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HEMOSTASIA Profª. MSc Flávia Silva A reposta hemostática normal ao dano vascular depende da interação íntima entre a parede vascular, as plaquetas circulantes e os fatores de coagulação do sangue. Deve ser um processo controlado para evitar o desenvolvimento de coágulos extensos e desfazê-los após a reparação do dano. Equilíbrio entre os mecanismos pró-coagulantes e anticoagulante, aliado a um processo de fibrinólise. Componentes da resposta hemostática PLAQUETAS Produzidas na medula óssea a partir da fragmentação do citoplasma dos megacariócitos (1.000 a 5.000 de cada megacariócito). Produção regulada pela Trombopoetina, que é produzida no fígado e rins. Age aumentando o número e ritmo de maturação dos megacariócitos. Possui glicoproteínas na superfície importantes nas reações de adesão e agregação de plaquetas, eventos iniciais que levam a formação plaquetária durante a hemostasia. FUNÇÃO DAS PLAQUETAS: formação do tampão mecânico durante a resposta hemostática; A imobilização das plaquetas nos sítios de lesão vascular depende de interações específicas plaqueta-parede vascular (adesão) e plaqueta-plaqueta (agregação). ADESÃO PLAQUETÁRIA: Plaquetas aderem as proteínas do subendotélio expostas por meio de glicoproteínas específicas; Em locais de grande fluxo, a matriz subendotelial exposta é recoberta por vWF (Fator von Willebrand) para facilitar a aderência; A ligação entre o vWF e a GPIb desencadeia rolamento de plaquetas no sentido do fluxo, ativando receptores GPIIb/IIIa; Em condições estáticas ou de baixo atrito, as plaquetas aderem ao colágeno do subendotélio; Essas conexões resultam em uma cascata de sinais que leva a ativação plaquetária. AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA: Caracteriza-se por ligação cruzada das plaquetas por meio de receptores ativos de GPIIb/IIIa com pontes de fibrinogênio; A estimulação de uma plaqueta leva a um aumento de moléculas de GPIIb/IIIa; A ligação ocasiona alterações da conformação molecular, resultando em uma conexão firme e ativa. Coagulação CASCATA DE COAGULAÇÃO Substâncias de iniciação ativam sequencialmente, por proteólise, uma cascata de proteínas precursoras circulantes (fatores enzimáticos da coagulação), culminando na geração de trombina; esta por sua vez converte fibrinogênio em fibrina. A fibrina infiltra os agregados de plaquetas nos locais de lesão vascular e converte os tampões primários e instáveis de plaquetas em tampões hemostáticos firmes, definitivos e estáveis. O funcionamento dessa cascata de enzimas necessita de concentração dos fatores de coagulação circulantes no local da lesão. Coagulação in vivo A geração de trombina in vivo é uma complexa rede de amplificação e feedback negativo para assegurar uma produção localizada e limitada. Depende um complexo enzimático composto por uma protease, co-fator, fosfolipídeo (PL) e Cálcio. Via extrínseca – VIIa, TF, PL e Ca. Via intrínseca – IXa, VIIIa, PL e Ca. Complexo protrombinase – Xa, Va, PL e Ca – produz trombina. Produção em 2 fases. Fase inicial: gera pequenas quantidades preparando a cascata. A segunda fase: amplifica, produzindo concentrações maiores. Produz Xa INICIAÇÃO A coagulação inicia-se pela interação do fator tecidual (TF), ligado à membrana, exposto pela lesão vascular, com fator VIIa. O fator VII, circulando no plasma, expressa atividade proteolítica quando se liga a TF. Complexo VIIa-TF (via extrínseca) ativa tanto o fator IX quanto o X. O fator Xa, na ausência de seu co-fator, transforma pequenas quantidades de protrombina em trombina. AMPLIFICAÇÃO A via extrínseca é rapidamente inativada pelo inibidor da via do fator tecidual (TFPI). A geração de trombina passa a ser pela via intrínseca, tendo como estímulo desencadeante a pequena quantidade de trombina formada na iniciação. A via intrínseca IXa, VIIIa, PL e Ca, leva a ativação de Xa suficiente, que se une a Va, PL e Ca. Formando assim o complexo protombiase. Esse complexo resulta na geração explosiva de trombina que age no fibrinogênio para formar o coágulo de fibrina. Resposta hemostática Vasoconstrição Constrição imediata do vaso lesado; Constrição reflexa das artérias e arteríolas adjacentes são responsáveis por uma diminuição inicial do fluxo sanguíneo; A diminuição do fluxo permite ativação de contato de plaquetas e fatores de coagulação; 2. Reações das plaquetas e formação do tampão hemostático primário A ruptura do endotélio leva a aderência inicial das plaquetas ao tecido exposto, potencializada pelo vWF; Plaquetas são atraídas para a região da lesão; A agregação contínua de plaquetas promove crescimento do tampão hemostático, o qual logo cobre o tecido exposto; O tampão primário é suficiente para controle temporário do sangramento. 3. Estabilização do tampão plaquetário pela fibrina A hemostasia definitiva é obtida quando a fibrina é acrescentada ao tampão primário; A fibrina aumenta à medida que as plaquetas fundidas se lisam, e depois de algumas horas todo o tampão hemostático é transformado em uma massa sólida de fibrina com ligação cruzada. Fibrinólise É uma resposta hemostática normal à lesão vascular; O plasminogênio, encontrado no sangue e no fluido tecidual, é convertido em plasmina por ativadores da parede vascular (ativação intrísenca) ou dos tecidos (ativação extrínseca); A geração de plasmina nos sítios de lesão limita a extensão do trombo em formação; Os produtos de degradação oriundos da fibrinólise também são inibidores competitivos da trombina e da polimerização da fibrina.