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Cadu – 6°β / TIII • Doença inflamatória AI crônica das articulações, especialmente as que têm membrana sinovial, com acometimento sistêmico. FATORES DE RISCO • HF. - Pacientes têm alteração no gene HLA – DRB1, tendo um fator positivo para a doença, mas sem necessariamente desenvolver. Para isso, precisa ter contato com fatores desencadeantes. • Tabagismo. • Exposição à sílica. • Exposição a asbesto. • Infecções por Epstein Barr, HTLV-1 e mycoplasma. FISIOPATOLOGIA • Alteração genética + exposição a algum fator desencadeante promove a conversão do aa arginina, presente na membrana sinovial, em citrulina, no processo de citrulinização. • Isso desencadeia a ativação do SI, visto que ele reconhece a citrulina como Ag, havendo a produção de Ac, fator reumatóide e Ac antipeptídeos citrulinados / anti ccp, para a sua destruição. • Desse modo é desenvolvido processo inflamatório local, em que a membrana sinovial hiperprolifera em direção à articulação. • As substâncias inflamatórias podem causas a ativação de osteoclastos, caso o osso seja atingido, e imunocomplexos são formados pela ligação dos Ac à citrulina. • Assim, há destruição articular e deposição de imunocomplexos em outras regiões do corpo. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • Evolução insidiosa. • Artralgia. • Rigidez articular. SINTOMAS SUBJETIVOS - Sistêmicos. • Mal estar. • Anorexia. • Fadiga. • Mialgia. MANIFESTAÇÕES ARTICULARES • Geralmente começa em pequenas articulações. - Punho. - Tornozelo. - Metacarpos falangiana. - Metatarso falangiana. - Interfalangiana proximal. • Raramente acomete interfalangianas distais. • Com a progressão da doença grandes articulações podem ser acometidas. ARTRITE REUMATÓIDE Cadu – 6°β / TIII - Joelho. - Cotovelo. - Quadril. • Pode acometer coluna cervical, mas raramente acomete torácica e lombar. • Poliartralgia simétrica / bilateral. - Pelo menos 5 afetadas. • Caráter inflamatório. - Dor. - Aumento de volume. - Rigidez, especialmente pela manhã e com duração > 1h. PROGRESSÃO DA DOENÇA • Fibrose de tecidos periarticulares. • Contratura muscular. • Atrofia muscular. • Osteopenia periarticular. - Hipertransparência ao Rx. • Deformidades articulares. - Pescoço de cisne. - Boutonniére / casa de botão. PUNHO • Comprometimento da flexão e da extensão. • Pode evoluir para síndrome do túnel do carpo. - Ocorre compressão do n. mediano, com parestesia do polegar, 2° e 3° dedos. JOELHO • Derrame articular. • Sinal da tecla. - Compressão patelar com sensação de afundamento e retorno à superfície. COTOVELOS • Alívio da dor com flexão. • Pode ocorrer compressão do n. ulnar ou radial. - n. ulnar: mão em garra. - n. radial: mão caída. COLUNA CERVICAL • Acometimento de C1 e C2. • Cervicalgia. • Pode ocorrer compressão medular alta, o que resulta em tetraplegia. Cadu – 6°β / TIII MANIFESTAÇÕES EXTRARTICULARES - Comuns em pacientes com altas taxas de fator reumatóide e / ou anti ccp. - Resultam de processos inflamatórios em outros órgãos. - CUTÂNEAS • Nódulos subcutâneos. - Formados por vasculites de pequenas vv. com necrose local e proliferação fibroblástica. • Vasculite reumatóide. - Inflamação de pequenos vasos. - Pode ocorrer infarto local e necrose. - Mais comum em região periungueal e polpas digitais. - Pode acometer áreas mais extensas, levando à gangrena digital. - OFTALMOLÓGICAS • Episclerite. - Infamação da camada que cobre a esclera. • Esclerite. - Inflamação da esclera. • Síndrome de Sjogren. - Quando o processo inflamatório persiste