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MARKETING DE RELACIONAMENTO Me. Henrique Cesar Nanni GUIA DA DISCIPLINA 1 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 1. CONCEITOS SOBRE O MARKETING DE RELACIONAMENTO Objetivo: Conhecer a origem do Marketing de relacionamento e entender sua importância para fidelização dos clientes. Introdução: Desde o final do século passado o comportamento dos clientes vem mudando de forma drástica. A globalização fez com que o desenvolvimento do país se alterasse, diante da velocidade em que vinha até então. O aumento da competitividade em conjunto com a tecnologia, tornaram as empresas mais dinâmicas e abertas para o mercado, forçando-as a adotarem estratégias mais competitivas e sustentáveis. Esse fato foi potencializado nos últimos anos pela diminuição no ritmo da economia e principalmente pela concorrência internacional (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). É diante deste cenário que as empresas estão trabalhando. Mercado competitivo e com expectativas limitadas as estratégias mais assertivas, quando comparadas com seus concorrentes diretos, sejam eles, nacionais, internacionais e até mesmo pelo comércio eletrônico (FRANCISCO, 2020). O marketing é a arte de criar valor real para o cliente, pelo oferecimento de produtos e serviços de qualidade com a melhor proposta de valor possível. E o marketing de relacionamento busca estreitar o vínculo da empresa com seus clientes preferenciais. Quando falamos em Marketing de relacionamento, precisamos entender que a maior vantagem competitiva está no fato da empresa criar valor superior a seus clientes. Neste caso, a empresa deve buscar incessantemente propostas de ações que tragam vantagem competitiva ao negócio, sem perder o foco no cliente. Assim, quanto maior a disputa pelo cliente, maior é a necessidade de adequar produtos e serviços às suas necessidades (GARCIA, 2015; FRANCISCO, 2020). 2 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Quanto ao lucro da empresa é consequência do sucesso de suas ações. Ou seja, pela percepção de valor agregado sentido pelo cliente. Assim a rentabilidade da empresa é conquistada por um conjunto de transações que cada cliente pode proporcionar ao longo da sua vida. Assim, o objetivo não é “fechar uma venda”, mas, criar um relacionamento (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). É importante salientar que o “foco” para uso de ferramentas voltadas ao Marketing de Relacionamento não serve para todas as empresas. Por isso a importância em saber o que é, o porque utilizá-lo, assim como o quando e se é adequado e finalmente se deve ser usado (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). O marketing de relacionamento é impulsionado pelo aumento da concorrência que tem ocorrido em todos os setores. Com isso, fica cada vez mais difícil manter diferenciais competitivos baseados em atributos do produto ou serviços. Pois, a maioria dos atributos dos produtos e serviços são imitados com facilidade. Assim, torna-se necessário entender as individualidades de cada cliente e manter ativo o relacionamento. A premissa no entanto não é ter o foco na transação pontual e independente, mas a criação de um vínculo e de transações comerciais ao longo do tempo (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). 1.1. O que é marketing de Relacionamento? “O Marketing de relacionamento pode ser entendido como uma forma de entregar valor superior ao cliente por meio do entendimento de suas necessidades individuais” (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Para Barreto e Crescitelli (2013) muitas empresas estão usando antigas ações promocionais como Marketing de relacionamento, simplesmente por criarem uma roupagem às ações. Esses métodos acabam banalizando o conceito de relacionamento. O termo em si, começou a ser utilizado por “Berry”, em 1983. Como precursor da denominação, Berry conceituou o termo baseado no desenvolvimento de serviços com benefícios extras, assim como, proporcionando remuneração estratégicas para seus colaboradores como fator motivacional para construir redes de relacionamentos individuais com seus clientes. A busca é por lealdade e fidelização. De modo geral, são ações voltadas 3 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância a diferenciais competitivos, como: preços, qualidade e exclusividade. Para deixar mais claro, Berry apud Barreto e Crescitelli (2013) cita três pontos essenciais: a) Personalizar o relacionamento para clientes individuais: Direcionar às ações para atender às necessidades de cada cliente. Principalmente os de grande valor. Deve criar ações de mão dupla, onde a empresa e o cliente estejam sempre interligadas. b) Oferecer Benefícios extras: O cliente tem que ter a percepção de que a empresa estará sempre oferecendo algum tipo de benefício extra. Alguma vantagem em continuar comprando no mesmo lugar. c) Comunicar-se com funcionários: A empresa é formada por pessoas. Sem o comprometimento da equipe de trabalho, torna-se impossível adotar uma estratégia de relacionamento duradouro. O maior objetivo do Marketing de relacionameno não é vender mais para muitos, mas, vender mais para cada cliente de forma individual. Ou seja, aumentar seu ticket médio de compra. Faze-lo parte da negociação. Figura 1 – Participação de mercado e Participação no cliente Fonte: Peppers e Rogers apud Barreto; Crescitelli (2013) O conceito não é atender as necessidades-de muitos pela forma padrão- uniformizada, mas, identificar as necessidades de cada um e tentar solucioná-las. Com isso, cria intimidade e a capacidade e realizarem novas vendas ao mesmo cliente, fidelizando-os e garantindo os lucros ao longo da vida. Os benefícios financeiros do marketing de relacionamento consistem em: reduzir os custos, aumentar o valor vitalício dos clientes e diminuir o índice de perda, consequentemente, maior receita e lucro (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). 4 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 1.2. Motivações para trabalhar com o Marketing de relacionamento Nesta Era do Marketing de relacionamento que estamos vivendo atualmente, discute-se dois pontos cruciais e de maior importância (BARRETO; CRESCITELLI, 2013): a) Entender exatamente o que é o marketing de relacionamento; b) Encontrar indicadores para certificar que as ações estão correspondendo às expectativas da empresa. É notório que na crise, cada cliente vale ouro. Em tempos de crise, não podemos perder clientes, pois, dificilmente conseguiremos substitui-lo por outro. Quando isso é necessário, nem sempre consegue-se equilibrar entre as perdas com as captações. Precisamos entender que o marketing de relacionamento não envolve um ou outro fator. Mas, os resultados de vários fatores que trabalham juntos. Ou seja, não basta querer inserir na empresa uma gestão de relacionamento. Precisa prepara-la para isso. Em períodos em que a economia está mais difícil, o ritmo de crescimento de mercado diminui. É neste período que os concorrente tentam tomar sua fatia de mercado. O desaio é de manter, mas, na crise a competitividade ainda é mais forte. Diante deste cenário, a empresa que estiver na mente do consumidor pode sofrer menos o impácto da crise. Em tempos difíceis o processo de copiar produtos e imitar modos de trabalho são mais frequentes. Assim, manter a competitividade passa a ser ainda mais difícil. Neste sentido, a competição passa a se diferenciar na qualidade funcional e/ou de processos que envolvem o relacionamento com o cliente. Esse fator, traz mais segurança pela fidelização e consequentemente pela percepção que o cliente tem quanto ao valor agregado que encontra na empresa (proposta de valor). 1.3. A importância da fidelização dos clientes O mundo está vivendo momentos áureos da globalização. A tecnologiada informação se faz presente e movimenta um mercado cada vez mais competitivo e 5 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância exigente. Com isso, sistema cada vez mais inteligentes são implementados na expectativa de estarem atualizados e superar a concorrência (MOHR, 2011). Podemos definir a fidelidade como sendo a repetição da compra. Contudo, não é o suficiente para definir por completo “fidelização”. Muitos clientes voltam a comprar por falta de uma opção melhor. No entanto dois fatores podem ajudar (BARRETO; CRESCITELLI, 2013): a) Comprometimento: intenção de se manter com o mesmo fornecedor, apesar de situações externas contrárias. Porém, essa percepção tem haver com o caráter cognitivo. Ou seja, fiel pela proposta de valor oferecida e não por um comportamento espontâneo. Portanto o comprometimento antecede a fidelização. b) Inconveniência de mudar: esse fator é gerada por diferentes custos de mudança. Custos positivos, que englobam a criação de valor e benefícios que o cliente reluta em abrir as mãos. E os custos negativos, onde mantem o cliente por meio de contratos de exclusividade que geram multas. Neste cenário competitivo, criar propostas para fidelização parece ser uma estratégia inteligente para manter os negócios. O uso de sistemas (software) para gerenciar dados e informações, já é uma realidade nas grandes corporações. Essas ferramentas tecnológicas de gerenciamento utilizadas pelas redes corporativas, podem ser substituídas por empreendedores que conhecem seu público e mantém contato estreito de relacionamento, como é o caso das pequenas empresas. Ou seja, seja com ajuda de softwares ou pelo carisma pessoal, a palavra está focada na “fidelização”. Para Alves, Barbosa e Rolon (2014) o processo de fidelização consiste em: a) Identificar o cliente; b) Conhecer suas necessidades; c) Ofertar produtos ou serviços adequados; d) Comunicar/informar pelo melhor canal (mídia); e) Oferecer a melhor proposta de valor (agregação); f) Proporcionar a satisfação do cliente. 6 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Além desses diferenciais, a empresa deve desenvolver estratégias para que os consumidores se sintam importantes, reconhecidos, valorizados. Assim, voltarão a fazer compras, pela razão e pelo coração. Leia o livro – referência: ALVES, E. B.; BARBOSA, M. M.; ROLON, V. E. K. Marketing de Relacionamento: como construir e manter relacionamentos lucrativos? [Livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2014. (Série Marketing Ponto a Ponto). (BV) Na biblioteca virtual. Capítulo 1 – Página 30. Disponível em: <https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/14845 > Proposta: Relacione as principais vantagens da implantação do marketing de relacionamento e a capacidade de fidelização dos clientes. Uma nova geração de consumidores, estão partindo de um conceito “menos é mais”, e reduzindo, voluntariamente sua gama de opções de compra. O motivo principal é: facilitar a decisão, minimizar possibilidades de arrependimento ou erro na escolha. Corroborando com isso, o marketing de relacionamento busca a eternização do cliente na empresa e lucratividade ao longo da vida (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). 1.4. Criando Proposta de Valor ao cliente Sob a perspectiva do Marketing, a proposta de valor demonstra o nível em que o cliente percebe os benefícios recebidos em relação aos custos desembolsados para adquiri-lo. Quanto maior for os benefícios oferecidos em relação aos preços, mais fácil será fazer a venda. Ou seja, representa o quanto será pago para resolver um problema, ou simplesmente a “expectativa que o cliente tem de que determinado produto irá satisfazer suas necessidades” (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Para Alves, Barbosa e Rolon (2014) antes de lançar ações de relacionamentos com seu público, atentar-se para alguns pontos: a) Não lançar programas de lealdade porque a concorrência o fez; https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/14845 https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/14845 7 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância b) Usar recursos existentes antes de adquirir novos; c) Diferenciar-se conforme recursos da empresa; d) Criar combinação único de recursos. Para Barreto e Crescitelli (2013, p. 60) o Marketing, “valor é comumente associado à percepção do cliente. É chamado valor para o cliente ou valor percebido pelo cliente”. Ou seja, valor para o cliente é a percepção e avaliação do cliente em perceber a capacidade do produto em satisfazer suas necessidades. Assim, conforme os benefícios oferecidos forem percebidos, maior será o valor para o cliente. Alguns fatores são determinantes. Quanto aos benefícios, eles podem ser percebidos por: a) Valores sociais: ocorre pelos elogios dos amigos; b) Pessoal: é o fato de sentir-se bem consigo mesmo. Essas percepções fazem com que os clientes tenham consciência que suas decisões de compras foram inteligentes. Outro fator relacionado a geração de benefícios são os custos: a) Valores monetários: são os custos (preço pago pelo produto) e os gastos necessários para adquiri-lo; b) Temporais: relacionados ao tempo gasto para pesquisar, escolher e receber o produto. Muitas vezes são mais importantes que o preço; c) Psicológicos: tem relação à energia mental, à tensão envolvida na compra. Ou seja, é relativo à possibilidade de arrepender-se “dissonância cognitiva”; d) Comportamentais: energia física necessária para aquisição. O valor percebido pode variar de acordo com o momento. Pode acontecer antes, durante ou depois da compra. E pode variar de acordo com o cliente. Pois, dependem de vários fatores como: experiência, utilidade e produto. Assim, as empresas buscam oferecer valor superior, respondendo algumas questões como: a) O que os clientes valorizam? b) Quais percepções devem ser investidas pela empresa? c) Como o cliente avalia a entrega de valor? d) Como esses valores vão gerar “valor futuro”. A proposta é relacionar “custos & benefícios” e buscar estratégias para minimizar custos e aumentar os benefícios por meio da entrega de “valor superior”. 8 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Tais propostas oferecidas pelas empresas, são consideradas por Porter (1986 apud BARRETO; CRESCITELLI, 2013) como vantagem competitiva. O autor identifica que as empresas podem obter tais vantagens da seguinte forma: a) Diferenciação: criar produtos com benefícios superiores que justifique o preço mais alto; b) Liderança por custos: criar produtos com benefícios semelhantes a custos inferiores. É importante ter ferramentas para identificar quais clientes tem maior valor e entre eles, selecionar os que vão estreitar os relacionamentos. Assim como, se é possível manter esse contato contínuo. Neste sentido, O CRM pode direcionar a empresa para a entrega de valor superior. Para isso, é importante saber quando usar o Marketing de Relacionamento. Figura 2 – Quando utilizar o Marketing de Relacionamento Fonte: Barreto e Crescitelli, 2013 Veja que para criar valor vitalício do cliente, nem sempre a melhor opção é o marketing de Relacionamento. Contudo, em caso de prestação de serviços, na maioria das empresas o método é muito satisfatório. Isso acontece pela proximidade e dependência da empresa prestadora do serviço com o cliente final, assim como, sua base de dados, geralmente é mais atualizada (GARCIA, 2015). A ferramenta CRM é essencial, principalmente para grandes corporações, pois administra a relação com o cliente. É importante destacar que para cada consumidor, o produto ou serviço têm um valor. Para muitos, o preço é mais importante, outros a facilidade de uso ou outros diferenciaiscompetitivos oferecidos pela empresa como, qualidade e os serviços pós-venda. 