Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
CONCEITO 
Grupo de doenças metabólicas, com etiologias diversas, 
caracterizada por hiperglicemia, que resulta de uma 
secreção deficiente de insulina pela célula beta e/ou 
resistência periférica à ação da insulina. 
CLASSIFICAÇÃO 
I. Diabetes tipo 1 
DM1a → autoimune. 
DM1b → idiopática. 
A DM1 é representante de cerca de 15% dos casos de 
DM, sendo dividida em 1a e 1b. 
Na DM1a, o indivíduo apresenta anticorpos positivos, 
como IAA, ICA e Anti-GAD. 
Na DM1b o individuo não tem anticorpos positivos. 
II. Diabetes tipo 2 
III. LADA 
IV. Diabetes Flatbush ou DM2 com tendência à 
cetose 
V. MODY → diabetes por defeitos monogênicos 
VI. Defeitos genéticos na ação da insulina: 
• Diabetes lipoatrófico 
• Resistência insulínica tipo A 
• Leprechaunismo 
• Síndrome de Rabson-Mendehall 
VII. Doenças no pâncreas exócrino: 
• Pancreatite 
• Trauma 
• Neoplasia 
• Hemocromatose 
• Fibrose cística 
• Pancreatopatia fibrocalculosa 
VIII. Induzida por medicamentos ou produtos 
químicos: 
• Glicocorticoides 
O glicocorticoide é um hormônio contrarregulador (outros 
exemplos são: glucagon, GH, adrenalina, noradrenalina), 
ou seja, aumenta a glicose. 
O glicocorticoide diminui a passagem do GLUT-4, 
diminuindo a passagem do glicose, principalmente Pós-
prandial. 
• Tiazídicos 
Hidroclorotiazida, Indapamida e clortalidona. 
• Inibidores de protease 
• Pentamidina 
Diminui a secreção de insulina pela célula Beta. 
• Ácido nicotínico 
• Agonistas B-adrenérgicos 
Fenoterol, Formoterol, Salbutamol e salmeterol. 
• Diazóxido 
Tratamento do insulinoma. Ação apoptótica da célula 
beta. 
• Estatinas 
Estatinas de alta potência – meia vida longa – 
atorvastatina (40mg) e rosuvastatina* (20mg) 
Estatinas de baixa potência – meia-vida curta. Administrar 
após o jantar – sinvastatina e Pitavastatina*. 
Quanto maior a potência da estatina, maior seu poder 
diabetogênico. Importante lembrar que se o paciente 
tem necessidade da medicação, ela dever ser feita, e os 
possíveis efeitos colaterais são tratados com medicação. 
• L-asparaginase 
• Ciclosporina A 
• Alfa-interferon 
• Fenitoína 
Anticonvulsivante pode gerar aumento na resistência 
insulínica. 
• Vacor 
• Hormônios tireoidianos 
• Antipsicóticos atípicos 
Quetiapina, olanzapina. 
IX. Diabetes pós transplante 
X. Endocrinopatias: 
• Síndrome de Cushing 
Aumento do cortisol. 
• Acromegalia 
Aumento do GH. 
• Glucagonoma 
• Hipertireoidismo 
• Somatostatinoma 
• Aldosteronoma 
Tumor produtor de aldosterona localizado na adrenal. 
• Feocromocitoma 
Produtor de catecolaminas – adrenalina e noradrenalina. 
 
DIABETES MELLITUS – CONCEITOS E CLASSIFICAÇÃO 
 
2 
 
PATOGÊNESE 
90% dos casos de DM1 são imunomediados, então 
temos um paciente com pré-disposição genética e 
que passa por um desencadeante ambiental, em 
que geralmente são infecções, como: COVID, 
citomegalovírus, rubéola congênita... 
A partir disso, através de uma resposta 
imunomediada, via TCD4, CD8, há uma apoptose 
da célula Beta. Conforme o indivíduo vai seguindo 
a apoptose, ele vai passando pelo estágio de pré-
diabetes até o início clínico. 
Sabendo disso, o tratamento do paciente com DM1 
é a insulina, levando em consideração que não há 
a sua produção. 
Na clínica, são dosados anticorpos contra a célula 
beta, são eles: 
• ICA – anticorpo anticitoplasma das ilhotas 
• IAA – anticorpos anti-insulina 
• Anti-GAD – anticorpo antidescarboxilase do 
ácido glutâmico 
o Anti-IA2 – anticorpo antitirosina fostatase 
associada ao insulinoma 
o Anti-ZnT8 – anticorpo antiproteina 
transportadora-8 de zinco 
IMPORTANTE: Desses, o ICA, IAA e Anti-GAD são os 
mais utilizados na prática clínica e o Anti-GAD é o 
anticorpo que permanece mais tempo na corrente 
sanguínea e que mais positiva. 
IMPORTANTE: Caso o paciente já tenha entrado em 
contato com insulina, o IAA pode ser falso positivo, 
então não dosar. 
 
