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Planejamento mestre da produção (PMP) Prof. Mauro Rezende Filho Descrição O planejamento hierárquico de produção, o planejamento mestre da produção (PMP) e as políticas e restrições de produção e estoque no PMP. Propósito Conhecer o processo de planejamento mestre de produção (PMP) ou cronograma mestre de produção (MPS) é de extrema importância para o profissional, pois permite construir uma declaração dos planos produtivos da empresa. Com isso, é feito um contrato entre o departamento de vendas e o departamento de fabricação que equilibra oferta e demanda, definindo as quantidades necessárias para produzir e os prazos de produção. Preparação Antes de iniciar seus estudos, certifique-se de ter à sua disposição papel e lápis, computador com o software Excel, de modo que possa replicar o conteúdo e o exercício que serão apresentados. Objetivos Módulo 1 Planejamento hierárquico de produção Reconhecer o processo de planejamento hierárquico de produção. Módulo 2 De�nição do planejamento mestre da produção (PMP) Reconhecer o processo de planejamento mestre da produção (PMP). Módulo 3 Políticas e restrições de produção e estoque no PMP Identificar as políticas e restrições de produção e estoque no PMP. Introdução Para começar seus estudos, assista ao vídeo a seguir e conheça os aspectos fundamentais do planejamento mestre da produção. 1 - Planejamento hierárquico de produção Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer o processo de planejamento hierárquico de produção. Vamos começar! Reconhecendo o processo de planejamento hierárquico da produção Assista o vídeo a seguir e conheça alguns conceitos iniciais sobre o planejamento hierárquico da produção. Uma abordagem geral de desagregação No ambiente de produção, o planejamento operacional hierárquico é denominado “planejamento hierárquico da produção (HPP)”. Caracteriza-se pelo uso da metodologia de planejamento agregado, um processo que define os níveis de capacidade, produção, subcontratação, estoque, falta e até preço em determinado período. Seu objetivo é atender à demanda e maximizar os lucros. Assim, o processo de tomada de decisão é separado em intervalos de tempo e um responsável é designado para cada intervalo de tempo. No entanto, essa simplificação é afetada por fatores humanos, uma vez que os indivíduos não necessariamente tomam decisões estritamente racionais. Dependendo do contexto, eles fazem julgamentos tendenciosos na tentativa de encurtar o processo de tomada de decisão. O planejamento da produção pode ser definido simplesmente como a determinação das necessidades de capacidade de acordo com as estimativas da demanda e dos gargalos existentes. Uma visão mais detalhada propõe a divisão das decisões de produção em três dimensões: Planejamento de operações produtivas, relacionadas a previsões, localização e dimensionamento da planta, planejamento e projeto de produto, planejamento e projeto d l j Dentre essas três dimensões, a organização das operações produtivas e a direção e controle das operações produtivas são as que mais se relacionam com as definições de planejamento e programação da produção. No contexto do planejamento hierárquico da produção, a questão da estabilidade é uma abordagem de desagregação em dois níveis em ambiente de manufatura discreta. São elas: S&OP (Sales and Operation Planning – planejamento de vendas e operações) É aquele que determina os volumes das famílias por macroperíodos em vários planos correspondentes a itens acabados por macroperíodos. de processo, planejamento e projeto de planta e planejamento e projeto de trabalho. Organização das operações produtivas, intimamente associadas à programação das operações e logística. Gestão e controle das operações produtivas, que se relacionam com o estabelecimento de metas de qualidade e custos. MPS (mestre de produção) É aquele que é abordado com uma heurística simples para suavizar as quantidades de itens de produção dentro dos microperíodos. Conheça-os melhor a seguir. Planejamento de vendas e operações (S&OP) O planejamento de vendas e operações (Sales and Operation Planning - S&OP) é um processo para combinar melhor a oferta de um fabricante com a demanda, fazendo com que o departamento de vendas colabore com as operações para criar um plano de produção único. O objetivo mais amplo é alinhar as operações diárias com a estratégia corporativa. Comentário Na prática, outros departamentos intimamente envolvidos nos lados da demanda e oferta da equação normalmente participam do S&OP, incluindo marketing, compras, fabricação, transporte e finanças. O S&OP consiste em várias etapas, geralmente realizadas em reuniões mensais. Os nomes e números das etapas do processo de planejamento de cada empresa variam, mas todas têm o seguinte em comum, na ordem: Coleta de dados Coleta de previsões existentes e informações sobre variáveis- chave, como estoque, vendas recentes e dinheiro em caixa. Planejamento de demanda Processos para analisar, prever e influenciar a demanda, incluindo detecção de demanda e modelagem de demanda. Além de melhorar a precisão das previsões, o S&OP pode reduzir os custos de estoque, o que, por sua vez, pode aumentar o capital de giro ao comprometer menos dinheiro no estoque. O S&OP também pode aumentar a receita e a participação de mercado, melhorando a eficácia de novos produtos e iniciativas de marketing. Atenção! As melhores taxas de entrega no prazo possibilitadas pelo S&OP podem levar ao aumento da satisfação do cliente e aos benefícios adicionais que daí advêm, como vendas mais altas. Melhor visibilidade dos dados de vendas, marketing, operações e finanças é outro benefício divulgado pelos proponentes do S&OP. Além disso, o uso de software especializado de S&OP para automatizar o processo pode encurtar os ciclos de planejamento, reduzindo assim os custos de mão de obra e aumentando a produtividade, pois os Planejamento da produção (oferta) Avaliação da capacidade e restrições de produção e distribuição. Reconciliação Alinhamento dos planos de demanda e produção, garantindo que atendam aos requisitos financeiros e objetivos da empresa e elaborando recomendações. Reunião executiva Recebimento da contribuição final da equipe de S&OP, revisão do plano e aprovação de uma versão final. funcionários são liberados do trabalho pesado e muitas vezes manual envolvido na preparação de previsões e na colaboração em um plano unificado. Cronograma mestre da produção (MPS) Cronograma mestre de produção (MPS) é um termo usado para descrever um importante documento centralizado, que informa o que se precisa produzir, quanto é preciso produzir e quando precisa produzir. Em suma, tudo relacionado à produção, incluindo prazos, como o lead time de fabricação. A seguir, uma rápida visão geral das etapas do processo do cronograma mestre de produção: Mapeamento da demanda e de�nição de um plano de demanda. Trabalho com as matérias- primas necessárias e colocação da cadeia de suprimentos em funcionamento com processos de planejamento de produção. Desenvolvimento de uma proposta de cronograma mestre de produção. Isso é como um rascunho para ver se o cronograma de produção é viável. Uso de uma técnica de planejamento de capacidade b l l d á à Uma vez que o cronograma mestre esteja implementado, todos os funcionários têm clareza sobre o que precisa ser produzido a cada semana. Veja na tabela a seguir um exemplo: Agosto Produto Tipo 1 2 3 Freio Disco 50 50 50 Sapata 20 20 20 Embreagem Carbono 35 35 35 Cerâmica 30 30 32 Multidisco 15 15 15 Total 150 150 152 Tabela: Cronograma de produção semanal. Mauro Rezende Filho bruta para calcular se atenderá à