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Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas – DCET Disciplina: FISICA EXPERIMENTAL I - 2022 Professor: Décio Tosta de Santana EXPERIÊNCIA 3 – QUEDA LIVRE OBJETIVO Estudar experimentalmente o movimento da queda livre de um corpo, verificando se os resultados experimentais são compatíveis com o modelo de queda livre. Além disso obter uma estimativa do valor da aceleração da gravidade. INTRODUÇÃO Nesta experiência devemos realizar medidas de tempo da esfera em queda livre e com elas construir os gráficos de distância, velocidade e aceleração em função do tempo. Obter a partir dos gráficos as equações dos respectivos movimentos e apresentar os resultados, em tabelas, gráficos e suas respectivas equações. Os fenômenos físicos dependem de muitas variáveis envolvidas em um evento (sistema experimental) a ser estudado. Quando um objeto cai próximo a superfície da terra (por exemplo, uma maçã que cai de uma árvore) sofre a influência da atração gravitacional, do empuxo relativo ao ar que o rodeia e da resistência do ar. Para definir a influência dos diversos fatores, devemos escolher os mais importantes para realização do experimento, assim definimos um modelo para depois descrever o estudo de forma quantitativa. No modelo de queda livre vamos supor que a influência do ar sobre o movimento do corpo é desprezível. A hipótese será a de que não há nenhuma outra força atuando no objeto, a não ser a da atração gravitacional. Quando se aplica um modelo, é sempre necessário considerar os limites da sua aplicabilidade. Podemos usar o modelo de queda livre para afirmar que uma bolinha de chumbo e de papel caem de 1 metro de altura em um mesmo intervalo de tempo, por exemplo. Mas será que a hipótese de desprezar a influência do ar continua válida quando lançamos estes objetos do décimo andar de um prédio? Neste experimento estudaremos a queda de um objeto dentro da sala do laboratório, verificando se o modelo de queda livre descreve adequadamente os resultados dentro de uma certa precisão experimental. A segunda lei de Newton, relaciona a força resultante F sobre um certo corpo com a sua quantidade de movimento, 𝐹 = 𝑑𝑝 𝑑𝑡 Onde p = mv. Considerando o caso que a massa não tem variação, ou seja, é constante. No modelo de queda livre, a hipótese é de que apenas a força de atração gravitacional atua sobre o corpo, então 𝐹 = 𝑚 𝑑𝑣 𝑑𝑡 = 𝑚𝑎 = 𝑚𝑔 Considerando que a velocidade e a posição iniciais são dadas por (y0,v0=0), a solução da equação resulta em, 𝑦(𝑡) = 𝑦0 − 1 2 𝑔𝑡2 A velocidade, é dada por: 𝑣(𝑡) = −𝑔𝑡 . Podemos nos questionar em que condições esta aproximação é válida. Só realizando o experimento e verificando os resultados podemos dar uma posição adequada. MATERIAL Dispositivo experimental com altura pré-definida, com foto sensores, cronômetro digital, eletroímã, e esfera de ferro. PARTE EXPERIMENTAL 1. Realizar a calibração dos instrumentos conforme instruções do professor; 2. Usando a esfera realizar 10 (dez) medidas de tempo e anotar os resultados. 3. Determinar a o valor mais provável das medidas do tempo. 4. Obter o valor da aceleração da gravidade, utilizando os dados disponíveis. 5. Determinar o valor da velocidade para o tempo obtido. 6. Realizar 5 (cinco) medidas de tempo em uma outra altura. 7. Determinar o tempo mais provável das medidas obtidas, de acordo com a altura. 8. Construir os gráficos de y = y(t) e v=v(t) RESULTADOS 1) Da análise dos gráficos, determinar os parâmetros possíveis (tais como, velocidades, acelerações do corpo, etc) 2) Discutir os resultados obtidos, comparando a aceleração da gravidade obtida com o valor fornecido para ilhéus. 3) Se trocássemos a esfera por um objeto oco, muito mais leve, será que o modelo de queda livre continuaria valendo?