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INSTITUTO FEDERAL DA PARAÍBA CAMPUS CAJAZEIRAS DISCIPLINA: FÍSICA EXPERIMENTAL TURMA: 2021.1 ANO: 2023 Relatório de Física Experimental Título da experiência: FORÇAS E POLIAS Grupo: Ewerthon Pereira de Lima João Valmar de Sousa Neto Maria Rayssa Oliveira de Sousa Data de realização: 11/04/2023 2 INTRODUÇÃO TEÓRICA Para entender a mecânica clássica, é preciso compreender forças e leis, que são conceitos fundamentais na física. O uso de polias, que são dispositivos mecânicos que transmitem forças de forma mais eficaz e permitem que elas sejam dispersas em uma área maior, permite a distribuição da força aplicada. Teorias de forças e partículas serão discutidas neste relatório de física experimental, bem como a execução de experimentos práticos para testar essas teorias. Uma grandeza física chamada força descreve a capacidade de um corpo para mudar o estado de movimento de outro corpo. Uma definição de força é a taxa de mudança na quantidade de movimento de um objeto em relação ao tempo. A unidade de força de Newton (N) é usada no Sistema Internacional de Unidades. (SI). Uma força pode ser dividida em duas categorias primárias: Forças de contato e forças de campo. Forças de contato são aquelas que ocorrem quando dois objetos estão fisicamente em contato um com o outro. Estas forças são responsáveis pela deformação do objeto, abrasão, tensão e compressão. As forças de campo são aquelas que ocorrem sem a necessidade de contato físico entre os objetos. Essas forças incluem gravidade, força elétrica e força magnética. Os dispositivos mecânicos conhecidos como polias são usados para transmitir forças de forma mais eficaz. As polias são compostas por um cabo que passa sobre a roda e uma roda que gira em torno de um eixo. O cabo é usado para exercer força sobre um objeto que é levantado pela polia. Uma variedade de aplicações, desde elevadores até equipamentos de ginástica, usam polias. O principal benefício do uso de polias é que eles permitem que a aplicação da força seja dispersa em uma área maior, reduzindo a pressão sobre os objetos envolvidos e reduzindo o atrito. Além disso, polias podem ser combinadas para criar sistemas de polias, que são usados para aumentar a força que pode ser aplicada a um objeto. 3 MATERIAIS UTILIZADOS ● Painel metálico multifuncional ● Dinamômetro tubular de 2 N com fixação magnética ● Dinamômetro tubular de 5 N ● 8 massas cilíndrica acoplável de 50 g (±0,5 g) ● Gancho de 133 mm ● 3 parafusos de retenção M3 ● 2 hastes de 500 mm com fixador M5 ● 2 hastes de 300 mm com fixador M5 ● Tripé universal delta max ● 4 manípulos macho M5 ● Fio flexível de 0,35 m com anéis ● Fio flexível de 0,44 m com anéis ● Fio flexível de 0,8 m com anéis ● Polia simples com afastador e eixo para painel ● 3 polias móveis com ganchos ● Régua 355 – 0,355 mm de adesão magnética 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Começamos realizando a medição do peso do conjunto formado por 2 polias móveis, um gancho de 133 mm e 4 massas acopláveis, utilizando um dinamômetro tubular de 5 N. Antes de iniciar o experimento, foi necessário montar o conjunto de acordo com as instruções apresentadas na figura de montagem. Para iniciar o experimento de medição, precisamos puxar lentamente o dinamômetro tubular de 2 N, que possui fixação magnética, para baixo, a fim de esticar o fio flexível. Durante esse processo, foi possível observar uma marcação no dinamômetro, que foi anotada como a marcação inicial (FM) do experimento. Em seguida, repetimos o procedimento utilizando agora 3 polias e 8 massas cilíndricas acopláveis. Vale salientar que, antes de iniciarmos cada medição, foi necessário posicionar corretamente as polias e as massas, para garantir a precisão dos resultados. O uso do dinamômetro tubular de 5 N permite que o peso do conjunto seja medido com alta precisão, o que é essencial para a realização de experimentos científicos confiáveis. Ao utilizar diferentes números de polias e massas, é possível testar a relação entre a força aplicada e a carga movida, o que pode ser útil em diversas aplicações, desde o estudo da física até a engenharia mecânica e engenharia civil. 