fabricação de MPS proposta. Deve-se usar essa técnica para avaliar continuamente se a capacidade pode atender à demanda quando seu cronograma mestre de produção estiver em ação. Se a proposta de cronograma mestre de produção for viável,avaliação do atendimento ao cliente, uso e�caz de recursos e investimento em estoque. Balanceamento de �uxo de produção Balanceamento de linha é uma estratégia de produção que envolve equilibrar o tempo do operador e da máquina para combinar a taxa de produção com o takt time. Para determinada linha de produção, se o tempo de produção for exatamente igual ao takt time, então a linha estará perfeitamente equilibrada. Caso contrário, os recursos devem ser realocados ou reorganizados para remover gargalos ou excesso de capacidade. Takt time É a taxa na qual as peças ou produtos devem ser produzidos para atender à demanda do cliente. Resumindo As quantidades de trabalhadores e máquinas atribuídas a cada tarefa na linha devem ser reequilibradas para atender à taxa de produção ideal. O objetivo do balanceamento de linha é atribuir tarefas para minimizar o tempo ocioso dos trabalhadores – portanto, os custos de tempo ocioso – e atender à taxa de produção necessária para a linha. Em uma linha perfeitamente equilibrada, todos os trabalhadores completariam suas tarefas atribuídas ao mesmo tempo (supondo que iniciassem seu trabalho simultaneamente). Isso resultaria em nenhum tempo ocioso. Infelizmente há uma série de condições que impedem a obtenção de uma linha perfeitamente equilibrada, como os tempos estimados para tarefas; as relações de precedência para as tarefas; e a natureza combinatória do problema. Exemplo 1 Você acaba de receber o trabalho de configurar uma linha de montagem de ventiladores elétricos com as seguintes tarefas: Tarefa Tempo(m) Descrição Predecessor A 2,00 Montar aestrutura B 1,00 Instalar ointerruptor A C 3,25 Montar a carcaçado motor D 1,20 Montar a carcaça do motor na estrutura A, C E 0,50 Anexar lâmina D F 1,00 Montar e anexar a grade de segurança E G 1,00 Conecte o cabo B H 1,40 Testar F, G Tabela: Tarefas da linha de montagem de ventiladores elétricos. Mauro Rezende Filho Estruturando o diagrama de precedência (Rede), temos o seguinte resultado: Diagrama de precedência (Rede) Aplicando o método Kilbridge e Wester temos: Passo 1 Desenhe um diagrama de precedência e organize-os em diferentes zonas para que o tempo médio seja igual ou quase igual. O resultado será: Diagrama de precedência. Temos então, nesse caso: Tempo ocioso Tempo ocioso % Então, chegamos à seguinte conclusão: Isto não é aceitável. Passo 2 Transferibilidade: nesse princípio, as atividades são transferidas de uma zona para outra desde que não afetem a sequência denotada pelo par ordenado. Passo 3 Do passo 2 e organizando os centros de trabalho, o balanceamento das linhas torna-se o seguinte: 16, 8min ( 16,89,2 ) ⋅ 100 = 182, 60% (B + C + D) Diagrama de precedência com centros de trabalho organizados. Agora temos: Tempo ocioso Tempo ocioso % b Então, chegamos à seguinte conclusão: Isto é aceitável. Vamos, agora, seguir nosso estudo com outro método. Exemplo 2 Seu setor precisa montar 200 caixas de ligação por dia. Para a montagem, existem 16 passos descrito na tabela a seguir. Vamos ver como configurar a linha de montagem dessa atividade. Ordem Operações-padrão Tempo(min.) 1 Soltar cabos 0,200 2 Fazer ligação na placa de bornes 0,448 3 Colocar ponte de ligação e porcascom arruelas 0,927 4, 0min ( 4,6 6,0 ) ⋅ 100 = 66, 67% (E + F) Ordem Operações-padrão Tempo(min.) 4 Pegar parafusadeira e fixar porcasna placa de bornes 0,100 5 Dobrar cabos com terminais 0,302 6 Pegar caixa de ligação eposicionar na bancada 0,115 7 Posicionar e prensar aterramentona caixa de ligação 0,104 8 Posicionar parafusos na caixa deligação 0,445 9 Pegar caixa de ligação eposicionar sobre o motor 0,257 10 Pegar parafusadeira e fixar caixade ligação 0,140 11 Enrolar duas pontas do cabo daresistência 0,669 12 Pegar estanhador e estanhar caboda resistência 0,384 13 Cortar conector e retirar rebarba 0,779 14 Conectar cabos da resistência noconector 0,624 15 Parafusar conector na caixa deligação 0,386 16 Conectar cabos do termostato noconector 1,870 Tempo Total 7,750 Tabela: Atividades da linha de montagem de Placa de Bornes e Caixa de Ligação. Mauro Rezende Filho Para balancear a linha, faremos o seguinte cálculo: Onde: = Capacidade de produção em unidades por dia = Tempo de ciclo em minutos por unidade CP = TD TC CP TC = Tempo disponível para produção em minutos por dia O tempo da operação de gargalo (operação 16) é um tempo de importante atenção, pois ele serve para definir o PCP, o valor limite de capacidade de produção (CP). Como um turno de trabalho de 8 horas tem 480 minutos, vamos fazer a razão entre 480 minutos e o tempo demandado na operação 16, que é 1,870 minutos, assim: Agora consideramos que realizamos esses passos para montar uma ligação elétrica de uma família de motores. Isso implica o fato de que não há setups e todas as operações são manuais. Por isso, contamos com diversos operadores na linha de montagem. Vamos supor que um desses operadores trabalha somente na operação 16. Esse operador precisa realizar dois deslocamentos: o primeiro é pegar o item na bancada. Após realizar seu trabalho, ele realiza o segundo deslocamento de devolver o item à bancada. Nesses deslocamentos, ele leva mais 0,130 min. Diante disso, vamos calcular o tempo previsto para produção de cada unidade, e também o tempo previsto de unidade produzida por minuto: Onde: = Tempo de ciclo em minutos por unidade = Taxa de produção em unidades por minuto = Tempo disponível para produção em minutos por dia = Demanda média em unidades por dia Veja que a demanda esperada, por dia, é de 200 unidades. Como o TC resultou em 2,40 minutos, precisamos regular a linha de montagem para esse valor. Na tabela, o valor total calculado da linha de produção é de 7,750 minutos e o valor ideal é de 2,40 minutos. Isso indica que decisões devem ser tomadas para que a linha de produção possa atingir TD CP = 480min por dia 1, 870min pou unid ≅256, 685 unid. por dia TC = TD D = 480min por dia 200 unid por dia = 2, 40min por unidade TX = D TD = 200 unid por dia 480min por dia ≅0, 416 unid por min TC TX TD D o objetivo pretendido. Com o valor de 7,750 minutos por produção, a quantidade produzida por dia é de 61,94 unidades por dia. Aqui se admite que cada posto de trabalho tenha que pegar a carcaça do motor (0,050 min) na bancada e, após as operações-padrão, recolocá-la (0,050 min) para o próximo operador. Mão na massa Questão 1 Admitindo-se que um produto é montado em uma linha que trabalha 480 minutos por dia (8 horas), a partir de seis operações sequenciais, com os seguintes tempos unitários: Operação 1 Operação 2 Operação 3 Operação 4 0,8 min. 1,0 min. 0,5 min. 1,0 min. Calcule a capacidade máxima teórica de produção da linha e o número de postos de trabalho para uma produção de 240 unidades. A 106,67 peças e 2 postos de trabalho. B 106,67 peças e 3 postos de trabalho. C 110,65 peças e 2 postos de trabalho. D 110,65 peças e 3 postos de trabalho. E 108,76 peças e 4 postos de trabalho. Parabéns! A alternativa B está correta. Questão 2 Suponha que um gerente de linha tenha que produzir 216 unidades em um turno de 6 horas. A lista de tarefas com seu tempo de processamento necessário e predecessor imediato está na tabela a seguir. Com essas informações, teoricamente, quantos postos de trabalho serão necessários? Atividade Tempo (s) Predecessora A 100 B 20 C 80 A D 20 A, B E 10 D F 70 C G 60 C H 40 E, F, G TP = 480 minutos TC = 480÷240 = 2 peças/min TO = 0, 8 + 1, 0 + 0, 5 + 1, 0 + 0, 5 + 0, 7 = 4, 