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MODELAGEM
MATEMÁTICA
Unidade 1
CEO
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Diretora Editorial
ALESSANDRA FERREIRA
Gerente Editorial
LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS
Projeto Gráfico
TIAGO DA ROCHA
Autoria
GLAUCO ANTÔNIO DO NASCIMENTO
RAFAELA RODRIGUES OLIVEIRA AMARO
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Glauco Antônio do Nascimento
Sou formado em Gestão de Negócios e em Licenciatura em
Matemática. Possuo MBA em Gestão Empresarial e experiência
técnico-profissional na área de Tecnologia da Informação (TI)
há mais de 29 anos. Na área da educação, atuei por seis anos
como professor no ensino fundamental, médio, técnico e
superior (graduação e pós-graduação) de grandes universidades.
Como sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha
experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas
profissões e estudos, fui convidado pela Editora Telesapiens a
integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz
em ajudá-lo nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
Rafaela Rodrigues Oliveira Amaro
Sou formada em Matemática, especialista em Metodologia
do Ensino de Matemática e pós-graduada em Design Educacional.
Possuo uma ampla experiência no âmbito da educação, em sala
de aula e na elaboração de material didático para diferentes
níveis de ensino da Matemática. Apaixonada por esta disciplina
e pelo processo de sua transmissão, busco a elaboração de um
material de fácil compreensão. Por isso, fui convidada pela Editora
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes.
Estou muito feliz em poder auxiliá-lo nesta fase de muito estudo
e trabalho. Conte comigo!
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Expressões algébricas (Operações e operadores) ................ 10
Expressões algébricas .......................................................................................10
Monômio ............................................................................................................15
Grau de um monômio ........................................................................16
Monômios semelhantes.....................................................................16
Polinômios...........................................................................................................17
Tipos de polinômio .............................................................................18
Grau de polinômio com uma variável ............................................. 18
Grau de polinômio com mais de uma variável .............................. 19
Operações envolvendo monômios ................................................................20
Adição de monômios ..........................................................................20
Subtração de monômios ...................................................................21
Multiplicação de monômios .............................................................. 23
Divisão de monômios .........................................................................25
Potenciação de monômios ................................................................26
Propriedades das operações envolvendo monômios ................................ 27
Comutatividade ...................................................................................27
Associatividade ....................................................................................28
Elemento neutro .................................................................................28
Elemento inverso ................................................................................29
Operações polinomiais .....................................................................................30
Fatoração ..............................................................................................31
Caso 1 – Fator comum .........................................................32
Caso 2 – Agrupamento ........................................................32
Caso 3 – Trinômio quadrado perfeito .............................. 33
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Caso 4 – Trinômio do tipo x2 + Sx + P ............................... 35
Caso 5 – Diferença de dois quadrados ............................ 36
Caso 6 – Soma de dois cubos ............................................ 36
Caso 7 – Diferença de dois cubos ..................................... 37
Equação do 1.º grau ................................................................. 39
Igualdade e Incógnita ........................................................................................39
Propriedades de uma igualdade ....................................................................41
Solução de uma equação do 1.º grau com uma incógnita ........................ 45
Situações-problema que recaem em equação ............................................ 50
Funções do 1.º grau ................................................................. 56
A ideia de função ...............................................................................................56
Função afim ou função de 1.º grau ................................................................59
Raiz ou zero da função .....................................................................................63
Casos particulares .............................................................................................67
Elaboração e interpretação de gráficos lineares ................. 71
Plano cartesiano ................................................................................................72
Representação gráfica de uma função do 1.º grau ..................................... 77
Interpretação gráfica do zero de uma função ..............................................81
Representação gráfica dos casos particulares ............................................. 83
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Com o objetivo de desenvolver o raciocínio lógico por
meio de um processo organizado e consistente, a matemática
exige passos e uma interpretação coerente, tanto de fórmulas
quanto de problemas que surgem no nosso dia a dia. A disciplina
Modelagem Matemática faz parte da cadeia de ciências
exatas do ensino superior, com forte aplicação na educação
profissional. Sua principal finalidade é a de promover a prática
da aritmética, da álgebra elementar, da geometria plana e sólida
e da trigonometria. Tem, ainda, grande influência na física e
na Tecnologia da Informação (TI). No caso específico desta
publicação, a modelagem matemática cumprirá a função de
aplicar os conhecimentos básicos dessa ciência nas situações
e contextos práticos da vida profissional, sobretudo em temas
relacionados com a Tecnologia da Informação (TI) e áreas
profissionais relacionadas aos setores produtivos.
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Olá! Seja bem-vindo à Unidade 01. Nosso objetivo é
auxiliá-lo no desenvolvimento das seguintes competências até o
fim desta etapa de estudos:
1. Classificar os números, bem como estar plenamente
familiarizado com as expressões algébricas.
2. Interpretar e resolver situações-problemas com ajuda
das propriedades dos conjuntos e solucionar problemas
envolvendo equações do primeiro grau.
3. Aplicar as funções de primeiro grau nas atividades
de medição e monitoramento de diversas grandezas
físicas.
4. Elaborar gráficos dos mais diversos tipos, tais como
linha, barra, pizza, entre outros, para descrever o
comportamento dos números gerados por funções de
primeiro grau.
Preparado para uma viagem rumo ao conhecimento? Ao
trabalho!
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Expressões algébricas
(Operações e operadores)
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz
de identificar e diferenciaros monômios dos
polinômios, assim como conhecerá o processo
de fatoração com base em seus casos mais
recorrentes na matemática. Além disso, conhecerá
as operações possíveis de serem realizadas com
os polinômios, bem como as propriedades que
amparam o importante fundamento matemático!
Expressões algébricas
Como você escreveria matematicamente a seguinte
operação: um mais dois vezes três?
a. 1 + 2 × 3
b. (1 + 2) × 3 ou
c. 1 + (2 × 3)?
Será que um símbolo aparentemente simples como o
parênteses faz alguma diferença no resultado dessa conta?
Deduza a resposta desse questionamento por meio do valor
obtido em cada situação:
a. 1 + 2 × 3 = 7
b. (1 + 2) × 3 = 9
c. 1 + (2 × 3) = 7
As situações representadas anteriormente são
denominadas expressões numéricas.
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Perceba que, para resolver uma expressão numérica,
alguns cuidados em relação à ordem da resolução das operações
devem ser considerados, pois existe uma hierarquia entre elas.
Observe:
1.º - Resolver potenciações e radiciações;
2.º - Resolver multiplicações e divisões;
3.º - Resolver adições e subtrações.
Se a expressão numérica apresentar outros símbolos,
deve-se respeitar também a hierarquia de resolução:
1.º - Resolver as operações que estiverem dentro dos
parênteses ( );
2.º - Resolver as operações que estiverem dentro dos
colchetes [ ];
3.º - Resolver as operações que estiverem dentro das
chaves { }.
No entanto, existem expressões matemáticas em que
serão representados “valores desconhecidos”. Neste caso,
indicaremos genericamente, esse valor por meio de uma
variável, ou seja, uma letra para representar um “número que
não conhecemos”. Por exemplo: A sentença “um número mais
três” pode ser representada como x + 3.
Essa maneira de representar uma situação envolvendo
operações e valores desconhecidos é chamada de expressão
algébrica.
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DEFINIÇÃO
Expressão algébrica é a forma utilizada para
representar um problema matemático (sentença
matemática), que envolve uma ou mais operações
com constantes e variáveis.
Exemplo:
• + 3 · (x + 2)
• – (–y) · 3 – (z – 4)
• 6a + 6b + 12
Em uma expressão algébrica, os números são denominados
“constantes” e as letras são as “variáveis”.
DEFINIÇÃO
Constantes são os elementos de uma expressão
que nunca mudam de valor, isto é, são valores
fixos.
6a + 6b + 12
Note que 6 e 12 são as constantes que compõem
essa expressão, pois não se alteram.
DEFINIÇÃO
As variáveis, também conhecidas como “literais” ou
“incógnitas”, são os elementos de uma expressão
algébrica que podem assumir qualquer valor
numérico e são representados por letras.
6a + 6b + 12
Note que a e b são as variáveis que dessa expressão.
Se considerarmos a = 1 e b = 2, o resultado da
expressão (valor numérico) será igual a 30. No
entanto, se forem atribuídos outros valores a essas
incógnitas, o resultado será outro.
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Exemplo: você sabia que a escala de medição de
temperatura utilizada no Brasil é diferente da utilizada nos
Estados Unidos da América? Aqui, medimos a temperatura
em graus Celsius (oC), enquanto, nos EUA, assim como em
vários outros países de influência anglo-saxônica, a escala
aplicada é a Fahrenheit (oF). Em um dia de verão naquele
país, a temperatura ambiente pode variar entre 73 oF a 93
oF. Você tem ideia de quanto isso representaria na escala
Celsius? A expressão que calcula uma temperatura em
graus Fahrenheits, dado o seu valor em graus Celsius, é
dada por:
9
5 C + 32 = F
em que C é a variável que representa a temperatura em
graus Celsius e F é a sua correspondência em Fahrenheits.
Dessa forma, uma temperatura de 27 oC equivale a quantos
graus Fahrenheit?
Solução: para solucionar o problema proposto, vamos
substituir o valor da temperatura definido por 27 oC na
expressão apresentada. Portanto:
9
5 C + 32 = F →
9
5 ∙ 27 + 32 = 80,6 °F
Note que, para solucionar essa expressão, multiplicamos
o número 27 por 9, depois, dividimos o resultado por 5.
Após essas duas operações, somamos o resultado ao valor
32. Isso ocorre, pois, para determinar o valor numérico de
uma expressão algébrica, utilizamos a ordem de resolução
das operações, assim como fizemos para uma expressão
numérica.
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VOCÊ SABIA?
Expressões numéricas e algébricas podem ser
simplificadas, isto é, reescritas de maneira mais
simples. A simplificação é um processo que
facilita a resolução de expressões algébricas,
pois tem por objetivo reduzi-las, gerando outra
expressão equivalente com menos termos, ou
seja, simplificada. Isso tudo gerará o resultado
real de maneira mais rápida e eficiente, tornando
o processo de resolução mais objetivo, o que
evita muitos cálculos e o consequente risco de
ocorrência de erros.
É necessário manter a organização da solução para que
não ocorra perda de referência na montagem e a consequente
manipulação da expressão.
Simplificar expressões é uma atividade que pode ter
início com a simplificação de frações, ou seja, dividindo-se o
numerador e o denominador pelo mesmo número em cada uma
delas. Isso seria o mesmo que eliminar todos os fatores comuns,
obtendo uma fração mais simples equivalente à fração inicial.
Exemplo: simplificação da fração 2040 :
20 ∶2
40 ∶2
=
10 ∶2
20 ∶2
=
5 ∶5
10 ∶5
=
1
2
Ao simplificar uma fração, deve-se dividir numerador e
denominador pelo mesmo valor. No exemplo, dividimos 2040
por 2 e obtivemos 1020 . Em seguida, fizemos a simplificação
por 2 novamente, obtendo 510 e, por fim, simplificamos
por 5, obtendo 12 que é uma fração irredutível (não
pode mais ser simplificada). Pegue uma calculadora e
faça o teste: divida o numerador (20) pelo denominador
(40) e anote o resultado. Faça o mesmo para as outras
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frações. Qual número você obteve? Foi o mesmo? Isso
ocorre, pois as quatro frações são equivalentes entre si,
ou seja, representam o mesmo número racional, porém,
estão escritas de maneiras diferentes. Observe ainda, que
poderíamos ter realizado a simplificação percorrendo
outro caminho, por exemplo: dividindo numerador e
denominador por 20. De modo, chegaríamos direto em 1
2
.
