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José Guilherme de Pinho Medeiros
APG: Sistema Endócrino – Hipófise – SOI II
ITPAC BRAGANÇA – MEDICINA 2º PERÍODO
Sistema endócrino e
Homeostasia
Generalidades/Fisiologia
Os hormônios locais ou circulantes
do sistema endócrino contribuem
para a homeostasia regulando a
atividade e o crescimento das
células-alvo no corpo. O
metabolismo também é
controlado pelos hormônios.
Ao entrar na puberdade, meninos
e meninas começam a
desenvolver diferenças notáveis
na aparência física e no
comportamento. Talvez em
nenhum outro período da vida
seja tão evidente o impacto do
sistema endócrino na condução
do desenvolvimento e regulação
das funções corporais. Nas
meninas, os estrogênios
promovem o acúmulo de tecido
adiposo nas mamas e nos quadris,
modelando a forma feminina. Ao
mesmo tempo ou um pouco
depois, níveis cada vez mais altos
de testosterona nos meninos
começam a produzir massa
muscular e a aumentar as pregas
vocais, resultando em uma voz
mais grave. Essas alterações são
apenas alguns exemplos da forte
influência das secreções
endócrinas. De maneira menos
drástica, talvez, inúmeros
hormônios ajudam a manter a
homeostasia diariamente. Eles
regulam a atividade dos músculos
lisos, do músculo cardíaco e de
algumas glândulas; alteram o
metabolismo; estimulam o
crescimento e o
desenvolvimento; influenciam os
processos reprodutivos e
participam dos ritmos circadianos
estabelecidos pelo núcleo
supraquiasmático do hipotálamo.
HIPOTÁLAMO E HIPÓFISE
Por muitos anos, a glândula
hipófise foi chamada de glândula
mestra porque secreta vários
hormônios que controlam outras
glândulas endócrinas.
Hoje, sabemos que a hipófise
propriamente dita tem um mestre
– o hipotálamo. Essa pequena
região do encéfalo abaixo do
tálamo é a principal conexão
entre os sistemas nervoso e
endócrino. As células do
hipotálamo sintetizam pelo
menos, nove hormônios diferentes
e a hipófise secreta sete. Juntos,
esses hormônios desempenham
funções importantes na
regulação de praticamente todos
os aspectos do crescimento,
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desenvolvimento, metabolismo e
homeostasia.
Hipófise
A glândula hipófise é uma
estrutura em forma de ervilha,
com 1 a 1,5 cm de diâmetro e que
se localiza na fossa hipofisial da
sela turca do esfenoide.
Fixa-se ao hipotálamo por um
pedúnculo, o infundíbalo, e
apresenta duas partes
anatômicas e funcionalmente
separadas: a adeno-hipófise
(lobo anterior) e a neuro-hipófise
(lobo posterior).
Adeno-Hipófise: representa cerca
de 75% do peso total da glândula
e é composta por tecido epitelial.
No adulto contem uma parte
distal, que é a maior porção, e a
parte tuberal que forma uma
bainha ao redor do infundíbalo.
Neuro-Hipófise: é composta por
tecido neural e também consiste
em duas partes: a parte nervosa,
porção bulbosa maior, e o
infundíbulo. Uma terceira região
da glândula hipófise chamada
de parte intermédia, atrofia-se
durante o desenvolvimento fetal
humano e deixa de existir como
um lobo separado nos adultos;
entretanto células migram para
partes adjacentes, onde
persistem.
Adeno-Hipófise: A adeno-hipófise
secreta hormônios que regulam
uma ampla variedade de
atividades corporais, desde o
crescimento até a reprodução. A
liberação de hormônios da
adeno-hipófise é estimulada por
hormônios liberadores e
suprimida por hormônios
inibidores do hipotálamo. Desse
modo, os hormônios
hipotalâmicos constituem uma
ligação importante entre os
sistemas nervoso endócrino.
SISTEMA PORTA HIPOFISÁRIO
Hormônios hipotalâmicos
que liberam ou inibem hormônios
da adeno-hipófise chegam à
adeno-hipófise por meio de um
sistema porta. Em geral, o sangue
passa do coração, por uma
artéria, para um capilar, daí para
uma veia e de volta ao coração.
Em um sistema porta, o sangue
flui de uma rede capilar para
uma veia porta e, em seguida,
para uma segunda rede capilar
antes de retornar ao coração. O
nome do sistema porta indica a
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localização da segunda rede
capilar.
