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NP1 SENTENÇA CONCEITO - A sentença é a decisão judicial que encerra o processo penal, decidindo a causa e aplicando a pena ao acusado, caso haja condenação CLASSIFICAÇÃO – sentença absolutória e sentença condenatória REQUISITOS – art. 381 CPP · Relatório - inciso I e II · Fundamentação – inciso III e IV · Dispositivo – inciso V · Assinatura – inciso VI Relatório · a falta de relatório causa nulidade. Fundamentação · Motivação ad relationem - o juiz se utiliza de trechos das manifestações das partes, utilizando-as como razão de decidir – NÃO HÁ NULIDADE – É MUITO UTILIZADA NOS TRIBUNAIS · Fundamentação em dois momentos – a sentença penal condenatória precisa ser fundamentada em dois momentos: na análise do mérito e na dosimetria da pena · Fundamentação sucinta não gera nulidade, o que causa nulidade é a falta de fundamentação. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA – art. 386 CPP Quando não acolhem o pedido de condenação. Fundamentos · provada a inexistência do fato - faz coisa julgada no cível. · não haver prova da existência do fato, · não constituir o fato infração penal (atipicidade), · estar provado que o réu não concorreu para a infração penal; · não existir prova de ter o réu concorrido para a infração (negativa de autoria ou de participação) - faz coisa julgada no cível. · tiver presente causa que exclua a antijuridicidade ou culpabilidade, · não existir prova suficiente para a condenação (princípio do in dúbio pro reo). Espécies: · Sentença absolutória própria · Sentença Absolutória Imprópria Próprias, quando não acolhem a pretensão punitiva, não impondo qualquer sanção ao acusado; Impróprias, quando não acolhem a pretensão punitiva, mas reconhecem a prática da infração penal e impõem ao réu medida de segurança; Efeitos · Imposição, conforme o caso, de medida de segurança, · levantamento de medida assecuratória eventualmente decretada (art. 125 e 141 CPP), · restituição da fiança PRESTADA (art. 337 CPP), · o impedimento à arguição da exceção da verdade nos crimes contra a honra (art. 523 CPP). RECURSOS E EXECUÇÃO PENAL SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA ART. 387 CPP: Dosimetria da pena (processo trifásico do art. 68 do CP): 1ª. FASE: Circunstâncias judiciais (art. 59 do CP) – OBEDIÊNCIA AO LIMITE 2ª. FASE: Circunstâncias agravantes (art. 61 e 62 do CP) e atenuantes (art. 65 e 66 do CP) – OBEDIÊNCIA AO LIMITE 3ª. FASE: Causa de aumento e diminuição de pena · Fixação do regime inicial de cumprimento de pena · Análise acerca do cabimento de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito (art. 44 CP) ou multa (art. 60 CP) ou aplicação do sursis da pena (art. 77 CP) · Fixação de valor mínimo para reparação do dano (art. 387, inc. IV) CONDIÇÕES PARA CUMULAÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA COM A PRETENSÃO INDENIZATÓRIA: A. Existência de pedido expresso na petição inicial – princípio da correlação B. Não cabe fixação de ofício C. Necessidade de observância do contraditório e ampla defesa D. Só cabe de fatos ocorridos após a Lei no. 11.719/08 (20/06/08) EFEITOS DA SENTENÇA CONDENATÓRIA Efeitos Primários · Imposição de pena privativa de liberdade, restritiva de direitos ou multa · Inclusão do nome do réu no rol dos culpados (A JURISPRUDÊNCIA ENTENDE SER INCONSTITUCIONAL O LANÇAMENTO DO NOME DO RÉU NO ROL DOS CULPADOS SE A SENTENÇA CONDENATÓRIA AINDA NÃO TIVER TRANSITADO EM JULGADO) Efeitos Secundários · Possibilidade de revogação do Sursis e do livramento condicional – art. 86/87 CP · Reincidência (em razão de crimes praticados após o TJ da sentença e desde que no lapso de 5 anos) – art. 63/64 CP · Regressão do regime carcerário – ART. 118, § 4º., Lei no. 7.210/84. · Obrigação de reparar o dano – sentença é título executivo judicial – art. 91 CP · Perda em favor da união, dos instrumentos utilizados na prática do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito – ART. 91 CP · Perda em favor da união do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso – ART. 91 CP · Perda de cargo, função pública ou mandato eletivo, nas hipóteses do artigo 92, I do CP · A incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente ou contra tutelado ou curatelado - artigo 92, II do CP; · Inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a prática de crime doloso - artigo 92, III do