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HISTÓRIA 
@vestibularesumido
Capítulos de História do Brasil 
1. EXPANSÃO MARÍTIMA…………………………………………………………..……………PÁG. 4 
2. AMÉRICA ESPANHOLA……………………………………………………………………….PÁG. 5 
3. AMÉRICA INGLESA…………………………………………………………………………….PÁG. 6 
4. POVOS AFRICANOS……………………………………………………………………..……PÁG. 7 
5. IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA COLONIAL NO BRASIL…………………………..PÁG. 8 
6. BRASIL COLÔNIA: ECONOMIA AÇUCAREIRA…………………………………..…PÁG. 9 
7. BRASIL COLÔNIA: ATIVIDADES ECONÔMICAS COMPLEMENTARES….…PÁG. 10 
8. BRASIL COLÔNIA: INVASÕES ESTRANGEIRAS I……………………………...…..PÁG. 11 
9. BRASIL COLÔNIA: INVASÕES ESTRANGEIRAS II………………………………….PÁG. 12 
10. BRASIL COLÔNIA: BANDEIRANTISMO, MINERAÇÃO E PERÍODO 
POMBALINO…………………………………………………………………………..….……….PÁG. 13 
11. REBELIÕES NATIVISTAS E SEPARATISTAS………………………………..……….….PÁG. 14 
12. PERÍODO JOANINO E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL………………………….….PÁG. 15 
13. BRASIL IMPÉRIO: PRIMEIRO REINADO………………………………………..……….PÁG. 16 
14. BRASIL IMPÉRIO: PERÍODO REGENCIAL…………………………………..………….PÁG. 17 
15. BASES POLÍTICAS DO BRASIL IMPÉRIO………………………………………………..PÁG. 18 
16. GRUPOS SOCIAIS EM CONFLITO NO BRASIL IMPÉRIO……………………......PÁG. 19 
17. REPÚBLICA PROVISÓRIA E DA ESPADA…………………………………….……….…PÁG. 20 
18. REPÚBLICA OLIGÁRQUICA: CAFÉ, INDÚSTRIA E MOVIMENTO 
OPERÁRIO………………………………………………………………………………….……....PÁG. 21 
19. REPÚBLICA OLIGÁRQUICA: ESTRUTURAS POLÍTICAS E SOCIAIS……….….PÁG. 22 
20. ERA VARGAS………………………………………………………………………..……....…….PÁG. 23 
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21. PERÍODO LIBERAL-DEMOCRÁTICO: CARISMA, 
CONCESSÕES E CONTROLE 
POLÍTICO……………………………………………………………………………….………..….PÁG. 24 
22.PERÍODO LIBERAL-DEMOCRÁTICO: PROSPERIDADE 
E CONFLITOS NO PALCO POLÍTICO………………………………………………....….PÁG. 25 
23.REGIME MILITAR: DEMOCRACIA SITIADA, 
LIBERDADES VIGIADAS………………………………………………………………..…...….PÁG. 26 
24.REGIME MILITAR: A LUTA PELA CONQUISTA DE DIREITOS………………..……PÁG. 27 
25.NOVA REPÚBLICA………………………………………………………………..…………..….PÁG. 28 
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EXPANSÃO MARÍTIMA 
Expansão Marítima • Interação entre os continentes, traços 
culturais e econômicos distintos. 
• PioneirismoPortuguês: 
1. Posição geográfica 
2. Espírito aventureiro 
3. Ceticismo português 
4. Técnicas de marear 
- Objetivos: o espírito cruzadístico de 
Portugal,a 
busca pelo reino de Preste João (rei cristão e 
detentor de riquezas jamais vistas), a busca 
pelo ouro na África (guiné e “especiarias”). 
• As Grandes Navegações seria uma 
extensão do projeto de Reconquista, já 
que a ampliação territorial assinalava a 
força da fé católica e a reafirmação do 
poder político dos Estados Ibéricos. 
• Guerra de Reconquista: expulsão dos 
árabes da Península Ibérica. A luta contra os 
mouros marcou o surgimento dos estados 
de Portugal e Espanha, além da expansão 
católica por meio da conversão dos povos 
islâmicos. 
• A Revolução de Avis foi fundamental para 
o processo expansionista português, tendo 
em vista a ligação da nova dinastia com a 
atividade naval de cabotagem (navegação 
costeira). 
• A etapa inicial do expansionismo 
ocorreu em 1415 por meio da conquista 
de Ceuta, cidade da Espanha situada na 
margem africana desembocada pelo 
Estreito de Gibraltar. Em Ceuta, havia a 
oportunidade de um rápido 
enriquecimento, além do controle das 
atividades mercantis da região. 
• Os lusos fundava mas feitorias, 
entrepostos comerciais que serviam para o 
abastecimento de novas embarcações. 
 
• Em 1498, Vasco da Gama alcançou Calicute 
(atual Índia) e garantiu o acesso às primeiras 
especiarias asiáticas. 
• Em1500,PedroÁlvaresCabralchegano litoral 
brasileiro. 
• A falta de empenho das outras coroas 
europeias para a expansão marítima se 
justificava pelas questões internas e 
externas, que tinham o intuito de 
promover a consolidação dos estados; 
além de França e Inglaterra estarem na 
guerra dos Cem Anos e Espanha nos 
últimos estágios da Guerra de 
Reconquista. 
 
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• Contato entre europeus e pré- colombianos que 
apresentaram vários níveis de desenvolvimento. 
• Entre as comunidades indígenas destaca- se os maias e 
astecas, que ocupavam a mesoamérica e os incas, que, 
ocuparam a região dos Andes. 
• Os Astecas ocupavam o México em torno do Lago 
Texcoco, possuíam uma sociedade hierarquizada, 
religião politeísta, agricultura e metalurgia bem 
complexas. Além disso, desenvolveram a escrita 
pictória e não utilizavam moeda. O império dos astecas 
é o Tenhochtilán. 
• Os Incas ocupavam a Cordilheira dos Andes, 
destacando atualmente Cuzco e Machu Picchu. A 
sociedade era estratificada, e a agricultura era feita 
a partir da construção de terraços nas áreas de 
encosta (devido ao traçado montanhoso da região). 
O artesanato destacava nessa comunidade. 
• Os Maias ocupavam a Península de Yukatán e não 
constituíram um império centralizado, mas sim, 
estruturas políticas autônomas. Na agricultura 
desenvolviam a coivara, no qual constituía em 
colocar fogo para acelerar o processo de nutrientes 
no solo. Os maias eram politeístas e desenvolveram 
a escrita hieroglífica. 
• A criação do sistema de capitulações, por parte 
europeia, permitia o direito de exploração das novas 
regiões. Dentro das obrigações dos primeiros 
exploradores, ficava importante o encargo do 
pagamento do quinto (20% de toda riqueza saqueada 
dos nativos). Caso conseguisse, tornaria um 
adelantado, que comandava as regiões dominadas na 
luta de Reconquista. O primeiro adenlantado foi 
Cristovão Colombo. Hernán Cortez (conquistou o 
império asteca) e Francisco Pizarro (conquistou o 
império inca) também foram adelantados. • Fatores que possibilitaram o sucesso dos espanhóis: 
superioridade bélica, uso da cavalaria, crenças e 
presságios. • O domínio espanhol foi marcado pela imposição dos 
elementos socioculturais europeus, com destaque para 
a fé católica. • Após a descoberta de jazidas de prata na região, a Coroa 
Espanhola optou por assumir um controle maior na 
região, retirando os poderes concedidos aos 
adenlantados (direito de ocupar e explorar a terra). Por 
isso, foi criada a Casa de Contratação - recolhimento 
tributário; Conselho das Índias - política, audiência e 
divisão do território em vice reinos e capitanias; os 
cabildos detinham o poder local. 
 
• Sociedade: chapetones, criollos, indígenas 
e africanos. • A economia se deu pela exploração dos 
indígenas pelo sistema de mita e 
encomienda. 
• O sistema de mita era um trabalho forçado 
(servidão) imposto durante o tempo entre a 
semeadura e a colheita; os camponeses eram 
obrigados a construir caminhos, pontes e 
obras de irrigação. Pagamento: parte da 
população realizava. 
• O sistema de encomienda foi um trabalho 
imposto compulsoriamente ao indígena 
(todos obrigados). Pagamento: catequese. 
• Chapetones: os espanhóis-funções 
administrativas; 
• Criollos: descendentes de espanhóis nascidos 
na América - funções regionais. 
 
AMÉRICA ESPANHOLA 
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6
• Na Idade Moderna, a Inglaterra não 
apresentou condições favoráveis ao 
processo colonizador do novo mundo, o 
advento da Guerra dos Cem Anos e os 
conflitos religiosos inviabilizaram um 
projeto colonizador efetivo na América. No 
entanto, esse cenário desfavorável não 
impediu os esforços da Dinastia Tudor em 
patrocinar incursões no continente 
encontrado. Então, a partir de 1603, o rei 
Jaime I (primeiro monarca da Dinastia 
Stuart), iniciou o projeto visando promover a 
ocupação de terras americanas. 
• A ocupação da América pela Inglaterra se deu 
pela Companhia de Londres, Companhia de 
Plymouth e pelos britânicos que vivenciavam 
uma série de distúrbios políticos e religiosos na 
Inglaterra. 
• Os puritanos que seguiam à doutrina cristã, 
não oficial religião inglesa, por isso vítimas 
do radicalismo religioso, encontraram no 
Novo Mundo a possibilidade de professar a 
sua fé semas perseguições que ocorriam na 
metrópole. 
• A modalidade de trabalho presente nas colônias 
inglesas, era baseada em troca: os camponeses 
ganhavam subsistência durante 7 anos em 
troca de sua mão de obra. 
• A ocupação colonial intensificou-se como 
avanço do século XVII, devido a presença de 
milhares de escravos negros oriundos da 
África. Nesse processo, populações 
indígenas foram expulsas do seu território 
em um movimento que levou ao extermínio 
de várias comunidades nativas. 
• As Colônias do Sul caracterizaram-se pelo 
trabalho escravo negro, utilizado nas 
fazendas que cultivavam tabaco, arroz, 
algodão e anileira. Virgínia e Geórgia se 
enquadravam nessa situação de colônia. 
• As Colônias do Centro possuíam planícies 
férteis e com uma pluviosidade regular, a região 
foi favorável às atividades agrícolas, mas com 
predomínio da pequena propriedade. O 
território caracterizou-se pelo desenvolvimento 
de manufaturas e comercializava-se milho, trigo, 
centeio e aveia. 
AMÉRICA INGLESA
• As Colônias do Norte eram notadamente 
marcadas pela presença dos refugiados religiosos 
puritanos. A atividade econômica nessa região se 
baseava no comércio triangular (entre a nova 
Inglaterra, Antilhas e África). Visando a esse 
comércio, nas Colônias do Norte produziam-se 
peixe salgado, madeira e cereais, que eram 
enviados às Antilhas trocados por rum e melaço. 
Em seguida, os colonos ingleses retornavam 
ao norte e produziam mais rum com a matéria-
prima obtida, trocando a bebida por cativos da 
região da África. Por fim, com os navios 
repletos de escravos, os colonos retornavam 
às Antilhas ou às Colônias do Sul, bons 
mercados para a mão de obra negra obtida 
com o comércio triangular. 
 
• Os sistemas administrativos presentes nas 
colônias ibéricas eram o self- government 
(autogoverno), controladas de modo efetivo 
pelo poder metropolitano. Além disso, a 
negligência salutar se fazia presente, era 
definida pelo “abandono” e pouca 
interferência, adotada pelo rei da Inglaterra 
quando as Treze Colônias queriam a 
independência. 
• A emancipação das Treze Colônias em 1776 
pode ser entendida como uma resposta dos 
colonos ingleses ao esforço infrutífero da 
metrópole de controlar tais regiões. 
• São características das colônias de 
povoamento: pequena propriedade familiar, 
manufaturas, policultura, autonomia econômica e 
mão de obra livre. 
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7
• “Uma ponte chamada atlântico”: 
os africanos asseguraram a 
profunda integração entre os dois 
lados do atlântico, introduzindo 
elementos culturais, sociais e 
religiosos aos territórios que 
ocupavam. 
• A forte colonização europeia em 
alguns países da África influenciou 
diretamente a sua economia. 
• A geografia do continente africano 
permite a divisão de duas regiões 
opostas, a África Setentrional e a 
Subsaariana, separado por uma faixa 
limítrofe denominada Sahel. 
• A África Setentrional abriga países 
com traços semelhantes aos povos 
do Oriente Médio. A África 
Subsaariana concentra a maior parte 
da população negra daquela região. 
 
