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1 Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema Neto Secretário de Estado de Educação Igor de Alvarenga Oliveira Icassati Rojas Subsecretaria de Articulação Educacional Gustavo Lopes Pedroso Assessoria Central de Inspeção Escolar Paulo Leandro de Carvalho Coordenação de Vida Escolar NIvalda Batista de Melo Equipe Técnica Andrea Bicalho Gislaine Scheid Maria Paiva Patrícia Paula Perla Lima Grupo de Trabalho (GT) de assessoramento técnico (Res. SEE nº 4.732/2022) Carmelita Rodrigues Leise Lima Versão 1 - Novembro de 2022 2 Sumário 1 Introdução 6 2 Coordenação de Regularidade de Vida Escolar: princípios 7 2.1 Coordenação de Regularidade de Vida Escolar: equipe 7 2.2 Protocolos Orientadores da atuação da Inspeção Escolar estabelecidos pela Resolução SEE nº 4.487/2021: ações do Serviço de Inspeção Escolar na Regularização de Vida Escolar 8 3 Encaminhamento de consultas à equipe da Coordenação de Regularidade de Vida Escolar 8 4 Instrução de processos de Regularização de Vida Escolar via SEI 9 5 Relatório Circunstanciado: peça fundamental em qualquer demanda de Regularização de Vida Escolar 9 6 Verificação de Autenticidade de Documentos Escolares e de Regularidade de Percurso Escolar 10 7 Instrução de processos de regularização de Vida Escolar - Documentos supostamente falsos 11 8 Instrumentos básicos de atuação do Serviço de Inspeção Escolar relacionados à Regularidade de Vida Escolar 11 9 Instrumentos básicos de atuação do Serviço de Inspeção Escolar relacionados à regularidade de Vida Escolar Recursos Pedagógicos - Classificação 13 10 Instrumentos básicos de atuação do Serviço de Inspeção Escolar relacionados à regularidade de Vida Escolar Recursos Pedagógicos - Reclassificação 14 11 Instrumentos básicos de atuação do Serviço de Inspeção Escolar relacionados à regularidade de Vida Escolar 15 11.1 Orientação SE- ASIE/SA nº 5/2021, de 14 de outubro de 2021 - Diretrizes para expedição de diploma ou confirmação de registro de títulos adquiridos em nível de habilitação profissional, apostilamento de estudos adicionais e averbação de nomes em documentos escolares emitidos pelas escolas do sistema de ensino de Minas Gerais e pelas Superintendências Regionais de Ensino (Sre), em estudos anteriores a 1982. 15 11.2 - ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR nº 1/2022, de 24 de fevereiro de 2022: orienta a escrituração escolar referente aos estudantes amparados pelo Decreto nº 1.044/1969 e pela Lei nº 6.202/1975 nas Escolas da Rede Estadual de Ensino 16 11.3 ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO ASIE nº 2/2022, de 15 de março de 2022: orienta as Superintendências Regionais de Ensino sobre o credenciamento de escolas, a avaliação e a emissão de comprovante de conclusão do 5º ano do Ensino Fundamental aos candidatos com 15 (quinze) anos de idade completos ou mais 17 11.4 - Memorando SEE/SE – ASIE nº 58/2022, de 23 de fevereiro de 2022, com orientações sobre regularização de vida escolar de estudantes com pendências de Progressão Continuada e escrituração escolar 17 11.5 - ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR nº 3/2022, de 9 de maio de 2022, que Orienta a escrituração escolar referente aos estudantes matriculados na Educação Profissional Técnica de Nível Médio – Curso Técnico, do Projeto "Trilhas de Futuro", amparados pelo Decreto-Lei nº 3 1.044/1969, pela Lei nº 6.202/1975, pela Lei Federal nº 4.375, de 17 de agosto de 1964 e pelo Decreto-Lei nº 715, de 30 de julho de 1969 18 11.6 - Aba “Inspeção Escolar” no site da SEE: contém legislações e atos normativos da SEE, do MEC, do CEE e outros afetos ao trabalho do Serviço de Inspeção 19 11.7 - DRIVE “ASIE- Assessoria Central de Inspeção Escolar” 20 12 Observações 20 13 Respostas aos questionamentos apresentados no 1º seminário virtual: regularidade e vida escolar 20 13.1 Atuação de professores sem a devida Habilitação e/ou autorização para lecionar 21 13.2 Irregularidades no percurso escolar dos estudantes 25 13.3 Educação Física 33 13.4 Progressão Parcial 37 13.5 Recurso Pedagógico: Classificação 38 13.6 Recurso Pedagógico: Reclassificação 42 13.7 Impossibilidade de emissão de HE por ausência de arquivo 60 13.8 Matrícula tardia no 1º semestre ou matrícula no 2º semestre 66 13.9 Transferência/remanejamento de alunos em diferentes modalidades, turnos. 69 13.10 Componente Curricular Artes na Educação Básica 71 13.11 SISTEC- Curso Técnico 73 13.12 CESEC 75 13.13 Aproveitamento de Estudos 76 13.14 Decreto-Lei 1.044/69 79 13.15 Curso Normal em Nível Médio 79 13.16 Documento Supostamente Falso 80 13.17 Estudante com defasagem idade/série 81 13.18 Estudante em situação de itinerância 82 13.19 Dúvidas diversas 83 13.20 Questionamentos relacionados a outras Diretorias 100 13.21 Sugestões apresentadas pelos participantes 102 14 Encontro Técnico de Regularidade de Vida Escolar 105 14.1 Passo a Passo para fazer atividade interativa via slido 105 14.2 Questões que usamos no Encontro sobre Equivalência ou aproveitamento de Estudos:108 4 14.3 Questões que foram retiradas do próprio documento: Regularidade de Vida Escolar Documento Orientador. 112 15 Agradecimentos e nossos contatos 123 5 1 INTRODUÇÃO A realização do 1° Seminário Virtual de Formação Continuada - "Regularidade e Vida Escolar", (link para acesso )1° Seminário Virtual de Formação Continuada - "Regularidade e Vida E… promovido pela Assessoria de Inspeção Escolar/Vida Escolar, no dia 30 de maio de 2022, possibilitou a construção do documento denominado Regularidade de Vida Escolar - Documento Orientador, fruto das discussões e questionamentos das Superintendências Regionais de Ensino - SRE O documento apresenta, à luz da legislação vigente, as várias possibilidades de procedimentos a serem adotados nas situações de matrícula, posicionamento de estudantes, análise e interpretação dos documentos escolares, validação de atividades escolares nas diferentes situações de trajetórias e experiências pedagógicas desenvolvidas pelas escolas, nas etapas e modalidades de ensino ofertadas. Espera-se contribuir com o trabalho do Serviço de Inspeção Escolar, pontos focais que trabalham com Regularidade de Vida Escolar nas SRE, gestores escolares e profissionais responsáveis pelo registro de documentos escolares. Tais documentos devem estampar a legalidade, a veracidade e a regularidade da trajetória escolar, refletindo o conjunto de ações desenvolvidas no processo de ensino e aprendizagem. Além disso, deve-se garantir o lançamento do aproveitamento, da carga horária, do currículo dentre outros elementos de percurso escolar dos estudantes, em instrumentos próprios de escrituração escolar e a coerência entre as informações sobre a vida escolar dos estudantes no Sistema Mineiro de Administração Escolar (SIMADE) e nos arquivos físicos; Ressaltamos que este documento orientador, será constantemente revisado, conforme a necessidade e novos questionamentos reportados à Assessoria de Inspeção Escolar, constituindo-se, portanto, como fonte de estudo e pesquisa para promoção das ações de regularização de vida escolar, assegurar a continuidade do percurso dos estudantes com adequação à legislação em vigor e expedição de documentos escolares válidos ao prosseguimento de estudos, para o exercício profissional e o exercício pleno da cidadania. Solicitamos que este documento seja amplamente divulgado na SRE e nas escolas da jurisdição e esperamos que as sugestões contribuam com a organização do trabalho da secretaria escolar e coordenação pedagógica das escolas estaduais. Paulo Leandro de Carvalho Assessor Central de Inspeção Escolar 6 https://youtu.be/UDdD37K2vdE 2 COORDENAÇÃO DE REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR: PRINCÍPIOS A existência de uma legislação representa muito mais que um conjunto de ordens a serem cumpridas. Trata-se, antes de tudo, da superação do poder do mais forte, do mais rico ou qualquer outro fator de distinção entre os indivíduos. Representa o estabelecimento de uma igualdade entre as pessoas na definição ou garantia dos direitos. (...) o servidorpúblico assume papel relevante. Pois nesta função, antes de um simples trabalho, dada a sua natureza de atendimento ao público, o servidor torna-se um agente viabilizador de um direito, sendo ele um preposto do Estado, o elo entre ele e o cidadão. Em órgãos educacionais o profissional deve procurar ser mais atento. Pois, trata-se de oferta de um direito subjetivo, cuja não garantia ou obstrução pode resultar em ação pública contra a instituição ou até mesmo contra o próprio servidor, caso se caracterize ter sido sua postura obstrutora do exercício de um direito. (...) BRASIL, Ministério da Educação. Legislação Escolar. Profuncionário. Técnico em Gestão Escolar. Brasília, 2007. 2.1 COORDENAÇÃO DE REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR: EQUIPE A equipe está disponível para apoiar, orientar e colaborar com o serviço de Inspeção Escolar e Divisão de Atendimento Escolar - DIVAE das SRE em: ➔ processos de regularização de vida escolar; ➔ processos judicializados afetos à vida escolar (trajetória e escrituração escolar); ➔ processos de equivalência de estudos realizados no exterior; ➔ processos de verificação de autenticidade de documentos escolares; ➔ processos de transferência e matrícula com registros escolares de situações irregulares, demandas de tratamento excepcional ou de casos omissos; ➔ normas relativas à escrituração escolar: instrumentos e procedimentos para o registro da vida escolar; ➔ encerramento e expedição de documentação escolar de alunos de escolas extintas (articulados à Diretoria Administrativas - DADM), registros de títulos de habilitação profissional, averbações e apostilamentos; ➔ situações excepcionais de validação de atos escolares e de verificação de atos praticados por pessoas com habilitação questionada com impactos sobre a vida escolar. 7 2.2 PROTOCOLOS ORIENTADORES DA ATUAÇÃO DA INSPEÇÃO ESCOLAR ESTABELECIDOS PELA RESOLUÇÃO SEE Nº 4.487/2021: AÇÕES DO SERVIÇO DE INSPEÇÃO ESCOLAR NA REGULARIZAÇÃO DE VIDA ESCOLAR Indicadores relacionados, em algum aspecto, à regularidade de vida escolar: ➔ Matrícula e enturmação; ➔ Cumprimento de calendário escolar; ➔ Frequência e aproveitamento; ➔ Declaração da autenticidade de documentos escolares; ➔ Registro de vida escolar; ➔ Atendimento Educacional Especializado - AEE; ➔ Projeto Político Pedagógico - PPP e Regimento Escolar; ➔ Gestão de pessoas; ➔ Plano de atendimento escolar; ➔ Orientação, assistência e controle de processo administrativo e pedagógico das escolas municipais e privadas. Em 10 dos 13 protocolos, a atuação do Serviço de Inspeção tem influência significativa nos processos escolares que asseguram a regularidade da vida escolar dos estudantes. 3 ENCAMINHAMENTO DE CONSULTAS À EQUIPE DA COORDENAÇÃO DE REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR Considerando a seriedade e responsabilidade com que devem ser tratadas as situações de vida escolar, os critérios e o rigor exigido na análise e elaboração da orientação ou do encaminhamento dos casos, esta ASIE orienta as SRE sobre a elaboração de consultas relativas à regularização de vida escolar: ➔ as consultas deverão ser encaminhadas apenas por e-mail para o endereço asie.vidaescolar@educacao.mg.gov.br e deverão conter o detalhamento do percurso escolar do estudante constando: ● contextualização completa da situação: dados do (a) aluno (a), da escola, informações do percurso escolar, da constatação da ocorrência, providências tomadas, e a questão formulada com clareza; ● documentação escolar do aluno: histórico escolar, fichas individuais, declarações de transferência ou de escolaridade, boletins, relatórios de percurso etc, em arquivo em PDF legível (sendo possível); 8 mailto:asie.vidaescolar@educacao.mg.gov.br 4 INSTRUÇÃO DE PROCESSOS DE REGULARIZAÇÃO DE VIDA ESCOLAR VIA SEI Após esgotadas as aplicações das orientações dos Ofícios e Pareceres relativos à regularização de vida escolar, o Serviço de Inspeção Escolar deverá instruir processo no Sistema Eletrônico de Informações - SEI de regularização de vida escolar conforme orientações do Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2015, de 13 de outubro de 2015, para análise e manifestação, fazendo constar das peças: ➔ Cópias de documentos esclarecedores dos fatos relatados, como por exemplo: histórico escolar e/ou fichas individuais, ata de resultados finais, termo de visita do Inspetor Escolar, página de diário de classe, Ata do Conselho de Classe, ata de "classificação, reclassificação", justificativas da ocorrência pelo Diretor, Secretário Escolar, Pedagogo, Docente e outros que julgar procedente para pronunciamento (somente cópias relevantes para análise, evitar exagero de cópias). ➔ Em situações pedagógicas que envolvam currículo, anexar o Plano Curricular e partes do Regimento Escolar (referente à época) para análise. E com relação à implantação do ensino fundamental de nove anos, é necessário informações e Plano Curricular do ano de implantação, em situações que envolvam a rede municipal e a rede particular de ensino. ➔ Registro elaborado pelo corpo pedagógico da escola, referente ao acompanhamento pedagógico, às estratégias pedagógicas de recuperação, face às dificuldades apresentadas e desempenho do discente. ➔ Documento comprobatório de apuração da escolaridade: verificar nos arquivos a guia de transferência, o registro da matrícula, a identificação das escolas (contato com as mesmas) e a pesquisa junto ao aluno e família (o encaminhamento do processo só deve ser feito após esgotar todos os recursos necessários à identificação das escolas e apuração da escolaridade do discente). ➔ Os processos de vida escolar envolvendo escolas extintas seguem os mesmos procedimentos para análise, devendo ser encaminhada "Nota Técnica" contendo informações detalhadas e cópias de documentos comprobatórios da situação apurada. Esta "Nota Técnica" deverá ser assinada pelos responsáveis. 5 RELATÓRIO CIRCUNSTANCIADO: PEÇA FUNDAMENTAL EM QUALQUER DEMANDA DE REGULARIZAÇÃO DE VIDA ESCOLAR O Relatório circunstanciado, a ser elaborado e assinado pelo Inspetor Escolar responsável pela escola, deve informar: ➔ os dados institucionais: identificação da escola, atos legais de funcionamento; 9 ➔ os dados minuciosos sobre a situação do estudante e a descrição pormenorizada do percurso escolar, a partir de apuração criteriosa, considerando: ● que a verificação deve ser realizada a partir da última escola onde o aluno concluiu ou está matriculado, com análise de TODOS os registros escolares pertinentes ao caso, constantes dos assentamentos da escola: pasta individual, livros de atas de matrícula, de resultados finais, de registro de diplomas, de recursos pedagógicos, de procedimentos administrativos, etc; ● a análise de registros e busca de relatórios gerenciais nos sistemas informatizados das escolas: SIMADE, Diário Escolar Digital - DED, DRIVES, etc; ● os aspectos da vida escolar, conforme estudos realizados: carga horária, dias letivos, currículo, utilização de recursos pedagógicos, estratégias de recuperação, etc; ● os esclarecimentos prestados pelos servidores envolvidos, pelo estudante e pela sua família, sempre que houver necessidade de complementação e comprovação de informações localizadas nos assentamentos escolares. Caso a irregularidade tenha ocorrido em outra escola, também deve ser realizada a apuração dos fatos e registros, anexando o relatório do Inspetor Escolar que atua na unidade. 6 VERIFICAÇÃO DE AUTENTICIDADE DE DOCUMENTOS ESCOLARES E DE REGULARIDADE DE PERCURSO ESCOLAR ➔ OFÍCIO CIRCULAR SOE/SB nº 8/2008, de 06/11/2008: orienta as SRE sobre autenticidade de documentos escolares e processos de documentação “supostamente falsa”. ➔ Ofício SOE/DRFE nº 113/2013 de 21/01/2013; com orientações complementares quanto ao cumprimento do Ofício Circular SOE/SB n. 8/2008, referentes a documentos escolares “supostamente falsos”. ➔ Orientação de Serviço DGAE/ASIE nº 1/2020, de 19/6/2020: os procedimentos excepcionais a serem adotados pelas SRE e o Serviço de InspeçãoEscolar para viabilizar a continuidade do serviço de comprovação da autenticidade de documentos escolares, durante o período de suspensão das atividades presenciais. (Vigorou durante a suspensão das atividades presenciais nas escolas). Visando agilizar a resposta ao solicitante, o Serviço de Inspeção Escolar deverá atentar para a solicitação do demandante: ➔ Polícia Federal: tem solicitado em caráter de urgência apenas a confirmação de formação/conclusão do Ensino Médio ou equivalente dos candidatos ao concurso público, a partir de informação de estudos prestada pelo próprio candidato; 10 ➔ nas situações que houver demanda de estampa de carimbos e assinaturas em documentos físicos, como por exemplo para atendimento às exigências de legalização junto às autoridades de apostilamento ou de visto consular para estudar no exterior, o atendimento será em documentos físicos; ➔ nas situações que as instituições solicitam a resposta da verificação por e-mail e trâmite de documentos em arquivo PDF, observar a demanda visando envio de resposta por e-mail. 7 INSTRUÇÃO DE PROCESSOS DE REGULARIZAÇÃO DE VIDA ESCOLAR - DOCUMENTOS SUPOSTAMENTE FALSOS Nos casos de "documentos supostamente falsos", o Serviço de Inspeção Escolar deverá instruir processos seguindo as orientações previstas na Orientação ASIE/Vida Escolar nº 04/2022 e encaminhar os processos devidamente instruído às comarcas do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), conforme área de circunscrição, contendo: ➔ Relatório circunstanciado elaborado pelo serviço de Inspeção escolar; ➔ Esclarecimentos apresentados pelo estudante, preferencialmente em declaração ou carta assinada; ➔ Esclarecimentos prestados pelo representante da instituição, preferencialmente em declaração ou ofício assinado, se houver; ➔ Documentos escolares emitidos pela instituição; ➔ Documentos comprobatórios do funcionamento da instituição (players, fotos de banner e outdoor, panfletos, prints de sites e divulgações ou contatos em redes sociais, ofícios, etc); ➔ Documentos de notificação da SRE à instituição, relacionados às orientações de autorização e credenciamento, se houver. ➔ O contato com o MPMG deve ser verificado pela SRE diretamente com a unidade do órgão, na localidade de atuação da respectiva SRE, considerando as diferentes condições de funcionamento da comarca. Sugerimos consulta ao site do MPMG, para pesquisar os contatos: https://www.mpmg.mp.br/portal/auxiliar/telefones-e-enderecos/. 8 INSTRUMENTOS BÁSICOS DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE INSPEÇÃO ESCOLAR RELACIONADOS À REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR ➔ Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2013, de 14 de maio de 2013: lista pareceres e procedimentos que podem amparar diversas situações de irregularidade e sanear pendências em percurso escolar; ➔ Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2015, de 13 de outubro de 2015: orienta instrução de processos de regularização de vida escolar; 11 https://www.mpmg.mp.br/portal/auxiliar/telefones-e-enderecos/ ➔ Ofício Circular SB/SOE nº 8/2008, de 6 de novembro de 2008: orienta as SRE sobre a autenticidade de documentos escolares e processos de documentos supostamente falsos; ➔ Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 5/2012, de 28 de agosto de 2012: orienta as SRE sobre o recolhimento de arquivo de escolas devido a paralisação ou encerramento de atividades (em fase de atualização), e nas situações referentes ao Projeto Mãos Dadas, verificar a Cartilha com orientações sobre a transferência das unidades escolares estaduais para a rede municipal. ➔ ORIENTAÇÃO ASIE nº 4/2021, de 1º de novembro de 2021: Matrícula de estudantes na condição de migrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio; ➔ ORIENTAÇÃO SE- ASIE/SA nº 5/2021, de 14 de outubro de 2021: Diretrizes para expedição de Diploma ou confirmação de registro de títulos adquiridos em nível de habilitação profissional, apostilamento de estudos adicionais e averbação de nomes em documentos escolares emitidos pelas escolas do Sistema de Ensino de Minas Gerais e pelas Superintendências Regionais de Ensino (SRE), em estudos anteriores a 1982; ➔ ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR nº 1/2022, de 24 de fevereiro de 2022: orienta a escrituração escolar referente aos estudantes amparados pelo Decreto nº 1.044/1969 e pela Lei nº 6.202/1975 nas Escolas da Rede Estadual de Ensino; ➔ ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO ASIE nº 2/2022, de 15 de março de 2022: orienta as Superintendências Regionais de Ensino sobre o credenciamento de escolas, a avaliação e a emissão de comprovante de conclusão do 5º ano do Ensino Fundamental aos candidatos com 15 (quinze) anos de idade completos ou mais; ➔ Memorando SEE/SE – ASIE nº 58/2022, de 23 de fevereiro de 2022, com orientações sobre regularização de vida escolar de estudantes com pendências de Progressão Continuada e escrituração escolar; ➔ ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR nº 3/2022, de 9 de maio de 2022, que Orienta a escrituração escolar referente aos estudantes matriculados na Educação Profissional Técnica de Nível Médio – Curso Técnico, do Projeto "Trilhas de Futuro", amparados pelo Decreto-Lei nº 1.044/1969, pela Lei nº 6.202/1975, pela Lei Federal nº 4.375, de 17 de agosto de 1964 e pelo Decreto-Lei nº 715, de 30 de julho de 1969; ➔ Aba “Inspeção Escolar” no site da SEE: contém legislações e atos normativos da SEE, do MEC, do CEE e outros afetos ao trabalho do Serviço de Inspeção; ➔ ORIENTAÇÃO ASIE nº 4/2021, de 1º de novembro de 2021: Matrícula de estudantes na condição de migrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio: ● histórico escolar dos estudos realizados no exterior e certificado se houver; ● tradução juramentada; ● aproveitamento de estudos; 12 ● matrícula no decorrer do ano letivo, as orientações do Parecer CEE/MG nº 388, de 26 de maio de 2003; ● estudante na condição de refúgio; ● aluno egresso de escola do exterior que não portar documentação escolar, terá direito ao processo de avaliação/classificação; ● matrícula no Ensino Médio sem documentação que comprove a conclusão do Ensino Fundamental; ● O § 6° do artigo 1° da Resolução CNE/CEB nº 1, de 13 de novembro de 2020, prevê a avaliação/classificação realizada na língua materna do estudante; ● O Histórico Escolar deve estampar o percurso dos estudantes de acordo com as especificações de cada realidade. 9 INSTRUMENTOS BÁSICOS DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE INSPEÇÃO ESCOLAR RELACIONADOS À REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR RECURSOS PEDAGÓGICOS - CLASSIFICAÇÃO Lei Federal 9.394/96, Pareceres do CEE nº 1.132/97 e 1.158/98 OBJETIVO Posicionar o aluno na série, período, etapa ou ciclo, compatível com sua idade, experiência, nível de desempenho ou de conhecimento. COMO FAZER Mediante avaliação em todos os componentes curriculares da Base Nacional Comum Curricular. A descrição do recurso pedagógico da classificação deverá fazer parte do Regimento Escolar e Proposta Pedagógica. Os documentos que fundamentam a classificação de cada aluno deverão ser arquivados na escola. QUANDO FAZER Por ocasião da matrícula do aluno na escola (matrícula inicial). QUANDO PODE OCORRER POR PROMOÇÃO Para aluno que cursou com aproveitamento a série, período, ciclo, na própria escola (sequência normal). POR TRANSFERÊNCIA Para aluno procedente de outra escola situada no país ou exterior (dando 13 sequência à série, ao período ou à etapa apresentada no histórico escolar da escola de origem) POR AVALIAÇÃO Posicionamento na série, período, ciclo, independente de escolarização anterior. 10 INSTRUMENTOS BÁSICOS DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE INSPEÇÃO ESCOLAR RELACIONADOS À REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR RECURSOS PEDAGÓGICOS - RECLASSIFICAÇÃO Lei Federal nº 9.394/96, Pareceres do CEE nº 1.132/1997, 1.158/1998 e 388/2003 OBJETIVO Posicionar o aluno na série, período, etapa ou ciclo diferente do que seu histórico escolar registre ou, na ausência deste, o que seu desenvolvimento avaliado indique. COMO FAZER A descrição do processo deverá fazer parte do Regimento Escolar e Proposta Pedagógica.Que a decisão de reclassificação seja decorrente de manifestação de comissão formada de docentes e supervisor, sob a presidência do diretor. Os documentos que fundamentaram a reclassificação (provas, trabalhos) deverão ser arquivados na pasta do aluno. QUANDO FAZER A reclassificação deve ter um caráter de excepcionalidade, pois implica em um reposicionamento do aluno, para fins de prosseguimento de estudos, tendo em vista comprovada aprendizagem QUANDO PODE OCORRER AVANÇO É a forma de propiciar condições para a conclusão de séries, etapas ou ciclos da educação básica, em menos tempo, ao aluno portador de altas habilidades comprovadas por comissão indicada pelo diretor. 14 ACELERAÇÃO É a forma de propiciar ao aluno com atraso escolar, a oportunidade de ser posicionado na série correspondente a sua idade. TRANSFERÊNCIA Aluno proveniente de escola situada no país ou exterior poderá ser avaliado para posicionamento em série diferente à indicada no histórico escolar da escola de origem, desde que comprovado conhecimentos e habilidades. FREQUÊNCIA Aluno com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e apresentando desempenho satisfatório em todos os componentes curriculares, ao final do ano letivo, deverá ser submetido a avaliação especial em todos os conteúdos 11 INSTRUMENTOS BÁSICOS DE ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE INSPEÇÃO ESCOLAR RELACIONADOS À REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR 11.1 ORIENTAÇÃO SE- ASIE/SA Nº 5/2021, DE 14 DE OUTUBRO DE 2021 - DIRETRIZES PARA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA OU CONFIRMAÇÃO DE REGISTRO DE TÍTULOS ADQUIRIDOS EM NÍVEL DE HABILITAÇÃO PROFISSIONAL, APOSTILAMENTO DE ESTUDOS ADICIONAIS E AVERBAÇÃO DE NOMES EM DOCUMENTOS ESCOLARES EMITIDOS PELAS ESCOLAS DO SISTEMA DE ENSINO DE MINAS GERAIS E PELAS SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE ENSINO (SRE), EM ESTUDOS ANTERIORES A 1982. ➔ Os procedimentos para a expedição de registro de diploma, apostilamento de estudos adicionais e averbação de nomes em documentos escolares emitidos pelas escolas do Sistema de Ensino de Minas Gerais e Superintendências Regionais de Ensino (SRE), em estudos anteriores a 1982, serão acompanhados pela equipe técnica da Superintendência Regional de Ensino (SRE) quando se tratar de Escola Extinta e pelo serviço de Inspeção Escolar quando se tratar de escola em atividade. ➔ Registro de 1ª via de Diploma - A escola em atividade deve fazer a pesquisa dos dados de identificação do aluno e da vida escolar, analisar a regularidade dos estudos, 15 observando as normas regulamentares à época e apurar se já houve registro de uma primeira via. ➔ Registro de 2ª via de Diploma - A confirmação de registro será mantida sob o acompanhamento da Superintendência Regional de Ensino (SRE) que solicitará à Diretoria Administrativa (DADM) os documentos microfilmados conforme cada caso. ➔ A escola em atividade deverá elaborar o Histórico Escolar e Diploma do aluno e encaminhar através de ofício à Superintendência Regional de Ensino (SRE) o pedido de confirmação de Registro do Diploma, informando os dados referentes ao registro na 1ª via, a saber: nº do registro, nº do livro, nº da folha e a data em que ocorreu o registro, se houver. ➔ Apostilamento de Estudos Adicionais - O apostilamento no diploma será feito quando o solicitante apresentar a conclusão de Estudos Adicionais, previstos na Lei Federal nº 5.692/71. ➔ A escola em atividade deverá registrar no verso do diploma os dados referentes ao apostilamento, após a anotação em livro próprio. ➔ Averbação de nome - A averbação é o registro ou anotação no verso do diploma de alterações referentes aos dados pessoais do concluinte, como por exemplo, mudança de nome, tendo em vista apresentação da certidão de casamento. ➔ Alertamos para o cuidado e zelo que devem ser assumidos nos registros objeto de averbação em Registro Civil, conforme resolução do Conselho Nacional de Justiça - Provimento nº 73, de 28/6/2018 e outros, mediante autorização judicial a pedido da pessoa interessada. 11.2 - ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR Nº 1/2022, DE 24 DE FEVEREIRO DE 2022: ORIENTA A ESCRITURAÇÃO ESCOLAR REFERENTE AOS ESTUDANTES AMPARADOS PELO DECRETO Nº 1.044/1969 E PELA LEI Nº 6.202/1975 NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO ➔ As faltas devem ser apuradas e registradas nos documentos dos estudantes e, posteriormente, justificadas mediante a comprovação da situação de saúde pela apresentação de laudos, atestados ou relatórios médicos. Assim, não haverá abono de faltas, mas compensação das ausências, mediante atendimento pedagógico na forma excepcional assegurada pela escola. ➔ Na Ficha Individual: registrar o acompanhamento, as faltas e anexar o atestado, ou o laudo, ou o relatório médico. 16 ➔ No Histórico Escolar: registrar as faltas/horas, o aproveitamento em todos os componentes curriculares, conforme acompanhamento pedagógico da escola. ➔ No Sistema Mineiro de Administração Escolar (SIMADE) e no Diário de Classe ou no Diário Digital (DED): proceder ao lançamento dos registros dos estudantes, amparados conforme funcionalidades disponíveis. ➔ Na Pasta Individual: arquivar toda a documentação apresentada pela família e/ou pelo estudante (atestados ou laudos ou relatórios médicos); os registros da equipe pedagógica, com o acompanhamento escolar, conforme ofertado aos estudantes (atas, relatórios, cronogramas de atividades e atendimentos, projetos pedagógicos específicos, provas, pesquisas, trabalhos, etc.) comprovando o atendimento pedagógico realizado em regime excepcional. 11.3 ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO ASIE Nº 2/2022, DE 15 DE MARÇO DE 2022: ORIENTA AS SUPERINTENDÊNCIAS REGIONAIS DE ENSINO SOBRE O CREDENCIAMENTO DE ESCOLAS, A AVALIAÇÃO E A EMISSÃO DE COMPROVANTE DE CONCLUSÃO DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL AOS CANDIDATOS COM 15 (QUINZE) ANOS DE IDADE COMPLETOS OU MAIS ➔ O artigo 52 da Resolução SEE nº 4.692, de 30 de dezembro de 2021, que dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais e dá outras providências; ➔ Na inexistência no município de oferta de anos iniciais do Ensino Fundamental pela rede estadual, compete às Superintendências Regionais de Ensino (SRE) credenciar a(s) escola(s) da rede municipal de ensino, em ação solidária com a Secretaria Municipal de Educação, para proceder a esta avaliação, observar critérios de “saúde”, de funcionamento e publicar a Portaria credenciando a(s) escola(s) municipal(is). ➔ O candidato será submetido às avaliações em todos os componentes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) referentes aos anos iniciais do Ensino Fundamental. ➔ As escolas podem elaborar seus formulários ou proceder às adaptações nos formulários de histórico escolar adotados para a escrituração dos anos iniciais do Ensino Fundamental, atentando para os registros fundamentais no seu preenchimento. 11.4 - MEMORANDO SEE/SE – ASIE Nº 58/2022, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2022, COM ORIENTAÇÕES SOBRE REGULARIZAÇÃO DE VIDA ESCOLAR DE ESTUDANTES COM PENDÊNCIAS DE PROGRESSÃO CONTINUADA E ESCRITURAÇÃO ESCOLAR 17 ➔ atenção especial do Serviço de Inspeção Escolar no acompanhamento e orientação às escolas nas ações demandadas pelos estudantes com pendências: ➔ prazo - preferencialmente no 1º bimestre e em situações monitoradas pela SRE até o 2º bimestre; ➔ levantamento - dos estudantes que possuem pendências na trajetória escolar de Progressão Parcial em 2021, 2020, 2019 e anos anteriores, de registros escolares com inconsistência. Propor as medidas específicas para regularização da vida escolar conforme orientações, assegurando suas condições de prosseguir os estudos; ➔ recuperação de estudos - assegurar as oportunidades de recuperação, conforme previsão legal e reavaliações propostas pelas equipes pedagógica e gestora da escola, zelando pela qualidade dos registros, dos comprovantes, dos procedimentos, e pela revisão os resultados anteriormente anotados nos registros escolares; ➔ na análise de documentos escolares emitidospor escolas de outros sistemas – redes municipal, federal, privada e escolas de outros estados – é importante buscar conhecer as normas seguidas por essas escolas para compreender a escrituração escolar adotada, os critérios de promoção, de registro de frequência e desempenho estabelecidos durante o período de atendimento remoto aos alunos. Sempre que houver dúvidas e inconsistências nos documentos escolares, a escola de origem deverá ser consultada para prestar os esclarecimentos necessários e, em alguns casos, a SRE deverá reportar a nossa equipe para colaboração; ➔ documentos escolares - os profissionais da escola deverão fazer cuidadosamente os registros dos resultados de 2022 em curso pelo estudante. Quanto às pendências de Progressão Continuada/2020 e de Progressão Parcial de anos anteriores, deverão ser substituídos os registros insuficientes para promoção e lançados os resultados de aproveitamento e a carga horária, conforme saneamento efetivado. 11.5 - ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR Nº 3/2022, DE 9 DE MAIO DE 2022, QUE ORIENTA A ESCRITURAÇÃO ESCOLAR REFERENTE AOS ESTUDANTES MATRICULADOS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO – CURSO TÉCNICO, DO PROJETO "TRILHAS DE FUTURO", AMPARADOS PELO DECRETO-LEI Nº 1.044/1969, PELA LEI Nº 6.202/1975, PELA LEI FEDERAL Nº 4.375, DE 17 DE AGOSTO DE 1964 E PELO DECRETO-LEI Nº 715, DE 30 DE JULHO DE 1969 ➔ O projeto “Trilhas de Futuro”, oferta de cursos técnicos, considerando a importância do projeto, a natureza e a relevância do processo formativo da educação profissional, no que se refere à regularidade da vida escolar dos estudantes, cabe analisar caso a caso as situações dos estudantes e a oferta da escola, cabe observar as condições do estudante para realizar os estudos especiais, o cumprimento da carga horária 18 obrigatória e o tempo suficiente para concluir o curso de acordo com as regulamentações do projeto; ➔ A LDBEN nº 9394/1996, no Artigo 24, inciso VI, determina que “o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação”. ➔ § 4º do artigo 49 da Resolução CNE/CP nº 1, de 5 de janeiro de 2021, define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional e Tecnológica, estabelece que “os históricos escolares que acompanham os certificados e diplomas devem explicitar o perfil profissional de conclusão, as unidades curriculares cursadas, registrando as respectivas cargas horárias, frequências e aproveitamento de estudos e, quando for o caso, as horas de realização de estágio profissional supervisionado.” ➔ Resolução CEE-MG nº 484/2021, que dispõe sobre a Educação Profissional e Tecnológica no Sistema de Ensino do Estado de Minas Gerais e dá outras providências, esclarece nos Artigos 39 e 40 que o currículo, consubstanciado no Plano de Curso, é prerrogativa e responsabilidade de cada instituição educacional, nos termos do seu PPP e que os Planos de Curso coerentes com os PPP obrigatoriamente devem conter, dentre outros implicativos, o perfil profissional de conclusão, de saídas intermediárias em nível de Qualificação Profissional e de Especialização Profissional Técnica, quando previstas, os critérios e procedimentos de avaliação de aprendizagem, a identificação das atividades práticas e de estágio curricular supervisionado obrigatório, quando couber, a identificação das atividades práticas e de estágio curricular supervisionado obrigatório, quando couber; e o prazo máximo para integralização do curso. ➔ a escrituração do percurso escolar dos estudantes em tratamento excepcional, deverão ser precedidos dos registros das ofertas das atividades, dos relatórios de atendimento pedagógico, do cronograma dos trabalhos e das entregas dos discentes, visando assegurar a garantia de continuidade e qualidade da formação profissional e processos de aprendizagem com regularidade de vida escolar. ➔ Para a escrituração vide quadros anexos da ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR N° 3/2022 com passo a passo para cada caso. 11.6 - ABA “INSPEÇÃO ESCOLAR” NO SITE DA SEE: CONTÉM LEGISLAÇÕES E ATOS NORMATIVOS DA SEE, DO MEC, DO CEE E OUTROS AFETOS AO TRABALHO DO SERVIÇO DE INSPEÇÃO 19 ➔ Boletim de Legislações e Normas (sumário com as normativas editadas em cada mês); ➔ Leis, Decretos, Resoluções e Pareceres; ➔ Deliberações; ➔ Ofícios, Memorandos, Orientações e demais Documentos da SEE e outros órgãos. 