Monômio
Observe a expressão a seguir:
9
5 C + 32 = F
Você se lembra dela? Nós a utilizamos para indicar
a conversão da unidade de temperatura Celsius para a
Fahrenheit. Nessa expressão, é possível observar claramente um
agrupamento de variável e constante que se multiplicam entre
si. Este é o caso do agrupamento: 9 ∙ c
5
e, para ele, atribuímos o
nome “monômio”.
DEFINIÇÃO
Monômio é uma expressão algébrica simplificada
envolvendo a multiplicação entre números e letras.
Um monômio ou termo algébrico é formado por
uma parte numérica (coeficiente) e uma parte
literal (letra).
Exemplo:
• No monômio 10x4, o coeficiente é 10 e a parte literal é x4.
• No monômio 9
5
c, o coeficiente é 9
5
e a parte literal é C.
• No monômio x2 y, o coeficiente é 1 e a parte literal é x2 y.
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É possível realizar todas as operações matemáticas básicas
entre monômios. Logo, os monômios podem ser compreendidos
como constantes ou variáveis dentro de uma expressão. Portanto,
uma expressão algébrica é constituída de dois ou mais termos que
podem ser uma constante, uma variável ou um monômio.
Grau de um monômio
DEFINIÇÃO
Podemos identificar o grau de um monômio por
meio da soma dos expoentes de suas variáveis. Ou
seja, dizemos que um monômio é de primeiro grau
quando possui apenas uma variável elevada ao
expoente 1. Se houver uma segunda variável nesse
monômio, mesmo que não possua um expoente
explícito, dizemos que ele é de segundo grau.
Observe alguns exemplos:
Exemplo:
• 4x Monômio de primeiro grau (1)
• 4xy Monômio de segundo grau (1 + 1 = 2)
• 16x2 y Monômio de terceiro grau (2 + 1 = 3)
• 5mnpq Monômio de quarto grau (1 + 1 + 1 + 1 =4)
Monômios semelhantes
DEFINIÇÃO
Dois ou mais monômios são semelhantes quando
a sua parte literal é a mesma. Em outras palavras,
um monômio é semelhante ao outro quando as
variáveis envolvidas em sua operação algébrica
são idênticas.
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/operacao-com-numeros-inteiros.htm
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Vejamos alguns exemplos:
Exemplo:
• 4x é semelhante a 8x.
• 4xy2 é semelhante a xy
2
4 .
Polinômios
DEFINIÇÃO
Polinômio é uma expressão algébrica formada
pela adição algébrica (adição ou subtração) de
monômios não semelhantes.
Exemplo:
• 3ab + 4c – 2b → Três monômios.
• x – 16x2 y – 8 → Dois monômios e uma constante.
• 2ab + 3bc – 49c → Três monômios e uma constante.
Não existe um limite de termos para um polinômio.
Portanto, genericamente, podemos expressá-lo por meio da
seguinte notação matemática:
an ∙ xn + a(n–1) ∙ x(n–1) + ⋯ +a2 ∙ x2 + a1 ∙ x1
em que:
• an representa o coeficiente do enésimo termo.
• xn representa a variável do enésimo termo.
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Tipos de polinômio
Os polinômios podem ser classificados de acordo com a
quantidade de termos que possuem, entrando na contagem os
monômios que o compõem e a constante caso ela exista. Assim,
um polinômio pode ser:
• Binômio: quando possui apenas dois termos algébricos.
• Trinômio: quando possui três termos algébricos.
• Polinômio: quando possui mais de três termos
algébricos.
Exemplo:
• 8x – 16x2 y → Binômio
• 3a – 9b2 + 1 → Trinômio
• 5p2 + 25pq + 2q – 7p → Polinômio
Grau de polinômio com uma variável
DEFINIÇÃO
Quando o polinômio possui somente uma variável,
seu grau é definido pelo maior valor que o expoente
dessa variável assume na expressão.
Por exemplo, o polinômio 2x2 + 3x + 4 possui apenas
a variável x e o maior expoente com o qual essa variável se
apresenta na expressão é 2. Dessa forma, dizemos que esse
polinômio é de segundo grau. Vejamos outros exemplos:
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Exemplo:
• x + 2x – 4 → Primeiro grau
• 3 + 12y – 2y2 → Segundo grau
• x3 + 3x2 – 6x – 18 → Terceiro grau
Grau de polinômio com mais de uma
variável
DEFINIÇÃO
Quando o polinômio possui mais de uma variável,
seu grau é definido pela soma dos expoentes das
variáveis do monômio de maior grau.
Por exemplo, o polinômio 2x2 y2 + 3x2 + 4y possui duas
variáveis: x e y. Se somarmos os expoentes de cada monômio,
teremos:
2x2 y2 → soma dos expoentes = 4 → quarto grau
3x2 → soma dos expoentes = 2 → segundo grau
4y → soma dos expoentes = 1 → primeiro grau
Assim, o monômio de maior grau é 2x2 y2, logo, o polinômio
é de quarto grau. Observe outros exemplos:
Exemplo:
x + 2y – 4 Primeiro grau
3x – 12xy + 8y Segundo grau
x2 + 3xy2 – 6x + 18 Terceiro grau
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Operações envolvendo monômios
É possível efetuar quaisquer operações aritméticas entre
monômios e polinômios. Em algumas delas, chegaremos a
resultados simplificados, mas, em outras, isso não será possível.
Além disso, é importante destacarmos que o resultado de uma
operação algébrica entre monômios resultará em outro monômio
ou em uma expressão algébrica mais simplificada, porém, nunca
em uma constante, a menos que:
• As variáveis sejam substituídas por valores numéricos;
• Haja a subtração de dois monômios opostos, o que
resultaria em zero;
• Haja a divisão de dois monômios idênticos, o que
resultaria na constante unitária (1).
Adição de monômios
Antes de explicarmos o real significado da adição de
monômios, recorreremos à sua aplicação no mundo real. Imagine
que você tenha 3 maçãs e 2 bananas em casa e tenha resolvido ir
às compras. No mercado, você pensa: quantas bananas e maçãs
eu devo comprar? Depois de refletir, você decide comprar mais 1
maçã e 3 bananas.
Após a realização de suas compras, ao chegar em
casa, você terá 4 maçãs e 5 bananas. Perceba que, neste caso,
estamos considerando duas frutas diferentes: “maçã” e “banana”
e, portanto, contamos as quantidades de maçãs e bananas
separadamente. É assim que trabalharemos com as operações
envolvendo monômios: só podemos somar ou subtrair monômios
que sejam semelhantes, ou seja, “maçã com maçã” e “banana
com banana”. Não podemos misturar as frutas diferentes, pois
elas são variáveis diferentes.
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DEFINIÇÃO
Para adicionar dois ou mais monômios
semelhantes, deve-se somar os coeficientes e
repetir a parte literal. Se não forem semelhantes,
eles não poderão ser somados, devendo-se deixá-
los indicados.
Observe alguns exemplos envolvendo a adição de
monômios:
Exemplo:
• 8x2 y + 16x2 y → (8 + 16)x2 y → 24x2 y
• 3a + 9b2 + a + b2 → (3 + 1)a + (9 + 1)b2 → 4a + 10b2
• a + b + 2a + 3c → (1 + 2)a + b + 3c → 3a + b + 3c
Portanto, para adicionar monômios, basta somar os
coeficientes dos termos semelhantes e multiplicar os resultados
pelos seus respectivos termos.
Subtração de monômios
De forma similar à adição, para subtrair monômios, não
podemos fazer operações com frutas que são diferentes. Ou seja:
“maçã menos maçã” e “banana menos banana”. A quantidade de
maçãs que você tem não pode ser subtraída pela quantidade de
bananas e vice-versa.
DEFINIÇÃO
Chamamos de subtração de monômios, a operação
algébrica que envolve a diferença entre dois ou
mais monômios, os quais podem ser semelhantes
ou não. Se forem semelhantes, deve-se subtrair
os coeficientes e repetir a parte literal. Se os
monômios não forem semelhantes, não poderão
ser subtraídos, devendo-se deixá-los indicados.
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Exemplo:
• 8x2 y + 16x2 y → (8 – 16)x2 y →–8x2 y
• 3a – 9b2 – a – b2 → (3 – 1)a + (–9 – 1)b2 → 2a – 10b2
• a – b – 2a – 3c → (1 – 2)a – b – 3c → a – b – 3c
É importante que, ao realizar uma adição ou uma
subtração com monômios, você não esqueça das regras de sinais
para essas operações. Observe a figura 1:
Figura 1 – Regra de sinais para adição e subtração
Dois números com o
mesmo sinal
Repete o sinal e SOMA
os valores.
Exemplos:
a) +2 + 3 = +5
b) –2 – 3 = –5
Dois números com
sinais diferentes
Deixa o sinal do número
mais distante do zero e
faz a DIFERENÇA entre
os valores.
Exemplos:
a) -2 + 3 = +1
b) +2 – 3 = –1
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Agora observe mais alguns exemplos envolvendo a
aplicação da regra de sinais apresentada na figura 1:
Exemplo:
• –2x2 y - 16x2 y → (–2 – 16)x2 y → –18x2 y
• 2a –3a - 5b2 + 6b2 → (2 – 3)a +(–5 + 6) b2 → –a + b2
• –10a – b + 12a + 4 → (–10 + 12)a – b + 4 → 2a – b + 4
No entanto, se você precisar eliminar parênteses de um
termo ou ainda, resolver uma multiplicação ou uma divisão,
deverá utilizar-se de outra regra de sinais. Para te ajudar a
lembrar, observe o quadro 2:
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Quadro 2 – Regra de sinais para a multiplicação, divisão e eliminar parênteses
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Desse modo, toda vez que um coeficiente qualquer estiver
multiplicando um monômio, uma variável, um simples número,
ou se precisar eliminar os parênteses do monômio, aplique a
regra de sinais disposta no quadro 2. Observe:
Exemplo:
• –(–16x2 y) → 16x2 y
• –4 (–5y) → 20y
• –4 (–5 (–2k)) → –40k
Multiplicação de monômios
Acredite, multiplicar monômio é mais fácil que comer
bananas ou maçãs! No contexto matemático, a explicação é a de
que, diferente da adição e da subtração, quando trabalhamos
com o produto entre monômios, não há muita preocupação com
os parênteses. Em outras palavras, basta multiplicar todos os
coeficientes e variáveis entre si que resultará sempre em outro
monômio.
Por exemplo, se você possui duas bananas e duas maçãs
e deseja dobrar a quantidade de bananas e triplicar a quantidade
de maçãs, você terá quatro bananas e seis maçãs.
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Contudo, assim como não é possível somarmos bananas
com maçãs, também não podemos multiplicá-las entre si, pois se
tratam de variáveisdiferentes.
DEFINIÇÃO
Denomina-se multiplicação de monômios, a
operação algébrica que envolve o produto
entre dois ou mais monômios, os quais podem
ser semelhantes ou não. Independentemente
de serem semelhantes ou não, o resultado da
multiplicação entre eles será igual ao produto de
seus coeficientes (constantes) multiplicado pelo
produto das variáveis entre si.
Exemplo:
• 3x2 y ∙ 15x2 y → (3 ∙ 15)∙ x2 ∙ x2 ∙ y ∙ y → 45x4 y2
• -3a ∙ 9b2 ∙ a ∙ (-b2) → [-3 ∙ 9 ∙ 1 ∙ (-1)] ∙ a∙b2 ∙ a ∙ b) →-27a2 b3
Analisemos os exemplos apresentados. Perceba que, no
primeiro caso, simplesmente multiplicamos os dois coeficientes
entre si e, na sequência, multiplicamos todas as variáveis. Note
que, para multiplicar variáveis semelhantes, basta repeti-las uma
única vez e elevá-las a uma potência equivalente à soma de todos
os seus expoentes. No caso em questão, ficamos com x(2+2) e y(1+1),
resultando em x4 e y2, respectivamente.