FATORES SUPOSTAMENTE ENVOLVIDOS NA 
PATOGÊNESE DO DM1 
I. Genéticos: 
o Genes HLA (cromossomo 6) 
o Gene da insulina (cromossomo 11) 
o Gene do CTLA-4 (cromossomo 2) 
o PTPN22 (mais associado ao diabetes 
neonatal) 
II. Ambientais: 
o Infecções virais – enteroviroses, rubéola 
congênita, outros vírus, como COVID e CMV. 
o Fatores ambientais, como exposição 
precoce ao leite de vaca e ao trigo. 
o Deficiência de vitamina D – visto apenas em 
um estudo observacional. 
o Alterações na microbiota intestinal. 
LADA – LATENT AUTOIMMUNE DIABETES OF 
ADULTS 
É a forma mais comum de DM autoimune. Os 
pacientes com LADA podem compartilhar aspectos 
genéticos do DM1 e DM2. 
O LADA se manifesta geralmente entre 30-50 anos. 
Seu principal diagnóstico diferencial é a DM2. 
Como distinguir? 
Presença de Anti-GAD e ICA, além de valores baixos 
de peptídeo C. 
Prevalência entre paciente classificados com DM2 
é de 4 a 14%. 
Esse tipo de indivíduo é aquele que tem as células 
beta sendo destruídas de forma mais branda. 
Geralmente há a confusão de que é DM2, é feito o 
tratamento para DM2 e por um período da certo, 
mas evolui necessitando de insulinoterapia. 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA LADA 
o Idade de diagnóstico > 30 anos 
o Anticorpos positivos 
o Ausência de necessidade de insulina por 
pelo menos 6 meses após o diagnóstico 
PEPTÍDEO C 
O peptídeo C avalia a capacidade secretória do 
pâncreas, sendo secretado na circulação porta em 
DIABETES MELLITUS – DIABETES DO TIPO 1 
 
 
3 
 
concentrações equimolares com a insulina, ambos 
originados da clivagem da proinsulina 
Os pontos de corte para uma boa secreção de 
peptídeo C são: 
➢ > 0,9 ng/ml no basal. 
➢ > 1,8 ng/ml pós-glucagon. 
Valores inferiores confirmam o diagnóstico de DM1. 
Ademais, a SBD dita que em caso de dúvida 
diagnóstica quanto a classificação, deve-se 
adotar: 
➢ < 0,6 ng/ml → DM1 tipo B 
➢ > 0,6 ng/ml → Considerar DM 2 ou MODY 
A dosagem do peptídeo C deve ser efetuada com 
o diabetes razoavelmente controlado, na ausência 
de hipoglicemias ou glicemias acima de 200 mg/dl. 
Deve ser realizada de preferência, fora do jejum, 
em qualquer horário do dia. 
MODY 
É uma DM familiar com surgimento precoce e 
transmissão autossômica dominante, associado a 
defeitos na secreção de insulina. 
Tipicamente se manifesta na infância, adolescência 
ou em adultos jovens <25 anos. 
São conhecidos 14 subtipos de MODY, secundários 
a mutações em 14 diferentes genes. 
Os MODY 1, 2 e 3 tem prevalência de cerca de 85% 
dos casos. 
IMPORTANTE: o MODY 2 é responsável por uma leve 
hiperglicemia e não necessita ser tratado com 
insulinoterapia, mas sim com secretagogos. Sua 
idade de manifestação é na infância, o defeito 
primário atinge pâncreas e fígado e em geral não 
tem risco de dano cardiovascular. 
QUANDO SUSPEITAR DE MODY? 
o Quadro de hiperglicemia em pacientes <25 
anos. 
o DM surgindo na família antes dos 25 anos em 
2 ou 3 gerações. 
o Autoanticorpos negativos. 
o PPC > 0,6 mg/dl após 5 anos do diagnóstico. 
DIABETES GESTACIONAL 
A diabetes gestacional é qualquer grau de 
intolerância à glicose, com surgimento durante a 
gravidez. 
É a complicação clínica mais comum na gravidez 
Em geral, surgem entre a 24ª e 28ª semanas de 
gestação, pelo pico do hormônio lactogênio 
placentário, que causa hiperglicemia. 
A DM gestacional implica em elevado risco para 
complicações maternas e fetais. 
 
