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Redes de Alianças Estratégicas Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof. Esp. Lino Caetano Ibanhe Revisão Textual: Profa. Dra. Selma Aparecida Cesarin Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial • Introdução • Intenção Estratégica: ferramenta fundamental na concepção estratégica Organizacional • Indicadores De Performance Organizacionais: Dentro Dos Planos Pré- Estabelecidos • Ideologia Central Organizacional: Missão, Valores e Visão • Planejamento estratégico: seu papel e sua importância • Definição estratégica – escolha de mercados, de produtos e de consumidores · Estratégia Empresarial – ferramenta fundamental; · Objetivo principal das empresas: visão, valores e missão; · O papel central do Planejamento Estratégico; · Estratégias no nível do negócio das corporações: qual mercado, qual produto, qual público alvo . OBJETIVO DE APRENDIZADO Em nossa Unidade de estudo, veremos o quanto é importante para as grandes corporações, hoje em dia, saberem de fato o que produzirão, o que venderão, onde e para quem. Disso depende a sua própria sobrevivência dentro dos mercados mundiais, cada vez mais competitivos. E veremos também que a estratégia, o planejamento estratégico é que trará as informações e dará a direção que a organização terá de seguir. Acessem os materiais de pesquisas, dando ênfase a pesquisas de produtos variados, que usamos no nosso dia a dia, para com isso termos uma noção do que acontece no mundo das grandes organizações, que está mais perto de nós do que imaginamos. Por isso, peço a vocês que pesquisem, leiam e se informem. ORIENTAÇÕES Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial UNIDADE Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial Contextualização Como verão no decorrer desta Unidade, estudaremos as intenções e formações estratégicas. Assim, pedimos que, para essa continuidade dos nossos estudos, vocês não se esqueçam do que vimos, ou seja, os primórdios, as origens das Estratégias. Lembremos dos nossos dois cavaleiros. Um sem estribo e outro com estribo e outros equipamentos, e vamos tentar imaginar as dificuldades que cada um teria quando fosse para uma batalha. Com isso em mente, temos a certeza de que cada um dos cavaleiros teve de considerar ou pensar em estratégias distintas e diferentes. E, como veremos, o mesmo acontece com as empresas, que são obrigadas a adotar uma estratégia a ser seguida, e isso é um assunto que tem muito conteúdo. Fonte: Wikimedia Commons 6 7 Introdução Voltemos às nossas imagens e considerações sobre os nossos dois cavaleiros. Um sem estribo e quase sem equipamento e o outro com estribo e todo equipado. As estratégias que cada um terá de pensar e adotar serão e terão de ser completamente diferentes. Para o cavaleiro com menos equipamentos, vamos considerar os seguintes aspectos para a sua PREPARAÇÃO: a) O seu equipamento teve menor custo, mas tem menos recursos; b) Seu tempo de preparação foi menor; c) Mesmo não tendo equilíbrio, ele é mais leve e, assim, é mais ágil; d) Sendo mais leve, seu cavalo se cansa menos. Agora vamos considerar os aspectos dele DURANTE a batalha: a) A manutenção do seu equipamento é mais barata; b) Ele estará disponível antes para as batalhas; c) Consegue atacar com mais velocidade e fugir também; porém, está com menos proteções; d) Seu cavalo come menos e precisa de menos tempo de descanso. Bom, agora considerem os mesmos aspectos para o cavaleiro que está muito bem equipado. Podemos acreditar que acontecerá o seguinte, durante a PREPARAÇÃO: a) Seu equipamento custou muito mais caro, mas tem muito mais recursos; b) Seu tempo de preparação foi maior e mais bem elaborado; c) Está muito estável no cavalo e está pesado, mas muito mais protegido; d) A velocidade de deslocamento é menor. E também DURANTE a batalha nosso cavaleiro equipado terá algumas desvantagens: a) Seus comandantes gastaram muito mais para equipar o exército; b) Demorarão mais tempo na organização da batalha, mas com melhores estratégias; c) A menor agilidade é compensada com a melhor proteção e mais equipamentos; d) As estratégias adotadas devem considerar que os cavalos têm menor velocidade. 