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Anti-Histamínicos SUMÁRIO 1. Mecanismos imunológicos das alergias .................................................................... 3 2. Histamina: receptores e principais ações fisiológicas da histamina ...................... 6 3. Sedativos (1ª geração) ................................................................................................ 7 4. Não sedativos (2ª geração) ......................................................................................... 9 5. Anti-histamínicos de uso tópico e descongestionantes nasais ............................. 11 Referências ..................................................................................................................... 13 Anti-Histamínicos 3 1. MECANISMOS IMUNOLÓGICOS DAS ALERGIAS As manifestações e expressões das doenças alérgicas dependem de muitas vari- áveis, entre as quais a composição genética do sujeito sensibilizado, a natureza do alérgeno envolvido, a via de administração do alérgeno ao sujeito sensibilizado, as propriedades biológicas dos anticorpos ou células sensibilizadas e a resposta local do tecido à interação alérgeno-anticorpo. Os principais alérgenos encontrados no meio ambiente são ácaros, fungos, polens, alguns alimentos, pelos de animais, me- dicamentos, veneno dos himenópteros (vespas, abelhas, formigas e marimbondos), látex, cosméticos e níquel. Esses alérgenos ao entrar em contato com a mucosa dos indivíduos desencadeiam a ativação de linfócitos com uma mudança para o perfil Th2 de resposta, com essa mudança ocorre a ativação de células Th2 e os linfócitos B passam a secretar imunoglobulina da classe IgE. Essa imunoglobulina secretada se liga na porção FcєRI nos mastócitos, esse processo é chamado sensibilização. Quando ocorrem exposições posteriores a esse alérgeno gera um desencadeamento mais rápido, gerando a degranulação do mastócito liberando os mediadores: aminas vasoativas, mediadores lipídicos (reação de hipersensibilidade imediata que aconte- ce de forma rápida de minutos depois da exposição repetida ao alérgeno); e citoci- nas (reação de fase tardia 2-24 horas depois da repetição da exposição ao alérgeno). As reações de hipersensibilidade são divididas em 4 tipos, de acordo com a classificação de Gell e Coombs. As reações do tipo I, hipersensibilidade imediata, são mediadas pela imunoglobulina IgE. O antígeno liga-se à IgE presente ligada aos mastócitos nos tecidos e aos basófilos no sangue, desencadeando a liberação de mediadores pré-formados como: histamina, proteases, fatores quimiotáticos, e a síntese de outros mediadores como: prostaglandinas, leucotrienos, fator ativador de plaquetas, citocinas. Esses mediadores provocam vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, hipersecreção de muco, contração da musculatura lisa e infiltração tecidual de eosinófilos, linfócitos T auxiliares do tipo 2 (resposta Th2) e outras células inflamatórias. Esse tipo de reações se desenvolve, geralmente, uma hora após a exposição ao antígeno. E a mesma é a base de todas as doenças ató- picas (dermatite atópica, asma alérgica, rinite, conjuntivite) e de várias doenças alérgicas (anafilaxia, alguns casos de angioedema, urticária e algumas alergias alimentares e ao látex). Os termos atopia e alergia representam coisas diferen- tes, frequentemente confundidas: Atopia é uma resposta imunitária exagerada mediada pela IgE; todas as doenças atópicas são distúrbios de hipersensibilidade tipo I. Alergia é qualquer resposta imunitária exagerada a um antígeno estranho, independentemente do mecanismo. Assim, todas as doenças atópicas são consi- deradas alérgicas, mas várias doenças alérgicas não são atópicas. Doenças alér- gicas são os distúrbios mais comuns entre as pessoas. Doenças atópicas afetam Anti-Histamínicos 4 mais comumente o nariz, olhos, pele e pulmões. Essas doenças incluem conjuntivi- te, dermatite atópica extrínseca (o eczema mais comum), urticária imunomediada, angioedema imunomediado, alergia aguda ao látex, algumas doenças pulmonares alérgicas (asma alérgica, componentes mediados pela IgE da