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Nodo sinoatrial, faz impulso para o batimento cardíaco. Alimenta o nodo atrioventricular. É o marca-passo do coração. - Gera contração (sístole – manda sangue) ou relaxamento (diástole – recebe sangue). O ciclo cardíaco é a contração e relaxamento completo do coração O coração leva sangue oxigenado para os tecidos e traz sangue com gás carbônico para o pulmão. Sístole ventricular: fechamento das atrioventriculares; doença mixomatosa Diástole ventricular: fechamento das semilunares Palpar, auscultar, inspecionar. Cães: doença mixomatosa valvar nos de pequeno porte, cardiomiopatia dilatada em cães de porte grande. - é mais fácil de encontrar. Felino: cardiomiopatia hipertrófica. Sopro: em filhotes é congênita/inocente, em idosos adquirida, e em jovens congênita/compensada. Dirofilariose em ambientes propícios: cuidar ambiente, viagem recente Cardiomiopatia arritmogênica do boxer/domerman/pincher. Paciente chega descompensando, morte súbita. Tosse seca ou produtiva? Quanto tempo? Frequência? Fez tratamento já? Os contactantes estão tossindo? A tosse evolui quando faz atividade física ou estresse? Exame do cardiopata: inspeção, palpação do pulso/temperatura das extremidades/traqueia e tireoide, percussão para identificar ascite, auscultação pulmonar/cardíaca/traqueal. Determinar FC é importante O sopro pode acontecer por estenose, turbulência do fluxo sanguíneo ou comunicação anormal. Sopro sistolico: - insuficiência mitral e ou tricúspide - estenose aórtica ou pulmonar. Sopro diastólico: - insuficiência aórtica ou pulmonar ou estenose de mitral. Sinais de doença cardíaca: tosse, sincope, cianose, dispneia, dificuldade respiratória, intolerância ao exercício. O animal por vezes não deita, pois, o coração aumentado de tamanho incomoda. Exames complementares não invasivos: - aferição de pressão arterial - doppler: aferir a sistólica - oscilometro: sistólica ou diastólica Eletrocardiografia: atividade elétrica do coração; - P: despolarização atrial - Complexo QRS: despolarização ventricular - T: repolarização ventricular - Detecção de arritmia, monitoração anestésica, elaboração de laudo e prognósticos. - Pele umedecida, com o paciente em decúbito lateral Sistema Holter: equipamento para monitorar 24h. - animais com sincope, arritmias esporádicas; RX cardíaco: utilizado para definir tamanho do coração; Ecocardiograma: ultrassom do coração. Não é uma doença, é uma síndrome. Origem de várias cardiopatias Grave repercussão hemodinâmica: assintomático, sinais clínicos leves e sinais que limitam qualidade e expectativa de vida. Associado a anomalias da função sistólica e ou diastólica; Redução do DC e pressão arterial; acontece vasodilatação periférica, aumento da frequência cardíaca MECANISMOS COMPENSATORIOS; ajudam a manter o equilíbrio hemodinâmico. Mas os excessos de mecanismos compensatórios podem levar ao remodelamento cardíaco. Remodelamento cardíaco acontece por muito tempo antes de ter sinais clínicos; tende a acontecer quando: - forca mecânica (o próprio volume de sangue), - liberação de citocinas.: - neuro-hormonal: norepinefrina, renina (angiotensina 2 vasoconstrição intensa – libera aldosterona) - desenvolvimento de arritmias por hipóxia de miocárdio - pré-carga: necessidade de distender na diástole, para conseguir acomodar o volume de sangue. - Efeito frank starling: ajuda manter o DC. Maior pressão e/ou volume. - Quando o problema for pré carga: faz distenção e