Já no segundo exemplo, um fator complicador foi inserido
na questão: alguns monômios estavam com sinal negativo.
Note que resolvemos isso da seguinte maneira: isolamos os
coeficientes por intermédio de parênteses, com seus respectivos
sinais, e os multiplicamos nos valendo da regra de multiplicação
de sinais, assim como foi apresentado na figura 2.
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Divisão de monômios
Para dividir monômios, basta dividir todos os coeficientes
e variáveis entre si. Por exemplo, se você tem quatro bananas e
seis maçãs, e deseja dividir a quantidade de bananas por dois e a
quantidade de maçãs por três, você chegará ao devido resultado.
Contudo, assim como não é possível somarmos ou multiplicarmos
bananas com maçãs, também não podemos dividi-las entre si,
pois se tratam de variáveis diferentes.
DEFINIÇÃO
Conceitua-se divisão de monômios, a operação
algébrica que envolve o quociente entre dois ou
mais monômios, os quais podem ser semelhantes
ou não. Independentemente de serem, ou não,
semelhantes, o resultado da divisão entre eles
será equivalente ao quociente de seus coeficientes
(constantes) multiplicado pelo quociente das
variáveis entre si.
Exemplo:
• 15x2 y ÷ 3x2 y → (15 ÷ 3) ∙ (x2 ÷ x2) ∙ (y ÷ y) → 5
• –6a2 b3 ÷ 3ab2 → (–6 ÷ 3) ∙ (a2 ÷ a) ∙ (b3 ÷ b2) → –27ab
Analisemos os dois exemplos apresentados. Perceba que,
no primeiro caso, simplesmente dividimos os dois coeficientes
entre si e, na sequência, multiplicamos pela divisão entre cada
uma das variáveis. As variáveis do monômio dividendo são
exatamente iguais às do monômio divisor, logo, o resultado
dessa divisão é igual a um.
Já no segundo exemplo, dois fatores complicadores se
apresentam na questão: um deles é o sinal negativo do coeficiente
dividendo. Nesse caso, resolvemos aplicando a regra dos sinais
(ver quadro 2). Como as variáveis não são idênticas, ao dividi-las
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usamos a propriedade da divisão de potências de mesma base
(repete-se a base e subtraem-se os expoentes), ou seja, a(2-1) = a
e b(3-2) = b.
Potenciação de monômios
Sabemos que a potenciação não é uma operação tão
corriqueira quanto as outras quatro operações básicas da
aritmética. Desse modo, recordaremos o que isso significa.
DEFINIÇÃO
A multiplicação de fatores iguais é chamada de
potenciação. Em uma potenciação, o fator que
se repete é a base e a quantidade de vezes que
ele repete chama-se expoente. O resultado desta
operação é denominado potência.
Assim, se elevarmos o número 2 ao expoente 3, isto é,
23 (lê-se: “dois elevado à terceira potência” ou “dois elevado ao
cubo”), obteremos o resultado da multiplicação de 2 por ele
mesmo três vezes consecutivas. Ou seja:
23 = 2 ∙ 2 ∙ 2 = 8
Exemplo:
• 22 = 2 ∙ 2 = 4 → Dois ao quadrado é igual a 4
• 23 = 2 ∙ 2 ∙ 2 = 8 → Dois ao cubo é igual a 8
• 24 = 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 = 16 → Dois à quarta potência é igual a 16
• 25 = 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 = 32 → Dois à quinta potência é igual a 32
E no caso dos monômios? Como se processa a
potenciação?
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DEFINIÇÃO
A potenciação de um monômio é igual à potenciação
de cada um de seus termos multiplicados entre si.
Exemplo:
• (2x)2 = 22 ∙ x2 = 4x2
• (3y)3 = 33 ∙ y3 = 27y3
• (6x4 y3)2 = 62 ∙ (x4)2 ∙ (y3)2 = 36x8 y6
Note que no terceiro exemplo, utilizamos a propriedade
da potência de potência para operar com as variáveis, ou seja,
quando há uma potência de uma potência, deve-se repetir a base
e multiplicar os expoentes, logo, (x4)2 = x4 ∙ 2 = x8 e (y3)2 = y3 ∙ 2 = y6.
Propriedades das operações
envolvendo monômios
Assim como os números reais, os monômios também
apresentam propriedades inerentes às suas operações com
outros monômios e constantes. São essas as propriedades
polinomiais: comutatividade, associatividade, elemento neutro e
elemento inverso.
Comutatividade
DEFINIÇÃO
Segundo a propriedade comutativa, a ordem dos
fatores não altera o resultado da soma ou do
produto.
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Exemplo:
• 3x + 8x = 8x + 3x
• –5p – 6q = –6q – 5p
• a ∙ b ∙ c = b ∙ c ∙ a = c ∙ b ∙ a
Associatividade
DEFINIÇÃO
Pela propriedade associativa em uma adição ou em
uma multiplicação e pode-se associar os termos de
formas diferentes (mudar os agrupamentos) sem
alterar o resultado.
Exemplo:
• (5y + 2y) + 6y = 5y + (2y + 6y) = 13y
• –4m + (2m –3m) = (–4m + 2m) – 3m = –5m
• 8x – 2x + (x – 2x) – x = 8x + (– 2x + x – 2x) – x = 8x – 2x +
x – 2x – x = 4x
Elemento neutro
DEFINIÇÃO
Chamamos de elemento neutro, qualquer número
cuja aplicação em uma operação algébrica não
altere o seu resultado.
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O elemento neutro da adição é o zero. Assim, qualquer
número adicionado à zero tem como resultado o próprio número.
Portanto, o elemento neutro da adição de monômios é o número
zero.
Exemplo:
• 0 + 8x = 8x
• 3x + 0 = 3x
• 5y + 0 = 5y
• 12s + 0 = 12s
Na multiplicação, o elemento neutro é o número
um. Assim, qualquer número multiplicado por um, tem, como
resultado, o próprio número. Portanto, o elemento neutro da
multiplicação de monômios é o número 1 (um).
Exemplo:
• 1 ∙ 8x = 8x
• 5y ∙ 1 = 5y
• 12s ∙ 1 = 12s
Elemento inverso
Você sabe o que é o inverso de um número? Engana-se
quem pensa que é o seu negativo. O negativo, na realidade, é o
oposto do número. Por exemplo, o oposto de 8 é –8. Entretanto,
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o inverso de 8 é 18 . Para evitar qualquer dúvida sobre esse
assunto, preste atenção na definição a seguir:
DEFINIÇÃO
O elemento inverso de um número é aquele que,
multiplicado por esse mesmo número, é igual a
um. Logo, o elemento inverso de um monômio ax,
é igual a 1
ax
ou (ax)-1.
Por exemplo, se multiplicarmos o número 8 por 18 , o
quociente dessa divisão será um. Portanto, o elemento inverso
de 8 é 18 . O mesmo resultado será encontrado se elevarmos o
número 8 a um expoente –1.
Exemplo:
• 8 ∙ 8–1 = 1
• 8–1 ∙ 8 = 1
• 18 ∙ 8 = 1
• 8 ∙ 18 = 1
Operações polinomiais
Agora que sabemos como efetuar as operações básicas
entre monômios em uma expressão algébrica, chegou a hora
praticar o que aprendemos e compreender a realização de
operações algébricas entre polinômios. No entanto, antes
disso, é importante saber que é necessário simplificar alguns
polinômios que podem se apresentar de forma muito extensa,
dificultando os cálculos. Podemos simplesmente reduzir os
termos semelhantes, realizando operações entre os monômios
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semelhantes ou reduzindo as constantes. Em outras situações,
será necessário transformar certos polinômios em formatos
convencionais. Por isso, iniciaremos os nossos estudos voltando
nosso olhar para a fatoração de polinômios.
Fatoração
Muitas vezes, em nosso dia a dia, é necessário converter
certas informações em um formato que, mesmo sem mudar o
seu significado, seja mais bem compreendido e interpretado. Por
exemplo, para calcular a área do seu apartamento, uma opção
será decompô-lo em pequenosquadrados e retângulos, a fim de
aplicar a fórmula da área e chegar à dimensão do todo, concorda?
Mas o que é fatorar? Fatorar é escrever em forma de
fatores, ou seja, escrever como uma multiplicação. Veja, por
exemplo, a decomposição do número 27 em fatores primos:
Figura 2 – Fatoração do número 27
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Realizando o processo das divisões sucessivas, note que
27:3 = 9. Dividindo novamente por 3, obtém-se 3. Finalmente,
3:3 = 1. Como o fator 3 aparece três vezes, temos que a forma
fatorada do número 27 é 3∙3∙3 ou 33.
A fatoração é uma forma de representação de expressões
algébricas com a soma polinomial de constantes e variáveis por
meio de produtos notáveis.
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O processo de fatoração pode ser dividido em casos, que
é o que estudaremos na sequência.
Caso 1 – Fator comum
No primeiro caso de fatoração, todos os monômios da
expressão devem ter, pelo menos, algum termo em comum, pois
este será colocado em destaque (em evidência).
Exemplo: temos a – ab como a expressão que possui
dois monômios, a e ab, e o termo em comum é a. Logo,
deixaremos o termo a em evidência. Depois, dividiremos
a e ab (monômios) por a (pois é o termo colocado em
evidência). Ora, a ∶ a = 1, pois todo número (ou letra) dividido
por ele mesmo é igual a 1. E, ab ∶ a = b, pois a ∶ a = 1, o que gera
1b como resultado da fatoração ou, ainda, simplesmente b.
Portanto, a fatoração de a – ab será:
a – ab = a ∙ (1 – b)
Caso 2 – Agrupamento
No segundo caso de fatoração é preciso agrupar os termos
semelhantes e colocá-los em evidência. Quando aplicamos o
caso de fatoração por agrupamento, utilizamos a fatoração por
termos comuns.
Exemplo: na expressão ab + 3b + 7a + 21, observamos
que não há um termo comum a todos para colocá-lo em
evidência, no entanto, se observarmos os termos dois a
dois, encontraremos um termo para colocar em evidência
em cada agrupamento. Veja:
ab + 3b + 7a + 21 = b ∙ (a + 3) + 7 ∙ (a + 3)
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Note que os termos b∙(a + 3) e 7∙(a + 3) possuem um fator
em comum: (a+3). Logo, poderemos, novamente, utilizar o caso
do fator comum em evidência, reagrupando os termos:
b ∙ (a + 3) +7 ∙(a + 3) = (a + 3) ∙ (b + 7)
Portanto, a expressão algébrica fatorada ficará
solucionada no seguinte formato:
ab + 3b + 7a + 21 =(a + 3)(b + 7).
Caso 3 – Trinômio quadrado perfeito
Nesse caso de fatoração, a expressão tem que ser um
trinômio (três monômios ou dois monômios e uma constante) e
ele precisa ser um quadrado perfeito.
Entretanto, nem todo trinômio é um quadrado perfeito.
Afinal, o que é um quadrado perfeito? Quadrado perfeito é um
número que pode ser representado por outro número elevado
ao quadrado.
Exemplo:
• 36 é um quadrado perfeito, porque 62 = 36.
• 144 é um quadrado perfeito, porque 122 = 144.
E quanto a um trinômio? Como identificar se ele é, ou
não, um quadrado perfeito?
Trinômio quadrado perfeito é todo aquele que pode
ser fatorado no formato (a ± b)2, em que a e b são os termos do
trinômio a2 ± 2ab + b2.
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Antes de prosseguimos, é necessário recordar como se
resolve o quadrado de uma expressão do tipo (a ± b)2. Basta elevar
o primeiro termo ao quadrado, somar (ou subtrair) com o dobro
do produto do primeiro pelo segundo e, por fim, somar com o
quadrado do segundo, ou seja, o resultado será a2 ± 2ab + b2.