 
• África possui uma grande riqueza cultural, 
que reflete na sua diversidade étnica, entre 
os vários povos africanos, destacam- se: 
bantos - grupo mais numeroso do 
continente, pigmeus - pele negra e 
pequena estatura, sudaneses - habitam as 
savanas, nilotas - pele negra e pequena 
estatura, koikoi e berberes. 
• Devido ao advento das práticas 
comerciais e ao comércio de escravos 
representaram a base para a 
associação de continentes. 
• O Reino de Gana, Reino de Mali e o 
Império de Songhai fizeram parte da 
história da África. 
• Em algumas sociedades africanas, o papel 
da mulher (cultura matrilinear) era relevante 
no processo político e administrativo. Na 
cultura Iorubá, acreditavam que a mulher que 
se tornava mãe adquiria poderes divinos. • A arte, a produção de cerâmicas, máscaras 
africanas e narrativas fazem parte da 
cultura africana. 
• A cultura Iorubá é atualmente no Brasil 
considerada patrimônio cultural pela 
Unesco. 
POVOS AFRICANOS
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8
• A chegada dos portugueses foi tratada 
pela maioria dos grupos locais, com 
relativa resistência e em alguns casos 
com enfrentamento armado. 
• Tal encontro de culturas possibilitou, além 
da violência e do extermínio das 
populações indígenas, a integração de 
hábitos alimentares e culturais, bem como 
a apropriação de palavras do vocabulário 
nativo. 
• Em 1501 e 1503, a Coroa Portuguesa 
enviou duas expedições ao Brasil com o 
objetivo de reconhecer a costa brasileira 
e dimensionar a potencialidade da região. 
• Inicia-se a exploração do pau-brasil, 
que foi encontrado de maneira 
abundante na região da mata atlântica, 
da faixa do Rio Grande do Norte até o 
Rio de Janeiro. O pau-brasil era 
amplamente utilizado na Europa, desde 
a Idade Média, como base para a 
tintura de tecidos, principalmente em 
tons vermelhos. 
• O interesse pela madeira fez com que a 
Coroa Portuguesa estabelecesse o 
estanco, monopólio real. O primeiro 
explorador do recurso na colônia foi o 
cristão-novo Fernando de Noronha. 
• A extração do pau-brasil contava como 
trabalho indígena por meio do 
escambo, sistema de trocas. 
• A extração do pau-brasil atraiu 
navegantes de outros países, com 
destaque para os franceses. A 
presença estrangeira na costa da 
América portuguesa exigiu medidas de 
segurança por parte da Coroa. 
• O monarca português João III 
(1502-1557) concorreu para a mudança 
da postura lusitana para as terras da 
América, logo, houve a queda do lucro 
do do comércio de especiarias em 
consequência do aumento da oferta no 
mercado europeu. 
• Martin Afonso de Souza fundou a vila de São Vicente, na 
região litoral de São Paulo. Depois, Martin Afonso retornou a 
Portugal, sendo notificado da implantação do sistema de 
capitanias hereditárias para a exploração da América 
Portuguesa. Para tanto, o estado utilizou- se dos recursos de 
comerciantes do reino, que receberam faixas de terras 
perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área 
litorânea. Esses eram denominados de capitães 
donatários, Martim Afonso recebeu duas das quinzes 
capitanias distribuídas pelo monarca João III. Além da 
carta de doação (documento que garantia o direito de 
posse da capitania), os donatários recebiam o Foral 
(documento responsável por determinar direitos e 
deveres). Assim, o capitão donatário poderia distribuir 
sesmarias (lotes de terra), escravizar os nativos, fundar 
vilas, explorar a terra e conduzir a administração da 
capitania. 
• A concentração fundiária no Brasil não se explica pelas 
capitanias, mas sim pelo sistema de sesmarias, devido à 
amplitude territorial existente na colônia. 
• A fragilidade do sistema de capitanias hereditárias se 
deu pela resistência indígena do desinteresse pelo 
território, da distância e da falta de capital; apenas duas 
capitanias apresentaram sucesso: São Vicente (Martim 
Afonso) e Pernambuco (Duarte Coelho). 
• A capitania de São Vicente dedicou a produção de 
cachaça, melaço (cana-de-açucar) e tabaco 
destinadoaotráficonegreiro,possuíasolofértil; e os 
comerciantes portugueses compravam esses produtos 
em troca de escravos (comércio triangular). Já a capitania 
de Pernambuco possuía condições climáticas favoráveis 
para produção; solo de massapê - fértil; posição 
geográfica favorável e formação de grandes latifúndios. 
• Objetivos das capitanias hereditárias: povoar, produzir e 
proteger (“3P”). 
• A fragilidade do sistema de capitanias e a permanência das 
inclusões de outros países levaram a Coroa Portuguesa a 
instituir o Governo-Geral. Tomé de Souza foi o primeiro 
governador-geral, funda a capital, Salvador (escolhido por 
causa da topografia) e leva a Companhia de Jesus (responsável 
por expandir a fé). 
• O Governo Geral continha: garantia do monopólio do 
pau-brasil à coroa; fiscalizar e auxiliar as capitanias, 
atentando o interesse do governo; facilitar a instalação de 
engenhos; povoar; fundar vilas; defender a terra econtrolar a relação entre os indígenas e os colonos. 
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA 
COLONIAL DO BRASIL
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9
• As primeiras mudas de cana-de-
açucar chegaram por meio do 
donatário Martim Afonso de Souza. 
A opção pela cana se deu por causa 
do clima favorável e pela 
disponibilidadedeterracomsoloprop
ício. As áreas produtoras de maior 
destaque no Brasil foram a Bahia e o 
Pernambuco, além da capitania de 
São Vicente. 
• A sociedade do engenho 
apresentada uma gigantesca 
propriedade fundiária obtida por 
meio da doação de sesmarias. O 
engenho contava com a moenda 
(extrair o caldo de cana),casadas 
caldeiras (fornalhas que 
transformavam a cana em melaço), 
casa de purgar (espaço de 
descanso). Essa produção originava 
os “pães de açúcar” e era enviada a 
Portugal.Aestruturadoengenhoaind
a contava com a Casa-Grande e a 
Senzala. A Casa-Grande era local de 
descanso e convivência dos 
senhores e a Senzala era onde os 
escravos ficavam. A casa-grande e a 
senzala, em sua relação antagônica, 
simbolizavam a hierarquização 
social colonial. Tal estrutura social 
era hierárquica e controlada pelo 
senhor de engenho, já as forças 
produtivas ficavam a cargo dos 
escravos, compostos de indígenas e 
negros importados da África. 
• Os mestres do açúcar, os 
comerciantes, os religiosos, os 
capitães do mato e muitas outras que 
intensificaram a dinâmica social do 
período. 
• O indígena será usado como escravo 
nas regiões em que o escravo africano 
for de difícil acesso ou for muito caro, 
mais para frente, provocará a Revolta 
de Beckman no Maranhão, em que 
possuía como grito de guerra “mata, 
mata, jesuíta”. 
• Ainda hoje, é possível afirmar que a cana é um produto 
importante para a economia brasileira, afinal, produtos 
extraídos da cana, como o álcool e o açúcar, possuem 
relevância na balança comercial brasileira. 
• A escravidão representou a base da economia brasileira até o 
final do século XIX, décadas após o processo de Independência. 
• Os protestos de parte da Igreja Católica e a mortandade 
generalizada dos nativos fez com que a mão de obra indígena 
fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. 
• Como vários reinos africanos já praticavam a escravidão, 
principalmente dos prisioneiros de guerra, os europeus se 
apropriam dessa atividade, transformando-a em um lucrativo 
comércio internacional.Assim, colocavam os africanos em 
tumbeiros (embarcações desumanas) e eram trazidos ao Brasil. 
• Os negros que vieram para a América Portuguesa 
pertencia aos bantos (região do Congo, Angola e Moçambique) 
e sudaneses (Nigéria, Daomé e Costa do Marfim). 
• A resistência a escravidão foi dada de diversas maneiras, 
como revoltas, suicídios, conspirações e fugas para os 
quilombos. Entre as organizações quilombolas destaca-se 
o Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, 
atual estado de Alagoas. No final do século XVII, esse 
quilombo passou a ser conduzido por Zumbi, apesar da 
longa resistência, Palmares acabou sendo destruído pela 
ação bandeirante. Então, Zumbi foi morto e degolado, 
sendo sua cabeça exposta na cidade de Recife. 
• Os escravos eram divididos: escravos domésticos, 
escravos que trabalhavam no canavial e escravos de ganho 
(mínima renda que poderiam vir a comprar a carta de 
alforria). 
 
BRASIL COLÔNIA: ECONOMIA 
AÇUCAREIRA
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10
• Importância da pecuária: contribuiu para a 
formação do mercado interno e para o 
progresso material da colônia, visto que os 
lucros obtidos com a comercialização da 
produção foram incorporados ao Brasil. Além 
disso, foi importante na formação do espaço 
geográfico do país, uma vez que promoveu o 
povoamento gradual e contínuo de uma vasta 
região. A presença da mão de obra livre era 
bastante comum nessa atividade, o que 
permitia uma relativa ascensão social. 
• O faturamento por meio da exploraçãodo 
couro chegou a ser destaque nas 
exportações brasileiras durante o período 
colonial. 
• As drogas do sertão eram os alimentos e as 
plantas medicinais extraídas da atual região 
amazônica ou introduzidas pelos colonizadores, 
como cravo, castanha, canela, cacau, guaraná, 
entre outros. Essa atividade valia-se da mão de 
obra indígena recrutada pelos jesuítas. E a 
extração desses produtos se vinculada ao 
interesse europeu pelas folhas exóticas do Novo 
Mundo. 
• O tabaco, planta típica da América, era muito 
utilizado pelos indígenas. Com a chegada dos 
portugueses, o cultivo de tabaco se transformou 
em uma importante atividade econômica. 
• E o algodão, desenvolveu sua atividade 
produtora em meio à crise aurífera. 
 
•
A mineração, a pecuária e as drogas do sertão foram as 
principais atividades que atenderam o ideal mercantilista 
do estado lusitano. 
• A pecuária foi introduzida pelo governador Tomé de 
Souza com o objetivo de suprir a alimentação dos 
colonos na cidade de Salvador. O gado bovino também 
contribuiu para a força motriz dos engenhos, sendo 
utilizado como meio de transporte, além de garantir leite, 
manteiga e carne. 
• Como as terras férteis eram destinadas às atividades 
da cana-de-açucar, a pastagem de gado foi se 
interiorizando. As margens do rio São Francisco se 
transformaram em espaço ideal para a fundação de 
fazendas de gado, passando inclusive a ser 
conhecido como o rio dos currais. 
 
• No Sul, a pecuária foi introduzida pelos jesuítas, que 
utilizavam os animais para a subsistência nas missões. A 
destruição das missões, feita pelos paulistas a fim de 
conseguir escravos, provocou o surgimento do gado 
selvagem, que se espalhou com facilidade pela região em 
virtude da abundância de pastagem natural que as áreas do 
RS forneciam. A consolidação da pecuária no Sul ocorreu 
apenas quando inibiu a atividade de mineração na região 
das Minas Gerais. Nesse contexto, formou-se a atividade 
do tropeiro, responsável pelas tropas de peões que 
capturavam e comercializavam os animais nas diversas 
regiões do Brasil. Além disso, essa região apresentava 
condições favoráveis para o desenvolvimento do gado, 
como o revelo suave, o clima ameno, numerosos rios e 
uma vegetação rasteira para a pastagem. As estâncias 
(fazendas de criação) foram incentivadas pela Coroa 
Portuguesa. 
BRASIL COLÔNIA: 
ATIVIDADES ECONÔMICAS 
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11
• A França Equinocial foi formada no início do século XVIII, 
quando Portugal esteve sob domínio espanhol, o que permitiu a 
invasão francesa novamente no território. O objetivo francês era 
fundar uma vila que garantisse a criação de uma estrutura para a 
invasão do vice-reino do Peru, principal reino fornecedor de 
metais preciosos da Espanha na América. A nova empreitada 
teve curta duração, uma vez que foram expulsos pelos luso- 
espanhóis. Ahegemoniaespanholasedeudevidoa “Invencível 
Armada”, termo dado pelos ingleses no século XVI para designar 
a esquadra reunida pelo rei espanhol Filipe II para invadir a 
Inglaterra; a Espanha controlava os países baixos, e ainda 
dominava o reino português por meio da União Ibérica. 
• A União Ibérica(Portugal+Espanha) era comandada pelo 
governo espanhol, pois a idade avançada de D. Henrique e a 
ausência de um herdeiro fizeram a confirmação das 
pretensões espanholas. E até, segundo as tradições, a 
morte do rei português provocou tal canção dos 
portugueses: “que viva Dom Henrique no inferno muitos 
anos por deixar Portugal nas mãos dos castelhanos 
(espanhóis)”. • A posse do rei de Portugal pela Espanha, veio acompanhada 
pela manutenção da integridade territorial do reino português 
por meio do Juramento de Tomar (foi um conjunto de leis e 
regras, no qual, favorecia a Espanha, haja vista, que Portugal, 
ficaria dependente de Filipe II, no que tange a respeito da 
economia e da política). 
• Esse controle da Espanha sobre o Portugal acabou por 
consolidar o mito do sebastianismo, ou seja, a esperança da 
sociedade portuguesa no retorno do jovem monarca que 
desaparecera no norte da África. 
• Atritos entre Espanha e Holanda: Filipe II queria imporo culto 
católico à religião dos países baixos, o que contribuiu para que a 
Holanda declarasse sua independência 1581. Além disso, a 
guerra dos Trinta Anos influenciou ambos os países, quando no 
final da guerra, Espanha reconheceria definitivamente a 
separação da região. Com a independência holandesa, os 
espanhóis iniciaram um claro boicote às práticas 
holandesas, prejudicando a economia dos países baixos. A 
solução para essa situação foi a fundação de companhias 
comerciais para tentativa de tomar áreas até então 
controladas pela Espanha, uma delas foi a Companhia das 
Índias Orientais, e mais tarde, Companhia das Índias 
Ocidentais, que seria responsável pela invasão do nordeste 
brasileiro, área também controlada pela Espanha em 
virtude da União Ibérica. Logo, caberia à Companhia das 
índias Ocidentais organizar a ocupação do Brasil parar e tomar o 
lucrativo comércio de açúcar e recuperar investimentos 
anteriormente realizados na região. 
• A relação entre franceses e 
indígenas se deu pela prática do 
escambo, a fim da exploração do 
pau-brasil. Na medida em que essa 
presença estrangeira se mostrava 
incomodada, o Império Português se 
dispôs a promover a ocupação 
territorial, utilizando, para isso, o 
sistema de capitanias hereditárias. 
Apesar do empenho luso de impedir 
a entrada de outros povos, os 
franceses acabaram por fundar uma 
comunidade na região da Baía de 
Guanabara por volta do ano de 1555. 
Era a chamada França Antártica. •
• A França Antárticas se fundou na 
Baía de Guanaraba, pois na França 
ocorria guerras de religião (católicos 
x protestantes) e até gerou um 
episódio conhecido como Noite de 
São Bartolomeu, quando três mil 
protestantes foram massacrados 
após uma fracassada tentativa de 
pacificação entre as duas religiões 
por meio do casamento entre a 
católica Vagois e o protestante 
Henrique de Navarra. Logo, um dos 
reflexos desses atritos religiosos foi 
a opção de um grupo de calvinistas 
em migrar para as áreas americanas 
com o objetivo de professar sua fé e 
fugir de tais conflitos. A opção pela 
América Portuguesa se 
fundamentou no contato dos 
franceses com a região devido ao 
comércio de pau- brasil. O fracasso 
da França Antártica se explica por 
fatores internos e externos, alguns 
franceses foram expulsos por causa 
de seu radicalismo religioso. E, 
somavam- se a esse fato os ataques 
empreendidos pelas tropas 
portuguesas lideradas por Estácio 
de Sá, sobrinho do governador- 
geral Mem de Sá. Estácio de Sá 
aproveitou o sucesso militar e 
fundou a vila de São Sebastião no RJ. 
BRASIL COLÔNIA: INVASÕES 
ESTRANGEIRAS I
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• Foram duas tentativas de o cupaçãodo Brasil Colonial por parte dos holandeses. A primeira em Salvador 
que não obteve sucesso. E a segunda na capitania de Pernambuco, optado por causa do rico comércio de 
açúcar existente, com destaque para as cidades de Olinda e Recife. Os holandeses se fixaram na porção 
mais rica da colônia portuguesa e caberia a eles fortalecerem as atividades produtivas, para isso, foi 
nomeado o conde Maurício de Nassau, que passou a administrar tal área. 
• Maurício de Nassau construiu teatros, zoológicos, observatório astronômico e obras de embelezamento 
arquitetônico que transformaram Recife em uma das principais cidades da América portuguesa. Além disso, 
retomou a atividade canavieira por meio de empréstimos aos senhores de engenho, estabeleceu a liberdade de 
culto, favorecendo a vinda de judeus e protestantes para a sua colônia e ainda, permitiu a criação de imagens por 
parte dos pintores. Além da difusão de forma mais clara e realista da fauna e flora do Novo Mundo. 
• Lembrando que, para isso, a Companhia das Índias Ocidentais (WIC), utilizava a venda de ações para 
interessados em patrocinar a invasão das áreas de domínio espanhol, a qual foi considerada a primeira 
empresa de capital aberto. 
BRASIL COLÔNIA: INVASÕES 
ESTRANGEIRAS II
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• Bandeirantes: a construção do 
mito - ideia de coragem, de 
espírito civilizador e missionário 
soma-se ao desejo de incluir a 
figura do bandeirante à presença 
portuguesa no interior da colônia. 
• Mineração: minas de ouro e 
diamante. A consequência 
limitada dessa situação foi a 
ampliação do fluxo migratório. 
Impostos: 
1. Quinto: 20% do ouro extraído 
pelo minerador 
2. Casas de Fundição: facilitar e 
registrar a tributação 
3. Capitação: caracterizada pela 
cobrança de 17 gramas de ouro 
por cada cabeça de escravo 
4. Finta: consistia na arrecadação 
anual mínima de 100 arrobas de 
ouro 
5. Derrama: cobrança de 
impostos atrasados e confisco de 
ouro até atingir a meta 
estabelecida pela finta 
6. Impostos de Entrada: 
imposto para a circulação de 
mercadorias 
• Pode-se notar que a colônia 
iniciava o lento processo de 
integração territorial. 
• Período Pombalino: o estado 
português passou por uma 
série de reformas realizadas 
pelo então Ministro Rei José I, o 
chamado Marquês de Pombal. 
- centralização por meio da 
extinção do sistema de capitanias 
hereditárias 
- expulsão dos jesuítas 
- criação do subsídio literário 
- proibição da escravidão 
indígena 
- criação de companhias de 
comércio - maior controle fiscal 
das atividades 
mineradoras 
• A interiorização da colônia: a 
princípio, a ocupação da faixa 
litorânea facilitava o 
escoamento de mercadorias 
como o pau- brasil e a cana-de-
açucar. Depois, a vila teve de 
buscar alternativas 
econômicas para a sua 
sobrevivência, desenvolvendo 
as bandeiras, atividade 
extremamente importante 
para o processo de 
interiorização da colônia 
portuguesa. 
• Bandeira de Apresamento: 
tinham o intuito de capturar 
indígenas para serem 
escravizados. Assim, os paulistas 
partiram em expedições pelo 
interior da colônia na intenção de 
aprisionar os gentios e vendê- los. 
• Bandeiras de Prospecção: 
busca de metais preciosos; a 
necessidade de revitalização 
econômica do estado português 
após a dominação espanhola e a 
crise da economia açucareira 
foram fatores determinantes para 
essa situação. Vale dizer que a 
atuação dos bandeirantes 
contribuiu para a delimitação das 
atuais fronteiras brasileiras. 
• Monções: expedições que 
utilizavam as vias fluviais para o 
processo de deslocamento. O 
nome monções se origina dos 
ventos que colaboravam para 
trazer as caravelas portuguesas 
para a costa da colônia 
americana. 
• Outra atividade vinculado aos 
bandeirantes foi o sertanismo de 
contrato, que consistia na 
contratação dos bandeirantes 
com o intuito de capturar 
escravos fugidos ou mesmo de 
destruir quilombos. 
BRASIL COLÔNIA: 
BANDEIRANTISMO, MINERAÇÃO E 
PERÍODO POMBALINO
• Pombal reiterou medidas 
mercantilistas, essa negação 
das práticas liberais 
justificava-se pelo anseio de 
fortalecer o Reino Português, 
por meio da acumulação de 
capital. 
• Fronteiras: separação das 
possessões portuguesas e 
espanholas. A mudança mais 
impactante foi a assinatura do 
Tratado de Madrid, em 1750. 
• Princípio de Uti Possidetis: as 
fronteiras seriam tratadas 
conforme a ocupação territorial 
realizada até a metade do 
século XVIII, fortalecendo o 
espaço de domínio lusitano na 
América. 
 