aspergilose bronco- pulmonar alérgica), rinite alérgica e reações alérgicas a picadas venenosas. Figura 1. Mecanismo de alergia. As moléculas de IgE se ligam aos mastócitos. Quando o alérgeno entra no corpo pela segunda vez, os anticorpos IgE reagem, mastócitos liberam histamina. Figura 2. A degranulação é um processo inflamatório nos mastócitos. A interação do antígeno com moléculas de IgE na membrana celular faz com que as células liberem mediadores como a histamina. Anti-Histamínicos 5 Figura 3. Infográfico de sintomas de alergia. Vetor de uma mulher com sintomas de alergia. Fatores desencadeantes das alergias respiratórias Aeroalérgenos Ácaros pó domiciliar Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae, Blomia tropicalis Baratas Blatella germânica, Periplaneta americana Fungos Aspergillus sp, Cladosporium sp, Alternaria sp, Penicillium notatum Animais de pelo Gato, cão, coelho, cavalo e roedores (hamster, gui-nea pig, furão doméstico, camundongos) Pólens Gramíneas – Lolium multiflorum (azevém), Phleum pratense Ocupacionais Trigo, poeira de madeira, detergentes, látex Poluentes Intradomiciliares Fumaça de cigarro, material particulado (PM 10), dióxido de nitrogênio (NO2) derivados da combustão do gás de cozinha ou fogão à lenha Extradomiciliares Ozônio, Nox e dióxido de enxofre Irritantes Odores fortes, perfumes, ar-condicionado, produtos de limpeza Saiba mais! O ar-condicionado funciona como irritante pelo res- friamento e ressecamento do ar do ambiente com a mudança brusca de tem- peratura ao se entrar em um ambiente com ar-condicionado ligado. Por outro lado, o ar mais seco do ambiente minimiza a viabilidade de crescimento de áca- ros e fungos, reduzindo a carga alergênica. Anti-Histamínicos 6 Saiba mais! A orientação aos pacientes, na prática clínica diária com relação aos odores e perfumes, tem que ser feita caso a caso, de acordo com a percepção do paciente sobre os desencadeantes das suas crises e com o bom-senso. 2. HISTAMINA: RECEPTORES E PRINCIPAIS AÇÕES FISIOLÓGICAS DA HISTAMINA Histamina é um composto nitrogenado orgânico, de fórmula molecular C5H9N3 e nome IUPAC 2-(3H-imidazol-4-il)-etanamina. Esta amina é originada a partir da perda de um grupo carboxila do aminoácido histidina, processo conhecido com descarbo- xilação. Histamina é uma amina biogênica vasodilatadora envolvida em processos bioquímicos de respostas imunológicas, como extravasamento de plasma que acar- reta o aparecimento de edemas, vermelhidão, coceira entre outros. Exerce, também, função reguladora na fisiologia intestinal, além de atuar como neurotransmissor. A histamina possui vários locais de produção. Entre eles podemos citar os mastócitos, basófilos que servem de reservatório de renovação lenta, bem como, outras células como as células enterocromafim-símiles da mucosa gástrica, neurônios que funcio- nam como reservatório de renovação rápida. Existem vários tipos de receptores que são ativados pelas histaminas, porém, o de maior importância para os mecanismos alérgicos são os receptores H1, pois estão presentes em células endoteliais e mus- culares lisas envolvidas com inflamação e alergias, com processos de vasodilatação de aumento de permeabilidade. Os receptores H2, dentro da prática clínica, tem o seu papel como participante da secreção de HCL no estômago pelas células parie- tais da mucosa gástrica (secreção de ácido), músculo cardíaco, mastócitos. Existem também os receptores H3, nos neurônios histaminérgicos pré-sinápticos no sistema nervoso central e células no estômago. Anti-Histamínicos 7 Saiba mais! Os corticosteroides tópicos nasais e os anti-hista- mínicos orais foram os medicamentos mais utilizados no tratamento da rinite alérgica nas últimas décadas. Receptores de histamina e seus efeitos. Receptores Principais ações histaminérgicas Função na inflamação alér- gica e imunomodulaçãoH1 Aumento prurido, dor, vasodilata- ção, hipotensão; broncoconstri- ção; estimulação nervosa vagal das vias aéreas e dos receptores de tosse; taquicardia; diminuição de condução atrioventricular. Aumento da histamina, moléculas de adesão, expressão e quimio- taxia de