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Cistos Odontogênicos e Não Odontogênicos

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26/10/2022 
Isabela Leal 
•Cavidades patológicas, revestidas de epitélio, 
contendo fluido ou material semissólido. 
•Aspectos microscópicos do revestimento epitelial e 
da cápsula fibrosa são os parâmetros utilizados para o 
diagnóstico e a classificação das lesões císticas. 
•Lesões comuns, assintomáticas - dor (se infectados) e 
deformidade (grandes proporções). 
•Aspecto radiográfico é radiolúcido, unilocular e bem 
delimitado. 
•Odontogênico: derivados de restos epiteliais do 
processo da odontogênese (lâmina dentária, restos 
epiteliais de Malassez e restos de Serres...). 
•Não odontogênico: têm sua origem na proliferação de 
células epiteliais nos processos que dão origem as 
estruturas faciais. 
•Pseudocistos: cavidades patológicas não revestidas 
de epitélio (cisto ósseo simples, cisto ósseo 
aneurismático e cisto ósseo de Stafne) 
Origem Inflamatória 
•Cisto Radicular 
•Cisto Colateral Inflamatório 
Cisto de Desenvolvimento 
•Cisto Dentígero 
•Queratocisto Odontogênico 
•Cisto Gengival 
•Cisto Periodontal Lateral e Cisto Odontogênico 
Botrioide 
•Cisto Odontogênico Glandular 
•Cisto Odontogênico Calcificante 
•Cisto Odontogênico Ortoqueratinizado 
•Cisto do Ducto Nasopalatino 
•Cisto periapical. 
•Mais comum dos ossos maxilares. 
•Associados ao ápice de um dente não vital 
(cárie/trauma). 
•Área radiolúcida bem demarcada associada ao ápice. 
•Tratamento endodôntico/Cirurgia parendodôntica. 
•Exodontia - curetagem. 
 
 
 
Características Histológicas 
•Epitélio escamoso estratificado não queratinizado, 
com 1 a 2 camadas de células, rodeado por uma parede 
de tecido conjuntivo inflamada. 
•Bactérias, hemossiderina, cristais de colesterol. 
•Infiltrado inflamatório - linfócitos, neutrófilos, 
plasmócitos, histiócitos, mastócitos e eosinófilos. 
•Calcificação distrófica. 
Cisto Residual 
•Características histopatológicas semelhantes ao cisto 
radicular. 
•Lesão persistente após exodontia/Curetagem 
inadequada. 
•Não tem dente associado. 
Tratamento 
•Tratamento endodôntico 
•Apicectomia. 
•Exodontia com curetagem. 
•Face vestibular de dentes parcialmente ou recém 
erupcionados. 
•Inflamação nos tecidos pericoronais - bolsas 
periodontais/impactação alimentar. 
•Cisto paradental - terceiros molares inferiores. 
•Cisto da bifurcação vestibular - primeiro e segundo 
molar inferior. 
•Inflamação do epitélio juncional que forma o sulco 
gengival ao redor do dente erupcionado. 
Cisto Paradental 
•Pericoronarite crônica, dor, inchaço e trismo. 
•Dentes vitais e reagem ao teste térmico. 
•Espaço do ligamento periodontal normais. 
•Área radiolúcida e bem delimitada. 
•Localizados na mesial nas impactações mesio-
angulares, distais nas impactações disto-angulares e 
vestibulares nas impactações verticais. 
Cisto da Bifurcação Vestibular 
•Crianças na 1ª década de vida (média de idade: 07 
anos). 
•Tumefação indolor - infecções com dor e supuração. 
•Dente pode apresentar inclinação para vestibular. 
•Presença de bolsa periodontal profunda. 
•Área radiolúcida vestibular bem delimitada, que pode 
se estender até a borda inferior da mandíbula. 
(Inclinação lingual das raízes - radiografia oclusal). 
26/10/2022 
Isabela Leal 
Características Histológicas 
•Características histopatológicas do cisto radicular. 
•Locanização anatômica - pericoronal 
Tratamento 
•Enucleação sem exodontia. 