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• As rebeliões nativistas reagiam contra as posturas 
metropolitanas que estivessem desagradando setores 
da sociedade em certa época e local, porém sem o 
esforço emancipatório típico das rebeliões separatistas . 
• Rebeliões Nativistas: 
1. Revolta de Beckman (Maranhão, 1684): as críticas à 
legislação régia partiam de inúmeras áreas coloniais, 
entre as quais se destacam as regiões de São Paulo e 
Maranhão, locais nos quais houveram conflitos entre 
colonos e jesuítas por causa da escravização dos 
nativos. Enquantoosreligiososestabeleciamas missas 
que evangelizavam os índios, os colonos queriam utilizá-
los nas fazendas como mão de obra cativa. 
2. Guerra dos Emboabas (Minas Gerais, 1708-1709): 
a presença cada vez maior de portugueses desagradou 
aos paulistas, responsáveis pela descoberta do ouro, 
que enxergavam oslusitanos como invasores do rico 
território conquistado com muito esforço. Os paulistas 
reivindicavam o direito exclusivo de exploração da 
região, tratando com desdém os estrangeiros, 
chamados de modo pejorativo, de emboabas, já que 
estavam sempre de botas, com panos enrolados nos 
pés, lembrando uma ave da região, que tinha os pés 
emplumados, conhecido pelo mesmo nome. 
3. Guerra dos Mascates (Pernambuco, 1710): 
representou uma consequência da decadência da 
produção açucareira da região de Olinda, desde o início 
da concorrência holandesa nas Antilhas. O conflito 
assumiu também uma postura antilusitana, visto que a 
maioria dos habitantes de Olinda nasceram no Brasil, e 
os comerciantes de Recife eram portugueses. 
4. Revolta de Filipe dos Santos ou Revolta de Vila 
Rica (Minas Gerais, 1720): ocorreu devido à rigidez 
metropolitana na elaboração de instrumentos eficazes 
para a cobrança tributária. 
• Rebeliões Separatistas: 
1. Inconfidência Mineira (Minas Gerais, 1789): 
informados do processo de independência dos Estados 
Unidos, ocorrido no ano de 1776, esses membros da elite 
começaram a planejar uma possível ação semelhante 
na colônia portuguesa, numa nítida reação desta contra 
os abusos metropolitanos. Entre os objetivos, foi citada a 
separação apenas da capitania de Minas Gerais, seria 
criada uma universidade em Vila Rica e a capital da nova 
nação teria sede na cidade de São João Del Rey. Silvério 
dos Reis, membro participante da inconfidência, 
resolveu entregar uma lista de traidores em troca do 
perdão de sua dívida com a Coroa Portuguesa. Apenas 
Tiradentes 
 
assumiu sua participação e foi mantido a 
condenação à morte por enforcamento, a sua 
cabeça foi exposta na praça central de Vila 
Rica. 
2. Conjuração Carioca (Rio de Janeiro, 
1794): também inspirada pelas ideias do 
Iluminismo, foi acusado de conspirar contra a 
religião e o governo português. 
3. Conjuração Baiana ou Revolta dos 
Alfaiates (Bahia, 1798): com uma carga 
tributária elevada recaindo sobre uma 
população pobre, as ideias de liberdade 
começaram a se ampliar cada vez mais. As 
notícias da Revolução Francesa, junto com as 
ideias iluministas, percorriam cada vez mais o 
círculo da população baiana. Entre as 
primeiras ideias defendidas pelo motim, 
encontra-se o fim da escravidão, o 
aumento do salário para os soldados e a 
formação de um governo republicano, 
além do desejo de emancipação frente à 
Coroa Portuguesa. 
4. Revolução Pernambucana 
(Pernambuco, 1817): tem sua origem no 
aumento considerável dos impostos 
estabelecidos por Dom João VI. Essa 
excessiva tributação visava manter os 
exorbitantes gastos da família real, que se 
encontrava no Brasil, após a fuga de Portugal 
devido à invasão napoleônica. 
• Considerações gerais: tanto as revoltas 
nativistas quanto as revoltas separatistas não 
conseguiram promover a ruptura das 
estruturas coloniais entre Brasil e Portugal. 
REBELIÕES NATIVISTAS E 
SEPARATISTAS 
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• Com o objetivo de fortalecer as 
atividades comerciais da França, 
Napoleão proibiu as nações do 
continente europeu de realizarem 
quaisquer atividades comerciais 
com a Inglaterra, inimiga 
histórica. Esse fato ocorrido no 
ano de 1806, ficou conhecido 
como Bloqueio Continental. 
• Abertura dos Portos(1808): 
decretado por D. João VI, 
estabelecia a liberação do 
comércio colonial a qualquer 
nação amiga de Portugal, 
beneficiando diretamente a 
Inglaterra, que passou a vender 
seus produtos à numerosa corte 
sediada no Brasil. 
• A medida de 1808 significou o 
início do processo de 
independência da principal colônia 
portuguesa, já que o controle 
econômico da metrópole havia se 
encerrado; a presença da corte no 
Brasil, além de redefinir a condição 
colonial brasileira, deu início à criação 
de um sentimento de nacionalidade. 
• A presença da corte portuguesa 
no Brasil exigiu a transformação 
do Rio de Janeiro, mediante o 
reordenamento do espaço 
urbano, em uma cidade capaz de 
se adequar a uma elite europeia 
saudosa do Velho Mundo. Além 
disso, Dom João fundou a Casa da 
Moeda, o Banco do Brasil e a 
Faculdade de Medicina na Bahia. • Em 1815, o Brasil recebeu o 
título de Reino Unido de 
Portugal e Algarves, 
fundamental para garantir a 
presença portuguesa no 
Congresso de Viena. Para o 
Brasil, a elevação representou 
mais um passo rumo à 
emancipação e ao rompimento 
da condição de colônia. 
• Enquanto o Brasil via a mudança de 
sua face com certas liberdades e 
realizações promovidas por D. João 
VI, Portugal enfrentava uma grave 
crise. 
 
• Revolução do Porto: associação liberal responsável por organizar 
uma 
revolução. 
• A pressão exercida pelos lusos do reino e a possibilidade da 
perda do trono levaram D. João VI a retomar a Portugal no ano de 
1821, deixando o Brasil sob controle de seu filho, D. Pedro, 
chegando a orientar o jovem príncipe quanto à possibilidade de 
promover a emancipação do Brasil, evitando que a antiga colônia 
caísse nas mãos dos revolucionários. 
• Temendo a ação das cortes portuguesas, grupos da elite brasileira 
começaram a discutir a urgência de um processo de independência. 
As cortes portuguesas exigiam o retorno do príncipe regente à 
metrópole, já que sua presença no Brasil dificultaria o processo 
recolonizador. Assim, o partido brasileiro realizou um abaixo-assinado 
pedindo a permanência de D. Pedro, no Brasil, ao receber o 
documento, o príncipe ficaria, o que ficou conhecido como “Dia do 
Fico”. • Conferiu a Dom Pedro otítulode defensor perpétuo do Brasil, e 
em 7 de setembro de 1822, D. Pedro declarou o Brasil 
independente de Portugal. 
• Após sangrentas batalhas,o país foi pacificado; foram 
eliminadas as forças resistentes ao novo governo brasileiro: o 
Império de D. Pedro I. 
 
PERÍODO JOANINO E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
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• O Brasil foi governado por Dom Pedro primeiro, caracterizado por 
forte instabilidade político-econômica, sendo encerrado no ato de 
sua abdicação. Como o filho do imperador, D. Pedro II, era muito 
novo para ascender ao trono, ocorreu uma fase de transição entre 
dois imperadores, conhecida como Regência. • Portugal aceitou a separação da ex-colônia, mediante as 
seguintes condições: deveria ser concedido a D. João VI o 
título de imperador honorário do Brasil e o pagamento de 
uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas ao 
governo português. O Brasil aceitou os termos do acordo, 
tendo de recorrer à Inglaterra para conseguir um 
empréstimo de tal valor. • A assembleia constituinte era um projeto que possuía forte 
caráter liberal, fortalecia o poder legislativo, tornava o 
papel do imperador apenas decorativo e retirava de D. 
Pedro I a força absoluta na administração pública. Além 
disso, esse projeto não era democrata, delegando o direito 
a voto para os latifundiários detentores de certa 
quantidade de mandioca, esse projeto constitucional ficou 
conhecido como “Constituição da Mandioca”. 
• não aceitando a limitação ao seu poder, Dom Pedro I ordenou o 
fechamento da Assembleia Legislativa e a prisão de inúmeros 
deputados, esse episódio ficou conhecido como “Noite da 
Agonia”. 
• desse modo, a Constituição da mandioca nunca foi colocada em 
prática, e se fazia necessário um novo projeto constitucional, que 
acabou sendo organizada de acordo com os interesses de D. 
Pedro I, legalizando suas tendências centralizadoras. 
• Constituição de 1824: Estabeleceu voto sem censitário, criou o 
poder moderador e a religião católica foi considerada religião 
oficial (apesar de liberdade de culto). • Confederação do Equador: os políticos da região declararam 
uma República Independente do Nordeste, conhecida como 
Confederação do Equador, devido à localização geográfica das 
províncias. O movimento teve grande participação popular, que 
exigia reformas sociais como a abolição do tráfico negreiro. 
Entre as consequências da Confederação do Equador, destaca-
se o aumento da dívida externa brasileira. 
• Doisproblemas externos complicaram ainda mais a situação 
de D. Pedro I, aumentando a oposição ao seu governo - a 
Guerra de Cisplatina e a intervenção a favor de sua filha em 
Portugal. 
• Abdicação: com a situação econômica e política conturbada, a 
balança comercial desfavorável, a falta de um produto de grande 
expressividade para a exportação e uma política externa completamente desastrosa, D. Pedro I 
enfrentava diariamente a oposição do partido brasileiro e a crítica de vários jornais adversários. 
D. Pedro I que, não resistindo à pressão sofrida, abdicou do trono brasileiro, dando o direito de 
posse a seu filho, D. Pedro II ("Dom Pedrinho”), de 5 anos de idade. 
 
BRASIL IMPÉRIO: PRIMEIRO REINADO
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• Período em que o recente país começava a ser 
governado pelos próprios brasileiros. Marcado por 
dois momentos distintos: “O Avanço Liberal” e o 
“Regresso Conservador”. O período regencial 
também foi marcado por uma grande instabilidade 
política. 
• Avanço Liberal: 
1. Regência Trina Provisória: medidas - ministério 
de brasileiros, anistia à presos políticos, 
nacionalização do exército, suspensão do poder 
moderador e supremacia do legislativo. 
2. Regência Trina Permanente: ministro da justiça 
- Padre Diogo Feijó; facções políticas - liberais 
exaltados, liberais moderados e restauradores; 
criação da Guarda Nacional (responsável por um 
enfraquecimento do exército brasileiro); Ato 
Adicional de 1834 (visando o fortalecimento do 
poder local). 
- Liberais exaltados: partilhavam de vários 
projetos para o Brasil variando da redução do 
poder central até a sua total extinção. 
- Liberais moderados: buscavam estabelecer 
reformas que aproximassem o império 
brasileiro de uma estrutura federalista. 
- Restauradores: defensores de uma monarquia 
forte e centralizadora, desejavam o retorno de Pedro 
I ao Brasil. 
3. Regência Una de Padre Feijó: criação do partido 
progressista, crise com a Igreja Católica - 
condenação à ordem religiosa e abolição do 
celibato. 
• Regresso Conservador: período em que a elite 
buscou freiar as transformações do Brasil visando à 
manutenção da ordem aristocrática. 
 1. Regencia Una de Araújo Lima: 
conservadorismo - centralismo político. 
• Golpe da Maioridade: foi criado pelos liberais o 
Clube da Maioridade, que desejava antecipar a 
ascensão de D. Pedro II e colocar fim nos 
conflitos existentes. Dom Pedro II assumiu o 
controle do país com apenas 14 anos de idade. 
• Rebeliões Regenciais: apresentava uma postura 
regional de resistência às determinações do 
Governo Central. 
2. Revolta dos Malês: marcou a resistência escrava 
no Brasil, tal luta se dava por meio dos quilombos, 
das revoltas locais e das fugas. 
3. Cabanagem: insatisfação frente ao autoritarismo 
do governador da província do Grão-Pará, Lobo de 
Souza. 
4. Sabinada: insatisfação baiana gerada a partir da 
convocação promovida pelo governo regencial para 
que a população se alistasse nas forças de combate 
ao movimento da Farroupilha no Sul do país. 
5. Balaiada: reivindicar melhorias sociais e 
econômicas para os excluídos. 
 
6. Guerra dos Farrapos: luta pela redução dos 
impostos (do charque). A luta pela reintegração 
do Sul ao Brasil foi intensa. O barão de Caxias, 
após o conflito recebeu o título de “Pacificador 
do Império”. 
BRASIL IMPÉRIO: PERÍODO REGENCIAL 
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• Política do Segundo Reinado: disputa pelo poder entre liberais e conservadores. O novo processo eleitoral 
promoveu a vitória dos conservadores por meio dos métodos das “Eleições do Cacete” (uso da repressão, 
provocando a insatisfação dos liberais, pois perderam o controle do gabinete e a maioria do Parlamento). O reflexo 
imediato foi a eclosão de várias revoltas nas províncias de SP e MG. 
• Revolta Praieira(Pernambuco,1848-1850): os liberais vão exigir voto livre e universal (fim do voto 
censitário), liberdade de imprensa, extinção do Poder Moderador, introdução do federalismo e da 
República no Brasil e reforma no Poder Judiciário. 
• Ministro da Conciliação(1850): haveria um representante liberal e um representante moderador para discussão 
dos casos. • Economia: nos primeiros anos do Império apresentou sinais de retração, endividamento e a ausência de uma 
economia autossustentável. A mudança do quadro econômico veio durante o Segundo Reinando por meio da 
entrada do país no mercado de exportação de um produto primário, o café. A produção do café ocorria no 
Vale do Paraíba, e mais tarde, no Oeste Paulista. Socialmente, a riqueza oriunda do café foi responsável 
pela projeção política dos fazendeiros do Sudeste, chamados de barões do café. 
BASES POLÍTICAS DO BRASIL IMPÉRIO
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3. Questão militar: expressão de posicionamentos e 
República Presidencialista Centralizadora - positivismo. 
4. Questão republicana: o movimento republicano 
teve uma forte influência do pensamento positivista 
(estruturado na crença inabalável na ciência e razão). 
• O Golpe Republicano: os republicanos aproveitaram 
a instabilidade para divulgar um boato de que D. Pedro II 
realizaria uma repressão contra os militares que fossem 
a favor da República. Deodoro da Fonseca foi 
convencido pelos republicanos de que ele representaria 
melhor o grupo de insatisfeitos contra o regime. Assim, 
Deodoro proclamou a República em 15 de 
novembro de 1889, informando a D. Pedro II que ele 
deveria se retirar do Brasil. 
GRUPOS SOCIAIS EM CONFLITO NO 
BRASIL IMPÉRIO 
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• A transição do 
Império para 
República no 
Brasil foi 
caracterizada 
por um difícil 
período de 
instabilidade 
politica e 
econômica. 
• Governo 
Provisório: curto 
período de 
organização das 
instituições 
brasileiras após o 
Golpe 
Republicano. 
Houve o 
banimento da 
família real, proclamação de um regime republicano e federativo e separação da Igreja do Estado (formação de 
um Estado Laico) e instituição do casamento civil. • Política do Encilhamento: Rui Barbosa lançou um projeto econômico que objetivava o 
desenvolvimento industrial e o aumento de recursos financeiros circulantes para solucionar a baixa 
quantidade de dinheiro em um período em que a mão de obra passou a ser assalariada. Porém, obteve 
elevada inflação, desvalorização da moeda brasileira e a alta do custo de vida. Assim, teve como nome 
pejorativo o “encilhamento.” 
• Constituição de 1891: esse documento foi fortemente influenciado pela constituição liberal 
estadunidense, afirmando o direito a igualdade, liberdade e propriedade privada. O voto era restrito aos 
brasileiros maiores de 21 anos, excluindo mendigos, soldados, analfabetos e religiosos e era voto aberto. 
• República da Espada: o curto governo de Deodoro da Fonseca foi caracterizado pelo 
autoritarismo do presidente e pelos reflexos econômicos do Encilhamento. A Marinha Brasileira 
deu início às Revoltas da Armada, exigindo a restauração da ordem democrática no país. Entre as 
correntes conflitantes, destacam-se três grupos: 
1. Positivistas: defensores do positivismo e do papel centralizador 
2. Jacobinos: projetavam uma pátria com o ideal de participação popular 
3. Liberal: queriam a garantia da manutenção da propriedade e da liberdade individual, inspirados na 
república estadunidense. 
REPÚBLICA PROVISÓRIA E DA ESPADA
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• Encerrada a República da Espada, a 
sociedade brasileira exerceu, pela primeira 
vez, o direito de voto para a Presidência da 
República, elegendo Prudente de Morais, 
representante dos cafeicultores do sudeste. 
• Economia: buscando solucionar a crise das 
consequências, o presidente Campo Sales 
iniciou um acordo econômico externo, 
denominado Funding Loan. O acordo tratou-se 
de uma renegociação da dívida brasileira e da 
entrada de um novo montante monetário de 10 
milhões de libras. Apesar das dificuldades de 
uma política recessiva, o Funding Loan 
conseguiu reduzir os desastrosos efeitos do 
Encilhamento. 
• Convênio de Taubaté(1906): realização de 
empréstimos no exterior para compraremas 
sacas de café excedentes, valorizando 
artificialmente o produto com a criação de 
estoques reguladores, ao mesmo tempo que 
buscariam desestimular a expansão da produção 
no interior do pais. 
 