eosinófilos e neutrófilos e APC; aumento da imunidade celular; diminuição da imunida- de humoral e produção de IgE; aumento da autoimunidade. H2 Aumento da secreção de ácido gástrico, hipotensão, rubor; au- mento da permeabilidade vas- cular; broncodilatação; cefaleia; taquicardia; atividade inotrópica. Aumento de eosinófilos e quimio- taxia de neutrófilos; diminuição de IL-12 de células dendríticas; aumento de IL-10; diminuição da imunidade humoral; diminuição da imunidade celular; diminuição de células e citocinas Th2; fun- ção em alergia ; autoimunidade, malignidade, rejeição do enxerto. H3 Aumento do prurido (sem envol- vimento dos mastócitos), aumen- to da obstrução nasal; previne broncoconstrição excessiva. Provavelmente, envolvido no con- trole da inflamação neurogênica; aumento da capacidade pró-in- flamatória e atividade da APC. H4 Aumento do prurido (sem envolvi- mento dos mastócitos), aumento da obstrução nasal; diferenciação de mieloblastos e promielócitos. Aumento da quimiotaxia de eosinófilos; aumento de IL6. APC: células apresentadoras de antígenos; IL: interleucinas. 3. SEDATIVOS (1ª GERAÇÃO) Inicialmente os anti-histamínicos eram considerados, introduzidos por Bovet na década de 1930, antagonistas de receptores H1. Entretanto, atualmente sabemos que os anti-histamínicos são na verdade agonistas inversos desses receptores. No cam- po da farmacologia, um agonista inverso é um agente capaz de se ligar ao mesmo receptor que um agonista, mas induzindo uma resposta farmacológica oposta. Os Anti-Histamínicos 8 anti-histamínicos, antagonistas H1inibem mecanismos inflamatórios e alérgicos e acabam sendo utilizados para várias condições como em casos de rinite, urticária, alergia a alimentos e outros. Os anti-histamínicos (antialérgicos) são classificados em dois grupos: anti-histamínicos de “primeira geração”, mais antigos, também chamados de “clássicos” ou “sedantes”. Anti-histamínicos de “segunda geração”, mais recentes, chamados de “não clássicos” ou “não sedantes” Em ordem de aparecimento, os an- ti-histamínicos sedativos foram desenvolvidos primeiro, seguidos dos não sedativos. Os sedativos têm essa característica, pois conseguem atravessar a barreira hemato- encefálica e se liga a receptores de histamina no sistema nervoso central e bloqueia o mecanismo de vigília. Em razão da sua estrutura molecular lipofílica, cruzam mais fa- cilmente essa barreira. Nesse sentido, alguns desses anti-histamínicos são utilizados com a intenção de sedar como a prometazina (associado ao haloperidol) em emergên- cias psiquiátricas; a hidroxizina, por exemplo, é utilizada para sedação de crianças no caso de procedimentos de exames. Os anti-H1 clássicos apresentam diversos efeitos adversos em decorrência das suas ações nos receptores muscarínicos (ação antico- linérgica), serotoninérgicos, adrenérgicos, entre outros. Os efeitos colaterais dos anti- -histamínicos de primeira geração (sedativos) são: • Com ativação do receptor H1: diminuição da neurotransmissão no SNC, sedação, diminuição do rendimento cognitivo e neuropsicomotor, aumento do apetite; • Com ativação do receptor muscarínico: xerostomia, retenção urinária, taquicar- dia sinusal; • Receptor alfa 1-adrenérgico: hipotensão, tontura, taquicardia reflexa; • Receptor serotoninérgico: aumento do apetite; • Canais iônicos IKr e outros canais cardíacos: prolongamento intervalo Q-T, arrit- mias ventriculares. Essas reações adversas desaparecem com a descontinuação do tratamento, não sendo necessária sua suspensão. Os Anti-H1 de primeira geração ou clássicos são drogas lipofílicas e classificadas em diferentes grupos de acordo com sua estrutura química. Todos são metaboliza- dos pelo CYP no fígado. Eles são rapidamente absorvidos e metabolizados, o que significa que eles devem ser administrados três a quatro vezes ao dia. Os anti-his- tamínicos de primeira geração causam conhecidos efeitos adversos, deprimindo as funções cognitivas e causando sonolência, entre outros. Têm a seu favor o custo monetário reduzido em relação aos anti-H1 de segunda geração. Anti-Histamínicos 9 Efeitos adversos da estimulação dos