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RESUMO IMAGEM II - D1 Anatomia da Coluna Vertebral A coluna Vertebral possui 22 vértebras: 7 cervicais o C1 atlas (anel) o C2 áxis (processo odontóide) Localizado anteriormente o Possui lordose fisiológica o Não apresenta discos intervertebrais Questão de Prova: Qual a localização do processo odontóde? a) No atlas, posteriormente b) No atlas, anteriormente c) No axis, anteriormente d) No axis, posteriormente e) No arco vertebral de C1 OBS: na Radiografia convencional a melhor incidência pra visualizar esse espaço é a transoral (boca aberta): Descrição da imagem: Radiografia convencional em incidência transoral, em que é possível identificar o atlas, o axis (com seu devido processo odontóde preservado) e o espaço atlantoaxial. 12 torácicas o Cifose fisiológica 5 lombares o Lordose fisiológica Possuem disco intervertebral 5 sacrais o Cifose-fundida 5 cocígenas o Fundidas Espaço atlantoaxial Processo odontóide Espaço atlantoaxial QUESTÃO (UEM, PR, 2018)! A coluna vertebral é composta por quatro regiões: cervical, dorsal, lombar e sacrococcignea, cada qual, respectivamente, tem uma curvatura fisiológica que são: a) Cifose, lordose, cifose e lordose b) Lordose, lordose, cifose e lordose c) Cifose, cifose, lordose, lordose d) Lordose, cifose, cifose, lordose e) Lordose, cifose, lordose e cifose Exames de imagem para avaliar a coluna vertebral: Radiografia Simples/convencional: Não está sendo tão usada atualmente As principais incidências da radiografia convencional para avaliar a coluna são: AP – anto-posterior Perfil Obliquas o Visualização do forame neural (espaço formado pelos pedículos das vértebras superior e inferior, onde passam os nervos espinhais do canal medular) – osteófitos e hérnias de disco podem afetar os nervos Transoral o C1 e C2 A radiografia convencional possui baixa resolução para a visualização de estruturas ósseas. Além disso, os tecidos moles são radiotransparentes e não são bem vistos (apenas se houver alguma patologia alterando a densidade, como em uma calcificação). Avaliação da densidade óssea e degeneração dos discos: Diminuição da densidade óssea – ostopenia e metástase Osso com patologia Aumento anormal da densidade óssea (metástases e doenças exóticas) Os ossos normais são hiperdensos ou radiodensos – imagem branca. Observação: artefato – na imagem abaixo é possível identificar uma linha preta que representa acumulo de gordura abdominal que faz com que o abdome dobre e forme um espaço preenchido por ar. Tomografia computadorizada: utilizada para a avaliação óssea e discal. É possível visualizar as vertebras, fazendo-se necessário, assim, um conhecimento da anatomia delas. Exame: Tomografia Computadorizada, corte axial Descrição: imagem representando uma TC normal, em que é possível visualizar o corpo vertebral, o processo espinhoso, a lamina, a faceta articular, o canal medular bem delimitado com a presença da medula e com a raiz nervosa. OBS: relembrando conceitos básicos de TC: Cortes de uma TC: axial, sagital, coronal A lateralidade é avaliada como se o observador estivesse vendo por baixo do paciente, então o lado direito de uma TC representa o lado esquerdo de um paciente. As nomenclaturas de uma imagem tomográfica são: o Hipodensa: imagens cinza escuro ou preto representam estruturas com baixas densidades, como gordura, liquor (agua), ar, cérebro... o Hiperdensa: imagens cinza claro e branco representam estruturas com alta densidade, como ossos, calcificações e contrastes o Mista: as cores das imagens mistas dependem do local analisado, bem como sua densidade. Exemplos de estruturas mistas: tumores necrosados e abscessos. Ressonância Magnética da Coluna: modalidade de imagem mais eficaz Imagens de alta resolução e multiplanares Avalia integridade e alinhamento dos corpos vertebrais e do canal raquidiano Estudo direto da medula Diagnostico do edema hemorragia e lesões ligamentares A RM, por ser um exame que mostra as partes moles, é indicado para pacientes