CP. PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA · Ocorre com a entrega em cartório ao escrivão, conforme art. 389 CPP: “A sentença será publicada em mão do escrivão, que lavrará nos autos o respectivo termo, registrando-a em livro especialmente destinado a esse fim”. · Sentença prolatada em audiência – considera-se publicada na data da audiência · Acórdão – considera-se publicada na data da sessão de julgamento pelo tribunal. · sentença proferida no tribunal do júri – publicação com a leitura na sessão de julgamento do plenário do júri. · publicação é diferente da intimação das partes · Após a publicação da sentença ou acórdão se exaure a atividade jurisdicional e a sentença/acórdão não pode mais ser modificada pelo juiz que a prolatou. Exceção: A. de ofício ou por provocação para correção de inexatidões materiais (nomes das partes, datas) ou erros de cálculo; B. por meio de embargos de declaração. Mesmo após o exaurimento da atividade jurisdicional, o juiz mantém certos poderes, como, determinar, o início da execução da pena para o réu que não recorreu, reconhecer a prescrição de ofício ou mediante provocação INTIMAÇÃO DA SENTENÇA INTIMAÇÃO DO RÉU Art. 392 CPP - A intimação da sentença será feita: I. ao réu, pessoalmente, se estiver preso; II. ao réu, pessoalmente, ou ao defensor por ele constituído, quando se livrar solto, ou, sendo afiançável a infração, tiver prestado fiança; III. ao defensor constituído pelo réu, se este, afiançável, ou não, a infração, expedido o mandado de prisão, não tiver sido encontrado, e assim o certificar o oficial de justiça; IV. mediante edital, nos casos no II, se o réu e o defensor que houver constituído não forem encontrados, e assim o certificar o oficial de justiça; V. mediante edital, nos casos no III, se o defensor que o réu houver constituído também não for encontrado, e assim o certificar o oficial de justiça; VI. mediante edital, se o réu, não tendo constituído defensor, não for encontrado, e assim o certificar o oficial de justiça. · MP - Pessoalmente nos próprios autos – art. 390 CPP · defensoria pública – pessoalmente nos próprios autos e os prazos são contados em dobro · DEFENSOR DATIVO (gratuito, nomeado) - igual tratamento da defensoria – intimação pessoal e prazo em dobro – princípio da isonomia · querelante e assistente de acusação – intimação pessoal ou por seus advogados – art. 391 cpp · NA intimação por precatória, o prazo começa a fluir da efetiva intimação no juízo deprecado E não dá juntada da precatória aos autos (Súmula 710 do STF - No processo penal, contam-se os prazos da data da intimação, e não da juntada aos autos do mandado ou da carta precatória ou de ordem.). SENTENÇA PENAL PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA OU CORRELAÇÃO DA SENTENÇA PENAL A sentença deve guardar relação com a denúncia (ou queixa), ou seja, entre o fato descrito na peça acusatória e aquele pelo qual o réu é condenado, deve haver correlação. Se não houver correlação entre a imputação e a sentença há nulidade desta última. EMENDATIO LIBELLI – art. 383 CPP MUTATIO LIBELLI – ART. 384 CPP “O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em conseqüência, tenha de aplicar pena mais grave.” “Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição jurídica do fato, em consequüência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deveráaditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente.” NÃO MUDAM OS FATOS MUDA A CLASSIFICAÇÃO JURÍDICA MÁXIMA: “Diz-me os fatos que eu te direi o direito” JUIZ MUDA DE OFÍCIO MUDAM OS FATOS ACRESCENTAM OU EXCLUEM CIRCUNSTÂNCIAS –PRECISA ALTERAR A IMPUTAÇÃO - contraditório e ampla defesa JUIZ PRECISA AGUARDAR O ADITAMENTO DA DENÚNCIA EMENDATIO LIBELLI – É MERA CORREÇÃO DA TIPIFICAÇÃO O juiz pode entender, por ocasião da sentença, que o fato descrito na peça acusatória está devidamente provado, mas que a classificação dada pelo acusador está errada. Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave. § 1oSe, em consequência de definição jurídica diversa, houver possibilidade de proposta de suspensão condicional do processo, o juiz procederá de acordo com o disposto na lei. § 2oTratando-se de infração da competência de outro juízo, a este serão encaminhados os autos. Ex.: Denúncia que descreve um crime de roubo, mas capitula a conduta como furto. MUTATIO LIBELLI – PRECISA ALTERAR A IMPUTAÇÃO, PORQUE O RÉU NÃO SE DEFENDEU SOBRE O FATO OU CIRCUNSTÂNCIA NOVA Este o juiz reconhece a possibilidade de existir circunstância não descrita explícita ou implicitamente na peça inicial. Existe a descrição de um crime, mas as provas apontam que o fato delituoso praticado é outro. Neste caso, o juiz baixa os autos para que o Ministério Público possa aditar a denúncia, no prazo de 5 dias, podendo arrolar 3 testemunhas. Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente. § 1o Não procedendo o órgão do Ministério Público ao aditamento, aplica-se o art. 28 deste Código. § 2oOuvido o defensor do acusado no prazo de 5 (cinco) dias e admitido o aditamento, o juiz, a requerimento de qualquer das partes, designará dia e hora para continuação da audiência, com inquirição de testemunhas, novo interrogatório do acusado, realização de debates e julgamento. – REABRE-SE A INSTRUÇÃO § 3oAplicam-se as disposições dos §§ 1oe 2odo art. 383 ao caput deste artigo § 4oHavendo aditamento, cada parte poderá arrolar até 3 (três) testemunhas, no prazo de 5 (cinco) dias, ficando o juiz, na sentença, adstrito aos termos do aditamento. § 5oNão recebido o aditamento, o processo prosseguirá. O JUIZ PERCEBE A EXISTÊNCIA DE ELEMENTO OU CIRCUNSTÂNCIA NOVA DA VISTAS AO MP PARA ADITAR – 5 DIAS e 3 TESTEMUNHAS VISTA A DEFESA – 5 DIAS e 3 TESTEMUNHAS AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO, DEBATES E JULGAMENTO MUTATIO LIBELLI · NÃO CABE NA AÇÃO PENAL PRIVADA · SE NÃO OCORRER O ADITAMENTO O JUIZ DEVERÁ ABSOLVER O RÉU Coisa julgada Coisa julgada significa a decisão formulada por uma sentença definitiva, que já não pende de recurso de apelação Espécies Formal Coisa julgada formal é a imutabilidade da sentença como ato processual que já não é mais recorrível por força de preclusão dos recursos, se finda todo e qualquer tipo de alteração da sentença por meio de outros recursos, devido ao exaurimento dos prazos recursais. Exemplo: Impronúncia Material A coisa julgada material surge na sentença de mérito, isto é, na efetiva resolução do fato típico, condenando ou absolvendo o réu. Exemplo: Absolvição Vícios Processuais · Irregularidade: Vicio por violação da lei, sem prejuízo as partes · Inexistência: Ato que não reúne elementos para existir como ato jurídico · Nulidade: Vicio por inobservância da lei ou Constituição Federal, que gera prejuízo as partes Espécies Relativa · Norma legal · Precisa haver prejuízo · Alegação no momento oportuno · Preclusão e consolidação Absoluta · Violação da constituição Federal · Prejuízo presumido · Reconhecimento a qualquer momento Nulidade · É sanção processual · Precisa ser declarada · Os autos surtem efeito até a declaração Princípios: Instrumentalidade das formas e economia processual (Art.566 e 572 CPP) · não se anula ato que, mesmo praticado de forma diversa da qual prevista, atingiu sua finalidade (art. 572, II). · também não se declarará a nulidade de ato que não influiu na apuração da verdade e na decisão da causa – art. 566 CPP. · Ou seja, os atos irregulares serão anulados somente se incorrigíveis ou se prejudicarem sobremaneira o processo. Princípios do prejuízo (Art. 563) · atua como princípio geral de que não há nulidade se não houver prejuízo à parte (art. 563 CPP). · vale apenas para nulidade relativa, em que a parte suscitante necessita demonstrar seu prejuízo. · Ex: a defesa insuficiente ou deficiente do réu gera nulidade relativa, pois deve-se comprovar o efetivo dano processual. Diferentemente da falta de defesa, causadora de nulidade absoluta Princípios do interesse (Art. 565) O princípio do interesse vem anunciado na segunda parte do art. 565 do CPP. Significa que a ninguém é dado suscitar nulidade que interesse à parte contrária. Em outras palavras, só pode arguir nulidade a parte que possa extrair, de tal decreto de nulidade, algum proveito. De se demonstrar, pois, o interesse (rectius: utilidade) da medida. Em exemplo tirado da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (HC n° 186.397/SP), não se conheceu de pedido no qual a defesa cobiçava a decretação da nulidade da audiência por conta da ausência do Ministério Público. Parece óbvia a conclusão, afinal, não se cogita de nenhum prejuízo que possa ter experimentado o réu em virtude da falta do parquet. Princípios da causalidade (Art.573) · a nulidade de um ato, uma vez declarada, causará a mesma nulidade aos atos que