•Enucleação e exodontia do terceiro molar. 
•Associado a coroa de um dente impacto ou 
parcialmente irrompido. 
•Junção cemento-esmalte. 
•2° cisto mais comum nos maxilares. 
•Terceiros molares permanentes e caninos maxilares. 
•Atraso na irrupção - exame radiográfico. 
•Acúmulo de fluído entre a coroa de um dente não 
irrompido e o epitélio do esmalte (epitélio reduzido do 
órgão do esmalte). 
•Assintomáticos - edema local ou torna-se infectado. 
•Expansão da cortical - vestibular e lingual. 
•Radiolucência unilocular, bem delimitada associada a 
um dente não irrompido ao nível da junção cemento-
esmalte (JCE). 
Características Histológicas 
•Epitélio cístico não queratinizado fino (2-3 camadas). 
•Células mucosas dispersas podem ser observadas. 
•A cápsula fibrosa é disposta frouxamente e pode 
mostrar pequenas ilhas epiteliais odontogênicas de 
aparência inativa. 
Diagnóstico Diferencial 
•Ameloblastoma unicístico. 
•Queratocisto odontogênico. 
•Fibroma ameloblástico - jovens. 
•Tumor odontogênico adenomatoide - caninos 
Tratamento 
•Enucleação. 
•Remoção do dente associado. 
•Marsupialização - cistos grandes. 
•Lesões radiolúcidas, bem delimitadas, indolores, 
encontradas incidentalmente durante o exame 
radiográfico. 
•Deslocamento dentário. 
•Uniloculares (com ou sem margem recortada) ou 
multiloculares. 
•Podem circundar a coroa do terceiro molar - cisto 
dentígero. 
•Crescimento posteroanterior - pouco edema ou 
expansão cortical. 
•Representam 10 - 20% dos cistos odontogênicos. 
•Terceiro mais comum na mandíbula (região posterior 
- corpo e ramo). 
•Segunda e terceira década de vida. 
•Leve predileção pelo sexo masculino. 
•Síndrome do Carcinoma Basocelular Nevoide 
(Síndrome de Gorlin): múltiplos queratocistos e ocorre 
em pacientes jovens. 
•Surge de restos da lâmina dentária na 
maxila/mandíbula. 
Síndrome de Gorlin 
•Múltiplos aueratocistos odontogênicos. 
•Carcinomas basocelulares. 
•Anomalias de desenvolvimento. 
Características Histológicas 
•Parede fibrosa não inflamada revestida por um 
epitélio paraqueratinizado regular, dobrado e fino, 
com 5-8 camadas de células de espessura, sem 
extensões epiteliais. 
•Superfície da paraqueratina ondulada. * 
•Camada basal bem definida e em paliçada, com 
núcleos hipercromáticos e áreas focais mostrando 
polaridade nuclear invertida.* 
Tratamento 
•Enucleação. 
•Ressecção cirúrgica - lesões grandes. 
•Recorrência baixa - remoção incompleta ou à 
presença de cistos filhos persistentes 
•Não há diferença de comportamento entre 
sindrômicos e esporádicos. 
•Cisto odontogênico localizado na mucosa alveolar. 
•Adultos; raro (< 0,5% dos cistos); 40 - 60 anos, sexo 
feminino. 
•Crianças (Nódulos de Bohn), rara em bebê > 3 meses. 
•Origem: remanescentes da lâmina dentária na 
gengiva ou mucosa alveolar (restos de Serres). 
•Adultos: região de canino e pré-molar inferior (75% 
dos casos). 
•Crianças: rebordo alveolar edêntulo na mandíbula ou 
maxila. 
•Múltiplas pápulas esbranquiçadas na mucosa 
alveolar. 
•Adulto: elevação em forma de cúpula, pequena e 
indolor da gengiva inserida, assemelhando-se a uma 
bolha. 
•Aparência translúcida de azul claro a cinza-azulado. 
26/10/2022 
Isabela Leal 
•Radiografia: erosão superficial no osso subjacente. 
Características Histológicas 
•Localizado abaixo do epitélio oral normal. 