5 minutos por peça Produção por máquina = 480÷4, 5 = 106, 6667 peças Número de máquinas = 240÷106, 6667 = 2, 25 → 3 postos A 2 B 3 Parabéns! A alternativa C está correta. Assista ao vídeo a seguir para conhecer a solução da questão. Questão 3 Uma empresa deseja produzir 500 unidades em um dia de 8 horas. A tabela a seguir apresenta as atividades e seus tempos emsegundos. Faça o balanceamento da linha e indique a afirmativa correta com relação ao número ideal de estações de trabalho. Atividade Tempo(s) Predecessora A 15 B 23 A C 17 B D 42 B E 15 B F 37 C G 5 D, E H 12 F, G I 34 H C 4 D 5 E 6 Atividade Tempo(s) Predecessora J 27 H K 18 I, J L 7 K Parabéns! A alternativa A está correta. Assista ao vídeo a seguir para conhecer a solução da questão. Questão 4 O diagrama a seguir apresenta uma linha de montagem: A 5 B 6 C 7 D 8 E 9 Na imagem, os números existentes dentro das bolinhas representam o tempo gasto em cada estação de trabalho da linha de montagem. Se 4.000 unidades devem ser produzidas em um período máximo de 25 dias, com os funcionários trabalhando 8h/dia, considerando que as pessoas possam parar durante o dia para necessidades pessoais, impactando 15% da produção, no máximo, a eficiência do balanceamento dessa produção é de: Parabéns! A alternativa B está correta. São 4.000 produtos a serem feitos em Equivalente a A 85%. B 76%. C 78%. D 92%. E 90%. 200 horas (25 × 8). 20 unidades/h. Tc = (60 × 0, 85)/20 = 51/20 = 2, 55 minutos/ unidade N = (1, 0 + 2, 5 + 1, 5 + 1, 0 + 1, 5 + 2, 2)/2, 55 = 9, 7/2, 55 = Número real de operadores: cada pessoa pode operar mais de uma estação, desde que o tempo total de suas tarefas não exceda 2,55 minutos – o tempo do ciclo. A distribuição será, então: Estação 1: 1 pessoa nas estações e minutos Estação 2: 1 pessoa na estação minutos Estação 3: 1 pessoa na estação minutos Estação 4: 1 pessoa na estação minutos Estação 5: 1 pessoa na estação minutos Observe que o número teórico não foi suficiente. Foram necessários 5 operadores. Note-se que todas as estações estão ociosas, exceto a 2, que é quase totalmente utilizada A Estação 1 funciona 2,0 minutos. Sua eficiência é A eficiência global do sistema é de , correspondendo à divisão de 3,8 por 5 (operadores teóricos/operadores reais). Questão 5 Uma empresa fará a fabricação dos produtos e na proporção de 50% para cada, na produção. Os tempos de produção de cada produto estão descritos na tabela a seguir. A eficiência do balanceamento será igual a: Produto X Y Produção total (unid) 2000 2000 Horas de trabalho 200 200 Produção por hora 10 10 Tempo gasto em cada posto Posto 1 1,2 1,5 Posto 2 1,5 0,8 Posto 3 1,4 1,2 Posto 4 2 Posto 5 16 1,4 Posto 6 2,1 A C = 2, 0 B = 2, 5 D = 1, 5 E = 1, 5 F = 2, 2 (98%). 2, 0/2, 55 = 78, 4%. 76% Produto X Y Parabéns! A alternativa D está correta. Como os produtos e são produzidos na mesma linha, é necessário fazer uma composição para encontrar o tempo médio ponderado em cada estação, considerando ambos os produtos. Então: Posto 1: Posto 2: Posto 3: Posto 4: Posto 5: Posto 6: Então, podemos calcular: Como o tempo de ciclo é 2,55 minutos, as estações não poderão superar esse tempo. Temos, portanto: A 85%. B 76%. C 78%. D 96%. E 90%. X Y (1, 2 × 10 + 1, 5) × 10/20 = 27/20 = 1, 35 min (1, 5 × 10 + 0, 8) × 10/20 = 23/20 = 1, 15 min (1, 4 × 10 + 1, 2) × 10/20 = 26/20 = 1, 30 min (2, 0 × 10 + 0, 0) × 10/20 = 20/20 = 1, 00 min (1, 6 × 10 + 1, 4) × 10/20 = 30/20 = 1, 50 min (0, 0 × 10 + 2, 1) × 10/20 = 21/20 = 1, 05 min Tc = 51/20 = 2, 55 minutos por produto N = (1, 35 + 1, 15 + 1, 30 + 1, 00 + 1, 50 + 1, 05)/2, 55 = 7, 35/ Estação 1: 1 pessoa nos postos e Estação 2: 1 pessoa nos postos e Estação 3: 1 pessoa nos postos e Serão, portanto, três estações, então, a Eficiência do sistema ou Questão 6 Em uma indústria que funciona 7 horas por dia, são montadas 280 unidades de um modelo de smartphone. A tabela a seguir apresenta as tarefas envolvidas e seu tempo, enquanto o fluxo mostra a sequência para a realização das tarefas. A eficiência do processo balanceado será igual a Tarefa Tempo(m) Precedência A 0,6 B 0,8 A C 0,9 B D 0,4 C E 0,5 C F 1,1 D, E G 1,1 F A B = 2, 50 minutos C D = 2, 30 minutos E F = 2, 55 minutos = 2, 88/3, 00 = 0, 96 96% A 85%. B 76%. C 78%. Parabéns! A alternativa E está correta. Vamos, então, determinar o tempo do ciclo: Tempo disponível total em minutos: minutos. Tempo de ciclo = tempo disponível total ÷ número de produtos produzidos Tempo de ciclo minutos por unidade Agora, o número teórico de estações de trabalho: Número teórico de estações de trabalho = somatório do tempo das atividades ÷ tempo do ciclo Número teórico de estações de trabalho Vamos, então, ajustar a linha em função do tempo do ciclo: Tempo Estação Tarefa Tarefa Restante 1 A 0,6 0,9 B 0,8 0,1 2 C 0,9 0,6 E 0,5 0,1 3 D 0,4 1,1 F 1,1 0 D 96%. E 90%. 7 × 60 = 420 = 420 ÷ 280 = 1, 5 = 5, 4 ÷ 1, 5 = 3, 6 = 4 Tempo Estação Tarefa Tarefa Restante 4 G 1,1 0,4 Temos, então: Eficiência Ou: Eficiência = 1 - tempo ocioso total ÷ (tempo de ciclo x número de estágios) Eficiência Veja o gráfico: Teoria na prática Dadas as atividades a seguir, determine o melhor fluxo de produção supondo que o tempo do ciclo é de 1 minuto. Tarefa Descrição Tempo(m) Predecessora 1 Coloque a estrutura no suporte de trabalho e prenda 0,2 2 Monte o plugue e o ilhó no cabo 0,4 = 3, 6÷4 = 0, 9 = 90% = 1–0, 6÷(1, 5imes4) = 0, 9 = 90% _black Tarefa Descrição Tempo(m) Predecessora de alimentação 3 Monte os suportes no quadro 0,7 1 4 Ligue o cabo de alimentação ao motor 0,1 1, 2 5 Cabo de alimentação do fio para alternador 0,3 2 6 Monte a placa do mecanismo no suporte 0,11 3 7 Monte a lâmina no suporte 0,32 3 8 Monte o motor no suporte 0,6 3, 4 9 Alinhe a lâmina e conecte ao motor 0,27 6, 7, 8 10 Monte o interruptor no suporte do motor 0,38 5, 8 11 Coloque a tampa. inspecione e teste 0,5 9, 10 12 Coloque paraembalar 0,12 11 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Mostrar solução Questão 1 Suponha que queremos montar 100 liquidificadores por dia. Qual seria o nosso tempo de ciclo, sabendo que o dia de trabalho tem 420 horas? Parabéns! A alternativa B está correta. Questão 2 O processo de montagem tem as seguintes atividades. Atividade 1 : inspeção e remoção de rebarbas da peça plástica moldada 1. Tempo de ciclo 1,48 minutos. Atividade 2 : inspeção e remoção de rebarbas da peça plástica moldada 2. Tempo de ciclo 1,70 minutos. Atividade 3 : montagem da parte 1 e parte 2. Tempo de ciclo 0,98 minutos. Atividade 4 : inserção do parafuso 1. Tempo de ciclo 0,48 minutos. A 5,3 minutos por unidade. B 4,2 minutos por unidade. C 4,9 minutos por unidade. D 5,6 minutos por unidade. E 6,4 minutos por unidade. TC = Tempo de produção por período Demanda requerida = 420 100 = 4, 2 minuto Atividade 5 : inserção do parafuso 2. Tempo de ciclo 0,50 minutos. Atividade 6 : inserção do parafuso 3. Tempo de ciclo 0,48 minutos. Atividade 7: limpeza. Tempo de ciclo 1 minuto. Atividade 8 : rotulagem. Tempo de ciclo 0,65 minutos. Atividade 9: inspeção. Tempo de ciclo 0,75 minutos. Atividade 10: embalagem. Tempo de ciclo 0,9 minutos. A demanda do brinquedo por dia é de 240 unidades. A linha de montagem funciona em um turno por dia. E o tempo de trabalho por turno é de 420 minutos. Teoricamente, quantas estações de trabalho serão necessárias? Parabéns! A alternativa B está correta. Vamos começar o cálculo. Cálculo do takt time: E o tempo total do ciclo é de 8,92 minutos (soma de todas as atividades). Agora podemos calcular o número teórico da estação de trabalho, que é A 4 B 5 C 6 D 7 E 8 takt time = 420/240 = 1, 75 minutos. 