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1 JOÃO 
 VOLTAR 
 Introdução 
 Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5 
 
Introdução 
Esta epístola é um discurso sobre os princípios doutrinários e 
práticos do cristianismo. A intenção evidente é refutar as bases, os 
princípios e as práticas ímpias e errôneas, e advertir contra elas, 
especialmente contra as que rebaixam a divindade de Cristo e a realidade 
e o poder de seus sofrimentos e morte como sacrifício expiatório; 
também é contra a afirmação de que os crentes, uma vez salvos por 
graça, não têm que obedecer aos mandamentos. Esta epístola também 
estimula a todos os que professam conhecer a Deus a ter comunhão real 
com Ele, crer nEle e a andar em santidade, não no pecado; demonstrando 
que uma profissão puramente exterior não é nada sem a evidência de 
uma vida e conduta santas. Também ajuda a estimular e animar os 
cristãos verdadeiros a terem comunhão com Deus e com o Senhor Jesus 
Cristo, à constância na fé verdadeira e à pureza de vida. 
 
1 João 1 
Versículos 1-4: O apóstolo dedica sua epístola aos crentes em 
geral, com evidente testemunho de Cristo para promover a felicidade e o 
gozo deles; 5-10: Demonstra que a vida de santidade é necessária para 
se ter comunhão com Deus. 
Vv. 1-4. O Deus essencial, a excelência não criada que existe desde 
a eternidade, igual ao Pai e que finalmente se manifestou em natureza 
humana para a salvação dos pecadores, é o grande tema sobre o qual o 
apóstolo escreve aos seus irmãos. Os apóstolos viram-no durante alguns 
anos, nos quais presenciaram sua sabedoria e santidade, seus milagres, 
seu amor e misericórdia, até que viram-no crucificado pelos pecadores e 
depois ressuscitado dentre os mortos. Eles o tocaram para ter plena prova 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 2 
de sua ressurreição. Esta pessoa divina, o Verbo de vida, o verbo de 
Deus, manifestou-se em natureza humana para ser Autor e Doador da 
vida eterna à humanidade, por meio da redenção por seu sangue e pelo 
poder de seu Espírito regenerador. 
Os apóstolos declararam o que viram e ouviram para que os crentes 
pudessem compartilhar suas bênçãos e benefícios eternos. Tinham livre 
acesso a Deus Pai. Tiveram uma feliz experiência da verdade em suas 
almas, e mostraram a excelência dela em suas vidas. Esta comunhão dos 
crentes com o Pai e o Filho começa e é sustentada pelo poder do Espírito 
Santo. Os benefícios que Cristo concede não são as mesquinhas 
possessões do mundo, que causam inveja aos demais, e sim o gozo e a 
felicidade da comunhão com Deus, que são absolutamente suficientes, de 
modo que qualquer número de pessoas pode participar deles; e todos os 
autorizados para dizer que em verdade sua comunhão é com o Pai, 
desejarão levar outros a participar da mesma bem-aventurança. 
Vv. 5-10. Todos nós deveríamos receber de modo jubiloso uma 
mensagem do Senhor Jesus, o Verbo da vida, o verbo eterno. O grande 
Deus deve ser apresentado a este mundo escuro como luz pura e perfeita. 
Como esta é a natureza de Deus, suas doutrinas e preceitos devem ser 
como tais. Como sua perfeita felicidade não pode separar-se de sua 
perfeita santidade, assim a nossa felicidade será proporcional à santidade 
de nosso ser. Andar em trevas é viver e agir contra a religião. Deus não 
tem comunhão ou relação celestial com as almas ímpias. 
Não há verdade na confissão delas; sua prática mostra seu viver 
néscio e sua falsidade. A vida eterna o Filho eterno, vestiu-se de carne e 
sangue, e morreu para em seu sangue nos lavar de nossos pecados, e 
providencia para nós as influências sagradas pelas quais o pecado deve 
ser submetido mais e mais, até que seja completamente eliminado. 
Enquanto o apóstolo insiste na necessidade de um andar santo, como 
efeito e prova de se conhecer a Deus em Cristo Jesus, adverte com igual 
cuidado contra o erro oposto, do orgulho da justiça própria. Todos os que 
andam próximos a Deus, em santidade e justiça, estão conscientes de que 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 3 
seus melhores dias e deveres estão contaminados pelo pecado. Deus tem 
dado testemunho da pecaminosidade do mundo providenciando um 
sacrifício eficaz e suficiente pelo pecado, necessário em todas as épocas; 
e mostra a pecaminosidade involuntária dos próprios crentes ao pedir-
lhes que confessem continuamente seus pecados e a recorrerem pela fé 
ao sangue do Sacrifício. 