No sistema porta
hipofisário, o sangue flui de
capilares no hipotálamo para
veias porta que carreiam
sangue para capilares da
adeno-hipófise.
As artérias hipofisárias
superiores, ramos das artérias
carótidas internas, levam sangue
para o hipotálamo. Na junção da
eminência mediana do
hipotálamo e o infundíbulo, essas
artérias se dividem em uma rede
capilar chamada de plexo
primário do sistema porta
hipofisário.
• Do plexo primário, o sangue
drena para as veias porto-
hipofisárias que passam por
baixo da parte externa do
infundíbulo. Na adeno-
hipófise, as veias porto-
hipofisárias se dividem mais
uma vez e formam outra rede
capilar chamada de plexo
secundário do sistema porta
hipofisário.
Acima do quiasma óptico há
grupos de neurônios
especializados chamados de
células neurossecretoras. Essas
células sintetizam os hormônios
hipotalâmicos liberadores e
inibidores em seus corpos
celulares e envolvem os
hormônios em vesículas, que
alcançam os terminais axônicos
por transporte axônico. Impulsos
nervosos promovem a exocitose
das vesículas. Depois disso, os
hormônios se difundem para o
plexo primário do sistema porta
hipofisário. Rapidamente, os
hormônios hipotalâmicos fluem
com o sangue pelas veias porto-
hipofisárias para o plexo
secundário.
Essa via direta possibilita
que os hormônios hipotalâmicos
atuem imediatamente nas
células da adeno-hipófise, antes
que os hormônios sejam diluídos
ou destruídos na circulação
geral. Os hormônios secretados
pelas células da adeno-hipófise
passam para os capilares do
plexo secundário, que drenam
para as veias porto-hipofisárias
anteriores e para fora na
circulação geral. Os hormônios
da adeno-hipófise viajam até os
tecidosalvo ao longo do corpo.
Os hormônios da adeno-
hipófise que atuam em outras
glândulas endócrinas são
chamados de hormônios tróficos
ou trofinas.
Resumo – Sistema Porta
1- Grupos de neurônios
especializados que são
chamados de células
neurosecretoras, se localizam
acima do quiasma óptico,
sintetizam hormônios
hipotalâmicos liberadores e
inibidores; hormônios que
estão em vesículas terminais
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axônicas por transporte
axônico.
2- Hormônios liberadores ou
inibidores vão para o plexo
primário de capilares do
sistema porta-hipofisário.
3- Hormônios liberadores ou
inibidores nas veias porta-
hipofisárias; possibilita a
atuação dos hormônios
hipotalâmicos na adeno-
hipófise antes que sejam
diluídos ou destruídos na
circulação.
4- Hormônios produzidos na
adeno-hipófise passa para os
capilares do plexo secundário.
5- Drenagem dos hormônios da
Adeno-hipófise pelas vias
porta-hipofisárias anteriores e
para a circulação geral.
6- Hormônios da Adeno-hipífise
para os órgãos alvo; hormônios
tróficos ou trofinas.
TIPOS DE CELULAS DA ADENO-
HIPÓFISE E SEUS HORMÔNIOS
São cinco tipos de células da
adeno-hipófise – somatotrofos,
tiretotrofos, gonadotrofos,
lactotrofos e corticotrofos –
secretam 7 hormônios.
1. Os somatotrofos secretam
hormônio do crescimento (GH),
também conhecido como
somatotrofina. O hormônio do
crescimento, por sua vez,
estimula vários tecidos a
secretarem fatores de
crescimento insulino-símiles (IGF),
hormônios que estimulam o
crescimento corporal geral e
regulam aspectos do
metabolismo.
2. Os tireotrofos secretam
hormônio tireoestimulante (TSH),
também conhecido como
tireotrofina. O TSH controla as
secreções e outras atividades da
glândula tireoide.
3. Os gonadotrofos secretam
duas gonadotrofinas: hormônio
foliculoestimulante (FSH) e
hormônio luteinizante (LH).O FSH
e o LH atuam nas gônadas;
estimulam a secreção de
estrogênios e progesterona e a
maturação de ovócitos nos
ovários, além de estimularem a
produção de espermatozoides e
a secreção de testosterona nos
testículos.
4. Os lactotrofos secretam
prolactina (PRL), que inicia a
produção de leite nas glândulas
mamárias.
5. Os corticotrofos secretam
hormônio adrenocorticotrófico
(ACTH), também conhecido
como corticotrofina, que estimula
o córtex da glândula suprarrenal
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a secretar glicocorticoides como
cortisol. Alguns corticotrofos,
remanescentes da parte
intermédia, também secretam
hormônio melanócito-
estimulante (MSH).