2 - De�nição do planejamento mestre da produção (PMP) Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer o processo de planejamento mestre da produção (PMP). Vamos começar! Reconhecendo o processo de planejamento mestre da produção (PMP) Assista ao vídeo a seguir para conhecer os principais aspectos do processo de planejamento mestre da produção (PMP). tempo total de ciclo/tempo takt = 8, 92/1, 75 = 5, 09 Plano mestre de produção (PMP) A fabricação é um processocomplexo. Requer um equilíbrio entre a capacidade de produção e os materiais necessários para atender aos pedidos. Depois de ter seu inventário acertado, é preciso agendar a produção. O plano mestre de produção (PMP) ou planejamento mestre de produção (MPS) é o documento em que são reunidas as informações sobre tudo o que será produzido, quanto será produzido e quando a produção ocorrerá. O PMP é primordial para o planejamento da produção, pois define as datas de entrega dos produtos bem como calcula quantas unidades podem ser fabricadas em determinado período. Comentário O PMP é utilizado pelo pessoal do Planejamento, Programação e Controle da Produção (PPCP) para facilitar o processo produtivo. Com o plano diretor é possível gerenciar pedidos e entregas, pois fica visível quais produtos devem ser fornecidos em cada data, permitindo assim analisar se a empresa está ou não apta a atender a demanda do cliente dentro do prazo estipulado, o que possibilita uma melhor organização das tarefas e ordem das demandas. Esse cronograma descreve os vários processos e recursos para fazer a produção avançar sem problemas, identificando possíveis gargalos e criando planos para evitá-los. Pode ser a diferença entre uma organização ter lucro ou ter uma perda de receita. Ter um plano que possa prever a demanda do seu produto ao longo de um período é o objetivo principal de um PMP. Além disso, também economiza tempo gerenciando os diversos processos envolvidos na fabricação do seu produto. Suas principais funções incluem as etapas descritas a seguir: Planejamento Equilibrar a demanda do mercado com materiais, mão de obra e capacidade de seus equipamentos para entregar as mercadorias. Ajustes no cronograma Os cronogramas precisam ter uma contingência para atrasos ou erros inesperados que interrompem o fluxo do produto. Prevenção de estoques Planejar os requisitos de capacidade para manter a produção. Melhoria da e�ciência e do controle dos custos Quanto melhor o plano, maior a probabilidade de se cumprir o cronograma e identificar potenciais eficiências. Ao fazer um PMP, é preciso seguir um processo para cumprir a função do cronograma. A melhor maneira de fazer isso é seguindo os passos apresentados a seguir: Comece com um plano de demanda, que mapeie todas as demandas às quais seu cronograma mestre de produção responderá. Identi�que todas as matérias- primas de que você precisará e garanta uma cadeia de suprimentos para entregar esses materiais para a sua produção. Desenvolva uma proposta do plano mestre de produção para garantir que o cronograma possa atender às suas necessidades. Faça todos os cálculos necessários para ver se ele pode atender às demandas do plano mestre de produção. Esses cálculos devem continuar durante todo o processo para garantir que a demanda seja atendida. Garanta, depois de testar e atender aos seus requisitos, que o processo esteja alinhado com o atendimento ao cliente, os recursos e o investimento que você fez no estoque. Comunique claramente o cronograma de produção a todos os envolvidos no processo de fabricação. É preciso ter certeza de que sua equipe está alinhada. Retorne à sua programação para ver se sua oferta está equilibrada com a demanda. Ela deve dizer se você precisa aumentar ou diminuir a produção. Isso garantirá que você produza os pedidos gerados i d d Antes de fazer seu cronograma mestre de produção, é necessário um plano de demanda para entender o que seus clientes desejam. Um plano de demanda depende de dados históricos de vendas precisos, que o ajudarão a descobrir qual será a demanda nas próximas semanas. O plano de demanda deve ser revisado e atualizado regularmente. Dica É útil ter o que se denomina estoque de segurança armazenado caso a demanda aumente inesperadamente. Isso o levará ao longo do período enquanto o seu cronograma mestre de produção é atualizado. Não deixe de reabastecer seu estoque de segurança depois de usá-lo. O cronograma mestre de produção contém essas peças. Tenha uma lista de todos os produtos que você fabrica e uma sublista de variação, onde uma coluna com variações, como tamanhos ou cores, for necessária. Inclua as datas, pois qualquer cronograma deve ter datas para prever com precisão a demanda e a entrega. É melhor dividir sua agenda em meses e semanas e ajustar conforme necessário. Por fim, identifique a quantidade de produção, que é o número de unidades a ser fabricado a cada semana. Certifique-se de dividir isso para incluir as unidades de cada variação compostas do número total. Sequenciamento da produção O sequenciamento visa minimizar o tempo total necessário para realizar um conjunto de tarefas ou cumprir um prazo de entrega de um produto, ou ainda minimizar os custos de produção. A sequência de produção deve ser estabelecida com os seguintes objetivos em mente: por sua equipe de vendas e os entregue no prazo e com a qualidade esperada. Cumprir as datas de término previstas Reduzir os custos de con�guração Otimizar o uso de máquinas Observe um cronograma de fabricação, que nos revela o tempo de cada atividade realizada em sequência. Esse tempo de cada atividade inclui: o tempo de atividade + o tempo de espera antes e após a realização da atividade. Os objetivos do cronograma de fabricação são: As atividades envolvem não só as atividades em si, mas o tempo demandado para a preparação necessária para desenvolvê-las. Observe o esquema a seguir. Decidir quais atividades devem ser iniciadas, antes do recebimento do pedido do cliente. Fornecer dados para tomada de decisão de quando se deve começar e terminar cada atividade. Também existem dados para realizar o teste da linha de produção e avaliar o seu progresso. Cronograma de fabricação de produtos. Observe na imagem a seguir, um sequenciamento e cronograma de fabricação: Sequenciamento e cronograma de fabricação. Grá�co de Gantt Permite visualizar a programação da produção como um todo. Essa visualização serve como ferramenta para auxiliar a tomada de decisão, avaliando diversas alternativas de sequenciamento do programa. O gráfico de Gantt é uma tabela com dupla entrada, listada na vertical, e o tempo listado da horizontal. Seção d Trabalhos 02/nov 03/nov 04/nov 05/nov OP043 TORNO TH1 FREZA OP047 FREZA FR4 OP050 FREZAFR1 OP048 TORNO TH1 Seção d Trabalhos 02/nov 03/nov 04/nov 05/nov OP049 Montagem OP051 TORNO TH2 FREZA OP044 Montagem Tabela: Exemplo de gráfico de Gantt. Mauro Rezende Filho Problemas de sequenciamento O sequenciamento na produção pode apresentar alguns problemas, classificados em dois grupos: Para solucionar esses grupos de problemas, devemos formular hipóteses. Para tal, vamos considerar que as ordens de produção (OP) precisam seguir sequências predefinidas. Então, consideramos uma sequência de trabalho em que existem somente dois tipos de máquinas: o primeiro tipo de máquina é o A e o segundo tipo de máquina é o B. Os tempos de deslocamento dos produtos da máquina A para a máquina B já estão inclusos no tempo total do processamento e não existem prioridades durante o processo. Vamos definir também que cada processamento deve seguir a ordem das máquinas de A para B, e assim, tentamos descobrir uma sequência de processamento que consiga encontrar o menor tempo para realizar o conjunto de tarefas definidos para a produção. Vamos