 
4 
 
GLUCAGONOMA 
O Glucagonoma é um tumor produtor de glucagon 
que pode culminar no desenvolvimento da DM. 
Suas 3 características principais são: 
• Hiperglicemia 
• Anemia 
• Eritema necrolítico migratório 
A diabetes mellitus tipo 2 decorre de defeitos 
metabólicos, dentre os principais temos: 
Resistência periférica à insulina no músculo e tecido 
adiposo. 
Secreção de insulina diminuída. 
Aumento da produção hepática de glicose. 
PATOGÊNESE 
Em relação ao mecanismo fisiopatológico da DM, a 
condição está centrada principalmentena 
resistência à ação da insulina nos músculos e fígado, 
além da alteração na secreção de insulina através 
das células beta das ilhas pancreáticas de 
Langerhans. A evolução da doença pode levar à 
apoptose das células beta e lipotoxicidade e 
ACANTOSE NIGRICANS 
A acantose nigricans é um sinal clássico no 
paciente com resistência insulínica. Isso ocorre pois 
na resistência insulínica há um aumento nos 
queratinócitos, aumentando a produção de 
colágeno. 
 
 
 
 
 
 
 
glicotoxicidade sobre as células restantes, além da 
resistência delas à ação do peptídeo 1 semelhante 
ao glucagon (GLP-1). Adicionalmente a DM 
também leva ao aumento do glucagon e da 
sensibilidade hepática a ele, gerando produção 
maior de glicose. 
Pode ser observado também mecanismo renal 
através da maior reabsorção de glicose pelos 
cotransportadores tipo 2 de sódio-glicose (SGLT2), 
levando ao aumento do limiar renal de glicose, o 
que contribui para a hiperglicemia. 
O processo inflamatório subclínico que a DM 
deflagra associado à resistência vascular contra a 
ação vasodilatadora da insulina compromete a 
distribuição da glicose pelo organismo, além de 
interferir na resposta à insulina em tecidos e órgãos. 
DIABETES MELLITUS – DIABETES DO TIPO 2 
 
 
 
