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HISTÓRIA
@vestibularesumido
Capítulos de História do Brasil
1. EXPANSÃO MARÍTIMA…………………………………………………………..……………PÁG. 4
2. AMÉRICA ESPANHOLA……………………………………………………………………….PÁG. 5
3. AMÉRICA INGLESA…………………………………………………………………………….PÁG. 6
4. POVOS AFRICANOS……………………………………………………………………..……PÁG. 7
5. IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA COLONIAL NO BRASIL…………………………..PÁG. 8
6. BRASIL COLÔNIA: ECONOMIA AÇUCAREIRA…………………………………..…PÁG. 9
7. BRASIL COLÔNIA: ATIVIDADES ECONÔMICAS COMPLEMENTARES….…PÁG. 10
8. BRASIL COLÔNIA: INVASÕES ESTRANGEIRAS I……………………………...…..PÁG. 11
9. BRASIL COLÔNIA: INVASÕES ESTRANGEIRAS II………………………………….PÁG. 12
10. BRASIL COLÔNIA: BANDEIRANTISMO, MINERAÇÃO E PERÍODO
POMBALINO…………………………………………………………………………..….……….PÁG. 13
11. REBELIÕES NATIVISTAS E SEPARATISTAS………………………………..……….….PÁG. 14
12. PERÍODO JOANINO E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL………………………….….PÁG. 15
13. BRASIL IMPÉRIO: PRIMEIRO REINADO………………………………………..……….PÁG. 16
14. BRASIL IMPÉRIO: PERÍODO REGENCIAL…………………………………..………….PÁG. 17
15. BASES POLÍTICAS DO BRASIL IMPÉRIO………………………………………………..PÁG. 18
16. GRUPOS SOCIAIS EM CONFLITO NO BRASIL IMPÉRIO……………………......PÁG. 19
17. REPÚBLICA PROVISÓRIA E DA ESPADA…………………………………….……….…PÁG. 20
18. REPÚBLICA OLIGÁRQUICA: CAFÉ, INDÚSTRIA E MOVIMENTO
OPERÁRIO………………………………………………………………………………….……....PÁG. 21
19. REPÚBLICA OLIGÁRQUICA: ESTRUTURAS POLÍTICAS E SOCIAIS……….….PÁG. 22
20. ERA VARGAS………………………………………………………………………..……....…….PÁG. 23
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21. PERÍODO LIBERAL-DEMOCRÁTICO: CARISMA,
CONCESSÕES E CONTROLE
POLÍTICO……………………………………………………………………………….………..….PÁG. 24
22.PERÍODO LIBERAL-DEMOCRÁTICO: PROSPERIDADE
E CONFLITOS NO PALCO POLÍTICO………………………………………………....….PÁG. 25
23.REGIME MILITAR: DEMOCRACIA SITIADA,
LIBERDADES VIGIADAS………………………………………………………………..…...….PÁG. 26
24.REGIME MILITAR: A LUTA PELA CONQUISTA DE DIREITOS………………..……PÁG. 27
25.NOVA REPÚBLICA………………………………………………………………..…………..….PÁG. 28
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EXPANSÃO MARÍTIMA
Expansão Marítima • Interação entre os continentes, traços
culturais e econômicos distintos.
• PioneirismoPortuguês:
1. Posição geográfica
2. Espírito aventureiro
3. Ceticismo português
4. Técnicas de marear
- Objetivos: o espírito cruzadístico de
Portugal,a
busca pelo reino de Preste João (rei cristão e
detentor de riquezas jamais vistas), a busca
pelo ouro na África (guiné e “especiarias”).
• As Grandes Navegações seria uma
extensão do projeto de Reconquista, já
que a ampliação territorial assinalava a
força da fé católica e a reafirmação do
poder político dos Estados Ibéricos.
• Guerra de Reconquista: expulsão dos
árabes da Península Ibérica. A luta contra os
mouros marcou o surgimento dos estados
de Portugal e Espanha, além da expansão
católica por meio da conversão dos povos
islâmicos.
• A Revolução de Avis foi fundamental para
o processo expansionista português, tendo
em vista a ligação da nova dinastia com a
atividade naval de cabotagem (navegação
costeira).
• A etapa inicial do expansionismo
ocorreu em 1415 por meio da conquista
de Ceuta, cidade da Espanha situada na
margem africana desembocada pelo
Estreito de Gibraltar. Em Ceuta, havia a
oportunidade de um rápido
enriquecimento, além do controle das
atividades mercantis da região.
• Os lusos fundava mas feitorias,
entrepostos comerciais que serviam para o
abastecimento de novas embarcações.
• Em 1498, Vasco da Gama alcançou Calicute
(atual Índia) e garantiu o acesso às primeiras
especiarias asiáticas.
• Em1500,PedroÁlvaresCabralchegano litoral
brasileiro.
• A falta de empenho das outras coroas
europeias para a expansão marítima se
justificava pelas questões internas e
externas, que tinham o intuito de
promover a consolidação dos estados;
além de França e Inglaterra estarem na
guerra dos Cem Anos e Espanha nos
últimos estágios da Guerra de
Reconquista.
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5
• Contato entre europeus e pré- colombianos que
apresentaram vários níveis de desenvolvimento.
• Entre as comunidades indígenas destaca- se os maias e
astecas, que ocupavam a mesoamérica e os incas, que,
ocuparam a região dos Andes.
• Os Astecas ocupavam o México em torno do Lago
Texcoco, possuíam uma sociedade hierarquizada,
religião politeísta, agricultura e metalurgia bem
complexas. Além disso, desenvolveram a escrita
pictória e não utilizavam moeda. O império dos astecas
é o Tenhochtilán.
• Os Incas ocupavam a Cordilheira dos Andes,
destacando atualmente Cuzco e Machu Picchu. A
sociedade era estratificada, e a agricultura era feita
a partir da construção de terraços nas áreas de
encosta (devido ao traçado montanhoso da região).
O artesanato destacava nessa comunidade.
• Os Maias ocupavam a Península de Yukatán e não
constituíram um império centralizado, mas sim,
estruturas políticas autônomas. Na agricultura
desenvolviam a coivara, no qual constituía em
colocar fogo para acelerar o processo de nutrientes
no solo. Os maias eram politeístas e desenvolveram
a escrita hieroglífica.
• A criação do sistema de capitulações, por parte
europeia, permitia o direito de exploração das novas
regiões. Dentro das obrigações dos primeiros
exploradores, ficava importante o encargo do
pagamento do quinto (20% de toda riqueza saqueada
dos nativos). Caso conseguisse, tornaria um
adelantado, que comandava as regiões dominadas na
luta de Reconquista. O primeiro adenlantado foi
Cristovão Colombo. Hernán Cortez (conquistou o
império asteca) e Francisco Pizarro (conquistou o
império inca) também foram adelantados. • Fatores que possibilitaram o sucesso dos espanhóis:
superioridade bélica, uso da cavalaria, crenças e
presságios. • O domínio espanhol foi marcado pela imposição dos
elementos socioculturais europeus, com destaque para
a fé católica. • Após a descoberta de jazidas de prata na região, a Coroa
Espanhola optou por assumir um controle maior na
região, retirando os poderes concedidos aos
adenlantados (direito de ocupar e explorar a terra). Por
isso, foi criada a Casa de Contratação - recolhimento
tributário; Conselho das Índias - política, audiência e
divisão do território em vice reinos e capitanias; os
cabildos detinham o poder local.
• Sociedade: chapetones, criollos, indígenas
e africanos. • A economia se deu pela exploração dos
indígenas pelo sistema de mita e
encomienda.
• O sistema de mita era um trabalho forçado
(servidão) imposto durante o tempo entre a
semeadura e a colheita; os camponeses eram
obrigados a construir caminhos, pontes e
obras de irrigação. Pagamento: parte da
população realizava.
• O sistema de encomienda foi um trabalho
imposto compulsoriamente ao indígena
(todos obrigados). Pagamento: catequese.
• Chapetones: os espanhóis-funções
administrativas;
• Criollos: descendentes de espanhóis nascidos
na América - funções regionais.
AMÉRICA ESPANHOLA
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• Na Idade Moderna, a Inglaterra não
apresentou condições favoráveis ao
processo colonizador do novo mundo, o
advento da Guerra dos Cem Anos e os
conflitos religiosos inviabilizaram um
projeto colonizador efetivo na América. No
entanto, esse cenário desfavorável não
impediu os esforços da Dinastia Tudor em
patrocinar incursões no continente
encontrado. Então, a partir de 1603, o rei
Jaime I (primeiro monarca da Dinastia
Stuart), iniciou o projeto visando promover a
ocupação de terras americanas.
• A ocupação da América pela Inglaterra se deu
pela Companhia de Londres, Companhia de
Plymouth e pelos britânicos que vivenciavam
uma série de distúrbios políticos e religiosos na
Inglaterra.
• Os puritanos que seguiam à doutrina cristã,
não oficial religião inglesa, por isso vítimas
do radicalismo religioso, encontraram no
Novo Mundo a possibilidade de professar a
sua fé semas perseguições que ocorriam na
metrópole.
• A modalidade de trabalho presente nas colônias
inglesas, era baseada em troca: os camponeses
ganhavam subsistência durante 7 anos em
troca de sua mão de obra.
• A ocupação colonial intensificou-se como
avanço do século XVII, devido a presença de
milhares de escravos negros oriundos da
África. Nesse processo, populações
indígenas foram expulsas do seu território
em um movimento que levou ao extermínio
de várias comunidades nativas.
• As Colônias do Sul caracterizaram-se pelo
trabalho escravo negro, utilizado nas
fazendas que cultivavam tabaco, arroz,
algodão e anileira. Virgínia e Geórgia se
enquadravam nessa situação de colônia.
• As Colônias do Centro possuíam planícies
férteis e com uma pluviosidade regular, a região
foi favorável às atividades agrícolas, mas com
predomínio da pequena propriedade. O
território caracterizou-se pelo desenvolvimento
de manufaturas e comercializava-se milho, trigo,
centeio e aveia.
AMÉRICA INGLESA
• As Colônias do Norte eram notadamente
marcadas pela presença dos refugiados religiosos
puritanos. A atividade econômica nessa região se
baseava no comércio triangular (entre a nova
Inglaterra, Antilhas e África). Visando a esse
comércio, nas Colônias do Norte produziam-se
peixe salgado, madeira e cereais, que eram
enviados às Antilhas trocados por rum e melaço.
Em seguida, os colonos ingleses retornavam
ao norte e produziam mais rum com a matéria-
prima obtida, trocando a bebida por cativos da
região da África. Por fim, com os navios
repletos de escravos, os colonos retornavam
às Antilhas ou às Colônias do Sul, bons
mercados para a mão de obra negra obtida
com o comércio triangular.
• Os sistemas administrativos presentes nas
colônias ibéricas eram o self- government
(autogoverno), controladas de modo efetivo
pelo poder metropolitano. Além disso, a
negligência salutar se fazia presente, era
definida pelo “abandono” e pouca
interferência, adotada pelo rei da Inglaterra
quando as Treze Colônias queriam a
independência.
• A emancipação das Treze Colônias em 1776
pode ser entendida como uma resposta dos
colonos ingleses ao esforço infrutífero da
metrópole de controlar tais regiões.
• São características das colônias de
povoamento: pequena propriedade familiar,
manufaturas, policultura, autonomia econômica e
mão de obra livre.
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7
• “Uma ponte chamada atlântico”:
os africanos asseguraram a
profunda integração entre os dois
lados do atlântico, introduzindo
elementos culturais, sociais e
religiosos aos territórios que
ocupavam.
• A forte colonização europeia em
alguns países da África influenciou
diretamente a sua economia.
• A geografia do continente africano
permite a divisão de duas regiões
opostas, a África Setentrional e a
Subsaariana, separado por uma faixa
limítrofe denominada Sahel.
• A África Setentrional abriga países
com traços semelhantes aos povos
do Oriente Médio. A África
Subsaariana concentra a maior parte
da população negra daquela região.
• África possui uma grande riqueza cultural,
que reflete na sua diversidade étnica, entre
os vários povos africanos, destacam- se:
bantos - grupo mais numeroso do
continente, pigmeus - pele negra e
pequena estatura, sudaneses - habitam as
savanas, nilotas - pele negra e pequena
estatura, koikoi e berberes.
• Devido ao advento das práticas
comerciais e ao comércio de escravos
representaram a base para a
associação de continentes.
• O Reino de Gana, Reino de Mali e o
Império de Songhai fizeram parte da
história da África.
• Em algumas sociedades africanas, o papel
da mulher (cultura matrilinear) era relevante
no processo político e administrativo. Na
cultura Iorubá, acreditavam que a mulher que
se tornava mãe adquiria poderes divinos. • A arte, a produção de cerâmicas, máscaras
africanas e narrativas fazem parte da
cultura africana.
• A cultura Iorubá é atualmente no Brasil
considerada patrimônio cultural pela
Unesco.
POVOS AFRICANOS
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8
• A chegada dos portugueses foi tratada
pela maioria dos grupos locais, com
relativa resistência e em alguns casos
com enfrentamento armado.
• Tal encontro de culturas possibilitou, além
da violência e do extermínio das
populações indígenas, a integração de
hábitos alimentares e culturais, bem como
a apropriação de palavras do vocabulário
nativo.
• Em 1501 e 1503, a Coroa Portuguesa
enviou duas expedições ao Brasil com o
objetivo de reconhecer a costa brasileira
e dimensionar a potencialidade da região.
• Inicia-se a exploração do pau-brasil,
que foi encontrado de maneira
abundante na região da mata atlântica,
da faixa do Rio Grande do Norte até o
Rio de Janeiro. O pau-brasil era
amplamente utilizado na Europa, desde
a Idade Média, como base para a
tintura de tecidos, principalmente em
tons vermelhos.
• O interesse pela madeira fez com que a
Coroa Portuguesa estabelecesse o
estanco, monopólio real. O primeiro
explorador do recurso na colônia foi o
cristão-novo Fernando de Noronha.
• A extração do pau-brasil contava como
trabalho indígena por meio do
escambo, sistema de trocas.
• A extração do pau-brasil atraiu
navegantes de outros países, com
destaque para os franceses. A
presença estrangeira na costa da
América portuguesa exigiu medidas de
segurança por parte da Coroa.
• O monarca português João III
(1502-1557) concorreu para a mudança
da postura lusitana para as terras da
América, logo, houve a queda do lucro
do do comércio de especiarias em
consequência do aumento da oferta no
mercado europeu.
• Martin Afonso de Souza fundou a vila de São Vicente, na
região litoral de São Paulo. Depois, Martin Afonso retornou a
Portugal, sendo notificado da implantação do sistema de
capitanias hereditárias para a exploração da América
Portuguesa. Para tanto, o estado utilizou- se dos recursos de
comerciantes do reino, que receberam faixas de terras
perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área
litorânea. Esses eram denominados de capitães
donatários, Martim Afonso recebeu duas das quinzes
capitanias distribuídas pelo monarca João III. Além da
carta de doação (documento que garantia o direito de
posse da capitania), os donatários recebiam o Foral
(documento responsável por determinar direitos e
deveres). Assim, o capitão donatário poderia distribuir
sesmarias (lotes de terra), escravizar os nativos, fundar
vilas, explorar a terra e conduzir a administração da
capitania.
• A concentração fundiária no Brasil não se explica pelas
capitanias, mas sim pelo sistema de sesmarias, devido à
amplitude territorial existente na colônia.
• A fragilidade do sistema de capitanias hereditárias se
deu pela resistência indígena do desinteresse pelo
território, da distância e da falta de capital; apenas duas
capitanias apresentaram sucesso: São Vicente (Martim
Afonso) e Pernambuco (Duarte Coelho).