11.7 - DRIVE “ASIE- ASSESSORIA CENTRAL DE INSPEÇÃO ESCOLAR” No aplicativo do GMail da SEE, é importante arquivo com muita legislação, disponibilizado e organizado pela ASIE. 12 OBSERVAÇÕES Matrícula: é de competência exclusiva dos gestores da escola e responsabilidade dos profissionais inerentes aos cargos e funções que ocupam deferir a matrícula do aluno em atendimento às exigências legais. - É obrigatória a apresentação e análise de: certidão de nascimento; histórico escolar comprovando o percurso escolar: currículo, carga horária, dias letivos, aproveitamento, frequência, etc. (os gestores que deferem a matrícula devem contatar com o gestor da escola de origem no caso da não apresentação do documento pelo aluno). Percurso escolar: ressaltamos a obrigatoriedade do cumprimento dos dispositivos da Lei 9.394/96: carga horária mínima conforme matriz curricular aprovada e de 200 (duzentos) dias letivos de trabalho escolar; a obrigatoriedade dos estudos de recuperação; a exigência da frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas para aprovação (comunicação aos órgãos competentes e responsáveis em caso de infrequência); cumprimento das diretrizes curriculares conforme legislação vigente pelo aluno, ofertadas pela escola (Plano Curricular). Escrituração escolar: autenticidade; integridade; conservação: O Diretor e o Secretário do estabelecimento de ensino, pelos cargos que ocupam, são, naturalmente, os detentores de todos os poderes administrativos e, consequentemente, são os responsáveis pela escrituração escolar, qualquer que seja o nível de ensino e modalidade, assegurando em qualquer tempo a verificação da identidade de cada aluno, a regularidade de seus estudos e autenticidade da sua vida escolar. 13 RESPOSTAS AOS QUESTIONAMENTOS APRESENTADOS NO 1º SEMINÁRIO VIRTUAL: REGULARIDADE E VIDA ESCOLAR 20 A seguir, apresentamos as considerações e/ou respostas aos vários questionamentos apresentados pelos participantes no 1º Seminário Virtual de Formação continuada - Regularidade e Vida Escolar. 13.1 ATUAÇÃO DE PROFESSORES SEM A DEVIDA HABILITAÇÃO E/OU AUTORIZAÇÃO PARA LECIONAR Como proceder em relação à validação de carga horária das atividades escolares durante o REANP, nos casos onde as instituições atuaram com professores não habilitados (Ensino Fundamental dos Anos Iniciais e Finais)? Resposta: Consideramos REANP apenas as ofertas pedagógicas asseguradas aos alunos da rede estadual. Cada situação deverá ser verificada com foco nas apurações das condições mínimas dos professores para pelo menos serem autorizados, de forma retroativa. Cabe discriminar no documento o período e registrar em termo de visita do Inspetor Escolar as medidas tomadas para regularização da situação, considerando que a legislação atual não figura a antiga “validação de atos”. O professor que não reúne os requisitos para ser autorizado a lecionar deve ser imediatamente substituído, visando a regularização de atos escolares praticados por docentes não detentores de habilitação específica. Não havendo a possibilidade de regularização da situação, os casos deverão ser minuciosamente esclarecidos e enviados os processos de regularização de vida escolar, informando o quantitativo de estudantes atendidos, as turmas, a habilitação dos professores, o período de atuação e a forma como a escola registrou as aulas, bem como justificativa emitida pelos gestores da escola dos motivos de atribuiçãode aulas ao professor não habilitado. As equipes da SRE devem efetivamente acompanhar os processos de autorização emitidos sob seus cuidados e gestão, bem como ficar atentas às normas sobre emissão de autorização para lecionar, dirigir e secretariar, cumprindo rigorosamente os critérios estabelecidos na legislação. As situações apuradas pelas SRE, que após detida análise à luz das orientações em vigor, não forem passíveis de saneamento deverão ser encaminhadas à ASIE, conforme Orientação de Serviço Conjunta DDGE/ASIE n° 01/2022 preenchendo a planilha anexa a esta orientação referente ao levantamento em tela. Como proceder em relação à vida escolar dos alunos, nos casos em que houve atuação de professores sem habilitação (Educação Infantil, Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental — Rede Municipal; Campos Integradores da Educação Integral — Rede Estadual)? 21 Resposta: Reiteramos as orientações dispostas para a questão nº 1. Elaborei um relatório seguindo a orientação da ASIE de uma escola que atendi o ano passado, uma professora lecionou por 4 anos, o componente curricular de Ensino Religioso, em uma escola privada sem ser autorizada, até a presente data não recebi resposta. Resposta: Ressaltamos que o Ensino Religioso não é componente curricular de oferta obrigatória para a rede privada, se previsto na matriz curricular será ofertado observando as normas quanto a habilitação e autorização para lecionar nas escolas do sistema de ensino de Minas Gerais. A análise da ocorrência deve considerar a etapa do Ensino Fundamental, anos iniciais e anos finais como se deu o registro das aulas ministradas, avaliação e frequência dos estudantes. Orientamos analisar a documentação do professor verificando o atendimento aos critérios estabelecidos na legislação para a autorização de forma retroativa, pelos períodos em descoberto. Cabe discriminar no documento de autorização, o período e registrar em termo de visita do Inspetor Escolar as medidas tomadas para regularização da situação, considerando que a legislação atual não figura a antiga “validação de atos”. Se houver dúvidas quanto à essa autorização, a SRE deverá reportar, caso a caso, à Diretoria de Desenvolvimento da Gestão Escolar - DDGE. Considerando os anos iniciais do Ensino Fundamental, por força de lei, há de ser exercido por profissional docente adequadamente habilitado, consoante com o artigo 31 da Resolução CNE /CEB nº 7, de 14 de dezembro de 2010, fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos: Do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, a componente curricular Educação Física e Arte poderá estar a cargo do professor de referência da turma, aquele com o qual os alunos permanecem a maior parte do período escolar, ou de professores licenciados nos respectivos componentes. § 1º Nas escolas que optarem por incluir Língua Estrangeira nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o professor deverá ter licenciatura específica no componente curricular. Nesse sentido, se a turma é de Ensino Fundamental anos iniciais, e a escrituração foi realizada pelo professor regente, não há o que regularizar. Quando o professor que não reúne os requisitos para ser autorizado a lecionar ele deve ser imediatamente substituído, visando a regularização de atos escolares praticados por docentes não detentores de habilitação específica. As situações apuradas pelas SRE, que após detida análise à luz das orientações em vigor, não forem passíveis de saneamento deverão ser encaminhadas à ASIE, conforme Orientação de 22 Serviço Conjunta DDGE/ASIE n° 01/2022, preenchendo a planilha anexa a esta orientação, referente ao levantamento em tela. Como validar o professor autorizado que trabalhou um período sem autorização, se não temos legislação que ampara tal procedimento? Resposta: Orientamos analisar a documentação do professor verificando o atendimento aos critérios estabelecidos na legislação para a autorização de forma retroativa, pelos períodos em descoberto. Cabe discriminar no documento o período e registrar em termo de visita do Inspetor Escolar as medidas tomadas para regularização da situação, considerando que a legislação atual não figura a antiga “validação de atos”. O professor que não reúne os requisitos para ser autorizado a lecionar deve ser imediatamente substituído, visando a regularização de atos escolares praticados por docentes não detentores de habilitação específica. As equipes da SRE devem efetivamente acompanhar os processos de autorização emitidos sob seus cuidados e gestão, bem como ficar atentas às normas sobre emissão de autorização para lecionar, dirigir e secretariar, cumprindo rigorosamente os critérios estabelecidos na legislação. As situações apuradas pelas SRE, que após detida análise à luz das orientações em vigor, não forem passíveis de saneamento deverão ser encaminhadas à ASIE, conforme Orientação de Serviço Conjunta DDGE/ASIE n° 01/2022, preenchendo a planilha anexa a esta orientação, referente ao levantamento em tela. Professor que ministrou aulas com autorização para lecionar vencida. Como validar este período? Se não temos legislação que ampara esta situação? Como fica a vida escolar dos alunos neste período? Resposta: Orientamos analisar a documentação do professor verificando o atendimento aos critérios estabelecidos na legislação para a renovação da autorização de forma retroativa, pelos períodos em descoberto. Sendo confirmada a pertinência da autorização concedida anteriormente, basta que a nova autorização seja emitida. Cabe discriminar no documento o período e registrar em termo de visita do Inspetor Escolar as medidas tomadas para regularização da situação, considerando que a legislação atual não figura a antiga “validação de atos”. O professor que não reúne os requisitos para ser autorizado a lecionar deve ser imediatamente substituído, visando a regularização de atos escolares praticados por docentes não detentores de habilitação específica. As equipes da SRE devem efetivamente acompanhar os processos de autorização emitidos sob seus cuidados e gestão, bem como ficar atentas às 23 normas sobre emissão de autorização para lecionar, para dirigir secretarias cumprindo rigorosamente os critérios estabelecidos na legislação. Sendo confirmada a regularidade da autorização e de sua renovação não há o que regularizar à vida escolar dos estudantes. A escola deve arquivar os registros da ata e do termo de visita que elucidam o saneamento da pendência. As situações apuradas pelas SRE, que após detida análise à luz das orientações em vigor, não forem passíveis de saneamento deverão ser encaminhadas à ASIE, conforme Orientação de Serviço Conjunta DDGE/ASIE n° 01/2022, preenchendo a planilha anexa a esta orientação, referente ao levantamento em tela. Como validar carga horária do período do REANP, em escola onde o professor não era habilitado. Período referente a 2020. Questionamento já enviado por e-mail pela Coordenação da Inspeção Escolar. Resposta: Consideramos REANP apenas as ofertas pedagógicas asseguradas aos alunos da rede estadual. Cada situação deverá ser verificada com foco nas apurações das condições mínimas dos professores para pelo menos serem autorizados. Não havendo essa possibilidade os casos deverão ser minuciosamente esclarecidos e enviados os processos de regularização de vida escolar, informando a habilitação dos professores, o período de atuação e a forma como a escola registrou as aulas, bem como justificativa dos motivos de atribuição de aulas ao professor, da sua permanência e sua avaliação pelos gestores da escola. Reiteramos as orientações anteriores. Como proceder em relação à validação de carga horária das atividades escolares durante o REANP, nos casos onde as instituições atuaram com professores não habilitados (Ensino Fundamental dos Anos Iniciais? Temos escolas particulares que a partir do 3º ano dos anos iniciais, os regentes atuam por disciplina. Sendo assim, uma turma tem 3, 4 ou 5 professores.No entanto, entendemos que pelo menos o antigo Magistério seria obrigatório o regente ter, e neste caso, não tem. São habilitados em Letras, História, Biologia, sem ter magistério ou Pedagogia ou Normal Superior. Como proceder? Resposta: Deverá ser feita análise minuciosa de cada caso, de cada documento escolar dos professores pela SRE para conferir se o profissional possui a habilitação mínima de Curso Normal em Nível Médio, com habilitação para o exercício da docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental; mesmo que após ter lecionado. As situações apuradas pelas SRE, que após detida análise à luz das orientações em vigor, não forem passíveis de saneamento deverão ser encaminhadas à ASIE, conforme Orientação de 24 Serviço Conjunta DDGE/ASIE n° 01/2022, preenchendo a planilha anexa a esta orientação, referente ao levantamento em tela. Temos inúmeros casos de professores não habilitados e não autorizados que lecionaram em um período em escolas privadas no período da pandemia. Em análise dos Inspetores, esses casos foram identificados. Questionamos: - Os inspetores poderão validar a CH de atividades não presenciais das instituições que possuem essa situação? - Como fazer com o período que foi lecionado por professor não autorizado, será validado? Obs.: Encaminhei inúmeros e-mails à ASIE e à ASIE - Vida Escolar relatando os fatos e até hoje não obtive resposta de nenhum. Gentileza verificar. Acabou de informar no Seminário que os casos devem ser enviados à ASIE para análise individual, já repassamos e aguardamos orientações. Resposta: Deverá ser feita análise minuciosa de cada caso, de cada documento escolar dos professores pela SRE para conferir se o profissional reúne condições mínimas de receber uma autorização específica mesmo após ter lecionado. As situações apuradas pelas SRE, que após detida análise à luz das orientações em vigor, não forem passíveis de saneamento deverão ser encaminhadas à ASIE, conforme Orientação de Serviço Conjunta DDGE/ASIE n° 01/2022, preenchendo a planilha anexa a esta orientação, referente ao levantamento em tela. 13.2 IRREGULARIDADES NO PERCURSO ESCOLAR DOS ESTUDANTES A pessoa X concluiu no ano de 2019 o 3.º Ano Ensino Médio. Ao analisar o histórico escolar, constatamos que, na 1.ª série do Ensino Médio, no ano de 2018, a mesma foi reprovada em Matemática. Ademais, em 2019, não foi realizada a Progressão Parcial. Analisando as legislações, identificamos que o Parecer 227/2013 (Quem sabe mais, sabe menos), poderia amparar essa situação, pois, a disciplina em que houve reprovação foi cursada com êxito em outro Ano/Série. Não obstante, o referido Parecer destaca que estão solucionadas as situações que ocorreram até o ano de 2003, que não é o caso. Ademais, trata-se de ex aluna. Diante do exposto, solicitamos orientações sobre como proceder. Resposta: Cabe ressaltar que o Parecer SEE nº 227/2013, examina em caráter excepcional, a situação de ex-alunos de escolas públicas com reprovação em disciplinas obrigatórias na Educação Básica, no período ano de 2003 e anteriores. 25 Orientamos observar as orientações do Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2013, de 14 de maio de 2013, sendo sua vigência por prazo indeterminado, devendo atentar pelo cumprimento mínimo de 75% de frequência. Assim, nos termos dos itens 4.1 e 4.2 o saneamento da irregularidade apresentada deverá ser proposto pelo Serviço de Inspeção Escolar: 4.1- A partir do ano letivo de 2004, situação de alunos das escolas estaduais em funcionamento, reprovados ou com pendências desta progressão parcial em séries intermediárias da Educação Básica, o saneamento das irregularidades é de inteira responsabilidades dos gestores da escola, considerando as várias disposições normativas da Secretaria de Estado de Educação, resoluções, ofícios e orientações encaminhadas às Superintendências Regionais de Ensino. 4.2 – Ressalta-se a importância do Conselho de Classe na avaliação do percurso do aluno considerando as habilidades e competências adquiridas e o aproveitamento destas disciplinas na série/anos/períodos posteriores. Após esta avaliação, se considerar que o aluno venceu os pré-requisitos necessários, lavra-se Ata com registro da avaliação e indicação do aproveitamento, que poderá ser o mínimo exigido para aprovação ou o aproveitamento que o aluno obteve do ano seguinte naquela disciplina. Esta ATA será devidamente assinada pela equipe pedagógica, direção da escola e Serviço de Inspeção Escolar, regularizando a vida escolar do aluno. Uma cópia da Ata deverá constar na Pasta Individual do aluno para dirimir dúvidas futuras. No livro de Ata de resultados finais, referente ao ano/série/ disciplina”de reprovação” registrar um (*) e proceder à anotação: “Situação analisada conforme Ata datada de ____/____-______ Livro: ____ Página: _____” Ao analisar o histórico escolar de um ex-aluno, verificamos que nos anos de 2004 e 2005 — Anos Iniciais do Ensino Fundamental, não constam notas e/ou conceitos na disciplina de Educação Física. Nesse sentido, analisamos junto à Rede Municipal e constatamos que a disciplina consta nos Planos Curriculares, mas, sem registros do cumprimento da carga horária e atividades em outros documentos de escrituração escolar. Solicitamos orientações sobre como proceder. Resposta: Orientamos verificar como esse componente curricular era tratado em termos de registro nos documentos normativos da rede municipal e se houve a efetiva oferta por seus professores e se foi ministrado por professor regente. Após esgotados todos os recursos, tendo sido conferidas as orientações, os pareceres, os ofícios, não havendo como solucionar a questão por ser constatada a irregularidade, deve-se instruir o processo de regularização de vida escolar, conforme o Ofício Circular SOE/DFRE nº 3/2015. 26 Ao analisar dois históricos escolares identifiquei que os alunos não cursaram a carga horária completa em algumas disciplinas do Currículo. Exemplo: o aluno deveria cursar 100 horas em Língua Portuguesa durante o ano letivo, mas, cursou apenas 84 horas. Não obstante, essas horas não cursadas em Língua Portuguesa foram cursadas em outras disciplinas, ou seja, as 833h20min foram cursadas. Como proceder nessa situação? Resposta: Orientamos apurar a ocorrência (justificativa da não oferta da carga horária integral prevista para a Língua Portuguesa, se há registro da oferta carga horária anual obrigatória, a avaliação do desenvolvimento dos estudantes) verificar a proposta pedagógica da escola, as normas educacionais em vigor à época e se os critérios mínimos de promoção foram alcançados pelos estudos. Ao analisar o histórico escolar de um ex-aluno, verificamos que nos anos de 2009 e 2010 — Anos Iniciais do Ensino Fundamental, não constam notas e/ou conceitos e carga horária nas disciplinas da Parte Diversificada: Literatura Infantil, Meio Ambiente. Também não há registros referentes à Disciplina Arte. Nesse sentido, analisamos junto à Rede Municipal e constatamos que as disciplinas constam nos Planos Curriculares, mas, sem registros do cumprimento da carga horária e atividades em outros documentos de escrituração escolar. Não obstante, as 800 horas foram cursadas pelos alunos. Solicitamos orientações sobre como proceder. Resposta: Orientamos verificar no PPP os dispositivos quanto a oferta desses componentes curriculares, as normativas da rede municipal, as formas de registro e se houve a efetiva oferta pelos professores regentes. Ausência de informações (notas e/ou conceito) na documentação escolar dos alunos nem nos diários de Classe referentes às disciplinas de: Arte e/ou Educação Artística - Educação Religiosa e/ou Ensino Religioso - Educação Física - Educação Ambiental e Literatura Infanto Juvenil. Resposta: Orientamos verificar como esses componentes curriculares eram tratados em termos de registro nos documentos normativos da rede municipal e/ou PPP e se houve a efetiva oferta pelos professores regentes. Após esgotados todos os recursos, tendo sido conferidas asorientações, os pareceres, os ofícios, não havendo como solucionar a questão por ser constatada a irregularidade, deve-se instruir o processo de regularização de vida escolar, conforme o Ofício Circular SOE/DFRE nº 3/2015. 27 Orientação quanto aos casos em que, alunos dos anos iniciais, admitidos durante o ano letivo, 2º semestre, não cursavam na escola de origem a disciplina de Ensino Religioso. Como computar as notas desse aluno, uma vez que a escola não realizou nenhum processo para amparar essa situação. Tendo concluído o ano escolar aqui e já solicitado transferência. Resposta: O estudante transferido de escolas no decorrer do ano letivo, sendo os currículos semelhantes ou distintos, se a equipe pedagógica da escola de destino ao posicionar o estudante analisou o seu percurso e não considerou necessário adaptação curricular ou pedagógica, como ocorreu na situação ora apresentada, compete aos gestores da escola a certificação dos estudos e expedição dos documentos escolares conforme sua matriz curricular. Neste caso cabe verificar os registros de avaliação do desenvolvimento do estudante no período cursado e regularizar os registros da vida escolar de acordo com os requisitos para aprovação. Aluno da Rede Municipal que concluiu o 5º ano do ensino fundamental com "progressão continuada" em 2016, matriculou-se na Escola Estadual no 6º ano, concluindo o Ensino Fundamental em 2020, sem ter "resolvido" a progressão continuada referente ao 5º ano. Como proceder para regularizar a situação? Resposta: A Resolução SEE nº 2.197/2012, vigente à época do percurso escolar da criança, quando ficou configurada a progressão continuada, mesmo que sua trajetória tenha sido em escola municipal, partimos do conceito apresentado pela norma do estado que é ampla e faz todo sentido para melhor compreensão dessa estratégia pedagógica quando fez constar no artigo 72 que a progressão continuada, com aprendizagem e sem interrupção, nos Ciclos da Alfabetização e Complementar está vinculada à avaliação contínua e processual, que permite ao professor acompanhar o desenvolvimento e detectar as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelo estudante, no momento em que elas surgem, intervindo de imediato, com estratégias adequadas, para garantir as aprendizagens básicas. A progressão continuada nos anos iniciais do Ensino Fundamental deve estar apoiada em intervenções pedagógicas significativas, com estratégias de atendimento diferenciado, para garantir a efetiva aprendizagem dos estudantes no ano em curso. “O entendimento do significado de cada uma das formas de progressão tornou-se fundamental na nova legislação. Ele é também um dos pilares da nova organização da educação básica, por dispor da passagem do aluno de uma para outra série ou período, ou de um ciclo para outro, cumpridas todas as condições estabelecidas pela escola. Ao propor os regimes de progressão, a lei procurou garantir aos alunos condições de avançar na sua escolarização, seja através de progressão regular por série, seja por progressão parcial ou continuada.” (Parecer CEE 1132/97) 28 Ao proceder aos registros de promoção do estudante nos anos seguintes, o percurso escolar do estudante fez demonstrar que o estudante saneou possíveis dificuldades tendo sua vida escolar regular. Ex-aluna estudou parte do ensino Fundamental em outro país, ao retornar ao Brasil, no ato da matrícula, a escola não observou a regularidade da documentação conforme com as normas vigentes na época (autenticidade pelo consulado) e procedeu com o aproveitamento de estudos. A aluna não foi submetida a processo de classificação e deu prosseguimento aos estudos, concluindo o Ensino Médio. Ao solicitar a autenticidade em seu histórico escolar foi detectada esta situação, nesse caso deverá ser instruído processo para regularização da vida escolar? Resposta: Orientamos a verificação com a família da estudante, mesmo que de maneira tardia, a possibilidade de legalização dos documentos escolares ou mesmo da guarda sob seus cuidados de tais documentos com a legalização sem que tenham entregue a escola, visando a escrituração com o aproveitamento de estudos regularmente. Caso se constate a inexistência de legalização e/ou a impossibilidade de realizá-la orientamos a instrução de processo de regularização de vida escolar. O Parecer CEE/MG 501/96 pode e deve ser utilizado para regularizar a vida escolar de alunos com reprovação em séries anteriores e aprovação em anos subsequentes no mesmo componente anteriormente, ou seja, quem sabe mais, sabe menos. Correto? Resposta: Orientamos verificar as orientações dispostas no Ofício Circular SB/SOE/DFRE n. 3/2013, de 14/5/2013 que orienta a regularização de percurso escolar tendo vista diversos instrumentos disponibilizados pela Secretaria de Estado de Educação considerando as determinações trazidas pela LDB 9394/1996 e demais normas educacionais. Revisitando o Parecer CEE 501/96 ressaltamos que a consulta trata-se de pedido de equivalência de estudos realizados, nos Estados Unidos da América. O relator concluiu por considerar regulares e equivalentes ao sistema de ensino brasileiro os estudos realizados à conclusão do Ensino Fundamental e encaminhou à Câmara do Ensino Médio para o pronunciamento de sua competência. Por sua vez, a Câmara do Ensino Médio orientou à interessada apresentar sua documentação escolar à escola de destino, que poderia propor adaptações, de acordo com o disposto na Resolução CEE nº 228/77. Observa-se o contexto de vida escolar na vigência da Lei Federal 5692/71. Como deverá ser o registro de Vida Escolar do aluno amparado pelo Memorando-SEE/SB nº39/2022 de 27 de janeiro de 2022? 29 Resposta: O Memorando.SEE/SB.nº 39/2022, de 27/1/2022, tratou das orientações para o Início do Ano Letivo - 2022 tendo em vista as diretrizes para cumprimento do calendário escolar estabelecido pela Resolução SEE no 4660/2021, as orientações para a organização das atividades administrativas e pedagógicas, não sendo um instrumento de amparo para registro de vida escolar. Orientamos o encaminhamento de consulta à equipe da Coordenação de Regularidade de Vida Escolar asie.vidaescolar@educacao.mg.gov.br incluindo relatório com detalhamento do ocorrido aos estudantes para melhor compreensão do caso. Se ao receber o Hist. Esc. de outra escola e a matrícula ficou errada, enquanto o aluno está na escola, pode voltá-lo para outra turma, se for o caso? Resposta: Cabe analisar atentamente, caso a caso, observando as pendências de vida escolar, a idade do estudante, o desempenho escolar apresentado, a data da matrícula por transferência, o tempo cursado no ano em que detectou a irregularidade, e se a situação reúne condições, proceder a classificação para fins de regularização da escrituração escolar. Se a decisão for pelo retorno do estudante, posicionamento conforme o Histórico Escolar, cabe reunião com os responsáveis comunicando os procedimentos e registro da ocorrência. Após analisar a trajetória escolar de uma aluna, nascida aos 08/10/1985, constatamos que a aluna não concluiu o 9º ano do Ensino Fundamental. No primeiro semestre do ano de 2021, os servidores de uma escola estadual matricularam a aluna no 1º período da EJA. Cursou com êxito o 1º e 2º período da EJA Ensino Médio em 2021, hoje a aluna está cursando o 3º período da EJA com aproveitamento e frequência. Neste caso, será necessário enviar um processo de regularização escolar para vocês analisarem e regularizar a vida escolar da aluna? Resposta: Orientamos a certificação do ensino fundamental, via exames, no Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC) mais próximo. No ato da matrícula do estudante, a escola, ao detectar uma irregularidade da escola de origem, deve-se solicitar os dados do estudante desta escola, realizar a matrícula e proceder ao processo de regularização de vida escolar? Resposta: Correto o entendimento. Todas as dúvidas devem ser sanadas com os profissionais da escola de origem, a matrícula imediatamenteefetivada aos estudantes de 6 a 17 anos conforme os documentos apresentados e a idade do estudante, verificar as pendências e propor medidas saneadoras que podem variar conforme irregularidade identificada: planejamento e oferta de plano especial de estudos, realização de progressões parciais, e 30 mesmo a avaliação das condições para proceder a classificação para fins de regularização da Vida Escolar. Quando a irregularidade ocorrer com alunos vindos das escolas de outro estado, como devemos proceder? Resposta: Cada situação deve ser analisada individualmente e devem ser consideradas as orientações do Memorando.SEE/SE - ASIE.n. 58/2022, de 23/2/2022 sobre as orientações para regularização de vida escolar de estudantes com pendências de Progressão Continuada e escrituração escolar. Num primeiro momento recomendamos fazer contato com a escola ou a Secretaria de Educação do outro estado visando conhecer a legislação que rege o percurso escolar do estudante bem como sua trajetória escolar. Todas as dúvidas devem ser sanadas, a matrícula imediatamente efetivada aos estudantes de 6 a 17 anos conforme os documentos apresentados e a idade do estudante, verificar as pendências e propor medidas saneadoras que podem variar conforme irregularidade identificada: planejamento e oferta de plano especial de estudos, realização de progressões parciais, e mesmo a avaliação das condições para proceder a classificação para fins de regularização da Vida Escolar. O aluno cursou até o 4º ano na rede municipal, solicitou sua transferência e a rede expediu a declaração de transferência com direito a matricular-se no 5º ano. A escola estadual recebeu o aluno e não observou a declaração, matriculando o aluno no 6º ano de escolaridade. Hoje o aluno encontra-se cursando o 2º ano do Ensino Médio. Só agora que a escola ao fazer a transferência do aluno para outra escola percebeu que foi feito errado a matrícula do aluno. O aluno está com lacuna no 5º ano. Nesse caso deve-se elaborar um processo de vida escolar no SEI? Resposta: Orientamos a verificação minuciosa de documentos escolares na própria escola, nos diversos arquivos existentes e a busca de informações de percurso escolar entre os estabelecimentos de ensino por onde o estudante transitou. Após esgotados todos os recursos, tendo conferido as orientações, os pareceres, os ofícios, constatada a irregularidade, não havendo como solucionar a questão, deve-se instruir o processo de regularização de vida escolar, conforme o Ofício Circular SOE/DFRE nº 3/2015. O aluno tem sua vida escolar regular até o 2º ano do EM quando no final de 2019 pediu transferência na segunda quinzena de dezembro antes de encerrar o ano letivo e não tem registro de matrícula dele em nenhuma outra escola. Em 2020, ano da Pandemia, foi matriculado e aprovado na E.E. XX no 3º ano do Ensino Médio. Hoje está aguardando o 31 Histórico para apresentar no trabalho. Qual amparo legal poderíamos utilizar nesta situação? Resposta: Considerando que o aluno cursou o 2° ano do ensino médio até dezembro de 2019, solicitamos verificar na escola de origem se o aluno possui avaliação, aproveitamento suficiente para aprovação e frequência igual ou superior a 75% da carga horária anual obrigatória. Atendendo aos critérios para aprovação, o histórico escolar comprovando a conclusão do 2° ano do ensino médio poderá ser expedido computando faltas horas no período entre a transferência e o término do ano letivo. Observar também as orientações do Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2013, de 14 de maio de 2013. A Escola ao analisar a documentação no ato da matrícula, a escola detecta uma irregularidade da escola de origem. Sendo assim deve-se fazer a matrícula ou o processo de regularização deverá ser feito antes ? Resposta: A escola deve fazer a Matrícula, contactar a escola de origem para verificar se o documento foi expedido corretamente, em caso afirmativo, solicitar que a escola emita um relatório descrevendo o percurso do aluno, qual a irregularidade e o motivo que levou a gerar a pendência e pedir para anexar comprovantes se houver. De posse dos documentos, a equipe pedagógica da escola juntamente com o Inspetor Escolar irão analisar se a situação é passível de resolução na escola: classificação, reclassificação, plano de estudo especial. Caso não seja possível a regularização pela escola, o Inspetor Escolar deverá elaborar relatório circunstanciado nos termos do Ofício 03/2015, e instruir processo via SEI, inserindo os documentos legíveis que comprovem o percurso do aluno para análise e pronunciamento, desde que a situação seja do Sistema de Ensino de Minas Gerais. E quando o aluno apresenta lacuna no Ensino Fundamental 9º (ano) e já concluiu o Ensino Médio, o que fazer? Resposta: Após esgotados todos os recursos, tendo conferido as orientações, os pareceres, os ofícios, constatada a irregularidade, não havendo como solucionar a questão, interessado poderá ser orientado a conclusão do ensino fundamental via exames para certificação no CESEC. Em situações excepcionais, a Assessoria de Inspeção Escolar tem emitido pronunciamento favorável à regularização da vida escolar, em situações em que seja caracterizado prejuízos ao estudante que já concluiu o Ensino Médio e que a irregularidade foi gerada decorrente de erro dos profissionais da escola, sem intenção de favorecimento. 32 Reiteramos que cabe à escola garantir o percurso dos estudantes com vida escolar regular à luz da legislação em vigor e expedição dos documentos escolares válidos para o prosseguimento de estudos, para o exercício profissional e para o exercício pleno da cidadania. A medida de adotar a “Certificação por meio de Exames” preserva o direito do estudante de portar histórico escolar de conclusão do ensino fundamental e médio para prosseguimento dos estudos, concursos públicos, sistemas de cotas e mercado de trabalho. O aluno no 1º ano EM, em 2021, a escola fez a renovação de matrícula para o 2º ano; em abril a escola descobriu que este aluno foi reprovado no 1º ano. como proceder? Resposta: Cabe ao Conselho de Classe e equipe pedagógica avaliar a circunstância que ocorreu a irregularidade, o desenvolvimento do estudante e definir a forma de regularização da vida escolar podendo optar pelo remanejamento para o 1° ano do Ensino Médio ou utilização de recurso pedagógico regulamentado na escola/rede de ensino, regularizando o percurso do estudante. 13.3 EDUCAÇÃO FÍSICA Conforme o parágrafo 3.