receptores pela histamina. Local de ação Efeito ReceptoR H1 (SNC) Sedação e diminuição da atenção, cognição, aprendizagem, memória, e desempenho psicomotor. Receptor muscarínico Secura da boca e olhos, retenção urinária, taqui-cardia sinusal, midríase e constipação intestinal. Receptor de serotonina Aumento do apetite e ganho de peso. Receptor alfa-adrenérgico Tonturas e hipotensão. Canais iônicos cardíacos Aumento do intervalo Q-T e arritmia ventricular. Fonte: Aula SanarFlix. Se liga! Em razão do seu melhor perfil de segurança, os anti-hista- mínicos orais de segunda geração (não sedantes) devem ter maior preferência em relação aos de primeira geração (sedantes). 4. NÃO SEDATIVOS (2ª GERAÇÃO) Anti-histamínicos de segunda geração são substâncias desenvolvidas, algumas derivadas dos anti-H1 de primeira geração, porém, oferecendo maiores vantagens em relação aos compostos de primeira geração, em decorrência de apresentarem meno- res efeitos anticolinérgicos ou sedativos. Como representantes desta classe temos: a terfenadina, o astemizol, a loratadina, a desloratadina, a ebastina, a fexofenadina, a cetirizina, a levocetirizina, a mizolastina, a epinastina e a rupatadina. Entretanto, não são livres de efeitos adversos, e alguns interagem com outras drogas e substâncias. Entretanto, de forma geral, interagem menos com outras drogas. Possuem um tempo de meia-vida menor, demora menos tempo para ser excretado do organismo. Em rela- ção a absorção, os anti-histamínicos de segunda geração são mais facilmente absor- vidos do que os de primeira geração. Podemos afirmar que a segunda geração dos anti-H1 atua como substrato da gP. Esse fato faz com que essa geração apresente muito menos efeitos sedativos que os de primeira geração, uma vez que são retirados do SNC pela gP. A glicoproteína P (gP) consiste em um sistema natural de detoxifica- ção expresso em tecidos humanos normais, que possui funções de secreção ou de barreira. Esse sistema está presente no intestino delgado e grosso, nos canalículos biliares, nos túbulos renais proximais, nas células endoteliais do sistema nervoso Anti-Histamínicos 10 central (SNC), na placenta, nas adrenais e nos testículos. A gP atua como uma bomba de extração, sendo implicada como um fator importante na distribuição e na excreção de várias drogas e na interação entre drogas. Essas drogas têm como principal van- tagem a baixa sedação nas doses recomendadas, além de mínimos efeitos antico- linérgicos, afinidade diminuída por receptores adrenérgicos e serotoninérgicos e não penetram significativamente pela barreira hematoencefálica em virtude da sua natu- reza anfotérica. As interações que ocorrem no metabolismo em relação aos anti-H1 de segunda geração, como a terfenadina, o astemizol, a loratadina, a desloratadina, a ebastina, a fexofenadina, a cetirizina, a levocetirizina, a mizolastina, a epinastina e a rupatadina, têm sido intensivamente estudadas. A fexofenadina não é metabolizada via CYP. Assim não interage com os inibidores do CYP3A4 ou outras isoenzimas. A fexofenadina tem-se mostrado um anti-H1 de perfil seguro, uma vez que não apre- senta efeitos cardíacos adversos mesmo em altas doses. A loratadina é candidata a interações medicamentosas com outras drogas metabolizadas pelo CYP. A deslora- tadina, seu metabólito, quando coadministrada com inibidores do CYP (especialmen- te do CYP3A4, eritromicina e cetoconazol), tem demonstrado um leve aumento nas concentrações plasmáticas, não se observando efeitos eletrocardiográficos adversos.A ebastina é quimicamente relacionada com a terfenadina, sendo totalmente trans- formada via CYP3A4 a metabólitos entre os quais o ativo é a carebastina. Quando é coadministrada com inibidores do CYP3A4, os seus níveis séricos se elevam, isso po- de resultar em atividade eletrocardiográfica alterada. Os níveis séricos da mizolastina, quando coadministrada com cetoconazol ou eritromicina, elevam-se, embora sem relevância do ponto de vista de atividade elétrica cardíaca. A epinastina não sofre metabolização hepática e, consequentemente, não sofre interações medicamentosas com inibidores ou indutores