Resumo: 7 hormônios:
• Prolactina: responsável por
estimular o desenvolvimento
da glândula mamária e a
produção de leite.
• Hormônio do crescimento
(GH): atua no crescimento do
organismo e no metabolismo.
• Hormônio estimulador de
melanócitos (MSH): estimula a
produção de melanina.
• Hormônio estimulador da
tireoide (TSH): estimula a
tireoide a sintetizar e secretar
seus hormônios.
• Hormônio adrenocorticotrófico
(ACTH): estimula o córtex da
suprarrenal a produzir seus
hormônios.
• Hormônio folículo-estimulante
(FSH): nas mulheres, o FSH
promove o desenvolvimento
dos folículos ovarianos e a
secreção de estrógeno. Nos
homens, o hormônio promove
a espermatogênese.
• Hormônio luteinizante (LH): nas
mulheres, promove a
ovulação e a secreção da
progesterona. Nos homens,
por sua vez, estimula as células
de Leydig e a secreção de
andrógenos.
Regulação das células
hipotalâmicas neurossecretoras
e corticotrofos da adeno-
hipófise por feedback negativo
As setas verdes sólidas indicam
estímulo das secreções; as setas
vermelhas pontilhadas querem
dizer inibição da secreção via
feedback negativo.
A secreção dos hormônios da
adeno-hipófise é regulada de
duas maneiras. Na primeira,
células neurossecretoras no
hipotálamo secretam cinco
hormônios liberadores, que
estimulam a secreção de
hormônios da adeno-hipófise, e
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dois hormônios inibidores, que
suprimem a secreção de
hormônios da adeno-hipófise.
Na segunda, o feedback
negativo na forma de hormônios
liberados pelas glândulas-alvo
diminui secreções de três tipos de
células da adeno-hipófise. Nessas
alças de retroalimentação
negativa, a atividade secretora
dos tireotrofos, gonadotrofos e
corticotrofos diminui quando os
níveis sanguíneos dos hormônios
das suas glândulas-alvo se
elevam. Por exemplo, o ACTH
estimula o córtex das glândulas
suprarrenais a secretar
glicocorticoides, principalmente
cortisol. Por sua vez, o nível
elevado de cortisol diminui a
secreção tanto de corticotrofina
quanto de hormônio liberador de
corticotrofina (CRH) pela
supressão da atividade dos
corticotrofos da adeno-hipófise e
das células neurossecretoras do
hipotálamo.
• Feedback de alça longa: quando os
níveis sanguíneos dos hormônios
das glândulas periféricas chegam
ao valor de homeostase/fisiológico,
esses hormônios sinalizam para a
hipófise e o hipotálamo que está na
hora de parar de secretar
hormônios liberadores ou
estimuladores até que os seus
valores se reduzam novamente.
• Feedback de alça curta: o aumento
sérico dos hormônios hipofisários
inibe a síntese e/ou a liberação de
hormônios hipotalâmicos
relacionados.
Hormônio do crescimento e
fatores de crescimento insulino-
símiles
Os somatotrofos são as células
mais numerosas na adeno-
hipófise e o hormônio do
crescimento (GH) é o hormônio
mais abundante da adeno-
hipófise. A principal função do
GH é promover a síntese e a
secreção de pequenos
hormônios proteicos chamados
fatores de crescimento insulino-
símiles ou somatomedinas. Em
resposta ao hormônio do
crescimento, as células no
fígado, no músculo esquelético,
na cartilagem, nos ossos e em
outros tecidos secretam fatores
de crescimento insulino-símiles
(IGFs), que podem entrar na
corrente sanguínea a partir do
fígado ou atuar de maneira local
em outros tecidos como
autócrinos ou parácrinos.
Os somatotrofos na adeno-
hipófise liberam pulsos de
hormônio do crescimento em
intervalos de poucas horas,
especialmente durante o sono.
Sua atividade secretora é
controlada principalmente por
dois hormônios hipotalâmicos: (1)
o hormônio liberador do
hormônio do crescimento
(GHRH), que promove a secreção
do GH, e (2) o hormônio inibidor
do hormônio do crescimento
(GHIH), que o suprime. O
principal regulador da secreção
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de GHRH e de GHIH é o nível de
glicose sanguínea.
Efeitos do hormônio do
crescimento (GH) e dos fatores
insulina-símiles (IGF). As setas
sólidas verdes indicam estímulo
da secreção; as setas
pontilhadas vermelhas indicam
inibição da secreção via
feedback negativo.