dele diretamente dependam, ou seja, consequência. · Assim, percebe -se que existe a nulidade originária e a derivada. · Cabe ao juiz reconhecer a invalidade de determinado ato processual, verifica se a atipicidade não se propagou a outros atos do procedimento, relacionados ao primeiro, hipótese em que os últimos também deveram ser considerados nulos. · mas note, por exemplo, que se reconhecida nulidade na sentença, os atos anteriores a essa, se não exerceram quaisquer influências na decisão, não se anulam. Princípios da convalidação (Art. 569,570 e 572) · as nulidades relativas permitem a convalidação, ou seja, poderá o ato atípico ser aproveitado ou superado. Lembre-se: as nulidades absolutas têm prejuízo absoluto! · O modo sanável mais comum é a preclusão, ou seja, a ausência da arguição no tempo oportuno. · há outras formas de convalidação: a) Ratificação: é o modo de se revalidar a nulidade em razão da ilegitimidade de parte. Logo, se iniciada a lide por parte ilegítima, e a parte legitimada comparecer antes da sentença e ratificar os atos anteriormente praticados, a nulidade se convalida (art.568). b) Suprimento: é o jeito de se convalidar as omissões constantes na denúncia ou na queixa, sendo mais que a ratificação, pois implica acréscimo de algum ato naquilo que já existia – Ex: como a juntada de prova de miserabilidade do ofendido. (art.569 CPP); c) Substituição: revalidam-se nulidades da citação, intimação ou notificação – Ex: o réu processado é citado em apenas um de seus endereços constantes, mas não é encontrado. Realizada a citação por edital, o réu comparece para arguir a nulidade desta citação. A atitude de comparecer refaz o vício. (art 570 CPP). VAMOS PRATICAR? 1- Tício foi denunciado por homicídio doloso, por ter causado a morte de Alberto durante uma competição não autorizada de veículos. Ao término da instrução na primeira fase, restou demonstrado que o acidente ocorreu por imperícia de Tício. Resposta: Cuida-se de hipótese de mutatio libelli,sendo necessário o aditamento da denúncia, inclusive se a mudança apontar para a incidência de uma pena igual ou inferior. Isso porque a mutatio libelli ocorre quando são produzidas provas que demonstram que os fatos efetivamente ocorridos não foram exatamente aqueles descritos na petição inicial. Observa-se, na questão, que, em razão de constatações obtidas ao longo da instrução (fatos novos), haverá uma mudança na tipificação, o que demandará um aditamento da inicial, sendo o caso, inclusive, de aplicação subsidiária do art. 28 do CPP, caso o representante ministerial permaneça inerte ou se negue a promover o aditamento. 2- Encerrada a instrução criminal de um processo em que o acusado foi denunciado pelo crime de furto (art. 155, caput, do Código Penal), o juiz entende que estão presentes provas de que, na verdade, o delito praticado por aquele foi de receptação qualificada (art. 180, §1º, do Código Penal), fato não descrito na denúncia. Resposta: Trata-se da presença da mutatio libelli, nos termos do art. 384 do CPP, com nova redação dada pela lei nº 11.719/08: Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente § 1oNão procedendo o órgão do Ministério Público ao aditamento, aplica-se o art. 28 deste Código. § 2oOuvido o defensor do acusado no prazo de 5 (cinco) dias e admitido o aditamento, o juiz, a requerimento de qualquer das partes, designará dia e hora para continuação da audiência, com inquirição de testemunhas, novo interrogatório do acusado, realização de debates e julgamento. § 3oAplicam-se as disposições dos §§ 1oe 2odo art. 383 ao caput deste artigo. § 4oHavendo aditamento, cada parte poderá arrolar até 3 (três) testemunhas, no prazo de 5 (cinco) dias, ficando o juiz, na sentença, adstrito aos termos do aditamento. § 5oNão recebido o aditamento, o processo prosseguirá. 