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Faculdade de Educação Departamento de Organização e Gestão da Educação Módulo: Organizações Aprendentes Pós-laboral 3ª ano Tema: A implementação da organização aprendente Discentes: Sarifa Salência Tânia Cavele Ercilio Dambile Nilza Manguengue Docentes: Dr. Lourenço Chipire Dra. Ana Maria Uarrota Maputo, Junho de 2022 Índice 1. Introdução 3 1.1 Objectivos 3 2. A implementação da organização aprendente 4 3. A Aprendizagem Organizacional e as Organizações Aprendentes 5 4. Implementação das organizaçoes aprendentes 5 5. A lmportancia da Aprendizagem para as Organizações que Aprendem 7 6. Conclusão 8 7. Referências Bibliográficas 9 1. Introdução O presente trabalho se insere no módulo de Organizações Aprendentes, onde iremos fazer uma análise da implementação da organização aprendente , descrever a implementação da organização aprendente e sua importancia. Em tempos de mudancas, o ambiente organizacional se altera a todo instante. Atualmente, a criacao do conhecimento e muito importante para as organizacoes, especialmente aquelas que dependem de inovacao. Neste contexto, a aprendizagem e urn item de suma importancia para as organizacoes, pais, no clima competitivel da atualidade, possivelmente, a empresa que aprender mais rapido tera maior vantagem sabre seus concorrentes. A organizacao aprendente permite o enfrentamento novo no cotidiano profissional, da necessidade inadiavel de inovacoes cada vez maiores, exigidas para a manutencao da sobrevivencia organizacional, especialmente na area de servicos publicos. Palavras chave: Aprendizagem, Organização que Aprende, Organizações Aprendentes. 1.1 Objectivos a) Geral · Analisar a implementação da organização aprendente. b) Específicos · Definir conceitos ligado a organização aprendente; · Relacionar aprendizagem organizacional e organização aprendente; · Descrever A implementação da organização aprendente e sua importancia. 2. A implementação da organização aprendente 2.1 Conceitos a) Organização A palavra Organização é oriunda do grego “organon”, que significa instrumento, utensílio, órgão ou aquilo com que se trabalha, sendo tudo que remete para união de pessoas e seus recursos disponíveis para o alcance dos objetivos de uma empresa. Assim, organização é um processo de estabelecer relações entre as pessoas e os recursos disponíveis tendo em vista os objetivos que a empresa como um todo se propõe atingir. Teixeira (2017, p.117). b) Aprendente Segundo, Leithwood & Aitken (1995), é um grupo de pessoas que perseguem metas comuns (incluindo aí os objetivos pessoais),com um compromisso colectivo de rever regularmente os valores dos referidos objetivos, modificá-los e esenvolver continuamente modos mais efetivos e eficientes para os atingir. c) Organizações Aprendentes Segundo Senge, considerado a maior referência neste tópico, definiu uma organização nestes moldes como Organização Aprendente "Learning Organization" e pelas suas palavras são organizações nas quais as pessoas expandem continuamente a sua capacidade de criar os resultados que realmente desejam, onde se estimulam padrões de pensamentos novos e abrangentes, a aspiração colectiva ganha liberdade e onde as pessoas aprendem continuamente a aprender em conjunto. Chris Argyris, um outro autor reconhecido no meio, define a Organização Aprendente através do seguinte aforismo: o facto de existirem indivíduos na organização que sabem, de facto, aprender, não cria automaticamente as condições para que a própria organização também desfrute dessa aprendizagem. Isto acontece devido à visão imutável de que o conhecimento é a única propriedade privada que o homem possui, significa que a aprendizagem individual, e mesmo a aprendizagem de todos os recursos humanos da organização, não implica a existência de uma Organização Aprendente para o conseguir, é necessário saber como transferir conhecimento individual em conhecimento organizacional, ou seja, uma aprendizagem organizacional. 3. A Aprendizagem Organizacional e as Organizações Aprendentes A primeira vertente Aprendizagem Organizacional interessa-se pela descrição de como a organização aprende, isto é, focaliza as habilidades e os processos de construção e utilização do conhecimento que favorecerão a reflexão sobre as possibilidades concretas de ocorrer aprendizagem organizacional nesse contexto. E segunda vertente Organizações que Aprendem , por sua vez, tem seu foco na acção e no ajuste de ferramentas metodológicas específicas para o diagnóstico e a avaliação que permitem identificar, promover e avaliar a qualidade dos processos de aprendizagem, os quais servirão de base para a normalização e a prescrição daquilo que uma organização deve fazer para aprender. 