• A capitania de São Vicente dedicou a produção de
cachaça, melaço (cana-de-açucar) e tabaco
destinadoaotráficonegreiro,possuíasolofértil; e os
comerciantes portugueses compravam esses produtos
em troca de escravos (comércio triangular). Já a capitania
de Pernambuco possuía condições climáticas favoráveis
para produção; solo de massapê - fértil; posição
geográfica favorável e formação de grandes latifúndios.
• Objetivos das capitanias hereditárias: povoar, produzir e
proteger (“3P”).
• A fragilidade do sistema de capitanias e a permanência das
inclusões de outros países levaram a Coroa Portuguesa a
instituir o Governo-Geral. Tomé de Souza foi o primeiro
governador-geral, funda a capital, Salvador (escolhido por
causa da topografia) e leva a Companhia de Jesus (responsável
por expandir a fé).
• O Governo Geral continha: garantia do monopólio do
pau-brasil à coroa; fiscalizar e auxiliar as capitanias,
atentando o interesse do governo; facilitar a instalação de
engenhos; povoar; fundar vilas; defender a terra econtrolar a relação entre os indígenas e os colonos.
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA
COLONIAL DO BRASIL
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• As primeiras mudas de cana-de-
açucar chegaram por meio do
donatário Martim Afonso de Souza.
A opção pela cana se deu por causa
do clima favorável e pela
disponibilidadedeterracomsoloprop
ício. As áreas produtoras de maior
destaque no Brasil foram a Bahia e o
Pernambuco, além da capitania de
São Vicente.
• A sociedade do engenho
apresentada uma gigantesca
propriedade fundiária obtida por
meio da doação de sesmarias. O
engenho contava com a moenda
(extrair o caldo de cana),casadas
caldeiras (fornalhas que
transformavam a cana em melaço),
casa de purgar (espaço de
descanso). Essa produção originava
os “pães de açúcar” e era enviada a
Portugal.Aestruturadoengenhoaind
a contava com a Casa-Grande e a
Senzala. A Casa-Grande era local de
descanso e convivência dos
senhores e a Senzala era onde os
escravos ficavam. A casa-grande e a
senzala, em sua relação antagônica,
simbolizavam a hierarquização
social colonial. Tal estrutura social
era hierárquica e controlada pelo
senhor de engenho, já as forças
produtivas ficavam a cargo dos
escravos, compostos de indígenas e
negros importados da África.
• Os mestres do açúcar, os
comerciantes, os religiosos, os
capitães do mato e muitas outras que
intensificaram a dinâmica social do
período.
• O indígena será usado como escravo
nas regiões em que o escravo africano
for de difícil acesso ou for muito caro,
mais para frente, provocará a Revolta
de Beckman no Maranhão, em que
possuía como grito de guerra “mata,
mata, jesuíta”.
• Ainda hoje, é possível afirmar que a cana é um produto
importante para a economia brasileira, afinal, produtos
extraídos da cana, como o álcool e o açúcar, possuem
relevância na balança comercial brasileira.
• A escravidão representou a base da economia brasileira até o
final do século XIX, décadas após o processo de Independência.
• Os protestos de parte da Igreja Católica e a mortandade
generalizada dos nativos fez com que a mão de obra indígena
fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras.
• Como vários reinos africanos já praticavam a escravidão,
principalmente dos prisioneiros de guerra, os europeus se
apropriam dessa atividade, transformando-a em um lucrativo
comércio internacional.Assim, colocavam os africanos em
tumbeiros (embarcações desumanas) e eram trazidos ao Brasil.
• Os negros que vieram para a América Portuguesa
pertencia aos bantos (região do Congo, Angola e Moçambique)
e sudaneses (Nigéria, Daomé e Costa do Marfim).
• A resistência a escravidão foi dada de diversas maneiras,
como revoltas, suicídios, conspirações e fugas para os
quilombos. Entre as organizações quilombolas destaca-se
o Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga,
atual estado de Alagoas. No final do século XVII, esse
quilombo passou a ser conduzido por Zumbi, apesar da
longa resistência, Palmares acabou sendo destruído pela
ação bandeirante. Então, Zumbi foi morto e degolado,
sendo sua cabeça exposta na cidade de Recife.
• Os escravos eram divididos: escravos domésticos,
escravos que trabalhavam no canavial e escravos de ganho
(mínima renda que poderiam vir a comprar a carta de
alforria).
BRASIL COLÔNIA: ECONOMIA
AÇUCAREIRA
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• Importância da pecuária: contribuiu para a
formação do mercado interno e para o
progresso material da colônia, visto que os
lucros obtidos com a comercialização da
produção foram incorporados ao Brasil. Além
disso, foi importante na formação do espaço
geográfico do país, uma vez que promoveu o
povoamento gradual e contínuo de uma vasta
região. A presença da mão de obra livre era
bastante comum nessa atividade, o que
permitia uma relativa ascensão social.
• O faturamento por meio da exploraçãodo
couro chegou a ser destaque nas
exportações brasileiras durante o período
colonial.
• As drogas do sertão eram os alimentos e as
plantas medicinais extraídas da atual região
amazônica ou introduzidas pelos colonizadores,
como cravo, castanha, canela, cacau, guaraná,
entre outros. Essa atividade valia-se da mão de
obra indígena recrutada pelos jesuítas. E a
extração desses produtos se vinculada ao
interesse europeu pelas folhas exóticas do Novo
Mundo.
• O tabaco, planta típica da América, era muito
utilizado pelos indígenas. Com a chegada dos
portugueses, o cultivo de tabaco se transformou
em uma importante atividade econômica.
• E o algodão, desenvolveu sua atividade
produtora em meio à crise aurífera.
•
A mineração, a pecuária e as drogas do sertão foram as
principais atividades que atenderam o ideal mercantilista
do estado lusitano.
• A pecuária foi introduzida pelo governador Tomé de
Souza com o objetivo de suprir a alimentação dos
colonos na cidade de Salvador. O gado bovino também
contribuiu para a força motriz dos engenhos, sendo
utilizado como meio de transporte, além de garantir leite,
manteiga e carne.
• Como as terras férteis eram destinadas às atividades
da cana-de-açucar, a pastagem de gado foi se
interiorizando. As margens do rio São Francisco se
transformaram em espaço ideal para a fundação de
fazendas de gado, passando inclusive a ser
conhecido como o rio dos currais.
• No Sul, a pecuária foi introduzida pelos jesuítas, que
utilizavam os animais para a subsistência nas missões. A
destruição das missões, feita pelos paulistas a fim de
conseguir escravos, provocou o surgimento do gado
selvagem, que se espalhou com facilidade pela região em
virtude da abundância de pastagem natural que as áreas do
RS forneciam. A consolidação da pecuária no Sul ocorreu
apenas quando inibiu a atividade de mineração na região
das Minas Gerais. Nesse contexto, formou-se a atividade
do tropeiro, responsável pelas tropas de peões que
capturavam e comercializavam os animais nas diversas
regiões do Brasil. Além disso, essa região apresentava
condições favoráveis para o desenvolvimento do gado,
como o revelo suave, o clima ameno, numerosos rios e
uma vegetação rasteira para a pastagem. As estâncias
(fazendas de criação) foram incentivadas pela Coroa
Portuguesa.
BRASIL COLÔNIA:
ATIVIDADES ECONÔMICAS
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11
• A França Equinocial foi formada no início do século XVIII,
quando Portugal esteve sob domínio espanhol, o que permitiu a
invasão francesa novamente no território. O objetivo francês era
fundar uma vila que garantisse a criação de uma estrutura para a
invasão do vice-reino do Peru, principal reino fornecedor de
metais preciosos da Espanha na América. A nova empreitada
teve curta duração, uma vez que foram expulsos pelos luso-
espanhóis. Ahegemoniaespanholasedeudevidoa “Invencível
Armada”, termo dado pelos ingleses no século XVI para designar
a esquadra reunida pelo rei espanhol Filipe II para invadir a
Inglaterra; a Espanha controlava os países baixos, e ainda
dominava o reino português por meio da União Ibérica.
• A União Ibérica(Portugal+Espanha) era comandada pelo
governo espanhol, pois a idade avançada de D. Henrique e a
ausência de um herdeiro fizeram a confirmação das
pretensões espanholas. E até, segundo as tradições, a
morte do rei português provocou tal canção dos
portugueses: “que viva Dom Henrique no inferno muitos
anos por deixar Portugal nas mãos dos castelhanos
(espanhóis)”. • A posse do rei de Portugal pela Espanha, veio acompanhada
pela manutenção da integridade territorial do reino português
por meio do Juramento de Tomar (foi um conjunto de leis e
regras, no qual, favorecia a Espanha, haja vista, que Portugal,
ficaria dependente de Filipe II, no que tange a respeito da
economia e da política).
• Esse controle da Espanha sobre o Portugal acabou por
consolidar o mito do sebastianismo, ou seja, a esperança da
sociedade portuguesa no retorno do jovem monarca que
desaparecera no norte da África.
• Atritos entre Espanha e Holanda: Filipe II queria imporo culto
católico à religião dos países baixos, o que contribuiu para que a
Holanda declarasse sua independência 1581. Além disso, a
guerra dos Trinta Anos influenciou ambos os países, quando no
final da guerra, Espanha reconheceria definitivamente a
separação da região. Com a independência holandesa, os
espanhóis iniciaram um claro boicote às práticas
holandesas, prejudicando a economia dos países baixos. A
solução para essa situação foi a fundação de companhias
comerciais para tentativa de tomar áreas até então
controladas pela Espanha, uma delas foi a Companhia das
Índias Orientais, e mais tarde, Companhia das Índias
Ocidentais, que seria responsável pela invasão do nordeste
brasileiro, área também controlada pela Espanha em
virtude da União Ibérica. Logo, caberia à Companhia das
índias Ocidentais organizar a ocupação do Brasil parar e tomar o
lucrativo comércio de açúcar e recuperar investimentos
anteriormente realizados na região.
• A relação entre franceses e
indígenas se deu pela prática do
escambo, a fim da exploração do
pau-brasil. Na medida em que essa
presença estrangeira se mostrava
incomodada, o Império Português se
dispôs a promover a ocupação
territorial, utilizando, para isso, o
sistema de capitanias hereditárias.
Apesar do empenho luso de impedir
a entrada de outros povos, os
franceses acabaram por fundar uma
comunidade na região da Baía de
Guanabara por volta do ano de 1555.
Era a chamada França Antártica. •
• A França Antárticas se fundou na
Baía de Guanaraba, pois na França
ocorria guerras de religião (católicos
x protestantes) e até gerou um
episódio conhecido como Noite de
São Bartolomeu, quando três mil
protestantes foram massacrados
após uma fracassada tentativa de
pacificação entre as duas religiões
por meio do casamento entre a
católica Vagois e o protestante
Henrique de Navarra. Logo, um dos
reflexos desses atritos religiosos foi
a opção de um grupo de calvinistas
em migrar para as áreas americanas
com o objetivo de professar sua fé e
fugir de tais conflitos. A opção pela
América Portuguesa se
fundamentou no contato dos
franceses com a região devido ao
comércio de pau- brasil. O fracasso
da França Antártica se explica por
fatores internos e externos, alguns
franceses foram expulsos por causa
de seu radicalismo religioso. E,
somavam- se a esse fato os ataques
empreendidos pelas tropas
portuguesas lideradas por Estácio
de Sá, sobrinho do governador-
geral Mem de Sá. Estácio de Sá
aproveitou o sucesso militar e
fundou a vila de São Sebastião no RJ.
BRASIL COLÔNIA: INVASÕES
ESTRANGEIRAS I
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12
• Foram duas tentativas de o cupaçãodo Brasil Colonial por parte dos holandeses. A primeira em Salvador
que não obteve sucesso. E a segunda na capitania de Pernambuco, optado por causa do rico comércio de
açúcar existente, com destaque para as cidades de Olinda e Recife. Os holandeses se fixaram na porção
mais rica da colônia portuguesa e caberia a eles fortalecerem as atividades produtivas, para isso, foi
nomeado o conde Maurício de Nassau, que passou a administrar tal área.
• Maurício de Nassau construiu teatros, zoológicos, observatório astronômico e obras de embelezamento
arquitetônico que transformaram Recife em uma das principais cidades da América portuguesa. Além disso,
retomou a atividade canavieira por meio de empréstimos aos senhores de engenho, estabeleceu a liberdade de
culto, favorecendo a vinda de judeus e protestantes para a sua colônia e ainda, permitiu a criação de imagens por
parte dos pintores. Além da difusão de forma mais clara e realista da fauna e flora do Novo Mundo.
• Lembrando que, para isso, a Companhia das Índias Ocidentais (WIC), utilizava a venda de ações para
interessados em patrocinar a invasão das áreas de domínio espanhol, a qual foi considerada a primeira
empresa de capital aberto.
BRASIL COLÔNIA: INVASÕES
ESTRANGEIRAS II
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• Bandeirantes: a construção do
mito - ideia de coragem, de
espírito civilizador e missionário
soma-se ao desejo de incluir a
figura do bandeirante à presença
portuguesa no interior da colônia.
• Mineração: minas de ouro e
diamante. A consequência
limitada dessa situação foi a
ampliação do fluxo migratório.
Impostos:
1. Quinto: 20% do ouro extraído
pelo minerador
2. Casas de Fundição: facilitar e
registrar a tributação
3. Capitação: caracterizada pela
cobrança de 17 gramas de ouro
por cada cabeça de escravo
4. Finta: consistia na arrecadação
anual mínima de 100 arrobas de
ouro
5. Derrama: cobrança de
impostos atrasados e confisco de
ouro até atingir a meta
estabelecida pela finta
6. Impostos de Entrada:
imposto para a circulação de
mercadorias
• Pode-se notar que a colônia
iniciava o lento processo de
integração territorial.
• Período Pombalino: o estado
português passou por uma
série de reformas realizadas
pelo então Ministro Rei José I, o
chamado Marquês de Pombal.
- centralização por meio da
extinção do sistema de capitanias
hereditárias
- expulsão dos jesuítas
- criação do subsídio literário
- proibição da escravidão
indígena
- criação de companhias de
comércio - maior controle fiscal
das atividades
mineradoras
• A interiorização da colônia: a
princípio, a ocupação da faixa
litorânea facilitava o
escoamento de mercadorias
como o pau- brasil e a cana-de-
açucar. Depois, a vila teve de
buscar alternativas
econômicas para a sua
sobrevivência, desenvolvendo
as bandeiras, atividade
extremamente importante
para o processo de
interiorização da colônia
portuguesa.
• Bandeira de Apresamento:
tinham o intuito de capturar
indígenas para serem
escravizados. Assim, os paulistas
partiram em expedições pelo
interior da colônia na intenção de
aprisionar os gentios e vendê- los.
• Bandeiras de Prospecção:
busca de metais preciosos; a
necessidade de revitalização
econômica do estado português
após a dominação espanhola e a
crise da economia açucareira
foram fatores determinantes para
essa situação. Vale dizer que a
atuação dos bandeirantes
contribuiu para a delimitação das
atuais fronteiras brasileiras.
• Monções: expedições que
utilizavam as vias fluviais para o
processo de deslocamento. O
nome monções se origina dos
ventos que colaboravam para
trazer as caravelas portuguesas
para a costa da colônia
americana.
• Outra atividade vinculado aos
bandeirantes foi o sertanismo de
contrato, que consistia na
contratação dos bandeirantes
com o intuito de capturar
escravos fugidos ou mesmo de
destruir quilombos.
BRASIL COLÔNIA:
BANDEIRANTISMO, MINERAÇÃO E
PERÍODO POMBALINO
• Pombal reiterou medidas
mercantilistas, essa negação
das práticas liberais
justificava-se pelo anseio de
fortalecer o Reino Português,
por meio da acumulação de
capital.