Neuro-hipófise
A neuro-hipófise não sintetiza
hormônios, porem armazena e
libera dois tipos de hormônios, é
compota por axônios e terminais
axônicos de mais de 10.000
células hipotalâmicas
neurossecretoras. Os corpos
celulares das células
neurossecretoras se encontram
nos núcleos paraventricular e
supraóptico do hipotálamo; seus
axônios formam o trato
hipotálamo-hipofisial. Esse trato
começa no hipotálamo e
termina perto de capilares
sanguíneos na neuro-hipófise. Os
corpos das células neuronais dos
dois núcleos paraventricular e
supraóptico sintetizam o
hormônio ocitocina (OT) e o
hormônio antidiurético (ADH),
também chamado de
vasopressina. Os terminais
axônicos na neurohipófise são
associados à neuróglia
especializada chamada de
pituitócitos. Essas células
apresentam uma função de
suporte similar a dos astrócitos
Trato hipotálamo-hipofisia:
Os axônios das células
hipotalâmicas neurossecretoras
formam o trato hipotálamo-
hipofisial que se estende dos
núcleos paraventricular e
supraóptico até a neuro-hipófise.
Moléculas hormonais sintetizadas
no corpo celular de uma célula
neurossecretora são
encarceradas em vesículas
secretoras que se movimentam
para baixo até os terminais
axônicos. Os impulsos nervosos
desencadeiam a exocitose das
vesículas, liberando, desse modo,
o hormônio.
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Controle da secreção pela
Neuro-Hipófise
Ocitocina: Durante e após o
parto, a ocitocina atua em dois
tecidos-alvo: útero e as mamas
da mãe, pois durante o parto, o
alongamento do colo do útero
estimula a liberação deste
hormônio que por sua vez
intensifica a contração uterina.
Depois do parto, a ocitocina
estimula a ejeção de leite das
glândulas mamárias em resposta
ao estímulo mecânico produzido
pela sucção do bebê.
A função da ocitocina em
homens e mulheres não grávidas
não é clara. Experimentos
realizados em animais sugerem
que a ocitocina exerça ações no
encéfalo que promovem o
comportamento parental de
cuidado em relação ao filho.
Também pode ser responsável,
em parte, pelas sensações de
prazer sexual durante e depois do
intercurso.
HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO
Como o próprio nome sugere, um
antidiurético é uma substância
que diminui a produção de urina.
O HAD faz com que os rins
devolvam mais água ao sangue,
diminuindo, desse modo, o
volume urinário. Na ausência de
HAD o débito urinário aumenta
mais de 10 vezes, passando do
normal 1 ou 2 dois litros para
cerca de 20 ℓ por dia. Muitas
vezes, a ingestão de álcool causa
micção frequente e copiosa
porque o álcool inibe a secreção
de hormônio antidiurético. O HAD
também diminui a perda de
água pela sudorese e causa
constrição das arteríolas, o que
eleva a pressão do sangue. O
outronome desse hormônio,
vasopressina, traduz esse efeito
sobre a pressão arterial.
A quantidade de HAD secretado
varia com a pressão osmótica do
sangue e com o volume
sanguíneo.
José Guilherme de Pinho Medeiros
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HISTOLOGIA DA HIPÓFISE
A hipófise ("pituitária") é um
pequeno órgão que pesa cerca
de 0,5 g no adulto e cujas
dimensões são cerca de 10 x 13 x
6 mm.
• Localiza-se em uma cavidade
do osso esfenoide – a sela
turca – que é um importante
ponto de referência
radiológico. A hipófise se liga
ao hipotálamo, situado na
base do cérebro, por um
pedículo que é a ligação entre
a hipófise e o sistema nervoso
central.
• Ela tem origem embriológica
dupla: nervosa e ectodérmica.
A porção de origem nervosa se
desenvolve pelo crescimento
do assoalho do diencéfalo em
direção caudal e a porção
ectodérmica da hipófise se
desenvolve a partir de um
trecho do ectoderma do teto
da boca primitiva que cresce
em direção cranial formando a
bolsa de Rathke. Em razão de
sua origem embriológica
dupla, a hipófise consiste, na
realidade, em duas glândulas:
a neuro-hipófise e a adeno-
hipófise, unidas
anatomicamente e tendo
funções diferentes, porém
inter-relacionadas. A porção
originada do ectoderma - a
adeno-hipófise - não tem
conexão anatômica com o
sistema nervoso. É subdividida
em três porções a primeira e
mais volumosa é a pars distalis
ou lobo anterior a segunda é a
porção cranial que abraça o
infundíbulo, denominada pars
tuberalis a terceira,
denominada pars intermedia,
é uma região rudimentar na
espécie humana, intermediária
entre a neuro-hipófise e a pars
distalis, separada desta última
pela fissura restante da
cavidade da bolsa de Rathke.
