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Partindo do que foi discutido na avaliação formativa (AF), elabore um trabalho que possa pensar uma solução para a problemática apresentada no livro da disciplina que indica que: “A escola perdeu seus valores mais caros, como promover verdadeiramente o conhecimento, como instigar os alunos à reflexão. Ela tornou-se escrava da indústria cultural, uma mercadoria pedagógica, mais um para atrapalhar a emancipação, a autonomia e a capacidade crítica, virou uma ferramenta a serviço da massificação e da deformação das consciências. Em vez de estudos e debates profundos, leituras bem feitas de grandes obras, temos o livro didático, com informações fragmentadas, voltadas para a resolução de exercícios, para obtenção de boas notas e alcance de diplomas e sucesso em concursos. (p. 304).” R: Adorno afirma que há um processo real na sociedade capitalista capaz de alienar o homem das suas condições de vida", explica Rita Amélia Teixeira Vilela, doutora em Educação pela Universidade de Frankfurt e professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). É nessa discussão que está a chave para entender a crítica adorniana à escola: para o autor, a crise da Educação é, na verdade, a crise da formação cultural da sociedade capitalista como um todo. Na opinião dele, o problema da Educação está no fato de ela ter se afastado de seu objetivo essencial, que é promover o domínio pleno do conhecimento e a capacidade de reflexão. A escola, assim, se transformou em simples instrumento a serviço da indústria cultural, que trata o ensino como uma mera mercadoria pedagógica em prol da "semiformação". Essa perda dos valores, segundo o autor, anula o desenvolvimento da autorreflexão e da autonomia humana. "Adorno critica a escola de massa por ela, segundo ele, instalar e cultuar a massificação. O resultado disso é a deformação da consciência", diz Rita Amélia. Numa escola em que impera a banalização do conhecimento, o aluno é induzido a deixar de ler com profundidade as principais obras literárias, por exemplo, dando lugar à absorção de apenas alguns trechos necessários para responder aos exercícios escolares. "São repassados nada mais do que conhecimentos fragmentados e o trabalho pedagógico está somente orientado para conseguir a aprovação em exames e um diploma", afirma Rita Amélia. Seria a famosa "decoreba" de respostas prontas, em vez do estímulo ao raciocínio. Fonte: novaescola.org.br “Complicando ainda mais essa situação, devemos considerar que, iniciamos o século XXI com a ampliação do fenômeno das notícias falsas (fake news), devido o advento da internet, das redes sociais, como novos sujeitos da comunicação. Por outro lado, como um ponto positivo, o acesso às informações aumentou para uma boa parte da população. Desse modo, levando em conta esses dois fatores, como pensar/trabalhar uma educação contra a alienação e reprodução ideológica da realidade vigente?” R: Para Marx, a alienação, em sendo resultado pela divisão do trabalho, explica quanto mais esta se desenvolve, maior é a tarefa especializada atribuída a cada indivíduo, maneira pela qual a crescente pressão para a especialização do saber. O indivíduo, na sociedade capitalista é levado a fazer do trabalho uma atividade vital, sendo o único objeto de sua vontade e consciência. O trabalho havia se tornado “a vida em si” e não “um meio para se viver”. A divisão do trabalho, no interior da produção capitalista, deu-se ao separar o trabalho manual do trabalho intelectual, implicando em todas suas contradições, como o acesso ao trabalho assalariado, tempo livre e a um tipo de educação. (A alienação viabilizada na educação formal escolar enfatiza desejos, interesses e a ideologia de um sistema imediatista e desumanizador em que mal sobrevivemos. Esses interesses configuram-se no sentido de preparar da grande maioria para o mercado de trabalho, ou seja, para a sociedade tal como já está estruturada.) Alienação na educação A escola é um dos maiores pilares educacionais da sociedade, se não o maior. O seu papel na sociedade vai muito além da transmissão de conhecimento técnico e científico e chega ao seu valor social da formação de cidadãos autônomos e críticos. A responsabilidade social da escola, portanto, vai totalmente de encontro a qualquer tipo de alienação, uma vez que todo pensamento alienado tira do estudante suas capacidades de reflexão e autonomia. Sendo a escola um ambiente de ensino e formação de conhecimentos, métodos de ensino alienados a ideologias X ou Y podem prejudicar a formação integral do estudante, uma vez que ele será induzido a reproduzir culturas e ideologias previamente determinadas. Nesse sentido é de extrema importância que as propostas pedagógicas escolares sejam constantemente analisadas e remodeladas de forma a não reproduzirem modos alienantes. Essa questão também deve ser tratada com cuidado pelos professores. Os profissionais da educação, que trabalham com pessoas de diferentes realidades e conceitos precisam ensinar a seus alunos a pensarem por si, isto é, a serem capazes de formular críticas e construir opiniões com embasamento próprio. O aprendizado por si só, já tem o caráter desalienante, uma vez que sua função é expandir a compreensão de mundo e consciência crítica. Outra forma de alienação que pode prejudicar os estudos são os métodos de ensino. A cultura educacional, por muito tempo, se manteve em uma lógica em que o professor transmite uma quantidade de conhecimentos pra o aluno que os recebe e precisa absorver para concluir as etapas escolares, dando ao aluno o lugar da passividade. Essa é uma prática alienadora que pode comprometer a qualidade dos estudos dos alunos, uma vez que não desperta neles a autonomia de construírem suas próprias compreensões de um tema. A interação é uma das ferramentas mais poderosas contra isso, pois tira o estudante do caráter de passividade e o transforma em agente do próprio desenvolvimento. Alienação na educação