com déficit neurológico, sem alterações no RX ou TC e que não precisa de suporte de vida. Através dela o médico avalia se o paciente irá precisar de uma cirurgia de descompressão. OBS: relembrando conceitos básicos de RM Imagens em 2 tempos (T1 e T2) Terminologias: o Hiperintenso: quando o sinal gerado é forte – imagem branca Gordura o Intermediário: quando a característica do sinal não se adequa a hiper ou hipointenso o Hipointenso – sinal franco – imagem preta Osso o A agua é hipointensa em T1 e hiperinetnsa em T2 Exame: Ressonância Magnética, corte sagital Descrição: RM em 2 tempos, sendo possível visualizar as vertebras alinhadas, os discos intervertebrais sem herniações, liquor, medula. Em T1 o liquor possui sinal hipointenso (preto) e em T2 sinal hiperintenso (branco). TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR Trauma da coluna que gera uma lesão na medulo espinal – alterações motoras temporárias ou permanentes. Causas mais comum: Acidentes de transito Quedas e esportes (mais comum em homens) OBS: os exames devem ser feito em perfil, pois gera menos risco para o paciente (movimenta menos o pescoço). OBS: O exame de escolha mais adequado para a avaliação de um traumatismo raquimedular é a Ressonância magnética devido a sua capacidade de avaliar mais diretamente a medula. Questão de Prova: Em um paciente politraumatizado, com traumatismo raquimedular, onde há suspeita de lesão aguda da medula, com possível edema e hemorragia, qual o método de diagnóstico por imagens de escolha? a) Mielografia – realiza um estudo contrastado da medula b) Radiografia em AP, perfil e obliquas – usado para realizar uma avaliação óssea e discal c) Ressonância Magnética d) Cintilografia – usado para identificar neoplasias e) Densitometria óssea – indicado para diagnosticar osteoporose precoce Espondiolistese: deslizamento anterior de um corpo vertebral superior sobre o inferior. Os locais mais comuns de ocorrer são C5, C6, C7, T12 e L1. Exame: radiografia convencional em perfil Descrição: é possível identificar o deslocamento de uma vertebra. Exame: ressonância magnética em T2 (identificada devido a coloração branca do liquor). Descrição: é possível identificar vertebra em formato de cunha (parte posterior maior que a anterior) e o deslocamento da próxima vertebra, causando uma compressão na medula, causando um traumatismo raquiomedular. É possível identificar, ainda, um sinal hiperintenso na parte superior da medula (devido a um edema e hemorragia medular). OSTEOPOROSE E FRATURA DE TII E T12 A osteoporose gera uma maior suscetibilidade a fratura óssea (em cunha e/ou côncava) OBS: o exame utilizado para avaliar osteoporose é o de densitometria óssea. Exame: radiografia convencional em perfil Descrição: na radiografia é possível identificar uma cifose (curvatura), além de as vertebras estarem mais radiotransparente, com uma hipodensidade anormal. Além disso, é possível visualizar fratura em cunha. DOENÇA DEGENERATIVA DA COLUNA Estenose vertebral degenerativa: crescimento de algo que comprime as raízes dos nervos Causas: Óssea – osteófitos, hipertrofia facetaria, espondilostese e espondilólise Ligamentar Discal – processo de envelhecimento relacionado a perda de agua e cartilagem Estenose vertebral não discogênica: o movimento de rotação acelera o processo d eperdade agua e cartilagem, fazendo com que ocorra uma diminuição da espessura dos discos. O estresse é redistribuído para os ossos gerando hipertrofia facetaria e formação de osteófitos. HIPERTROFIA FACETÁRIA: diminuição da cartilagem que gera uma hipertrofia óssea, ocorre um estreitamento do forame neural que comprime as raízes nervosas. Ocorre mais na região lombar inferior. Exame: TC em corte axial Descrição: é possível identificar a redução do espaço do forame neural. Exame: TC em corte sagital Descrição: é possível identificar esclerose, redução do espaço articular e osteofito. OSTEÓFITOS: Calcificação na borda do corpo vertebral, pode estreitar o canal vertebral ou comprimir o