Declaremo-nos culpáveis diante de Deus, humilhemo-nos e 
disponhamo-nos a reconhecer a nossa situação, por pior que seja o nosso 
caso. Confessemos honestamente todos os nossos pecados em sua plena 
magnitude, confiando totalmente em sua misericórdia e verdade por 
meio da justiça de Cristo, para um perdão gratuito e completo e por 
nossa libertação do poder e da prática do pecado. 
 
1 João 2 
Versículos 1,2: O apóstolo se dirige à expiação de Cristo como 
ajuda contra as fraquezas pecaminosas; 3-11: Os efeitos do 
conhecimento salvador para produzir obediência e amor para com os 
irmãos; 12-14: Os cristãos são tratados como filhinhos, jovens e pais; 
15-23: Todos são advertidos contra o amor a este mundo e contra o 
engano; 24-29: Exortação a permanecer firmes na fé e na santidade. 
Vv. 1,2. Temos um Advogado para com o Pai; um que tem 
prometido e que é completamente capaz de defender a cada um que 
solicite perdão e salvação em seu nome, dependendo de que Ele advogue 
por eles. Ele é "Jesus", o Salvador, e "Cristo", o Messias, o Ungido. 
Somente Ele é "O Justo", que recebeu sua natureza livre de pecado, e 
como nosso fiador obedeceu perfeitamente à lei de Deus, e assina 
cumpriu toda a justiça. Todos os homens de todos os países, e através de 
sucessivas gerações, estão convidados a ir a Deus através desta expiação 
única e suficiente, e por este novo e vivo caminho. O Evangelho, quando 
compreendido e recebido corretamente, coloca o coração contra todo 
pecado e contra sua prática permitida; e ao mesmo tempo dá um bendito 
alívio às consciências feridas daqueles que têm cometido pecados. 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 4 
Vv. 3-11. Que conhecimento de Cristo pode ser aquele que não 
enxerga que Ele é digno de toda a nossa obediência? A vida de 
desobediência mostra que não há religião nem honestidade no professo. 
O amor de Deus é aperfeiçoado naquele que obedece aos seus 
mandamentos. A graça de Deus nele adquire a sua verdadeira marca e 
produz seu soberano efeito, tanto quanto pode ser neste mundo, e esta é a 
regeneração do homem, ainda que aqui nunca seja absolutamente 
perfeita. Contudo, esta observância dos mandamentos de Cristo tem tal 
santidade e excelência que, se fossem universais, fariam que a terra 
parecesse o próprio céu. 
O mandamento de amar uns aos outros tem estado em vigor desde o 
princípio do mundo, mas poderia ser considerado como um novo 
mandamento quando foi dado aos cristãos. Era novo para eles, como era 
nova a sua situação a respeito de seus motivos, regras e obrigações. 
Aqueles que alimentam ódio e inimizade contra os crentes estão em 
trevas. O amor cristão nos ensina a valorizar a alma de nosso irmão e a 
temer tudo o que cause dano à sua pureza e paz. Onde houver trevas 
espirituais, a mente, o juízo e a consciência estarão entenebrecidos, e 
erraremos o caminho que leva à vida celestial. Estas coisas exigem um 
sério exame de nós mesmos, e uma oração fervorosa para que Deus nos 
mostre o que somos e para onde vamos. 
Vv. 12-14. Como os cristãos têm seus próprios estados, têm seus 
deveres peculiares; porém, há preceitos e obediências que afetam a 
todos, particularmente o amor mútuo e o desprezo ao mundo. O 
discípulo sincero e mais jovem é perdoado; a comunhão dos santos é 
sempre acompanhada do perdão de pecados. Mesmo aqueles que têm 
permanecido por um tempo mais prolongado na escola de Cristo 
necessitam de mais conselhos e instrução. Deve-se escrever aos pais e 
pregar a eles, pois ninguém é muito velho para aprender. Isto vale 
especialmentepara os jovens em Cristo Jesus, ainda que tenham 
alcançado fortaleza de espírito e sentimentos sãos, ainda que tenham 
resistido com êxito às primeiras provas e tentações, que tenham acabado 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 5 
com os maus costumes e com os maus relacionamentos, e entrado pela 
porta estreita da verdadeira conversão. 
O apóstolo volta a se dirigir aos diferentes grupos de cristãos. As 
crianças em Cristo sabem que Deus é seu Pai: esta é a sabedoria deles. 
Os crentes mais experientes que conhecem àquEle que foi desde o 
princípio, antes que o mundo fosse criado, podem, por isto, ser guiados a 
renunciar a este mundo. 
A glória dos jovens é a fortaleza em Cristo e em sua graça. Eles 
vencem o maligno pela Palavra de Deus. 