 
5 
 
Também é verificada resistência à ação inibidora 
do apetite exercida pela leptina, insulina, GLP-1, 
peptídeo YY, amilina, além do aumento da 
serotonina e redução da dopamina no sistema 
nervoso central (SNC), que acabam levando ao 
consumo exagerado de alimentos, gerando 
aumento de peso e gordura corporal, contribuindo 
ainda mais para a resistência insulínica. 
OCTETO DE DEFRONZO 
Para a visualização da fisiopatologia da DM2, foi 
desenvolvido o Octeto de DeFronzo, que 
demonstra de forma simples os diversos mecanismos 
que contribuem para a hiperglicemia do paciente 
diabético: 
Para a ativação das vias insulínicas, o meio 
fisiológico é o da tirosina quinase. No indivíduo com 
DM, a via da serina é a ativada e isso tem 
repercussões maléficas. 
Tirosina quinase → O receptor de insulina pertence 
a uma família de receptores de fatores de 
crescimento que têm atividade tirosina quinase 
intrínseca. Após a ligação da insulina o receptor 
sofre autofosforilação em múltiplos resíduos de 
tirosina. Isto resulta na ativação da quinase do 
receptor e consequente fosforilação em tirosina de 
um a família de substratos do receptor de insulina 
(IRS). De forma similar a outros fatores de 
crescimento, a insulina usa fosforilação e interações 
proteína-proteína como ferramentas essenciais 
para transmitir o sinal. Estas interações proteína-
proteína são fundamentais para transmitir o sinal do 
receptor em direção ao efeito celular final, tais 
como translocação de vesículas contendo 
transportadores de glicose (GLUT4) do pool 
intracelular para a membrana plasmática, ativação 
da síntese de glicogênio e de proteínas, e 
transcrição de genes específicos. 
Serina → O receptor de insulina, além de ser 
fosforilado em tirosina, também pode ser fosforilado 
em serina, o que atenua a transmissão do sinal 
através da diminuição da capacidade do receptor 
em se fosforilar em tirosina após estímulo com 
insulina. Essas fosforilações inibitórias 
causam feedback negativo na sinalização 
insulínica e podem provocar resistência à insulina. 
Estudos recentes indicam que a resistência à insulina 
induzida pela obesidade pode ser decorrente da 
ativação sequencial da proteína quinase C (PKC) e 
da quinase inibidora do fator nuclear kB (IKkB), 
entretanto os detalhes dessa via de sinalização 
ainda não são claros. 
DIFERENÇAS ENTRE DM1 E DM2 
A 1ª coluna remete o DM1e a 2ª o DM2. 
DM TIPO 2 COM TENDÊNCIA À CETOSE – 
DIABETES FLATBUSH 
Maior prevalência em negros, hispânicos e obesos 
na apresentação inicial sem fator precipitante. 
Evoluem de modo atípico, e dentro de poucos 
meses a insulinoterapia pode ser interrompida, e os 
pacientes tratados com hipoglicemiantes orais ou 
apenas MEV. 
Os indivíduos tem a pesquisa dos autoanticorpos 
negativa, porém antígenos HLA classe II DRB 1*04 
podem estar presentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
Para confirmação diagnóstica, o indivíduo deve 
apresentar: 
Glicemia ao acaso (aferição por sangue venoso 
sem jejum) MAIOR OU IGUAL à 200 mg/dl + sintomas 
clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, 
polifagia e perda ponderal) obrigatoriamente. Ou 
Deve apresentar DOIS dos resultados abaixo: 
• Hemoglobina glicada (HbA1C/ A1C) → 
maior ou igual a 6,5%. 
• Glicemia de jejum (GJ) → maior ou igual a 
126 mg/dl. (08-12h de jejum, média de 10h). 
• Teste oral de tolerância à glicose – TOTG → 
maior ou igual a 200 mg/dl. 
Em casos de 1 resultado para diabetes e outro não, 
o teste deve ser repetido (pode ser o mesmo teste. 
Ex. GJ de 128 e HbA1C de 5,6%, apenas a GJ fala a 
favor de DM e ela pode ser dosada novamente, se 
na segunda dosagem, GJ for de 130, por exemplo, 
o diagnóstico de diabetes mellitus é confirmado). 
PARA DIAGNÓSTICO DE PRÉ-DIABETES 
• GJ – Entre 100 e 125 mg/dl. 
• TOTG – Entre 140 e 199 mg/dl. 
• HbA1C – Entre 5,7 e 6,4%. 
HEMOGLOBINA GLICADA E SEUS DESFECHOS 
NO DM 
Sabe-se que a hemoglobina glicada tem grande 
parte nos desfechos do DM e de suas complicações 
crônicas, principalmente as microvasculares. 
Sabe-se que quanto maior a hemoglobina glicada, 
maior a glicemia média do paciente, segundo o 
american diabetes association. 
Sabe-se também, que quanto maior a 
hemoglobina glicada, maiores as chances de 
desenvolver retinopatia, neuropatia, nefropatia e 
microalbuminúria. 
Os desfechos macrovasculares também estão 
associados ao nível de hemoglobina glicada, onde 
quanto maior for, maiores as chances de doença 
cardiovascular e doença cardíaca isquêmica. 
INTERPRETANDO A HEMOGLOBINA GLICADA 
Em alguns casos, a hemoglobina glicada pode ser 
falso elevada ou falso baixada. 
FALSA ELEVAÇÃO DE HBA1C 
• Insuficiência renal crônica 
• Hipertrigliceridemia 
• Álcool 
• Esplenectomia 
• Deficiência de ferro 
• Toxicidade por chumbo 
• Toxicidade por opiáceos 
FALSA DIMINUIÇÃO DE HBAIC 
• Condições que diminuam a meia-vida das 
hemácias – anemia hemolítica, esferocitose, 
eliptocitose, lise desencadeada por 
deficiência de G6PD. 
• Perda de sangue 
• Transfusão de sangue recente 
• Gravidez ou parto recente 
• Altas doses de vitamina C ou E 
• Hemoglobinopatias 
• Hemoglobina F 
• Dapsona 
A QUEM DEVEMOS SOLICITAR TESTES PARA 
RASTREAR DM2 
IMPORTANTE: O teste para a paciente com SOP é o 
TOTG. 
A repetição dos exames de rastreio deve ter um 
intervalo de 3 anos. Intervalos mais curtos devem ser 
adotados em casos de ganho de peso acelerado 
ou mudança nos fatores de risco. 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DIABETES MELLITUS 
 
 
 
 
 
7 
 
No paciente pré-diabético o intervalo é de 1 ano 
entre exames de rastreio. 
METAS LABORATORIAIS PARA O DM 2 
• HbA1C – menor do que 7% em adultos e 
entre 7,5 e 8,5% em idosos. 
• Glicemia jejum/pré-prandial – entre 80-
130mg/dl. 
• Glicemia pós-prandial – abaixo de 
180mg/dl. 
O paciente tem hipoglicemia leve quando a 
glicemia está entre 55 e 69. 
O paciente tem hipoglicemia grave quando a 
glicemia está de 54 ou menos. 
A diabetes tipo 2 infantil é mais rara, mas quando 
acontece, trás mais risco para doenças 
cardiovasculares. 
O TRATAMENTO PARA DM2 CONSISTE EM: 
Redução da resistência insulínica: sensibilizadores 
• Metformina 
• Glitazonas 
Melhora na secreção insulínica: 
• Sulfoniureias 
• Inibidores da DPP-4 
• Análogos do GLP-1 
Aumento da glicosúria: 
• Inibidores do SGLT-2 
Reposição de insulina: 
• Insulinas 
METFORMINA 
MECANISMO DE AÇÃO 
• Diminui a gliconeogênese e glicogenólise 
hepática. 
• Aumenta a captação e utilização da 
glicose intestinal, fazendo com que parte 
não precise ir ao sangue. 
• Aumenta secreção de GLP1• Aumenta a captação de glicose no 
músculo e tecido adiposo, além de diminuir 
a lipólise nos adipócitos. 
INFORMAÇÕES 
Sua dose vai de 500 mg – 2550mg, porém, a melhor 
dose em potência e menos efeitos adversos é de 
2000mg. 
Os nomes comerciais mais comuns são: Glifage, 
Glifage XR. 
O uso do Glifage XR está associado a menos efeitos 
adversos. 
EFEITOS ADVERSOS, CONTRAINDICAÇÕES E 
RISCOS 
Os principais efeitos adversos são no TGI, como 
diarreia, náuseas e epigastralgia. Pode causar 
deficiência de B12 – dosar anualmente pós 4 anos. 
Seu principal risco é a acidose lática, que ocorre 
raramente. 
É contraindicada para pacientes com insuficiência 
renal ou hepática grave. 
Obs. Em monoterapia não produz hipoglicemia. 
COMO TOMAR 
1ª semana → 1cp pós almoço + 1cp pós jantar. 
TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 
 
