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FMU - FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS
Enfermagem 6° Semestre - Noturno
Vitória Giampaoli Martins 
RA: 3202656
ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA DE SAÚDE DO ADULTO
SÃO PAULO
2022
ATIVIDADE 1: 
ES: IS, sexo feminino, 70 anos. Refere taquidispneia, oligúria e edema de face há 20 dias com piora hoje; sendo feito um primeiro diagnóstico de ITU e orientada quanto ao tratamento medicamentoso, sem sucesso. Evoluiu com aumento das escórias nitrogenada, picos hipertensivos e dispneia, sendo necessário internação e tratamento dialítico. Realizado ECO que evidenciou dupla lesão mitral e aórtica, regurgitação tricúspide e aumento de AE, sendo indicado cirurgia cardíaca. AP: Aposentada, natural de Teófilo Otoni – MG. Sedentária. Evangélica. Calma. Alegre. Analfabeta. Mora em casa alugada, com três cômodos e com saneamento básico. Sem déficit aparente. Cardiopata de longa data, já submetida a plastia de valva mitral há 20 anos. Nos últimos dias vinha apresentando dificuldade para dormir, deambular, de higiene e alimentação devido a dispneia. EF: Pós operatório imediato de troca de valvas mitral e aórtica (próteses mecânicas) e plastia tricúspide, com FC arrítmica. Emagrecida. Sob efeito anestésico. Anictérica. Cianótica. Hipotérmica. Mucosas hipocoradas +3/+4. Halitose. SNG aberta com baixo débito. Intubada. Dreno de tórax D + mediastino. Ferida operatória esternal com curativo limpo e seco. MV diminuídos em bases, com crepitações bibasais. Ventilação mecânica controlada. FR: 15 irpm, Pressão expiratória final positiva (PEEP):5, FiO 2:100%, Sat. O:88%. Secreção traqueal fluida em grande quantidade. BNF e arrítmicas. Pulso filiforme. Hipotensa (60x 40mmHg). Abdome flácido. RHA +. SVD + oligúria. Evacuação ausente há 2 dias. Perfusão periférica diminuída. Acesso vascular periférico em MSD. Sem sinais flogísticos. Hiperemia sacral. EXAMES: RX tórax – imagens infiltrativas bilaterais. Uréia: 50, Creatinina: 3 mg/dl, Hemoglobina: 7,9 g/dl, Plaquetas.: 100.000, Leucócitos: 24.000. 
Questões:
1. Considerando a necessidade de intervenção cirúrgica, qual a terminologia empregada para classificar o período peri-operatório? 
R: O termo Peri-operatóri o é empregado para descrever todo o período da cirurgia, incluindo antes e após a cirurgia em si. As três fases dos cuidados Peri-operatórios são: Pré-operatório, Trans operatório e Pó s-operatório.
2. Em quais momentos é empregado o check-list de cirurgia segura? 
R: O checklist de cirurgia segura da OMS tem três momentos: Entrada (antes da indução anestésica), Time Out ou Pausa (antes da incisão) e Saída (antes de o paciente deixar o centro cirúrgico). Seus elementos podem ser adequados às necessidades e realidade de cada instituição
3. Cite o posicionamento cirúrgico que foi empregado nesse ato operatório? 
R: Decúbito dorsal horizontal
4. Refira proeminências ósseas que merecem atenção redobrada por conta do posicionamento. 
R: A cabeça, lombar, cotovelos, poplíteas e calcâneos.
5. Quais cuidados de enfermagem são indispensáveis em relação ao decúbito do paciente? 
R: Os cuidados de enfermagem indispensáveis são proteger as proeminências ósseas e com a utilização de coxins, manter a cabeça lateralizada com o pescoço estendido, fazendo o com que facilite a respiração e previna a aspiração nos casos de vômitos, e, também observar o estado de consciência, colocar apoio de braço o mais anatômico possível e realizar monitorização de múltiplos parâmetros.
6. O tempo cirúrgico descreve a sequência de procedimentos utilizados na manipulação dos tecidos e vísceras durante o ato operatório. Cite-os e descreva sucintamente as ações empregadas em cada estágio. 
R: Diérese: é o rompimento da continuidade do tecido que pode ser mecânica, (bisturi de lâmina fria) ou física (bisturi elétrico). Exérese: é a realização do tratamento cirúrgico. Hemostasia: o processo em que impede ou se previne o sangramento, pode ser feito simultâneo ou individualmente por meio de pinçamento e ligadura de vasos, eletrocoagulação ou compressão. Síntese: É o procedimento utilizado para aproximar as bordas de uma ferida com finalidade de estabelecer a continuidade dos tecidos e facilitar as fases do processo de cicatrização. 
7. Todo procedimento é classificado de acordo com o potencial de contaminação da incisão cirúrgica. Essa deve ser empregada no final do ato cirúrgico. Quais são as possíveis classificações? 
R: Cirurgia limpa: realizada sem tecidos estéreis ou passiveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso local. Cirurgia potencialmente contaminada: realizada em tecidos colonizados por flora microbiana, pouco numerosa ou difíceis descontaminação na ausência de processos infeccioso local. Cirurgia contaminada: são as cirurgias realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana, abundante de difíceis descontaminação. Cirurgia infectada: são realizadas em quaisquer tecidos, na presença de processos infeccioso no local.
8. Ao admitir o paciente na SRPA é responsabilidade do enfermeiro checar quais informações para embasar sua assistência? 
R: Conferir a identificação do paciente; Fazer exame físico; Monitorar a frequência cardíaca (FC), PA, saturação, oxigênio, temperatura; nível de consciência e dor; Promover conforto e aquecimento; Verificar condições de curativo (sangramentos), fixação de sondas e drenos; Anotar débitos de drenos e sondas; Fazer balanço hídrico (caso necessário); Observar se paciente está com náusea ou vômito e comunicar anestesiologista; Administrar analgésicos, antieméticos e antibióticos conforme prescrição médica; Manter infusões venosas e atentar para infiltrações e irritações cutâneas; Minimizar fatores de estresse; Orientar paciente sobre o término da cirurgia, garantir sua privacidade e zelar por sua segurança; Providenciar ao destino os pacientes de alta médica.
9. Cite o nome escala empregada para dar alta da SRPA, seus indicadores e a nota mínima para alta.
R: É utilizada a escala de aldrete e kroulik e seus indicadores são: atividade muscular, padrão respiratório eficaz, circulação, nível de consciência e saturação. Sua nota mínima é de 8 para obter alta.
 Um excelente trabalho!

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