Vv. 15-17. As coisas do mundo podem ser desejadas e possuídas 
para os usos e propósitos que Deus as concebeu, e devem ser usadas por 
sua graça e para sua glória; porém, os crentes não devem buscá-las nem 
valorizá-las para propósitos em que o pecado abuse delas. O mundo 
aparta o coração de Deus, e quanto mais prevalecer o amor ao mundo, 
mais decairá o amor a Deus. As coisas do mundo são classificadas 
conforme três inclinações reinantes na natureza depravada: 
1. A concupiscência da carne, do corpo: os maus desejos do 
coração, o apetite de satisfazer-se com todas as coisas que excitam e 
inflamam os prazeres sensuais. 
2. A concupiscência dos olhos: os olhos deleitam-se com as 
riquezas e com as ricas propriedades; esta é a concupiscência da cobiça. 
3. A soberba da vida: o homem vão anseia a grandeza e a pompa de 
uma vida de vanglória, o que compreende uma sede de honras e 
aplausos. As coisas do mundo se desvanecem rapidamente e morrem: o 
próprio desejo desfalecerá e acabará dentro de pouco tempo; porém, o 
santo afeto não é como a luxúria passageira. O amor de Deus nunca 
desfalecerá. 
Muitos esforços vãos têm sido feitos para encobrir a força desta 
passagem com limitações, distinções ou exceções. Muitos têm procurado 
mostrar o quão longe podemos ir estando orientados carnalmente e 
amando ao mundo, mas é difícil equivocar-se a respeito do evidente 
significado destes versículos. A menos que esta vitória sobre o mundo 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 6 
comece no coração, o homem não tem raízes em si mesmo e cairá ou, na 
melhor hipótese, será um professo estéril. De qualquer modo, estas 
vaidades são tão sedutoras para a corrupção de nossos corações, que se 
não vigiarmos e orarmos sem cessar, não poderemos escapar do mundo 
nem alcançar a vitória sobre o seu deus e príncipe. 
Vv. 18-23. Todo homem que nega a pessoa de Cristo ou algum de 
seus ofícios, é anticristo; e ao negar o Filho, nega também ao Pai e não 
tem parte em seu favor, porque rejeita a sua grande salvação. Que esta 
profecia sobre a aparição de sedutores no mundo cristão nos guarde de 
ser seduzidos. A Igreja não sabe realmente quem são os seus membros 
verdadeiros ou não; porém, assim se prova aos verdadeiros cristãos que 
se fazem mais humildes e vigilantes. 
Estes cristãos são os ungidos, como seu próprio nome o expressa: 
são os ungidos pelo Espírito Santo, com graça, com dons e privilégios 
espirituais. As maiores e mais prejudiciais mentiras que Satanás difunde 
neste mundo costumam ser falsidades e enganos relativos à pessoa de 
Cristo. Somente a unção do Santo pode nos guardar dos enganos. 
Enquanto julgamos favoravelmente a todos os que confiam em Cristo 
como o Salvador divino e obedecem a sua palavra e procuram viver 
unidos a Ele, compadeçamo-nos e oremos pelos que negam a divindade 
de Cristo ou sua expiação e a obra da nova criação que o Espírito Santo 
realiza. Protestemos contra a doutrina anticristã e nos guardemos desta o 
mais que pudermos. 
Vv. 24-29. A verdade de Cristo que permanece em nós é o meio de 
separarmo-nos do pecado e unirmo-nos ao Filho de Deus oo 15.3,4). 
Quanto valor devemos dar à verdade do Evangelho! Por ele, a promessa 
da vida eterna nos é assegurada. A promessa que Deus faz é adequada à 
sua própria grandeza, poder e bondade; é a vida eterna. 
O Espírito de verdade não mentirá, mas ensinará todas as coisas da 
presente dispensação, necessárias para o nosso conhecimento de Deus 
em Cristo e de sua glória no Evangelho. 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 7 
O apóstolo repete a amável palavra "filhinhos", o que denota o seu 
afeto. Ele persuade por amor, os privilégios do Evangelho obrigam aos 
deveres do Evangelho; e os ungidos pelo Senhor Jesus permanecem com 
Ele. A nova natureza espiritual vem do Senhor Jesus Cristo. 
Aquele que é constante na prática da fé em épocas de provas 
demonstra que é nascido do alto do Senhor Jesus Cristo. Então, não 
sustentemos a verdade com injustiça, e lembremo-nos de que somente 
aqueles que refletem a sua santa imagem e andam em seus justos 
caminhos são nascidos de Deus. 
 
1 João 3 
Versículos 1, 2: O apóstolo admira o amor de Deus ao tornar os 
crentes seus filhos; 3-10: A influência purificadora da esperança de ver 
a Cristo – O perigo de ter esta pretensão, vivendo em pecado; 11-15: O 
amor aos irmãos é o caráter do verdadeiro cristão; 16-21: Esse amor é 
demonstrado por seus atos; 22-24: O benefício da fé, do amor e da 
obediência. 