9 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Oferecer valor para seus clientes, parece ser o desafio enfrentado por qualquer empresa. Porém, saber usar as informações é fundamental para o sucesso. Se a empresa não estiver preparada para criar proposta de valor adequada aos seus clientes, dificilmente alcançará seus objetivos. Ou seja, o segredo da eficiência de qualquer ferramenta de relacionamento está na sua correta utilização. 10 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 2. IMPLANTANDO O MARKETING DE RELACIONAMENTO Objetivo: Mostrar as principais características necessária para a implantação do marketing de relacionamento em uma empresa. Introdução: Criar ações do Marketing de relacionamento não é algo fácil, pois, a empresa precisa desenvolver formas de se adaptar a oferta de seus produtos às necessidades do cliente. O empreendedor precisa investir e adaptar a empresa à recepção e armazenamento, assim como, aprender a utilizar veículos (canais) para disseminar as informações. Ou seja, mudar o foco da empresa “em atender os clientes” para uma “cultura de relacionamento” é um grande desafio (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Nenhum processo de implantação de um programa de relacionamento com os clientes dará certo sem a participação de todos. Para se ter sucesso, a empresa precisa alinhar seus processos de comunicação e preparar-se para o marketing de relacionamento. Poser (2005) defende a ideia que para a empresa ter um excelente relacionamento de consumo com seus clientes, sejam eles, pessoais, profissionais ou empresariais deve quebrar alguns paradigmas: a) Não adquirimos produtos ou serviços. Adquirimos soluções, e elas são altamente emocionais! b) Precisamos analisar a necessidade e o desejo do cliente e não tentar dar a ele o que achamos que ele quer; c) Nenhuma estratégia profissional, comercial ou corporativa terá resultado se não pudermos traçar um paralelo com nossas vidas pessoais, pois estamos lidando com gente, e gente é emoção pura; d) As pessoas precisam sentir-se importantes para a empresa; e) Não importa quanto custa um produto ou serviço, o que importa é quanto ele vale; f) A diferença é feita por gente; 11 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância g) Produto com melhor qualidade e preços competitivos são hoje apenas commodities; h) Quando a emoção está totalmente envolvida, o preço não é o fator determinante de escolha de consumo; i) Nossas decisões de consumo, baseia-se em dois segmentos: Necessidades e desejos; j) O conjunto de sua postura, gestos e linguagem é o seu principal cartão de visita; k) As comunicações telefônicas devem ser precisamente objetivas. Não faça uso do tempo dos outros. Ele não é seu; l) Não faça aos outros o que não gostaria que fosse feito a você; m) Lidera quem enxerga o óbvio; n) Para obter respostas certas, pergunte corretamente; o) As estratégias precisam ser bem conduzidas para termos resultados; p) Precisamos dar atenção especial a quem nos traz lucros; q) Conheça pessoalmente seus melhores clientes, utilize ferramentas; r) Ofereça produtos e serviços que solucione problemas e atenda desejos e necessidades; s) As emoções são decisivas nas negociações; t) Conheça seu mercado e o cenário; u) Tenha sempre os melhores argumentos (convencimento); v) A tecnologia é um meio, uma ferramenta e não a solução em processos; w) Aumentar carteira de clientes não é um simples desejo, deve pensar; x) Independente do canal de atendimento, o cliente tem que ser bem tratado. 2.1. Gestão do relacionamento – empresa & clientes Uma boa gestão do conhecimento requer capacidade da empresa em transformar as informações coletadas nas ações realizadas em dados que possa fundamentar em novas ações, adaptadas às necessidades dos clientes. Para isso, todos os processos precisam ser mais flexíveis (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Para Alves, Barbosa e Rolon (2014) a implantação do marketing de relacionamento depende de alguns elementos: a) Identificação de clientes chaves que merecem atenção especial; b) Designação de um gerente para administrar o relacionamento; 12 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância c) Desenvolver descrição das tarefas dos gerentes (objetivos, responsabilidade e critérios de avaliação); d) Selecionar um gerente geral (supervisor); e) Desenvolver planos individuais de longo prazo e um anual. É importante destacar que o Marketing de Relacionamento não é necessariamente voltado ao consumidor final. Apesar de ser normalmente tratado entre comprador e consumidor, seu conceito é mais amplo, já que na medida em que envolve todos os relacionamentos que podem interferir na capacidade de entender as necessidades e satisfação dos clientes. Ou seja, o foco é no relacionamento com o cliente final, no entanto, também pode envolver o relacionamento entre a empresa e outras empresas, parcerias, distribuidores e fornecedores e até entre os concorrentes (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Para que o relacionamento crie valor é preciso que ele faça parte do processo produtivo da empresa. Para isso, precisa entender as informações e responder em forma de ação. Adaptando produtos, mudança sistema de comunicação e principalmente fazer uma gestão voltada a uma personalização em massa. O foco deve estar na ligação entre o cliente e a empresa (BARRETO; CRESCITELLI, 2013): a) Criar ações com vantagens financeiras para o cliente; b) Adaptar-se a novas necessidades de segmentos; c) Personalizar os produtos para cada necessidade (exclusividade); d) Criar processos de relacionamentos duradouros com o cliente. De forma geral, tem tipos de clientes que querem ter vantagem financeira (percepção de valor agregado superior), outros, preferem que o produto ou serviços oferecidos sejam do seu jeito (personalizado). Assim, a empresa deve criar instrumentos para que seus relacionamentos sejam eternizados, independente do tipo de cliente atendido (GARCIA, 2015). Para Grinder e Bandler (apud POSER, 2005) 55% da comunicação ocorre primordialmente por meio da postura, gestos, ritmo respiratório e epressões faciais. Ou 13 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância seja, é totalmente extraido da nossa fisiologia. Já, o tom de voz representa 38% e a palavra 7%. 2.2. Os componentes do Marketing de Relacionamento O fato de “focar” o cliente e atendê-lo integralmente é um esforço para estimular a fidelidade por meio da satisfação de suas necessidades, garantindo o lucro ao longo prazo. Então, como podemos assegurar que haverá fidelização e rentabilidade? Para responder a essa questão, destacam-se algumas formas de ação (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). a) Trabalho de pós-marketing: mais conhecido como pós-venda, é uma estratégia combinada com outras ações que tem gerado bons resultados. O objetivo é fazer com que o cliente tenha a percepção de que a empresa está preocupada em satisfazê-lo e com isso obter o retorno, para novas compras. A fidelização e aquisições de outros produtos da loja e a capacidade de mensurar se os resultados de suas ações estão dentro das expectativas do cliente e da empresa. b) Relação de aprendizagem com o cliente: A premissa é fidelizar e criar rentabilidade à empresa. Para isso, precisa entender que a cada contato, deve- se gerar informações e alimentar o banco de dados. Entender o que ele precisa é fundamental. Assim, a empresa pode se adaptar a novas exigências e antecipar suas ações. c) Personalização em massa: Conhecer as necessidades, significa inseri-lo no desenvolvimento dos produtos a seremlançados. Adaptar às suas necessidades. Saber ouvir é fundamental para criar ações que repercutam em massa. Ou pelo menos a um grupo maior de pessoas. Muitas ações consideradas pelas empresas como “Marketing de relacionamento” não respeitam os conceitos básicos, “incorporar o cliente à cadeia de valor”. Desta forma, ele não pode ser confundido com atitudes de vendedores que buscam elementos para entender o cliente e vender melhor. Como definição podemos afirmar que as características das ações de Marketing de relacionamento consistem em: a) Mudança de visão (de fechamento de negócios para o início de relacionamentos); b) Relação contínua com os clientes após cada venda; 14 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância c) Criar vínculo das ações de marketing com as respostas dos consumidores; d) Envolvimento do cliente na formulação e desenvolvimento do produto e de novos serviços; e) Adaptação dos produtos ou da forma como fazê-los para atender às necessidades de cada cliente ou grupo de clientes. Figura 3 – Componentes do Marketing de Relacionamento Fonte: Santos, 2015 Alguns princípios básicos no planejamento da construção do plano de relacionamento são citados por Alves, Barbosa e Rolon (2014): a) Relacionamento (aberto e transparente); b) Confiança, honestidade e ética: (Cumprimento de promessas, e prazos, assumir responsabilidades, honestidade e comportamento ético); c) Manter contatos constantes: (Ser lembrados, identificar necessidades e desejos, desenvolver novos produtos); d) Parcerias: (Empresas engajadas, preocupar-se verdadeiramente, recompensar lealdade). 2.3. Os Cs do Marketing de Relacionamento Em outras disciplinas já falamos sobre o composto de marketing – mais conhecido como os 4 Ps. Em contrapartida, tem-se a visão do cliente em relação aos produtos e 15 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância serviços oferecidos pela empresa, chamados de 4 Cs do marketing. Na realidade abrange os mesmos produtos, porém, com ângulos diferentes. a) Cliente: é o consumidor final. É o que busca adquiri produtos e serviços para que seus desejos e necessidades sejam supridos. É o elemento mais importante, afinal, sem clientes, não existe consumo, não existe vendas. b) Conveniência: A procura pelo melhor lugar e local. Ou seja, a escolha do melhor distribuidor dos produtos de sua preferência. Normalmente escolhido o de mais fácil acesso, o de melhor atendimento. c) Comunicação: Produzir e distribuir sem se comunicar, o resultado pode não ser o esperado. O cliente precisa saber da existência do seu produto e onde encontrá-lo, assim como a garantia que não faltará no futuro. d) Custo: o cliente deve saber que irá pagar o preço certo e terá recursos para isso. Isso vai além da sua percepção de Valor, pois para a empresa é o Preço, para o cliente é o Custo. Quer um pouco mais de informação sobre os 4 Cs. Faça uma pesquisa no site <https://administradores.com.br/artigos/composto-ou-mix- de-marketing-os-4-ps-cs-e-as> Acesso em: 25 jun. 2022. Estudar os clientes e saber como atendê-los pode levar a empresa em um constante embasamento de fatos, maximizando suas oportunidades e minimizando as ameaças. Veja a forma como cada um percebe: Quadro 1 – Percepção da empresa e do consumidor 4 Ps 4 Cs Ponto de vista do vendedor Ponto de vista do comprador Produto Cliente Preço Custo Praça Conveniência Promoção Comunicação Fonte: adaptada Kotler e Keller (2012) Outros pensadores desenvolveram ao longo de suas pesquisas, alguns outros Cs. Principalmente quando a empresa tem o CRM como ferramenta de relacionamento. Vamos ver alguns deles (GARCIA, 2015): https://administradores.com.br/artigos/composto-ou-mix-de-marketing-os-4-ps-cs-e-as https://administradores.com.br/artigos/composto-ou-mix-de-marketing-os-4-ps-cs-e-as 16 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância a) Capacidade: oferecer enfoque e qualidade suficientes; b) Controle: garantia da entrega do melhor serviço e a segurança em receber; c) Colaboração: todos os departamentos envolvidos num só objetivo; d) Customização: atender cada cliente de forma personificada; e) Cálculos: rever quais clientes são importantes; f) Cuidados: tratar o cliente como se fosse único, especial e valioso. 2.4. A importância dos stakeholders nos relacionamentos O conceito de stakeholder é definida pelo público estratégico que a empresa tem relacionamentos. Ou seja, descreve uma pessoa ou grupo que tem interesse e envolvimento com uma empresa, negócio ou indústria. Em inglês: stake, significa interesse, participação, risco. Já, holder, significa aquele que possui. Assim, stakeholder, resume-se como “parte interessada ou interveniente” (SIGNIFICADOS, s/d). Pode-se afirmar que são pessoas ou grupos que legitima as ações de uma empresa em seu mercado de atuação. Ou seja, todos os envolvidos no processo que tem um papel direto ou indireto na gestão e resultados da organização. É neste contexto que se trabalha a fidelização, considerando algumas ligações de negócios que envolvem vários tipos de relacionamento. Assim, quando as empresas criam ações que demonstre os benefícios do relacionamento que vão além dos atributos do produto, estão buscando valorizar os benefícios (atributos) que podem ajudar na fidelização e estão relacionados à confiança. Esses fatores devem ser valorizados entre os mercados (FRANCISCO, 2020): a) B2E - (Business to Employee “funcionários”); b) B2B – (Business to Business); c) B2C – (Business to Consumer); d) B2G – (Business to Government); e) B2B2C – (Business to Business to Consumer “transação entre empresas visando uma venda para o cliente final”); f) C2C – (Consumer to Consumer); g) D2C – (Direct to Consumer “fábrica/distribuídos direto para o cliente). 17 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Figura 4 – Tipos de relacionamentos Fonte: Adaptada de Barreto e Crescitelli, 2013 Em todos os canais de atendimento, deve-se encontrar ferramentas estratégicas para fidelizar. Quanto mais estreito for o laço entre a empresa e o cliente, mais forte será os fatores positivos e consequentemente maior será a chance de fidelização (FRANCISCO, 2020). 