7 UNIDADE Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial E para as empresas, a visualização desses aspectos e fatores é exatamente a mesma. Quando temos a intenção de montar uma estratégia para qualquer finalidade empresarial ou comercial, teremos de, fundamentalmente, estudar, montar e aplicar esta ferramenta de fundamental importância no ambiente organizacional. Intenção Estratégica: ferramenta fundamental na concepção estratégica Organizacional Aqui vamos fundamentar e mostrar para todos o que há de mais verdadeiro e fundamental no que diz respeito à elaboração e construção da Intenção Estratégica, reforçando o conceito e a real necessidade de colocar esta ferramenta no lugar de destaque que ela merece e em que precisa de fato estar. Queremos dizer que esta ferramenta é o alicerce, a base que todos deveriam racionalmente considerar e usar para qualquer elaboração e modelagem estratégica organizacional e ter o entendimento de que a utilização desta ferramenta será a via condutora e o principal agente de melhoria de performance. A Intenção Estratégica é a pedra fundamental na elaboração e parametrização das estratégias organizacionais. Dela deriva, como estudaremos a fundo mais a frente, A Ideologia Central das Empresas: Missão, Valores e Visão e quais serão nossas metas, objetivos, posicionamentos, escolhas e projeções. A partir da estratégia definida, dela também derivam e se originam as políticas e diretrizes, os desenhos dos processos e todo o dimensionamento dos recursos físicos, sejam eles industriais, sejam administrativos. A elaboração e o uso desta ferramenta deve induzir à criação e ao desenvolvimento das competências organizacionais, que mostrará as reais necessidades de todos os recursos. Ela sinalizará para os stakeholders e para o mercado as reais perspectivas de geração de valores e de sustentabilidade da organização. Em inglês, stake significa interesse, participação, risco. Holder significa aquele que possui. Assim, stakeholder também significa parte interessada ou interveniente. É uma palavra em inglês, muito utilizada nas áreas de comunicação, administração e tecnologia da informação, cujo objetivo é designar as pessoas e grupos mais importantes para um planejamento estratégico ou plano de negócios, ou seja, as partes interessadas www.significados.com.br/stakeholder Ex pl or Mas em muitas situações, o que vemos é um descaso ou até mesmo um desconhecimento da importância e da profundidade de seu significado, do seu papel, no escopo da formulação estratégica e, sem isso, ocorrem equívocos administrativos e, portanto, a quebra da confiança e descrença da estratégia nas organizações. 8 9 Geralmente, vemos dentro das grandes organizações, que há uma real vontade de se fazer valer os conceitos da Ideologia Central das Empresas: Missão, Valores e Visão e de realmente se alcançar o sucesso da organização dos mais variados aspectos e do enfoque dos acionistas, dos clientes, dos funcionários, Market-share (participação de mercado), benchmark (modelo de negócio). Mas, na verdade, o número de empresas que realmente conseguem traduzir com eficácia as intenções estratégicas é pequeno. Indicadores De Performance Organizacionais: Dentro Dos Planos Pré-Estabelecidos Talvez o que mais se ouça no meio empresarial é que o conceito de Intenção Estratégica seja um conceito abstrato, por se tratar de um conceito de difícil aplicação. Assim, no que consiste o conceito Intenção Estratégica? Como podemos medir, ou seja, definir quais seriam os indicadores para nos mostrar se a organização está atingindo seus objetivos, aqueles para os quais foi criada? Como medi-los? O maior desafio é transformar as intenções em gestos e atitudes para atingirmos os objetivos. A definiçãode quais seriam os melhores indicadores necessários para mostrar aos stakeholders, ao mercado ou para a alta administração é um assunto que gasta muito tempo dentro de qualquer organização. E o principal objetivo destes indicadores seria mostrar e medir o quanto a organização está dentro do trilho que foi traçado. Aqui, chamamos todos para uma reflexão: a intenção e o objetivo principal da criação de uma organização é um propósito único, que é a obtenção de lucros e dividendos, baseados no montante de capital que foi aplicado. E assim, nós nos deparamos com um grande desafio, que é inspirar um grupo de pessoas a se voltarem para um objetivo comum, fazer os investidores aplicarem seu capital, fazer com que muitos funcionários vislumbrem o que a organização tem por meta e objetivo. Devemos e teremos como mostrar a todos esses grupos que estamos no caminho certo, que os riscos estão minimizados e que nossa estratégia estava correta e está sendo devidamente seguida. 