conforme a Instrução Normativa DIVISA/SVS no 4, de 15/12/2014, é sugerido que as áreas de manipulação ofereçam conforto térmico aos colaboradores e, por isso, é esperado uma temperatura entre 23ºC e 26ºC. ATENÇÃO Ventiladores e climatizadores não devem ser utilizados sobre os alimentos ou nas áreas de manipulação e armazenamento. Sistema de exaustão. SISTEMA DE EXAUSTÃO Um sistema de exaustão poderá ser utilizado para a circulação do ar, destacando que o fluxo de ar deverá ser direcionado da área limpa para a suja. Os exaustores devem possuir telas milimétricas removíveis - conforme legislação específica - e comprovante de manutenção e higienização periódicos (Normativa DIVISA/SVS no 4, de 15/12/2014). RUÍDOS E ACÚSTICA Em uma Unidade de Alimentação e Nutrição, há muita produção de ruído e, por isso, no planejamento de uma UAN, o nutricionista também precisará ficar atento a esse item. Embora recomende-se que o nível de ruídos, nesse tipo de serviço, não ultrapasse 70dB, não raro encontramos cozinhas industriais com o nível superior ao sugerido, podendo afetar fisicamente e/ ou mentalmente os colaboradores em caso de exposição frequente e por muitas horas (SANT'ANA, 2012). Na tabela a seguir, apresentamos os limites de ruídos e a máxima exposição diária: Nível de ruídos Máxima exposição diária aceitável 85 8 horas 87 6 horas 90 4 horas 92 3 horas 95 2 horas 100 1 hora 105 30 minutos 110 15 minutos 115 7 minutos Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal Limites de ruídos e a máxima exposição. Fonte Equipe Atlas (2011) MÃO NA MASSA Chegamos ao final de mais um módulo! Se você chegou até aqui, está indo muito bem. Verifique no seu local de estágio se as instalações e a ambiência estão de acordo com as informações fornecidas neste módulo e, assim, complete mais uma parte do layout do seu local de estágio! INSTALAÇÕES A seguir, apresentaremos um vídeo sobre as instalações de uma UAN. VERIFICANDO O APRENDIZADO MÓDULO 4 Identificar os mobiliários, utensílios e equipamentos MOBILIÁRIOS, UTENSÍLIOS E EQUIPAMENTOS POR SETOR Neste módulo, iremos mencionar os principais mobiliários, utensílios e equipamentos utilizados em uma Unidade de Alimentação e Nutrição. Ressaltamos que, em sua prática profissional, você poderá identificar a necessidade de itens diferentes aos que iremos citar aqui em sua cozinha industrial. Por entendermos que a tecnologia avança constantemente, é esperado que equipamentos mais modernos sejam desenvolvidos frequentemente. O nutricionista, ao planejar a compra de equipamentos, mobiliários e utensílios, precisará ficar atento aos aspectos ergonômicos e garantir o bem-estar físico e mental dos seus colaboradores. Considerando o assunto deste módulo, iremos expor a seguir os itens de alguns setores com base no preconizado por Sant'Ana (2012): Plataforma de recepção Lavadora de recipientes industriais para higienização de caixas, bancada de inox, armário para materiais de limpeza, caixa plástica vazada e não vazada, pontos de água quente e fria, mangueira com jato d'água com pressão e extintor de incêndios. Setor de inspeção Balança plataforma, mesa em inox, carro chassi e porta-detritos, pia para higienização das mãos, bancada com tanque com fundo falso, bebedouro, calculadora, arquivos com gaveta, mesa de escritório com cadeira, prancheta, telefone, computador, impressora e extintor de incêndios. Estocagem seca Estrado, prateleira em inox, escada dobrável em alumínio, sistema de ganchos e traves para rodos e vassouras e extintor de incêndios. Estocagem fria Estrado, prateleira gradeada em inox, gancho para equipamentos de proteção individual, casaco térmico e ponto de água fria. Setor