• Fronteiras: separação das
possessões portuguesas e
espanholas. A mudança mais
impactante foi a assinatura do
Tratado de Madrid, em 1750.
• Princípio de Uti Possidetis: as
fronteiras seriam tratadas
conforme a ocupação territorial
realizada até a metade do
século XVIII, fortalecendo o
espaço de domínio lusitano na
América.
@vestibularesumido
14
• As rebeliões nativistas reagiam contra as posturas
metropolitanas que estivessem desagradando setores
da sociedade em certa época e local, porém sem o
esforço emancipatório típico das rebeliões separatistas .
• Rebeliões Nativistas:
1. Revolta de Beckman (Maranhão, 1684): as críticas à
legislação régia partiam de inúmeras áreas coloniais,
entre as quais se destacam as regiões de São Paulo e
Maranhão, locais nos quais houveram conflitos entre
colonos e jesuítas por causa da escravização dos
nativos. Enquantoosreligiososestabeleciamas missas
que evangelizavam os índios, os colonos queriam utilizá-
los nas fazendas como mão de obra cativa.
2. Guerra dos Emboabas (Minas Gerais, 1708-1709):
a presença cada vez maior de portugueses desagradou
aos paulistas, responsáveis pela descoberta do ouro,
que enxergavam oslusitanos como invasores do rico
território conquistado com muito esforço. Os paulistas
reivindicavam o direito exclusivo de exploração da
região, tratando com desdém os estrangeiros,
chamados de modo pejorativo, de emboabas, já que
estavam sempre de botas, com panos enrolados nos
pés, lembrando uma ave da região, que tinha os pés
emplumados, conhecido pelo mesmo nome.
3. Guerra dos Mascates (Pernambuco, 1710):
representou uma consequência da decadência da
produção açucareira da região de Olinda, desde o início
da concorrência holandesa nas Antilhas. O conflito
assumiu também uma postura antilusitana, visto que a
maioria dos habitantes de Olinda nasceram no Brasil, e
os comerciantes de Recife eram portugueses.
4. Revolta de Filipe dos Santos ou Revolta de Vila
Rica (Minas Gerais, 1720): ocorreu devido à rigidez
metropolitana na elaboração de instrumentos eficazes
para a cobrança tributária.
• Rebeliões Separatistas:
1. Inconfidência Mineira (Minas Gerais, 1789):
informados do processo de independência dos Estados
Unidos, ocorrido no ano de 1776, esses membros da elite
começaram a planejar uma possível ação semelhante
na colônia portuguesa, numa nítida reação desta contra
os abusos metropolitanos. Entre os objetivos, foi citada a
separação apenas da capitania de Minas Gerais, seria
criada uma universidade em Vila Rica e a capital da nova
nação teria sede na cidade de São João Del Rey. Silvério
dos Reis, membro participante da inconfidência,
resolveu entregar uma lista de traidores em troca do
perdão de sua dívida com a Coroa Portuguesa. Apenas
Tiradentes
assumiu sua participação e foi mantido a
condenação à morte por enforcamento, a sua
cabeça foi exposta na praça central de Vila
Rica.
2. Conjuração Carioca (Rio de Janeiro,
1794): também inspirada pelas ideias do
Iluminismo, foi acusado de conspirar contra a
religião e o governo português.
3. Conjuração Baiana ou Revolta dos
Alfaiates (Bahia, 1798): com uma carga
tributária elevada recaindo sobre uma
população pobre, as ideias de liberdade
começaram a se ampliar cada vez mais. As
notícias da Revolução Francesa, junto com as
ideias iluministas, percorriam cada vez mais o
círculo da população baiana. Entre as
primeiras ideias defendidas pelo motim,
encontra-se o fim da escravidão, o
aumento do salário para os soldados e a
formação de um governo republicano,
além do desejo de emancipação frente à
Coroa Portuguesa.
4. Revolução Pernambucana
(Pernambuco, 1817): tem sua origem no
aumento considerável dos impostos
estabelecidos por Dom João VI. Essa
excessiva tributação visava manter os
exorbitantes gastos da família real, que se
encontrava no Brasil, após a fuga de Portugal
devido à invasão napoleônica.
• Considerações gerais: tanto as revoltas
nativistas quanto as revoltas separatistas não
conseguiram promover a ruptura das
estruturas coloniais entre Brasil e Portugal.
REBELIÕES NATIVISTAS E
SEPARATISTAS
@vestibularesumido
15
• Com o objetivo de fortalecer as
atividades comerciais da França,
Napoleão proibiu as nações do
continente europeu de realizarem
quaisquer atividades comerciais
com a Inglaterra, inimiga
histórica. Esse fato ocorrido no
ano de 1806, ficou conhecido
como Bloqueio Continental.
• Abertura dos Portos(1808):
decretado por D. João VI,
estabelecia a liberação do
comércio colonial a qualquer
nação amiga de Portugal,
beneficiando diretamente a
Inglaterra, que passou a vender
seus produtos à numerosa corte
sediada no Brasil.
• A medida de 1808 significou o
início do processo de
independência da principal colônia
portuguesa, já que o controle
econômico da metrópole havia se
encerrado; a presença da corte no
Brasil, além de redefinir a condição
colonial brasileira, deu início à criação
de um sentimento de nacionalidade.
• A presença da corte portuguesa
no Brasil exigiu a transformação
do Rio de Janeiro, mediante o
reordenamento do espaço
urbano, em uma cidade capaz de
se adequar a uma elite europeia
saudosa do Velho Mundo. Além
disso, Dom João fundou a Casa da
Moeda, o Banco do Brasil e a
Faculdade de Medicina na Bahia. • Em 1815, o Brasil recebeu o
título de Reino Unido de
Portugal e Algarves,
fundamental para garantir a
presença portuguesa no
Congresso de Viena. Para o
Brasil, a elevação representou
mais um passo rumo à
emancipação e ao rompimento
da condição de colônia.
• Enquanto o Brasil via a mudança de
sua face com certas liberdades e
realizações promovidas por D. João
VI, Portugal enfrentava uma grave
crise.
• Revolução do Porto: associação liberal responsável por organizar
uma
revolução.
• A pressão exercida pelos lusos do reino e a possibilidade da
perda do trono levaram D. João VI a retomar a Portugal no ano de
1821, deixando o Brasil sob controle de seu filho, D. Pedro,
chegando a orientar o jovem príncipe quanto à possibilidade de
promover a emancipação do Brasil, evitando que a antiga colônia
caísse nas mãos dos revolucionários.
• Temendo a ação das cortes portuguesas, grupos da elite brasileira
começaram a discutir a urgência de um processo de independência.
As cortes portuguesas exigiam o retorno do príncipe regente à
metrópole, já que sua presença no Brasil dificultaria o processo
recolonizador. Assim, o partido brasileiro realizou um abaixo-assinado
pedindo a permanência de D. Pedro, no Brasil, ao receber o
documento, o príncipe ficaria, o que ficou conhecido como “Dia do
Fico”. • Conferiu a Dom Pedro otítulode defensor perpétuo do Brasil, e
em 7 de setembro de 1822, D. Pedro declarou o Brasil
independente de Portugal.
• Após sangrentas batalhas,o país foi pacificado; foram
eliminadas as forças resistentes ao novo governo brasileiro: o
Império de D. Pedro I.
PERÍODO JOANINO E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
@vestibularesumido
16
• O Brasil foi governado por Dom Pedro primeiro, caracterizado por
forte instabilidade político-econômica, sendo encerrado no ato de
sua abdicação. Como o filho do imperador, D. Pedro II, era muito
novo para ascender ao trono, ocorreu uma fase de transição entre
dois imperadores, conhecida como Regência. • Portugal aceitou a separação da ex-colônia, mediante as
seguintes condições: deveria ser concedido a D. João VI o
título de imperador honorário do Brasil e o pagamento de
uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas ao
governo português. O Brasil aceitou os termos do acordo,
tendo de recorrer à Inglaterra para conseguir um
empréstimo de tal valor. • A assembleia constituinte era um projeto que possuía forte
caráter liberal, fortalecia o poder legislativo, tornava o
papel do imperador apenas decorativo e retirava de D.
Pedro I a força absoluta na administração pública. Além
disso, esse projeto não era democrata, delegando o direito
a voto para os latifundiários detentores de certa
quantidade de mandioca, esse projeto constitucional ficou
conhecido como “Constituição da Mandioca”.
• não aceitando a limitação ao seu poder, Dom Pedro I ordenou o
fechamento da Assembleia Legislativa e a prisão de inúmeros
deputados, esse episódio ficou conhecido como “Noite da
Agonia”.
• desse modo, a Constituição da mandioca nunca foi colocada em
prática, e se fazia necessário um novo projeto constitucional, que
acabou sendo organizada de acordo com os interesses de D.
Pedro I, legalizando suas tendências centralizadoras.
• Constituição de 1824: Estabeleceu voto sem censitário, criou o
poder moderador e a religião católica foi considerada religião
oficial (apesar de liberdade de culto). • Confederação do Equador: os políticos da região declararam
uma República Independente do Nordeste, conhecida como
Confederação do Equador, devido à localização geográfica das
províncias. O movimento teve grande participação popular, que
exigia reformas sociais como a abolição do tráfico negreiro.
Entre as consequências da Confederação do Equador, destaca-
se o aumento da dívida externa brasileira.
• Doisproblemas externos complicaram ainda mais a situação
de D. Pedro I, aumentando a oposição ao seu governo - a
Guerra de Cisplatina e a intervenção a favor de sua filha em
Portugal.
• Abdicação: com a situação econômica e política conturbada, a
balança comercial desfavorável, a falta de um produto de grande
expressividade para a exportação e uma política externa completamente desastrosa, D. Pedro I
enfrentava diariamente a oposição do partido brasileiro e a crítica de vários jornais adversários.
D. Pedro I que, não resistindo à pressão sofrida, abdicou do trono brasileiro, dando o direito de
posse a seu filho, D. Pedro II ("Dom Pedrinho”), de 5 anos de idade.
BRASIL IMPÉRIO: PRIMEIRO REINADO
@vestibularesumido
17
• Período em que o recente país começava a ser
governado pelos próprios brasileiros. Marcado por
dois momentos distintos: “O Avanço Liberal” e o
“Regresso Conservador”. O período regencial
também foi marcado por uma grande instabilidade
política.
• Avanço Liberal:
1. Regência Trina Provisória: medidas - ministério
de brasileiros, anistia à presos políticos,
nacionalização do exército, suspensão do poder
moderador e supremacia do legislativo.
2. Regência Trina Permanente: ministro da justiça
- Padre Diogo Feijó; facções políticas - liberais
exaltados, liberais moderados e restauradores;
criação da Guarda Nacional (responsável por um
enfraquecimento do exército brasileiro); Ato
Adicional de 1834 (visando o fortalecimento do
poder local).
- Liberais exaltados: partilhavam de vários
projetos para o Brasil variando da redução do
poder central até a sua total extinção.
- Liberais moderados: buscavam estabelecer
reformas que aproximassem o império
brasileiro de uma estrutura federalista.
- Restauradores: defensores de uma monarquia
forte e centralizadora, desejavam o retorno de Pedro
I ao Brasil.
3. Regência Una de Padre Feijó: criação do partido
progressista, crise com a Igreja Católica -
condenação à ordem religiosa e abolição do
celibato.
• Regresso Conservador: período em que a elite
buscou freiar as transformações do Brasil visando à
manutenção da ordem aristocrática.
1. Regencia Una de Araújo Lima:
conservadorismo - centralismo político.
• Golpe da Maioridade: foi criado pelos liberais o
Clube da Maioridade, que desejava antecipar a
ascensão de D. Pedro II e colocar fim nos
conflitos existentes. Dom Pedro II assumiu o
controle do país com apenas 14 anos de idade.
• Rebeliões Regenciais: apresentava uma postura
regional de resistência às determinações do
Governo Central.
2. Revolta dos Malês: marcou a resistência escrava
no Brasil, tal luta se dava por meio dos quilombos,
das revoltas locais e das fugas.
3. Cabanagem: insatisfação frente ao autoritarismo
do governador da província do Grão-Pará, Lobo de
Souza.
4. Sabinada: insatisfação baiana gerada a partir da
convocação promovida pelo governo regencial para
que a população se alistasse nas forças de combate
ao movimento da Farroupilha no Sul do país.
5. Balaiada: reivindicar melhorias sociais e
econômicas para os excluídos.
6. Guerra dos Farrapos: luta pela redução dos
impostos (do charque). A luta pela reintegração
do Sul ao Brasil foi intensa. O barão de Caxias,
após o conflito recebeu o título de “Pacificador
do Império”.
BRASIL IMPÉRIO: PERÍODO REGENCIAL
@vestibularesumido
18
• Política do Segundo Reinado: disputa pelo poder entre liberais e conservadores. O novo processo eleitoral
promoveu a vitória dos conservadores por meio dos métodos das “Eleições do Cacete” (uso da repressão,
provocando a insatisfação dos liberais, pois perderam o controle do gabinete e a maioria do Parlamento). O reflexo
imediato foi a eclosão de várias revoltas nas províncias de SP e MG.
• Revolta Praieira(Pernambuco,1848-1850): os liberais vão exigir voto livre e universal (fim do voto
censitário), liberdade de imprensa, extinção do Poder Moderador, introdução do federalismo e da
República no Brasil e reforma no Poder Judiciário.
• Ministro da Conciliação(1850): haveria um representante liberal e um representante moderador para discussão
dos casos. • Economia: nos primeiros anos do Império apresentou sinais de retração, endividamento e a ausência de uma
economia autossustentável. A mudança do quadro econômico veio durante o Segundo Reinando por meio da
entrada do país no mercado de exportação de um produto primário, o café. A produção do café ocorria no
Vale do Paraíba, e mais tarde, no Oeste Paulista. Socialmente, a riqueza oriunda do café foi responsável
pela projeção política dos fazendeiros do Sudeste, chamados de barões do café.
BASES POLÍTICAS DO BRASIL IMPÉRIO
@vestibularesumido
19
3. Questão militar: expressão de posicionamentos e
República Presidencialista Centralizadora - positivismo.
4. Questão republicana: o movimento republicano
teve uma forte influência do pensamento positivista
(estruturado na crença inabalável na ciência e razão).
• O Golpe Republicano: os republicanos aproveitaram
a instabilidade para divulgar um boato de que D. Pedro II
realizaria uma repressão contra os militares que fossem
a favor da República. Deodoro da Fonseca foi
convencido pelos republicanos de que ele representaria
melhor o grupo de insatisfeitos contra o regime. Assim,
Deodoro proclamou a República em 15 de
novembro de 1889, informando a D. Pedro II que ele
deveria se retirar do Brasil.
GRUPOS SOCIAIS EM CONFLITO NO
BRASIL IMPÉRIO
@vestibularesumido
20
• A transição do
Império para
República no
Brasil foi
caracterizada
por um difícil
período de
instabilidade
politica e
econômica.
• Governo
Provisório: curto
período de
organização das
instituições
brasileiras após o
Golpe
Republicano.
Houve o
banimento da
família real, proclamação de um regime republicano e federativo e separação da Igreja do Estado (formação de
um Estado Laico) e instituição do casamento civil. • Política do Encilhamento: Rui Barbosa lançou um projeto econômico que objetivava o
desenvolvimento industrial e o aumento de recursos financeiros circulantes para solucionar a baixa
quantidade de dinheiro em um período em que a mão de obra passou a ser assalariada. Porém, obteve
elevada inflação, desvalorização da moeda brasileira e a alta do custo de vida. Assim, teve como nome
pejorativo o “encilhamento.”