• Indústria: os principais setores da indústria 
eram os bens de consumo não duráveis, como 
tecidos e alimentos, que despendiam menor 
investimento de capital e menor sofisticação 
tecnológica. Uma das consequências do 
desenvolvimento industrial foi a formação do 
Movimento Operário no Brasil. A luta operária 
centrava-se no combate às péssimas 
condições de trabalho do operariado do país e 
o sindicato servia como instrumento de luta 
por melhorar as condições de trabalho, ao 
mesmo tempo que cumpria o papel de núcleo 
autônomo de desafio da ordem imposta pelo 
Estado. 
• Greve geral de 1917: o grande instante do 
movimento operário; momento que 
intensificou-se a luta por melhores salários, 
redução do trabalho noturno, abolição das 
multas e regulamentação do trabalho 
feminino. 
 
REPÚBLICA OLIGÁRQUICA: CAFÉ, 
INDÚSTRIA E MOVIMENTO OPERÁRIO
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• Apesar de muitos exercerem o direito de voto, 
submetidos ao controle dos chamados 
coronéis, esses camponeses tinham como 
prioridades a subsistência e os poucos 
elementos de integração social, como a religião 
e o direito ao voto. 
• A formação da classe média ocorreu na 
Primeira República, tal estrato social, 
identificado com os valores urbanos e mais 
afeito aos espaços educacionais, iniciou um 
lento processo de desafio a ordem vigente, 
buscando romper com o domínio dos 
chamados coronéis na política brasileira. • Devido ao desenvolvimento da lavoura 
cafeeira e às atividades urbanas, houve a 
intensificação das imigrações. O fluxo 
imigratório para o Brasil ocorreu 
regularmente durante toda a República 
Velha. 
 
• Movimentos sociais da República Velha: 
tanto no campo quanto na cidade, foram 
reflexos de uma estrutura social 
caracterizada pela contração de renda e 
pela injustiça. 
1. Revoltas no campo: 
- Arraial de Canudos: Antônio Conselheiro e 
seus seguidores estavam insatisfeitos com a 
pobreza do Nordeste, então criaram a cidade de 
Canudos; os fazendeiros que lá estavam 
começaram um conflito; 
- Contestado: Paraná x Santa Catarina; está 
associado à condição de pobreza da população 
rural, que teve suas terras tomadas no projeto 
de construção de uma ferrovia estadunidense. 
- Cangaço: devido a precariedade do 
campo, desigualdade social e pelo domínio 
econômico e político dos latifundiários; 
denota um caráter de protesto social. 
2. Revoltas urbanas: 
- Revolta da Vacina: devido a capital da República 
ser marcada pela desordem urbana, sem 
planejamento de ocupação e várias doenças 
contagiosas, como a febre amarela, a varíola e a 
peste. 
- Revolta da Chibata: castigo físico aos marinheiros 
com açoites de chibata; eles revoltaram-se e 
tomaram a embarcação, chegando a matar alguns 
de seus oficiais. 
• Política da República Velha: contava com o voto de 
cabresto; o sucesso desse sistema era garantido em 
virtude da pobreza de parcela da sociedade brasileira 
e da ausência de um sistema público impessoal. 
Também houve a República do Café com Leite, o 
poder de São Paulo e Minas Gerais. 
• As articulações da política do Café com Leite já 
davam sinais de crise nos anos de 1920. Outros 
eventos também engrossaram o coro dos 
insatisfeitos e acabaram por derrubar esse 
modelo político na Revolução de 1930. 
• A Revolução de 1930: a deposição do presidente 
Washington Luís por uma junta militar e a posse de 
Getúlio Vargas no chamado Governo Provisório 
colocavam fim à República Velha, enfraquecendo as 
oligarquias que dominaram o Brasil durante as 
primeiras décadas da República. 
 
REPÚBLICA OLIGÁRQUICA: 
ESTRUTURAS POLÍTICAS E SOCIAIS
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• Governo Provisório (1930-1934): 
• Buscou conciliar os interesses oligárquicos com 
as novas propostas defendidas pela Aliança 
Liberal. 
• Apesar da proteção ao setor cafeeiro, o governo 
buscou criar condições para que o país construísse 
um parque industrial mais autônomo e forte. 
• Houve também a aproximação do proletariado urbano 
por meio da elaboração de uma Legislação Trabalhista. 
• Foram instituídos o voto secreto, o voto feminino e 
a criação da Justiça Eleitoral. • Movimento Constitucionalista Paulista de 1932: 
paulistas x Vargas; houve a convocação de uma 
Assembleia Constituinte Paulista para a 
formulação de uma nova Constituição. 
• Governo Constitucional (1934-1937): 
• Constituição de 1934: novidade - direitos 
trabalhistas; 
• Houve a formação de duas organizações 
políticas no Brasil, a Aliança Nacional Libertadora 
(extrema esquerda, camponeses e operários 
comandados por Júlio Prestes; Intentona 
Comunista) e a Ação Integralista Brasileira 
(comandados por Plínio Salgado, extrema direita, 
queriam uma ditadura com Vargas no poder). 
Getúlio com medo do comunismo, escreve junto 
com os integralistas, o Plano Cohen (“falso plano”) 
para dar um golpe de Estado. Inicia-se o estado de 
sítio, ditatorial, o Estado Novo. 
 
 
• Estado Novo (1937-1945): 
• Constituição de 1937 / “A Polaca” - 
apresentava a centralização do poder nas 
mãos do executivo, proibia o direito de 
greve e cabia ao Estado o controle da 
censura e a possibilidade de fechar 
entidades e autorizar prisões em nome 
da ordem. 
• A imprensa, DIP (Departamento de 
Imprensa e Propaganda), serviu como 
órgão regulador do setor ao promover o 
culto ao Getúlio, utilizando os encontros de 
trabalhadores em estádios e os espaços 
escolares para divulgar uma imagem 
perfeita e carismática do presidente. 
• Houve nesse período a Consolidação 
das Leis Trabalhistas (CLT), que 
incorporava as conquistas do operariado 
durante toda a Era Vargas. 
• Getúlio investiu nas indústrias de base, 
criando a Companhia Siderúrgica de 
Volta Redonda (1941) e a Companhia 
Vale do Rio Doce (1942). No decorrer da 
década de 1940, algumas 
manifestações contrárias voltaram a 
surgir. Em 1945, Vargas lançou uma 
reforma constitucional que garantia a 
reabertura dos partidos políticos (PTB, 
PSD, UDN, PCB, etc). 
• A sociedade brasileira viu surgir o 
“Movimento Queremista”, incentivado pelo 
PTB e pelo PCB, o chamado Queremismo 
lutava pela possibilidade da permanência 
de Getúlio no poder; “queremos Getúlio”. 
• Tremendo a manutenção de uma 
estrutura governamental ditatorial, os 
militares, fortalecidos socialmente com 
a bem-sucedida campanha na Segunda 
Guerra, exigiram o fim do governo de 
Vargas, ao cercarem a sede do Governo 
Federal. 
ERA VARGAS
@vestibularesumido
24
PERÍODO LIBERAL-DEMOCRÁTICO: 
CARISMA, CONCESSÕES E CONTROLE 
POLÍTICO
• Governo Vargas(1951-1954): 
• O retorno de Getúlio Vargas no poder foi pautado no populismo, 
caracterizado pela 
manipulação das massas por uma liderança carismática. 
• O nacionalismo, principal característica de seu governo, ficou 
explícito na campanha “O Petróleo é Nosso”, onde Vargas criaria uma 
empresa estatal para a extração e refino do petróleo no Brasil. 
• A situação política do presidente Vargas se mostrava frágil, inclusive 
entre as massas urbanas. 
• Movimentos operários que exigiam melhores condições devida para 
a classe trabalhadora provocaram instabilidade social e temor das 
classes dirigentes. •A pressão política foi intensa, o que levou ao suicídio de Vargas em 
1954. 
 
 • Governo Eurico Gaspar 
Dutra (1946-1950): 
• Constituição de 
1946(Democrática e Liberal) - 
constava a divisão de 
poderes, a liberdade de 
expressão, o 
pluripartidarismo e a 
manutenção de uma 
legislação trabalhista que 
garantia o direito de greve e 
mantinha o sindicato sob o 
controle do governo. 
• A política econômica seguiu a 
linha liberal e a abertura para as 
importações. 
• O governo lançava o plano 
SALTE(saúde, alimentação, 
transporte e energia). 
• Dutra foi marcado pelo 
progresso na interação dos 
Estados, destaca-se a ONU 
(Organização das Nações 
Unidas) e a OEA (Organização 
dos Estados Americanos).@vestibularesumido
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PERÍODO LIBERAL-DEMOCRÁTICO: 
PROSPERIDADE E CONFLITOS NO PALCO 
POLÍTICO
• Governo Juscelino Kubitschek 
(1956-1961): • Mostrou-se estável, essa estabilidade se 
explica pelo ambiente de crescimento 
econômico, acrescido de uma forte 
sustentação política no Congresso. 
• Plano de metas/“50 anos em 5”:tinha 
como objetivo principal acelerar a 
acumulação de recursos financeiros do 
país; abrangeria os setores de energia, 
transporte, alimentação, indústrias de 
base e educação. 
• O governo Juscelino priorizou a ampliação 
da malha rodoviária brasileira; a abertura de 
rodovias veio acompanhada da atração de 
empresas estrangeiras automobilísticas 
para o Brasil. 
• Chamado de nacional-desenvolvimento, 
o modelo de Juscelino garantiu o 
crescimento do país a um elevado custo 
de dependência e dívidas externas. 
• A construção de Brasília foi um marco no 
processo de interiorização territorial no país 
e representou uma consequente melhora 
na distribuição demográfica. 
 
• Governo Jânio Quadros (1961): 
• Pautou seu projeto eleitoral no combate à corrupção, 
utilizava a vassoura (“varre, varre, 
vassourinha”) como símbolo que varreria esse mal do 
país, e em sua imagem carismática, 
capaz de atrair a atenção e o voto do eleitorado. 
• Houve a proibição do biquíni, do jogo do bicho e 
da briga do galo. 
• A opção por uma política externa independente 
também foi responsável pelo aumento da 
pressão sobre o presidente. 
 
• Governo João Goulart / Jango (1961-1964): 
• Goulart causava desconforto aos setores 
conservadores brasileiros devido à intensificação de 
uma política externa independente. 
• Visava a redução da inflação e o projeto das 
Reformas de Base, que abrangia as reformas 
agrária, tributária, financeira e administrativa, isso foi seu 
instrumento político. 
 
@vestibularesumido
26
REGIME MILITAR: DEMOCRACIA SITIADA, 
LIBERDADES VIGIADAS
• Governo Castelo Branco (1964-1967): 
• O novo regime político brasileiro, 
centralizado nas ações dos militares, foi 
fundado por meio do Golpe de 31 de março 
de 1964. 
• Decretando o chamado AI-1 (Ato Institucional 
1), a junta buscava criar condições ideais para a 
reorganização do país segundo os moldes da 
direita nacional. 
• O pensamento do presidente era 
compartilhado por um grupo de militares 
classificados como “castelistas”, em alusão 
à faculdade francesa. 
• No âmbito econômico, foi criado o Plano de 
Ação Econômica de Governo (PAEG). 
• O AI-2 determinava eleições indiretas para 
a presidência, poderes para o executivo e o 
poder de fechar qualquer órgão do 
Legislativo, além de determinar a extinção 
de vasta quantidade de partidos existentes 
no Brasil. 
• A restrição partidária significou mais um golpe 
na capacidade de debate político da sociedade 
brasileira. • O AI-3 instituí as eleições indiretas também 
para governadores e prefeitos das principais 
cidades. 
• O AI-4 reabriu o Congresso. 
• Fechamento do Regime: 
AI-5: fechamento do Congresso Nacional, 
intervenção federal em estados e municípios, 
fim do habeas corpus para crimes políticos, 
direito do presidente de decretar estado de 
sítio sem autorização do Congresso, censura e 
controle da produção cultural. Com o AI-5 
ficou clara a ordem de abusos e violências 
contra a sociedade. 
 
• Governo Costa e Silva (1967-1969): • A posse de 
Costa e Silva era um sinal contrário à promessa 
de uma rápida intervenção e do retorno à 
normalidade. • Carlos Lacerda, antigo aliado dos 
militares, João Goulart e Juscelino Kubitscheck 
criaram a chamada Frente Ampla, uma aliança de 
políticos de várias correntes contra o Regime 
Militar. 
 
• Movimentos Culturais: 
O engajamento cultural de esquerda representou um 
foco de resistência ao regime durante os primeiros anos 
da Ditadura. Os criadores doTropicalismo se destacaram 
pela capacidade de experimentar e de mesclar o 
moderno e o tradicional. 
Principais: Caetano Veloso e Gilberto Gil. 
 
@vestibularesumido
 
27
REGIME MILITAR: A LUTA PELA 
CONQUISTA DE DIREITOS
• Governo Médici(1969-1974): 
• Utilizando os poderes obtidos por meio do 
AI-5, o governo Médici assumiu a face mais 
implacável da Ditadura. Os militares criaram uma 
extensa rede de repressão. 
• A economia brasileira apresentou uma substancial 
expansão no governo Médici. 
• Esse período passou a ser chamado de milagre 
brasileiro, pois nele a economia brasileira 
apresentou um elevado índice de crescimento 
anual. 
• O milagre esteve associado ao fácil fluxo de 
capital internacional naquele período. 
• Governo Geisel (1974-1979): 
• Abertura “lenta, gradual e segura”, entre as 
ações de Geisel para a abertura do regime, podem-
se destacar o fim da censura, em 1975, e o 
cancelamento do AI-5. 
• Em conjunto como cenário de retração 
econômica mundial, em especial após a crise 
do petróleo em 1973, interferiu nas 
exportações, tornando os países, como o Brasil, 
incapazes de arcar com as dívidas contraídas 
internacionalmente e levando a um quadro de 
progressivo colapso econômico. • Esse governo lançou II PND(PlanoNacional de 
Desenvolvimento), que buscava criar alternativas 
para o setor energético, no contexto adverso da 
crise do petróleo. 
Governo Figueiredo (1979-1985): 
O novo presidente da República manteve a política de 
distensão projetada por Geisel. Promove a Lei da Anistia, 
garante o perdão para os responsáveis por 
crimes políticos no país. 
Em 1979, o governo iniciou uma mudança na estrutura 
partidária do país, encerrando o sistema bipartidário e 
permitindo a formação de novos partidos. 
Em 1982, foram realizadas eleições diretas para 
governador no país - “Diretas Já”. 
 
@vestibularesumido
28
NOVA REPÚBLICA
• Governo José Sarney (1985-1990): 
• Plano Cruzado, o objetivo era reduzir a 
inflação sem gerar recessão econômica, 
ele estabeleceu o congelamento de 
salários e a criação do gatilho salarial; • Constituição de 1988. 
 