2.5. Cadeia de Relacionamento Nas últimas décadas vem se falado muito na cadeia de relacionamentos entre a empresa e o mercado potencial. Normalmente são citados como cadeia de suprimentos ou Supply chain, assim como outros conceitos. A premissa sobre o tema é levar a empresa a obter redução de custos totais, geração de valor e satisfação do consumidor final. No entanto, a falta de planejamento de algumas ações leva a prejuízos (FRANCISCO, 2020). Faça uma leitura na Revista Espacios (2017) A Cadeia de Suprimentos e Relacionamento nas Agências de Viagens Catarinenses. Disponível em: <http://www.revistaespacios.com/a17v38n17/a17v38n17p07.pdf> Acesso em: 25 jun. 2022. É neste contexto que a cadeia de relacionamento se encaixa como uma poderosa ferramenta, permitindo que as empresas se integrem na busca por custos menores, eficiência produtiva, confiabilidade nos processos, inovação tecnológica e ganho de comprometimento vitalício. Vamos destacar os mais comuns no meio empresarial: http://www.revistaespacios.com/a17v38n17/a17v38n17p07.pdf 18 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 2.5.1. B2E - Funcionários A importância do funcionário no sucesso de qualquer processo que utiliza o marketing de relacionamento parece bastante claro. Quanto ao comprometimento em relações as novas ideologias voltadas com foco no cliente, podem ser conquistadas por meio de treinamento. É obvio que as empresas adotarãojunto ao treinamento formas de mensurar seus resultados. Mas, o mais importante é que esses treinamentos devem ser focados na conscientização do processo como um todo, bem como seus objetivos e justificativas pera sua adoção. Assim, compreendendo as razões, a mudança cultural pode ser mais rápida (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Quanto ao critério de avaliação dos resultados obtidos com o treinamento e evolução do trabalho dos funcionários, é importante destacar que serão adotados novos indicadores, modificada e atrelada ao relacionamento, já que passa a ser uma nova filosofia para a empresa. Neste processo, nem todos os colaboradores conseguem passar, ficando fora dos valores que até então estavam inseridos. Ou seja, os indicadores são mensurados com vínculo no relacionamento, na satisfação e na inclusão adequada das informações no sistema. Também deve prever que a remuneração e os resultados sejam provenientes dessa relação com o cliente. 2.5.2. B2B – Entre empresas Nos negócios B2B define-se como as transações entre empresas, distribuidores e indústrias. É um mercado complexo e com alta capacidade de faturamento e muitas vezes com especificações detalhadas. O processo de negociação envolve muitas pessoas. Para Yanaze (2007 apud ALVES; BARBOSA; ROLON, 2014) os produtos envolvidos nos negócios B2B também são chamados de “bens empresariais, produtos industriais, comerciais ou organizacionais” que subdividem em materiais e peças, bens de capital, suprimentos e serviços empresariais. Quadro 2 – Diferenças entre B2B e B2C Descriminação Marketing B2B Marketing B2C Compras Benefício da organização Benefício próprio Decisão Mais pessoas Menos pessoas Compradores Múltiplos grupos Individual Formalidade Formal e informal Informal Bases Relacionamento Transações Volume compras Grande Pequeno Lucro e viabilidade Alto e amplo Baixo 19 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Atratividade pessoal Difícil Fácil Mercado alvo Pequeno Grande Processos Relacionamento Transações Fonte: Alves, Barbosa e Rolon, 2014 Apesar das diferenças, o processo de relacionamento, comprometimento e respeito entre os elementos devem ser prioridades da organização. 2.5.3. B2C – Empresa e Clientes Diante de um cenário altamente competitivo, o empreendedor também tem o desafio de atender vários mercados. Porém, para o mercado varejista o B2C (Business to Consumer ou Empresa para consumidor) é prioridade. Este modelo de negócios está diretamente ligado ao desafio de conquistar e fidelizar (GARCIA, 2015). Cada negócio tem sua proposta de valor específica. A ideia é que a proposta de valor de um negócio seja verdadeiramente relevante para o seu público-alvo. Acompanhar o comportamento de mercado em cenários B2C, torna-se um processo relevante para competitividade. Fatores como qualidade, eficiência operacional, comunicação e a estratégia de marketing diferenciadas da concorrência é praticamente a base para fidelização dos clientes. No entanto, precisa ser muito claro sua proposta de valor e do público que pretende atender (FRANCISCO, 2020). Para Kotler e Armstrong (2015) o conceito de B2B e B2C são definidos pela público- alvo que a empresa opta em atender. Se vai ser varejista e atender o público B2C ou atacadista e atender o público B2B. No caso de ser B2C, não tem outra opção do que conquistar seu cliente. Para sobressair-se no mercado e alcançar a preferência do consumidor, precisa convencê-lo a comprar seus produtos e garantir excelência e uma boa dissonância cognitiva. 20 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 2.5.4. B2G – Empresa e Governo O B2G é toda comunicação ou estratégia de venda focada no Governo. Neste caso entra as licitações, editais de compra do governo. As empresas oferecem serviços específicos e muitas vezes o governo é o principal cliente. A comunicação “business to government” é bem específica. São negócios realizados com a prefeitura e órgãos governamentais municipais, estaduais e federais (FRANCISCO, 2020). A Internet se tornou um instrumento poderoso para realização de compras no setor público. Os vários modelos de negócios realizados por meio da internet, vem permitindo combinar compras descentralizadas com um espaço centralizado de mercado. Além disso, à ganhos de eficiência adicionais com a padronização de contratos, documentos e produtos. Outros benefícios deste tipo de negócio são as informações gerenciais, pois os históricos das transações costumam ser públicos e transparentes, facilmente acessíveis pela população e empresas privadas e podem servir para estabelecer estratégias comerciais futuras. Outro benefício é que a sociedade pode acompanhar o processo de compra do governo, em todas as suas etapas e, inclusive sua legalidade, já que tudo é registrado em atas virtuais (FRANCISCO, 2020). 21 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 3. POLÍTICA DE RELACIONAMENTO Objetivo: Mostrar como as ações estratégicas de relacionamento como proposta de valor, confiança e comprometimento são importantes para a empresa. Introdução: Uma boa política de relacionamento começa com ações estratégicas para captar, manter e fidelizar seus clientes. Porém, precisamos adotar ferramentais de mensuração que possa identificar o nível de satisfação dos nossos clientes. No entanto, adotar políticas de relacionamento na empresa, sem os devidos alinhamentos necessários, parece não ser uma boa ideia. Primeiro a empresa precisa romper com as estruturas e paradigmas existentes antes de implantar o marketing de relacionamento. Toda a empresa deve estar preparada para adotar ações de comunicação voltadas ao relacionamento duradouro. (SANTOS, 2015). Kotler e Armstrong (2015) citam que o cliente deseja que todo o atendimento se desdobre em uma relação de atributos. Os mais comuns são: velocidade, cordialidade, conhecimento, solução de problemas, entre outros. No entanto, cada pessoa valoriza de forma diferente os atributos e variam suas percepções em momentos e contextos. Para muitos autores, estamos na “Era do Relacionamento”, pois neste cenário atual, aproximar do cliente significa: ouvir, escutar, criar produtos e serviços para atendê-los e ajuda-los em seus problemas. O sentimento de sentir-se “acolhido” parece ser a melhor opção para o sucesso do relacionamento. Assim, prover condições favoráveis para o uso de uma política correta e identificar as melhores práticas de Relacionamento, pode proporcionar a empresa um meio permanente de compartilhamento de experiências entre a empresa e seu mercado-alvo. Outra ferramenta poderosa de comunicação que está em quase todas as políticas de relacionamento é a Internet. A empresa deve investir na transparência e na divulgação de suas ações por meio da web. Este é um espaço onde pode-se conhecer o trabalho da empresa, seus objetivos e valores. Assim como, suas áreas comerciais, atuação 22 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância socioambiental, visão, missão entre outros atributos desejáveis pelos consumidores potenciais. Além de ser um canal de comunicação fantástico, traz informações que servirão para tomadas de decisão mais assertivas pela empresa. 3.1. Captação, retenção e fidelização O fato de a empresa criar ações para reter e não somente para conquistar, baseia- se na premissa de que para conquistar precisaria de mais investimento do que para retê- los. Assim, priorizar e estimular ações de manutenção e fidelização parece ser mais interessante a empresa. Consequentemente, aumenta probabilidade de o cliente voltar a comprar e diminui o interesse da concorrência pelos seus clientes (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). A fidelizaçãoé reforçada pela capacidade do cliente insatisfeito em destruir sua reputação junto ao mercado potencial. Além de perder o cliente, ganha um inimigo. Aliás, um cliente perdido, prejudica a conquista de novos. Contudo, o cliente fiel realiza mais transações, compram mais e são mais frequentes nas aquisições e tendem a ser mais lucrativos. O foco do Marketing de relacionamento é ganhar mais ao longo da vida (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Poser (2005) considera que o motivo que leva uma organização a desenvolver programas de fidelização é simplesmente o valor dos clientes. E para sermos competitivo a ordem prioritária é: a) Satisfazer: principalmente os de maior valor e maior potencial; b) Oferecer: produtos/serviços de alta qualidade, conforme suas necessidades; c) Melhorar: Processos internos e focalizar nos clientes especiais; d) Manter: alto desempenho focalizando clientes de maior valor potencial; e) Atrair, desenvolver e reter talentos: priorizando o atendimento; f) Estimular a inovação: sempre voltados aos clientes de maior potencial; g) Alinhar: visão estratégica e ações aos clientes de maior valor potencial; h) Pensar e planejar: usar estratégias e ações para satisfazer clientes; 23 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância i) Equilíbrio: entre trabalho e vida pessoal; j) Gerenciar; tempo, estresse e conflitos. Tais características são prioridades, pois com essas ações já nos trazem condições de sobrevivência e competitividade. Contudo, não se pode perder o foco do cliente especial. Aquele que traz lucratividade para a empresa ao longo da vida. Que para Santos (2015) palavras como satisfação, fidelização, retenção e lealdade tem forte ligação no marketing de relacionamento. Figura 5 – Definições chaves do Marketing de relacionamento Conceito Definição Valor É a soma dos benefícios tangíveis e intangíveis e dos custos para os clientes; Satisfação Reflete o julgamento que uma pessoa tem do desempenho de um produto em relação a suas expectativas; Fidelização É um processo pelo qual o cliente se torna fiel. Sempre volta a comprar, motivado pela satisfação do produto e ou serviços; Retenção É a atitude dirigida a reter pessoas ligadas a organização. Reter é fidelizar! Lealdade Ser confiável e leal a determinada marca, produto ou organização. Fonte: adaptado de Kotler e Keller, 2012; Bogmann, 2000 - Santos, 2015 Quando falamos em valor, não se trata necessariamente de dinheiro. Tem a ver com a combinação positiva da qualidade, serviços e custo proporcionando vantagens ao cliente. 3.2. Proposta de valores percebidos A proposta do Marketing de Relacionamento, visa auxiliar a empresa antecipar-se às tendências do mercado e fazer com que o cliente entenda suas necessidades. É importante para os negócios que o cliente perceba que a empresa não se preocupa em vender, mas prioritariamente manter um relacionamento mais sólido e de parceria, onde todos ganham a longo prazo. O objetivo é superar os padrões habituais de relacionamento e transpor aos demais concorrentes, criando ações para encantar e fidelizar. Assim, deve- se pensar como agir antes da conquista, durante e após a venda. Além disso, ter a capacidade de criar ferramentas para observar e mensurar a satisfação dos clientes. A proposta de valor, não acontece por acaso. Ela é construída durante todo o ciclo vitalício do cliente e do produto/serviço. Para Alves, Barbosa e Rolon (2014) para criar proposta de valores reais aos clientes a empresa deve: a) Consulte os clientes selecionados para determinar quais os atributos de valor; 24 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância b) Ordene a hierarquicamente a importância desses atributos na visão dos clientes; c) Compare-se com a concorrência e verifique qual a percepção de valor que a empresa entrega; d) Verifique as causas das percepções favoráveis e desfavoráveis dos clientes; e) Desenvolva atributos de valor para o presente e futuro; f) Busque ações para atender e exceder as expectativas dos clientes. Para Poser (2005) fatores estratégicos devem ser levados em consideração e implica na antecipação das necessidades em todas as áreas da empresa, considerando às soluções e informações. Os valores que permeiam esse processo estratégico devem ser: Fonte: Poser (2005) Mais do que oferecermos aos nossos clientes produtos de qualidade e atendimento personalizado é o fato de os mesmos perceberem e valorizar tais procedimentos. 