supor as seguintes atividades a serem realizadas na programação de produção: N trabalhos processados em M máquinas diferentes. M máquinas que devem realizar diversas tarefas distintas. N trabalhos e 2 máquinas N trabalhos e 3 máquinas 2 empregos e M máquinas Se um problema não admitir uma solução ótima, vamos utilizar as Regras de Sequenciamento. Para solucionar esses problemas é necessário estabelecer regras de sequenciamento. Essas regras devem ser heurísticas, para escolhermos quais lotes poderão aguardar em fila e verificarmos quais recursos possuem prioridadeno processamento. As informações de maior importância são: lead time e data de entrega. Essas informações são de suma importância para se definir a sequência adequada. Essa sequência não é garantia de obtenção do objetivo desejado, mas corrobora para obtenção das prioridades de execução das tarefas. A tabela a seguir mostra algumas dicas de regra de sequenciamento para obtenção de uma sequência ótima: Sigla Especificação Definição PEPS Primeira que entra primeira que sai Os lotes são processados de acord chegada no recurso MTP Menor tempo de processamento Os lotes são processados de acord menores tempos de processamen recurso MDE Menor data deentrega Os lotes são processados de acord menores datas de entrega IPI Índice deprioridade Os lotes são processados de acord valor de prioridade atribuída ao clie produto ICR Índice crítico Os lotes são processados de acord menor valor de: (data de entrega - Sigla Especificação Definição ÷ tempo de processamento IFO Índice de folga Os lotes são processados de acord menor valor de: IFA Índice de falha Os lotes são processados de acord menor valor de: quantidade em est taxa de demanda Tabela: Sigla das sequências de atividades Mauro Rezende Filho Exemplo 1 Dadas as ordens de produção a seguir, faça o sequenciamento da produção pelo método PEPS. Ordem de Produção (OP) Tempo de Processamento Máquina A Máquina B 1 3 6 2 6 2 3 7 4 4 5 3 5 4 7 Tabela: Ordem de produção e tempo de processamento. Mauro Rezende Filho Vamos montar o gráfico de Gantt para ilustrar a solução. Observe o resultado a seguir. Seção de Usinagem Máquinas 5 10 15 20 A OP 01- 3 OP 02 - 6 OP03 – 7 OP 04 B OP-01 -6 OP 02 - 2 OP03 - 4 data de entrega −∑ tempo de processam número de operações restante Tabela: Gráfico de Gantt com a solução do Exemplo 1. Mauro Rezende Filho A regra de Johnson (N trabalhos e 2 máquinas) Essa regra é um algoritmo gerado para minimizar o lead time total de uma sequência ordenada de processos, utilizando dois recursos sucessivos (N trabalhos em 2 recursos). O algoritmo de Johnson consiste em: Selecionar o menor dos tempos de processamento da programação da lista de ordens das máquinas A e B. Caso o menor tempo seja igual ao das máquinas A e B, pode-se escolher qualquer uma delas. Caso a máquina A tenha o menor tempo, programa-se ela para o início da ordem de sequenciamento. Caso a máquina B possua o menor tempo, programa-se ela para o fim do sequenciamento. Isso porque a ordem de sequenciamento é de A para B. Caso haja diversas máquinas executando a sequência de A para B, retorna-se ao primeiro passo até que todas as ordens sejam programadas. Se utilizamos essa regra (Johnson) no exemplo discutido anteriormente veremos que a duração mínima do programa será de 27 horas. Veja na tabela a seguir. Seção de Usinagem Máquinas 5 10 15 20 A OP 01 - 3 OP 05 - 4 OP 03 - 7 OP 04 - 5 OP B OP 01 -6 OP 05 - 7 OP 03 - 4 Tabela: Gráfico de Gantt com aplicação da regra de Johnson para o Exemplo 1. Mauro Rezende Filho Sequenciamento para o caso de N Trabalhos com 3 Máquinas No caso de N trabalhos e utilização de três maquinários (A, B e C), não existe nenhuma solução predefinida. Entretanto, existem duas condições que, com pelo menos uma delas atendida, é possível encontrar uma solução. Confira! O menor tempo de processamento na máquina A for maior ou igual ao maior tempo de processamento na máquina B. O menor tempo de processamento da máquina C for maior ou igual ao maior tempo de processamento da máquina B . O método consiste em substituir esse problema por um equivalente envolvendo N trabalhos e 2 máquinas, ou seja, criar duas máquinas fictícias G e H, cujo tempo de processamento da máquina G seria a soma dos tempos de processamento das máquinas A e B, e o tempo de processamento da máquina H seria a soma dos tempos de processamento das máquinas B e C. Exemplo: suponha-se 5 trabalhos, cada um dos quais devendo passar pelas máquinas A, B e C na ordem A->B->C. Os tempos de processamento são dados a seguir: Ordem de Produção Tempo de Processamento Máquina A Máquina B Máquina C 1 4 5 8 2 9 6 10 3 8 2 6 4 6 3 7 5 5 5 11 Tabela: Ordem de produção e tempo de processamento. Mauro Rezende Filho Tem-se que e Min Ai = 4, Máx Bi = 6 Min Ci = 6. 1a Condição Min Ai >= Max Bi --> não satisfeita 2a Condição Min Ci >= Max Bi --> satisfeita Então, podemos transformar esse problema num equivalente de N trabalhos e 2 máquinas. Os tempos de processamento são dados abaixo: Ordem de Produção Tempo de Processamento Máquina G Máquina H 1 9 13 2 15 16 3 10 8 4 9 10 5 10 16 Tabela: Ordem de produção e tempo de processamento. Mauro Rezende Filho Aplicando-se a Regra de Johnson, obtêm-se as seguintes sequências: 5 -> 4 -> 1 -> 2 -> 3 1 -> 4 -> 5 -> 2 -> 3 1 -> 5 -> 4 -> 2 -> 3 4 -> 5 -> 1 -> 2 -> 3 4 -> 1 -> 5 -> 2 -> 3 5 -> 1 -> 4 -> 2 -> 3 Nesse caso, o número de sequências ótimas (6) deve-se ao fato de haver ocorrido muitos empates. Observe as tabelas a seguir: 1 2 3 4 5 6 7 Máquina A Op4 - 6 Máquina B OP4 1 2 3 4 5 6 7 Máquina C Tabela: Menor tempo de produção máquina A e B: Operação 4. Mauro Rezende Filho 1 2 3 4 5 6 7 Máquina A Op4 - 6 Op1 Máquina B OP4 Máquina C Tabela: Menor tempo de produção máquina A e B: Operação 1. Mauro Rezende Filho 1 2 3 4 5 6 7 Máquina A Op4 - 6 Op1 Máquina B OP4 Máquina C Tabela: Menor tempo de produção máquina A e B: Operação 5. Mauro Rezende Filho 1 2 3 4 5 6 7 Máquina A Op4 - 6 Op1 Máquina B OP4 Máquina C Tabela: Menor tempo de produção máquina A e B: Operação 2. Mauro Rezende Filho 1 2 3 4 5 6 7 Máquina A Op4 - 6 Op1 Máquina B OP4 Máquina C Tabela: Menor tempo de produção máquina A e B: Operação 3. Mauro Rezende Filho Mão na massa Questão 1 Seis ordens de fabricação precisam ser processadas nas máquinas A, B, C e D sequencialmente. Os tempos de processamento (incluindo os setups) são apresentados na tabela a seguir: ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 2 2 2 OF3 4 3 3 OF4 3 5 5 OF5 1 4 1 OF6 4 2 2 Aplicando a Regra de Johnson, montando o esquema de sequenciamento da produção, temos: Parabéns! A alternativa A está correta. Assista ao vídeo a seguir para conhecer a solução da questão. Questão 2 Seis ordens de fabricação precisam ser processadas sequencialmente nas máquinas A, B, C e D. Os tempos em minutos de processamento (incluindo os setups) são apresentados na tabela a seguir: ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 2 2 2 OF3 4 3 3 OF4 3 5 5 OF5 1 4 1 A OF2, OF5, OF6, OF3, OF1, OF4 B OF2, OF5, OF6, OF1, OF4, OF3 C OF2, OF6, OF3, OF1, OF4, OF5 D OF3, OF1, OF4, OF5, OF2, OF6 E OF1, OF4, OF3, OF2, OF5, OF6 ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF6 4 2 2 Aplicando-se a regra PEPS, monte o esquema de sequenciamento da produção. A máquina B ficará ociosa em Parabéns! A alternativa C está correta. Colorimos as OF para melhor visualização. ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 2 2 2 OF3 4 3 3 OF4 3 5 5 OF5 1 4 1 OF6 4 2 2 A regra PEPS indica que o primeiro a entrar será o primeiro a sair, então: A 5 minutos. B 6 minutos. C 7 minutos. D 8 minutos. E 9 minutos. 