9 UNIDADE Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial Ideologia Central Organizacional: Missão, Valores e Visão Toda vez que alguém se predispõe a desenvolver um projeto, seja ele da natureza que for, tem de estar ciente de que estes projetos exigem o uso e a aplicação das melhores práticas, planejamento e gestão de projetos e, obrigatoriamente, deve incluir as pessoas, os recursos físicos e financeiros, objetivo claro, qualidade etc. Mas no mundo dos negócios, temos um fator que precede, que vem primeiro, antes de tudo isso, que é o foco de nosso estudo: a Estratégia. Ao pensarmos em estratégia, logo nos vem a mente quais são nossos objetivos estratégicos e quais as etapas de planejamento e gestão de execução da estratégia que devemos incluir e considerar. Vamos listar em forma de tópicos, para melhorar nosso aprendizado: 1. Preparação, revisão e divulgação; 2. Implantação e execução do projeto; 3. Integração e desdobramento; 4. Automação; 5. Acompanhamento. Estes tópicos são de fundamental importância, porque servem como um guia, um roteiro para determinar o sucesso do projeto. Assim, a intenção estratégica é fundamental, pois dentro dela está a Ideologia Central da empresa: missão, valores e visão. Missão: Por que existimos? Onde estamos? · quem somos? · para que propósito a organização existe? · que valor nossa empresa oferece para a sociedade? · qual é a nossa identidade? · para quem existimos? · onde estamos agora? Visão: para onde queremos ir todos juntos? · qual é o sonho mais ambicioso de nossa organização? · qual é a nossa visão de futuro? · o que queremos alcançar em longo prazo? · para onde nós vamos a partir de onde estamos? 10 11 Valores: que crenças (princípios) orientarão nosso comportamento? Estratégia: como chegaremos lá? · como seremos diferentes ao criar valor? · como atingiremos nossa Visão a partir de nossa Missão? [...] nossas pesquisas mostraram que um elemento fundamental para o funcionamento perfeito de uma empresa visionária é uma ideologia central – valores centrais e um objetivo além de simplesmente ganhar dinheiro – que oriente e inspire as pessoas em toda a organização e permanece praticamente inalterado durante muito tempo [...] (COLLINS; PORRAS, 1995, p. 56) Ex pl or Defi nições Missão A missão da organização é uma declaração concisa, com foco interno, da razão de ser da organização, do propósito básico para o qual as suas atividades são direcionadas e dos valores que orientam as atividades dos colaboradores. A missão também deve descrever como a organização espera competir no mercado e fornecer valor aos seus clientes (ROBERT S. KAPLAN). Assim, a missão expressa: · a razão de ser da organização; · a vocação (chamamento), ou seja, o chamado da alma da empresa; · o porquê de ela existir e para que ela existe. A missão busca satisfazer demandas por energia, abrigo, comunicação, alimentação, transporte, entretenimento, saúde etc. Visão A visão da organização é uma declaração concisa que define as metas em médio e longo prazos da empresa. A visão deve representar a percepção externa – ser orientada para o mercado e deve expressar, geralmente em termos motivadores ou visionários, como a organização quer ser percebida no mundo. Uma visão bem articulada, bem divulgada e utilizada corretamente no exercício da liderança gera impactos positivos e reais no desempenho das organizações, e muito contribui para criar um senso de urgência de que se precisa para envolver e mobilizar as pessoas na execução da estratégia. A visão, quando é eficiente, é palpável, necessária, viável, precisa e legível para todos. A visão indica o que a empresa gostaria de se tornar e como gostaria de ser reconhecida pelo mercado e sempre ser superior à sua posição atual (ROBERT S. KAPLAN). 11 UNIDADE Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial Importante! Diferenças entre Missão e Visão • A visão é o que se almeja ou sonha para o negócio; enquanto a missão o identifica; • A visão diz para onde vamos; a missão diz onde estamos; • A visão é o passaporte para o futuro; enquanto a missão é a carteira de identidade da empresa; • A missão dá energia para a empresa; enquanto a visão dá rumo a ela; • A visão é inspiradora; enquanto a missão é motivadora. Importante! Valores Ao longo de nossa jornada dentro da organização, quais serão nossas atitudes e comportamentos? Isso seria, para nós, o conjunto de conceitos, filosofias e crenças gerais que a organização respeita e emprega e não é