A glândula é revestida por uma
cápsula de tecido conjuntivo,
contínua com a rede de fibras
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reticulares que suporta as células
do órgão.
1:
2:
3:
4:
LEGENDA DAS LÂMINAS:
Pars distalis ou adenohipófise:
(lobo anterior) - (A)
-Células acidófilas (alfa) - (1)
-Células basófilas (beta) - (2)
-Células cromófobas (gama) - (3)
Pars intermédia
(maior aumento) - (B)
-Células fracamente basófilas
Pars nervosa ou neurohipófise
(lobo posterior) - (C)
-Pituicitos(células de sustentação:
semelhantes aos astrócitos do
S.N.C.) - (seta curta).
-Fibras nervosas (axônios
amielínicos de células nervosas
secretoras) - (seta longa).
TIPOS DE HORMÔNIOS
SECRETADOS PELAS CÉLULAS:
Pars Distalis/adenohipófise
células acidófilas: ainda se
dividem em somatotróficas e
lactotróficas. As primeiras
produzem o hormônio de
crescimento e as últimas
produzem prolactina.
células basófilas: são divididas
em gonadotróficas (produzem
FSH e LH), corticotróficas (ACTH) e
tireotróficas (TSH).
células cromófobas: se coram
muito pouco e são células
progenitoras.
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Desenvolvimento
embrionário:
Na primeira imagem do lado
esquerdo observe a linha em
laranja esquematizando o
ectoderma e a linha em azul o
tubo neural.
1- Em seguida, o assoalho do
diencéfalo se desloca
inferiormente, enquanto o teto
da cavidade oral primitiva se
projeta superiormente.
2- O ectoderma forma a bolsa
de Rathke com sua parede
anterior se dilatando
(diminuindo o tamanho da
cavidade – observe o espaço
diminuto da bolsa de Rathke
na figura do lado direito).
3- A neuro-hipófise (parte
nervosa) continua fixa ao
diencéfalo por meio de um
pedículo denominado de
infundíbulo (composto por
axônios provenientes de
núcleos hipotalâmicos).
4- A adeno-hipófise não tem
conexão anatômica com o
sistema nervoso, sendo
constituída por três partes, a
maior delas é denominada de
parte distal (pars distalis), uma
parte que circunda o
infundíbulo denominada de
parte tuberal (pars tuberalis), e
uma terceira parte
denominada de parte
intermédia (pars intermedia).
5- A neuro-hipófise e a adeno-
hipófise são separadas por
uma pequena fissura
(resquício da bolsa de Rathke).
6- A neuro-hipófise inclui a parte
posterior (pars nervosa), o
infundíbulo e a eminência
mediana (próximo ao
túbercinério).
Generalidades/Anatomia
A glândula hipófise está
localizada na fossa hipofisária
(sela turca) do osso esfenoide.
Superiormente, a hipófise é
coberta por dura-máter, que
forma o diafragma da sela turca.
Anterior e inferiormente ela está
relacionada aos seios
esfenoidais, anterosuperiormente
ao quiasma óptico e
lateralmente aos seios
cavernosos.
A hipófise está conectada ao
hipotálamo pelo infundíbulo, uma
estrutura que se estende
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inferiormente a partir do túber
cinéreo do hipotálamo. O
infundíbulo não só conecta o
hipotálamo e a hipófise
fisicamente, mas também
permite a passagem dos
hormônios hipotalâmicos até a
hipófise, ao atravessarem o
sistema porta-hipofisário e o trato
hipotálamo-hipofisário.
A hipófise possui duas partes
principais, a adeno-hipófise
(porção anterior) e a neuro-
hipófise (porção posterior). Essas
partes possuem origens
embriológicas diferentes e,
portanto, aparências histológicas
e funções diferentes.
HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C.
Guyton & Hall tratado de fisiologia médica.
13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J.;
ABRAHAMSOHN, P. Histologia básica: texto e
atlas. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2017.
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON,
Bryan. Princípios de Anatomia e Fisiologia. Rio
de Janeiro: Grupo GEN, 2016.