 
 
 
 
 
8 
 
2ª semana → 1cp pós almoço + 2cp pós jantar. 
3ª em diante → 2cp pós almoço + 2cp pós jantar. 
RESULTADOS 
Reduz a GJ em 60-70mg/dl. 
Reduz HbA1C em 1,5-2% 
Suas vantagens são: 
• Reduzir eventos cardiovasculares. 
• Prevenir a progressão DM2. 
• Melhora perfil lipídico. 
Tem influência neutra sobre o peso. 
MANEJO DA METFORMINA NA DOENÇA 
RENAL CRÔNICA 
Deve ser avaliado o clearence pela TFG do 
paciente e partir disso, alterar ou não o tratamento. 
Dita-se que: 
• Quando a TFG é de 45-60 – usar 2000mg. 
• Quando a TFG é de 30-45 – usar 1000mg - -
50%. 
• Quando a TFG é de <30 – seu uso não é 
recomendado. 
OUTRAS UTILIZAÇÕES 
• Pré-diabetes 
• DM Gestacional 
• SOP 
GLITAZONAS 
MECANISMO DE AÇÃO 
Diminuição da gliconeogênese e glicogenólise 
hepática. 
Ativação da PPAR, modificando a 
expressão/transcrição gênica → diminuindo lipólise, 
AGL, TNF-alfa, Leptina. 
Aumenta GLUT 1 e 4. 
As tiazolidinedionas tem um mecanismo de ação 
mais demorado (1 semana) por sua ação nuclear. 
 
INFORMAÇÕES 
Medicamentos: 
Pioglitazona – posologia: 15, 30 ou 45mg. 1x/dia. 
Nomes comerciais: Gliozac, Piotaz, Pioglit, Actos, 
Stanglit. 
Sua ação é o aumento da sensibilidade insulínica no 
músculo, adipócito e hepatócito. 
RESULTADOS 
Reduz a GJ em 35-65 ml/dl. 
Reduz a HbA1C em 0,5-1,4%. 
Suas vantagens são a prevenção do DM2, redução 
do espessamento mediointimal carotídeo, melhora 
no perfil lipídico, redução dos triglicérides, redução 
da gordura hepática e rara hipoglicemia. 
Seu uso aumenta o peso. 
EFEITOS COLATERAIS, CONTRAINDICAÇÕES E 
RISCOS 
Ganho de peso, retenção hídrica, maior risco de IC 
em pacientes propensos, risco de fraturas em idosos 
são alguns efeitos adversos. 
Contraindicado para pacientes com IC classes III e 
IV, gestantes e ALT 2,5x acima do valor da 
normalidade. 
Seu risco é de causar falência hepática. 
Sua dose inicial: 
Monoterapia: rosiglitazona 4mg 1x/dia, Pioglitazona 
15-30mg 1x/dia, com alimento. 
OUTRAS UTILIZAÇÕES 
• Pré-diabetes 
• Esteatose hepática 
INIBIDORES DA ALFA-GLICOSIDADE 
Atua inibindo a enzima do TGI alfa-glicosidade, 
levando o retardo na absorção de carboidratos. 
Reduz GJ em 20-30. 
Reduz HbA1C em 0,5-0,8% 
Tem como vantagens a redução de eventos CV, 
prevenção de M2, redução do espessamento 
mediointimal carotídeo e melhora do perfil lipídico. 
Causa redução do peso. 
Seus efeitos colaterais são: flatulência, meteorismo 
e diarreia. 
 