Exemplo:
• x2 + 12x + 36 é um trinômio quadrado perfeito, pois x2 = x ;
36 = 6; e, 12 x =2∙1x∙6, portanto, x2 + 12x + 36 = (x+6)2.
• x2 y4 – 18xy4 + 81y4 é um trinômio quadrado perfeito,
pois x2 y4 = xy2 ; 81y4 = 9y2; e, –18xy4 = –2∙1xy2∙9y2,
portanto, x2 y4 – 18xy4 + 81y4 =(xy2 – 9y2)2 .
Fatorar um trinômio quadrado perfeito é extrair a raiz
quadrada do primeiro termo, somar (ou subtrair) com a raiz
quadrada do terceiro termo e elevar tudo ao quadrado.
VOCÊ SABIA?
Você sabe por que os trinômios do tipo a2 ± 2ab + b2
são chamados de quadrados perfeitos?
Observe o cálculo da área de um quadrado cujos lados
medem a+b:
Figura 3 – Operações com polinômio
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
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Para calcular a área de um quadrado, basta fazer “lado
vezes lado”, ou seja, a medida do lado elevada ao quadrado:
Área = (a+b)2 = (a+b)∙(a+b)=a2 + ab + ba + b2 = a2 + 2ab + b2
Caso 4 – Trinômio do tipo x2 + Sx + P
Neste quarto caso, diferente do último, o trinômio não
deve formar um quadrado perfeito, mas somar o produto dos
dois últimos termos. É por esse motivo que é chamado de
trinômio do tipo x2 + Sx + P, em que S é a soma e P é o produto.
Exemplo: dada a expressão algébrica y2 – 5y + 6, sabemos
que se trata de um trinômio, mas seus dois membros das
extremidades não estão elevados ao quadrado, o que descarta
a possibilidade de ser um quadrado perfeito. Assim, o único
caso de fatoração para essa expressão algébrica é x2 + Sx + P.
Observe se o trinômio está em ordem decrescente de seus
expoentes (do maior para o menor). Em caso positivo, basta
encontrar dois números que, somados, resultem em –5 e
que o produto deles resulte em 6. Façamos as tentativas
para que o produto resulte em 6:
• 2 ∙ 3 = 6
• (–2) ∙ (–3) = 6
• 6 ∙ 1 = 6
• –6 ∙ (–1) = 6
Devemos, entre essas possibilidades, encontrar uma em
que a soma dos números seja igual a –5. Concluímos que
–2 + (–3) = –5. Logo, a forma fatorada é: (y – 2) ∙ (y – 3).
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Caso 5 – Diferença de dois quadrados
Esse caso de fatoração só pode ser utilizado em
expressões algébricas que possuem dois monômios que estejam
elevados ao quadrado.
Exemplo:
• Fatore a expressão algébrica 9x2 - 81
• Extraia a raiz quadrada de cada um dos monômios:
9x2 = 3x e 81 = 9
• A forma fatorada da expressão 9x2 - 81 é o produto da
soma pela diferença desses dois resultados, ou seja,
(3x + 9)∙(3x - 9).
Caso 6 – Soma de dois cubos
Ao fatorar expressões algébricas compostas por dois
monômios (binômio) em que haja, entre eles, a operação de
adição, esse binômio é elevado ao cubo, ou seja, à terceira
potência.
Exemplo: dados dois números quaisquer (x e y), se
somarmos ambos, obteremos x + y. Ao elaborarmos uma
expressão algébrica com os dois números, teremos:
• x2 – xy + y2 : agora, multiplicaremos as duas expressões
encontradas.
• (x + y) ∙ (x2 – xy + y2): utilize a propriedade distributiva.
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• x3 – x2 y + xy2 + x2 y – xy2 + y3: una os termos semelhantes.
• x3 + y3 é uma expressão algébrica de dois termos.
Ambos estão elevados ao cubo e somados.
Assim, x3 + y3 é a forma geral da soma de dois cubos, em
que x e y poderão assumir qualquer valor real. A forma fatorada
de x3 + y3 será (x + y)∙(x2 – xy + y2).
Exemplo: escreva a forma fatorada de 27x3 + 1000.
Como a expressão é a soma de dois cubos, podemos
escrever (3x)3 + 103. Logo, x = 3x e y = 10. Basta usarmos a
forma geral da soma de dois cubos e fazer as substituições:
(x + y)∙(x2 - xy + y2) → (3x + 10)∙((3x)2 - 3x∙10 + 102)
(3x+10)∙(9x2 - 30x + 100)
Portanto, a forma fatorada de 27x3 + 1000 é igual a
(3x+10)∙(9x2 – 30x + 100).
Caso 7 – Diferença de dois cubos
A fatoração de expressões algébricas é semelhante
ao sexto caso. A diferença reside na operação entre os dois
monômios, que, nesse caso, é uma subtração.
Exemplo: escreva a forma fatorada de r3 - 64.
Como a expressão é a diferença de dois cubos, podemos
escrever (r)3 – 43. Logo, x = r e y = 4. Basta usarmos a forma
geral da soma de dois cubos e fazer as substituições:
(x – y)∙(x2 + xy + y2) → (r-4)∙(r2 + r∙4 + 42) → (r – 4)∙(r2 +4r + 16)
Portanto, a forma fatorada de r3 – 64 é igual a (r - 4)∙(r2 + 4r + 16)
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/6-caso-fatoracao-soma-dois-cubos.htm
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RESUMINDO
Gostou do que lhe apresentamos? Aprendeu
mesmo? Agora, só para termos a certeza de que
você realmente entendeu o tema de estudo destecapítulo, resumiremos tudo o que estudamos.
Você deve ter aprendido que os monômios são
expressões algébricas compostas por uma
parte literal que recebe o nome “variável” e por
coeficientes. Já os polinômios se caracterizam
pela junção de dois ou mais monômios. Também
explicamos as propriedades que embasam esses
conceitos e os casos mais recorrentes de fatoração,
os quais, basicamente, se dão no processo de
representação de um número ou expressão como
um produto de fatores.
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Equação do 1.º grau
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de
identificar uma equação de 1.º grau e saberá aplicá-
la como um dispositivo que possibilita a resolução
de diferentes problemas, além de compreender
algumas estratégias para encontrar a solução ou
raiz deste tipo de equação.
Igualdade e Incógnita
No capítulo anterior, voltamos nossos estudos para
as sentenças matemáticas que são compostas por variáveis e
constantes, as chamadas expressões algébricas.
Em uma expressão algébrica, as variáveis ou “valores
desconhecidos” são números que não conhecemos e, por este
motivo, são representados por letras. Observe a situação a
seguir:
Exemplo: represente algebricamente a sentença “um
número mais cinco”.
• Um número (valor desconhecido) → x
• Mais (adição entre os termos) → +
• Cinco (constante) → 5
Portanto, a representação algébrica da frase “um número
mais cinco” é x + 5.
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Importante destacar que podemos utilizar qualquer
letra para indicar valores desconhecidos, porém, nos textos
matemáticos você encontrará, na maior parte das vezes, as letras
x, y e z.
Note também, que na situação representada, x + 5, não
é possível afirmar qual é o valor numérico correspondente à
variável, ou seja, x pode assumir qualquer valor numérico.
Observe agora a seguinte situação:
Exemplo: qual é o número que adicionado a cinco resulta
em quinze?
• Número desconhecido adicionado a cinco → x+5
• Resulta em quinze → =15
A representação algébrica da sentença é x + 5 = 15.
Deseja-se, encontrar o valor numérico que torna a sentença
verdadeira. Qual número que somado à 5 resulta em 15? Como o
resultado é 15 e eu já tenho 5, pela operação inversa da adição,
a subtração, temos 15 – 5 = 10. Logo, o valor desconhecido é 10,
ou seja, x = 10.
Note que nessa situação, x + 5 = 15, é possível encontrar
o valor numérico que deixa a sentença verdadeira. Se no lugar
do x utilizarmos o número 10, obtemos 10 + 5 = 15. Além disso,
observe que esta situação apresenta a igualdade entre duas
sentenças, ou seja, há informações antes e depois do símbolo de
igual (=). Temos, portanto, o que chamamos de equação.
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DEFINIÇÃO
Toda igualdade que contém pelo menos uma
letra que representa um valor desconhecido é
denominada equação. Em uma equação, a letra é
chamada de incógnita.
Podemos classificar as equações quanto ao grau (maior
expoente da incógnita) e quanto à quantidade de incógnitas. Veja
os exemplos:
Exemplo:
• mx + 10
→ Expressão algébrica com duas
variáveis.
• 2r – 4 = 20
→ Equação do 1.º grau com uma
incógnita.
• x + y = 5x + 10
→ Equação do 1.º grau com duas
incógnitas.
• y2 – 18y + 81 = 0
→ Equação do 2.º grau com uma
incógnita.
• x3 – 27x = 45
→ Equação do 2.º grau com uma
incógnita.
Neste capítulo, daremos ênfase à resolução de equações
do 1.º grau com uma incógnita.
Propriedades de uma igualdade
Em uma equação, a igualdade (=) indica que o valor que
vem antes dela (1.º membro) é o mesmo do que vem depois dela
(2.º membro). Portanto, valem:
• Propriedade reflexiva da igualdade: para qualquer
número a, temos a = a.
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• Propriedade simétrica da igualdade: para quaisquer
números a e b, se a = b, então b = a.
• Propriedade transitiva da igualdade: para quaisquer
números a, b e c, se a = b e b = c, então a = c.
• Princípio aditivo da igualdade: se a=b, então, para
qualquer número c, temos a + c = b + c.
• Princípio multiplicativo da igualdade: se a = b, então,
para qualquer número c, temos a∙c = b∙c.
Figura 4 – Balança de pratos
Fonte: Pixabay.
Para resolver uma equação do 1.º grau com uma
incógnita, utilizaremos os princípios aditivo e multiplicativo da
igualdade. Isto significa que as operações realizadas no primeiro
membro também devem ser realizadas no segundo membro a
fim de manter a igualdade. Isto ocorre, pois a equação pode ser
comparada a uma balança de pratos em equilíbrio.
• Para facilitar sua compreensão, observe os seguintes
exemplos numéricos:
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Exemplo:
a) A igualdade 5 + 3 = 8 está em equilíbrio, pois 5 mais 3
resulta em 8. Caso eu adicione 10 ao primeiro membro,
mas não adicione 10 ao segundo membro, a igualdade
perderá o equilíbrio. Assim, para se manter a igualdade:
(5 + 3) + 10 = (8) + 10
b) A igualdade 2∙15 = 3∙10 está em equilíbrio, pois 2∙15 é
igual a 30 e 3∙10 também resulta em 30. Caso eu multiplique
o primeiro membro por –2, por exemplo, para que a
igualdade seja mantida, precisarei multiplicar o segundo
membro pelo mesmo fator –2, ou seja:
(2 ∙ 15) ∙ (–2) = (3 ∙ 10) ∙ (–2)
Portanto, para resolver equações, tenha sempre em
mente que você está utilizando uma igualdade, e que ela deverá
ser mantida.
Como isso funciona se utilizarmos a ideia de “valores
desconhecidos” (incógnitas)? Veja exemplos em que, a partir dos
princípios aditivo e multiplicativo, resolveremos uma equação.
Exemplo: para qual valor de x a igualdade x + 5 = 16 é
verdadeira?
Desejamos saber qual é o número que deve ser colocado no
lugar da incógnita x, de tal maneira que igualdade 5 + x = 16
seja verdadeira. Note que, pelo princípio aditivo, é possível
adicionar (-5) em ambos os membros:
x + 5 + (–5) = 16 + (–5)
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Resolvendo as operações algébricas, temos:
x + 5 – 5 = 16 – 5 → x + 0 = 11→ x = 11
Logo, a igualdade é verdadeira quando x é igual a 11.