º do Artigo 26 da LDB n. º 9394/1996, de 23/12/1996, a Educação Física era um Componente Curricular facultativo aos alunos do turno da noite até o ano de 2003, época em que ocorreu alteração desse Artigo pela Lei Federal n. º 10793/2003. Foi verificado por este Serviço de Inspeção Escolar que no ano de 2002, na E. E. X, o Componente Curricular, apesar de constar nos Planos Curriculares das turmas do turno noturno, não foi ofertado aos alunos. Observou-se ainda que não há nas pastas individuais dos alunos, requerimentos e documentos comprobatórios necessários para a dispensa das atividades. Diante do exposto, questiono: A escola pode amparar a ausência de Educação Física para os alunos do turno noturno do ano de 2002, com base no Artigo 26 da Lei Federal n. º 9394/1996, mesmo não havendo requerimentos e documentos comprobatórios necessários nas pastas dos alunos? Caso não seja possível, quais medidas devemos adotar? Resposta: Educação Física - 1997 a 2003 - Observar as alterações da redação da Lei 9394/96. Art. 26, Parágrafo 3º da Lei 9.396/96, de 20/12/1996 : - § 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos. 33 § 3o A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa noscursos noturnos. (Redação dada pela Lei nº 10.328, de 12.12.2001) § 3o A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao aluno: (Redação dada pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) § 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação infantil e do ensino fundamental, sendo sua prática facultativa ao aluno: (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) A partir de 2004: § 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, Assim, para a análise dos planos curriculares neste contexto, ao observar o componente curricular Educação Física - 1997 a 2003 - devem ser observadas as alterações da redação da Lei 9394/96. A alteração para o ano de 2002 é a Lei Federal 10328/2001: a educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos. Conforme Artigo 26 da Lei Federal n. º 10793/2003, que alterou o parágrafo 3.º do Artigo 26 da LDB n. º 9394/1996, de 23/12/1996, a Educação Física é um Componente Curricular obrigatório da Educação Básica (para todas as redes de ensino). Não obstante, foi verificado que, no ano de 2006, na E. E. X, esse Componente Curricular, apesar de constar nos Planos Curriculares, não foi ofertado aos alunos do turno da noite. Observou-se ainda que em muitos casos, a Educação Física não era facultativa aos alunos e sim obrigatória. Mesmo nos casos em que poderia ocorrer a dispensa de Educação Física, não há nas pastas individuais requerimentos e documentos comprobatórios necessários. Ao analisar os Planos Curriculares da época identificamos que nestes documentos constam o seguinte: “Educação Física é componente obrigatório para toda a Educação Básica, opcional para os alunos dos cursos noturnos, conforme Resolução SEE nº 716/2005”. Supostamente, amparou essa ausência através da Resolução SEE nº 716/2005 que estabelecia normas para organização do Quadro de Pessoal das Escolas Estaduais e designação para exercício de função pública na rede estadual para o ano de 2006. Diante do exposto, questiono: 34 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10328.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10328.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 A escola pode amparar a ausência de Educação Física para os alunos do turno noturno no ano de 2006, com base na Resolução SEE n.º 716/2005? Caso não seja possível, quais medidas devemos adotar? Resposta: Cada situação deverá ser analisada. Orientamos verificar a emissão de documentos escolares já realizada pela escola, os diários de classe, livros de ponto de professores e apuração com servidores que ainda estejam na escola. Verifiquem também possível atendimento a outros critérios para a não oferta ou não cumprimento do componente curricular pelos estudantes como idade, paternidade/maternidade, laudos ou atestados médicos, confirmação com os solicitantes dos documentos escolares se trabalhavam à época. Fundamentado nas normativas referentes à Educação Física deverá ser analisada a regularidade de vida escolar observando o cumprimento do componente curricular em pelo menos uma vez no nível de ensino. Breve retrospectiva a respeito da Educação Física na rede estadual de ensino a partir de 2004: No dia 01/12/2003 houve alteração da Lei Federal nº 9.394/1996, com a publicação da Lei Federal nº 10.793, quanto à prática de Educação Física alterando de facultativa no noturno para facultativa ao aluno: § I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) II – maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática da educação física; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) V – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) VI – que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) No entanto, foi publicada a Lei Estadual em MG nº 15.030 em 20 de janeiro de 2004, definindo no parágrafo único que “A Educação Física será ministrada em cada um dos turnos de funcionamento da escola, sendo opcional para o aluno dos cursos noturnos”. Neste sentido, também foi publicada a Resolução SEE nº 716 em 11/11/2005, definindo no art. 4º que “A Educação Física é componente curricular obrigatório para toda a Educação Básica, sendo opcional para o aluno dos cursos noturnos”. Observa-se que houve um equívoco durante os anos 2004, 2005 e 2006 quanto à oferta da Educação Física facultativa no noturno. A partir da publicação da Resolução SEE nº 841 em 12 de dezembro de 2006, que vigorou em 2007, o artigo 6º definiu a Educação Física como componente curricular obrigatório da educação básica, sendo facultativa ao aluno nas situações estabelecidas na Lei Federal nº 35 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del1044.htm http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/Mensagem_Veto/2003/Mv07-03.htm http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73 10.793, de 01/12/2003. Constata-se, que houve alinhamento entre a legislação federal e a estadual. Houve publicação da Orientação conjunta AS/SD nº 01/2006 no MG de 10/06/2006 orientando o desenvolvimento da Educação Física nos termos da Resolução nº 716/2005, conforme a Lei Federal nº 10.793, de 01/12/2003, onde os alunos deveriam manifestar formalmente o interesse e opção por cursar a referida disciplina. Os alunos optantes deveriam integrar as turmas do diurno. Assim, após verificadas as normativas, esgotadas as possibilidades de amparo da pendência do componente curricular, orientamos a instrução de processo de regularização de vida escolar, nos termos do Ofício 03/2015, e reportado à ASIE via SEI. Questionamento: ao visitar uma escola para realizar autenticidade de histórico escolar para uma Universidade e outra para encerramento das atividades, constatamos a seguinte situação nas duas escolas: nos anos de 2007 e 2008, não foi ofertada a disciplina Educação Física. Conferimos diários e planos curriculares e não consta nesses documentos a disciplina de Educação Física. Diante dessa situação questionamos se nestes dois anos (2007 e 2008) houve a publicação de alguma legislação que assegura a ausência dessa disciplina na rede particular. Resposta: Conforme o disposto do Art 1° da Lei nº 10.793, de 1 de dezembro de 2003, o § 3o do art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 26 ........................................................................................................................... § 3o A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao aluno: I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; II – maior de trinta anos de idade; III – que estiver prestando serviço militarinicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática da educação física; IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 1969; V – (VETADO) VI – que tenha prole. A Lei Estadual 17.942/2008 traz que: “Art. 1º A educação física é componente curricular obrigatório de todas as séries ou anos dos ciclos dos níveis fundamental e médio de ensino das escolas públicas e privadas integrantes do Sistema Estadual de Educação.” 36 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm#art26%C2%A73. Considerando o exposto e fundamentado nas normativas referentes à Educação Física deverá ser analisada a regularidade de vida escolar observando o cumprimento do componente curricular em pelo menos uma vez no nível de ensino. E, após verificadas as normativas, esgotadas as possibilidades de fundamentação da ausência de estudos do componente curricular, orientamos a instrução de processo de regularização de vida escolar, nos termos do Ofício 03/2015, e reportado à ASIE via SEI. 13.4 PROGRESSÃO PARCIAL A escola pode matricular na EJA, ex-alunos do Ensino Regular com pendências de Progressão Parcial? Exemplo: O aluno cursou o 8.º Ano do Ensino Fundamental antes da vigência da Resolução 2197, porém, ficou em Progressão Parcial em três disciplinas e agora solicita matrícula na EJA no 4.º período do Ensino Fundamental. Ele pode ser matriculado e realizar a Progressão Parcial? Resposta: Todos os estudantes em prosseguimento de estudos fazem jus às oportunidades de recuperação de aprendizagens e devem ser contemplados com os dispositivos da Resolução SEE 4.692/2021. Cabe ofertar o devido atendimento pedagógico para saneamento das progressões parciais. O aluno que vem da rede particular para escola do estado, reprovado, pode ser matriculado com progressão parcial e não ser considerado reprovado? Resposta: Sim. Todos os estudantes em prosseguimento de estudos nas escolas estaduais fazem jus às progressões parciais previstas nos dispositivos da Resolução SEE 4.692/2021, em até 03 (três) componentes curriculares. Devem, portanto, receber o devido atendimento pedagógico para saneamento das progressões parciais. Ao cumprir a Progressão Parcial , a situação final de reprovação do ano/período anterior será de aprovado. O aluno que já terminou o ano letivo em escola particular sendo reprovado ele pode ser matriculado no mesmo ano letivo na escola estadual que ainda não terminou o ano letivo? Resposta: Neste caso a matrícula deve ser garantida para estudos no ano letivo seguinte, conforme histórico escolar. Caso seja reprovado em até 03 componentes curriculares, será matriculado na série seguinte, no próximo ano letivo, devendo, portanto, receber o devido atendimento pedagógico para saneamento das progressões parciais. 37 Alunos que concluíram o 3º Ano do Ensino Médio em 2021, e a escola não percebeu que havia Progressão Parcial, anterior a 2020. Considerando que a aluna saiu da escola, como proceder para regular? Resposta: Orientamos à escola verificar a trajetória escolar e adotar as medidas saneadoras conforme Memorando 58/2022 imediatamente. Não sendo possível o saneamento conforme disposto no referido Memorando o Serviço de Inspeção Escolar deverá proceder à regularização de vida escolar com a proposição de medidas saneadoras conforme disposto no do Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2013, de 14 de maio de 2013. Aluno da rede particular que ao final do ano letivo ficou reprovado em um ou dois conteúdos e veio no próximo ano letivo para a rede estadual, como proceder com sua matrícula? Considera-se a reprovação em um ou dois conteúdos que estão no seu histórico ou matrícula no ano seguinte ao seu histórico, visto que na rede estadual, ele teria direito a 3 progressões? Qual o procedimento correto? Resposta: Sim. Todos os estudantes em prosseguimento de estudos nas escolas estaduais fazem jus às progressões parciais, previstas nos dispositivos da Resolução SEE 4.692/2021, em até 03 (três) componentes curriculares. Devem, portanto, receber o devido atendimento pedagógico para saneamento das progressões parciais. Ao cumprir a Progressão Parcial , a situação final de reprovação do ano/período anterior será de aprovado. O aluno do 8° ano foi transferido no 3° bimestre em 2019. Foi para os Estados Unidos e lá cursou o 9º ano em 2020/2021 e 2021 e 2022 também estava no 9º ano. Trouxe sua ficha individual informando que estava cursando o 9° ano. Em 2022 retornou para o Brasil. Neste caso, ele será matriculado no 1º ano Médio ou por não ter concluído o 9° deve permanecer no 9°? PS: Data de nascimento 07/11/2005. Resposta: Indicamos a conclusão do ensino fundamental via exames de certificação no Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC), considerando que já está com mais de 15 (quinze) anos. 13.5 RECURSO PEDAGÓGICO: CLASSIFICAÇÃO Quando devemos usar a classificação ou reclassificação? Estes termos várias vezes são confundidos. Resposta: O recurso pedagógico da classificação é para posicionar o estudante, enquanto o recurso pedagógico da reclassificação é para reposicionamento do estudante. A classificação, 38 na educação básica, tem por objetivo posicionar o estudante no ano de escolaridade compatível com sua idade, experiência, nível de desempenho ou de conhecimento. A utilização deste recurso pedagógico ocorre por natureza decorrente da promoção escolar e podendo ser utilizado na transferência ou independente de escolaridade anterior, na ausência de comprovante de documento escolar. A reclassificação é o reposicionamento do estudante no ano diferente de sua situação atual, a partir de avaliação de seu desempenho, podendo ocorrer por avanço escolar (estudante com altas habilidades/superdotação), por aceleração de estudos ao estudante com defasagem idade/ano de escolaridade (a partir de projetos de intervenção pedagógica, avaliação diagnóstica), por transferência (estudante proveniente de escola situada no país ou exterior poderá ser avaliado e posicionado, em ano diferente ao indicado no seu histórico escolar da escola de origem, desde que comprovados conhecimentos e habilidades), ou por infrequência. Segundo o Parecer CEE-MG nº 604/2004, “os procedimentos de reclassificação, aceleração de estudos, avanço escolar, progressão parcial acontecem por decisão da escola e não a pedido de quem quer que seja''. Para serem utilizados devem ser estudados, caso a caso, ao longo da vida escolar e não em uma etapa específica da educação básica, principalmente, em se tratando de reclassificação e avanço escolar.” A classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino fundamental, pode ser feita. Como proceder com alunos que nunca estudaram e solicitam matrícula com 08, 09 ou 10 anos para o primeiro ano do anos iniciais? Resposta: Para regularizar essa situação, orientamos os procedimentos do Memorando.SEE/SE - ASIE.no 58/2022, de 23/2/2022, item C sobre “Estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental”. O Memorando.SEE/SE – ASIE. Nº 58/2022 orientou que: “o aluno que em 2020 cursou o 6º ano e em 2021 realizou estudos do 7º ano, sem apresentar conclusão dos estudos do 6º e do 7º ano, e agora em 2022 requerer matrícula, poderá ser avaliado em todos os componentes curriculares objetivando a enturmação no 7º ou no 8º ano. Após a aplicação da avaliação e comprovado que o aluno não possui conhecimentos para ser matriculado no 8º ano, ele poderá ser mantido no 7º ano e ser desconsiderada a Progressão Continuada do 6º ano? Resposta: A classificação a que o estudante foi submetido para sanear as pendências do 6º ano conferiu-lhe condições de prosseguimento de estudos no 7º ou no 8º conforme desempenho analisado pela equipe de professores que realizam o processo do recurso pedagógico. Assim “ (...) sendo o estudante posicionado no 7° ano, os resultados da 39 classificação serão lançados nos campos do 6º ano. O status de “Em Progressão Continuada” deverá ser alterado em virtude da classificação procedida. Sendo o estudante posicionado no8° ano, inutilizar os campos do 6° ano, nos campos do 7° ano lançar o aproveitamento na classificação e a fundamentação legal do recurso pedagógico”. Permanece a orientação de que o aluno não poderá ser classificado para matrícula na EJA após decorrido 25% dos dias letivos; Resposta: Vide orientação para registro do que prevê o Artigo 111 da Resolução SEE n. 4692/2021 neste documento. O aluno que foi matriculado em 2020 no 1º ano do ensino fundamental e deixou de frequentar devido à pandemia da covid-19 e em 2021 foi matriculado no 2º ano do ensino fundamental ou foi matriculado no 1º ano e reclassificado para o 2º ano do ensino fundamental, como fica o histórico escolar desse aluno? Resposta: Orientamos verificar a idade da criança e a regularidade da matrícula, as condições de aprendizagem e enturmação com a equipe pedagógica conferindo a pertinência da adoção do recurso, os documentos comprobatórios da classificação e o arquivamento na pasta individual do estudante. O processo de classificação devidamente fundamentado, se realizado corretamente, sendo feito o arquivamento dos documentos escolares contendo as informações da ocorrência e os resultados da classificação, deverá ser registrada na Ficha Individual e no Histórico Escolar a informação sobre o processo de classificação a que o aluno foi submetido na escola legitimando sua aptidão para cursar o 2º ano, com os aspectos descritivos do seu desempenho. O embasamento a ser lançado no campo das observações será: “Estudante submetido à Classificação conforme alínea C, inciso II, do artigo 24 da Lei Federal no 9.394, de 23 de dezembro de 1996 e Resolução SEE no 4.692, de 29 de dezembro de 2021”. Vide Memorando ASIE n. 58/2022 Estudante solicitou matrícula na EJA (semestral) em 27/05. Calendário de 100 dias em 05/07. O estudante não frequentou a escola em 2022. Poderá ser aplicado/ avaliado pelo Parecer 388, considerando que já ultrapassou 50% da CH? Resposta: Conferindo o artigo 49 do capítulo I da Resolução SEE nº 4.692, de 29 de dezembro de 2021 — que dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais e dá outras providências — que se refere à Educação de Jovens e Adultos, o estudante poderá optar pela melhor oferta para certificação do nível: Art. 49 - A educação de jovens e adultos é oferecida por meio de: 40 I - curso presencial; II - curso semipresencial em Centros Estaduais de Educação Continuada – CESEC; III - exames especiais para certificação de conclusão de ensino fundamental e médio, nos Centros Estaduais de Educação Continuada por meio das bancas permanentes de avaliação; IV- exames nacionais de certificação. Reiteramos que cabe à escola garantir o percurso dos estudantes com vida escolar regular à luz da legislação em vigor e expedição dos documentos escolares válidos para o prosseguimento de estudos, para o exercício profissional e para o exercício pleno da cidadania. O pronunciamento do Conselho Estadual de Educação por meio do Parecer 338/2003, se deu no exame de expediente de interesse da Secretaria de Estado da Educação/MG, no contexto de regulamentação dos recursos pedagógicos à luz da Lei federal 9394/96, da Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990, para garantir o atendimento escolar para toda a população até 17 anos de idade. Assim, conforme artigo 18, § 1o da Resolução SEE nº 4692/21, a matrícula dos estudantes poderá ocorrer em qualquer época do ano. Tendo em vista a especificidade dos cursos de Educação de Jovens e Adultos é de todo recomendável que os gestores da escola e a equipe pedagógica conheçam o perfil do estudante para a escolha da melhor oferta de prosseguimento de estudos. Quando encontramos uma ata com o registro de procedimento errado, exemplo classificação, quando o processo correto foi reclassificação, devo orientar o registro de uma ata nova regularizando? Resposta: Se à luz da Resolução SEE n. 4.692/2021 for constatado que o recurso foi aplicado corretamente e que somente o registro na ata foi equivocado, o Serviço de Inspeção Escolar poderá registrar uma orientação/retificação da Ata para fundamentar a expedição do documento escolar. Envie-nos orientação quanto a forma correta para fazermos correções, quando detectarmos que a escola registrou de forma incorreta na ata de classificação ou reclassificação. E também orientações para a classificação nos casos do Parecer nº 58 (falta de cumprimento da progressão continuada). Resposta: O Memorando 58/2022 de orientações sobre regularização de vida escolar de estudantes com pendências de Progressão Continuada e escrituração escolar está vigente no corrente ano letivo. Ressaltamos que os Especialistas de Educação Básica e Secretários (a) Escolares devem promover o levantamento dos estudantes com pendências na trajetória 41 escolar passíveis de propor as medidas específicas para regularização da vida escolar de todos os estudantes. Quanto ao registro em Ata de conceitos inadequados classificação/reclassificação, se a luz da Resolução 4692/2021 ficar constatado que o recurso foi aplicado corretamente e que somente o registro na ata foi equivocado, o Serviço de Inspeção Escolar poderá registrar uma orientação/retificação da Ata para fundamentar a expedição do documento escolar. 13.6 RECURSO PEDAGÓGICO: RECLASSIFICAÇÃO Quanto à reclassificação por avanço, quando ela pode ocorrer? Só no 1º Bimestre ou em qualquer época do ano? Resposta: Primeiramente é importante saber que avanço escolar é a forma de propiciar aos alunos, que apresentem nível de desenvolvimento acima de sua idade, a oportunidade de concluir, em menor tempo, séries, períodos, ciclos ou etapas. Aluno com desenvolvimento superior é aquele que apresenta características especiais, como altas habilidades e comprovada competência. (Pareceres CEE nº 1.132/97 e nº 1158/1998) Deve ser verificado pela equipe pedagógica e gestora da escola, responsáveis pela avaliação do aluno, por seu percurso escolar, os objetivos do recurso pedagógico, a concordância pelo coletivo de professores que trabalham com o estudante e o projeto de atendimento pedagógico que está sendo proposto para o avanço.Não se pode perder de vista o foco do objetivo do recurso pedagógico e os critérios definidos nas normas educacionais para sua adoção, dentre eles o que os Pareceres CEE n. 1.132/97 e n. 1158/1998 tratam quanto aos recursos pedagógicos colocados pela Lei, a serem utilizados para que nenhum aluno seja excluído do direito à escola de qualidade e, quanto mais cedo tais recursos forem utilizados, mais rápido os direitos serão alcançados. Alertamos para a impertinência de adoção desse recurso pedagógico com desvio de finalidade entre as etapas da Educação Infantil para acesso ao Ensino Fundamental bem como de encurtamento do Ensino Médio. Considerando o Art. 111 da Resolução SEE nº4.692 de 29 de dezembro de 2021, podemos considerar que o aluno da Educação de Jovens e Adultos tem direito ao recurso de reclassificação? A saber: Art. 111 - A reclassificação é o reposicionamento do estudante no ano diferente de sua situação atual, a partir de uma avaliação de seu desempenho, podendo ocorrer nas seguintes situações 42 I - avanço: propicia condições para conclusão de anos da educação básica, em menos tempo, ao estudante com altas habilidades/superdotação, comprovadas por avaliações diagnósticas em todos os componentes curriculares e relatórios complementares de profissionais competentes; II - aceleração: é a forma de reposicionar o estudante com atraso escolar em relação à sua idade, durante o ano letivo; III - transferência: o estudante proveniente de escola situada no país ou exterior poderá ser avaliado e posicionado, em ano diferente ao indicado no seu histórico escolar da escola de origem, desde que comprovados conhecimentos e habilidades; IV - frequência: para o estudante com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e que apresentar desempenho satisfatório em todos os componentescurriculares. §1º - os recursos da reclassificação dispostos nesse artigo poderão ser aplicados em todas as modalidades de ensino, exceto na educação profissional e tecnológica e curso normal de nível médio. §2º - Os documentos que fundamentarem e comprovarem a reclassificação deverão ser arquivados na pasta individual do estudante. Resposta: Conferindo o artigo 49 do capítulo I da Resolução SEE nº 4.692, de 29 de dezembro de 2021 — que dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais e dá outras providências — que se refere à Educação de Jovens e Adultos, o estudante poderá optar pela melhor oferta para certificação do nível: Art. 49 - A educação de jovens e adultos é oferecida por meio de: I - curso presencial; II - curso semipresencial em Centros Estaduais de Educação Continuada – CESEC; III - exames especiais para certificação de conclusão de ensino fundamental e médio, nos Centros Estaduais de Educação Continuada por meio das bancas permanentes de avaliação; IV- exames nacionais de certificação. Reiteramos que cabe à escola garantir o percurso dos estudantes com vida escolar regular à luz da legislação em vigor e expedição dos documentos escolares válidos para o prosseguimento de estudos, para o exercício profissional e para o exercício pleno da cidadania. Para a utilização de todo recurso pedagógico cabe análise criteriosa, de forma a assegurar a formação de qualidade, conforme preconiza a Resolução SEE nº 4.692, de 29 de dezembro de 2021. 43 Assim, alertamos para o zelo necessário com os documentos que fundamentarem a reclassificação (atas, provas, atividades e trabalhos que venham a ser exigidos dos alunos), os quais deverão ficar arquivados na pasta de cada aluno. Também deverá constar do histórico escolar do aluno, por ocasião de sua transferência ou conclusão de curso, informação sobre processo de classificação ou reclassificação a que ele tenha se submetido. Ressaltamos o caráter excepcional que deve nortear as decisões de adoção de recurso pedagógico de reclassificação por frequência para estudantes da EJA, conforme prevista no inciso IV da Resolução SEE 4.692/2021, “frequência: para o estudante com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e que apresentar desempenho satisfatório em todos os componentes curriculares”. Clarear a diferença de Classificação e Reclassificação e sobre lacunas no percurso escolar. Resposta: Vide a parte introdutória deste documento, bem como o material disponibilizado para o encontro e o Memorando ASIE n. 58/2022. Podemos fazer reclassificação de aluno com mudança de nível? Exemplo: O aluno tem histórico até o 8º ano mas com idade e competências para o 1º ano do Ensino Médio. Podemos efetivar a reclassificação direta para o 1º ano do Ensino Médio sem cursar a terminalidade dos Anos Finais? Resposta: A utilização dos recursos pedagógicos depende de regulamentação. O artigo 23, § 1 da Lei nº 9.394/96 estabelece que a escola “poderá” reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos de ensino. Entretanto, poderá não significa deverá. O dispositivo trata de uma medida admissível mas não obrigatória. A ORIENTAÇÃO ASIE Nº 4/2021, datada de 1 de novembro de 2021, estabelece no item 10 - Para a matrícula no Ensino Médio sem documentação que comprove a conclusão do Ensino Fundamental, caso o estudante tenha 15 (quinze) anos completos, os gestores da escola poderão encaminhá-lo ao Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC) ou a outros exames devidamente autorizados para avaliação, com vistas à certificação das competências do Ensino Fundamental. Mediante o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental, a escola efetivará a matrícula no Ensino Médio. Para o estudante que ainda não completou 15 (quinze) anos, será avaliado e posicionado no ensino fundamental de acordo com as habilidades e competências comprovadas. A medida de adotar a “Certificação por meio de Exames” preserva o direito do estudante de portar histórico escolar de conclusão do ensino fundamental e médio para prosseguimento dos estudos, concursos públicos, sistemas de cotas e mercado de trabalho. 44 Esclarecer sobre Avanço - Altas Habilidades. Quais ações devem embasar esse procedimento? Quais são os profissionais competentes para emissão dos relatórios complementares? Resposta: Orientamos atenção aos critérios e à documentação fundamental nas situações de identificação da condição do estudante que pode vir a compor o público da Educação Especial por ser pessoa com Altas Habilidades/Superdotação. As decisões relativas ao avanço decorrentes do processo de investigação das condições do estudante com altas habilidades/superdotação, público da Educação Especial, baseadas em dados de avaliação do aproveitamento e relatórios e laudos indicativos das condições especiais de desenvolvimento, devidamente documentadas (atas, provas, trabalhos, laudos psicopedagógicos, relatórios de acompanhamento) devem ser respaldadas por uma equipe composta de professores, especialistas e direção da escola. O recurso pedagógico da reclassificação ou aceleração deve ser a última medida e somente será recomendada em situações excepcionais com comprovada documentação constituída pelos diversos profissionais que irão assistir o estudante. Devem ser estudados os seguintes documentos normativos: 1. a LDBEN n. 9394/1996; 2. a Resolução CNE/CEB nº 04/2009, publicada no DOU de 5/10/2009, que institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial, principalmente no que orienta sobre o tratamento a ser dado os alunos com altas habilidades/superdotação; 3. a Resolução CEE 460/2013, que consolida normas sobre a Educação Especial na Educação Básica, no Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais e dá outras providências, disciplinando as condições para o funcionamento de unidades escolares credenciadas para a oferta da educação especial para educandos com deficiência a serem atendidos tanto nestas, como também em escolas da rede regular de ensino; 4. a Resolução SEE nº 4.256/2020, que institui as diretrizes para normatização e organização da Educação Especial na rede estadual de Ensino de Minas Gerais; 5. o Parecer CEE n. 1132/97, que oferece orientações sobre a fundamentação e organização da educação básica a partir da LDBEN 9394/1997 ; 6. o Parecer CEE-MG nº 604/2004, esclarece que: "Os procedimentos de reclassificação, aceleração de estudos, avanço escolar, progressão parcial acontecem por decisão da escola e não a pedido de quem quer que seja. Para serem utilizados devem ser estudados caso a caso, ao longo da vida escolar e não em uma etapa específica da educação básica, principalmente, em se tratando de reclassificação e avanço escolar.”; 45 7. o Parecer CEE 69/2006 que responde diversas indagações sobre a Educação Especial no Ensino Fundamental, esclarece que “A possibilidade de avanço na escolarização dos alunos, contemplada na LDB, é uma medida pedagógica que deve ser aplicada como resultado de um processo especial de avaliação da aprendizagem e assegurada por medidas administrativas que resguardem os direitos dos alunos, da escola e dos profissionais. Portanto, deve constar da proposta pedagógica e do regimento da escola e estar devidamente autorizada. As decisões relativas ao avanço devem ser respaldadas por uma equipe composta de professores, especialistas e direção da escola – e baseadas em dados de avaliação do aproveitamento e relatórios/laudos indicativos das condições especiais de desenvolvimento do(s) aluno(s), tudo devidamente documentado (atas, provas, trabalhos, laudos psicopedagógicos, relatórios de acompanhamento). Toda a documentação deverá ser arquivada na pasta individual do aluno. O histórico escolar, para efeito de transferência ou de registro de conclusão de curso, deverá conter as informações relativas às atividadesde aprofundamento e enriquecimento curricular desenvolvidas pelo aluno, bem como de sua trajetória escolar em termos da organização curricular diferenciada.” Os gestores da escola devem assegurar as condições adequadas à oferta pretendida, ao atendimento especial requerido pelo estudante, à construção de seu PDI, manutenção dos documentos escolares comprobatórios da condição especial atualizados. Os gestores da escola são responsáveis pelo fiel cumprimento da legislação vigente, assegurando a legalidade, regularidade da escola e autenticidade da vida escolar de seus alunos e por todos os atos praticados pela escola. Pontuar situações concretas da utilização do recurso de classificação e reclassificação, principalmente reclassificação por aceleração. Quando podemos utilizar este recurso? Quais procedimentos devemos adotar? Resposta: Vide a parte introdutória deste documento, bem como o material disponibilizado para o encontro e o Memorando ASIE n. 58/2022. Reclassificação no slides objetivo Posicionar uma vez que na Resolução SEE nº 4692/2021 está descrito reposicionar. Resposta: A Resolução 4.692/2021 conceitua a reclassificação como sendo o reposicionamento do estudante no ano diferente de sua situação atual, ou seja o reposicionamento a partir da uma avaliação de seu desempenho, podendo ocorrer nas seguintes situações: AVANÇO: propicia condições para conclusão de anos da Educação Básica, em menos tempo, ao aluno portador de altas habilidades comprovadas por instituição competente; 46 ACELERAÇÃO: é a forma de reposicionar o aluno com atraso escolar em relação à sua idade, durante o ano letivo; TRANSFERÊNCIA: o aluno proveniente de Escola situada no País ou exterior poderá ser avaliado e posicionado, em ano diferente ao indicado no seu histórico escolar da Escola de origem, desde que comprovados conhecimentos e habilidades; FREQUÊNCIA: ao aluno com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e que apresentar desempenho satisfatório No mesmo sentido, o quadro “Encontro Virtual Inspeção Escolar” apresenta o objetivo da reclassificação de “posicionar o aluno na série, período, etapa ou ciclo diferente do que seu histórico escolar”, acrescido no item “Como Fazer” a descrição de que a reclassificação deve ter um caráter de excepcionalidade, pois implica em um reposicionamento do aluno, para fins de prosseguimento de estudos, tendo em vista comprovada aprendizagem. Gentileza esclarecer melhor a colocação sobre a Comissão que atestará o avanço nos casos de altas habilidades. Não temos mais que ter uma instituição credenciada para esse fim? Resposta: As decisões relativas ao avanço decorrentes do processo de investigação das condições do estudante com altas habilidades/superdotação, público da Educação Especial, baseadas em dados de avaliação do aproveitamento e relatórios e laudos indicativos das condições especiais de desenvolvimento, devidamente documentadas (atas, provas, trabalhos, laudos psicopedagógicos, relatórios de acompanhamento) devem ser respaldadas por uma equipe composta de professores, especialistas e direção da escola. Orientamos atenção aos critérios e à documentação fundamental nas situações de identificação da condição do estudante que pode vir a compor o público da Educação Especial por ser pessoa com Altas Habilidades/Superdotação. O recurso pedagógico da reclassificação ou aceleração deve ser a última medida e somente será recomendada em situações excepcionais com comprovada documentação constituída pelos diversos profissionais que irão assistir o estudante. Devem ser estudados os seguintes documentos normativos: 1. A LDBEN n. 9394/1996; 2. a Resolução CNE/CEB nº 04/2009, publicada no DOU de 5/10/2009, que institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial, principalmente no que orienta sobre o tratamento a ser dado os alunos com altas habilidades/superdotação; 3. a Resolução CEE-MG nº 460/2013, que consolida normas sobre a Educação Especial na Educação Básica, no Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais e dá outras providências, 47 disciplinando as condições para o funcionamento de unidades escolares credenciadas para a oferta da educação especial para educandos com deficiência a serem atendidos tanto nestas, como também em escolas da rede regular de ensino; 4. a Resolução SEE nº 4.256/2020, que institui as diretrizes para normatização e organização da Educação Especial na rede estadual de Ensino de Minas Gerais; 5. o Parecer CEE-MG nº 1132/97, que oferece orientações sobre a fundamentação e organização da educação básica a partir da LDBEN 9394/1997 ; 6. o Parecer CEE-MG nº 604/2004 (normativo) esclarece que "Os procedimentos de reclassificação, aceleração de estudos, avanço escolar, progressão parcial acontecem por decisão da escola e não a pedido de quem quer que seja. Para serem utilizados devem ser estudados caso a caso, ao longo da vida escolar e não em uma etapa específica da educação básica, principalmente, em se tratando de reclassificação e avanço escolar”.; 7. o Parecer CEE 69/2006 que responde diversas indagações sobre a Educação Especial no Ensino Fundamental, esclarece que “A possibilidade de avanço na escolarização dos alunos, contemplada na LDB, é uma medida pedagógica que deve ser aplicada como resultado de um processo especial de avaliação da aprendizagem e assegurada por medidas administrativas que resguardem os direitos dos alunos, da escola e dos profissionais. Portanto, deve constar da proposta pedagógica e do regimento da escola e estar devidamente autorizada. As decisões relativas ao avanço devem ser respaldadas por uma equipe composta de professores, especialistas e direção da escola – e baseadas em dados de avaliação do aproveitamento e relatórios/laudos indicativos das condições especiais de desenvolvimento do(s) aluno(s), tudo devidamente documentado (atas, provas, trabalhos, laudos psicopedagógicos, relatórios de acompanhamento). Toda a documentação deverá ser arquivada na pasta individual do aluno. O histórico escolar, para efeito de transferência ou de registro de conclusão de curso, deverá conter as informações relativas às atividades de aprofundamento e enriquecimento curricular desenvolvidas pelo aluno, bem como de sua trajetória escolar em termos da organização curricular diferenciada.”