Vv. 1,2. O mundo conhece pouco sobre a felicidade dos verdadeiros 
seguidores de Cristo. O mundo não sabe que estes pobres, humildes e 
desprezados são os favoritos de Deus e que habitarão no céu. Os 
seguidores de Cristo devem contentar-se com as dificuldades daqui, uma 
vez que estão em terra de estrangeiros, onde o seu Senhor foi muito 
maltratado antes deles. 
Os filhos de Deus devem andar por fé e viver por esperança. Devem 
esperar a revelação do Senhor Jesus com fé, esperança e desejo 
fervoroso. Os filhos de Deus serão conhecidos e manifestos pela 
semelhança que possuem com a sua Cabeça. Serão transformados à sua 
imagem, por vê-lo. 
Vv. 3-10. Os filhos de Deus sabem que seu Senhor tem olhos muito 
puros, que não permitem que nada ímpio e impuro habite nEle. A 
esperança dos hipócritas, não a dos filhos >de Deus, é a que permite a 
satisfação de desejos e concupiscências impuras. Sejamos seus 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 8 
seguidores como filhos amados, demonstrando assim o nosso sentimento 
em relação à sua inexprimível misericórdia, e expressemos esse 
pensamento humilde, agradecido e obediente que nos convém. 
O pecado é rejeitar a lei divina. NEle, isto é, em Cristo, não houve 
pecado. Ele assumiu todas as fraquezas, mas sem o pecado, que foi a 
conseqüência da queda, isto é, todas estas fraquezas da mente ou do 
corpo que submetem o homem aos sofrimentos e o expõem à tentação. 
Ele não teve a nossa fraqueza moral nem nossa tendência ao pecado. 
Aquele que permanece em Cristo não pratica o pecado 
habitualmente. Renunciar ao pecado é a grande prova da união espiritual 
com o Senhor Jesus Cristo, da permanência nEle e em seu conhecimento 
salvador. Cuidemo-nos para não nos enganarmos a nós mesmos. Aquele 
que faz justiça é justo e segue a Cristo; por fé demonstra interesse em 
sua obediência e sofrimentos. O homem não pode agir como o Diabo e 
ao mesmo tempo ser um discípulo de Jesus Cristo. Não sirvamos nem 
consintamos naquilo que o Filho de Deus veio destruir. 
Ser nascido de Deus é ser inteiramente renovado pelo poder do 
Espírito de Deus. A graça renovadora é um princípio permanente. A 
religião não é uma arte, nem questão de destreza ou perícia, mas de uma 
nova natureza. A pessoa regenerada não pode pecar como pecava antes 
de nascer de Deus, nem como pecam outros que não são nascidos de 
novo. Esta luz existe em sua mente e lhe mostra o mal e a malignidade 
do pecado. Existe em seu coração esta inclinação que lhe dispõe a 
aborrecer e odiar o pecado. Existe o princípio espiritual que se opõe aos 
atos pecaminosos. E existe o arrependimento quando se comete o 
pecado. Pecar intencionalmente é algo contrário a este. 
Os filhos de Deus e os filhos do Diabo têm característicasdiferentes. A semente da serpente é conhecida por seu descuido da 
religião e por seu ódio aos cristãos verdadeiros. Somente é justo diante 
de Deus como crente justificado aquele que é ensinado e disposto à 
justiça pelo Espírito Santo. Nisto se diferenciam os filhos de Deus e os 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 9 
filhos do Diabo. Os professos do Evangelho devem levar estas verdades 
muito a sério, e provarem a si mesmos por meio delas. 
Vv. 11-15. Devemos amar ao Senhor Jesus, valorizar o seu amor e 
amar a todos os nossos irmãos em Cristo. Este amor é o fruto especial de 
nossa fé, um sinal seguro de que somos nascidos de novo. Porém, 
ninguém que conheça corretamente o coração do homem se surpreenderá 
diante do desprezo e da inimizade dos ímpios contra os filhos de Deus. 
Sabemos que passamos da morte para a vida: podemos sabê-lo 
pelas provas de nossa fé em Cristo, das quais uma é o amor para com os 
irmãos. Não é o zelo por um partido da religião comum, nem o afeto por 
aqueles que são da mesma denominação e sentimentos que nós temos. A 
vida de graça no coração da pessoa regenerada é o início e o primeiro 
princípio da vida de glória, da qual os que odeiam seus irmãos estão 
destituídos. 
Vv. 16-21. Aqui está a condescendência, o milagre, o mistério do 
amor divino: que Deus redimiu a Igreja com seu próprio sangue. 