perde miocitos, são substituídos por tecido cicatricial na dilatação ventricular ou hipertrofia excêntrica cardíaca. PAREDE EXPESSA PRA FORA. - Quando dor pós carga: coração precisa vencer a persistência vascular periférica. Ele acaba hipertrofia concêntrica. Mecanismos neuro-hormonais Quando liberado de forma crônica, acelera a deterioração da função cardíaca Elevação do tônus simpático Ativação do SRAA para suprir a necessidade Liberação ADH ou vasopressina Ativação excessiva dos mecanismos compensatórios – síndrome clínica. Retenção de volume: edema Vasoconstrição prolongada: aumenta a carga do coração, reduz DC e exacerba regurgitação valvar. Conforme a IC piora, aumenta ativação NH aumenta. Classificação da IC Disfunção diastólica: CMH, doenças pericárdicas, CM restritiva, estenose de mitral ou tricúspide, neoplasias Elevada pos carga: estenose pulmonar/aórtica, CMH, hipertensão pulmonar, HAS Sobrecarga de volume e/ou disfunção sistólica: CMD, DMV, PDA (persistência do ducto arterioso) Arritmias: bloqueio atrioventricular de 3 grau. Fisiopatologia da ICC Queda na PA, ativa o SNS por meio de liberação de catecolaminas, coração bate mais rápido e mais forte, ativação do SRAA causando vasoconstrição intensa, estimula sede, retenção de sódio e agua. Ativação do SNA: diminui DC ou PA, aumenta os barorreceptores > estimula a liberação de catecolamina (norepinefrina), com essa liberação tem estimulo de musculo arteriolares que leva vasoconstrição arteriolar, estimula do miocárdio que estimula o inotropismo (FORCA DE CONTRACAO), e ao mesmo tempo estimula o nodo sinoatrial (marca-passo cardíaco), que aumenta a FC. Aumenta a PA e a DC. Quando esse estimulo é crônico, leva a falência. SRRA: O rim produz renina quando o justaglomerular e estimulado, vai no fígado e transforma em angio 1, vai para o pulmão e vira angio 2, que libera aldosterona e faz vasoconstrição intensa sistêmica. FC aumentada de forma crônica: consome mais oxigênio, faz tambem encurtamento da diástole, diminui O2 sistêmica e coronária levando hipóxia de miocárdio (ARRITMIAS). Vasoconstrição crônica: aumento da resistência vascular sistêmica, aumento da resistência de ejeção para o VE, e aumento da intensidade de trabalho do coração. ICC esquerda Congestão atrial esquerda, aumento na pressão a veia pulmão, acumulo de liquido no instersticio. Pode ocorrer quando: DMVM, CD, CH, PDA ICC direito Sobrecarga atrial direita, leva a uma congestão. Acumula na cava e depois tecidos, fígado, efusão pleural, ascite, caquexia. Pode ocorrer: DMVT, CMD, CMH, estenose pulmonar. Estágios da IC Risco > Dano > Sintomas > Falência Diagnostico Exame físico, inspeção, palpação, auscultação. Precursão Exames complementares Aferição da PA Eletrocardiograma, Holter Radiografia: avaliar VHs Ecocardiograma Hemograma, bioquímicos, eletrólitos (cálcio, potássio, fosfoto). Biomarcadores cardíacos Tratamento Estadiar o paciente de acordo com a tabela Mensurar alterações de pré carga, pos carga, contratilidade miocárdica. O paciente precisa ser acompanhado Chegou com edema pulmonar: - redução de pre carga - Furosemida, diurético de alça de Henle. Em bolus, precisa fazer o paciente urinar. Verificar causa da ICC. Hidroclortiazida Espironolactona Torasemida Cuidado: medicamentos com perda de potássio, e é importante pra bomba cardíaca. Vasodilatadores: inibidores de eca: ajuda no SRAA - Benazepril - Enalapril Toracocentese e abdominocentese. Para reduzir pos carga: Precisa fazer vasodilatação: nitroprussiato ou Hidralazina Anlodipino: bloqueia os canais de cálcio, ocorrendo a vaso.. Inibidores de ECA. Pimobendam: reduz e ainda fornece suporte inotrópico positivo, ou seja, ajuda a fazer forca. Contratilidade: Pimobendam: emergência e manutenção Dobutamina: precisa de infusão continua. Emergência e CMD. Digoxina: glicosídeo cardíaco Amrinona, milrinona: ALTO CUSTO PRA VET Adotar medidas de acompanhamento Exames de sangue após 7 dias. Por causa do inibidor de ECA e diurético. Reavaliar,caso não houver mudança na terapia, a cada 6 meses. Pacientes C e D, reavaliar a cada 6 meses. Rx e Eco periodicamente Explicar o tratamento aos tutores e de que forma ira auxiliar na expectativa de vida do paciente. Grupo de doenças pouco frequentes em grandes animais DISFUNCAO DO CORACAO E NOS GRANDES VASOS Doenças ou hereditárias ou teratogenicidade; Diagnóstico precoce fundamental para sucesso do tratamento Orientar os proprietários para excluir de fins reprodutivos Persistência do ducto arterioso, estenose aórtica, estenose pulmonar Anormalidade persistente O paciente em vida fetal manifesta um ducto, esse ducto liga a aorta até artéria pulmonar. Sangue da artéria pulmonar para aorta – o pulmão ainda não é funcional Fisiologicamente no feto, o fluxo sanguíneo da artéria pulmonar para a artéria aorta. O primeiro movimento respiratório tende a inverter o fluxo O ducto deve fechar em torno d 6 meses pos nascimento, podendo chegar até 2 anos. Não necessariamente os pacientes apresentem sinais clínicos O fechamento acontece pq o ducto é musculatura lisa, contraindo e fibrosando, gerando na vida fora da barriga da mãe em um LIGAMENTO (posicionado entre a aorta e a artéria pulmonar). Anomalia congênita mais comumente de pequeno porte; poodle, yorkshire. PDA reverso, faz cianose, imitando o que acontece na vida fetal. Sangue rico em CO2 O VD começa a receber além do sangue do AD, parte do sangue oxigenado para aorta via ducto arterioso, o volume adicional aumenta a pré carga (causando hipertrofia excêntrica). Pacientes se tornam pacientes assintomáticos ou permanecem por anos. Sinais clínicos esquerda-direita: pulso hipercinético, estertores e crepitação, sopro continuo (em maquinaria), dispneia, tosse, intolerância ao exercício Sinais clínicos direita-esquerda: sincope, convulsão, cianose, sopro sistólico em foco na tricúspide, choque precordial acentuado. ECG: o que dá para ver é a sobrecarga no ventrículo esquerdo e direito e sobrecarga atrial esquerdo. - Complexo QRS e medidas. Demanda maior o miocárdio por oxigênio, faz com que tenha arritmias. - Arritmias ventriculares: origem no ventrículo, em relação ao remodelamento ventricular - Arritmias supraventriculares: complexos atriais prematuros e fibrilação atrial RX torácico: cardiomegalia, congestão de veias pulmonares - Esquerdo: aumento de radiopacidade (edema) - Direito: aumento da silhueta cardíaca (D invertido). Tratamento: - Esquerda-direita: correção cirúrgica ou oclusao do ducto por cateterismo, desde que tenha sinais clínicos. ICC se estiver presente, tratar a ICC (furosemida – edema), e suporte com pimobendam. - Direita-esquerda: contraindicada cirurgicamente, utilizar Sildenafil (vasodilatador). Cuidar choque cardiogênico pela sobrecarga no átrio esquerdo (chance de edema generalizado). Fisiologicamente: ocorre a sístole ventricular, a valva aórtica está aberta, o sangue passou pq o ventrículo esvaziou, começa a encher com sangue. Para o sangue não sair quando