. Os gestores da escola devem assegurar as condições adequadas à oferta pretendida, ao atendimento especial requerido pelo estudante, à construção de seu PDI, manutenção dos documentos escolares e comprovatórios da condição especial atualizados. Os gestores da escola são responsáveis pelo fiel cumprimento da legislação vigente, assegurando a legalidade, regularidade da escola e autenticidade da vida escolar de seus alunos e por todos os atos praticados pela escola. 48 Como foi dito, o aluno tem que concluir o EF (mesmo através de certificação) para ser matriculado no EM. Sendo assim, não é incoerente o aluno ser matriculado no 1º ano do EM com PP referente ao 9º ano do EF? Resposta: A Progressão Parcial está regulamentada no artigo 105 da Resolução SEE Nº 4.692, de 29 de dezembro de 2021, dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais prevendo o recurso pedagógico da progressão parcial que permite ao estudante avançar em sua trajetória escolar, sendo aplicável do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e no 1º e 2º ano do ensino médio, incluindo a transição do 9º ano do ensino fundamental para o 1º ano do ensino médio. Devo instruir processo para casos que localizei uma escola que eu atendo. Muitos processos de reclassificação por frequência sem registro de ata e sem localização de eventuais documentos sobre o processo, apenas registro no SIMADE, parece que buscavam uma alternativa para fechar o SIMADE. Resposta: Orientamos solicitar dos gestores da escola pesquisa pormenorizada visando localização de registros dos procedimentose usos de recursos pedagógicos. O supervisor escolar deverá ser ouvido sobre o acompanhamento das ações pedagógicas desenvolvidas na escola, devem ser resgatadas anotações em atas pedagógicas ou administrativas da escolas, nos cadernos e agendas dos professores e dos demais profissionais da escola referentes às reuniões e conselhos de classe quando os recursos foram decididos pelo corpo docente, em documentos compartilhados no drive e outros registros mesmo que diferentes dos orientados pelo SEE para as anotações de deliberações oficiais da Escola. Após levantamento minucioso deverá ser feita ata buscando elucidar as ocorrências e a realização da composição documental possível visando o saneamento de pendências de escrituração escolar e de adequação dos documentos escolares nas pastas individuais dos estudantes. Cabe registrar com detalhes os fatos justificando o registro atemporal da ATA que compõe o processo de reclassificação. Pode fazer a reclassificação do 9º ano para o 1º ano do Ensino Médio? Resposta: A utilização dos recursos pedagógicos depende de regulamentação. O artigo 23, § 1 da Lei nº 9.394/96 estabelece que a escola “poderá” reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos de ensino. Entretanto, poderá não significa deverá. O dispositivo trata de uma medida admissível mas não obrigatória. A ORIENTAÇÃO ASIE Nº 4/2021, datada de 1 de novembro de 2021, estabelece no item 10 - Para a matrícula no Ensino Médio sem documentação que comprove a conclusão do Ensino Fundamental, caso o estudante tenha 15 (quinze) anos completos, os gestores da escola 49 poderão encaminhá-lo ao Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC) ou a outros exames devidamente autorizados para avaliação, com vistas à certificação das competências do Ensino Fundamental. Mediante o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental, a escola efetivará a matrícula no Ensino Médio. Para o estudante que ainda não completou 15 (quinze) anos, será avaliado e posicionado no ensino fundamental de acordo com as habilidades e competências comprovadas. A medida de adotar a “Certificação por meio de Exames” preserva o direito do estudante de portar histórico escolar de conclusão do ensino fundamental e médio para prosseguimento dos estudos, concursos públicos, sistemas de cotas e mercado de trabalho. Em casos extremamente extraordinários, um aluno pode ser reclassificado para um ano de escolaridade que não seja da etapa em que se encontra? por exemplo do Ensino Fundamental para o Ensino Médio? Resposta: A utilização dos recursos pedagógicos depende de regulamentação. O artigo 23, § 1 da Lei nº 9.394/96 estabelece que a escola “poderá” reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos de ensino. Entretanto, poderá não significa deverá. O dispositivo trata de uma medida admissível mas não obrigatória. A ORIENTAÇÃO ASIE Nº 4/2021, datada de 1 de novembro de 2021, estabelece no item 10 - Para a matrícula no Ensino Médio sem documentação que comprove a conclusão do Ensino Fundamental, caso o estudante tenha 15 (quinze) anos completos, os gestores da escola poderão encaminhá-lo ao Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC) ou a outros exames devidamente autorizados para avaliação, com vistas à certificação das competências do Ensino Fundamental. Mediante o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental, a escola efetivará a matrícula no Ensino Médio. Para o estudante que ainda não completou 15 (quinze) anos, será avaliado e posicionado no ensino fundamental de acordo com as habilidades e competências comprovadas. A medida de adotar a “Certificação por meio de Exames” preserva o direito do estudante de portar histórico escolar de conclusão do ensino fundamental e médio para prosseguimento dos estudos, concursos públicos, sistemas de cotas e mercado de trabalho. Reclassificação por avanço não tem mais a necessidade de passar por entidade credenciada para o aluno de altas habilidades, conforme descrito no Circular nº 211/2014. Resposta: A Resolução SEE 4692/2021 assim dispõe sobre avanço escolar: “avanço: propicia condições para conclusão de anos da educação básica, em menos tempo, ao estudante com altas habilidades/superdotação, comprovadas por avaliações diagnósticas em todos os 50 componentes curriculares e relatórios complementares de profissionais competentes”.(grifo nosso) As decisões relativas ao avanço decorrentes do processo de investigação das condições do estudante com altas habilidades/superdotação, público da Educação Especial, baseadas em dados de avaliação do aproveitamento e relatórios e laudos indicativos das condições especiais de desenvolvimento, devidamente documentadas (atas, provas, trabalhos, laudos psicopedagógicos, relatórios de acompanhamento) devem ser respaldadas por uma equipe composta de professores, especialistas e direção da escola. -Orientamos atenção aos critérios e à documentação fundamental nas situações de identificação da condição do estudante que pode vir a compor o público da educação especial por ser pessoa com Altas Habilidades/Superdotação. O recurso pedagógico da reclassificação ou aceleração deve ser a última medida e somente será recomendada em situações excepcionais com comprovada documentação constituída pelos diversos profissionais que irão assistir o estudante. Devem ser estudados os seguintes documentos normativos: 1. A LDBEN nº 9.394/1996; 2. a Resolução CNE/CEB nº 04/2009, publicada no DOU de 5/10/2009, que institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial, principalmente no que orienta sobre o tratamento a ser dado os alunos com altas habilidades/superdotação; 3. a Resolução CEE 460/2013, que consolida normas sobre a Educação Especial na Educação Básica, no Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais e dá outras providências, disciplinando as condições para o funcionamento de unidades escolares credenciadas para a oferta da educação especial para educandos com deficiência a serem atendidos tanto nestas, como também em escolas da rede regular de ensino; 4. a Resolução SEE nº 4.256/2020, que institui as diretrizes para normatização e organização da Educação Especial na rede estadual de Ensino de Minas Gerais; 5. o Parecer CEE n. 1132/97, que oferece orientações sobre a fundamentação e organização da educação básica a partir da LDBEN 9394/1997 ; 6. o Parecer CEE-MG nº 604/2004 (normativo) esclarece que "Os procedimentos de reclassificação, aceleração de estudos, avanço escolar, progressão parcial acontecem por decisão da escola e não a pedido de quem quer que seja. Para serem utilizados devem ser estudados caso a caso, ao longo da vida escolar e não em uma etapa específica da educação básica, principalmente, em se tratando de reclassificação e avanço escolar”.; 51 7. o Parecer CEE 69/2006 que responde diversas indagações sobre a Educação Especial no Ensino Fundamental, esclarece que “A possibilidade de avanço na escolarização dos alunos, contemplada na LDB, é uma medida pedagógica que deve ser aplicada como resultado de um processo especial de avaliação da aprendizagem e assegurada por medidas administrativas que resguardem os direitos dos alunos, da escola e dos profissionais. Portanto, deve constar da proposta pedagógica e do regimento da escola e estar devidamente autorizada. As decisões relativas ao avanço devem ser respaldadas por uma equipe composta de professores, especialistas e direção da escola – e baseadas em dados de avaliação do aproveitamento e relatórios/laudos indicativos das condições especiais de desenvolvimento do(s) aluno(s), tudo devidamente documentado (atas, provas, trabalhos, laudos psicopedagógicos, relatórios de acompanhamento). Toda a documentação deverá ser arquivada na pasta individual do aluno. O histórico escolar, para efeito de transferência ou de registro de conclusão de curso, deverá conteras informações relativas às atividades de aprofundamento e enriquecimento curricular desenvolvidas pelo aluno, bem como de sua trajetória escolar em termos da organização curricular diferenciada.”. Os gestores da escola devem assegurar as condições adequadas à oferta pretendida, ao atendimento especial requerido pelo estudante, à construção de seu PDI, manutenção dos documentos escolares e comprovatórios da condição especial atualizados. Os gestores da escola são responsáveis pelo fiel cumprimento da legislação vigente, assegurando a legalidade, regularidade da escola e autenticidade da vida escolar de seus alunos e por todos os atos praticados pela escola. É proibido o avanço no 9º ano? Resposta: Sobre o tema avanço escolar, recomendamos a leitura da a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394/96, da Resolução SEE n. 4692/2021, dos Pareceres CEE nº 1132/1997 , nº 1158/1998 e questões anteriores respondidas. Reclassificação por frequência: se o aluno não conseguir os 60 pontos nas avaliações ele será considerado retido? Resposta: A condição para ocorrer a reclassificação por infrequência é alcançar a pontuação mínima para aprovação em todos os componentes curriculares. Conferir o inciso IV do artigo 111 da Resolução SEE nº 4.692, de 29 de dezembro de 2021, que trata sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais e dá outras providências: Art. 111 - A reclassificação (...): 52 IV - frequência: para o estudante com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e que apresentar desempenho satisfatório em todos os componentes curriculares. No caso da escola estadual, a reclassificação por infrequência será após a oferta dos “estudos independentes de recuperação”, podendo a escola aproveitar as avaliações já realizadas nesta fase do processo pedagógico para compor a documentação necessária da reclassificação. Como fica a EJA em relação a reclassificação e classificação de acordo com a nova resolução? Resposta: Conferindo o artigo 49 do capítulo I da Resolução SEE nº 4.692, de 29 de dezembro de 2021 — que dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais e dá outras providências — que se refere à Educação de Jovens e Adultos, o estudante poderá optar pela melhor oferta para certificação do nível: Art. 49 - A educação de jovens e adultos é oferecida por meio de: I - curso presencial; II - curso semipresencial em Centros Estaduais de Educação Continuada – CESEC; III - exames especiais para certificação de conclusão de ensino fundamental e médio, nos Centros Estaduais de Educação Continuada por meio das bancas permanentes de avaliação; IV- exames nacionais de certificação. Reiteramos que cabe à escola garantir o percurso dos estudantes com vida escolar regular à luz da legislação em vigor e expedição dos documentos escolares válidos para o prosseguimento de estudos, para o exercício profissional e para o exercício pleno da cidadania. Excepcionalmente, a utilização de todo recurso pedagógico cabe análise criteriosa, de forma a assegurar a formação de qualidade, conforme preconiza a Resolução SEE nº 4.692, de 29 de dezembro de 2021. Assim, alertamos para o zelo necessário com os documentos que fundamentarem a reclassificação (atas, provas, atividades e trabalhos que venham a ser exigidos dos alunos), os quais deverão ficar arquivados na pasta de cada aluno. Também deverá constar do histórico escolar do aluno, por ocasião de sua transferência ou conclusão de curso, informação sobre processo de classificação ou reclassificação a que ele tenha se submetido. Ressaltamos o caráter excepcional que deve nortear as decisões de adoção de recurso pedagógico de reclassificação por frequência para estudantes da EJA, conforme prevista no inciso IV da Resolução SEE 4.692/2021, “frequência: para o estudante com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e que apresentar desempenho satisfatório em todos os componentes curriculares”. 53 No que se refere à RECLASSIFICAÇÃO POR ACELERAÇÃO, há a possibilidade de aceleração do aluno do 9°. ano para o 1°. ano do Ensino Médio? Houve divergência na equipe, deixando nossa SRE em dúvida. Aguardo retorno para providenciar a matrícula de aluno que passou pelo processo supracitado. Resposta: Primeiramente precisamos entender o que é reclassificação por aceleração. O recurso da aceleração é para defasagem série/idade, conforme esclarece o Parecer CEE nº 1.132/1997: Aceleração de estudos é a forma de propiciar aos alunos com atraso escolar a oportunidade de atingir o nível de desenvolvimento correspondente a sua idade. Alunos com atraso escolar são aqueles que se encontram com idade superior à que corresponde a série, período ou ciclo que esteja cursando. A escola, para aceleração de estudos, incluirá na sua proposta pedagógica, programação capaz de oferecer condições aos alunos com atraso escolar de superá-lo. As turmas de aceleração, mediante programação de atividades adequadas ao desenvolvimento desses alunos, podem ser organizadas de modo a atender a um ou mais componentes curriculares. As estratégias de aceleração podem assumir múltiplas formas, buscando como atender as necessidades desses alunos de acordo com as possibilidades da escola. Diante da impossibilidade de criar turmas de aceleração, caso o estudante tenha a idade mínima (quinze anos), poderá concluir o nível via exames de certificação no Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC). A medida de adotar a “Certificação por meio de Exames” preserva o direito do estudante de portar histórico escolar de conclusão do ensino fundamental e médio para prosseguimento dos estudos, concursos públicos, sistemas de cotas e mercado de trabalho. Em relação a exposição sobre RECLASSIFICAÇÃO , especificamente no caso das escolas PRIVADAS, questiono: é possível a "regressão" do aluno? Resposta: A adoção de recursos pedagógicos como o indicado na consulta visa assegurar direitos dos estudantes dando cumprimento aos dispositivos da LDB, possibilitando aos estabelecimentos de ensino autonomia e flexibilidade na organização curricular, para atendimento adequado às diferentes demandas de seus estudantes com foco no desenvolvimento do educando, para o exercício da cidadania, para progredir no trabalho e prosseguimento dos estudos. O Parecer CEE nº 1.158/1998 esclarece que a reclassificação deverá constituir um recurso de adaptação do aluno na série, etapa, período, ciclo, de acordo com a idade, experiência e nível de desempenho, sempre no sentido de reforçar a auto-estima positiva, o gosto pelos estudos e pela escola. Não há previsão legal para a regressão do 54 estudante. A orientação sobre vida escolar e escrituração deve primar pelo respeito aos processos pedagógicos realizados pelas escolas, com regulamentações específicas das redes de ensino, o documento escolar expedido e desempenho do estudante. O estabelecimento de ensino ao matricular o estudante deve elaborar propostas de atendimentos pedagógicos que privilegiem o processo de recuperação de aprendizagens. Aluno proveniente de escola situada no país poderá ser avaliado para posicionamento em série diferente à indicada no histórico escolar da escola de origem, desde que comprovado conhecimentos e habilidades. Resposta: Situação prevista no § 1º do artigo 23 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional: “A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais.” Lembrando que todo recurso pedagógico depende de regulamentação na rede de ensino e/ou instituição escolar no regimento escolar e proposta pedagógica. A decisão pela utilização do recurso pedagógico é da equipe pedagógica da escola, em caráter de excepcionalidade, e cabe constituir Comissão de Avaliação presididapelo diretor(a) escolar, composta por professores e outros profissionais da educação, o registro em ATA de todo o processo e arquivo de comprovantes. A propósito de facilitar o trabalho do Serviço de Inspeção Escolar apresentamos uma sugestão de ata para os registros dos processos de classificação ou reclassificação. Para uma ata referente aos registros destes recursos pedagógicos é importante considerar alguns aspectos a serem registrados: ➔ a identificação da escola, do estudante e da equipe pedagógica envolvida; ➔ a descrição da demanda caracterizando o que levou aos gestores e equipe pedagógica a decidirem pelo procedimento (os elementos pedagógicos evidenciados na vida escolar e o tipo do recurso pedagógico (qual a ocorrência em caráter de excepcionalidade demandada: reclassificação para amparar infrequência superior a 25% com registro de desempenho satisfatório; por transferência, por avanço ou por aceleração); ➔ a descrição do processo (considerando os nortes trazidos nos Pareceres CEE nº 1132/1997 e nº 1158/1998) a característica pedagógica do processo, os critérios, a descrição do processo com os documentos que fundamentam a reclassificação elencando a base legal (LDB 9394/1996, Pareceres do CEE/MG nº 1.132/97, n º 1.158/98 e nº 388/2003, Resolução SEE/MG nº 4692/2021) e os documentos com registros escolares (relatórios, atas, provas e outros trabalhos que venham a ser exigidos dos alunos), os resultados do processo; e ➔ a decisão final do coletivo de educadores que acompanharam o processo. 55 Deverão ser mencionados quais os registros constarão na pasta individual do aluno, na ficha individual e no histórico escolar. Todos os profissionais da Comissão de Avaliação assinam a ata. Alertamos sobre o cumprimento do que determina a Lei Federal nº 12.013/2009 que altera o artigo 12 da LDB nº 9.394/1996 sobre a obrigatoriedade de informar aos pais e responsáveis do estudante a execução da Proposta Pedagógica da Escola, a frequência e o rendimento dos alunos. Devem ser observados pelos gestores das escolas públicas estaduais os dispositivos da Lei MG nº 22.461, de 23/12/2016. Proposta de documento: ATA DE RECLASSIFICAÇÃO POR _______________________ Aos ___ (...) dias do mês de .............de dois mil e ............., na Escola ...................................................., nos reunimos em Comissão Especial, composta por (registrar o nome do (a) presidente da comissão diretor(a) da escola, da equipe pedagógica com a função/atuação correspondente e professores), com o propósito de Reclassificar (completar de acordo com o título) o(a) estudante (a) (nome completo), nascido(a) em ___/___/___, filho(a) de (nome da mãe) e de (nome do pai), com a finalidade de esclarecer e registrar (colocar os motivos da avaliação especial, a característica pedagógica do processo, os critérios, a descrição do processo com os documentos que fundamentam a reclassificação) . Submetido(a) ao processo de avaliação especial o(a) estudante(a) obteve como resultados no processo de reclassificação: (registrar o desempenho, as considerações da equipe pedagógica, os resultados obtidos no processo avaliativo em todos os componentes curriculares obrigatórios da Base Nacional Comum Curricular). Da análise dos documentos que registram o desenvolvimento, os objetivos de aprendizagem consolidados e os resultados demonstrados pelo(a) estudante(a), a presidência e o corpo pedagógico que compõem esta Comissão Especial decide pelo reposicionamento do(a) aluno(a) no(a) (colocar o ano de escolaridade ou período) do Ensino (Fundamental ou Médio do Ensino Regular ou EJA), conforme Proposta Político Pedagógica, as normas regimentais e os dispositivos legais em vigor da LDB 9394/1996, dos Pareceres do CEE/MG nº 1.132/97 e nº 1.158/98 e outras normas conforme o caso - Parecer CEE/MG nº 388/2003 e Resolução SEE/MG nº 4.692/2021. À Secretaria Escolar sob acompanhamento da presidência desta Comissão Especial cabe proceder aos registros das informações relativas ao processo de Reclassificação, fazendo constar na Pasta Individual (listar os documentos comprobatórios do processo de reclassificação que deverão ser arquivados conforme especificidade de cada caso, as 56 provas, os trabalhos, relatório e cópia da ata do processo de reclassificação); na Ficha Individual e Histórico Escolar do(a) estudante, seu desempenho e os esclarecimentos necessários com a fundamentação legal aplicável. Sendo este o processo brevemente descrito, os resultados, o parecer da Comissão Especial, assinamos, Local, aos ________ dias do mês de ______________ de 20_____ . Assinaturas: ___________________________________________ (Após as assinaturas dos membros da Comissão identificados pelos devidos cargos/ funções e MaSP) Carimbos dos gestores (Direção e Secretário Escolar) Quanto a Reclassificação por avanço, como se daria o diagnóstico de Altas Habilidades? Quais profissionais e/ou instituições estariam habilitados a atestá-la para que possa dar subsídio ao processo de reclassificação? Resposta: A Resolução SEE 4.692/2021 assim dispõe sobre avanço escolar: “avanço: propicia condições para conclusão de anos da educação básica, em menos tempo, ao estudante com altas habilidades/superdotação, comprovadas por avaliações diagnósticas em todos os componentes curriculares e relatórios complementares de profissionais competentes”. (grifo nosso) As decisões relativas ao avanço decorrentes do processo de investigação das condições do estudante com altas habilidades/superdotação, público da Educação Especial, baseadas em dados de avaliação do aproveitamento e relatórios e laudos indicativos das condições especiais de desenvolvimento, devidamente documentadas (atas, provas, trabalhos, laudos psicopedagógicos, relatórios de acompanhamento) devem ser respaldadas por uma equipe composta de professores, especialistas e direção da escola. Orientamos atenção aos critérios e à documentação fundamental nas situações de identificação da condição do estudante que pode vir a compor o público da educação especial por ser pessoa com Altas Habilidades/Superdotação. O recurso pedagógico da reclassificação ou aceleração deve ser a última medida e somente será recomendada em situações excepcionais com comprovada documentação constituída pelos diversos profissionais que irão assistir o estudante. Devem ser estudados os seguintes documentos normativos: 1. A LDBEN n. 9394/1996; 2. a Resolução CNE/CEB nº 04/2009, publicada no DOU de 5/10/2009, que institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade 57 Educação Especial, principalmente no que orienta sobre o tratamento a ser dado os alunos com altas habilidades/superdotação; 3. a Resolução CEE 460/2013, que consolida normas sobre a Educação Especial na Educação Básica, no Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais e dá outras providências, disciplinando as condições para o funcionamento de unidades escolares credenciadas para a oferta da educação especial para educandos com deficiência a serem atendidos tanto nestas, como também em escolas da rede regular de ensino; 4. a Resolução SEE nº 4.256/2020, que institui as diretrizes para normatização e organização da Educação Especial na rede estadual de Ensino de Minas Gerais; 5. o Parecer CEE-MG nº 1132/97, que oferece orientações sobre a fundamentação e organização da educação básica a partir da LDBEN 9394/1997 ; 6. o Parecer CEE-MG nº 604/2004 (normativo) esclarece que “os procedimentos de reclassificação, aceleração de estudos, avanço escolar, progressão parcial acontecem por decisão da escola e não a pedido de quem quer que seja. Para serem utilizados devem ser estudados caso a caso, ao longo da vida escolar e não em uma etapa específica da educação básica, principalmente, em se tratando de reclassificação e avanço escolar”.; 7. o Parecer CEE-MG 69/2006 que responde diversas indagações sobre a Educação Especial no Ensino Fundamental,esclarece que “A possibilidade de avanço na escolarização dos alunos, contemplada na LDB, é uma medida pedagógica que deve ser aplicada como resultado de um processo especial de avaliação da aprendizagem e assegurada por medidas administrativas que resguardem os direitos dos alunos, da escola e dos profissionais. Portanto, deve constar da proposta pedagógica e do regimento da escola e estar devidamente autorizada. As decisões relativas ao avanço devem ser respaldadas por uma equipe composta de professores, especialistas e direção da escola – e baseadas em dados de avaliação do aproveitamento e relatórios/laudos indicativos das condições especiais de desenvolvimento do(s) aluno(s), tudo devidamente documentado (atas, provas, trabalhos, laudos psicopedagógicos, relatórios de acompanhamento). Toda a documentação deverá ser arquivada na pasta individual do aluno. O histórico escolar, para efeito de transferência ou de registro de conclusão de curso, deverá conter as informações relativas às atividades de aprofundamento e enriquecimento curricular desenvolvidas pelo aluno, bem como de sua trajetória escolar em termos da organização curricular diferenciada.”. Os gestores da escola devem assegurar as condições adequadas à oferta pretendida, ao atendimento especial requerido pelo estudante, à construção de seu PDI, manutenção dos documentos escolares e comprovatórios da condição especial atualizados. 58 Os gestores da escola são responsáveis pelo fiel cumprimento da legislação vigente, assegurando a legalidade, regularidade da escola e autenticidade da vida escolar de seus alunos e por todos os atos praticados pela escola. Os alunos matriculados nos Cursos Técnicos ofertados nas escolas estaduais e no Trilhas de Futuro têm direito à reclassificação por frequência no final do período? Resposta: “Os alunos matriculados nos Cursos Técnicos ofertados nas escolas estaduais”, conforme preconiza o § 1º do inciso IV do artigo 111 da Resolução SEE nº 4.692, de 29 de dezembro de 2021, não são favorecidos pela reclassificação por infrequência: IV - frequência: para o estudante com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e que apresentar desempenho satisfatório em todos os componentes curriculares. §1º - os recursos da reclassificação dispostos nesse artigo poderão ser aplicados em todas as modalidades de ensino, exceto na educação profissional e tecnológica e curso normal de nível médio. Quanto aos estudantes matriculados no Projeto Trilhas de Futuro, destaca o Ofício SEE/SB - TRILHAS DE FUTURO nº 1/2022, com o assunto Sistema de Gestão Trilhas de Futuro: Conforme previsto no Edital de Credenciamento SEE nº 01/2021 e nos contratos firmados com cada uma das instituições, são obrigações das instituições credenciadas e contratadas: (...) “8.1.1.22. Acionar a Secretaria de Estado de Educação, via Sistema de Gestão do Projeto Trilhas de Futuro, caso o estudante tenha uma ausência igual ou superior a 05 (cinco) dias letivos consecutivos ou 10 (dez) dias alternados no mês ou atinja um número de faltas de 15 (quinze) dias letivos consecutivos ou alternados na etapa que cursa;” Por favor, é importante esclarecer a diferença entre avanço e aceleração. Ainda há confusão com as nomenclaturas e os processos. Resposta: Nas duas situações ocorre a utilização do recurso pedagógico da reclassificação, reposicionamento do estudante no ano diferente de sua situação atual, a partir de avaliação de seu desempenho, podendo ocorrer por avanço escolar (estudante com altas habilidades/superdotação), por aceleração de estudos ao estudante com defasagem idade/ano de escolaridade (a partir de projetos de intervenção pedagógica, avaliação diagnóstica), conforme esclarece o Parecer CEE nº 1.132/1997: Aceleração de estudos é a forma de propiciar aos alunos com atraso escolar a oportunidade de atingir o nível de desenvolvimento correspondente a sua idade. Alunos com atraso escolar são aqueles que se encontram com idade superior à que corresponde a série, período ou ciclo que esteja cursando. A escola, para aceleração de estudos, incluirá na sua proposta 59 pedagógica uma programação capaz de oferecer condições aos alunos com atraso escolar de superá-lo. As turmas de aceleração, mediante programação de atividades adequadas ao desenvolvimento desses alunos, podem ser organizadas de modo a atender a um ou mais componentes curriculares. As estratégias de aceleração podem assumir múltiplas formas, buscando como atender as necessidades desses alunos de acordo com as possibilidades da escola. Avanço escolar é a forma de propiciar ao aluno que apresente nível de desenvolvimento acima de sua idade, a oportunidade de concluir em menor tempo séries, períodos, ciclos ou etapas. Aluno com desenvolvimento superior é aquele que apresenta características especiais, como altas habilidades e comprovada competência. Por se tratar de formas especiais de avaliação e progressão, é indispensável que a direção da escola designe comissão, conforme sugerida no item sobre classificação e reclassificação, não só para diagnosticar a necessidade de aplicação desses recursos, como também para proceder a avaliação que cada situação requer. 13.7 IMPOSSIBILIDADE DE EMISSÃO DE HE POR AUSÊNCIA DE ARQUIVO Nos casos em que os registros da vida escolar dos alunos nos diários de classes, atas de resultados finais, fichas individuais sumiram, como proceder? Resposta: Orientamos a apuração da ocorrência, verificação minuciosa de documentos escolares em registros para além dos físicos na escola, nos sistemas porventura adotados, de busca de informações de percurso escolar entre os estabelecimentos de ensino. Após esgotadas as buscas e feitas as apurações e responsabilizações, os estudantes podem ser avaliados e posicionados conforme condições de desempenho, ou de certificação nas etapas de ensino conforme regulamentado. Escola que pegou fogo, como fazer a regularidade? Resposta: Em situações similares o Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais pronunciou por meio dos Pareceres CEE nº 448 e nº 928, ambos do ano de 1995, e pelo Parecer CEE nº 157/2016, recomendando, na impossibilidade de reconstituir a vida escolar de alunos, a realização de provas via Exames de Certificação de nível de ensino. A reconstituição da vida escolar dos ex-alunos poderá ocorrer a partir de registros, à vista de informações escritas de forma confiável, como anotações de professores, cópias de históricos escolares expedidos que se encontram em outras instituições escolares, estabelecimentos de ensino superior ou empresas. 