Certamente amamos àqueles que Deus tem amado e amado a tal ponto. 
O Espírito Santo, consternado pelo egoísmo, abandona o coração egoísta 
sem consolo, deixando-o repleto de trevas e terrores. 
Como se pode saber se um homem tem o verdadeiro sentimento do 
amor de Cristo pelos pecadores que perecem, ou se o amor de Deus foi 
plantado em seu coração pelo Espírito Santo? Observando se o amor ao 
mundo e por seus bens supera os sentimentos de compaixão pelo irmão 
que perece. Cada exemplo deste egoísmo enfraquece as provas da 
conversão do homem, e quando é algo habitual e permitido, decide 
contra ele. Se a consciência nos condena por um pecado que é de nosso 
conhecimento, ou por negligenciarmos um dever conhecido, Deus 
também nos condena. Portanto, permitamos que a consciência esteja bem 
informada, e que seja ouvida e atendida com diligência. 
Vv. 22-24. Quando os crentes têm confiança em Deus, por meio do 
Espírito de adoção e por fé no grande Sumo Sacerdote, podem pedir o 
que querem de seu Pai reconciliado. E o receberão se for bom para eles. 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 10 
Desde o céu foi proclamada boa vontade para com os homens; assim, 
esta deve existir particularmente para com os irmãos, nos corações dos 
que vão a Deus e ao céu. 
O que assim segue a Cristo habita nEle como sua arca, refúgio e 
repouso, e no Pai por meio dEle. Esta união entre Cristo e as almas dos 
crentes acontece por meio do Espírito que Ele lhes tem dado. 
O homem pode crer que Deus é bondoso antes de conhecê-lo; 
porém, quando a fé toma posse das promessas, coloca a sua razão em 
ação. O Espírito de Deus realiza uma mudança em todos os cristãos 
verdadeiros, levando-os do poder de Satanás ao poder de Deus. 
Considere, ó crente, como Ele transforma o teu coração. Não anelas a 
paz com Deus? Não renunciarias a tudo do mundo por ela? Nenhum 
proveito, prazer ou preferência te impedirá de seguir a Cristo. Esta 
salvação está edificada sobre o testemunho divino, o Espírito de Deus. 
 
1 João 4 
Versículos 1-6. Os crentes são advertidos contra dar atenção a 
qualquer um que tenha a pretensão fingida de ter o Espírito; 7-21: O 
amor fraternal está em vigor. 
Vv. 1-6. Os cristãos que estão bem familiarizados comas Escrituras 
podem discernir, em dependência do ensino divino, aqueles que 
estabelecem doutrinas conforme os apóstolos e aqueles que as 
contradizem. A suma da religião revelada está na doutrina referida a 
Cristo, sua pessoa e oficio. Os falsos mestres falam ao mundo conforme 
as suas máximas e prazeres, de modo que não ofendam os homens 
carnais. O mundo os aprova, prosperam rapidamente e têm muitos 
seguidores como eles; o mundo amará aos seus e os seus o amarão. 
A verdadeira doutrina da pessoa do Salvador, que tira os homens 
deste mundo e os leva a Deus, é marca do Espírito da verdade, que se 
opõe ao espírito de engano. Quanto mais pura e santa for uma doutrina, 
mais provável será que ela é de Deus; tampouco podemos provar os 
espíritos por alguma outra regra para saber se são ou não de Deus. E o 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 11 
que há de maravilha no fato das pessoas de espírito mundano se 
apegarem a estas que são como elas e que adequam suas estratégias e 
discursos ao seu gosto corrupto? 
Vv. 7-13. O Espírito de Deus é o Espírito de amor. O que não ama a 
imagem de Deus em seu povo não tem o conhecimento salvador que é 
dado por Deus. Ser bom e dar felicidade é a natureza de Deus. A lei de 
Deus é amor, e todos seriam perfeitamente felizes se a obedecessem. A 
provisão do Evangelho para o perdão dos pecados, e a salvação dos 
pecadores que consiste na glória e na justiça de Deus, demonstram que 
Deus é amor. O mistério e as trevas ainda pendem sobre muitas coisas. 
Deus tem se mostrado como sendo amor para que não deixemos de 
alcançar a felicidade eterna, a menos que sejamos incrédulos e 
impenitentes. 
Nenhuma palavra nem algum pensamento nosso pode fazer justiça 
ao amor gratuito e surpreendente do Santo Deus para com os pecadores, 
que se encontra na pessoa e na cruz de Cristo. Existe amor entre Deus e 
os pecadores? Aqui está a origem: não que amássemos a Deus, mas que 
Ele nos amou gratuitamente. Seu amor não poderia ser concebido para 
ser infrutífero em nós, e quando seu fim e tema apropriados forem 
ganhos e produzirem, se poderá dizer que está aperfeiçoado. Assim, a fé 
é aperfeiçoada por suas obras. Assim se manifestará que Deus habita em 
nós por seu Espírito, que tudo faz novo. 