9 
 
É contraindicado para pacientes com DII, doenças 
de má absorção intestinal e DRC grave. 
SULFONIURÉIAS 
MECANISMO DE AÇÃO 
São secretagogos, aumentando a secreção de 
insulina pela maior permeabilidade a entrada de 
cálcio na célula. 
As Sulfoniureias agem em receptores SUR. 
SUR 1 → Presente no pâncreas (célula B) → a 
glicazida e a glimeperida tem especificidade por 
esse receptor, causando menos hipoglicemia. 
SUR 2 → Músculo cardíaco. 
SUR 3 → Músculo liso. 
GLICAZIDA: 
Apresentação de 30 e 60mg. 
Fazer devagar até atingir a meta de 7%. 
Dose: 30 – 60 – 90 → a dose máxima é de 120mg, 
porém a potência se iguala a de 90mg e tem mais 
efeitos adversos, então usar 90 como máxima. 
Tem menor efeito hipoglicemiante, juntamente com 
a glimeperida. 
AJUSTE PARA FUNÇÃO RENAL 
 
 
 
 
 
 
 
NN → Não necessário. 
NR → Não recomendado. 
INFORMAÇÕES 
As Sulfoniureias aumentam o peso e podem causar 
hipoglicemia. 
São contraindicadas em casos de TFG<30ml/min, 
insuficiência hepática, DM insulino-necessitado, 
infecções graves e gestação. 
GLINIDAS 
MECANISMO DE AÇÃO 
Se liga ao receptor SUR na célula B e provoca 
despolarização, levando à liberação de insulina. 
INFORMAÇÕES 
Nome comercial e posologia: 
Repaglinida – prandin, posprand. → 0,5 – 16mg/dia 
– 3x/dia. 
Nateglinida – starlix. → 120-360mg/dia – 3x/dia. 
RESULTADOS 
Reduz GJ em 20-30ml/dl. 
Reduz HbA1C em 1,0-1,5%. 
Reduz espessamento mediointimal carotídeo – 
repaglinida. 
Reduz variabilidade de glicose pós-prandial. 
Tem flexibilidade na dose. 
Pode aumentar o peso e causar hipoglicemia. 
Contraindicado na gestação. 
É uma boa droga para idosos com hiperglicemia 
pós-prandial. 
INIBIDORES DO SGLT2 / GLIFOZINAS 
MECANISMO DE AÇÃO 
Impedem a absorção de glicose no túbulo proximal 
por meio da inibição do receptor SGLT2, levando à 
glicosúria. 
NOME COMERCIAL E POSOLOGIA 
Dapaglifozina – Forxiga → 5-10mg/1x/dia 
Empaglifozina – Jardiance → 10-25mg/1x/dia 
 
10 
 
Canaglifozina – Invokana → 100-300mg /1x/dia 
RESULTADOS 
Reduz GJ em 30mg/dl. 
Reduz HbA1C em 0,5-1,0%. 
VANTAGENS 
• Boa tolerabilidade 
• Não causa hipoglicemia 
• Baixa o peso, circunferência abdominal e 
PA. 
• Baixa a mortalidade cardiovascular 
• Menores internações por ICC – 
dapaglifozina. 
• Tem efeito renoprotetor. 
DESVANTAGENS 
• Custo elevado 
• Infecções geniturinárias 
• Maior risco de cetoacidose diabética – CAD 
euglicêmico 
• Maior risco de amputações – canaglifozina 
• Maior risco de fraturas – canaglifozina 
• Aumenta LDL-c 
• Amento transitório de creatinina 
COMO UTILIZAR 
1. Monoterapia 
2. Em associação com: 
• Metformina 
• Pioglitazona 
• Sulfoniureias 
• Inibidor DPP4 ou análogo GLP1 
• Combinação dupla ou tríplice (incluindo 
insulina). 
LIMITAÇÕES PELA FUNÇÃO RENAL 
Dapaglifozina – TFG <25ML/MIN 
Canaglifozina – TFG <45 ML/MIN 
Empaglifozina – TFG <30ML/MIN 
É recomendado o tratamento em pacientes com 
DRC e DM2, desde que apresentem TFG estimada 
(TFGe) >= 20ml/min 
Quantos as doses dos iSGLT2 EM PACIENTES COM 
DRC, as diretrizes trazem as seguintes 
recomendações: 
Dapaglifozina – 10mg/dia 
Empaglifozina – 10mg/dia – com possibilidade de 
aumentar para 25mg/dia se necessário melhor 
controle glicêmico. 
Canaglifozina – 100mg/dia – a dose de 300mg/dia 
não é recomendada para pacientes com DRC. 
INCRETINICOMIMÉTICOS – IDPP-IV E AGLP-1 
Agonistas do receptor 
de GLP-1 
Inibidores da DPP4 
Ação curta: 
• Liraglutida – tem 
no BR. 
Ação longa: 
• Exenatida 
semanal 
• Dulaglutida 
• Albiglutida 
• Semaglutida 
• Vildagliptina 
• Sitagliptina 
• Saxagliptina 
• Linagliptina 
• Aligliptina 
• Amorigliptina 
• Gemigliptina 
MECANISMO DE AÇÃO 
Os inibidores da DPP4 aumentam o GLP-1, que assim 
inibe secreção de glucagon, retarda o 
esvaziamento gástrico, regenera células b-
pancreáticas e melhora a tolerância à glicose. 
Assim, os medicamentos aumentam o tempo de 
meia-vida do GLP-1. 
Obs. A linagliptina é bom para pacientes em diálise 
pela sua eliminação biliar. 
RESULTADOS 
Reduz GJ em 20mg/dl. 
Reduz HbA1C em 0,6-0,8%. 
Aumenta a massa de células beta em modelos 
animais. 
Tem segurança e tolerabilidade, além de 
raramente causar hipoglicemia. 
Tem influência neutra sobre o peso 
EFEITOS ADVERSOS E CONTRAINDICAÇÕES 
• Angioedema e urticária 
 