60 Orientamos registrar caso a caso o andamento dos requerimentos de histórico escolar, informando os documentos localizados nas pesquisas, as orientações prestadas ao cidadão e a solução do caso, haja vista a responsabilidade administrativa sujeita aos servidores em decorrência de omissão. Ação importante para prestar informações futuras. Para a recuperação de documentos de alunos, em situações mais urgentes sugerimos aos gestores da escola considerar o tempo de atuação na escola, os níveis, etapas e cursos ofertados cujos documentos escolares foram destruídos, os alunos podem ser organizados em grupos: ➔ ex-alunos transferidos para outros estabelecimentos de ensino; ➔ ex-alunos que requerem histórico escolar; ➔ alunos com percurso escolar com registro em sistemas digitais, anotações de professores ou outras formas de registro. Com relação aos ex-alunos transferidos para outras escolas, não há o que regularizar ou reconstituir, considerando o histórico escolar apresentado para a matrícula na escola de destino. E no caso dos alunos em curso deve-se usar os dados passíveis de recuperação; Os procedimentos que os gestores da escola devem adotar será o levantamento dos estudantes com percurso na escola, zelar pelo registro cuidadoso dos fatos ocorridos e na medida do possível refazer as pastas dos estudantes. Neste sentido os arquivo serão recompostos considerando pesquisas e buscas:- dos dados e percursos registrados por professores ou sistemas digitais (no caso das escolas estaduais devem ser conferidos os registros realizados no SIMADE); ➔ solicitação de pesquisa em arquivos de escolas onde os alunos tenham estudado anteriormente à matrícula nas respectivas escolas municipais, para obtenção de documentos escolares anteriores (pedir a emissão de 2ª via); ➔ solicitação de pesquisa em arquivos de escolas onde os alunos tenham estudado posteriormente à matrícula nas escolas municipais para obtenção de documentos escolares emitidos por elas antes da inundação (isso para a recomposição de arquivos de ex-alunos); ➔ verificação dos arquivos salvos/restantes e possíveis restaurações e/ou recuperações. Todo esse levantamento deverá ser registrado em ata e documentos necessários para atender a quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários, inclusive subsidiar futuros questionamentos e ações judiciais. Os alunos que, eventualmente, venham a solicitar os documentos de comprovação de escolaridade e não tiverem seu percurso escolar nas escolas municipais recuperado devem, de acordo com a idade e percurso escolar, ser submetidos aos exames de Certificação dos anos iniciais do Ensino Fundamental, conforme ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO ASIE Nº 2/2022, de 15 61 de março de 2022, e o artigo 52 da Resolução SEE nº 4.692, de 30 de dezembro de 2021, ou serem encaminhados para exames de etapas mais avançadas da Educação Básica. Alertamos para providências fundamentais que devem ser tomadas pelos gestores da escola sob apoio do Serviço de Inspeção Escolar, se necessário, quanto ao acionamento das instâncias competentes para instauração de investigação da ocorrência tais como Boletins e Relatórios emitidos pelo Corpo de Bombeiros, acionamento da Polícia para lavrar Boletim de Ocorrência visando a composição documental que subsidiarão esclarecimentos a qualquer época como Laudo Pericial, Relatório do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, Comunicações do Ministério Público, se houver. Escola que perdeu toda a documentação em consequência das chuvas, como emitir e/ou regularizar a vida escolar? Resposta: Em situações similares o Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais pronunciou por meio dos Pareceres CEE nº 448 e nº 928, ambos do ano de 1995, e pelo Parecer CEE nº 157/2016, recomendando, na impossibilidade de reconstituir a vida escolar de alunos, a realização de provas via Exames de Certificação de nível de ensino. A reconstituição da vida escolar dos ex-alunos poderá ocorrer a partir de registros, à vista de informações escritas de forma confiável, como anotações de professores, cópias de históricos escolares expedidos que se encontram em outras instituições escolares, estabelecimentos de ensino superior ou empresas. Orientamos registrar caso a caso o andamento dos requerimentos de histórico escolar, informando os documentos localizados nas pesquisas, as orientações prestadas ao cidadão e a solução do caso, haja vista a responsabilidade administrativa sujeita aos servidores em decorrência de omissão. Ação importante para prestar informações futuras. Para a recuperação de documentos de alunos, em situações mais urgentes sugerimos aos gestores da escola considerar o tempo de atuação na escola, os níveis, etapas e cursos ofertados cujos documentos escolares foram destruídos, os alunos podem ser organizados em grupos: ➔ ex-alunos transferidos para outros estabelecimentos de ensino; ➔ ex-alunos que requerem histórico escolar; ➔ alunos com percurso escolar com registro em sistemas digitais, anotações de professores ou outras formas de registro. Com relação aos ex-alunos transferidos para outras escolas, não há o que regularizar ou reconstituir, considerando o histórico escolar apresentado para a matrícula na escola de destino. E no caso dos alunos em curso deve-se usar os dados passíveis de recuperação; 62 Os procedimentos que os gestores da escola devem adotar será o levantamento dos estudantes com percurso na escola, zelar pelo registro cuidadoso dos fatos ocorridos e na medida do possível refazer as pastas dos estudantes. Neste sentido os arquivo serão recompostos considerando pesquisas e buscas: ➔ dos dados e percursos registrados por professores ou sistemas digitais (no caso das escolas estaduais devem ser conferidos os registros realizados no SIMADE); ➔ solicitação de pesquisa em arquivos de escolas onde os alunos tenham estudado anteriormente à matrícula nas respectivas escolas municipais, para obtenção de documentos escolares anteriores (pedir a emissão de 2ª via); ➔ solicitação de pesquisa em arquivos de escolas onde os alunos tenham estudado posteriormente à matrícula nas escolas municipais para obtenção de documentos escolares emitidos por elas antes da inundação (isso para a recomposição de arquivos de ex-alunos); ➔ verificação dos arquivos salvos/restantes e possíveis restaurações e/ou recuperações. Todo esse levantamento deverá ser registrado em ata e documentos necessários para atender a quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários, inclusive subsidiar futuros questionamentos e ações judiciais. Os alunos que, eventualmente, venham a solicitar os documentos de comprovação de escolaridade e não tiverem seu percurso escolar nas escolas municipais recuperado devem, de acordo com a idade e percurso escolar, ser submetidos aos exames de Certificação dos anos iniciais do Ensino Fundamental, conforme ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO ASIE Nº 2/2022, de 15 de março de 2022, e o artigo 52 da Resolução SEE nº 4.692, de 30 de dezembro de 2021, ou serem encaminhados para exames de etapas mais avançadas da Educação Básica. Alertamos para providências fundamentais que devem ser tomadas pelos gestores da escola sob apoio do Serviço de Inspeção Escolar, se necessário, quanto ao acionamento das instâncias competentes para instauração de investigação da ocorrência tais como Boletins e Relatórios emitidos pelo Corpo de Bombeiros, acionamento da Polícia para lavrar Boletim de Ocorrência, documentos publicados pelo poder público referentes às situações de calamidade pública visando a composição documental que subsidiarão esclarecimentos a qualquer época. Escola que perdeu toda a documentação em consequência das chuvas de janeiro, como emitir e/ou regularizar a vida escolar? Resposta: Em situações similares o Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais pronunciou por meio dos Pareceres CEE nº 448 e nº 928, ambos do ano de 1995, e pelo Parecer CEE nº 157/2016, recomendando, na impossibilidade de reconstituir a vida escolar de alunos, a realização de provas via Exames de Certificação de nível de ensino. 63 A reconstituição da vida escolar dos ex-alunos poderá ocorrer a partir de registros, à vista de informações escritas de forma confiável, como anotações de professores, cópias de históricos escolares expedidos que se encontram em outras instituições escolares, estabelecimentos de ensino superior ou empresas. Orientamos registrar caso a caso o andamento dos requerimentos de histórico escolar, informando os documentos localizados nas pesquisas, as orientações prestadas ao cidadão e a solução do caso, haja vista a responsabilidade administrativa sujeita aos servidores em decorrência de omissão. Ação importante para prestar informações futuras. Para a recuperação de documentos de alunos, em situações mais urgentes sugerimos aos gestores da escola considerar o tempo de atuação na escola, os níveis, etapas e cursos ofertados cujos documentos escolares foram destruídos, os alunos podem ser organizados em grupos: ➔ ex-alunos transferidos para outros estabelecimentos de ensino; ➔ ex-alunos que requerem histórico escolar; ➔ alunos com percurso escolar com registro em sistemas digitais, anotações de professores ou outras formas de registro. Com relação aos ex-alunos transferidos para outras escolas, não há o que regularizar ou reconstituir, considerando o histórico escolar apresentado para a matrícula naescola de destino. E no caso dos alunos em curso deve-se usar os dados passíveis de recuperação; Os procedimentos que os gestores da escola devem adotar será o levantamento dos estudantes com percurso na escola, zelar pelo registro cuidadoso dos fatos ocorridos e na medida do possível refazer as pastas dos estudantes. Neste sentido os arquivo serão recompostos considerando pesquisas e buscas: ➔ dos dados e percursos registrados por professores ou sistemas digitais (no caso das escolas estaduais devem ser conferidos os registros realizados no SIMADE); ➔ solicitação de pesquisa em arquivos de escolas onde os alunos tenham estudado anteriormente à matrícula nas respectivas escolas municipais, para obtenção de documentos escolares anteriores (pedir a emissão de 2ª via); ➔ solicitação de pesquisa em arquivos de escolas onde os alunos tenham estudado posteriormente à matrícula nas escolas municipais para obtenção de documentos escolares emitidos por elas antes da inundação (isso para a recomposição de arquivos de ex-alunos); ➔ verificação dos arquivos salvos/restantes e possíveis restaurações e/ou recuperações. Todo esse levantamento deverá ser registrado em ata e documentos necessários para atender a quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários, inclusive subsidiar futuros questionamentos e ações judiciais. 64 Os alunos que, eventualmente, venham a solicitar os documentos de comprovação de escolaridade e não tiverem seu percurso escolar nas escolas municipais recuperado devem, de acordo com a idade e percurso escolar, ser submetidos aos exames de Certificação dos anos iniciais do Ensino Fundamental, conforme ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO ASIE Nº 2/2022, de 15 de março de 2022, e o artigo 52 da Resolução SEE nº 4.692, de 30 de dezembro de 2021, ou serem encaminhados para exames de etapas mais avançadas da Educação Básica. Alertamos para providências fundamentais que devem ser tomadas pelos gestores da escola sob apoio do Serviço de Inspeção Escolar, se necessário, quanto ao acionamento das instâncias competentes para instauração de investigação da ocorrência tais como Boletins e Relatórios emitidos pelo Corpo de Bombeiros, acionamento da Polícia para lavrar Boletim de Ocorrência, documentos publicados pelo poder público referentes às situações de calamidade pública visando a composição documental que subsidiarão esclarecimentos a qualquer época. Curso Técnico poderia utilizar o cadastro no SISTEC para a emissão de documento nos casos em que os documentos físicos da escola foram destruídos em incêndio? Resposta: Em situações similares de destruição de arquivo o Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais pronunciou por meio dos Pareceres CEE nº 448 e nº 928, ambos do ano de 1995, e pelo Parecer CEE nº 157/2016, indicando a reconstituição da vida escolar dos ex-alunos que poderá ocorrer a partir de registros, à vista de informações escritas de forma confiável, como anotações de professores, cópias de históricos escolares expedidos que se encontram em outras instituições escolares, estabelecimentos de ensino superior ou empresas. A escrituração dos dados e informações referentes à vida escolar se dá por meio digital e documentos físicos. Neste sentido os dados e informações do SISTEC poderão ser utilizados para validação da documentação. Cabe apurar e registrar a ocorrência. Alertamos para providências fundamentais que devem ser tomadas pelos gestores da escola sob apoio do Serviço de Inspeção Escolar, se necessário, quanto ao acionamento das instâncias competentes para instauração de investigação da ocorrência tais como Boletins e Relatórios emitidos pelo Corpo de Bombeiros, acionamento da Polícia para lavrar Boletim de Ocorrência visando a composição documental que subsidiarão esclarecimentos a qualquer época como Laudo Pericial, Relatório do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, Comunicações do ministério Público, se houver. Compete ao diretor e secretário escolar garantir registros escolares com legalidade, veracidade e regularidade da trajetória escolar e expedição de históricos escolares, certificados e diplomas, válidos para o prosseguimento de estudos e comprovantes de escolaridade para o exercício profissional. 65 Todo o processo de reconstituição de documentos deve ser acompanhado pelos Inspetores Escolares e registrado em termo de visita. 13.8 MATRÍCULA TARDIA NO 1º SEMESTRE OU MATRÍCULA NO 2º SEMESTRE Orientação quanto como computar as notas de alunos admitidos durante o 2º semestre, que na escola de origem apresenta notas apenas nas disciplinas de Português e Matemática, conforme legislação local. Resposta: Outras informações e dados são necessários para pronunciamento. Cabe contextualização do caso, data em que ocorreu a matrícula, situação do aluno atualizada, rede de ensino… Orientamos a apuração da ocorrência, verificação minuciosa de documentos escolares e na dúvida um contato com a escola de origem para melhor compreensão de seus registros escolares e das pendências a serem resolvidas na atual escola. De acordo com o Regimento Escolar, com a Proposta Pedagógica os estudantes recém admitidos fazem jus aos recursos pedagógicos previstos na legislação. Sendo alunos de escola estadual deverá ser observada a Resolução SEE n. 4692/2021. Casos de alunos menores de idade que concluem a EJA Fundamental no 1º semestre e na escola/município só tem o ensino médio regular para continuidade (Procedimento e registros); Resposta: Nos casos de alunos menores de 18 anos que concluíram o Ensino Fundamental no decorrer do ano letivo, seja em curso presencial da EJA, curso semipresencial do CESEC ou via Exame Especiais de Banca, a matrícula no Ensino Médio deverá ser garantida. ➔ A matrícula deverá ser feita no 1º ano do ensino médio mediante apresentação do certificado de conclusão do Ensino Fundamental. Ressaltamos que os boletins do INEP não são documentos válidos para efetivação de matrícula. ➔ A solicitação poderá ser deferida, mediante acompanhamento do Serviço de Inspeção Escolar em orientação aos gestores da escola sobre a situação excepcional. Caberá à escola de destino proceder à matrícula no 1º ano respaldando o caso com o uso do amparo legal no Parecer CEE nº 1158/98, que discorre sobre a Frequência Escolar, orientando a adoção do recurso da reclassificação aos alunos que apresentarem desempenho satisfatório e frequência inferior a 75% no final do período letivo. Os documentos que fundamentarem e comprovarem a reclassificação do estudante deverão ser arquivados na pasta individual. Todo o processo de reclassificação deverá ser registrado em Ata. 66 ➔ Os alunos que atenderem aos critérios para prosseguimento dos estudos na EJA ou realização de Exames deverão ser orientados e encaminhados para estas ofertas. ➔ Na expedição do histórico escolar o percurso do Ensino Fundamental e Médio deverão ser estampados com o devido amparo legal dos recursos pedagógicos utilizados. Sendo o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental o certificado de exame será anexado ao histórico escolar do Ensino Médio. Casos de matrícula tardia do aluno no 1º semestre, por exemplo com 45 dias letivos já trabalhados e as situações de matrícula no 1º semestre após os 25% da CH já trabalhada. Nesse mesmo rol, confirmar se o parecer CEE/MG 388/03 somente se aplica a situações de matrícula no segundo semestre; Resposta: Orientamos verificar o disposto no Memorando SEE/SE - ASIE nº 58/2022 para detalhes sobre a escrituração escolar. O Parecer CEE n. 388/2003 aplica-se ao caso apresentado. Estudante com 16 anos cursando o 4º período EJA do ensino fundamental, com término no 1º semestre de 2022, tendo entrado no curso amparado pelo Parecer CEE nº 388/2003. No 2º Semestre requer a matrícula para o 1º ano médio regular comum. Nesse caso não poderá ser matriculado pelo Parecer CEE 388, pois já teve carga horária no 1º semestre. O estudante poderá ter 02 anos cursados no mesmo ano? 4º período da EJA e 01 ano Ensino Médio? Resposta:Nos casos de alunos menores de 18 anos que concluíram o Ensino Fundamental no decorrer do ano letivo, seja em curso presencial da EJA, curso semipresencial do CESEC ou via Exame Especiais de Banca, a matrícula no Ensino Médio deverá ser garantida. ➔ A matrícula deverá ser feita no 1º ano do ensino médio mediante apresentação do certificado de conclusão do Ensino Fundamental. Ressaltamos que os boletins do INEP não são documentos válidos para efetivação de matrícula. ➔ A solicitação poderá ser deferida, mediante acompanhamento do Serviço de Inspeção Escolar em orientação aos gestores da escola sobre a situação excepcional. Caberá à escola de destino proceder à matrícula no 1º ano respaldando o caso com o uso do amparo legal no Parecer CEE nº 1158/98, que discorre sobre a Frequência Escolar, orientando a adoção do recurso da reclassificação aos alunos que apresentarem desempenho satisfatório e frequência inferior a 75% no final do período letivo. Os documentos que fundamentarem e comprovarem a reclassificação do estudante deverão ser arquivados na pasta individual. Todo o processo de reclassificação deverá ser registrado em Ata. 67 ➔ Os alunos que atenderem aos critérios para prosseguimento dos estudos na EJA ou realização de Exames deverão ser orientados e encaminhados para estas ofertas. ➔ Na expedição do histórico escolar o percurso do Ensino Fundamental e Médio deverão ser estampados com o devido amparo legal dos recursos pedagógicos utilizados. Sendo o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental o certificado de exame será anexado ao histórico escolar do Ensino Médio. Se um estudante faz a matrícula no 1º semestre do aluno (ex mês de abril), onde não teve nenhuma matrícula durante o ano corrente. A escola deverá realizar a matrícula e somente no final do ano realizar a reclassificação por frequência? Resposta: Se a matrícula ocorrer durante o ano letivo, quando o aluno “não teve nenhuma matrícula durante o ano corrente”, o estudante deverá ser avaliado na ocasião da matrícula em todos os componentes curriculares para posicionamento no ano de escolaridade, com base no Parecer CEE nº 388/2003. A apuração da frequência será procedida a partir da matrícula do aluno. As atividades poderão ser oferecidas e cumpridas como adaptação pedagógica. A ausência de registro de frequência no primeiro semestre do 1° ano do Ensino Médio estará amparada pela classificação por avaliação a que o aluno se submeterá. Quanto à escrituração, na Ficha Individual deve constar os registros da classificação, as explicitações e esclarecimentos adicionais quanto ao aproveitamento, observando as normas regimentais. Na Pasta Individual, arquivar as avaliações utilizadas no processo de classificação e Ata/Relatório, subscrito pelos membros da comissão presidida pela direção da escola. No Histórico Escolar deverá constar o registro do aproveitamento, da carga horária e as faltas horas (a partir da matrícula). No campo “observações”: classificação conforme incisos I e VI do artigo 24 da Lei Federal n. 9.394/96. Sugerimos acompanhar cuidadosamente o desenvolvimento dos estudantes propondo ao longo do ano intervenções pedagógicas para assegurar o sucesso acadêmico. A classificação por avaliação prevista no Parecer CEE-MG 388/2003 pode ser aplicada para aluno com 6 ou 7 anos que estava fora da escola e procurou matrícula ao longo do ano letivo (precisamente em agosto). Sugiro que a parte apresentada de classificação/reclassificação apresentada tenha exemplos para facilitar o entendimento. Resposta: Orientamos conferir o Memorando.SEE/ASIE.nº 58/2022, datado de 23/2/2022: c - Estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental (...) A LDBEN prevê, no inciso II do artigo 24, que a classificação poderá ser feita em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do Ensino Fundamental, isto significa que a condição de 68 ingresso no nível de ensino é a idade. Em situação de distorção de idade/ano de escolaridade, o respectivo recurso pedagógico poderá ser utilizado promovendo a adequação na enturmação. Então, uma criança com 7 anos ou mais completos até 31 de março poderá ser submetida à avaliação de classificação para fins de posicionamento no Ensino Fundamental. Alertamos aos gestores escolares para as investigações necessárias sobre a infrequência escolar, caracterizadas nesses casos, dando cumprimento às normas sobre o assunto dentre elas a Lei nº 8.069/1990, de 16/7/1990, Lei nº 15.455, de 12/1/2005 e Parecer CEE n. 1.158/1998, de 16/12/1998 visando a frequência, a aprendizagem e a garantia de direitos dos estudantes. Deverão ser registrados em ata os esclarecimentos da ocorrência, as orientações repassadas aos responsáveis, como justificativa da utilização do recurso pedagógico. O Parecer CEE 388/2003 esclarece: A LDB, ao prever essa possibilidade de classificação, enfatiza que aquilo que deve prevalecer é "o grau de desenvolvimento do aluno" não a sua simples presença na escola. Entretanto, deve-se ter o cuidado para que essa situação não se torne rotineira, uma vez que a frequência às aulas é um fator importante para a formação do educando. A ausência de registro no primeiro semestre estará amparada pela classificação por avaliação a que o aluno se submeteu. A apuração da frequência, nesse caso, será procedida a partir da matrícula do aluno, assim como os dias letivos. Sendo assim, o estudante, com 6 anos de idade completos até 31 de março do ano de matrícula, caso venha requerer matrícula durante o ano letivo, poderá ser avaliado em todos os componentes curriculares para posicionamento no 1º ano do ensino fundamental. 13.9 TRANSFERÊNCIA/REMANEJAMENTO DE ALUNOS EM DIFERENTES MODALIDADES, TURNOS. Alunos do EMTI profissional podem sair para o ensino médio regular noturno? Resposta: Deve ser verificada a existência de vaga, as justificativas para a migração, a documentação escolar para saneamento de progressões parciais ou outras pendências no currículo ou percurso assegurando a conclusão da Educação Básica com regularidade. Alunos que conseguiram vagas no trilhas de futuro podem solicitar transferência, para ensino médio regular noturno, mesmo vindo do EMTI profissional da escola estadual, segundo a res SEE 4.719, parágrafo único, diz que não poderão se inscrever para o Projeto Trilhas se estiverem cursando EMTI Profissional, mas colocamos a questão porque outras SRE podem estar com esta dúvida. 69 Resposta: Reiteramos as normas específicas do Programa Trilhas de Futuro. Explicar quais os procedimentos necessários para resguardar o percurso escolar do aluno quando é solicitado transferência de turno e/ou modalidade cursada. Exemplo: O aluno estava no Ensino Médio Noturno e pede transferência para o Ensino Médio Tempo Integral. Resposta: A SRE/Inspeção Escolar deve ter argumentos claros a ser prestados à comunidade escolar e evitar transferência em massa desorganizando o fluxo escolar. Os gestores deverão verificar a existência de vagas, as justificativas para a migração, a documentação escolar para verificação de adaptações e complementações curriculares (Plano Especial de Estudos) em tempo hábil, verificação de progressões parciais ou outras pendências no currículo ou no percurso assegurando a conclusão da Educação Básica com regularidade. Pode haver transferência do ensino regular para educação em tempo integral no decorrer do ano letivo? Pode haver transferência do Ensino Médio regular para EMTI, no decorrer do ano letivo? Qual procedimento deve ser adotado pela escola ao receber este aluno? No decorrer do ano letivo, escola pode receber aluno que estava cursando o 1º Ano do Novo Ensino Médio para 1º Ano do EMTI? Qual procedimento deverá ser adotado pela escola? No caso de transferência de estudantes do Novo Ensino Médio, como realizar a adaptação curricular quando houver itinerário formativos distintos? Quais procedimentos devem ser adotados pela escola? Resposta: Questões a serem analisadas individualmente conforme ocorrência na SRE e condiçõesde integralização dos currículos em tempo hábil, se o EMTI for profissionalizante, assegurando a regularidade do percurso escolar e garantindo o direito ao exercício profissional. Considerando a especificidade de cada oferta e dificuldade de efetiva integralização dos currículos pelos estudantes egressos de cursos convencionais a SRE deve considerar a realização de reuniões com os pais dos alunos e as escolas visando a permanência dos estudos nos cursos de origem ou o encaminhamento para a outra escola mais próxima que ainda mantenha com oferta de curso idêntico ou compatível com o de origem. De acordo com o Memorando-Circular no 3/2022/SEE/DINEA de 03/03/2022, a escola poderia realizar no SIMADE a enturmação pedagógica dos alunos matriculados em 2022 a partir 03/03/2022 até o dia 11/03/2022, assim poderia regularizar as enturmações dos alunos procedendo com o remanejamento entre turmas do mesmo Tipo de Ensino, Nível, 70 Etapa e Endereço, orientou a equipe SEDINE para os casos em que haveria remanejamento para outra modalidade como da EJA para Ensino Regular e vice e versa; do Ensino em Tempo Integral para Ensino Regular e vice versa; devendo proceder com a remoção dos alunos da enturmação, para que a escola excluísse a matrícula e realizasse nova matrícula na modalidade correta. Sendo assim, dá a entender que poderia haver remanejamento da EJA para o regular do Ensino Integral para o Regular, procede? Resposta: Deve ser verificada a existência de vaga, as justificativas para a migração, a compatibilidade de currículos à luz das condições do aluno e da escola para a integralização da matriz curricular de destino em tempo hábil, a documentação escolar para análise da trajetória escolar regular e para saneamento de progressões parciais ou outras pendências no currículo ou percurso assegurando a conclusão da Educação Básica com regularidade. Aluno da EJA que solicita voltar para o ensino regular, como é possível? E quando? Resposta: A SRE através do Serviço de Inspeção Escolar deve orientar aos gestores da unidade escolar na apresentação de argumentos claros a serem prestados à comunidade escolar e evitar transferência em massa desorganizando o fluxo escolar. Os gestores deverão verificar a existência de vagas, as justificativas para a migração, a documentação escolar para verificação de adaptações e complementações curriculares (Plano Especial de Estudos) em tempo hábil, verificação de progressões parciais ou outras pendências no currículo ou no percurso assegurando a conclusão da Educação Básica com regularidade. 13.10 COMPONENTE CURRICULAR ARTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA Confirmar as matrizes curriculares do ensino fundamental anos finais e do Ensino Médio, se o componente Artes é obrigatório em todos os anos, em quais anos é obrigatório? Resposta: Solicitamos informações sobre a rede que apresentou as dúvidas. Sendo escolas estaduais estão em vigor as resoluções específicas com as matrizes curriculares. De acordo com o artigo 26 da Lei Federal nº 9394/96, o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá componente curricular obrigatório da educação básica e a Resolução CEE nº 470/2019, de 27/06/2019 (hoje revogada), que institui e orienta a implementação do Currículo Referência de Minas Gerais da Educação Infantil e do Ensino Fundamental nas escolas do Sistema de Ensino de Minas Gerais, definiu em seu artigo 35, que o componente Curricular Arte era obrigatório do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. De 71 acordo com o artigo 62, da mencionada Resolução, a implementação do CRMG ocorreu ao longo do ano de 2019 e deveria entrar em vigor no início do ano letivo de 2020. Para a Rede Estadual seguimos a Resolução SEE nº 4657/2021, de 12/11/2021, que dispõe sobre as matrizes curriculares destinadas às turmas do 1º ano do Ensino Médio e às turmas do 1º e 2º período do Ensino Médio da Modalidade da Educação de Jovens e Adultos, com início em 2022 na Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais e Resolução SEE nº 4234/2019, que dispõe sobre as matrizes curriculares das escolas da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais que definiu o componente curricular Arte como componente curricular obrigatório em todos os anos do Ensino Fundamental e Ensino Médio, a partir de 2020. Para o Ensino Médio das demais redes de ensino, há a obrigatoriedade da oferta, sem definição do número de anos em que deva figurar. Em 2021, houve a publicação da Resolução CEE MG nº 481 no MG de 01/07/2021 com efeitos a partir de 2022, reiterando no artigo 45, a obrigatoriedade da Arte em todos os anos do ensino fundamental, a saber: “o Componente Curricular Arte, obrigatório do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental”. O artigo 47 reforça que “nas habilidades do Componente Curricular Arte, destacam-se a inclusão e a valorização da arte e da cultura do contexto regional, enfatizando a cultura mineira, com complementaridades específicas para cada ano do Ensino Fundamental”. Chamamos atenção pelos dizeres da RESOLUÇÃO CEE nº 481/2021 “A obrigatoriedade de adesão, ao Currículo referência de Minas Gerais, pelas escolas estaduais, e a possibilidade de adesão, pelos municípios, pelas instituições de ensino privadas e comunitárias de Minas Gerais, respeitando-se a diversidade, as particularidades de cada território, a autonomia administrativa e pedagógica das unidades escolares do Sistema de Ensino na definição e construção dos respectivos currículos escolares, observando-se o disposto nesta Resolução e em normas complementares vigentes.” Importante é o diálogo, com os gestores da escola, quanto a centralidade do Componente Curricular Arte nas linguagens: das artes visuais, da dança, da música e do teatro, suas potencialidades na formação dos alunos. A BNCC propõe explorar as relações e as articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e de comunicação. Diante do exposto, orientamos observar a apresentação do Componente Curricular de Arte na rede particular pelo menos uma vez no nível de ensino até que novas instruções sejam recomendadas. Se o componente curricular Arte é obrigatório constar em todos os anos do Ensino Médio, para a escola particular? 72 Resposta: Esclarecemos que a Resolução CEE n° 470, de 27 de junho de 2019, encontra-se revogada pela RESOLUÇÃO CEE nº 481, de 1º de julho de 2021, institui e orienta a implementação do Currículo Referência de Minas Gerais nas escolas de Educação Básica do Sistema de Ensino do Estado de Minas Gerais. A resolução anterior apresentava nos artigos 34 a 37 a regulamentação sobre a oferta de Arte e enumerando competências específicas a serem desenvolvidas. Nesse sentido, estamos vivenciando um período de transição, que sempre enfrenta desafios para alcançar na totalidade a adequação dos currículos. Chamamos atenção pelos dizeres da RESOLUÇÃO CEE nº 481/2021 “ A obrigatoriedade de adesão, ao Currículo referência de Minas Gerais, pelas escolas estaduais, e a possibilidade de adesão, pelos municípios, pelas instituições de ensino privadas e comunitárias de Minas Gerais, respeitando-se a diversidade, as particularidades de cada território, a autonomia administrativa e pedagógica das unidades escolares do Sistema de Ensino na definição e construção dos respectivos currículos escolares, observando-se o disposto nesta Resolução e em normas complementares vigentes.” Importante é o diálogo, com os gestores da escola, quanto a centralidade do Componente Curricular Arte nas linguagens: das artes visuais, da dança, da música e do teatro, suas potencialidades na formação dos alunos. A BNCC propõe explorar as relações e as articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e de comunicação. Diante do exposto, orientamos observar a apresentação do Componente Curricular de Arte na rede particular pelo menos uma vez no nível de ensino até que novas instruçõessejam recomendadas. 13.11 SISTEC- CURSO TÉCNICO Escola Profissional que oferta curso técnico de nível médio em prótese dentária desde 1996 e que a partir de 2009 não efetivou cadastro da instituição e de nenhum aluno no SISTEC, como proceder para regularizar o cadastro neste sistema? O Conselho Regional de Odontologia não tem cobrado o código autenticador do egresso desse curso para efetivar o registro profissional, assim, a SRE também pode expedir autorização para lecionar à título precário sem o devido código autenticador do SISTEC? Resposta: Todos os diplomas devem ser expedidos com a garantia de Validade Nacional: No período de 2000 a 2007, o diploma do concluinte de curso técnico levava no verso, no campo destinado ao “Cadastro Nacional de Cursos Técnicos”, antigo CNCT, o Número de Identificação Cadastral, conhecido como NIC, e o número do parecer do Conselho Estadual de 73 Educação que aprovou o Plano de curso e respectiva data de publicação no jornal “Minas Gerais”. A partir de agosto de 2007, quando o antigo cadastro nacional – CNCT foi desativado, os Nics ficaram sem efeito e foram abolidos, prevalecendo, até 31 de dezembro de 2008, para lançamento no verso dos diplomas dos concluintes, apenas o número do Parecer do CEE de aprovação do Plano de Curso e sua data de publicação no “Minas Gerais”. Em janeiro de 2009, com a implantação do “Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica” – SISTEC/MEC, conforme Resolução CNE/CEB nº03/2009, de 31/09/2009, publicada no DOU de 01 de outubro de 2009, deverão estampar no verso do diploma, no campo próprio, dados relativos ao cadastro do curso técnico. A partir de 1º de janeiro de 2013, tendo em vista as disposições da Resolução CNE/CEB nº6/2012, publicada no DOU de 21 de setembro de 2012, cabe às instituições educacionais, nos termos do disposto no artigo 38 da citada resolução, expedir e registrar, sob sua responsabilidade, os diplomas de técnico de nível médio, sempre que seus dados estejam inseridos no SISTEC, e atribuir um “código autenticador” do referido registro no SISTEC/MEC. Está em vigor, desde 1º de janeiro de 2021, as disposições da RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 1, de 5 de janeiro de 2021, define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional e Tecnológica determinando no § 2° do artigo 24 § 2º que cabe às instituições e redes de ensino registrar, sob sua responsabilidade, os certificados e diplomas emitidos nos termos da legislação e normas vigentes, para fins de validade nacional. Em 19/01/2022 foi publicada a PORTARIA Nº 31, de 18 de janeiro de 2022, que dispõe sobre as normas para funcionamento do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica - SISTEC. Portanto, cabe à escola providenciar a regularização da situação ora apresentada, devendo o Serviço de Inspeção Escolar acompanhar o cumprimento da legislação. Curso Técnico em Administração Empresarial do PEP EJA - parceria entre a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais e o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza -SP - ofertado em 2011 que não pôde ser cadastrado no SISTEC, pois o nome do curso e a carga horária diferem do estabelecido no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, gerando, assim, irregularidade na vida escolar dos egressos: como regularizar? Resposta: Orientamos verificar nos assentamos digitais do Instituto Paulo Souza a regularidade dos registros escolares. Caso seja constatada a pendência no cadastro do SISTEC orientamos encaminhar a consulta para a equipe. 