1 2 3 4 5 6 Máquina A Máquina B Máquina C Máquina D tempo ocioso Questão 3 Seis ordens de fabricação precisam ser processadas sequencialmente nas máquinas A, B, C e D. Os tempos em minutos de processamento (incluindo os setups) são apresentados na tabela a seguir: ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 2 2 2 OF3 4 3 3 OF4 3 5 5 OF5 1 4 1 OF6 4 2 2 Aplicando-se a regra PEPS, monte o esquema de sequenciamento da produção. A máquina B ficará ociosa em A 5 minutos. Parabéns! A alternativa E está correta. Colorimos as OF para melhor visualização. ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 2 2 2 OF3 4 3 3 OF4 3 5 5 OF5 1 4 1 OF6 4 2 2 A regra MTP indica que o primeiro a entrar será o que tiver o menor tempo deprocessamento, e assim por diante: 1 2 3 4 5 6 Máquina A Máquina B Máquina C B 6 minutos. C 7 minutos. D 8 minutos. E 9 minutos. 1 2 3 4 5 6 Máquina D tempo ocioso Questão 4 Seis ordens de fabricação precisam ser processadas sequencialmente nas máquinas A, B, C e D. Os tempos em minutos de processamento (incluindo os setups) são apresentados na tabela a seguir: ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 2 2 2 OF3 4 3 3 OF4 3 5 5 OF5 1 4 1 OF6 4 2 2 Aplicando-se a regra de sequenciar as OFs pelo menor tempo de processamento, monte o esquema de sequenciamento da produção. A máquina C ficará ociosa em A 5 minutos. B 6 minutos. C 7 minutos. Parabéns! A alternativa E está correta. Colorimos as OF para melhor visualização. ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 2 2 2 OF3 4 3 3 OF4 3 5 5 OF5 1 4 1 OF6 4 2 2 Observe o sequenciamento: 1 2 3 4 5 6 Máquina A Máquina B Máquina C Máquina D tempo ocioso D 8 minutos. E 9 minutos. Questão 5 Seis ordens de fabricação precisam ser processadas nas máquinas A, B e C sequencialmente. Os tempos em minutos de processamento (incluindo os setups) são apresentados na tabela a seguir: ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 3 2 5 OF3 7 7 3 OF4 3 5 5 OF5 6 4 3 OF6 4 2 2 Aplicando a regra de sequenciar as OFs pelo menor tempo de processamento, monte o esquema de sequenciamento da produção. O tempo de produção da primeira rodada será de Parabéns! A alternativa A está correta. Colorimos as OF para melhor visualização. A 35 minutos. B 36 minutos. C 37 minutos. D 38 minutos. E 39 minutos. ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 3 2 5 OF3 7 7 3 OF4 3 5 5 OF5 6 4 3 OF6 4 2 2 Observe o sequenciamento: 1 2 3 4 5 6 Máquina A Máquina B Máquina C tempo ocioso 1 2 3 4 5 6 Máquina A Máquina B Máquina C Foram feitos dois sequenciamento porque as OF2 e OF4 têm o mesmo tempo inicial de 3 minutos, mas o prazo final não se alterou nem a eficiência. Questão 6 Seis ordens de fabricação precisam ser processadas sequencialmente nas máquinas A, B e C. Os tempos em minutos de processamento (incluindo os setups) são apresentados na tabela a seguir: ORDEM MÁQUINAA MÁQUINA B MÁQUINA C OF1 5 2 4 OF2 3 2 5 OF3 7 7 3 OF4 3 5 5 OF5 6 4 3 OF6 4 2 2 Aplicando-se a regra de sequenciar as OFs pelo algoritmo de Johnson, monte o esquema de sequenciamento da produção. O tempo ocioso da Máquina C de produção da primeira rodada será de A 22 minutos. B 13 minutos. C 16 minutos. D 14 minutos. E 18 minutos. Parabéns! A alternativa C está correta. Vamos ajustar então as máquinas. ORDEM MÁQUINA D MÁQUINA E OF1 7 6 OF2 5 7 OF3 14 10 OF4 8 10 OF5 6 4 OF6 6 4 Observe o sequenciamento: 1 2 3 4 5 6 Máquina A OF2 OF1 Máquina B OF2 Máquina C OF1 tempo ocioso Teoria na prática A tabela a seguir apresenta os tempos de processamento de 8 ordens de produção e 4 máquinas. Utilizando os métodos de Johnson, PEPS e _black MTP, faça o sequenciamento da produção, calcule a eficiência dos métodos e plote um gráfico. MÁQUINAS A B C D OF1 5 2 4 6 OF2 3 2 5 2 OF3 7 7 3 5 OF4 3 5 5 3 OF5 6 4 3 4 OF6 4 2 2 2 OF7 2 3 4 4 OF8 5 6 5 6 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Dados os tempos de processamento a seguir, utilizando o algoritmo de Johnson, qual será o rendimento da máquina B? Ordem de Produção Tempo de Processamento Máquina A Máquina B Máquina C 1 3 3 2 2 3 2 4 3 3 4 3 Mostrar solução Ordem de Produção Tempo de Processamento Máquina A Máquina B Máquina C 4 2 6 3 5 3 2 2 Parabéns! A alternativa B está correta. Vamos inicialmente transformar em duas máquinas. Ordem de Produção Tempo de Processamento Máquina G Máquina H 1 6 5 2 5 6 3 7 7 4 8 9 5 5 4 Agora vamos sequenciar a produção: Algoritmo de Johnson A 100,00% B 80,95% C 60,87% D 77,27% E 56,00% 1 2 3 4 5 6 Máquina A OP2 OP3 Máquina B OP2 Máquina C OP2 Questão 2 Dados os tempos de processamento a seguir, utilizando o algoritmo do MTP (menor tempo de processamento), qual será o rendimento da máquina B? Ordem de Produção Tempo de Processamento Máquina A Máquina B Máquina C 1 3 3 2 2 3 2 4 3 3 4 3 4 2 6 3 5 3 2 2 A 100,00% B 80,95% C 60,87% D 77,27% Parabéns! A alternativa D está correta. Vamos inicialmente transformar em duas máquinas. Ordem de Produção Tempo de Processamento Máquina G Máquina H 1 6 5 2 5 6 3 7 7 4 8 9 5 5 4 Agora vamos sequenciar a produção. MTP – menor tempo de processamento 1 2 3 4 5 6 Máquina A OP5 OP1 Máquina B OP5 Máquina C OP5 E 56,00% 3 - Políticas e restrições de produção e estoque no PMP Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car as políticas e restrições de produção e estoque no PMP. Vamos começar! Você conhece as políticas de restrições de produção e estoque no PMP? Assista ao vídeo a seguir e conheça os principais aspectos das políticas de restrições de produção e estoque no PMP. Conceitos básicos de inventário Dois conceitos importantes precisam ser claramente entendidos para que se tenha uma perspectiva adequada sobre o gerenciamento de estoque em uma empresa. Primeiro conceito Grande parte do estoque de uma empresa é, na verdade, capacidade armazenada. Isso significa que a maior parte do estoque representa o uso da capacidade da empresa para criar um produto antes da demanda real desse produto. Esse conceito é uma das principais questões que torna o planejamento e o controle de uma empresa de serviços puros tão diferentes dos de uma empresa de manufatura. A empresa de serviços média não tem o luxo de planejar e usar a capacidade antes da demanda para seu uso, ela deve usar a capacidade apenas quando a demanda for criada. Segundo conceito O estoque quase nunca é um problema em qualquer empresa, apesar de muitas vezes ser mencionado que "um dos nossos problemas é o excesso de estoque". Na maioria das empresas, o estoque existe como um sintoma da forma como o negócio é administrado. Embora o estoque seja frequentemente considerado um problema, ele é um sintoma, não o problema – embora seja um sintoma muito visível e caro em muitos casos. Se alguém realmente deseja controlar o estoque, precisa examinar as abordagens gerenciais do negócio que farão com que o estoque exista. A primeira divisão categórica do estoque é baseada na fonte de demanda. Existem essencialmente duas maneiras de categorizar o estoque com base na fonte de demanda e elas estão descritas a seguir: Inventário de demanda independente A fonte de demanda para esse tipo de estoque geralmente vem de fontes externas à própria empresa, normalmente provenientes de um cliente externo. É chamado de independente, pois a demanda por ele é essencialmente independente de quaisquer ações internas da empresa. Em muitos casos, esses são os itens finais da produção, em geral, um bem acabado "vendável". Estoque de demanda dependente A origem do estoque de demanda dependente está diretamente relacionada às decisões internas, principalmente da referente a quantos produtos produzir em determinado momento. Deve-se notar que alguns podem pensar que isso ainda depende dos clientes, mas, na