3.3. Satisfação, confiança e comprometimento Quando pensamos em satisfação, a empresa deve colocar como prioridade nas suas ações. Em segundo lugar, preocupar-se com a fidelização e posteriormente com a lucratividade. Esses três elementos devem ser mensurados continuamente pela empresa. No entanto, o cliente deve ter a percepção que estão criando ações para atender suas necessidades, assim como, conscientes que estão sendo cuidados (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Satisfação: uma palavra vinda do latim, denomina-se como ação e o efeito de satisfazer ou de se satisfazer. Assim como, cumprir o que é devido, o que foi prometido, saciar um apetite ou um desejo, satisfazer exigências ou expectativas (SIGNIFICADOS, Quadro 3 – Valores percebidos pelos consumidores e Empresas Consumidores Empresa • Qualidade de serviço; • Compreensão de suas necessidades; • Empatia; • Produtos e serviços personalizados; • Lucratividade; • Alta performance em eficiência; • Client share – compartilhamento; Para tanto precisamos: • Ter uma visão potencial do consumidor; • Utilizar todos os contatos como oportunidades; Para tanto precisamos: • Implementar fidelização e retenção por ocasião do atendimento; • Aferir e gerenciar a rentabilidade do consumidor oferecendo serviços de atendimento adicionais; 25 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância s/d). Porém, satisfazer pode ser algo complicado e muito complexo. Inicialmente deve conhecer o cliente, seu MIX de marketing e principalmente porque compram. Pois, está intimamente ligada à percepção que o cliente tem com a qualidade e a comparação com a concorrência. Ou seja, qual expectativa que o cliente tem quando adquiri seu produto ou serviços. Porém, outros fatores como cultura, técnicas de divulgação tipos de propaganda e as atividades de pós-vendas interferem. No entanto, as expectativas são avaliadas de acordo com que a satisfação seja contemplada. Figura 6 – Formação da satisfação do cliente Fonte: Barreto e Cresscitelli, 2013 Resumindo, a satisfação pode ser considerada quando a qualidade do produto e seus atributos são satisfatórios, porém, com efeitos variáveis ocasionadas por fatores situacionais e pessoais (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Para Alves, Barbosa e Rolon (2014) uma boa relação entre os clientes e a empresa, precisa-se implementar estratégias corretas e em consonância com a s expectativas dos consumidores. Isso faz com que sentimentos de satisfação, confiança e comprometimento se ressalte e direta e indiretamente acabam gerando a lealdade (fidelização). Neste caso, manter bons relacionamentos na pré-venda, venda e pós-venda é essencial. Além disso, é importante agregar valor adicionado a cada venda. Ou seja, encontrar diferencias que ajudem a manter os clientes fidelizados. Resumindo, um bom programa de relacionamento com foco na fidelização deve ser fundamentado com base nos processos de reflexão e posicionamento estratégico, pois ações pontuais não garantem a permanência do cliente a longo prazo. 26 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 4. A IMPORTÂNCIA DAS PESSOAS NO MARKETING DE RELACIONAMENTO Objetivo: Entender a importância das pessoas no processo de implantação e manutenção do marketingde relacionamento. Introdução: O relacionamento com o cliente é uma questão de administração. Para isso a empresa precisa manter processos na área da manutenção e melhorias para que seja institucionalizada em todos os departamentos e setores da organização de forma humanizada. Neste sentido, ganha importância o alinhamento empresarial, onde todos os setores possam se comunicar, sem ruídos. Só assim, terão uma visão global da essência da política adotada e das estratégias de relacionamento (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Por outro lado, a empresa deve prover condições favoráveis para que todos os departamentos se encorajam a entender e praticar o relacionamento. Garantir que todos “falem a mesma língua”, para isso, precisam estar convencidos de suas vantagens e a importância dessa relação para o sucesso de todos. Para Alves, Barbosa e Rolon (2014) as pessoas procuram nos relacionamentos com os clientes os seguintes pontos: a) Benefícios sociais: aproximação entre os consumidores e funcionários, criando um vínculo de amizade, consequentemente recebendo um tratamento personalizado. b) Benefícios psicológicos: relacionamento entre empresa e consumidor. Isso gera confianças, segurança e conforto. Reduzindo a ansiedade do consumidor; c) Benefícios econômicos: Envolve fatores financeiros como, descontos, vantagens na recompra ou até mesmo pela disponibilidade do produto, rapidez no atendimento etc.; d) Benefício de customização: são benefícios e serviços adicionais oferecidos pelo uso contínuo dos produtos e serviços customizados. 27 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância O objetivo é criar a dissonância cognitiva no cliente. A percepção que fez o melhor negócio. Recebeu os melhores benefícios. Satisfação com aquilo que foi recebido. Para Oliver (1997 apud ALVES; BARBOSA; ROLON, 2014) elenca quatro níveis de satisfação que o consumidor apresenta para obter a dissonância cognitiva: a) Contentamento: satisfeito com o nível do produto/serviço oferecido; b) Prazer: percepção do problema resolvido e necessidades satisfeitas, excedendo suas expectativas; c) Encantamento: quando comparado a concorrência, percebe os resultados acima de suas expetativas, ficando extremamente satisfeito, surpreendido positivamente, adicionando um sentimento de alegria; d) Alívio: A superação da satisfação por um bem estar superior. 4.1. O comportamento dos colaboradores Para Mohr (2011) em relação ao sucesso no desenvolvimento de ações de marketing de relacionamento, tem dois fatores principais no processo: Tecnologia e pessoas. A empresa precisa estar preparada com tecnologia suficiente para funcionar o software consequentemente sua capacidade de transmissão. Contudo, a falta de engajamento dos funcionários parece ser um fator ainda mais preocupante, pois se não estiverem motivados e convencidos das vantagens, nada vai acontecer. O processo de implantação e manutenção das ferramentas de relacionamento nas empresas só são satisfatórias quando as promessas feitas aos clientes e colaboradores, forem percebidas o quanto de “valor maior” conseguem obter por utilizarem a filosofia de relacionamento. Todos os contatos devem ser satisfatórios. São considerados “momentos da verdade”. O produto pode até ser o foco, mas, para sentir-se motivado a relacionar-se a empresa deve oferecer qualidade no atendimento. São os funcionários da organização os responsáveis pela satisfação do cliente. Todos da empresa devem ser capazes de 28 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância entender, armazenar e disseminar as informações fornecidas pelo cliente para que sejam integradas no banco de dados. 4.2. Criação de valor mútuo e reciprocidade Para criar valor a empresa precisa conhecer seu mercado e principalmente se esse mercado é receptivo ao Marketing de Relacionamento. Ou seja, nem sempre deve-se usar essa ferramenta para a empresa. Figura 7 – Escolha e proposta de valor Fonte: Kotler e Armstrong apud Santos, 2015 A vantagem do seu uso ocorre pelo fato da multiplicidade de informações disponíveis e formas de mantê-las para fortalecer uma boa base de clientes fidelizados está cada vez mais difícil. Ou seja, o desafio das grandes corporações e redes de lojas, estão buscando manter os clientes com relacionamentos duradouros e fiéis a empresa. Contudo, agradar o cliente não é tarefa fácil. Os clientes estão mais conscientes em relação a preços, aos novos produtos e na excelência nos serviços. É nesse contexto que as empresas de pequeno a grande porte, devem estar preparadas para enfrentar o mercado. As medias e grandes pela dificuldade em manter base de dados atualizadas de seus clientes e as pequenas em manter estreito relacionamento no cotidiano. Independente da organização, todas devem procurar maneiras de se impor no mercado, seja com seus produtos ou serviços e buscar formas para que o processo de fidelização dos clientes se adapte conforme o cenário de forma permanente, eficiente e agregue valores mútuo. 29 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Para Barreto e Crescitelli (2013) antes, de implantar o marketing de relacionamento precisa verificar se é a melhor solução, devemos saber: • Existe possibilidade em criar valor superior ao que entregamos? • Existe clientes suficientes para gerar lucratividade e que justifique investir no Marketing de Relacionamento? • Conseguimos implantar o Marketing de relacionamento com a cultura atual. Ou seja, compensa mudar a cultura organizacional? Mesmo se o cenário não for propício, pode-se desenvolver técnicas de relacionamento adaptadas a cultura existente. Porém, cabe ressaltar que a empresa não está adotando o método como “foco” do negócio, mas, como estratégias adaptadas para aquele segmento. Assim, se o mercado e ou produto oferecido não representa possibilidade de alto valor e lucratividade ou gerar valor vitalício do cliente, não vale a pena investir no Marketing de relacionamento. Neste caso, é melhor investir em ações de vendas mais pontuais, objetivando lucratividade em cada transação. No entanto, para entender melhor o mercado é importante segmentá-lo. Quadro 4 – Bases e variáveis da segmentação – mercado consumidor e empresarial Tipo de mercado Bases Variáveis Consumidor Geográfica Região, tamanho, metrópole, densidade, área; Demográfica Idade, tamanho da família, ciclo de vida, sexo, renda, ocupação, educação, religião, raça, geração, nacionalidade, classe social. Psicológica Estilo de vida, personalidade. Comportamental Ocasiões, benefícios, status, utilização, fidelidade, prioridades, atitude. Empresarial Demográfica Setor, porte, localização. Operacional Tecnologia, status de usuários e não usuário, recursos dos clientes. Abordagem de compra Organização em relação a compras; Estrutura de poder; Natureza dos relacionamentos, políticas gerais e critérios de compras. Fatores situacionais Urgência, aplicação específica, tamanho do pedido. Características pessoais Similaridade comprador-vendedor, atitudes a riscos, fidelidade. Fonte: Santos, 2015 Apesar da variedade existente, as empresas devem se concentrar em segmentos que acham mais pertinentes aos objetivos traçados para o seu negócio. Mas de forma geral a escolha e o sucesso dependem de alguns fatores como: (SANTOS, 2015): a) Precisam ser mensurados (calculados); b) Acessíveis: fáceis de serem alcançados e atendidos; 30 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância c) Substanciais: com potencial de lucratividade; d) Diferenciáveis: Devem responder aos estímulos do marketing; e) Acionáveis: possibilidade de desenvolver programas para conquistar. Se a empresabuscar um segmento errado, gastará seus recursos e não terá retorno. É com base nessas escolhas que se obtém o aumento da lucratividade. Assim como decorre da fidelização dos clientes, pois, a preocupação dos empreendedores é voltada ao retorno financeiro. Muito mais do que o lucro é a capacidade de avaliar a variação do valor vitalício do cliente e a influência das ações em recuperar os investimentos. 4.3. Identificação dos clientes de maior valor – valor vitalício Para que as empresas obtenham relacionamentos de maior valor, precisam demonstrar atendimento diferenciados, suprindo suas expectativas e acima de tudo, selecionar clientes com alta capacidade e potencial de consumo a longo prazo. Ou seja, o fato de valorizar o atendimento para alguns clientes é considerado recente no meio do marketing. Atender todos da mesma forma não é uma boa estratégia para a maioria das empresas. Deve-se considerar o valor que cada um proporciona ou virá a proporcionar a longo prazo para a empresa (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Existem clientes muito lucrativo, e muitos outros, pouco lucrativos, assim como tem alguns que nem lucro darão. Enfim, é preciso que haja correlação entre lucratividade e o oferecimento da proposta de valor. Para entender isso, precisamos conhecer quais clientes compram mais e ou aqueles que consomem nosso tempo e recursos sem grandes retornos. Assim como tem alguns que geram positivismo a marca e outros chegam a representar 31 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância perigo. Ou seja, com bom gerenciamento de relacionamento, consegue-se identificar melhor quem merece mais da nossa atenção. Rust, Zeithaml e Lemon (apud BARRETO; CRESCITELLI, 2013, p. 47) apresentam uma pirâmide de clientes conforme seu valor, aqueles que ficam no topo são os que trazem maior retorno e conforme desce as bases são representados por aqueles que geram menor valor. É difícil fazer um empreendedor entender que cada cliente merece atenção de acordo com seu retorno. Também e muito difícil para o profissional de marketing, pois sua função é criar valor para a empresa como um todo ou pelo menos aumentá-lo. Por isso, a importância de saber o valor de cada cliente, antes de investir em relacionamentos. Pois empresas que investem na retenção de clientes não lucrativos, irão destruir seu valor a longo prazo. Para Barreto e Crescitelli (2013) a empresa deve selecionar seus clientes que: a) Gerem maior rentabilidade; b) De maior importância para a empresa; c) Pelo seu potencial de consumo; d) Pela capacidade de ampliar a comunicação positiva da empresa; e) Mostrem-se interessados no relacionamento duradouro; f) Que valorize o tratamento personalizado e os esforços da empresa; g) Que não pense somente no preço para tomar decisão de compra. As empresas que adotam o relacionamento como base para seus negócios, não significa eliminar os clientes que não se encaixam nesta filosofia. Muitos podem se tornar muito lucrativos no futuro, outros gerarão receita agora e nunca mais. Quando o cliente não se encaixa nos relacionamentos duradouros, a empresa deve praticar negócios pontuais e não investir em relacionamentos vitalícios (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). 4.4. Maximização do valor do cliente Potencializar o valor de cada cliente parece ser o melhor caminho para qualquer empresa que adota o marketing de relacionamento. Pode-se considerar que o “valor vitalício do cliente é o total dos valores de consumo do cliente ao longo de sua vida em uma 32 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância determinada empresa. Ou seja, o valor de um cliente não está relacionado a uma transação, mas, no fluxo de negociações ao longo da sua vida útil. Seja por um determinado produto ou pela soma de todos os produtos adquiridos durante um longo período. Valor vitalício é a soma de todos os pagamentos realizados para a empresa menos seu custo de atendimento (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Visite a biblioteca virtual e pesquise o livro: Marketing de relacionamento. Como implantar e avaliar resultados. Capítulo 3 – página 43 - Referência: BARRETO, I. F.; CRESCITELLI, E. Marketing de relacionamento: como implantar e avaliar resultados. 1. Ed. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013. (BV) <https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/3788 > Da mesma forma podemos estimar o valor vitalício de cada cliente, considerando a receitas e os custos prováveis dele ao longo de todo seu relacionamento com a empresa. Porém, não é uma tarefa fácil de ser mensurada. Contudo, uma vez definido os clientes de maior valor, deve investir no relacionamento. E assim pode-se trabalhar com as vertentes de ampliar o tempo e ou reduzindo os intervalos de compra e aumentar a lucratividade com cada um deles. Apesar eu este último deve vir agregado de proposta de valor superior (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/3788 https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/3788 33 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 5. O PAPEL DAS MARCAS NA FIDELIZAÇÃO – BRAND EQUITY Objetivo: Demonstrar a importância sua proposta de valor oferecida pela marca pode auxiliar a empresa no processo de fidelização de seus clientes. Introdução: No marketing de relacionamento a fidelidade é a principal fonte de retorno para as ações adotadas. É por meio desse fator que a empresa tem ganhos financeiros, pois em muitos casos, manter é muito mais barato que conquistar. Sem contar que os clientes fiéis são mais rentáveis (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). É importante a atuação do gestor na administração da marca. A gestão da marca é conhecida pelos profissionais de marketing como “brand equity” que trata do conjunto de ativos que fazem parte de uma marca registrada e a um símbolo que acrescentado a um produto ou serviço, proporciona de forma positiva valores incontestáveis na mente do cliente (ALVES; BARBOSA; ROLON, 2014). Alguns ativos que devem ser considerados: a) Conciência do nome da marca: é a presença da marca na mente do consumidor: • Reconhecimento: exposição anterior a marca; • Lembrança (recall): marcas que consegue lembrar; • To of mind: primeira marca que vem a mente; • Marca dominante: a única lembrada. b) Lealdade à marca: relacionado a clientes altamente fiéis, que geram fluxo de vendas e lucros previsíveis; c) Qualidade percebida: é a associação a marca que leva ao ativo; d) Associação relativas à marca: são atributos que compõem a marca (exemplo: garoto propaganda). Considerando o marketing de relacionamento, duas categorias são relevantes ao ativos da marca: Qualidade percebida e lealdade a marca. Além disso, a função do marekting é construir marcas fortes na mente do consumidor. Alguns valores são 34 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância essenciais, como satisfação e segurança. Em muitos casos a marca em um valor intangível maior que o tangível. 5.1. Proposta de valor da marca Para entendermos sobre o valor da marca, precisamos desenvolver nossa percepção de valor sobre aquilo que estamos comprando. Ou seja, valor de marca é a percepção que temos acima da funcionalidade essencial para o propósito que foi adquirido o produto ou serviço. Independentemente do mercado atendido a marca tem o poder de influenciar a decisão de compra. A proposta de valor é construída com base na identificação dos pilares da marca, apontando como ela deve ser percebida pelo mercado. É uma promessa do valor a ser entregue, por isso, é a principal razão que indica porque um cliente deveria comprar o seu produto e não o dos seus concorrentes (SIGNIFICADOS). Sua influência é tão grande que o clientequer experimentar outros produtos da marca. Por si só, isso pode ser considerado a melhor forma de relacionar-se e fidelizar os clientes. A marca tem a capacidade: a) Aumentar a receptividade na mente do cliente; b) Possibilita o interesse em participar nos negócios; c) Contribui para a durabilidade de qualquer negócio. 5.2. A construção da marca na mente do cliente O processo que uma organização passa para construir uma marca na mente do consumidor, necessita o uso correto das ferramentas de marketing. Inicialmente, busca-se formular a identidade da marca a partir de um posicionamento, abordando a importância da logomarca na formação do produto. Inicialmente a empresa pensa no que é preciso para diferenciá-la. A primeira escolha é pelo nome. Logo e em seguida vem o slogan, cores, tipo de letras e formatos de imagens etc., no entanto seus valores demoram para serem observados. 35 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância A premissa é criar valor a partir do brand equity, ou seja, pelo conjunto de técnicas como propaganda e publicidade como ferramenta de comunicação para divulgar, estimular um produto e fidelizar os clientes. Ultimamente, com o avanço da tecnologia e as mídias sociais, muitas marcas vêm adquirindo valores por meio de comunidades virtuais. A proposta é tocar experiências “positivas e negativas” (ALVES; BARBOSA; ROLON, 2014). As principais características dessas comunidades: a) Consciência compartilhada: conexão dos membros com a marca e diferenciação daqueles que não pertencem a tais comunidades; b) Rituais e tradições comuns: compartilhamento da história da marca, sua cultura, normas e valores, buscando a perpetuação; c) Senso de responsabilidade moral: sentimento de dever, obrigação e lealdade para com a comunidade e seus membros. O marketing de relacionamento deve observar muito bem essas comunidades, pois representam a “voz do cliente” e são importantes fontes de dados e proporciona entendimento sobre os benefícios sociais e afetivos que precisam desenvolver. No entanto, Poser (2005) considera que o processo de preferência e perfil do cliente segue a seguinte hierarquia: Com base em princípios de posição de valor e benefício oferecidos é que se constroem a marca. O segredo da marca é “ser lembrada”. Uma marca forte o cliente paga mais por ela. Ou seja, quando o cliente percebe o valor da marca, sejam elas por fatores funcionais ou emocionais se conseguem a preferência. 5.3. Operacionalizando excelência e identidade da marca As marcas podem se diferenciar através da tecnologia utilizada e características do produto como: formato, desempenho, design, estilo, durabilidade, serviço, atendimento ao cliente, entrega e manutenção. Sua identidade tem a ver com o que a organização quer que sua marca signifique ao cliente. Para isso, baseia-se no posicionamento e seus produtos. E acima de tudo o que representam para os consumidores. Uma vez firmado a identidade da marca, busca-se 36 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância efetivar o relacionamento mais efetivo, proporcionando condições para a empresa gerar propostas de valores que envolva benefícios funcionais, emocionais e expressivos. A marca para ser forte, precisa ser fácil de lembrar, ter foco e ser motivadora e orientadora. Porém, não deve ser muito resumida, para não haver ambiguidade e se tornar menos orientadora. 37 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 6. TECNOLOGIA – UM MEIO PARA O RELACIONAMENTO Objetivo: Apresentar ao aluno como a tecnologia tem melhorado a possibilidade da empresa em relacionar-se com seus clientes por meio de ferramentas virtuais e processo tecnológicos. Introdução: Quando uma empresa adota o Marketing de Relacionamento é necessário que conheça muito bem o mercado, quem são seus clientes e utilize de ferramentas para o contínuo contato. Neste sentido, a tecnologia é o principal fator para o sucesso dessa ferramenta. É a partir da tecnologia que a empresa consegue manter dados atualizados, aprender com os clientes e assim, flexibilizar os processos e criar estratégia mais assertivas para melhor atender suas necessidades e desejos (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Em todas as áreas do desenvolvimento tecnológico “memória, armazenamento, processamento, software e banda larga” em conjunto com o preço decrescente dos serviços oferecidos, criaram muitas oportunidades para as empresas implantarem em seus negócios o marketing de relacionamento. Assim como: a) As respostas às suas necessidades e aos problemas encontrados são mais rápidas e eficientes; b) Capacidade da empresa em aumentar a variedade de produtos e serviços; c) Realizar venda cruzada ou por distribuição de serviços e produtos de terceiros; d) Rapidez no processo de venda com soluções imediatas – on-line; e) Concentrar as promoções para determinados nichos de mercado; f) A rapidez nas trocas e legislação a favor do cliente; g) Adaptar as necessidades de forma personalizada em sua mídia preferida. Conforme Mohr (2011) a tecnologia ajudará a empresa no controle das informações, gerando dados para tomada de decisões. Neste contexto, a empresa diminui suas barreiras de acesso ao controle de toda sua cadeia de operação. Desde o fornecedor menos importante até o seu cliente mais importante. Outro fator importante da tecnologia é o fortalecimento dos processos desenvolvidos para o relacionamento com o cliente. É graças a tecnologia que a empresa cria um vínculo estrutural com os processos da cadeia de relacionamentos. 38 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 6.1. O uso da tecnologia nas empresas físicas e virtuais O cenário mercadológico que enfrentamos nos últimos anos é totalmente voltado a tecnologia. Um posicionamento que vem tomando lugar na mente dos profissionais de marketing: “Se o lançamento de um produto não estiver om acesso à internet, o fracasso será quase certo”. Ou seja, o desafio já é muito grande em colocar um produto no mercado, mas, se não tiver como comprá-lo pela internet, será difícil manter-se no mercado. Realmente, é muito difícil não utilizar a tecnologia no relacionamento (MOHR, 2011). A empresa precisa de dados, tendências e características de comportamento para produzir o produto adequado, conhecer o cliente em todos os aspectos e ter acesso ao mesmo para entender, motivar e servir o cliente individualmente. É neste contexto que o CRM se encaixa. Um bom programa de relacionamentos é imprescindível. Além disso, como citado por Francisco (2020), temos que pensar na customização em massa. Ou seja, a personalização do produto, fazendo-o do jeito que querem, muitas vezes pagando o mesmo preço de um produto padrão. No entanto, se a empresa queira implementar a customização em massa como estratégia deverá pensar em termos de flexibilização da produção, dos serviços, das comunicações, dos processos, das pessoas e da cadeia de relacionamentos. Ou seja, a empresa deve avaliar antecipadamente a visibilidade de implantar a customização em massa baseando-se nos seguintes aspectos: a) Necessidades e preferências individuais; b) Reunião de ofertas únicas; c) Apreciação do cliente; d) Tecnologia e processos adaptáveis; e) Suporte de intermediários e fornecedores. Outro fator é a fragmentação do mercado em crescimento e a interatividade ficando cada vez mais popular por meio da tecnologia, suas bases fundamentaram-se em alguns elementos: a) Compras pela TV (em casa); b) Atendimento a nichos varejista pela facilidade de compra; c) Catálogo interativo a disposição de um Click; d) Uso de canais (TV a cabo e interativa) e mídias paralelas; e) Centros eletrônicos de compra; f) Correspondênciaspersonalizadas (via mala direta on-line); 39 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância g) Provedores de serviços oferecendo informações on-line; h) Correio virtual e compras pela internet; i) E-commerce – Comercio eletrônico. No passado as exigências dos clientes não podiam ser entendidas, rastreadas, classificadas, administradas e atendidas de modo exclusivo. Com a implantação de softwares e de recursos tecnológicos a empresa pode escolher a forma como tratar o cliente. De acordo com o valor de cada um e obter vantagens competitivas. 6.2. Tecnologia e o Marketing de Relacionamentos e o tradicional É notório que a tecnologia aumentou a capacidade da empresa em interagir como o cliente. O fato de conhecer e entender suas necessidades, facilitou o processo de atendimento. Alguns pontos que a tecnologia ajuda o marketing de relacionamento: Quadro 5 – Tecnologia x tradicional Tradicional Tecnologia Consciência Utiliza mídia de transmissão comum. Utiliza banco de dados; Registra histórico de relacionamentos; Seleciona mídia de acordo com o cliente; Usa critérios demográficos. Interesse Pela marca; Capacidade atender necessidades. Uso de tecnologia (internet); Oferece benefício para o atendimento; Mantem histórico do atendimento. Avaliação Só na empresa. Facilidade comparativa; Oferece guias para tomada decisão; Mantem histórico da avaliação do cliente. Teste O cliente tem que comprar. Oferece o teste. Adoção Compra pelo benefício/utilização; Barreiras de acesso à satisfação. Gera mais informações sobre satisfação; Facilidade em solucionar problemas. Fonte: Gordon (1999 apud adaptado BARRETO; CRESCITELLI, 2013) Nota-se que é quase impossível ou pelo menos com custos altíssimos a empresa que utiliza de métodos tradicionais consegue informações com dados tão precisos. Em alguns casos, até conseguem informações necessárias, porém, fracas para obterem vantagens competitivas. Todos as informações geradas no formato tecnológico ficam guardadas em bases de dados, gerando resultados automáticos para que o empreendedor tome suas decisões. 40 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 6.3. Database Marketing – Data Mining e Banco de dados No passado, em suas muitas “eras do marketing” teve um período que o cliente era “Rei”. Quem vendia era valorizado na empresa. Fazer o cliente comprar novamente era imprescindível. Isso acontece quando a demanda ainda não atingiu seu total. Assim, precisa-se vender mais e não perder o cliente que tem. Porém, quando a demanda é superior a produção, tratar bem o cliente não é uma preocupação das empresas (POSER, 2005). Database Marketing: O conceito é o gerenciamento de um sistema dinâmico de banco de dados inteligíveis, atualizados, com informações relevantes sobre os clientes atuais e potenciais para identificar os que são mais propensos a responder a ações de marketing, com isso, pode-se desenvolver um relacionamento especial e de longo prazo. Ou seja, o retorno do cliente durante muito tempo. Outros fatores que fundamentam o Database é a capacidade da empresa em comunicar-se do jeito certo, no tempo certo e no canal certo. E assim, construir fidelidade com menor custo-benefício e com lucratividade. No entanto, uma das funções mais importantes é a capacidade de mensurar os resultados. O Database Marketing – DBM, “são ações de marketing utilizando dados armazenados em um banco de dados, ou base de dados, também conhecido por DBO (Database Operacional)”. Para Poser (2005) alguns elementos básicos devem ser levados em consideração para construir e utilizá-lo: a) Objetividade: Buscar qualificar ao máximo; b) Seletividade: considerar o objetivo do relacionamento; c) Personalização: selecionar contato e mensagem relevante ao cliente; d) Envolvimento: o cliente faz parte da história; e) Arte da venda: baseado na emoção e razão, justo e honesto para ambos; f) Experiências: Experimente vários meios. Cada cliente é único; g) Mensurabilidade: inclua algum indicador para mensura resultados; h) Capacidade de resposta: Planeje o que e como quer a resposta. Seja eficiente, rápido e eficaz; i) Formação do relacionamento: criar um círculo virtuoso e não vicioso. Algumas vantagens citadas por Poser (2005) para uma empresa que implante um bom sistema de base de dados: 41 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância a) Quais clientes podem estar prontos para receber inovações; b) Quais clientes podem estar prontos para comprar novos produtos; c) Quais clientes são melhores a longo prazo; d) Quais cliente são melhores para oferecer ofertas especiais; e) Quais clientes têm potencial de serem perdidos; Resumidamente, a empresa que tem como princípios relacionar-se com seus clientes, precisam conhecer profundamente seu público alvo. Para isso, deve segmentar em