74 13.12 CESEC Abordar as possibilidades de “regularizações” via CESEC Resposta: A regularização de vida escolar via CESEC pode ocorrer sempre que for verificada a impossibilidade de emissão de comprovação escolar decorrentes de catástrofes como enchentes e fogo nos arquivos, documentos emitidos por Escolas não autorizadas pela SEE/MG por desobedecer a legislação vigente, e encaminhamentos, quando couber, para a conclusão de estudos após a instrução de processos de documentos supostamente falsos. Também quando houver impossibilidade de regularização na escola atual do estudante conforme legislação em vigor e de promoção da regularização de vida escolar pelo Serviço de Inspeção Escolar conforme disposto no Ofício Circular SB/SOE/DFRE n. 3/2013, de 14/05/2013. Se possível falem sobre CESEC Resposta: Até que sejam emitidas novas orientações afetas à vida escolar dos estudantes nas unidades dos CESEC, sugerimos a leitura dos seguintes documentos: ➔ Resolução SEE nº 2.943/2016, de 18/3/2016; ➔ Instrução SEE/SOE/DFRE nº 1/2016: que orienta a escrituração escolar de cursos oferecidos nas unidades do CESEC; ➔ Ofício Circular DEJA nº 125/2016, de 11/7/2016: que orienta sobre o componente curricular Educação Física nas unidades do CESEC; ➔ Orientação CESEC/2016: documento elaborado pela SB com diretrizes para a oferta de Educação de Jovens e Adultos nos CESEC a partir da publicação da Resolução SEE nº 2.943/2016, de 18/3/2016. ➔ Para a escrituração escolar no período REANP orientamos verificar os documentos emitidos especificamente para esse contexto dentre eles a ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR N. 6/2021, de 15/12/2021, (SEI n.1260.01.0132767/2021-05) que orienta a expedição de documentos escolares conforme as metodologias de ensino Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP), estudos híbridos e estudos presenciais ministrados nas Escolas da Rede Estadual de Ensino. Todos os documentos sugeridos estão disponíveis no DRIVE “ASIE-Assessoria Central de Inspeção Escolar”. O candidato que passa pela Banca de Avaliação do CESEC precisa apresentar conclusão do nível de ensino anterior ao pleiteado? Resposta: Conforme o § 4º do artigo 8º da Resolução CEE nº 444, de 24 de abril de 2001: 75 § 4o - É dispensada a comprovação de terminalidade do Ensino Fundamental para o candidato maior de 18 (dezoito) anos que se inscrever nos Exames Supletivos em nível de Ensino Médio. Precisamos de legislações mais detalhadas sobre a vida escolar dos alunos do CESEC. Existe a Resolução SEE nº 2.943/2016, acredito que ela precisa ser atualizada. Resposta: Até que sejam emitidas novas orientações afetas à vida escolar dos estudantes nas unidades dos CESEC, sugerimos a leitura dos seguintes documentos: ➔ Instrução SEE/SOE/DFRE nº 1/2016: que orienta a escrituração escolar de cursos oferecidos nas unidades do CESEC; ➔ Ofício Circular DEJA nº 125/2016, de 11/7/2016: que orienta sobre o componente curricular Educação Física nas unidades do CESEC; ➔ Orientação CESEC/2016: documento elaborado pela SB com diretrizes para a oferta de Educação de Jovens e Adultos nos CESEC a partir da publicação da Resolução SEE nº 2.943/2016, de 18/3/2016. ➔ Para a escrituração escolar no período REANP orientamos verificar os documentos emitidos especificamente para esse contexto dentre eles a ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR N. 6/2021, de 15/12/2021, (SEI n.1260.01.0132767/2021-05) que orienta a expedição de documentos escolares conforme as metodologias de ensino Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP), estudos híbridos e estudos presenciais ministrados nas Escolas da Rede Estadual de Ensino. Todos os documentos sugeridos estão disponíveis no DRIVE “ASIE-Assessoria Central de Inspeção Escolar”. 13.13 APROVEITAMENTO DE ESTUDOS Matrícula de aluno através de análise dos componentes da base nacional, principalmente, quando se trata de reprovações em cursos técnicos integrados (exemplo: cursou 2º ano do Técnico em Agropecuária e foi reprovado por não atingir o mínimo para promoção no componente Mecanização Agrícola, deve ser matriculado no 3º ano); Resposta: Cada caso deve ser analisado à luz do plano curricular (matriz curricular) da escola de destino e a equipe pedagógica deve conferir quais componentes curriculares podem ser objeto de aproveitamento de estudos e quais deverão ser cursados pelo estudante. Mais informações podem ser solicitadas por e-mail à equipe mediante apresentaçãodos documentos escolares dos estudantes. 76 Aproveitamento de Estudos Cursos Técnicos. Existe prazo para aproveitamento de estudos? Exemplo: O aluno possui um curso concluído há 20 anos, podemos aproveitar esses conteúdos atualmente? Resposta: O recurso do aproveitamento de estudos deve ser contemplado no Regimento Escolar, na Proposta Pedagógica e no Plano de Curso referente à formação pleiteada. Não há um prazo para o aproveitamento dos estudos concluídos, há que se atentar para a pertinência e vinculação destes estudos com o perfil formativo no contexto dos componentes curriculares da habilitação em ingresso, da área de atuação e exercício profissional uma vez que a escola irá atestar o cumprimento dos dispositivos legais gerais para registro profissional. Essa avaliação minuciosa à luz das normas vigentes e do Catálogo Nacional de Curso Técnicos deve ser realizada no processo da matrícula. O procedimento deve ser registrado em LIVRO PRÓPRIO, detalhando a análise da situação, forma de avaliação e o deferimento do aproveitamento de estudos, constando parecer final devidamente assinado pelo corpo docente responsável. Os registros do aproveitamento de estudos devem constar na Ficha Individual, no Histórico Escolar e Diploma. Arquivar a documentação que comprove os estudos realizados com êxito e/ou provas das competências desenvolvidas. No HISTÓRICO ESCOLAR E DIPLOMA deve estampar com fidedignidade a trajetória do aluno. Alunos transferidos do Instituto Federal, Ensino médio concomitante ao Curso técnico, apresentam histórico escolar para a escola regular, com situação final : Transferência a pedido. A parte da base comum com aproveitamento, frequência e a parte referente ao Curso Técnico sem aproveitamento/ Reprovado. A escola regular estadual tem ato discricionário para analisar o histórico e proceder a matrícula? Veja abaixo a resposta do Coordenador de Registros Escolares, quando o questionei sobre a real situação do estudante para podermos fazer a matrícula do mesmo e solicitei um histórico somente com as matérias da base comum: "Prezada, o egresso solicitou transferência conforme os documentos repassados e de acordo com os registros informados no sistema no momento da expedição da documentação. O curso técnico integrado é composto de parte técnica profissionalizante e a parte propedêutica, de acordo com o PPC. Na parte profissionalizante na disciplina Mecanização Agrícola, o registro é "0" porque é a nota obtida pelo aluno. E não consta a carga horária porque o docente não registrou-a no sistema. Dito isto, o egresso encontra-se com pendência somente na parte profissionalizante. Caso o discente continuasse os estudos conosco ele estaria em Progressão Parcial, mas poderia ir para o ano subsequente. Para outra instituição a situação é " Reprovado ", pois não concluiu com êxito o rol de disciplinas do 2º ano. 77 Caso fossemos emitir outro histórico parcial, o status seria " Reprovado ". Não citamos no histórico parcial o termo "Reprovado" porque nem todas as instituições irão fazer uso da parte profissionalizante e a análise deverá ser feita somente na parte da base comum, de forma discricionária na instituição em que o discente queira ingressar. Saliento que o aluno cursou e concluiu com êxito as disciplinas da base comum (parte propedêutica) e caso venha a ingressar em outra Instituição Ensino, poderá continuar os estudos no 3º ano do Ensino Médio". Resposta: Vale observar os dispositivos da LDB: (…) Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: I - articulada com o ensino médio; II - subseqüente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. (…) Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio articulada, prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei, será desenvolvida de forma: I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se matrícula única para cada aluno; II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, e podendo ocorrer: a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao desenvolvimento de projeto pedagógico unificado. Considerando o curso técnico na forma integrada, oferecido somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental, em única matrícula, ao ser transferido para o Ensino Médio, orientamos a conferência do Ofício Circular SB/SOE nº 1, datado de 7/2/2012, que trata do aproveitamento de estudos no ensino médio das escolas da rede estadual de ensino: Nesse sentido, alunos em transferência para Escolas Estaduais, que tenham realizado estudos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio - na forma integrada e no Curso Normal em Nível Médio, poderão ter seus estudos aproveitados, visando o prosseguimento de estudos no Ensino Médio. 78 13.14 DECRETO-LEI 1.044/69 Os estudantes que apresentam Atestado do médico psiquiatra com síndrome do pânico e outros transtornos que impeçam a frequência às aulas poderão ser amparados pelo Decreto-Lei nº 1.044? Resposta: Os estudantes com laudos que especificam a condição de afastamento das atividades escolares de modo presencial mas que indicam o atendimento pedagógico excepcional em domicílio, por um prazo determinado, poderão ter sua situação e condições de atendimento pela escola avaliadas pelo diretor escolar para deferimento. Orientamos verificar a Orientação ASIE/Vida Escolar n. 01/2022, de 24/2/2022 que orienta a escrituração escolar referente aos estudantes amparados pelo Decreto-Lei nº 1.044/69 e pela Lei n. 6.202/1975 nas Escolas da Rede Estadual de Ensino. Os alunos podem apresentar atestado médico sem data de término, ou seja, permanecer em regime remoto o ano inteiro? Estou com muitos alunos nessa situação em minhas escolas. Resposta: O Decreto-Lei nº 1.044/69 orienta que são considerados merecedores de tratamento excepcional os estudantes de qualquer nível de ensino, portadores de afecções congênitas ou adquiridas, infecções, traumatismo ou outras condições mórbidas, determinando distúrbios agudos. Nestes casos cabe à escola atribuir a esses estudantes, como compensação da ausência às aulas, exercícios domiciliares com acompanhamento da escola, sempre que compatíveis com o seu estado de saúde e as possibilidades do estabelecimento. O regime de exceção dependerá de laudo médico, com duração que não ultrapasse o máximo ainda admissível, em cada caso, para a continuidade do processo pedagógico de aprendizado, e por fim, será da competência do Diretor do estabelecimento a autorização do regime de exceção. Orientamos verificar a Orientação ASIE/Vida Escolar n. 01/2022, de 24/2/2022 que orienta a escrituração escolar referente aos estudantes amparados pelo Decreto-Lei nº 1.044/69 e pela Lei n. 6.202/1975 nas Escolas da Rede Estadual de Ensino. 13.15 CURSO NORMAL EM NÍVEL MÉDIO EE XX, município de YY - os estudantes do curso Normal em Nível Médio não conseguiram cumprir a Prática de Formação no ano 2021, mesmo diante das orientações constantes do Memorando 25/2021 e anteriores. A pendência refere-se à turma do 3º Período no 1º semestre de 2021, ou seja, a turma iniciou 1º Período/1º Semestre/2020, 2º Período/2º Semestre/2020, 3º Período/1º Semestre/2021. No ano de 2022 houve a 79 convocação do professor coordenador da prática de ensino e os estudantes encontram-se apenas em curso no componente curricular da Prática de Formação, não havendo o funcionamento do curso no corrente ano. Outra questão refere-se a aluna que cursou o 1º período no 1º semestre/2016, 2º períodono 2º semestre/2016 e o 3º período em 2017, não tendo concluído a Prática de Formação do 3º Período. A aluna poderá realizar a Etapa não concluída no ano de 2022, uma vez que a Matriz Curricular vigente é diferente da cursada pela aluna? Resposta: Considerando as especificidades do caso, orientamos verificar a continuidade de oferta do curso na localidade e previsão de encerramento, proceder a apuração detalhada da ocorrência, levantamento dos estudantes envolvidos e descrição minuciosa dos fatos para compor processo de regularização de vida escolar a ser instruído conforme disposto no Ofício Circular SOE/DFRE nº 03/2015 de 13/10/2015 a ser enviado para esta ASIE/Coordenação de Regularidade de Vida Escolar via SEI. Regularização de estudantes do Curso Normal que após o aproveitamento de estudo, esses estudantes não concluíram as disciplinas de Arte, Educação Física, Filosofia, Sociologia e Literatura Infantil e também estágio curricular obrigatório. Resposta: Considerando as especificidades do caso orientamos verificar a continuidade de oferta do curso na localidade e previsão de encerramento, proceder a apuração apuração detalhada da ocorrência, levantamento dos estudantes envolvidos e descrição minuciosa dos fatos para compor processo de regularização de vida escolar a ser instruído conforme disposto no Ofício Circular SOE/DFRE nº 03/2015 de 13/10/2015 a ser enviado para esta ASIE/Coordenação de Regularidade de Vida Escolar via SEI. 13.16 DOCUMENTO SUPOSTAMENTE FALSO Documento supostamente falso: “pede esclarecimentos apresentados pelo estudante, preferencialmente em declaração ou carta assinada” E quando o estudante já não se encontra na escola? Como proceder se não for localizado o estudante ou o mesmo se recusar a fornecer o documento? Resposta: O relatório e/ou a informação a ser fornecida à autoridade que irá analisar o processo deve conter os esclarecimentos sobre o estudante e seu afastamento da escola, sobre as pesquisas de prosseguimento de estudos e de impossibilidade de localização do estudante e de sua recusa em fornecer o documento, conforme cada caso. E quando o documento supostamente falso é do candidato a uma vaga na escola? 80 Resposta: As providências devem ser tomadas da mesma forma, seguindo o que preconiza o Ofício SOE/SB nº 8/2008, datado de 6/11/2008, que orienta as Superintendências Regionais de Ensino sobre autenticidade de documentos escolares e processos de documentação “supostamente falsa” e o Ofício SOE/DFRE nº 113/2013, datado de 21/1/2013, que orienta às superintendências quanto ao cumprimento do Ofício Circular SB/SOE nº 8/2008. Dos procedimentos a serem adotados pelos gestores na escola orientamos, para os alunos menores de 18 anos de idade, cursando Ensino Fundamental ou Ensino Médio - lavrar a ocorrência na própria escola, notificar os responsáveis pelo menor, advertir os estudante (verbalmente) pela falta cometida, e se necessário e possível regularizar a vida escolar. Caso seja verificada impossibilidade de regularização ou haja dúvida deve ser encaminhada consulta à Coordenação de Regularidade de Vida Escolar. Se houver indícios de falsificação de documento envolvendo os responsáveis pelo estudante menor de 18 anos ou sendo o estudante pessoa maior de 18 anos ou envolvendo terceiros, instruir o processo conforme Ofício SOE/SB nº 8/2008. Alertamos sobre o cuidado com que devem ser tratadas estas situações: a “confirmação de fraude” é de responsabilidade do Ministério Público; quando for apurada responsabilidade de servidor público deverá ser instaurada sindicância administrativa. 13.17 ESTUDANTE COM DEFASAGEM IDADE/SÉRIE Estudante com 13 anos de idade matriculado no 4º ano está influenciando seus colegas em situações críticas e temerosas pelos pais na convivência diária. O que fazer, pergunta a escola? Resposta: Orientamos verificar com as equipes pedagógica e gestora da escola o atendimento dispensado ao estudante compreendendo sua enturmação aos 13 anos de idade em turma de 4º ano. Nos aspectos relativos à escrituração escolar, deverá ser feita análise dos registros escolares realizados pela escola para conferir a regularidade do percurso escolar. Dependendo das apurações, o Serviço de Inspeção Escolar poderá levar o caso, devidamente esclarecido e contextualizado à equipe pedagógica da SRE para análise e proposição de intervenções pedagógicas apropriadas à demanda do estudante. Caso seja verificada irregularidade na trajetória e na escrituração escolar orientamos o Serviço de Inspeção Escolar elaborar consulta com detalhamento da ocorrência para análise e pronunciamento desta ASIE. Considerando o artigo 1º da RESOLUÇÃO SEE Nº 4.276/2020 que dispõe sobre a correção de fluxo no âmbito das escolas da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais e o Item 2 justificativa, o item 3 organização do Documento Orientador da Correção de 81 Fluxo 2022. “Art. 1º - Fica instituída a estratégia de correção de fluxo, destinada aos estudantes com, pelo menos, dois anos de distorção idade/ano de escolaridade.” Há irregularidade na matrícula de estudante no 2º Período – Correção de Fluxo (8º e 9º ano) em 2022, que apresenta apenas 01 (um) ano de distorção idade/ano de escolaridade? Resposta: Vale ponderar que um ano de distorção idade/ano de escolaridade está em desacordo com a referida resolução. O estudante matriculado no 8° ano do ensino poderá concluir o ensino fundamental contando com 13 anos de idade, enquanto o estudante em curso do 9º ano, sendo remanejamento para estratégia pedagógica de correção de fluxo nos termos da Resolução SEE n° 4.276/2020, assinada em 22/01/2020, efetivamente deixa de alterar o percurso escolar uma vez que prevê 833:20 de carga horária anual para o 2° período(8° e 9°), correspondente a carga horária do 9° ano. 13.18 ESTUDANTE EM SITUAÇÃO DE ITINERÂNCIA Estudante itinerante: Resposta: Conforme o PARECER CNE/CEB nº 14/2011, publicado no D.O.U. de 10/5/2012, que trata sobre diretrizes para o atendimento de educação escolar de crianças, adolescentes e jovens em situação de itinerância, são consideradas em situação de itinerância as crianças e adolescentes pertencentes a diferentes grupos sociais que, por motivos culturais, políticos, econômicos, de saúde, dentre outros, se encontram nessa condição. Podem ser considerados como vivendo em situação de itinerância ciganos, indígenas, povos nômades, trabalhadores itinerantes, acampados, artistas, demais trabalhadores em circos, parques de diversão e teatro mambembe que se autorreconheçam como tal ou sejam assim declarados pelo seu responsável legal. A Resolução CNE/CEB nº 3, de 16 de maio 2012, que trata das diretrizes para o atendimento de educação escolar para populações em situação de itinerância, define em seu artigo 4º: Art. 4º Caso o estudante itinerante não disponha, no ato da matrícula, de certificado, memorial e/ou relatório da instituição de educação anterior, este deverá ser inserido no grupamento correspondente aos seus pares de idade, mediante diagnóstico de suas necessidades de aprendizagem, realizado pela instituição de ensino que o recebe. § 1º A instituição de educação deverá desenvolver estratégias pedagógicas adequadas às suas necessidades de aprendizagem. 82 § 2º A instituição de ensino deverá realizar avaliação diagnóstica do desenvolvimento e da aprendizagem desse estudante, mediante acompanhamento e supervisão adequados às suas necessidades de aprendizagem. § 3º A instituição de educação deverá oferecer atividades complementares para assegurar as condições necessárias e suficientes para a aprendizagem dessas crianças, adolescentes e jovens. Ressaltamos que as instituições de ensino deverão desenvolver estratégias pedagógicas adequadas às necessidades de aprendizagem do estudante em situação de itinerância e proceder às avaliações, mensurando o aproveitamento e desenvolvimento, com menção de notas ou parecer descritivo (se for o caso), visando à expedição imediata de transferência, de formaa garantir a permanência do estudante na escola. O recurso pedagógico da classificação poderá ser utilizado na falta de comprovante de escolaridade, com todo zelo e cuidado, verificando as condições de aprendizagem do estudante, logo nos primeiros dias de aula, momento em que a equipe pedagógica deverá proceder às atividades diagnósticas. Preciso urgente de orientação para emissão de Histórico Escolar de alunos itinerantes (circense) Resposta: A regra é a mesma para todos os alunos do ensino regular, devendo ser verificado cada caso, se é necessária a avaliação em todos os componentes curriculares para posicionamento, se há possibilidade de conclusão de nível via exames de certificação, respeitando as regras de idade mínima. Sobre os documentos a serem emitidos deve-se observar a trajetória de estudos de anos escolares concluídos e informação sobre o processo de classificação e/ou reclassificação para os registros no Histórico Escolar e Ficha Individual contendo as informações do ano em curso. Vide questão respondida anteriormente 13.19 DÚVIDAS DIVERSAS Nos históricos escolares e diplomas são obrigatórias as assinaturas do diretor e secretário, há alguma flexibilidade para, em situações excepcionais, assinatura desses documentos pelo diretor e vice, ou diretor duas vezes? Resposta: Os documentos escolares devem ser assinados pelo Diretor e Secretário Escolar, devidamente credenciados. No documento escolar constarão as assinaturas e nos espaços reservados as credenciais. Esclarecemos que nenhum servidor deverá assinar “por outro servidor”. 83 Tendo em vista § 6º do artigo 15 da Resolução CNE nº 07/2010, qual amparo legal temos para o Ensino Religioso não constar no plano curricular das escolas particulares? Resposta: Destacamos relevante condicional na norma indicada na consulta: § “6º O Ensino Religioso, de matrícula facultativa ao aluno, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui componente curricular dos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil e vedadas quaisquer formas de proselitismo, conforme o art. 33 da Lei nº 9.394/96.” Resolução CNE/CEB 7/2010. DOU,de, 15/12/2010. Maiores orientações referente as aulas online no Novo Ensino Médio Resposta: Solicitamos aguardar orientações da SEE e do CEE. A escola particular tem autonomia para emitir dois Históricos Escolares, em documentos distintos, divididos entre EF e EM? Escola particular que recebe estudantes concluintes do EF na rede pública, DEVE transcrever o Histórico Escolar em um único documento, ou possui autonomia para emitir somente o Histórico Escolar do EM, e anexar o Histórico do EF? O Parecer SEE nº 35, de 2006, ainda está vigente? Resposta: Reiteramos as orientações do Parecer SEE nº 35/2006, em vigor, sobre procedimentos de transcrição de registros escolares especificamente para as escolas estaduais. As escolas municipais e da rede privada devem avaliar a forma de escrituração escolar que melhor traduz sua responsabilidade sobre os atos praticados, execução de sua proposta pedagógica, a trajetória escolar e demais conjunto de informações que assegurem a regularidade de vida escolar e validade do histórico escolar. No caso de escolas em que não houve convocação de professor na disciplina X por dificuldade de recursos humanos, a EEB ou PEUB assumiu as aulas, nesse caso poderá ser computada a carga horária ou deverá ser providenciada a reposição a partir de quando ocorrer a convocação de servidor? Como ficam os registros no DED? Resposta: Os EEB ou PEUB, profissionais que atuaram substituindo os professores nas ausências esporádicas podem proceder a apuração da frequência dos alunos e ao lançamento dos conteúdos e/ou atividades no diário de classe de forma fidedigna ao atendimento efetivo aos alunos. Cabe ao Especialista da Educação Básica acompanhar os registros no DED. O aluno que ingressou na escola do estado no ano de 2022 deve ter a validação de 2019 e 2020? 84 Resposta: Orientamos avaliar a situação ocorrida à luz das orientações dispostas no Memorando.SEE/SE - ASIE.nº 58/2022, de 23/2/2022. Constatando não ser possível saneamento, orientamos encaminhar a consulta para a equipe ASIE contextualizando a ocorrência em 2019 e 2020, informando detalhes sobre as pendências na demanda de validação e trajetória escolar dos estudantes para nossa análise e orientações. Ainda fazemos processo de validação de atos a descoberto? Em quais contextos? Quais situações fazemos validação de atos a descoberto? Resposta: A partir de 2012 a SEE e o CEE não procedem à validação de atos escolares considerando as normas em vigor que definem serem de natureza livre os cursos iniciados intempestivamente e que não atenderam às disposições da Resolução CEE/MG nº 449/2002. Contudo, em situações excepcionais, quando constatado o funcionamento da instituição e da oferta do curso em contexto de transição de normativas em que as SRE estavam ajustando a sistemática de trabalho com as entidades mantenedoras visando as adequações necessárias para o cumprimento da legislação; nas situações de diligências em solução; nas situações de tramitação cuja lentidão ou ação de funcionamento irregular tenha sido em função de ação desajustada da SEE e da entidade mantenedora, exclusivamente para processos em análise até o final do ano de 2011, o CEE recomendou a validação de atos escolares praticados a descoberto, concedendo prerrogativas às Instituições/Entidades vinculadas ao Sistema de Ensino, que começaram suas atividades escolares de forma intempestiva, a fim de que a vida escolar dos alunos não fosse prejudicada pela inobservância da Resolução no 449/2002, em seus artigos 17, 20 e 21. A partir de 01 de janeiro de 2012, as Instituições e Entidades de Ensino da Educação Básica que iniciaram o funcionamento dos cursos, sem a observação estrita da Resolução CEE n. 449/2002, tiveram a sua solicitação negada, sendo a mantenedora responsável pelas consequências que decorreram da decisão diferente da legislação. Atualmente está em fase de implementação a Resolução CEE 486/2021, que revoga a Resolução CEE n. 449/2002 que de igual forma não faz previsão de procedimentos de validação. Os atos praticados por professor não habilitado não têm validação. Gostaria que tratassem sobre livro de matrícula e Atas de Resultados Finais. Precisa físico para efeitos de arquivo? Pode ser digital? No caso da rede estadual pode-se imprimir do SIMADE? O que fazer quando a escola perdeu algum destes livros? Resposta: Ressaltamos que Resolução SEE nº 4.055, 17/12/2018, regulamenta o registro e a atualização de dados no SIMADE e no DED nas escolas estaduais, após estudos de vários elementos. 85 A questão de documentação escolar na forma digital deve ser discutida com os gestores do estabelecimento, considerando que o arquivo e documentos devem garantir ao Serviço de Inspeção Escolar o acesso para acompanhamento, orientação, retificações, verificação de regularidade de vida escolar, de fidedignidade e autenticidade, observados os dispositivos legais e capacidade de expedição dos documentos com zelo, veracidade, qualidade e tempestividade. Todo o arquivo escolar é patrimônio da União. A publicação da Resolução CEE nº 486, de 21 de janeiro de 2022, intensificou os debates sobre arquivos físicos e/ou digitais. Aguardamos novas orientações a partir de estudos e definições de requisitos de segurança e temporalidade na gestão de documentos escolares pelas áreas competentes. Para a constatação de conclusão/certificação, a pedido da Polícia Federal, qual será o documento expedido pelo Serviço de Inspeção? Resposta: O Inspetor Escolar deverá fazer a conferência dos documentos nos arquivos da escola, verificando se houve a conclusão dos estudos, a emissão de Histórico Escolar ou de certificação e informar à Polícia Federal o resultado da pesquisa. A Polícia Federal solicita, em caráter de urgência, normalmente a confirmaçãode formação/conclusão do ensino médio ou equivalente dos candidatos ao concurso público, a partir de informação de estudos prestados pelo próprio candidato. E quando a escola particular não fez o processo de encerramento das atividades e a diretora se mudou do município, levantando consigo os arquivos escolares. Não temos mais contato com ela! Resposta: A direção da SRE/Comissão de Inspeção Escolar, fundamentada na Resolução CEE nº 486, de 21 de janeiro de 2022, deverá convocar reunião dos representantes da entidade mantenedora para orientar a instrução do processo de encerramento das atividades. A documentação dos estudantes e recolhimento do arquivo será nos termos do Ofício Circular SB/SOE/DFRE 5/2012, datado de 28 de agosto de 2012, referente ao arquivo de instituição escolar com as atividades escolares paralisadas ou encerradas. Lembrando que todo o arquivo escolar é patrimônio da União. Caso os representantes da entidade desejarem protocolar o pedido de encerramento das atividades da escola, eles deverão oficializar à Secretaria de Estado de Educação no decorrer da referida reunião. Caso seja confirmado que não há intenção de encerramento das atividades educacionais, o processo poderá ocorrer por iniciativa do Sistema, com o recolhimento imediato da documentação relativa à vida escolar dos estudantes pela Superintendência Regional de 86 Ensino. Neste caso, a SRE deverá encaminhar o processo ao Ministério Público Estadual para medidas cabíveis. Serão expedidos aos estudantes os Históricos Escolares, conforme regularidade de vida escolar observada em cada situação devidamente comprovada na documentação do arquivo. Eventualmente, sendo solicitados documentos escolares por estudantes que não têm percursos escolares registrados com regularidade pelos gestores da escola, estes alunos deverão ser submetidos, de acordo com a idade, aos exames de Certificação do Ensino Fundamental e Médio. Qual é a Carga Horária mínima da Base Nacional Comum Curricular (Formação Geral) e dos Itinerários Formativos que deverão ser cumprida pelas redes privadas para o Novo Ensino Médio? Resposta: Conforme art. 72 da Resolução CEE nº 481, de 1º de julho de 2021: O CREM é composto pela Formação Geral Básica e pelos Itinerários Formativos, com um total de, no mínimo, 3.000 (três mil) horas, promovendo integração curricular nos três anos dessa etapa da Educação Básica. Parágrafo único - Na integração curricular, devem ser garantidas 1 800 (mil e oitocentas) horas para a Formação Geral Básica, orientada pela Base Nacional Comum Curricular e, no mínimo, 1.200 (mil e duzentas) horas para os Itinerários. Da mesma forma, conforme Art. 7º e 8°da Resolução CEE nº 487, de 17 de dezembro de 2021. Art. 7º - Na organização curricular do Ensino Médio, a Formação Geral Básica e as suas 4 (quatro) áreas do conhecimento (Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas) devem atender o disposto na BNCC, observando-se o cumprimento das 1.800 (mil e oitocentas) horas, distribuídas ao longo dos 3 (três) anos do curso. § 1º - A distribuição das 1.800 (mil e oitocentas) horas da Formação Geral Básica, pelos 3 (três) anos, poderá ser realizada a critério de cada instituição educacional ou de cada rede de ensino, respeitadas as diretrizes desta Resolução. Art. 8º - Os Itinerários Formativos são compostos: I - pelas trilhas de aprofundamento das 4 (quatro) áreas do conhecimento ou pelo Itinerário de Formação Técnica e Profissional; II - pelas unidades Eletivas; e III - pelo Projeto de Vida. Parágrafo único - Os Itinerários Formativos devem ter, no mínimo, 1.200 (mil e duzentas) horas e considerar as possibilidades estruturais, os recursos e os interesses dos estudantes. 87 E ainda, os artigos 10 e 11 da Resolução CNE/CEB nº 3, de 21 de novembro de 2018, atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio: Art. 10. Os currículos do ensino médio são compostos por formação geral básica e itinerário formativo, indissociavelmente. Artigo 11- … § 3° - A formação geral básica deve ter carga horária total máxima de 1.800 (mil e oitocentas) horas, que garanta os direitos e objetivos de aprendizagem, expressos em competências e habilidades, nos termos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). No caso de Formação Geral, não pode ultrapassar 1.800 horas e em relação aos Itinerários é estabelecido apenas o mínimo. Na questão: escrituração escolar, percebo a necessidade de alinhamento entre a resolução e o sistema. Temos as situações: Emissão de histórico sem mínimo para o promoção, por causa de falta de parametrização do modelo. Orientação da emissão de histórico com registro somente de ano concluído, sendo assim quando o aluno sai da escola, o ano quando saiu cursando, transferido não aparece o percurso do último ano na escola. Estou me referindo à falta do registro apenas quando se trata do último ano do aluno na escola. No percurso realmente registra-se o somente o concluído. Falta de acompanhamento da Fundamentação legal registrada de forma correta Resposta: Sugestões e observações acolhidas. Iremos encaminhá-las para a área. Sobre o registro do último ano cursado no Histórico Escolar este deve ser somente se houver a finalização do ano ou período letivo com o registro da situação final de aprovação ou reprovação. Nas situações de transferência, em curso, devem ser emitidas Fichas Individuais referente à série em curso e referente ao ano de reprovação, com os resultados, carga horária e faltas horas pertinentes. Sobre a verificação da fundamentação legal, recomendamos à SRE solicitar aos gestores das escolas conferir a atualização da referida fundamentação escolhida para os registros e emissão dos documentos escolares, conforme cada percurso escolar. Em nossa cidade há uma grande demanda de consulta sobre a validade de documentos de conclusão de EJA ensino fundamental e médio, na modalidade EAD, emitidos por estabelecimentos de outros estados, cujos titulares são de Minas Gerais e realizaram os exames em escolas de cursos livres localizadas aqui. A ASIE poderia atualizar as orientações sobre esses casos. Resposta: Conforme Resolução CEE nº 486, de 21 de janeiro de 2022: 88 Art. 4° - Ensino livre é aquele não regular, caracterizado como não formal, de livre oferta e que não depende de credenciamento e de autorização para funcionamento pelo Poder Público, ministrado sem observância à legislação aplicável à educação regular, sendo vedada a emissão de diploma e/ou certificado de conclusão de escolarização, não conferindo, portanto, título. Art. 184 - A oferta de cursos da Educação Básica, suas etapas e suas modalidades em Educação a Distância (EaD) está condicionada ao cumprimento da legislação vigente. O Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais ainda não pronunciou, favoravelmente, sobre a autorização de funcionamento de Polo de Apoio Presencial, situado em município do Estado de Minas Gerais, para a oferta de curso de Educação de Jovens e Adultos - EJA - Ensino Fundamental e EJA - Ensino Médio e de cursos técnicos, na modalidade EAD, sob a responsabilidade de um estabelecimento de Ensino situado em outro Estado da Federação. No entanto, o CEE já pronunciou quanto ao funcionamento de Polos de Apoio Presencial de cursos técnicos, na modalidade EAD, nos municípios do Estado de Minas Gerais, sob a responsabilidade de escolas situadas em outros Estados da Federação, através do Parecer CEE nº 938/2018, no qual deixou de acatar a solicitação de uma escola situada no Estado de Alagoas, em conformidade com o inciso II do artigo 3º da Resolução CNE/CEB nº 01/2016, que define Diretrizes Operacionais Nacionais para o credenciamento e a oferta de cursos e programas de Ensino Médio, de Educação Profissional Técnica de Nível Médio e de Educação de Jovens e Adultos, nas etapas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, na modalidade de Educação a Distância, em regimede colaboração entre os Sistemas de Ensino. Matrícula: Para efetivação da matrícula, documento de identidade do responsável para alunos menores de idade, também é obrigatório para rede municipal e privada? Resposta: Entendemos que o documento de identidade do responsável é importante para a própria segurança do estudante e também da instituição escolar que, conferindo os registros de identidade do estudante e de seu responsável legal, se resguardará de questionamentos e investigações que porventura ocorram. O tráfico ilegal de crianças é muito sério. Fizemos um trabalho para renovar o Ensino Fundamental da escola e percebemos ao analisar os diários, calendários e planos curriculares várias pendências, que nos foi orientado como resolvê-las. Mas ainda não foi resolvido, temos uma turma em que não foi trabalhado os 200 dias letivos e não teve carga horária completa conforme consta o Plano curricular. Como resolver tal situação? Na época os alunos estavam no 3º ano do Ensino Médio, questionamos a SEE em 2020 e não tivemos resposta. Hoje, os alunos não estão na escola, já concluíram o Ensino Médio. Como resolver esta situação? 