de pré- preparo (carnes) Bancadas (inox e polietileno), mesa sobre rodas, amaciador de bifes em inox (opcional), moedor ou picador de carne, fatiador de carnes, balança digital, armário, pia para higienização de mãos, carro porta-detritos ou lixeiras com tampa, caixa plástica não vazada, facas, afiador de facas, placas em polietileno e luva de malha de aço. Setor de pré- preparo (vegetais) Bancadas (inox e polietileno), tanque de fundo falso, descascador de tubérculos, mesa de apoio, processador de vegetais, centrífuga secadora de folhas (opcional), fatiador e picador de legumes, máquina cutter com bacia, máquina lavadora de vegetais (opcional), prateleira, pia para higienização de mãos, carro para transporte, carro porta-detritos ou lixeiras com tampa, armários, facas, afiador de facas, placas de polietileno, luva de malha de aço, cubas gastronômicas (GN) com tampa e extinto de incêndio. Setor de pré- preparo (cereais e leguminosas) Mesa ou bancada em inox para coleta de detritos, cadeiras anatômicas ou banco ergonômico, carro basculante para higienização de cereais e leguminosas, carro porta-detritos ou lixeiras com tampa e extintor de incêndios. Sobremesas, pequenas refeições e sucos Bancada em inox, tanque com fundo falso, geladeira industrial, prateleira, máquina de fabricar gelo, extrator de suco industrial, fatiador de frios, liquidificador, filtro industrial ou ponto de água filtrada e refrigerada, balcão frigorífico, pia para higienização de mãos, carro para transporte de sobremesas, carro porta-detritos ou lixeiras com tampa, picador manual de legumes, facas, afiador de facas, placas em polietileno, tabuleiros, garrafas isotérmicas, abridor de latas, colheres e pás , luva de malha de aço, panelas e caldeirões com tampa, cubas gastronômicas, descascador de laranja e limão e extintor de incêndios. Cocção geral Fogão industrial (elétrico ou a gás), frigideira do tipo basculante com bico vazador, panelão ou caldeirão, fritadeira, forno convencional, forno de convecção, forno combinado, bifeteira, sistema completo de exaustão, batedor mixer , mesa ou bancada em inox, prateleiras, carro cantoneiro para transporte de (GN) e tabuleiros, prateleira para guarda de GN, bebedouro com água filtrada, pia para higienização de mãos, relógio de parede, carro porta-detritos ou lixeiras com tampa, canecos em alumínio, espátulas em aço inox, garfos tipo espeto, colheres, pás, panelas, caldeirões, conchas, chinois , escumadeira, panelas de pressão, escorredor de massa, canecão de alumínio, caldeirões, espátula, garfo bidente, faca para legumes, colher em polietileno, panelas comuns com tampa, pegadores em inox, termômetro, conchas em aço inox, colher de arroz, luvas térmicas, mangotes térmicos, aventais térmicos e extintor de incêndios. Setor de distribuição Garrafas térmicas, carro porta-detritos ou lixeiras com tampa e extintor de incêndio. → Sistema de distribuição por esteira rolante: esteira transportadora para distribuição das refeições, passador de pratos (pass through é o nome comercial), carros isotérmicos, cubas gastronômicas, porta talheres, porta-guardanapos, utensílios para servir em inox, bandeja estampada, pia para higienização de mãos e carro porta-detritos ou lixeiras com tampa. → Sistema de distribuição tipo cafeteria/autosserviço/ilhas: balcão de distribuição refrigerado/térmico/neutro, máquina para sucos, carro para transporte de recipientes, passador de pratos, carro para transporte de pratos, GN, bandejas, copos e talheres, travessas, pratos em louça, utensílios para servir em inox, pia para higienização de mãos e carro porta-detritos ou lixeiras com tampa. Salão de refeições Sistema de filtração e refrigeração de água ou bebedouros, máquina registradora, mesa para refeições, cadeiras, galheteiro, garrafas isotérmicas, mesa para cafezinho, carro porta-detritos ou lixeiras com tampa e extintor de incêndios. Setor de higienização Bancada em inox, estante, pontos de água quente e fria, armário, lavadora de panelas, recipientes e GN (opcional) e carro porta-detritos ou lixeiras com tampa. Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal CÁLCULO DO DIMENSIONAMENTO DE ALGUNS EQUIPAMENTOS Agora, aprenderemos a dimensionar alguns equipamentos. Vamos lá? DIMENSIONAMENTO DE CALDEIRÕES Modo 1 Informações necessárias: Per capita líquido do alimento Fator de cocção da preparação Número de refeições a oferecerFórmula: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal EXEMPLO Preparação: Arroz cozido Per capita : 80g Fator de cocção: 3 Número de refeições: 1.000 (Per capita X fator de cocção X número de refeições) + 10% (câmara de ar) Cálculo: (Per capita x fator de cocção número de refeições) + 10% (80 x 3 x 1000) + 10% 240.000 + 10% 264.000ml = 264 litros Modo 2 Fórmula: Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal Em que: V = volume π = 3,1416 R = raio h = altura EXEMPLO Um caldeirão possui 1m de diâmetro e 0,63 metros de altura. Qual é a sua capacidade? V = π x R² x h V = 3,14 x (0,5)² x 0,63 V = 3,14 x 0,25 x 0,63 V = 0,49455 m³ = 0,5m³ (x 1000) V = 500 litros Modo 3 Capacidade = Valor nominal Câmara de ar = 10% da capacidade do caldeirão Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal DIMENSIONAMENTO DE FORNOS Vamos dimensionar os fornos? EXEMPLO Considerando que um forno prepara, aproximadamente, 14,5 kg de frango assado em 25 minutos, quantas câmaras serão necessárias para assar 300 kg de frango em 3 horas? Cálculo: 14,5 kg ----------------- 25 minutos V = π X R² X h Quantidade = V alor nominal − Câmara de ar Fator de cocção X ------------------------- 180 minutos X = 104,4 kg 01 câmara em 3 horas ----------- 104,4 kg Y ------------------------------------------- 300 kg Y= 2,87 = > 3 câmaras DIMENSIONAMENTO DE BALCÃO DE DISTRIBUIÇÃO Informações necessárias: Tempo médio em que as refeições são distribuídas. Horário em que as refeições são servidas. Tempo médio para servir: 1 minuto para servir dez refeições. EXEMPLO Considerando que o manipulador leva 1 minuto para servir dez refeições e que o tempo disponível para servir 2400 refeições é 2 horas, quantos balcões de distribuições seriam necessários? 1 minuto ------------------ 10 refeições 120 minutos ------------- X X = 1.200 refeições 1.200 refeições --------- 1 balcão 2.400 refeições --------- Y Y= 2 balcões TEORIA NA PRÁTICA Para colocarmos em prática o aprendizado obtido neste módulo, observe o seu local de estágio e compare os mobiliários, utensílios e equipamentos do seu local de estágio com o que estudamos. Cheque as informações que você coletou nos módulos anteriores para o desenho do layout de seu local de estágio e compare com o checklist a seguir para verificar se você não esqueceu de nenhuma informação. RESOLUÇÃO Para analisar os aspectos referentes ao layout e criar o checklist , utilizaremos como base a RDC 275, de 21 de outubro de 2002, e a RDC 216, de 15 de setembro de 2004. Sendo assim, em seu local de estágio, observe a estrutura e responda as seguintes perguntas: ✓ A edificação e as instalações são projetadas de forma a possibilitar um fluxo ordenado e sem cruzamentos em todas as etapas da preparação de alimentos e a facilitar as operações de manutenção, limpeza e, quando for o caso, desinfecção? ✓ Pisos, paredes e tetos apresentam-se íntegros, conservados, livres de rachaduras, trincas, goteiras, vazamentos, infiltrações, bolores