3- Encerrada a instrução criminal de um processo em que o acusado foi denunciado pelo crime de furto mediante fraude (art. 155, § 4º., II, do Código Penal), o juiz entende que estão presentes provas de que, na verdade, o delito praticado por aquele foi de estelionato (art. 171, do Código Penal), sem que, durante a instrução, se tenha verificado alteração dos fatos descritos. Resposta: Trata-se da presença da mutatio libelli, nos termos do art. 384 do CPP, com nova redação dada pela lei nº 11.719/08: 4- João foi denunciado pela prática de crime de furto simples. Na denúncia, o Ministério Público apenas narrou que houve a subtração do cordão da vítima, indicando hora e local. Na audiência de instrução e julgamento, a vítima narrou que João empurrou-a em direção ao chão dizendo que se gritasse "o bicho ia pegar", arrancando, em seguida, o seu cordão. Resposta: Haja vista ter sido verificada definição jurídica diversa daquela constante na exordial acusatória, o MP deverá aditar a denúncia em 5 dias, conforme a regra do art. 384 do CPP. Caso o MP não faça, o juiz aplica a regra do art. 28 do CPP, conforme o § 1º do art. 384 do CPP. Art. 384, CPP - Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição jurídica do fato, em consequência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente. § 1º Não procedendo o órgão do Ministério Público ao aditamento, aplica-se o art. 28 deste Código. 5- Paulo, utilizando uma chave falsa, ingressou na residência de Pedro e, aproveitando-se da ausência do morador, apropriou-se de jóias e de dez mil dólares, que estavam guardados no armário do quarto da vítima. Ao sair do local com a res furtiva, Paulo deparou-se com o policial militar Sargento Cruz, o qual, desconfiado de seu comportamento, o abordou. Paulo, contudo, empreendeu fuga, tendo sido perseguido pelo policial e preso em flagrante alguns minutos depois. Em vista do exposto, Paulo foi denunciado nos termos do art. 155, § 4º, III, do Código Penal. Por ocasião da sentença, o juiz diverge da classificação típica dada pelo promotor, entendendo que a narrativa da denúncia corresponde ao crime de furto qualificado pelo uso de chave falsa na modalidade tentada, incidindo o art. 14, II, do Código Penal. Resposta: A questão em apreço, refere-se ao instituto do Emendatio Libelli, no qual, o magistrado entende, que, apesar do fato narrado ser o mesmo do fato provado, a qualificação jurídica dada pelo membro do parquet foi equivocada. Contudo, em regra, é na prolação da sentença, o momento adequado para o Juiz modificar a qualificação jurídica da infração, mesmo que essa mudança da definição jurídica, traga como consequência aplicação de pena mais grave, nos termos do art. 383 do CPP. Ocorre que no caso em tela, por sua vez, a nova tipificação da infração traz uma pena inferior a 1 ano, e nesse caso, mesmo sendo que em regra essa modificação só possa ocorrer no momento da sentença, antevendo o magistrado, a ocorrência da diminuição de pena, nesse quantum, em nome do princípio da economia processual, deve ele invocar o instituto, mesmo no momento do recebimento da inicial, admitir a possibilidade de ofertar a Suspensão Condicional da Pena, procedendo então, na forma do art. 89 da Lei9.099/95.Ressalte-se por oportuno, que caso o magistrado verificasse, ainda na inicial, que o crime cometido era de competência de outro juízo, poderia, de pronto, á ele remetê-lo, nos termos do art. 383 do CPP. image1.png NP1 SENTENÇA CONCEITO - A sentença é a decisão judicial que encerra o processo penal, decidindo a causa e aplicando a pena ao acusado, caso haja condenação CLASSIFICAÇÃO – sentença absolutória e sentença condenatória REQUISITOS – art. 381 CPP Relatório - inciso I e II Fundamentação – inciso III e IV Dispositivo – inciso V Assinatura – inciso VI Relatório a falta de relatório causa nulidade. Fundamentação Motivação ad relationem - o juiz se utiliza de trechos das manifestações das partes, utilizando-as como razão de decidir – NÃO HÁ NULIDADE – É MUITO UTILIZADA NOS TRIBUNAIS Fundamentação em dois momentos – a sentença penal condenatória precisa ser fundamentada em dois momentos: na análise do mérito e na dosimetria da pena Fundamentação sucinta não gera nulidade, o que causa nulidade é a falta de fundamentação. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA – art. 386 CPP Quando não acolhem o pedido de condenação. Fundamentos provada a inexistência do fato - faz coisa julgada no cível. não haver prova da existência do fato, não constituir o fato infração penal (atipicidade), estar provado que o réu não concorreu para a infração penal; não existir prova de ter o réu concorrido para a infração (negativa de autoria ou de participação) - faz coisa julgada no cível. tiver presente causa que exclua a antijuridicidade ou culpabilidade, não existir prova suficiente para a condenação (princípio do in dúbio pro reo). Espécies: Sentença absolutória própria Sentença Absolutória Imprópria