Você pode facilmente conferir se, de fato, a resposta
encontrada está correta, substituindo o valor obtido na equação
original e verificando se ela satisfaz a igualdade. Fazendo a
verificação, se x = 11, então:
x + 5 = 16
11 + 5 = 16
16 = 16 (V)
Portanto, a resposta obtida é realmente a solução da
equação.
Exemplo: calcule o valor de x que satisfaz a igualdade 2x = 60.
Desejamos saber qual é o valor de x que satisfaz (deixa
verdadeira) a igualdade 2x = 60. Note que, pelo princípio
multiplicativo, é possível multiplicar ambos os membros
por 1
2
. Assim, temos:
2x ∙ 12 = 60 ∙
1
2
Resolvendo as operações algébricas:
2x
1 ∙
1
2 =
60
1 ∙
1
2 →
2x
1 =
60
2 → x = 30
Logo, a igualdade é verdadeira quando x é igual a 30.
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Assim como no exemplo anterior, você pode conferir se
a resposta encontrada está correta, substituindo o valor obtido
na equação original realizando a verificação da resposta. Logo,
se x = 30, então:
2x = 60
2∙30 = 60
60 = 60 (V)
Portanto, a resposta obtida é realmente a solução da
equação.
Solução de uma equação do 1.º
grau com uma incógnita
Vimos que uma equação do 1.º grau com uma incógnita
pode ser escrita na forma ax + b = c, onde a, b e c são números
reais, tal que a≠0 (número real diferente de zero) e x é a incógnita
(valor desconhecido). Encontrar a raiz ou a solução de uma
equação é resolvê-la, ou seja, calcular o valor numérico que, ao
ser substituído no lugar da incógnita, torna a sentença verdadeira.
Vimos na situação apresentada no início do capítulo,
que “o número adicionado a 5 resulta em 15” é o 10, ou seja, na
equação x + 5 = 15, a solução ou raiz da equação é x = 10. Mas,
como devemos proceder? Quais passos devemos seguir para
resolver uma equação desse tipo?
No tópico anterior, você pode observar dois exemplos em
que utilizamos os princípios aditivo e multiplicativo da igualdade.
Tais propriedadesgarantem que podemos efetuar operações,
desde que em ambos os membros, afim de manter a igualdade,
ou seja, sem alterar a igualdade. Você deve ter notado que nas
duas situações apresentadas, a incógnita ficou sozinha em um
46 MODELAGEM MATEMÁTICA
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dos membros da equação. Este será o nosso objetivo ao resolver
uma equação: deixar a incógnita isolada. E como faremos isso?
Vamos a mais um exemplo:
Exemplo: determine a solução da equação x – 4 = 6.
Para deixar a incógnita isolada no 1.º membro da equação,
note que, pelo princípio aditivo, é possível adicionar +4 em
ambos os membros. Assim, temos:
x – 4 + (+4) = 6 + (+4)
Resolvendo as operações algébricas e reduzindo os termos
semelhantes:
x – 4 + 4 = 6 + 4
x = 6 + 4
Perceba que o termo –4 que estava no 1.º primeiro membro
“sumiu”, ou seja, foi anulado quando adicionamos o seu
oposto +4. Em contrapartida, ele “apareceu” no 2.º membro
com a operação inversa, isto é, no 1.º membro estava
subtraindo enquanto que no 2.º membro ficou somando.
Resolvendo a operação restante, temos que x = 10 . Logo,
10 é a solução da equação.
Para deixar a incógnita isolada no primeiro membro,
utilizamos a operação inversa da subtração, ou seja, a conta que
“desfaz” a subtração. Então, perceba que o número que estava
subtraindo em um membro “passou” para o outro membro
com a sua operação inversa (adicionando). Será que o mesmo
acontece no caso do princípio multiplicativo? Vejamos:
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Exemplo: determine a solução da equação –7x = 70.
Para deixar a incógnita isolada no 1.º membro da equação,
note que, pelo princípio multiplicativo, é possível multiplicar
por – 17 mbos os membros. Assim, temos:
–7∙x∙(- 17 ) = 70∙(–
1
7
)
Resolvendo as operações algébricas e reduzindo os termos
semelhantes:
–7∙x
1
∙ ( 1–7 ) =
70
1 ∙ (
1
–7 )
–7∙x
–7
= 70–7
x = 70–7
Perceba que o termo –7 que estava multiplicando a
incógnita no 1.º primeiro membro “sumiu”, ou seja, virou
o elemento neutro da multiplicação quando multiplicamos
os membros por – 17 . Ou seja, foi “transformado” no número
1, pois 1∙x = x. Em contrapartida “apareceu” no 2.º membro
com a operação inversa da multiplicação, isto é, no 2.º
membro ficou dividindo o termo que já está lá. Resolvendo
a operação restante, temos que x = –10 .
Para deixar a incógnita isolada no primeiro membro,
utilizamos a operação inversa da multiplicação, ou seja, a conta
que “desfaz” a multiplicação. Então, perceba que o número que
estava multiplicando em um membro “passou” para o outro
membro com a sua operação inversa (dividindo).
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Observe:
Quadro 1 – Resolução da equação x – 4 = 6.
x – 4 = 6
PROCESSO COMPLETO PROCESSO PRÁTICO
x – 4 = 6
x – 4 + (+4) = 6 + (+4)
x – 4 + 4 = 6 + 4
x + 0 = 6 + 4
x = 10
x – 4 = 6
x = 6 + 4
x = 10
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Note que, ao comparar os dois processos de resolução,
existe uma forma prática de fazer as operações indicadas. Nela
utilizaremos direto a ideia de operações inversas. Lembre-se que
este método só é possível devido às propriedades da igualdade.
Assim, para resolver uma equação de forma prática, deve-se isolar
(deixar sozinhos) os elementos desconhecidos (incógnitas) em
um dos membros da equação. Ao mudar um termo de membro
(antes do igual ou depois do igual), devemos manter a igualdade
e, por este motivo, utilizaremos a ideia de operação inversa: se o
termo está somando, ao mudar de membro, passará subtraindo;
se está multiplicando, ao mudar de membro, passará dividindo
e vice-versa.
Exemplo: qual é o valor de x, para que a igualdade 3x – 4 =
5 seja verdadeira?
1. Separar os termos, deixando todos os termos com
incógnita em um dos membros e as constantes em outro
membro. Para isso, o número 4 que está subtraindo
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passará para o 2.º membro somando. Depois, associar
os termos semelhantes. Assim, temos:
3x – 4 = 5
3x = 5 + 4
3x = 9
2. Deseja-se calcular o valor de 1 ∙ x = x. Portanto, o
coeficiente da incógnita (3) que está multiplicando
no 1.º membro, passará para o 2.º membro com a
operação inversa, ou seja, dividindo:
x = 93
x = 3
Portanto, o valor de x que torna a equação verdadeira é 3.
Vejamos mais um exemplo de resolução de equação do
1.º grau com uma incógnita utilizando o processo prático:
Exemplo: determine a raiz da equação 5x + 2 = 4x – 11.
Determinar a raiz de uma equação é encontrar o valor de x
que satisfaz a equação, isto é, que satisfaz a igualdade. Para
tal, usaremos o roteiro descrito anteriormente. Neste caso,
observe que há mais elementos para serem “organizados”
antes da resolução da equação. Seguindo o roteiro, temos
que:
1. Deixar todos os termos com incógnita em um dos
membros e as constantes em outro membro. Lembre-
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se que ao mudar de membro, o termo deve mudar de
operação (operação inversa). Assim, temos:
5x + 2 = 4x – 11
5x + 2 – 4x = –11
5x – 4x = –11 – 2
2. Agora, associamos os termos semelhantes e efetuamos
as operações que forem necessárias.
5x – 4x = –11 – 2
x = –13
Portanto, a raiz da equação é –13.
Situações-problema que recaem
em equação
Muitas situações matemáticas podem ser resolvidas se
organizarmos as informações representando-as por meio de
uma equação. Vejamos alguns passos para a montagem e a
consequente resolução desses problemas:
Passo 1: Leia com atenção o problema, verificando as
informações que são dadas e as que precisam ser encontradas.
Passo 2: Represente o valor desconhecido por uma letra.
Passo 3: Escreva uma equação que contenha essa letra e
atenda às informações da situação.
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Passo 4: Resolva a equação, encontrando o valor da
incógnita. Se necessário, verifique se o valor encontrado satisfaz
a igualdade.
Passo 5: Finalize interpretando a resposta obtida e
escrevendo a resposta.
Vejamos alguns exemplos de como uma situação pode
ser modelada matematicamente por uma equação.
Exemplo: a soma de três números consecutivos é igual a
78. Quais são esses números?
Solução: para r resolver o problema, precisamos
representar algebricamente a situação. Deseja-se somar
três números consecutivos, ou seja, três números seguidos
um do outro de tal maneira que a soma resulte em 78.
Considerando como x um valor desconhecido e o seu
antecessor e o seu sucessor, podemos representar da
seguinte maneira:
• Antecessor (número que vem antes dele): x – 1;
• Número: x;
• Sucessor (número que vem depois): x + 1.
Portanto, a situação pode ser representada da seguinte
forma:
(x – 1) + x + (x + 1) = 78
Realizando as somas algébricas e reduzindo os termos
semelhantes, temos:
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x – 1 + x + x + 1 = 78
3x = 78
x = 78
3
x = 26
Substituindo o valor de x temos que:
• Antecessor (número que vem antes dele): x – 1 = 26 – 1 =
25;
• Número: x =2 6;
• Sucessor (número que vem depois): x + 1 = 26 + 1 = 27.
Então, os números consecutivos que, ao serem somados
resultam em 78, são: 25, 26 e 27.
Exemplo: (Cesgranrio, 2014) José viaja 350 quilômetros
para ir de carro de sua casa à cidade onde moram seus
pais. Numa dessas viagens, após alguns quilômetros, ele
parou para um cafezinho. A seguir, percorreu o triplo da
quantidade de quilômetros que havia percorrido antes de
parar. Quantos quilômetros ele percorreu após o café?
A) 87,5.
B) 125,6.
C) 262,5.
D) 267,5.
E) 272,0.
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Solução: esse é um tipo de problema em que devemos
pensar “de trás para frente” para determinarmos o
valor atribuído a sua incógnita. No trecho do enunciado:
“Percorreu o triplo da quantidade de quilômetros que havia
percorrido antes de parar”, José percorreu uma distância
desconhecida d. Portanto,
• Quantidade percorrida antes de parar: d.
• Triplo da quantidade percorrida: 3d.
De acordo com o problema, José percorre uma distânciaantes do cafezinho e depois, percorre mais o triplo da
distância percorrida. Então, ele percorreu: d + 3d. Como o
total percorrido até a casa dos pais é de 350 km, a equação
que descreve o problema é:
d + 3d = 350
Resolvendo a equação temos:
4d = 350 → d = 3504 → d = 87,5 km
Após o café, José percorreu o triplo de d, ou seja, 3∙87,5 =
262,5 km.
Note que essa solução satisfaz as condições do problema,
pois, somando o que José percorreu antes do café (87,5 km)
com o percorrido após essa refeição (262,5 km), obtemos
os 350 km que é a distância de sua casa até a cidade em
que os pais moram.
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Exemplo: Ana usa um terço do seu salário com alimentação,
a quarta parte com transporte e a sexta parte com despesas
tais como água, energia elétrica e telefone. Sabendo que
neste mês sobrou R$ 1.200,00, qual é o valor do salário de
Ana?
Solução:
• Salário de Ana: x.