esôfago. O disco empurra o ligamento causando um espaço vazio que posteriormente vai se calcificar. Osteofitose cervical anterior: comprime o esôfago Osteofitose cervical posterior: comprime a medula. ESPONDILOLISTESE: a vertebra de cima desliza sobre a debaixo anteriormente. ESPONDILÓLISE: Descontinuidade nos elementos posteriores da vértebra. A tomografia é o melhor método de exame para visualizar. QUESTÃO DE PROVA! Em pacientes com deslizamento anterior de uma vértebra sobre a estacionária inferior é visto com frequência uma fratura da lamina desta vertebra. Qual o nome que é dado a esta descontinuidade óssea? a) Espondilólise b) Sinal de Canalete c) Lesão em machadinha d) Espondilolistese - deslizamento da vertebra, não a fratura em si e) Lesão de Bankart Classificação de MODIC Processo degenerativo ou inflamatório da vértebra visto na RM. MODIC 1 – edema O envelhecimento gera edema na medula óssea + inflamação (inflamação gera mais hidrogênio, por isso fica branco) Hipointenso em T1 e hiperintenso em T2 MODIC 2- gordura Processo inflamatório na medula é substituído por gordura. Hiperintenso em T1 e T2 MODIC 3 – esclerose Deposição de cálcio. Hipointenso em T1 e T2 HÉRNIA DE DISCO Anatomia do disco: Ângulo fibroso: anel fibrocartilaginoso Núcleo pulposo: gel mucoprotéico (+hiperintenso) Placa terminal: cartilagem hialina A hérnia é uma degeneração do disco, rompendo o anel fibroso e deslocando o material do núcleo pulposo. Deslocamento anterior: afeta o esôfago Deslocamento posterior: afeta os nervos QUESTÃO DE PROVA! Qual a constituição do núcleo pulposo? a) Gel mucoproteico b) Fibrocartilagem – anulo fibroso c) Miofibrilas ricas em gordura d) Colágeno rígido e) Coloide carbônico QUESTÃO DE PROVA! Em comparação com o anulo fibroso, o núcleo pulposo é: a) Hiperdenso b) Hipointenso c) Hiperintenso d) Hipodenso e) Isointenso Hérnia de disco postorolateral: gera muitos sintomas neurológicos – pressiona o nervo e causa formigamento, perda de sensibilidade e fraqueza braço/perna. Causas: idade, traumática, precoce Predisposição: estilo de vida e ocupação, degeneração discal prévia (genética) e psicológico. OBS: dor lombar ou cervical – irradia das costas para os membros – compressão dos nervos espinhais. Eventos da herniação discal: Adelgaçamento da placa terminal Desidratação do disco Redução do volume discal Distensão das fibras do anel fibroso Diminuição do amortecimento da pressão causando Fissuras Saliência, protrusão ou extrusão discal Hérnia sequestrada Abaulamento discal: não gera consequências clinicas. O disco fica desgastado e muda sua conformação. As fibras estão distendidas, porem intactas. Exame: tomografia, corte axial Descrição: abaulamento das fibras do anulo fibroso Protrusão Discal: a dor é devido ao processo inflamatório, não pela hérnia em si. Distensão do anel fibroso (ruptura das fibras internas), mas sem o rompimento do conteúdo discal. IMPORTANTE: mantem a configuração arredondada. O conteúdo extravasa centralmente. Extrusão: Ruptura completa do anel fibroso que gera um extravasamento do conteúdo discal (núcleo pulposo). Possui forma triangular e é mais lateral. Extrusão com fragmento livre – hérnia sequestrada – a extrusão é tão intensa que um pedaço do disco se solta, podendo ultrapassar o ligamento longitudinal posterior. OBS: TOMOGRAFIA AXIAL – diagnóstico diferencial de protrusão e extrusão. Hérnia de disco Intrarvertebral (nódulos de Schmorl): Ocorre dentro dos corpos vertebrais – ruptura do platô vertebral (área de cartilagem que reveste o osso), ocorre uma herniação do núcleo pulposo. Causas: osteoporose e traumatismo. Exame: Radiografia Descrição: diminuição da espessura do disco e osso hipodenso (pouco cálcio) – osteoporose significativa Exame: RM em T2, corte sagital Descrição: é possível visualizar o disco superior hiperintenso (hidratado) normal. Já os discos inferiores se encontram hipointensos (desidratados), devido a perda de liquido do núcleo pulposo que foi para dentro da vertebra (hérnia