• Constituição de 1891: esse documento foi fortemente influenciado pela constituição liberal
estadunidense, afirmando o direito a igualdade, liberdade e propriedade privada. O voto era restrito aos
brasileiros maiores de 21 anos, excluindo mendigos, soldados, analfabetos e religiosos e era voto aberto.
• República da Espada: o curto governo de Deodoro da Fonseca foi caracterizado pelo
autoritarismo do presidente e pelos reflexos econômicos do Encilhamento. A Marinha Brasileira
deu início às Revoltas da Armada, exigindo a restauração da ordem democrática no país. Entre as
correntes conflitantes, destacam-se três grupos:
1. Positivistas: defensores do positivismo e do papel centralizador
2. Jacobinos: projetavam uma pátria com o ideal de participação popular
3. Liberal: queriam a garantia da manutenção da propriedade e da liberdade individual, inspirados na
república estadunidense.
REPÚBLICA PROVISÓRIA E DA ESPADA
@vestibularesumido
21
• Encerrada a República da Espada, a
sociedade brasileira exerceu, pela primeira
vez, o direito de voto para a Presidência da
República, elegendo Prudente de Morais,
representante dos cafeicultores do sudeste.
• Economia: buscando solucionar a crise das
consequências, o presidente Campo Sales
iniciou um acordo econômico externo,
denominado Funding Loan. O acordo tratou-se
de uma renegociação da dívida brasileira e da
entrada de um novo montante monetário de 10
milhões de libras. Apesar das dificuldades de
uma política recessiva, o Funding Loan
conseguiu reduzir os desastrosos efeitos do
Encilhamento.
• Convênio de Taubaté(1906): realização de
empréstimos no exterior para compraremas
sacas de café excedentes, valorizando
artificialmente o produto com a criação de
estoques reguladores, ao mesmo tempo que
buscariam desestimular a expansão da produção
no interior do pais.
• Indústria: os principais setores da indústria
eram os bens de consumo não duráveis, como
tecidos e alimentos, que despendiam menor
investimento de capital e menor sofisticação
tecnológica. Uma das consequências do
desenvolvimento industrial foi a formação do
Movimento Operário no Brasil. A luta operária
centrava-se no combate às péssimas
condições de trabalho do operariado do país e
o sindicato servia como instrumento de luta
por melhorar as condições de trabalho, ao
mesmo tempo que cumpria o papel de núcleo
autônomo de desafio da ordem imposta pelo
Estado.
• Greve geral de 1917: o grande instante do
movimento operário; momento que
intensificou-se a luta por melhores salários,
redução do trabalho noturno, abolição das
multas e regulamentação do trabalho
feminino.
REPÚBLICA OLIGÁRQUICA: CAFÉ,
INDÚSTRIA E MOVIMENTO OPERÁRIO
@vestibularesumido
22
• Apesar de muitos exercerem o direito de voto,
submetidos ao controle dos chamados
coronéis, esses camponeses tinham como
prioridades a subsistência e os poucos
elementos de integração social, como a religião
e o direito ao voto.
• A formação da classe média ocorreu na
Primeira República, tal estrato social,
identificado com os valores urbanos e mais
afeito aos espaços educacionais, iniciou um
lento processo de desafio a ordem vigente,
buscando romper com o domínio dos
chamados coronéis na política brasileira. • Devido ao desenvolvimento da lavoura
cafeeira e às atividades urbanas, houve a
intensificação das imigrações. O fluxo
imigratório para o Brasil ocorreu
regularmente durante toda a República
Velha.
• Movimentos sociais da República Velha:
tanto no campo quanto na cidade, foram
reflexos de uma estrutura social
caracterizada pela contração de renda e
pela injustiça.
1. Revoltas no campo:
- Arraial de Canudos: Antônio Conselheiro e
seus seguidores estavam insatisfeitos com a
pobreza do Nordeste, então criaram a cidade de
Canudos; os fazendeiros que lá estavam
começaram um conflito;
- Contestado: Paraná x Santa Catarina; está
associado à condição de pobreza da população
rural, que teve suas terras tomadas no projeto
de construção de uma ferrovia estadunidense.
- Cangaço: devido a precariedade do
campo, desigualdade social e pelo domínio
econômico e político dos latifundiários;
denota um caráter de protesto social.
2. Revoltas urbanas:
- Revolta da Vacina: devido a capital da República
ser marcada pela desordem urbana, sem
planejamento de ocupação e várias doenças
contagiosas, como a febre amarela, a varíola e a
peste.
- Revolta da Chibata: castigo físico aos marinheiros
com açoites de chibata; eles revoltaram-se e
tomaram a embarcação, chegando a matar alguns
de seus oficiais.
• Política da República Velha: contava com o voto de
cabresto; o sucesso desse sistema era garantido em
virtude da pobreza de parcela da sociedade brasileira
e da ausência de um sistema público impessoal.
Também houve a República do Café com Leite, o
poder de São Paulo e Minas Gerais.
• As articulações da política do Café com Leite já
davam sinais de crise nos anos de 1920. Outros
eventos também engrossaram o coro dos
insatisfeitos e acabaram por derrubar esse
modelo político na Revolução de 1930.
• A Revolução de 1930: a deposição do presidente
Washington Luís por uma junta militar e a posse de
Getúlio Vargas no chamado Governo Provisório
colocavam fim à República Velha, enfraquecendo as
oligarquias que dominaram o Brasil durante as
primeiras décadas da República.
REPÚBLICA OLIGÁRQUICA:
ESTRUTURAS POLÍTICAS E SOCIAIS
@vestibularesumido
23
• Governo Provisório (1930-1934):
• Buscou conciliar os interesses oligárquicos com
as novas propostas defendidas pela Aliança
Liberal.
• Apesar da proteção ao setor cafeeiro, o governo
buscou criar condições para que o país construísse
um parque industrial mais autônomo e forte.
• Houve também a aproximação do proletariado urbano
por meio da elaboração de uma Legislação Trabalhista.
• Foram instituídos o voto secreto, o voto feminino e
a criação da Justiça Eleitoral. • Movimento Constitucionalista Paulista de 1932:
paulistas x Vargas; houve a convocação de uma
Assembleia Constituinte Paulista para a
formulação de uma nova Constituição.
• Governo Constitucional (1934-1937):
• Constituição de 1934: novidade - direitos
trabalhistas;
• Houve a formação de duas organizações
políticas no Brasil, a Aliança Nacional Libertadora
(extrema esquerda, camponeses e operários
comandados por Júlio Prestes; Intentona
Comunista) e a Ação Integralista Brasileira
(comandados por Plínio Salgado, extrema direita,
queriam uma ditadura com Vargas no poder).
Getúlio com medo do comunismo, escreve junto
com os integralistas, o Plano Cohen (“falso plano”)
para dar um golpe de Estado. Inicia-se o estado de
sítio, ditatorial, o Estado Novo.
• Estado Novo (1937-1945):
• Constituição de 1937 / “A Polaca” -
apresentava a centralização do poder nas
mãos do executivo, proibia o direito de
greve e cabia ao Estado o controle da
censura e a possibilidade de fechar
entidades e autorizar prisões em nome
da ordem.
• A imprensa, DIP (Departamento de
Imprensa e Propaganda), serviu como
órgão regulador do setor ao promover o
culto ao Getúlio, utilizando os encontros de
trabalhadores em estádios e os espaços
escolares para divulgar uma imagem
perfeita e carismática do presidente.
• Houve nesse período a Consolidação
das Leis Trabalhistas (CLT), que
incorporava as conquistas do operariado
durante toda a Era Vargas.
• Getúlio investiu nas indústrias de base,
criando a Companhia Siderúrgica de
Volta Redonda (1941) e a Companhia
Vale do Rio Doce (1942). No decorrer da
década de 1940, algumas
manifestações contrárias voltaram a
surgir. Em 1945, Vargas lançou uma
reforma constitucional que garantia a
reabertura dos partidos políticos (PTB,
PSD, UDN, PCB, etc).
• A sociedade brasileira viu surgir o
“Movimento Queremista”, incentivado pelo
PTB e pelo PCB, o chamado Queremismo
lutava pela possibilidade da permanência
de Getúlio no poder; “queremos Getúlio”.
• Tremendo a manutenção de uma
estrutura governamental ditatorial, os
militares, fortalecidos socialmente com
a bem-sucedida campanha na Segunda
Guerra, exigiram o fim do governo de
Vargas, ao cercarem a sede do Governo
Federal.
ERA VARGAS
@vestibularesumido
24
PERÍODO LIBERAL-DEMOCRÁTICO:
CARISMA, CONCESSÕES E CONTROLE
POLÍTICO
• Governo Vargas(1951-1954):
• O retorno de Getúlio Vargas no poder foi pautado no populismo,
caracterizado pela
manipulação das massas por uma liderança carismática.
• O nacionalismo, principal característica de seu governo, ficou
explícito na campanha “O Petróleo é Nosso”, onde Vargas criaria uma
empresa estatal para a extração e refino do petróleo no Brasil.
• A situação política do presidente Vargas se mostrava frágil, inclusive
entre as massas urbanas.
• Movimentos operários que exigiam melhores condições devida para
a classe trabalhadora provocaram instabilidade social e temor das
classes dirigentes. •A pressão política foi intensa, o que levou ao suicídio de Vargas em
1954.
• Governo Eurico Gaspar
Dutra (1946-1950):
• Constituição de
1946(Democrática e Liberal) -
constava a divisão de
poderes, a liberdade de
expressão, o
pluripartidarismo e a
manutenção de uma
legislação trabalhista que
garantia o direito de greve e
mantinha o sindicato sob o
controle do governo.
• A política econômica seguiu a
linha liberal e a abertura para as
importações.
• O governo lançava o plano
SALTE(saúde, alimentação,
transporte e energia).
• Dutra foi marcado pelo
progresso na interação dos
Estados, destaca-se a ONU
(Organização das Nações
Unidas) e a OEA (Organização
dos Estados Americanos).@vestibularesumido
25
PERÍODO LIBERAL-DEMOCRÁTICO:
PROSPERIDADE E CONFLITOS NO PALCO
POLÍTICO
• Governo Juscelino Kubitschek
(1956-1961): • Mostrou-se estável, essa estabilidade se
explica pelo ambiente de crescimento
econômico, acrescido de uma forte
sustentação política no Congresso.
• Plano de metas/“50 anos em 5”:tinha
como objetivo principal acelerar a
acumulação de recursos financeiros do
país; abrangeria os setores de energia,
transporte, alimentação, indústrias de
base e educação.
• O governo Juscelino priorizou a ampliação
da malha rodoviária brasileira; a abertura de
rodovias veio acompanhada da atração de
empresas estrangeiras automobilísticas
para o Brasil.
• Chamado de nacional-desenvolvimento,
o modelo de Juscelino garantiu o
crescimento do país a um elevado custo
de dependência e dívidas externas.
• A construção de Brasília foi um marco no
processo de interiorização territorial no país
e representou uma consequente melhora
na distribuição demográfica.
• Governo Jânio Quadros (1961):
• Pautou seu projeto eleitoral no combate à corrupção,
utilizava a vassoura (“varre, varre,
vassourinha”) como símbolo que varreria esse mal do
país, e em sua imagem carismática,
capaz de atrair a atenção e o voto do eleitorado.
• Houve a proibição do biquíni, do jogo do bicho e
da briga do galo.
• A opção por uma política externa independente
também foi responsável pelo aumento da
pressão sobre o presidente.
• Governo João Goulart / Jango (1961-1964):
• Goulart causava desconforto aos setores
conservadores brasileiros devido à intensificação de
uma política externa independente.
• Visava a redução da inflação e o projeto das
Reformas de Base, que abrangia as reformas
agrária, tributária, financeira e administrativa, isso foi seu
instrumento político.
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REGIME MILITAR: DEMOCRACIA SITIADA,
LIBERDADES VIGIADAS
• Governo Castelo Branco (1964-1967):
• O novo regime político brasileiro,
centralizado nas ações dos militares, foi
fundado por meio do Golpe de 31 de março
de 1964.
• Decretando o chamado AI-1 (Ato Institucional
1), a junta buscava criar condições ideais para a
reorganização do país segundo os moldes da
direita nacional.
• O pensamento do presidente era
compartilhado por um grupo de militares
classificados como “castelistas”, em alusão
à faculdade francesa.
• No âmbito econômico, foi criado o Plano de
Ação Econômica de Governo (PAEG).
• O AI-2 determinava eleições indiretas para
a presidência, poderes para o executivo e o
poder de fechar qualquer órgão do
Legislativo, além de determinar a extinção
de vasta quantidade de partidos existentes
no Brasil.
• A restrição partidária significou mais um golpe
na capacidade de debate político da sociedade
brasileira. • O AI-3 instituí as eleições indiretas também
para governadores e prefeitos das principais
cidades.
• O AI-4 reabriu o Congresso.
• Fechamento do Regime:
AI-5: fechamento do Congresso Nacional,
intervenção federal em estados e municípios,
fim do habeas corpus para crimes políticos,
direito do presidente de decretar estado de
sítio sem autorização do Congresso, censura e
controle da produção cultural. Com o AI-5
ficou clara a ordem de abusos e violências
contra a sociedade.
• Governo Costa e Silva (1967-1969): • A posse de
Costa e Silva era um sinal contrário à promessa
de uma rápida intervenção e do retorno à
normalidade. • Carlos Lacerda, antigo aliado dos
militares, João Goulart e Juscelino Kubitscheck
criaram a chamada Frente Ampla, uma aliança de
políticos de várias correntes contra o Regime
Militar.
• Movimentos Culturais:
O engajamento cultural de esquerda representou um
foco de resistência ao regime durante os primeiros anos
da Ditadura. Os criadores doTropicalismo se destacaram
pela capacidade de experimentar e de mesclar o
moderno e o tradicional.
Principais: Caetano Veloso e Gilberto Gil.
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REGIME MILITAR: A LUTA PELA
CONQUISTA DE DIREITOS
• Governo Médici(1969-1974):
• Utilizando os poderes obtidos por meio do
AI-5, o governo Médici assumiu a face mais
implacável da Ditadura. Os militares criaram uma
extensa rede de repressão.
• A economia brasileira apresentou uma substancial
expansão no governo Médici.
• Esse período passou a ser chamado de milagre
brasileiro, pois nele a economia brasileira
apresentou um elevado índice de crescimento
anual.
• O milagre esteve associado ao fácil fluxo de
capital internacional naquele período.
• Governo Geisel (1974-1979):
• Abertura “lenta, gradual e segura”, entre as
ações de Geisel para a abertura do regime, podem-
se destacar o fim da censura, em 1975, e o
cancelamento do AI-5.
• Em conjunto como cenário de retração
econômica mundial, em especial após a crise
do petróleo em 1973, interferiu nas
exportações, tornando os países, como o Brasil,
incapazes de arcar com as dívidas contraídas
internacionalmente e levando a um quadro de
progressivo colapso econômico. • Esse governo lançou II PND(PlanoNacional de
Desenvolvimento), que buscava criar alternativas
para o setor energético, no contexto adverso da
crise do petróleo.
Governo Figueiredo (1979-1985):
O novo presidente da República manteve a política de
distensão projetada por Geisel. Promove a Lei da Anistia,
garante o perdão para os responsáveis por
crimes políticos no país.
Em 1979, o governo iniciou uma mudança na estrutura
partidária do país, encerrando o sistema bipartidário e
permitindo a formação de novos partidos.
Em 1982, foram realizadas eleições diretas para
governador no país - “Diretas Já”.
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28
NOVA REPÚBLICA
• Governo José Sarney (1985-1990):
• Plano Cruzado, o objetivo era reduzir a
inflação sem gerar recessão econômica,
ele estabeleceu o congelamento de
salários e a criação do gatilho salarial; • Constituição de 1988.