• Governo Collor (1990-1992): 
• Plano Collor, seguiu alguns 
fundamentos 
do Plano Cruzado, o novo plano repetiu 
a forma de modificação da moeda, que 
retornou ao cruzeiro, estabeleceu o 
congelamento dos preços e impediu o 
deslocamento dos recursos de conta 
corrente para consumo. 
• Importações, privatizações, redução dos 
gastos públicos eram tratadas como 
regras para a modernização do país. 
IMPEACHMENT: no final de 1991, o 
presidente Collor recebeu várias 
denúncias de corrupção em seu governo; 
protesto de jovens estudantes - “Caras 
Pintadas”. 
• Governo Itamar Franco (1992-1994): 
• A necessidade de combater a inflação e 
de 
gerar crescimento econômico tornou 
conta dos 
meses iniciais do governo. 
• Esse apoio possibilitou a entrada de 
FHC, 
sociólogo e acadêmico, na direção do 
Ministério da Fazenda, criando um novo 
plano para combater a inflação - o 
Plano Real. 
• O sucesso do plano só foi possível 
pelo controle dos gastos públicos e 
privados e a um crescimento da 
economia nacional, que permitia uma 
boa arrecadação pelo governo 
brasileiro. 
 
• Governo Fernando Henrique Cardoso-FHC (1995-2002): • Foi marcado pelo esforço governamental em manter o 
controle da inflação por meio da defesa dos fundamentos 
do Plano Real. 
• FHC criou diversos programas destinados ao 
desenvolvimento das ONG’s, viabilizando o afastamento de 
compromisso e do papel do Estado na área social. 
• FHC enfrentou uma grave crise no setor energético, 
fruto das reduzidas chuvas do período e de uma 
indefinida e ineficaz política pública/privada para o 
setor. 
• Governo Lula (2003-2010): 
• Buscou a garantia da estabilidade econômica por meio da 
elevação da taxa de juros, impedindo uma subida elevação dos 
preços em um cenário de transição política. 
• Identificado com os setores populares, o governo Lula, 
implantou projetos de caráter social, como a Fome Zero e o 
Bolsa Família. • O impacto desses programas foi notado por meio de um 
relativo avanço social. 
• Congressistas de vários partidos foram acusados de 
receberdo governo uma mesada (“o mensalão”) para 
que determinadas medidas fossem aprovadas. 
• Governo Dilma (2011-2016): 
• A força da popularidade do presidente 
Lula e o intenso crescimento econômico do país foram 
fundamentais para a vitória da candidata Dilma Roussef. 
• A popularidade da presidenta diminuiu devido aos 
escândalos de corrupção, ao abalo na economia e à crise de 
governabilidade. 
IMPEACHMENT de Dilma: a principal acusação foi a prática 
das chamadas “pedaladas fiscais”. 
@vestibularesumido
CAPÍTULOS DE HISTÓRIA GERAL 
26. GRÉCIA I ……………………………………………………………………………….….….….PÁG. 31 
27. GRÉCIA II ……………………………………………………………………….……..……..….PÁG. 32 
28. ROMA ……..……………………………………………………………………….……………..PÁG. 33 
29. FORMAÇÃO, APOGEU E CRISE DO SISTEMA FEUDAL………………….….…PÁG. 34 
30. ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS NACIONAIS……………………………….….….PÁG. 35 
31. ABSOLUTISMO ………………………………………………………………………..……….PÁG. 36 
32.MERCANTILISMO ……………………………………………………………………….…….PÁG. 37 
33. RENASCIMENTO ……………………………………………………………………….……..PÁG. 38 
34. REFORMA E CONTRARREFORMA…………………………….…………………….….PÁG. 39 
35. REVOLUÇÃO INGLESA ……………………………………………………………………..PÁG. 40 
36. ILUMINISMO …………………………………………………………………………………….PÁG. 41 
37. REVOLUÇÃO AMERICANA …………………………………………………………….,….PÁG. 42 
38. REVOLUÇÃO FRANCESA …………………………………………………………………..PÁG. 43 
39. PERÍODO NAPOLEÔNICO E CONGRESSO DE VIENA ………………………….PÁG. 44 
40. REVOLUÇÕES LIBERAIS …………………………………………………………………….PÁG. 45 
41. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E MOVIMENTO OPERÁRIO…………………………..PÁG. 46 
42. INDEPENDÊNCIA NA AMÉRICA ESPANHOLA E DO HAITI …………………….PÁG. 47 
43. IDEAIS SOCIAIS E POLÍTICAS DO SÉCULO XIX……………………………………PÁG. 48 
44. UNIFICAÇÃO ITALIANA, ALEMÃ E COMUNA DE PARIS ………………………..PÁG. 49 
45. ESTADOS UNIDOS DO SÉCULO XIX……………………………………………………PÁG. 50 
29
@vestibularesumido
46. IMPERIALISMO ……………………………………………………………………….………….PÁG. 51 
47. PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL ……………………………………………………….…….PÁG. 52 
48. REVOLUÇÃO RUSSA…………………………………………………………………….….….PÁG. 53 
49. CRISE DE 1929…………………………………………………………………………………….PÁG. 54 
50. NAZIFASCISMO ……………………………………………………………………….…….…..PÁG. 55 
51. SEGUNDA GUERRA MUNDIAL………………………………………………………...…...PÁG. 56 
52. GUERRA FRIA ………………………………………………………………………………….….PÁG. 57 
53. ESTADOS UNIDOS DO SÉCULO XX………………………………………….…………..PÁG. 58 
54. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA ………………………………………….………..PÁG. 59 
55. AMÉRICA LATINA NO SÉCULO XX………………………………………………………..PÁG. 60 
56.NOVA ORDEM MUNDIAL …………………………………………………………….………..PÁG. 61 
30
@vestibularesumido
31
 A antiguidade é o período mais extenso 
da história, seu início é marcado pela 
invenção da escrita e seu fim pela 
queda do Império Romano do Ocidente 
• A civilização grega se formou no sul da 
Península Balcânica, ao sudeste da Europa, 
entre os mares Egeu e Jônico 
• Essa região foi ocupada 
primeiramente pelos cretenses, depois 
pelos aqueus (população micênica), 
dórios, eólios e jônios (população indo-
europeia) 
• A localização geográfica e o solo pouco 
fértil fizeram com que o comércio se 
tornasse a principal atividade desses 
grupos 
• A expansão comercial grega levou a 
colonização de diversos territórios, 
região conhecida como Magna Grécia 
• A população cretense realizava trocas in 
natura (sem moeda) e possuía indústrias 
de construção naval e também vários 
templos - estrutura palaciana 
• Na população micênica havia 
discursos figurativos, como a mitologia, 
indústria bélica e naval, além de tintas e 
vocábulos 
• Os dórios possuíam superioridade bélica 
e eram guerreiros 
• Jônios e eólios ampliaram o contato com 
a Ásia Menor 
• Internamente, a sociedade se baseava 
nos genos, comunidades agrícolas 
autossuficientes, tomando-as como 
sociedades gentílicas • A história da Grécia é dividida em 
cinco períodos: pré-homérico, 
homérico, arcaico, clássico e 
helenístico 
 
 
2. Período Arcaico: é marcado pelo 
aparecimento da língua grega e da pólis 
(cidade estado), surgimento da 
propriedade privada, da moeda padrão e 
dos estaleiros. O escravismo é evidente no 
período arcaico. Atenas e Esparta são as 
duas principais polis da Grécia Antiga. 
• Atenas: 
- economia: pecuarista, agricultora e 
monetária 
- polis controlada pelos nobres 
denominados aristóis (oligarquia 
aristocrática); “Basileu” era o rei - direito era 
oral, denominado consuetudinário 
- após uma grave crise social em 
Atenas, foi 
necessário a criação de uma ordem 
jurídica 
- o legislador Drácon criou as primeiras 
leis escritas, reafirmando o poder dos 
nobres, eupátridas 
- o legislador Sólon acabou com a 
escravidão por dívidas e propôs uma 
divisão censitária na sociedade 
- houve o surgimento das tiranias 
- o governador Clístenes levou adiante as 
ideias de Sólon e implementou medidas 
para a consolidação da democracia 
- democracia ateniense: direta (sem 
representantes), acontecia na Ágora, 
os cidadãos eram apenas homens, 
filhos de pais e mães atenienses, 
maiores de 18 anos; excluíam 
mulheres, estrangeiros e escravos 
- na democracia ateniense, os pobres 
tinham o mesmo poder de decisão que os 
ricos 
- sociedade ateniense: cidadãos, 
metecos e escravos; os estrangeiros 
(metecos) não possuíam direitos 
políticos
GRÉCIA I
@vestibularesumido
32
• Esparta: 
- apresentava terras férteis 
- se desenvolveu na Península do 
Peloponeso 
- oligarquia aristocrática 
- sua preocupação fundamental era 
formar 
cidadãos guerreiros 
- a religião e o exército ficaram a 
cargo de dois reis - diarquia - a sociedade se dividia em 
espartanos, periecos e hilotas, o 
casamento entre periecos e 
espartanos era proibido 
 
3. Período Clássico: iniciou-se 
quando a democracia ateniense 
estava em seu apogeu, no governo 
de Péricles. O século V a.c. é 
conhecido como Século de Ouro de 
Atenas ou século de Péricles. 
- As Guerras Médicas ou Persas 
foram uma série de batalhas durante o 
século V a.c. Para criar resistência, 
foi notado entre as cidades gregas 
uma Liga de Delos, onde 
arrecadava impostos com o intuito 
do fortalecimento do Exército 
Grego. Os gregos obtiveram a 
vitória, dada pela união das póleis. 
Após isso, o imperialismo 
ateniense tornou-se evidente e 
Atenas fez com que Esparta fosse 
sua submissa. 
- A Guerra do Peloponeso se deu entre Atenas e Esparta, as 
demais cidades gregas não aceitaram o domínio ateniense e 
Esparta se juntou com as demais criando a Liga do Peloponeso. 
Confirmou-se a vitória dos Espartanos, mas enfraqueceu 
todo o território grego, permitindo assim, a invasão dos 
macedônios no século IV a.c. 
 
4. Período Helenístico: define-se pela expansão territorial e 
cultural da Grécia pelo Oriente. O principal responsável por essa 
expansão foi Alexandre, O Grande, imperador da Macedônia, que 
havia conquistado a região da Grécia. Com a morte de 
Alexandre, o império macedônio se desintegrou, porém, 
mantiveram suas instituições e parte de sua cultura. 
Cultura dos gregos: região politeísta, teatro grego (comédia e 
tragédia) e arquitetura jônica, dórica e coríntia. 
 
GRÉCIA II
@vestibularesumido
33
3. Império: 
- o novo imperador (Augusto/Otávio) tenta solucionar os graves problemas sociais, com o seu sucesso, o 
governo dele fica conhecido como Pax Romana (Paz Romana) 
- criação da política do pão e circo: distribuição de trigo e promoção de espetáculos para as classes mais 
pobres da plebe 
- após a morte do imperador, a estabilidade do império ainda foi mantida 
- em 96 d.c. inicia-se a Crise do Império Romano, devido a grande extensão territorial, aumento do preço 
de escravos e dos preços dos produtos internos 
- na tentativa de solucionar a crise escravista, foi instituído o colonato (aumento da produtividade no campo); 
em troca, os camponeses tinham estabilidade e segurança 
- Anarquia Militar: intervenção direta do estado na vida social. Nesse período, o Império fazia restrições ao 
cristianismo 
- Imperador Constantino: criou a nova capital do império -> Constantinopla e concedeu liberdade de 
culto aos cristãos -> Édito de Milão 
- Teodósio:proibiu manifestações pagãs e dividiu o Império em Ocidente (com sede em Roma) e Oriente 
(com sede em Constantinopla) 
- O Império Romano do Oriente ou Bizantino, perdurou até o fim da Idade Média, já a parte Ocidental 
encontrou o seu fim cerca de mil anos antes. 
ROMA
@vestibularesumido
34
• A Idade Média se inicia na queda do Império 
Romano do ocidente em 476 d.c. e vai até o 
século XV. É dividido em Alta Idade Média (V-
IX) e Baixa Idade Média (X-XV).A Idade Média 
só se encerrará com a chegada da Revolução 
industrial e da Revolução Francesa quando 
ocorrem a consolidação do capitalismo e a 
crise do Antigo Regime. 
• “Idade das Trevas”: surgiu durante a Idade 
Moderna, com a crescente valorização dos ideais 
humanistas no contexto do Renascimento. 
1. Alta Idade Média: foi marcada pela combinação 
de instituições de origem romana e dos reinos 
germânicos, chamados de bárbaros pelos romanos; 
também pela expansão da fome e das epidemias. 
- francos: a importância deles está vinculada à 
consolidação do cristianismo na Europa Ocidental e 
à generalização das relações de suserania e 
vassalagem. O suserano, faz a prestação de 
serviços militares por tempo determinado e o 
vassalo, recebia o feudo e devia lealdade ao senhor 
- a nobreza franca e a igreja recebiam faixas de 
terra e, em troca, juravam fidelidade ao 
imperador 
- o feudalismo começa a surgir na Europa. A política 
feudal foi caracterizada pela 
fragmentaçãodopoderemmeioà nobreza proprietária 
de terras 
- em seu feudo, o senhor feudal poderia aplicar 
justiça, proteção e a fiscalização. 
 
2. Baixa Idade Média: a economia feudal entre os 
séculos IX e X passa por um período de retração e 
estagnação. As produções agrícolas, artesanais 
e comerciais foram reduzidas, principalmente, 
em razão do retrocesso demográfico percebido 
no período. A produção volta da para subsistência 
e os constantes conflitos provocaram a diminuição 
das transações comerciais e do uso da moeda, mas 
sem causar o seu desaparecimento. A partir do 
século XI, observa-se o aumento da produção e 
consequente crescimento populacional, o que 
promoveu a expansão dos feudos. • Os servos possuíam várias obrigações: corveia, 
censo, mão-morta, banalidades, talha, 
champart e o dízimo. 
• A expansão do feudalismo o levou para a 
desarticulação desse mesmo mundo e para a 
formação dos Estados Modernos. 
• Expansão Comercial e Urbana: o crescimento 
demográfico provocou a revitalização urbana e 
comercial. Na medida em que o excedente 
agrícola era ampliado, realizavam-se trocas cada 
vez mais frequentes dentro dos feudos, 
dinamização essa que passou a alimentar o 
espaço urbano. Nesse contexto, novas técnicas 
de produção foram aperfeiçoadas, colaborando 
para que houvesse nítido avanço comercial. 
A revitalização da moeda acompanhou a 
expansão comercial. 
Não é correto, desse modo, associar o crescimento 
da cidade ao declínio dos feudos, visto que os 
feudos, inicialmente, colaboraram para sustentar a 
expansão urbana mediante o abastecimento 
agrícola. 
• Cruzadas: foram expedições militares e religiosas 
que tinham como intuito a conquista da Terra Santa, 
em especial da cidade sagrada de Jerusalém, além 
da contenção do avanço mulçumano sobre a 
região do Império Bizantino. 
• Crise do feudalismo: o século XIV foi marcado 
pela Peste, Fome e Guerra; houveram vários 
impactos ambientais, como fome generalizada, 
exploração agrícola, destruição de áreas 
florestais e o arroteamento. 
FORMAÇÃO, APOGEU E 
CRISE DO SISTEMA 
@vestibularesumido
35
• A nobreza viu-se diante da crise do mundo feudal, com severas dificuldades de controlar as rebeliões 
camponesas, manter suas rendas e reafirmar seu poder político. 
• As alterações pelas quais a nobreza passava possibilitaram a formação de uma conjuntura favorável à 
centralização político-administrativa sob a forma de um Estado unificado. 
Organização dos Estados Nacionais 
 • O estado moderno, foi um novo arranjo político que garantiu a manutenção da 
estrutura social aristocrática e estamental forjada ao longo da ameaça do poder nobre. 
• A nobreza, viu-se obrigada a abrir mão de 
seu poder militar, transferindo-o para o Estado, afinal, somente com monopólio da força, o Estado poderia 
garantir a submissão das classes que se levantavam contra o poder dos nobres. 
• Visto que tanto a nobreza quanto a nascente burguesia tinham interesse na centralização monárquica. • Os estados modernos caracterizavam-se pela centralização do poder nas mãos dos monarcas 
europeus e pela redução dos poderes locais. 
• É importante lembrar, no entanto, que o crescente poder dos reis impôs limites ao domínio universal da Igreja, 
que se manifestava desde a Idade Média. 
ORGANIZAÇÃO DOS 
ESTADOS NACIONAIS
@vestibularesumido
36
• A sociedade do Antigo Regime: a nobreza e o 
clero estavam isentos do pagamento de 
impostos e possuíam regalias, como o 
recebimento de pensões e a ocupação de altos 
cargos públicos. Os demais segmentos sociais, 
como camponeses, trabalhadores urbanos e 
a burguesia, eram responsáveis pelo sustento 
do Estado e dos grupos privilegiados. 
• Na França: foi onde a monarquia absolutista 
atingiu o seu auge. Durante a Dinastia dos 
Bourbon, o poder político se concentrou nas 
mãos dos reis até atingir seu ponto máximo 
no reinado de Luís XIV (1643-1715), que foi 
proclamado Rei Sol. A Noite de São 
Bartolomeu, em 1572, foi um episódio, na 
repressão ao protestantismo, engendrado 
pelos reis franceses, que eram católicos. 
• Na Inglaterra: a Reforma Protestante 
permitiu o enriquecimento do Estado por meio 
do confisco de terras e bens do clero católico, 
além de estabelecer o rei como chefe supremo 
da nova Igreja, Anglicana de Henrique VIII. • Na Espanha: a consolidação do poder nas 
mãos dos reis espanhóis só foi possível 
após o movimento de Reconquista, 
processo pelo qual os mouros foram 
expulsos da Península Ibérica. Nesse 
contexto, a atuação da Inquisição, sob o 
controle dos reis espanhóis, foi 
fundamental para o fortalecimento do 
poder monárquico. 
• Em Portugal: o absolutismo português teria 
atingido o seu auge durante o reinado de D. 
João V. E a atuação do Tribunal da Inquisição 
também fortaleceu os monarcas ao defender 
a unidade religiosa de Portugal. • Teorias de Poder: argumentavam a favor de 
um poder forte e centralizado nas diversas 
regiões do continente. Alguns deles: Nicolau 
Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean Bodin e 
Jacques Bossuet. 
- Nicolau Maquiavel escreveu “O Príncipe”, e 
nesta obra, o autor concentra nas maneiras em 
que o governante possui de alcançar o poder e 
em como mantê-lo. Determinava “virtú" como um 
tipo de ação racional e planejada e “fortuna" 
como, o príncipe deveria estar preparado para o 
imprevisível, o acaso. Para ele, a ação politica não 
deve estar vinculada aos valores morais e 
religiosos. Maquiavel afirma, portanto, que em 
certas ocasiões, a prática daquilo que é 
considerado mau é necessária, por mais que essa 
postura nem sempre seja a correta. 
 