O cristão que ama é um cristão perfeito; coloque-o para realizar 
qualquer dever bom e será perfeito para isso, e o fará com perícia. O 
amor aceita os afetos e os coloca naquilo que for útil para seus irmãos. O 
homem que se ocupa de algo com má vontade sempre o fará de uma 
maneira má. Querer que Deus habite em nós e nós nEle, eram desejos 
muitíssimo elevados para que os mortais os quisessem, se Deus não os 
permitissem. E como se pode saber se o testemunho disto procede do 
Espírito Santo? Aqueles que estão verdadeiramente persuadidos a ser 
filhos de Deus não podem senão chamá-lo Abba, Pai. Por amor a Ele, 
odeiam o pecado e tudo o que não concorde com a sua vontade, e têm o 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 12 
desejo são, de todo o coração, de fazer a sua vontade. Tal testemunho é o 
testemunho do Espírito Santo. 
Vv. 14-21. O Pai enviou ao Filho; desejou sua vinda a este mundo. 
O apóstolo testifica isto. E qualquer que confessar que Jesus é o Filho de 
Deus, nele Deus habita e ele em Deus. Esta confissão abrange a fé no 
coração como fundamento; o tal reconhece a glória de Deus e de Cristo 
com os seus lábios, e confessa por meio de sua vida e conduta estar 
contra os afagos e rostos franzidos do mundo. 
Haverá um dia de juízo universal. Felizes são aqueles que terão 
ousadia santa diante do Juiz naquele dia, sabendo que Ele é seu Amigo e 
Advogado! Felizes são aqueles que terão santa ousadia na perspectiva 
daquele dia, que anelam por isso e pela manifestação do grande Juiz. O 
verdadeiro amor a Deus assegura aos crentes o amor que Ele tem por 
eles. O amor nos ensina a sofrer por Ele e com Ele; portanto, podemos 
confiar que também seremos glorificados com Ele (2 Tm 2.12). 
Devemos distinguir entre o temor a Deus e ter medo dEle: o temor a 
Deus compreende alta consideração e veneração por Deus. A obediência 
e as boas obras realizadas a partir do princípio do amor não são como o 
esforço servil de alguém que trabalha sem vontade por medo da ira de 
seu Senhor. São como as de um filho obediente servindo a um pai amado 
que beneficia aos seus irmãos, e as realiza voluntariamente. O sinal deque nosso amor dista muito de ser perfeito consiste em sabermos que 
temos muitas dúvidas, temores e apreensões em relação a Deus. Que o 
céu e a terra se espantem por seu amor. Ele enviou a sua Palavra para 
convidar os pecadores a participarem desta grande salvação. Que estes 
tenham o consolo da feliz mudança realizada neles, enquanto dão a 
glória a Ele. 
O amor de Deus em Cristo, nos corações dos cristãos pelo Espírito 
de adoção é a maior prova da conversão. Esta deve ser provada por seus 
efeitos em seus temperamentos e em sua conduta para com seus irmãos. 
Se um homem diz amar a Deus e contudo se permite irar-se ou vingar-se 
de alguém, ou mostra uma disposição egoísta, desmente a sua confissão. 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 13 
Porém, se for evidente que a nossa inimizade natural foi transformada 
em afeto e gratidão, bendigamos o nome de nosso Deus por esta marca e 
princípio de felicidade eterna. Então nos diferenciaremos dos falsos 
professos que dizem amar a Deus, a quem não têm visto, e odeiam aos 
seus irmãos, a quem têm visto. 
 
1 João 5 
Versículos 1-5: O amor fraternal é o efeito do novo nascimento que 
torna grato obedecer a todos os mandamentos de Deus; 6-8: Referência 
às testemunhas que concordam em provar que Jesus, o Filho de Deus, é 
o verdadeiro Messias; 9-12: A satisfação que o crente tem por Cristo e 
pela vida eterna por meio dEle; 13-17: A certeza de que Deus ouve e 
responde as orações; 18-21: A feliz condição dos verdadeiros crentes e 
a ordenança de renunciar à idolatria. 
Vv. 1-5. O verdadeiro amor pelo povo de Deus pode ser distinguido 
da amabilidade natural ou dos afetos partidaristas por estar unido ao 
amor de Deus, e à obediência aos seus mandamentos. O mesmo Espírito 
Santo que ensinou o amor ensinará também a obediência; o homem que 
peca por costume ou deixa de fazer o dever que sabe ser certo, não pode 
amar verdadeiramente os filhos de Deus. 