• Governo Collor (1990-1992):
• Plano Collor, seguiu alguns
fundamentos
do Plano Cruzado, o novo plano repetiu
a forma de modificação da moeda, que
retornou ao cruzeiro, estabeleceu o
congelamento dos preços e impediu o
deslocamento dos recursos de conta
corrente para consumo.
• Importações, privatizações, redução dos
gastos públicos eram tratadas como
regras para a modernização do país.
IMPEACHMENT: no final de 1991, o
presidente Collor recebeu várias
denúncias de corrupção em seu governo;
protesto de jovens estudantes - “Caras
Pintadas”.
• Governo Itamar Franco (1992-1994):
• A necessidade de combater a inflação e
de
gerar crescimento econômico tornou
conta dos
meses iniciais do governo.
• Esse apoio possibilitou a entrada de
FHC,
sociólogo e acadêmico, na direção do
Ministério da Fazenda, criando um novo
plano para combater a inflação - o
Plano Real.
• O sucesso do plano só foi possível
pelo controle dos gastos públicos e
privados e a um crescimento da
economia nacional, que permitia uma
boa arrecadação pelo governo
brasileiro.
• Governo Fernando Henrique Cardoso-FHC (1995-2002): • Foi marcado pelo esforço governamental em manter o
controle da inflação por meio da defesa dos fundamentos
do Plano Real.
• FHC criou diversos programas destinados ao
desenvolvimento das ONG’s, viabilizando o afastamento de
compromisso e do papel do Estado na área social.
• FHC enfrentou uma grave crise no setor energético,
fruto das reduzidas chuvas do período e de uma
indefinida e ineficaz política pública/privada para o
setor.
• Governo Lula (2003-2010):
• Buscou a garantia da estabilidade econômica por meio da
elevação da taxa de juros, impedindo uma subida elevação dos
preços em um cenário de transição política.
• Identificado com os setores populares, o governo Lula,
implantou projetos de caráter social, como a Fome Zero e o
Bolsa Família. • O impacto desses programas foi notado por meio de um
relativo avanço social.
• Congressistas de vários partidos foram acusados de
receberdo governo uma mesada (“o mensalão”) para
que determinadas medidas fossem aprovadas.
• Governo Dilma (2011-2016):
• A força da popularidade do presidente
Lula e o intenso crescimento econômico do país foram
fundamentais para a vitória da candidata Dilma Roussef.
• A popularidade da presidenta diminuiu devido aos
escândalos de corrupção, ao abalo na economia e à crise de
governabilidade.
IMPEACHMENT de Dilma: a principal acusação foi a prática
das chamadas “pedaladas fiscais”.
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CAPÍTULOS DE HISTÓRIA GERAL
26. GRÉCIA I ……………………………………………………………………………….….….….PÁG. 31
27. GRÉCIA II ……………………………………………………………………….……..……..….PÁG. 32
28. ROMA ……..……………………………………………………………………….……………..PÁG. 33
29. FORMAÇÃO, APOGEU E CRISE DO SISTEMA FEUDAL………………….….…PÁG. 34
30. ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS NACIONAIS……………………………….….….PÁG. 35
31. ABSOLUTISMO ………………………………………………………………………..……….PÁG. 36
32.MERCANTILISMO ……………………………………………………………………….…….PÁG. 37
33. RENASCIMENTO ……………………………………………………………………….……..PÁG. 38
34. REFORMA E CONTRARREFORMA…………………………….…………………….….PÁG. 39
35. REVOLUÇÃO INGLESA ……………………………………………………………………..PÁG. 40
36. ILUMINISMO …………………………………………………………………………………….PÁG. 41
37. REVOLUÇÃO AMERICANA …………………………………………………………….,….PÁG. 42
38. REVOLUÇÃO FRANCESA …………………………………………………………………..PÁG. 43
39. PERÍODO NAPOLEÔNICO E CONGRESSO DE VIENA ………………………….PÁG. 44
40. REVOLUÇÕES LIBERAIS …………………………………………………………………….PÁG. 45
41. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E MOVIMENTO OPERÁRIO…………………………..PÁG. 46
42. INDEPENDÊNCIA NA AMÉRICA ESPANHOLA E DO HAITI …………………….PÁG. 47
43. IDEAIS SOCIAIS E POLÍTICAS DO SÉCULO XIX……………………………………PÁG. 48
44. UNIFICAÇÃO ITALIANA, ALEMÃ E COMUNA DE PARIS ………………………..PÁG. 49
45. ESTADOS UNIDOS DO SÉCULO XIX……………………………………………………PÁG. 50
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46. IMPERIALISMO ……………………………………………………………………….………….PÁG. 51
47. PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL ……………………………………………………….…….PÁG. 52
48. REVOLUÇÃO RUSSA…………………………………………………………………….….….PÁG. 53
49. CRISE DE 1929…………………………………………………………………………………….PÁG. 54
50. NAZIFASCISMO ……………………………………………………………………….…….…..PÁG. 55
51. SEGUNDA GUERRA MUNDIAL………………………………………………………...…...PÁG. 56
52. GUERRA FRIA ………………………………………………………………………………….….PÁG. 57
53. ESTADOS UNIDOS DO SÉCULO XX………………………………………….…………..PÁG. 58
54. DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA ………………………………………….………..PÁG. 59
55. AMÉRICA LATINA NO SÉCULO XX………………………………………………………..PÁG. 60
56.NOVA ORDEM MUNDIAL …………………………………………………………….………..PÁG. 61
30
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31
A antiguidade é o período mais extenso
da história, seu início é marcado pela
invenção da escrita e seu fim pela
queda do Império Romano do Ocidente
• A civilização grega se formou no sul da
Península Balcânica, ao sudeste da Europa,
entre os mares Egeu e Jônico
• Essa região foi ocupada
primeiramente pelos cretenses, depois
pelos aqueus (população micênica),
dórios, eólios e jônios (população indo-
europeia)
• A localização geográfica e o solo pouco
fértil fizeram com que o comércio se
tornasse a principal atividade desses
grupos
• A expansão comercial grega levou a
colonização de diversos territórios,
região conhecida como Magna Grécia
• A população cretense realizava trocas in
natura (sem moeda) e possuía indústrias
de construção naval e também vários
templos - estrutura palaciana
• Na população micênica havia
discursos figurativos, como a mitologia,
indústria bélica e naval, além de tintas e
vocábulos
• Os dórios possuíam superioridade bélica
e eram guerreiros
• Jônios e eólios ampliaram o contato com
a Ásia Menor
• Internamente, a sociedade se baseava
nos genos, comunidades agrícolas
autossuficientes, tomando-as como
sociedades gentílicas • A história da Grécia é dividida em
cinco períodos: pré-homérico,
homérico, arcaico, clássico e
helenístico
2. Período Arcaico: é marcado pelo
aparecimento da língua grega e da pólis
(cidade estado), surgimento da
propriedade privada, da moeda padrão e
dos estaleiros. O escravismo é evidente no
período arcaico. Atenas e Esparta são as
duas principais polis da Grécia Antiga.
• Atenas:
- economia: pecuarista, agricultora e
monetária
- polis controlada pelos nobres
denominados aristóis (oligarquia
aristocrática); “Basileu” era o rei - direito era
oral, denominado consuetudinário
- após uma grave crise social em
Atenas, foi
necessário a criação de uma ordem
jurídica
- o legislador Drácon criou as primeiras
leis escritas, reafirmando o poder dos
nobres, eupátridas
- o legislador Sólon acabou com a
escravidão por dívidas e propôs uma
divisão censitária na sociedade
- houve o surgimento das tiranias
- o governador Clístenes levou adiante as
ideias de Sólon e implementou medidas
para a consolidação da democracia
- democracia ateniense: direta (sem
representantes), acontecia na Ágora,
os cidadãos eram apenas homens,
filhos de pais e mães atenienses,
maiores de 18 anos; excluíam
mulheres, estrangeiros e escravos
- na democracia ateniense, os pobres
tinham o mesmo poder de decisão que os
ricos
- sociedade ateniense: cidadãos,
metecos e escravos; os estrangeiros
(metecos) não possuíam direitos
políticos
GRÉCIA I
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32
• Esparta:
- apresentava terras férteis
- se desenvolveu na Península do
Peloponeso
- oligarquia aristocrática
- sua preocupação fundamental era
formar
cidadãos guerreiros
- a religião e o exército ficaram a
cargo de dois reis - diarquia - a sociedade se dividia em
espartanos, periecos e hilotas, o
casamento entre periecos e
espartanos era proibido
3. Período Clássico: iniciou-se
quando a democracia ateniense
estava em seu apogeu, no governo
de Péricles. O século V a.c. é
conhecido como Século de Ouro de
Atenas ou século de Péricles.
- As Guerras Médicas ou Persas
foram uma série de batalhas durante o
século V a.c. Para criar resistência,
foi notado entre as cidades gregas
uma Liga de Delos, onde
arrecadava impostos com o intuito
do fortalecimento do Exército
Grego. Os gregos obtiveram a
vitória, dada pela união das póleis.
Após isso, o imperialismo
ateniense tornou-se evidente e
Atenas fez com que Esparta fosse
sua submissa.
- A Guerra do Peloponeso se deu entre Atenas e Esparta, as
demais cidades gregas não aceitaram o domínio ateniense e
Esparta se juntou com as demais criando a Liga do Peloponeso.
Confirmou-se a vitória dos Espartanos, mas enfraqueceu
todo o território grego, permitindo assim, a invasão dos
macedônios no século IV a.c.
4. Período Helenístico: define-se pela expansão territorial e
cultural da Grécia pelo Oriente. O principal responsável por essa
expansão foi Alexandre, O Grande, imperador da Macedônia, que
havia conquistado a região da Grécia. Com a morte de
Alexandre, o império macedônio se desintegrou, porém,
mantiveram suas instituições e parte de sua cultura.
Cultura dos gregos: região politeísta, teatro grego (comédia e
tragédia) e arquitetura jônica, dórica e coríntia.
GRÉCIA II
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33
3. Império:
- o novo imperador (Augusto/Otávio) tenta solucionar os graves problemas sociais, com o seu sucesso, o
governo dele fica conhecido como Pax Romana (Paz Romana)
- criação da política do pão e circo: distribuição de trigo e promoção de espetáculos para as classes mais
pobres da plebe
- após a morte do imperador, a estabilidade do império ainda foi mantida
- em 96 d.c. inicia-se a Crise do Império Romano, devido a grande extensão territorial, aumento do preço
de escravos e dos preços dos produtos internos
- na tentativa de solucionar a crise escravista, foi instituído o colonato (aumento da produtividade no campo);
em troca, os camponeses tinham estabilidade e segurança
- Anarquia Militar: intervenção direta do estado na vida social. Nesse período, o Império fazia restrições ao
cristianismo
- Imperador Constantino: criou a nova capital do império -> Constantinopla e concedeu liberdade de
culto aos cristãos -> Édito de Milão
- Teodósio:proibiu manifestações pagãs e dividiu o Império em Ocidente (com sede em Roma) e Oriente
(com sede em Constantinopla)
- O Império Romano do Oriente ou Bizantino, perdurou até o fim da Idade Média, já a parte Ocidental
encontrou o seu fim cerca de mil anos antes.
ROMA
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34
• A Idade Média se inicia na queda do Império
Romano do ocidente em 476 d.c. e vai até o
século XV. É dividido em Alta Idade Média (V-
IX) e Baixa Idade Média (X-XV).A Idade Média
só se encerrará com a chegada da Revolução
industrial e da Revolução Francesa quando
ocorrem a consolidação do capitalismo e a
crise do Antigo Regime.
• “Idade das Trevas”: surgiu durante a Idade
Moderna, com a crescente valorização dos ideais
humanistas no contexto do Renascimento.
1. Alta Idade Média: foi marcada pela combinação
de instituições de origem romana e dos reinos
germânicos, chamados de bárbaros pelos romanos;
também pela expansão da fome e das epidemias.
- francos: a importância deles está vinculada à
consolidação do cristianismo na Europa Ocidental e
à generalização das relações de suserania e
vassalagem. O suserano, faz a prestação de
serviços militares por tempo determinado e o
vassalo, recebia o feudo e devia lealdade ao senhor
- a nobreza franca e a igreja recebiam faixas de
terra e, em troca, juravam fidelidade ao
imperador
- o feudalismo começa a surgir na Europa. A política
feudal foi caracterizada pela
fragmentaçãodopoderemmeioà nobreza proprietária
de terras
- em seu feudo, o senhor feudal poderia aplicar
justiça, proteção e a fiscalização.
2. Baixa Idade Média: a economia feudal entre os
séculos IX e X passa por um período de retração e
estagnação. As produções agrícolas, artesanais
e comerciais foram reduzidas, principalmente,
em razão do retrocesso demográfico percebido
no período. A produção volta da para subsistência
e os constantes conflitos provocaram a diminuição
das transações comerciais e do uso da moeda, mas
sem causar o seu desaparecimento. A partir do
século XI, observa-se o aumento da produção e
consequente crescimento populacional, o que
promoveu a expansão dos feudos. • Os servos possuíam várias obrigações: corveia,
censo, mão-morta, banalidades, talha,
champart e o dízimo.
• A expansão do feudalismo o levou para a
desarticulação desse mesmo mundo e para a
formação dos Estados Modernos.
• Expansão Comercial e Urbana: o crescimento
demográfico provocou a revitalização urbana e
comercial. Na medida em que o excedente
agrícola era ampliado, realizavam-se trocas cada
vez mais frequentes dentro dos feudos,
dinamização essa que passou a alimentar o
espaço urbano. Nesse contexto, novas técnicas
de produção foram aperfeiçoadas, colaborando
para que houvesse nítido avanço comercial.
A revitalização da moeda acompanhou a
expansão comercial.
Não é correto, desse modo, associar o crescimento
da cidade ao declínio dos feudos, visto que os
feudos, inicialmente, colaboraram para sustentar a
expansão urbana mediante o abastecimento
agrícola.
• Cruzadas: foram expedições militares e religiosas
que tinham como intuito a conquista da Terra Santa,
em especial da cidade sagrada de Jerusalém, além
da contenção do avanço mulçumano sobre a
região do Império Bizantino.
• Crise do feudalismo: o século XIV foi marcado
pela Peste, Fome e Guerra; houveram vários
impactos ambientais, como fome generalizada,
exploração agrícola, destruição de áreas
florestais e o arroteamento.
FORMAÇÃO, APOGEU E
CRISE DO SISTEMA
@vestibularesumido
35
• A nobreza viu-se diante da crise do mundo feudal, com severas dificuldades de controlar as rebeliões
camponesas, manter suas rendas e reafirmar seu poder político.
• As alterações pelas quais a nobreza passava possibilitaram a formação de uma conjuntura favorável à
centralização político-administrativa sob a forma de um Estado unificado.
Organização dos Estados Nacionais
• O estado moderno, foi um novo arranjo político que garantiu a manutenção da
estrutura social aristocrática e estamental forjada ao longo da ameaça do poder nobre.
• A nobreza, viu-se obrigada a abrir mão de
seu poder militar, transferindo-o para o Estado, afinal, somente com monopólio da força, o Estado poderia
garantir a submissão das classes que se levantavam contra o poder dos nobres.
• Visto que tanto a nobreza quanto a nascente burguesia tinham interesse na centralização monárquica. • Os estados modernos caracterizavam-se pela centralização do poder nas mãos dos monarcas
europeus e pela redução dos poderes locais.
• É importante lembrar, no entanto, que o crescente poder dos reis impôs limites ao domínio universal da Igreja,
que se manifestava desde a Idade Média.