4. Implementação das organizaçoes aprendentes Segundo Senge (1990),Ele define cinco disciplinas para o desenvolvimento das Organizações Aprendentes: Pensamento Sistémico, Domínio Pessoal, Modelos Mentais,Visão Compartilhada e aprendizagem em equipa para uma organização se consolidar como uma OA, apontou a necessidade de desenvolvimento de cinco disciplinas: · Pensamento sistêmico – modelo conceitual, composto de instrumentos e conhecimentos, que visam melhorar o processo de aprendizagem como um todo, e apontar futuras direções para aperfeiçoamento. · Domínio pessoal – autoconhecimento, aprofundar objetivos, concentrar esforços e visão objetiva da realidade; · Modelos mentais – ideias, generalizações, imagens que influenciam a visão sobre o mundo e suas atitudes; · Visões partilhadas – objetivo comum, concreto e legítimo, aprendizagem por vontade própria. · Aprendizagem em grupo – habilidades colectivas, capacidade para acção coordenada, diálogo e participação. Vasconcellos & Mascarenhas (2010), confirmam a necessidade de algumas condições que permitem às organizações tornarem-se organizações aprendentes são: · A análise crítica dos procedimentos e pressupostos de base; · A comunicação horizontal e compartilhamento de conhecimento entre grupos sociais; · A atribuição de um sentido comum à ação; · A gestão da mudança organizacional e a integração dos diversos grupos sociais na nova estrutura organizacional. De acordo com Swieringa & Wierdsma (2010), uma OA possui características distintivas, que a diferencia das outras organizações. Essas características estão apoiadas sobre quatro bases ou pilares principais: Estratégia – orientação por uma missão de forma ativa, utilizando o raciocínio e a intuição na busca do desenvolvimento contínuo. Estrutura – formação de equipes flexíveis, tendo em vista as necessidades do mercado e do produto, descentralizando suas atividades e mesclando as tarefas entre os membros de staff e de linha, sendo a coordenação mantida por meio de discussão, buscando construir redes orgânicas. Cultura – predomínio de flexibilidade, criatividade e focalização na resolução de problemas, tendo em vista a orientação às tarefas. Sistemas – predomínio da informação para reflexão (questionamentos sobre o sistema), para atuação (adaptabilidade ao sistema) e para trabalho com o complexo, tendo em vista a formação de sistemas de apoio. 5. A lmportancia da Aprendizagem para as Organizações que Aprendem Em suas pesquisas, Angeloni (2002) refere-se ao ciclo de aprendizagem composto por três maneiras diferentes de se efetuar urn trabalho, sendo descritas por ele da seguinte forma: a) aprendizado situacional: ocorre quando o vinculo entre o aprendizado individual e o modelo mental individual e cortado, ocasionando aprendizado; b) aprendizado fragmentado: ocorre quando o vinculo entre os modelos mentais individuais e a memoria organizacionale quebrada; c) aprendizado oportunistico: ocorre quando o vinculo entre a memoria organizacional e a sua ac;ao e rompida, ocasionando ac;oes organizacionais. d) A importancia da aprendizagem para as organizac;oes consiste em alavancar o conhecimento, porque pode proporcionar as pessoas diversas maneiras de aprender e de reaprender. 6. Conclusão A formacao de uma cultura de aprendizagem surge como urn diferencial para a sobrevivencia das organizacoes, daquelas que atuam na area de servicos de seguranca publica, tao crucial e de fundamental relevancia para coletividade, importância do conhecimento numa organização, é necessário mais do que a existência deste para o sucesso da mesma. O conhecimento deve ser parte integrante, e crucial, de toda a cultura organizacional, e a própria organização deve estar preparada para abraçar uma filosofia e meio ambiente que proporcione a implementação, desenvolvimento e partilha de conhecimento pelas suas partes constituintes o seu capital humano, deve ser a matéria-prima que leva à inovação, ao desenvolvimento de competências individuais e, consequentemente, da organização, e não basta que este exista de uma forma estática o conhecimento deve, também ele, ser sujeito à acção da inovação e desenvolvimento, evitando a sua obsolescência, algo que pode facilmente acontecer num mercado tão dinâmico e imprevisível como é a realidade actual. Finalmente, a cultura de conhecimento e aprendizagem deve ser vista como um processo colectivo, com base a atingir a criação de valor para a organização, e o desenvolvimento das competências dos seus recursos humanos. Deve ser verdadeiramente o DNA de uma organização que pretenda o sucesso. 7. Referências Bibliográficas Barrett, R. (2017). A organização dirigida por valores: liderando o potencial humano para a performance e a lucratividade. Rio de Janeiro: Alta Books. Daft, R. L. (2014). Organizações: teoria e projetos (11ªed.). São Paulo: Cengage Learning. Ferreira, J. & Caetano, A. (1998). Psicossociologia das organizações. Lisboa: McGraw-Hill. Garvin, D. A. (2000). Construindo a organização que aprende. In Gestão do Conhecimento: on knowledge management (11ª ed., p. 50-81). Série Harvard Business Review, Rio de Janeiro: Campus. SENGE, P. M. (2006). A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. Trad. OP Traduções. 22. ed. Rio de Janeiro: Best Seller.