grupos e subgrupos. Só assim, conseguirá identificar seus comportamentos e agir conforme as necessidades de cada um. Marketing por banco de dados é aquele que as táticas, estratégias, metodologias e outros fatores essenciais do marketing baseiam-se numa quantidade muito maior de informações, relativas a cada cliente potencial da lista, do que aquelas normalmente disponíveis, coletadas em banco de dados, isto é, num banco de dados de consumidor contendo essa riqueza de informações sobre o cliente (POSER, 2005, p. 36). Com um software datamining, pode-se fazer a identificação de uma faixa de clientes com a base de dados. Entre alguns questionamentos podemos destacar algumas informações de suas compras pela internet: quem são, de onde são, bairro, profissão, faixa etária, estado civil etc. Assim como, sua preferência de compra produtos e serviços adquiridos e valor de suas aquisições (POSER, 2005). Como definição, são ferramentas para encontrar os clientes mais rentáveis ou segmentos relevantes, em meio a um universo de informações oferecidos pelo Database. Ou seja, o Data Mining (mineração de dados), compreende um conjunto de técnicas e critérios de avaliação qualitativa e quantitativa, modelos de análise, fundamentados à tecnologia de banco de dados e aos sistemas de suporte de decisão (MOHR, 2011). Poser (2005) considera que o maior valor de uma empresa é seu banco de dados. O problema é que geralmente tem-se o cadastro das pessoas, não seu histórico de negócios. Apesar de importantes, o que a empresa precisa é de dados que possam ser analisados para identificar comportamentos e potenciais de consumidores mais lucrativos. Quanto a Data Warehouse (armazém de dados) é um repositório de dados transacionais de uma empresa. Ou seja, o Data warehouse e Data mining, garimpam 42 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância cuidadosamente os dados possibilitando à empresa se beneficiar com as informações, entre as vantagens temos: Saber quais clientes aceita a oferta e se está pronto para aproveitá-lo ou se interessam por outros produtos. Mas, corroborando com a filosofia do CRM saber quais clientes têm o maior valor ao longo do tempo. Além disso, o comércio eletrônico e o marketing de relacionamento têm crescido muito nos últimos anos. Os serviços on-line tornaram-se populares, principalmente para os clientes pelas vantagens da conveniência, da Informação e Comodidade. Já para as empresas, a vantagem dos ajustes rápidos necessários, Custos menores, relacionamentos, capacidade de mensuração entre outros (FRANCISCO, 2020). 43 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 7. CRM – CUSTOMER RELATIONSHIP MANAGEMENT Objetivo: Mostrar a importância de um sistema de gerenciamento de relacionamento para as grandes empresas e o quanto pode ser útil ao negócio. Introdução:Estamos em um mercado cada vez mais competitivo. Empresas multinacionais invadem o país com produtos e serviços de qualidade a preços cada vez mais baixo. A globalização veio para ficar. Precisamos ser mais competitivos e lutar com as mesmas armas de grandes corporações. O alto nível de competitividade fez com que os clientes tornassem mais exigentes e menos tolerantes com quem não os reconhece. É neste cenário que o CRM ganha importância. À medida que uma empresa cresce, automaticamente se distancia do contato direto com seus clientes. A alta rotatividade de colaboradores também é um fator negativo para as grandes empresas. Assim, manter dados e informações atualizadas de seus clientes em um só sistema, faz com que cada funcionário reconheça as necessidades e tendências que cada cliente apresenta em poucos minutos. Porém, se o empreendedor de um pequeno negócio tem contato constante e conhece as necessidades de seus clientes o CRM perde valor (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). De modo geral, se a empresa não tiver a capacidade de utilizar as bases de dados do CRM para criar propostas promocionais e atingir seu público alvo, de nada serve ter informações. Assim, a empresa precisa de pessoas qualificadas para criar estratégias e aproveitar melhor as informações (FRANCISCO, 2020). Para Alves, Barbosa e Rolon (2014) o CRM tem a premissa de melhorar o relacionamento com os clientes. Vale lembrar que “a primeira impressão é a que fica”. Fica na mente e no coração do cliente a última experiência. Só para ter ideia da importância do CRM, imagine uma empresa como a de telefonia, com sede e pontos de vendas em vários países. Como conseguiriam se comunicar em tempo real e ter acesso direto a base de dados de cada cliente? O CRM faz isso, o contato em qualquer ponto é transmitido para 44 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância um sistema que interliga todas as sedes e pontos de venda, criando uma grande rede de informações e dados. Se bem desenvolvido, o trabalho do CRM pode trazer vantagens relevantes para o marketing de relacionamento. Esse trabalho pode gerar resultados relacionados ao cliente e dois pontos importantes: reconhecimento, quando o consumidor é ouvido e envolvido com a organização, e relevância, quando o cliente percebe que os produtos são desenvolvidos de acordo com suas necessidades (BARRETO; CRESCITELLI, 2013, p. 35). O CRM administra as relações com todos os envolvidos na cadeia “clientes, colaboradores e parceiros” E deve ser utilizada como estratégia comercial, pois sua função de organizar e armazenar informações é que direciona as ações para atrair, manter e adequar seus processos no que diz respeito ao melhor atendimento para cada cliente, a fim de torná-los fidelizados (FRANCISCO, 2020). 7.1. Gerenciando o relacionamento Geralmente, médias e grandes empresas utilizam-se de softwares sofisticados para gerenciar o relacionamento com os clientes. Entre outras o CRM é a mais comum. Mesmo com essa ferramenta de gestão, a empresa precisa investir em clientes com potencial para gerar receita ao longo da vida. Para construir uma relação transparente e duradoura com seu público alvo é preciso seguir alguns passos: a) Identificar cada consumidor: personalidade, local de moradia, forma de contatá- lo, necessidades, desejos, anseios, hobby, trabalho e formação; b) Separá-lo, conforme potencial de consumo e de maior valor. Assim como, saber escutar as sugestões, reclamações, dúvidas e com isso, criar estratégias para antecipar suas necessidades; c) Criar estratégias para motivá-los a interagir com a empresa. Para isso é necessário criar estratégias para personalizar o atendimento. Esse fator ajuda na percepção dos benefícios oferecidos. Além dos softwares, ultimamente as redes sociais tem sido uma grande ferramenta de comunicação, oferecendo bons resultados a empresa e a interatividade com seus clientes. 45 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Para Santos (2015) muitas ferramentas são utilizadas para gerenciar e acompanhar o relacionamento com os clientes. As mais importantes são: a) Propaganda, publicidade e Merchandising; b) Promoção de vendas e patrocínios; c) Relações públicas e redes sociais; d) Vendas pessoais e marketing direto. Para Barreto e Crescitelli (2013) é nestes cenários de variáveis números e tipos de comunicação que o CRM se encaixa. A definição do CRM ainda está meio confusa. Às vezes é denominado como Banco de dados e outras como Marketing de Relacionamentos. Independente das denominações é definido como uma estrutura de fatores que precisam ser desenvolvidas para implantar uma filosofia de Marketing de relacionamento. Todo seu trabalho consiste em capturar, processar, analisar e distribuir os dados com foco no cliente. O CRM não é apenas uma tecnologia de tratamento de dados baseada nas informações transmitidas por um software. Ela também tem a ver com a filosofia da empresa e seu relacionamento com os clientes, de forma contínua e personalizada. 7.2. Conceito do CRM O Customer Relationship Management (CRM), ou para o português, Gestão de Relacionamento com o Cliente, é um conjunto de técnicas e estratégias criado para gerar interação entre a organização e o consumidor. Com o uso de tecnologias mais atualizadas, o software gera recursos de forma automática e sincronizada com outras ferramentas de gestão. O objetivo é quase sempre o mesmo, atrair, reter, fidelizar, recuperar e com foco no cliente. Ou seja, a prioridade é o cliente. Assim sendo, a empresa está no mercado para servi-lo e não para se servir. As empresas devem voltar as suas ações para os consumidores ao invés de focar nelas próprias (FRANCISCO, 2020). Na Gestão de relacionamento, essa ferramenta é essencial. O CRM denomina-se como sendo um conjunto de modalidade de sistemas que cria soluções tecnológicas com o objetivo de tornar as estratégias mais eficazes. Também pode-se dizer que é um conjunto de ferramentas que se organizam em um software que reúne os hábitos, preferências, necessidades de consumo e as expectativas dos consumidores. Com esses dados, o empreendedor cria as estratégias mais eficazes para uma abordagem personalizada ou mesmo para um grupo específico de pessoas (FRANCISCO, 2020). 46 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Para Bretzke apud Barreto e Crescitelli (2013, p. 31) define que, “estratégia de CRM dispõe da tecnologia que permite enriquecer o relacionamento com os clientes, coletar informações sobre qualquer contato que ocorra por qualquer meio e realizar as análises dos clientes de forma mais flexível”. 7.3. Filosofia do CRM A prática do CRM, por si só, já é uma filosofia. Porém, a simples implantação de um sistema ou de ações voltadas ao relacionamento não garante o sucesso. Ou seja, o CRM não é uma garantia de uma boa gestão de relacionamento. Neste sentido, antes de qualquer solução tecnológica, a empresa precisa desenvolver e praticar valores humanísticos “orientada ao cliente”. Assim como, qualificar, capacitar e motivar seus profissionais. Além disso, estabelecer uma política de bons relacionamentos com os seus fornecedores e parceiros. É diante destes desafios que a empresa adquiri novos valores organizacionais, criando um círculo virtuoso e favorável a fidelização e a satisfação de seus stakeholders (FRANCISCO, 2020). Desde o passado a filosofia do bom relacionamento com o cliente é pertinente a várias empresas. Quando um comerciante usava a caderneta para anotar a compra do cliente, já se construía dados de consumo. Aliás, até os dias atuais, alguns comércios em cidades pequenas ainda adotam esse sistema. Porém, o CRM vai muito além de dados. Sua filosofia está voltada a fidelizar clientes comalto potencial de consumo e de valor. É também: comunicar, vender, atender, reter, ouvir e solucionar. Isso tudo já existia no passado. Mas, a tecnologia ampliou o campo (FRANCISCO, 2020). Para Alves, Barbosa e Rolon (2014) a filosofia é baseada em uma relação saudável na qual a empresa e clientes consigam o que desejam. A premissa é fidelizar. Pesquisas demonstram que fica cada vez mais difícil manter clientes por muito tempo. Seja pela concorrência ou até mesmo pela obsolescência de serviços e produtos. Neste sentido, reconhecer um cliente de valor e atendê-lo de forma personalizada, antes, durante e depois da negociação é crucial. Muitas pesquisas apontam que conquistar e reconquistar clientes é muito mais caro que mantê-los. Aliás, quando perdemos, deixamos mágoas difíceis de serem desfeitas. É neste cenário de incertezas é imprescindível que a empresa tenha acesso ao máximo 47 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância possível de informações, desde cadastro até o histórico de suas relações comerciais, sobre cada um dos seus clientes. Com base nos dados, monta-se um plano de ação, com estratégias inovadoras e criatividade voltadas ao bom relacionamento. Contudo, as informações não dependem só da tecnologia, mas de pessoas que as insere. É com base em palavras como: prática de bons hábitos, consideração por pessoas, relacionamentos, valores, disciplina, satisfação, aplicação permanente de ações, paciência e perseverança é que o CRM deve ser encarado como algo muito maior do que uma simples fonte de dados e informações com base na tecnologia, mas em um conjunto de processos, que tem como base, um software. 7.4. Objetivo do CRM como ferramenta de relacionamento Considerado por Barreto e Crescitelli (2013) uma tecnologia de tratamento de dados, esse software também é um precursor da filosofia de relacionamento. Sua função é reunir todas as informações coletadas nos diversos pontos de contato do cliente com a empresa. Ocorre que é uma conexão com um único sistema e fica disponível a todos os novos contatos. Com isso a empresa mantém estrito contato e aprende com ele. Mas o maior objetivo (ALVES; BARBOSA; ROLON, 2014). a) Reter clientes: programa de fidelização e melhoria nos serviços; b) Aumentar a participação do cliente: com ofertas específicas; c) Identificar oportunidades: interatividade com o cliente e mercado; d) Segmentar com bases certas: com base de dados para atingir clientes potenciais com o produto certo; e) Reduzir os custos: Personalizar e produzir com menos gastos; f) Aumentar receita e rentabilidade: menor custo, maior rentabilidade; g) Aumentar o valor da empresa: Retenção, ativo maior, valor da marca. Uma vez o programa de relacionamento implantado, o ativo da empresa cresce e o seu valor da marca também. Além disso, cria oportunidades para novos negócios. 