- Thomas Hobbes escreveu “O Leviatã”,em 
que argumenta a respeito da necessidade 
de se estabelecer um poder forte para que 
a ordem e a paz sejam garantidas. Sua 
teoria se baseia na noção de contrato, logo, 
os homens aceitam sair de um estado pré-
social, o estado de natureza; “o homem é 
lobo do homem”. Ao abrir mão de parte de 
sua liberdade, transferindo a um poder maior, 
os homens afastavam o medo e a 
possibilidade da morte violenta. 
 
 
ABSOLUTISMO 
@vestibularesumido
 
37
• É o conjunto de práticas econômicas 
dos Estados europeus. 
• A crença na intervenção do Estado na 
economia era um dos fundamentos do 
mercantilismo. Tais medidas visavam, 
principalmente, à acumulação de 
metais preciosos e à consequente 
sustentação dos Estados. 
• A principal intenção dessas práticas era 
garantir uma balança comercial favorável 
aos países da Europa. 
• Para garantir o sucesso na 
acumulação de riquezas, era 
necessário que houvesse a 
regulamentação do comérciode 
produtos vindos do exterior, o 
aumento das tarifas alfandegárias e a 
unificação dos mercados. 
• Tais restrições impostas à livre-circulação 
de mercadorias foram fundamentais para 
o enriquecimento dos comerciantes e 
para a utilização do monopólio sobre as 
atividades coloniais. E também, o 
incentivo à produção naval garantia o 
controle dos mares. 
• Mercantilismo na França:caracterizava 
pelo industrialismo ou colbertismo 
(produção de artigos de luxo). 
 
 
• Mercantilismo na Península Ibérica: na Espanha e 
em Portugal, o mercantilismo ibérico caracterizava-se 
pela preocupação com o acumulo de metais preciosos, 
o que levou ao estabelecimento de uma rígida politica 
colonial por parte das Coroas Ibéricas. Logo, a pouco 
preocupação com o desenvolvimento interno de 
suas economias levou a um cenário de 
dependência externa e pouco crescimento logo no 
início da Idade Contemporânea. 
• Mercantilismo na Inglaterra: o incentivo às 
manufaturas, principalmente têxteis, a limitação das 
importações e a tentativa de controle da saída de 
matéria-prima também foram comuns à Inglaterra, 
caracterizando, assim, a variação mercantilista 
denominada comercialismo. 
 
MERCANTILISMO 
@vestibularesumido
38
• Ocorrido entre o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Essas mudanças se refletiam na 
crescente valorização e no estudo das atividades humanas - o humanismo - e em uma postura mais 
racional e individualista diante do mundo em que viviam aqueles homens. 
• Os homens do renascimento que criaram a imagem negativa a respeito do Período Medieval, uma vez que 
eles acreditavam estar retomando o momento de glória da humanidade: a Antiguidade Clássica. 
• As mudanças do período não atingiram a todos os setores sociais, que eram majoritariamente 
analfabetos, logo, ficaram restritas às elites. 
• Renascimento Italiano: o desenvolvimento artístico ocorreu no ambiente urbano, uma vez que havia nas 
cidades à presença de mercadores de várias regiões, o que permitia uma maior troca de informações. Além 
disso, a existência de uma forte burguesia garantiu o financiamento de boa parte das obras de arte (mecenato). 
• Revolução Científica: a valorização da razão, da experiência e da observação favoreceu a expansão do 
conhecimento científico e a alteração de concepções a respeito do funcionamento da natureza e da vida 
em sociedade. 
RENASCIMENTO 
@vestibularesumido
39
• Precursores dos movimentos 
reformistas: em 1054 ocorre o Cisma 
do Oriente, dividindo a cristandade. 
Houve a iconoclastia (criticavam a 
adoração de imagens) e a heresia 
(movimentos que questionavam ou 
duvidavam de pontos da fé católica). 
No século XIV, o Cisma do Ocidente 
ameaçou a autoridade eclesiástica. 
Além dessas, também a venda de 
indulgências, que é a concessão do 
perdão mediante pagamento. 
• Contextos da reforma protestante: a 
postura renascentista do homem, a 
difusão do humanismo, o individualismo, 
o desenvolvimento da imprensa de 
Gutenberg, o fortalecimento do poder 
real e grupos sociais contra a Igreja, 
como a burguesia, afinal, os clérigos 
condenavam o lucro exagerado e a 
usura. 
• Reforma Luterana: o Sacro Império 
Germânico situado em grande parte 
na região atual da Alemanha, era 
marcado pela descentralização 
política. Assim, a fragmentação 
política facilitava as interferências da 
Igreja, que além de cobrar impostos, 
era grande proprietária de terras na 
região. 
A eclosão da reforma: em 1517, a 
intensificação da venda das 
indulgências, decretada pelo papa 
Leão X, com o objetivo de construir a 
basílica de São Pedro, despertou a 
indignação do monge agostiniano 
Martinho Lutero, que afixou nas 
portas da Igreja suas 95 teses de 
oposição à venda de indulgências e 
questionava a autoridade papal para 
conceder o perdão, defendendo que a 
salvação só poderia ser obtida pela fé. 
A reação da igreja ocorreu em 1520, 
por meio de uma bula papal, Lutero foi 
convocado a renegar suas ideias, sob 
pena de excomunhão. 
Os principais pontos da doutrina luterana 
são: salvação pela fé, tradução e livre 
interpretação da bíblia; condenação 
de culto aos santos, às imagens e às 
relíquias; condenação do celibato 
clerical; existência apenas de dois 
sacramentos - batismo e eucaristia; 
• Reforma Calvinista: formulada pelo francês João Calvino e 
difundido primeiramente na Suíça, o calvinismo se expandiu 
rapidamente pela Europa. Essa difusão deu- se, principalmente, pela 
aproximação, entre sua doutrina e a economia capitalista, até então 
em desenvolvimento. 
O calvinismo tem sua base na noção de predestinação absoluta. 
Para Calvino, os homens já nascem destinados para a salvação 
ou para a danação. Segundo ele, não há, também, maneira de se 
mudar o destino, já decidido por Deus antes mesmo da criação 
do Universo. A doutrina calvinista estabelecia para seus adeptos 
uma vida regrada, disciplinada, dedicada ao trabalho, afastada do 
ócio, dos vícios e da ostentação. Na Inglaterra, puritanos; na 
Escócia, presbiterianos; e na França, huguenotes. 
• Reforma Anglicana: se deu durante o reinado de Henrique VIII. A 
alegação usada por Henrique VIII para romper com a igreja foi a 
negação da anulação de seu casamento pelo papa Clemente VII. O 
rompimento com o papa poderia significar o acesso às terras e aos 
bens da Igreja, além do fortalecimento da Monarquia Inglesa, já que, 
assim, o rei não teria mais que se submeter a uma autoridade 
supranacional. Tal situação colaborou para o reforço do poder 
pessoal do rei, diante da venda dessas terras para a nobreza e o 
direito de nomear ocupantes dos cargos eclesiásticos e de 
interferir nas questões dogmáticas. 
Contrarrefoma: a Igreja Católica adotou um conjunto de 
medidas visando conter a expansão do protestantismo e 
reafirmar a doutrina e práticas católicas. A busca pela 
reconquista dos fiéis se materializou no Concílio de Trento 
(1545-1563), convocado pelo papa Paulo III, que reafirmava os 
sete sacramentos, o celibato clerical, o culto aos santos e a 
salvação pelas boas obras. Houve também a criação do Index 
(lista de livros proibidos aos católicos) e condenação de vários 
intelectuais à morte na fogueira. 
 
REFORMA E 
CONTRARREFORMA 
@vestibularesumido
40
É dividida em dois momentos, a Revolução Puritana e a Revolução Gloriosa, sendo a segunda um 
desdobramento da primeira 
• “É a época em que a Idade Média chega ao fim”. A Revolução Inglesa aboliu os direitos feudais e 
submeteu o rei ao poder do Parlamento. 
• Economia inglesa: atividade econômica mais dinâmica era o comércio, mas ainda dependia, em grande 
parte, das atividades agrícolas. 
• Sociedade inglesa: 
- aristocracia(proprietários de terra) 
- gentry (proprietários de terra de mentalidade burguesa) 
- yeomen (1/6 da população inglesa e eram pequenos proprietários que trabalhavam em suas terras) 
- burguesia(desfrutava de monopólios da coroa), trabalhadores urbanos e rurais 
• Religião na Inglaterra: anglicanismo, catolicismo e calvinismo. 
• Política inglesa: parlamento, quetinha como garantia a Magma Carta de 1215; afirmava a prerrogativa de 
limitar o poder real. 
REVOLUÇÃO INGLESA
@vestibularesumido
41
• Foi o conjunto de ideias que, no século 
XVIII, serviu de base teórica para as 
contestações que levaram à queda do 
Antigo Regime. 
• As críticas dos iluministas se voltavam para a 
organização do Estado absolutista e sua 
política econômica mercantilista, tendo sido a 
Igreja também um dos alvos das contestações. 
• De modo geral, esses pensadores 
defendiam a liberdade. O predomínio da 
razão conduziria inevitavelmente ao 
progresso e asseguraria ao homem a 
liberdade para a busca de sua felicidade. 
• A participação política ficou restrita à alta 
burguesia, que buscou meios de preservar a 
propriedade privada. 
• Despotismo Esclarecido: forma de governar 
característica da Europa continental da 
segunda metade do século XVIII, que, embora 
partilhasse com o ABSOLUTISMO a 
exaltação do Estado, era animadapelos ideais 
de progresso, reforma e filantropia do 
ILUMINISMO. 
• Iluminismo e Economia: liberalismo 
econômico que se dividiu em duas vertentes - 
fisiocracia e escola clássica (Adam Smith e “A 
Riqueza das Nações”). 
 
 
 
ILUMINISMO
@vestibularesumido
42
Canadá, obtida após a vitória sobre a França na Guerra dos Sete Anos. Além disso, permitia a 
manutenção de leis francesas na região, assim como a tolerância religiosa naquela região de maioria 
católica. O Ato foi visto com uma nova afronta e como uma aproximação da Inglaterra com o 
catolicismo. 
• No entanto, o que reuniu os colonos no momento da Independência não foi necessariamente 
um sentimento nacionalista e sim a rejeição à Inglaterra. Eles diziam defender a liberdade, a vida 
e a propriedade. A declaração de Independência ampliou o sentimento popular e os colonos 
foram considerados rebeldes pelo Rei George, iniciando-se a guerra pela Independência. 
• A guerra contra a Inglaterra estendeu-se por quase sete anos, quando, por meio do Tratado de Paris, a 
Inglaterra reconheceu a Independência. 
• A Estátua da Liberdade, importante monumento estadunidense, foi um presente francês em 
homenagem ao centenário da independência dos EUA. 
REVOLUÇÃO AMERICANA
@vestibularesumido
43
• Grande marco da história, que inaugurou o início da 
Idade Contemporânea e que serviu de inspiração para a 
maioria dos movimentos de contestação à ordem 
estabelecida. 
• A Revolução Francesa promoveu uma grande 
reestruturação social, política e econômica na França, ou 
seja, ela foi responsável pela derrubada do Antigo Regime 
naquele país. 
• A sociedade francesa era estamental, ou seja, dividida 
em ordens. 
• O estado francês vivia uma grave crise econômica e 
institucional. A crise financeira fora fomentada pelos gastos 
militares na Guerra dos Sete Anos, na Guerra de 
Independência dasTreze Colônias e pelos recursos 
destinados à manutenção da corte francesa. A crise 
institucional era que o estado absolutista e suas rígidas 
hierarquias sociais impediam a garantia dos direitos naturais 
do homem. A liberdade e a igualdade não poderiam ser 
amaçadas, o que resultou em criticas à Monarquia e à Igreja. A 
crise econômica e a crescente força burguesa 
impulsionaram o movimento revolucionário. 
• Para Luís XVI era inaceitável que um poder se contrapusesse 
ao seu e, principalmente, que uma constituição viesse a 
limitar seus poderes. As notícias das medidas tomadas por 
Luís XVI, que chegaram à cidade de Paris, provocaram o 
desencadeamento de rebeliões. Assim os membros do 
terceiro estado tomaram a Bastilha, fortaleza símbolo do 
absolutismo francês. Tal episódio, que ficou consagrado como 
“A Tomada da Bastilha”. 
• Mudanças significativas: liberdade 
religiosa, liberdade de imprensa e a Declaração dos Direitos do 
Homem e do Cidadão (proposto: igualdade civil e jurídica, 
garantia da propriedade privada, soberania da nação, defesa 
da participação dos cidadãos, etc.) 
Monarquia Constitucional: em virtude das suas diferentes 
orientações políticas e mesmo das realidades sociais, os 
rebeldes que compunham a Assembleia se dividiam em 
dois grupos. Girondino: ligado à alta burguesia e à 
nobreza liberal. Jacobinos: “patriotas da burguesia”. A 
divisão da burguesia, as ameaças estrangeiras e as 
tentativas de conspiração por parte do rei provocaram o 
aumento das manifestações populares. 
• A pressão popular acabou levando à proclamação da 
República. 
• Contribui ainda para as convulsões sociais: a descoberta 
de documentos que comprovavam a traição de Luís XVI, que 
foi levado a julgamento pela Assembleia. Condenado por 
traição, Luís foi executado na guilhotina e sua esposa, 
Maria Antonieta teve posteriormente o mesmo fim. (O 
advogado Robespierre já divulgara que o rei e a rainha 
estariam fornecendo informações às nações em guerra 
contra a França). 
 
• O Ato da Execução de LuísXVI 
representava o fim de uma 
sociedade aristocrática e abria 
caminho para o período mais 
radical da revolução, agora 
comandada pelos jacobinos. 
•República Jacobina: as medidas 
tomadas por eles foram responsáveis 
pela radicalização dos princípios 
contidos na declaração do Homem e 
do Cidadão - Robespierre executado. 
• Diretório: pretendiam a volta da 
Constituição de 1793, a igualdade 
social, a divisão das terras entre os 
camponeses e a ascensão das 
classes populares ao poder político. 
• 18 de Brumário pelo novo 
calendário revolucionário, o 
Diretório foi dissolvido. Para 
muitos, estava terminando a 
Revolução e iniciava-se o 
Período Napoleônico, com a 
instituição do Consulado. 
 