pelo único e simples motivo de ganhar dinheiro; esse conjunto está acima das práticas cotidianas. São os ideais eternos, que são a diretriz e a inspiração para todos que vieram para perpetuar a organização. São as atitudes e princípios dos quais a organização não está disposta a abrir mão, como a honestidade e a ética. Os valores correspondem aos atributos e às virtudes da empresa, como a prática da transparência, respeito à diversidade, cultura para a qualidade ou respeito ao meio-ambiente. Ex pl or Os valores são os princípios que estabelecem como vamos nos comportar, como trabalhamos e como fazemos negócios na empresa. Eles devem ser identificados no DNA da empresa (NEI GRANDO). Missão: a alma da organização Organizar e definir o conceito da missão da empresa não seria apenas um processo de criação, mas um processo de revelação, porque só assim conseguimos de fato enxergar a alma da organização e com isso conseguiremos dar sentido ao total engajamento dos colaboradores. A cada revisão que seja feita na missão, estaremos somente nos ajustando, pois sua essência deve permanecer intacta ao longo dos anos. Para surtir efeito, a missão deve ser vivida pela organização. Dentro do processo de elaboração da missão, temos de considerar: · qual a razão de ser da empresa? · qual é o papel da empresa na sociedade? · qual é a natureza do negócio da empresa? 12 13 · qual a necessidade da sociedade que a empresa pretende atender? A seguir, alguns exemplos de missões de empresas e organizações conhecidas do grande público: · Cirque du Soleil: invocar o imaginário, estimular os sentidos e despertar a emoção das pessoas ao redor do mundo; · Google: organizar as informações do mundo e torná-las mundialmente acessíveis e úteis; · Nespresso: proporcionar o café perfeito; · Nike: experimentar a emoção da competição, da vitória e de vencer adversários; · Sony: experimentar a satisfação de progredir e aplicar a tecnologia em benefício da população; · 3M: resolver problemas não solucionados de forma inovadora. Baseado nos exemplos citados de missões, podemos afi rmar que, no geral, as grandes organizações estão preocupadas com o bem estar da sociedade? Pesquisem mais para que tenhamos maiores informações a respeito dessas organizações. Pedimos que observem a missão da 3M. Vocês acham que hoje, depois de mais de 100 anos de existência, este grande grupo atingiu e segue sua missão? Pesquisemjunto à Wikipedia e Google, assim terão as respostas também para a missão da Google para a questão anterior. Ex pl or Planejamento estratégico: seu papel e sua importância As grandes empresas e organizações são, na verdade, um conjunto de estratégias de produção de bens e de serviços, mesmo que até agora e mais adiante não tratemos de todos os itens que de fato compõem este estudo. Mas não nos esqueçamos de que nem por isso são fatores de menor importância. A estrutura que se tem de ter para a criação das estratégias empresariais é moldada sob certa racionalidade, ou seja, para funcionar, devemos considerar: estrutura, tecnologia e teoria: · estrutura: é conjunto de papéis e de relações entre os membros; · tecnologia: é o conjunto vigente de normas e práticas consolidadas por meio das quais as coisas são feitas e os resultados conseguidos; · teoria: é o conjunto de regras conhecidas e divulgadas segundo as quais a realidade interna e externa é interpretada e tratada (SCHON, 1971). 13 UNIDADE Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial Prezado público, antes de entrarmos no próximo tópico, pedimos que sigam nossa sugestão de aprofundamento sobre os primeiro estudiosos da Administração – Taylor e Fayol, disponível em: http://goo.gl/P5WvB e em http://goo.gl/Hk0joA Ex pl or Acima, indicamos apenas dois exemplos de consultas; explorem mais e leiam tudo que puderem sobre estes dois Pais da Administração. Planejamento estratégico: histórico e surgimento O estudo do aparecimento do processo de Planejamento Estratégico nas organizações atuais requer que se discuta seu surgimento, sua evolução e seu aperfeiçoamento. O Planejamento Estratégico acompanha a evolução da Teoria da Administração e da Teoria das Organizações. Conforme nos deparamos com a História do pensamento administrativo, a Administração Científica, com Taylor, conduziu os administradores a planejarem atividades de forma a alcançar o máximo de produtividade. Fayol, outro clássico pioneiro da Administração, enfatiza o planejamento, ao afirmar que administrar