5 DADOS EXPERIMENTAIS Fm (N) Fr (N) 2 polias 2,25 0,5 3 polias 4,3 0,48 A tabela apresenta os resultados obtidos durante o experimento com polias móveis. Foram realizadas medições do peso de dois conjuntos distintos de polias, um com 4 polias móveis e outro com 8 polias móveis, utilizando um dinamômetro tubular de 5 N. Foram medidas as forças necessárias para levantar os conjuntos, resultando em valores de Fm (força medida pelo dinamômetro) e Fr (peso real do conjunto). Para o conjunto com 2 polias móveis, a força medida foi de 2,25 N e o peso real foi de 0,5 N. Já para o conjunto com 3 polias móveis, a força medida foi de 4,3 N e o peso real foi de 0,48 N. Esses valores foram utilizados para calcular a vantagem mecânica experimental de cada conjunto de polias. Essa tabela é importante para a análise dos resultados obtidos no experimento, pois permite a comparação dos valores obtidos para diferentes conjuntos de polias móveis. Além disso, ela serve como referência para futuros estudos e experimentos envolvendo polias móveis e vantagem mecânica. 6 QUESTÕES - RESULTADOS E DISCUSSÕES 1. Faça o diagrama de forças para duas e três polias móveis. Calcule a vantagem mecânica nas duas situações. Figura 1 - Diagrama de Forças Experimentalmente - Experimento 1 Fonte: Acervo Pessoal 7 Figura 2 - Diagrama de Forças Teoricamente - Experimento 1 Fonte: Acervo Pessoal 8 Figura 3 - Diagrama de Forças Experimentalmente - Experimento 2 Fonte: Acervo Pessoal 9 Figura 4 - Diagrama de Forças Teoricamente - Experimento 2 Fonte: Acervo Pessoal 10 Vantagem mecânica se dar por: 𝑉𝑚 = 𝐹𝑟𝐹𝑚 No experimento 1 para 4 polias: Com Fm = 4,30 N e Fr = 0,48 N, temos que: 𝑉𝑚 = 0,484,30 𝑉𝑚 = 0. 1116 No experimento 2 para 3 polias: Com Fm = 2,25 N e Fr = 0,50 N, temos que: 𝑉𝑚 = 0,502,25 𝑉𝑚 = 0. 222 2. Calcule teoricamente a vantagem mecânica de um sistema de polias móveis. Vantagem mecânica no experimento 1 para 3 polias: 𝐹 = 𝑃 2 𝑛 Com P = 4,30 N e n = 3, temos que: 𝐹 = 4,30 2 3 𝐹 = 0, 54 𝑁 Vantagem mecânica no experimento 2 para 2 polias: 𝐹 = 𝑃 2 𝑛 Com P = 2,25 N e n = 2, temos que: 11 𝐹 = 2,25 2 2 𝐹 = 0, 56 𝑁 3. Compare os resultados da questão com o da questão 3 para duas e três polias móveis e calcule o erro percentual. Experimento 1 para 3 polias: Erro percentual = |Vm - F|/F x 100% Erro percentual = |0.1116 - 0.54|/0.54 x 100% Erro percentual = 79,33 % O erro percentual é alto, o que indica que houve uma grande diferença entre o valor experimental (Vm) e o valor teórico (F) da vantagem mecânica. Isso pode ser devido a vários fatores, como a fricção nas polias, o peso do fio e das massas, além de imprecisões nas medições. Experimento 2 para 2 polias: Erro percentual = |Vm - F|/F x 100% Erro percentual = |0.222 - 0.56|/0.56 x 100% Erro percentual = 60,35% O erro percentual também é alto, mas não tanto quanto no experimento 1. Isso pode ser devido a uma maior precisão nas medições ou a uma menor influência de fatores externos que afetam a vantagem mecânica em sistemas com menos polias. 4. Discuta e justifique os erros da questão 3. Um dos principais erros pode estar relacionado à precisão dos instrumentos de medição utilizados. Embora o dinamômetro tubular seja um instrumento de medição bastante preciso, pode haver uma pequena variação nas medições, o que pode ter causado um erro de medida. Além disso, pode haver um erro sistemático na montagem do sistema, o que pode afetar a vantagem mecânica teórica calculada. A fricção entre os pólos, o peso das cordas e as massas adicionais podem ter influenciado o valor teórico da vantagem mecânica, causando uma diferença do valor experimental. Outro fator que pode ter influenciado os resultados é a montagem do próprio experimento, 12 especialmente quandose trata de um sistema de polias. A tensão da corda, a posição do gancho e a disposição das massas podem afetar a medição e, consequentemente, a vantagem mecânica obtida. 5. Descreva em detalhes (com diagrama de forças e cálculos), pelo menos duas, aplicações de sistema de polias em engenharia. Os sistemas de polias são amplamente utilizados na engenharia para reduzir a força necessária para realizar uma determinada tarefa ou aumentar a distância percorrida por uma força aplicada. Algumas das aplicações mais comuns em engenharia são: Guindastes: Os guindastes são usados em muitas aplicações, desde a construção até a indústria de petróleo e gás, para levantar e mover cargas pesadas. Eles são basicamente sistemas de polias, onde a carga a ser levantada é fixada no gancho e passa por uma série de polias fixas e móveis para reduzir a força necessária para levantar a carga. A força necessária para levantar a carga é reduzida proporcionalmente ao número de polias móveis usadas no sistema. Elevadores: Os sistemas de polias também são usados em elevadores para reduzir a força necessária para levantar e abaixar o elevador. No caso dos elevadores de edifícios, uma série de polias fixas e móveis é usada para aumentar a distância percorrida pela força aplicada pelo motor elétrico. A vantagem mecânica é calculada pela relação entre o peso do elevador e a força aplicada pelo motor elétrico.