REVOLUÇÃO FRANCESA
@vestibularesumido
44
• As conquistas comandadas por Napoleão 
Bonaparte representaram não apenas o 
domínio da França sobre parte da Europa, mas 
significaram também a expansão da 
Revolução Francesa e de seus ideais. 
• Os administradores de Napoleão foram 
responsáveis por instituir o código civil, abolir a 
servidão e o pagamento de impostos 
senhoriais, igualar a cobrança de impostos e 
promover a educação pública gratuita nos 
locais dominados pelos franceses. • O código civil, ou código napoleônico 
reuniaosprincípiosliberaiseasprincipais 
conquistas burguesas ocorridas durante 
o período revolucionário, destacam-se: a 
garantia da liberdade individual, 
igualdade jurídica, existência de um 
Estado secular, garantia da propriedade 
privada e a proibição de greves e 
sindicatos. 
• Internamente, assistiu-se à formação de uma 
aristocracia ligada ao imperador e ao aumento 
da repressão e da censura. Ocorreram 
prisões e julgamentos arbitrários, limitação 
à liberdade de imprensa e atuação de 
agentes secretos visando impedir as 
críticas ao governo. 
 
• As vitórias em terra permitiram o avanço do 
Império Francês e a reformulação do mapa 
europeu. 
• Napoleão declara o Bloqueio Continental 
(1806/07): com o intuito de enfraquecer a 
Inglaterra, principal rival da França e a grande 
potência econômica do período. Napoleão 
visava diminuir a presença dos produtos 
industrializados ingleses na Europa e, 
assim, estimular a produção industrial 
francesa, que deveria ser capaz de suprir a 
ausência dos produtos ingleses. 
• Em junho de 1815, Napoleão tentou dar seu “golpe 
final” contra as potências inimigas no império 
francês, foi deflagrada, em Waterloo, na Bélgica, a 
batalha que poria fim às guerras napoleônicas. A 
derrota de Waterloo pôs um ponto final nas 
conquistas, nos projetos e nas elucubrações de 
Napoleão Bonaparte (ele foi exilado). 
 
• Congresso de Viena: intenção de minimizar as 
marcas deixadas pela Revolução Francesa e pela 
expansão de Napoleão, restaurando princípios 
do Antigo Regime e afastando novas ameaças 
revolucionárias. • Visando manter esse equilíbrio, foi criada uma 
aliança militar entre os países absolutistas 
(Áustria, Prússia e Rússia) chamada de Santa 
Aliança. A justificativa era proteger a paz, a 
justiça e a religião da ameaça representada 
pelas ideias difundidas pela Revolução Francesa. 
PERÍODO NAPOLEÔNICO E 
CONGRESSO DE VIENA
@vestibularesumido
45
• O século XIX seria marcado pelas tentativas de 
consolidação do modelo liberal e pela luta 
contra os vestígios absolutistas em várias 
nações europeias. 
• Movimentos de 1820: 
1. Espanha: medidas de caráter conservador, como 
a deportação de membros liberais do Parlamento 
espanhol, o retorno de privilégios do clero e da 
nobreza, a volta da atuação da Inquisição e o 
fechamento de órgãos de imprensa e 
universidades. 
2. Portugal: Revolução do Porto como meio de 
solucionar a crise. 
3. Península Itálica: ainda marcada pela 
fragmentação, assistiu a movimentos de caráter 
nacionalista. 
4. Grécia: fazia parte do Império Turco- Otomano, e 
depois, iniciou a luta pela independência grega. 
• Movimentos de 1830: 
1. Bélgica: um grupo de católicos 
nacionalistas deu início à luta pela Independência 
da Bélgica em relação à Holanda. 
2. Península Itálica: novos movimentos ocorreram 
e foram sufocados por tropas austríacas. Várioslíderes foram exilados e, entre eles, encontrava-se 
Giuseppe Mazzini, que, no exterior, fundou a 
associação da Jovem Itália, uma sociedade secreta 
cujo objetivo era 
 
reforçar os ideais nacionalistas e de unificação da 
região italiana. 
3. Confederação Germânica: as repercussões 
dos movimentos puderam ser sentidas. Com o 
auxílio de tropas austríacas, no entanto, os 
movimentos foram contidos e as Constituições 
suspensas. 
4. Polônia: foi formado um governo nacionalista 
com sede em Varsóvia. • As revoluções de 1848 - A primavera dos 
Povos: 
1. França: reinado de Luís Felipe foi responsável 
pela consolidação da ordem burguesa, entre as 
ações liberais adotadas durante o seu governo, 
podem ser destacadas, o fortalecimento do Poder 
Legislativo, a redução do censo eleitoral, a 
retomada da bandeira tricolor, a adoção do 
liberalismo econômico, o fomento ao 
desenvolvimento industrial e o controle pela alta 
burguesia dos setores de ferrovias, bancos e 
minas de carvão. O rei burguês reprimia as 
manifestações, além de censurar a imprensa 
republicana. Houve revoltosos que clamavam 
contra a miséria e desejavam a ampliação das 
liberdades democráticas. 
2. Império Austríaco: os trabalhadores saíram 
as ruas exigindo a ampliação do direito ao 
voto. 
3. Península Itálica: na região da Toscana e em 
Roma, foram proclamadas repúblicas sob o 
comando de Giuseppe Mazzini. 
 
REVOLUÇÕES LIBERAIS
@vestibularesumido
 
46
• Consequências da Revolução 
Industrial: consolidação do modo de produção capitalista como dominante, aumento da média de vida da 
população, consolidação de duas novas classes sociais, urbanização, revolução agrícola e surgimento de 
ideologias que criticavam o capitalismo, como o socialismo e o anarquismo, por exemplo. 
• Movimento Operário: é fruto do desenvolvimento do modo de produção capitalista e, mais 
precisamente, da Revolução Industrial. O operário da fábrica era, sobretudo, o antigo camponês que, 
com a desagregação do modo de produção feudal e a falta de oportunidades no campo, foi levado a se 
deslocar para as cidades. • Primeiros Movimentos Operários: 
1. Ludismo: destruição das máquinas 
2. Cartismo: publicação da “Carta ao 
Povo”, documento enviado ao Parlamento inglês que reinvidicava questões trabalhistas 
3. Sindicalismo: tinham como intuito unificar as reinvidicações dos operários diante dos patrões 
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
E MOVIMENTO OPERÁRIO
@vestibularesumido
47
• A luta dos estadunidenses serviu de exemplo aos 
hispano-americanos, pois o norte da América foi a 
primeira região do continente a conquistar a 
liberdade, livrando-se, da maior potência da época, a 
Inglaterra. 
• A América Espanhola apresentava uma sociedade 
estratificada. Haviam os chapetones (espanhóis que 
vinham para a América), os criollos (elite nativa 
descendente de espanhóis) e os mestiços, índios e negros 
(escravos). 
• O processo de independência da América Espanhola 
gerou uma grande fragmentação territorial. No caso da 
América Hispânica, as massas reivindicavam não só 
maior liberdade, mas também mudanças sociais. 
 
INDEPENDÊNCIA DA 
AMÉRICA ESPANHOLA E 
DO HAITI
• Casos Particulares: 
1. Haiti: a emancipação foi realizada pelos escravos, uma classe social socialmente subordinada, que 
exterminaram a elite branca daquela região. 
2. México: defendia mudanças sociais favoráveis à população indígena. 
3. Cuba: último país a se livrar do domínio colonial, por meio da Emenda Platt, foi concedido a 
emancipação aos cubanos, mas ao mesmo tempo, dava ao governo dos EUA o direito de intervir e de 
construir bases militares no país. 
@vestibularesumido
48
 
• Romantismo: os românticos eram 
conhecidos por discordarem dos iluministas e 
ressaltavam os sentimentos como os principais 
elementos para a vida de um homem e para a 
sociedade. O Sigmund Freud, o pai da 
Psicanálise, é um dos principais expoentes 
influenciados pelo pensamento romântico. 
 
IDEIAS SOCIAIS E 
POLÍTICAS DO SÉCULO 
XIX
@vestibularesumido
49
• Vale ressaltar que as duas unificações 
foram processos elitistas e, logo, nada 
democráticos. 
• As unificações foram responsáveis pela 
exacerbação dos nacionalismos europeus que 
levaram à Primeira Guerra Mundial. 
• Unificação Italiana: a liderança era de 
Piemonte-Sardenha, justificada pela riqueza 
desse Reino, que contrastava com o caráter 
agrário dos estados do sul da Península. Os 
piemonteses tinham como grande obstáculo 
para esse processo a hegemonia da Áustria, 
que desde o Congresso de Viena, dominava 
diversos estados itálicos. Desse modo, houve 
uma guerra contra a Áustria, que foi derrotada 
pelas tropas francesas e piemontesas em 1859. 
Se, ao norte, o reino de Piemonte foi o grande 
responsável pela libertação de diversos 
estados, no sul, destacou-se a figura de 
Giuseppe Garibaldi, revolucionário republicano 
que havia lutado na Farroupilha, no Sul do 
Brasil, ele invadiu o Reino das Duas Sicílias. Foi 
necessário o início da Guerra Franco-
Prussiana, em 1870, para que os italianos, 
aproveitando- se do enfraquecimento 
francês, conquistassem os Estados papais. 
 
• Comuna de Paris(1871): as massas de Paris, lideradas por 
anarquistas e comunistas revoltaram-se e tomaram o 
controle da cidade. Milícias populares formaram-se e foi 
implantada a gestão operária em várias fábricas durante o 
período em que a chamada Comuna de Paris comandou 
as ações da capital francesa. Apesar da aparente derrota 
do movimento de tendência comunista e anarquista, é 
importante ressaltar que a Comuna de Paris foi uma 
das primeiras experiências de governo popular da 
humanidade. 
 
 
UNIFICAÇÃO ITALIANA, 
ALEMÃ E COMUNA DE 
PARIS
@vestibularesumido
50
• Foi o momento de expansão 
territorial e de seu desenvolvimento 
econômico e bélico. 
• Destino Manifesto: segundo o qual os 
Estados Unidos haviam recebido de Deus 
a missão de levar o desenvolvimento a 
toda a América favorecendo a postura 
imperialista do país. 
• Doutrina Monroe: tese fundamental 
baseava-se no lema "a América para os 
americanos”. • Big Stick: política de intervenção que 
afetou toda a América e favoreceu o 
imperialismo estadunidense. 
• Guerra Civil Americana/Guerra de 
Secessão (1861-1865): 
1. Questão alfandegária: o norte era a 
favor do protecionismo alfandegário, já o 
sul queria a diminuição delas 
2. Questão escravista: o norte defendia 
a abolição da escravidão e a adoção do 
trabalho assalariado; o sul era contrário a 
escravidão 
3. Questão da expansão para o oeste 
4. Questão da união: motivo 
fundamental para a abolição 
• EUA a pós a guerra: vitória do norte, a 
política protecionista e 
industrializante foi colocada em 
prática em todo o território dos EUA. 
Surgiram grupos formados por 
brancos radicais, perseguiam os 
negros e seus aliados, promovendo 
linchamentos em grande parte dos 
estados do país. 
 
 
 
 
ESTADOS UNIDOS DO 
SÉCULO XIX
@vestibularesumido
51
• As principais potências europeias 
adotaram uma política imperialista, 
também chamada de neocolonialismo, 
para suprirem suas necessidades 
comerciais e expandirem suas zonas de 
influência sobre o restante do mundo. 
• Os principais objetivos dos países 
imperialistas eram a busca por matéria- prima, 
mercado consumidor, investimentos de 
capital e escoamento do excedente 
populacional das grandes potências. • Contexto Europeu: Belle. Époque 
(período de crescimento econômico e 
avanço tecnológico). 
• Imperialismo na Ásia: 
1. Índia: o interesse inglês na Índia data do 
século XVIII, pois além do fornecimento de 
especiarias muito valorizadas no mercado 
Europeu, a região apresentava um entreposto 
de ligação comercial entre a Inglaterra e o 
Extremo Oriente. A predominância dos 
produtos ingleses na Índia acabou gerando 
grandes taxas de desemprego. 
2. China: a Inglaterra se interessava na China, 
pois além de ser a principal potência industrial 
europeia, já produzia ópio no continente 
asiático, mais especificamente em territórioindiano. A China organizou diversos 
movimentos de resistência à dominância 
imperialista. 
3. Japão: em 1868, passa-se a adotar um 
conjunto de medidas modernizantes, que 
caracterizavam a chamada Era Meiji. Entre 
essas medidas, destacam-se o investimento 
em educação, modernização dos meios de 
transporte e ampliação do exército japonês. 
Em pouco tempo, o Japão se transformou em 
uma potência imperialista. 
 
 
• Imperialismo na América:os EUA foi a principal 
potência a exercer influência no continente, pois 
elaboraram o Destino Manifesto, a Doutrina Monroe e a 
política do Big Stick. Em 1902, com a Emenda Platt, os 
EUA recebe o direito de intervir militarmente em Cuba, 
em caso de desordem interna. 
 
• Imperialismo na África: a região que mais sofreu com a 
dominação imperialista, quase todo o continente estava 
dominado pelas potências europeias. Foi construído o Canal 
de Suez, o canal artificial que liga o Mar Vermelho ao 
Mediterrâneo, ele encurtava a distância entre os centros de 
dominação europeus e as áreas coloniais africanas e 
asiáticas. No continente Africano, a inserção dos 
europeus gerava grandes impasses, como a 
segregação racial; um exemplo disso foi o Apartheid, 
onde os colonizadores ingleses estabeleceram práticas 
e leis severamente segregacionistas. 
IMPERIALISMO
@vestibularesumido
52
• Antecedentes: o imperialismo foi a principal 
causa da Primeira Guerra, pois as nações 
industrializadas da Europa disputaram áreas de 
influência e mercados nos continentes africano e 
asiático. O aumento das rivalidades e o 
fortalecimento do nacionalismo culminaram em 
um conflito armado que atingiu, direta ou 
indiretamente, todo o planeta. 
• Diante de um cenário político tenso, as 
principais nações europeias passaram a 
adotar uma política de alianças e, assim, dois 
grupos antagônicos se formaram: a Tríplice 
Aliança (1882), formada por Alemanha, 
Áustria e Itália e a Tríplice Entente (1907), 
formada por Inglaterra, França e Rússia. 
• Diante das tensões geradas nos primeiros anos 
do século XX, os países optaram por manter uma 
política de paz armada. Assim, enquanto se 
mantinham aparentemente inofensivos, esses 
países desenvolviam uma postura militarista e 
belicosa, como forma de se prepararem para 
uma possível guerra. 
• A causa imediata da guerra, no entanto, foi o 
assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do 
império Austro-Húngaro. Francisco Ferdinando e 
sua esposa foram assassinados por um jovem 
estudante, membro da organização secreta 
antiaustríaca da Sérvia. 
• Em 1914, dividida as forças, as ações bélicas 
tiveram início. Naquele primeiro momento, 
impulsionados pelos nacionalismos e também 
pelos armamentos que já vinham sendo 
acumulados desde o início do século XX, os 
principais países envolvidos na guerra se 
lançaram aos combates diretos. 
• A Primeira Guerra Mundial colocou as 
tecnologias desenvolvidas pela Revolução 
Industrial a seu favor. Assim, durante a Guerra 
de Movimentos, como ficou conhecida essa 
primeira fase do conflito, diversos artefatos 
modernos, como metralhadora e aviões, foram 
utilizados nos combates, o que provocou uma 
destruição nunca antes vista pelos europeus. 
• Guerra de Trincheiras: as trincheiras eram 
longas valas no solo, protegidas por escoras 
de madeira e cercadas por arame farpado. A 
vida nas trincheiras era terrível, os túneis 
inundavam com lama e havia diversos animais 
nocivos à saude, como piolhos e ratos. 
• Em 1915, a Itália, que até então se mantinha neutra, 
entrou na guerra do lado da Entente, a Alemanha resistiu 
à guerra praticamente sozinha, afinal, seus principais 
aliados já haviam abandonado os campos de batalha. 
• Trata dos de paz: 
1. 14 pontos de Wilson: proposta estadunidense previa o 
fim da guerra sem a responsabilização de nenhum dos 
países pelos anos de conflito decorridos. 
2. Tratado de Versalhes: considerava a Alemanha 
culpada pela Primeira Guerra e previa sanções à ela, tais 
como, a devolução das regiões da Alsácia e Lorena à 
França, o pagamento de indenização de guerra aos 
vencedores e a perda de suas colônias. 
• Apesar da vitória militar da Tríplice Entente, após a 
guerra, iniciou-se o declínio do eurocentrismo, uma vez 
que os europeus perceberam que também eram 
destrutíveis diante dos estragos provocados pela Primeira 
Guerra. 
• Na tentativa de se evitar um novo conflito mundial, 
foi criada a Liga das Nações. 
• As disposições do Tratado de Versalhes acabaram 
gerando o sentimento de revanchismo alemão, e assim, 
contribuíram para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. • Reflexos no Brasil: desenvolveu-se durante os 
conflitos um setor industrial de substituição de 
importações para suprir a carência de produtos 
industrializados. 
 