do CYP. A cetirizina parece ser um substrato da gP, tendo possíveis interações medicamentosas nessa esfera, porém, ainda não bem esclareci- das. A rupatadina é metabolizada pelo CYP no fígado, sofrendo interações com dro- gas metabolizadas por esse sistema, porém, sem efeitos cardíacos documentados. Diferenças entre anti-H1 de primeira e segunda geração. Anti-histamínicos H1 de primeira geração Anti-histamínicos H1 de segunda geração 3-4 tomadas ao dia 1-2 tomadas ao dia Cruzam a barreira hematoliquórica Não cruzam a barreira hematoliquórica Causam diversos efeitos adversos (seda- ção, hiperatividade, insônia e convulsões) Não causam efeitos adversos relevantes Relatos de caso de toxicidade re- gularmente publicados Virtual ausência de relatos de toxicidade grave Dose letal identificada em lactentes e crianças Sem relato de fatalidade em superdosagem Fonte: DE BENEDICTIS FM, et al., 2008). Anti-Histamínicos 11 5. ANTI-HISTAMÍNICOS DE USO TÓPICO E DESCONGESTIONANTES NASAIS Os anti-histamínicos possuem também a formulação tópica. Essa forma de apresen- tação pode ser muito útil em algumas situações específicas, nas quais a necessidade de tratamento se faz de forma mais local. Como exemplo dessas formulações temos: o spray tópico nasal e o colírio tópico ocular. Temos que atentar que, muitas vezes, a for- mulação spray nasal é utilizada em associação com os descongestionantes nasais. Os descongestionantes nasais são substâncias que agem nas receptores alfa-adrenérgicos e podem ter ação sistêmica gerando aumento da resistência periférica levando ao au- mento da pressão arterial sistêmica. Nesses casos devemos atentar as formulações de associação entre anti-histamínicos de segunda geração e pseudoefedrina, por exemplo. Entre os anti-histamínicos comumente associados temos: loratadina, ebastina, cetirizina, desloratadina, fexofenadina. Segundo recomendações recentes, a combinação de corti- costeroide e anti-histamínico tópicos nasais, recentemente aprovada para o tratamento da RA, deve ser considerada nos casos persistentes e refratários ao tratamento com monoterapia. Outro fator importante que merece atenção com relação ao uso dessas associações com descongestionantes nasais é a congestão de rebote. Anti-Histamínicos 12 RESUMO Histamina Basófilos Amina biogênica Primeira geração Atravessam a barreira hematoliquórica Efeitos colaterais Alergias Reações de hipersensibilidade tipo I Segunda geração Imunoglobulina Vasodilatadora Aeroalérgenos Menos efeitos colaterais Distúrbio comum Respostas imunológicas Linfócitos B - Sedação Sem sedação Resposta exagerada MastócitosIgE Alérgenos Poluentes Baratas Polens Ocupacionais Atópicos Composto nitrogenado Ação inflamatória N Reguladora na fisiologia intestinal H1H3 H2 H4 Não atravessam a barreira hematoliquórica Fungos Ácaros pó domiciliar Animais de pelo Irritantes Histamina Mastócitos Células enterocromafim-símiles Anti-H1 Menores efeitos anticolinérgicos Mais facilmente absorvidos ANTI HISTAMÍNICOS Neurotransmissor Receptores Anti-Histamínicos 13 REFERÊNCIAS DE BENEDICTIS, F. M.; DE BENEDICTIS, D.; CANONICA, G. W. New oral H1 antihista- mines in children: facts and unmeet needs. Allergy, v. 63, n. 10, p. 1395-1404, 2008. GOLAN, David E.; TASHJIAN Jr, Armen H.; ARMSTRONG, Ehrin J.; ARMSTRONG, April W. Princípios de Farmacologia – A Base Fisiopatológica da Farmacoterapia. 2. ed. Guanabara Koogan, 2009. IV CONSENSO BRASILEIRO SOBRE RINITES 2017. Disponível em: http://www.sbai. org.br/imageBank/consenso-rinite-9-27-11-2017_final.pdf. Acesso em: 10 jul. 2021. NORMA DE PAULA, M. Rubini et al. Guia prático sobre controle ambiental para pa- cientes com rinite alérgica. Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia, v. 1, n. 1, p. 7-22, 2017. sanarflix.com.br Copyright © SanarFlix. Todos os direitos reservados. Sanar Rua Alceu Amoroso Lima, 172, 3º andar, Salvador-BA, 41820-770 1. MECANISMOS IMUNOLÓGICOS DAS Alergias 2. HISTAMINA: RECEPTORES E PRINCIPAIS AÇÕES FISIOLÓGICAS DA HISTAMINA 3. SEDATIVOS (1ª GERAÇÃO) 4. NÃO SEDATIVOS (2ª GERAÇÃO) 5. ANTI-HISTAMÍNICOS DE USO TÓPICO E DESCONGESTIONANTES NASAIS REFERÊNCIAS