89 Resposta: Orientamos o trabalho de acompanhamento preventivo às escolas no cumprimento do calendário considerando que a LDB no art.24, no inciso I determina que “a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias letivos de trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver.” O artigo define que será e não que poderá ser. Portanto, não admite menos que o mínimo fixado no mesmo artigo V, exige a “obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos.” Cabe verificação minuciosa da ocorrência, apurando se houve a oferta da carga horária anual mínima obrigatória e se houve falta de registro de dias letivos ou erro de escrituração considerando que a turma é de 3º ano do ensino médio, a escola já expediu histórico escolar que gera direito ao aluno, estes já prosseguiram estudos em cursos superiores ou cursos técnicos e o retorno para complementação da carga horária defronta com vários embaraços. Questionamento: A escola particular não providenciou os documentos de encerramento das atividades, conforme solicitação da Inspeção e SRE e a diretora se mudou do município e não temos mais nenhum contato. Portanto, desconhecemos o rumo dos documentos escolares e muitos alunos, em outras escolas no município, apresentam lacunas no percurso escolar em decorrência da não entrega do Histórico Escolar em tempo hábil, sendo identificada a ausência muitos anos depois. Como devemos proceder nesta situação? Resposta: A Resolução CEE nº 486/2022, dispõe: Artigo 9º § 1º - As entidades mantenedoras têm como finalidade: III - responder, em qualquer instância, pelos atos praticados pela unidade mantida Artigo 159 – § 2º - Os prejuízos causados, aos estudantes, em virtude de irregularidade, são da exclusiva responsabilidade da entidade mantenedora e da administração da instituição educacional que, por aqueles, responderão nos foros competentes. Na oportunidade, esclarecemos que a SRE precisa esgotar todas as possibilidades de localizar os representantes da entidade mantenedora para resgate destes arquivos e devido encerramento da escola. É direito dos alunos terem seu percurso escolar registrado sem mácula. Não sendo localizado o arquivo, cabe à SRE notificar ao Ministério Público a ocorrência e providenciar a instrução de processo de regularização de vida escolar, via SEI, nos termos do Ofício Circular SOE/DFRE n. 3/2015. O Serviço de Inspeção Escolar deverá relacionar todos os 90 alunos da escola que apresentarem irregularidades no percurso escolar, emitindo um relatório circunstanciado com todos o detalhes do ocorrido, inserindo um quadro com o nome completo dos alunos e a irregularidade de seus percursos para pronunciamento da Assessoria de Inspeção Escolar. Para o aluno que chegou para se matricular na escola vindo dos USA, tem idade para estar no 7º ano, mas não sabe nem escrever e nem ler português. Qual procedimento a escola deve tomar? Resposta: Vindo dos Estados Unidos da América, primeiramente, é necessário que o documento escolar esteja legalizado com a devida Apostila de Haia, emitida pela autoridade competente do país no qual o documento foi originado. Indicamos análise do caso, conferindo a Orientação ASIE nº 4/2021, assinada em 8/11/2021, que trata sobre a matrícula de estudantes na condição de migrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio. A família poderá ser orientada a fazer um trabalho paralelo de aprendizagem da língua, com aulas particulares ou mesmo com a ajuda dos próprios profissionais da escola e colegas. Nossos alunos retornaram após pandemia com muitos problemas emocionais. Não temos encontrado profissionais suficientes para atendê-los, são de alto nível e situação vulneráveis. Gostaria que nos dessem um respaldo. Agradeço desde já. Resposta: Verificar se há na Jurisdição o NAE- Núcleo de Acolhimento Educacional- Atuação de Psicólogo e Assistente Social para encaminhamento dessa demanda. A SRE poderá realizar as devidas articulações de alternativas de atendimento desses estudantes visando uma escuta acolhedora e planejamento de momentos para maior integração e socialização durante as atividades escolares. Nas localidades onde não houver o atendimento sugerimos verificar com as equipes da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica (SB) sb.gab@educacao.mg.gov.br alternativas de atendimento desses estudantes visando uma escuta acolhedora e planejamento de momentos para maior integração e socialização durante as atividades escolares. Documentos estrangeiros de cursos técnicos junto com Documentos escolares regulares podem ser regularizados junto com a equivalência de estudos? Existe alguma legislação que ampara os cursos técnicos? Resposta: O Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 144/2018, de 3/10/2018, que orienta as Superintendências Regionais de Ensino sobre a instrução de processos e a exigência de 91 legalização de documentos escolares estrangeiros, visando à equivalência de estudos realizados no exterior, em nível de conclusão do Ensino Médio, nas observações finais registra: ● Os Institutos Federais de Educação, Ciências e Tecnologia, criados por força da Lei Federal nº 11.892, de 29/12/2008, têm competência legal para proceder à revalidação dos diplomas de cursos técnicos e tecnológicos legalmente emitidos por instituições educacionais estrangeiras, tomando-se como referência para sua decisão as orientações da Resolução CNE/CES nº 8, de 4/10/2007. ● A Portaria SEE/MG nº 391, de 14/2/2014, credencia a Escola de Saúde Pública de Minas Gerais – ESP/MG, situada em Belo Horizonte, a efetuar a revalidação de certificados de cursos técnicos na área de saúde realizados no exterior, com base no disposto no artigo 41 da Lei Federal nº 9394, de 23/12/1996, de acordo com a oferta de seus cursos autorizados pelo Sistema Estadual de Ensino. É possível esta Assessoria de Inspeção Escolar (ASIE-Vida Escolar) analisar os estudos técnicos realizados no exterior e emitir parecer para fins exclusivos de conclusão do ensino médio (análise para fins de equivalência de estudos), devendo assim ser instruído o processo conforme o Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 144/2018. O que deve fazer a escola, quando o estudante transferido não apresentar o Histórico escolar em até 30 dias? Resposta: Entrar em contato com a escola de origem e verificar o motivo da não expedição do histórico escolar. Se a escola alegar que o aluno tem algum problema no percurso escolar, solicitar que a escola emita um relatório descrevendo o percurso do aluno, qual a irregularidade e o motivo impeditivo de expedir o Histórico Escolar. De posse dos documentos, a equipe pedagógica da escola juntamente com o Inspetor Escolarirão analisar se a situação é passível de resolução na escola: classificação, reclassificação, plano de estudo especial. Caso não seja possível a regularização da vida escolar pela escola, o Inspetor Escolar deverá elaborar relatório circunstanciado nos termos do Ofício 03/2015, e instruir processo no SEI, inserido todas os documentos legíveis que comprovem o percurso do aluno para análise e pronunciamento, desde que a situação seja do Sistema de Ensino de Minas Gerais. Regularização da vida escolar de estudantes matriculados na rede particular que ofertou nível de ensino (Ensino Médio) sem a devida autorização de funcionamento no ano de 2021. Resposta: A situação deverá ser analisada à luz da Resolução CEE nº 486, de 21 de janeiro de 2022: … 92 Art. 3º - Educação escolar regular ou Educação formal é aquela desenvolvida em instituições educacionais legalmente autorizadas para a oferta de níveis, de etapas, de cursos e de modalidades autorizados e reconhecidos pelo Poder Público, nos termos da legislação vigente. Art. 4° - Ensino livre é aquele não regular, caracterizado como não formal, de livre oferta e que não depende de credenciamento e de autorização para funcionamento pelo Poder Público, ministrado sem observância à legislação aplicável à educação regular, sendo vedada a emissão de diploma e/ou certificado de conclusão de escolarização, não conferindo, portanto, título. … Art. 66 - As instituições que iniciarem as suas atividades, sem o parecer favorável do Conselho e sem a publicação do respectivo ato de credenciamento e de autorização de funcionamento, pela Secretaria, terão seus pleitos indeferidos, com imediata comunicação ao Ministério Público Estadual. § 1º - Caberá à Secretaria comunicar, ao Ministério Público Estadual, os atos praticados, pela entidade mantenedora, em desacordo com o previsto nesta Resolução. § 2º - Os atos praticados por entidade, sem credenciamento e sem autorização de funcionamento, não serão validados pelo Conselho Cabe verificar se houve publicação de Portaria de autorização do Ensino Médio para início em 2022 e como a citada irregularidade foi tratada pela SRE e pronunciamento do CEE. Envie-nos orientação quanto a forma correta para fazermos correções, quando detectarmos que a escola registrou de forma incorreta na ata de classificação ou reclassificação. E também orientações para a classificação nos casos do Parecer nº 58 (falta de cumprimento da progressão continuada). Resposta: O Memorando 58/2022 de orientações sobre regularização de vida escolar de estudantes com pendências de Progressão Continuada e escrituração escolar está vigente no corrente ano letivo. Ressaltamos que os Especialistas de Educação Básica e Secretários (a) Escolares devem promover o levantamento dos estudantes com pendências na trajetória escolar passíveis de propor as medidas específicas para regularização da vida escolar de todos os estudantes. Quanto ao registro em Ata de conceitos inadequados classificação/reclassificação, se a luz da Resolução 4692/2021 ficar constatado que o recurso foi aplicado corretamente e que somente o registro na ata foi equivocado, o Serviço de Inspeção Escolar poderá registrar uma orientação/retificação da Ata para fundamentar a expedição do documento escolar. Temos Escolas Estaduais do Projeto Mãos Dadas, precisamos de orientações para a secretaria das escolas como será emissão históricos escolares 93 Resposta: Para a emissão dos documentos escolares das escolas abarcadas pelo Projeto Mãos Dadas deverão ser conferidas as orientações da Cartilha Projeto Mãos Dadas - Orientações sobre a transferência da gestão administrativa, financeira e operacional das unidades escolares da Rede Estadual para a Rede Municipal (24 páginas), da SEE/MG, que orienta também sobre os arquivos físicos, a guarda documental incluindo os documentos escolares, disponível em https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Cartilha%20Projeto%20Ma%CC%83os %20Dadas.pdf O preenchimento dos formulários de Históricos Escolares serão conforme orientações para a rede estadual, se assinado pelo diretor e secretário da escola estadual em fase de transição do processo especificado no Projeto Mãos Dadas, e de acordo com as orientações da rede municipal a partir da guarda do arquivo que foi transferido da rede estadual para rede municipal. A Escola Municipal, se constar no regimento, pode reprovar em qualquer ano do ensino fundamental? Resposta: Conforme previsão na Lei n. 9.394/1996 a Secretaria Municipal de Educação tem autonomia para elaborar e executar a Proposta Pedagógica e Regimento Escolar das escolas de sua rede. O exercício desta autonomia deve ser pautado em diretrizes e orientações nacionais emanadas pelo Ministério da Educação. Dentre as normas com efeitos sobre as escolas municipais consta a Resolução CNE/CEB n. 7/2010 que dispõe: Art. 27 Os sistemas de ensino, as escolas e os professores, com o apoio das famílias e da comunidade, envidarão esforços para assegurar o progresso contínuo dos alunos no que se refere ao seu desenvolvimento pleno e à aquisição de aprendizagens significativas, lançando mão de todos os recursos disponíveis e criando renovadas oportunidades para evitar que a trajetória escolar discente seja retardada ou indevidamente interrompida. (...) Art. 30 Os três anos iniciais do Ensino Fundamental devem assegurar: (...) § 1º Mesmo quando o sistema de ensino ou a escola, no uso de sua autonomia, fizerem opção pelo regime seriado, será necessário considerar os três anos iniciais do EnsinoFundamental como um bloco pedagógico ou um ciclo sequencial não passível de interrupção,voltado para ampliar a todos os alunos as oportunidades de sistematização e aprofundamento das aprendizagens básicas, imprescindíveis para o prosseguimento dos estudos. 94 https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Cartilha%20Projeto%20Ma%CC%83os%20Dadas.pdf https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Cartilha%20Projeto%20Ma%CC%83os%20Dadas.pdf Assim, recomendamos que a rede municipal considere as orientações e diretrizes emitidas pelo Ministério da Educação na elaboração e execução de seu Regimento Escolar e Proposta Pedagógica. E ainda, o Currículo referência de Minas Gerais, elaborado em regime de colaboração entre Estado e Municípios, conforme definido pela Constituição Federal de 1988, pela LDBEN, pela Resolução do CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017, e pela Resolução CNE/CP nº 4, de 17 de dezembro de 2018, bem como o regime de colaboração mantido entre a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Seccional de Minas Gerais da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME/MG). - (Resolução CEE n° 481, de 1º de junho de 2021) Prezados, Favor confirmar se o Parecer CEE/MG 715/2008 continua em vigor. Se há outro Parecer ou Instrução mais atual para aplicação em casos iguais ou similares. Resposta: Esclarecemos que o Parecer CEE nº 715/2008, aprovado em 26/6/2008, examina consulta “In casu” do interesse de JHOF relativa à sua vida escolar. Considerando os critérios para o ingresso no curso superior destacamos os incisos I e II do Art 44 da Lei n.9394, de 20 de dezembro de 1996: Art. 44 - A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: I - cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham concluído o ensino médio ou equivalente; (Redação dada pela Lei nº 11.632, de 2007). II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo; III - … IV - … Neste sentido, a comprovação de conclusão da educação básica por meio de documentos expedidos por escola devidamente autorizada ou credenciada apresentando a vida escolar regular antecede a aprovação em processo seletivo de ingresso na educação superior. Escolas Municipais: podemos também exigirque os documentos dos professores estejam no prazo de validade, como exemplo eles não entregaram diplomas. E podemos exigir na matrícula dos alunos o documento dos pais? Resposta: Em se tratando da validade da declaração de conclusão de curso de graduação por professores, a SEE através da Resolução 4673/2021 (convocação de professores) propôs como válidas as declarações de conclusão de curso com período igual ou inferior a 390 dias de sua emissão. Nos casos em que o Inspetor constatar declarações expedidas em tempo de expedição de superior a 390 dias nas pastas de professores da rede municipal, orientamos um 95 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11632.htm#art1 diálogo junto ao Diretor/Secretário da possibilidade do professor providenciar o referido Diploma. Esclarecemos que o Órgão Municipal tem autonomia em definir qual a documentação necessária para seleção de professores seja por concurso ou outra forma de admissão. Sobre os documentos exigidos para a matrícula orientamos verificar o disposto na Resolução sobre as normas, procedimentos e cronograma atinentes ao cadastro escolar e encaminhamento para matrícula, que em 2021 foi a Resolução SEE n. 4.643/2021 com alteração pela Resolução SEE n. 4.665/2021. Relatório circunstanciado, como fazer essa apuração de fatos e registro quando vem de outro estado? Resposta: A apuração deve ser feita no âmbito do estado de Minas Gerais, incluindo esclarecimentos prestados pela instituição que recebeu o documento e/ou pelo candidato que apresentou. Sempre que possível é recomendável que seja feita consulta à “escola” emissora do documento e à Secretaria de Educação do outro Estado. Existe uma grande demanda de solicitações de documentos/declaração de Vida Escolar para aposentadoria. Porém, na maioria das vezes, não existe a documentação na SRE ou microfilmada, pois são escolas muito antigas, localizadas em fazendas, que não tinham documentação/registros, ou sumiram os arquivos, etc. Como proceder nestas situações? Resposta: Orientamos proceder à apuração juntos às Secretarias Municipais de educação e se for o caso à SRE que originou a atual SRE, tendo em vista que ainda são localizados por engano na organização dos arquivos, documentos que deveriam ter sido transferidos para a SRE nascida posteriormente. Ocorre também de ser possível a localização de arquivos escolares sob a gestão da DADM sap.dadm@educacao.mg.gov.br ou dadm.apoio@educacao.mg.gov.br sejam microfilmados ou em arquivos físicos em tratamento aguardando providências de microfilmagem em depósito da SEE, sendo esta mais uma alternativa de pesquisa em busca das informações de vida escolar. Somente podem ser emitidas informações escolares, de trajetória escolar, quando há na escola ou nos assentamentos do setor de escolas extintas base de dados que subsidiem as informações prestadas. Em relação a ORIENTAÇÃO ASIE Nº 4/2021, de 1º de novembro de 2021: Matrícula de estudantes na condição de migrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio: A tradução juramentada é obrigatória? Não pode ser aceita tradução realizada por professor da escola? 96 Resposta: O professor especializado na língua pode fazer a tradução. Indicamos conferir o item 2 da Orientação ASIE nº 4/2021, assinada em 8/11/2021, que trata sobre matrícula de estudantes na condição de migrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio: ● a tradução juramentada (é aceitável também tradução feita por profissional da própria escola ou servidor da educação indicado pela Superintendência Regional de Ensino quando se fizer necessário). A Orientação ASIE nº 4/2021, de 01 de novembro de 2021, está disponível em https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ORIENTA%C3%87%C3%83O%20ASIE %20N%C2%BA%204%202021.pdf e no expediente SEI n.1260.01.0100043/2021-77. O histórico escolar do exterior tem que ter validação ou tradução? Resposta: Conforme preconiza o item 3 da Orientação ASIE nº 4/2021, assinada em 8/11/2021, que trata sobre matrícula de estudantes na condição de migrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio: 3 - Será solicitado ao responsável ou ao estudante com mais de 18 anos: ● o documento de identidade do país de origem; ● os documentos pessoais de comprovação de permanência legal no Brasil; ● o comprovante de residência; ● o histórico escolar dos estudos realizados no exterior e certificado se houver, constando a devida legalização no documento escolar; ● Caso o documento escolar seja procedente de país signatário da Convenção de Haia, deverá constar a “Apostila” emitida pela autoridade competente do país no qual o documento foi originado. Para consultar quais países são signatários, acessar a página do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo link https://://www.cnj.jus.br/poder-judiciario/relacoes-internacionais/apostila-da-haia/paises-si gnatarios/ onde mantém a lista atualizada. É dispensada a aposição da “Apostila” tratando-se de documentos expedidos por escolas da França (Decreto no 3.598/2000, que promulga o Acordo de cooperação em matéria civil entre Brasil e França). ● Caso o documento escolar seja procedente de país que NÃO seja signatário da convenção de Haia, deverá ser devidamente legalizado por autoridade consular brasileira no país de origem, com pagamento dos emolumentos. A legalização consular de documentos originários de países que não fazem parte da Convenção de Haia permanece regida pelas normas do Ministério das Relações Exteriores. 97 https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ORIENTA%C3%87%C3%83O%20ASIE%20N%C2%BA%204%202021.pdf https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/ORIENTA%C3%87%C3%83O%20ASIE%20N%C2%BA%204%202021.pdf ● a tradução juramentada (é aceitável também tradução feita por profissional da própria escola ou servidor da educação indicado pela Superintendência Regional de Ensino quando se fizer necessário). Quando o estudante apresenta documentos escolares que comprovam a conclusão de estudos correspondentes ao ensino médio brasileiro, conferir o Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 144/2018, de 3/10/2018, que orienta as Superintendências Regionais de Ensino sobre a instrução de processos e a exigência de legalização de documentos escolares estrangeiros, visando à equivalência de estudos realizados no exterior, em nível de conclusão do Ensino Médio. PARA ESTUDANTE BRASILEIRO 1 Documento de Identidade, comprovando sua naturalidade/nacionalidade 2 Histórico escolar, comprovando seus estudos no Brasil e, caso tenha interrompido alguma série/ano, ficha individual com registro de parte do ano letivo cursado. 3 Histórico escolar e Diploma/Certificado (se houver) dos estudos realizados no exterior, sendo que: ⇨ Caso o documento escolar seja procedente de país signatário da Convenção de Haia, deverá constar a “Apostila” emitida pela autoridade competente do país no qual o documento é originado; ⇨ Caso o documento escolar seja procedente de país que NÃO seja signatário da convenção de Haia, deverá ser devidamente legalizado por autoridade consular brasileira no exterior, com pagamento dos emolumentos. 4 Tradução dos documentos escolares feita por tradutor juramentado. *Consultar a lista de tradutores no site da Junta Comercial de Minas Gerais: www.jucemg.mg.gov.br 5 Declaração de que realizou estudos apenas no exterior, se for o caso, quando seus documentos estrangeiros comprovarem apenas os estudos finais da Educação Básica. 98 http://www.jucemg.mg.gov.br/ PARA ESTUDANTE ESTRANGEIRO 1 Documento de identidade do país de origem. 2 Histórico escolar dos estudos realizados no exterior e Diploma/Certificado de conclusão do Ensino Médio (se houver), sendo que: ⇨ Caso o documento escolar seja procedente de país signatário da Convenção de Haia, deverá constar a “Apostila” emitida pela autoridade competente do país no qual o documento é originado; ⇨ Caso o documento escolar seja procedente de país que NÃO seja signatário da convenção de Haia, deverá serdevidamente legalizado por autoridade consular brasileira no exterior, com pagamento dos emolumentos. 3 Tradução dos documentos escolares feita por tradutor juramentado. *Consultar a lista de tradutores no site da Junta Comercial de Minas Gerais: www.jucemg.mg.gov.br 4 Documentação pessoal de comprovação de permanência legal no país: * Carteira de Identidade para estrangeiro permanente ou temporário; ou * Carteira de Identidade para estrangeiro natural de país limítrofe com o Brasil, válida somente para os municípios de faixa de fronteira, ou * Passaporte diplomático ou oficial, com o respectivo visto e carteira de identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores, ou * Protocolo expedido como prova de que o estrangeiro Permanente ou Temporário registrou-se no Serviço de Estrangeiros e está aguardando a expedição de sua carteira de identidade com validade de sessenta dias, prazo usual para recebimento da carteira, ou * Protocolo de requerimento de Registro Provisório, com validade expressa de cento e oitenta dias, que deverá ser solicitada na Polícia Federal ou certidão que defina o andamento do processo. 5 Comprovante de residência no Estado de Minas Gerais (conta de luz, água, etc.). Caso o requerente não possua comprovante em seu nome 99 http://www.jucemg.mg.gov.br/ ou de seus pais, deverá apresentar declaração assinada pelo titular do comprovante de endereço apresentado, confirmando sua estadia no local. Nas escolas estaduais de MG a escrituração escolar é realizada quase 100% nos sistemas. Pergunta: As escolas têm a obrigação de imprimir esses documentos no final de cada ano? Resposta: Ressaltamos que Resolução SEE nº 4.055, 17/12/2018, regulamenta o registro e a atualização de dados no SIMADE e no DED nas escolas estaduais, após estudos de vários elementos. A questão de documentação escolar na forma digital deve ser discutida com os gestores do estabelecimento, considerando que o arquivo e documentos devem garantir ao Serviço de Inspeção Escolar o acesso para acompanhamento, orientação, retificações, verificação de regularidade de vida escolar, de fidedignidade e autenticidade, observados os dispositivos legais e capacidade de expedição dos documentos com zelo, veracidade, qualidade e tempestividade. Todo o arquivo escolar é patrimônio da União. A publicação da Resolução CEE nº 486, de 21 de janeiro de 2022, intensificou os debates sobre arquivos físicos e/ou digitais. Aguardamos novas orientações a partir de estudos e definições de requisitos de segurança e temporalidade na gestão de documentos escolares pelas áreas competentes. 13.20 QUESTIONAMENTOS RELACIONADOS A OUTRAS DIRETORIAS Aluno com dupla cidadania: qual nacionalidade registrar no SIMADE, considerando que só há campo para registro de uma? Resposta: Encaminhamos a demanda para análise da área técnica - DINE. Neste ano de 2022 acompanho a Escola Indígena Pataxó Muã Mimatxi, assim pude verificar que as matrizes não estão fidedignas nos sistemas o que ocasiona problemas: SIMADE / DED / SYSADP /QUADRO DE HORÁRIO. Há alguns anos a escola tem emitido os históricos manualmente devido esta divergência de informações entre os sistemas. Informo que já foi solicitado pela SEE planilha com dados das matrizes, mas ainda não pude ver diferença nos sistemas da SEE. Sugiro que o histórico das escolas INDÍGENAS sejam emitidos com a nomenclatura das disciplinas da comunidade e a equivalência para as do conteúdos básicos, não sei ao certo se consegui repassar tal sugestão. 100 Somente quem convive diretamente com a comunidade sabe da necessidade de organizarmos a educação de modo a respeitar integralmente as escolas indígenas, de maneira que possamos ouvir, dialogar e dar continuidade a cultura deles fora da comunidade, para que ao ingressarem nas faculdades entreguem seus documentos acadêmicos. Resposta: Orientamos a apresentação da consulta incluindo detalhamento com documentos comprobatórios da matriz curricular efetivamente oferecida na Escola Indígena Pataxó Muã Mimatxi à Diretoria de Modalidades de Ensino e Temáticas Especiais - DMTE spp.dmte@educacao.mg.gov.br para análise e providências. Habilitação de professores: Como fica o prazo para apresentação de Certificado de Conclusão de Curso acrescido de Histórico Escolar para as escolas da rede municipal e privada, principalmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental? Esses documentos substituem o diploma registrado indefinidamente? Resposta: Em se tratando da validade da declaração de conclusão de curso de graduação por professores, a SEE através da Resolução 4.673/2021 (convocação de professores) propôs como válidas as declarações de conclusão de curso com período igual ou inferior a 390 dias de sua emissão. Nos casos em que o Inspetor constatar declarações expedidas em tempo de expedição de superior a 390 dias nas pastas de professores da rede municipal, orientamos um diálogo junto ao Diretor/Secretário da possibilidade do professor providenciar o referido Diploma. Esclarecemos que o Órgão Municipal tem autonomia em definir qual a documentação necessária para seleção de professores seja por concurso ou outra forma de admissão. Devido às mudanças surgidas com a pandemia, precisamos da atualização para conferência da Certidão de Contagem de Tempo. Formação inicial no Tema Certidão de contagem de tempo. Resposta: Orientamos o encaminhamento da consulta incluindo, se possível, o detalhamento das sugestões de melhoria do documento, dos processos de conferência e itens/aspectos a serem abordados na formação inicial para o e-mail da Diretoria de Legislações e Normas de Pessoal dlnp.gab@educacao.mg.gov.br com cópia para a Assessoria Central de Inspeção Escolar se.inspecaoescolar@educacao.mg.gov.br - ASIE. O SIMADE será parametrizado para a nova metragem por aluno dos anos finais e médio que será de 1,5m? Porque para o Plano de Atendimento será fundamental essa nova informação. 101 mailto:spp.dmte@educacao.mg.gov.br mailto:dlnp.gab@educacao.mg.gov.br Resposta: Iremos levar para análise da Superintendência de Organização Escolar e Informações Educacionais e Subsecretaria de Articulação Educacional. Como proceder quando a DIPE alega não ter embasamento legal para autorizar ou indicar um ATB para assinar a documentação da escola estadual na ausência de secretária por mais de 30 dias? Caso essa indicação/autorização não seja atribuição da DIPE, de quem é? Resposta: Cada caso deve ser analisado individualmente apurando-se a impossibilidade da autorização à luz da legislação em vigor. Uma vez compreendida a negativa ou os esclarecimentos para o caso pela área na SRE, o gestor da SRE deve buscar a SEE, através da Diretoria de Desenvolvimento da Gestão Escolar, ddge.gab@educacao.mg.gov.br para juntos encontrarem alternativas para suprimento da demanda na escola. 13.21 SUGESTÕES APRESENTADAS PELOS PARTICIPANTES Quanto à verificação de veracidade/legalidade de documentos escolares, temos a informação de atos autorizativos constantes no carimbo escolar como grande aliada, pois é possível consultar no IOF/MG a regularidade de determinado curso. No entanto, nem todas as instituições constam nos carimbos as informações das portarias autorizativas dos cursos/etapas ofertadas, é possível emitir uma recomendação quanto às informações que devem constar nos carimbos das instituições da rede estadual, municipal e privada? Resposta: Recomendação acatada! Até que emitamos a orientação geral às SRE antecipamos aqui algumas informações fundamentais que devem aparecer nos documentos escolares emitidos pelas instituições de ensino de acordo com os cursos e etapas que ofertam devidamente autorizados: Nome do estabelecimento, endereço, os atos conforme autorização: 1- Documentos de Educação Infantil: Portaria de Autorização; 2-Documentos de Ensino Fundamental: conforme cada caso (Decreto, Resolução, Portaria e outros que a escola fizer jus tais como Portaria de Mudança de Endereço, Mudança de Denominação) Aut. Ens. Fundamental;Rec. Ens. Fundamental; Renovação (o que estiver vigente no período do percurso escolar do estudante); 3-Documentos do Ensino Médio: conforme cada caso (Decreto, Resolução, Portaria e outros que a escola fizer jus tais como Portaria de Mudança de Endereço, Mudança de Denominação) Aut. Ens. Fundamental; Rec. Ens. Fundamental; Renovação (o que estiver vigente no período do percurso escolar do estudante); 102 4-Documento de EJA das redes municipais e particular (Ensino Fundamental e Ensino Médio): Portaria, Aut. Ens. Fundamental e/ou Médio; Rec. Ens. Fundamental e/ou Médio; Renovação (o que estiver vigente no período do percurso escolar do estudante) e outros que a escola fizer jus tais como Portaria de Mudança de Endereço, Mudança de Denominação; 5-Documentos de Cursos Técnicos: conforme cada caso e cada curso (Decreto de Criação da Escola, Resolução, Portaria e outros que a escola fizer jus tais como Portaria de Mudança de Endereço, Mudança de Denominação) os atos que estiverem vigentes no período do percurso escolar do estudante; Não há possibilidade de autorização para expedição de histórico escolar em um único modelo independente de quando o aluno cursou? As escolas têm feito muita confusão com os diversos modelos existentes. Resposta: Sugestão acatada! Na verdade estamos empreendendo bastante essa construção no SIMADE. Aguardem orientações. Ideal seria um documento compartilhado, com alguns critérios de edição e formatação, para consultas. É um universo muito amplo, com mudanças rápidas. Não dá mais para pensar em "Manuais" estáticos. Com compartilhamento no drive ASIE. Resposta: Sugestão acolhida. Até que seja disponibilizado novo material para consulta orientamos pesquisar no Drive “ASIE - Assessoria Central de Inspeção Escolar” que está disponível em https://drive.google.com/drive/u/0/folders/0APUfn2ojf7ZyUk9PVA. Entendo ser necessário tratar sobre os documentos digitais e em sistemas das escolas particulares. Resposta: Sugestão acolhida. Está SEE têm realizado entendimentos sobre o assunto com diversos setores. Solicitamos aguardar orientações. Sugiro a criação de um módulo no SIMADE de consulta pública quanto a autenticidade de históricos escolares (conclusão de etapa), a exemplo do que ocorre com emissão de diplomas de cursos técnicos pelo SISTEC. Resposta: Sugestão acolhida. A proposta é muito interessante. Iremos levar para análise da área desenvolvedora do SIMADE. Sugestão: Formulação de procedimentos e instrumentos a serem preenchidos pelos próprios Diretores escolares, que têm fé pública, para apuração junto com sua equipe de secretaria e posterior tramitação junto a DIVAE das SRE quanto a "Documentos supostamente falsos" com todos os anexos necessários com confere com original. 