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História do varejo no Brasil

Material sobre a história e panorama do varejo no Brasil, da época colonial à era digital; apresenta dados econômicos de 2019 (Varejo Restrito R$1,4 tri — 19,24% do PIB; Varejo Ampliado R$1,91 tri — 26,2%), lista de maiores varejistas e impactos da Covid‑19.

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Lucas Silva

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História do varejo no Brasil
A história do varejo no Brasil começou no período colonial, quando surgiram os primeiros
armazéns. A cultura de varejo perdurou na sociedade nas épocas das plantações de café,
algodão, cana de açúcar e muito mais, nas quais os consumidores adquiriam os produtos
em pequenas quantidades.
Com o passar do tempo, o varejo passou por uma grande evolução influenciada pela
globalização e pelo impacto das tecnologias e da internet. Inicialmente, em 1950, a venda
em balcão deixou de existir, dando espaço para a liberdade de o consumidor escolher
sozinho as suas próprias mercadorias. Mais adiante, a tecnologia e a internet
transformaram a relação entre vendedor e consumidor, permitindo que as vendas
acontecessem virtualmente, por meio de sites e redes sociais.
Além disso, com toda essa evolução, o varejo tem se tornado um mercado cada vez mais
dinâmico e competitivo, buscando sempre estratégias e investimentos para alcançar novos
clientes, fidelizar os antigos e aumentar as vendas e, consequentemente, o faturamento do
estabelecimento.
A importância do Varejo na Economia.
O varejo é toda atividade econômica da venda de um bem ou serviço para o consumidor
final, ou seja, uma transação entre um CNPJ e um CPF. Nas últimas décadas ganhou
destaque devido a sua posição estratégica na distribuição de produtos e serviços e à sua
proximidade junto aos consumidores finais.
O varejo possui um papel fundamental para a economia brasileira. O estudo “O Papel do
Varejo na Economia Brasileira” realizado pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e
Consumo) diz que em 2019, o crescimento do Varejo Restrito (varejo de bens de consumo,
exceto veículos e materiais de construção) foi de 1,8%, contra 1,1% do PIB nacional.
Movimentando R$ 1,4 trilhão, o Varejo Restrito equivale a 19,24 do PIB. Já o Varejo
Ampliado (varejo de bens de consumo, incluindo veículos e materiais de construção)
alcançou R$ 1,91 trilhão em 2019, com crescimento real de 3,9%, e representa 26,2% do
PIB. Além disso, o varejo emprega cerca de 26% dos trabalhadores com carteira assinada
no Brasil, ou seja, mais de 8,5 milhões de pessoas.
As maiores empresas varejistas do Brasil
2. Assaí (R$ 45,6 bilhões)
3. Magazine Luiza (R$ 42,9 bilhões);
4. Via (R$ 36,3 bilhões);
5. Lojas Americanas (R$ 32,2 bilhões);
6. Grupo Pão de Açúcar (R$ 29 bilhões);
7. Raia Drogasil (R$ 25,6 bilhões);
8. Grupo BIG (R$ 23,1 bilhões);
9. Grupo Boticário (R$ 18,1 bilhões);
10. Mateus Supermercados S.A (R$ 17,9).
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Juntas, as primeiras cinco empresas da lista representam 32,4% do total de faturamento de
todas listadas.
Além dos supermercados, segmento no qual o Carrefour ganha destaque, outros 28
segmentos também foram considerados pela pesquisa. Entre eles o de farmácias e
drogarias e também franquias. Veja, abaixo, outras categorias avaliadas e seus respectivos
líderes de setor, segundo a pesquisa IBEVAR - FIA.
Farmácias e drogarias: Raia Drogasil (R$ 26,6 bilhões);
Material de construção: St Gobain Brasil (R$ 11,5 bilhões);
Fast Food: McDonald’s (R$ 5,6 bilhões);
Varejo especializado: Cacau Show (R$ 2,9 bilhões);
Loja de Departamentos: Lojas Americanas (R$ 27,6 bilhões);
Franquias: O Boticário (R$ 18,1 bilhões);
Moda e esporte: Lojas Renner (R$ 14,4 bilhões)
no Brasil, existem restrições pontuais e recomendações que visam evitar a aglomeração de
pessoas.
Com shoppings e centros comerciais fechados, o impacto da pandemia para o varejo foi
enorme. Em especial, foram afetados os pequenos empreendedores. Isso porque não
contam com a mesma estrutura de distribuição e marketing das grandes empresas. Esses
lojistas precisam do público que passa pelo estabelecimento, que olha as vitrines.
Além disso, quem não contava com um bom capital de giro se viu sem receita suficiente
para pagar todas as contas. Mesmo no segmento alimentício, há tendência de que as
pessoas comprem em maior quantidade para guardar mantimentos. Assim, elas acabam
mais atraídas pelo preço do atacado.
Agora, quem trabalha com mercadorias não essenciais está tendo ainda mais problemas.
Bens duráveis, por exemplo, apresentaram queda nas vendas de 36,4%. O setor de
vestuário, isoladamente, sofreu queda de 62,9%.
A boa notícia é que as coisas parecem estar se normalizando. Alguns setores voltaram a
apresentar alta nas últimas semanas, mesmo que gradual.
Incerteza na economia
A Bolsa também sofreu grande impacto com o Covid-19. O Ibovespa despencou quando a
Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o surto como pandemia. Desde 21 de
fevereiro, o índice teve queda de 25,08%.
Infelizmente, o varejo, as indústrias petrolífera e siderúrgica sofreram as maiores baixas
desde que a pandemia começou a se espalhar. Esses são setores importantíssimos para a
economia brasileira.
As compras online na pandemia
Como era de se esperar, as compras online dispararam durante a pandemia. Isso pode ser
atribuído a muitos fatores, começando com as restrições do número de pessoas que podem
entrar nas lojas físicas. Muitas lojas, ainda, passaram por desabastecimento. Isso é, houve
falta de alguns tipos de produtos. Alguns exemplos são os itens de higiene e limpeza, além
de medicamentos.
Enquanto o comércio online esquentou, vale lembrar que isso ainda significa problemas
para o pequeno empreendedor. Isso porque, nas compras pela internet, a maioria dos
clientes prefere as gigantes. Essas empresas, com marcas conhecidas globalmente,
transmitem mais confiança para as compras não-presenciais.
cenário do varejo pós pandemia
Faz dois anos que a pandemia da Covid-19 sacudiu para sempre o mundo. Com os
negócios não foi diferente: testemunhamos as empresas dedicando esforços para se
adaptar às novas circunstâncias e driblar as crises. Agora, podemos finalmente vislumbrar
uma transição rumo ao futuro pós-pandêmico – onde nada será como antes.
Um dos setores que mais se transformou no período foi o varejo, muito por conta do
comportamento dos próprios consumidores. De acordo com a Associação Brasileira de
Comércio Eletrônico (Abcomm), entre janeiro e novembro de 2020, as compras online
cresceram mais de 70% em comparação com o mesmo período em 2019. Assim como o
faturamento do comércio eletrônico atingiu a marca de R$115,32 bilhões, ou seja, 69,6% a
mais que o ano anterior.
E ao que tudo indica, as mudanças para o digital vieram para ficar e transformaram para
sempre o comportamento dos consumidores. Contudo, diante do boom de lojas virtuais e de
um público mais exigente, como se diferenciar? Olhando para o futuro e para as tendências
tecnológicas deste mercado, levantamos 5 tendências do varejo que impactarão o setor no
pós-pandemia.

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