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RELATÓRIO E PRÉ-PROJETO CENTRO UNIVERSITÁRIO FAEL - UNIFAEL LICENCIATURA EM MATEMÁTICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO ARIANA TEIXEIRA DE OLIVEIRA RIO BRANCO 2022 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAEL - UNIFAEL ESTÁGIO SUPERVISIONADO Trabalho apresentado como requisito parcial para a atribuição de nota na disciplina de Estágio Supervisionado IV , do curso de Licenciatura em Matemática do Centro Universitário FAEL - UNIFAEL. Orientador: Prof. (a). Daniele Cristina Thoaldo ARIANA TEIXEIRA DE OLIVEIRA RIO BRANCO 2022 1. RELATO DE EXPERIÊNCIA Este presente relato, tem por objetivo, mostrar como foi o desenvolvimento da execução do plano de aula na Escola Professor Pedro Martinello. O contato com a gestão escolar se deu através do telefone da escola, posteriormente através da coordenação do EJA por meio do WhatsApp, não houve nenhuma falha ao estabelecer contato para agendar datas, sugestões dos professores regentes, e os procedimentos para execução do plano de aula. O plano de aula foi aplicado, tendo como público alvo os alunos do EJA. Sendo a Etapa do ANOS INICIAIS DO FUNDAMENTAL - 2º Ano-EJA. A ferramenta para aplicação do plano, foi o WhatsApp, visto que a escola já está trabalhando com a ferramenta para aulas remotas dos professores e alunos, por isso foi decidido usar a mesma ferramenta, já que os grupos em destaque de aplicação do plano já estavam nos grupos do WhatsApp. O plano de aula propõe o estudo sobre figuras geométricas planas e não planas, na unidade Temática de Geometria, contemplando a habilidade de Matemática (EF02MA14) - Reconhecer, nomear e comparar figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico. Reconhecer em suas faces as figuras planas. Além também do desenvolvimento da competência 5 da BNCC: “Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.” (BNCC, 2018). Os conteúdos desenvolvidos utilizando o recurso tecnológico teve as seguintes etapas: 1ª. Apresentação dos estagiários aos alunos no grupo do WhatsApp; 2ª. Explicação com conversa informal, através de áudios falado, sobre o tema e envio de imagens de objetos planos e não planos; 3ª. Instigação de objetos do cotidiano dos alunos, que se assemelham aos da imagem enviadas no grupo do WhatsApp; 4ª. Interação no grupo em destaque na aplicação do plano, através de áudios e mensagens, de dúvidas e esclarecimentos ao conteúdo trabalhado. A interação dos participantes do grupo de aplicação do plano de aula, se deu através dos áudios e mensagens que os mesmos enviaram após a imagem explicativa sobre figuras planas e não planas, tal como a observação em seus lares que pudessem ser planas e não planas, consolidando a aprendizagem, através da atividade e questionamento a seguir: Envio da imagem de um dado desmontado para os alunos no grupo de WhatsApp, formado para aulas remotas. Orientação a observação e estimulação a associação entre o cubo e o quadrado. Se for necessário, explicação, que o cubo é uma figura bidimensional e o quadrado é uma figura plana que pode ser encontrada a partir da planificação do cubo. Discussão com a turma: 1) Você já viu um dado desmontado? 2) Quantas partes ele tem? 3) Elas são todas iguais? 4)Compare-as! Alguns pontos positivos ao utilizar as ferramentas digitais foram os seguintes: - Aulas mais dinâmicas através de áudios, vídeos e imagens. - Capturar a atenção do aluno com aprendizagem visual; - O professor não tem a necessidade de fazer uso da fala somente para ele, mas deixa aberto a comunicação a todos. - Possibilidade de aulas para um grupo maior de pessoas; - Acessibilidade às informações em caso de dúvidas; O uso das ferramentas digitais pode potencializar a aprendizagem, pois elas impulsionam a aprendizagem e são capazes de apoiar a aprendizagem de crianças e jovens ao transformar práticas pedagógicas. Dando um melhor suporte na atividade específica, possibilitando que o conhecimento ocorra em qualquer lugar, tornando-se uma poderosa aliada a extensão da sala de aula, potencializando e deixando as aulas mais dinâmicas, de desenvolver e despertar para uma aprendizagem significativa, através da interação. Além do mais relevante, as ferramentas digitais aproximam alunos e educadores, em um ambiente virtual de infinitas possibilidades de transmissão e recebimentos de aprendizagem. 2. PRÉ-PROJETO 2.1 A PRÁTICA DE PROFESSORES DENTRO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 2.2 PROBLEMA O professor deve instigar a curiosidade do educando, bem como uma constante e desafiadora busca de novos desafios, desafios que podem por eles serem alcançados, através do conhecimento que cada um tem, dentro de sua realidade e particularidade. Ser educador é entrar no mundo do educando, redescobri-lo, ajudando a suprir suas necessidades. O educador deve pensar constantemente em sua prática educativa, no seu papel de fazer com que o aluno aprenda de forma eficaz. Para tal , o papel de educar, vai muito além de seus métodos e práticas adquiridas no decorrer de sua trajetória acadêmica e profissional, trabalhar com os educandos do EJA, é abrir os olhos para a realidade de que em uma sala de aula dessas, não há somente alunos, todavia, há pais, mães, jovens de família, que abdicaram de uma educação enquanto eram jovens, para prover o alimento à sua família desde cedo, por