e intensifica. - Há perda da capacidade de produzir lágrima, ocorrendo ressecamento ocular que pode evoluir para úlcera de córnea. - PULMONARES • Pleurite. - Dor respiratório dependente. • Derrame pleural. • Nódulos reumatóides pulmonares. Cadu – 6°β / TIII - CARDÍACA • Pericardite. - Sensação da palpitação. - Aumento da FC. - Hipofonese de bulhas. DIAGNÓSTICO - Clínico + laboratorial. ANAMNESE • HF. • Início dos sintomas. • Articulações acometidas. • Enrijecimento matinal. • Sintomas extrarticulares. EXAME FÍSICO • Avaliação das articulações. • Ausculta cardíaca. • Ausculta respiratória. EXAMES LABORATORIAIS - MARCADORES SOROLÓGICOS • Fator reumatóide - Estar negativo não exclui a doença. - Diretamente proporcional, 3x o valor de referência, à chance de agressividade da doença e com a presença de sintomas extrarticulares. - Pode estar elevado em outras doenças / inespecífico. • Anti ccp - Diretamente proporcional, 3x o valor de referência, à chance de agressividade da doença e com a presença de sintomas extrarticulares. - Maior especificidade. - MARCADORES INFLAMATÓRIOS DE FASE AGUDA - Para acompanhamento da atividade da doença. • VHS. • PCR. - ARTROCENTESE - Aspiração do líquido sinovial para avaliação laboratorial. • Não é essencial para o diagnóstico, apenas em caso de dúvida. • Características do líquido sinovial na artrite reumatóide - Grande quantidade de leucócitos. - Fator reumatóide e anti ccp geralmente positivos. EXAMES DE IMAGEM - Não servem para diagnóstico. • Determina a extensão da doença. • Avalia a necessidade e de cirurgia. • RNM detecta alterações mais precocemente que o Rx. - ALTERAÇÕES MAIS COMUNS • Derrame articular. - Aumento do espaço sinovial. • Cistos subcondrais. Cadu – 6°β / TIII • Osteopenia justarticular. • Erosões ósseas. CRITÉRIO • Baseado na avaliação das articulações, dos exames laboratoriais e do tempo de sintomas. - Cada item é pontuado. • > 6 pontos - Positivo para artrite reumatóide. TRATAMENTO • Busca remissão da doença / dor e reduzir a evolução da doença. NÃO MEDICAMENTOSO • Cessar tabagismo. • Atividade física regular. MEDICAMENTOSO - SINTOMÁTICOS • Corticoide e AINES. - Não alteram a progressão da doença. - Usar corticoide em doses baixas. - Desmame assim que possível. - DROGAS ANTIREUMÁTICAS MODIFICADORES DO CURSO DA DOENÇA / DMARDS - Iniciadas assim que feito o diagnóstico. - Ação de início lento. - Melhoram sintomas e reduzem a progressão da doença. • Sintéticos - Metrotrexato: primeira escolha e sempre associar com ác. fólico. - Leflunomida. - Sulfassalazina. - Hidroxicloroquina / cloroquina. • Imunobiológicos - Anti TNF: risco de ativação de tuberculose latente. - Tocilizumabe. - Abatacept. - Rituximabe. - Etanercept. ESQUEMA TERAPÊUTICO - Tentar manter metotrexato o máximo possível. Cadu – 6°β / TIII • Corticoide e / ou AINES podem ser utilizados em qualquer momento de ativação da doença. DMARD SINTÉTICO • Iniciar com metotrexato. - Utilizar outro apenas se contra indicação. - Pode associar com outro sintético. DMARD IMUNOBIOLÓGICO - Utilizar quando contra indicação para o sintético ou dose máxima atingida. • Se não tiver contra indicação para metotrexato e tiver atingido dose máxima, manter e associar com um imunobiológico. • Imunobiológicos possuem a mesma eficácia. FATORES DE MAU PROGNÓSTICO • Altos títulos de fator reumatóide e anti ccp. • Artrite em > 20 articulações. • Acometimento extrarticular. • Início em idade precoce. • Presença de erosões ósseas nos 2 primeiros anos de início da doença. • VHS e PCR persistentemente elevados.