PRIMEIRA GUERRA 
MUNDIAL
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53
• A Rússia foi o primeiro país a implantar o 
socialismo. 
• O que auxiliou no processo revolucionário: 
1. proletariado urbano subjetivo a condições 
deploráveis de trabalho 
2. burguesia predominantemente estrangeira 
3. coexistência de partidos políticos 
• Mencheviques X Bolcheviques: partidos 
socialistas que divergiam entre si 
A. Mencheviques: são etapistas (desenvolver o 
capitalismo e depois promover o comunismo - sem 
propriedade privada e sem desigualdade social) 
B. Bolcheviques: defendem a revolução e 
implantação incontinente do comunismo naRússia 
• Os revolucionários se dividiram: a ala radical, 
liderada pelos bolcheviques, achava que era o 
momento de derrubar o Czar. Já a ala moderada, da 
qual fizeram parte os mencheviques, defendia uma 
aliança com o governo. • Revolução de Fevereiro de 1917: derrubada do 
czarismo. A burguesia russa se aproveitou do 
vazio de poder para implantar um governo 
provisório. Por meio da mobilização popular, 
os bolcheviques articularam a derrubada do 
governo provisório e a implantação do 
socialismo. 
• Guerra Civil: apesar do grande apelo popular, a 
implantação do socialismo não agradou a todas as 
classes sociais do país. Assim, entre 1918 e 1921, foi 
travada uma Guerra Civil que colocou, de um lado, o 
Exército Vermelho, formado pelos bolcheviques 
revolucionários e, de outro, o Exército Branco, 
formado pelos contrarrevolucionários - compostos 
de mencheviques, da burguesia e da nobreza russa - 
e apoiado pelas grandes potências capitalistas. 
Vitória dos Vermelhos. 
• Devido a crise econômica, Lênin implantou 
ummistodesocialismoecapitalismo,que ficou 
conhecido como NEP (Nova Política Econômica). 
Em 1924, antes que a recuperação econômica 
estivesse consolidada, Lênin faleceu. 
• Com a morte de Lênin, Stalin vence Trotsky e 
assume o poder. 
• Stalinismo: Stalin exerceu um dos governos mais 
violentos da História Contemporânea. Ele implantou 
os planos quinquenais (metas a serem atingidas de 5 
em 5 anos), que representavam um importante 
passo para a transformação da Rússia em Estado 
socialista e autoritário. 
 
• Reflexos no Brasil: em1935, ocorreu a chamada 
Intetona Comunista, quando alguns tenentes, 
liderados por Luiz Carlos Prestes, tentaram tomar 
o poder e implantar um regime socialista no Brasil. 
O movimento foi duramente reprimido pelo 
governo de Getúlio Vargas, que se aproveitou 
dessa situação para aplicar um golpe de 
Estado e implantar o Estado Novo. 
 
 
REVOLUÇÃO RUSSA
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54
• A grande produtividade industrial dos 
Estados Unidos tornava o mundo cada 
vez mais dependente de sua 
economia. O excesso de liberalismo 
acabou por favorecer a especulação 
financeira, uma vez que não havia um 
agente regulador da economia. 
• A valorização do mercado estadunidense 
era frágil, ou seja, apesar de produzirem 
muito, as empresas não vendiam na mesma 
proporção. • Uma crise de superprodução e 
subconsumo foi se constituindo e se 
deflagrou no dia 24 de outubro de 
1929. A quebra da Bolsa de Nova 
Iorque afetou a economia de forma 
global, já que os Estados Unidos viram 
o maior credor e investidor mundial. 
 
• A solução para crise: em 1933,Roosevelt 
lançou o New Deal, um plano de 
recuperação da economia estadunidense 
baseado em medidas intervencionistas. 
Principais características: 
- a diminuição da jornada de trabalho, 
para aumentar a oferta der emprego 
- a proibição do trabalho infantil, já que o 
adulto ganhava e gastava mais do que a 
criança 
- a criação do salário-desemprego, para 
que a população tivesse renda e pudesse 
consumir 
 
Essas medidas estimularam investimentos no 
setor produtivo e contribuíram para aquecer a 
economia do país. A solução para Crise veio de 
duas formas: com políticas intervencionistas e 
por meio da corrida armamentista anterior à 
Segunda Guerra. 
 
• Reflexos no Brasil: com a crise iniciada nos EUA, 
principal comprador de café brasileiro, houve uma 
redução drástica do consumo do café brasileiro, 
uma vez que a escassez de capital e a diminuição 
de importações afetaram a nossa economia, 
mostrando a fragilidade de uma produção 
agroexportadora pouco diversificada. 
 
CRISE DE 1929
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55
• Um dos processos históricos de maior complexidade foi o fascismo, movimento de extrema direita que surgiu 
na Europa durante o século XX. • Com o primeiro país da Europa ter um regime de extrema direita foi a Itália, convencionou-se chamar tal 
regime de fascismo, nome relacionado ao Fascio di Combattimento, grupo armado fundado por Benito 
Mussolini. • Nos demais países, esses regimes assumiram nomes variados, como nazismo (Alemanha), 
salazarismo ou Estado Novo (Portugal), franquismo ou falangismo (Espanha). Apesar da variação de 
denominações, todos esses regimes possuem características em comum e estão inseridos em um 
mesmo contexto histórico. 
• Os efeitos da Crise de 1929 também foram fundamentais para a consolidação dos regimes fascistas, que 
consideravam o excesso de democracia e de liberalismo como responsáveis pelo episódio de 
desestabilidade econômica. 
• Características comuns aos regimes fascistas: totalitarismo, militarismo, caráter antidemocrático, 
nacionalismo, romantismo, corporativismo, crença na infalibilidade do líder, elitismo e 
unipartidarismo. 
 
NAZIFASCISMO 
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56
 
• O fim da Primeira Guerra Mundial não 
significou a consolidação da paz mundial, só 
favoreceu o surgimento de sentimentos 
nacionalistas revanchistas. Três países 
merecem destaque nesse contexto: Alemanha, 
Itália e Japão. 
• Depois do pacto com os soviéticos, Hitler se 
sentiu à vontade para invadir a Polônia em 1o de 
setembro de 1939, provocando a reação da 
Inglaterra e da França, que exigiram a retirada das 
tropas alemães do país. Com a recusa alemã dos 
dois países, declararam guerra à Alemanha, fato 
que desencadeou um novo conflito mundial. 
• Se inicialmente os fascistas dominaram as 
ações bélicas, nos cinco últimos anos da 
guerra, ocorreu a contenção e a derrota do 
Eixo. 
• Em 1941, os japoneses atacaram a base naval 
estadunidense de Pearl Harbor. Diante disso, os 
Estados Unidos romperam a neutralidade e 
entraram na guerra. Hitler declarou guerra aos EUA. 
• Os soviéticos foram implantando governos 
pró-socialistas, formando mais tarde a 
chamada Cortina de Ferro. 
 
• Em 1945, Roosevelt dos EUA, Stalin da URSS e o 
Churchill da Inglaterra se reuniram na 
Conferência de Yalta, na Crimeia, para dividir o 
mundo em áreas de influência. As decisões 
tomadas durante as reuniões foram confirmadas 
posteriormente na Conferência de Potsdam, com 
a decisão de dividir a Alemanha em quatro áreas 
de influência. 
Os soviéticos cercaram Berlim, o que fez Hitler 
cometer suicídio. 
Em 1945, os EUA lançaram duas bombas atômicas 
sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, fazendo 
com que o Japão também se rendesse do conflito. 
Mundo Pós-Guerra: houve a criação da 
Organização das Nações Unidas (ONU), além da 
pacificação mundial, as Nações Unidas tinham 
por intuito garantir o direito de 
autodeterminação dos povos e desenvolver a 
cooperação entre eles na busca de soluções para 
problemas de ordem econômica social, cultural e 
humanitária. 
O Brasil participou da Segunda Guerra a partir de 
1943, com a Força Expedicionária Brasileira. 
SEGUNDA GUERRA 
MUNDIAL
@vestibularesumido
57
• Desde a Conferência de Postdam (1945), 
EUA e URSS já divergiam quanto à divisão 
do mundo em áreas de influência. Uma das 
estratégias práticas utilizadas pelos 
Estados Unidos para conter a possível 
expansão socialista sobre a Europa foi o 
lançamento do Plano Marshall (1947),que 
visava à destinação de investimentos 
estadunidenses para a reconstrução da 
economia europeia em moldes 
capitalistas. 
• Os soviéticos criaram a COMECON, que 
consistia em uma série de investimentos 
voltados para a planificação das economias do 
Leste Europeu. 
• No plano militar, os estadunidenses criaram a 
OTAN, uma aliança militar entre os países 
capitalistas liderada pelos EUA. A URSS 
também procurou construir suas alianças 
militares, foi criado o Pacto de Varsóvia, 
composto de países do Leste Europeu. 
 
• Expansão do Bloco Socialista:ocorreu na 
Rússia em 1917, quando, após uma revolução, 
os bolcheviques, liderados por Lênin, 
tomaram o poder e promoveram reformas 
socializantes no país. 
• “Cortina de Ferro”:o termo se relaciona a 
um grupo de países do Leste Europeu no qual 
o capitalismo não conseguiu penetrar devido à 
"barreira institucional" imposta pela URSS. 
• Caso da Alemanha: a Alemanha foi 
oficialmente dividida em dois novos países 
totalmente independentes - Alemanha 
Ocidental (capitalista) e República 
Democrática Alemã (socialista). A República 
Democrática Alemã construiu, em 1961, o 
muro de Berlim, que dividia as partes 
capitalista e socialista da capital alemã. 
 
• Revolução Chinesa: um marco da expansão do 
socialismo na Ásia em 1949. 
• Guerra do Vietnã: um dos conflitos mais violentos 
ocorridos durante a Guerra Fria se deu na península da 
Indochina, que durante boa parte da vigência do 
neocolonialismo, havia sido de domínio francês. A 
França reconheceu a independência da região, desde 
que fossem formados países independentes, o Vietnã 
do Norte (socialista) e o Vietnã do Sul (capitalista), 
resultou em uma guerra civil (vietcongs x militares). 
• Crise dos Mísseis (1962): uma das espionagens 
estadunidenses descobriu, por meio de fotos de 
satélite, que os soviéticos estavam implantando 
plataformas de lançamento de mísseis nucleares em 
Cuba. Imediatamente os EUA ameaçaram invadir a 
ilha, mobilizando seus aparatos bélicos na Turquia, 
que seriam utilizados em um possível ataque à URSS. 
 
 •Fragmentação da União Soviética: percebendo a 
instabilidade soviética, Estônia, Letônia e Lituânia 
se declararam independentes e buscaram se 
integrar a União Europeia, que naquele momento 
já apresentava uma sólida estrutura. 
 
GUERRA FRIA 
@vestibularesumido
58
• Marcatismo: era a perseguição aos inimigos do capitalismo, ficou conhecido como “caça às bruxas”. 
• Direitos civis dos negros: 
1. Martin Luther King: defendendo a igualdade entre os indivíduos 
2. John Kennedy: o presidente manteve o seu compromisso de tentar promover a igualdade social e 
política entre brancos negros 
3. Pantera Negras: defendia a luta armada comoformadeconquistarosdireitos civis 
ESTADOS UNIDOS NO 
SÉCULO XX
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59
• Após o término da SegundaGuerra Mundial, 
boa parte da África e da Ásia, que desde o 
século XIX se encontravam sob o domínio 
europeu, conquistou a sua independência, 
o que significou, na prática, a inserção de 
novos parâmetros geográficos, econômicos 
e culturais para ordem mundial vigente. 
• Descolonização Asiática: 
1. Índia: teve início na década de 1920, sob 
liderança de Mahatma Gandhi, defensor da 
não violência e da desobediência civil como 
estratégias para a conquista da liberdade. 
2. Indonésia: criticada pela opinião pública 
internacional, a Indonésia recebeu o apoio 
internacional dos EUA. 
3. Indochina: a fragmentação do Vietnã 
ocorreu como um reflexo das disputas 
travadas durante a GuerraFria. 
 
• Descolonização Africana: 
Grande parte dos problemas registrados ainda 
hoje nesse continente é herança do 
imperialismo iniciado no século XIX. Os 
europeus promoveram a exploração 
violenta das riquezas africanas e se 
empenharam em destruir parte da cultura 
desses povos em nome da ciência e do 
progresso. Com o declínio do eurocentrismo, 
os colonos conseguiramreunirelementosque 
favorecessem as lutas de libertação. 
 
• Conferência de Bandung: o intuito dessa 
reunião era condenar o imperialismo e o 
racismo praticados pelos europeus nos 
continentes africano e asiático durante o 
neocolonialismo; e contribuir para o 
processo de paz mundial. A única saída para 
as ex-colônias, portanto, seria aderir aos 
objetivos traçados em Bandung para que a 
África e a Ásia se tornassem continentes 
prósperos política e economicamente. 
 
DESCOLONIZAÇÃO AFRO-
ASIÁTICA
@vestibularesumido
60
• As economias latino-americanas se 
desenvolveram, ao longo de sua história, 
baseadas na exploração de recursos 
naturais, tais como a extração mineral e a 
agroexportação. Há existência de 
grandes desigualdades sociais, o que se 
deve ao seu passado colonial e à 
manutenção de uma elite extremamente 
atrelada a seus privilégios. Sendo assim, 
os conflitos sociais, a marginalização 
política e os baixos indicadores 
socioeconômicos também podem ser 
citados como problemas que ainda 
hoje atormentam os países latino-
americanos. 
 
• Revolução Mexicana: o México foi um 
dos primeiros países no século XX a 
passar por uma revolução social. 
Zapata propôs o Plano Ayala, que tinha 
como objetivo a devolução das terras 
às comunidades indígenas e a 
expropriação de 1/3 das grandes 
propriedades, que deveriam ser 
divididas entre a população 
camponesa e sem-terra. 
 
• Revolução Cubana(1959): Fidel Castro e Che 
Guevara. O novo governo decretou a reforma agrária 
e a nacionalização de diversas empresas 
estadunidenses instaladas em território cubano; 
Fidel implantou o socialismo em Cuba. 
• Chile: defesa da construção do socialismo por uma via 
democrática. Na década de 1970, o Chile foi o laboratório 
do neoliberalismo. 
 
AMÉRICA LATINA NO 
SÉCULO XX
@vestibularesumido
61
• George H. W. Bush anunciou que uma 
Nova Ordem estava surgindo, acenando 
para um período de paz e 
desenvolvimento em prol do bem da 
humanidade. 
• Emvirtudedasdificuldadesfinanceiras 
que acometem tais países, Portugal, 
Irlanda, Índia, Grécia e Espanha, eles 
passaram a ser designados PIIGS, 
acrônimo que remete à palavra pigs, 
“porcos”, em inglês. Esse trocadilho 
evidência uma crítica feita à 
fragilidade das economias desses 
países, cujas dívidas públicas 
cresceram muitas vezes além de seus 
respectivos PIBs. 
• ONeoliberalismoeoConsensode 
Washington (1990): o neoliberalismo é 
um conjunto de ideias inspiradas no 
liberalismo econômico do século XVIII e 
adequadas à realidade do século XX. 
O Consenso de Washington - os latinos 
deveriam fazer as privatizações de 
empresas estatais, incentivo à economia 
de mercado e abertura ou 
desregulamentação da economia. 
 
 
• A Nova Ordem Mundial instaurada 
registrou um grande avanço do 
capitalismo, assim como uma 
intensificação do processo de globalização 
econômica e cultural. • 11 de setembro e seus reflexos: dois dos 
maiores símbolos dos EUA, o pentágono 
(centro de defesa militar do pais) e o World 
Trade Center (centro econômico de Nova 
Iorque), foram alvejados simultaneamente 
por meio da explosão de grandes aviões 
que colidiram com esses prédios. Os 
atentados, que foram assumidos pela 
organização terrorista Al-Qaeda, 
liderada por Osama Bin Laden, deixaram 
a população estadunidense em pânico e 
levaram o presidente George Bush a 
declarar que esses ataques 
representavam um ato de guerra contra 
os EUA. A partir de então, o governo 
estadunidense deu inicio à execução da 
chamada Doutrina Bush, um conjunto de 
princípios e métodos que tinha como 
objetivo consolidar a hegemonia dos 
Estados Unidos mundialmente. 
• O presidente Barack Obama anunciou em 
cadeia nacional a morte de Osama Bin 
Laden, líder da rede terrorista Al-Qaeda. 
NOVA ORDEM MUNDIAL 
@vestibularesumido
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