Como os mandamentos de Deus são regras santas, justas e boas de 
liberdade e felicidade, os que são nascidos de Deus e o amam não os 
consideram pesados, e lamentam não poder servi-lo de maneira mais 
perfeita. Se requer abnegação, e os verdadeiros cristãos têm um princípio 
que os faz superar todos os obstáculos. Mesmo que as lutas costumem 
ser agudas e o regenerado se veja derrubado, de qualquer modo se 
levantará e continuará a sua batalha com bravura. Todos, exceto os 
crentes em Cristo, são escravos por um ou por outro aspecto, dos 
costumes, opiniões ou interesses do mundo. A fé é a causa da vitória, o 
meio, o instrumento, a armadura espiritual pela qual vencemos. Em fé e 
por fé nos apegamos a Cristo, desprezamos o mundo e nos opomos a ele. 
A fé santifica o coração e o purifica das concupiscências sensuais pelas 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 14 
quais o mundo obtém benefícios e o domínio das almas. Temos o 
Espírito de graça que em nós habita, o qual é maior do que o que está no 
mundo. O verdadeiro cristão vence o mundo por fé, vê na vida e na 
conduta do Senhor Jesus na terra e em meio a ela, que deve renunciar e 
vencer este mundo. Não pode estar satisfeito com este mundo, e olha 
mais além dele, continuando inclinado, esforçando-se e estendendo-se 
até o céu. Todos devemos vencer o mundo através do exemplo de Cristo, 
ou o mundo nos vencerá para nossa mina. 
Vv. 6-8. Estamos corrompidos por dentro e por fora; por dentro 
pelo poder e pela contaminação do pecado em nossa natureza. A nossa 
limpeza interior está em Cristo Jesus e por meio dEle; esta é a lavagem 
da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo. 
Alguns pensam que aqui estão representados os dois sacramentos: o 
batismo com água, como sinal externo da regeneração e da purificação 
pelo Espírito Santo, da contaminação do pecado; e a ceia do Senhor, 
como sinal externo do derramamento do sangue de Cristo, e de recebê-lo 
por fé para perdão e justificação. Estas duas maneiras de limpar-se 
estavam representadas nos antigos sacrifícios e lavagens cerimoniais. 
A água e o sangue incluem tudo o que é necessário para a nossa 
salvação. Nossas almas são lavadas e purificadas pela água, para o céu e 
para a habitação dos santos em luz. Pelo sangue de Cristo somos 
justificados, reconciliados e apresentados a Deus como justos. O Espírito 
purificador para a lavagem interior de nossa natureza é obtido pelo 
sangue, havendo sido satisfeita a maldição da lei. A água e o sangue 
fluíram do lado traspassado do Redentor sacrificado. Ele amava a Igreja 
e se deu por ela para santificá-la e limpá-la pela lavagem da água pela 
Palavra; para apresentá-la para si como uma Igreja gloriosa (Ef 5.25-27). 
Isto foi feito pelo Espírito de Deus e por Ele, conforme a declaração do 
Salvador. Ele é o Espírito de Deus e não pode mentir. 
Três deram testemunho das doutrinas da pessoa de Cristo e da sua 
salvação. O Pai, através de uma voz do céu, declarou que Jesus era o seu 
Filho amado. A Palavra declara que Ele e o Pai eram Um, e que quem vê 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 15 
a Ele, vê o Pai. O Espírito Santo também desceu do céu e pousou em 
Cristo em seu batismo; Ele dera testemunho de Cristo por meio de todos 
os profetas, e deu testemunho de sua ressurreição e ofício de mediador 
pelo dom de poderes milagrosos aos apóstolos. Se esta passagem cita ou 
não a doutrina da Trindade em unidade, continua sendo igualmente firme 
e certa. 
Houve três testemunhos para a doutrina ensinada pelos apóstolos a 
respeito da pessoa e da salvação de Cristo. 
1. O Espírito Santo: Viemos ao mundo com uma disposição carnal 
corrupta, que é inimizade contra Deus. O fato disto ser eliminado pela 
regeneração e pela nova criação de almas pelo Espírito Santo é um 
testemunho do Salvador. 
2. A água: estabelece a pureza e o poder purificador do Salvador. A 
pureza e a santidade atual e ativa de seus discípulos estão representadas 
pelo batismo. 
3. O sangue que Ele derramou: este foi nosso resgate, isto testifica 
de Jesus Cristo; selou e pôs fim aos sacrifícios do Antigo Testamento. Os 
benefícios alcançados por seu sangue provam que Ele é o Salvador do 
mundo. Não é de se estranhar que quem rejeita esta evidência seja 
julgado por blasfemar do Espírito de Deus. Os três testemunhos são para 
um único e idêntico propósito; concordam em uma mesma coisa. 
