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História do varejo no Brasil A história do varejo no Brasil começou no período colonial, quando surgiram os primeiros armazéns. A cultura de varejo perdurou na sociedade nas épocas das plantações de café, algodão, cana de açúcar e muito mais, nas quais os consumidores adquiriam os produtos em pequenas quantidades. Com o passar do tempo, o varejo passou por uma grande evolução influenciada pela globalização e pelo impacto das tecnologias e da internet. Inicialmente, em 1950, a venda em balcão deixou de existir, dando espaço para a liberdade de o consumidor escolher sozinho as suas próprias mercadorias. Mais adiante, a tecnologia e a internet transformaram a relação entre vendedor e consumidor, permitindo que as vendas acontecessem virtualmente, por meio de sites e redes sociais. Além disso, com toda essa evolução, o varejo tem se tornado um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, buscando sempre estratégias e investimentos para alcançar novos clientes, fidelizar os antigos e aumentar as vendas e, consequentemente, o faturamento do estabelecimento. A importância do Varejo na Economia. O varejo é toda atividade econômica da venda de um bem ou serviço para o consumidor final, ou seja, uma transação entre um CNPJ e um CPF. Nas últimas décadas ganhou destaque devido a sua posição estratégica na distribuição de produtos e serviços e à sua proximidade junto aos consumidores finais. O varejo possui um papel fundamental para a economia brasileira. O estudo “O Papel do Varejo na Economia Brasileira” realizado pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) diz que em 2019, o crescimento do Varejo Restrito (varejo de bens de consumo, exceto veículos e materiais de construção) foi de 1,8%, contra 1,1% do PIB nacional. Movimentando R$ 1,4 trilhão, o Varejo Restrito equivale a 19,24 do PIB. Já o Varejo Ampliado (varejo de bens de consumo, incluindo veículos e materiais de construção) alcançou R$ 1,91 trilhão em 2019, com crescimento real de 3,9%, e representa 26,2% do PIB. Além disso, o varejo emprega cerca de 26% dos trabalhadores com carteira assinada no Brasil, ou seja, mais de 8,5 milhões de pessoas. As maiores empresas varejistas do Brasil 2. Assaí (R$ 45,6 bilhões) 3. Magazine Luiza (R$ 42,9 bilhões); 4. Via (R$ 36,3 bilhões); 5. Lojas Americanas (R$ 32,2 bilhões); 6. Grupo Pão de Açúcar (R$ 29 bilhões); 7. Raia Drogasil (R$ 25,6 bilhões); 8. Grupo BIG (R$ 23,1 bilhões); 9. Grupo Boticário (R$ 18,1 bilhões); 10. Mateus Supermercados S.A (R$ 17,9). PUBLICIDADE Juntas, as primeiras cinco empresas da lista representam 32,4% do total de faturamento de todas listadas. Além dos supermercados, segmento no qual o Carrefour ganha destaque, outros 28 segmentos também foram considerados pela pesquisa. Entre eles o de farmácias e drogarias e também franquias. Veja, abaixo, outras categorias avaliadas e seus respectivos líderes de setor, segundo a pesquisa IBEVAR - FIA. Farmácias e drogarias: Raia Drogasil (R$ 26,6 bilhões); Material de construção: St Gobain Brasil (R$ 11,5 bilhões); Fast Food: McDonald’s (R$ 5,6 bilhões); Varejo especializado: Cacau Show (R$ 2,9 bilhões); Loja de Departamentos: Lojas Americanas (R$ 27,6 bilhões); Franquias: O Boticário (R$ 18,1 bilhões); Moda e esporte: Lojas Renner (R$ 14,4 bilhões) no Brasil, existem restrições pontuais e recomendações que visam evitar a aglomeração de pessoas. Com shoppings e centros comerciais fechados, o impacto da pandemia para o varejo foi enorme. Em especial, foram afetados os pequenos empreendedores. Isso porque não contam com a mesma estrutura de distribuição e marketing das grandes empresas. Esses lojistas precisam do público que passa pelo estabelecimento, que olha as vitrines. Além disso, quem não contava com um bom capital de giro se viu sem receita suficiente para pagar todas as contas. Mesmo no segmento alimentício, há tendência de que as pessoas comprem em maior quantidade para guardar mantimentos. Assim, elas acabam mais atraídas pelo preço do atacado. Agora, quem trabalha com mercadorias não essenciais está tendo ainda mais problemas. Bens duráveis, por exemplo, apresentaram queda nas vendas de 36,4%. O setor de vestuário, isoladamente, sofreu queda de 62,9%. A boa notícia é que as coisas parecem estar se normalizando. Alguns setores voltaram a apresentar alta nas últimas semanas, mesmo que gradual. Incerteza na economia A Bolsa também sofreu grande impacto com o Covid-19. O Ibovespa despencou quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o surto como pandemia. Desde 21 de fevereiro, o índice teve queda de 25,08%. Infelizmente, o varejo, as indústrias petrolífera e siderúrgica sofreram as maiores baixas desde que a pandemia começou a se espalhar. Esses são setores importantíssimos para a economia brasileira. As compras online na pandemia Como era de se esperar, as compras online dispararam durante a pandemia. Isso pode ser atribuído a muitos fatores, começando com as restrições do número de pessoas que podem entrar nas lojas físicas. Muitas lojas, ainda, passaram por desabastecimento. Isso é, houve falta de alguns tipos de produtos. Alguns exemplos são os itens de higiene e limpeza, além de medicamentos. Enquanto o comércio online esquentou, vale lembrar que isso ainda significa problemas para o pequeno empreendedor. Isso porque, nas compras pela internet, a maioria dos clientes prefere as gigantes. Essas empresas, com marcas conhecidas globalmente, transmitem mais confiança para as compras não-presenciais. cenário do varejo pós pandemia Faz dois anos que a pandemia da Covid-19 sacudiu para sempre o mundo. Com os negócios não foi diferente: testemunhamos as empresas dedicando esforços para se adaptar às novas circunstâncias e driblar as crises. Agora, podemos finalmente vislumbrar uma transição rumo ao futuro pós-pandêmico – onde nada será como antes. Um dos setores que mais se transformou no período foi o varejo, muito por conta do comportamento dos próprios consumidores. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), entre janeiro e novembro de 2020, as compras online cresceram mais de 70% em comparação com o mesmo período em 2019. Assim como o faturamento do comércio eletrônico atingiu a marca de R$115,32 bilhões, ou seja, 69,6% a mais que o ano anterior. E ao que tudo indica, as mudanças para o digital vieram para ficar e transformaram para sempre o comportamento dos consumidores. Contudo, diante do boom de lojas virtuais e de um público mais exigente, como se diferenciar? Olhando para o futuro e para as tendências tecnológicas deste mercado, levantamos 5 tendências do varejo que impactarão o setor no pós-pandemia.