é prever, planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar. Também foi Fayol quem estabeleceu os primeiros conceitos de administração planejada, ao afirmar que o “plano de ação” é, ao mesmo tempo, o resultado desejado, a linha de ação a ser tomada, as etapas a atravessar e suplantar e o método a ser usado. Mais recentemente, na década de 1970, o Planejamento Estratégico foi trazido para o Brasil, restringindo sua aplicação mais ao meio empresarial e a algumas grandes empresas estatais. Na primeira metade década de 1980, surge a crítica ao Planejamento Estratégico. Executivos se desiludiram com os resultados obtidos de sua aplicação, iniciando o desmonte do staff de planejamento de muitas organizações. Mas, já em meados dos anos 1980, ocorreu uma reavaliação do conceito estratégico, voltando a ser reutilizado. Esta volta se deu devido a muitas mudanças descontínuas que requeriam novas formas de gestão para fazer frente às ameaças e oportunidades (maior número de concorrentes, abertura da economia brasileira) (Revista de Negócios. v. 1, n. 4, jul./set., 1996) Mudando para sobreviver e o mudar é parte integrante da estratégia As grandes mudanças organizacionais são uma parte importante da estratégia, sendo que muito frequentemente é a própria estratégia. Dentro das organizações, as decisões estratégicas são muito complexas e assim 14 15 todos devem tomar muitos cuidados antes de as tomarem ou até mesmo de decidir tomar outro rumo ou adotar um novo objetivo. Toda a análise necessária deve seguir um rígido processo por parte dos executivos, pois isso pode colocar em risco todo o planejamento e até mesmo a alma da organização, a sua missão. Portanto, o Planejamento Estratégico pode ser considerado um processo em contínua e adaptativa evolução, por meio do qual as organizações definem sua missão, objetivos e metas, é neste momento em que elas também selecionam suas estratégias e os meio para atingir os objetivos. É um processo gerencial, um roteiro que cada executivo envolvido pode e deve seguir para com isso obter um nível de otimização nas relações da empresa com o meio no qual está inserida. Alguns estudiosos ainda dizem que o Planejamento Estratégico é uma ferramenta de vital importância, que ajuda a organização a lidar melhor com as circunstâncias mutantes do ambiente (MEYER). Nas últimas duas décadas, o que vocês acham que aconteceu com o mercado de telefonia e com o automobilístico, por exemplo. Há 20 anos, quantos players (produtores/fornecedores) havia e quantos temos hoje em dia? Pesquisem a respeito desses dois mercados e, assim, nossa compreensão do tópico a seguir será muito melhorada. Ex pl or Ambiente Hostil/Mercado Hostil X Planejamento Estratégico O Planejamento Estratégico permite às organizações ficarem mais preparadas e fortes frente às ameaças de um mundo cada vez mais hostil. Por isso, o planejamento estratégico mostra a todos dentro das organizações que seus esforços precisam convergir para um denominador comum, por meio da unificação das ideias e dos entendimentos de todos os envolvidos, da alma, da missão, dos objetivos gerais e específicos, das estratégias, das políticas, dos projetos e dos programas organizacionais. O planejamento estratégico sempre deve ser considerado um exercício de aproximação com o futuro, pré-defi nindo e antevendo com razoável certeza o que se deseja realizar nesse futuro, seja em médio ou em longo prazo. 15 UNIDADE Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial Definição estratégica – escolha de mercados, de produtos e de consumidores Depois de termos visto a importância de elaborar corretamente as estratégias dentro das organizações, estudaremos agora como devemos escolher assertivamente quais são nossos alvos e como seremos competitivos dentro dos mercados em que atuaremos. Quadro 1: Estratégias de competição Vantagem Estratégica Exclusividade percebida pelo consumidor Posição de baixo custo No âmbito de toda a Indústria Diferenciação Liderança no custo total Apenas em um segmento particular Foco Liderança no Custo Total Este tipo de estratégia consiste em fazer com que, basicamente, a organização tenha um grande volume de venda, ou seja, uma economia de escala, uma produção de escala bastante volumosa. E com isso, o VALOR que os consumidores irão perceber desta organização é que serão geralmente produtos ou serviços com preços acessíveis. O valor percebido pela sociedade de um determinado bem ou serviço não se resume