•Revestido por um epitélio delgado composto de 
células cuboidais a escamosas, sem cristas reticulares 
(um ou duas camadas de células). 
•Presença de células claras. 
Tratamento 
•Adultos: excisão cirúrgica. 
•Ausência de recorrência. 
•Cisto gengival do lactante: Involui. 
•Não há necessidade de tratamento. 
•Cisto composto por epitélio não queratinizado, 
localizado na face lateral ou entre as raízes de dentes 
erupcionados. 
•Cisto Odontogênico Botrioide (COB): variante 
multicística. 
•Sexta e sétima década de vida; predileção pelo sexo 
masculino. 
•Origem: lâmina dentária, epitélio reduzido do esmalte 
ou restos epiteliais de Malassez. 
•Localização: mandíbula (região de pré-molares). 
•Assintomáticos e achado incidental nas radiografias. 
•Expansão óssea é rara (face vestibular): pode conter 
fluido transparente. 
•Lesão radiolúcida unilocular bem demarcada, 
justaposta a superfície lateral da raiz do dente. 
•Tamanho: cerca de 1 cm. 
•BOC: aparência radiográfica multilocular. 
Características Histológicas 
•Característica histopatológica semelhante ao cisto 
gengival do adulto. 
•Fino revestimento de epitélio não queratinizado (01 a 
02 camadas de células), com espessamentos epiteliais 
semelhantes a placas focais. 
•Separação do revestimento epitelial da parede do 
tecido conjuntivo é um achado comum. 
•Paredefibrosa não inflamada, mas pode mostrar uma 
faixa hialinizada abaixo do revestimento do cisto. 
•COB: vários espaços cisticos. 
Tratamento 
•Enucleação, sem a remoção do dente ou dentes 
adjacentes. 
•Recorrência é rara; COB: 20% 
•Características epiteliais que simulam as glândulas 
salivares ou diferenciação glandular. 
•Rara (<0,5% dos cistos) - comportamento agressivo. 
•Origem: remanescentes da lâmina dentária. 
•Região anterior de mandíbula - cruza a linha média. 
•Região periapical dos dentes anteriores inferiores - 
cisto periapical* 
•Adultos de meia-idade: 40 - 70 anos (incomum em 
jovens). 
•Abaulamento, assintomático e de crescimento lento. 
•Lesão radiolucida multilocular, com bordas 
radiopacas e escleróticas. 
•Reabsorção radicular e deslocamento dentário. 
•Lesões de tamanhos variados. 
Diagnóstico Diferencial 
•Cisto Dentigero. 
•Cisto Odontogênico Botrioide. 
•Carcinoma Mucoepidermoide. 
Características Histológicas 
Critérios de diagnósticos (ao menos 07 critérios): 
•Espessura variável do epitélio que reveste o cisto, de 
2-3 camadas de células escamosas ou cuboidais 
achatadas a mais espessas, de epitélio escamoso 
estratificado. 
•Uma camada luminal de células cuboidais a colunares 
baixas, às vezes chamadas de células hobnail, 
presentes pelo menos focalmente. 
•Microcistos intraepiteliais. 
•Metaplasia apócrina das células luminais 
Características Histológicas 
•Células claras nas camadas basais e parabasais. 
•Projeções papilares (tufos) no lúmen. 
•Células mucosas. 
•Esferas epiteliais semelhantes as observadas no cisto 
periodontal lateral frequentemente identificadas. 
•Cílios, que são vistos ocasionalmente 
•Múltiplos compartimentos císticos 
Tratamento 
•Enucleação - alta taxa de recidiva (30 - 50%/= 8 anos). 
•Ressecção - lesões grandes e multiloculares. 
•Cisto simples revestido por um epitélio semelhante a 
um ameloblastoma, que contém acúmulos locais de 
células fantasmas. 
•Lesão odontogênica rara (< 1%); acomete adultos 
jovens (até 30 anos). 
•Comportamento clínico variável (tumor e cisto). 
26/10/2022 
Isabela Leal 
•Origem: lâmina dentária. 
•Maxila e mandíbula - região anterior. 
