Buscar

TEMPLATE DO RELATÓRIO-1

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
FACULDADE DE MEDICINA DE JUAZEIRO DO NORTE
BACHARELADO EM FARMÁCIA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA 2 – ENSAIOS DE PRECIPITAÇÃO E SOLUBILIDADE
JUAZEIRO DO NORTE – CE
2022
NOME DO ALUNO
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA 2 – ENSAIOS DE PRECIPITAÇÃO E SOLUBILIDADE
Relatório de Aula Prática, como requisito para compor a nota da AV1 da disciplina Química Analítica e Análise Instrumental.
Prof. Me. Jorge Ederson Gonçalves Santana
JUAZEIRO DO NORTE – CE
2022
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
A precipitação é a formação de um sólido durante a reação química, este sólido formado é chamado de precipitado. O precipitado é uma substancia que se separa de uma solução, formando uma fase sólida que ocorre pela com a supersaturação de uma substancia em particular na solução. A solubilidade de um precipitado depende de diversas circustancias, tais como: Temperatura, pressão, concentração de outros materiais na solução e da composição do solvente (VOGEL,1981). 
Em suma, a temperatura é o principal fator a influenciar a solubilidade de um composto, dado que em geral, a solubilidade aumenta com a temperatura, com raras exceções, como o Sulfato de cálcio, que tem a solubilidade menor em maiores temperaturas. Em geral o sólido formado se deposita no fundo da solução, porém ele irá permanecer em suspensão caso seja menos denso que o solvente.
Essa reação é útil em muitas aplicações industriais como na fabricação de pigmentos e no tratamento de água, e na área científica, principalmente em Química analítica, como metodo para identificar a presença de determinados compostos.
A solubilidade de um composto depende também da natureza e concentração de outras substâncias, principalmente de íons, na mistura (VOGEL,1981).
Uma solução saturada de um sal dissolvido em água está em equílibrio químico entre o sal e seus íons constituintes, dada a reação generica:
AB(s) ⇌ A+(aq) + B-(aq)
A solubilidade de um precipitado diminui consideravelmente se um dos íons comuns estiver presente em excesso na solução, tomando o exemplo acima, caso seja adicionado qualquer substância que tenha um íon comum entre elas, A+ou B-, a solubilidade do sal diminuira drasticamente, este efeito é denominado efeito íon comum, em que a presença deste influencia diretamente o produto de solubilidade de um Sal (kps), o valor numérico que indica a solubilidade de um sal em água à 25ºC, 1atm.
Um estágio importante do processo de precipitação é o começo da nucleação. A criação de uma hipotética partícula sólida inclui a formação de uma superfície, o que necessita de energia baseado na relação energia de superfície do sólido e da solução. Se essa energia não estiver disponível, e nenhuma superfície de nucleação adequada estiver disponível, ocorre supersaturação.
Um exemplo de reação de precipitação: Nitrato de prata aquoso (AgNO3) é adicionado em uma solução contendo cloreto de potássio (KCl) e a precipitação de um sólido branco, cloreto de prata, é observado. (Zumdahl, 2005[2])
AgNO3(aq) + KCl(aq) → AgCl(s) + KNO3(aq)
O cloreto de prata (AgCl) forma um sólido, observado como precipitado.
Essa reação pode ser escrita com ênfase na dissociação de íons em uma solução composta
Ag+(aq) + NO3-(aq) + K+(aq) + Cl-(aq) → AgCl(s) + K+(aq) + NO3-(aq)
O último modo de representar uma reação de precipitação é conhecida como rede de reação iônica. Nesse caso, todo íon observado (aqueles que não contribuem para a reação) são deixados de fora da fórmula. Isso simplifica as equações acima no seguinte:
Ag+(aq) + Cl-(aq) → AgCl(s)
Solubilidade ou coeficiente de solubilidade (CS) é a quantidade máxima que uma substância pode se dissolver em um líquido, e expressa-se em mols por litro, gramas por litro ou em percentagem de soluto/solvente. Esse conceito também se estende para solventes.
Na solubilidade, o caráter polar ou apolar de uma substância influi principalmente, pois devido à polaridade, estas substâncias serão mais ou menos solúveis. Dessa forma, substâncias polares tendem a se dissolver em líquidos polares e substâncias apolares, em líquidos apolares.
Os compostos com mais de um grupo funcional apresentam grande polaridade, por isso não são solúveis em éter etílico, por exemplo, que apresenta baixíssima polaridade. Portanto, para que uma substância seja solúvel em éter etílico deve apresentar pouca polaridade. Os compostos com menor polaridade são os que apresentam menor reatividade como, por exemplo, as parafinas, compostos núcleos aromáticos e os derivados halogenados.
O termo solubilidade designa tanto fenômeno qualitativo do processo (dissolução), como expressa quantitativamente a concentração das soluções. A solubilidade de uma substância depende da natureza do soluto e do solvente, assim como da temperatura e da pressão às quais o sistema é submetido. É a tendência do sistema em alcançar o valor máximo de entropia.
Ao misturar um soluto com um solvente, pode haver a formação de três tipos de soluções: saturada, solução insaturada ou solução supersaturada, cada uma delas dependendo da quantidade de soluto que se dissolveu no solvente.
O processo de interação entre as moléculas do solvente e as moléculas do soluto para formar agregados é denominado solvatação e, se o solvente for a água, hidratação.
De acordo com uma definição da IUPAC, é a solubilidade da composição analítica de uma solução saturada expressa como uma proporção de um soluto designada no seio de um solvente determinado. A solubilidade pode ser definida em unidades de concentração, molalidade, fração molar, razão molar, e de outras unidades.
Os gases, em geral, são pouco solúveis em líquidos. Existem, porém, dois fatores que alteram sua solubilidade: a pressão e a temperatura . A influência da pressão sobe um líquido pode ser enunciada pela Lei de Henry: “Em temperatura constante, a solubilidade de um gás em um líquido é diretamente proporcional à pressão parcial do gás acima do líquido.”
2. MATERIAIS E MÉTODOS
Para a realização dos ensaios laboratoriais, são necessários os materiais e reagentes descritos na tabela A.
Tabela A
	MATERIAIS
	REAGENTES
	· 01 Centrífuga 
	· Água destilada
	· 01 Estante
	· AgNO3 – 0,1 mol/l
	· 20 Tubos de Ensaio de 10 ml
	· CuSO4 -0,25 mol/l
	· 03 Pipetas de Pasteur 
	· KCL – 0,05 mol/l
	· 01 Pisseta
	· K2CrO4 – 0,5 mol/l
	