• Um terço do salário: x3 ; Quarta parte do salário:
x
4 ;
Sexta parte do salário: x
6
A equação que descreve o problema é:
x
3 +
x
4 +
x
6 +1200=x
O mínimo múltiplo comum (mmc) entre 3, 4 e 6 é 12, então,
podemos reescrever a equação equivalente à equação
dada, obtendo:
4x
12 +
3x
12 +
2x
12 +
14400
12 =
12x
12
Como os denominadores são iguais, podemos multiplicar
ambos os membros da equação por 12 para eliminarmos
a fração, assim:
4x + 3x + 2x + 14400 = 12x → 9x + 14400 = 12x →
14400 = 12x – 9x → 14400 = 3x
Pela propriedade reflexiva:
3x = 14400 → x = 14400
3
→ x = 4800
Portanto, o salário de Ana é igual a R$ 4.800,00.
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RESUMINDO
Neste capítulo, vimos que uma equação do 1.º grau
é toda sentença matemática que apresenta uma
igualdade e na qual existe uma ou mais incógnitas
(letras que indicam números desconhecidos).
Diversas situações podem ser resolvidas se
representarmos as informações por meio de uma
equação.
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Funções do 1.º grau
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você terá compreendido
um pouco mais a respeito das funções do 1.º grau
e será capaz de modelar situações-problema
de temáticas variadas por meio de uma função.
Vamos lá!
A ideia de função
Observe a seguinte situação: O perímetro de uma figura
geométrica plana é calculado somando a medida de todos os
lados da figura. Então, qual é o perímetro de um quadrado que
tem o lado medindo ℓ?
Figura 5 – Quadrado com lado medindo ℓ
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Podemos relacionar a medida do comprimento do lado de
um quadrado com o seu perímetro? A resposta é sim! Suponha
que o lado do quadrado é igual a 1 cm. Então, o perímetro desse
quadrado é igual a 1 + 1 + 1 + 1 = 4cm. Agora, sem considerar
uma unidade de medida de comprimento específica, veja como
fica o valor do perímetro para quadrados com outras dimensões:
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Tabela 1 – Relação entre a medida do lado de um quadrado e seu perímetro
MEDIDA DO LADO PERÍMETRO
1 1 + 1 + 1 + 1 = 4
2 2 + 2 + 2 + 2 = 8
5 5 + 5 + 5 + 5 = 20
10 10 + 10 + 10 + 10 = 40
⋮ ⋮
ℓ ℓ + ℓ + ℓ + ℓ = 4 ℓ
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Note que o perímetro de um quadrado é “4 vezes a
medida do comprimento do lado”. Assim, se o lado medir ℓ, então
o perímetro será igual 4ℓ. Ou seja, o perímetro de um quadrado
depende da medida do lado, portanto, dizemos que o perímetro
é dado em função do lado. A fórmula matemática ou regra
ou lei de formação da função que fornece o perímetro P de um
quadrado é dada por: P = 4ℓ.
Com esta fórmula, podemos escolher qualquer valor
real positivo (pois estamos falando da medida do lado de um
quadrado) que vamos obter somente um resultado possível para
o valor do perímetro do quadrado.
Corrida de táxi, conta telefônica e conta de luz, são
situações em que o valor a ser pago depende de um valor pré-
fixado adicionado a outro valor que varia em função do consumo
do serviço.
Já o tempo de viagem entre duas cidades vai depender da
velocidade média desenvolvida pelo veículo ao longo do trajeto.
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Ou ainda, quando uma indústria lança um produto
o preço final, leva em consideração os custos da produção e
distribuição. E esses valores vão depender de outras despesas,
tais como, custo de matéria-prima, aluguel do prédio, salário dos
funcionários, energia, entre outros.
Perceba que nas situações apresentadas há uma relação
de dependência entre as grandezas. Logo, essas situações
podem ser representadas (modeladas) em uma linguagem
matemática que chamaremos de função.
SAIBA MAIS
Com a necessidade de explicar os fenômenos da
natureza que eram observados é que surgiram as
primeiras ideias das relações de dependência entre
grandezas que hoje chamamos de funções. O conceito
de função foi evoluindo, desde os registros dos povos
babilônios, por volta de 2.000 a. C., até contribuições de
Galileu-Galilei, Isaac Newton, Gottfried Wilhelm Leibniz,
entre outros matemáticos. Saiba mais a respeito dos
aspectos históricos associados à evolução do conceito de
função com o artigo “Aspectos históricos sobre função
matemática” do blog InfoEscola, clicando no QR-Code.
Depois, aprofunde seus estudos, com o artigo “O conceito
de função: uma análise histórico epistemológica”
que faz parte do acervo de publicações advindas do
Encontro Nacional de Educação Matemática (ENEM),
clique no QR-Code.
https://www.infoescola.com/matematica/aspectos-historicos-sobre-funcao-matematica/
http://www.sbem.com.br/enem2016/anais/pdf/6006_2426_ID.pdf
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Função afim ou função de 1.º grau
DEFINIÇÃO
Denomina-se função polinomial do 1.º grau ou
função afim, qualquer função ƒ definida de ℝ
(conjunto dos números reais) em ℝ, cuja lei de
formação pode ser escrita como um polinômio do
1.º grau, isto é, na forma ƒ(x) = ax + b, em que a
e b são números reais dados e a≠0 (a é um valor
diferente de zero).
As funções são, portanto, regras que relacionam cada
elemento de um conjunto (domínio) a um único elemento de
outro conjunto (imagem que está dentro do contradomínio).
Assim, cada elemento x do domínio da função tem um único
elemento correspondente a ele que foi “transformado” pela
função ƒ, um elemento ƒ(x) ou y, que está no conjunto imagem
da função. Logo, também podemos representar a lei ou regra de
formação da função por y = ax + b.
Em uma função, o valor que pode ser “escolhido” (x) é a
variável independente, e o valor obtido a partir dessa escolha
(y) é a variável dependente. Quando o maior expoente da
variável independente é 1, ou seja, x1 = x , a função é do 1.º grau.
Exemplo:
• y = x – 10 → Função do 1.º grau.
• ƒ(x) = x2 + 5 → Função do 1.º grau.
• g(x) = 12x → Função do 1.º grau.
Para você compreender melhor como a função polinomial
do 1.º grau ou função afim pode ser aplicada em situações
diversas, vamos observar alguns exemplos:
60 MODELAGEM MATEMÁTICA
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Exemplo: o custo C, em reais, para se produzir uma
quantidade x de um determinado produto é dado pela
função C(x) = 15x + 85. Qual será o custo para produzir 30
unidades desse produto?
Solução: como deseja-se produzir 30 unidades do produto,
essa é a nossa variável independente, logo, devemos
calcular o valor de C(x) quando x = 30:
C(30) = 15∙30 + 85 → C(30) = 450 + 85 → C(30) = 535 reais.
Portanto, o custo para produzir 30 unidades desse produto
é de R$ 535,00.
Exemplo: o salário de uma vendedora é composto por
duas partes: uma fixa de R$ 1.200,00 e uma variável
correspondente a 15% de comissão calculada sobre o
total de vendas que ela faz durante o mês. Qual é a lei
de formação que representa o salário mensal dessa
vendedora?
Solução: vamos chamar de ƒ(x) o valor do salário que a
vendedora recebe mensalmente em função da variável x
relativa ao total de vendas feitas por ela. No problema, o
salário é composto por uma parte fixa de R$ 1.200,00 e
outra variável, correspondentea 15% do total de vendas.
Logo, a parte variável do salário dela pode ser representada
por:
15% de x= 15100 ∙ x = 0,15 ∙ x = 0,15x
61MODELAGEM MATEMÁTICA
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Assim, a lei de formação da função que representa o
salário que a vendedora recebe mensalmente em função
das vendas que fez é igual a:
ƒ(a) = 1200 + 0,15x
Vamos a mais um exemplo!
Exemplo: para alugar um carro popular em uma
determinada locadora de veículos, paga-se uma taxa fixa
de R$ 60,00 mais R$ 0,75 por quilômetro rodado. Se um
cliente alugar um carro nessas condições e percorrer 1.200
km qual será o valor pago por ele?
Solução: uma das possibilidades de resolução é escrever
a lei de formação da função que representa o valor a
ser pago em função dos quilômetros rodados. Assim, se
chamarmos de f(x), o valor a ser pago e x os quilômetros
rodados, a fórmula será:
ƒ(x) = 60 + 0,75x
Do enunciado da problematização, sabemos que o cliente
percorreu 1.200 km, então:
ƒ(1200) = 60 + 0,75 ∙ 1200
ƒ(1200) = 60 + 900
ƒ(1200) = 960 reais.
Portanto, o cliente que alugar um carro nas condições
apresentadas no problema pagará R$ 960,00.
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Exemplo: para produzir x unidades de um determinado
produto, o custo ƒ(x), em reais, é igual a um valor fixo
de R$ 15,00 mais R$ 0,50 por unidade fabricada. Nestas
condições:
a) Qual é a lei de formação que descreve essa função?
b) Para produzir apenas um produto, qual será o custo?
c) E para produzir 15 unidades?
d) Quantas unidades foram fabricadas se o custo foi de
R$ 175,00?
Solução: do enunciado da problematização, temos que o
custo ƒ é dado em função da quantidade x de unidades
fabricadas. Além disso, o custo do produto é formado por
um valor fixo de R$ 15,00 mais R$ 0,50 por unidade. Então,
temos que:
a) A regra ou lei de formação que descreve a função é
ƒ(x) = 15 + 0,5x.
b) Para produzir somente uma unidade, ou seja, x = 1 o
custo será:
ƒ(x) = 15 + 0,5x → ƒ(1) = 15 + 0,5∙1→ƒ(1) = 15 + 0,5 →
ƒ(1) = R$ 15,50.
O custo para produzir uma unidade do produto será de
R$ 15,50.
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c) Já o custo para 15 unidades produzidas, será:
ƒ(x) = 15 + 0,5x → ƒ(15) = 15 + 0,5 ∙ 15 → ƒ(15) = 15 + 7,5 →
ƒ(15) = R$ 22,50.
O custo para produzir 15 unidades do produto será de
R$ 22,50.
d) Se o custo ƒ(x) foi de R$ 175,00, desejamos saber quantas
unidades do produto foram fabricadas. Para tal, faremos
a substituição na lei de formação da função, obtendo o
seguinte:
ƒ(x) = 15 + 0,5x
175 = 15 + 0,5 ∙ x
175 - 15 = 0,5 ∙ x
0,5 ∙ x = 160
x = 1600,5
x = 320 unidades
Logo, foram produzidas 320 unidades do produto.
Raiz ou zero da função
Calcular o valor da raiz ou zero de uma função é competência
essencial para os estudos envolvendo funções. Vimos no capítulo
anterior que a raiz de uma equação do 1.º grau, nada mais é do
que o valor da incógnita que faz a igualdade ser verdadeira. Mas,
qual é o significado de calcular a raiz de uma função?
64 MODELAGEM MATEMÁTICA
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Seja ƒ: ℝ → ℝ uma função de 1.º grau. Quando calculamos
ƒ(x) = 0, ou seja, ax + b = 0, desejamos encontrar o valor de x para
qual função se anula. Nesse caso, dizemos que encontramos o
“zero da função” ou a “raiz da função”. Veja o seguinte exemplo:
Exemplo: seja g(x) uma função polinomial do 1.º grau
definida no conjunto dos reais cuja lei de formação é g(x) =
2x – 8
3
. Determine o zero ou raiz desta função.
Solução: calcular o zero ou raiz da função é determinar
para qual valor de x a função se anula, ou seja, g(x)=0.
Substituindo na lei de formação da função e realizando as
operações indicadas, temos:
0 = 2x – 8
3
→ 0 ∙ 3 = 2x – 8 → 0 = 2x – 8 → 8 = 2x → 2x = 8 →
x = 8
2
→ x = 4
Portanto, o zero da função é 4, pois, quando x = 4 a função
g(x) se anula.
Se você desejar conferir se realmente encontrou o zero da
função, basta fazer a verificação da resposta. Se x = 4,então:
g(4) = 2 ∙ 4 – 83
g(4) = 8 – 8
3
g(4) = 03
g(4) = 0
Logo, constatamos que o número 4 é a raiz (zero) da função.