à apenas seu valor de compra, mas sim a toda a imagem e entendimento que todos têm a respeito dele, conceito este que será estudado posteriormente. Características requeridas pela Liderança no Custo Total: · conseguir os menores custos de produção e distribuição na Indústria como um todo para obter maior rentabilidade; · praticar preços equivalentes ou mais baixos que os dos concorrentes e oferecer Produtos com qualidade aceitável. · capacitações requeridas: · investimento e acesso ao capital necessário (geralmente parque fabril grande); · boa capacidade de Engenharia de Processo; · supervisão intensa de mão de obra; · produtos projetados para facilitar a fabricação (agilidade e baixos custos); · sistema de distribuição com baixo custo; 16 17 · riscos implícitos no modelo: · mudança tecnológica, anulando investimento ou aprendizados anteriores; · aprendizado de baixo custo por novas empresas entrantes ou por seguidores; · incapacidade de ver a mudança necessária no produto ou no seu marketing em virtude da atenção colocada no custo (miopia); · inflação de custos afetando o diferencial de custo. Liderança na Diferenciação Na Liderança pela Diferenciação, podemos afirmar que o VALOR percebido pelo público alvo será principalmente o diferente, o novo, o exclusivo, o melhor. Com isso, o custo de aquisição não será o fator determinante paraa compra do produto ou serviço, e sim sua qualidade ou sua exclusividade. Características requeridas pela Liderança na Diferenciação: · atingir desempenho superior (singular) em alguma área importante de benefício ao cliente (serviços, qualidade, tecnologia, estilo), abordando todo o mercado; · obtenção de rentabilidade via preço-prêmio, tendo custos similares aos dos concorrentes. · capacitações requeridas: · grande habilidade em marketing; · boa capacidade em Engenharia de Produto; · capacidade criativa elevada; · grande capacidade em pesquisa básica; · reputação da empresa como líder em qualidade ou tecnologia. · riscos implícitos no modelo: · o diferencial de custos entre os concorrentes com produtos de baixo custo torna-se muito grande, para que se consiga manter lealdade à marca; · necessidade ou desejos dos compradores em relação ao fator de diferenciação diminui; · imitação, reduzindo a diferenciação percebida pelos consumidores. O problema do meio termo: falta de estratégia defi nida Como vimos nos modelos de Estratégias Competitivas, a definição de uma ou de outra facilita e conduz a organização para um objetivo comum e bem definido. Agora, imaginem uma organização perdida, sem foco, sem saber que mercado atacar. Esta indefinição levará a organização a: 17 UNIDADE Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial · por não ter uma estratégia bem definida, ter o pior desempenho (indefinição estratégica); · estar “em crise existencial”, procurando ser superiores em todas as dimensões estratégicas, e acabando não sendo boa em nenhuma dimensão específica. Motivos: · as estratégias genéricas são alternativas que exigem meios diferentes ou até incompatíveis de organização; · uma empresa indefinida é um conjunto conflitante de arranjos e sistemas internos de motivação. 18 19 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: A seguir, indicamos outros materiais que enriquecerão muito nossos conhecimentos sobre o assunto Estratégias. Sites Taylor e Fayol http://www.coladaweb.com/administracao/taylor-e-fayol A Arte da Guerra https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Arte_da_Guerra Estrutura Básica de um Sistema de Custeamento http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/sistemacustos.htm Livros A Arte da Guerra Sun Tzun 19 UNIDADE Intenção e a Construção das Estratégias Empresarial Referências EnPAD. Intenção estratégica: um resgate e uma reflexão acerca desta ferramenta organizacional. Salvador, BA, 2006 De Deus, C. Princípios da Administração, Taylor e Fayol. Artigos de Adminstração, 2014 Disponível em: http://www.celsodedeus.com.br/artigos/administracao/315- principios-da-administracao-taylor-e-fayol. Acesso em 08 jan. 2016. Luzio, F. Fazendo a Estratégia Acontecer. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2010 Kaplan, R. S. ; Norton, D. P. Mapas Estratégicos. 1. ed. Brasil: Elsevier, 2004 Barbero, E. Marketing: conceito e evolução. 1. ed. São Paulo: .FIA Fundação Instituto de Administração, 2009 Collins, J. ; Porras J. Práticas bem sucedidas de empresas visionárias. 1. ed. São Paulo: Rocco, 1995 20