7.5. Formulação de estratégias para o CRM Conforme Barreto e Crescitelli (2013), a partir do momento em que o cliente se cadastra na empresa, cria-se uma base de dados. Porém, na conquista do cliente os únicos 48 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância dados disponíveis são dados pessoais e geográficos, contudo, depois da aquisição, ficam disponíveis dados de consumo, com isso, a empresa consegue captar e analisar os hábitos de forma bastante detalhada, como, frequência de compra, valor médio etc. Assim, pode- se montar estratégias e balizar o potencial de retorno de cada cliente. O fato de dividirmos em segmentos, pode-se elaborar promoções dirigidas, maximizando os resultados. Pois conforme o padrão de consumo, determina-se os produtos e benefícios que serão oferecidos em cada região, ou para um grupo homogêneo de pessoas. Assim como, antecipar-se ao consumo, pois os dados mostrarão a direção das tendências de consumo. Exemplo: Quem compra um terreno, vai construir ou quem compra um apartamento, vai mobiliar e assim por diante. É neste sentido que entra as promoções, antecipando as necessidades que surgirão (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). A segmentação do mercado onde seus clientes estão inseridos é essencial para identificar o tipo de marketing de relacionamento vai utilizar. Quadro 6 – Segmentação de clientes Tipo Definição Exemplo Massa Mercado amplo; Produtos comuns; Venda de variedades; Não fazem diferenciação entre clientes. Supermercados; Lojas varejistas; Americanas. Segmento Mercado direcionado; Produtos comuns para um segmento; Lojas de esportes; Decathlon. Nicho Produtos especializados; Público menor. Produtos orgânicos; Fonte: Alves, Barbosa e Rolon, 2014 Segundo Kotler e Keller (2012) a segmentação de mercado não se trata apenas da distinção de produto ou serviços, mas de interesses ou de necessidades dos clientes. Ou seja, dividimos para encontrar pessoas com interesse semelhantes, na busca por uma hegemonia dentro de um mercado heterogêneo como o de massa. Com base nas informações, a empresa pode planejar considerando os mercados- alvo de forma bem definida, em vez do mercado amplo e heterogêneo que é o de massa. A partir desse ponto, passa para o próximo processo (KOTLER; KELLER, 2012). a) A Seleção de valor: a empresa segmenta o mercado, encontra o mercado alvo que deseja atender e cria o posicionamento de valor da oferta; 49 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância b) Fornecimento de valor: A disponibilização de características especificas, preço, distribuição do produto, tudo cuidadosamente pensado; c) Comunicação de valor: a disponibilização de característica da força de vendas, da internet, das mídias tradicionais entre outros. Busque mais informações na biblioteca virtual. - Capítulo IV – CRM na Prática – a partir da página 100. Referencia: SANTOS, A. S. (organizadora) Marketing de Relacionamento. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015 (Coleção Bibliográfica Universitária Pearson). (BV) <https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/2651 8> Na seção do capítulo IV, mostra desde o início do processo de implantação do CRM até a forma como mensurar seus resultados. É importante fazer uma boa leitura sobre o assunto. Essa ferramenta é fundamental para implantar um programa de relacionamento eficiente na organização. https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/26518 https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/26518 50 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 8. TÉCNICAS E MÉTODOS – PLANEJAMENTO Objetivo: Entender como as técnicas utilizadas na implantação pode ajudar no processo do relacionamento com o cliente. Introdução: Alguns métodos são roupagens inseridas em ações passadas. Isso pode até ajudar no processo do relacionamento, porém, nem sempre podemos garantir que se trata de um conceito do Marketing de relacionamento. Esse fato tem acontecido porque ainda não estão bem definidos os métodos considerados de relacionamento. Afinal, todos têm certas afinidades similares (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Para Alves, Barbosa e Rolon, 2014, quando se trata de um bom programa de relacionamento, logo pensamos em um software onde com um click todas as informações chegarão. Mas, o fato é que para conhecer o cliente, qualquer programa de relacionamentos precisa ser alimentado com dados. Com uma boa base de dados a empresa pode tomar decisões mais assertivas, assim como, identificar quais clientes são mais importantes. É neste sentido que o CRM é muito mais que um software. É uma filosofia e como tal, deve ser enraizada na empresa. Uma vez conhecemos e praticamos os conceitos de marketing de relacionamento, aprendemos a entender os clientes e com isso adotar políticas que valorize sua satisfação e consequentemente melhorando aproposta de valor oferecida. No entanto, para que tudo isso aconteça, precisamos planejar como vai acontecer. Ou seja, antecipar os passos a serem tomadas para alcançar os objetivos traçados. Para Kotler e Armstrong (2015) o planejamento vai desenvolver e alinhar os objetivos da empresa com as oportunidades de marketing, mesmo em um mercado em mutação. Ou seja, por meio do planejamento a empresa consegue lidar com situações atuais e adaptar- se a novos cenários futuros e obter vantagens competitivas. 51 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Pesquise o livro Marketing de relacionamento. Gerenciamento do relacionamento com o cliente. Capítulo 5 – página 192 - Disponível em: <https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/14845> Referência: ALVES, E. B.; BARBOSA, M. M.; ROLON, V. E. K. Marketing de Relacionamento: como construir e manter relacionamentos lucrativos? [Livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2014. (Série Marketing Ponto a Ponto). (BV) Para Santos (2015) o planejamento estratégico da organização tem tudo haver com o marketing de relacionamento, pois, seus objetivos concentram-se na criação de proposta de valor para os públicos interessados. Empresas que tem como foco relacionamentos duradouros, devem preocupar-se em estabelecer uma missão e visão fortalecida pelas suas ações. Pensando em um planejamento nos relacionamentos, todas as ações da empresa deve objetivar em primeiro lugar “o cliente”. O processo para um bom plano deve partir da “equipe, suas definições, declaração dos objetivos, prazos, orçamentos, formato e abordagens” (SANTOS, 2015). Alguns processos devem ser seguidos: Quadro 7 – Plano para um bom plano Atuação Descriminação Avaliação do cliente lucratividade, qualidade de relacionamento, participação, o mix e a receptividade. Benchmarketing comparações com a concorrência. Avaliação da empresa Negócios essenciais, dificuldades (fraquezas) como pessoal, recursos, capacidade operacional e adaptabilidade. Declaração de oportunidades Porque o marketing de relacionamento? Quais clientes são essenciais? Que tipo de relacionamento serão formados? Quais processos serão usados para proposta de valor? Quais capacidades essenciais preciso? Estado futuro Visão; Objetivos; validação da lacuna; Estratégias relacionadas, hipóteses e seleção das ações. Caso empresarial Desenvolvimento e aprovação. Administração da mudança e implementação Planejamento de implementação; Agentes de patrocínio e mudanças; Administração e avaliação do relacionamento; Análise do impacto e desempenho; Teste e lançamento. Fonte: adaptado de Gordon (1998 apud SANTOS, 2015) Seguindo os passos necessários do planejamento, a possibilidade de sucesso aumenta. Contudo, se não houver apoio e empatia do grupo de trabalho, nenhum plano vai substituir as pessoas. Ou seja, a empresa como um todo, deve buscar incessantemente https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/14845 52 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância melhorar o estado da arte para seus clientes. Para isso, é preciso rigor e aplicação de métodos eficazes. O resultado é levar ao cliente a excelência em tudo que faz (AMBROSIO, 2007 apud SANTOS, 2015). 8.1. Implementando os processos Como citado anteriormente, o melhor caminho para o gerenciamento de relacionamento consiste em implantar o CRM. O Marketing de Relacionamentos foca especialmente a retenção de clientes e criação de relações duradouras. Os passos que compõem esse ciclo são: conquista, ativação, fidelização, retenção e recuperação, para isso a empresa deve: (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). a) Implantar ações que conquistem clientes com potencial para serem duradouros; b) Assegurar que tais clientes tenham potencial de gerar lucros ao longo de um bom período; c) Atingir segmentos de mercados específicos, visando potencial de consumo e capacidade de adquirirem a longo prazo; d) Utilize estratégias para ativar o consumo ou uso dos produtos adquiridos. Consumindo, o cliente volta a comprar; e) Proporcionar aos clientes de maior valor, benefícios (atributos) para tornar o cliente fiel (fidelizado) a marca e aos produtos e serviços oferecidos; f) Evitar ao máximo, atritos e conflitos com os clientes. Quando ocorrer, encontre formas de criar propostas melhores, ofereça benefícios extras para compensar. Utilize esta técnica para recuperar clientes perdidos. Para implantar processos para o Marketing de relacionamento, primeiramente é preciso que tenha uma estrutura de gerenciar o relacionamento. O CRM é uma das melhores ferramentas para isso. Uma vez implantado a empresa passa a ter uma nova filosofia com foco no CRM (relacionamento). Essa ferramenta se baseia em dois pilares (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). a) É um processo orientado para o cliente, que permeia toda a empresa; b) Usa intensivamente a informação do cliente, apoiada pela informatização de marketing, vendas e serviços. 53 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância No entanto, para Francisco (2020) tirar proveito do CRM a empresa deve saber como usar as informações passadas pelos clientes. Assim como: a) Definir como os clientes serão tratados, quais eventos serão armazenados e o plano para estimular os contatos; b) Redesenhar a forma como atende o cliente e adaptá-lo ao CRM. Criar normas e procedimentos de abordagens, assim como, extrair informações precisas são fundamentais; c) Comprar uma solução de tecnologia, ou seja, os programas de relacionamento que a ferramentas disponibiliza; d) Implantar a cultura e o sistema na empresa. Contudo, salientamos o principal desafio da implantação é garantir que funcionários de diferentes áreas, com metas e pontos de vista diferentes, se engajem em uma só tarefa “relacionar-se com o cliente” (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). O processo de implantação baseia-se: Figura 8 – Processo de implantação do marketing de relacionamento – CRM Fonte: Alves, Barbosa e Rolon, 2014 54 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Outros fatores influenciáveis no processo de implantação que serão necessários para seu sucesso, consiste em: a) Convencer os gestores de todos os departamentos sobre as vantagens; b) Mostrar quais são os investimentos e ações necessários; c) Planejar e segmentar em estágios (onde estamos, para onde vamos e quando estaremos certos de que terminamos); d) Mostrar exemplos comparativos de sucesso; e) Escolher os clientes desejáveis para concentrar e planejar e criar as ações; f) Desenvolver o alinhamento da cadeia de relacionamentos; g) Definir responsabilidades. 8.2. Aplicando as técnicas Alguns pontos são fundamentais para que o processo de implantação do Marketing de Relacionamento de certo em uma empresa. Algumas técnicas são essenciais (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). a) Focar no relacionamento; b) Identificar os clientes de maior valor; c) Ofertar valor superior; d) Evitar o abandono; e) Avaliar o resultado aferido. Algumas variáveis devem ser identificadas para desenvolver as técnicas. Uma delas tem relação com a ferramenta CRM. Com as informações obtidas na base de dados, pode- se desenvolver um modelo de previsão, com base em seus comportamentos. Com as ações certas, descobre-se quais variáveis são mais impactantes para manter o relacionamento e minimizar a pré-disposição de abandono e tomar a decisão certa em que técnicas serão utilizadas. a) Dados sobre o comportamento (dados históricos); b) Informações sobre o perfil do cliente; c) Dados demográficos (idade, renda); d) Dados sobre faturamento e frequência; e) Dados sobre serviços relacionados e período; f) Informação (call center) tempo, interesse, conteúdo;g) Informações sobre o mercado (concorrência e cenário). 55 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 8.3. Como evitar o abandono No marketing de relacionamento o mais importante é manter os clientes de maior valor. A proposta é criar ações de relacionamento que satisfaçam as necessidades dos clientes. É neste sentido que as empresas buscam ferramentas que direcionam suas ações para realizar as modificações necessárias para evitar perdas dos clientes. Para isso é preciso desenvolver técnicas para gerenciar relacionamentos. Principalmente, com seus clientes mais lucrativos (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). A quantidade de informações geradas pelos meios eletrônicos, tem facilitado a troca por fornecedores. Assim, encontrar ferramentas que consigam minimizar perdas de clientes é essencial. Identificar clientes com maior probabilidade de abandonar a empresa, pode minimizar a quantidade de rompimentos efetivos. Ou seja, agir antes da perda, pois, depois para recuperar os custos são altíssimos ou até mesmo impossível. O interrompimento das relações pode ser reunido em três grupos: a) Desligamento involuntário: obriga a empresa se desligar por algum motivo de força maior (Exemplo: inadimplência); b) Desligamento involuntário acidental: quando existe mudança de local, fornecedor ou de plano (Exemplo: saúde); c) Desligamento voluntário: quando o cliente faz essa opção. Entender, conhecer e criar estratégias para evitar ou pelo menos minimizar esses problemas, dependem principalmente de informações. Assim, trabalhar com base de dados (banco de dados) é fundamental. O CRM é uma ótima ferramenta para isso. Pois, pode trabalhar com a predição de eventos futuros e com base em comportamentos comuns direcionar a tomada de decisão. Independentemente de como a empresa mantêm seus clientes é importante conhecê-los e criar ferramentas de aproximação e assim evitar o abandono. Ou seja, agir antes do atrito ocorra e minimizar ao máximo a possibilidade de que o abandono aconteça. Ações de sucesso e efetivas deve ser capaz de reduzir a perda de clientes de maior valor agregado. Para operacionalizar essa avaliação, a empresa deve acompanhar o índice de abandono dos clientes ao longo de um tempo. Para isso, precisa de uma base de dados atualizados e um bom prognóstico de quem são os clientes de maior valor. 56 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 9. INDICADORES DE DESEMPENHO Objetivo: Mostrar os principais indicadores de desempenho para o marketing de relacionamento. Introdução: Para transformar uma empresa comum em uma organização voltada ao relacionamento, precisamos entender que o investimento é alto. Mudar a cultura organizacional não é algo fácil. Neste sentido, tais ações só se justificam se a empresa conseguir agregar seus objetivos se apropriando dos benefícios que as ações possam proporcionar. Para isso, é preciso haver indicadores de desempenho que mostre de forma precisa os resultados obtidos. Ou seja, deve-se estabelecer métodos adequados para certificar-se que seus objetivos e metas estão no caminho certo (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Para que o investimento seja reavido, é necessário que haja um número determinado de transações ao longo de um período para começar a gerar resultados à empresa. O maior problema é que muitas vezes o cliente abandona o relacionamento antes da fidelização. O marketing de relacionamento, conceitualmente já é bastante convincente: a) A empresa deve focar nos clientes atuais de maior valor; b) Desenvolver técnicas para um relacionamento duradouro; c) Definir técnicas para aprender com o cliente; d) Adaptar as ofertas às suas necessidades. Além disso, é preciso que o cliente realmente traga retorno e benefícios para a empresa ou pelo menos uma proposta futura disso acontecer. É com base nesses indicadores que a empresa se apoia para investir no relacionamento. Para Barreto e Crescitelli (2013, p. 90) a forma como mensurar, depende dos objetivos de cada ação. Ou seja, quais benefícios a empresa busca obter. “A avaliação de resultados é exatamente a mensuração que mostra se os objetivos traçados foram ou não alcançados”. No entanto, alguns objetivos subjetivos fazem parte do marketing de relacionamento. 