ORGANIZAÇÃO DOS
ESTADOS NACIONAIS
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36
• A sociedade do Antigo Regime: a nobreza e o
clero estavam isentos do pagamento de
impostos e possuíam regalias, como o
recebimento de pensões e a ocupação de altos
cargos públicos. Os demais segmentos sociais,
como camponeses, trabalhadores urbanos e
a burguesia, eram responsáveis pelo sustento
do Estado e dos grupos privilegiados.
• Na França: foi onde a monarquia absolutista
atingiu o seu auge. Durante a Dinastia dos
Bourbon, o poder político se concentrou nas
mãos dos reis até atingir seu ponto máximo
no reinado de Luís XIV (1643-1715), que foi
proclamado Rei Sol. A Noite de São
Bartolomeu, em 1572, foi um episódio, na
repressão ao protestantismo, engendrado
pelos reis franceses, que eram católicos.
• Na Inglaterra: a Reforma Protestante
permitiu o enriquecimento do Estado por meio
do confisco de terras e bens do clero católico,
além de estabelecer o rei como chefe supremo
da nova Igreja, Anglicana de Henrique VIII. • Na Espanha: a consolidação do poder nas
mãos dos reis espanhóis só foi possível
após o movimento de Reconquista,
processo pelo qual os mouros foram
expulsos da Península Ibérica. Nesse
contexto, a atuação da Inquisição, sob o
controle dos reis espanhóis, foi
fundamental para o fortalecimento do
poder monárquico.
• Em Portugal: o absolutismo português teria
atingido o seu auge durante o reinado de D.
João V. E a atuação do Tribunal da Inquisição
também fortaleceu os monarcas ao defender
a unidade religiosa de Portugal. • Teorias de Poder: argumentavam a favor de
um poder forte e centralizado nas diversas
regiões do continente. Alguns deles: Nicolau
Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean Bodin e
Jacques Bossuet.
- Nicolau Maquiavel escreveu “O Príncipe”, e
nesta obra, o autor concentra nas maneiras em
que o governante possui de alcançar o poder e
em como mantê-lo. Determinava “virtú" como um
tipo de ação racional e planejada e “fortuna"
como, o príncipe deveria estar preparado para o
imprevisível, o acaso. Para ele, a ação politica não
deve estar vinculada aos valores morais e
religiosos. Maquiavel afirma, portanto, que em
certas ocasiões, a prática daquilo que é
considerado mau é necessária, por mais que essa
postura nem sempre seja a correta.
- Thomas Hobbes escreveu “O Leviatã”,em
que argumenta a respeito da necessidade
de se estabelecer um poder forte para que
a ordem e a paz sejam garantidas. Sua
teoria se baseia na noção de contrato, logo,
os homens aceitam sair de um estado pré-
social, o estado de natureza; “o homem é
lobo do homem”. Ao abrir mão de parte de
sua liberdade, transferindo a um poder maior,
os homens afastavam o medo e a
possibilidade da morte violenta.
ABSOLUTISMO
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37
• É o conjunto de práticas econômicas
dos Estados europeus.
• A crença na intervenção do Estado na
economia era um dos fundamentos do
mercantilismo. Tais medidas visavam,
principalmente, à acumulação de
metais preciosos e à consequente
sustentação dos Estados.
• A principal intenção dessas práticas era
garantir uma balança comercial favorável
aos países da Europa.
• Para garantir o sucesso na
acumulação de riquezas, era
necessário que houvesse a
regulamentação do comérciode
produtos vindos do exterior, o
aumento das tarifas alfandegárias e a
unificação dos mercados.
• Tais restrições impostas à livre-circulação
de mercadorias foram fundamentais para
o enriquecimento dos comerciantes e
para a utilização do monopólio sobre as
atividades coloniais. E também, o
incentivo à produção naval garantia o
controle dos mares.
• Mercantilismo na França:caracterizava
pelo industrialismo ou colbertismo
(produção de artigos de luxo).
• Mercantilismo na Península Ibérica: na Espanha e
em Portugal, o mercantilismo ibérico caracterizava-se
pela preocupação com o acumulo de metais preciosos,
o que levou ao estabelecimento de uma rígida politica
colonial por parte das Coroas Ibéricas. Logo, a pouco
preocupação com o desenvolvimento interno de
suas economias levou a um cenário de
dependência externa e pouco crescimento logo no
início da Idade Contemporânea.
• Mercantilismo na Inglaterra: o incentivo às
manufaturas, principalmente têxteis, a limitação das
importações e a tentativa de controle da saída de
matéria-prima também foram comuns à Inglaterra,
caracterizando, assim, a variação mercantilista
denominada comercialismo.
MERCANTILISMO
@vestibularesumido
38
• Ocorrido entre o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Essas mudanças se refletiam na
crescente valorização e no estudo das atividades humanas - o humanismo - e em uma postura mais
racional e individualista diante do mundo em que viviam aqueles homens.
• Os homens do renascimento que criaram a imagem negativa a respeito do Período Medieval, uma vez que
eles acreditavam estar retomando o momento de glória da humanidade: a Antiguidade Clássica.
• As mudanças do período não atingiram a todos os setores sociais, que eram majoritariamente
analfabetos, logo, ficaram restritas às elites.
• Renascimento Italiano: o desenvolvimento artístico ocorreu no ambiente urbano, uma vez que havia nas
cidades à presença de mercadores de várias regiões, o que permitia uma maior troca de informações. Além
disso, a existência de uma forte burguesia garantiu o financiamento de boa parte das obras de arte (mecenato).
• Revolução Científica: a valorização da razão, da experiência e da observação favoreceu a expansão do
conhecimento científico e a alteração de concepções a respeito do funcionamento da natureza e da vida
em sociedade.
RENASCIMENTO
@vestibularesumido
39
• Precursores dos movimentos
reformistas: em 1054 ocorre o Cisma
do Oriente, dividindo a cristandade.
Houve a iconoclastia (criticavam a
adoração de imagens) e a heresia
(movimentos que questionavam ou
duvidavam de pontos da fé católica).
No século XIV, o Cisma do Ocidente
ameaçou a autoridade eclesiástica.
Além dessas, também a venda de
indulgências, que é a concessão do
perdão mediante pagamento.
• Contextos da reforma protestante: a
postura renascentista do homem, a
difusão do humanismo, o individualismo,
o desenvolvimento da imprensa de
Gutenberg, o fortalecimento do poder
real e grupos sociais contra a Igreja,
como a burguesia, afinal, os clérigos
condenavam o lucro exagerado e a
usura.
• Reforma Luterana: o Sacro Império
Germânico situado em grande parte
na região atual da Alemanha, era
marcado pela descentralização
política. Assim, a fragmentação
política facilitava as interferências da
Igreja, que além de cobrar impostos,
era grande proprietária de terras na
região.
A eclosão da reforma: em 1517, a
intensificação da venda das
indulgências, decretada pelo papa
Leão X, com o objetivo de construir a
basílica de São Pedro, despertou a
indignação do monge agostiniano
Martinho Lutero, que afixou nas
portas da Igreja suas 95 teses de
oposição à venda de indulgências e
questionava a autoridade papal para
conceder o perdão, defendendo que a
salvação só poderia ser obtida pela fé.
A reação da igreja ocorreu em 1520,
por meio de uma bula papal, Lutero foi
convocado a renegar suas ideias, sob
pena de excomunhão.
Os principais pontos da doutrina luterana
são: salvação pela fé, tradução e livre
interpretação da bíblia; condenação
de culto aos santos, às imagens e às
relíquias; condenação do celibato
clerical; existência apenas de dois
sacramentos - batismo e eucaristia;
• Reforma Calvinista: formulada pelo francês João Calvino e
difundido primeiramente na Suíça, o calvinismo se expandiu
rapidamente pela Europa. Essa difusão deu- se, principalmente, pela
aproximação, entre sua doutrina e a economia capitalista, até então
em desenvolvimento.
O calvinismo tem sua base na noção de predestinação absoluta.
Para Calvino, os homens já nascem destinados para a salvação
ou para a danação. Segundo ele, não há, também, maneira de se
mudar o destino, já decidido por Deus antes mesmo da criação
do Universo. A doutrina calvinista estabelecia para seus adeptos
uma vida regrada, disciplinada, dedicada ao trabalho, afastada do
ócio, dos vícios e da ostentação. Na Inglaterra, puritanos; na
Escócia, presbiterianos; e na França, huguenotes.
• Reforma Anglicana: se deu durante o reinado de Henrique VIII. A
alegação usada por Henrique VIII para romper com a igreja foi a
negação da anulação de seu casamento pelo papa Clemente VII. O
rompimento com o papa poderia significar o acesso às terras e aos
bens da Igreja, além do fortalecimento da Monarquia Inglesa, já que,
assim, o rei não teria mais que se submeter a uma autoridade
supranacional. Tal situação colaborou para o reforço do poder
pessoal do rei, diante da venda dessas terras para a nobreza e o
direito de nomear ocupantes dos cargos eclesiásticos e de
interferir nas questões dogmáticas.
Contrarrefoma: a Igreja Católica adotou um conjunto de
medidas visando conter a expansão do protestantismo e
reafirmar a doutrina e práticas católicas. A busca pela
reconquista dos fiéis se materializou no Concílio de Trento
(1545-1563), convocado pelo papa Paulo III, que reafirmava os
sete sacramentos, o celibato clerical, o culto aos santos e a
salvação pelas boas obras. Houve também a criação do Index
(lista de livros proibidos aos católicos) e condenação de vários
intelectuais à morte na fogueira.
REFORMA E
CONTRARREFORMA
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É dividida em dois momentos, a Revolução Puritana e a Revolução Gloriosa, sendo a segunda um
desdobramento da primeira
• “É a época em que a Idade Média chega ao fim”. A Revolução Inglesa aboliu os direitos feudais e
submeteu o rei ao poder do Parlamento.
• Economia inglesa: atividade econômica mais dinâmica era o comércio, mas ainda dependia, em grande
parte, das atividades agrícolas.
• Sociedade inglesa:
- aristocracia(proprietários de terra)
- gentry (proprietários de terra de mentalidade burguesa)
- yeomen (1/6 da população inglesa e eram pequenos proprietários que trabalhavam em suas terras)
- burguesia(desfrutava de monopólios da coroa), trabalhadores urbanos e rurais
• Religião na Inglaterra: anglicanismo, catolicismo e calvinismo.
• Política inglesa: parlamento, quetinha como garantia a Magma Carta de 1215; afirmava a prerrogativa de
limitar o poder real.
REVOLUÇÃO INGLESA
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41
• Foi o conjunto de ideias que, no século
XVIII, serviu de base teórica para as
contestações que levaram à queda do
Antigo Regime.
• As críticas dos iluministas se voltavam para a
organização do Estado absolutista e sua
política econômica mercantilista, tendo sido a
Igreja também um dos alvos das contestações.
• De modo geral, esses pensadores
defendiam a liberdade. O predomínio da
razão conduziria inevitavelmente ao
progresso e asseguraria ao homem a
liberdade para a busca de sua felicidade.
• A participação política ficou restrita à alta
burguesia, que buscou meios de preservar a
propriedade privada.
• Despotismo Esclarecido: forma de governar
característica da Europa continental da
segunda metade do século XVIII, que, embora
partilhasse com o ABSOLUTISMO a
exaltação do Estado, era animadapelos ideais
de progresso, reforma e filantropia do
ILUMINISMO.
• Iluminismo e Economia: liberalismo
econômico que se dividiu em duas vertentes -
fisiocracia e escola clássica (Adam Smith e “A
Riqueza das Nações”).
ILUMINISMO
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Canadá, obtida após a vitória sobre a França na Guerra dos Sete Anos. Além disso, permitia a
manutenção de leis francesas na região, assim como a tolerância religiosa naquela região de maioria
católica. O Ato foi visto com uma nova afronta e como uma aproximação da Inglaterra com o
catolicismo.
• No entanto, o que reuniu os colonos no momento da Independência não foi necessariamente
um sentimento nacionalista e sim a rejeição à Inglaterra. Eles diziam defender a liberdade, a vida
e a propriedade. A declaração de Independência ampliou o sentimento popular e os colonos
foram considerados rebeldes pelo Rei George, iniciando-se a guerra pela Independência.
• A guerra contra a Inglaterra estendeu-se por quase sete anos, quando, por meio do Tratado de Paris, a
Inglaterra reconheceu a Independência.
• A Estátua da Liberdade, importante monumento estadunidense, foi um presente francês em
homenagem ao centenário da independência dos EUA.
REVOLUÇÃO AMERICANA
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• Grande marco da história, que inaugurou o início da
Idade Contemporânea e que serviu de inspiração para a
maioria dos movimentos de contestação à ordem
estabelecida.
• A Revolução Francesa promoveu uma grande
reestruturação social, política e econômica na França, ou
seja, ela foi responsável pela derrubada do Antigo Regime
naquele país.
• A sociedade francesa era estamental, ou seja, dividida
em ordens.
• O estado francês vivia uma grave crise econômica e
institucional. A crise financeira fora fomentada pelos gastos
militares na Guerra dos Sete Anos, na Guerra de
Independência dasTreze Colônias e pelos recursos
destinados à manutenção da corte francesa. A crise
institucional era que o estado absolutista e suas rígidas
hierarquias sociais impediam a garantia dos direitos naturais
do homem. A liberdade e a igualdade não poderiam ser
amaçadas, o que resultou em criticas à Monarquia e à Igreja. A
crise econômica e a crescente força burguesa
impulsionaram o movimento revolucionário.
• Para Luís XVI era inaceitável que um poder se contrapusesse
ao seu e, principalmente, que uma constituição viesse a
limitar seus poderes. As notícias das medidas tomadas por
Luís XVI, que chegaram à cidade de Paris, provocaram o
desencadeamento de rebeliões. Assim os membros do
terceiro estado tomaram a Bastilha, fortaleza símbolo do
absolutismo francês. Tal episódio, que ficou consagrado como
“A Tomada da Bastilha”.
• Mudanças significativas: liberdade
religiosa, liberdade de imprensa e a Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão (proposto: igualdade civil e jurídica,
garantia da propriedade privada, soberania da nação, defesa
da participação dos cidadãos, etc.)
Monarquia Constitucional: em virtude das suas diferentes
orientações políticas e mesmo das realidades sociais, os
rebeldes que compunham a Assembleia se dividiam em
dois grupos. Girondino: ligado à alta burguesia e à
nobreza liberal. Jacobinos: “patriotas da burguesia”. A
divisão da burguesia, as ameaças estrangeiras e as
tentativas de conspiração por parte do rei provocaram o
aumento das manifestações populares.
• A pressão popular acabou levando à proclamação da
República.
• Contribui ainda para as convulsões sociais: a descoberta
de documentos que comprovavam a traição de Luís XVI, que
foi levado a julgamento pela Assembleia. Condenado por
traição, Luís foi executado na guilhotina e sua esposa,
Maria Antonieta teve posteriormente o mesmo fim. (O
advogado Robespierre já divulgara que o rei e a rainha
estariam fornecendo informações às nações em guerra
contra a França).
• O Ato da Execução de LuísXVI
representava o fim de uma
sociedade aristocrática e abria
caminho para o período mais
radical da revolução, agora
comandada pelos jacobinos.
•República Jacobina: as medidas
tomadas por eles foram responsáveis
pela radicalização dos princípios
contidos na declaração do Homem e
do Cidadão - Robespierre executado.
• Diretório: pretendiam a volta da
Constituição de 1793, a igualdade
social, a divisão das terras entre os
camponeses e a ascensão das
classes populares ao poder político.
• 18 de Brumário pelo novo
calendário revolucionário, o
Diretório foi dissolvido. Para
muitos, estava terminando a
Revolução e iniciava-se o
Período Napoleônico, com a
instituição do Consulado.
REVOLUÇÃO FRANCESA
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44
• As conquistas comandadas por Napoleão
Bonaparte representaram não apenas o
domínio da França sobre parte da Europa, mas
significaram também a expansão da
Revolução Francesa e de seus ideais.