103 https://drive.google.com/drive/u/0/folders/0APUfn2ojf7ZyUk9PVA Assim, o próprio servidor da DIVAE faria a tramitação da documentação encaminhada pelo gestor para análise de órgão superior, sem a necessidade de retrabalho do Inspetor Escolar para emissão de um relatório circunstanciado frente ao trabalho já efetivado pelo gestor escolar. Esse procedimento simples daria maior celeridade e eficiência à verificação superior do processo de documentação "supostamente falso" frente a alta demanda em que está envolvido o IE. Nos casos julgados necessários aprofundamento de análise, que não pudesse ser coordenada complementação pelos servidores da DIVAE com envio por parte da escola de documentos ou informações complementares OU sendo a descoberta realizada no processo de análise em cumprimento a ordem gerada ao Inspetor Escolar quando da autenticação do histórico escolar prevista em norma seria, neste caso, o Inspetor a realizar junto a escola a juntada de documentação comprobatória e a efetivação do relatório circunstanciado a DIVAE. Resposta: Sugestão em análise. Orientamos verificar as indicações dos procedimentos de verificação de autenticidade conforme disposto no material apresentado no 1º Seminário ASIE/Coordenação de Regularidade de Vida Escolar. Em breve emitiremos novas orientações sobre procedimentos de verificação de autenticidade em substituição ao Ofício Circular SOE/SB n. 08/2008 de 06/11/2008. Sobre Visto Confere (autenticidade) - qual fundamentação legal? Só Inspetor pode dar essa autenticidade? Superintendente pode carimbar e assinar histórico escolar para curso no exterior? Entendo que só Inspetor Escolar pode fazer isso - qual a fundamentação legal? Entendo que o Superintendente só assina histórico como diretor em escola extinta, em nenhuma outra situação. Foi que entendi lendo a legislação e aprendi na SRE. Qual a orientação e fundamentação legal - por favor, por escrito. Trabalho no SEDINE/DIVAE - Analista Educacional - também precisa ser revista e colocada no papel quem faz o quê e como... só temos uma coordenação de SEDINE - difícil trabalhar assim. Resposta: Sugestão em análise. Orientamos verificar as indicações dos procedimentos de verificação de autenticidade conforme disposto no material apresentado no 1º Seminário ASIE/Coordenação de Regularidade de Vida Escolar. Em breve emitiremos novas orientações sobre procedimentos de verificação de autenticidade em substituição ao Ofício Circular SOE/SB nº 08/2008 de 06/11/2008. 104 Sugestão: A ASIE poderia identificar, organizar e acompanhar o "setor" ou "servidor" responsável pelas escolas extintas, nas SRE, pois isso não é institucionalizado em todas as regionais, e havendo apenas 1 servidor para tal emissão/serviço. Não há uma articulação efetiva entre este serviço com a Inspeção escolar. Resposta: Sugestão acolhida. Na oportunidade informamos que dentre as ações desta ASIE para o ano de 2022 consta a capacitação com foco nas atuações dos Pontos Focais (servidores nas SRE) que tratam dos temas afetos à Coordenação de Regularidade de Vida Escolar. Esta ação irá estreitar os laços entre estes servidores e a SEE o que favorecerá a atuação dos pontos focais com a Coordenação do Serviço de Inspeção e no atendimento às diversas demandas apresentadas pelos Inspetores Escolares conforme apresentado pelas escolas em acompanhamento. As Diretorias Educacionais que coordenam o SEDINE, o Setor de Vida Escolar e Currículo em regionais com duas DIRES. Resposta: Sugestão acolhida. 14 ENCONTRO TÉCNICO DE REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR 14.1 PASSO A PASSO PARA FAZER ATIVIDADE INTERATIVA VIA SLIDO 1 – Acessar pelo navegador o “slido” digitando: https://www.slido.com/?experience_id=10-z Para alterar a apresentação da versão: Inglês para Português, fineza, clicar com o botão direito do mouse e escolher: “traduzir para o português”. 2 – Clique em INSCREVER-SE, ou caso esteja em inglês, clique em SIGN UP, localizado no canto superior direito da tela. 3 – Em seguida, clique em: inscreva-se com o Google e acesse pelo seu e-mail. 105 https://www.slido.com/?experience_id=10-z 4 – Pronto, agora crie sua atividade clicando em: +criar slido 5- Aparecerá a tela abaixo para que você configure o nome e a data que o evento ficará disponível para os participantes. Em seguida, clique em: criar Slido. 6 – Selecione a opção: questionário 7 – Digite ou cole sua pergunta e faça as opções de resposta. Lembre-se de marcar a opção correta para que os participantes saibam se acertaram ou não a questão. 106 8 – Para iniciar a apresentação: clique em: Presente: apresentar em uma nova guia. 9 – Coloque um nome, no lugar do número gerado pelo slido, clicando em cima #4037408 107 10 – Clique em ativar teste: 11- Oriente os participantes a acessar, via código QR, ou digitando o nome que você atribuiu ou número gerado automaticamente. Na figura acima optamos por um nome fácil e rápido para acessar #ASIE. Para acessar o evento basta apontar a câmera do celular para o código QR ou digitar no celular: sli.do/asie Ótimo Encontro! 14.2 QUESTÕES QUE USAMOS NO ENCONTRO SOBRE EQUIVALÊNCIA OU APROVEITAMENTO DE ESTUDOS: Observação: Elabore questões pequenas, objetivas e no momento da atividade, contextualize e promovao diálogo. 108 Questão nº 01 Um haitiano já concluiu o ensino secundário em seu país e quer ingressar no ensino superior no Brasil, seus documentos já estão legalizados (visto consular) e traduzidos, contudo reside ainda em seu país. Neste caso, a) a SRE enviará à SEE toda a documentação de Equivalência de Estudos do candidato para análise. b) a SRE não enviará a documentação de Equivalência de Estudos considerando o interessado não morar no Brasil. Resposta correta letra B. O Conselho Estadual de Educação, pelo Parecer CEE nº 658, aprovado em 31/07/2014, já pronunciou sobre a matéria: Quando o requerente estrangeiro solicita equivalência de estudos em nível de ensino médio, para fins de prosseguimento de estudos, há a necessidade de se comprovar a sua permanência legal no país (...) Pesquisando sobre a entrada no Brasil, verificamos na alínea d do inciso I do artigo 14 da Lei de Migração nº 13.445, de 24/05/2017, que: Art. 14. O visto temporário poderá ser concedido ao imigrante que venha ao Brasil com o intuito de estabelecer residência por tempo determinado e que se enquadre em pelo menos uma das seguintes hipóteses: I - o visto temporário tenha como finalidade: (...) d) estudo; (...) § 4º o visto temporário para estudo poderá ser concedido ao imigrante que pretenda vir ao Brasil para frequentar curso regular ou realizar estágio ou intercâmbio de estudo e de pesquisa. Para obter visto para viajar ao Brasil - Português (Brasil) (www.gov.br): O visto é o documento concedido pelos Postos Consulares do Brasil no exterior que possibilita a expectativa de ingresso e estada de estrangeiros no território nacional, desde que satisfeitas as condições previstas na legislação vigente. (...) Primeiramente será providenciada a mudança para o Brasil, podendo o interessado buscar orientações na Embaixada do Brasil em Porto Príncipe, no Haiti: e-consular (itamaraty.gov.br). 109 http://www.gov.br Indicamos conferir se o estudante se enquadra na Portaria Interministerial nº 12, de 20 de dezembro de 2019, que dispõe sobre a concessão de de visto temporário e de autorização de residência para fins de acolhida humanitária para cidadãos haitianos. Lembramos que ao entrar no Brasil, deverá dirigir-se à Polícia Federal. O link Migração - Português (Brasil) (www.gov.br) apresenta uma “navegação guiada da regularização migratória”. Seria interessante direcionar o estudante para essa pesquisa. Questão nº 02 O estudante cursou até julho/2021 o 3º ano do Ensino Médio no Brasil, transferindo-se para os EUA, onde iniciou a grade 12 (2021/2022), retornando ao Brasil em janeiro/2022, não concluindo a grade 12 e sem legalizar seus estudos (Apostila de Haia). Neste caso, a) O estudante deverá providenciar a apostila e, após providência, a SRE instruirá processo no SEI, para Equivalência de Estudos. b) O estudante deverá providenciar a apostila e, após providência, a escola poderá fazer aproveitamento de estudos. Resposta correta letra A Equivalência de Estudos conforme Ofício Circular SB/SOE/DFRE n. 144/2018, datado de 3/10/2018, orienta as SRE sobre a instrução de processos e a exigência de legalização de documentos escolares estrangeiros, visando à equivalência de estudos realizados no exterior em nível de conclusão do Ensino Médio. A Resolução CEE 441/2001 dispõe: …Art. 2º - O pedido de declaração de equivalência ou de revalidação de diploma ou de certificado, de que trata o artigo anterior, será instruído com histórico escolar ou diploma ou certificado dos estudos realizados no Brasil e/ou no exterior, e será analisado, levando-se em conta: I) os conteúdos cumpridos, três dos quais vinculados às áreas de conhecimento definidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio efetivamente cumpridos; II) a carga horária e o tempo de escolaridade cumpridos. … Questão nº 03 Estudante brasileiro, nascido em 02/02/2013, cursou do 1º ao 2º ano do Ensino Fundamental no Brasil, concluiu o 3º ano e o 1º semestre de 2022 referente ao 4º Ensino Fundamental na Espanha. A família prestou esclarecimentos aos gestores da escola em reunião, que foi devidamente registrada em Ata, que não conseguirá a legalização dos documentos escolares. Chega ao Brasil em agosto/2022. Neste caso , 110 http://www.gov.br a) A matrícula será deferida no 3º ano do Ensino Fundamental considerando que o estudante não apresenta documentos escolares emitidos pela escola espanhola devidamente legalizados; b)A matrícula poderá ser efetivada no 4º ou 5º do Ensino Fundamental mediante realização de processo classificatório com fundamento no Parecer CEE 388/2003; Resposta correta letra B, conforme Orientação ASIE nº 04/2021. Recomendar sempre o registro em Ata e arquivo da documentação comprobatória de utilização do recurso pedagógico conforme orientações do Parecer CEE 1.132/1997, que dispõe sobre a Educação Básica, nos termos da Lei No 9.394/1996, e Parecer CEE 388/2003, que ampara a ausência de registro no primeiro semestre ( carga horária). Como fica a escrituração no Histórico Escolar? Anular o campo de 3° ano se não for utilizado. No campo destinado ao 3º ou 4° período registrar o aproveitamento obtido na avaliação e nas observações “classificação alínea C do inciso II do artigo 23 da Lei Federal nº 9.394/1996” No campo destinado ao ano de 2022, deve constar o registro do aproveitamento, da carga horária e as faltas horas (a partir da matrícula). No campo das observações registrar “classificação conforme incisos I e VI do artigo 24 da Lei Federal nº 9.394/1996” Questão nº 04 Criança venezuelana, nascida em 5/3/2015, chega ao Brasil e requer matrícula em setembro/2022, apresentando uma declaração de estudos indicando ter cursado o 1º ano em 2021, equivalente ao 1º ano do Ensino Fundamental no Brasil. A família possuiu o protocolo de solicitação da proteção legal de refúgio e alegam que ainda não tem endereço no Brasil, possuindo apenas o endereço do local de entrada. A escola mineira deverá a) Realizar a matrícula tendo como documentos válidos o protocolo da Polícia Federal e a declaração de estudos, observando as orientações do Parecer CEE/MG nº 388/2003, com adoção do recurso pedagógico da Classificação. b) Não realizar a matrícula, aguardar o Registro Nacional Migratório (RNM), instruir processo de regularização de vida escolar e orientar a família a procurar um centro de línguas para a criança desenvolver proficiência em Língua Portuguesa. Resposta correta letra A, conforme Orientação ASIE nº 04/2021. Questão nº 05 O estudante venezuelano candidatou-se ao Processo Seletivo 2022 da UFMG, destinado a refugiados. Hoje porta Carteira Nacional de Registro Migratório (CNRM) na condição de residente, com a documentação do país de origem, sem a devida apostila de Haia. Sendo 111 assim, o procedimento de equivalência só será possível se apresentar os documentos necessários, sendo que o diploma e o certificado de conclusão: a) deverão estar devidamente apostilados; b) não precisam estar apostilados; c) não precisam ser apresentados requerendo a equivalência dos estudos. Resposta correta letra A A Resolução Normativa nº 31 de 13/01/2019, que altera a Resolução Normativa nº 18, de 30 de abril de 2014, do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), estabelece: Art. 1º A Resolução Normativa nº 18, de 30 de abril de 2014, passa a vigorar com as seguintes alterações: Art. 6º A Os processos de solicitação de reconhecimento da condição de refugiado serão extintos, pela Coordenação-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados, sem resolução do mérito, quando o solicitante: ……………………………………. V - apresentar pedido de desistência; e ……………………………………. Parágrafo único. A obtenção de autorização de residência efetuado nos termos da Lei nº 13.445, de 22 de maio de 2017, implicará na desistência da solicitação de reconhecimento da condição de refugiado”. (NR) Art. 6º-C A extinção do processo sem resolução do mérito não impede nova solicitação de reconhecimentoda condição de refugiado”. (NR) Art. 6º-D O reconhecimento da condição de refugiado e o consequente registro perante a Polícia Federal implicam renúncia à condição migratória pretérita”. (NR) Diante do exposto, na condição de residente, o próprio Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) normatiza a desistência da condição de refúgio, tornando necessário, então, a busca da aposição da Apostila de Haia no documento escolar venezuelano. 14.3 QUESTÕES QUE FORAM RETIRADAS DO PRÓPRIO DOCUMENTO: REGULARIDADE DE VIDA ESCOLAR DOCUMENTO ORIENTADOR. Questões para a interação no SLIDO. Questão nº 01 A estudante cursou em 2019 o 3º ano Ensino Médio. Em 2018 foi reprovada em Matemática e não realizou a Progressão Parcial em 2019. Trata-se de ex aluna. Podemos regularizar a vida escolar da estudante sem tramitar processo para a SEE/ASIE? 112 a) Sim. A SRE deve considerar as orientações dispostas no Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2013. b) Não. A SRE deve instruir o processo ou encaminhar para o CESEC. Resposta correta letra A. Orientamos observar as orientações do Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2013, de 14 de maio de 2013, sendo sua vigência por prazo indeterminado, devendo atentar pelo cumprimento mínimo de 75% de frequência. Assim, nos termos dos itens 4.1 e 4.2 o saneamento da irregularidade apresentada deverá ser proposto pelo Serviço de Inspeção Escolar: 4.1- A partir do ano letivo de 2004, situação de alunos das escolas estaduais em funcionamento, reprovados ou com pendências desta progressão parcial em séries intermediárias da Educação Básica, o saneamento das irregularidades é de inteira responsabilidades dos gestores da escola, considerando as várias disposições normativas da Secretaria de Estado de Educação, resoluções, ofícios e orientações encaminhadas às Superintendências Regionais de Ensino. 4.2 – Ressalta-se a importância do Conselho de Classe na avaliação do percurso do aluno considerando as habilidades e competências adquiridas e o aproveitamento destas disciplinas na série/anos/períodos posteriores. Após esta avaliação, se considerar que o aluno venceu os pré-requisitos necessários, lavra-se Ata com registro da avaliação e indicação do aproveitamento, que poderá ser o mínimo exigido para aprovação ou o aproveitamento que o aluno obteve do ano seguinte naquela disciplina. Esta ATA será devidamente assinada pela equipe pedagógica, direção da escola e Serviço de Inspeção Escolar, regularizando a vida escolar do aluno. Uma cópia da Ata deverá constar na Pasta Individual do aluno para dirimir dúvidas futuras. No livro de Ata de resultados finais, referente ao ano/série/ disciplina”de reprovação” registrar um (*) e proceder à anotação: “Situação analisada conforme Ata datada de ____/____-______ Livro: ____ Página: _____” Questão nº 02 Constatamos que uma estudante não concluiu o 9º ano EF. Em 2021, cursou com êxito o 1º e 2º P EJA EM. Hoje está cursando o 3º P. EJA com aproveitamento e frequência. É necessário enviar processo de regularização escolar? a) A SRE deve encaminhar para o CESEC ou instruir o processo para a SEE. b) A SRE deve considerar as orientações dispostas no Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2013 e regularizar na própria escola. Resposta correta letra A. A estudante deve ter sua vida escolar regularizada, seja por meio de Exame de Certificação do ensino fundamental (CESEC, ENCCEJA, SESI) ou Parecer da SEE/MG. 113 Quando constatada a irregularidade no decorrer do ensino médio indicamos a certificação no sentido de produzir o comprovante de conclusão do ensino fundamental. Excepcionalmente, constatada a irregularidade após a conclusão do ensino médio, com justificativa bem fundamentada, o Serviço de Inspeção Escolar poderá instruir processo de regularização de vida. Ressaltamos que o Parecer respaldando a lacuna no 9º ano não produz efeito como a certificação por meio de exame. Questão nº 03 No ato da matrícula do estudante, a escola, ao detectar uma irregularidade no percurso escolar, deve solicitar os dados do estudante à escola de origem, realizar a matrícula e proceder ao processo de regularização de vida escolar? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. Todas as dúvidas devem ser sanadas com os profissionais da escola de origem, a matrícula imediatamente efetivada aos estudantes de 6 a 17 anos conforme os documentos apresentados e a idade do estudante, verificar as pendências e propor medidas saneadoras que podem variar conforme irregularidade identificada: planejamento e oferta de plano especial de estudos, realização de progressões parciais, e mesmo a avaliação das condições para proceder a classificação para fins de regularização da Vida Escolar. Questão nº 04 O estudante cursou até o 4º ano EF. em 2016. Ao ser transferido para a escola estadual, o servidor não observou a declaração, matriculando-o no 6º ano EF. Encontra-se cursando o 2º ano do EM e está com lacuna no 5º ano. Nesse caso deve-se tramitar um processo de vida escolar no SEI? a) sim. Há necessidade de processo de regularização, pois, gerou lacuna na vida escolar. b) não. Resposta correta letra A. Orientamos a verificação minuciosa de documentos escolares na própria escola, nos diversos arquivos existentes e a busca de informações de percurso escolar entre os estabelecimentos de ensino por onde o estudante transitou. Após esgotados todos os recursos, tendo conferido as orientações, os pareceres, os ofícios, constatada a irregularidade, não havendo como solucionar a questão, deve-se instruir o processo de regularização de vida escolar, conforme o Ofício Circular SOE/DFRE nº 3/2015. Questão nº 05 114 Em 2019, um estudante em curso do 2º ano EM, na 2ª quinzena de novembro, com resultado de avaliação satisfatório para aprovação e frequência superior a 75% da carga horária anual solicitou transferência, mas ficou fora da escola. Em 2020 foi aprovado na E.E. X no 3º ano EM. A escola pode emitir o HE do 3º ano do EM? a) sim, há registro de frequência e aproveitamento, portanto, a escola pode providenciar a emissão do histórico escolar de conclusão do Ensino Médio. b) não, ele não concluiu o 2º ano do Ensino Médio. c) tenho dúvidas. Resposta correta letra C - depende da situação. Considerando que o estudante cursou o 2° ano do ensino médio até novembro de 2019, o aluno possui avaliação, aproveitamento suficiente para aprovação e frequência igual ou superior a 75% da carga horária anual obrigatória, entretanto, a escola expediu corretamente o Histórico Escolar de transferência, porque não havia terminado o ano letivo. Fica a critério da escola de origem expedir a segunda via, considerando os dados e informações do ano letivo de 2019, estampando as faltas do estudante a partir do dia em que ele deixou de frequentar. Esta Assessoria de Inspeção Escolar já recebeu processos de regularização de vida escolar em casos similares, tendo pronunciado favorável a regularização da via escolar. Questão nº 06 O estudante realizou estudos do 1º ano EM em 2021. A escola fez a renovação de matrícula para o 2º ano do E.M. Em abril de 2022, a escola percebeu que o estudante havia sido reprovado. A escola, junto ao Conselho de Classe pode decidir remanejá-lo para o 1º ano do EM? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. Cabe ao Conselho de Classe e equipe pedagógica avaliar a circunstância que ocorreu a irregularidade, o desenvolvimento do estudante e definir a forma de regularização da vida escolar podendo optar pelo remanejamento para o 1° ano do Ensino Médio ou utilização de recurso pedagógico regulamentado na escola/rede de ensino, regularizando o percurso do estudante. Questão nº 07 115 Uma estudante da rede estadual de ensino concluiu o 3º ano EM em 2021, a escola não percebeu que havia Progressão Parcial em Matemática de 2° ano e Inglês do 7° ano. Deve ser tramitado processo de regularização de vida escolar, nos termos do Ofício 03/2015, via SEI? a) sim. b) não. Resposta correta letra B. A escola deve reveros registros referentes ao ano de 2020, considerando a Resolução SEE nº 4.468/2020, datada de 22/12/2020, que estabelece o Regime de Progressão Continuada excepcionalmente para o ciclo 2020-2021, para todos os níveis e modalidades de ensino, nas escolas da rede pública estadual de ensino de Minas Gerais e os vários Memorandos Circulares emitidos por esta Secretaria de Estado de Educação, com vistas à regularização da vida escolar e adequação dos registros a partir das ações de recuperação paralela e intervenções pedagógicas oportunizadas com a retomada das aulas presenciais em 2021. O Serviço de Inspeção Escolar deverá proceder à regularização de vida escolar com a proposição de medidas saneadoras conforme disposto no Ofício Circular SB/SOE/DFRE nº 3/2013, de 14 de maio de 2013 regularizando a pendência de Inglês do 7° ano. Questão nº 08 Após decorrido 25% dos dias letivos do 2° período da EJA do Ensino Fundamental, o estudante poderá ser avaliado nos termos do Parecer CEE nº 388/2003? a) sim. b) não. Resposta correta letra B. Observar o previsto no inciso IV do Artigo 111 da Resolução SEE nº 4.692/2021, que trata da reclassificação: IV - frequência: para o estudante com frequência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e que apresentar desempenho satisfatório em todos os componentes curriculares. §1º - os recursos da reclassificação dispostos nesse artigo poderão ser aplicados em todas as modalidades de ensino, exceto na educação profissional e tecnológica e curso normal de nível médio. §2º - Os documentos que fundamentarem e comprovarem a reclassificação deverão ser arquivados na pasta individual do estudante. Questão nº 09 116 Podemos fazer reclassificação de estudante com mudança de nível de ensino? Exemplo: O aluno tem percurso escolar até o 8º ano do EF, porém, com idade e competências para o 1º ano do EM. Podemos efetivar a reclassificação para o 1º ano do Ensino Médio? a) sim. b) não. Resposta correta letra B. A utilização dos recursos pedagógicos depende de regulamentação. O artigo 23, § 1 da Lei nº 9.394/96 estabelece que a escola “poderá” reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos de ensino. Entretanto, poderá não significa deverá. O dispositivo trata de uma medida admissível mas não obrigatória. A ORIENTAÇÃO ASIE Nº 4/2021, datada de 1 de novembro de 2021, estabelece no item 10 - Para a matrícula no Ensino Médio sem documentação que comprove a conclusão do Ensino Fundamental, caso o estudante tenha 15 (quinze) anos completos, os gestores da escola poderão encaminhá-lo ao Centro Estadual de Educação Continuada (CESEC) ou a outros exames devidamente autorizados para avaliação, com vistas à certificação das competências do Ensino Fundamental. Mediante o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental, a escola efetivará a matrícula no Ensino Médio. Para o estudante que ainda não completou 15 (quinze) anos, será avaliado e posicionado no ensino fundamental de acordo com as habilidades e competências comprovadas. A medida de adotar a “Certificação por meio de Exames” preserva o direito do estudante de portar histórico escolar de conclusão do ensino fundamental e médio para prosseguimento dos estudos, concursos públicos, sistemas de cotas e mercado de trabalho. Questão nº 10 O CESEC pode realizar aproveitamento de estudos do ENCCEJA, ofertar demais componentes curriculares e emitir o histórico de conclusão ao estudante? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. Sugerimos a leitura dos seguintes documentos: ➔ Orientação CESEC/2016: documento elaborado pela SB com diretrizes para a oferta de Educação de Jovens e Adultos nos CESEC a partir da publicação da Resolução SEE nº 2.943/2016, de 18/3/2016. ➔ Para a escrituração escolar no período REANP orientamos verificar os documentos emitidos especificamente para esse contexto dentre eles a ORIENTAÇÃO ASIE/VIDA ESCOLAR N. 6/2021, de 15/12/2021, (SEI n.1260.01.0132767/2021-05) que orienta a 117 expedição de documentos escolares conforme as metodologias de ensino Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP), estudos híbridos e estudos presenciais ministrados nas Escolas da Rede Estadual de Ensino; ➔ Instrução SEE/SOE/DFRE nº 1/2016: que orienta a escrituração escolar de cursos oferecidos nas unidades do CESEC. Todos os documentos sugeridos estão disponíveis no DRIVE “ASIE-Assessoria Central de Inspeção Escolar”. Questão nº 11 Estudantes que não possuem 18 anos completos, que concluíram a EJA Fundamental no 1º semestre do ano letivo, podem ser matriculados no 2º semestre do ano letivo no Ensino Médio Regular para continuidade? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. Nos casos de estudantes menores de 18 anos que concluíram o Ensino Fundamental no decorrer do ano letivo, seja em curso presencial da EJA, curso semipresencial do CESEC ou via Exame Especiais de Banca, a matrícula no Ensino Médio deverá ser garantida. ➔ A matrícula deverá ser feita no 1º ano do Ensino Médio mediante apresentação do certificado de conclusão do Ensino Fundamental. Ressaltamos que os boletins do INEP não são documentos válidos para efetivação de matrícula. ➔ A solicitação poderá ser deferida, mediante acompanhamento do Serviço de Inspeção Escolar em orientação aos gestores da escola sobre a situação excepcional. Caberá à escola de destino proceder à matrícula no 1º ano respaldando o caso com o uso do amparo legal no Parecer CEE nº 1158/98, que discorre sobre a Frequência Escolar, orientando a adoção do recurso da reclassificação aos estudantes que apresentarem desempenho satisfatório e frequência inferior a 75% no final do período letivo. Os documentos que fundamentarem e comprovarem a reclassificação do estudante deverão ser arquivados na pasta individual. Todo o processo de reclassificação deverá ser registrado em Ata. ➔ Os estudantes que atenderem aos critérios para prosseguimento dos estudos na EJA ou realização de Exames deverão ser orientados e encaminhados para estas ofertas. ➔ Na expedição do histórico escolar o percurso do Ensino Fundamental e Médio deverão ser estampados com o devido amparo legal dos recursos pedagógicos utilizados. Sendo o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental o certificado de exame será anexado ao histórico escolar do Ensino Médio. 118 Questão nº 12 Situação de matrícula tardia do estudante no 1º semestre, exemplo, 45 dias letivos já trabalhados, ou após os 25% da CH já ministrada. Nesse mesmo rol, a classificação prevista no Parecer CEE/MG 388/03 pode ser utilizada? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. Orientamos verificar o disposto no Memorando SEE/SE - ASIE nº 58/2022 para detalhes sobre a escrituração escolar. O Parecer CEE nº 388/2003 aplica-se ao caso apresentado. Questão nº 13 Alunos do EMTI profissional podem sair para o ensino médio regular noturno? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. Deve ser verificada a existência de vaga, as justificativas para a migração, a documentação escolar para saneamento de progressões parciais ou outras pendências no currículo ou percurso assegurando a conclusão da Educação Básica com regularidade. Questão nº 14 O estudante estava no 1º ano do Ensino Médio noturno e em agosto, mudou para um município que só ministra o Ensino Médio Tempo Integral. A escola pode efetivar essa matrícula? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. A SRE/Inspeção Escolar deve ter argumentos claros a ser prestados à comunidade escolar e evitar transferência em massa desorganizando o fluxo escolar. Os gestores deverão verificar a existência de vagas, as justificativas para a migração, a documentação escolar para verificação de adaptações e complementações curriculares (Plano Especial de Estudos) em tempo hábil, verificação de progressões parciais ou outras pendências no currículo ou no percurso assegurando a conclusão da Educação Básica com regularidade. Questão nº 15 119 O candidato, maior de 18 anos, que passa pelaBanca de Avaliação do CESEC, em nível de Ensino Médio, precisa apresentar conclusão do Ensino Fundamental? a) sim. b) não. Resposta correta letra B. Conforme o § 4º do artigo 8º da Resolução CEE nº 444, de 24 de abril de 2001 “É dispensada a comprovação de terminalidade do Ensino Fundamental para o candidato maior de 18 (dezoito) anos que se inscrever nos Exames Supletivos em nível de Ensino Médio”. Questão nº 16 Aproveitamento de estudos em Cursos Técnicos pode ser feito atualmente, caso o estudante tenha concluído o curso há 20 anos? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. Não há na legislação restrição quanto ao tempo para aproveitamento de estudos. Deve ser analisado o perfil exigido conforme a Resolução CNE nº 01/2021 e Resolução CEE nº 484/2021 Questão nº 17 A escola particular tem autonomia para emitir Históricos Escolares, em documentos distintos, um do Ensino Fundamental e outro do Ensino Médio? a) sim. b) não. Resposta correta letra A Observando o Parecer CEE/MG nº 1132/97, o item 2.2.8, trata-se do histórico escolar, apresentando os dizeres: “O histórico escolar, de responsabilidade da escola, compreende o registro de dados de identificação do aluno e de sua vida escolar no próprio estabelecimento, ou de outras escolas, tanto nacionais quanto estrangeiras”. Dessa forma, o estabelecimento de ensino médio da rede privada, tendo sido o aluno transferido de outro estabelecimento poderá anexar o comprovante de conclusão do ensino fundamental. Reiteramos as orientações do Parecer SEE nº 35/2006, em vigor, sobre procedimentos de transcrição de registros escolares especificamente para as escolas estaduais. As escolas municipais e da rede privada devem avaliar a forma de escrituração escolar que melhor traduz sua responsabilidade sobre os atos praticados, execução de sua proposta pedagógica, a 120 trajetória escolar e demais conjunto de informações que assegurem a regularidade de vida escolar e validade do histórico escolar. Questão nº 18 Quem é o responsável por conferir autenticidade dos documentos escolares de escola privada extinta? a) Inspetores Escolares b) Técnico da SRE responsável pela expedição do documento de Escola extinta. Resposta correta letra B. De acordo com a ORIENTAÇÃO SE-ASIE/SA Nº 05/2021, de 14 de outubro de 2021, item 2.2. Os documentos escolares emitidos pelas escolas devem ser preenchidos pelo Secretário devidamente autorizado para desempenhar a função. Devem ser assinados pelo Secretário(a) e Diretor(a) da escola, sotopostos os nomes por extenso, e os números dos respectivos registros ou autorizações. A confirmação de autenticidade de documentos emitidos pelas escolas em atividade somente pode ser declarada pelo Serviço de Inspeção Escolar que acompanha o funcionamento do estabelecimento de ensino. Os documentos escolares emitidos pelas SRE, conforme delegação de competência – Art. 3º da Resolução CEE nº 339/86 – ‘’MG” de 6/6/86 e § 1o do artigo 69 da Resolução CEE nº 449/02 devem ser assinados pelo técnico responsável pelo preenchimento do histórico escolar que assinará no espaço reservado à assinatura do secretário, substituindo o registro ou a autorização pelo nº do MASP. O mesmo procedimento deverá ser adotado pelo Diretor da SRE ao assinar no espaço reservado ao Diretor. No caso de Escola Extinta a autenticidade é aposta pelo técnico que expede os documentos. Não terá validade legal o documento assinado por servidores não autorizados legalmente Questão nº 19 Estudante concluiu o 8º ano EF aprovada em progressão continuada em 2020. Em 2021, reprovada no 9° ano, sem a escola aplicar medidas para sanar as pendências de progressão continuada. No 1º semestre de 2022 concluiu o 4º Período da EJA. Devemos tramitar processo para pronunciamento da SEE? a) sim. b) não. 121 Resposta correta letra B. Orientamos verificar o disposto no Memorando SEE/SE - ASIE nº 58/2022 Questão nº 20 O estudante do 8º ano do ensino fundamental reprovado em 4 componentes curriculares (História, Geografia, Ciências, Empreendedorismo), oriundo da rede privada de ensino, pode ser matriculado com progressão parcial e não ser considerado reprovado na escola da rede estadual de ensino? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. A rede estadual de ensino não oferta empreendedorismo no ensino fundamental e de acordo com o artigo 106 da Resolução SEE nº 4.692/2021, de 29 de dezembro de 2021, o estudante poderá beneficiar-se da progressão parcial em até 3 (três) componentes curriculares. Cada caso deve ser analisado à luz do plano curricular (matriz curricular) da escola de destino e a equipe pedagógica deve conferir quais componentes curriculares deverão ser objeto de progressão parcial. Questão nº 21 O Histórico Escolar pode ser feito no excel ou word em um só documento no período de 2017 a 2021, quando a escola não emite histórico escolar via SIMADE? a) sim. b) não. Resposta correta letra A. A Orientação ASIE nº 01/2021, de 29 de janeiro de 2021 dispõe sobre a expedição de documentos escolares durante o Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP), em virtude das deliberações do Comitê Extraordinário COVID-19 e desta Secretaria de Estado de Educação, assim como a Orientação ASIE/Vida Escolar nº 6/2021. Nos anos de 2020 e 2021, na expedição dos Históricos Escolares de conclusão de estudos ou transferência, deverão ser registrados os dados do percurso escolar dos estudantes, conforme regimes de ensino adotados em cada período: Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP), estudos híbridos e estudos presenciais. Para a emissão dos documentos escolares poderão ser adotados aqueles que constam no SIMADE ou formulários anexos a esta Orientação para a digitação dos dados escolares relativos aos anos de 2020 e 2021. 122 Caso a escola opte por não adotar o Histórico escolar do SIMADE até 2019, poderá digitar os dados escolares em um único Histórico escolar, no excel ou word. 15 AGRADECIMENTOS E NOSSOS CONTATOS Aproveitamos a oportunidade para agradecer o empenho e dedicação de todos. Coordenação de Regularidade e Vida Escolar Nivalda Batista de Melo - nivalda.batista@educacao.mg.gov.br Tel: (31) 3915-3256 Email: asie.vidaescolar@educacao.mg.gov.br Equipe: Andrea Bicalho – (31) 3915-3296 - andrea.bicalho@educacao.mg.gov.br Gislaine Scheid – (31) 3915-3297 - gislaine.scheid@educacao.mg.gov.br Maria Paiva – (31) 3915-3296 - maria.paiva82@educacao.mg.gov.br Patrícia Paula (31) 3915-3307 – patrícia.paula@educacao.mg.gov.br Perla Lima (31) 3915-3266 – perla.lima@educacao.mg.gov.br Grupo de Trabalho (GT) de assessoramento técnico: Carmelita Rodrigues – carmelita.rodrigues@educacao.mg.gov.br Leise Lima - leise.lima@educacao.mg.gov.br CONTROLE DE VERSÕES Versão 1 - novembro de 2022 123