Vv. 9-12. Nada pode ser mais absurdo que a conduta daqueles que 
duvidam da verdade do cristianismo, enquanto nos assuntos comuns da 
vida não vacilam em proceder baseados no testemunho humano, e 
consideram desajuizados aqueles que não agem como eles. O verdadeiro 
cristão tem enxergado a sua culpa e miséria e a sua necessidade de um 
Salvador assim. Tem visto o quão adequado é o tal Salvador para todas 
as suas necessidades e circunstâncias espirituais. Tem encontrado e 
sentido o poder da Palavra e da doutrina de Cristo, tornando humilde, 
curando, vivificando e consolando a sua alma. Tem uma nova disposição 
e novos deleites, e não é o mesmo homem que foi anteriormente. 
Entretanto, ainda encontra um conflito consigo mesmo, com o pecado, 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 16 
com a carne, o mundo e as potestades malignas. Para resistir a estes, 
encontra a força da fé em Cristo, que pode vencer o mundo e seguir 
viagem para um mundo melhor. Tal é a segurança que o crente tem no 
Evangelho: tem em si mesmo um testemunho que acaba com toda a 
dúvida sobre o tema, salvo nas horas em que enfrenta as trevas ou os 
conflitos, que não podem tirá-lo de sua fé nas principais verdades do 
Evangelho. 
Aqui está o que torna o pecado do incrédulo tão espantoso: o 
pecado da incredulidade. Ele trata a Deus como mentiroso porque não 
crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. Em vão o 
homem alega que crê no testemunho de Deus em relação a outros fatos, 
enquanto o rejeita neste. O que se recusa a confiar e a honrar a Cristo 
como Filho de Deus, o que desdenha submeter-se ao seu ensino como 
Profeta, a confiar em sua expiação e intercessão comogrande Sumo 
Sacerdote ou obedecê-lo como Rei, está mono em pecado sob a 
condenação; uma moral aparente, conhecimentos, formas, noções ou 
confianças de nada lhe servirão. 
Vv. 13-17. Baseados em todas estas provas, é justo que só 
confiemos no nome do Filho de Deus. Os crentes têm vida eterna no 
pacto do Evangelho. Então, recebamos agradecidos o registro da 
Escritura, sempre abundando na obra do Senhor, cientes de que nosso 
trabalho não é vão nEle. O Senhor Jesus Cristo nos convida a ir a Ele em 
todas as circunstâncias, com nossas súplicas e petições, apesar do pecado 
que nos assedia. Nossas orações devem ser oferecidas e submetidas 
sempre à vontade de Deus. Em algumas coisas são respondidas 
rapidamente, em outras são outorgadas da melhor maneira, ainda que 
nem sempre como se pediu. Devemos orar pelo nosso próximo e por nós 
mesmos. 
Há pecados que batalham contra a vida espiritual na alma e contra a 
vida do alto. Não podemos orar para que os pecados dos impenitentes e 
incrédulos sejam perdoados se continuarem assim, nem que lhes seja 
outorgada misericórdia para o perdão de pecados é oferecido, enquanto 
1 João (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 17 
seguirem voluntariamente assim. Porém, podemos orar por seu 
arrependimento, pelo enriquecimento deles com a fé em Cristo, e sobre a 
base dela, por todas as demais misericórdias salvadoras. 
Devemos orar pelo próximo e por nós mesmos rogando ao Senhor 
que perdoe e recupere o caído e alivie o tentado e afligido. Sejamos 
verdadeiramente agradecidos porque não há pecado para morte do qual 
alguém se arrependa verdadeiramente. 
Vv. 18-21. Toda a humanidade está dividida em duas partes ou 
esferas: a que pertence a Deus e a que pertence ao maligno. Os crentes 
verdadeiros pertencem a Deus, são de Deus e vêm dEle, para Ele e por 
Ele ; enquanto o restante, de longe a grande maioria, está sob o poder do 
maligno; fazem as obras dele e apóiam a sua causa. Esta declaração geral 
compreende todos os incrédulos, qualquer que seja a sua profissão, 
situação ou posição, ou qualquer que seja o nome pelo qual se chamem. 
O Filho guia os crentes ao Pai e estes participam do amor e do favor de 
ambos, em união com ambos, pela morada e obra do Espírito Santo 
neles. 
Felizes são aqueles a quem é dado saber que o Filho de Deus veio, e 
que têm um coração que confia e descansa no que é verdadeiro! Que este 
seja o nosso privilégio: ser guardados de todos os ídolos e falsas 
doutrinas e do amor idólatra aos objetos mundanos, e ser mantidos pelo 
poder de Deus por meio da fé para a salvação eterna. A este verdadeiro 
Deus Vivo seja a glória e o domínio para sempre e eternamente. Amém. 
 
 
 
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