• Os administradores de Napoleão foram
responsáveis por instituir o código civil, abolir a
servidão e o pagamento de impostos
senhoriais, igualar a cobrança de impostos e
promover a educação pública gratuita nos
locais dominados pelos franceses. • O código civil, ou código napoleônico
reuniaosprincípiosliberaiseasprincipais
conquistas burguesas ocorridas durante
o período revolucionário, destacam-se: a
garantia da liberdade individual,
igualdade jurídica, existência de um
Estado secular, garantia da propriedade
privada e a proibição de greves e
sindicatos.
• Internamente, assistiu-se à formação de uma
aristocracia ligada ao imperador e ao aumento
da repressão e da censura. Ocorreram
prisões e julgamentos arbitrários, limitação
à liberdade de imprensa e atuação de
agentes secretos visando impedir as
críticas ao governo.
• As vitórias em terra permitiram o avanço do
Império Francês e a reformulação do mapa
europeu.
• Napoleão declara o Bloqueio Continental
(1806/07): com o intuito de enfraquecer a
Inglaterra, principal rival da França e a grande
potência econômica do período. Napoleão
visava diminuir a presença dos produtos
industrializados ingleses na Europa e,
assim, estimular a produção industrial
francesa, que deveria ser capaz de suprir a
ausência dos produtos ingleses.
• Em junho de 1815, Napoleão tentou dar seu “golpe
final” contra as potências inimigas no império
francês, foi deflagrada, em Waterloo, na Bélgica, a
batalha que poria fim às guerras napoleônicas. A
derrota de Waterloo pôs um ponto final nas
conquistas, nos projetos e nas elucubrações de
Napoleão Bonaparte (ele foi exilado).
• Congresso de Viena: intenção de minimizar as
marcas deixadas pela Revolução Francesa e pela
expansão de Napoleão, restaurando princípios
do Antigo Regime e afastando novas ameaças
revolucionárias. • Visando manter esse equilíbrio, foi criada uma
aliança militar entre os países absolutistas
(Áustria, Prússia e Rússia) chamada de Santa
Aliança. A justificativa era proteger a paz, a
justiça e a religião da ameaça representada
pelas ideias difundidas pela Revolução Francesa.
PERÍODO NAPOLEÔNICO E
CONGRESSO DE VIENA
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45
• O século XIX seria marcado pelas tentativas de
consolidação do modelo liberal e pela luta
contra os vestígios absolutistas em várias
nações europeias.
• Movimentos de 1820:
1. Espanha: medidas de caráter conservador, como
a deportação de membros liberais do Parlamento
espanhol, o retorno de privilégios do clero e da
nobreza, a volta da atuação da Inquisição e o
fechamento de órgãos de imprensa e
universidades.
2. Portugal: Revolução do Porto como meio de
solucionar a crise.
3. Península Itálica: ainda marcada pela
fragmentação, assistiu a movimentos de caráter
nacionalista.
4. Grécia: fazia parte do Império Turco- Otomano, e
depois, iniciou a luta pela independência grega.
• Movimentos de 1830:
1. Bélgica: um grupo de católicos
nacionalistas deu início à luta pela Independência
da Bélgica em relação à Holanda.
2. Península Itálica: novos movimentos ocorreram
e foram sufocados por tropas austríacas. Várioslíderes foram exilados e, entre eles, encontrava-se
Giuseppe Mazzini, que, no exterior, fundou a
associação da Jovem Itália, uma sociedade secreta
cujo objetivo era
reforçar os ideais nacionalistas e de unificação da
região italiana.
3. Confederação Germânica: as repercussões
dos movimentos puderam ser sentidas. Com o
auxílio de tropas austríacas, no entanto, os
movimentos foram contidos e as Constituições
suspensas.
4. Polônia: foi formado um governo nacionalista
com sede em Varsóvia. • As revoluções de 1848 - A primavera dos
Povos:
1. França: reinado de Luís Felipe foi responsável
pela consolidação da ordem burguesa, entre as
ações liberais adotadas durante o seu governo,
podem ser destacadas, o fortalecimento do Poder
Legislativo, a redução do censo eleitoral, a
retomada da bandeira tricolor, a adoção do
liberalismo econômico, o fomento ao
desenvolvimento industrial e o controle pela alta
burguesia dos setores de ferrovias, bancos e
minas de carvão. O rei burguês reprimia as
manifestações, além de censurar a imprensa
republicana. Houve revoltosos que clamavam
contra a miséria e desejavam a ampliação das
liberdades democráticas.
2. Império Austríaco: os trabalhadores saíram
as ruas exigindo a ampliação do direito ao
voto.
3. Península Itálica: na região da Toscana e em
Roma, foram proclamadas repúblicas sob o
comando de Giuseppe Mazzini.
REVOLUÇÕES LIBERAIS
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• Consequências da Revolução
Industrial: consolidação do modo de produção capitalista como dominante, aumento da média de vida da
população, consolidação de duas novas classes sociais, urbanização, revolução agrícola e surgimento de
ideologias que criticavam o capitalismo, como o socialismo e o anarquismo, por exemplo.
• Movimento Operário: é fruto do desenvolvimento do modo de produção capitalista e, mais
precisamente, da Revolução Industrial. O operário da fábrica era, sobretudo, o antigo camponês que,
com a desagregação do modo de produção feudal e a falta de oportunidades no campo, foi levado a se
deslocar para as cidades. • Primeiros Movimentos Operários:
1. Ludismo: destruição das máquinas
2. Cartismo: publicação da “Carta ao
Povo”, documento enviado ao Parlamento inglês que reinvidicava questões trabalhistas
3. Sindicalismo: tinham como intuito unificar as reinvidicações dos operários diante dos patrões
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
E MOVIMENTO OPERÁRIO
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47
• A luta dos estadunidenses serviu de exemplo aos
hispano-americanos, pois o norte da América foi a
primeira região do continente a conquistar a
liberdade, livrando-se, da maior potência da época, a
Inglaterra.
• A América Espanhola apresentava uma sociedade
estratificada. Haviam os chapetones (espanhóis que
vinham para a América), os criollos (elite nativa
descendente de espanhóis) e os mestiços, índios e negros
(escravos).
• O processo de independência da América Espanhola
gerou uma grande fragmentação territorial. No caso da
América Hispânica, as massas reivindicavam não só
maior liberdade, mas também mudanças sociais.
INDEPENDÊNCIA DA
AMÉRICA ESPANHOLA E
DO HAITI
• Casos Particulares:
1. Haiti: a emancipação foi realizada pelos escravos, uma classe social socialmente subordinada, que
exterminaram a elite branca daquela região.
2. México: defendia mudanças sociais favoráveis à população indígena.
3. Cuba: último país a se livrar do domínio colonial, por meio da Emenda Platt, foi concedido a
emancipação aos cubanos, mas ao mesmo tempo, dava ao governo dos EUA o direito de intervir e de
construir bases militares no país.
@vestibularesumido
48
• Romantismo: os românticos eram
conhecidos por discordarem dos iluministas e
ressaltavam os sentimentos como os principais
elementos para a vida de um homem e para a
sociedade. O Sigmund Freud, o pai da
Psicanálise, é um dos principais expoentes
influenciados pelo pensamento romântico.
IDEIAS SOCIAIS E
POLÍTICAS DO SÉCULO
XIX
@vestibularesumido
49
• Vale ressaltar que as duas unificações
foram processos elitistas e, logo, nada
democráticos.
• As unificações foram responsáveis pela
exacerbação dos nacionalismos europeus que
levaram à Primeira Guerra Mundial.
• Unificação Italiana: a liderança era de
Piemonte-Sardenha, justificada pela riqueza
desse Reino, que contrastava com o caráter
agrário dos estados do sul da Península. Os
piemonteses tinham como grande obstáculo
para esse processo a hegemonia da Áustria,
que desde o Congresso de Viena, dominava
diversos estados itálicos. Desse modo, houve
uma guerra contra a Áustria, que foi derrotada
pelas tropas francesas e piemontesas em 1859.
Se, ao norte, o reino de Piemonte foi o grande
responsável pela libertação de diversos
estados, no sul, destacou-se a figura de
Giuseppe Garibaldi, revolucionário republicano
que havia lutado na Farroupilha, no Sul do
Brasil, ele invadiu o Reino das Duas Sicílias. Foi
necessário o início da Guerra Franco-
Prussiana, em 1870, para que os italianos,
aproveitando- se do enfraquecimento
francês, conquistassem os Estados papais.
• Comuna de Paris(1871): as massas de Paris, lideradas por
anarquistas e comunistas revoltaram-se e tomaram o
controle da cidade. Milícias populares formaram-se e foi
implantada a gestão operária em várias fábricas durante o
período em que a chamada Comuna de Paris comandou
as ações da capital francesa. Apesar da aparente derrota
do movimento de tendência comunista e anarquista, é
importante ressaltar que a Comuna de Paris foi uma
das primeiras experiências de governo popular da
humanidade.
UNIFICAÇÃO ITALIANA,
ALEMÃ E COMUNA DE
PARIS
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50
• Foi o momento de expansão
territorial e de seu desenvolvimento
econômico e bélico.
• Destino Manifesto: segundo o qual os
Estados Unidos haviam recebido de Deus
a missão de levar o desenvolvimento a
toda a América favorecendo a postura
imperialista do país.
• Doutrina Monroe: tese fundamental
baseava-se no lema "a América para os
americanos”. • Big Stick: política de intervenção que
afetou toda a América e favoreceu o
imperialismo estadunidense.
• Guerra Civil Americana/Guerra de
Secessão (1861-1865):
1. Questão alfandegária: o norte era a
favor do protecionismo alfandegário, já o
sul queria a diminuição delas
2. Questão escravista: o norte defendia
a abolição da escravidão e a adoção do
trabalho assalariado; o sul era contrário a
escravidão
3. Questão da expansão para o oeste
4. Questão da união: motivo
fundamental para a abolição
• EUA a pós a guerra: vitória do norte, a
política protecionista e
industrializante foi colocada em
prática em todo o território dos EUA.
Surgiram grupos formados por
brancos radicais, perseguiam os
negros e seus aliados, promovendo
linchamentos em grande parte dos
estados do país.
ESTADOS UNIDOS DO
SÉCULO XIX
@vestibularesumido
51
• As principais potências europeias
adotaram uma política imperialista,
também chamada de neocolonialismo,
para suprirem suas necessidades
comerciais e expandirem suas zonas de
influência sobre o restante do mundo.
• Os principais objetivos dos países
imperialistas eram a busca por matéria- prima,
mercado consumidor, investimentos de
capital e escoamento do excedente
populacional das grandes potências. • Contexto Europeu: Belle. Époque
(período de crescimento econômico e
avanço tecnológico).
• Imperialismo na Ásia:
1. Índia: o interesse inglês na Índia data do
século XVIII, pois além do fornecimento de
especiarias muito valorizadas no mercado
Europeu, a região apresentava um entreposto
de ligação comercial entre a Inglaterra e o
Extremo Oriente. A predominância dos
produtos ingleses na Índia acabou gerando
grandes taxas de desemprego.
2. China: a Inglaterra se interessava na China,
pois além de ser a principal potência industrial
europeia, já produzia ópio no continente
asiático, mais especificamente em territórioindiano. A China organizou diversos
movimentos de resistência à dominância
imperialista.
3. Japão: em 1868, passa-se a adotar um
conjunto de medidas modernizantes, que
caracterizavam a chamada Era Meiji. Entre
essas medidas, destacam-se o investimento
em educação, modernização dos meios de
transporte e ampliação do exército japonês.
Em pouco tempo, o Japão se transformou em
uma potência imperialista.
• Imperialismo na América:os EUA foi a principal
potência a exercer influência no continente, pois
elaboraram o Destino Manifesto, a Doutrina Monroe e a
política do Big Stick. Em 1902, com a Emenda Platt, os
EUA recebe o direito de intervir militarmente em Cuba,
em caso de desordem interna.
• Imperialismo na África: a região que mais sofreu com a
dominação imperialista, quase todo o continente estava
dominado pelas potências europeias. Foi construído o Canal
de Suez, o canal artificial que liga o Mar Vermelho ao
Mediterrâneo, ele encurtava a distância entre os centros de
dominação europeus e as áreas coloniais africanas e
asiáticas. No continente Africano, a inserção dos
europeus gerava grandes impasses, como a
segregação racial; um exemplo disso foi o Apartheid,
onde os colonizadores ingleses estabeleceram práticas
e leis severamente segregacionistas.
IMPERIALISMO
@vestibularesumido
52
• Antecedentes: o imperialismo foi a principal
causa da Primeira Guerra, pois as nações
industrializadas da Europa disputaram áreas de
influência e mercados nos continentes africano e
asiático. O aumento das rivalidades e o
fortalecimento do nacionalismo culminaram em
um conflito armado que atingiu, direta ou
indiretamente, todo o planeta.
• Diante de um cenário político tenso, as
principais nações europeias passaram a
adotar uma política de alianças e, assim, dois
grupos antagônicos se formaram: a Tríplice
Aliança (1882), formada por Alemanha,
Áustria e Itália e a Tríplice Entente (1907),
formada por Inglaterra, França e Rússia.
• Diante das tensões geradas nos primeiros anos
do século XX, os países optaram por manter uma
política de paz armada. Assim, enquanto se
mantinham aparentemente inofensivos, esses
países desenvolviam uma postura militarista e
belicosa, como forma de se prepararem para
uma possível guerra.
• A causa imediata da guerra, no entanto, foi o
assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do
império Austro-Húngaro. Francisco Ferdinando e
sua esposa foram assassinados por um jovem
estudante, membro da organização secreta
antiaustríaca da Sérvia.
• Em 1914, dividida as forças, as ações bélicas
tiveram início. Naquele primeiro momento,
impulsionados pelos nacionalismos e também
pelos armamentos que já vinham sendo
acumulados desde o início do século XX, os
principais países envolvidos na guerra se
lançaram aos combates diretos.
• A Primeira Guerra Mundial colocou as
tecnologias desenvolvidas pela Revolução
Industrial a seu favor. Assim, durante a Guerra
de Movimentos, como ficou conhecida essa
primeira fase do conflito, diversos artefatos
modernos, como metralhadora e aviões, foram
utilizados nos combates, o que provocou uma
destruição nunca antes vista pelos europeus.
• Guerra de Trincheiras: as trincheiras eram
longas valas no solo, protegidas por escoras
de madeira e cercadas por arame farpado. A
vida nas trincheiras era terrível, os túneis
inundavam com lama e havia diversos animais
nocivos à saude, como piolhos e ratos.
• Em 1915, a Itália, que até então se mantinha neutra,
entrou na guerra do lado da Entente, a Alemanha resistiu
à guerra praticamente sozinha, afinal, seus principais
aliados já haviam abandonado os campos de batalha.
• Trata dos de paz:
1. 14 pontos de Wilson: proposta estadunidense previa o
fim da guerra sem a responsabilização de nenhum dos
países pelos anos de conflito decorridos.
2. Tratado de Versalhes: considerava a Alemanha
culpada pela Primeira Guerra e previa sanções à ela, tais
como, a devolução das regiões da Alsácia e Lorena à
França, o pagamento de indenização de guerra aos
vencedores e a perda de suas colônias.
• Apesar da vitória militar da Tríplice Entente, após a
guerra, iniciou-se o declínio do eurocentrismo, uma vez
que os europeus perceberam que também eram
destrutíveis diante dos estragos provocados pela Primeira
Guerra.
• Na tentativa de se evitar um novo conflito mundial,
foi criada a Liga das Nações.