•Lesão associada a um odontoma - região anterior da 
maxila 
•Lesão extraóssea (10%) 
•Abaulamento/tumefação, assintomática, nos 
maxilares. 
•Lesão radiolucida uni ou multilocular com estruturas 
radiopacas no interior. 
•Áreas radiopacas: Irregulares ou semelhante a 
dentes. 
•Reabsorção radicular e deslocamento de raízes. 
Características Histológicas 
•Lesão unicística. 
•Epitélio de espessura variável (04 a 10 camadas). 
•Presença de uma camada basal bem delineada de 
células colunares empaliçada." 
•Camada espessa sobrejacente semelhante ao retículo 
estrelado do órgão do esmalte, com acúmulos focais de 
células fantasmas, que podem calcificar.* 
•Projeções luminais de células fantasmas ou de 
proliferações epiteliais semelhantes a ameloblastoma - 
células fantasmas, que muitas vezes calcificam (OMS, 
2022). 
•Pequenos cistos satélites, ilhas de epitélio ou células 
fantasmas na cápsula fibrosa. 
•Tecidos duros dentais semelhantes a um odontoma 
(20%). 
•Áreas semelhantes a fibroma ameloblástico, fibro-
odontoma ameloblástico ou tumor odontogénico 
adenomatóide podem ser detectadas. 
Diagnóstico Diferencial 
•Queratocisto e Ameloblastoma (estágios iniciais). 
•Cisto Dentigero e Tumor Odontogênico 
Adenomatoide. 
•Odontoma, Tumor Odontogénico Epitelial 
Calcificante ou Fibro-odontoma Ameloblástico. 
Tratamento 
•Enucleação 
•Recorrência é baixa (< 5% dos casos). 
•Cisto revestido por epitélio escamoso estratificado 
ortoqueratinizado. 
•Variante do Queratocisto Odontogênico - entidade 
distinta. 
•Patogênese incerta. 
•Mandíbula - região posterior. 
•Abaulamento, assintomático, achado incidental. 
•Lesão radiolúcida, unilocular, bem delimitada. 
Associada a um dente impactado 
Características Histológicas 
• Parede fibrosa não inflamada revestida por epitélio 
regular e fino (5 a 8 camadas). 
• Superfície ortoqueratinizada, com uma camada de 
células granulares proeminente. 
•Superficie da queratina não é corrugada, mas espessa 
e lamelada.* 
•Células basais são planas ou cuboidais, mas não 
apresentam núcleos em paliçada ou hipercromáticos. 
Tratamento 
•Enucleação 
•Recorrência é rara (< 2% dos casos). 
 
•Desenvolvimento - remanescentes epiteliais do ducto 
nasopalatino 
•Infecção, trauma ou retenção de muco. 
•Região anterior da maxila. 
•Homens (3:1); Idade: 47 anos 
•Abaulamento firme e indolor no palato duro anterior, 
cruzando a linha média. 
•Assintomática e sem causa evidente. Negligenciada 
nas avaliações de rotina. 
•Cisto maiores - Drenagem intraoral. 
•Dor ou sintomas de pressão - com a expansão da 
lesão. 
•Radiolucência bem circunscrita na parte anterior da 
maxila 
•Formato de coração - sobreposição da espinha nasal. 
•Teste de vitalidade pulpar - descartar cisto ou 
granuloma periapical. 
• Cisto do ducto nasopalatino - dentes vitais. 
Características Histológicas 
•Revestimento cístico de epitélio escamoso 
estratificado achatado com aproximadamente 2 ou 3 
camadas de espessura. 
•Tecido conjuntivo fibrovascular circundando o 
epitélio. 
•Presença de glândulas salivares menores. 
Diagnóstico Diferencial 
•Cisto Odontogênicos (Cisto periodontal lateral e 
cisto/granuloma periapical). 
•Forame Incisivo Aumentado. 
•Granuloma Central de Células Gigantes. 
 
26/10/2022 
Isabela Leal 
Tratamento 
•Excisão cirúrgica. 
•Encaminhamento para o exame histopatológico. 
•Acompanhamento clínico e radiográfico. 
•Recidivas são raras.

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