falta de oportunidades financeiras que o impossibilitaram de frequentar a escola, quando era possível. Estes homens e mulheres, são pedreiros, trabalhadores formais e informais, donas de casa, e também jovens, que estiveram/estão à margem da sociedade por algum tempo, porém, jamais deixaram o sonho de cursar e finalizarem seus estudos, e para isso, se esforçam, em uma turma do EJA, mesmo exaustos de um dia inteiro de trabalho. E a prática do professor frente a essa realidade, não deve jamais passar despercebido, o educador, pode e deve inserir o contexto atual de seus alunos em suas aulas, aulas essas que não se fixem apenas em livros, mas que sejam inovadoras, desafiando o educando a resolver novos desafios, frente à realidade de cada um. O maior desafio do educador frente ao EJA, é a evasão dos educandos, e nessa modalidade, muito mais importante que lecionar conteúdos, é criar vínculos, que possibilitem a permanência dos mesmos em sala de aula. 2.3 OBJETIVO O objetivo principal desse projeto de pesquisa é discutir os motivos de permanência, abandono e retorno nessa modalidade de ensino. Que é o EJA. Com isso, este trabalho tem como objetivo traçar o perfil dos alunos da EJA . Apontar os motivos para a permanência, abandono e retorno revelando as dificuldades na realização e conclusão das mesmas. Determinar e sanar os principais motivos para a desistência do aluno e reingresso no programa. Para tal a relevância de boas práticas docentes, dentro do EJA, para que todos os objetivos sejam alcançados. 2.4 JUSTIFICATIVA Nas salas de aula há diferentes tipos de aluno e cada um possui uma vivência diferenciada, porém, igualmente como a sala de aula do ensino regular (infantil, fundamental e médio), o aluno da EJA possui suas próprias particularidades. Este tem seu mundo, suas questões, seu trabalho, seus porquês e seus porquês. Um dos principais motivos, que impulsionaram esse projeto de pesquisa, é a permanênciados educando até conseguirem de fato concluírem essa etapa importante dos estudos em suas vidas, para tal o professor deve reaver práticas pedagógicas, para evitar a evasão, e ainda mais em disciplinas exatas, como a matemática, e isso pode ser ainda mais eficaz em suas aulas, pois vamos supor que um aluno seja pedreiro, o mesmo, faz uso constante de números, em construção, e porque não utilizar exemplos como esses para inovar suas práticas pedagógicas e ainda por cima valorizar a profissão do educando. Principalmente se tratando da EJA, o professor deve usar o bom senso, muitas vezes esse aluno pode não conseguir entregar um trabalho na data certa, em decorrência das atribulações, responsabilidades diárias. Freire (1996, p. 25): Vigilância do meu bom senso tem uma importância enorme na avaliação que, a todo instante, devo fazer de minha prática. Antes, por exemplo, de qualquer reflexão mais detida e rigorosa é o meu bom senso que me diz ser dão negativo, do ponto de vista de minha tarefa docente, o formalismo insensível que me faz recusar o trabalho de um aluno por perca de prazo, apesar das explicações convincentes do aluno, quanto o desrespeito pleno pelos princípios reguladores da entrega dos trabalhos. E tudo bem, não entregar as tarefas em dias, ou deixar de realizar uma, ou mais atividades, pois afinal, ensinar vai além de adquirir conhecimento, contudo a preocupação do professor não deve ser de fazer com que os alunos dominem conhecimentos tradicionais, mas conhecimentos que realmente façam sentido. Falar de educação não é coisa fácil, haja vista que ela abrange um leque gigantesco de ramificações que são interdependentes e juntas nos transformam em seres planetários como: educação familiar, alimentar, sexual, física, socioemocional, religiosa, digital, ambiental, étnico- racial, inclusiva, artística entre outras. As quais perpassam pelo ciclo vital de todo sujeito durante sua formação cidadã, evidenciando os períodos escolar e profissional, bem como o da terceira idade. E consequentemente, trazem à tona suas contribuições para o nosso cotidiano. No entanto, o que mais nos chama a atenção é “O papel da escola na sociedade”, cujo objetivo é socializar e democratizar o acesso ao conhecimento e promover a construção moral e ética nos estudantes. Sobretudo, a partir da apreensão desses dois papéis, eles tornam-se mais conscientes, engajados e críticos-reflexivos no tocante às transformações de si enquanto cidadãos – conhecedores de seus direitos e deveres – e da sociedade em sua complexidade. Se outrora a escola, investisse em mais projetos, que envolvam situações problemas enfrentados pelos alunos, na comunidade em que vivem, buscando soluções, dentro da escola, para a comunidade, o aprendizado REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base nacional comum curricular. Brasília, DF, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf> Acesso em setembro de 2020. FREIRE, Paulo; Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GIL, Antônio C. Como elaborar projetos de pesquisa. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996. Métodos e técnicas da pesquisa social. São Paulo: 1987. PIERRO, Maria Clara; JOIA, Orlando; RIBEIRO, Vera Masagão. Visões da educação de jovens e adultos no Brasil. Caderno Cedes. 21, nov. Campinas 2001. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf ANEXO I – Ficha de Avaliação na Escola-campo ANEXO II