• As disposições do Tratado de Versalhes acabaram
gerando o sentimento de revanchismo alemão, e assim,
contribuíram para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. • Reflexos no Brasil: desenvolveu-se durante os
conflitos um setor industrial de substituição de
importações para suprir a carência de produtos
industrializados.
PRIMEIRA GUERRA
MUNDIAL
@vestibularesumido
53
• A Rússia foi o primeiro país a implantar o
socialismo.
• O que auxiliou no processo revolucionário:
1. proletariado urbano subjetivo a condições
deploráveis de trabalho
2. burguesia predominantemente estrangeira
3. coexistência de partidos políticos
• Mencheviques X Bolcheviques: partidos
socialistas que divergiam entre si
A. Mencheviques: são etapistas (desenvolver o
capitalismo e depois promover o comunismo - sem
propriedade privada e sem desigualdade social)
B. Bolcheviques: defendem a revolução e
implantação incontinente do comunismo naRússia
• Os revolucionários se dividiram: a ala radical,
liderada pelos bolcheviques, achava que era o
momento de derrubar o Czar. Já a ala moderada, da
qual fizeram parte os mencheviques, defendia uma
aliança com o governo. • Revolução de Fevereiro de 1917: derrubada do
czarismo. A burguesia russa se aproveitou do
vazio de poder para implantar um governo
provisório. Por meio da mobilização popular,
os bolcheviques articularam a derrubada do
governo provisório e a implantação do
socialismo.
• Guerra Civil: apesar do grande apelo popular, a
implantação do socialismo não agradou a todas as
classes sociais do país. Assim, entre 1918 e 1921, foi
travada uma Guerra Civil que colocou, de um lado, o
Exército Vermelho, formado pelos bolcheviques
revolucionários e, de outro, o Exército Branco,
formado pelos contrarrevolucionários - compostos
de mencheviques, da burguesia e da nobreza russa -
e apoiado pelas grandes potências capitalistas.
Vitória dos Vermelhos.
• Devido a crise econômica, Lênin implantou
ummistodesocialismoecapitalismo,que ficou
conhecido como NEP (Nova Política Econômica).
Em 1924, antes que a recuperação econômica
estivesse consolidada, Lênin faleceu.
• Com a morte de Lênin, Stalin vence Trotsky e
assume o poder.
• Stalinismo: Stalin exerceu um dos governos mais
violentos da História Contemporânea. Ele implantou
os planos quinquenais (metas a serem atingidas de 5
em 5 anos), que representavam um importante
passo para a transformação da Rússia em Estado
socialista e autoritário.
• Reflexos no Brasil: em1935, ocorreu a chamada
Intetona Comunista, quando alguns tenentes,
liderados por Luiz Carlos Prestes, tentaram tomar
o poder e implantar um regime socialista no Brasil.
O movimento foi duramente reprimido pelo
governo de Getúlio Vargas, que se aproveitou
dessa situação para aplicar um golpe de
Estado e implantar o Estado Novo.
REVOLUÇÃO RUSSA
@vestibularesumido
54
• A grande produtividade industrial dos
Estados Unidos tornava o mundo cada
vez mais dependente de sua
economia. O excesso de liberalismo
acabou por favorecer a especulação
financeira, uma vez que não havia um
agente regulador da economia.
• A valorização do mercado estadunidense
era frágil, ou seja, apesar de produzirem
muito, as empresas não vendiam na mesma
proporção. • Uma crise de superprodução e
subconsumo foi se constituindo e se
deflagrou no dia 24 de outubro de
1929. A quebra da Bolsa de Nova
Iorque afetou a economia de forma
global, já que os Estados Unidos viram
o maior credor e investidor mundial.
• A solução para crise: em 1933,Roosevelt
lançou o New Deal, um plano de
recuperação da economia estadunidense
baseado em medidas intervencionistas.
Principais características:
- a diminuição da jornada de trabalho,
para aumentar a oferta der emprego
- a proibição do trabalho infantil, já que o
adulto ganhava e gastava mais do que a
criança
- a criação do salário-desemprego, para
que a população tivesse renda e pudesse
consumir
Essas medidas estimularam investimentos no
setor produtivo e contribuíram para aquecer a
economia do país. A solução para Crise veio de
duas formas: com políticas intervencionistas e
por meio da corrida armamentista anterior à
Segunda Guerra.
• Reflexos no Brasil: com a crise iniciada nos EUA,
principal comprador de café brasileiro, houve uma
redução drástica do consumo do café brasileiro,
uma vez que a escassez de capital e a diminuição
de importações afetaram a nossa economia,
mostrando a fragilidade de uma produção
agroexportadora pouco diversificada.
CRISE DE 1929
@vestibularesumido
55
• Um dos processos históricos de maior complexidade foi o fascismo, movimento de extrema direita que surgiu
na Europa durante o século XX. • Com o primeiro país da Europa ter um regime de extrema direita foi a Itália, convencionou-se chamar tal
regime de fascismo, nome relacionado ao Fascio di Combattimento, grupo armado fundado por Benito
Mussolini. • Nos demais países, esses regimes assumiram nomes variados, como nazismo (Alemanha),
salazarismo ou Estado Novo (Portugal), franquismo ou falangismo (Espanha). Apesar da variação de
denominações, todos esses regimes possuem características em comum e estão inseridos em um
mesmo contexto histórico.
• Os efeitos da Crise de 1929 também foram fundamentais para a consolidação dos regimes fascistas, que
consideravam o excesso de democracia e de liberalismo como responsáveis pelo episódio de
desestabilidade econômica.
• Características comuns aos regimes fascistas: totalitarismo, militarismo, caráter antidemocrático,
nacionalismo, romantismo, corporativismo, crença na infalibilidade do líder, elitismo e
unipartidarismo.
NAZIFASCISMO
@vestibularesumido
56
• O fim da Primeira Guerra Mundial não
significou a consolidação da paz mundial, só
favoreceu o surgimento de sentimentos
nacionalistas revanchistas. Três países
merecem destaque nesse contexto: Alemanha,
Itália e Japão.
• Depois do pacto com os soviéticos, Hitler se
sentiu à vontade para invadir a Polônia em 1o de
setembro de 1939, provocando a reação da
Inglaterra e da França, que exigiram a retirada das
tropas alemães do país. Com a recusa alemã dos
dois países, declararam guerra à Alemanha, fato
que desencadeou um novo conflito mundial.
• Se inicialmente os fascistas dominaram as
ações bélicas, nos cinco últimos anos da
guerra, ocorreu a contenção e a derrota do
Eixo.
• Em 1941, os japoneses atacaram a base naval
estadunidense de Pearl Harbor. Diante disso, os
Estados Unidos romperam a neutralidade e
entraram na guerra. Hitler declarou guerra aos EUA.
• Os soviéticos foram implantando governos
pró-socialistas, formando mais tarde a
chamada Cortina de Ferro.
• Em 1945, Roosevelt dos EUA, Stalin da URSS e o
Churchill da Inglaterra se reuniram na
Conferência de Yalta, na Crimeia, para dividir o
mundo em áreas de influência. As decisões
tomadas durante as reuniões foram confirmadas
posteriormente na Conferência de Potsdam, com
a decisão de dividir a Alemanha em quatro áreas
de influência.
Os soviéticos cercaram Berlim, o que fez Hitler
cometer suicídio.
Em 1945, os EUA lançaram duas bombas atômicas
sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, fazendo
com que o Japão também se rendesse do conflito.
Mundo Pós-Guerra: houve a criação da
Organização das Nações Unidas (ONU), além da
pacificação mundial, as Nações Unidas tinham
por intuito garantir o direito de
autodeterminação dos povos e desenvolver a
cooperação entre eles na busca de soluções para
problemas de ordem econômica social, cultural e
humanitária.
O Brasil participou da Segunda Guerra a partir de
1943, com a Força Expedicionária Brasileira.
SEGUNDA GUERRA
MUNDIAL
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57
• Desde a Conferência de Postdam (1945),
EUA e URSS já divergiam quanto à divisão
do mundo em áreas de influência. Uma das
estratégias práticas utilizadas pelos
Estados Unidos para conter a possível
expansão socialista sobre a Europa foi o
lançamento do Plano Marshall (1947),que
visava à destinação de investimentos
estadunidenses para a reconstrução da
economia europeia em moldes
capitalistas.
• Os soviéticos criaram a COMECON, que
consistia em uma série de investimentos
voltados para a planificação das economias do
Leste Europeu.
• No plano militar, os estadunidenses criaram a
OTAN, uma aliança militar entre os países
capitalistas liderada pelos EUA. A URSS
também procurou construir suas alianças
militares, foi criado o Pacto de Varsóvia,
composto de países do Leste Europeu.
• Expansão do Bloco Socialista:ocorreu na
Rússia em 1917, quando, após uma revolução,
os bolcheviques, liderados por Lênin,
tomaram o poder e promoveram reformas
socializantes no país.
• “Cortina de Ferro”:o termo se relaciona a
um grupo de países do Leste Europeu no qual
o capitalismo não conseguiu penetrar devido à
"barreira institucional" imposta pela URSS.
• Caso da Alemanha: a Alemanha foi
oficialmente dividida em dois novos países
totalmente independentes - Alemanha
Ocidental (capitalista) e República
Democrática Alemã (socialista). A República
Democrática Alemã construiu, em 1961, o
muro de Berlim, que dividia as partes
capitalista e socialista da capital alemã.
• Revolução Chinesa: um marco da expansão do
socialismo na Ásia em 1949.
• Guerra do Vietnã: um dos conflitos mais violentos
ocorridos durante a Guerra Fria se deu na península da
Indochina, que durante boa parte da vigência do
neocolonialismo, havia sido de domínio francês. A
França reconheceu a independência da região, desde
que fossem formados países independentes, o Vietnã
do Norte (socialista) e o Vietnã do Sul (capitalista),
resultou em uma guerra civil (vietcongs x militares).
• Crise dos Mísseis (1962): uma das espionagens
estadunidenses descobriu, por meio de fotos de
satélite, que os soviéticos estavam implantando
plataformas de lançamento de mísseis nucleares em
Cuba. Imediatamente os EUA ameaçaram invadir a
ilha, mobilizando seus aparatos bélicos na Turquia,
que seriam utilizados em um possível ataque à URSS.
•Fragmentação da União Soviética: percebendo a
instabilidade soviética, Estônia, Letônia e Lituânia
se declararam independentes e buscaram se
integrar a União Europeia, que naquele momento
já apresentava uma sólida estrutura.
GUERRA FRIA
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58
• Marcatismo: era a perseguição aos inimigos do capitalismo, ficou conhecido como “caça às bruxas”.
• Direitos civis dos negros:
1. Martin Luther King: defendendo a igualdade entre os indivíduos
2. John Kennedy: o presidente manteve o seu compromisso de tentar promover a igualdade social e
política entre brancos negros
3. Pantera Negras: defendia a luta armada comoformadeconquistarosdireitos civis
ESTADOS UNIDOS NO
SÉCULO XX
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• Após o término da SegundaGuerra Mundial,
boa parte da África e da Ásia, que desde o
século XIX se encontravam sob o domínio
europeu, conquistou a sua independência,
o que significou, na prática, a inserção de
novos parâmetros geográficos, econômicos
e culturais para ordem mundial vigente.
• Descolonização Asiática:
1. Índia: teve início na década de 1920, sob
liderança de Mahatma Gandhi, defensor da
não violência e da desobediência civil como
estratégias para a conquista da liberdade.
2. Indonésia: criticada pela opinião pública
internacional, a Indonésia recebeu o apoio
internacional dos EUA.
3. Indochina: a fragmentação do Vietnã
ocorreu como um reflexo das disputas
travadas durante a GuerraFria.
• Descolonização Africana:
Grande parte dos problemas registrados ainda
hoje nesse continente é herança do
imperialismo iniciado no século XIX. Os
europeus promoveram a exploração
violenta das riquezas africanas e se
empenharam em destruir parte da cultura
desses povos em nome da ciência e do
progresso. Com o declínio do eurocentrismo,
os colonos conseguiramreunirelementosque
favorecessem as lutas de libertação.
• Conferência de Bandung: o intuito dessa
reunião era condenar o imperialismo e o
racismo praticados pelos europeus nos
continentes africano e asiático durante o
neocolonialismo; e contribuir para o
processo de paz mundial. A única saída para
as ex-colônias, portanto, seria aderir aos
objetivos traçados em Bandung para que a
África e a Ásia se tornassem continentes
prósperos política e economicamente.
DESCOLONIZAÇÃO AFRO-
ASIÁTICA
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60
• As economias latino-americanas se
desenvolveram, ao longo de sua história,
baseadas na exploração de recursos
naturais, tais como a extração mineral e a
agroexportação. Há existência de
grandes desigualdades sociais, o que se
deve ao seu passado colonial e à
manutenção de uma elite extremamente
atrelada a seus privilégios. Sendo assim,
os conflitos sociais, a marginalização
política e os baixos indicadores
socioeconômicos também podem ser
citados como problemas que ainda
hoje atormentam os países latino-
americanos.
• Revolução Mexicana: o México foi um
dos primeiros países no século XX a
passar por uma revolução social.
Zapata propôs o Plano Ayala, que tinha
como objetivo a devolução das terras
às comunidades indígenas e a
expropriação de 1/3 das grandes
propriedades, que deveriam ser
divididas entre a população
camponesa e sem-terra.
• Revolução Cubana(1959): Fidel Castro e Che
Guevara. O novo governo decretou a reforma agrária
e a nacionalização de diversas empresas
estadunidenses instaladas em território cubano;
Fidel implantou o socialismo em Cuba.
• Chile: defesa da construção do socialismo por uma via
democrática. Na década de 1970, o Chile foi o laboratório
do neoliberalismo.
AMÉRICA LATINA NO
SÉCULO XX
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61
• George H. W. Bush anunciou que uma
Nova Ordem estava surgindo, acenando
para um período de paz e
desenvolvimento em prol do bem da
humanidade.
• Emvirtudedasdificuldadesfinanceiras
que acometem tais países, Portugal,
Irlanda, Índia, Grécia e Espanha, eles
passaram a ser designados PIIGS,
acrônimo que remete à palavra pigs,
“porcos”, em inglês. Esse trocadilho
evidência uma crítica feita à
fragilidade das economias desses
países, cujas dívidas públicas
cresceram muitas vezes além de seus
respectivos PIBs.
• ONeoliberalismoeoConsensode
Washington (1990): o neoliberalismo é
um conjunto de ideias inspiradas no
liberalismo econômico do século XVIII e
adequadas à realidade do século XX.
O Consenso de Washington - os latinos
deveriam fazer as privatizações de
empresas estatais, incentivo à economia
de mercado e abertura ou
desregulamentação da economia.
• A Nova Ordem Mundial instaurada
registrou um grande avanço do
capitalismo, assim como uma
intensificação do processo de globalização
econômica e cultural. • 11 de setembro e seus reflexos: dois dos
maiores símbolos dos EUA, o pentágono
(centro de defesa militar do pais) e o World
Trade Center (centro econômico de Nova
Iorque), foram alvejados simultaneamente
por meio da explosão de grandes aviões
que colidiram com esses prédios. Os
atentados, que foram assumidos pela
organização terrorista Al-Qaeda,
liderada por Osama Bin Laden, deixaram
a população estadunidense em pânico e
levaram o presidente George Bush a
declarar que esses ataques
representavam um ato de guerra contra
os EUA. A partir de então, o governo
estadunidense deu inicio à execução da
chamada Doutrina Bush, um conjunto de
princípios e métodos que tinha como
objetivo consolidar a hegemonia dos
Estados Unidos mundialmente.
• O presidente Barack Obama anunciou em
cadeia nacional a morte de Osama Bin
Laden, líder da rede terrorista Al-Qaeda.
NOVA ORDEM MUNDIAL
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