57 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Figura 9 – Objetivos subjetivos do marketing de Relacionamento Fonte: Barreto e Crescitelli (2013, p. 90) No entanto, estão relacionados ao entendimento das necessidades dos clientes, adaptações e entrega de valor. Todos levam a satisfação do cliente. Mas, precisamos lembrar que a inconveniência de trocar pode ser um fator importante para análise. 9.1. A pesquisa como base para as respostas Para Marconi e Lakatos (2010) a pesquisa define a busca de informações da qual se pretende conhecer, seja pelo total desconhecimento ou pela sua limitação. Em outras palavras é o meio utilizado de se obter informações para conhecimento do cenário existente. Assim, cada pesquisa deve buscar informações e dados de acordo com seu objetivo. A pesquisa desenvolvida para o marketing de relacionamento tem suas bases nos objetivos traçados. Com base nas percepções de qualidade, Barreto e Crescitelli (2013) citam um modelo para montar uma pesquisa. a) Definição dos objetivos da pesquisa; b) Seleção dos métodos (Pesquisa de campo); c) Amostragem e período da pesquisa; d) Elaboração e pré-teste do questionário; e) Análise dos resultados; f) Preparação do relatório. Quando a pesquisa é voltada para mensurar a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos, questiona-se com os seguintes elementos: 58 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância a) Sistema de entrega do produto; b) Desempenho do produto (utilidade); c) Imagem da marca e produto (organização); d) Desempenho dos colaboradores e stakeholders (atendimento); e) Análise interna comparativa-concorrência (forças e fraquezas). Apesar das informações e dados coletados para avaliar a satisfação, cada empresa tem suas peculiaridades em seus produtos e ou mercado de atuação que devem ser identificadas e analisadas. Sem dúvida ter uma boa base de dados é fundamental para fazer consultas e tomar decisões. Alguns elementos essenciais (POSER, 2005): a) Elementos primários: cadastro, valores e histórico de compras; b) Elementos secundários: datas, valores e quantidade de compras; c) Elementos globais: status, comportamento, situação financeira; 9.2. Principais indicadores de desempenho Existem várias formas de avaliar os resultados. Porém alguns indicadores são mais importantes do que outros. No caso de resultados oriundos do marketing de relacionamento, devem ter o foco em indicadores com vínculo na essência do relacionamento. Ou seja, qualquer mensuração e análise deve ser interpretado com bases em seus objetivos e resultados gerados pelo bom relacionamento com os clientes. Isso se dá pelo fato de toda organização voltar-se as mudanças de procedimentos, cultura, processos e princípios que até então, eram diferentes ou não estavam em evidência Para Barreto e Crescitelli (2013) outro indicador que deve ser monitorado é o incremento do valor acionário. Ou seja, é a capacidade de visualizar uma visão global da situação em relação ao valor total da empresa. Os autores citam que em uma pesquisa realizada na Inglaterra a maioria das empresas pensam nos seguintes indicadores: a) Registro do aumento na captação de clientes; b) Pesquisa sobre satisfação; c) Capacidade de retenção de clientes; 59 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância d) Valor do retorno por cliente; e) Satisfação dos colaboradores.O interessante é quem nem todas elas, fazem de todos os indicadores. Além disso, muitas vezes esses indicadores não demonstram se os resultados estão relacionados aos objetivos finais, como fidelização e lucratividade. De forma geral a empresa deve pensar em três resultados principias para identificar os indicadores, como: satisfação, fidelização e lucratividade. Figura 10 – Vínculos com os clientes Fonte: Santos, 2015. a) Vínculo estrutural: Empresa e cliente unidos pela tecnologia; b) Vínculo de valor de marca: Valor gerado pelos atributos; c) Vínculo comportamental: O cliente defende e acredita nos valores; d) Vínculo pessoal: Ligação direta com uma pessoa da empresa; e) Vínculo de informação e controle: Gerenciamento de plataforma online, extração de informações e relatórios (AVA); f) Vínculo de valor: Atributos oferecidos superiores; g) Vínculo de opção zero: Sem opção de concorrência; Como medir a fidelidade: a satisfação não é suficiente para avaliar a fidelidade. Pois, clientes satisfeitos pode não ser fiéis e muitas vezes, apesar de insatisfeitos, são fiéis. 60 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Assim primeiro deve-se definir o que é fidelidade para poder saber o indicador que irá utilizar para mensurar. Para Barreto e Crescitelli (2013) pode-se destacar: a) Recompra: • Compras repetidas de vários produtos; • Compras repetidas de um determinado produto. b) Vínculo a marca: • Quanto o produto satisfaz as necessidades dos clientes; • Envolvimento do cliente com o produto; • Oferecimento de produtos alternativos; • Dificuldade em encontrar produtos substitutos. Para Barreto e Crescitelli (2013) podemos afirmar que clientes fiéis significa a capacidade de o indivíduo continuar comprando mesmo que outras empresas ofereçam condições melhores a curto prazo. No entanto, como operacionalizar a mensuração que avalie o vínculo do cliente com a marca. Algumas características de comportamentos devem ser avaliadas nas pesquisas (questionário): a) Recompra; b) Indicação; c) Preferencias; d) Predisposição a pagar mais. Independentemente do número de perguntas feitas nos questionários (pesquisa), todas devem levar ao entendimento do nível em que o cliente é fiel. 9.3. Análise, interpretação e avaliação dos resultados Na implantação do marketing de relacionamento, normalmente a cultura da empresa é repensada. Assim, analisar o grau em que o cliente está fazendo parte do processo de criação, produção e desenvolvimento pode ser muito complicado. É obvio que nenhuma empresa vai investir seus esforços sem antes terem indicadores para avaliar o desempenho. Assim, é preciso montar uma estrutura que consiga medir resultados. Neste sentido, voltamos a base de dados do CRM. Mas, o que medir para 61 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância ser analisado e interpretado. Para Francisco (2020), primeiro precisamos definir os objetivos para saber se o retorno dos resultados são favoráveis ou estão dentro do previsto. Podemos definir que a fidelidade, assim como a empresa soluciona problemas relacionado as necessidades pode ser um bom parâmetro. Outros indicadores como receita e lucratividade também são importantes. No entanto, outros objetivos subjetivos também fazem parte para as análises, como, compreender e entender as necessidades, produtos desejados, nível de satisfação e fidelidade, comprometimento com a empresa, motivos de permanência e afeição pelos funcionários (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). Atualmente as métricas utilizadas pelas empresas para avaliar seus resultados é um dos processos mais desafiadores. Buscar indicadores efetivos e que realmente demonstre um verdadeiro resultado é muito difícil. Pois, os resultados dependem de muitos fatores influenciáveis: Cultura e valores; Liderança; Estratégia; Estrutura; Pessoal; Tecnologia; Conhecimento e percepção; Processos entre outros. De acordo com a pesquisa feita na Inglaterra citado por Barreto e Crescitelli (2013), oferecer descontos para manter cliente não os fideliza. Às vezes, gera até um certo desconforto. Quanto aos diferenciais oferecidos, também se observou que não traziam incremento de retorno financeiro. Provavelmente por não terem sido criado estratégias com bases nos dados comportamentais. Ou seja, pela percepção do cliente a empresa estava oferecendo um produto diferente e não diferenciado. Satisfação (Analisar, interpetar e avaliar a satisfação): um sistema de avaliação da satisfação deve ser pautado sob o aspecto de alguns elementos influenciadores: a) Entendimento das expectativas do cliente; b) Na percepção da qualidade recebida pelo cliente; c) Nos fatores externos (pessoais e situacionais). Conforme Francisco (2020) para garantir que as informações estão corretas, a empresa deve basear-se no depoimento dos clientes (pesquisa) e vincular os resultados com os dados obtidos com o CRM. Qualidade (Analisar, interpetar e avaliar a qualidade): para mensurar a percepção do cliente, alguns elementos devem ser trabalhados. 62 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância a) Tangibilidade: compreende a aparência das instalações, funcionários, máquinas, aparelhos e a comunicação. Ou seja, é a aparência daquilo que o cliente entende como pista física da qualidade que será oferecida. b) Responsividade: é a percepção de que o cliente tem em relação a vontade ou amotivação de ajudá-lo com suas necessiades e ou problema pelo oferecimento de seus produtos ou serviços. c) Segurança: Tem relação com o conhecimento, competencias e habilidade em que a empresa tem de fazer suas vendas, inspirando confiança. d) Empatia: É a medida da personalização do serviço, assim como a importancia que é dada ao cliente e os esforços da empresa em atender suas necessiades individuais de cada um. e) Confiabilidade: Capacidade da empresa em entegarr o produto ou serviços dentro dos quesitos de precisão que foram prometidos. Aliás, a confiança está ligada a percepção da qualidade oferecida. 9.4. Correções nas estratégias adotadas Para que as avaliações tragam resultados positivos é preciso que seus resultados não tenham fim em si mesma. Depois das variáveis analisadas, deve ser feita a comparação entre os resultados obtidos e os objetivos traçados. É neste momento que as correções devem ser feitas. Uma vez que não foi alcançado os objetivos é preciso identificar as falhas e porque as ações tiveram resultados inferiores. O importante é relacionar a variação e se os objetivos não foram superestimados. Neste caso, muda-se os objetivos e não as ações (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). No caso de rever as ações, as correções se dividem em dois momentos: a) Efeito imediato: realizar ações rápidas e pontuais onde o planejamento falhou; b) Causas: Consiste em investigar as falhas e a alteração definitiva dos procedimentos falhos. No entanto, esse método só tem resultados se foi a definição do que medir e como medir tiver sido bem-feita. Se os procedimentos de planejamento, implantação e avaliação das ações forem seguidos, as chances de sucesso do plano de ação de relacionamento serão maiores (BARRETO; CRESCITELLI, 2013). 63 Marketing de Relacionamento Universidade Santa Cecília - Educação a Distância No processo de avaliação de resultados e as correções adotadas em suas falhas, pode ser entendido como processo final de uma ação do marketing de relacionamento. Básicas ALVES, E. B.; BARBOSA, Mariana M.; ROLON, V. E. K. Marketing de Relacionamento: como construir e manter relacionamentos lucrativos? [Livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2014. (Série Marketing Ponto a Ponto). (BV) BARRETO, I. F.; CRESCITELLI, E. Marketing de relacionamento: comoimplantar e avaliar resultados. 1. ed. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013. (BV) GARCIA, J.L. (organizadora) Marketing de serviços e de varejo. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. (BV) Complementares KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. 15. ed. - São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015. (BV) KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de Marketing. 14. ed. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. (BV) MOHR, J. et. al. Marketing para mercados de alta tecnologia e de inovações. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2011. (BV) SANTOS, A. S. (organizadora) Marketing de Relacionamento. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015 (Coleção Bibliográfica Universitária Pearson). (BV) FRANCISCO, L. F. C. Comércio eletrônico e mídias digitais [recurso eletrônico]. Curitiba: Contentus, 2020. (BV) Outras fontes POSER, Denise Von. Marketing de Relacionamento: maior lucratividade para empresas vencedoras. Barueri, SP: Manole, 2005. 1. CONCEITOS SOBRE O MARKETING DE RELACIONAMENTO 1.1. O que é marketing de Relacionamento? 1.2. Motivações para trabalhar com o Marketing de relacionamento 1.3. A importância da fidelização dos clientes 1.4. Criando Proposta de Valor ao cliente 2. IMPLANTANDO O MARKETING DE RELACIONAMENTO 2.1. Gestão do relacionamento – empresa & clientes 2.2. Os componentes do Marketing de Relacionamento 2.3. Os Cs do Marketing de Relacionamento 2.4. A importância dos stakeholders nos relacionamentos 2.5. Cadeia de Relacionamento 2.5.1. B2E - Funcionários 2.5.2. B2B – Entre empresas 2.5.3. B2C – Empresa e Clientes 2.5.4. B2G – Empresa e Governo 3. POLÍTICA DE RELACIONAMENTO 3.1. Captação, retenção e fidelização 3.2. Proposta de valores percebidos 3.3. Satisfação, confiança e comprometimento 4. A IMPORTÂNCIA DAS PESSOAS NO MARKETING DE RELACIONAMENTO 4.1. O comportamento dos colaboradores 4.2. Criação de valor mútuo e reciprocidade 4.3. Identificação dos clientes de maior valor – valor vitalício 4.4. Maximização do valor do cliente 5. O PAPEL DAS MARCAS NA FIDELIZAÇÃO – BRAND EQUITY 5.1. Proposta de valor da marca 5.2. A construção da marca na mente do cliente 5.3. Operacionalizando excelência e identidade da marca 6. TECNOLOGIA – UM MEIO PARA O RELACIONAMENTO 6.1. O uso da tecnologia nas empresas físicas e virtuais 6.2. Tecnologia e o Marketing de Relacionamentos e o tradicional 6.3. Database Marketing – Data Mining e Banco de dados 7. CRM – CUSTOMER RELATIONSHIP MANAGEMENT 7.1. Gerenciando o relacionamento 7.2. Conceito do CRM 7.3. Filosofia do CRM 7.4. Objetivo do CRM como ferramenta de relacionamento 7.5. Formulação de estratégias para o CRM 8. TÉCNICAS E MÉTODOS – PLANEJAMENTO 8.1. Implementando os processos 8.2. Aplicando as técnicas 8.3. Como evitar o abandono 9. INDICADORES DE DESEMPENHO 9.1. A pesquisa como base para as respostas 9.2. Principais indicadores de desempenho 9.3. Análise, interpretação e avaliação dos resultados 9.4. Correções nas estratégias adotadas