contrair, a válvula precisa estar FECHADA. Porém, quando há alteração na SAIDA DO VENTRICULO ESQUERDO, alteração hereditária que o material da valva é substituído por tecido muscular, diminuindo o lúmen, hipertrofiando o miocárdio (hipertrofia concêntrica), pois o coração precisa bombear mais. A dificuldade de a valva ceder à pressão na contração é o que chamamos de ESTENOSE AORTICA. Poodle, boxer, Golden, Rottweiler, pastor alemão. Gatos com prevalência baixa. Manifestação clinica a partir de 3 a 8 semanas. Aumento da pressão sistólica no VE (sobrecarga de pressão) – hipertrofia concêntrica. Função diastólica fica comprometida, fazendo o sangue ficar retido no átrio esquerdo, ocorrendo tambem aumento do AE, ou seja, o coração já era. O aumento do volume muscular do lado esquerda, gera necessidade maior de O2, porem a capacidade respiratória do animal é ruim, levando a quadros de hipóxia de miocárdio. – Causando acidose metabólica do miocárdio, formação de arritmia ventricular. Nestes casos é morte súbita sem conseguir diagnosticar. Baixo DC – leva a intolerância ao exercício, dispneia, fraqueza. Hipocinético pulso e tardio, sopro sistólico. Mesmo paciente assintomático, pode ter morte súbita. ECG: evidencia de aumento de VE por sobrecarga, visualizando aumento da largura e amplitude da onda R (complexo QRS). Avaliação do paciente com monitoramento com Holter, 24h com paciente. Raças grandes com histórico e mesmo assintomáticos podem ter morte súbita. RX pode ou não demonstrar aumento de lado esquerdo, edema pulmonar quando presente é visto. Tratamento cirúrgico, porém, não existe evidencia na sobrevida do paciente. CHANCE ZERO. - Precisa relaxar o miocárdio, reduzir o trabalho cardíaco, além de controlar as arritmias. * atenolol: betabloqueador; reduzir o trabalho cardíaco. * diltiazem: bloqueador de canal de cálcio. Fluxo de cálcio para contração, entao, se tiver bloqueando, o impulso não é gerado. - ICC: furosemida, restrição de sódio, pimobendam é dilatador. - Arritmias: amiodarona que bloqueia os canais de potássio. NA VALVA PULMONAR Comum em raças de pequeno porte Aumenta pressão sistólica no VD, levando hipertrofia concêntrica. ICC direita é incomum, necessidade de forca é menor. MAS A CHANCE EM O ANIMAL VIR A OBITO É MAIOR AINDA. Assintomáticos por muito tempo podem ser 30% dos pacientes podem ter morte súbita Sopro sistólico em foco da valva pulmonar Choque precordial direito: hipertrofia VD. Pulso jugular evidente. ECG: sobrecarga do VD, onde S profunda. Arritmias pouco frequentes RX de tórax observa padrão de aumento de VD, aumento da AP Intervenção cirúrgica por cateterismo ou dilatação por balão. Medicamentosa: precisa reduzir a demanda miocárdica por oxigênio, diminuindo o risco de arritmias ventriculares *atenolol Impulsos elétricos Porque consigo identificar irregularidade no eletro? Pois tem alteração na formação ou condução do estimulo elétrico, ou seja, dificuldade de despolarizar as células e o impulso elétrico se propagar por todo o coração. Identificação de irregularidades de complicação de problemas cardíacos. Desequilíbrio eletrolítico, hormonal (hipotireoidismo) ou metabólica (acidose) Suspeita de arritmia para fazer eletrocardiograma, para conseguir diagnosticar. Inicio de comprometimento hemodinâmico: pacientes com histórico de sincope, icc, cardiopatia de base, comorbidades extracardiacas. Holter e outros testes eletrocardiográficos. MECANISMOS ELETROFISIOLOGICOS: complexos e multifatoriais - Classificação quanto a gênese 1. Formação do impulso sinusal: arritmia sinusal, ritmo sinusal. 