verdade, muitas empresas podem decidir produzir em momentos muito diferentes e a taxas diferentes do que representa a demanda do cliente externo. Isso remonta ao conceito de estoque como capacidade armazenada. Um exemplo pode ajudar a esclarecer a diferença, conheça-o a seguir. Exemplo Suponha que uma empresa fabrique cadeiras. A demanda pelas cadeiras acabadas vem de clientes externos, e é demanda independente. Por outro lado, a demanda por assentos, encostos e pernas depende da decisão interna de quantas cadeiras fazer e quando fazê-las. A distinção entre estoque independente e dependente é muito importante para o planejamento e controle da produção. As abordagens e sistemasusados para planejar e controlar estoques independentes são muito diferentes daqueles usados para estoques dependentes e resultam em sistemas que também são bastante diferentes uns dos outros. Até mesmo a abordagem para capturar a demanda de cada tipo é diversa. A demanda independente geralmente é prevista e capturada por meio da entrada de pedidos de vendas. A demanda dependente, por outro lado, pode ser calculada com base no cronograma do que fazer e quando. A segunda divisão categórica é baseada na posição do estoque no processo. As quatro categorias gerais incluem: Matérias-primas Representam estoques que foram adquiridos para uso no processo produtivo, mas que não tiveram valor agregado pelo processo produtivo da empresa. Trabalho em processo (WIP - work in process) Representa o inventário que teve algum valor adicionado, mas ainda tem algum processamento a ser concluído antes que possa ser usado para atender à demanda do cliente. Produtos acabados Representam o estoque que completou todo o processamento da empresa. Geralmente está pronto para ser usado para atender à demanda do cliente, com a possível exceção da embalagem. Estoque de manutenção, reparo e operações (MRO - maintenance, repair and operations) Representa o material usado para dar suporte aos processos de negócios e de produção da empresa, mas normalmente nunca será vendido diretamente a um cliente. É composto de peças sobressalentes, óleo de máquina, material de limpeza etc. Controle de inventário Os métodos para controlar adequadamente o estoque são frequentemente ignorados ou recebem pouca exposição em muitos livros de gerenciamento de operações, mas continuam sendo uma questão crítica para muitos sistemas modernos de planejamento e controle. Comentário Esses modernos sistemas de planejamento e controle (como os sistemas ERP) baseiam-se em computadores altamente integrados que podem ser extremamente eficazes e proporcionar grandes benefícios para uma empresa que os utiliza adequadamente. Infelizmente, eles também são extremamente sensíveis à precisão e pontualidade dos dados usados para gerar suas informações. Muitas empresas obtêm muito menos benefícios do que é possível devido a problemas básicos de controle, e o controle de estoque é um dos mais importantes. Talvez você esteja se perguntando: Que nível de precisão é necessário? Claramente, isso é uma questão de opinião, mas a maioria concorda que um nível de precisão contínuo na faixa alta de percentil 90 é necessário para manter a confiança na precisão das informações dos modernos sistemas de planejamento e controle. Isso também depende, é claro, das políticas básicas de negócios da empresa, mas, se os níveis de precisão caírem muito abaixo desse nível, as pessoas ficarão cada vez mais céticas em relação às informações geradas pelo sistema. Dois sintomas claros de informações imprecisas são: O crescimento nos níveis de estoque O crescimento correspondente na atividade de expedição Nesses casos, as pessoas são surpreendidas com falta de estoque quando pensavam que existia estoque adequado para suas necessidades. Uma área de controle de estoque que muitas vezes é subestimada e às vezes até negligenciada é a de manter o banco de dados de estoque preciso e oportuno. As pessoas geralmente assumem que as informações no sistema são precisas, ou não percebem o quanto a falta de precisão afetará negativamente todo o sistema de planejamento. Atenção! Uma abordagem arriscada é que algumas empresas consideram o controle de estoque e o trabalho de almoxarifado ou depósito como uma atividade inferior que requer pouca habilidade ou responsabilidade. Nesses ambientes, os trabalhadores da área de controle de estoque geralmente são mal pagos e recebem pouco treinamento ou instrução. Frequentemente, os trabalhadores dessas empresas veem o trabalho de estoque como de transição, que permite que o funcionário mude para um trabalho melhor como operador de máquina, trabalhador de montagem ou algum outro trabalho que exija mais habilidade e melhor remuneração. A primeira coisa que deve ser entendida é que nem toda precisão de estoque é igual. Se você tiver algum estoque que valha vários milhares de reais, mesmo a falta de uma unidade pode ser grave. Por outro lado, não vale a pena se preocupar com um pequeno parafuso no valor de R$0,005. O processo usado para estabelecer a importância relativa de um item é chamado de distribuição de estoque ABC. O conceito é separar o estoque com base no uso anual em reais. O uso anual em reais é, obviamente, o valor em real por item vezes o número médio de itens usados por ano. Não existe uma regra rígida para a separação dos itens A, B e C, mas a regra geral frequentemente usada é listar todos os itens na ordem do maior uso anual em reais para o menor. Os primeiros 20% dos itens geralmente representam os itens A; aqueles entre 20% e 50% serão os itens B; e os 50% mais baixos serão os itens C. Frequentemente, vê-se, conforme indicado no gráfico de distribuição genérico mostrado a seguir, que os itens A, embora representem apenas 20% do total de itens, podem representar de 70% a 80% do investimento anual em dólares da empresa. Veja o gráfico a seguir. Distribuição ABC do inventário. Teoria das restrições (TOC) e o PMP O conceito fundamental por trás da teoria das restrições (como ela impacta no planejamento e controle) é que toda operação que produz um produto ou serviço é basicamente uma série de processos interligados. Cada processo tem uma capacidade específica para produzir determinada saída definida para a operação e que, em praticamente todos os casos, existe um processo que limita ou restringe o rendimento de toda a operação. Considere a imagem a seguir: Operação de produção do produto. A analogia normalmente usada é, como o diagrama ilustra, que a produção que flui ao longo dos processos operacionais é como o líquido que flui por um oleoduto. Cada processo tem determinada capacidade definida, ilustrada na analogia pelo diâmetro do tubo associado. No diagrama mostrado, o processo E tem a maior capacidade para processar a produção, enquanto a operação C tem a menor capacidade. Como a operação C é a restrição de todo o processo, ela limitará a quantidade de saída do processo, independentemente da capacidade dos processos restantes. Melhorar qualquer uma das outras operações (aumentar o tamanho do tubo nessa seção) não melhorará a quantidade total de líquido que sai do sistema de tubos. Uma restrição, em sua forma mais geral, é qualquer coisa que limite a capacidade da empresa de atingir seu objetivo. Para a maioria das empresas, esse objetivo é ganhar dinheiro, o que se manifesta por meio do aumento do rendimento medido pelas vendas, não apenas pela produção. Como exemplo numérico, considere a operação de produção do produto A no fluxo a seguir. Processo 1 Capacidade = 5 peças por hora Processo 2 Capacidade = 7 peças por hora Deve ficar claro a partir desse exemplo simples que a operação total é limitada pelo processo 3 