intravertebral). Vértebra limbo: herniação antero-inferior com formação de um fragmento ósseo triangular. Sinal do Vácuo: degeneração que reduz o disco, o espaço vai ser preenchido por ar. QUESTÃO (UFCSPA, ES, 2009)! Paciente portadora de lombalgia crônica, há 20 anos, consultou por ter sentido, após esfroço, forte dor no membro inferior esquerdo seguida de parestesia no dorso do hálux. O exame radiológico revelou discopatia degenerativa em múltiplos níveis lombares. Devido à piora da dor, cogitou-se hérnia de disco lombar. Que exame de imagem complementar confirmaria a hipótese diagnóstica? a) Eletroneuromiografia – bom para avaliar neuropatias periféricas b) Radiografia dinâmica da coluna vertebral lombar – insuficiente para identificar hérnia discal c) Mielotomografia – tomografia não é boa para avaliar hérnia d) Ressonância magnética e) Cintilografia óssea – usada para avaliar metástases ósseas ou focos de osteomielites QUESTÃO DE PROVA! Qual dos métodos de diagnóstico abaixo não está indicado no estudo da discopatia degenerativa da coluna? a) Tomografia computadorizada – não é muito boa mas pode ser utilizada b) Ressonância magnética – Melhor para visualizar a hérnia c) Radiografia convencional – não é muito boa, mas na falta de outro exame disponível é uma opção d) Mielografia e) Ultrassonografia ESPINHA BÍFIDA Definição: defeito na formação da coluna vertebral (descontinuidade do arco posterior) ESPONDILITE ANQUILOSANTE Definição: artrite inflamatória crônica que afeta as articulações sinoviais da coluna e sacro ilíacas (fusão delas). Acomete principalmente homens jovens. Aspectos radiológicos: Anquilose: fusão do espaço articular (articulação sinovial) entre o sacro e o íleo. A articulação para de se movimentar. Vertebra em bambu: ossificação do contorno anterior e posterior Sindesmófitos: ossificação do contorno vertebral. A densidade do disco fica parecida com a dos ossos. LESÕES OSTEOLÍTICAS E OSTEOBLÁSTICAS: Lesões osteolíticas: destruição óssea Causas: bactérias, metástases, procesis inflamatórios. Aspecto radiológico: osso fica mais radiotransparente (hipodenso) Lesão osteoblática: deposição de material ósseo patológico (+denso) Causas: tumor Aspectos radiológicos: o osso fica mais radiopaco (hiperdenso) OSTEOMIELITE Definição: processo inflamatório no osso causado por fatores externos como fungos e bactérias (principalmente tuberculose). Aspectos radiológicos: Esclerose Sequestro ósseo Lesão osteolítica ESCOLIOSE Definição: curvatura lateral da coluna com flexão lateral e rotação das vértebras (vista pela assimetria dos pedículos). O processo espinhoso fica assimétrico. Escoliose estrutural: Curvatura lateral irreversível com rotação das vértebras A inclinaçãodo tronco gera uma “Giba posterior”. Causas: Idiopática – maioria dos casos Neuromuscular – paralisia cerebral Osteopática – hemivertebra, raquitismo Escoliose não estrutural: Curvatura lateral reversível Não tem alterações estruturais ou rotacionais das vértebras A correção é feita com inclinação para frente ou para o lado. Causas: má postura, espasmo muscular etc Classificação da escoliose: Método de COBB: linha que passa na margem superior da primeira vértebra e outra na borda inferior da última vértebra. O ângulo formado é o ângulo de Cobb. QUESTÃO DE PROVA! O ângulo de Cobb é obtido: a) Pelo cruzamento entre linhas tangenciais ao platô superior da primeira vértebra e inferior da última vértebra de uma curva escoliótica b) Pelo cruzamento entre linhas tangenciais ao platô inferior da primeira vértebra e inferior da última vértebra de uma curva escoliótica c) Pelo cruzamento entre linhas tangenciais ao platô superior da primeira vértebra e superior da última vértebra de uma curva escoliótica d) Pelo cruzamento entre linhas tangenciais ao platô inferior da primeira vértebra e superior da última vértebra de uma curva escoliótica e) Pelo cruzamento entre linhas tangenciais ao platô superior da vértebra central da escoliose e inferior da última vértebra de uma curva escoliótica