2. Alteração no impulso sinusal: bradicardia sinusal, taquicardia sinusal, parada sinusal *alterações no impulso supraventricular * alterações no impulso ventricular - Classificação quanto a origem 1. Supraventricular 2. Ventriculares - Classificação quanto a FC 1. Taquirritmias 2. Bradiarritmias Ritmo sinusal normal: impulsos gerados no nodo sinoatrial - Cães: 70 a 160bpm - Gatos: 120 a 240bpm Arritmia Sinusal No cão é normal, onde o ritmo sinusal fica irregular, com FC alternada e rápida e lenta. Quando o animal inspira, aumenta a FC. Com a expiração faz estimulo vagal, com redução da FC. Bradicardia sinusal Ritmo sinusal regular: - Em cães: FC menor que 60-70bpm - Em gatos: FC menor que 120bpm Associado a estimulação parassimpática Se o paciente tiver com bradicardia sinusal, sinais de fraqueza ou sincope, precisa entrar com ATROPINA, GLICOPIRROLATO (anticolinérgicos). O que pode manifestar bradicardia sinusal: hipotermia, hipotireoidismo, efeito de fármacos, síndrome do no doente, gatos com CMD ou ICC em estágio terminal. Taquicardia sinusal Cães: acima de 160bpm Gatos: 240bpm Hipertermia, choque, anemia, infecções, ICC, hipóxia, tamponamento cardíaco, efeito dos fármacos, tratamento da causa base. Parada sinusal (PS) e bloqueio sinoatrial (BSA) PS: falha na formação do impulso no NS. BSA: distúrbio na condução do impulso gerado regularmente no NS. PS intermitente: pode ser normal em braquicefálicos, estimulação vagal (diminui FC, distúrbios eletrolíticos, toxicidade de fármacos. Assintomáticos e sintomáticos Origem degenerativa, que acomete maior ocorrência: - mitral, - mitral e tricúspide - tricúspide, - e raramente valvas aórticas e pulmonar. Especialmente machos Adquirida, mais comum em raças pequenas, tambem a SRD. Idade média adulta a senil Causa mais comum de ICC Etiologia desconhecida, porém, faz degeneração do colágeno e elastina, causando injuria. Mecanismo de compensação: Regurgitação valvar > baixa o DC, que está relacionado a PA, baixa tambem > faz VASOCONSTRIÇÃO > ATIVA SNA SIMPÁTICO > ATIVAÇÃO DO SRAA. - A ICC se dá quando os mecanismos compensatórios não dão conta. FISIOPATOLOGIA MITRAL - Regurgitação valvar gradual (os mecanismos compensatórios ainda estão funcionando) > tolerância a doença > distenção arterial (forca o átrio a trabalhar mais) > remodelamento de átrio esquerdo (visto no RX) > afeta o VE posteriormente > os mecanismos compensatórios não adiantam se o coração não consegue trabalhar, causando > ICC ESQUERDA (edema pulmonar). SINAIS CLÍNICOS: ICC esquerda: intolerância ao exercício, tosse, edema pulmonar, taquipneia, dispneia (angustia respiratória), episódios de fraqueza ou sincope (cianose). ICC direita: cansaço, inquietação, tosse seca, diminuição de apetite, sincope, pulso fraco, ascite, pulso jugular positiva, extremidades frias. DIAGNOSTICO: Exame físico: geral e especifico RX de tórax: imagem do coração em D invertido. Eletrocardiografia: aumento da onda P, amplitude da onde R, taquicardia sinusal. Ecocardiograma: é o mais importante. Da para observar remodelamento cardíaco, espessamento valvar, sobrecarga de volume em alguma cavidade (VE e AE)... A: não tem doença B1: assintomático, sem remodelamento B2: assintomático, AE/Ao maior que 1.6, VHS acima de 10.5 C: Sintomático, responsivo ao tratamento D: sintomático, refratário ao tratamento padrão. TRATAMENTO conforme as classificações: CLASSIFICAÇÃO B1: acompanhar paciente a cada 6, progressão para ICC incerta CLASSIFICAÇÃO B2: recomendado tratamento quando com sopro 3, AE/Ao maior que 1.6, VHS acima de 10.5 1. PIMOBENDAM VIA ORAL (inotrópico positivo e vasodilatador) 2. I-ECA: BENAZEPRIL VIA ORAL (animal urina mais) 3. Restrição dietética leve ao sódio 4. Dieta palatável, com proteína e caloria adequada (evitar que o paciente eleve o peso) CLASSIFICACAO C: animal já está com ICC. Tratamento HOSPITALAR 1. Furosemida, com livre acesso a agua quando começar a urinar. + oxigênio para edema pulmonar. 2. Pimobendam; 3. Toracocentese: sedação com Butorfanol devido aos menores efeitos cardiovasculares. 4. Dobutamina IC 5. Enalapril ou benazepril VO Tratamento DOMESTICO 1. Torasemida, Furosamida (diurético de alca – usar sempre espirolactona) 2. IECA associado ao Pimobendam 3. Espirolactona (poupador de potássio) 4. Controle do peso, FR e FC. CLASSIFICACAO D: Tratamento HOSPITALAR 1. ICC refratário a classificação C 2. Suplementação com oxigênio 3. Furosemida 4. Toracocentese 5. Venodilatador: Sildenafil, Hidralazina em casos de hipertensão pulmonar – ascite ou distenção jugular. 6. Pode utilizar IECA e Pimobendam Tratamento DOMESTICO 1. Supressor de tosse ou broncodilatador 2. Espironolactona 3. Betabloqueadores (somente fibrilação atrial) Fatores que podem complicar o tratamento Arritmias Rupturas cordas tendineas Medicação inapropriada (dose em excesso ou faltante) Alta ingestão de sódio Segunda cardiopatia mais importante Em cães grande porte, e Cocker (pequeno) Doença miocárdica sistólica Acomete ventrículo esquerdo, mas pode se tornar biventricular Felinos podem ter Grande parte dos pacientes são assintomáticos, por vezes cursa com morte súbita Arritmias estão associadas Substituição de cardiomiocitos por tecido cicatricial FISIOPATOLOGIA Causas genéticas, metabólicas, nutricionais (taurina, l-carnitina), tóxicas. Lesão no miocárdio > degeneração dos miocitos > alteração na função sistólica (contração) > mecanismo de compensação, perda da função contrátil, diminui DC > ICC. ----------------------------------------------- Sinais clínicos: assintomáticos, sincope, intolerância ao exercício, edema, taquipneia, tosse leve, ascite, perda de peso, ascite, efusão pleural e pericárdica. MORTE SUBITA. Diagnóstico por imagem: RX, verificar remodelamento pelo VHS, eletrocardiograma para detectar alteração no ritmo, e ecocardiografia. Tratamento: - diurético: furosemida - IECA: benazepril: diminuir pré-carga. - Digoxina - Antiarrítmico: lido, amiodarona - Felinos: suplementação com Taurina Morte súbita pode ser o único achado Doença miocárdica DIASTÓLICA, resultando em hipertrofia concêntrica Rara em cães 30% dos felinos idosos Ritmo de galope na ausculta e arritmias são comuns Sensibilidade dolorosa em membro pélvico, frio, com ausência de pulso, possivelmente um paciente com trombo êmbolo, que não é especifico somente dessa cardiomiopatia. Acontece pela estase sanguínea, mais sangue fica parado e predispõe a formação de trombo. Heparina, warfarina, ácido salicílico (somente neste caso tem recomendação terapêutica para felinos), são indicados. Sinais clínicos: anorexia, depressão, claudicação, paresia de membros, extremidade fria, ausência de pulso, sincope e MORTE SÚBITA. Diagnostico: RX (aumento atrial), ECG, Eco, necropsia. Tratamento Oxigênio, diurético, toraconcentese, antiarrítmico, b-bloqueador, IECA, Clopidogrel (estagio b2 - inibe agregação plaquetaria)