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Análise Sintática Frase, oração e período são conceitos que vão dar um norte da relação que vai ser estabelecida para análise da frase. Português se divide em: MORFOLOGIA, ANÁLISE SINTÁTICA e SEMÂNTICA Morfologia: classe das palavras (dizer o que é) Análise Sintática: dá a função das palavras (o que fazem) Semântica: relação de sentido (o que ele diz) Frase: é o enunciado com sentido completo, capaz de fazer uma comunicação. Na frase é facultativo o uso do verbo. Qualquer comunicado. Ex.: “Oi!”; “Oi pessoal, eu estou com fome.”; “Bom dia!”; “Escrevi.”. Tudo é frase. Tudo que comunica é uma frase. Oração: é o enunciado com sentido que se estrutura com base em um verbo. Pressupõe verbo. “Oi!” é uma frase, mas não é uma oração porque não tem verbo. “Oi pessoal, eu estou com fome.” é uma frase e uma oração porque tem verbo. Toda oração é uma frase, mas nem toda frase é uma oração. Frase é qualquer coisa e oração é só o que tiver verbo. FRASE ORAÇÃO Período: oração composta por um ou mais verbos. Se divide em simples e composto. Simples só tem um verbo (oração). Composto vai ter dois ou mais verbos (orações). Coordenação Subordinação Sujeito: é o ser da oração ou a quem o verbo se refere e sobre o qual se faz uma declaração. O sujeito pode ser ativo ou passivo. Ex.: Eu comprei o material. Eu fiz a ação de comprar o material, ou seja, eu sou ativo. O material foi comprado por mim, então o material sofre a ação de ser comprado por mim, é o sujeito passivo. As três perguntas que definem quem é que é o sujeito: Que é que + verbo? Quem é que + verbo? Que é que se + verbo? 1) A primeira coisa de uma frase é buscar o sujeito. O sujeito pode ser das seguintes formas: simples, composto, indeterminado, inexistente e oracional. 2) A segunda coisa é buscar a transitividade da frase (como um verbo se relaciona com o seu complemento): verbo intransitivo, verbo transitivo direto, verbo transitivo direto indireto, verbo transitivo indireto e VL. 3) A terceira coisa é buscar o adjunto adverbial: vai ser toda a ideia de lugar, tempo, modo, intensidade, etc. Domínio da estrutura morfossintática do período (análise sintática/sintase) O que é feito na frase. Pode ser uma palavra ou um conjunto de palavras que vai desempenhar uma função sintática pro coleguinha do lado (o verbo). Análise sintática em 99% dos casos se aplica a partir de um verbo (oração). Tipos de sujeito Sujeito simples: é o sujeito determinado (eu sei quem é, consigo identificar no texto) que possui um único núcleo (pode ser singular ou plural), um único vocábulo diretamente ligado com o verbo. Quantas palavras são associadas ao verbo. Núcleo do sujeito *Locução verbal Ex.: Os fracos nunca podem perdoar. Sujeito Verbo Principal Verbo Auxiliar Quem é que nunca podem perdoar? Os fracos (sujeito). O que os fracos fazem na frase é a função do sujeito. Quem é a parte mais importante, significativa desse sujeito “Os fracos”? Fracos, então “fracos” é o núcleo do sujeito. Só tem um núcleo, sujeito simples. Os verbos “podem perdoar” estão juntos. Quando os verbos estão juntos, um trabalha para o outro, é o que nós chamamos de *locução verbal. O que é uma locução verbal? São dois ou mais verbos trabalhando juntos. Numa locução verbal teremos um verbo principal e um verbo auxiliar. O verbo auxiliar é o que está para trás do verbo principal. Locução na gramática é tudo aquilo que for dois ou mais. Ex.: Locução adverbial, duas ou mais palavras que valem como advérbio; Locução verbal, duas ou mais palavras que valem como verbo. Núcleo do Sujeito Ex.: Bate outra vez, com esperanças, o meu coração. Sujeito Que é/quem é que bate outra vez? O meu coração. Ex.: Discutiu-se esse assunto na aula do Zambelli. O “se” está dando o sujeito. Quando isso ocorre, chamamos o “se” de pronome apassivadora ou partícula apassivadora. Que é que se discutiu? Esse assunto. Núcleo do sujeito: assunto. O verbo concorda com o núcleo do sujeito, ou