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Confira mais um exemplo do cálculo da raiz de uma
função afim.
Exemplo: seja y : ℝ → ℝ uma função afim, definida por y =
1,5x + 3. Calcule a raiz dessa função.
Solução: calcular a raiz ou o zero da função é determinar
para qual valor de x a função se anula, ou seja, y = 0.
Substituindo na lei de formação da função e realizando as
operações indicadas, temos:
0 = 1,5x + 3 → 0 – 3 = 1,5x → –3 = 1,5x → 1,5x = –3 →
x= – 31,5 → x = 2
Portanto, o zero da função é 2, pois, quando x = 2 a função
y se anula.
Analogamente ao que fizemos no exemplo anterior, vamos
verificar se realmente o número 2 é a raiz (zero) da função.
Se x = 2, então:
y = 1,5 → 2 – 3 → y = 3 – 3 → y = 0
Logo, constatamos que o número é a raiz (zero) da função.
Exemplo: dada a função afim ƒ: ℝ → ℝ, cuja lei de formação
é f(x) = –2x + 3. Verifique a raiz desta função é igual a 10.
Solução: para verificar se um número é raiz da equação,
existem duas possibilidades, a saber: (1) Calculamos ƒ(x) = 0
e determinamos a raiz, confirmando ou não, que o valor
indicado é raiz; (2) Substituímos o valor indicado, no caso
x = 10, e calculamos ƒ(10). Se a resposta for igual a zero.
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então é raiz. Optamos pela segunda opção. Portanto, se x = 10
então:
ƒ(x) = –2x + 3
ƒ(10) = –2 ∙ 10 + 3
f(10) = –20 + 3
f(10) = –17
Como f(x) = –17 quando x = 10, então 10 não é raiz da
função f(x) = –2x + 3.
Caso o exercício solicitasse, poderíamos calcular o valor da
raiz. Observe:
f(x) = –2x + 3
–2x + 3 = 0
–2x = –3
x = –3–2 → x =
3
2
Exemplo: sejam as funções f, g e h reais cujas leis de
formação são dadas por:
a) f(x) = 10
b) g(x) = 3x
c) h(x) = x
67MODELAGEM MATEMÁTICA
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Calcule a raiz das funções, quando houver.
Solução: calcular a raiz da função é determinar para qual
valor de x ela se anula, ou seja, y=0. Substituindo na lei de
formação da função e realizando as operações indicadas,
temos:
a) Quando ƒ(x)= 0 → 10 = 0 (Falso). Note que esta função
não possui variável independente. Logo, ela não possui
raiz.
b) Quando g(x) = 0 → 3x = 0 → x = 03 = 0 . Zero é raiz desta
função.
c) Quando h(x) = 0 → x = 0. Zero é raiz desta função.
Neste último exemplo, você notou algo de diferente nas
funções ƒ, g e h? Conforme a definição que vimos, uma
função afim pode ser escrita na forma ƒ(x) = ax + b com
a≠0. Perceba que nestes três casos, a lei de formação da
função não corresponde à forma geral. Esses três exemplos
são o que chamamos de casos particulares da função
polinomial do 1.º grau. Esse será o nosso objeto de estudo
no próximo item.
Casos particulares
Definimos que uma função ƒ é chamada de função
polinomial do 1.º grau ou função afim, definida de ℝ em ℝ, ou
seja, ƒ: ℝ → ℝ quando pode ser escrita na forma
ƒ(x) = ax + b
Sendo a e b números reais e a≠0.
68 MODELAGEM MATEMÁTICA
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No entanto, existem alguns casos particulares de função
afim que devemos levar em consideração. Vejamos quais são
eles:
• Função Constante: É a função ƒ: ℝ → ℝ cuja lei é
definida por ƒ(x) = b. Note que neste tipo de função não
há variável independente, pois a=0.
• Função Linear: É a função ƒ: ℝ → ℝ cuja lei é definida
por ƒ(x) = ax. Neste tipo de função não há a constante,
pois b=0.
• Função Identidade: É a função ƒ: ℝ → ℝ cuja lei é
definida por ƒ(x) = x. Neste caso, a = 1 e b = 0. Logo, para
quaisquer valores definidos para x o valor da função
será exatamente o mesmo.
Exemplo: considere as funções ƒ(x), g(x) e h(x) as funções
reais definidas por:
• ƒ(x) = 10
• g(x) = 3x
• h(x) = x
Calcule o valor das funções quando x for:
a) –1
b) 0
c) 1
d) 2
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Solução: a situação proposta pede para que façamos o
cálculo da variável dependente de cada uma das funções
dadas, quando o valor da variável independente x for igual
à –1, 0,1 e 2. Para facilitar a visualização, organizaremos as
informações em um quadro. Veja:
Quadro 1 – Cálculo das variáveis dependentes nas funções f(x),g(x) e h(x)
x f(x) = 10 g(x) = 3x h(x) = x
–1 ƒ(–1) = 10 g(–1) = 3 ∙(–1) = -3 h(–1) = –1
0 ƒ(0) = 10 g(0) = 3∙0 = 0 h(0) = 0
1 ƒ(1) = 10 g(1) = 3∙1 = 3 h(1) = 1
2 ƒ(2) = 10 g(2) = 3∙2 = 6 h(2) = 2
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
O que você pôde perceber em cada uma das funções?
Note que a função ƒ é constante, a função g é linear e a função
h é identidade. Como foi o comportamento das variáveis
dependentes em relação a cada um dos casos?
No nosso exemplo, a função constante foi representada
por ƒ(x) = 10. Observe que o valor encontrado para ƒ(x) foi
sempre o mesmo, independentemente do valor atribuído a x.
Isso aconteceu, pois não há a variável independente.
Já no exemplo de função linear, representado por
g(x) = 3x, os valores obtidos para as variáveis dependentes foram
mudando conforme mudávamos o valor de x. Neste exemplo, a
variável dependente é o triplo da variável independente. Além
disso, note que o zero da função é exatamente quando x = 0.
E no exemplo de função identidade, representado por
h(x) = x, os valores das variáveis dependentes são exatamente
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iguais aos valores das variáveis independentes. Ou seja, para x = –1
temos h(–1) = –1, para x = 1 temos h(1) = 1 e assim por diante.
Note ainda, que o zero da função é exatamente quando x = 0.
Mais adiante, estudaremos o comportamento de uma
função polinomial do 1.º grau ou função afim e de seus casos
particulares, de forma gráfica.
RESUMINDO
Neste capítulo vimos que as funções são relações
de dependência entre grandezas. As funções
polinomiais de 1.º grau, também denominadas
de funções afim, são polinômios de grau 1. Vimos
ainda, que o valor que anula a lei de formação
de uma função é chamado de “raiz” ou “zero
da função”. Estudamos como elaborar a lei de
formação de uma função afim e casos particulares.
Lembre-se que determinar a raiz de uma função é
uma tarefa que envolve fundamentos da álgebra,
os quais estão diretamente relacionados com a
equação de 1.º grau.
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Elaboração e interpretação de
gráficos lineares
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de
visualizar o esboço do gráfico de uma função
polinomial do 1.º grau, bem como compreender
como funciona a construção desse tipo de gráfico
e as estruturas que o compõem. Motivado(a) para
desenvolver essas competências? Vamos lá!
A interpretação de gráficos é uma competência essencial
nos dias atuais, tanto na matemática quanto para a compreensão
de diferentes informações pertinentes à nossa vida e que nos
são apresentadas constantemente. Por ser uma forma mais
dinâmica de apresentar dados, os gráficos estão cada vez mais
presentes e recorrentes em nosso cotidiano.
Após a coleta de dados de uma pesquisa, por exemplo,
as informações podem ser organizadas em um quadro ou tabela
e, posteriormente, podem ser apresentadas em um gráfico.
Existem diferentes tipos de gráficos: barras, colunas, setores
(pizza), linhas, pictogramas entre outros.
Provavelmente, você já se deparou com alguns deles
em jornais, revistas, reportagens, na televisão ou em sites. No
entanto, é importante ressaltar que a escolha para cada categoria
desses gráficos se baseia no objetivo da apresentação de tais
dados.
Assim também acontece com as funções. As informações
podem ser organizadas em quadros ou tabelas, determinando
pontos que, posteriormente, serão plotados em um plano
cartesiano mostrando graficamente o comportamento da função.
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Para começarmos nossos estudos sobre essa temática,
é necessário entender algumas premissas relacionadas à
geometria euclidiana plana que nos serão úteis, tais como: plano
cartesiano, abscissas, ordenas, pares ordenados, quadrantes e
coordenadas cartesianas.
Plano cartesiano
O plano cartesiano é uma região do plano formada por
duas retas numeradas, perpendiculares entre si (que formam
90º entre elas e têm um ponto em comum). Essas retas recebem
o nome de “eixos”. Na horizontal, temos o eixo x ou eixo das
abscissas e na vertical temos o eixo y ou eixo das ordenadas.
O ponto onde os eixos se interceptam é denominado de origem.
O “endereço” de cada ponto plotado no plano cartesiano
é composto por duas informações: uma relacionada ao x e outra
ao y. Por isso, as coordenadas (x, y) do ponto recebem o nome
de par ordenado. A origem, por exemplo, é o ponto que tem
coordenadas (0, 0).
Os eixos cartesianos dividem o plano em quatro regiões
que são denominadas quadrantes. A ordem de nomenclatura
dos quadrantes segue o sentido anti-horário, a partir do
quadrante em que os valores são positivos tanto para abscissas
quanto para ordenadas. Observe a figura a seguir que representa
o sistema de eixos ortogonais:
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Figura 6 – Representação do sistema de eixos ortogonais
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Agora, observe a representação gráfica do ponto de
coordenadas (1,2):
Figura 7 – Representação gráfica do ponto de coordenadas (1,2) no plano cartesiano
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
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Veja alguns exemplos de localização de pontos no plano
cartesiano:
Exemplo: localize no plano cartesiano os seguintes pontos:
• A = (2, 1)
• B = (3, 0)
• C = (–1, 3)
• D = (3, –1)
• E = (–2, –1)
• F = (0, 2)
Solução: para localizar os pontos no plano cartesiano,
lembre-se que a primeira informação que aparece no par
ordenado é relacionada ao eixo x ou eixo das abscissas
(eixo horizontal), enquanto que a segunda informação
é referente ao eixo y ou eixo das ordenas (eixo vertical).
Localizamos o número no eixo x e por ele traçamos uma
reta perpendicular ao eixo (reta que forma 90° com o
eixo). Em seguida, localizamos o número no eixo y e por
ele traçamos uma reta perpendicular ao eixo. Veja a
representação da localização do ponto A na figura a seguir:
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Figura 8 – Localização do ponto de coordenadas (2,1) no plano cartesiano
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Na figura, a reta r é perpendicular ao eixo x e a reta s
é perpendicular ao eixo y. O lugar geométrico formado pela
interseção dessas duas retas é o ponto que tem coordenadas
(2,1) que, no nosso exemplo, foi denominado de ponto A.
A figura a seguir apresenta a localização de todos os
pontos indicados em nosso exemplo. Confira:
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Figura 9 – Localização dos pontos n A,B,C,D,E,F o plano cartesiano
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Analisando a solução do exemplo, podemos constatar
que se uma das coordenadas é igual a zero, o ponto fica em
cima de um dos eixos, como aconteceu com o ponto B que tem a
ordenada igual a zero, e por este motivo, ficou em cima do eixo x.
Enquanto o ponto F ficou em cima do eixo y, pois tem abscissa
igual a zero.