a 4 peças por hora. Não importa quanta eficiência você tenha nos outros processos e quantas melhorias sejam feitas nos processos 1, 2 e 4, nunca será possível exceder a produção operacional geral de 4 peças por hora, a menos que se resolvam as restrições do processo 3. O aumento da eficiência e utilização nos processos 1 e 2, na verdade, apenas aumentará o estoque, não as vendas. Essa questão é um dos pontos-chave da TOC, a principal medida para qualquer operação deve ser o rendimento da organização, ou seja, a contribuição para as vendas. Quaisquer outras medidas de eficiência do processo, utilização ou outras medidas operacionais comumente usadas têm pouca relevância para a eficácia geral de todo o sistema. Portanto, podemos afirmar que: Processo 3 Capacidade = 4 peças por hora Processo 4 Capacidade = 9 peças por hora Hora perdida em uma operação de restrição Representauma hora perdida na taxa de transferência de todo o processo. Por exemplo, ao observarmos a imagem Operação de produção do produto, se um quarto de hora for perdido apenas no processo 3, toda a operação poderá produzir apenas três unidades naquela hora, independentemente do desempenho dos outros processos. É por essa razão que o foco principal do gerenciamento e programação de uma operação está na restrição. Hora perdida em uma não restrição Representa uma miragem, pois não afetará o rendimento total. Em vez disso, representa o excesso de capacidade. Por exemplo, na imagem Operação de produção do produto, se houver perda de tempo para produzir uma unidade no processo 2, isso significará que o processo 2 pode produzir apenas 6 unidades por hora, mas a operação geral ainda terá um rendimento de apenas 4 por hora, com base na capacidade do processo 3. Lotes de transferência Não precisam ter o mesmo tamanho que os lotes de processo e, muitas vezes, não deveriam ter. Os lotes de processo para restrições devem ter um tamanho que maximize a utilização efetiva do processo (minimize o tempo de inatividade). Os lotes de processo em não restrições não são tão críticos. Lotes de transferência (a quantidade de material movido) muitas vezes podem ser menores para maximizar o rendimento e minimizar os estoques do processo. Operação de produção do produto As fontes de restrição podem ser classificadas de várias maneiras. As formas mais comuns são: Políticas de preços que podem afetar a demanda. Foco incorreto nas comissões de vendas (vender o produto errado). Medidas de produção que inibem o bom desempenho da produção. Políticas de pessoal que promovam conflito entre pessoas ou áreas de produção. Políticas de investimento, incluindo métodos de justificativa, horizonte de planejamento e disponibilidade de fundos. Cronograma Deve ser determinado usando todas as restrições operacionais. Em muitas operações, os cronogramas são definidos sequencialmente. A TOC entende que, ao fazer um cronograma, todas as áreas de restrição devem ser consideradas ao mesmo tempo. A teoria também defende que os lead times são resultado do cronograma e não devem ser determinados antes do processo de agendamento. Restrições de política Restrições de capacidade Políticas de recursos humanos. Normas governamentais. Sistemas de medição tradicionais. Processo de desenvolvimento de produtos. Políticas de nicho de produto. Sistemas de distribuição. Capacidade percebida versus demanda. O sistema de escalonamento desenvolvido para a Teoria das Restrições tem sua própria abordagem específica, embora bastante relacionada a um sistema puxado inerente à produção enxuta. Muitas vezes é descrito como tambor-tampão-corda (drum-buffer-rope): Tambor O tambor do sistema refere-se ao drumbeat, ou ritmo de produção. Essencialmente, ele representa o cronograma mestre para a operação, que é concentrado no ritmo de rendimento conforme definido pela restrição. Tampão Um buffer de tempo geralmente é estabelecido na frente da restrição. É chamado de buffer de tempo porque representa a quantidade de tempo em que o material é liberado no sistema antes do tempo mínimo de processamento normal para atingir a restrição. A ideia é proteger o sistema de variações normais e, assim, proteger a restrição de interrupções ou falta de material. Corda A analogia é que a corda puxa a produção até a restrição para o processamento necessário. Embora isso possa implicar um sistema puxado do tipo Kanban, isso pode ser feito por uma Restrições de mercado liberação bem coordenada de material no sistema no momento certo. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 A teoria das restrições é uma metodologia para identificar o fator limitante mais importante (ou seja, a restrição) que impede o alcance de um objetivo e, em seguida, melhorar sistematicamente essa restrição até que ela não seja mais o fator limitante. Na fabricação, a restrição é muitas vezes referida como um gargalo. O modelo de processo usado em uma análise de teoria das restrições (TOC) é chamado Parabéns! A alternativa B está correta. Tambor-tampão-corda (drum-buffer-rope – DBR) é um método de sincronização da produção com a restrição (gargalo), minimizando o estoque e o trabalho em processo. Questão 2 De acordo com a TOC, quando uma restrição é interna, a gestão deve avaliar as decisões de mix de produtos com base em A just-in-time. B tambor-tampão-corda. C planejamento de necessidades de materiais. D produção enxuta. E planejamento da produção. A produto com a maior margem de lucro. B produto com o menor custo unitário. Parabéns! A alternativa D está correta. Restrições são qualquer coisa que impeça a organização de progredir em direção ao seu objetivo. Nos processos de fabricação, as restrições são normalmente chamadas de gargalos, portanto, esse será o foco para melhorar o rendimento por produto. C produto com a menor alocação de custos baseada em atividades. D rendimento por produto gerado por unidade de tempo na restrição. E produto com o ponto focal para melhoria. Considerações �nais Neste estudo vimos os aspectos do planejamento mestre da produção. A partir disso, podemos fazer observações como: o congelamento do MPS significa bloquear os primeiros dois períodos por um determinado tempo, por exemplo, uma semana ou duas, antes do início da produção de acordo com o cronograma. Isso é feito para evitar mudanças de última hora que criam confusão e gargalos que retardam a produção e, em última análise, arruínam seus planos. Ainda, vimos que, ao contrário da criação de um cronograma mestre de produção, a complexidade do planejamento de recursos de fabricação impossibilita a execução manual. Hoje, existem muitos fornecedores de software diferentes que oferecem sistemas MRP, mas muitos deles cresceram a partir de software de contabilidade ou gerenciamento de estoque e são limitados em seus recursos de planejamento de recursos de fabricação. O uso de um software MRP adequado, no entanto, está se tornando cada vez mais importante quando se trata de permanecer competitivo no setor de manufatura. Explore + Compreenda mais sobre o planejamento e controle de produção, no artigo científico: Planejamento e controle de produção na indústria nacional de bens de equipamento, disponível na plataforma SciELO. Referências MACHADO, M. W. K.Controladoria, gestão de custos e finanças. Ponta Grossa (PR): Atena, 2018. PRADHA, G. Engineering economics & costing. McGraw Hill Education, India, 2016. FRASER, N. M.; JEWKES, E. M. Engineering economics: financial decision making for engineers. Pearson Canada Inc, 2013. Material para download Clique no botão abaixo para fazer o download do conteúdo completo em formato PDF. Download material O que você achou do conteúdo? Relatar problema javascript:CriaPDF()