e descascamentos? ✓ As portas e janelas estão mantidas ajustadas aos batentes? ✓ Os equipamentos, os móveis e os utensílios são apropriados? ✓ A iluminação é artificial ou natural? A iluminação é adequada às atividades? ✓ As luminárias apresentam proteção adequada contra quedas e estão em bom estado de conservação? ✓ As instalações elétricas estão embutidas ou revestidas por tubulações isolantes e presas a paredes e tetos? ✓ Ventilação e circulação de ar são capazes de garantir o conforto térmico? ✓ Existe uma pia exclusiva para lavagem das mãos na área da produção? MOBILIÁRIOS, UTENSÍLIOS E EQUIPAMENTOS Assista a um vídeo sobre os mobiliários, utensílios e equipamentos de uma UAN. VERIFICANDO O APRENDIZADO CONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste tema, estudamos os conceitos relativos ao adequado planejamento de um layout de uma Unidade de Alimentação e Nutrição, obtendo os conhecimentos básicos para avaliarmos tecnicamente a estrutura física de uma UAN. Saber dimensionar as áreas, instalações e equipamentos, atrelado à melhor ambiência para a UAN, é imprescindível para que o nutricionista que atua na área de alimentação coletiva possa se diferenciar no mercado de trabalho. Esses temas foram apropriadamente abordados em nosso material. PODCAST AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS ANVISA. Resolução RDC nº50, de 21 de fevereiro de 2002. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. ANVISA. Resolução RDC nº 307, de 1 de setembro de 2002. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. BRASIL. Resolução RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA-SP. Portaria CVS 5, de 09 de abril de 2013. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. EQUIPE ATLAS. Segurança e medicina do trabalho. 68. ed. São Paulo: Atlas SA, 2011. DIVISA-DF. Instrução normativa Divisa/SVS nº 4, de 15/12/2014. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. LIMA FILHO, G.P. Planejamento de refeitórios: definições, características, dimensionamentos, layout. Rio de Janeiro: GNA, 1986. MEZOMO, I. B. Os serviços de alimentação: planejamento e administração. 6. ed. Barueri: Manole, 2015. MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Portaria nº 1.066, de 23 de setembro de 2019. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria SVS/MS 1.428, de 26 de novembro de 1993. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. MINISTÉRIO DA SAÚDE. PORTARIA SVS/MS 326, de 30 de julho de 1997. Consultado em meio eletrônico em: 24 nov. 2020. REGO J.C., TEIXEIRA, S.M.F.G. Aspectos físicos das unidades de alimentação e nutrição. In: Teixeira, SMFG, Oliveira ZMC, Rego JS, Biscontini TMB. Administração aplicada às unidades de alimentação e nutrição. São Paulo: Atheneu, 1990. SANT'ANA, H. M. P. Planejamento físico-funcional de Unidades de Alimentação e Nutrição. Rio de Janeiro: Rubio, 2012. SILVA FILHO, R.A.S. Manual básico para planejamento e projeto de restaurantes e cozinhas industriais. São Paulo: Varela, 1996. EXPLORE+ Aprofunde seus conhecimentos sobre otimização de espaço físico por meio da leitura do artigo Otimização de espaço físico em unidade de alimentação e nutrição (UAN) considerando avanços tecnológicos no segmento de equipamentos de José Campos, Vivian Ikeda e Mônica Spinelli. Conheça mais sobre os equipamentos utilizados em uma Unidade de Alimentação no livro Planejamento físico-funcional de Unidades de Alimentação e Nutrição , no capítulo Montagem dos setores da UAN: Seleção, Especificação e Dimensionamento de Equipamentos, Móveis e Utensílios, de Helena Sant'Ana. CONTEUDISTA Zoraia Moura da Silva CURRÍCULO LATTES javascript:void(0);