O ponto A está no 1.º quadrante, pois tem ambas as
coordenadas com valores positivos. No 2.º quadrante está o
ponto C, pois tem valor negativo na abscissa e valor positivo na
ordenada. Já o ponto E está no 3.º quadrante, pois ambos os
valores das coordenadas são negativos e o ponto D está no 4.º
quadrante, pois tem valor positivo na abscissa e valor negativo
na ordenada.
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Posto isso, podemos prosseguir para a representação
gráfica de um gráfico.
Representação gráfica de uma
função do 1.º grau
Para representar uma função do 1.º grau graficamente,
precisaremos identificar pares ordenados que satisfaçam a lei de
formação da função, ou seja, vamos atribuir convenientemente
valores para a variável independente x e calcular o valor
numérico da variável dependente y = ƒ(x) correspondente. Em
seguida, localizaremos, no plano cartesiano, o ponto formado
pelo par ordenado(x, y). Finalizaremos, “ligando” os pontos a
fim de esboçar a curva que representa a função dada. Para você
compreender melhor, observe o seguinte exemplo:
Exemplo: esboce o gráfico da função ƒ: ℝ → ℝ, descrita pela
lei de formação ƒ(x) = x + 2.
Solução: Para esboçar o gráfico da função, precisamos
definir alguns pontos que a compõem, para podermos
ter uma ideia do “formato” da curva relacionada à função.
Observe a tabela a seguir:
Tabela 1 – Pontos que pertencem à função ƒ(x) = x + 2
x ƒ(x)=x+2 (x,y)
–2 ƒ(–2) = –2 + 2 = 0 (–2, 0)
–1 ƒ(–1) = –1 + 2 = 1 (–1, 1)
0 ƒ(0) = 0 + 2 = 2 (0, 2)
1 ƒ(1) = 1 + 2 = 3 (1, 3)
2 ƒ(2) = 2 + 2 = 4 (2, 4)
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
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Agora, vamos localizar os pares ordenados no plano
cartesiano:
Figura 10 – Localização dos pontos que pertencem à função ƒ(x) = x + 2
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Como a função está definida no conjunto dos números
reais, podemos considerar a variável x assumindo todos os
valores reais possíveis. Desse modo, é possível unir os pontos
por uma linha contínua e, assim, teremos o esboço do gráfico da
função. Observe a figura a seguir:
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Figura 11 – Gráfico da função ƒ(x) = x + 2
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Note que o gráfico da função que representamos é
uma reta não perpendicular ao eixo x Será que isso acontecerá
em outras funções polinomiais do 1.º grau? Vejamos mais um
exemplo para confirmar ou refutar nossa hipótese.
Exemplo: esboce o gráfico da função g: ℝ → ℝ, descrita pela
lei de formação g(x) = –x.
Solução: de forma análoga ao exemplo anterior, vamos
definir alguns pontos que compõem a função. Observe a
tabela:
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Tabela 2 – Pontos que pertencem à função g(x)=-x
x g(x) = –x (x,y)
–2 ƒ(–2) = –(–2) = +2 (–2, 2)
0 ƒ(0) = – 0 = 0 (0, 0)
2 ƒ(2) = –(+2) = –2 (2, –2)
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Localizando os pontos no plano e traçando o esboço do
gráfico da função, temos:
Figura 12 – Localização dos pontos que pertencem à função g(x) = –x
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
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Note que, neste caso, a função também é uma reta não
perpendicular ao eixo x. Isso nos leva a concluir que, de fato, o
gráfico de uma função polinomial do 1.º grau ou função afim é
sempre uma reta não perpendicular ao eixo x.
Portanto, para esboçar o gráfico deste tipo de função,
basta definir dois pontos, pois por dois pontos só passa uma
reta.
Interpretação gráfica do zero de
uma função
No capítulo anterior, estudamos que o zero ou raiz de uma
função é valor da variável independente x que anula a função, ou
seja, é o valor de x tal que ƒ(x) = 0. Mas, geometricamente, o que
o zero da função representa?
Retomando os dois exemplos anteriores, temos as
funções ƒ(x) = x + 2 e g(x) = –x funções polinomiais do 1.º grau
definidas no conjunto dos números reais. Para calcular o zero ou
raiz dessas funções, devemos considerar ƒ(x) = 0. Assim,
ƒ(x) = 0 → x + 2 = 0 → x = 0 – 2 → x = –2
Portanto, quando x = –2, ƒ(x) = 0. Como ƒ(x) = y, o par
ordenado (-2,0) é o ponto que representa o zero (raiz) da função
ƒ.
De maneira análoga, se g(x) = 0, então:
g(x) = 0 → –x = 0 → (-1) ∙ (–x) = (–1) ∙ 0 → x = 0
Portanto, quando x = 0, g(x) = 0. Logo, o par ordenado (0, 0)
é o ponto que representa o zero (raiz) da função g.
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Nas figuras observa-se que as retas que representam as
funções interceptam o eixo x exatamente quando ƒ(x) = 0 e g(x) = 0.
Em outras palavras, quando a ordenada (informação do eixo y)
é igual a zero, a função “corta” o eixo das abscissas (eixo x). Na
figura a seguir, as duas funções estão plotadas no mesmo plano
cartesiano, veja:
Figura 13 – Gráfico das funções ƒ(x) = x + 2 e g(x) = –x
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Note que no ponto (-2,0) a função ƒ(x) = x + 2 intercepta
o eixo das abscissas e a função g(x) = –x intercepta o eixo x no
ponto que no ponto (0,0).
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Assim, geometricamente, o zero da função afim (função
polinomial do 1.º grau) corresponde à abscissa do ponto em
que a função corta o eixo .
Representação gráfica dos casos
particulares
Estudamos no capítulo anterior, as características de
casos particulares de função afim: função constante, função
linear e função identidade.
Observe a seguir, exemplos da representação gráfica
dessas funções:
Exemplo: sejam ƒ, g e h funções reais definidas por:
• ƒ(x) = 3
• g(x) = 2x
• h(x) = x
Esboce o gráfico dessas funções no plano cartesiano.
Solução: vimos anteriormente, que funções polinomiais
do 1.º grau são retas, portanto, para esboçar o gráfico é
suficiente definir dois pontos que estejam na reta. Assim,
escolheremos convenientemente valores para a variável
independente x que será a abscissa do ponto. Em seguida,
realizamos as substituições nas funções e calculamos o
valor da variável dependente (y), obtendo a ordenada do
ponto. Veja o quadro a seguir para x = 0 e x = 2:
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Quadro 2 – Cálculo das variáveis dependentes nas funções e ƒ(x), g(x) e h(x)
x f(x) = 3 PAR ORDENADO g(x)=2x
PAR
ORDENADO h(x) = x
PAR
ORDENADO
0 f(0) = 3 (0, 3) g(0) = 2∙0 = 0 (0,0) h(0) = 0 (0, 0)
2 f(2) = 3 (2, 3) g(2) = 2∙2 = 4 (2,4) h(2) = 2 (2, 2)
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
Portanto, os pontos (0,3) e (2,3) passam pela reta que
representa a função ƒ(x) = 3. Os pontos (0,0) e (2,4) passam
pela reta que representa a função g(x) = 2x e os pontos (0,0) e
(2,2) estão na reta que representa a função h(x) = x. Lembre-se
também que no nosso exemplo a função f é constante, pois a=0,
ou seja, não há a variável independente. A função g é linear, pois
b=0, isto é, não há constante. Já a função h é identidade, pois a=1
e b=0. Agora, observe como essas funções ficam representadas
no plano cartesiano:
Figura 14 – Gráfico das funções ƒ (x) = 3, g(x) = 2x e h(x) = x
Fonte: Elaborado pelos autores (2022).
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Note que a função constante é uma reta paralela ao
eixo x que passa pelo ponto de coordenadas (0,3). Logo, para
uma função constante ƒ:ℝ → ℝ cuja lei é definida por ƒ(x) = b, o
gráfico será uma reta paralela ao eixo x, passando pelo ponto
(0,b).
Veja que a função linear é uma reta que passa pela
origem do sistema e representa a proporcionalidade direta.
No nosso exemplo (função g), para cada x real escolhido, o valor
y correspondente é igual ao “dobro de x”.
A função identidade, por sua vez, é uma reta em que,
cada x real, corresponde a um y tal que y = x. Em outras palavras,
a função é uma reta que passa pelos pontos que possuem o
mesmo valor para abscissa e ordenada, ou seja, (–2, –2);
(–1, –1); (0, 0); (1, 1); (2, 2), e assim por diante. Assim, a função
identidade é reta bissetriz dos quadrantes ímpares.
RESUMINDO
A representação gráfica de uma função do 1.º grau
é uma reta, e são necessários, no mínimo, dois
pontos para a sua construção. Para tal, definimos
valores para x, os quais, após serem substituídos
na lei de formação da função, possibilitam a
determinação de y e o consequente encontro do
par ordenado (x,y) que será localizado no plano
cartesiano e possibilitará traçar o esboço do gráfico
que representa a função.
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DANTE, L.R. Teláris matemática – 9.º ano: Ensino Fundamental. 3.
ed. São Paulo: Ática, 2018.
GIOVANNI, J.R.; BONJORNO, J.R; GIOVANNI JÚNIOR, J.R. Matemática
fundamental: uma nova abordagem – Ensino Médio. São Paulo:
FTD, 2002.
LIMA, E.L.; CARVALHO, P.C.P.; WAGNER, E.; MORGADO, A.C. A
Matemática do Ensino Médio. 9. ed. Rio de Janeiro: SBM, 2006.
LIMA, E.L.; CARVALHO, P.C.P.; WAGNER, E.; MORGADO, A.C. Temas
e Problemas Elementares. 2. ed. Rio de Janeiro: SBM, 2006.
SANTOS, et al. Matemática – Ensino Médio. 5. ed. São Paulo: Ática,
2000.SMOLE, K.C.S.; DINIZ, M.I. Matemática: ensino médio. 6. ed. São
Paulo: Saraiva, 2010.
RE
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RÊ
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A
S
1.3.1_Comutatividade
_bookmark18
1.3.4_Existência_de_elemento_inverso
_bookmark21
1.4_Polinômios
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1.4.4_Grau_de_polinômio_com_uma_variável
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1.2.4__Caso_4_-_Trinomio_do_tipo_X2_+_SX
1.2.6__Caso_6_-_Soma_de_dois_cubos
1.2.7_Caso_7_-_Diferença_de_dois_cubos
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2.2.1_Aplicando_a_regra_básica
_bookmark33
_Hlk117629496
3.2_Resolvendo_uma_função_do_primeiro_gr
_bookmark37
4.3_Elaborando_o_gráfico
_bookmark42
Expressões algébricas (Operações e operadores)
Expressões algébricas
Monômio
Grau de um monômio
Monômios semelhantes
Polinômios
Tipos de polinômio
Grau de polinômio com uma variável
Grau de polinômio com mais de uma variável
Operações envolvendo monômios
Adição de monômios
Subtração de monômios
Multiplicação de monômios
Divisão de monômios
Potenciação de monômios
Propriedades das operações envolvendo monômios
Comutatividade
Associatividade
Elemento neutro
Elemento inverso
Operações polinomiais
Fatoração
Caso 1 – Fator comum
Caso 2 – Agrupamento
Caso 3 – Trinômio quadrado perfeito
Caso 4 – Trinômio do tipo x2 + Sx + P
Caso 5 – Diferença de dois quadrados
Caso 6 – Soma de dois cubos
Caso 7 – Diferença de dois cubos
Equação do 1.º grau
Igualdade e Incógnita
Propriedades de uma igualdade
Solução de uma equação do 1.º grau com uma incógnita
Situações-problema que recaem em equação
Funções do 1.º grau
A ideia de função
Função afim ou função de 1.º grau
Raiz ou zero da função
Casos particulares
Elaboração e interpretação de gráficos lineares
Plano cartesiano
Representação gráfica de uma função do 1.º grau
Interpretação gráfica do zero de uma função
Representação gráfica dos casos particulares