11 
 
• Probabilidade de pancreatite aguda 
• Aumento das internações por IC – saxa e 
alogliptina? 
• Contraindicado para paciente com 
hipersensibilidade aos componentes do 
medicamento. 
AJUSTES DE ACORDO COM A FUNÇÃO RENALANÁLOGOS DO GLP-1 
MECANISMO DE AÇÃO 
Ele reduz a secreção de glucagon pelas células alfa 
pancreáticas e, consequentemente, a 
gliconeogênese hepática, além de estimular a 
excreção de insulina pelas células beta, 
contribuindo no controle da glicemia. 
Concomitantemente, retarda o esvaziamento 
gástrico e diminui o apetite. 
LIRAGLUTIDA – SAXENDA/VICTOZA 
Doses: 
• 0,6mg – 1ª semana 
• 1,2mg – 2ª semana 
• 1,8mg – 3ª semana 
• 2,4mg – 4ª semana 
• 3mg – 5ª semana em diante. 
Victoza – liraglutida com dose máxima de até 
1,8mg/dia, 
Sazenda – liraglutida com dose máxima de até 
3mg/dia. 
Doses acima de 1,8mg mantém o benefício da 
perda de peso sem influência na redução da 
Hba1c. 
Resultados: 
➢ Redução de desfechos CV 
➢ Redução de morte CV 
➢ Redução de desfechos renais 
➢ Redução de IM, AVC 
SEMAGLUTIDA – OZEMPIC 
Doses: 
• 0,25mg/ 1ª a 4ª semana – 1x/semana 
• 0,5mg/semana 
• 1,0mg/semana caso HbA1C ainda esteja 
fora da meta 
AJUSTE PELA FUNÇÃO RENAL 
VANTAGENS 
• Reduz GJ em 30mg/dl e HbA1C em 0,8-1,5% 
• Reduz peso corporal 
• Reduz eventos cardiovasculares em 
pacientes com DCV aterosclerótica 
• Reduz variabilidade da glicose pós-prandial 
• Redução discreta na PA sistólica 
• Redução de triglicérides pós prandiais – 
semaglutida oral 
• Raramente causa hipoglicemia 
• Redução de albuminúria 
EFEITOS ADVERSOS 
• Náuseas, vômitos e diarreia 
 
12 
 
• Hipoglicemia quando associado a 
secretagogos 
• Aumento discreto da frequência cardíaca 
• Pancreatite aguda rara observada em uso 
de GLP-1-RA injetáveis 
Contraindicado para: 
• Hipersensibilidade 
• Carcinoma medular de tireoide 
• Pancreatite 
• Uso simultâneo de inibidores da DPP4 
• TFG<15 ml/min 
CONDUTA TERAPÊUTICA NO DIABETES TIPO 2 
 Descrição Fármacos 
AD1 Agentes com 
benefício 
demonstrado em 
redução de 
desfechos CV 
e/ou mortalidade 
CV e/ou 
hospitalização por 
IC e/ou desfechos 
renais em pessoas 
com diabetes em 
prevenção 
secundária. 
Inibidores da SGLT-2: 
• Canaglifozina 
• Dapaglifozina 
• Empaglifozina 
Agonistas do receptor 
do GLP-1: 
• Liraglutida 
• Semaglutida 
• Dulaglutida 
 
AD Agentes com 
efeito 
hipoglicemiante 
com segurança 
cardiovascular 
demonstrada. 
Sulfoniureias: 
• Glimeperida 
• Glicazida MR 
• Pioglitazona 
Inibidores da DPP4: 
• Vildagliptina 
• Sitagliptina 
• Saxagliptina 
• Linagliptina 
• Alogliptina 
TERAPIA 
BASEADA 
EM 
INSULINA 
Insulinas, análogos 
de insulina e 
combinações fixas 
de análogos de 
insulina com 
agonistas do 
receptor do GLP-1 
 