seja, se o núcleo for singular o verbo será no singular. Se o núcleo for plural, o verbo será no plural. Ex.: E ela estava mais linda. Quem é que estava mais linda? Ela Cada vez que eu olhava. Quem é que olhava? Eu O ciúme não estava batendo. Quem é que não estava batendo? O ciúme. Núcleo: ciúme. Estava dando porrada. Quem é que estava dando porrada? O ciúme. Destaquei quatro orações do parágrafo: estava, olhava, estava batendo e estava dando. Há três sujeitos diferentes: Ela, eu, ciúme. É o mesmo tipo de sujeito, sujeito simples. É o mesmo sujeito? Não, não é. Sujeito oculto, elíptico, desinencial, simples. Sujeito composto: é o sujeito determinado que possui mais de um núcleo, isto é, mais de um vocábulo diretamente relacionado com o verbo. Ex.: Sérgio, Zambeli e Gustavo são amigos. Quem é que são amigos? Sérgio, Zambeli e Gustavo (sujeitos da frase). Para a gramática os três são importantes para chamar de sujeito composto. Há três núcleos. Ex.: Ocorreram acidentes, assaltos e sequestros nesta comunidade. Que é que ocorreram? Acidentes, assaltos e sequestros (sujeitos da frase). Obs.: O sujeito pode estar antes ou depois do verbo. Sujeito indeterminado: quando não se quer ou não se pode identificar claramente a quem o predicado da oração se refere. Não há uma referência antes. Predicado é tudo que não é o sujeito. Predicado é diferente de predicativo. a) com o verbo na 3ª pessoa do plural (é igual a eles, só que não), desde que o sujeito não tenha sido identificado anteriormente. Não pode ser “eles”, porque no momento que diz que é “eles” sabe quem é o sujeito. Não importa se o verbo está no passado, presente ou futuro. Ex.: Perguntaram ao Dalai Lama: O que mais te surpreende na Humanidade? E ele respondeu: “Os homens.... porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente e nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer.... e morrem como se nunca tivessem vivido. Quem é que perguntou para o Dalai? Não foram os homens. Não importa para a história e nem para o contexto. Então, esse é um sujeito indeterminado. Não sei quem é que perguntou. Quem é que perde a saúde para juntar dinheiro? Os homens. Todos os outros verbos (pensarem, esquecem, vivem, morrem, etc.) se referem a homens. Então, o sujeito é um sujeito na 3ª pessoa do plural, eles (homens), tornando todos sujeitos simples. Ex.: Anularam está questão. Não sei quem anulou a questão. Me contaram.... Me disseram.... b) com o verbo na 3ª pessoa do singular (VI, VTI, VL) + SE Quando tiver determinado tipo de verbo e esse determinado tipo de verbo for um verbo que não transita, verbo que transita pedindo preposição ou um verbo de ligação. Que é que se + verbo? Quando fizer essa pergunta para o verbo “que é que se + verbo” e ele travar ou responder com uma preposição, não vai ser o sujeito. A semântica (sentido) vai ter que acompanhar o tempo inteiro esse processo. Ex.: Necessita-se de mantimentos para os desabrigados. Que é que se necessita? De mantimentos para os desabrigados. No momento que responde “de”, existe uma regra que fala que o núcleo do sujeito não começa por preposição (morfologia). Conseguimos definir quem é que necessita? Não. Sujeito indeterminado. Ex.: Estuda-se em média 05 horas por dia. Que é que se estuda? Ele não responde, ele trava. Porque não é o em média que se estuda e não são as 05 horas por dia que se estuda. Alguém, não sei quem, estuda. É o índice de indeterminação do meu sujeito. Ex.: Fica-se muito louco quando apaixonado. Que é que se fica? Alguém, que eu não sei quem, fica muito louco quando apaixonado. Sujeito indeterminado. Podemos chamar o “se”, nestes casos, de índice de indeterminação do sujeito. É uma palavra que não deixa ficar claro quem é o sujeito da frase. Inexistente (oração sem sujeito): ocorre quando há verbos impessoais na oração. Haver: significando existir, ocorrer, acontecer ou indicando tempodecorrido, o verbo “HAVER” não terá sujeito. Ex.: Haverá mais concursos neste ano.