	· HCL – 3 mol/l
	
	· HNO3 – 16 mol/l
	
	· H2SO4 – 1 mol/l
	
	· NaOH – 6mol/l
	
	· Pb(NO3)2 – 0,25 mol/l
A metodologia utilizada para a identificação das reações nos compostos são através de métodos clássicos, tendo como resultados qualitativos; solubilização, precipitação e coloração. 
Análises qualitativas são métodos que visam determinar quais as espécies presentes em uma determinada amostra, para isso são utilizados procedimentos físicos e químicos que identificam os elementos. 
Métodos que visam à identificação dos constituintes de uma determinada amostra, podendo estes constituintes ser elementos químicos, íons ou moléculas. Trata-se de evidenciar a presença de determinado constituinte na amostra, demonstrando esta presença através de transformações químicas que alteram algum tipo de qualidade do sistema. As mudanças no sistema reacional podem ser várias: da formação de material insolúvel (que pode precipitar-se ao fundo do recipiente, daí o termo “formação de precipitado”) à mudança de cor no sistema. A tabela a seguir traz alguns dos aspectos qualitativos que podem ser modificados e/ou observados em uma transformação química.
3. PROCEDIMENTOS PRÁTICOS
7
5. RESULTADOS
6. CONCLUSÕES
REFERÊNCIAS
DIAS, S. L. P. et al. Análise qualitativa em escala semimicro. Porto Alegre: Bookman, 2016.
VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa. 5 ed. Mestre Jou, 1981
Mahan-Myers, QUÍMICA um curso universitário, 4ª edição 2011.
ANEXOS

Outros materiais