COMO TRATAR O DM2 SEM COMPLICAÇÕES 
CARDIOVASCULARES OU RENAIS 
NOTAS IMPORTANTES A CONSIDERAR 
• Em adultos não gestantes com diagnóstico 
recente de DM2, sem doença 
cardiovascular ou renal, assintomáticos, 
onde a HbA1c é > 9,0%, a TERAPIA DUPLA 
com metformina associada à INSULINA deve 
SER CONSIDERADA para melhorar o controle 
glicêmico. 
• Em adultos com DM2 sintomáticos (poliúria, 
polidipsia, perda de peso) e que 
apresentam HbA1c > 9% ou glicemia de 
jejum ≥ 250 mg/dl, a terapia à base de 
insulina é RECOMENDADA para melhorar o 
controle glicêmico, mesmo que de forma 
transitória. 
• Em adultos com DM2 e doença 
cardiovascular aterosclerótica 
estabelecida, é RECOMENDADO o uso de 
um inibidor do SGLT2 ou agonistas do 
receptor GLP-1 (com benefício 
cardiovascular comprovado), associado à 
metformina, independentemente dos níveis 
de HbA1c, para reduzir eventos 
cardiovasculares. 
DOENÇA CARDIOVASCULAR 
ATEROSCLERÓTICA 
É definida como: 
• Síndrome coronariana aguda – IAM e/ou 
angina instável. 
• Angina estável ou IAM prévio. 
• AVC trombótico ou isquêmico transitório. 
• Revascularização de coronária, carótidas, 
artérias renais ou artérias periféricas. 
• Insuficiência vascular periférica ou 
amputação de extremidades. 
• Doença aterosclerótica severa com 
estenose maior que 50% em qualquer 
território vascular. 
TRATAMENTO DO PACIENTE COM DCV + DM 
 
13 
 
TRATAMENTO DOENÇA RENAL + DM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANEJO DO TRATAMENTO DM2 + DRC 
 
 
 
 
 
 
14 
 
O pré-diabetes é uma condição de elevado risco 
para o desenvolvimento de DM2. 
• Cerca de 25% dos pacientes progridem 
para DM2 
• 50% permanecem como estão 
• 25% revertem para a normalidade 
Em um período observacional de 3 a 5 anos: 
 HbA1C GJ Curva 
Glicêmica 
PRÉ-
DIABETES 
5,7-6,4% 100-
125ml/dl 
140-
199ml/dl. 
FATORES QUE DETERMINAM PROGRESSÃO 
• História familiar de DM2 
• Sobrepeso e obesidade 
• Síndrome metabólica 
• DCV prévia 
• História de DM gestacional 
• Uso crônico de drogas antipsicóticas 
• Valores elevados de HbA1C e GJ 
 NOTAS IMPORTANTES A CONSIDERAR 
• A modificação do estilo de vida, incluindo 
redução do peso com dieta saudável e 
aumento da atividade física, é 
RECOMENDADA para a prevenção do 
diabetes tipo 2 para todas as pessoas com 
pré-diabetes. 
• O uso da metformina, associado a medidas 
de estilo de vida, DEVE SER CONSIDERADO 
na prevenção do DM2 em adultos com pré-
DM nas seguintes situações: idade menor 
que 60 anos, obesos com IMC acima de 35 
kg/m2, mulheres com história de diabetes 
gestacional, na presença de síndrome 
metabólica, com hipertensão ou quando a 
glicemia de jejum for maior que 110 mg/dL. 
• Medicações eficazes na prevenção de DM2 
no pré-diabetes, porém ainda sem análise 
de custo-efetividade, PODEM SER 
CONSIDERADAS, de acordo com os seus 
respectivos riscos, custos e efeitos adversos. 
o ACARBOSE 
o LIRAGLUTIDA 
o PIOGLITAZONA 
o ORLISTATE 
 
QUANDO É INDICADO TRATAMENTO 
• TOTG >= 173mg/dl 
• HbA1C >= 6% 
METFORMINA & PRÉ-DIABETES 2 
• Perda de 7-10% do peso + atividade física 
por pelo menos 150 minutos semanais 
• Diversos tipos de dietas já foram 
demonstrados em reduzir o risco de 
progressão para DM. Uma avaliação 
individual é recomendada. 
• O foco deve ser a perda de peso. 
• O risco de progressão para DM é de 5-10% 
ao ano. 
• O risco pode ter uma variação individual 
importante 
• Em idosos >70 anos o risco cai para 8-9% 
após 6 anos. 
• O risco de reversão para normoglicemia é 
similar a despeito do tratamento. 
• Essa condição está associada a maior risco 
CV. 
• Tratamento farmacológico pode ser 
aventado. 
• A metformina na dose de 850mg 2x/dia é a 
que mais é evidenciada, sobretudo em 
pacientes jovens - <45 anos, IMC > 35 e em 
mulheres com histórico de DM gestacional. 
• Monitorização anual no mínimo é a 
recomendação. 
PRÉ-DIABETES

Mais conteúdos dessa disciplina